Sociólogo e filósofo alemãoJürgen Habermas18/6/1929, Düsseldorf, AlemanhaDa Página 3 - Pedagogia & ComunicaçãoAos 25 anos,...
Comte, foi atraído pelo jovem brilhante que possuiu a capacidade treinada e metódica para o trabalholhe faltava. Comte tor...
Só e isolado, continuou a atacar os cientistas que se recusaram a reconhecê-lo. Queixou-se de seusinimigos aos ministros d...
Estados Unidos, e na Holanda.Cada noite, das sete às nove, exceto nas quartas-feiras quando a SocietéPositiviste tinha sua...
Tomou idéias principalmente dos filósofos modernos do século XVIII. De Saint-Simon e outrosreformadores franceses menores ...
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Estes punham-no a par dos últimos acontecimentos nas colônias inglesas, nas quais osingleses impunham uma restritiva polít...
estudiosos da obra de Smith têm argumentado que não existe contradição. Eles alegamque, em A Teoria dos Sentimentos Morais...
Tem havido alguma controvérsia sobre a extensão da originalidade de Smith           em Riqueza das nações; alguns argument...
Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito deinterpretar as Escrituras, decidir ...
Batalha de MarstonMoor (1644) marca uma vitória decisiva das forças parlamentares durante a guerra civilinglesaO século XV...
Em 1610 ele empreendeu uma viagem à Europa, acompanhando William Cavendish, indo paraFrança, Itália e Alemanha. Pode obser...
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Sociólogo e filósofo alemão

  1. 1. Sociólogo e filósofo alemãoJürgen Habermas18/6/1929, Düsseldorf, AlemanhaDa Página 3 - Pedagogia & ComunicaçãoAos 25 anos, Jürgen Habermas graduou-se com o trabalho "O Absoluto e a História", sobre Schelling. Foiassistente do filósofo e sociólogo Theodor W. Adorno durante cinco anos, até 1959, na chamada Escolade Frankfurt, conhecida por desenvolver uma "teoria crítica da sociedade", integrando a reflexão filosóficacom a sociologia.Aos 31 anos, Habermas passou a lecionar filosofia em Heidelberg e, em 1961, publicou a famosa obra"Entre a Filosofia e a Ciência - O Marxismo como Crítica", inserida em "O estudante e a Política".Habermas passou, então, a lecionar filosofia e sociologia na Universidade de Frankfurt. Entre as obras eos artigos publicados na década de 1960, destacam-se: "Evolução Estrutural da Vida Pública", "Teoria ePráxis", "Lógica das Ciências Sociais", "Técnica e Ciência como Ideologia" e Conhecimento e Interesse".Mudou-se para Nova York em 1968 e tornou-se professor da New York School for Social Research. Em1972, transferiu-se para Starnberg, assumindo a direção do Instituto Max-Planck e, em 1983, voltou alecionar na Universidade de Frankfurt.Em 1994, Habermas aposentou-se, sem nunca deixar de contribuir para com o conhecimento por meio depalestras e de uma vasta obra publicada. O principal eixo das discussões do filósofo é a crítica aotecnicismo e ao cientificismo que, a seu ver, reduziam todo o conhecimento humano ao domínio datécnica e modelo das ciências empíricas, limitando o campo de atuação da razão humana aoconhecimento objetivo e prático.Introduzindo uma nova visão a respeito das relações entre a linguagem e a sociedade, em 1981Habermas publicou aquela que é considerada sua obra mais importante: "Teoria da Ação Comunicativa".Em algumas outras obras, Habermas abordou as ciências sociais e, em especial, dedicou-se a estudar odireito. Em "Conhecimento e Interesse", publicada em 1968, Habermas apresenta uma distinção entre asciências exatas e as ciências humanas, afirmando a especificidade das ciências sociais.Em "A Transformação Estrutural da Esfera Pública", de 1962, aborda o fundamento da legitimidade daautoridade política como o consenso e a discussão racional. Em "Entre Fatos e Normas", publicado em1996, o filósofo faz uma descrição do contexto social necessário à democracia, e esclarece fundamentosda lei, de direitos fundamentais, bem como uma crítica ao papel da lei e do Estado.Augusto Comte Imprimir el artículo | Volver al HomeComte, cujo nome completo era Isidore-Auguste-Marie-François-Xavier Comte, nasceu em 19 de jane1798, em Montpellier, e faleceu em 5 de setembro de 1857, em Paris. Filósofo e auto-proclamado lídereligioso, deu à ciência da Sociologia seu nome e estabeleceu a nova disciplina em uma forma sistemFoi aluno da célebre ÉcolePolytechnique, uma escola em Paris fundada em 1794 onde se ensinava a ce o pensamento mais avançados da época. De família pobre, sustentou seus estudos com o ensinoocasional da matemática e oportunidades no jornalismo.Um de seus primeiros empregos foi o de secretário do Conde Henri de Saint-Simon, o primeiro filósofver claramente a importância da organização econômica na sociedade moderna, e cujas idéias Comteabsorveu, sistematizou com um estilo pessoal e difundiu.Comte foi apresentado ao filósofo, então diretor do periódico Industrie, no verão de 1817. Saint-Simohomem de fértil, mas tumultuada e desordenada criatividade, então quase sessenta anos mais velho
