PORTUGAL
International Security
Assistance Force
12 anos de participação na ISAF
PORTUGAL
12 anos de participação na ISAF
TÍTULO
EDIÇÃO
DIREÇÃO
COORDENAÇÃO
AUTORES
COMPOSIÇÃO E PAGINAÇÃO
REVISÃO
IMPRESSÃO E ACABAMENTOS
1ª EDIÇÃO
TIRAGEM
InternaƟonal Security Assistance Force ‐ Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
8º ConƟngente Nacional/ISAF
Coronel Nuno Domingos Marques Cardoso
Tenente‐Coronel Paulo Jorge BapƟsta Domingos
Coronel Nuno Domingos Marques Cardoso
Tenente‐Coronel Paulo Jorge BapƟsta Domingos
Tenente‐Coronel Luís Manuel Cardoso Relvas Marino
Tenente‐Coronel Pedro Melo Vasconcelos de Almeida
Major João Francisco da Costa Bernardino
Major Óscar Manuel Verdelho Fontoura
Major Carlos Miguel Cruto Roque
Capitão João Luís da Costa Ferraz Soares
Sargento‐Chefe José Manuel Pássaro Quelincho
Sargento‐Ajudante António José Rodrigues
Primeiro Sargento Enfermeiro Édson Cardoso
Capitão João Luís da Costa Ferraz Soares
Autores
Tipografia Meneses ‐ CooperaƟva Gráfica de Espinho, Crl
Dezembro de 2014
150 exemplares
FICHA TÉCNICA
Prefácio
Distribuição temporal das capacidades
Fita do Tempo
Afeganistão
Caracterização Geográfica
Enquadramento histórico
A Sociedade Afegã
InternaƟonal Security Assistance Force (ISAF)
Génese
Evolução
Transformação
Capacidades Portuguesas parƟcipantes na missão ISAF
Destacamento Sanitário
Destacamento C‐130
Equipas da Força Aérea Portuguesa
TacƟcal Air Control Party (TACP)
Grupo de Comando de KAIA
Quick ReacƟon Force (QRF)
OperaƟonal Mentor and Liaison Team ‐ Guarnição (OMLT‐G)
OperaƟonal Mentor and Liaison Team ‐ Divisão (OMLT‐D)
Military Advisor Team (MAT)
2
3
4
7
8
10
16
18
18
20
20
21
22
24
28
29
30
32
50
52
62
Unidade/Módulo de Apoio
Elemento de Segurança/Proteção da Força
Destacamento Médico ROLE 2
Célula de Informações Militares (CIM)
Guarda Nacional Republicana
Pohantoon‐e‐Hawayee Staff Advisory Team (PeH SAT)
KAIA APOD Force ProtecƟon Coy
Crisis Establishment (CE)
Comandantes do ConƟngente Nacional ISAF
8º ConƟngente Nacional ISAF
Militares do 8º ConƟngente Nacional ISAF
Seleção de arƟgos publicados pelo 8º ConƟngente Nacional ISAF
Livro de Honra do ConƟngente Nacional ISAF
Posfácio
Lista de Acrónimos
Referências
Agradecimentos
76
80
83
84
86
88
90
91
93
96
107
111
135
136
137
140
141
ÍNDICE
1
Prefácio
Sinto um imenso orgulho em Comandar o 8º ConƟngente Nacional, integrado na
InternaƟonal Security Assistance Force, ISAF no Teatro de Operações do Afeganistão.
ConƟngente composto por homens e mulheres, que dão o melhor de si ao serviço de
Portugal,honrandooscompromissosinternacionaisassumidospeloEstadoPortuguês.
A presente publicação presta homenagem a todos os militares portugueses, que
serviram Portugal através da sua presença e excelso desempenho, na missão da ISAF.
Este tributo é extensivo às respecƟvas famílias, estrutura basilar da sociedade em que
vivemos e que consƟtui de forma inquesƟonável, o suporte necessário à estabilidade
emocionalepsíquicadosnossosmilitares.
Doze anos e quase 3200 militares depois, encerra‐se um capítulo mais da
parƟcipação de ConƟngentes Portugueses em missões internacionais. Várias foram as
Ɵpologias de forças, capacidades eequipamentos portugueses,que foram projectados
eoperaramna ISAF,sobaégideda NATO.
A caracterização das capacidades militares e forças Nacionais, uƟlizando a
informação disponível e aquela que para o efeito nos foi disponibilizada, é descrita de
forma humilde e breve nas páginas que se seguem, percorrendo a ordem cronológica,
da respeƟva projeção e aƟvação individual, ao longo dos doze anos de presença militar
portuguesanoTeatrodeOperaçõesdoAfeganistão.
Por úlƟmo, faz‐se uma pequena alusão ao 8º ConƟngente Nacional, diminuto em
número mas sublime em senƟmento, verdadeiro na aƟtude e credível na qualidade do
desempenho,apósseismesesnumambienteincomumenumaterraquenãoénossa.
O soldado Português não fica indiferente, viu o mundo, foi‐lhe permiƟdo ver uma
outra e dura realidade, a pobreza extrema versus o conflito que teima em não parar, a
corrupção contrasta com a auto sustentação que não existe, toda a experiência vivida
obrigaadarmaisvaloraoqueénosso,apazplenaeduradoura,osossegodolar.
Portugal.
“ ”COVIL, COVIL,chegadaa SADO
O Comandante do 8º ConƟngente Nacional
Nuno Domingos Marques Cardoso
Cor Inf Pára
2
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Distribuição temporal das capacidades
Equipa Sanitária
Destacamento C‐130
Equipas da Força Aérea
TACP
Quick ReacƟon Force
OMLT‐G
OMLT‐D
Unidade/Módulo de Apoio
Dest. Médico Role 2
CIM
GNR
PeH SAT
KAIA APOD FP
MAT
Cargos CE
2001 2002 2003 2004 2005 20072006 2008 2009 2010 2011 2012 20142013
Grupo de Comando KAIA
2015
3
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
2001 2002 2003 2004
Out01 ‐ EUA bombardeia
Afeganistão (Operação Liberdade
Duradoura).
Dec01 ‐ Primeiros elementos
d a I S A F c h e ga m a C a b u l .
‐ Conferência de Bonn,Dec01
n o m e i a H a m i d K a r z a i
presidentedoAfeganistão.
Jun02 ‐ Loya Jirga
e l e g e c o m oK a r z a i
presidentedoAfeganistão.
N o v 0 2 ‐ Ta l i b a n s
abandonam Cabul. Aliança
doNorteentranaCapital.
Mar02 ‐ Eleições
legislaƟvas, ganhas pela
coligação PSD/PP ‐ Durão
BarrosoPrimeiroMinistro.
Fev02 a Jun02 ‐ Portugal
parƟcipa na ISAF com um
Destacamento C‐130 e uma
EquipaSanitária.
Ago03 ‐ NATO assume a
liderança da ISAF. O Plano de
Operações contemplava 5 fases: 1‐
Avaliação e preparação das
operações em Cabul; 2‐ Expansão
geográfica do TO a todo o AFG; 3‐
Estabilização; 4‐ Transição; 5‐
ReƟrada
Mês mais sangrento no AFG, desde a
quedadoregimeTaliban.
Set03 ‐ Karzai anuncia em Nova
Iorque o esboço de uma nova
consƟtuiçãoAfegã.
Out03 ‐ UNSCR 1510 que permite à
NATO a extensão das operações a
todooterritóriodo AFG .
2005
J u n 0 4 a
Jun05 ‐ Portugal
p a r Ɵ c i p a ,
através da FAP,
na I S A F com
Destacamento
C‐130, Equipa
de Bombeiros e
E q u i p a d e
Controladores
Aéreos.
FAP
2004 ‐ NATO
a s s u m e a
responsabilidade
do RC Norte.
2006
2005 ‐ NATO assume a
responsabilidade do RC
Oeste.
F e v 0 5 ‐ E l e i ç õ e s
legislaƟvas, ganhas pelo PS
‐ José Socrates Primeiro
Ministro.
Ago05 a Jul08‐ Portugal
parƟcipa na ISAF com uma
QRF (Unidade de Escalão
Companhia)eum TACP.
QRF - TACP
Ago05 a Dec05 ‐ Portugal
LeadNaƟon KAIA.
2008
2 0 0 6 ‐
NATO assume a
responsabilidad
e do RC Sul e
Este e de todo o
TO do AFG.
FAP
Gr Cmd KAIA
11Set01 ‐ Ataque
terrorista aos EUA.
Al Qaeda, liderada
p o r O s a m a B i n
Laden, destrói o
WorldTradeCenter.
Fita do Tempo
2001 ‐ 2008
Mar07 ‐ Forças
Paquistanesas detêm
em o 3º homemQueƩ a
forte dos ,Taliban
MullahAkhund.
Legenda:
Código de cores associados aos eventos:
Evento relacionado com a ISAF
ou com a Coligação.
Evento relacionado com o
Afeganistão e o Mundo.
Evento relacionado com
Portugal.
2007
4
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
2008 2009 2010
QRF - TACP
Dec08 ‐ Presidente
K a r z a i e h o m ó l o g o
paquistanês Asif Ali
Zardariacordamcombater
elementos nasTaliban
fronteiras.
Mai08 a Abr12 ‐ Portugal
contribui para a ISAF com
uma OMLT‐G.
Set08 a Dec08 ‐
Portugalcontribuicomum
DestacamentoC‐130.
C-130
OMLT-G
27Mar09 ‐ Barack Obama
anuncia plano para o envio de mais
4000 militares para treino das
forçasdesegurançaAfegãs.
20Jan09 ‐ Tomada de
posse do novo presidente dos
EUA .BarackObama
17Fev09 ‐ enviaBarack Obama
mais 17000 militares, para travar a
insurgência.
11Mai09 ‐ Troca de comando na
NATO no Afeganistão. Sai Gen
McKierman McChrystale entra Gen .
Mudança de estratégia, agora mais
direccionada para operações de
combateaos .Taliban
Jul09 ‐ Tropas norte‐americanas
lançam pesada ofensiva no vale do rio
Helmand. Forças britânicas terminam
maior operação militar desde 2006,
empreparaçãoparaaseleições.
15Ago09 ‐ reivindicamTalibans
atentado em Cabul, que matou 7
pessoas e feriu cerca de 100, perto do
quartel das forças da NATO e da
embaixadados EUA.
20Ago09 ‐ é eleitoHamid Karzai
PresidentedoAfeganistão.
Out09 ‐ Estabelecimento dos
comandos intermédios IJC e
NTM‐A.
Aprovaçãodoconceitoestratégico
paraaFase4.
Set09 ‐ Alteração da estratégia
da ISAF. A iniciaƟva passou para o
ladoda ISAF.
Jul09 a Jun10 ‐ Portugal
contribui para a ISAF com um
DestacamentoSanitárioRole2E.
Set09 ‐ Reeleição do Governo
liderado pelo Primeiro Ministro
JoséSocrates(PS).
Mar09 a Abr12 ‐ Portugal
contribui para a ISAF com uma
OMLT‐D.
Jul09 a Out09 ‐ Portugal
contribui com um Destacamento
C‐130.
OMLT-G + OMLT-D
Destacamento Médico Role 2E
C-130
M ar1 0 a Set1 0 ‐
Portugal parƟcipa na
I S A F com uma Q R F
(Unidade de Escalão
Companhia)eum TACP.
J a n 1 0 a N o v 1 4 ‐
Portugal mantém no TO
do AFG uma CIM oriunda
dos3Ramosdas FFAA.
2011
QRF - TACP
01Dec09 ‐ emBarack Obama
West Point anuncia o envio de
mais 30000 militares americanos
para o Afeganistão, totalizando
destaforma130000.
Nov10 ‐ Cimeira
da NATO em Lisboa ‐ É
a s s i n a d o c o m o
P r e s i d e n t e d o
Afeganistão, Hamid
Karzai, o acordo de
parceriaduradoura.
Fita do Tempo
2008 ‐ 2011
02Mai11 ‐ Morte de
Osama Bin Laden na
O p e r a ç ã o
Neptune Spear,
n a c i d a d e
paquistanesa de
AbboƩ abad.
2 2 M a r 1 1 ‐
Presidente Hamid Karzai
a n u n c i a a l i s t a d e
províncias que iniciaram o
processo de transição de
responsabilidade da ISAF
paraas ANSF.
Mar11 a Abr12 ‐
Portugal contribui para a
ISAF com uma equipa de
formadoresparao ANPTC,
oriundada GNR.
O u t 1 1 a J u l 1 4 ‐
Portugal contribui para a
ISAF com uma equipa de
AdvisersPeH SAT.
05Jun14 ‐ Eleições
legislaƟvas em Portugal.
Governo PSD‐PP, liderado
porPassosCoelho.
CIM
GNR
5
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
2011 2012 2013 2014
PeH SAT
OMLT-G + OMLT-D MAT
KAIA APOD FP
Abr12 a Nov14‐ Portugal
contribui para a ISAF com uma
Military Adviser Team para a 111
CapDiv.
Jul12 a Out13‐ Portugal
contribui para a ISAF com uma
Companhia de Force ProtecƟon
parao KAIA APOD.
GNR
0 6 N o v 1 2 ‐
Reeleição de Barack
O b a m a c o m o
presidentedos EUA.
Jun13 ‐ Transferência de
responsabilidade de segurança
da ISAF paraas ANSF.
Jun11 ‐ Início do processo
d e t r a n s i ç ã o d a
r e s p o n s a b i l i d a d e d e
segurança da ISAF para as
ANSF.
13 e 14Set11 ‐ Ataque
c o m p l e x o d e g r a n d e
envergadura na cidade de
Cabul, contra a Embaixada dos
EUA, ISAF HQ e Academia de
PolíciaAfegã.
21Mai12 ‐ Cimeira
da NATO em Chicago ‐
Os aliados anunciam
plano de reƟrada de
130000 tropas do
Afeganistão até ao final
d o a n o d e 2 0 1 4 ,
ficando após esta data
comamissãodetreinoeassessoriadas ANSF.
31Dec12 ‐ Presidente
Afegão, i, anunciaHamid Karza
que, de acordo com o processo
de transição da ISAF para as
ANSF, 87% da população já vive
em zonas em que a segurança é
asseguradapelas ANSF
Jun13 ‐ EUA anunciam
a reƟrada de 30000 militares
do Afeganistão durante o ano
de2013.
Fita do Tempo
2011 ‐ 2015
27Mai14 ‐ Presidente Barack
Obama anuncia que em 2015 os
EUA irão manter no Afeganistão
9800militares
31Dec14 ‐ Final da Missão
ISAF e início da Resolute Support
Mission.
12Nov14 ‐ Portugal reƟra
do TO todas as capacidades ao
serviço da ISAF, mantendo
militares em cargos CE, que se
prolongam para a missão
ResoluteSupportMission.
2015
6
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
7
Afeganistão
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Designaçãooficial:RepúblicaIslâmicadoAfeganistão;
Localização:ÁsiaCentral;
Capital:Cabul;
Governo:RepúblicaPresidencialista;
Presidente:AshrafGhani;
Assembleia Nacional: Bicamaral ‐ (povo) eWolesi Jirga Meshrano Jirga
(anciãos);
Sistemalegal:“NenhumaleipodesercontráriaaoIslão”;
Eleições:Acada5anos;
Superİ cie:652.090Km2(similaràFrança;7,5xPortugal);
Fronteiras: Irão‐936km, Turquemenistão ‐744Km, Uzbequistão‐
137Km,Tajiquistão‐1206Km,China‐76KmePaquistão‐2430Km;
Idioma:Dari Pashto‐50%, ‐35%,Turcofonas‐11%;Outros‐4%;
Religião: ;Islamismo‐99%;outros‐1%
PortomaríƟmomaispróximo:Carachi,Paquistãoa1.170Km.
8º Contingente Nacional
Caracterização Geográfica
Localização Geográfica do Afeganistão
Regiões AdministraƟvas Divisão AdministraƟva do Afeganistão ‐ 34 Províncias
8
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
O Afeganistão é um país interior, situado na Ásia Central,
geograficamente localizado no hemisfério NORTE (N) entre
os meridianos 63º30'W e 75ºW e entre os paralelos 29ºN e
38º30'N. Não tem acesso ao mar e faz fronteira com o Irão
(936Km), Turquemenistão (744Km), Uzbequistão (137Km),
Tajiquistão (1.206Km), China (76Km) e Paquistão (2.430Km
–adenominadaLinhaDurand).
O Afeganistão tem um clima conƟnental, com invernos
muito frios e verões quentes nas depressões montanhosas,
com temperaturas extremas, variando entre os ‐30ºC e os
+40ºC (podendo mesmo aƟngir os +60º). O país é
frequentementeabaladoporsismos.
O clima varia muito ao longo do território, sendo sub‐
árido alpino nos picos mais elevados do nordeste (NE) e
desérƟco nas bacias dos rios do SUL (S). Em Cabul, nos 1830
metros de alƟtude, podemos encontrar Invernos frios e
Verões agradáveis enquanto que em (550m)Jalalabad
encontramos um clima subtropical e em (1070m)Kandahar
umclimatemperado.
É um país de forma geral seco e com reduzida queda de
precipitação e esta ocorre normalmente entre outubro e
abril. São frequentes as tempestades de areia. A parƟr dos
3000 m a neve permanece cerca de 10 meses por ano e é a
basedaredehidrográfica.Ahumidadevariaentreos68%no
Invernoeos25%noVerão.
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8º Contingente Nacional
Dimensões do Afeganistão
Hidrografia
Relevo diversificado no país Principais Cidades do Afeganistão
9
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Enquadramento
Histórico
“ ”Yagrozdididost,degarerozdidibridar
“Noprimeirodiaemquenosencontramossomosamigos,
nosegundodiaemquenosencontramossomosirmãos”
Provérbio afegão
Afirma uma velha oração hindu: “do veneno da cobra, do
dente do Ɵgre e da vingança do afegão... livrai‐nos,
Senhor!”. País agreste e simultaneamente belo, a República
Islâmica do Afeganistão ( ),Dowlat‐e Eslami‐ye Afghanestan
ou “Terra dos Afegãos”, termo provavelmente resultante do
vocábulo que significa “uivante”, “insolente”,parsi
“barulhento” e que, na AnƟguidade, foi conhecido primeiro
porBactrianaedepoisporCusânia,consistenumcolossode
montanhas e desertos dispostos à volta do esporão mais
ocidental dos Himalaias: o , uma barreiraHindu Kush
recortada com 960 km de extensão, que se estende desde o
Dasht‐i‐Margo (deserto da morte), a sul, até aos gelados
desfiladeiros do , um serrilhado labirintoPamir Knot
consƟtuído por mais de 100 cumes, todos eles com mais de
6.000metrosdealtura,queentrapelaChinadentro.
Hindu Kush significa “matador de hindus”, mas a verdade
é que não faz discriminações desse Ɵpo: só oferece
passagem e refúgio nos seus meandros aos mais duros e
resistentes. Inóspito e isolado como hoje nos parece, este
lugar foi uma das grandes encruzilhadas da História, um
filtro cultural entre o Médio Oriente, a Ásia Central, o
subconƟnente indiano e inclusivamente, através dos
montes , o Extremo Oriente. Terá sido por aqui que oPamir
budismo chegou à China, e mais tarde ao Japão, e terá sido
poraquitambémqueMarcoPoloterápassado.
Hoje, a cerca de 300 km de Cabul, gigantescos budas
delapidados – penitentes do zelo iconoclasta de um
fanaƟsmo anacrónico –, esculpidos nas falésias de calcário
vermelho, guardam o vale de onde, há 19 séculos,Bamiyan
milharesdemongesviviamnacontemplaçãodoPerfeito.
A cidade de , no centro do país, tornou‐seBamiyan
lamentavelmentemaisdoquenuncaconhecidadepoisque,
em março de 2001, a insurgência decidiu destruir astaliban
estátuas dos maiores budas de pé existentes no mundo,
datadas do ano 500, esculpidas na rocha vermelha de uma
escarpa abrupta, uma com aproximadamente 55 metros e a
outra com 38 metros de altura, por alegadamente
representarem um deus Hindu, “um deus dos infiéis”,
conforme redigido na “ ” ou “decreto religioso”, entãofatwa
aprovado pelos líderes religiosos e pela “suprema corte
taliban”.Nos traços dessesbudas, o rigor da GréciacoexisƟa
com a espiritualidade hindu, expressando aƟtudes
diferentes perante a vida numa mescla caƟvante do
encontro de culturas, de mundividências, de cosmogonias
tão distantes como a greco‐bactriana, a , a budista,kuchana
a dos guptas da Índia e a dos sassânidas persas. De comum,
o Deus‐Sol que fundia três simbolismos: o do grego , oHelios
do persa , o do indiano . A iconografiaMitra Surya
perturbavaecomoviaoforasteiro.
Apesar de terem sido invocados moƟvos de ordem
religiosa,a verdade é que, quando o primeiro exército árabe
atravessou a cordilheira do rumo à Índia eHindu Kush
avançou para Oriente ao encontro dos chineses (que os vem
a derrotar na batalha de Talas) ignorou a existência das
estátuas de , obras primas do período tardio daBamiyan
chamada “arte de ”, uma escola que nasceu noGandhara
actualAfeganistãoenonortedaÍndia(hojePaquistão)que
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8º Contingente Nacional
Vale de Bamiyan. Ao fundo vê‐se a sombra dos gigantescos budas dilapidados
10
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
aƟngiu o apogeu nos dois primeiros séculos da nossa era,
quando essas regiões estavam integradas no Império
Kuchano, e que desempenhou na época o papel de
intermediário no comércio entre a Roma dos Antoninos e a
ChinadosHan.
Foi idênƟca a aƟtude das sucessivas dinasƟas
muçulmanas que dominaram a região, desde os samanidas
aos turcos gahznividas, que sempre reputaram os budas
gandharianos, uma maravilhosa adaptação da arte grega
com uma conceção religiosa do mundo antagónica ao
paganismo dionisíaco dos helenos. E até o mongol Gengis
Khan, responsável pelos maiores genocídios da Idade
Média, transcorridos cinco séculos, ordenou que todos os
seres vivos (incluindo cães e gatos) fossem destruídos no
vale apertado entre píncaros de Bamiyan. Mas os budas
forampoupados.
Sob o ponto de vista estratégico, o Afeganistão tem um
valor vital de charneira na região centro‐oeste meridional
do conƟnente asiáƟco, por consƟtuir um espaço de
comunicação entre o vasto propugnáculo compreendido
entre a Ásia Central e o oceano Índico, configurando‐se
como uma zona de proximidade entre quatro grandes
conjuntos geopolíƟcos: o subconƟnente indiano, o Médio
Oriente, o bloco conơguo das ex‐repúblicas soviéƟcas e a
China.
