Conversando com um sertanejo, Perto de um pé de maracujá Eu perguntei, diga-me, caro sertanejo, Por que razão nasce roxa a...
Ah! Pois então eu lhe conto A histora que eu ouvi contá A razão pruque nasce roxa A flor do maracujá. Maracujá já foi bran...
Quando as flô brotava nele Lá pros confins do sertão Maracujá parecia Um nim de algodão. Mais aí há muito tempo Num mês qu...
Nosso Sinhô Jesus Cristo Foi condenado a morrê Numa cruz crucificado Longe daqui como quê. Pregaro Cristo a martelo E ao v...
Chorava os campo As fôia a ribeira Sabiá também chorava Nos gaio de laranjeira. E havia perto da cruz Bem pertim de Nosso ...
E o sangue de Jesus Cristo Sangue pisado de dô Nos pés de maracujá Tingia tadas as flô Eis aí, seu moço A históra que eu v...
Autor: Catulo da Paixão Cearense Fundo Musical:Internet  Imagens: Internet Declamação e Configuração: Doizinho Quental [em...
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A flor do maracujá - Catulo da Paixão Cearense

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Recebido do amigo Cândido, compartilho, Irene Aguiar.

  • '...I o sangue de Jesus Cristo,
    Sangui pisado de dô,
    Nus pé du maracujá,
    Tingia todas as frô,
    Eis aqui seu moço,
    A estória que eu vi contá,
    A razão proque nasce branca i roxa,
    A frô do maracujá'.
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A flor do maracujá - Catulo da Paixão Cearense

  1. 1. Conversando com um sertanejo, Perto de um pé de maracujá Eu perguntei, diga-me, caro sertanejo, Por que razão nasce roxa a flor do maracujá? Rolagem automática... A FLOR DE MARACUJÁ Catulo da Paixão Cearense
  2. 2. Ah! Pois então eu lhe conto A histora que eu ouvi contá A razão pruque nasce roxa A flor do maracujá. Maracujá já foi branco Eu posso inté lhe ajurá Mais branco do que a claridade Mais branco do que o luá.
  3. 3. Quando as flô brotava nele Lá pros confins do sertão Maracujá parecia Um nim de algodão. Mais aí há muito tempo Num mês que inté nem me lembro Se foi maio se foi junho Se foi janeiro ou dezembro.
  4. 4. Nosso Sinhô Jesus Cristo Foi condenado a morrê Numa cruz crucificado Longe daqui como quê. Pregaro Cristo a martelo E ao ver tamanha crueza A Natureza inteirinha Pôi-se a chorar de tristeza.
  5. 5. Chorava os campo As fôia a ribeira Sabiá também chorava Nos gaio de laranjeira. E havia perto da cruz Bem pertim de Nosso Sinhô. Um pé de maracujá Carregadim de fulô
  6. 6. E o sangue de Jesus Cristo Sangue pisado de dô Nos pés de maracujá Tingia tadas as flô Eis aí, seu moço A históra que eu vi contá A razão pruquê nasce roxa A flô de maracujá.
  7. 7. Autor: Catulo da Paixão Cearense Fundo Musical:Internet Imagens: Internet Declamação e Configuração: Doizinho Quental [email_address]

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