  2. 2. Comte, foi atraído pelo jovem brilhante que possuiu a capacidade treinada e metódica para o trabalholhe faltava. Comte tornou-se seu secretário e colaborador próximo, na preparação de seus últimostrabalhos. Quando Saint-Simon experimentou problemas financeiros, Comte permaneceu sem pagamtanto por razões intelectuais como pela esperanças da recompensa futura.Os esboços e os ensaios que Comte escreveu durante os anos da associação próxima com Saint-Simoespecialmente entre 1819 e 1824, mostram inequivocamente a influência do mestre. Esses primeirostrabalhos já contêm o núcleo de todas suas idéias principais, mesmo as mais tardias.Em 1824 Comte desentendeu-se com Saint-Simon por questões de autoria legítima de ensaios que Cdevia publicar. A solução, que Comte considerou injusta, foi que cem cópias do trabalho saíram sob ode Comte, enquanto mil cópias, intituladas Catechismedesindustriels indicavam a autoria de Henri deSimon. Outra causa do rompimento foi, ironicamente, Comte desdenhar a idéia de um paradigma relino projeto de Saint Simon, ele, Comte, que depois haveria de adotar essa idéia proclamando a si mescomo sumo sacerdote da Humanidade.Em fevereiro 1825 Comte se casou com Caroline Massin, proprietária de uma pequena livraria, uma mque ele já conhecia a alguns. Comte a achava forte e inteligente, mas depois taxou-a de ambiciosa edesprovida de afetividade. O casamento foi sempre tumultuado por motivos financeiros, uma vez queComte não conseguia uma posição com salário fixo e contava apenas com os rendimentos das aulasparticulares e alguma renda adicional por colaborações a jornais, mais freqüentemente para o Producum jornal fundado pelos filhos espirituais de Saint-Simon após a morte do mestre.Depois de se afastar de Saint Simon, a principal preocupação de Comte tornou-se a elaboração de sufilosofia positiva. Não tendo nenhuma cadeira oficial da qual expor suas teorias, decidiu oferecer um cparticular que os interessados subscreveriam adiantado, e onde divulgaria sua Summa do conhecimepositivo. O curso abriu em abril, 1826, com a presença de alguns curiosos ilustres como Alexander voHumboldt, diversos membros da academia das ciências, o economista Charles Dunoyer, o duque Napde Montebello, e Hippolyte Carnot, filho do organizador dos exércitos revolucionários e irmão do cientSadi Carnot, e vários estudantes da EcolePolytechnique.Comte deu apenas três aulas e foi obrigado a interromper o curso devido a um colapso nervoso. Seufoi diagnosticado como " mania " no hospital do famoso Dr. Esquirol, autor de um tratado sobre a dEle próprio submeteu Comte a um tratamento com banhos de água fria e sangrias. Apesar de não recalta, Comte foi levado para casa por CarolineApós o retorno para casa, Comte caiu em um estado melancólico profundo, e tentou mesmo o suicidejogando-se no rio Sena. Somente em agosto 1828 logrou sair de sua letargia. O curso das conferêncirecomeçado em 1829, e Comte ficou satisfeito outra vez por encontrar na audiência diversos nomes dgrandes das ciências e das letras.Durante os anos 1830-1842, quando escreveu sua obra prima, Cours de philosophiepositive, Comtecontinuou a viver miseravelmente na margem do mundo acadêmico. Todas as tentativas de ser aponde para uma cadeira no EcolePolytechnique ou para uma posição na Academia das ciências ou na facude França foram infrutíferas. Controlou somente em 1832 a ser apontado assistente de "analyse et dmecanique " no Ecole; cinco anos mais tarde foi dado também as posições do examinador externo pmesma escola. A primeira posição trouxe valiosos dois mil francos e o segundo um pouco mais. Mas epouco para as despesas que tinha com a esposa e por isso continuou com as aulas particulares paraescapar da faixa de pobreza.Durante os anos da concentração intensa quando escreveu o Cours, Comte foi incomodado não somepor dificuldades financeiras e as frustradas tentativas de emprego acadêmico. Também sofreu críticasmundo científico por parte de importantes figuras que o ridicularizavam pela sua pretensão de submeseu sistema todas as ciências. A mágoa agravou seu estado psicológico. Por razões "de higiene cerebdecidiu-se, em 1838, a não ler mais uma linha de qualquer trabalho científico, limitando-se à leitura dficção e poesia. Em seus últimos anos o único livro que haveria de ler repetidamente seria o "ImitaçãCristo". Sua vida matrimonial, que sempre fora tempestuosa, também se desfez.. Comte teve váriasseparações de Caroline, que não suportava os seus fracassos e terminou por deixá-lo definitivamente1842.
