GEOGRAFIA – PROFESSORA FABIANA
ORIENTE
MÉDIO
O aiatolá do Irã, Ali Khamenei (à esq.), e o príncipe saudita Mohammed bin
Salman
Irã xiita X Arábia Saudita sunita
Islamismo
• Sunitas
• Xiitas
Fundamentalismo Islâmico
Sharia
Umma
Jihad
Expansão Árabe
Império Turco-Otomano: unidade geopolítica para muçulmanos e
árabes
1ª Guerra Mundial – 1914-18: Fim do Império Turco-Otomano
As potências ocidentais (sobretudo Grã-Bretanha e França) dividem o espólio do
antigo Império e, junto às lideranças locais, criam as atuais fronteiras políticas do
Oriente Médio.
1922 – Independência do Egito como Estado laico.
1923 – Proclamada a República Secular da Turquia.
O fundamentalismo islâmico do
Século XX em diante surge como
reação contra a cultura científica
e secular do Ocidente.
Os fundamentalistas temem a
aniquilação e procuram fortificar
uma identidade através do
resgate de práticas e doutrinas do
passado.
Surgimento da Irmandade Muçulmana em 1928, no
Egito.
• Propõe a volta ao estado mais puro da fé, a conversão ao Islã
através do Jihad contra os infiéis.
• O Ocidente é o inimigo!
• Rejeitam a subserviência ao Ocidente.
• Politização do fundamentalismo religioso.
Irmandade Muçulmana
O fundamentalismo islâmico, ou radicalismo islâmico, tem suas raízes na
chamada “Irmandade Muçulmana” (Al Ikhwan
Al Muslimun), organização fundada por Hassan Al-Banna no Egito, em
1929. Nos últimos anos, o nome da Irmandade Muçulmana tem sido
ventilado em diversos órgãos da imprensa por conta de acontecimentos
como a Primavera Árabe e a Guerra Civil na Síria. A defesa da Sharia (Lei
Islâmica) e a interpretação extremista da Jihad, Guerra Santa para o Islã,
são características fundamentais da Irmandade Muçulmana.
A organização de Al-Banna surgiu após a queda do Império Turco
Otomano, em 1924, organização política que dava unidade aos árabes
muçulmanos.
Al-Banna era um professor egípcio que denunciava a situação na qual
a comunidade islâmica se encontrava no início do século XX, que,
para ele, poderia abandonar seus valores e sua conduta após a
queda do Império Turco Otomano. Pretendia então operar uma reforma
moral e espiritual no Oriente Médio e no norte da África, revisitando o
Alcorão e interpretando radicalmente os princípios corânicos.
Na década de 1940, a Irmandade Muçulmana contava com mais
de 500 mil membros. Uma das características deste período foi a
luta contra a presença de influência estrangeira europeia no
Egito e o projeto de construção de um califado (estado
islâmico inspirado nos primeiros herdeiros de Maomé), que
unificasse as nações árabes.
Em 1948, a Irmandade Muçulmana participou na guerra contra
Israel. Entretanto, neste mesmo ano tentou um golpe de estado
contra a monarquia egípcia, que foi rechaçado pelas forças do
governo. Os “irmãos muçulmanos” retaliaram, assassinando o
primeiro ministro, Pasha.
A partir de então, o governo egípcio passou a perseguir os
líderes da Irmandade Muçulmana e assassinou Al-Banna no dia
12 de fevereiro de 1949.
Após o assassinato de seu fundador, um novo líder despontou na
Irmandade Muçulmana, Sayyid Qutb, ainda mais radical que Al-
Banna. Qutb havia morado nos Estados Unidos e na Europa e conhecia o
modo de vida ocidental. Seu ódio pelo ocidente se desenvolveu sobretudo
após o apoio que países democráticos, como os EUA, deram à criação do
estado judaico na Palestina. Entrou na Irmandade Muçulmana com o
objetivo de pôr em prática suas ideias, desenvolvidas principalmente nos
livros “Os Marcos” e “Nossa luta contra os judeus”.
O conceito fundamental desenvolvido por Qutb foi jahilya, que significa
ignorância. Ignorância dos povos ocidentais que, segundo Qutb,
haviam pervertido os valores e a moral advindas da religião.
O radicalismo islâmico nasceu dessa compreensão que Qutb
desenvolveu. As liberdades e direitos, segundo esse ideólogo, vem de
Deus (Allah) e estão contidos no Alcorão, de onde é interpretada
a Sharia, conjunto de leis expressamente antidemocráticas. Outra
caraterística da Irmandade Muçulmana é o pan-islamismo, que
pressupõe a Jihad islâmica, isto é, a “guerra santa” contra o tipo de
comportamento que não leve em conta a tradição islâmica e os
preceitos do Alcorão.
Atualmente, a Irmandade Muçulmana atua em países como Egito, Síria,
Arábia Saudita, Jordânia, Líbano, Paquistão dentre outros. O grupo
terrorista radical palestino Hamas e a Al-Qaeda, responsável pelos
atentados de 11 de setembro, bem como o Estado Islâmico, têm sua
fundamentação ideológica nas ideias de Sayyid Qutb e apoio de
grande parte dos membros da Irmandade Muçulmana.
Sayyid Qutb
Hassan al-Banna, o fundador da
Irmandade Muçulmana
A origem da Arábia Saudita
Casa Al Saud + Wahhabitas
A Arábia Saudita é fruto da
aliança política entre a Casa Al
Saud e os fundamentalistas
wahabitas, defensores de um
Islã puro e inflexível.
Origens da Al Qaeda e do Talibã
Década de 1960 – O governo egípcio reprime e persegue
membros radicais da Irmandade Muçulmana. Muitos migram
para a Arábia Saudita e são acolhidos pelos wahhabitas
Politização do movimento fundamentalista wahhabita
Osama Bin Laden
Os pashtuns formam o maior grupo étnico do Afeganistão. Eles
falam principalmente a língua pashto (uma língua da família da
língua indo-iraniana). A cultura pashtun é baseada no código
tradicional de pashtunwali, que diz ao indivíduo como se comportar
como indivíduo e na sociedade. A definição religiosa e cultural exige
que os pashtuns sejam muçulmanos e sigam os códigos
pashtunwali. A maioria dos pashtuns são muçulmanos sunitas. Eles
geralmente residem no sudeste do Afeganistão e no noroeste do
Paquistão. Eles são considerados da comunidade dos pastores. Eles
são conhecidos pela forte organização tribal.
Os hazaras são considerados pessoas de fala persa e habitam
principalmente o Afeganistão central. Os hazaras formam um grupo
minoritário do Afeganistão e são perseguidos pelos grupos
majoritários. Eles têm características asiáticas e, portanto, são fáceis
de identificar entre outras pessoas do Afeganistão. Eles são xiitas. Os
hazaras também são considerados turcos-mongóis, pois parecem
mongóis e asiáticos do leste, ao passo que compartilham um passado
cultural com os povos turcos da Ásia Central.
A ocupação soviética do Afeganistão 1979 - 1989
Em 1978, os socialistas tomaram o poder no
Afeganistão durante a Revolução de Saur. Os EUA e
seus aliados, como a Arábia Saudita, passaram a apoiar
o movimento de resistência, armando diversos grupos
islâmicos.