Reflexo das rotas históricas de comércio e das invasões
seculares que proliferavam desde a Ásia Central até ao Sul e
Sudoeste do ConƟnente, a população afegã apresentava
uma amálgama étnica e linguísƟca assaz aơpica, formada
por dezenas de grupos étnicos, de onde se destacam os
pashtun tadjikes farsiban, os , igualmente apelidados de
(gente de língua persa), os ou osuzbekos turcomanos,
hazara, kirghises, karakalpachis, brahui, baluchios os os os
e os , que até final do século XIX eram chamadosnuristani
kafiri (infiéis). VíƟmas de invesƟdas perpetradas pelo então
emir de Cabul, (1880‐1909), converter‐se‐Abd' Ar‐Rahman
iam posteriormente ao Islão, adoptando o nome de
nuristani nuristanechamandoàsuaterra (terradeluz).
A capital do país é (anƟga Ortospana), tambémKabul
transliterada para Cabul, situada na encruzilhada dos
remotos caminhos das caravanas que ligavam o
Mediterrâneo com a Índia e a China. A cidade santa de
Mazar‐e‐Sharif, onde supostamente se encontrará
sepultado , o quarto califa do Islão e genro'Ali Ibn Abi Talib
do profeta Maomé. É o primeiro lugar de peregrinação no
Afeganistão, país de maioria muçulmana de cariz sunnita. A
variedade de idiomas comporta mais de setenta dialectos e
o panorama linguísƟco no Afeganistão está circunscrito a
doisidiomasoficiais:o eoPashtu Dari.
A bandeira afegã é, desde inícios de 2002 – período que
coincidiu com o derrube no país do poder políƟco taliban
(basicamente a palavra é o plural de quetaliban talib
derivou na corruptela persa e que se traduzem portelebeh,
“estudante” ou “aquele que procura o conhecimento
clerical, religioso”) –, composta por três faixas verƟcais, de
igualtamanho,decorverde,vermelhaepreta.
Ao centro, o brasão de armas representa um emihrab
uma mesquita envoltos numa coroa formada por espigas de
milho entrelaçadas (sinal de prosperidade). No topo,
emerge a expressão Allahu akbar Muhammad rassul Allah
(Deus é Maior e Maomé é o Seu Profeta). A parte mais
decorada da mesquita, o é o ponto de orientação,mihrab
um nicho, que indica a direcção ( ) da cidade de Meca,qiblah
Makkah al‐mukarrama 'umm al‐kura(Meca a Bendita, ou ,
“amãedascidades”).Estenichonãoésagrado,comooaltar
das igrejas cristãs, à direcção que ele indica é dada uma
importância tal, que os muçulmanos mais devotos têm
como precaução alinhar os seus quartos de dormir, os
túmulos e até as instalações sanitárias, por forma a evitar a
possibilidadedequalquerdesrespeito.
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8º Contingente Nacional
Localização do Afeganistão
11
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Meia década depois do derrube do regime radical
islâmico dos , a paz, a liberdade e a prosperidadetaliban
promeƟdas ainda são um sonho distante. Apenas em alguns
bairros das maiores cidades há água corrente e energia
eléctrica, e o sistema de esgotos resume‐se a valetas a céu
aberto. São poucas as estradas pavimentadas. Construções
pálidas e achatadas, forradas a terra baƟda, que se
confundem com a paisagem, solo parco em pastagens,
montanhas calvas, de arestas rigorosas e vales muito
planos, cáfilas de camelos bactrianos, guedelhudos e com
pescoço de cisne, belos jardins espontâneos, conjuntos de
vultos que quebram o mimeƟsmo das ruas alternadas por
muros, onde até o verde seco das escassas árvores confirma
uma aridez endémica, muita poeira, imenso e caóƟco
trânsito,éoquadropintalgadodestaanƟga“RotadaSeda”.
As pessoas são simples, rurais, mas com uma fé
indestruơvel e, francamente, perturbadora. Algumas
crianças pedem esmola, ou vendem jornais de duas
semanas atrás, postais corroídos, mapas dos anos 60 ou
qualquer outra bugiganga a estrangeiros. Febres, catarros e
infecçõesoŌálmicassãoasmaleitasmaiscomuns.
O país conƟnua um cenário de guerra, com carcaças de
carrosdecombateearƟlhariapesadaaserviremdepanode
fundoaumamadrastapaisagemmiscigenada.
Nas cidades é raro encontrar uma parede que não esteja
marcada por projécteis das armas. A surrada azul,burqa
vista no Ocidente como símbolo da opressão imposta às
mulheres afegãs pelo regime , conƟnua a ser umataliban
tradição viva, e não é muito comum encontrar uma afegã
com o rosto descoberto, anos depois da queda do Mullah
Omar burqase dos seus seguidores. As que escondem o
corpo e o rosto das mulheres, as famosas quekalashnikov
armam os milhares de guerrilheiros do país e a miséria,
convivem hoje com soldados da NATO, funcionários das
Nações Unidas e com os modernos membros das centenas
de organizações não‐governamentais ocidentais instaladas
no país. Para alguns afegãos, pouca coisa se alterou nos
úlƟmos anos e, outras, mudaram para pior. Às tensões
existentes entre os próprios afegãos, o pós‐guerra
acrescentouoembateentreoscostumesafegãosea
liberdade hedonista dos milhares de estrangeiros que se
instalaramnopaís.Depoisdameia‐noite,quandoasúlƟmas
luzes são apagadas e os soldados das forças internacionais
retornam aos seus quartéis,a capitalafegã vira uma terra de
ninguém.
Assim que pela aurora os revérberos do sol despontaram
no horizonte, logo se ouve neste basƟão cercado de
muralhas, a desfraldar e a adensar o ar chamando as
pessoas para o centro desta maravilha, a candente e
harmoniosa musicalidade do , no topo dasmu'addin
soberbas mesquitas que se erguem aos céus, severamente
elegantes, para deleite dos olhos da alma retemperada.
Ashhadu an la ilaha ill Allah! (Não há outra divindade senão
Deus!),ressoanosminaretes.
Nos mercados ao ar livre, é possível encontrar‐se
jacarandás à beira da estrada, entre uma convulsão de
carros,camiõesecamionetasaossolavancos,aabarrotarde
gente, peƟzes travessos a correrem sem direcção certa, nos
trilhos de terra baƟda para os carros, alguns descalços nas
pedras e no gelo, anciãos de longas barbas brancas com
bebés ao colo, buganvílias, ceiƟs, anƟguidades dos lados de
lá das fronteiras, despojos de outras guerras, aromas
adocicados,rolosdetapetesesacasabertasdeespeciarias,
lojistas indolentemente recostados a pilhas de almofadas
bordadas, que acenam, regateiam preços, levantam o canto
das mantas exibindo o intrincado trabalho manual e
convidam a entrar nos seus bazares. Há mulheres de idade a
lavar roupa nos páƟos. A garotada atravessa as ruas
ziguezagueando, com pilhas de grandes pães ( )nan
espalmados debaixo do braço. Frenesim, constantes idas e
vindas, transportes e trocas, carga, lã, metais, açafrão,
tâmaras, panos, pregões, ruídos, exoƟsmo, cestos de
laranjas, incenso, ar húmido, eflúvios a cardamomo, sedas,
adargas, cobres, frutas, bijutarias e oiro, lírios, açucenas e
perfumes inebriantes e parƟculares a jasmim e a menta,
cabras, ovelhas, cavalos, vacas escanzeladas, galinhas e
patos, afundados na lama onde vão ter as águas das
lavagensquecorrem,emregos,nomeiodarua.
Não é dificil deixarmo‐nos enlear na poesia facơvel deste
país. Deste palmar perdido. É preciso pisar o ancestral solo
desta nação, afagar as pedras e contemplar essas muralhas
de terracota, espessas como o tempo, arcadas de terra
cozida, voltadas a sul, muros encimados por ameias em
dentes de serra, feitos de areia granulada, estrume, barro,
escorpiões mortos e do suor de gerações, eternos
murmúrios do passado, testemunhos de tamanhos
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8º Contingente Nacional
Bandeira Nacional Afegã
12
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
sofrimentos e tantos actos de abnegação e heroísmo, para
nos senƟrmos pequenos ao recordar a grandeza dos que a
conquistaram, construíram e defenderam. Guerreiros,
mísƟcos e eruditos, de quem se recria e inventa
mentalmente os seus passos de descoberta, percorrendo o
paísdeladoalado,emlaƟtudeelongitude.
Não há dúvida que é um país estranho e complexo este,
quedespertaaatenção,emocionaeenamoraacuriosidade,
e onde felizmente se pode, ainda hoje, ver um mundo de
ontem pois que raros domínios possuirão uma tão forte
originalidade, genuinidade, erudição e tanta riqueza de
raças, mulƟplicidade e contrastes na história, nos ecos, nos
costumes, nas fácies, nos trajes, nas glórias, nas lágrimas
verƟdas, na paisagem e na textura. Aqui, até as árvores
falamumalínguadiferente.
É com natural simplicidade que a maioria dos afegãos
acreditaqueoseupaísiráalcançarocapítuloondeavidaeo
futuro estão escritos com um final propício e feliz. E gostam
de explicar, com orgulho, como os persas incorporaram o
Afeganistão no seu império, de como depois Alexandre “o
Grande”subjugouaregiãoque,apósasuamorte,caiusobo
domíniodeumgeneraldenome ,maistardedoreiSeleucusI
indiano (fundador do império e,Chadragupta Maurya)
posteriormente, de uma dinasƟa grega que se estabeleceu
em , ao norte do Afeganistão e que fundou umBactria
estado greco‐bactriano que se rendeu aos nómadas
iranianos, apelidados de (de , , neto deSakas Açoka Asoca
Chandragupta),queadoptaramobudismocomoreligião.
Eevocam,gesƟculandoentusiasƟcamente,ossassânidas,
os safávidas, os zoroastrianos, (país de leste),Khorassan
Mahmud Ghazna, o auge da cultura islâmica, poetas,
filósofos, , , (o fundador daGengis Khan Tamerlão Babur
dinasƟa mogol da Índia), , o rei ,Dost Mohammad Khan Zahir
Sher Ali Khan Shah Massud, , a ocupação soviéƟca, o
legendário e o seu “homem‐cão” (umaZardad Khan
estranha figura, louca e sempre dopada, que imaginava ser
um cão, era tratado como se, de facto, o fosse e que atacava
com os dentes a jugular das suas víƟmas), e essa lendária
heroína chamada que, em 1880, juntamente comMalala
outras mulheres afegãs, entre Ɵros de espingarda,
arremessos de pedras, flechas e lanças, ajudou os noghazis
campo de batalha de , contra os inglesesMaiwand
comandados pelo brigadeiro‐general , estripando eBurrows
degolando os inimigos caídos agonizantes. Cantando odes
patrióƟcas tradicionais, infundiu coragem eMalala
perseverança nos cansados guerreiros tribais (uma das
célebres estrofes, proferidas em , dizia: “se falharesPashtun
em alcançar o marơrio em , por Deus, meu amor,Maiwand
viverás apenas uma vida de vergonha”). Hoje, o túmulo de
Malala é ponto de passagem e santuário, na sua terra‐natal,
Khik.
E as suas vozes somem‐se, serenas, tristes e resistentes
quando lembram o único sobrevivente desse massacre.
Atrás dele, nas aberturas das rochas de Khoord‐Khobul,
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8º Contingente Nacional
Cidade de Cabul. Pessoas a dirigirem‐se para um dos seus mercados
Loja tradicional Afegã
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
E as suas vozes somem‐se, serenas, tristes e resistentes
quando lembram o único sobrevivente desse massacre.
Atrás dele, nas aberturas das rochas de ,Khoord‐Khobul
ficaram, desmembrados e pilhados, milhares de cadáveres,
naquela que é Ɵda como a maior derrota militar do império
britânico na Ásia. Sobre aquele episódio, escreveria
Rudyard Kippling‐Kim em 1901: “Se foste ferido e deixado
nas planícies do Afeganistão, e as mulheres se aproximarem
para cortar as tuas partes, rola em direcção à espingarda e
explode os teus miolos, e vai para o Além, como um
soldado”.
Em Jalalabad, cidade da fronteira, dominada pelos ingleses,
a guarnição deixou durante dias uma fogueira acesa sobre o
portão de Cabul, para orientar à distância os possíveis
sobreviventes da carnificina. A lenha ardeu toda. A chama
exƟnguiu‐se. E ninguém mais voltou vivo dos altos do Hindu
Kush.
Outrora símbolo de irreverência e tenacidade, o
Afeganistão – apelidado um dia de “Polónia do Oriente” –, é
hoje visto e apresentado como um espaço despido de
encantos, consƟtuído por povos bárbaros, incivilizados e
incultos. Nesse imenso e, por vezes, deliberado
desconhecimento,tomandoanuvemporJuno,pretende‐se
confundir este ou aquele bando de fanáƟcos, que inspiram
repulsa universal, com um povo genƟo e hospitaleiro, que
acalentou gerações de pintores, poetas, mísƟcos e eruditos
e com um país que encerra tesouros arqueológicos
considerados património mundial, que foi berço de grandes
civilizações e terra de implantação de outras (persa, grega,
árabe, indianos).mauryas
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8º Contingente Nacional
Vendedores à chegada a um mercado local
Meio de transporte público Bairro periférico na cidade de Cabul Ruínas do palácio do rei Amanullah Khan em Cabul.
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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Buz kashi ‐ Jogo tradicional Afegão, que
consisteemagarrardochãoacarcaçadeuma
cabra sem cabeça, enquanto montado num
cavalo, e arremessando‐a para lá da linha de
meta.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
A Sociedade Afegã
População
Cerca de 80% da população Afegã é essencialmente
agrícola. A sua distribuição no território é irregular sendo
mais densa na parte oriental do território (nas montanhas e
cidades) e muito deserta a SW e nos pontos mais elevados
das montanhas de NE. Sendo um povo de caracterísƟcas
nómadas (2 a 3 milhões) é diİ cil estabelecer um censo
populacional. A densidade demográfica do Afeganistão é de
47 habitantes por Km². A esƟmaƟva em 2008 é de
aproximadamente 32 milhões de habitantes. O número de
homens é sensivelmente superior às mulheres sendo uma
população jovem (média de idade é de 17,6 anos) com uma
esperança de vida média de 44 anos. Cada mulher tem, em
média 6 filhos, sendo a taxa de crescimento da população
em2008de2,62%.
Durante as conflituosidades dos úlƟmos 25 anos, o país
sofreu uma erradicação da elite educada, muitos
emigraram, formando uma vasta diáspora no estrangeiro,
que não mostra uma forte intenção de regressar ao seu país
natal.
Por outro lado, alguns dos retornados pertencentes a esta
eliteestãoempreguadosemorganizaçõesinternacionaisou
no governo, recebendo elevados salários, pagos pelos
países doadores. Os refugiados mais modestos são
responsáveis por um movimento de retornados dos países
vizinhos. De acordo com dados da UNHCR, mais de 3.5
milhões de refugiados regressaram ao Afeganistão desde
2002. Internamente há milhares de pessoas deslocadas no
país,devidoalimpezaétnicasdascomunidades porPashtun
parte da Aliança do Norte em 2001 e 2002 e que estão
alojados em campos de deslocados na área de Kandahar.
Contudo, no passado tem havido disputas étnicas entre
Pashtuns e não‐Pashtuns, bem como violência pela posse
de terra entre várias tribos em diversas províncias, sendo
estesconflitosmuitasvezesassociadosaperíodosdeguerra
civil, com moƟvações políƟcas e não somente étnicas.
Atualmente, o regresso dos refugiados e deslocados
conƟnua a gerar muitas disputas pela posse da terra e da
água, reforçando a permanência do conflito inter‐étnico.
Ainda existe um número significaƟvo de refugiados (cerca
de 2 milhões, distribuídos principalmente entre o Paquistão
eoIrão).
Os níveis de educação e de saúde são atualmente muito
frágeis, pela destruição das respeƟvas infra‐estruturas,
escassez de recursos humanos qualificados, falta de fundos,
faltadesegurançanasinsƟtuiçõesenormasculturais.Ataxa
de analfabeƟsmo é de 49% para os homens e 79% para as
mulheres.
OAfeganistãoécaracterizadoporumamiscelâneaétnico‐
linguísƟcadivididadaseguinteforma:
Os Pashtuns (sunitas) ocupam a área mais extensa, ao sul
de Kandahar, possuindo uma língua própria, existem tantos
Pashtuns no lado paquistanês da fronteira, como no
Afeganistão. São bastante tradicionais e tribais, com
códigos de conduta muito rígidos com as estruturas locais
(Jirgas)parƟcularmentevisíveis.
Os (sunitas), os , os e osTadjikes Aimaks Uzebeques
Turcomenos, ocupam uma ampla faixa no norte junto das
fronteirasdasrepúblicascentroasiáƟcas.
Os (xiitas) ocupam o centro do país e acentuam aHazaras
complexidade do quadro afegão, quer pelas suas
caracterísƟcasİ sicas,querpelofactodeseremumaminoria
xiita num país maioritariamente sunita, tendo sido, por isso
marginalizado, políƟca e economicamente ao longo da
história. Este grupo é bastante conservador, embora com
códigos de conduta menos rígidos que os . GruposPashtuns
menores, ou populações nómadas, como os , osBaloches
Kirghizes Nuristanis Pamiris, os , os , espraiam‐se pelas
fronteiras internacionais, testemunhos da arbitrariedade
do anƟgo poder colonial. As diferentes etnias convivem em
Cabul, na qual tradicionalmente os controlavam oPashtuns
poder, sendo os a elite intelectual e os osTadjikes Hazaras
decondiçãomaishumilde.
A língua mais falada é um dialeto persa chamado
Darí/FarsídeAfegãoPersa(50%),seguidodoPashtun(35%),
a língua de raiz turca (11%) e outros dialetos num total de
mais de setenta diferentes. A língua oficial é o Pashtun e
Darí.
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8º Contingente Nacional
Rua em Cabul
Mulheres na zona do bazar vesƟndo a tradicional Burqa
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Os Afegãos são de religião muçulmana, dos quais 84%
Sunita (também chamados Ortodoxos) e 15% Xiita, além de
um reminiscente de outras religiões (Ismaelitas, Hinduístas,
Sijs,etc.).
Feriados e FesƟvidades Nacionais
Calendário:
12 meses lunares (Ramadão é o 9º mês), com 29/30 dias,
média355dias.
FeriadosNacionais:
Now‐Roz(AnoNovo)–21demarço;
Vitóriadasnaçõesmuçulmanas–28abril;
AniversáriodaRevolução–29deabril;
DiadoTrabalhador–01demaio;
DiadaIndependência–19deagosto.
FesƟvaisReligiosos
EidAl‐Fitr‐pós‐Ramadão,dura3dias;
Eid Al‐Adha – preparaƟvo para peregrinação a Meca, 12º
mês;
Now‐Roz (Ano Novo) ‐ 1º dia do calendário afegão remonta
àépocadoZoroastrianismo;
Mawlud‐UnNabi‐nascimentodeMaomé;
Lailat‐UlQadr–revelaçãodoCorão(Alcorão);
Muharram – marơrio de Hazrat Imam Hussain, neto de
Maomé.
Cultura
Cultura:
Interessesconjunturaisetraiçõesconstantes;
Honra,família,clã(tornadiİ cilresolverconflitos);
Respeitopelaidade,honradamulher;
CódigodehonraPashtunwali;
Hospitalidade, bravura, lealdade (tribo), persistência,
reƟdão,senƟdodejusƟça,tradição;
Roupaơpica:Chitrali,chadoriouburka.
Literacia e Religião
Literacia:
28,1%(homens‐43%,mulheres‐12,6%)
Religião:
Islamismo(99%)–84%Sunitase15%Xiitas
Surgiunoséc. VII,comMaomé,naPenínsulaArábica;
Viverempaz,submissãoaocriador,queéuno(Al‐Islam);
Umadasreligiõesmonoteísta‐escriturasagrada–Alcorão;
Profetas:Adão,Abraão,Moisés,JesuseMaomé.
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8º Contingente Nacional
Distribuição da população por etnias
Preparação para as fesƟvidades do Now‐Roz
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
InternaƟonal Security Assistance Force ‐ ISAF
Génese
Evocando o arƟgo 5.º do Tratado do AtlânƟco Norte, face a um ataque armado contra os EUA (11Set01), Washington assegurou o apoio dos aliados da NATO, mas
faltavanegociarqueƟposdeforçasiriamserempregues.
Os objeƟvos para a intervenção apresentados pelo Presidente , como líder do país que assumia o comando da Coligação naGeorge W. Bush OperaƟon Enduring
Freedom InternaƟonalSecurityAfghanistanForce(OEF)edepoisda (ISAF),nãopoderiamsermaisclaros:umAfeganistãopróspero,democráƟcoepacificado.
De acordo com a resolução 1386 do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 20Dec01, compete à Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão
(ISAF) apoiar a manutenção da segurança em Cabul e áreas circundantes, com vista a permiƟr à Administração Interina Afegã o estabelecimento de um governo
representaƟvo, mulƟétnico e estável no Afeganistão. Em complemento, deverá garanƟr um clima de segurança de modo a permiƟr a atuação das organizações
governamentaisenão‐governamentaisempenhadasemtarefasdereconstruçãoedeapoiohumanitárionoAfeganistão.
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8º Contingente Nacional
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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KAIA Flags Square
Evolução
Um recomeço incerto
Os Estados Unidos rapidamente alcançaram os seus
objeƟvos estratégicos iniciais. O regime foiTaliban
derrubado, e uma nova coligação mulƟétnica foi colocada
no poder. Era uma boa base de parƟda, mas seria necessário
assegurar condições para uma boa governação, com vista a
promover o desenvolvimento, a segurança e o bem‐estar
daspopulações.
Para tal, foi seguido um conceito de , comlight footprint
vista a evitar um empenhamento quanƟtaƟvo. No entanto,
desde cedo se verificou que essa estratégia não reunia as
condições mínimas para assegurar o sucesso da segunda
fase da intervenção: a ocupação territorial e o alargar da
segurança a todo o Afeganistão. Com meios muitos
limitados, quer humanos quer materiais, a Coligação
concentrou unidades na região de Cabul, o que foi
rapidamente aproveitado pelas forças insurgentes, que se
apressaram a ocupar as regiões a sul e a leste do país. As
Provincial ReconstrucƟon Teams (PRT), que a par das
Organizações Não‐Governamentais (ONG) Ɵnham a missão
de iniciar a reconstrução e desenvolvimento do país,
senƟram muitas dificuldades pela falta de segurança e
quase não conseguiam sair das suas bases, apresentando
porissoresultadoslimitados.
Foi dentro deste contexto que a insurgência se
desenvolveu,emparƟcularaparƟrde2005.
