Segurança em Centro de 
Controle da Operação para 
Sistemas de Automação SCADA 
na Distribuição de Água
Silvio Rocha 
 Graduação em Tecnologia em Processamento de Dados pela UNICID; 
 Pós-graduação em Ciência da Computação pela FASP; 
 Pós-graduação em Administração Estratégica Empresarial pela UNINOVE; 
 Mestrando em Engenharia da Computação – Redes de Computadores pelo 
Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT/USP (Previsão da Defesa: 26/11/2014). 
 Professor Especialista dos cursos de graduação em Sistema de 
Informação, Redes de Computadores, Banco de Dados, Gestão de Projetos 
e Gestão da Tecnologia da Informação; 
 Gestor de TI na Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - 
SABESP – Unidade de Negócio Leste; 
 Consultor em Governança de TI pela ITPASSPOT. 
 ITIL® V3 Foundation (EXIN); 
 IT Service Management Foundation according to ISO/IEC 20000 (EXIN); 
 Information Security Foundation based on ISO/IEC 27002 (EXIN).
Agenda 
• Motivadores e Justificativa 
• Objetivo 
• Referencial Teórico 
• Trabalhos Relacionados 
• Proposta 
• Validação 
• Conclusão
Motivadores e Justificativas 
 Envolvimento com ambientes SCADAs no setor de saneamento com 
foco na distribuição de água; 
 A área de sistemas automatizados vem ganhando maior visibilidade nos 
últimos anos e a sua utilização torna-se cada vez mais importante para os 
negócios, principalmente pela sua integração com as redes corporativas; 
 Garantir uma melhor proteção das informações que trafegam nas redes 
de automação, que se atacadas podem ter grande impacto na sociedade; 
 Os sistemas de controle e aquisição de dados (Supervisory Control and 
Data Acquisition – SCADA) estavam protegidos de ataques externos e 
internos graças a seus protocolos proprietários e redes isoladas; 
 Com o crescente uso do padrão Ethernet nas estruturas de automação 
industrial, esse ambiente vem convergindo para sistemas abertos e com 
isso levanta a questão da segurança da informação.
Motivadores e Justificativas 
Figura 1 – Compara três anos e 
mostra o crescimento em 
incidentes (azul) e o nível de 
impacto (vermelho) para as 
organizações que utilizem 
sistemas de controle. 
Figura 2 – Mostra a distribuição 
por setor para todos os 
incidentes relatados em 2011. 
No setor de saneamento (água) 
temos um elevado número de 
incidentes devido as 
características de acesso remoto 
inseguro.
Objetivo 
O objetivo do artigo é propor um modelo de 
arquitetura conceitual de segurança em redes 
de automação por meio de mecanismo de 
autenticação e autorização, tendo por base os 
conceitos das normas ISO/IEC 27002 e ISA 99 
para o ambiente SCADA no saneamento, com 
foco principal no processo de distribuição de 
água.
Referencial Teórico 
Segurança da Informação 
De uma maneira simplista, a grande maioria dos incidentes é causado 
intencionalmente por pessoas maliciosas. Para tornar uma rede segura e 
proteger contra ameaças e ataques, pode-se utilizar: 
 Sistema de Detecção de Intruso – IDS 
 Firewall 
 Criptografia 
 Tecnologias de Autenticação e Autorização 
O padrão 802.1x se integra com o padrão AAA (Authentication, Authorization 
and Accounting) da IETF (Internet Engineering Task Force). Em segurança da 
informação, o padrão AAA é uma referência aos protocolos relacionados com 
os procedimentos de: 
 autenticação; 
 autorização e 
 contabilização
Referencial Teórico 
O RADIUS é um protocolo utilizado para disponibilizar acesso a redes 
utilizando a arquitetura AAA. 
Implementado em pontos de acesso sem fio, switches e outros tipos de 
dispositivos que permitem acesso autenticado a redes de computadores. O 
protocolo RADIUS é definido pela RFC 2865 (RIGNEY, 2000). 
O RADIUS foi idealizado para centralizar as atividades de Autenticação, 
Autorização e Contabilização. 