Nesse mesmo contexto, os sauditas wahhabitas
financiavam Madrassas, escolas religiosas no
Paquistão para onde as famílias afegãs, especialmente
da etnia Pashtun, enviavam seus filhos.
Foi nessas escolas que se organizou o grupo que criou
o movimento “Talibã”.
A ocupação soviética do Afeganistão 1979 - 1989
Governo do Afeganistão de
orientação comunista
X
Grupos rebeldes, principalmente
pashtuns, “mujahidins” contrários
ao governo, entre eles muitos
muçulmanos fundamentalistas
que declaram a jihad contra os
soviéticos usando táticas de
guerrilhas nas montanhas.
Recebe apoio da
URSS
que envia as
forças armadas
EUA enviavam
dinheiro para o
Paquistão e este
repassava aos
mujahidins.
Bin Laden e um grupo formado por outros wahhabitas e membros
da I.M. criam uma base para treinar os mujahidins
fundamentalistas, na fronteira entre Afeganistão e Paquistão.
1988 – Bin Laden cria a Al Qaeda (A BASE): uma base de
treinamento especial para o jihad global.
Objetivo: “Empunhar a palavra de Deus e fazer vitoriosa a sua
religião; estabelecer a verdade, livrar o mundo de todo o mal e
fundar uma grande nação islâmica.”
No seu conselho diretor havia sauditas, egípcios, argelinos, líbios
entre outros.
Com a derrota da URSS, Bin Laden retorna à Arábia Saudita.
A guerra contra o governo afegão continuou até o Talibã vencer e
dominar o país em 1996.
A ocupação soviética do Afeganistão 1979 - 1989
A retirada soviética do Afeganistão em 1989
Talibã
Talibã é um grupo fundamentalista islâmico formado no fim da
invasão soviética do Afeganistão (1979-1989) por estudantes que
defendiam uma rígida interpretação do Alcorão para governar o
país. Talibã, inclusive, significa “estudantes” em pashto, uma das
línguas faladas no Afeganistão. “O grupo interpreta a religião de
um jeito peculiar. Vê os outros ramos do Islamismo como
deturpados e abertos ao ocidente, então, acreditam ser os
portadores do ‘verdadeiro Islamismo’”.
Durante os anos que ficaram no poder, entre 1996 e 2001, eles
prometeram eliminar qualquer influência estrangeira no país, e
promover a paz e a segurança regional por meio da instauração
de uma versão radical da Sharia, a lei islâmica. Foram adotadas
medidas brutais e repressivas, colocando em xeque direitos
humanos e culturais.
GUERRA DO GOLFO – 1991
O Iraque invade o Kuwait A ONU autorizou um
ataque, liderado pelos
EUA, contra o Iraque e
estabeleceu um prazo
até 15/01/1991 para
que o exército iraquiano
se retirasse do Kuwait.
Como todas as
tentativas de paz
fracassaram, no dia
17/01/91 um gigantesco
ataque aéreo foi
iniciado. Em pouco
tempo, o Iraque estava
destruído.
A aliança entre a Arábia Saudita e os EUA desagrada Bin Laden
Atentados da Al Qaeda
• 1993 – WTC
• 1995 – Riad, Arábia Saudita
• 1996 – Base americana na Arábia Saudita
• 1998 – Embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.
Bin Laden retorna ao Afeganistão:
Com o Talibã no poder no Afeganistão, o território do país torna-se
um amplo campo de treinamentos da Al Qaeda. Dali são
minuciosamente planejados os atentados de 11/09/2001 contra os
EUA.
Guerra do Afeganistão - 2001 até 2021
Em 11 de setembro de 2001, ataques terroristas nos
Estados Unidos mataram quase 3 mil pessoas. Osama bin
Laden, o chefe do grupo extremista al-Qaeda, foi
rapidamente identificado como responsável pelos
atentados.
O Talibã, grupo islâmico radical que governava o
Afeganistão na época, decidiu proteger Bin Laden e se
recusou a entregá-lo ao governo americano. Então, um
mês depois dos atentados de 11 de setembro, os
Estados Unidos lançaram ataques aéreos contra o país.
Outras nações entraram na guerra em apoio aos EUA, e o
Talibã foi rapidamente removido do poder. Mas nos
últimos anos, o grupo não desapareceu e sua influência
voltou a crescer com o passar do tempo.
Morte de Bin Laden em 2011
Foi na cidade paquistanesa de Abbottabad (norte), nas encostas do
Himalaia, que Osama bin Laden foi morto durante uma operação dos
Navy Seals, unidade de elite das forças especiais americanas, em 1º de
maio de 2011.
Seu impacto foi global e afetou a imagem internacional do Paquistão,
expondo as contradições de um país que por muito tempo serviu de
retaguarda para a Al-Qaeda e seus aliados do Talibã. E isso apesar de
ser vítima do terrorismo.
No dia 7 de outubro de 2001, os Estados Unidos invadiram o
Afeganistão.
O objetivo principal da operação era caçar Osama bin Laden e derrotar o Talibã
por fornecer abrigo aos líderes do grupo terroristas.
A invasão liderada pelos EUA impulsionou a economia do Afeganistão. Nas
grandes cidades, o sistema de saúde, a educação e a qualidade de vida em geral
melhoraram consideravelmente. O trabalho de reconstrução e de
desenvolvimento começou, com a criação de novos empregos para o povo
afegão.
O QUE DEU ERRADO...
Em 2003, os Estados Unidos se envolveram na guerra do Iraque...
Em momentos críticos da luta pelo Afeganistão, o governo [George W.] Bush desviou os
escassos recursos de inteligência e reconstrução para o Iraque, inclusive equipes de elite
da CIA e unidades das Forças Especiais envolvidas na caça aos terroristas.
Embora a invasão tenha sido, em partes, um sucesso, os combatentes do Talibã
e da Al Qaeda conseguiram se reagrupar poucos anos após o governo de Hamid
Karzai, apoiado pelo Ocidente, assumir o poder em Cabul.
O ressurgimento do Talibã na 2ª metade dos anos 2000 causou um aumento da
violência no país. Ataques suicidas com bombas se tornaram rotina e os civis
pagaram um preço alto.
EUA e Talibã assinam acordo, e tropas
americanas e da Otan sairão do Afeganistão
em 14 meses
Conflito entre americanos e Talibã no território afegão já dura mais
de 18 anos.
Por G1
29/02/2020
Biden tenta tirar tropas do
Afeganistão e coloca país à mercê
do Taleban
13.abr.2021 às 14h54 Folha de São Paulo
Biden vai adiar saída dos EUA do Afeganistão para
11 de setembro
Presidente americano completará a retirada no 20º
aniversário do ataque às Torres Gêmeas, encerrando a guerra
mais longa da história dos Estados Unidos.
Por G1
13/04/2021 13h18
EUA concluem retirada das tropas do Afeganistão após 20 anos de
ocupação
Americanos e aliados corriam contra o tempo para concluir a retirada após a retomada do
poder pelo Talibã. Pela primeira vez desde 2001, não há tropas americanas no país.
