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   MERCADO & NEGOCIOS




 A personaliza~ao como diferencial competitivo
1  '               I       I -   '~
PENSAMENTO



                           A BUSCA DA FELICIDADE


    T       odos nos buscamos a            "Sao direitos soc1ms, essen-
            felicidade. Quem nao ciais a busca da felicidade a educa-
            quer ser feliz? Onde a <;ao, a saude, a alimentac;:ao, 0 tra-
 encontrar? 0 que fazer para ir em balho, a moradia, o lazer, a segu-
 sua busca? Que iniciativas tomar?    ran<;a, a previdencia social, a pro-
                                                                              inquietudes o atormentando cada
                                                                              vez mais. Mandou outros com a
                                                                              mesma missao, visto que os anteri-
                                                                              ores nao regressaram.
                                                                                   Os anos se passavam e nao
     Todos n6s temos o direito de te<;ao a matemidade e a inrancia, a         tinha noticias de seus emissarios.
buscar a felicidade? Ela e em si urn assistencia aos desamparados".           Desesperado, foi ter com o sabio
 direito'? 0 direito de scr feliz? E       Atualmente esse artigo se ini-     que lhe advertiu: - A felicidade,
 uma busca impossivel? Deve-se cia assim: "Sao direitos sociais a             meu born homem, deve cada urn
 preparar para ir em sua busca? E educa<;ao, a saude".                        busca-la por si mesmo; sua con-
 possivel dele gar essa busca a outro      Entende-se que referida            quista e absolutamente pessoal.
 e ser feliz? A felicidade e encon- emend a atribuira ao Estado o com-        0 burgues ja velho e alquebrado,
 trada no inicio, no meio ou no fim promisso de assegurar a felicidade        perguntou com ansiedade: - terei
 dessa busca?                          a todos os cidadaos brasileiros, por   ainda tempo de ir eu mesmo?
     Ate as institui<;6es se preocu- meio de investimentos nos direitos       Encontrarei, tambem, essas cha-
 pam com isso. Recentemente a listados nesse artigo 6° e tambem               ves e serei feliz?
 Organiza<;ao das Na<;6es Unidas em ac;:oes mais amplas, que                      0 sabio 0 fez ver que perdera
 (ONU), em Assembleia Geral, tenham como objetivo simples-                    muito tempo e permitiu que outros
 aprovou uma resolw;:ao que reco- mente fazer o cidadao feliz ou,             fizessem as coisas por ele, mas, se
 nhece a busca da felicidade como pelo menos, criar condi<;6es para           ainda tivesse forc;:as para alcan<;ar
 "urn objetivo humano fundamen- lSSO.                                         a meta, poderia procurar as chaves
 tal". Mais do que urn anseio indi-          Nao estaria a pessoa dele-       porelemesmo.
 vidual, a ONU estabelece a impor- gando ao Estado essa possibili-                0 potentado decidido avan<;ou
 tancia de cria<;ao de politicas dade que tern, individualmente, de           alguns trechos e caiu, desfalecido
 publicas com essa finalidade e con- ser feliz e buscar a felicidade as       para nao mais se levantar.
 vida os paises-membros a aposta- suas expensas?                                   Pode-se extrair desse relato:
 rem na felicidade como ferra-             Tal questao me faz lembrar de      "Nao se deve delegar a outros o
 menta para o desenvolvimento, urn conto que li em minha juven-               que conceme ao proprio conheci-
 citando inclusive politicas que pro- tude chamado: 0 grande burgues.         mento. A felicidade, cuja con-
 movam o desenvolvimento sus- Se bern me recordo, urn potentado               quista e exclusivamente individu-
 tentavel, a erradica<;ao da pobreza, se perguntava de que lhe serviam        al, nao pode ser encomendada a ter-
 a elaborac;:ao de indicadores que tantas riquezas se encontrava              ceiros." (conto: 0 grande burgues
 capturem a importancia da busca enfastiado de tudo e nao conseguia           extraido do livro Intermedio Logo-
 da felicidade e do bem-estar no se livrar da angustia que corroia            sofico, de Carlos B. Gonzalez
 desenvolvimento , objetivando, sua alma.                                     Pecotche).
 inclusive, orientar suas politicas         Nesse estado de animo, con-           E, sendo a felicidade uma con-
publicas ness a direc;:ao.            sultou urn renomado sabio e lhe         quista individual, posso cria-la em
     0 Brasil na condi<;ao de urn dos perguntou o que deveria fazer para      mim mesmo e procurar motivos
 paises signatarios no intuito de se sentir feliz. 0 sabio lhe indicou        para dar permanencia a felicidade
seguir a orientac;:ao da ONU apre- urn caminho e lhe disse que no             em minha vida. A felicidade deve
sentou a Proposta de Emenda a final dele encontraria umas chaves              ser sentida como a propria vida, ao
Constituic;:ao (PEC) no 19, que tra- que o fariam o homem mais feliz          acordar e de igual modo, senti-la
mita no Senado, pretendendo da terra.                                         no trabalho e tambem em todos os
acrescentar a felicidade na lista          0 endinheirado achando born o      instantes da vida, no repouso e a
dos direitos sociais previstos no conselho enviou os seus secreta-            noite ao me deitar.
Artigo 6° da Constitui<;ao.           rios para que lhe trouxessem essas
                                                                              Marco Aunlio Bicalho de Abreu Chagas e advogado,
    Aquele artigo 6° da Constitui- chaves.                                    assessor juridico da ACMINAS- Associa9ao Comer-
                                                                              cia! de Minas. Articulista, conferencista e radiali sta.
<;ao, com essa Emenda ficaria com         0 tempo passou. 0 burgues           Colunista da Revista Advogados Mercado & Neg6-
a seguinte redac;:ao:                 continuava com seus tedios e            c!os.