  3. 3. Só e isolado, continuou a atacar os cientistas que se recusaram a reconhecê-lo. Queixou-se de seusinimigos aos ministros do Rei, escreveu cartas delirantes à imprensa e atormentou a paciência de seupoucos restantes amigos. Criando demasiado inimigos na EcolePolytechnique, sua nomeação como oexaminador não foi renovada em 1844. Perdeu com isto a metade de sua renda. (iria perder tambémposição de assistente na Ecole em 1851.)Contudo apesar de todos estas adversidades, Comte começou lentamente a adquirir discípulos. E maiimportante para ele foi que, além de encontrar alguns discípulos franceses notáveis, tais como o eminintelectual Emile Littre, era o fato de que sua doutrina positiva havia atravessado o Canal e receberaconsiderável atenção na Inglaterra. David Brewster, um físico eminente, saudou-o nas páginas doEdinburgh Review em 1838 e, o mais gratificante de tudo, John Stuart Mill transformou-se em seuadmirador, citando-o em seu System ofLogic (1843) como um dos principais pensadores europeus. Ce Mill se corresponderam regularmente, e serviu a Comte não somente para refinar seus pensamentocomo também para desabafar com o filósofo inglês as tribulações de sua vida conjugal e as dificuldadsua existência material. Mill arrecadou entre admiradores britânicos de Comte uma soma considerávedinheiro e lhe enviou como socorro para suas dificuldades financeiras.No mesmo ano de 1844, Comte conheceu Clotilde de Vaux, por quem se apaixonou. Ela era uma mulher de trinta anos abandonada pelomarido, um funcionário público do baixo escalão, que havia fugido do país depois de se apropriar de fdo governo. Um irmão de Clotilde que havia sido aluno de Comte na Escola Politécnica, e o convidoucasa de seus pais, onde lhe apresentou a irmã.Comte ficou inteiramente seduzido por ela. Sua paixão tem, porém, um desdobramento inusitado. Cloestá impedida pela lei de casar-se achando-se o seu marido foragido.Auguste Comte tinha então quarenta e sete anos, e havia se separado três anos antes de sua mulherAcabara de concluir seu monumental Cours de philosophie positive, e se preparava para escrever o qpretendia que seria sua principal obra, o Système de politique positive. da qual ele considerava o Couphilosophie como apenas uma introdução. Entusiasmado com a própria paixão, Auguste Comte afirmanada pode ser mais eficaz para o bem pensar que o bem querer, e se torna um abrasado feminista. Aque a mulher encarna o sentimento e portanto, em última análise, a própria Humanidade. Busca entãseriamente associar o sexo feminino, na pessoa de Clotilde, à obra de renovação social e moral que simpôs completar. Clotilde tenta colaborar, através de um romance filosófico, Wilhelmine, que ela se pfebrilmente a escrever. Mas adoece de tuberculose e vem a falecer em 1846.Comte irá devotar o resto de sua vida à memória do "seu anjo". O Système de politique positive, qutinha começado a esboçar em 1844 e no qual completou sua formulação da sociologia., iria transformem um memorial a sua amada. Cinco anos mais tarde, em 1851, ao publicar essa obra, dedicou-a aClotilde, dizendo esperar que a humanidade, reconhecida, haveria de lembrar sempre seu nome juntodela.No Système de politique positive, Comte, voltando-se contra a doutrina do mestre Saint-Simon, defeprimazia da emoção sobre o intelecto, do sentimento sobre a racionalidade; e proclamou repetidamenpoder curativo do calor feminino para a humanidade dominada por tempo demasiado pela aspereza dintelecto masculino. Por outro lado, maquiou a proposta de disciplina eclesiástica de Saint-Simon criaReligião da Humanidade.Quando o Système apareceu entre 1851 e 1854, Comte escandalizou e perdeu a maioria dos seguidoracionalistas que ele havia conquistado com tanta dificuldade nos últimos quinze anos. John Stuart MEmile Littre não aceitaram que o amor universal fosse a solução para todas as dificuldades da época.pouco aceitariam a Religião da Humanidade da qual Comte se proclamou agora o sumo sacerdote. Aobservação dos rituais múltiplos segundo o calendário anual, os detalhes da elaborada liturgia indicavque o antigo profeta do estágio positivo havia regressado às trevas do estágio teológico. Comte passoassinar suas circulares - aos novos discípulos que conseguiu reunir - como "fundador da religião unive sumo sacerdote da humanidade". Tentou converter o Superior Geral dos Jesuítas à nova fé e compsuas circulares aos discípulos com as epístolas de São Paulo. Fundou a SocietéPositiviste, que setransformou no centro principal de seu ensino. Os membros se cotizaram para assegurar a subsistêncmestre e fizeram os votos de espalhar sua mensagem. As missões se instalaram, na Espanha, Inglate
  4. 4. Estados Unidos, e na Holanda.Cada noite, das sete às nove, exceto nas quartas-feiras quando a SocietéPositiviste tinha sua reuniãoregular, Comte recebia seus discípulos em sua casa em Paris: políticos, intelectuais e operários, que lvotavam grande respeito e veneração. Comte estava longe do entusiasmo republicano e libertário dejuventude. O moto da Igreja Positiva era amor, ordem e progresso O jovem estudante de passeata agpregava as virtudes do amor, da submissão e a necessidade da ordem para o progresso social.Em 1857, Comte, após alguns meses de enfermidade, faleceu a cinco de setembro. Um grupo pequendiscípulos, de amigos, e de vizinhos seguiu seu esquife ao cemitério de PereLachaise. Seu túmulotransformou-se no centro de um pequeno cemitério positivista onde estão sepultados, perto do mestrseus discípulos mais fiéis.Pensamento. A contribuição principal de Comte à filosofia