Por Fabio Manzano, G1 30/08/2021
"[A missão foi concluída] nas primeiras horas de 31 de agosto, horário de
Cabul, e mais nenhum americano irá perder sua vida", disse o presidente
Joe Biden.
Avião militar para 100 passageiros decolou do Afeganistão com mais de 600
a bordo
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/15/afeganistao-um-ano-
apos-a-volta-do-taliba-afegaos-relatam-tortura-e-desilusao.ghtml
O Talibã de hoje é igual ao de ontem - Tirando a milícia radical, ninguém comemorou
o primeiro aniversário da atabalhoada retirada militar americana e da volta dos
extremistas ao poder 19 ago 2022
https://veja.abril.com.br/mundo/o-taliba-de-hoje-e-igual-ao-de-ontem/
Apresentadoras afegãs são forçadas a cobrir o rosto após ordem do Talibã -
Mulheres cederam à ordem do regime depois de pressão de líderes do
governo sobre as emissoras
22 Maio 2022
https://veja.abril.com.br/mundo/apresentadoras-afegas-sao-forcadas-a-cobrir-o-
rosto-apos-ordem-do-taliba/
Afegãos
Desde janeiro de 2022, mais de 400 afegãos entraram no Brasil pelo
Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos; entre agosto e
setembro, foram 93. Famílias ficaram dias acampadas no aeroporto
esperando ajuda.
A chegada dos grupos teve início no ano passado, quando as tropas
americanas encerraram 20 anos de intervenção militar
no Afeganistão e o grupo extremista Talibã voltou ao poder. Em
setembro de 2021, o governo do Brasil publicou uma
portaria estabelecendo a concessão de visto temporário, para fins
de acolhida humanitária, a cidadãos afegãos.
O EI-K também é conhecido pela sigla em inglês, ISIS-K.
“Khorasan" é um nome histórico da região que inclui partes de onde ficam
atualmente Paquistão, Irã, Afeganistão e Ásia Central.
Qual a relação do EI-Khorasan com os talibãs?
Embora os dois grupos sejam militantes islâmicos sunitas de linha dura,
também são rivais e divergem em temas de religião e estratégia. Cada um diz
representar a verdadeira bandeira da Jihad.
O Estado Islâmico critica o acordo assinado no ano passado entre Washington
e o Talibã, que levou a um pacto para a retirada das tropas estrangeiras. O
grupo acusa os talibãs de abandonarem a causa jihadista.
Após a rápida tomada do Afeganistão pelos talibãs, vários grupos jihadistas no
mundo felicitaram o grupo, mas não o EI.
Um comentário do EI publicado após a queda de Cabul acusou os talibãs de
traírem os jihadistas com o acordo com Washington e prometeu continuar sua
luta, de acordo com o SITE Intelligence Group, que monitora as comunicações
dos grupos extremista.
Talibã retoma apedrejamentos e açoites de mulheres, e
organizações humanitárias culpam 'silêncio
internacional'
Em 2023, juízes nomeados pelo regime talibã ordenaram 417 penas de
chibatadas e execuções públicas, sendo 57 delas para pessoas do sexo
feminino
Por O Globo — Cabul
29/03/2024 14h25
Adolescentes afegãs são espancadas por uso
inadequado de véu islâmico – Jovens são chamadas de
infiéis pelo regime talibã que governa o país.
10/01/2024 – Agencia Brasil
O regime talibã, que governa o país, chamou as jovens de "infiéis". Salas de aula,
mercados, centros comerciais, nada escapou em Cabul ao olhar repressor do poder
talibã.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2024-01/adolescentes-afegas-sao-espancadas-por-uso-
inadequado-de-veu-islamico
https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/taliba.htm
Talibã é um grupo fundamentalista que surgiu no
Afeganistão, em 1994, durante a Guerra Civil Afegã.
Governou o país entre 1996 e 2001 e retornou ao poder em
2021.
GUERRA DO IRAQUE – 2003
Após sofrer com os atentados de 11 de setembro, os
Estados Unidos decidiram empreender uma “guerra
contra o terror” apontando os governos que poderiam
representar riscos à paz mundial.
Entre os países que compunham esse grupo, estaria o
Iraque, na época, liderado pelo ditador Saddam Hussein
(Partido Baath Árabe Socialista) .
O conflito que começou em 2003 com a invasão do
Iraque, por uma coalizão militar multinacional liderada
pelos Estados Unidos, Reino Unido e outros aliados.
GUERRA DO IRAQUE – 2003
O presidente iraquiano, Saddam Hussein, foi
capturado e mais tarde foi julgado e
depois executado na forca.
Contudo, o vácuo de poder após a queda do
ditador e a ineficiência da ocupação estrangeira
levou a uma onda de violência sectária e religiosa,
principalmente amparada na rivalidade
entre xiitas e sunitas, que mergulhou o país
numa sangrenta guerra civil.
Militantes islamitas fundamentalistas estrangeiros
começaram a chegar em peso no Iraque para
lutar contra as tropas de ocupação ocidental e
contra o novo governo secular iraquiano.
Grupos como a Al-Qaeda se fortaleceram na
região e utilizaram o território iraquiano para
expandir suas atividades. Frente ao aumento da
intensidade do conflito em uma sangrenta luta de
guerrilha, vários países começaram a abandonar
a Coalizão e retiraram suas tropas do Iraque.
Surgimento do grupo terrorista Estado
Islâmico em 2013
GUERRA DO IRAQUE – 2003
Criado em Londres e cidadão britânico,
Mohammed Emwazi nasceu no Kuwait em uma
família de iraquianos e era formado em Ciências
da Computação pela Universidade Westminster.
Teve uma adolescência normal e levou uma vida
aparentemente comum até 2012, quando se
mudou para a Síria, para se juntar ao Estado
Islâmico e se transformar em um monstro. Entre
as vítimas de suas degolações estão jornalistas
(como os americanos Steven Sotloff e James
Foley e os japoneses Kenji Goto e Haruna
Yukawa), voluntários humanitários e soldados
sírios. Da divulgação dos primeiros vídeos
estarrecedores, em 2014, até sua morte, Jihadi
John foi o rosto do Estado Islâmico e o símbolo
de sua brutalidade. Jihad John foi alvo de um
ataque aéreo americano conduzido por um
drone em Raqqa, na Síria, um dia antes dos
atentados de Paris, em novembro de 2015 – que
acabaram ofuscando a notícia de sua morte.
GUERRA DO IRAQUE – 2003
O governo atual, liderado pelo primeiro-ministro Nuri
al-Maliki, é formado pelas três grandes frentes que
habitam o país: os sunitas, os xiitas e os curdos, mas
sua sustentação em uma única pátria dificilmente será
mantida.
De um lado, os curdos – que formam a maior nação
sem pátria – desejam a criação do Curdistão e, de
outro, os xiitas também desejam sua independência
para uma possível junção ao Irã.
Dois mísseis são lançados contra base aérea dos EUA
no Iraque, mas erram o alvo
Os EUA culpam milícias apoiadas pelo Irã por disparos
como esses em solo iraquiano. Nenhum grupo
assumiu a autoria do atentado.