Norma ISA 99 - Arquitetura da Automação Industrial 
Entre os principais elementos dessa arquitetura estão os sistemas SCADA ou 
supervisórios, são sistemas digitais que provem supervisão, controle, 
gerenciamento e monitoramento dos processos em tempo real. 
 Unidade de Terminal Remota (Remote Terminal Unit – RUT) 
 Controlador Lógico Programável (Programmable Logic Controller – PLC) 
 Interface Homem-Máquina (Humam Machine Interface – HMI) 
 Protocolos de Redes Industriais (CAN Bus, Modbus, Profibus, etc)
Recomendações da ISA 
TECNOLOGIA DESCRIÇÃO 
VULNERABILIDADES 
CORRIGIDAS 
DEFICIÊNCIAS RECOMENDAÇÕES 
Redes Virtuais 
(Vlan) 
Segregação de 
redes físicas e redes 
lógicas 
Segregação do 
tráfego 
Spoof de Mac 
Protocolos Spanning tree 
VLAN Hopping 
Atualizações periódicas de versão. 
Segregação entre rede corporativa 
e a rede industrial. 
Firewalls de Rede 
Mecanismo usado 
para controle de 
tráfego. 
Proteção do tráfego 
de rede que passa 
através do dispositivo 
Necessidade de trabalhar em 
conjunto com detectores de 
intrusão; 
Grande quantidade de Logs; 
Profissionais treinados para 
operações diárias. 
Segmentation of the networks into 
zones; 
Criação de uma DMZ para o 
tráfego de Internet. 
Redes Virtuais 
Privadas (VPN) 
Acesso Remoto com 
criptografia 
Acesso às redes 
controlado via 
autenticação 
Acesso de qualquer lugar 
(Internet) à rede corporativa 
Processo de autenticação forte 
Utilidades do log 
de auditoria 
Suporte à 
ferramenta de log 
Verificação de 
autenticação e 
utilização 
Documentação e backup 
extensos 
Planejamento estratégico em 
conjunto com outras áreas. 
Autenticação 
Biométrica 
Autenticação 
biométrica 
Atutenticação forte Não é amplamente usado 
Uso ocasional em equipamento 
restrito 
Tecnologia de 
Autenticação e 
Autorização 
Permissão e níveis 
de acesso 
Acesso controlado a 
redes, via 
autenticação 
Necessidade de sincronizar 
todos os ativos no ambiente 
Método de autenticação / 
autorização centrados na rede 
Criptografia 
Processo de 
encriptação e 
decriptação 
Criptografia em 
tráfego de texto puro 
Deve ser usado um método 
de criptografia suportado por 
todos os equipamento 
Utilização de criptografia em todas 
as comunicações internas e 
externas 
Detectores de 
Intrusão 
Utilidade para a 
detecção de eventos 
não permitidos na 
rede 
Identificação de 
tráfego malicioso 
Requer atualizações de 
assinaturas e excesso de 
falsos positivos 
Utilização em segmentos 
Controle Físico 
Acesso restrito aos 
equipamentos de 
campo 
Somente pessoas 
autorizadas podem 
operar e realizar 
alterações físicas 
Se não for usado com um 
método biométrico, pode 
revelar-se ineficaz 
Acesso controlado
Trabalhos Relacionados 
Tipo Tema Objetivo 
Dissertação 
Cibersegurança em sistemas 
de automação em plantas de 
tratamento de água. 
Propor uma metodologia cujo foco seja e 
minimização dos riscos de segurança. 
Artigo 
ICS-CERT Incident Response 
Summary Report: 2009 – 
2011. 
Apresentar um resumo dos incidentes 
cibernéticos e orinetar a defesa dos 
ambientes de sistema de automação 
contra ameaças cibernéticas emergentes. 
Guia 
Guia de Referência para a 
Segurança das Infraestruturas 
Críticas da Informação – 
Versão 01 – Nov/2010. 