do positivismo foi sua adoção do métodocientífico como base para a organização política da sociedade industrial moderna, de modo mais rigorque na abordagem de Saint Simon. Em sua Lei dos três estados ou estágios do desenvolvimentointelectual, Comte teoriza que o desenvolvimento intelectual humano havia passado historicamenteprimeiro por um estágio teológico, em que o mundo e a humanidade foram explicados nos termos dodeuses e dos espíritos; depois através de um estágio metafísico transitório, em que as explanaçõesestavam nos termos das essências, de causas finais, e de outras abstrações; e finalmente para o estápositivo moderno. Este último estágio se distinguia por uma consciência das limitações do conhecimehumano. As explanações absolutas consequentemente foram abandonadas, buscando-se a descobertleis baseadas nas relações sensíveis observáveis entre os fenômenos naturais.Comte tentou também uma classificação das ciências; baseada na hipótese que as ciências tinhamdesenvolvido da compreensão de princípios simples e abstratos à compreensão de fenômenos compleconcretos. Assim as ciências haviam se desenvolvido a partir da matemática, da astronomia, da físicaquímica para a biologia e finalmente a sociologia. De acordo com Comte, esta última disciplina não sofechava a série mas também reduziria fatos sociais as leis científicas e sintetizaria todo o conhecimenhumano.Embora Comte não fosse dele o conceito de sociologia ou da sua área de estudo, ele ampliou seu camsistematizou seu conteúdo. Dividiu a Sociologia em dois campos principais: Estática social, ou o estudforças que mantêm unida a sociedade; e Dinâmica social, ou o estudo das causas das mudanças sociaDando nova roupagem às idéias de Hobbes e Adam Smith, afirmou que os princípios subjacentes dasociedade são o egoísmo individual, que é incentivado pela divisão de trabalho, e a coesão social semantém por meio de um governo e um estado fortes.Como Saint Simon, queria a administração real do governo e da economia nas mãos dos homens denegócios e dos banqueiros, porém dá um toque pessoal seu, com origem em sua paixão por Clotilde,dizendo que a manutenção da moralidade privada seria competência das mulheres como esposas e mDando ênfase a hierarquia e obediência, rejeitou a democracia, sustentando que o governo ideal seriaconstituído por uma elite intelectual. Seu conceito de uma sociedade positiva está no seu Système depolitique positive ("Sistema de Política Positiva").Como Saint-Simon, ele veio a adotar a idéia de que a organização da igreja católica romana, divorciateologia cristã, podia fornecer um modelo estrutural e simbólico para a sociedade nova, idéia que, noentanto, fora uma das causas alegadas para seu rompimento com o mestre. Comte substituiu a adoraDeus por uma "religião da humanidade"; um sacerdócio espiritual de sociólogos seculares guiaria asociedade e controlaria a instrução e a moralidade pública.Comte viveu para ver sua obra comentada extensamente em toda a Europa. Muitos intelectuais ingleforam influenciados por ele, e traduziram e promulgaram seu trabalho. Seus devotos franceses tinhamaumentado também, e mantinha uma correspondência volumosa com sociedades positivistas em todomundo.A Habilidade particular de Comte era como um sintetizador das correntes intelectuais as mais diversa
  5. 5. Tomou idéias principalmente dos filósofos modernos do século XVIII. De Saint-Simon e outrosreformadores franceses menores Comte tomou a noção de uma estrutura hipotética para a organizaçsocial que imitaria a hierarquia e a disciplina existente na igreja católica romana. De vários filósofos dIluminismo adotou a noção do progresso histórico e particularmente de David Hume e Immanuel Kantomou sua concepção de positivismo, ou seja, a teoria de que o Teologia e a Metafísica são modalidadprimárias imperfeitas do conhecimento e que o conhecimento positivo é baseado em fenômenos natusuas propriedades e relações como verificado pelas ciências empíricas, tese Kantiana por excelência..O mais importante realmente provem de Saint-Simon, que havia enfatizado originalmente a importâncrescente da ciência moderna e o potencial da aplicação de métodos científicos ao estudo e à melhorisociedade.De Saint-Simon é originalmente a idéia de que a finalidade da análise científica nova da sociedade deamelhorativa e que o resultado final de toda a inovação e sistematização na nova ciência deve ser aorientação do planeamento social. Comte também pensou que era necessário implantar uma ordemespiritual nova e secularizada a fim de suplantar o sobrenaturalismo ultrapassado da teologia cristã.Comte segue Saint-Simon quando considera a necessidade de uma ciência social básica e unificadoraexplicasse as organizações sociais existentes e guiasse o planeamento social para um futuro melhor.sua hábil sistematização Comte chamou esta nova ciência "Sociologia", pela primeira vez.Porém vai temerariamente mais adiante que seu mestre quando afirma que os fenômenos sociais podser reduzidos a leis da mesma maneira que as órbitas dos corpos celestes haviam sido explicadas pelteoria gravitacional quase trezentos anos antes.Volver al Homedam Smith (provavelmente Kirkcaldy, Fife, 5 de junho de 1723 — Edimburgo, 17 deJulho de 1790) foi um economista e filósofo escocês. Teve como cenário para a sua vida o [1]atribulado século das Luzes, o século XVIII.