Operacionalmente a ISAF definiu cinco fases para a
intervenção: avaliação e preparação (incluindo operações
em Cabul), expansão geográfica, estabilização, transição e
retração. Dentro da segunda (expansão geográfica)
estavam também programadas cinco etapas; Começar em
Cabul, e evoluir no senƟdo norte, oeste, sul e finalmente
este. As etapas indiciavam um progressivo controlo
territorial, parƟndo de áreas mais facilmente controláveis e
terminando nas que poderiam apresentar maiores
dificuldades. Contudo, a porosidade das fronteiras, o
incremento da iniciaƟva das forças insurgentes e as
dificuldades táƟcas no terreno, condicionaram o sucesso da
missão.
A consciencialização internacional do agravar da situação
no terreno e a progressiva desmobilização de forças do
teatro de operações do Iraque levou a um maior
empenhamento dos países integrantes da ISAF. Em termos
de efeƟvo a ISAF passou de 22 mil homens para mais de 130
mil, o que ainda foi referido como insuficiente para o
adequado cumprimento da missão. Os países contribuintes
aumentaram também para um total de 49, o que por si só
demonstraaabrangênciadesteempenhamento.
Todavia, encontra‐se perfeitamente idenƟficado que a
geração de forças apresentava algumas limitações
operacionais graves, nomeadamente no que concerne à
dificuldade em desenvolver um adequado canal de apoio
logísƟco, às limitações em meios aéreos disponíveis como
aviões de transporte e helicópteros, e às restrições
operacionais impostas às forças no terreno, que
condicionam em muito o adequado empenhamento das
unidadesmilitaresnoterreno.
Transformação
A alteração de estratégia, definida pelo General
McChrystal boots on the ground, para um conceito de ,
permiƟu uma maior aproximação à população afegã e um
alargamentoterritorialdasoperações.
A ISAF modificou as suas prioridades, desenvolvendo
tarefas de treino, e condução de operaçõesmentoring
combinadas com o ANA, o ANP e o NDS (exército, polícia e
serviços de informações afegãos), das quais resultou uma
maiorcoordenaçãoecapacidadedeintervenção.
AiniciaƟvaƟnhapassadoparaoladoda ISAF.
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8º Contingente Nacional
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Capacidades Portuguesas que integraram a missão ISAF
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8º Contingente Nacional
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Destacamento Sanitário
1.Missão
Apoio ao regimento médico do Reino Unido em
Cabul.
2.Organização
a.EfeƟvo
8militaresdos3RamosdasForçasArmadas
b.Estrutura
3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela
capacidade
Este Destacamento parƟu de Portugal, da Base Aérea
nº6 no MonƟjo, em 26 de fevereiro 2002, uƟlizando dois C‐
212 Aviocar da Esquadra 502, em direção a Saragoça
(Espanha). Daí o destacamento português, uƟlizando
capacidade aérea disponibilizada por Espanha, rumou ao
teatrodeoperaçõesdoAfeganistão.
A 1 de março os portugueses chegaram a Cabul,
transportando consigo 1,5 toneladas de material sanitário e
nodomingodia3iniciaramasuaaƟvidade.
O destacamento, composto por oito militares dos três
ramos das Forças Armadas, sendo dois médicos, três
enfermeiros e três socorristas, integraram‐se num
Regimento Sanitário do Reino Unido (16th Close Support
MedicalRegiment).
O destacamento português instalou‐se na zona este de
Cabul, tendo como principal missão, prestar apoio de saúde
aosmilitaresdaForçaInternacionalaoperarnacidadeenos
arredores.
Neste Ɵpo de aƟvidade, os militares portugueses
acompanhavam normalmente as forças britânicas em
missões de patrulhamento, enquanto que militares de
outras nacionalidades, apoiavam as operações de
inaƟvaçãodeexplosivosemunições.
Os militares portugueses prestaram ainda serviço em
três Centros de Saúde da cidade, onde fizeram atendimento
à população civil e cumpriram serviço de emergência
médica,duranteoperíododerecolherobrigatório.
No âmbito do novo Exército do Afeganistão, em
processo de formação, com o apoio da coligação
internacional, os nossos militares asseguraram a assistência
médicaao1ºBatalhãodaGuardaNacionalAfegã.
Além da aƟvidade operacional e como representantes
de Portugal naquele país, os nossos militares parƟciparam
nosseguinteseventos:
A comandante do destacamento, juntamente com a
Tenente Isabel Guerreiro do Exército (também médica do
destacamento), parƟciparam em 8 de março, em Cabul, na
comemoração do Dia Internacional da Mulher, cerimónia
organizada pelo Governo Interino do Afeganistão e à qual
estevepresenteoPresidente .HamidKarzai
Também em representação do nosso país, no dia 9 de
março, a comandante do destacamento e dois sargentos,
parƟciparam nas cerimónias fúnebres de repatriamento de
cinco militares, três dinamarqueses e dois alemães, da ISAF,
falecidos num acidente, com o manuseamento de um míssil
abandonadoeocorridoem6demarço.Éoportunoexplicar
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Destacam.
(Equipa)
Sanitária
08 3 FAP(inclui CmdtDest)
3 EXE
2 MAR
Base do MonƟjo, 26Fev02, o Destacamento Sanitário Português da ISAF, momentos antes da parƟda para o Afeganistão.
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
que a ISAF não deve ser confundida com a Coligação
Internacional, esta úlƟma liderada pelos EUA, ainda conduz
operações militares contra a Al‐Qaeda. Nesta coligação
internacional, Portugal parƟcipou com dois oficiais de
ligaçãoemTampa(EUA).
A ISAF era composta nesta altura (2002), por militares de
18 países, sob o comando britânico que fornecia o maior
conƟngente, e Ɵnha como missão geral dar assistência ao
novo Governo Afegão, contribuindo com a sua presença e
atuação para a segurança e estabilidade de Cabul, nos
termos de um Acordo Técnico‐Militar, estabelecido em 4 de
janeiro2002.
A capital afegã, onde se encontrava o comando desta
força, estava dividida em três setores, estando um à
responsabilidade do conƟngente inglês, outro do alemão e
oterceirodo francês.
4.Diversos
Em 2002 Portugal enviou para este país, inicialmente um
Destacamento (Equipa) Sanitária (entre fevereiro e abril) e
posteriormente um Destacamento Aéreo (entre abril e
julho),comumaaeronaveC‐130.
No total, 53 militares portugueses prestaram serviço
nestas unidades, sendo 48 da Força Aérea, três do Exército e
doisdaMarinha.
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8º Contingente Nacional
C‐212 Aviocar da Esquadra 502, asseguraram o transporte do Destacamento Português entre a BA 6 e Saragoça (Espanha).
Apoio médico ao Destacamento Apoio em terra ao C‐130Distância Cabul ‐ Lisboa
23
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Destacamento C‐130
1.Missão
Destacamento aéreo, consƟtuído por uma aeronave C‐
130 com respeƟva equipa de apoio em terra, integraram
inicialmente as forças da Coligação (2002) e posteriormente
a Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão
(2004,2008e2009).
Inicialmente por um período de 4 meses (2002),
posteriormente por dois de seis meses (2004/2005) e
novamentepor4mesesem2008e2009.
2.Organização
a.EfeƟvo
Verquadro.
b.Estrutura
‐Períodomissão(4meses)‐Abr/Jul de2002
‐Período missão (1ano)‐ 21Jul04 a 30Jun05 (+ de 500 h de
voo)
‐Períodomissão(4meses)–4Set/13Decde2008
‐Períodomissão(4meses)–25Jul/24Outde2009
3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas
capacidades
Face à grande distância do Afeganistão e decorrente do
enorme esforço logísƟco necessário para a sustentação das
operações, foram desenvolvidos contatos com as Forças
Armadas Belgas (FAB) no senƟdo de encontrar uma solução
de apoio mútuo, em virtude de a Bélgica também contribuir
comummeioaéreoequivalenteparaasforçasda ISAF.
Em 2002, o Destacamento Aéreo foi composto por um
C‐130 com tripulação reforçada incluindo pessoal de
manutenção. ParƟciparam ainda, um conjunto de
aeronavesdomesmoƟpodeoutrospaíses(Bélgica,Gréciae
Roménia) que chegaram mais tarde ao teatro de operações.
Este conjunto de aeronaves ficou inicialmente sediado, em
Carachi (PAQ), um dos países limítrofes do Afeganistão, de
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8º Contingente Nacional
2002‐Dest
Aeronave
C‐130
15 PAX x
3 Rotaç.
durante4
meses
Operaram desde Carachi,
no Paquistão
2004‐ Dest
Aeronave
C‐130
43(TBC)
(6meses)
Tripulação + Eq.Ap.em
Terra (Eq. Manut. e célula
Ops/Inf);
Base em Cabul.
2008‐ Dest
Aeronave
C‐130
40 PAX x
3 Rotaç.
durante4
meses
Cmdt+ Tripulação
(7PAX)+ Eq.Ap.em Terra
(Manut 12PAX; Ap Ops
4PAX; CSI 3PAX; Log
3PAX; FP 7PAX; Ap.Med.
2PAX e PIO 1PAX)
2009‐ Dest
Aeronave
C‐130
41
(TBC)PAX
x
3 Rotaç.
durante
4meses
Cmdt + Tripulação +
Eq.Ap.em Terra
C‐130 Português em missão no Afeganistão
24
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
onde foram efetuados os voos de sustentação, para o
interiordoterritórioafegão.
Em 2004, a aƟvidade operacional dentro do teatro teve
início em 25Jul04, sendo de salientar que o C‐130 da FAP foi
o primeiro meio aéreo com capacidade de transporte aéreo
táƟco,cedidoà ISAF.
Ummêsdepois,juntou‐seumC‐130daBélgica,iniciando‐
se assim o destacamento aéreo conjunto, baseado no
Aeroporto Internacional de Cabul e com a missão de
fornecer apoio logísƟco através do transporte de carga,
passageiros e eventuais evacuações sanitárias, aos, na
altura designados (PRP),Provincial ReconstrucƟon Team
localizadosnonortedoAfeganistão.
Nesta área do país estavam já implantados quatro PRP,
nas localidades de , , eKonduz Mazar‐i‐Sharif Faizabad
Maimana. As localidades eram servidas por pequenos
aeródromos, que não possuíam quaisquer serviços
(meteorologia, combusơvel, serviço de assistência e
socorro), para além de pistas de piso não preparado ou em
mau estado de conservação, a que não são alheios os 30
anosdeguerraqueoAfeganistãoviveu.
A estrutura do espaço aéreo no Afeganistão era
exclusivamente baseada em regras de voo visual, por
inexistência de ajudas rádio ou controlo radar, sendo os
pilotos responsáveis pela separação de tráfego, através de
reportes de posição. Para além dos voos militares, e das
linhas aéreas internas do Afeganistão, exisƟa também
bastante tráfego aéreo relacionado com o transporte de
pessoal e carga, em aeronaves fretadas pelas Organizações
das Nações Unidas (ONU) e Organizações Não‐
Governamentais(ONG's).
Refira‐se que a conjugação de todos estes fatores
representava um acréscimo de dificuldade para o
planeamentoeexecuçãodasmissõesaéreas.
O planeamento das missões de C‐130 era realizado
semanalmente pela Célula de Coordenação de Transporte
Aéreo (ALCC) e pelo Comandante de Destacamento, de
acordocomasnecessidadesedisponibilidadesdashorasde
voo das aeronaves PRT/BEL. De uma forma geral, eram
realizados voos diários que compreendiam vários troços
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8º Contingente Nacional
Força de proteção e tripulação do C‐130 no Afeganistão
Bandeira Nacional em terras do Afeganistão
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
entreos PRP eemmédiaasmissõesƟnhamumaduraçãode
4horasdevoo.
Desde o início do Destacamento (25Jul), até ao final de
setembro de 2004, o C‐130 realizou no teatro de operações
95 horas de voo, transportou 1557 passageiros e cerca de
100toneladasdecarga.
Para além da simples análise dos números, que por si só
refletem a importância do apoio logísƟco prestado por um
meio aéreo desta natureza num teatro de operações com as
caracterísƟcas do Afeganistão, salienta‐se ainda que o
mesmo foi imprescindível no contributo à ISAF durante os
atoseleitoraisrealizadosem09Out04.
4.Diversos
OSistemaIntegradodeComunicações(CIS) PRT
a.Em2004,umaferramentafundamentalparaoexercício
da função de Comando e Controlo, foi colocada ao dispor do
destacamento. Trata‐se do sistema de informação e
comunicação, resultado da colaboração entre a Força
Aérea, por meio do Comando Operacional e da Direção de
InformáƟca, e o Estado‐maior General das Forças Armadas
(EMGFA), representado pela Divisão de Comunicações e
Sistemas de Informação (DICSI) e pelo respeƟvo Serviço de
Cifra. Foi assim, estabelecido uma ligação de satélite
permanente entre o destacamento em KAIA, o EMGFA e a
Força Aérea. A uƟlização desta capacidade permiƟu a
comunicação telefónica cifrada e em claro, a troca de
correio eletrónico não–classificado, e ainda a ligação ao
sistemanacionaldemensagensmilitares(MMHS).
b. Em 8 de abril de 2004, o Conselho Superior de Defesa
Nacional deliberou, por unanimidade, retomar a
parƟcipação nacional na ISAF a parƟr de maio de 2004. O
conƟngentedaíresultante,éconsƟtuídopor:
a) Uma aeronave C‐130 e um destacamento aéreo, até
junhode2005;
b)Elementosaintegraroquartel‐generalda ISAF;
c)Umacompanhiadeinfantaria,aparƟrdejulhode2005;
d) Um grupo de comando do Aeroporto de Cabul, a parƟr
dejulhode2005.
Posteriormente por deliberação do CSDN de 05Dec07, o
Governo Português determinou a parƟcipação na ISAF,
entre Ago/Dec08, de uma força composta por uma
aeronave C‐130 com a sua respeƟva tripulação e uma
equipadeapoioemterra.
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8º Contingente Nacional
C‐130 Português numa missão de transporte intra teatro
Militares Afegãos, a bordo do C‐130 português.
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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8º Contingente Nacional
Destacamento C‐130 ‐ Foto de grupo
Manutenção da aeronave em terra Acondicionamento de cargas na aeronave
Chegada de mais uma missão
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Equipas da Força Aérea
Portuguesa
1.Missão
Em 2004, as diversas equipas da Força Aérea que
contribuíram para a ISAF eram consƟtuídas por: uma
equipa de bombeiros, uma equipa de controladores de
trafegoaéreoeumaequipademeteorologistas.
EsƟveram no TO em períodos de seis meses, estendidos
porperíodosrenováveisdeigualduração.
2.Organização
a.EfeƟvo
10militares
b.Estrutura
Duraçãoseismeses,podendoserprolongada.
3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas
capacidades
ParƟram em 27 de maio de 2004 para o Afeganistão, oito
militares da Força Aérea Portuguesa que integraram a
InternaƟonal Security Assistance Force (ISAF). No total
quatro sargentos e quatro cabos, controladores aéreos e
operadores de sistemas de assistência e socorro, aos quais
se juntaram dois meteorologistas, que prestaram serviço no
AeroportodeCabul.
Controladoresdetráfegoaéreo
Portugal assumiu, entre outros, o compromisso de
colaborar na prestação de Serviços de Tráfego Aéreo
(controlo de aeródromo) no Kabul Afghanistan
InternaƟonal Airport (KAIA), com a parƟcipação de três
controladores militares. A primeira missão teve início em
01JUN04 e nela esƟveram envolvidos os 1Sar OPCART
Carlos Eira, Rogério Nunes e João Pacheco até 17Nov04,
data em que foram subsƟtuídos pelos 1Sar OPCART
Fernando Gonçalves, Joaquim Fernandes e Carlos MarƟns,
comconclusãodemissãoprevistaparaFev05.
A alƟtude em KAIA é de 1780 metros e encontra‐se
rodeado de montanhas, o que consƟtuí um óbice natural à
operação das aeronaves, designadamente em condições
meteorológicasadversas.
Durante o período em que decorreu a primeira missão,
esƟveram envolvidos controladores civis e militares
oriundos de vários países com graus de preparação e
experiências diferentes. Além dos portugueses,
parƟciparam também canadianos, dinamarqueses,
estónios, húngaros, islandeses, ingleses, lituanos, polacos,
romenoseturcos.
Onúmerodemovimentosdiáriosem2004erajábastante
expressivo, voos civis (a grande maioria) e voos militares.
Emtermosgerais,atéiníciodenovembrode2004onúmero
de movimentos foi de, aproximadamente 32.000 o que
significa uma média diária de cerca de 100. A Control Zone
(CZ) de Cabul, delimitada por um circulo de 10 NM de raio,
do solo até 12.000 pés (exclusive) e o espaço aéreo inserido
nos limites laterais da (CA) de (BaseControl Area Bagram
militaramericana).
Sem rádio ajudas, que permiƟssem voos por Instrument
Flight Rules (IFR), as aeronaves em aproximação eram
encaminhadas para o circuito do aeródromo,
contrariamente ao que geralmente acontece nos
aeroportos em que o tráfego aparece já estabilizado e
sequenciado na final, o controlo era efetuado,
exclusivamente, com base no reporte de posição das
aeronaves. Todos os controladores portugueses
desempenharam funções de supervisão nas equipas de
controlo em que esƟveram integrados em funções de
instrução aos novos elementos, que foram entretanto
colocadosnaTorredeControlodoaeroportodeCabul.
Equipadebombeiros
Prestando serviço de assistência e socorro, a ação desta
equipa, caraterizou‐se principalmente pelas diversas
intervenções realizadas e nas ações de treino efetuadas,
após integração de elementos, nas equipas de assistência e
socorrointernacionais,queforamconsƟtuídasem KAIA.
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8º Contingente Nacional
Equipas da
Força Aérea
10 Eq. Bombeiros– 05
Eq. Contr.Aéreos. – 03
Eq.Meteorol.-02
Equipa da Força Aérea no Afeganistão
Viatura uƟlizada pelos especialistas de operações de socorro
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
TacƟcal Air Controller
Party (TACP)
Unidade de control aéreo avançadoo
1.Missão
O (TACP) da Força AéreaTacƟcal Air Controller Party
Portuguesa, fez parte da Força Nacional Destacada no
Afeganistão em 2005 e tendo como missão principal,
controlarmeiosaéreosatribuídos,emapoioaéreopróximo.
2.Organização
a.EfeƟvo
7militares
b.Estrutura
Duraçãoseismeses,podendoserprolongada.
Período‐10AGO05
3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas
capacidades
A unidade foi atribuída à ISAF em 10AGO05, comandada
pelo Major Machoqueiro, sendo composta por sete
militares e incluía viaturas e equipamentos de guiamento,
idenƟficaçãoecontrolo.
O TACP apoiava inicialmente a Companhia de Comandos
da FND que operava no Setor do RC‐C, as QRF dos Regional
Area Coordinator (RAC) dos Setores Norte e Oeste e outras
unidades ISAF, sem Controladores Aéreos Avançados
Terrestres ( – GFAC), aGround Forward Air Controllers
designarpeloComandoda ISAF.
Posteriormente o TACP, passou a ter definida a prioridade
deapoioà QRF/FND/ISAF.
4.Diversos
A atribuição, com prioridade para a força do ConƟngente
Português, foi definida após deliberação do CSDN, este
orgão determinou a parƟcipação nas forças da ISAF, de uma
equipa de controladores Aéreos Avançados ‐ TAC (entre
outras) ‐, a atuar com prioridade de apoio à QRF/FND/ISAF
aparƟrde AGO05.
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8º Contingente Nacional
TACP 7
TACP em operação no Afeganistão
Teste dos equipamentos rádio
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Grupo de Comando
KAIA
1.Missão
“As Forças Armadas planeiam, aprontam e sustentam um
Grupo de Comando do Aeroporto de Cabul (...) a fim de
integrarem a Força Internacional de Apoio à Segurança no
Afeganistão.”
2.Organização
a.EfeƟvo
37militares
b.Estrutura
Períodode4meses‐01AGO a01DEC05
3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas
capacidades
Portugal foi a de uma equipa mulƟnacionallead naƟon
que operava o aeroporto de Cabul, tendo com tarefas
principais controlar as operações no aeródromo, a fim de
possibilitar o movimento de pessoal e material da ISAF e
apoiar o Ministério de Transportes Afegão, na operação do
aeroportocivil.
O Comando de KAIA teve a seu cargo nesta fase:
formação de Controladores de Tráfego Aéreo e de
operadores na área da meteorologia, a elaboração de
procedimentos (SOP) para as operações, logísƟca, de apoio
eproteçãodaforça.
Durante 4 meses, o Coronel Piloto‐Aviador Luís Ruivo,
comandou, no Aeroporto da capital do Afeganistão, um
destacamento composto por 37 militares portugueses,
sendo 34 da Força Aérea, dois do Exército e um da Marinha.
No dia 1 de dezembro de 2005 este comando foi entregue a
umoficialdaForçaAéreaGrega.
KAIA ( ), como éKabul Afghanistan InternaƟonal Airport
conhecido na NATO, esteve sob gestão portuguesa desde
agosto 2005 tendo nesse período sido criadas as condições
para a operação noturna do aeroporto, elaborados e
implementados documentos normaƟvos nas áreas de
operações,logísƟca,apoioeproteçãodaforça.
As capacidades locais foram desenvolvidas através da
formação de cidadãos afegãos na área do controlo de
tráfego aéreo e meteorologia e segundo os padrões da
aviaçãointernacional.
Foram ainda introduzidas novas valências em KAIA as
quais se traduziram num melhor apoio às Forças da NATO
no terreno, e à população afegã em geral, nomeadamente
nasevacuaçõesaero‐médicas,24horaspordia.
Para se ter uma ideia do movimento deste aeroporto, à
época, o mesmo era semelhante ao do aeroporto Sá
Carneiro, no Porto, ou seja, desde 01 de agosto até ao 01 de
dezembro de 2005, a torre de controlo KAIA controlou
14.132 aeronaves militares e civis e o terminal despachou
34.536passageirose13.464toneladasdecarga.
Após o regresso a Portugal, este destacamento foi
recebido no AT 1 em Lisboa a 2 de dezembro de 2005,
permaneceram ainda em KAIA, 10 militares da Força Aérea,
das especialidades de Controlo de Tráfego Aéreo,
Meteorologia,ManutençãodeAeronaveseManutençãode
Material Terrestre, e Controlo Aéreo TácƟco (TACP) ficando
com 7 elementos destacados junto da Companhia de
Manobra em “ ” que prosseguiu a missãoCamp Warehouse
decoordenaroapoioaéreodecombate.
4.Diversos
Em dezembro de 2004, a Aliança aprovou uma solução
para assegurar o comando do Aeroporto de Cabul até 2007.