Por G1
04/04/2021 10h36
O Irã tem sido acusado de administrar uma rede de
intermediários em todo o Oriente Médio, usando
milícias xiitas e partidos políticos para destruir governos
rivais.
Desde 2022 a presidência é de um curdo e o
1ºministro, árabe xiita.
GEOGRAFIA
–
PROFESSORA
FABIANA
Os Curdos e a Turquia
Há uma hostilidade enraizada entre o Estado turco e os curdos do país, que
representam de 15% a 20% da população da Turquia, em torno de 80 milhões de
habitantes.
Os curdos receberam tratamento duro nas mãos das autoridades turcas ao
longo de diversas gerações. Em resposta aos levantes nas décadas de 1920 e
1930, muitos curdos foram reassentados, nomes e roupas foram proibidos, o
uso da língua curda foi limitado e até a existência de uma identidade étnica
curda foi negada, com pessoas designadas como "Turcos da Montanha" .
Em 1978, Abdullah Ocalan fundou o PKK, que defendia um Estado independente
curdo na Turquia.
O governo da Turquia diz que o YPG e o PYD (Forças formadas pelos curdos na
Síria) são extensões do PKK, compartilham seu objetivo de independência por
meio de luta armada e são organizações terroristas que devem ser eliminadas.
A Guerra da Síria Hezbollah
Governo de Bashar Al Assad + Rússia + Irã
X
Rebeldes sírios (Exército Livre da Síria)
Curdos (YPG)
EUA
Arábia Saudita
Turquia
 Estado Islâmico
o (foi derrotado na Síria
por bombardeios dos
EUA e da Rússia)
 Frente Fateh al-
Sham (braço da Al
Qaeda que
continua atuante
na Síria)
ATUALMENTE QUEM ESTÁ VENCENDO A GUERRA?
O GOVERNO ASSAD COM APOIO DA RÚSSIA E DO IRÃ.
https://www.bbc.com/port
uguese/internacional-
56378202
20/03/2021 | 21:06
AFP
Um membro das forças de segurança interna curdas observa enquanto
outro grupo de famílias sírias é libertado do campo de al-Hol,
administrado pelos curdos, que mantém parentes suspeitos de
combatentes do grupo do Estado Islâmico (EI), na província de
Hasakeh, no nordeste da Síria, em 18 de março de 2021
RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS
Rússia, Turquia e Irã discutem termos para acordo de paz na
Síria
Os líderes da Rússia, Turquia e Irã discutiram formas de promover uma
resolução pacífica na Síria, incluindo o retorno de refugiados, ajuda
humanitária e a troca de prisioneiros, enquanto grupos divididos da oposição
síria se reuniam na Arábia Saudita para tentar superar as diferenças e formar
um front unido para as negociações de paz em Genebra.
Embora Rússia e Irã tenham apoiado o governo Assad desde o começo do
conflito sírio em março de 2011, enquanto a Turquia apoiava seus rivais, os
três países se uniram para ajudar a mediar o acordo de paz.
Iêmen completa sete anos de guerra sem paz à vista
Sete anos atrás os rebeldes houthis (xiitas) capturaram a capital do Iêmen,
Sanaa, desencadeando uma guerra que mergulhou um país já empobrecido na
pior crise humanitária do mundo. Apesar de alguns esforços diplomáticos para
parar os combates entre os rebeldes apoiados pelo Irã e o governo aliado da
Arábia Saudita, não há fim à vista para o conflito que levou milhões à fome
Quem está vencendo? -Analistas dizem que a balança pende para os rebeldes
houthis. A Arábia Saudita lidera uma coalizão de apoio ao governo do Iêmen
desde março de 2015 e seus ataques aéreos permitiram a recuperação de alguns
territórios do sul, enquanto os rebeldes controlam grande parte do norte e grandes
áreas do oeste.
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2021/09/12/iemen-completa-sete-
anos-de-guerra-sem-paz-a-vista.htm?cmpid=copiaecola
O aiatolá do Irã, Ali Khamenei (à esq.), e o príncipe saudita Mohammed bin
Salman
Irã xiita X Arábia Saudita sunita
GUERRA IRÃ X IRAQUE
1979 - Revolução Islâmica no Irã – Instaurou um Estado
teocrático fundamentalista islâmico xiita e de oposição
à presença política dos países ocidentais e de Israel,
governado pelo aiatolá Khomeini, cujo objetivo era
expandir a revolução xiita para outros países.
1979 – Saddam Hussein assume o governo do Iraque –
Instaurou uma ditadura laica sunita em um país de
maioria xiita)
GUERRA IRÃ X IRAQUE 1980-1988
Saddam Hussein, acreditava que a nova liderança
do Irã revolucionário xiita ameaçava o equilíbrio do
Iraque e seu governo sunita.
O Iraque invade o Irã – Disputa pelo Canal Shatt-
el-Arab
A Turquia, o Estado sucessor do Império Otomano, nega o
termo "genocídio" como uma definição exata para os
assassinatos em massa de armênios, que começaram sob o
domínio otomano em 1915. Nos últimos anos, o governo turco
tem enfrentado seguidas reivindicações para reconhecer o
episódio como um genocídio.
A Turquia e o Genocídio Armênio
O que aconteceu?
No início do século 20, os cristãos armênios eram uma entre várias comunidades
religiosas minoritárias dentro do Império Otomano. O império, comandado pelos
muçulmanos, incluía diversos grupos étnicos e religiosos diferentes.
Em 1908, um movimento encabeçado por oficiais das Forças Armadas chamados de
"Jovens Turcos" tomou o poder prometendo modernizar e fortalecer o império. Seu
grupo, chamado Comitê de Unidade e Progresso (CUP), passou a implementar uma série
de medidas nacionalistas, muitas delas afetando os armênios.
Em março de 1914, o CUP entrou na Primeira Guerra Mundial ao lado da Alemanha. Os
armênios foram convocados pelo governo otomano a lutar. Mas também havia armênios
nacionalistas cooperando com os inimigos russos.
Depois de derrotas em uma campanha contra as forças russas, os Jovens Turcos
passaram a culpar os armênios da região e a descrevê-los como uma "quinta coluna" pró-
Rússia e uma ameaça.
No dia 24 de abril de 1915, mais de 200 intelectuais e líderes comunitários armênios
foram presos pelo governo otomano e posteriormente executados. No período que se
seguiu à prisão dos intelectuais, centenas de milhares de homens, mulheres e crianças
armênias foram mortos. Muitos morreram massacrados em suas cidades, de exaustão,
fome e sede em marchas forçadas ao longo de regiões desérticas no que hoje é a Síria e
em campos de concentração.
As propriedades dos armênios foram confiscadas e oferecidas a muçulmanos, e muitos
órfãos foram adotados por famílias muçulmanas.