É o pai da economia moderna, e é considerado o mais importante teórico do liberalismoeconômico. Autor de "Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações", asua obra mais conhecida, e que continua sendo como referência para gerações deeconomistas, na qual procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação deindivíduos que, movidos apenas pelo seu próprio interesse (self-interest), promoviam ocrescimento econômico e a inovação tecnológica.Adam Smith ilustrou bem seu pensamento ao afirmar "não é da benevolência do padeiro, doaçougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho delesem promover seu "auto-interesse".Assim acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhumaintervenção governamental. A competição livre entre os diversos fornecedores levaria não só àqueda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas, no afã debaratear o custo de produção e vencer os competidores.Ele analisou a divisão do trabalho como um fator evolucionário poderoso a propulsionar aeconomia. Uma frase de Adam Smith se tornou famosa: "Assim, o mercador ou comerciante,
  6. 6. movido apenas pelo seu próprio interesse egoísta (self-interest), é levado por uma mãoinvisível a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade."Como resultado da atuação dessa "mão invisível", o preço das mercadorias deveria descer eos salários deveriam subir.As doutrinas de Adam Smith exerceram uma rápida e intensa influênciana burguesia(comerciantes, industriais e financistas), pois queriam acabar com osdireitos feudais e com o mercantilismo. Índice [esconder]1 Biografia2 Posição face à situação nos EUA3 Obra o 3.1 Teoria dos Sentimentos Morais o 3.2 Riqueza das Nações4 Ver também5 Referências6 Ligações externas[editar]BiografiaAdam Smith era filho de um controlador alfandegário em Kirkcaldy, na Escócia. A data exata doseu nascimento foi descoberta em 2006, ele foi batizado em Kirkcaldy em 7 de junho de 1723,tendo o seu pai falecido seis meses antes.Aos 15 anos, Smith matriculou-se na Universidade de Glasgow, onde estudou Filosofiamoral com o "inesquecível" Francis Hutcheson. Em1740, entrou parao BalliolCollege da Universidade de Oxford, mas, como disse William Robert Scott, "...Oxforddeste tempo deu-lhe pouca ajuda (se é que a deu) para o que viria a ser a sua obra." e acaboupor abdicar da sua bolsa em 1746. Em 1748 começou a dar aulas emEdimburgo sobo patronato de LordKames. Algumas destas aulas eram de retórica e de literatura, mas maistarde dedicou-se à cadeira de "progresso da opulência", e foi então, em finais dos anos 1740,que ele expôs pela primeira vez a filosofia econômica do "sistema simples e óbvio da liberdadenatural" que ele viria a proclamar no seu Inquérito sobre a natureza e as causas da riqueza dasNações.Por volta de 1750, conheceu o filósofo David Hume, que se tornou um dos seus mais próximosamigos. Em 1751, Smith foi nomeadoprofessor de Lógica na Universidade de Glasgow,passando, no ano seguinte, a dar a cadeira de filosofia moral. Nas suas aulas, cobria oscampos da ética, retórica, jurisprudência e política econômica ou ainda "política e rendimento".
  7. 7. Em 1759, publicou a Teoria dos sentimentos morais, uma das suas mais conhecidas obras,incorporando algumas das suas aulas deGlasgow. Este trabalho, que estabeleceu a reputaçãode Smith durante a sua própria vida, refere-se à explicação da aprovação ou desaprovaçãomoral. A sua capacidade de argumentação, fluência e persuasão, mesmo que através de usoda retórica, estão ali bem patenteados. Ele baseia a sua explicação, não como oterceiro LordShaftesbury e Hutcheson tinham feito, num "sentido moral", nem como DavidHume, com base num decisivo sentido de utilidade, mas sim na empatia e simpatia.Tem havido uma controvérsia considerável quanto a saber se há ou não uma contradição oucontraste entre a ênfase de Smith na empatia (ou compaixão) como motivação humanafundamental em "sentimentos morais", e o papel essencial do auto-interesse na "riqueza dasnações". Este parece colocar mais ênfase na harmonia geral dos motivos e atividadeshumanas sob uma providência benigna no primeiro livro, enquanto que no segundo livro,apesar do tema geral da "mão invisível" promovendo a harmonia de interesses, Smith encontramais ocasiões para apontar causas de conflitos e o egoísmo estreito da motivação humana.Smith começava agora a dar mais atenção à jurisprudência e à economia nas suas aulas, emenos às suas teorias de moral. Esta ideia é reforçada pelas notas tomadas por um dos seusalunos por volta de 1763, mais tarde editadas por Edwin Cannan Aulas de justiça, polícia,rendimento e armas, 1896, e pelo que Scott, que o descobriu e publicou, descreve em "Umesboço inicial de parte da Riqueza das Nações" ("Anearly draft ofpartoftheWealthofNations"),datado de 1763.No final de 1763, Smith obteve um posto bem remunerado como tutor do jovem duque deBuccleuch e deixou o cargo de professor. De 1764 a1766, viajou com o seu protegido,sobretudo pela França, onde veio a conhecer líderes intelectuaiscomo Turgot, dAlembert, André Morellet,Helvétius e, em particular, François Quesnay.Depois de voltar para Kirkcaldy, dedicou muito do seu tempo nos dez anos seguintes àsua magnum opus, que surgiu em 1776. Em 1778, recebeu um posto confortável comocomissário da alfândega da Escócia e foi viver com a sua mãe em Edimburgo. Faleceu nacapital escocesa a 17 de julho de 1790, depois de uma dolorosa doença.Tinha aparentemente dedicado uma parte considerável dos seus rendimentos a numerososatos secretos de caridade. -[editar]Posição face à situação nos EUANa sua estada em Glasgow, onde foi professor na universidade local entre 1751 e 1764, AdamSmith travou contato com vários dos comerciantes de tabaco da cidade, como porexemplo John Glassford.