A Turquia, Portugal, Grécia, Roménia, Bulgária e República
Checa exercerão as funções de comando do aeroporto de
fevereiro de 2005 a abril de 2007, cabendo a Portugal o
períododeagostoadezembrode2005.
A parƟr de 19NOV05 e a fim de assegurar a conƟnuidade
da formação dos elementos de controlo de tráfego aéreo,
Portugal manteve em KAIA 10 militares, na Área de
Operações.
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8º Contingente Nacional
Grupo
CMDKAIA
34 FAP
2 EXE
1 MAR
Placa com medidas de segurança vigentes
Cerimónia do Içar da Bandeira Nacional em KAIA
30
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
31
Patrulhamentos no Distrito de Surobi, RC‐C.
Quick ReacƟon Force
QRF
1.Missão(2005a2008)
Conduzir operações como (QRF) doQuick ReacƟon Force
COMISAF, no apoio ao Governo do Afeganistão (GOA) e
Autoridades Afegãs (Forças de Segurança Afegãs), no
estabelecimento e manutenção de um ambiente seguro,
facilitando a reconstrução do Afeganistão e contribuindo
paraaestabilidaderegional.
2.Organização
A parƟr de Julho de 2005 a QRF era consƟtuída por uma
Secção de Comando, uma Companhia de Manobra, um
Centro de Operações TáƟco, um Destacamento de Apoio de
Serviços, todos do Exército e uma Equipa de Controladores
AéreosAvançados(TACP)daForçaAérea.
3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela
capacidade
a.Anode2005
A primeira QRF a ser projetada para o Teatro de
Operações (TO) do Afeganistão (AFG), foi comandada pelo
Tenente‐CoroneldeInfantariaComandoLuísFilipeCarvalho
das Dores Moreira, permaneceu em TO desde 03AGO05 a
18FEV06.
O seu efeƟvo era composto por 157 militares, 150 do
Exército e 7 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 44 Sargentos
e99Praças.
A unidade de manobra era consƟtuída pela 2ª Companhia
de Comandos (2ªCCMDS) e efectuou o aprontamento no
RegimentodeInfantaria1,naSerradaCarregueira.
A QRF encontrava‐sesediadaemCamp Warehouse (CW),
Cabul.
DasuaacƟvidadeoperacionaldestaca‐se:
• Operação TUBARÃO, de 23AGO05 a 16SET05, com a
finalidade de intensificar a presença na AO da Kabul
MulƟnaƟonal Brigade (KMNB). Para a 2ª CCMDS, a
missão atribuída, contemplava a realização de patrulhas
motorizadas, patrulhas apeadas, montar VCP (Vehicle
Check‐Point) e manter um Grupo de Combate (GrComb)
em QRF a15minutosde (NTM);NoƟcetoMove
• Operação SUPPORT NAPCE, de 01SET05 a 19DEC05,
dentro da AO do KMNB, por forma a garanƟr a
segurança durante as eleições da Assembleias Nacional
eprocessopolíƟcoinerente;
• Operação SCREEN III, em 09SET05, com a finalidade de
apoiar o (ASP) na segurança aoAfghan Security Partners
OlympicStadiumenocontrolodeacessosàcidade;
• Operação OCTOPUS II, de 17SET05 a 13OUT05, com a
finalidade de efectuar vigilância em possíveis áreas de
lançamento de , detectar e deter qualquerrockets
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8º Contingente Nacional
Viaturas em patrulha no Kabul Military Training Center
32
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
suspeito de acƟvidade das Opposing Military Forces
(OMF). As missões foram atribuídas através da matriz
Intelligence, Surveillance, Target AcquisiƟon &
Reconnaissance(ISTAR);
• Operação SPIDER, de 24SET05 a 06OUT05, operação
de vigilância ao longo do iƟnerário CRIMSON, com o
objecƟvodedetectarelementosda OMF;
• Operação PASS GUARD II, para estabelecimento de
segurançaaospaióisda KMNB;
• Operação DOCTOR NO, de 04OUT05 a 06OUT05,
visitadoSecretário‐Geralda NATO aCabul;
• Operação EXPANSION II, de 07OUT05 a 11OUT05,
visita de uma delegação do Joint Force Commander –
Brunssum (JFC‐B) ao AFG; A QRF portuguesa (PRT)
escoltou a delegação do JFC‐B em 06OUT05 até Bagram
Airfield (BAF) e em 07OUT05, de regresso ao Quartel‐
General da (ISAFInternaƟonal Security Assistance Force
HQ);
• Operação KABUL SHIELD, de 12OUT05 a 14OUT05
com a finalidade de aumentar a vigilância em toda a AO,
por forma a evitar o lançamento de porrockets
elementosda OMF;
• Operação RUBICON, de 17OUT05 a 18OUT05, escolta
a um grupo de 20 elementos do ISAF HQ de Cabul para o
túnelde em17OUT05;Salang
• Operação CALAMARI I, II e III, de 29OUT05 a
01NOV05, incremento da segurança nas instalações da
UNAMA, das Organizações Internacionais e da ISAF,
para deter, detetar e/ou prevenir qualquer ataque
contraestasinstalações;
• Operação SWORDFISH, de 02DEC05 a 06DEC05,
aumento da vigilância no centro de Cabul, para detectar
e deter qualquer ataque contra as localizações do
Regional Economic CooperaƟon Conference (RECC). A
KMNB esteve pronta para responder a qualquer
incidente em apoio às Afghan NaƟonal Security Forces
(ANSF);
• Operação AFGHAN VENTURE, de 08DEC05 a
15DEC05 e Operação AFGHAN COURAGE, de 16DEC05
a 20DEC05, coordenação com a ANSF para garanƟr um
ambiente seguro na Cabul AO, no período que
antecedeu à inauguração da Assembleia Nacional,
assegurando que todos eventos decorressem sem
distúrbiosouincidentes;
• Operação BATs FLIGHT em 29DEC05, vigiar as
passagens entre as montanhas da província de e oLogar
distrito de , para prevenir as OMF de introduzirMusahi
munições e explosivos na área de Cabul com o objecƟvo
de privar os terroristas dos seus recursos para possíveis
atentados;
• Operação DETERMINED EFFORT, conduzir operações
desegurançaeestabilizaçãonaCabul AO;
• Operação NEW YEAR SHIELD de 30DEC05 até
01JAN06, incrementar a vigilância nos locais mais
prováveis de lançamento de na Cabul AO, derockets
forma a impedir ou deter ataques de contra asrockets
instalaçõesda ISAF;
• Operação HADES em 09JAN06, executar uma
vigilância da área em , com a finalidade deBagrami
impedir a execução de acções violentas por parte de
elementos da OMF, durante o Dia do Sacriİ cio (AL‐
ADHA)egaranƟrassimasegurançanaregião;
• Operação LONDON CALLING de 29JAN06 a 31JAN06,
vigiar as áreas mais sensíveis dentro da AO por forma a
dissuadir/impedir qualquer ataque contra a ISAF,
Combined Forces Command Afghanistan (CFC‐A), GOA
e ANSF, durante o período em que decorreu a
ConferênciadeLondres;
•Operação WASP NEST,aparƟrde23JAN06aumentara
presença na parte Sul do distrito de , por formaBagrami
a ganhar a confiança da população local e aumentar o
conhecimentosobreasituaçãolocal;
• Operação TUBARÃO II de 21FEV06 a 10MAR06,
conduzir o treino de procedimentos aeromóveis e
operações conjuntas com a PRT Coy (Central QRF) e as
unidades de manobra da KMNB, por forma a qualificar a
PRT Coy como ISAF Central QRF e Reserva da KMNB;
Esta operação aplicou‐se à 1ª CCMDS que rendeu a 2ª
CCMDS,enquanto ISAF CENTRAL QRF;
• Operação ISAF SUPPORT TO EMBASSIES/IC, a ISAF
preparou‐se para apoiar a evacuação de pessoal das
embaixadas para local seguro, apoio a pedido das ANSF,
assegurando a sua liberdade de movimentos e a
protecçãodassuasforças;
• Operação ISAF PROVIDE REINFORCEMENT TO
N O RT H E R N A N D W ES T E R N R EG I O N S, com
posicionamento da PRT Coy/CENTRAL QRF em KAIA de
072200LFEV06 até 120600LFEV06, por forma a ser
projectada em qualquer parte da ISAF AO em caso de
necessidade.
Um facto muito relevante, foi o falecimento em
18NOV05, do 1º Sargento Comando João Paulo Roma
Pereira, num acidente ocorrido, durante uma patrulha em
BAGRAMI. O corpo do militar, foi transladado para Portugal
em21NOV05.
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8º Contingente Nacional
Treino com meios aéros, CH47 Chinook
Posto de Observação DOLPHIN
33
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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8º Contingente Nacional
1Sarg Inf Comando João Paulo Roma Pereira, falecido a 18NOV05.
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
b.Anode2006‐1ºSemestre
A segunda QRF a ser projetada para o TO do AFG foi
comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Comando
PedroMiguelAlvesGonçalvesSoares.
Para cumprir a missão dispunha da mesma composição e
arƟculação da QRF anterior, sendo o seu efeƟvo composto
por 157 militares, 150 do Exército e 7 da Força Aérea, sendo
14 Oficiais, 42 Sargentos e 101 Praças. A unidade de
manobra era a 1ª CCMDS e o aprontamento foi efectuado
noRegimentodeInfantaria1,naSerradaCarregueira.
Permaneceu em TO desde 18FEV06 a 29AGO06 e esteve
sediadaem (CW),Cabul.CampWarehouse
DasuaaƟvidadeoperacionaldestaca‐se:
• Operação TUBARÃO II, de 04FEV06 a 10MAR06, com a
finalidade de conduzir de patrulhas conjuntas em toda a
AO etreinoaeromóvelcom CH‐47;
• Operação SACEUR VISIT, de 26 a 28FEV06, uƟlizando
umGrCmdscomo QRF;
•Operação GOA CONFERENCE,de27FEV06a01MAR06,
durante a conferência dos governadores provinciais e
membros dos concelhos em Cabul; Esteve de prevenção
durante 3 dias em KAIA, um GrCmds como QRF para
possívelprojecçãoporhelicóptero;
•Operação BRUSSUM VISIT,de15a17MAR06,durantea
visita do COMMANDER ALIED JFC‐B, com a 1ª CCMDS
prontaeàordem;
• Operação COCKROACH I, de 12 a 22MAR06, para evitar
o lançamento de da parte mais críƟca da AO derockets
Cabul ( ) a área foi patrulhada de dia e de noiteBagrami
pela1ª CCMDS;
• Operação AFGHAN HAPPY NEW YEAR, de 20 a
22MAR06, durante as comemorações do ano novo
Afegão, com um GrCmds em QRF no QG/ISAF e dois
GrCmdsem CW prontosparaprojecção;
• Operação NATO MC VISIT, de 27 a 30MAR06, durante a
visita do MILITARY COMMITTEE NATO com um
GrCmdsem QRF a15minutosde NTM prontoaintervir.
• Operação CHRISTMAS TREE EMBASSIES, em
31MAR06, para conter possíveis tumultos junto à
embaixada italiana pela concessão de asilo políƟco a
RAHMAN, que se converteu ao crisƟanismo, com a 1ª
CCMDS prontaaintervir;
• Operação KABUL FIND 06, em 10ABR06, para garanƟr a
segurança à área onde ocorreu um exercício da ISAF de
recuperaçãodepessoal,comumGrCmds;
• Operação COCKROACH II, de 09 a 19ABR06, com o
mesmo conceito da primeira operação, mas
empregando o patrulhamento em toda a área da KMNB
eincidindonasáreasmaiscriƟcas( e );Bagrami Pagman
• Operação DSACEUR VISIT, de 21 a 23ABR06, durante a
visita do DSACEUR ao JOC/KMNB, com um GrCmds em
QRF a15minutosde NTM;
• Operação BEGONIA, de 28 a 29ABR06, durante as
comemorações do dia da independência do AFG, com
GrCmds em QRF no ISAF HQ, no Estádio Olímpico e em
CW;
• Operação CHOC, em 04MAI06, durante a cerimónia de
posse de Comando da ISAF IX, com um GrCmds a
montar segurança (VCPs) com a KCP e a patrulhar a área
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8º Contingente Nacional
Treino de embarque em meios aéreos
35
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Suldo ISAF HQ;
• Operação CROW, de 06 a 21MAI06, conƟnuando a série
COCKROACH com a 1ª CCMDS no patrulhamento de
toda a AO da KMNB, incidindo na área mais críƟca
( ), mantendo um GrCmds em QRF a 15 minutosBagrami
de NTM;
• Operação CARRIER PIGEON CIS TEST, em 09MAI06,
durante o deslocamento de uma coluna militar de Cabul
para , com vista a fazerem‐se testes deSurobi
comunicações, a 1ª CCMDS manteve um GrCmds em
QRF a15minutosde NTM;
• Operação PTS CONFERENCE, em 15MAI06, durante a
realização de uma conferência do Governo do AFG num
hotel de Cabul, com a 1ª CCMDS a patrulhar áreas
críƟcasconƟdasnasboxes EAGLE e HAWK;
•Operação SUPERMARKET I,de15a22MAI06,durantea
construção de um perímetro de segurança a um
depósito de munições e explosivos do exército Afegão,
coma1ª CCMDS empatrulhamentoduranteanoite;
• Operação SATURN NPA VISIT, de 17 a 20MAI06,
durante uma visita a Cabul da NATO Parliamentary
Assembly, com um GrCmds em QRF a 60 minutos de
NTM;
• Operação COMUSAFE COM VISIT, de 17 a 20MAI06,
durante uma visita ao ISAF HQ pelo COMUSAFE/COM
CC AIR RAMSTEIN, com um GrCmds em QRF a 60
minutosde NTM;
• Operação SUPERMARKET II, de 25 a 27MAI06, com a
intervenção semelhante à primeira desta série, pela 1ª
CCMDS;
• Operação SOPHIA PRT EXECUTIVE MEETING, em
25MAI06, durante um encontro com vários ministros
Afegãos e embaixadores dos diversos países
parƟcipantes na ISAF, com um GrCmds em CW, como
QRF ea15minutosde NTM;
• Operação KABUL TROUBLES, em 30MAI06, após
distúrbios provocados por um acidente de viação com
viaturas da Coligação, a 1ª CCMDS manteve‐se pronta a
intervircomumGrCmdsa60minutosde NTM;
• Operação CALAMAR KABUL CITY, em 02JUN06, no
seguimentodaOperação KABUL TROUBLES eperantea
possibilidade de mais distúrbios, com o empenhamento
da1ª CCMDS;
• Operação CRICKET GAME, em 04JUN06, durante um
jogo de entre a selecção nacional Afegã e umacricket
equipa do ISAF HQ, com um GrCmds em QRF a 15
minutosde NTM em CW;
• Operação TURTLE, de 15JUN06 a 16JUL06, com
projecção para desenvolver acções de patrulhamento
na região de e garanƟr um GrCmds como QRF emFarah
SHINDAND a60min NTM eem HERAT a120minutosde
NTM;
• Operação PASS GUARD, para estabelecimento de
segurançaaospaióisda KMNB;
•Operação TRIGGER IIRT,paraForceProtecƟonaequipas
Mobil Medical Team Explosive Ordnance(MMT) e
Disposal (EOD), em caso de tentaƟva de atentado ou
ameaça (IED);ImprovisedExplosiveDevice
• Operação WHITE SNOW, com a 1ª CCMDS a relatar a
situaçãodoestadodosiƟnerários;
•Operação RAT TRAP II,comvistaàcapturadepessoalna
partecentraldeCabul.
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8º Contingente Nacional
Viatura em patrulha durante a Operação TURTLE
36
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Patrulha no interior de uma Aldeia Afegã
Contato com a população civil durante operação Cerimónia de atribuição da Medalha NATO
Coluna de viaturas durante a Operação TURTLE
37
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Anode2006‐2ºSemestre
A terceira QRF a ser projetada para o TO do AFG, foi
comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Pára‐
quedista Paulo José de Sousa Teles Serra Pedro.
Permaneceuemmissãono TO desde29AGO06a28FEV07.
Dispunha da mesma composição e arƟculação das QRF
anteriores, com o efecƟvo a 149 militares, 141 do Exército e
8 da Força Aérea, sendo 13 Oficiais, 36 Sargentos e 99
Praças.Aunidadedemanobraeraa11ªCompanhiadePára‐
quedistas, do 1º Batalhão de Infantaria Pára‐quedista.
Efectuou o seu aprontamento em S. Jacinto, no Regimento
deInfantaria10.
DasuaaƟvidadeoperacionaldestaca‐se:
• Segurança a (KAF), de 02SET06 aKandahar Airfield
03NOV06, no (RC‐S), a fim deRegional Command South
efectuarsegurançaİ sica,emperímetrodaárea;
• Operação WYCONDA OQAB III, de 07NOV06 a
05DEC06, na Província de noFarah Regional Command
West (RC‐W), com a finalidade de efectuar uma
vigilânciadeflanco;
•Operação WYCONDA OQAB I,de16NOV06a30NOV06,
na Província de no RC‐W, com a finalidade deFarah
efectuar patrulhas de segurança e vigilância nos
principaisiƟnerários;
• Operação WYCONDA OQAB IV, de 01DEC06 a
05DEC06, na Província de no RC‐W, com aFarah
finalidade de efectuar uma vigilância de flanco e
monitorizaçãodepostosdecontroloemapoiodo ANA;
• Operação CENTAURO FADO,de20DEC06a 23JAN07no
RC‐C, com a finalidade de efectuar patrulhamentos dos
iƟnerários;
• Operação CARAVEL, de 27JAN07 a 13FEV07 no RC‐C,
com a finalidade de efetuar patrulhamentos dos
iƟnerários.
OutrasaƟvidades:
•Reconhecimentoao RC‐S,de28SET06a03OUT06;
•Reconhecimentoao RC‐W,de10OUT06a13OUT06;
• Ajuda humanitária em 06JAN07 no RC‐C, onde foram
entregues arƟgos escolares, medicamentos e géneros
alimentaresnumaescolaehospital;
• na Operação VIKING (AjudaForce ProtecƟon
Humanitária em Cabul) em 08FEV07 no RC‐C. A
acƟvidade (CIMIC),Civil‐Military CooperaƟon
finlandesa ao Centro de Refugiados no Police District
(PD) 6, com 600 famílias; Esta acƟvidade humanitária
em Cabul distribuiu 11 toneladas de alimentos e 400
cobertores.
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8º Contingente Nacional
Desembarque da força e meios em Herat, a oeste do Afeganistão.
Reabastecimento aéreo de combusơvel
38
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Apoio Sanitário à população civil Patrulhas em FARAH, Oeste do Afeganistão
Manutenção de viatura Ação CIMIC em Cabul.
39
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Anode2007‐1ºSemestre
A quarta QRF a ser projetada para o TO do AFG, foi
comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Pára‐
quedistaPauloJúlioLopesPipadeAmorim.Permaneceuem
missãono TO desde28FEV07a28AGO07.
Dispunha da mesma composição e arƟculação das QRF
anteriores, com um efeƟvo de 158 militares, 150 do Exército
e 8 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 45 Sargentos e 98
Praças. A unidade de manobra era a 2ª CCMDS. Efectuou o
seuaprontamentonoRegimentodeInfantaria3,emBeja.
DasuaaƟvidadeoperacionaldestaca‐se:
• Operação OQAB MAGNET DECISIVE PHASE, de 04 a
09MAR07 no RC‐C, com a finalidade de conduzir
reconhecimentos e operações conjuntas com o French
(FR) BG, Task Force (TF) CARACAL e TF PANTERA, no
interior da BOX FOXHOUND no distrito de , a fimSurobi
desefamiliarizarcomaÁreadeOperaçõesdo RC‐C;
• Operação OQAB MAGNET ENDURING PHASE, de
16MAR07 a 06ABR07, no RC‐C, com a finalidade de
conduzir patrulhamentos diurnos e nocturnos nas boxes
FOXHOUND, ALSATIAN e BOXER emapoiodo FR BG;
• Operação ELYSIAN FIELDS, de 01 a 06ABR07 no RC‐C,
com a finalidade de reportar permanentemente
qualquer evento relacionado com a segurança nos
iƟnerários principais de reabastecimento,
especialmentenoIƟnerário CRIMSON;
• Operação ELYSIAN FIELDS de 15ABR07 a 02MAI07 no
RC C, com a finalidade de apoiar a rotação do FR BG,
conduziu patrulhamentos a Noroeste de Cabul, desde
Shakar Darreh Estalef Qareh Bagha e , exercendo o
esforçonoIƟnerário HORSESHOE;
• Operação DOGAN BARIS de 17ABR07 no RC‐C, com a
finalidade de garanƟr a segurança em redor do
complexo de durante a visita dosPol‐e Charkhi
Embaixadores do a esteNorth AtlanƟc Council
complexo;
• Operação DOGAN DESTEK de 18ABR07 a 04MAI07 no
RC‐C, como QRF (‐) a 30 minutos de NTM, reforçada
com equipa EOD e MMT e reconhecimentos aéreos,
para apoiar as ANSF na da Feira da Agricultura durante o
períodocompreendidoentre18ABR07a04MAI07;
• Operação NOW RUZ ADALAT de 06MAI07 a 20JUN07
nos RC‐C, RC‐Ee RC S.De06a13MAI07‐ daDeployment
QRF Portuguesa para KAF na região Sul do Afeganistão.
De17a20JUN07–RedeploymentdaForçaparaKabul;
• Operação ILUSÃO em 17MAI07 no RC‐S, com a
finalidade de executar uma manobra de diversão na
regiãodeHowz‐e‐madad(41RQQ2193);
• Operação HOOVER de 24 a 26MAI07 no RC‐S, com a
finalidade de estabelecer uma posição de detenção a
OESTE de , a fim de conter movimentos insurgentesAlizi
(INS)eoacessoàregiãode (distritoda );Nalgham Zhari
• Operação ESCORPIÃO de 02 a 05JUN07 no RC‐S, com a
finalidade de conduzir Operações de Nomadização e de
Limpeza de Zona na Box DONINHA (distrito de
Maywand), a fim de interditar e desorganizar a
acƟvidade INS nessa região. Material apreendido e
detenções:
• Recuperados/apreendidos: um camião roubado ao
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8º Contingente Nacional
Operação NOW RUZ ADALAT no RC S
40
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
GIRoA,duaspick‐upequatroveículosligeiros;
•DeƟdascatorzepessoas;
• Apreendido o seguinte armamento e munições: 5
AK47, 4 Metralhadoras Ligeiras PKM, 2 RPG 7, 10
Granadas de RPG, 1 Espingarda de repeƟção, 1
Espingarda , 1 Máscara NBQ, diversasSimonov
munições 7,62mm e material diverso para o fabrico de
IED's.