Biden reconhece como “genocídio” o massacre de
armênios sob o Império Otomano
Com sua decisão, presidente dos EUA rompe com a linha de
seus antecessores na Casa Branca, que evitaram falar em
extermínio temendo prejudicar as relações com a Turquia
EL PAÍS Washington - 24 ABR 2021 - 17:03 BRT
https://brasil.elpais.com/internacional/2021-04-24/biden-reconhece-como-
genocidio-o-massacre-de-armenios-sob-o-imperio-otomano.html
https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/genocidio-
armenio.htm
Recep Tayyip Erdogan
https://guiadoestudante.abril.com.br/curso-enem-play/atualidades-internacional-turquia/
3ªSÉRIE-Fundamentalismo-Oriente Médio-Conflitos.pdf

3ªSÉRIE-Fundamentalismo-Oriente Médio-Conflitos.pdf

  • 1.
    GEOGRAFIA – PROFESSORAFABIANA ORIENTE MÉDIO
  • 3.
    O aiatolá doIrã, Ali Khamenei (à esq.), e o príncipe saudita Mohammed bin Salman Irã xiita X Arábia Saudita sunita
  • 4.
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    Império Turco-Otomano: unidadegeopolítica para muçulmanos e árabes
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    1ª Guerra Mundial– 1914-18: Fim do Império Turco-Otomano As potências ocidentais (sobretudo Grã-Bretanha e França) dividem o espólio do antigo Império e, junto às lideranças locais, criam as atuais fronteiras políticas do Oriente Médio. 1922 – Independência do Egito como Estado laico. 1923 – Proclamada a República Secular da Turquia. O fundamentalismo islâmico do Século XX em diante surge como reação contra a cultura científica e secular do Ocidente. Os fundamentalistas temem a aniquilação e procuram fortificar uma identidade através do resgate de práticas e doutrinas do passado.
  • 9.
    Surgimento da IrmandadeMuçulmana em 1928, no Egito. • Propõe a volta ao estado mais puro da fé, a conversão ao Islã através do Jihad contra os infiéis. • O Ocidente é o inimigo! • Rejeitam a subserviência ao Ocidente. • Politização do fundamentalismo religioso.
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    Irmandade Muçulmana O fundamentalismoislâmico, ou radicalismo islâmico, tem suas raízes na chamada “Irmandade Muçulmana” (Al Ikhwan Al Muslimun), organização fundada por Hassan Al-Banna no Egito, em 1929. Nos últimos anos, o nome da Irmandade Muçulmana tem sido ventilado em diversos órgãos da imprensa por conta de acontecimentos como a Primavera Árabe e a Guerra Civil na Síria. A defesa da Sharia (Lei Islâmica) e a interpretação extremista da Jihad, Guerra Santa para o Islã, são características fundamentais da Irmandade Muçulmana. A organização de Al-Banna surgiu após a queda do Império Turco Otomano, em 1924, organização política que dava unidade aos árabes muçulmanos. Al-Banna era um professor egípcio que denunciava a situação na qual a comunidade islâmica se encontrava no início do século XX, que, para ele, poderia abandonar seus valores e sua conduta após a queda do Império Turco Otomano. Pretendia então operar uma reforma moral e espiritual no Oriente Médio e no norte da África, revisitando o Alcorão e interpretando radicalmente os princípios corânicos.
  • 12.
    Na década de1940, a Irmandade Muçulmana contava com mais de 500 mil membros. Uma das características deste período foi a luta contra a presença de influência estrangeira europeia no Egito e o projeto de construção de um califado (estado islâmico inspirado nos primeiros herdeiros de Maomé), que unificasse as nações árabes. Em 1948, a Irmandade Muçulmana participou na guerra contra Israel. Entretanto, neste mesmo ano tentou um golpe de estado contra a monarquia egípcia, que foi rechaçado pelas forças do governo. Os “irmãos muçulmanos” retaliaram, assassinando o primeiro ministro, Pasha. A partir de então, o governo egípcio passou a perseguir os líderes da Irmandade Muçulmana e assassinou Al-Banna no dia 12 de fevereiro de 1949.
  • 13.
    Após o assassinatode seu fundador, um novo líder despontou na Irmandade Muçulmana, Sayyid Qutb, ainda mais radical que Al- Banna. Qutb havia morado nos Estados Unidos e na Europa e conhecia o modo de vida ocidental. Seu ódio pelo ocidente se desenvolveu sobretudo após o apoio que países democráticos, como os EUA, deram à criação do estado judaico na Palestina. Entrou na Irmandade Muçulmana com o objetivo de pôr em prática suas ideias, desenvolvidas principalmente nos livros “Os Marcos” e “Nossa luta contra os judeus”. O conceito fundamental desenvolvido por Qutb foi jahilya, que significa ignorância. Ignorância dos povos ocidentais que, segundo Qutb, haviam pervertido os valores e a moral advindas da religião. O radicalismo islâmico nasceu dessa compreensão que Qutb desenvolveu. As liberdades e direitos, segundo esse ideólogo, vem de Deus (Allah) e estão contidos no Alcorão, de onde é interpretada a Sharia, conjunto de leis expressamente antidemocráticas. Outra caraterística da Irmandade Muçulmana é o pan-islamismo, que pressupõe a Jihad islâmica, isto é, a “guerra santa” contra o tipo de comportamento que não leve em conta a tradição islâmica e os preceitos do Alcorão.
  • 14.
    Atualmente, a IrmandadeMuçulmana atua em países como Egito, Síria, Arábia Saudita, Jordânia, Líbano, Paquistão dentre outros. O grupo terrorista radical palestino Hamas e a Al-Qaeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro, bem como o Estado Islâmico, têm sua fundamentação ideológica nas ideias de Sayyid Qutb e apoio de grande parte dos membros da Irmandade Muçulmana. Sayyid Qutb Hassan al-Banna, o fundador da Irmandade Muçulmana
  • 15.
    A origem daArábia Saudita Casa Al Saud + Wahhabitas A Arábia Saudita é fruto da aliança política entre a Casa Al Saud e os fundamentalistas wahabitas, defensores de um Islã puro e inflexível.
  • 16.
    Origens da AlQaeda e do Talibã
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    Década de 1960– O governo egípcio reprime e persegue membros radicais da Irmandade Muçulmana. Muitos migram para a Arábia Saudita e são acolhidos pelos wahhabitas Politização do movimento fundamentalista wahhabita Osama Bin Laden
  • 21.
    Os pashtuns formamo maior grupo étnico do Afeganistão. Eles falam principalmente a língua pashto (uma língua da família da língua indo-iraniana). A cultura pashtun é baseada no código tradicional de pashtunwali, que diz ao indivíduo como se comportar como indivíduo e na sociedade. A definição religiosa e cultural exige que os pashtuns sejam muçulmanos e sigam os códigos pashtunwali. A maioria dos pashtuns são muçulmanos sunitas. Eles geralmente residem no sudeste do Afeganistão e no noroeste do Paquistão. Eles são considerados da comunidade dos pastores. Eles são conhecidos pela forte organização tribal. Os hazaras são considerados pessoas de fala persa e habitam principalmente o Afeganistão central. Os hazaras formam um grupo minoritário do Afeganistão e são perseguidos pelos grupos majoritários. Eles têm características asiáticas e, portanto, são fáceis de identificar entre outras pessoas do Afeganistão. Eles são xiitas. Os hazaras também são considerados turcos-mongóis, pois parecem mongóis e asiáticos do leste, ao passo que compartilham um passado cultural com os povos turcos da Ásia Central.