  8. 8. Estes punham-no a par dos últimos acontecimentos nas colônias inglesas, nas quais osingleses impunham uma restritiva política econômica, como altos impostos e frequentementesituações de monopólio.As manufaturas inglesas tinham nas colônias americanas um importante cliente, e algunsempresários influentes exigiram junto ao parlamento inglês que fosse proibido aos norte-americanos a produção de bens similares, a fim de proteger seus negócios.Adam Smith sabia que estas restrições acabariam por resultar na revolta dos americanos.Como Benjamin Rush, um doutor e líder cívico daPensilvânia disse em 1775: "Um povo quedepende de estrangeiros para comida e vestimentas será sempre dependente deles". Osamericanos não tolerariam essas ingerências.A solução de Adam Smith para as colónias americanas era fomentar o livre comércio, acabarcom os pesados impostos aduaneiros e restrições comerciais e oferecer às colônias umarepresentação política no parlamento de West.[editar]ObraPouco antes da sua morte, os manuscritos de Smith tinham sido quase totalmente destruídos.Nos seus últimos anos, ele teria rejeitado dois grandes tratados, um sobre a teoria e históriado Direito e outro sobre ciências e artes. Os Ensaios sobre temas reflexivos (1795),posteriormente destruídos, contém provavelmente partes do que deveriam ter sido o últimodaqueles dois tratados.[editar]Teoria dos Sentimentos Morais Ver artigo principal: Teoria dos sentimentos morais Em 1759, Smith publicou seu primeiro trabalho, A Teoria dos Sentimentos Morais (The Theoryof Moral Sentiments no original). A qual continuou a fazer grandes revisões do seu livro, até sua morte. Apesar de A Riqueza das Nações ser amplamente considerada como a obra mais influente de Smith, acredita-se que o próprio Smith considera a Teoria dos Sentimentos Morais de ser uma obra superior. Na obra, Smith examina criticamente o pensamento moral de seu tempo, e sugere que a consciência surge das relações sociais. Seu objetivo ao escrever a obra foi para explicar a origem da capacidade da humanidade em formar juízos morais, apesar da natural tendência dos homens aos auto-interesses. Smith propõe uma teoria da simpatia, em que o ato de observar os outros torna as pessoas conscientes de si e da moralidade de seu comportamento. Estudiosos têm tradicionalmente percebido um conflito entre a Teoria dos Sentimentos Morais e A Riqueza das Nações, a primeira enfatiza a simpatia pelos outros, enquanto o segundo enfoca o papel do auto-interesse. Nos últimos anos, porém, a maioria dos
  9. 9. estudiosos da obra de Smith têm argumentado que não existe contradição. Eles alegamque, em A Teoria dos Sentimentos Morais, Smith desenvolve uma teoria psicologica noqual os indivíduos buscam a aprovação através do "observador imparcial" que é resultadode um desejo natural entre os individuos, mais respectivamente ao agente da ação,acerca de se posicionar de um ponto de vista imparcial, para bem julgar, relaçõessimpatizantes mutuas que se fazem nas relações sociais . Ao invés de ver A Riqueza dasNações e A Teoria dos Sentimentos Morais vistas como apresentando incompatibilidadesacerca da natureza humana, a maioria dos estudiosos de Smith tem em conta as obrasque enfatizam aspectos diferentes da natureza humana, que variam dependendo dasituação. A riqueza das nações baseia-se em situações onde a moralidade do homem ésusceptível de desempenhar um papel menor, como o trabalhador envolvido naelaboração do trabalho, enquanto a Teoria dos Sentimentos Morais centra-se emsituações onde a moralidade do homem é susceptível de desempenhar um papeldominante entre as relações intercambiavéis das pessoas.Estas opiniões de acordo com alguns autores, ignoram que a visita de Smith para aFrança (1764-1766) mudou radicalmente sua opinião anterior e que A Riqueza dasNações é um convolute heterogênea de suas ex-palestras a qual Quesnay lhe ensinou.[editar]Riqueza das Nações Ver artigo principal: A Riqueza das Nações A Riqueza das Nações foi muito influente, uma vez que foi uma grande contribuição para o estudo da economia e para a tornar uma disciplina independente. Este livro tornar-se-ia uma das obras mais influentes no mundo ocidental. Quando o livro, que se tornaria um estudo contra o mercantilismo, foi publicado em 1776, havia um sentimento forte contra o livre comércio, quer no Reino Unido como também nos Estados Unidos. Esse novo sentimento teria nascido das dificuldades econômicas e as privações causadas pela guerra. No entanto, ao tempo da publicação nem toda a gente estava convencida das vantagens do livre comércio: o parlamento inglês e o público em geral continuariam apegados ao mercantilismo por muitos anos. A Riqueza das nações, e também a Teoria dos sentimentos morais, este de menor impacto, tornaram-se ponto de partida para qualquer defesa ou crítica de formas do comunismo, nomeadamente influenciando a escrita de Karl Marx e de economistas humanistas. Em anos recentes, muitos afirmaram que Adam Smith foi tomado de rapto por economistas liberais (Laissez-faire economists) e que como a Teoria dos sentimentos morais mostra, Smith tinha uma inclinação pelo humanismo.