Reunir métodos e instrumentos, visando 
garantir a Segurança das Infraestruturas 
Críticas da Informação e com isso 
assegurar, dentro do espaço cibernético, 
ações de segurança da informação e 
comunicações como fundamentais para 
garantir disponibilidade, integridade, 
confidencialidade e autenticidade da 
informação, no âmbito da Administração 
Pública Federal.
Trabalhos Relacionados 
Tipo Tema Objetivo 
Norma ANSI/ISA–99 
Segurança para Automação Industrial e 
Sistemas de Controle: Terminologia, 
Conceitos e Modelos 
Artigo 
Arquitetura de Segurança 
da Informação em Redes 
de Controle e Automação. 
Ilustrar uma arquitetura de uma solução de 
segurança para os diversos estágios de 
evolução dos sistemas de automação que 
compõem as instalações da Companhia 
Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF. 
Guia 
Firewall Deployment for 
SCADA and Process 
Control Networks – Good 
Practice Guide - CPNI 
Coleção de informações que foram 
resumidas em um artigo em termos de 
arquitetura de firewall, implantação, 
concepção e gestão para determinar práticas 
de segurança atuais. 
Livro Industrial Network Security 
Proteção de infraestruturas críticas, Redes 
para Smart Grid, SCADA e outras sistemas 
de controle industrial. 
Norma ABNT NBR ISO/IEC 27002 
Código de prática para a gestão da 
segurança da informação.
Proposta 
 A proposta desenvolvida foi norteada por todos os trabalhos 
relacionados nessa apresentação, porém teve forte influência das 
normas ANSI/ISA 99 e ISO 27002, como também do Guia de Boas 
Práticas do Centro de Proteção Nacional de Infraestrutura (CPNI). 
 Para o artigo optou-se pelo estudo dos modelos de arquitetura de 
automação SCADA que pudessem ser aplicados no setor de 
saneamento, em especial distribuição de água. 
 Com base na norma ISA 99, veremos no próximo slide um 
diagrama de uma arquitetura recomendada para uma série de 
situações práticas e mostra como definir zonas de segurança.
Proposta
Proposta 
Outro estudo utilizado nesse artigo foi realizado pelo Grupo de Tecnologia da 
Informação Avançada (Group for Advanced Information Technology – GAIT) 
que analisou implantações de redes SCADA e identificou oito arquiteturas: 
Pontuação aproximada para arquiteturas de redes SCADA 
Arquiteturas Segurança Gerenciamento Disponibilidade Pontuação 
1) Duas interfaces de Rede nos Computadores; 1,00 2,00 1,00 4,00 
2) Servidor com duas interfaces de rede e com software de 
2,00 1,00 1,00 4,00 
firewall pessoal; 
3) Filtragem de pacotes Router/Switch Camada 3 entre a 
Rede de Controle de Processos e a Rede Corporativa; 
2,00 2,00 4,00 8,00 
4) Firewall com duas portas, uma na Rede de Controle de 
Processos e outra na Rede Corporativa; 
3,00 5,00 4,00 12,00 
5) Combinação de Router/Firewall entre Rede de Controle 
de Processos e Rede Corporativa; 
3,50 3,00 4,00 10,50 
6) Firewall com zonas desmilitarizadas entre a Rede de 
Controle de Processos e a Rede Corporativa; 
4,00 4,50 4,00 12,50 
7) Firewalls emparelhados entre a Rede de Controle de 
Processos e a Rede Corporativa; 
5,00 3,00 3,50 11,50 
8) Combinações de Firewall e VLAN entre a Rede de 
Controle de Processos e a Rede Corporativa. 
4,50 3,00 5,00 12,50 
Pontuação (1 = Pior e 5 = Melhor)
Proposta 
Mesmo com essas diferenças funcionais entre as redes de automação e as 
redes corporativas, a integração é necessário conforme já explanado. 
Por essa razão é recomendado uma arquitetura segura e que para validação 
desse artigo será adotado a arquitetura de número 8 – Combinações de 
Firewall e VLAN entre Rede de Controle de Processos e a Rede 
Corporativa. 
