Mas e mais
A palavra “mas” atua como uma conjunção coordenada
adversativa, devendo ser utilizada em situações que
indicam oposição, sentido contrário. Vejamos, pois:
Esforcei-me bastante, mas não obtive o resultado
necessário.
Já o vocábulo “mais” se classifica como pronome
indefinido ou advérbio de intensidade, opondo-se,
geralmente, a “menos”. Observemos:
Ele escolheu a camiseta mais cara da loja.
Onde e aonde
“Aonde” resulta da combinação entre “a + onde”,
indicando movimento para algum lugar. É usada com
verbos que também expressem tal aspecto (o de
movimento). Assim, vejamos:
Aonde você vai com tanta pressa?
“Onde” indica permanência, lugar em que se passa algo
ou que se está. Portanto, torna-se aplicável a verbos
que também denotem essa característica (estado ou
permanência). Vejamos o exemplo:
Onde mesmo você mora?
Que e quê
O “que” pode assumir distintas funções sintáticas e
morfológicas, entre elas a de pronome, conjunção e
partícula expletiva de realce:
Convém que você chegue logo. Nesse caso, o vocábulo
em questão atua como uma conjunção integrante.
Já o “quê”, monossílabo tônico, atua como interjeição e
como substantivo, em se tratando de funções
morfossintáticas:
Ela tem um quê de mistério.
Mal e mau
“Mal” pode atuar com substantivo, relativo a alguma
doença; advérbio, denotando erradamente,
irregularmente; e como conjunção, indicando tempo. De
acordo com o sentido, tal expressão sempre se opõe a
bem:
Como ela se comportou mal durante a palestra. (Ela
poderia ter se comportado bem)
“Mau” opõe-se a bom, ocupando a função de adjetivo:
Pedro é um mau aluno. (Assim como ele poderia ser um
bom aluno)
Ao encontro de / de encontro a
“Ao encontro de” significa ser favorável, aproximar-se de
algo:
Suas ideias vão ao encontro das minhas. (São
favoráveis)
“De encontro a” denota oposição a algo, choque,
colisão:
O carro foi de encontro ao poste.
Fim-de-semana e fim de semana
A expressão “fim-de-semana”, grafada com hífen antes
do novo acordo, faz referência a “descanso”, diversão,
lazer. Com o advento da nova reforma ortográfica,
alguns compostos que apresentam elementos de
ligação, como é o caso de “fim de semana”, não são
mais escritos com hífen. Portanto, o correto é:
Como foi seu fim de semana?
“Fim de semana” também possui outra acepção
semântica (significado), relativa ao final da semana
propriamente dito, aquele que começou no domingo e
agora termina no sábado. Assim, mesmo com a nova
reforma ortográfica, nada mudou no tocante à ortografia:
Viajo todo fim de semana.
Afim e a fim
“Afim” indica semelhança, relacionando-se com a ideia
relativa à afinidade:
Na faculdade estudamos disciplinas afins.
“A fim” indica ideia de finalidade:
Estudo a fim de que possa obter boas notas.
A par e ao par
“A par” indica o sentido voltado para “ciente, estar
informado acerca de algo”:
Ele não estava a par de todos os acontecimentos.
“Ao par” representa uma expressão que indica
igualdade, equivalência ente valores financeiros:
Algumas moedas estrangeiras estão ao par.
Demais e de mais
“Demais” pode atuar como advérbio de intensidade,
denotando o sentido de “muito”:
A vítima gritava demais após o acidente.
Tal palavra pode também representar um pronome
indefinido, equivalendo-se “aos outros, aos restantes”:
Não se importe com o que falam os demais.
“De mais” se opõe a de menos, fazendo referência a um
substantivo ou a um pronome:
Ele não falou nada de mais.
Senão e se não
“Senão” tem sentido equivalente a “caso contrário” ou a
“não ser”:
É bom que se apresse, senão poderá chegar atrasado.
“Se não” se emprega a orações subordinadas
condicionais, equivalendo-se a “caso não”:
Se não chover iremos ao passeio.
Na medida em que e à medida que
“Na medida em que” expressa uma relação de causa,
equivalendo-se a “porque”, “uma vez que” e “já que”:
Na medida em que passava o tempo, a saudade ia
ficando cada vez mais apertada.
“À medida que” indica a ideia relativa à proporção,
desenvolvimento gradativo:
À medida que iam aumentando os gritos, as pessoas
se aglomeravam ainda mais.
Nenhum e nem um
“Nenhum” representa o oposto de algum:
Nenhum aluno fez a pesquisa.
“Nem um” equivale a nem sequer um:
Nem uma garota ganhará o prêmio, quem dirá todas as
competidoras.
Dia a dia e dia-a-dia (antes da nova reforma ortográfica
grafado com hífen):
Antes do novo acordo ortográfico, a expressão “dia-a-
dia”, cujo sentido fazia referência ao cotidiano, era
grafada com hífen. Porém, depois de instaurado,
passou a ser utilizada sem dele, ou seja:
O dia a dia dos estudantes tem sido bastante
conturbado.