  10. 10. Tem havido alguma controvérsia sobre a extensão da originalidade de Smith em Riqueza das nações; alguns argumentam que esta obra acrescentou pouco às ideias estabelecidas por pensadores como David Hume e Montesquieu. No entanto, ela permanece como um dos livros mais influentes neste campo até hoje. A obra de Smith aclamada quer pelo mundo acadêmico como na prática. O primeiro- ministro britânico William Pitt, a braços com a derrocada econômica e social dos anos que se seguiram à independência americana, foi um partidário do comércio livre e chamou Riqueza das naçõesde "a melhor solução para todas as questões ligadas à história do comércio e com o sistema de economia política". A obra Riqueza das Nações popularizou-se pelo uso da expressão da mão invisível do mercado. Segundo Adam Smith os agentes econômicos atuando livremente chegariam a uma situação de eficiência, dispensando assim a ação do Estado para esse efeito. Assim, atuando de forma livre, os mercados seriam regidos como se por uma mão invisível que o regula automaticamente sempre chegando a situação ótima ou de máxima eficiência. Curiosamente a expressão aparece apenas uma vez na obra Riqueza das Nações.Thomas Hobbes (Malmesbury, 5 de abril de 1588 — Hardwick Hall, 4 de dezembro de1679)foi um matemático, teórico político, e filósofo inglês, autor de Leviatã (1651) e Docidadão (1651).Na obra Leviatã, explanou os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre anecessidade de governos e sociedades. No estado natural, enquanto que alguns homenspossam ser mais fortes ou mais inteligentes do que outros, nenhum se ergue tão acima dosdemais por forma a estar além do medo de que outro homem lhe possa fazer mal. Por isso,cada um de nós tem direito a tudo, e uma vez que todas as coisas são escassas, existe umaconstante guerra de todos contra todos (Bellumomnia omnes). No entanto, os homens têm umdesejo, que é também em interesse próprio, de acabar com a guerra, e por isso formamsociedades entrando num contrato social.De acordo com Hobbes, tal sociedade necessita de uma autoridade à qual todos os membrosdevem render o suficiente da sua liberdade natural, por forma a que a autoridade possaassegurar a paz interna e a defesa comum. Este soberano, quer seja um monarca ou umaassembleia (que pode até mesmo ser composta de todos, caso em que seria uma democracia),deveria ser o Leviatã, uma autoridade inquestionável. A teoria política doLeviatã mantém noessencial as ideias de suas duas obras anteriores, Os elementos da lei e Do cidadão (em quetratou a questão das relações entre Igreja e Estado).Thomas Hobbes defendia a ideia segundo a qual os homens só podem viver em paz seconcordarem em submeter-se a um poder absoluto e centralizado. Para ele, a Igreja cristã e o
  11. 11. Estado cristão formavam um mesmo corpo, encabeçado pelo monarca, que teria o direito deinterpretar as Escrituras, decidir questões religiosas e presidir o culto. Neste sentido, critica alivre-interpretação da Bíblia na Reforma Protestante por, de certa forma, enfraquecer o moadapelo estudioso Richard Tuck como uma resposta para os problemas que o métodocartesiano introduziu para a filosofia moral. Hobbes argumenta que só podemos conhecer algodo mundo exterior a partir das impressões sensoriais que temos dele("Só existe o que meussentidos percebem") Esta filosofia é vista como uma tentativa para embasar uma teoriacoerente de uma formação social puramente no fato das impressões por si, a partir da tese deque as impressões sensoriais são suficientes para o homem agir em sentido de preservar suaprópria vida, e construir toda sua filosofia política a partir desse imperativo.Hobbes ainda escreveu muitos outros livros falando sobre filosofia política e outros assuntos,oferecendo uma descrição da natureza humana como cooperação em interesse próprio. Foicontemporâneo de Descartes e escreveu uma das respostas para a obra Meditações sobrefilosofia primeira, deste último.[editar]ContextoNascido em 1588 na Inglaterra dos Tudors, Thomas Hobbes foi influenciado pela reformaanglicana que ocorrera cinco décadas antes. A cisão com a Igreja Católica fez com que aEspanha interviesse nos assuntos ingleses enviando a Invencível Armada (―Grande yFelicíssima Armada‖) fato que mais tarde seria relatado por Hobbes em sua autobiografia eterá grandes influências sobre sua obra. O século XVII foi de grande importância para aInglaterra pois marca o começo do expansionismo colonialista ultramarino inglês, com afundação de Jamestown, a primeira colônia inglesa nas Américas, em 1607. É também noséculo XVII que são lançadas as bases do capitalismo industrial na Inglaterra com a RevoluçãoGloriosa já na década de 80 do século XVII. É durante esse período que a Marinha Inglesa iráse consolidar como a maior e mais bem equipada marinha do mundo, só perdendo a posiçãopara os EUA no pós-2ª Guerra Mundial. A poderosa marinha irá contribuir para o acúmulo decapitais que irá financiar o expansionismo colonial e, mais tarde, industrial inglês.