Essa arquitetura será complementada de alguns mecanismos de proteção 
de perímetro ligados a tecnologia de autenticação e autorização, 
propostos pelo autor deste artigo. 
Sistemas de 
Negócio e 
Informação 
SCADA e 
Sistemas 
Supervisório 
Automação 
Industrial e 
Sistemas de 
Controle 
SCADA DMZ
Validação 
Para validação da proposta utilizou-se de duas 
situações: 
 Ambiente existente de produção com os servidores SCADAs 
segregados por VLAN; 
 Ambiente de laboratório prático para validação do processo de 
autenticação e autorização RADIUS, por meio do servidor 
FreeRadius e serviço de diretório LDAP.
Rede Corporativa 
Centro de Controle 
Rede de 
Controle do 
Processo 
Estação de 
Tratamento 
de Água 
Reservatórios 
de Água 
Rede Corporativa 
Internet 
Rede de 
Automação 
Rede de Automação no Campo 
Servidor 
Aplicação 
Servidor 
SCADA 
Corporativo 
Servidor 
OPC 
Servidor 
RADIUS/ 
LDAP 
Servidor 
Historiador 
HMI Local 
HMI Local 
HMI Local 
Estação de 
Tratamento 
de Água 
RTU ou PLC 
RTU ou PLC 
RTU ou PLC 
Arquitetura Conceitual 
Filias 
Servidor 
SCADA WEB
Arquitetura Física e Lógica 
Frame Relay 
Automação 
Servidor 
RADIUS/LDAP 
RADIUS/MSCHAP 
MPLS - Rede 
Corporativa 
Servidor 
Historiador 
Servidor 
SCADA WEB 
Rede Corporativa 
Firewall/NAT 
Servidor 
Aplicação 
Servidor 
SCADA 
Corporativo 
Servidor 
OPC 
Rede de Controle do 
Processo 
Centro de Controle 
802.1x/PEAP/MSCHAPv2 
RADIUS/TLS 
Rede IP 
10.66.8.0/21 
VLAN 2 
Rede IP 
172.21.0.0/24 
VLAN 1 
Rede IP 
192.168.0.0/24 
Internet 
Autenticação com 802.1x 
Liberação de acesso na VLAN
Autenticação e autorização
Conclusões 
• Existe uma melhoria significativa na segurança com a utilização de 
firewalls para separação das redes de processo das redes corporativas, 
por meio de DMZ e Vlan; 
• Utilizar um ambiente de rede que possua mecanismos de autenticação e 
autorização para acesso ao meio é uma das formas de aumentar a 
segurança; 
• Com o processo de autorização, somente usuários legítimos e 
devidamente identificados tem acesso aos recursos disponíveis. Já o 
processo de autorização fornece flexibilidade para implementar uma 
hierarquia de acesso, bem como manter centralizada a base de usuários.
Obrigado! 
Silvio Rocha 
srocha.silva@yahoo.com.br

[CLASS 2014] Palestra Técnica - Silvio Rocha

  • 1.
    Segurança em Centrode Controle da Operação para Sistemas de Automação SCADA na Distribuição de Água
  • 2.
    Silvio Rocha Graduação em Tecnologia em Processamento de Dados pela UNICID; Pós-graduação em Ciência da Computação pela FASP; Pós-graduação em Administração Estratégica Empresarial pela UNINOVE; Mestrando em Engenharia da Computação – Redes de Computadores pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT/USP (Previsão da Defesa: 26/11/2014). Professor Especialista dos cursos de graduação em Sistema de Informação, Redes de Computadores, Banco de Dados, Gestão de Projetos e Gestão da Tecnologia da Informação; Gestor de TI na Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - SABESP – Unidade de Negócio Leste; Consultor em Governança de TI pela ITPASSPOT. ITIL® V3 Foundation (EXIN); IT Service Management Foundation according to ISO/IEC 20000 (EXIN); Information Security Foundation based on ISO/IEC 27002 (EXIN).
  • 3.
    Agenda • Motivadorese Justificativa • Objetivo • Referencial Teórico • Trabalhos Relacionados • Proposta • Validação • Conclusão
  • 4.
