Que chato!


       O João recebeu “aquele” telemóvel. Há muito que o desejava! Entusiasmado,

lançou-se ao trabalho (...). No dia seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”. Não

conhecia o número, não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se.

       Uns dias depois, aborrecido com tantas mensagens, tomou a iniciativa de

perguntar “quem és?”. Não obteve qualquer resposta à questão colocada, mas

continuou a receber a mensagem “liga-me” insistentemente.

       Dois dias depois, impaciente, inquieto e curioso, decidiu finalmente responder à

pessoa que misteriosamente o “perseguia”:

       - Quem és? Afinal, o que me queres? – questionou o João.

       Do outro lado da linha, uma respiração ofegante...

       O João insistiu, já assustado:

       - Durante tantos dias a atormentar-me e agora não falas?

       Repentinamente, o telefone desligou-se!

       Segundos depois, o telefone tocou e finalmente ouviu-se uma voz doce e

sedutora:

       - Olá! Sou a Margarida, tenho 17 anos, e conheço-te de vista da “Camilo”.

Desculpa se te assustei, mas sou tímida e, por isso, não consegui responder-te quando

me telefonaste.

       - Como conseguiste o meu número? – questionou curioso.

       - Foi uma colega tua que mo deu, mas não posso dizer-te quem foi. Gostaria

muito de conhecer-te pessoalmente.
Surpreendido, perguntou-lhe por que é que ela o queria conhecer. Ela achara-o

interessante e giro.

       De seguida, o João quis saber a turma e o ano que ela frequentava.

       A Margarida disse-lhe que era do 11ºL. Desconfiado, porque tinha amigos nessa

turma e não existia nenhuma rapariga com esse nome, marcou um encontro no parque

do Vinhal para o dia seguinte ao final da tarde.

       Entretanto, inseguro, contou o episódio aos pais que ficaram muito inquietos e

alarmados. Após conversarem, decidiram contactar a Polícia Judiciária.

       No dia do encontro, à hora marcada, o João esperava inquieto que a misteriosa

rapariga chegasse. De repente, surge um casal que se aproxima dele a sorrir. Notou

que a idade dela não coincidia com o que lhe dissera ao telefone, pois era mais velha,

assim como o sujeito que a acompanhava.

       Sentaram-se junto dele, perguntaram se ele estava sozinho. João receoso, disse

que sim e quis saber quem eram porque não correspondiam aquilo que sabia dela nem

lhe dissera que vinha acompanhada. O sujeito afirmou que lhe explicaria tudo e

convidou-o para um café. Como recusou, tentaram levá-lo de forma violenta e a

polícia, que assistia disfarçada ao episódio, interveio, salvando o jovem daquela

situação muito perigosa e levou os suspeitos para esquadra.

       Algum tempo depois surgiu uma notícia no jornal de que este casal pertencia a

uma rede internacional de tráfico de seres humanos que seduzia jovens através de

telefonemas por telemóvel.




                       Trabalho realizado pelos alunos do 11ºL
                                     (Curso Profissional de Controlo e Qualidade Alimentar
                                      Escola Secundária Camilo Castelo Branco-V.N.Famalicão)
                                                                         no âmbito

o desafio ...

  • 1.
    Que chato! O João recebeu “aquele” telemóvel. Há muito que o desejava! Entusiasmado, lançou-se ao trabalho (...). No dia seguinte, recebeu a mensagem “liga-me”. Não conhecia o número, não ligou. A mensagem repetiu-se, e repetiu-se, e repetiu-se. Uns dias depois, aborrecido com tantas mensagens, tomou a iniciativa de perguntar “quem és?”. Não obteve qualquer resposta à questão colocada, mas continuou a receber a mensagem “liga-me” insistentemente. Dois dias depois, impaciente, inquieto e curioso, decidiu finalmente responder à pessoa que misteriosamente o “perseguia”: - Quem és? Afinal, o que me queres? – questionou o João. Do outro lado da linha, uma respiração ofegante... O João insistiu, já assustado: - Durante tantos dias a atormentar-me e agora não falas? Repentinamente, o telefone desligou-se! Segundos depois, o telefone tocou e finalmente ouviu-se uma voz doce e sedutora: - Olá! Sou a Margarida, tenho 17 anos, e conheço-te de vista da “Camilo”. Desculpa se te assustei, mas sou tímida e, por isso, não consegui responder-te quando me telefonaste. - Como conseguiste o meu número? – questionou curioso. - Foi uma colega tua que mo deu, mas não posso dizer-te quem foi. Gostaria muito de conhecer-te pessoalmente.
  • 2.
    Surpreendido, perguntou-lhe porque é que ela o queria conhecer. Ela achara-o interessante e giro. De seguida, o João quis saber a turma e o ano que ela frequentava. A Margarida disse-lhe que era do 11ºL. Desconfiado, porque tinha amigos nessa turma e não existia nenhuma rapariga com esse nome, marcou um encontro no parque do Vinhal para o dia seguinte ao final da tarde. Entretanto, inseguro, contou o episódio aos pais que ficaram muito inquietos e alarmados. Após conversarem, decidiram contactar a Polícia Judiciária. No dia do encontro, à hora marcada, o João esperava inquieto que a misteriosa rapariga chegasse. De repente, surge um casal que se aproxima dele a sorrir. Notou que a idade dela não coincidia com o que lhe dissera ao telefone, pois era mais velha, assim como o sujeito que a acompanhava. Sentaram-se junto dele, perguntaram se ele estava sozinho. João receoso, disse que sim e quis saber quem eram porque não correspondiam aquilo que sabia dela nem lhe dissera que vinha acompanhada. O sujeito afirmou que lhe explicaria tudo e convidou-o para um café. Como recusou, tentaram levá-lo de forma violenta e a polícia, que assistia disfarçada ao episódio, interveio, salvando o jovem daquela situação muito perigosa e levou os suspeitos para esquadra. Algum tempo depois surgiu uma notícia no jornal de que este casal pertencia a uma rede internacional de tráfico de seres humanos que seduzia jovens através de telefonemas por telemóvel. Trabalho realizado pelos alunos do 11ºL (Curso Profissional de Controlo e Qualidade Alimentar Escola Secundária Camilo Castelo Branco-V.N.Famalicão) no âmbito