  12. 12. Batalha de MarstonMoor (1644) marca uma vitória decisiva das forças parlamentares durante a guerra civilinglesaO século XVII na Europa continental é o marco do absolutismo monárquico, tendo seuexpoente máximo o Luis XIV, o Rei Sol que ficou famoso pela frase ―L’Étatc’est moi", influênciada Contra-reforma (representado na Inglaterra pela revolução anglicana). A filosofia do barrocose baseava no dualismo existente entre o hedonismo e o medo do pecado ou fervor religioso –enquanto que a busca pelo essencialmente humano já havia começado noRenascimento;havia o receio do divino sobrenatural que poderia punir o terreno e transitório.Quando Hobbes tinha 30 anos e já havia visitado a Europa continental pela primeira vez, umarevolta na Boêmia daria início à Guerra dos Trinta Anos, fato que irá reforçar para Hobbes asua própria visão pessimista acerca da natureza humana destrutiva. Apenas 12 anos após oinício da guerra no continente europeu, disputas políticas entre o Parlamento e o Rei inglêsdãoinício a uma guerra civil na Inglaterra que perdurará por 10 anos.[editar]BiografiaComo Hobbes alegou em sua autobiografia, "ao nascer sua mãe teria dado a luz a gêmeos:Hobbes e o medo", já que a mãe de Hobbes havia entrado em trabalho de parto prematurocom medo da Armada Espanhola (a Invencível Armada) que estava prestes a atacar aInglaterra. Embora o tema do medo e do seu poder avassalador fossem aparecer mais tardeem suas obras, os primeiros anos de vida de Hobbes foram em grande parte livres daansiedade. Seu pai era o vigário de Charlton e Westport, cidades próximas de Malmesbury,mas uma disputa com outro vigário, o levou a se mudar para Londres. Como resultado, aossete anos de idade, Thomas Hobbes, ficou sob a tutela de seu tio Francisco. Hobbes fez seusprimeiros estudos em Malmesbury e mais tarde em Westport, onde exibiu seus dotesintelectuais em estudos clássicos. Aos quatorze anos, em 1603, seu tio Francisco financiou osseus estudos, entrando na Magdalen Hall, Oxford, onde predominava o ensinoda escolástica de inspiração aristotélica, mas a que Hobbes não demonstrou grande interesse.MagdalenCollege, em maio de 2007.
  13. 13. Em 1610 ele empreendeu uma viagem à Europa, acompanhando William Cavendish, indo paraFrança, Itália e Alemanha. Pode observar em primeira mão a pouca apreciação da escolásticana época - que já estava em claro declínio. As muitas tentativas de abrir portas paradesenvolvimento de outros conhecimentos fez com que ele decidisse retornar à Inglaterra paraaprofundar o estudo dos clássicos. Nesse período, já de volta à Inglaterra, suas relaçõescomFrancis Bacon irão reforçar a linha de seu próprio pensamento, bem fora do aristotelismo eda escolástica.Em 1631 a família de nobres ingleses Cavendish novamente pede seus serviços comoguardião do terceiro Duque de Devonshire, e Hobbes irá ocupar este cargo até 1642. Duranteeste período, faz outra viagem ao continente, lá permanecendo de 1634 a 1637. Na França,entra em contato com o círculo intelectual do Padre Mersenne, mentor de Descartes - comquem estabeleceu uma forte amizade. Em geral, Hobbes era a favor daexplicaçãomecanicista do universo (que predominava na época), em oposição à teleológicadefendida por Aristóteles e a escolástica. Também teve a oportunidade de conhecer Galileu,durante uma viagem à Itália em 1636 (6 anos antes de Galileu morrer), sob cuja influênciaHobbes desenvolveu a sua filosofia social, baseando-se nos princípios da geometria e ciênciasnaturais.Em 1640, quando a possibilidade de uma guerra civil na Inglaterra já era clara, Hobbes,temendo por sua vida por ser um conhecido defensor da monarquia, viaja de volta para Paris,onde, mais uma vez, foi recebido pelo círculo de intelectuais francês.Em 1646, ainda em Paris, vira professor de matemática do Príncipe de Gales, o futuro CarlosII, que também se encontrava exilado em Paris devido a Guerra Civil Inglesa. Em 1651, doisanos após a decapitação do rei Carlos I, Hobbes decide voltar para a Inglaterra com o fim daGuerra Civil e o começo da ―Ditadura de Cromwell‖. Neste ano também publica ―Leviatã‖, queprovoca o início de sua disputa com John Bramall, bispo de Derry, o principal acusador deHobbes como sendo um ―materialista ateu‖.
  14. 14. Capa da edição original do Leviatã(1651).A publicação do ―De Corpore‖, em 1665, irá resultar em uma polêmica com os principaismembros da Royal Society, que criticaram suas contribuições para a matemática bem como asposições ateístas defendidas por Hobbes. Na Inglaterra, o "anti-Hobbismo" atingiu um pico em1666 quando seus livros foram queimados na sua alma mater, Oxford.Hobbes manteve-se um escritor extremamente produtivo na velhice, mesmo sendo prejudicadopela oposição generalizada de seu trabalho. Viveu até os 91 anos durante uma época em quea expectativa média de vida não era muito mais do que quarenta anos. Aos 80 anos Hobbesproduziu novas traduções para o inglês, tanto da Ilíada e da Odisseia e escreveu, em 1672,uma autobiografia em latim. Apesar da polêmica que causou, ele foi uma espécie de símbolona Inglaterra até o final de sua vida. Seu ponto de vista pode ser considerado abominável ouatraente; suas teorias brilhantemente articuladas são lidas por pessoas de todos os espectrospolíticos.Encontra-se sepultado na Igreja São João Batista, AultHucknall, Derbyshire na Inglaterra.Werner Sombart

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