• Operação VÍBORA 02 de 10 a 14JUN07 no RC‐S, com a
finalidade de conduzir Operações de Nomadização e de
Limpeza de Área nas Boxes LISBOA, PORTO, COIMBRA
e BEJA (distrito de ), a fim de interditar eMaywand
desorganizar a acƟvidade INS nessa região. Material
apreendidoedetenções:
• Recuperados/apreendidos: uma viatura 4x4 e um
veículoligeiro;
DeƟdastrêspessoas;
• Apreendido o seguinte armamento e munições: 2
AK47, 3 Metralhadoras Ligeiras PKM, 1 Espingarda de
repeƟção , diversas munições calibreLee Enfield
5,45mm, 5,56mm NATO e 7,62mm, 2 minas AP e
materialdiversoparaofabricode IED's;
• Foram apreendidos igualmente vários sacos com
estupefacientes.
• Operação SUKRAN de 25JUN07 a 02AGO07 no RC‐C,
com a finalidade de se assumir como QRF do RC‐C a 6
horasde NTM.
OutrasaƟvidades:
• Sessões de Tiro Real em , no RC‐C, com aPol‐e Charkhi
finalidade de verificar e adaptar o armamento ao TO e
manter a proficiência necessária ao cumprimento da
missão;
• Segurança ao paiol de munições localizado na Área
Militar do (ANA), de 12 aAfghan NaƟonal Army
14MAR07, 08 a 10ABR07, 09 a 11JUL07, 19 e 20JUL07,
em naáreado RC‐C;Pol‐eCharkhi
• Reconhecimento ao RC‐S de 26 a 29ABR07, com a
finalidadedeCoordenaraOperação ADALAT;NowRuz
• Entrega Ajuda Humanitária em 15JUN07 no RC‐S,
efectuada na (PBW) com entrega aoPatrol Base Wilson
Governador do Distrito de , de medicamentos eZhari
génerosalimentares;
• Apoio de 26 a 30JUN07 ao Reconhecimento do TO do
AFG aos militares da futura Força Nacional a destacar no
2ºsemestrede2007;
• Force ProtecƟon em 27JUN07 no RC‐C, a uma coluna
duranteo ;AfghanInternaƟonalDrugTraffickingDay
• Apoio ao Embaixador Português António Ramalho
OrƟgão de 17 a 19JUL07 no RC‐C durante a
apresentação de credenciais ao Presidente do
Afeganistão;
• Exéquias fúnebres do Rei de 24 a 26JUL07 noZahir Shah
RC‐C,com NTM a30minutos;
• JOINT PEACE JIRGA (JPJ) de 07 a 12AGO07 no RC‐C,
parasegurançadoCentrodeControlodo JPJ.
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8º Contingente Nacional
Material apreendido na Operação ESCORPIÃO
Material apreendido na Operação VÍBORA 02
Patrulhas de normalização no RC‐S.
Auxílio às Forças Afegãs
41
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
42
Operações no RC‐S.
Operações no RC‐C. Travessia de linha de água na região de Surobi.
Shura com o governador de Zhari em PBW.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Anode2007‐2ºSemestre
A quinta QRF a ser projetada para o TO do AFG, foi
comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Pára‐
quedistaDavidTeixeiraCorreia.
O seu efeƟvo era composto por 157 militares, 150 do
Exércitoe7daForçaAérea(EquipadeControladoresAéreos
Avançados). A unidade de manobra era a 22ª Companhia de
Pára‐quedistas, do 2º Batalhão de Infantaria Pára‐quedista.
Efectuou o seu aprontamento em S. Jacinto, no Regimento
deInfantaria10.
Encontrava‐sesediadaem CW,Cabul.
DasuaaƟvidadeoperacionalsalienta‐se:
• A contribuição para a segurança e o desenvolvimento da
ProvínciadeCabul RC‐C;
• A segurança na Província de (RC‐S) nos distritos deZabul
Qalat ShaJoye ;
Um facto relevante foi o falecimento, em 24NOV07, do
Soldado Pára‐quedista Sérgio Miguel Vidal Oliveira
Pedrosa num acidente de viação, que ocorreu durante o
deslocamento de uma coluna de viaturas militares da FND,
paraoSuldo AFG.
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Patrulhas de segurança na região de Cabul
Observação e vigilância
Operação RING ROAD SOUTH, no RC S
UXO encontrados
43
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Soldado Pára‐Quedista Sérgio Miguel Vidal Oliveira Pedrosa, falecido a 24NOV07.
44
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Anode2008
A sexta QRF a ser projetada para o TO do AFG foi
comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Comando
CarlosAntónioMansoMendesBartolomeu.
Dispunha da mesma composição e arƟculação das QRF
anteriores, com o efeƟvo de 157 militares, 150 do Exército e
7 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 46 Sargentos e 97
Praças. A unidade de manobra era a 2ª CCMDS e efetuou o
seu aprontamento no Centro de Tropas Comandos, em
Mafra. Encontrava‐se sediada em CW, Cabul; Executou
acƟvidadeoperacionalde28FEV08a01JUL08.
DasuaaƟvidadeoperacionalsalienta‐se:
• Operação PAMIR ENDURING PHASE, de 29FEV08 a
11MAR08, no RC‐C, com um reconhecimento aéreo à
AO do RC‐C e efetuar patrulhas conjuntas com os 3 BG
do RC‐C,Italiano,FrancêseTurco;
• Operação COBRA MOUTAIN II, em 19MAR08 no RC‐C,
com um patrulhamento montado ao distrito de Surobi
por forma a treinar o reforço à Forward OperaƟng Base
TORA;
•Operação CRAZY BUFFALO,de23MAR08a03ABR08no
RC‐C, com um GrCmds a 15 minutos de NTM em apoio à
operaçãodo BG Francês;
• Operação ORANGE, de 23 a 29MAR08 no RC‐C, com um
GrCmds com NTM de 15 minutos para efectuar Crowd
Riot Control (CRC); Escolta a viaturas francesas com
funcionáriosdaEmbaixadadaHolanda;
• Operação SOHIL LARAM IV, de 18ABR08 a 09JUN08,
nos RC‐C, RC‐E e RC‐S, com projecção para o RC‐S e
actuação como força de Quadricula de 23ABR08 a
01JUN08 na Vila de ,Hutal Maywand District;
Redeploymentparao RC‐Cem09JUN08;
• Reforço de segurança à Prisão de , de 27 aPol‐e Charkhi
28JUN08no RC‐C,comumGrCmdsde QRF e NTM de15
minutos.
OutrasaƟvidades:
• ,de13a26FEV08no HQ ISAF e RC C,KeyLeaderTraining
com a finalidade de familiarizar os quadros da 2ª
CCMDS coma ISAF eos BG do RC‐C;
• Sessões de Tiro Real no Kabul Military Training Centre
(KMTC), para verificação e adaptação ao armamento no
TO. Manutenção da proficiência necessária ao
cumprimentodaMissão;
• Reconhecimento a KAF de 20 a 22MAR08, com a
finalidadedeprepararoempenhamentono RC‐S;
• PASS GUARD, de 25 a 28MAR08, com a finalidade de
efectuarsegurançaaopaioldemunições;
•Retracçãoparao TN,de01a30JUL08.
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Desembarque de helicóptero durante a Operação COBRA MOUNTAIN II
Operação HUTAL no RC‐S.
45
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Anode2010
Em 2010 a QRF voltou ao TO com uma consƟtuição
semelhante à dos anos anteriores. De acordo com DireƟva
Operacional nº 035/CEMGFA/09; O seu local de emprego
era agora a AO do RC‐C. A FND Ɵnha como missão
consƟtuir‐se como do COM RC‐C eQuick ReacƟon Force
preparar‐se para conduzir operações de segurança e
estabilização em qualquer parte da AO do RC‐C, a fim de
contribuir para o estabelecimento e manutenção de um
ambienteseguro.
Esta QRF foi comandada pelo Tenente‐Coronel de
Infantaria Comando Ulisses Alves, tendo cumprido a sua
missão entre 19ABR10 e 24SET10. O seu efeƟvo era
composto por 162 militares do Exército e da Força Aérea,
sendo a unidade de manobra a 2ª CCMDS. O seu
aprontamento foi efectuado no Centro de Tropas Comando,
SerradaCarregueira.
A QRF ficousediadaem CW,Cabuleactuoucomoforçade
reacção rápida do RC‐C, podendo ser empregue em
qualquer parte da AO do RC‐C, com capacidade de cumprir
asseguintesmissões:
•Evacuaçãodepessoal;
•Escoltas;
•VigilânciaeReconhecimento;
•ControlodeTumultos;
•DefesadePontosSensíveis;
•Patrulhas;
•Operaçõesaeromóveis;
•Protecçãoa VIP eapoioaeventosgovernamentais.
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Patrulha de presença na Área de Operações
Patrulha de Reconhecimento na Área de OperaçõesPatrulha de presença na Área de Operações
46
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Operação TURTLE ‐ Deslocamento de viaturas. TACP em apoio à QRF.
Preparação para operação. Operação COBRA MOUNTAIN ‐ Patrulhas.
47
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Operação COBRA MOUNTAIN ‐ Deslocamento de viaturas. Operação HUTAL ‐ Apoio sanitário à população civil.
Visita de Alta EnƟdade, Comandante Operacional do Exército, TGen António Palma. Operação HUTAL ‐ Apoio sanitário à população civil.
48
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
49
Estandarte heráldico das OMLT‐KCD.
OMLT
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
OperaƟonal Mentor and
Liaison Team ‐ Garrison
(OMLT‐G)
1.IntroduçãoeMissão
O fator mais significaƟvo para a garanƟa de um Afghan
NaƟonal Army (ANA) inteiramente eficaz e autossuficiente
é o apoio prestado pelas NATO OperaƟonal Mentor and
Liaison Teams (OMLT) e pelas Embedded Training Teams
(ETT).
O Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), de 26 de
Julho de 2007 deu parecer favorável à proposta do Governo
Português para o envio, no 1º trimestre de 2008, de uma
Equipa, com cerca de 15 elementos, para apoio à formação
doExércitoAfegãoduranteumperíodode6meses.
A OMLT seria empregue no âmbito do “serial” 9.01.3.9 da
Combined Joint Statement Of Requirements (CJSOR)
desenvolvendo a sua aƟvidade de assessoria no interior do
aquartelamento de uma Unidade de Guarnição Afegã e
respeƟvo campo de manobras em PeC, situado a Este de
Cabuleacercade20KmdocentrodacapitalAfegã.
Tendo sido consƟtuídas desde março de 2008 a abril de
2012, oito OperaƟonal Mentor and Liaison Teams de
Guarnição (OMLT‐G), comandadas pelos seguintes
militares:
• OMLT‐G01: TCorInf CMD PedroSoares;
• ;OMLT‐G02: TCorArtGreenD.Henriques
• OMLT‐G03:TCorInfCostaSantos;
• OMLT‐G04:TCorArtLuisMonsanto;
• OMLT‐G05:TCorInf J.daSilvaPereira;
• OMLT‐G06:TCorInf OE CunhaGodinho;
•OMLT‐G07: TCorArtAntónioParadelo;
•OMLT‐G08: TCorArtJoséConceiçã .o
As primeiras OMLT‐G “serviram” na área da mentoria ao
EM da Unidade de Guarnição nº3 ( )Garrison Support Unit
do Corpo 201 situado em PeC, por forma a facilitar o
desenvolvimento de um ANA competente, profissional e
autossuficiente.
Posteriormente, com a restruturação do ANA e a criação
da (111CapDiv),passouaseraunidade111ªCapitalDivision
de guarnição desta Divisão a ser mentorada pelos militares
portugueses.
As OMLT‐G, Ɵveram como missão genérica atribuída,
treinar, ensinar e mentorar em todas as áreas funcionais de
uma unidade de guarnição, para o conơnuo
desenvolvimento das suas capacidades incluindo
procedimentos de Estado‐Maior para operações, ao nível
Batalhão.
2.Organização
Foram consƟtuídas por militares dos 3 ramos das Forças
Armadas, maioritariamente do Exército, mas variaram ao
longo do tempo no seu número (11 a 30 militares),
dependendo a sua consƟtuição da integração ou não de
uma .ForceProtecƟon
3.PrincipaisaƟvidades/tarefasdesenvolvidas
Das principais aƟvidades desenvolvidas, na área da
mentoria,oesforçoconcentrou‐seessencialmentenoapoio
e na apresentação de soluções para os problemas e
obstáculos que surgiam diariamente nas diversas áreas
funcionais, tais como as de Pessoal, LogísƟca, Operações,
ComunicaçõeseEngenharia.
Segundo parecer da ISAF, as OMLT foram contributos
significaƟvos que as nações deram para apoiar o
desenvolvimento e profissionalização do ANA, no âmbito
do processo de transição. Portugal garanƟu durante quatro
anos o ensino, treino e mentoria da GSU do Campo Militar
de PeC. Terminado este ciclo, à luz dos diversos elogios
formulados por enƟdades da ISAF, considera‐se que o
trabalho realizado pelas sucessivas equipas foi notável e
sem dúvida dotou a GSU com as ferramentas e
conhecimentos necessários que permiƟram enfrentar os
desafios, a avaliar pela dimensão e quanƟdade de
infraestruturasconstruídaseapoiosefetuados.
Uma imagem de graƟdão foi permanentemente passada
às equipas nacionais que transmiƟram as melhores práƟcas
em uso nas Forças Armadas Portuguesas, tendo valorizado
em ulƟma instância a imagem de Portugal quer perante os
nossosAliadosda NATO edoEstadoAfegão.
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8º Contingente Nacional
Transferência de Autoridade entre OMLT
50
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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8º Contingente Nacional
AƟvidade de mentoria com o Comandante da GSU Apoio a uma escola em Cabul
Ação de formação Foto de grupo com Equipa de Inspeção
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
OperaƟonal Mentor and
Liaison Team ‐ Division
(OMLT‐D)
1.IntroduçãoeMissão
Em 26 de julho de 2007, o Conselho de Segurança da
Defesa Nacional (CSDN), deu parecer favorável à proposta
do Governo Português para o envio, no primeiro trimestre
de 2008, de uma OperaƟonal Mentor and Liaison Team
(OMLT). De acordo com a estratégia de transição da NATO
no Teatro de Operações (TO) do Afeganistão (AFG), era
fundamental uma evolução sistemáƟca e consistente das
Forças de Segurança Afegãs (Afghan NaƟonal Security
Forces – ANSF) por forma a permiƟr ao governo do AFG o
estabelecimentodeumclimadesegurançaalongoprazo.
O objeƟvo final, era dotar as capacidades necessárias às
A N S F para o cumprimento da sua missão. As
responsabilidades foram transferidas gradualmente
libertandoassim,asforçasaliadas.
Todas as OMLT portuguesas, Ɵveram como missão
principal treinar, orientar e ensinar os procedimentos de
estado‐maior relaƟvos ao emprego operacional de uma
grande unidade afegã (111 CapDiv), desenvolvendo as suas
aƟvidadesdeassessoriano HQ/111CapDiv.
2.Organização
O (CONOPS) de 08jun09 definiaConcept of OperaƟon
quatroprincipaistarefasadesenvolverpelas OMLT.Nocaso
em concreto da mentoria à 111CapDiv, (uma das grandes
unidades do ANA responsável pela condução de operações
desegurançanaprovínciadeCabul):
1. Treinar, ensinar e mentorar as áreas funcionais do
estado‐maior da Divisão de Cabul, incluindo as tarefas
e procedimentos de Comando e Controlo no processo
de tomada de decisão militar para prossecução das
MissionEssenƟalTaskList(METL);
2. Serem elementos facilitadores na cooperação e
arƟculaçãocomoutrasunidades;
3. Apoiar no planeamento e execução de operações de
combatedaDivisão;
4. Servir de elementos de ligação entre o Comando ISAF e
oComandoda111CapDiv.
O referido documento mencionava ainda as relações de
ComandoeControloapresentadasemcima.
Portugal destacou seis OMLT‐D para o TO do Afeganistão
no período compreendido entre março de 2009 e abril de
2012 e cada equipa foi formada por 17 elementos do
Exército (9 Oficiais e 8 Sargentos), apesar de o CONOPS
anteriormente referido, mencionar uma consƟtuição de 20
militaresecorrespondenteàseguintearƟculação:
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8º Contingente Nacional
Estrutura da relação de comando e controlo das OMLT‐D
52
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Marçode2009aoutubrode2010
As primeiras três OMLT‐D (OMLT‐D 01/01, OMLT‐D 01/02
e OMLT‐D 01/03), esƟveram no TO, no período
compreendido entre março de 2009 e outubro de 2010 e
por períodos de 6 meses, tendo sido comandadas
respeƟvamentepor:
• OMLT‐D01/01:CorInfParaDuartedaCosta;
• OMLT‐D01/02:CorInfParaSantosCorreia;
• OMLT‐D01/03:CorInf CMD MouraPinto.
3.Principaistarefas/aƟvidadesdesenvolvidas
De referir que a OMLT‐D 01/02 teve de se adaptar a uma
mudança no ambiente e condições pelo facto de ter
migradode KAIA‐Sulpara KAIA‐Norte.
Destacam‐secomoprincipaisaƟvidadesasseguintes:
1‐ Acompanhamento do Comando e Estado‐Maior da
111CapDiv em duas Operações de Cerco e Busca na
região de e onde esƟveramMusahi Paghman,
envolvidas as subunidades da Divisão, os Serviços de
Informações e Segurança Afegãos (NDS), a Polícia de
Cabul (KCP) e o (RC‐C). ARegional Command – Capital
OMLT‐D 01‐02 organizou‐se em três grupos de
mentores, sendo que o primeiro acompanhou o PC
TáƟco da CapDiv, o segundo apoiou o PC Principal em
KAIA Sul e o terceiro guarneceu o PC Nacional com o
objecƟvo de garanƟr ligação à QRF e Portugal. No total
das duas operações, foram capturados 10 insurgentes,
diversomaterialearmamento;
2‐ Acompanhamento na criação e desenvolvimento dos
Planos de Segurança, implementados pela Divisão
quando da realização das eleições e tomada de posse
do Presidente da República, , nas diversasHamid Karzai
visitas efetuadas pelo mesmo e na receção de
inúmerasAltasEnƟdadesestrangeiras;
3‐Reconhecimentosaéreoseterrestres;
4‐ Várias Operações Humanitárias, nomeadamente em
escolas,acampamentosehospitais.
Outubrode2010aabrilde2012
Na sequência de uma reorientação estratégica da NATO,
Portugal reviu a sua parƟcipação na ISAF e consƟtui um
ConƟngente Nacional (CN)/FND com um incremento de
reforço de Equipas de Formadores/Instrutores, entre as
quais da GNR, mantendo‐se a OMLT‐D e OMLT‐G. Os CN
assumiram a seguinte consƟtuição, com a manutenção da
estruturaemissãoda OMLT‐Datéabrilde2012:
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8º Contingente Nacional
Acompanhamento de Operação de Cerco‐Busca em Musahi.
Acompanhamento de Operação de Cerco‐Busca em Paghman.
53
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Durante este período, integraram o CN/FND/ISAF as
OMLT‐D 01/04, OMLT‐D 01/05 e OMLT‐D 01/06,
comandadaspelosseguintesmilitares:
• OMLT‐D01/04:CorInfParaGuerreirodaSilva;
• OMLT‐D01/05:CorInfParaCarlosPereira;
• OMLT‐D01/06:CorInfJoséRebelo.
À semelhança do que aconteceu com a OMLT‐D 01/02, a
OMLT‐D 01/04 foi também confrontada com a necessidade
de se deslocar de KAIA‐Norte para , paraCamp Warehouse
maior proximidade à 111CapDiv, agora instalada em Pol‐e
Charkhi(PeC).
Além das aƟvidades de mentoria ao comando da
111CapDiv, outras aƟvidades foram igualmente
desenvolvidas,nomeadamente:
• Consolidação das relações de Comando dentro da
111CapDiv, através das reuniões periódicas (designadas
por HUDDLE)comas OMLT/ ;Advisors
• Elaboração de vários Planos de Treino e Formação
Adicional, com o objeƟvo de responder às expetaƟvas
doComandoda111CapDiv;
• Ação de solidariedade, em nome da 111CapDiv, para
incrementar o bom relacionamento com a população
local através de melhoramentos em escolas e
instalaçõesdesporƟvas,distribuiçãodematerialescolar,
roupas,medicamentos,enlatados,etc.
• Acompanhamento das operações conduzidas pela
Divisãonasua AOR;
• Visitas de trabalho e acompanhamento dos mentorados
às subunidades da 111CapDiv e FOB (Forward
OperaƟng Base).
4.Diversos
As OperaƟonal Mentor and Liaison Team‐Division
(OMLT‐D) cumpriram a sua missão com lustre e disƟnção
juntoda111CapDiveforammoƟvodereconhecimentopela
ISAF epelasChefiasAfegãs.
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8º Contingente Nacional
Estrutura do ConƟngente Nacional
AƟvidades de mentoria
54
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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8º Contingente Nacional
Reconhecimento a uma FOB Militares ajudam menino hemoİ lico
Contacto com a população civil Distribuição de material à população
55
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
1ª OMLT Divisão ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
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8º Contingente Nacional
Cor Inf Para Duarte da Costa
OMLT KCD 01/01
Senior Mentor
Equipa de Mentores
56
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
2ª OMLT Divisão ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
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8º Contingente Nacional
Cor Inf Para José Correia
OMLT KCD 01/02
Senior Mentor
Equipa de Mentores
57
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
3ª OMLT Divisão ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
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8º Contingente Nacional
Cor Inf Moura Pinto
OMLT KCD 01/03
Senior Mentor
Equipa de Mentores
58
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
4ª OMLT Divisão ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
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8º Contingente Nacional
Cor Inf Para Guerreiro da Silva
Senior Mentor
Equipa de Mentores
OMLT KCD 01/04
59
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
5ª OMLT Divisão ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
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8º Contingente Nacional
Cor Inf Para Carlos Pereira
Senior Mentor
Equipa de Mentores
OMLT KCD 01/05
60
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
61
Combined Staff Assistance Visit (CSAV) na CapDiv.
Military Advisory Team
(MAT)
1.IntroduçãoeMissão
Na “estratégia de transição” da NATO, iniciada em julho
de 2011, foi fundamental uma evolução sistemáƟca e
consistentedas (ANSF),porAfghanNaƟonalSecurityForces
forma a permiƟr ao governo do Afeganistão (AFG), o
estabelecimento de uma situação de segurança estável e a
longo prazo. O fator mais significaƟvo para garanƟr que as
ANSF se tornassem mais eficazes e autossuficientes, foi o
apoio prestado pelas (AT), pelasAdvisors Teams US
Embedded Training Teams (ETT) e pelas equipas de
Formadores/Instrutores.