Já “dia a dia”, sem hífen mesmo antes da nova reforma,
atua como uma locução adverbial referente a “todos os
dias” e permaneceu sem nenhuma alteração, ou seja:
Ela vem se mostrando mais competente dia a dia.

Mais e mas

  • 1.
    Mas e mais Apalavra “mas” atua como uma conjunção coordenada adversativa, devendo ser utilizada em situações que indicam oposição, sentido contrário. Vejamos, pois: Esforcei-me bastante, mas não obtive o resultado necessário. Já o vocábulo “mais” se classifica como pronome indefinido ou advérbio de intensidade, opondo-se, geralmente, a “menos”. Observemos: Ele escolheu a camiseta mais cara da loja. Onde e aonde “Aonde” resulta da combinação entre “a + onde”, indicando movimento para algum lugar. É usada com verbos que também expressem tal aspecto (o de movimento). Assim, vejamos: Aonde você vai com tanta pressa? “Onde” indica permanência, lugar em que se passa algo ou que se está. Portanto, torna-se aplicável a verbos que também denotem essa característica (estado ou permanência). Vejamos o exemplo: Onde mesmo você mora? Que e quê O “que” pode assumir distintas funções sintáticas e morfológicas, entre elas a de pronome, conjunção e partícula expletiva de realce: Convém que você chegue logo. Nesse caso, o vocábulo em questão atua como uma conjunção integrante. Já o “quê”, monossílabo tônico, atua como interjeição e como substantivo, em se tratando de funções morfossintáticas: Ela tem um quê de mistério. Mal e mau “Mal” pode atuar com substantivo, relativo a alguma doença; advérbio, denotando erradamente, irregularmente; e como conjunção, indicando tempo. De acordo com o sentido, tal expressão sempre se opõe a bem: Como ela se comportou mal durante a palestra. (Ela poderia ter se comportado bem) “Mau” opõe-se a bom, ocupando a função de adjetivo: Pedro é um mau aluno. (Assim como ele poderia ser um bom aluno) Ao encontro de / de encontro a “Ao encontro de” significa ser favorável, aproximar-se de algo: Suas ideias vão ao encontro das minhas. (São favoráveis) “De encontro a” denota oposição a algo, choque, colisão: O carro foi de encontro ao poste. Fim-de-semana e fim de semana A expressão “fim-de-semana”, grafada com hífen antes do novo acordo, faz referência a “descanso”, diversão, lazer. Com o advento da nova reforma ortográfica, alguns compostos que apresentam elementos de ligação, como é o caso de “fim de semana”, não são mais escritos com hífen. Portanto, o correto é: Como foi seu fim de semana? “Fim de semana” também possui outra acepção semântica (significado), relativa ao final da semana propriamente dito, aquele que começou no domingo e agora termina no sábado. Assim, mesmo com a nova reforma ortográfica, nada mudou no tocante à ortografia: Viajo todo fim de semana. Afim e a fim “Afim” indica semelhança, relacionando-se com a ideia relativa à afinidade: Na faculdade estudamos disciplinas afins. “A fim” indica ideia de finalidade: Estudo a fim de que possa obter boas notas. A par e ao par “A par” indica o sentido voltado para “ciente, estar informado acerca de algo”: Ele não estava a par de todos os acontecimentos. “Ao par” representa uma expressão que indica igualdade, equivalência ente valores financeiros: Algumas moedas estrangeiras estão ao par. Demais e de mais “Demais” pode atuar como advérbio de intensidade, denotando o sentido de “muito”: A vítima gritava demais após o acidente. Tal palavra pode também representar um pronome indefinido, equivalendo-se “aos outros, aos restantes”: Não se importe com o que falam os demais. “De mais” se opõe a de menos, fazendo referência a um substantivo ou a um pronome: Ele não falou nada de mais. Senão e se não “Senão” tem sentido equivalente a “caso contrário” ou a “não ser”: É bom que se apresse, senão poderá chegar atrasado. “Se não” se emprega a orações subordinadas condicionais, equivalendo-se a “caso não”: Se não chover iremos ao passeio. Na medida em que e à medida que “Na medida em que” expressa uma relação de causa, equivalendo-se a “porque”, “uma vez que” e “já que”: Na medida em que passava o tempo, a saudade ia ficando cada vez mais apertada. “À medida que” indica a ideia relativa à proporção, desenvolvimento gradativo: À medida que iam aumentando os gritos, as pessoas se aglomeravam ainda mais. Nenhum e nem um “Nenhum” representa o oposto de algum: Nenhum aluno fez a pesquisa. “Nem um” equivale a nem sequer um: Nem uma garota ganhará o prêmio, quem dirá todas as competidoras. Dia a dia e dia-a-dia (antes da nova reforma ortográfica grafado com hífen): Antes do novo acordo ortográfico, a expressão “dia-a- dia”, cujo sentido fazia referência ao cotidiano, era grafada com hífen. Porém, depois de instaurado, passou a ser utilizada sem dele, ou seja: O dia a dia dos estudantes tem sido bastante conturbado. Já “dia a dia”, sem hífen mesmo antes da nova reforma, atua como uma locução adverbial referente a “todos os dias” e permaneceu sem nenhuma alteração, ou seja: Ela vem se mostrando mais competente dia a dia.