  • 22.
    A ocupação soviéticado Afeganistão 1979 - 1989
  • 23.
    Em 1978, ossocialistas tomaram o poder no Afeganistão durante a Revolução de Saur. Os EUA e seus aliados, como a Arábia Saudita, passaram a apoiar o movimento de resistência, armando diversos grupos islâmicos. Nesse mesmo contexto, os sauditas wahhabitas financiavam Madrassas, escolas religiosas no Paquistão para onde as famílias afegãs, especialmente da etnia Pashtun, enviavam seus filhos. Foi nessas escolas que se organizou o grupo que criou o movimento “Talibã”.
  • 24.
    A ocupação soviéticado Afeganistão 1979 - 1989 Governo do Afeganistão de orientação comunista X Grupos rebeldes, principalmente pashtuns, “mujahidins” contrários ao governo, entre eles muitos muçulmanos fundamentalistas que declaram a jihad contra os soviéticos usando táticas de guerrilhas nas montanhas. Recebe apoio da URSS que envia as forças armadas EUA enviavam dinheiro para o Paquistão e este repassava aos mujahidins. Bin Laden e um grupo formado por outros wahhabitas e membros da I.M. criam uma base para treinar os mujahidins fundamentalistas, na fronteira entre Afeganistão e Paquistão.
  • 25.
    1988 – BinLaden cria a Al Qaeda (A BASE): uma base de treinamento especial para o jihad global. Objetivo: “Empunhar a palavra de Deus e fazer vitoriosa a sua religião; estabelecer a verdade, livrar o mundo de todo o mal e fundar uma grande nação islâmica.” No seu conselho diretor havia sauditas, egípcios, argelinos, líbios entre outros. Com a derrota da URSS, Bin Laden retorna à Arábia Saudita. A guerra contra o governo afegão continuou até o Talibã vencer e dominar o país em 1996.
  • 26.
    A ocupação soviéticado Afeganistão 1979 - 1989
  • 27.
    A retirada soviéticado Afeganistão em 1989
  • 28.
    Talibã Talibã é umgrupo fundamentalista islâmico formado no fim da invasão soviética do Afeganistão (1979-1989) por estudantes que defendiam uma rígida interpretação do Alcorão para governar o país. Talibã, inclusive, significa “estudantes” em pashto, uma das línguas faladas no Afeganistão. “O grupo interpreta a religião de um jeito peculiar. Vê os outros ramos do Islamismo como deturpados e abertos ao ocidente, então, acreditam ser os portadores do ‘verdadeiro Islamismo’”. Durante os anos que ficaram no poder, entre 1996 e 2001, eles prometeram eliminar qualquer influência estrangeira no país, e promover a paz e a segurança regional por meio da instauração de uma versão radical da Sharia, a lei islâmica. Foram adotadas medidas brutais e repressivas, colocando em xeque direitos humanos e culturais.
  • 30.
    GUERRA DO GOLFO– 1991 O Iraque invade o Kuwait A ONU autorizou um ataque, liderado pelos EUA, contra o Iraque e estabeleceu um prazo até 15/01/1991 para que o exército iraquiano se retirasse do Kuwait. Como todas as tentativas de paz fracassaram, no dia 17/01/91 um gigantesco ataque aéreo foi iniciado. Em pouco tempo, o Iraque estava destruído.
  • 31.
    A aliança entrea Arábia Saudita e os EUA desagrada Bin Laden Atentados da Al Qaeda • 1993 – WTC • 1995 – Riad, Arábia Saudita • 1996 – Base americana na Arábia Saudita • 1998 – Embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia.
  • 32.
    Bin Laden retornaao Afeganistão: Com o Talibã no poder no Afeganistão, o território do país torna-se um amplo campo de treinamentos da Al Qaeda. Dali são minuciosamente planejados os atentados de 11/09/2001 contra os EUA.
  • 35.
    Guerra do Afeganistão- 2001 até 2021 Em 11 de setembro de 2001, ataques terroristas nos Estados Unidos mataram quase 3 mil pessoas. Osama bin Laden, o chefe do grupo extremista al-Qaeda, foi rapidamente identificado como responsável pelos atentados. O Talibã, grupo islâmico radical que governava o Afeganistão na época, decidiu proteger Bin Laden e se recusou a entregá-lo ao governo americano. Então, um mês depois dos atentados de 11 de setembro, os Estados Unidos lançaram ataques aéreos contra o país. Outras nações entraram na guerra em apoio aos EUA, e o Talibã foi rapidamente removido do poder. Mas nos últimos anos, o grupo não desapareceu e sua influência voltou a crescer com o passar do tempo.
  • 36.
    Morte de BinLaden em 2011 Foi na cidade paquistanesa de Abbottabad (norte), nas encostas do Himalaia, que Osama bin Laden foi morto durante uma operação dos Navy Seals, unidade de elite das forças especiais americanas, em 1º de maio de 2011. Seu impacto foi global e afetou a imagem internacional do Paquistão, expondo as contradições de um país que por muito tempo serviu de retaguarda para a Al-Qaeda e seus aliados do Talibã. E isso apesar de ser vítima do terrorismo.
  • 37.
    No dia 7de outubro de 2001, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão. O objetivo principal da operação era caçar Osama bin Laden e derrotar o Talibã por fornecer abrigo aos líderes do grupo terroristas. A invasão liderada pelos EUA impulsionou a economia do Afeganistão. Nas grandes cidades, o sistema de saúde, a educação e a qualidade de vida em geral melhoraram consideravelmente. O trabalho de reconstrução e de desenvolvimento começou, com a criação de novos empregos para o povo afegão. O QUE DEU ERRADO... Em 2003, os Estados Unidos se envolveram na guerra do Iraque... Em momentos críticos da luta pelo Afeganistão, o governo [George W.] Bush desviou os escassos recursos de inteligência e reconstrução para o Iraque, inclusive equipes de elite da CIA e unidades das Forças Especiais envolvidas na caça aos terroristas. Embora a invasão tenha sido, em partes, um sucesso, os combatentes do Talibã e da Al Qaeda conseguiram se reagrupar poucos anos após o governo de Hamid Karzai, apoiado pelo Ocidente, assumir o poder em Cabul.
  • 38.
    O ressurgimento doTalibã na 2ª metade dos anos 2000 causou um aumento da violência no país. Ataques suicidas com bombas se tornaram rotina e os civis pagaram um preço alto.
  • 40.
    EUA e Talibãassinam acordo, e tropas americanas e da Otan sairão do Afeganistão em 14 meses Conflito entre americanos e Talibã no território afegão já dura mais de 18 anos. Por G1 29/02/2020
  • 41.
    Biden tenta tirartropas do Afeganistão e coloca país à mercê do Taleban 13.abr.2021 às 14h54 Folha de São Paulo
  • 42.
    Biden vai adiarsaída dos EUA do Afeganistão para 11 de setembro Presidente americano completará a retirada no 20º aniversário do ataque às Torres Gêmeas, encerrando a guerra mais longa da história dos Estados Unidos. Por G1 13/04/2021 13h18
  • 44.