Na sequência deste processo de transição, surgiu o
conceito operacional de (SFA) noSecurity Force Assistance
A F G , ( d e a c o r d o c o m o J F C B r u n s s u m
1500/JBCGCC/123/11 – Security Force Assistance (SFA)
Concept, 24OUT11), desƟnado a apoiar as ANSF à medida
queasforçasda ISAF fossemdiminuindo.
A DireƟva Operacional Nº004 CEMGFA12, de 07 de
março salientava a importância do preenchimento, pelas
nações, de AT (subsƟtuindo as atuais OMLT´s), sendo
mesmo um pré‐requisito para a transferência de
responsabilidade da segurança da ISAF para as ANSF e que
seveioaconcreƟzarnofinaldoanode2014.
As (MAT) portuguesas iniciaramMilitary Advisor Team
com o 4º ConƟngente Nacional (4º CN) no Teatro de
Operações do AFG, com a missão de treinar, aconselhar e
assisƟrasunidadesAfegãs.
2.OrganizaçãoeprincipaisaƟvidades
a. AT CAPITAL DIVISION HQ do4ºConƟngenteNacional
De acordo com a DIROP Nª 004 CEMGFA/12 de 07 de
março, para a ISAF, a MAT4º ConƟngente Nacional
queointegrou,eraconsƟtuídadaseguinteforma:
1xSeniorAdvisor, OF5,CombatArms
1x CSM Adviser, OR9,CombatArms
1xExecuƟveOfficer/G3, OF4,CombatArms
1xG1Officer, OF3,PersonnelOfficer
1xG2Officer, OF3,IntelligenceOfficer
1xG4Officer, OF3,LogisƟcOfficer
1xG6Officer, OF3,SignalOfficer
1 AxFireSupportOfficer, OF3,Field rƟlleryOfficer
1xG7/EngineerKandakAdviser, OF3,Engineer
1x MEDAD Officer, OF3‐4,MedicalOfficer
1xSignalKandakAdviser, OF2,Signal
1xSignalKandakAdviser, OR7,Signal
Das aƟvidades desenvolvidas pela MAT do 4º CN,
destacam‐seasseguintes:
(1) Desenvolvimento de ações diárias de assessoria no
ComandoeEstado‐Maior;
(2) Elaboração e execução do plano adicional de treino
queteveasseguintesáreasdeação:
(a)TreinodearƟlharia;
(b) Cursos de formação de formadores nas áreas de
informáƟca;
(c)Leituradecartastopográficas;
(d)Sinaisconvencionais;
(e)Socorrismo;
(f)Informaçõesmilitares;
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8º Contingente Nacional
Acompanhamento de visita do Cmdt da CapDiv às unidades estacionadas na região sul de Cabul
62
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
(3)Semináriosesimpósiosnasáreasfuncionais;
(4) (SIGEX),Signal Exercise Command Post Exercise
(CPX),onde foi aplicado o Military Decision Making
Process(MDMP).
(5) Visitas de trabalho ás várias subunidades da divisão,
incluindo às Forward OperaƟng Base (FOB,) Postos de
ObservaçãoePostosdeControlo;
(6) Presença nas principais reuniões, conferências,
cerimónias, simpósios, seminários e visitas, no âmbito
da ISAF edas ANSF;
b. AT CAPITAL DIVISION HQ 5ºe6ºConƟngenteNacional
A DireƟva Operacional número 11 do Chefe de Estado‐
Maior das Forças Armadas, de 05 de junho de 2012,
para os , manteve na sua5º e 6º ConƟngente Nacional
estrutura, o mesmo número de militares e confirmou a
mesma missão para a MAT, de acordo com a seguinte
organização:
1xSeniorAdvisor, OF5,CombatArms
1x CSM Adviser, OR9,CombatArms
1xExecuƟveOfficer/G3, OF4,CombatArms
1xG1Officer, OF3,PersonnelOfficer
1xG2Officer, OF3,IntelligenceOfficer
1xG3/5Officer, OF3,CombatArms
1xG4Officer, OF3,LogisƟcOfficer
1xG6Officer, OF3,SignalOfficer
1xFireSupportOfficer, OF3,Field rƟlleryOfficerA
1xG7/EngineerKandakAdviser, OF3,Engineer
1x MEDAD Officer, OF3‐4,MedicalOfficer
1xG6 NCO Mentor, OR7,Signal NCO
Para executar a missão, as MAT dos 5º e 6º CN
arƟcularam‐sedeacordocomoorganigramaapresentado.
A MAT do 5º CN, no dia 15 de abril de 2013, foi transferida
de , na sequência do processo deCamp Warehouse
downsizing da ISAF, em que encerraram vários Campos
Militares, conƟnuando a sua missão a parƟr desta data, em
Camp Phoenix. A principal preocupação foi a de manter sem
interrupçõesaassessoriaà111CapDivem .Pol‐e‐Charkhi
A MAT do 6ºCN, desenvolveu a sua ação de assessoria à
111CapDiv, através de um plano de aƟvidades, em que
idenƟficou o processo a ser uƟlizado para cada projeto a
implementarnaDivisão:
1.Processo
(a)Avaliaçãodasnecessidadesdecadaáreafuncional;
(b) Levantamento e caracterização das ações de
formaçãoetreino;
(c)Anuênciaeenvolvimentodosassessorados;
(d)TraduçãoparaDari.
2.Produto
(a)Vigênciaatéfinaldoanocivilafegão(MAR14);
(b)EvoluƟvo (pode ser ajustado, reƟficado ou
acrescentado);
(c)Nãodependentedaassessoria(apenassupervisão);
(d)Cíclico(renovávelnoanoseguinte).
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8º Contingente Nacional
AŌer AcƟon Review do CPX
Acompanhamento de cerimónia
63
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
c. AT CAPITAL DIVISION HQ e ADVISER TEAM 5TH MSF
KANDAK (UEB)
A DireƟva Operacional número 17 do Chefe de Estado‐
Maior das Forças Armadas (DIROP), de 05 de junho de
2013, para o 7º ConƟngente Nacional, determinou que
a MAT portuguesa para a 111CapDiv HQ seria
consƟtuída por 04 militares do Exército, com a missão
de aconselhar, assisƟr e assessorar o comandante da
CapitalDivision HQ,econsƟtuídadaseguinteforma:
1xSeniorAdvisor, OF5,CombatArms
1xG1Officer, OF3,PersonnelOfficer
1xG3/5Officer, OF3,CombatArms
1xG4Officer, OF3,LogisƟcOfficer
A DIROP determinava ainda a parƟcipação portuguesa
com uma MAT de nível Batalhão, com a missão de
aconselhar, assisƟr e assessorar o 5th Mobile Strike
Force Batallion (5º MSF KANDAK – UEB) com 12
militaresdoExército,consƟtuídadaseguinteforma:
1xCommanderAdvisor, OF3,CombatArms
1x SMG Adviser, OR8,CombatArms
1xS1Officer, OF2,PersonnelOfficer
1xS2Officer, OF2,IntelligenceOfficer
1xS3Officer, OF2,CombatArms
1xS4Officer, OF2,LogisƟcOfficer
1xS6Officer, OF2,SignalOfficer
1xFireSupportOfficer, OF2,Field rƟlleryOfficerA
1x CO Adviser, OF2,CombatArms
2x CO Adviser, OR7,CombatArms
1xMedic,(OR4‐5)
Apesar de o 7º CN e as MAT que integravam este
conƟngente, terem executado o aprontamento e o
respeƟvo treino no território nacional de forma separada e
orientadas para missões disƟntas de assessoria, foi
determinado superiormente que a MAT para o 5th MSF
KANDAK não iria executar essa missão. Este facto originou
uma reorganização das duas MAT, em que a MAT do 5th
MSF KANDAK reforçou a MAT da 111CapDiv, ficando esta
consƟtuída com 16 militares do Exército e comandada pelo
SeniorAdviserda MAT deDivisão.
Após esta rearƟculação, a MAT 111CapDiv, do 7º CN, foi
organizadadeacordocomoorganigramaapresentado.
Para cumprir a missão, o comandante da MAT Senior
Advisor,definiuasseguinteslinhasdeação:
(1) Fazer o levantamento de necessidades e critérios de
sucesso em conjunto com o Comando e Estado‐Maior
da111CapDiv;
(2) Elaborar um Plano de Ação baseado nas necessidades
e discrepâncias idenƟficadas, obtendo a concordância
ecompromeƟmentodoComandanteda111CapDiv;
(3) Edificar, através da conduta diária, um clima de
confiança, revelado de senƟdo de missão,
disponibilidadeecompetênciatécnica;
(4) Dispensar uma atenção permanente aos aspetos
culturais a considerar no trato e condução dos
trabalhos;
(5) Privilegiar a ligação com outros atores que interagem
com a 111CapDiv, nomeadamente ATs e Dyna Corp,
no senƟdo de usufruir de sinergias e promover ações
maisconcertadase,porisso,maiseficazes;
(6) Promover o trabalho coordenado de EM, no seio do
EM da111CapDiv;
(7) Atender em permanência aos aspetos de segurança,
do princípio ao fim da missão, mantendo os níveis de
alerta e cumprindo escrupulosamente o preceituado
nastáƟcas,técnicaseprocedimentos(TTP).
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
64
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
d. AT CAP DIV HQ do8ºConƟngenteNacional
A DireƟva Operacional número 07 do Chefe de Estado‐
Maior das Forças Armadas, de 29 de janeiro de 2014,
para o , determinava que a8º ConƟngente Nacional
MAT portuguesa para a 111CapDiv fosse consƟtuída
por 08 militares do Exército mantendo a missão de
treinar, aconselhar e assisƟr o Comando e EM desta
111ª Divisão do Exército Nacional Afegão, com vista ao
seu emprego operacional. A DireƟva definia ainda a
seguinteconsƟtuiçãoda MAT/CAP DIV HQ:
1 x Senior Advisor e Comandante do ConƟngente
Nacional, COR ‐ OF5,CombatArms
1x Command Sarge nt Major, SMOR ‐ OR9, Combata
Arms
1xExecuƟveOfficer, TCOR – OF4,CombatArms
1xG1Officer, TCOR/MAJ – OF4/OF3,CombatArms
1xG2Officer, TCOR/MAJ – OF4/OF3,CombatArms
1xG3Officer, TCOR/MAJ – OF4/OF3,CombatArms
1xG4Officer, TCOR/MAJ – OF4/OF3,CombatArms
1x GENG Officer, TCOR/MAJ – OF4/OF3, ENG
Para executar a missão a MAT do 8º CN arƟculou‐se de
acordocomoorganigramaapresentado.
Das aƟvidades desenvolvidas pela MAT do 8º CN,
destacam‐seasseguintes:
(1)Desenvolvimentodeaçõesdiáriasdeassessoria;
(2) MiƟgar lacunas idenƟficadas na divisão e ministrar
cursos com recurso a formadores da MAT, do CN ou
daestruturada ISAF nasseguintesáreas:
;(a)Leituradecartastopográficas
(b)Informaçõesmilitares;
(c)SegurançaMilitar;
(d)OperaçõesdeInformações;
(e) ;InformaƟonOperaƟon
(f)InformáƟca;
(g) (ATAC);AfghanTacƟcalAirCoordinaƟon
(3) Seminários e simpósios nas áreas funcionais de
logísƟcaeoperaçõesdeinformações;
(4) Exercícios de validação SIGEX e CPX tendo sido
aplicadoo MDMP;
(5) Visitas de trabalho às várias subunidades da divisão,
incluindo às Forward OperaƟng Base (FOB,) Postos
deObservaçãoePostosdeControlo;
(6) Visitas às subunidades da divisão no âmbito das
inspeçõesdetreino;
(7) Reuniões, conferências, cerimónias, simpósios,
semináriosevisitas,noâmbitoda ISAF edas ANSF;
(8) Planeamento e execução do Hand Over Take Over
paraa MAT/CAP DIV HQ doExércitodaTurquia.
3.Restriçõesaoempregoda MAT
Os ConƟngentes Nacionais, do 4ºCN ao 8ºCN, Ɵveram no
TO do Afeganistão as seguintes restrições (CAVEATS),
impostassuperiormente:
“1. O emprego em ações de acompanhamento do
comando da unidade no exterior da sua área de
responsabilidade está dependente da aprovação
formaldasenƟdadesnacionais;
2. Os elementos de são atribuídosForce ProtecƟon
exclusivamenteàequipanacional.”
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8º Contingente Nacional
Caixa de Areia para apoio a uma Ordem de Operações
65
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
4.Consideraçõesfinais
A parƟcipação portuguesa no desenvolvimento das
unidades operacionais do ANA, em parƟcular na
111CapDiv, desde 2009, com as OperaƟonal Mentoring and
Liaison Team Military(OMLT) e posteriormente com as
Adivising Team, de 2012 até novembro de 2014, pautou‐se
pelo respeito pela cultura afegã, profissionalismo,
competência técnica e rigor nas ações de mentoria e
assessoria, o que foi altamente reconhecido pelos militares
afegãos da 111CapDiv, nomeadamente pelo comandante
destagrandeunidadeoperacional.
Será importante referir, que esta unidade operacional do
ANA, foi criada com o principal objeƟvo de garanƟr a
segurança na província de Cabul e ainda coordenar todas as
AĬ an NaƟonal Security Forces (ANSF), o que inclui as
diversasforçaspoliciaisexistentes,oNaƟonalDirectorateof
Security (NDS) e outras unidades do ANA na sua Área de
Responsabilidade. Esta missão foi assumida por completo
no final de 2013, momento em que a ISAF procedeu a
transferência de responsabilidade da segurança no
Afeganistão,paraasautoridadesnacionais.
Neste percurso de cinco anos, desde abril de 2009 a
novembro de 2014, onze equipas de mentoria ou assessoria
(OMLT ou MAT respeƟvamente), cumpriram a sua missão
no TO do Afeganistão, contribuindo significaƟvamente para
que a 111CapDiv Ɵvesse assumido a responsabilidade pela
segurança na província de Cabul, com o êxito sobejamente
reconhecidopelaestruturada ISAF.
A Divisão, inicialmente consƟtuída pelo Comando e
Estado‐Maior, dois ( e ) e uma unidadeKandaks Charlie Delta
de guarnição, com um efeƟvo de cerca de 1.682 militares e
civis estando sediada em KAIA Sul, aƟngiu a sua estrutura
final com duas brigadas de manobra, um batalhão logísƟco,
um de informações militares, um deKandak Kandak
transmissões, um de Engenharia, umaKandak TransiƟon
Unit de escalão companhia e uma unidade de apoio ao
Comando e Estado‐Maior, também de escalão companhia.
Esta estrutura à data do fim da missão da MAT do 8º CN,
ƟnhaumefeƟvoautorizadode9489.
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Estrutura da CapDiv em 2014
Estrutura da CapDiv em 2009
66
Despedida da úlƟma MAT na CapDiv.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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8º Contingente Nacional
Visita do MGen Menezes, representante do Exército Português, ao Comando da CapDiv. Acompanhamento da visita do Cmdt da CapDiv às tropas no terreno.
Acompanhamento da visita do Cmdt da CapDiv às tropas no terreno. Visita de Alta EnƟdade, TGen Jerónimo, CFT.
67
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Acompanhamento da visita do Cmdt da CapDiv às tropas no terreno. DisposiƟvo das viaturas portuguesas durante visita à FOB de Deh Sabz.
Almoço no campo durante visita à FOB de Deh Sabz. Visita de Alta EnƟdade, TGen Vaz Antunes, COCONJ.
68
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
1ª MAT ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
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8º Contingente Nacional
Cor Inf José Rebelo
Senior Adviser
Equipa de Advisers
MAT 01
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
2ª MAT ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
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8º Contingente Nacional
Cor Inf Pedro Sardinha
Senior Adviser
Equipa de Advisers
MAT 02
70
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
3ª MAT ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Cor Inf Manuel Esperança
Senior Adviser
Equipa de Advisers
MAT 03
71
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
4ª MAT ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
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8º Contingente Nacional
Cor Inf Carlos Beleza
Senior Adviser
Equipa de Advisers
MAT 04
72
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
5ª MAT ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Cor Inf Francisco Rijo
Senior Adviser
Equipa de Advisers
MAT 05
73
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
6ª MAT ‐ 111 Capital Division ‐ Kabul
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Cor Inf Nuno Cardoso
Senior Adviser
Equipa de Advisers
MAT 06
74
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
75
UnAp em apoio de ação CIMIC.
Unidade/Módulo de
Apoio
1.Missão
GaranƟr o apoio AdministraƟvo‐LogísƟco e proteção das
OMLT e MAT Portuguesas presentes no TO, e quando
necessário apoiar outros militares portugueses em missão
noAfeganistão.
2.Organização
a.EfeƟvo
Verquadro.
b.Estrutura
A designação atribuída de Unidade ou Módulo de Apoio
variou em função dos efeƟvos no Teatro de Operações
(TO)doAfeganistão:
Para cumprir a missão, o Módulo/Unidade de Apoio, de
forma geral estava organizada pelo, Comando do
Módulo/Unidade de Apoio, Apoio de Serviços (composto
com Equipa de Comunicações, Manutenção e Transporte,
Sanitária, Finanças, Pessoal, LogísƟca) e de Proteção da
Força.
3.PrincipaisaƟvidades/tarefasdacapacidade
a.ElementoSegurança/ProteçãodaForça
Considerada uma capacidade individualizada, pela
associação direta à aƟvidade das equipas de OMLT e
posteriormente SFA .AdviserTeams
b.ElementodeApoiodeServiços
(1)EquipadePessoal
ConsƟtuída normalmente por um oficial e um sargento,
com a nomeação rotaƟva entre os Ramos (Marinha e
Exército);DasaƟvidades,salientam‐seo/a:
‐ Controlo e verificação das tarefas do âmbito do
pessoal,duranteosaprontamentosdasForças;
‐ Coordenações com as diversas enƟdades NATO e civis
no TO;
‐ Obtenção dos , obrigatórioVisa ExempƟon CerƟficate
paraentraresairdoAfeganistão,comorecursoaomeio
aéreo;
‐ Apoio nas cerimónias protocolares, renovação dos
contratos dos intérpretes e a gestão dos processos
8º Contingente Nacional
ConsƟtuição geral do Módulo/Unidade de Apoio
76
Mai08 a Out09
OMLT Módulo de Apoio‐09 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército/Força Aérea)
Out09 a Mar10
OMLT Módulo de Apoio‐15 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército/Força Aérea)
Mar10 a Out10
OMLT Módulo de Apoio‐16 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército/Força Aérea)
Out10 a Abr11
1º CN Módulo de Apoio‐21 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército/Força Aérea)
Abr11 a Abr12
2º e 3º CN Unidade de Apoio‐25 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército/Força Aérea)
Abr12 a Out12
4º CN Unidade de Apoio‐29 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército)
Out12 a Mai13
5º CN Unidade de Apoio‐29 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército)‐Inclui o Capelão
Mai13 a Nov13
6º CN Unidade de Apoio‐30 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército)
Nov13 a Mai14
7º CN Unidade de Apoio‐24 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército)‐Inclui o Capelão
Mai14 a Nov14
8º CN Unidade de Apoio‐16 PAX Exército
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
individuaisdosmilitaresdaForça;
‐CoordenaçãodasaƟvidadesdemoralebemestar;
‐ Elaboração das Ordens de Serviço, processamento e
arquivamento de documentos, emissão e registo das
Guias de Marcha, e o controlo da correspondência
(recebidaeexpedida).
( )2 EquipadeLogísƟca
ConsƟtuída normalmente por um oficial e três
sargentos, têm como missão garanƟr as funções
logísƟcas às diversas capacidades do CN; Das
acƟvidades,salientam‐seo/a:
‐ Gestão e controlo dos materiais, equipamentos,
armamentoemunições;
‐ Manutenção das infraestruturas e execução da função
reabastecimento;
‐ Serviço de alimentação e lavandaria, através da NATO
SupportAgency(NSPA);
‐ Apoio sanitário Role 3 e atualmente Role 2E,
assegurado por acordos técnicos para a uƟlização do
Hospitalem KAIA;
‐ Apoio de manutenção às HMMWV M115A1,
assegurado por uma empresa Norte‐Americana e às
viaturas Blindadas (descaraterizadas) comToyota
recursoaomercadocivillocal;
‐ Classe III, garanƟda por empresas civis, da qual se
destacaa (NCS Fuel);NordicCampSupply
‐ Classe IV, materiais de construção, através da
aquisiçãoprioritáriano TO atravésdomercadolocal;
‐ Classe V, referente às munições, de exclusiva
responsabilidadenacional.
( )3 EquipadeFinanças
ConsƟtuída normalmente por um Oficial e um
Sargento, detém a responsabilidade dos processos de
aquisições de materiais, bens ou serviços e realização
doscontratos;DasaƟvidades,salientam‐seo/a:
‐Processamentodosuplementodemissão;
‐ Processamento e pagamento dos contratos da
internet,interpretes, TV ea DHL;
( )4 EquipadeManutençãoeTransportes
ConsƟtuída normalmente por 5 militares (três
sargentos e duas praças), têm como missão garanƟr a
operacionalidade de todas as viaturas e armamento;
DasaƟvidades,salientam‐seo/a:
‐ Supervisão da manutenção do material e
equipamentoacargodoconƟngente;
‐ Recurso a oficinas exteriores cerƟficadas pela NATO,
para manutenção de nível 3 ( ‐ e ;Toyota No Lemon Tiger
HMMWV ‐ AC ).First
( )5 EquipadeComunicações
ConsƟtuída normalmente por seis militares (quatro
sargentos e duas praças), tendo como missão assegurar
as comunicações na Força (incluindo a ) einternet
reparar todo o equipamento rádio ao dispor do CN; Das
aƟvidades,salientam‐seo/a:
‐Gestãodefrequênciaseconfiguraçãodosmeiosrádio;
‐ImplementaçãodemeiosalternaƟvos;
‐Assegurarcomunicaçõesseguras(ISAF eNacionais);
‐Manutençãodestesequipamentos.
( )6 EquipaSanitária
ConsƟtuída normalmente por três militares (um
sargento e duas praças), de forma a garanƟr o apoio
sanitário a todos os militares do conƟngente; Das
aƟvidades,salientam‐seo/a:
‐ Aprontamento sanitário da Força (em território
nacional)eacompanhamentono TO;
‐ Encaminhamento e acompanhamento no Hospital de
Camp KAIA,semprequenecessário;
‐ Tratamento dos processos sanitários de todos os
militares.
4.Diversos
Os Módulos/Unidade de Apoio, dos diferentes
conƟngentes nacionais, esƟveram localizados em Camp
Warehouse mudaram a localização para KAIA Norte em
2013atéaofimdaparƟcipaçãoportuguesacomo8ºCN,em
12denovembrode2014.