    Motivadores e Justificativas Envolvimento com ambientes SCADAs no setor de saneamento com foco na distribuição de água; A área de sistemas automatizados vem ganhando maior visibilidade nos últimos anos e a sua utilização torna-se cada vez mais importante para os negócios, principalmente pela sua integração com as redes corporativas; Garantir uma melhor proteção das informações que trafegam nas redes de automação, que se atacadas podem ter grande impacto na sociedade; Os sistemas de controle e aquisição de dados (Supervisory Control and Data Acquisition – SCADA) estavam protegidos de ataques externos e internos graças a seus protocolos proprietários e redes isoladas; Com o crescente uso do padrão Ethernet nas estruturas de automação industrial, esse ambiente vem convergindo para sistemas abertos e com isso levanta a questão da segurança da informação.
  • 5.
    Motivadores e Justificativas Figura 1 – Compara três anos e mostra o crescimento em incidentes (azul) e o nível de impacto (vermelho) para as organizações que utilizem sistemas de controle. Figura 2 – Mostra a distribuição por setor para todos os incidentes relatados em 2011. No setor de saneamento (água) temos um elevado número de incidentes devido as características de acesso remoto inseguro.
  • 6.
    Objetivo O objetivodo artigo é propor um modelo de arquitetura conceitual de segurança em redes de automação por meio de mecanismo de autenticação e autorização, tendo por base os conceitos das normas ISO/IEC 27002 e ISA 99 para o ambiente SCADA no saneamento, com foco principal no processo de distribuição de água.
  • 7.
    Referencial Teórico Segurançada Informação De uma maneira simplista, a grande maioria dos incidentes é causado intencionalmente por pessoas maliciosas. Para tornar uma rede segura e proteger contra ameaças e ataques, pode-se utilizar: Sistema de Detecção de Intruso – IDS Firewall Criptografia Tecnologias de Autenticação e Autorização O padrão 802.1x se integra com o padrão AAA (Authentication, Authorization and Accounting) da IETF (Internet Engineering Task Force). Em segurança da informação, o padrão AAA é uma referência aos protocolos relacionados com os procedimentos de: autenticação; autorização e contabilização
  • 8.
    Referencial Teórico ORADIUS é um protocolo utilizado para disponibilizar acesso a redes utilizando a arquitetura AAA. Implementado em pontos de acesso sem fio, switches e outros tipos de dispositivos que permitem acesso autenticado a redes de computadores. O protocolo RADIUS é definido pela RFC 2865 (RIGNEY, 2000). O RADIUS foi idealizado para centralizar as atividades de Autenticação, Autorização e Contabilização. Norma ISA 99 - Arquitetura da Automação Industrial Entre os principais elementos dessa arquitetura estão os sistemas SCADA ou supervisórios, são sistemas digitais que provem supervisão, controle, gerenciamento e monitoramento dos processos em tempo real. Unidade de Terminal Remota (Remote Terminal Unit – RUT) Controlador Lógico Programável (Programmable Logic Controller – PLC) Interface Homem-Máquina (Humam Machine Interface – HMI) Protocolos de Redes Industriais (CAN Bus, Modbus, Profibus, etc)
  • 9.