    EUA concluem retiradadas tropas do Afeganistão após 20 anos de ocupação Americanos e aliados corriam contra o tempo para concluir a retirada após a retomada do poder pelo Talibã. Pela primeira vez desde 2001, não há tropas americanas no país. Por Fabio Manzano, G1 30/08/2021 "[A missão foi concluída] nas primeiras horas de 31 de agosto, horário de Cabul, e mais nenhum americano irá perder sua vida", disse o presidente Joe Biden. Avião militar para 100 passageiros decolou do Afeganistão com mais de 600 a bordo
  • 45.
  • 46.
    O Talibã dehoje é igual ao de ontem - Tirando a milícia radical, ninguém comemorou o primeiro aniversário da atabalhoada retirada militar americana e da volta dos extremistas ao poder 19 ago 2022 https://veja.abril.com.br/mundo/o-taliba-de-hoje-e-igual-ao-de-ontem/
  • 47.
    Apresentadoras afegãs sãoforçadas a cobrir o rosto após ordem do Talibã - Mulheres cederam à ordem do regime depois de pressão de líderes do governo sobre as emissoras 22 Maio 2022 https://veja.abril.com.br/mundo/apresentadoras-afegas-sao-forcadas-a-cobrir-o- rosto-apos-ordem-do-taliba/
  • 48.
    Afegãos Desde janeiro de2022, mais de 400 afegãos entraram no Brasil pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos; entre agosto e setembro, foram 93. Famílias ficaram dias acampadas no aeroporto esperando ajuda. A chegada dos grupos teve início no ano passado, quando as tropas americanas encerraram 20 anos de intervenção militar no Afeganistão e o grupo extremista Talibã voltou ao poder. Em setembro de 2021, o governo do Brasil publicou uma portaria estabelecendo a concessão de visto temporário, para fins de acolhida humanitária, a cidadãos afegãos.
  • 49.
    O EI-K tambémé conhecido pela sigla em inglês, ISIS-K. “Khorasan" é um nome histórico da região que inclui partes de onde ficam atualmente Paquistão, Irã, Afeganistão e Ásia Central. Qual a relação do EI-Khorasan com os talibãs? Embora os dois grupos sejam militantes islâmicos sunitas de linha dura, também são rivais e divergem em temas de religião e estratégia. Cada um diz representar a verdadeira bandeira da Jihad. O Estado Islâmico critica o acordo assinado no ano passado entre Washington e o Talibã, que levou a um pacto para a retirada das tropas estrangeiras. O grupo acusa os talibãs de abandonarem a causa jihadista. Após a rápida tomada do Afeganistão pelos talibãs, vários grupos jihadistas no mundo felicitaram o grupo, mas não o EI. Um comentário do EI publicado após a queda de Cabul acusou os talibãs de traírem os jihadistas com o acordo com Washington e prometeu continuar sua luta, de acordo com o SITE Intelligence Group, que monitora as comunicações dos grupos extremista.
  • 50.
    Talibã retoma apedrejamentose açoites de mulheres, e organizações humanitárias culpam 'silêncio internacional' Em 2023, juízes nomeados pelo regime talibã ordenaram 417 penas de chibatadas e execuções públicas, sendo 57 delas para pessoas do sexo feminino Por O Globo — Cabul 29/03/2024 14h25 Adolescentes afegãs são espancadas por uso inadequado de véu islâmico – Jovens são chamadas de infiéis pelo regime talibã que governa o país. 10/01/2024 – Agencia Brasil O regime talibã, que governa o país, chamou as jovens de "infiéis". Salas de aula, mercados, centros comerciais, nada escapou em Cabul ao olhar repressor do poder talibã. https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2024-01/adolescentes-afegas-sao-espancadas-por-uso- inadequado-de-veu-islamico
  • 51.
    https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/taliba.htm Talibã é umgrupo fundamentalista que surgiu no Afeganistão, em 1994, durante a Guerra Civil Afegã. Governou o país entre 1996 e 2001 e retornou ao poder em 2021.
  • 52.
    GUERRA DO IRAQUE– 2003 Após sofrer com os atentados de 11 de setembro, os Estados Unidos decidiram empreender uma “guerra contra o terror” apontando os governos que poderiam representar riscos à paz mundial. Entre os países que compunham esse grupo, estaria o Iraque, na época, liderado pelo ditador Saddam Hussein (Partido Baath Árabe Socialista) . O conflito que começou em 2003 com a invasão do Iraque, por uma coalizão militar multinacional liderada pelos Estados Unidos, Reino Unido e outros aliados.
  • 53.
    GUERRA DO IRAQUE– 2003 O presidente iraquiano, Saddam Hussein, foi capturado e mais tarde foi julgado e depois executado na forca. Contudo, o vácuo de poder após a queda do ditador e a ineficiência da ocupação estrangeira levou a uma onda de violência sectária e religiosa, principalmente amparada na rivalidade entre xiitas e sunitas, que mergulhou o país numa sangrenta guerra civil.
  • 54.
    Militantes islamitas fundamentalistasestrangeiros começaram a chegar em peso no Iraque para lutar contra as tropas de ocupação ocidental e contra o novo governo secular iraquiano. Grupos como a Al-Qaeda se fortaleceram na região e utilizaram o território iraquiano para expandir suas atividades. Frente ao aumento da intensidade do conflito em uma sangrenta luta de guerrilha, vários países começaram a abandonar a Coalizão e retiraram suas tropas do Iraque. Surgimento do grupo terrorista Estado Islâmico em 2013 GUERRA DO IRAQUE – 2003
  • 55.
    Criado em Londrese cidadão britânico, Mohammed Emwazi nasceu no Kuwait em uma família de iraquianos e era formado em Ciências da Computação pela Universidade Westminster. Teve uma adolescência normal e levou uma vida aparentemente comum até 2012, quando se mudou para a Síria, para se juntar ao Estado Islâmico e se transformar em um monstro. Entre as vítimas de suas degolações estão jornalistas (como os americanos Steven Sotloff e James Foley e os japoneses Kenji Goto e Haruna Yukawa), voluntários humanitários e soldados sírios. Da divulgação dos primeiros vídeos estarrecedores, em 2014, até sua morte, Jihadi John foi o rosto do Estado Islâmico e o símbolo de sua brutalidade. Jihad John foi alvo de um ataque aéreo americano conduzido por um drone em Raqqa, na Síria, um dia antes dos atentados de Paris, em novembro de 2015 – que acabaram ofuscando a notícia de sua morte.
  • 56.
    GUERRA DO IRAQUE– 2003 O governo atual, liderado pelo primeiro-ministro Nuri al-Maliki, é formado pelas três grandes frentes que habitam o país: os sunitas, os xiitas e os curdos, mas sua sustentação em uma única pátria dificilmente será mantida. De um lado, os curdos – que formam a maior nação sem pátria – desejam a criação do Curdistão e, de outro, os xiitas também desejam sua independência para uma possível junção ao Irã.
  • 57.