8º Contingente Nacional
ModAp durante doação de arƟgos à CapDiv.
Equipa de Manutenção.
77
Módulo de apoio durante desmantelamento de instalações.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
8º Contingente Nacional
Equipa sanitária em visita ao Hospital de KAIA
Entrega de Material ‐ Foto de Grupo Operador de Rádio do COT em aƟvidade no acompanhamento de um deslocamento a PeC.
78
UnAp durante a realização de um churrasco para o ConƟngente.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
79
Deslocamento de viaturas na Região de Cabul.
Elemento de
Segurança/Proteção da
Força
1.Missão
A missão do Elemento de Segurança/Protecção da Força,
era a de garanƟr a proteção e segurança de todos os
elementosdo CN,bemcomoparƟciparnoapoioaosdemais
militares nacionais em missão no Teatro de Operações do
Afeganistão,quandosolicitado.
2.Organização
a.EfeƟvo
Verquadroembaixo
b.Estrutura
Na grande maioria dos conƟngentes o Comandante do
Elemento de Segurança/Proteção da Força foi, em
acumulação, o Oficial de Operações (S3) e o Oficial de Tiro
do conƟngente. O 2º Comandante foi o Oficial de
Informações (S2) e Segurança. O Adjunto do Comandante,
era em acumulação, o supervisor do Centro de Operações
TáƟco (COT) e responsável pelas tarefas administraƟvo‐
logísƟcasdaforça.
3 PrincipaisacƟvidades.
a.Comando
DasaƟvidades,salientam‐seo/a:
‐ Planeamento dos movimentos e aƟvidades
operacionais, aconselhamento ao Comandante do
conƟngente;
‐ElaboraçãodoplanodeƟrodoConƟngente;
‐ Análise diária das Informações e difusão do relatório
diário;
‐ Acompanhamento da situação das Informações na
área do (RC‐C) eRegional Command‐Capital
posteriormente no Train Advise and Assist Command –
Capital(TAAC‐C);
‐ Elaboração e aƟvação do Plano de Segurança, se
necessário.
b Companhia/GrupodeProteção.
Teve um número de efeƟvos que variou ao longo da
missão (Companhia v.s. Grupo), tendo sido consƟtuído
por militares provenientes de diversos Ramos (Marinha
e Exército); Das principais aƟvidades, salientam‐se as
seguintes:
‐ Execução de escoltas na região de Cabul, garanƟdo o
transporte,asegurançaeaproteçãodo CN;
‐ GaranƟr transporte, segurança e proteção aos
militares da MAT ( ), nosMilitary Advisor Team
deslocamentos diários dos mentores e posteriormente
assessores para (PeC) e nos deslocamentosPol‐e Charki
às (FOB) e postos deForward OperaƟng Bases
observação (OP) da 111ª CapDiv, na área de
responsabilidadedeCabul;
‐ GaranƟr apoio, segurança e proteção aos militares do
PeH SAT,naAcademiadaForçaAérea;
‐ GaranƟr apoio, segurança e proteção aos militares do
P15 ( ), da Força Aérea, nos conƟngentesFlight Safety
quepossuíramestacapacidade(4º CN e7ºCN);
‐ GaranƟr o apoio aos movimentos da CIM (Célula de
InformaçõesMilitares);
‐Escoltarmilitaresecivisafegãosnointeriorde KAIA;
‐Efetuartreinoseaçõesdeformação(TTPs);
‐ Conduzir a execução do Ɵro de manutenção ao
ConƟngenteNacional.
8º Contingente Nacional
ConsƟtuição geral do Elemento de Segurança/Proteção da
Força.
80
Sessão de Ɵro nas carreiras de Ɵro do KMTC.
Mai08 a Out09
OMLT Proteção da Força ‐ 10 PAX Exército
Out09 a Mar10
OMLT Proteção da Força ‐ 40 PAX Exército
Mar10 a Out10
OMLT Proteção da Força ‐ 40 PAX Marinha
Out10 a Abr11
1ºCN Elemento de Segurança ‐ 90 PAX Marinha/Exército
Abr11 a Abr12
2ºe 3º CN Companhia de Proteção ‐ 90 PAX Exército
Abr12 a Mai13
4ºe 5º CN Companhia de Proteção ‐ 64 PAX Exército
Mai13 a Nov13
6ºCN Companhia de Proteção ‐ 54 PAX Exército
Nov13 a Mai14
7ºCN Companhia de Proteção ‐ 46 PAX Exército
Mai14 a Nov14
8ºCN Grupo de Proteção ‐22 PAX Exército
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Visita à FOB de Deh Sabz Deslocamento para visita à FOB de But Khak
Deslocamentos em Cabul Deslocamentos em Cabul
81
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Deslocamento em Cabul Deslocamento para visita à Posto de Observação a Norte de Cabul
Viaturas parqueadas na 111ª Capital Division em PeC Apoio na resolução de problemas com armamento num Posto de Observação
82
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Destacamento Médico
Role 2
1.Missão
Em 04 de dezembro de 2008, o Conselho Superior de
Defesa Nacional deu parecer favorável à proposta do
Governo Português para parƟcipar com uma Equipa Médica
doServiçodeSaúdenoTeatrodeOperaçõesdoAfeganistão,
no âmbito da ISAF. A equipa Médica foi destacada para
Cabul ficando a desempenhar funções no Hospital da ISAF,
localizadonoAeroportoInternacionaldeCabul(KAIA).
2.Organização
ConsƟtuída por 15 militares das Forças Armadas, conferiu
uma visibilidade muito relevante a Portugal, na medida em
que consƟtuía 17% do efeƟvo, desta importante unidade
hospitalarda ISAF.
Em 15 de junho de 2009 foi transferido o Controlo
Operacional (OPCON) do General CEMGFA para o SACEUR
da Equipa Médica portuguesa, tendo chegado ao TO em 06
dejulhode2009.
A Equipa Médica portuguesa, comandada por 01 Oficial
Superior, nomeado pela Força Aérea Portuguesa, esteve em
missão no Afeganistão durante um período de 01 ano, na
estruturahospitalarRole2Ede KAIA,naalturalideradopela
França, cumprindo um sistema de rotaƟvidade de 04 meses
por cada equipa e era consƟtuída de acordo com a tabela
Quadro de efecƟvos por Ramos das FFAA, a seguir
apresentada.
3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela
capacidade
O hospitalar Role 2E de KAIA, com um total de 40 camas,
dispunha de serviços de urgência, cuidados intensivos e
enfermaria, com capacidade para garanƟr tratamentos nas
especialidades de ortopedia, neurocirurgia, oŌalmologia,
medicinainterna,anestesiaeblocooperatório.
Os cuidados médicos aos civis afegãos, representaram
uma parte significaƟva do trabalho das equipas mistas
internacionais a prestar serviço neste hospital,
representando 60% da taxa de ocupação, de consultas, de
cirurgiasedehospitalizaçãonaenfermaria.
8º Contingente Nacional
Quadro de efecƟvos por Ramos das FFAA
AƟvidades do Destacamento Médico em KAIA
AƟvidades do Destacamento Médico em KAIA
AƟvidades do Destacamento Médico em KAIA
Turno
JUL09 / OUT09
Turno
NOV09 / FEV10
Turno
MAR10 / JUN10
MAR EXE FAP Total MAR EXE FAP Total MAR EXE FAP Total
INTERNAMENTO
Médicos -
Internista
1 1 1 1 1 1
Enfermeiros 2 2 2 6 2 2 2 6 2 2 2 6
Fisioterapeuta 1 1 1 1 1 1
Socorristas 2 2 2 2 2 2
CONSULTAS EXTERNAS
Médicos - Clínica
Geral
1 1 1 1 1 1
Enfermeiros 1 1 1 1 1 1
Socorristas 1 1 1 1 1 1
RESSUCITAÇÃO
Enfermeiro 1 1 1 1 1 1
LABORATÓRIO ANÁLISES
Técnico 1 1 1 1 1 1
SUB-TOTAL 7 5 3 15 5 6 4 15 3 4 8 15
COMANDANTE DE DESTACAMENTO
JUL09 / DEZ09 JAN09 / JUN10
TCor  Maj (FAP) 16 16 16
83
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Célula de Informações
Militares (CIM)
1.Missão
A 16 de julho de 2010, o Conselho Superior de Defesa
Nacional (CSDN) deliberou a parƟcipação de Portugal com
uma Força Nacional destacada para o Teatro de Operações
do Afeganistão. O ConƟngente Nacional, dispunha de
diversas capacidades entre as quais uma Célula de
InformaçõesMilitares(CIM).
A missão e as funções de uma qualquer organização de
informações, em tempo de paz, de crise ou de guerra, visam
proporcionar, o conhecimento necessário e oportuno ao
decisor.
2.Organização
Esta deliberação, foi plasmada na DireƟva Operacional nº
001/CEMGFA/11 de 04 de janeiro de 2011 – ConƟngente
Nacional para a ISAF, definindo que a CIM seria consƟtuída
por 04 militares das Forças Armadas, ficando na
dependência do comandante do conƟngente nacional,
sendo a sua nomeação da responsabilidade do Centro de
InformaçõeseSegurançaMilitar(CISMIL).
A consƟtuição da CIM, ao longo do período em operações
no Teatro de Operações do Afeganistã, consta na tabela
EfecƟvo das CIM por Ramos das FFAA, a seguir
apresentada.
3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela
capacidade
As CIM, no teatro de operações do Afeganistão,
conduziramasuaaƟvidadeprioritariamenteemproveitoda
segurança e proteção das capacidades do conƟngente
nacional e contribuíram também para o ciclo de produção
de informações nacional. A CIM encontrava‐se em OPCON
do CISMIL e era apoiada logísƟca e administraƟvamente
peloConƟngenteNacional.
A Célula de Informações Militares Nacional durante a sua
permanência no Teatro de Operações do Afeganistão,
executou missões e tarefas no âmbito das informações,
contra‐informações e de Segurança com vista à proteção da
forçadoconƟngentemilitarportuguês.
Para cumprir este desiderato, a CIM recorreu a diversas
fontesdeinformação,fazendoposteriormenteaanálisedos
dados e transformando‐os em noơcias; estas após
complementadas com informações conƟdas nos relatórios
produzidos pelas forças internacionais, deram origem a
produtos de informações, que oportunamente eram
disseminados para apoiar a decisão do comandante do
conƟngente nacional, de forma a responder às suas
necessidades.
Para além destas aƟvidades, a C I M teve a
responsabilidade de desenvolver invesƟgações limitadas de
contra‐informação e de produzir brífingues de avaliação da
ameaça e risco, em prol da segurança e proteção İ sica das
forçasnacionaisdestacadas.
Dado o ambiente de contra‐insurreição no Afeganistão, a
perceção de segurança da população local é um fator
essencial para a deteção e neutralização das ações
terroristas executadas pelos grupos insurgentes. Por esta
razão, a compreensão e o acompanhamento da situação de
segurança na Área de Responsabilidade e área envolvente,
consƟtuiutambémumesforçodepesquisada CIM no TO.
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# CIM Marinha Exército Força Aérea
1 0 4 0
2 0 1 3
3 2 1 1
4 1 1 2
5 1 1 2
6 2 1 2
7 3 2 1
EfecƟvo das CIM por Ramos das FFAA
Viaturas da CIM em deslocamento na cidade de Cabul
84
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
85
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Guarda Nacional
Republicana
1.Introduçãoemissão
Lisboa, 19 de novembro de 2010, decorria a Cimeira da
NATO e Portugal assumia a parƟcipação com uma força de
segurança no âmbito dos compromissos internacionais, no
TeatrodeOperações(TO)doAfeganistão.
Em 27 de janeiro de 2011, o Governo Português através
do Conselho de Ministros aprovava uma resolução que
autorizava a (GNR) aGuarda Nacional Republicana
parƟcipar com um efeƟvo de 15 militares, cujo objeƟvo
principal era o de treinar, orientar e habilitar as Forças
Afegãs com a capacidade de assegurar a segurança e o
EstadodeDireitoemtodooAfeganistão.
A contribuição para a missão da InternaƟonal Security
AssistanceForce(ISAF)foimaterializadapela GNR notreino
da polícia afegã através da NATO Training Mission‐
Afghanistan(NTM‐A).
Em termos específicos, a Missão da Guarda Nacional
Republicanafoiaseguinte:
“Planear e aprontar uma força consƟtuída por uma
equipa de 15 militares entre oficiais, sargentos e praças,
para integrar a estrutura internacional do Centro de Treino
da Polícia Nacional Afegã de (Wardak NaƟonal Police
Training Centre – NPTC), no Afeganistão, pelo período de
referênciade6meses,afimde,noâmbitoda NATO Training
Mission‐Afghanistan, fazendo parte de um ConƟngente
Nacional na ISAF e sob coordenação funcional da
EUROGENDFOR, monitorizar e assegurar o funcionamento
do Centro de Treino e as ações de formação desƟnadas à
Afghan NaƟonal Police (ANP), ministrando a instrução que
serevelarnecessária.”
2.OrganizaçãoeEstrutura
• 15 formadores da Guarda Nacional Republicana para o
NaƟonal Police Training Centre (NPTC) no distrito de
SayedAbad Wardak,provínciade ;
• Uma fase de aprontamento onde se evidenciou a
Formação e Treino conjuntos, na Unidade de
Intervenção da Guarda Nacional Republicana (UI/GNR)
à responsabilidade do Centro de Treino e
Aprontamento de Forças para Missões Internacionais
(CTAFMI/UI/GNR), tendo culminado com a integração
no ConƟngente Nacional durante a realização dos
exercíciosfinaisdeaprontamento;
• Rotações, de 6 em 6 meses, em simultâneo com o
ConƟngente Nacional ISAF (CN/ISAF), rentabilizando o
transporte estratégico, apoio nos deslocamentos e as
Comunicaçõesno TO;
• Os quatro conƟngentes da GNR foram comandados
pelosseguintesmilitares:
GNR 01: TCorMarcelino;
GNR 02: TCorMonteiro;
GNR 03: TCorAlmeida;
GNR 04: TCorCrasto.
3.PrincipaisaƟvidades/tarefasdesenvolvidas
• Durante a missão no TO do Afeganistão, os militares da
GNR não só efetuaram ações de mentoria aos
instrutores afegãos, como também introduziram os
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Verificação do ajuste do equipamento da ANP
DIROP N.º 001/CEMGFA/11 ‐ Alteração 2, Correção 1
86
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
os cursos de comandante de batalhão, de comandante
de companhia, o curso Special Weapons and TacƟcs
(SWAT)eoutros;
• Os vários conƟngentes da GNR receberam a visita de
várias enƟdades ilustres, nomeadamente a visita do
Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana,
Tenente‐GeneralNewtonParreira.
4.Diversos
• As fases de aprontamento em território nacional foram
idênƟcas para quatro conƟngentes, tendo estas
decorridoem3fasesdisƟntas:
Fase I: Aprontamento AdministraƟvo‐LogísƟco que
contemplou as aƟvidades relacionadas com a realização
de exames médicos e vacinação, elaboração de
passaporte e credenciações, distribuição individual de
fardamentoeequipamento,entreoutras;
Fase II: Formação e Treino conjuntos, na Unidade de
Intervenção da Guarda Nacional Republicana (UI/GNR)
à responsabilidade do Centro de Treino e Aprontamento
d e F o r ç a s p a r a M i s s õ e s I n t e r n a c i o n a i s
(CTAFMI/UI/GNR);
Fase III: Avaliação da PronƟdão para o Combate
(CREVAL) integrada nos exercícios finais de
aprontamentodo CN/ISAF.
• O (NPTC) localizado naNaƟonal Police Training Centre
região de , a cerca de 80 Km a sudoeste deWardak Cabul
ea2350metrosdealƟtudeefoiporváriasvezesalvodos
ataques insurgentes, nomeadamente com o
lançamento de , não tendo causado ferimentosrockets
demaioraosnossosmilitaresda GNR;
• A parƟcipação da GNR no Teatro de Operações (TO) do
Afeganistão, ocorreu de forma extremamente
dignificante para Portugal, dando perfeita imagem das
capacidadesmilitaresdopaís.
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8º Contingente Nacional
Graduação de elementos da ANP Visita de Sua Excelência o General Newton Parreira
AƟvidades de mentoria da GNR à ANP
87
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
PeH STAFF ADVISOR
TEAM (PeH Sat)
ParƟcipação de elementos da Força Aérea Portuguesa
(FAP) na Academia da Força Aérea Afegã (Pohantoon‐e‐
Hawayee–PeH(PeH))‐outubrode2010ajunhode2014.
1.Missão
De acordo com o solicitado ao estado português para a
missão de apoio à ISAF no Afeganistão, foi decretado que
elementos da Força Aérea Portuguesa ministrassem
mentoria e assessoria ao Estado‐maior e ao Comando da
AcademiadaForçaAéreaAfegã,situadaem KAIA,nacidade
deCabul.
2.Organização
a.EfecƟvo
EquipasconsƟtuídaspor5a10militares.
b.Estrutura
Entre OUT10 e MAI14 foram projetadas para o teatro
de operações do Afeganistão as seguintes equipas da
FAP:
1ªEquipa: OUT10a ABR11–10militares;
2ªEquipa: ABR11a OUT11–10militares;
3ªEquipa: OUT11a ABR12–10militares;
4ªEquipa: ABR12a OUT12–5militares;
5ªEquipa: OUT12a ABR13–5militares;
6ªEquipa: ABR13a NOV13–5militares;
7ªEquipa: NOV13a MAI14–5militares+5(reforço);
8ªEquipa: MAI14a JUL14‐5militares.
3.PrincipaisacƟvidades/tarefasdesenvolvidas
Durante 4 anos, 55 militares da Força Aérea Portuguesa,
organizados em 8 equipas, ministraram instrução,
formaram formadores, elaboraram programas curriculares,
prestaram assessoria e mentoria ao Estado‐Maior e ao
ComandodaPeH.
O encerramento desta e outras capacidades, onde se
incluem as de treino e assessoria, inscrevem‐se no quadro
do planeamento que visava a redução das forças militares,
presentes à época no Afeganistão e ocorreu durante a fase
de transição entre as missões da InternaƟonal Security
Assistance Force Resolute Support Mission, ISAF, para a
(RSM).
Na cerimónia de encerramento, o Comandante da
Academia da Força Aérea Afegã, Coronel ,Rahmaan
enalteceu e fez rasgados elogios ao trabalho realizado por
todos os militares portugueses que ali desenvolveram a sua
aƟvidade, tendo inclusivamente desejado o seu regresso no
âmbitodaoperação RSM.
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Militares portugueses com elementos do Comando e Estado‐maior da Academia da Força Aérea Afegã
88
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Militares portugueses com elementos do Comando e Estado‐maior da Academia da Força
Aérea Afegã
Coronel Nuno Cardoso faz a entrega da Bandeira Nacional ao Comandante da Academia
da Força Aérea Afegã, Coronel Rahmaan
Cerimónia do arrear da Bandeira Nacional na Academia da Força Aérea Afegã Militar português com elementos do Comando e Estado‐maior da Academia da Força
Aérea Afegã
89
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
KAIA APOD
Force ProtecƟon Coy
1.Missão
O Governo Português, após deliberação do Conselho
Superior de Defesa Nacional, em 24Nov11, deu parecer
favorável à atribuição da Força de Proteção para a base da
NATO no Aeroporto Internacional de Cabul ‐ Kabul
Afghanistan InternaƟonal Airport Airport of(KAIA),
DebarkaƟon (APOD), integrada no 4º ConƟngente Nacional
(CN). Na dependência do Comandante de KAIA, Ɵnha por
missão garanƟr a segurança e proteção interna ao KAIA
APOD.
2.Organização
A Força de Proteção Ɵnha o efeƟvo de uma Companhia a
setenta e cinco militares, organizada a dois pelotões, um de
Cavalaria (Polícia do Exército) e outro de Fuzileiros, ambos
consƟtuídos por um Oficial, três Sargentos e vinte e quatro
Praças.
3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela
capacidade
Dentro da segurança a KAIA, a Companhia Ɵnha a
responsabilidade:
•Do ,controlaroacessodeviaturasepessoal;NorthGate
•De ,patrulhamentonoturnoa KAIA,guarniçãodeMobile
duastorresdevigiaeescoltas.
A Força de Proteção integrou igualmente o 5º e 6º CN,
conformeDireƟvaOperacionalnº11/CEMGFA/12.
Página 14 de 120
8º Contingente Nacional
Militar garante a segurança num dos portões de entrada em KAIA
Inspeção de carga de viatura à entrada de KAIAEstrutura da KAIA FP
90
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Cargos Crisis
Establishment (CE)
1.Missão
Os designados Crises Establishment (CE), são cargos
distribuídos às nações para preenchimento da estrutura de
Comando e são atribuídos, normalmente, em proporção à
contribuição dos países com forças para a Combined Joint
StatementofRequirements(CJSOR).
2.Organização
a.EfeƟvo
Verquadro.
b.Quadro CE
3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas
capacidades
Em 2004, um oficial português na situação CE integrou
pela primeira vez a Força Internacional de Apoio à
Segurança no Afeganistão por um período de seis meses.
Esta parƟcipação podia ser estendida por períodos
renováveisdeigualduração.
4.Diversos
No dia 8 de abril de 2004, o Conselho Superior de Defesa
Nacional deliberou…”Elementos a integrar o quartel‐
generalda ISAF”.
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Coligação (USA
Lead)(2002)
02 Em Tampa (USA)
ISAF HQ (2004) 01 Em Cabul (AFG)
ISAF HQ(2005) NA Em Cabul (AFG)
ISAF HQ(2006) NA Em Cabul (AFG)
ISAF HQ(2007) NA Em Cabul (AFG)
ISAF HQ(2008) 04 Em Cabul (AFG)
ISAF HQ(2009) 05 Em Cabul (AFG)
ISAF HQ (2010) 07 Em Cabul (AFG)
IJC HQ (2010) 2 Em Cabul (AFG)
ISAF SOF HQ (2010) 1 Em Cabul (AFG)
NTM‐A (2010) 3 Em Cabul (AFG)
ISAF HQ (2011) 4 Em Cabul (AFG)
IJC HQ (2011) 1 Em Cabul (AFG)
ISAF, IJC, NTM‐A,
SOF HQ (2012)
7 Em Cabul (AFG)
ISAF, IJC, NTM‐A,
SOF HQ (2013)
5 Em Cabul (AFG)
ISAF HQ (2014) 1 Em Cabul (AFG)
IJC HQ (2014) 1 Em Cabul (AFG)
ISAF SOF HQ/OCGs
(2014)
3 Em Cabul (AFG)
91
Brigadeiro General Branco, Porta Voz da ISAF e Chief do InformaƟon CoordinaƟon Branch.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
92
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
93
Os Comandantes de ConƟngente
1º ConƟngente Nacional
Cor Art Silva Salgueiro
2º ConƟngente Nacional
Cor Cav Fonseca Lopes
3º ConƟngente Nacional 4º ConƟngente Nacional
Cor PQ Assoeira Almendra Cor Inf Gomes Leitão
A figura de Comandante de ConƟngente Nacional surge em Outubro de 2010, em que este representa o CEMGFA junto dos autoridades NATO e locais
consƟuindo‐se como o único interlocutor do ConƟngente Nacional com o EMGFA/COC, assumindo a competência disciplinar prevista no n.º 2 do ArƟgo 64 da Lei
n.º28/2009(RDM),bemcomoacoordenaçãodasaƟvidadesinterdisciplinaresdeapoioàsdiferentescapacidadesnacionaisno TO Afeganistão.