    Recomendações da ISA TECNOLOGIA DESCRIÇÃO VULNERABILIDADES CORRIGIDAS DEFICIÊNCIAS RECOMENDAÇÕES Redes Virtuais (Vlan) Segregação de redes físicas e redes lógicas Segregação do tráfego Spoof de Mac Protocolos Spanning tree VLAN Hopping Atualizações periódicas de versão. Segregação entre rede corporativa e a rede industrial. Firewalls de Rede Mecanismo usado para controle de tráfego. Proteção do tráfego de rede que passa através do dispositivo Necessidade de trabalhar em conjunto com detectores de intrusão; Grande quantidade de Logs; Profissionais treinados para operações diárias. Segmentation of the networks into zones; Criação de uma DMZ para o tráfego de Internet. Redes Virtuais Privadas (VPN) Acesso Remoto com criptografia Acesso às redes controlado via autenticação Acesso de qualquer lugar (Internet) à rede corporativa Processo de autenticação forte Utilidades do log de auditoria Suporte à ferramenta de log Verificação de autenticação e utilização Documentação e backup extensos Planejamento estratégico em conjunto com outras áreas. Autenticação Biométrica Autenticação biométrica Atutenticação forte Não é amplamente usado Uso ocasional em equipamento restrito Tecnologia de Autenticação e Autorização Permissão e níveis de acesso Acesso controlado a redes, via autenticação Necessidade de sincronizar todos os ativos no ambiente Método de autenticação / autorização centrados na rede Criptografia Processo de encriptação e decriptação Criptografia em tráfego de texto puro Deve ser usado um método de criptografia suportado por todos os equipamento Utilização de criptografia em todas as comunicações internas e externas Detectores de Intrusão Utilidade para a detecção de eventos não permitidos na rede Identificação de tráfego malicioso Requer atualizações de assinaturas e excesso de falsos positivos Utilização em segmentos Controle Físico Acesso restrito aos equipamentos de campo Somente pessoas autorizadas podem operar e realizar alterações físicas Se não for usado com um método biométrico, pode revelar-se ineficaz Acesso controlado
  • 10.
    Trabalhos Relacionados TipoTema Objetivo Dissertação Cibersegurança em sistemas de automação em plantas de tratamento de água. Propor uma metodologia cujo foco seja e minimização dos riscos de segurança. Artigo ICS-CERT Incident Response Summary Report: 2009 – 2011. Apresentar um resumo dos incidentes cibernéticos e orinetar a defesa dos ambientes de sistema de automação contra ameaças cibernéticas emergentes. Guia Guia de Referência para a Segurança das Infraestruturas Críticas da Informação – Versão 01 – Nov/2010. Reunir métodos e instrumentos, visando garantir a Segurança das Infraestruturas Críticas da Informação e com isso assegurar, dentro do espaço cibernético, ações de segurança da informação e comunicações como fundamentais para garantir disponibilidade, integridade, confidencialidade e autenticidade da informação, no âmbito da Administração Pública Federal.
  • 11.
    Trabalhos Relacionados TipoTema Objetivo Norma ANSI/ISA–99 Segurança para Automação Industrial e Sistemas de Controle: Terminologia, Conceitos e Modelos Artigo Arquitetura de Segurança da Informação em Redes de Controle e Automação. Ilustrar uma arquitetura de uma solução de segurança para os diversos estágios de evolução dos sistemas de automação que compõem as instalações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF. Guia Firewall Deployment for SCADA and Process Control Networks – Good Practice Guide - CPNI Coleção de informações que foram resumidas em um artigo em termos de arquitetura de firewall, implantação, concepção e gestão para determinar práticas de segurança atuais. Livro Industrial Network Security Proteção de infraestruturas críticas, Redes para Smart Grid, SCADA e outras sistemas de controle industrial. Norma ABNT NBR ISO/IEC 27002 Código de prática para a gestão da segurança da informação.
  • 12.
    Proposta Aproposta desenvolvida foi norteada por todos os trabalhos relacionados nessa apresentação, porém teve forte influência das normas ANSI/ISA 99 e ISO 27002, como também do Guia de Boas Práticas do Centro de Proteção Nacional de Infraestrutura (CPNI). Para o artigo optou-se pelo estudo dos modelos de arquitetura de automação SCADA que pudessem ser aplicados no setor de saneamento, em especial distribuição de água. Com base na norma ISA 99, veremos no próximo slide um diagrama de uma arquitetura recomendada para uma série de situações práticas e mostra como definir zonas de segurança.
  • 13.
  • 14.