    Dois mísseis sãolançados contra base aérea dos EUA no Iraque, mas erram o alvo Os EUA culpam milícias apoiadas pelo Irã por disparos como esses em solo iraquiano. Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado. Por G1 04/04/2021 10h36 O Irã tem sido acusado de administrar uma rede de intermediários em todo o Oriente Médio, usando milícias xiitas e partidos políticos para destruir governos rivais. Desde 2022 a presidência é de um curdo e o 1ºministro, árabe xiita.
  • 58.
  • 59.
    Os Curdos ea Turquia Há uma hostilidade enraizada entre o Estado turco e os curdos do país, que representam de 15% a 20% da população da Turquia, em torno de 80 milhões de habitantes. Os curdos receberam tratamento duro nas mãos das autoridades turcas ao longo de diversas gerações. Em resposta aos levantes nas décadas de 1920 e 1930, muitos curdos foram reassentados, nomes e roupas foram proibidos, o uso da língua curda foi limitado e até a existência de uma identidade étnica curda foi negada, com pessoas designadas como "Turcos da Montanha" . Em 1978, Abdullah Ocalan fundou o PKK, que defendia um Estado independente curdo na Turquia. O governo da Turquia diz que o YPG e o PYD (Forças formadas pelos curdos na Síria) são extensões do PKK, compartilham seu objetivo de independência por meio de luta armada e são organizações terroristas que devem ser eliminadas.
  • 60.
    A Guerra daSíria Hezbollah Governo de Bashar Al Assad + Rússia + Irã X Rebeldes sírios (Exército Livre da Síria) Curdos (YPG) EUA Arábia Saudita Turquia  Estado Islâmico o (foi derrotado na Síria por bombardeios dos EUA e da Rússia)  Frente Fateh al- Sham (braço da Al Qaeda que continua atuante na Síria) ATUALMENTE QUEM ESTÁ VENCENDO A GUERRA? O GOVERNO ASSAD COM APOIO DA RÚSSIA E DO IRÃ.
  • 62.
  • 63.
    20/03/2021 | 21:06 AFP Ummembro das forças de segurança interna curdas observa enquanto outro grupo de famílias sírias é libertado do campo de al-Hol, administrado pelos curdos, que mantém parentes suspeitos de combatentes do grupo do Estado Islâmico (EI), na província de Hasakeh, no nordeste da Síria, em 18 de março de 2021
  • 64.
    RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS Rússia, Turquiae Irã discutem termos para acordo de paz na Síria Os líderes da Rússia, Turquia e Irã discutiram formas de promover uma resolução pacífica na Síria, incluindo o retorno de refugiados, ajuda humanitária e a troca de prisioneiros, enquanto grupos divididos da oposição síria se reuniam na Arábia Saudita para tentar superar as diferenças e formar um front unido para as negociações de paz em Genebra. Embora Rússia e Irã tenham apoiado o governo Assad desde o começo do conflito sírio em março de 2011, enquanto a Turquia apoiava seus rivais, os três países se uniram para ajudar a mediar o acordo de paz.
  • 66.
    Iêmen completa seteanos de guerra sem paz à vista Sete anos atrás os rebeldes houthis (xiitas) capturaram a capital do Iêmen, Sanaa, desencadeando uma guerra que mergulhou um país já empobrecido na pior crise humanitária do mundo. Apesar de alguns esforços diplomáticos para parar os combates entre os rebeldes apoiados pelo Irã e o governo aliado da Arábia Saudita, não há fim à vista para o conflito que levou milhões à fome Quem está vencendo? -Analistas dizem que a balança pende para os rebeldes houthis. A Arábia Saudita lidera uma coalizão de apoio ao governo do Iêmen desde março de 2015 e seus ataques aéreos permitiram a recuperação de alguns territórios do sul, enquanto os rebeldes controlam grande parte do norte e grandes áreas do oeste. https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2021/09/12/iemen-completa-sete- anos-de-guerra-sem-paz-a-vista.htm?cmpid=copiaecola
  • 67.
    O aiatolá doIrã, Ali Khamenei (à esq.), e o príncipe saudita Mohammed bin Salman Irã xiita X Arábia Saudita sunita
  • 68.
    GUERRA IRÃ XIRAQUE 1979 - Revolução Islâmica no Irã – Instaurou um Estado teocrático fundamentalista islâmico xiita e de oposição à presença política dos países ocidentais e de Israel, governado pelo aiatolá Khomeini, cujo objetivo era expandir a revolução xiita para outros países. 1979 – Saddam Hussein assume o governo do Iraque – Instaurou uma ditadura laica sunita em um país de maioria xiita)
  • 69.
    GUERRA IRÃ XIRAQUE 1980-1988 Saddam Hussein, acreditava que a nova liderança do Irã revolucionário xiita ameaçava o equilíbrio do Iraque e seu governo sunita. O Iraque invade o Irã – Disputa pelo Canal Shatt- el-Arab
  • 70.
    A Turquia, oEstado sucessor do Império Otomano, nega o termo "genocídio" como uma definição exata para os assassinatos em massa de armênios, que começaram sob o domínio otomano em 1915. Nos últimos anos, o governo turco tem enfrentado seguidas reivindicações para reconhecer o episódio como um genocídio. A Turquia e o Genocídio Armênio
  • 71.
    O que aconteceu? Noinício do século 20, os cristãos armênios eram uma entre várias comunidades religiosas minoritárias dentro do Império Otomano. O império, comandado pelos muçulmanos, incluía diversos grupos étnicos e religiosos diferentes. Em 1908, um movimento encabeçado por oficiais das Forças Armadas chamados de "Jovens Turcos" tomou o poder prometendo modernizar e fortalecer o império. Seu grupo, chamado Comitê de Unidade e Progresso (CUP), passou a implementar uma série de medidas nacionalistas, muitas delas afetando os armênios. Em março de 1914, o CUP entrou na Primeira Guerra Mundial ao lado da Alemanha. Os armênios foram convocados pelo governo otomano a lutar. Mas também havia armênios nacionalistas cooperando com os inimigos russos. Depois de derrotas em uma campanha contra as forças russas, os Jovens Turcos passaram a culpar os armênios da região e a descrevê-los como uma "quinta coluna" pró- Rússia e uma ameaça. No dia 24 de abril de 1915, mais de 200 intelectuais e líderes comunitários armênios foram presos pelo governo otomano e posteriormente executados. No período que se seguiu à prisão dos intelectuais, centenas de milhares de homens, mulheres e crianças armênias foram mortos. Muitos morreram massacrados em suas cidades, de exaustão, fome e sede em marchas forçadas ao longo de regiões desérticas no que hoje é a Síria e em campos de concentração. As propriedades dos armênios foram confiscadas e oferecidas a muçulmanos, e muitos órfãos foram adotados por famílias muçulmanas.
  • 72.
    Biden reconhece como“genocídio” o massacre de armênios sob o Império Otomano Com sua decisão, presidente dos EUA rompe com a linha de seus antecessores na Casa Branca, que evitaram falar em extermínio temendo prejudicar as relações com a Turquia EL PAÍS Washington - 24 ABR 2021 - 17:03 BRT https://brasil.elpais.com/internacional/2021-04-24/biden-reconhece-como- genocidio-o-massacre-de-armenios-sob-o-imperio-otomano.html https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/genocidio- armenio.htm
  • 73.
  • 74.