                                                                                   www. adv ogados mn .com .br                     57

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  • 1. www.advogadosmn.com.br , MERCADO & NEGOCIOS A personaliza~ao como diferencial competitivo 1 ' I I - '~
  • 2. PENSAMENTO A BUSCA DA FELICIDADE T odos nos buscamos a "Sao direitos soc1ms, essen- felicidade. Quem nao ciais a busca da felicidade a educa- quer ser feliz? Onde a <;ao, a saude, a alimentac;:ao, 0 tra- encontrar? 0 que fazer para ir em balho, a moradia, o lazer, a segu- sua busca? Que iniciativas tomar? ran<;a, a previdencia social, a pro- inquietudes o atormentando cada vez mais. Mandou outros com a mesma missao, visto que os anteri- ores nao regressaram. Os anos se passavam e nao Todos n6s temos o direito de te<;ao a matemidade e a inrancia, a tinha noticias de seus emissarios. buscar a felicidade? Ela e em si urn assistencia aos desamparados". Desesperado, foi ter com o sabio direito'? 0 direito de scr feliz? E Atualmente esse artigo se ini- que lhe advertiu: - A felicidade, uma busca impossivel? Deve-se cia assim: "Sao direitos sociais a meu born homem, deve cada urn preparar para ir em sua busca? E educa<;ao, a saude". busca-la por si mesmo; sua con- possivel dele gar essa busca a outro Entende-se que referida quista e absolutamente pessoal. e ser feliz? A felicidade e encon- emend a atribuira ao Estado o com- 0 burgues ja velho e alquebrado, trada no inicio, no meio ou no fim promisso de assegurar a felicidade perguntou com ansiedade: - terei dessa busca? a todos os cidadaos brasileiros, por ainda tempo de ir eu mesmo? Ate as institui<;6es se preocu- meio de investimentos nos direitos Encontrarei, tambem, essas cha- pam com isso. Recentemente a listados nesse artigo 6° e tambem ves e serei feliz? Organiza<;ao das Na<;6es Unidas em ac;:oes mais amplas, que 0 sabio 0 fez ver que perdera (ONU), em Assembleia Geral, tenham como objetivo simples- muito tempo e permitiu que outros aprovou uma resolw;:ao que reco- mente fazer o cidadao feliz ou, fizessem as coisas por ele, mas, se nhece a busca da felicidade como pelo menos, criar condi<;6es para ainda tivesse forc;:as para alcan<;ar "urn objetivo humano fundamen- lSSO. a meta, poderia procurar as chaves tal". Mais do que urn anseio indi- Nao estaria a pessoa dele- porelemesmo. vidual, a ONU estabelece a impor- gando ao Estado essa possibili- 0 potentado decidido avan<;ou tancia de cria<;ao de politicas dade que tern, individualmente, de alguns trechos e caiu, desfalecido publicas com essa finalidade e con- ser feliz e buscar a felicidade as para nao mais se levantar. vida os paises-membros a aposta- suas expensas? Pode-se extrair desse relato: rem na felicidade como ferra- Tal questao me faz lembrar de "Nao se deve delegar a outros o menta para o desenvolvimento, urn conto que li em minha juven- que conceme ao proprio conheci- citando inclusive politicas que pro- tude chamado: 0 grande burgues. mento. A felicidade, cuja con- movam o desenvolvimento sus- Se bern me recordo, urn potentado quista e exclusivamente individu- tentavel, a erradica<;ao da pobreza, se perguntava de que lhe serviam al, nao pode ser encomendada a ter- a elaborac;:ao de indicadores que tantas riquezas se encontrava ceiros." (conto: 0 grande burgues capturem a importancia da busca enfastiado de tudo e nao conseguia extraido do livro Intermedio Logo- da felicidade e do bem-estar no se livrar da angustia que corroia sofico, de Carlos B. Gonzalez desenvolvimento , objetivando, sua alma. Pecotche). inclusive, orientar suas politicas Nesse estado de animo, con- E, sendo a felicidade uma con- publicas ness a direc;:ao. sultou urn renomado sabio e lhe quista individual, posso cria-la em 0 Brasil na condi<;ao de urn dos perguntou o que deveria fazer para mim mesmo e procurar motivos paises signatarios no intuito de se sentir feliz. 0 sabio lhe indicou para dar permanencia a felicidade seguir a orientac;:ao da ONU apre- urn caminho e lhe disse que no em minha vida. A felicidade deve sentou a Proposta de Emenda a final dele encontraria umas chaves ser sentida como a propria vida, ao Constituic;:ao (PEC) no 19, que tra- que o fariam o homem mais feliz acordar e de igual modo, senti-la mita no Senado, pretendendo da terra. no trabalho e tambem em todos os acrescentar a felicidade na lista 0 endinheirado achando born o instantes da vida, no repouso e a dos direitos sociais previstos no conselho enviou os seus secreta- noite ao me deitar. Artigo 6° da Constitui<;ao. rios para que lhe trouxessem essas Marco Aunlio Bicalho de Abreu Chagas e advogado, Aquele artigo 6° da Constitui- chaves. assessor juridico da ACMINAS- Associa9ao Comer- cia! de Minas. Articulista, conferencista e radiali sta. <;ao, com essa Emenda ficaria com 0 tempo passou. 0 burgues Colunista da Revista Advogados Mercado & Neg6- a seguinte redac;:ao: continuava com seus tedios e c!os. www. adv ogados mn .com .br 57