    Proposta Outro estudoutilizado nesse artigo foi realizado pelo Grupo de Tecnologia da Informação Avançada (Group for Advanced Information Technology – GAIT) que analisou implantações de redes SCADA e identificou oito arquiteturas: Pontuação aproximada para arquiteturas de redes SCADA Arquiteturas Segurança Gerenciamento Disponibilidade Pontuação 1) Duas interfaces de Rede nos Computadores; 1,00 2,00 1,00 4,00 2) Servidor com duas interfaces de rede e com software de 2,00 1,00 1,00 4,00 firewall pessoal; 3) Filtragem de pacotes Router/Switch Camada 3 entre a Rede de Controle de Processos e a Rede Corporativa; 2,00 2,00 4,00 8,00 4) Firewall com duas portas, uma na Rede de Controle de Processos e outra na Rede Corporativa; 3,00 5,00 4,00 12,00 5) Combinação de Router/Firewall entre Rede de Controle de Processos e Rede Corporativa; 3,50 3,00 4,00 10,50 6) Firewall com zonas desmilitarizadas entre a Rede de Controle de Processos e a Rede Corporativa; 4,00 4,50 4,00 12,50 7) Firewalls emparelhados entre a Rede de Controle de Processos e a Rede Corporativa; 5,00 3,00 3,50 11,50 8) Combinações de Firewall e VLAN entre a Rede de Controle de Processos e a Rede Corporativa. 4,50 3,00 5,00 12,50 Pontuação (1 = Pior e 5 = Melhor)
  • 15.
    Proposta Mesmo comessas diferenças funcionais entre as redes de automação e as redes corporativas, a integração é necessário conforme já explanado. Por essa razão é recomendado uma arquitetura segura e que para validação desse artigo será adotado a arquitetura de número 8 – Combinações de Firewall e VLAN entre Rede de Controle de Processos e a Rede Corporativa. Essa arquitetura será complementada de alguns mecanismos de proteção de perímetro ligados a tecnologia de autenticação e autorização, propostos pelo autor deste artigo. Sistemas de Negócio e Informação SCADA e Sistemas Supervisório Automação Industrial e Sistemas de Controle SCADA DMZ
  • 16.
    Validação Para validaçãoda proposta utilizou-se de duas situações: Ambiente existente de produção com os servidores SCADAs segregados por VLAN; Ambiente de laboratório prático para validação do processo de autenticação e autorização RADIUS, por meio do servidor FreeRadius e serviço de diretório LDAP.
  • 17.
    Rede Corporativa Centrode Controle Rede de Controle do Processo Estação de Tratamento de Água Reservatórios de Água Rede Corporativa Internet Rede de Automação Rede de Automação no Campo Servidor Aplicação Servidor SCADA Corporativo Servidor OPC Servidor RADIUS/ LDAP Servidor Historiador HMI Local HMI Local HMI Local Estação de Tratamento de Água RTU ou PLC RTU ou PLC RTU ou PLC Arquitetura Conceitual Filias Servidor SCADA WEB
  • 18.
    Arquitetura Física eLógica Frame Relay Automação Servidor RADIUS/LDAP RADIUS/MSCHAP MPLS - Rede Corporativa Servidor Historiador Servidor SCADA WEB Rede Corporativa Firewall/NAT Servidor Aplicação Servidor SCADA Corporativo Servidor OPC Rede de Controle do Processo Centro de Controle 802.1x/PEAP/MSCHAPv2 RADIUS/TLS Rede IP 10.66.8.0/21 VLAN 2 Rede IP 172.21.0.0/24 VLAN 1 Rede IP 192.168.0.0/24 Internet Autenticação com 802.1x Liberação de acesso na VLAN
  • 19.
  • 20.
    Conclusões • Existeuma melhoria significativa na segurança com a utilização de firewalls para separação das redes de processo das redes corporativas, por meio de DMZ e Vlan; • Utilizar um ambiente de rede que possua mecanismos de autenticação e autorização para acesso ao meio é uma das formas de aumentar a segurança; • Com o processo de autorização, somente usuários legítimos e devidamente identificados tem acesso aos recursos disponíveis. Já o processo de autorização fornece flexibilidade para implementar uma hierarquia de acesso, bem como manter centralizada a base de usuários.
  • 21.
    Obrigado! Silvio Rocha srocha.silva@yahoo.com.br