94
Nacional/ISAF entre 2010 e 2014
5º ConƟngente Nacional 6º ConƟngente Nacional 7º ConƟngente Nacional 8º ConƟngente Nacional
Cor Inf Sepúlveda Velloso Cor Cav Faro Geada Cor Cav Meireles dos Santos Cor Inf Marques Cardoso
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
95
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
96
8º CONTINGENTE NACIONAL/ISAF
MAIO A NOVEMBRO 2014
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
O 8º ConƟngente
Nacional
1.MissãoeComposição
Da missão atribuída ao 8º ConƟngente Nacional na
DireƟvaOperacionaldo EMGFA,transcreve‐seoseguinte:
“As Forças Armadas (FFAA) planeiam, aprontam,
projetam e sustentam um conƟngente militar, designado
como 8º ConƟngente Nacional para a missão ISAF (8º
CN/ISAF), a projetar para o TO do AFG, durante o mês de
maio de 2014, a fim de integrar a missão ISAF, no quadro
dos compromissos internacionalmente assumidos por
Portugal,para:
a. Através da Military Advisor Team Kabul Capital Division
HQ (MAT CAPDIVHQ) aconselhar, assisƟr e assessorar
o Comando e EM desta Divisão do Exército Afegão, com
vistaaoseuempregooperacional;
b. Através da Kabul PeH Mentors Staff Advisor Team
(PeHSAT) assessorar as ações de formação na Escola de
AeronáuƟca Militar (PeH), no âmbito do NATO Training
MissionAfghanistan(NTM‐A);
c. GaranƟr a gestão e controlo dos materiais,
equipamentos e munições à sua disposição no TO do
AFG;
d.GaranƟrasustentaçãoeproteçãodaprópriaforça;
e. Apoiar outros militares nacionais em missão no TO do
AFG,quandonecessário.”
O Comandante do 8º ConƟngente Nacional e da MAT, Cor
Infª PARA Nuno Cardoso, restabeleceu a missão, que se
transcrevedasuadireƟva:
“O 8º ConƟngente Nacional (8CN), de 11MAI14 (TOA) a
30NOV14 (TBC), integra a missão da ISAF, garanƟndo a
assessoria à e à Escola de AeronáuƟca111ª Capital Division
Militar da (ANA), a proteção,Afghan NaƟonal Army
sustentação, gestão e controlo de pessoal e materiais do CN
e o apoio a outros militares nacionais em missão no Teatro
deOperações(TO)doAfeganistão(AFG).
Àordem,executaàretraçãoda FND do TO AFG.”;
Em resumo, para o cumprimento da missão, o 8ºCN
efetuou o seu aprontamento com a seguinte distribuição
porcapacidades:
*Célula de Informações Militares (CIM), para apoio ao
8ºCN/ISAF (TACON) e na dependência do CISMIL/EMGFA
(OPCON); Em julho de 2014, foram projetados 6 elementos
do TN emsubsƟtuiçãode4queseencontravamno TO AFG.
2.Aprontamento
a.FaseI–Formaçãoinicial
Visou os procedimentos administraƟvo‐logísƟcos,
sanitários, técnicos e táƟcos necessários ao
aprontamento; Caracterizou‐se pelas aƟvidades de
treinoespecíficodecadacapacidade.
(1) Sub‐Fase I A – Início a 20JAN14, com a apresentação
no Centro de Tropas Comando (CTC), do Comandante
do 8º CN/ISAF,do da MAT CAPDIV,doExecuƟveOfficer
Chefe da Equipa PeHSAT, do Comandante da ModAp e
outroselementosdoEstado‐MaiordoModAp.
(2) Sub‐Fase I B – Início a 17FEV14, concentração no
CTC, dos militares que consƟtuiam as capacidades
referidasanteriormente.
(3)Pessoal
A definição da consƟtuição/existência, tardia do 8ºCN
provocou consequentemente apresentações
demorada de alguns elementos, o que dificultou a fase
deformaçãoinicial.
(4)Informações
A área de Informações materializou‐se pela realização
de um conjunto de palestras ministradas aos efeƟvos
presentesnaUnidadeAprontadora(CTC).
(5)Operações
No domínio das Operações, nesta fase, não foi aplicável
ao 8ºCN como um todo porque as diferentes
componentes do ConƟngente, não se encontravam
ainda concentradas na Unidade Aprontadora; A
execução nesta área resumiu‐se, nesta fase de
aprontamento,àaƟvidadedoGrupodeProteção.
(6)LogísƟca
Incidência na consulta do viajante efetuado no HFAR,
sem sobressaltos, como etapa inicial do aprontamento
individual dos militares designados para integrar o 8º
CN.
(7)Treino
A MAT aƟngiu os requisitos de treino estabelecidos
pelo COMISAF, inicialmente com a execução dos cursos
ISAF Basic Military Advisor Teame através de e‐
learning, posteriormente com a ação de treino no Joint
Force Training Centre Abovena Polónia designado por
Kandak Military Advisory Team, onde a integração da
audiência de treino (MAT) com os Oficiais afegãos e
intérpretes, decorreu com normalidade e acrescentou
valor ao treino executado, consƟtuindo um dos fatores
determinantes para o sucesso alcançado durante o
evento; O conceito do treino efetuado, resume‐se no
seguintequadro:
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97
CAPACIDADE EFETIVOS RAMO
SFAAT to
CapDivHQ
8 EXE (22xGrProt/ModAp)
PeH Staff AT 5 FAP (do 7º para o 8ºCN e
retraíram em JUN14)
Mod Apoio 37 EXE
Cargos CE 5 MAR e EXE
CIM* 4 MAR, EXE e FAP
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Por sua vez, o Grupo de Proteção desenvolveu todas as
aƟvidadesconducentesaosquesitosdetreinonecessáriose
decorrentesdas TTPsemvigorno CTC.
b.Fase II –Treinoconjunto
(1) Sub‐Fase II A – Início a 31MAR14, com a
concentraçãono CTC detodoosmilitaresdo8CN.
(2) Sub‐Fase II B – Início a 09MAR14, concentrando na
AMT e CMSM, aƟvidades de treino conjunto do CN e o
exercício de cerƟficação; A área do exercício,
possibilitou um cenário em tudo idênƟco ao do TO AFG
eumresultadomuitofavorável,naavaliaçãofinal.
(3)Pessoal
O aumento do efeƟvo e a não projeção do PeHSAT/8CN
criaramtarefasacrescidasàunidadeaprontadora.
Todas as tarefas conducentes à obtenção dos quesitos
técnicos, gerais e específicos de cada elemento, foram
alcançadosnestafase.
(4)Informações
As informações sobre o TO, foram atualizadas com base
em documentos disponibilizados pela BrigRR, CTC
(através do sistema MMHS) e através dos relatórios do
7ºCN.
Foram efetuadas Palestras e Briefings na área das
informações, segurança militar e contra informação
relaƟvas ao Teatro de Operações e aos procedimentos a
serem adotados pelo CN, dando primazia à sua
proteção.
(5)Operações
As TTPs do Grupo de Proteção decorrentes da aƟvidade
dos militares da MAT foram aperfeiçoadas com a
atualização dos Planos disponibilizados pelo 7ºCN;
Recriou‐se na AMT, o ediİ cio onde os militares
permanecemnocampodePol‐eCharkhi.
Foi da maior uƟlidade a junção em Tancos dos militares
dos cargos CE (rotação em maio), tendo permiƟdo o
estabelecimento de relações pessoais de crucial
importância para a execução da missão do 8º CN no
Afeganistão.
O período que antecedeu o Exercício KABUL 141,
denominado“inserçãono TO”,replicouavivêncianeste
(e.g.horários,roƟnas,procedimentos).
O 8ºCN treinou os principais Ɵpos de incidentes
idenƟficados no TO do Afeganistão, sendo de realçar a
reação aos diversos Ɵpos de ataques com IED e os
incidentesdoƟpo .greenonblue
Na fase final deste treino foram uƟlizadas munições reais
conferindogranderealismoaomesmo.
(1)LogísƟca
Incidência nas listas de carregamento (bagagem
individual/malotes coleƟvos) considerando o
volume/pesopermiƟdoparaasmesmas.
(2)Treino/Açõesdeformação/Palestras:
‐CursodeAdjuntodeSubSecFin
‐Curso TEMPAR
‐EstágioEmpastelador EJAB e SLIDER
‐Estágio PRC 525, MMHS,Nera, PRR
‐ Estágio , RDE, Satélite, TCE, CifraRearLink Link/Router
eMat.Cripto
‐ Curso de Técnicos de Emergência Médica para
ProfissionaisSaúde
‐EstágioServiçoPostalMilitar
‐EstágioOperadordeTerminal
‐ ISAF 104(16/13/0)(online)BasicCourse
‐ ISAF MAT 109(7/1/0)(online)Course
‐CaraterizaçãoSituaçãoInformaçõesno TO
‐CaraterizaçãoSituaçãoOperaçõesno TO
‐“PassagemdeTestemunho”(LigaCombatentes)
‐SegurodeVida(ProtocoloExército)
‐ emSuportedeVidaFirstAid/MassTraining
‐“GestãodeStress”
‐“Suicídio”
‐“Fadiga”
‐“Sono”
‐“PrivaçãoAfeto/Sexual”
‐PedidosE‐CAS e AIR MEDEVAC no TO
‐ NBQ R
‐LessonsLearned
‐IgualdadedeGénero
‐UƟlizaçãodeInterpretes
‐Contra‐informação
‐SegurançaMilitar
‐ INFOSEC
‐SegurançanasComunicações
‐Afeganistão,pelojornalistaCarlosSantosPereira
‐“ProjetoEu,Tu&Nós”
c.Fase III –Final
(1)Pessoal
Durante esta fase, a Secção de Pessoal consolidou as
listas de pessoal a projetar de acordo com o voo nas
dataprevista.
(2)Operações/LogísƟca
A c o m p o n e n te l o g í sƟc a a s s u m i u g ra n d e
preponderância com a preparação da operação de
terminal, reunindo os materiais que adquiriu,
requisitou e que recebeu para movimentar para o
teatro(iniciadanaFase II).
Destaca‐se o apoio garanƟdo pelo RTransp e pelo CTC,
noapoioaestaoperaçãodeprojeção.
Na execução do Plano de projeção do 8ºCN, importa
ainda referir a permanente atualização da situação
sobre o voo de projeção e da situação no TO,
coordenado pela cadeia de comando através do Plano
deConvocaçãodo8º CN.
Página 14 de 120
98
Instrução de TTP durante o aprontamento do 8º CN
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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Instrução de Ɵro no Campo Militar de Santa Margarida Instrução de Ɵro no Campo Militar de Santa Margarida
Instrução de Ɵro no Campo Militar de Santa Margarida Instrução noturna de TTP no Comando da Brigada de Reação Rápida
99
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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Demonstração de capacidades do 8 CN Demonstração de capacidades do 8 CN
Embarque para projeção no Aeródromo de Trânsito n.º 1 em Figo Maduro Chegada ao Afeganistão ‐ Aeroporto Internacional de Cabul ‐ KAIA
100
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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101
Major General Menezes, em representação do CEMGFA, entrega Estandarte
Nacional ao Comandante do 8ºCN, Cor Inf Pára Nuno Cardoso, durante a
cerimóniadaTransferofAuthority(TOA).
Entrega do Estandarte Nacional ao Porta Estandarte, Ten Inf Silva, do 8º CN.
ConƟnência ao Estandarte Nacional no final da cerimónia do TOA.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
3.Períododamissão
Operíodode6mesesemeio,teveiníciocomachegadaao
TO/AFG em 03MAI14; A transferência de autoridade do
CEMGFA para o SACEUR (TOA), ocorreu em 12MAI14 e o
retorno da mesma para o CEMGFA, em 12NOV14; A
retraçãoterminoucomachegadadosúlƟmoselementosdo
8ºCN aTerritórioNacional,nodia28NOV14.
Das principais aƟvidades / tarefas desenvolvidas pelas
capacidades,destacam‐se:
a.MilitaryAdviserTeam(MAT)
(1)AƟvidadeDiária
‐ 1ª Saída de KAIA ‐ Numa janela de tempo entre as
04h30 e as 06:00, efetuava o deslocamento de KAIA
para Pol‐e Charkhi (PeC), com o objeƟvo de assisƟrem
ao na CAPDIV;MorningBriefing
‐ ‐ Reunião diária do Comandante daMorning Briefing
CAPDIV com o seu Estado‐Maior, das 07:00 às 08:00.
AssisƟam a esta reunião o , oSenior Advisor SGM
Advisor e outros elementos da MAT, responsáveis por
fazeroresumodestebriefing;
‐ do ‐ Às 08:00 osDebriefing Morning Briefing
elementos que assisƟam ao , faziam obriefing
debriefing, na sala da MAT em PeC, de forma sucinta e
para coordenar eventuais atualizações na ação de
assessoriaplaneadaparaodia;
‐ Assessoria ‐ A assessoria direta ao Comandante e ao
Estado‐maior da CAPDIV decorria, por norma em PeC
,atéàs12:00;
‐Regressoa/KAIA ‐Oregressoa KAIA comsaídadePeC
cercadas12:00;
‐2ªRefeição–Em KAIA,entreas13:00eas14:00;
‐ Reunião da MAT ‐ Diariamente, às 14:00, realizava‐se
em KAIA, uma reunião com todos os elementos da
MAT, com a finalidade de se efetuar o balanço das
aƟvidades realizadas e fazer a antevisão e coordenação
dasaƟvidadesfuturas;
‐ AƟvidade Individual ‐ As aƟvidades individuais eram
executadasaparƟrdas16:00.
(2)AƟvidadeSemanal:
‐ Reunião Semanal da MAT ‐ Às quintas‐feiras, pelas
14:00, realizava‐se em KAIA, uma reunião, com a
finalidade de se obter o balanço das aƟvidades
realizadas na semana anterior e fazer a antevisão e
coordenação das aƟvidades a realizar na semana
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AƟvidade da MAT ‐ Acompanhamento da visita do Cmdt da CapDiv a uma FOB
102
Acompanhamento de reunião com o Cmdt da CapDiv
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
‐ Relatório Semanal MAT ‐ Os contributos individuais
para o relatório semanal da MAT eram colocados numa
pasta parƟlhada até às 17:00 de terça‐feira. O relatório
semanal da MAT depois de consolidado em SITREP do
CN e aprovado, era enviado até às 20:00 de quarta‐
feira, via MMHS, por forma a permiƟr contributos para
aelaboraçãodo do COC do EMGFA;Briefing
‐ VTC com BrigRR, CFT ou EMGFA ‐ Por norma,
realizava‐se às 18:00 (hora de Cabul) de quarta‐feira,
sendo a MAT representada pelo Cmdt 8ºCN / Senior
Advisor e com a parƟcipação do /ExecuƟve Officer COS
AdvisereCmdtdoMódulodeApoio.
b. (PeH SATPohantoon‐e‐HawayeeStaffAdvisorTeam )
Das aƟvidades do PeH SAT, salienta‐se o seu envolvimento
nosprogramascurriculares, açõesdeformaçãooutreino:
‐ ‐ Desenvolveu o currículo desteOfficer Candidate School
cursoemtermosdeduraçãoeconteúdoprogramáƟco.
‐ ‐ Definiu uma estruturaProfessional Military EducaƟon
curricular que serviu o objeƟvo da Força Aérea Afegã,
garanƟndo a formação aos seus militares ao longo das suas
carreiras.
‐ ‐ Consolidou oInstructor Development Program Basic
Instructor Training Course (BITC) e garanƟu a formação e
cerƟficação de formadores, através de Train the Trainer
(T3).
‐ ‐ Reconheceu a formação ministrada naProgram Degree
PeH com grau académico de nível superior (Bacharel),
definiu os programas curriculares, os cursos obrigatórios e
opcionaiseaCerƟficaçãodeinstrutores;
‐ – Executavam funções deOperaƟons Center Guardian
Angel aos elementos da coligação, durante as suas
aƟvidades de formação às respeƟvas contrapartes
(Afegãos); Conduzia RAM's (Medidas AnƟ‐Terrorista
Aleatórias) através da supervisão do desempenho das
Forças de Segurança Afegãs; Controlava as presenças de
pessoal da coligação e dos contractors ‐ eLockheed MarƟn
professoresdeinglês.
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103
AƟvidade da MAT ‐ Acompanhamento da visita a uma FOB
Elemento PeH SAT com militar afegão. Final da missão do PeH SAT.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
c.MódulodeApoio(ModAp)
Teve como missão, garanƟr o funcionamento, a
sustentação e a proteção das componentes que integraram
o 8ºCN/ISAF, e quando necessário, o apoio a outros
militaresportuguesesemmissãonoAfeganistão.
A estrutura inicial do ModAp, contemplava a
concentração das áreas funcionais de logísƟca e de pessoal.
A possibilidade de se materializar, à ordem, a retração da
FND, acrescido do reduzido efeƟvo na estrutura orgânica,
obrigou a reformular a arƟculação do Estado‐Maior,
atribuindo por decisão do Comandante do 8ºCN,a
responsabilidadedaáreadoPessoalaooficialdeFinanças.
A reorganização do ModAp permiƟu adequar os recursos
humanos existentes às necessidades concretas da missão
do 8ºCN/ISAF e garanƟr simultaneamente o planeamento,
preparação e execução do processo de retração da FND no
finaldamissão.
(1)Operações,InformaçõeseSegurança
ConsƟtuía a base para o planeamento do Grupo de
Proteção e manƟnha a monitorização da ameaça,
efetuada de forma conơnua e sistemáƟca, permiƟu
manter atualizada a situação das informações,
elemento determinante de apoio à decisão e ao
emprego do Grupo de Proteção em apoio à Military
AdvisorTeam.
(2)Pessoal
AaƟvidaderealizadanaáreadepessoalabrangeutodos
os assuntos relacionados com a administração dos
efeƟvos, designadamente, na elaboração e
processamento de documentação e relatórios no
âmbito nacional e da ISAF, no planeamento, execução e
supervisão do plano de licenças e no planeamento e
execução do plano de moral e bem‐estar. As tarefas
inerentes à aƟvidade de uma secretaria de comando
ficaram à responsabilidade da secção de Pessoal,
destacando‐se nesta área, a elaboração da Ordem de
Serviço, o controlo da correspondência, guias de
marcha e a gestão do serviço postal dos militares do
8ºCN/ISAF.
(3)Finanças
As aƟvidades obedeceram aos princípios da
administração financeira, nomeadamente, a avaliação
de esƟmaƟvas de custos referentes à sustentação da
força,averificaçãodoenquadramentolegaldetodosos
documentos de realização de despesa e a aquisição de
bens e serviços para saƟsfação das necessidades do
ConƟngente. Reveste‐se de parƟcular relevo, o
relacionamento funcional estabelecido com a unidade
mobilizadora, Brigada de Reação Rápida, no que diz
respeito à prestação mensal de contas do conƟngente
nacional.
(4)LogísƟca
Responsável pela gestão e controlo dos materiais,
existentes no teatro de operações do Afeganistão.
ArƟculou e organizou de forma diferenciada, os
materiais a doar, alienar e a retrair, para agilizar o
planeamento, a preparação e a execução do processo
de retração. Na execução de aƟvidades associadas à
sustentação da força, destaca‐se, o controlo de
alimentação, combusơvel, munições, sobressalentes,
arƟgos de consumo e supervisão de contratos de
serviços.
A elaboração e o processamento da documentação
logísƟca, como preconizado no Plano administraƟvo‐
logísƟco,permiƟrammanterumaligaçãoproİ cuacom
aestruturalogísƟcanacional.
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Torneio de Futebol organizado pelo 8º CN no âmbito do Plano de Moral e Bem Estar ‐ Equipa Vencedora.
104
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
(5)Manutenção
As caraterísƟcas parƟculares do teatro de operações e a
Ɵpologiadamissão,exigiramàequipademanutençãoa
adoção de procedimentos específicos na preservação e
manutenção prevenƟva dos vários equipamentos e
materiais existentes, permiƟndo a conƟnuidade da sua
operacionalidade, em especial das viaturas táƟcas,
uƟlizadas pelo Grupo de Proteção e em apoio da
MilitaryAdvisorTeam.
(6)Comunicações
O funcionamento de forma conơnua e efeƟva, da Rede
de Dados do Exército e do Centro de Comunicações,
consƟtuíram fatores determinantes na capacidade de
Comando e Controlo do 8ºConƟngente Nacional. No
â m b i t o d a N A T O , o s e q u i p a m e n t o s d e
georreferenciação e a rede da ISAF consƟtuíram, de
igual modo, importantes meios de apoio ao emprego
operacionaldaforça.
(7)Sanitária
AƟvidade exercida essencialmente, ao nível da
prevenção e no acompanhamento sanitário junto do
hospital ROLE 2em KAIA.
(8)GrupodeProteção
Comprioridadenaproteçãoesegurançadoselementos
da , o Grupo de ProteçãoMilitary Advisor Team
desenvolveu a sua aƟvidade com base na avaliação da
ameaça e aplicando as Técnicas TáƟcas e
Procedimentos adequadas à Ɵpologia da missão,
designadamente, movimentos efetuados no trajeto
entre KAIA e e visitas a diversas unidadesPol‐e Charkhi
da111ªCapDiv,dispersasnaProvínciadeCabul.
Página 14 de 120
Equipa de manutenção no seu local de trabalho.Deslocamento de viaturas do Grupo de Proteção. Apoio sanitário durante uma sessão de Ɵro.
Equipa de transmissões a trabalhar nas antenas.
105
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
4.Retração
A missão, previa que à ordem, fosse executada a retração
daForçaNacionalDestacada(FND)do TO AFG.
Em de 16 de julho de 2014, por despacho de SExª Gen
CEMGFA, foi determinado o término da aƟvidade
operacional do 8ºCN/ISAF, em 12 de novembro de 2014.
Consequentemente, a 27 de setembro de 2014, o 8º CN
elaborou a sua DireƟva Nº 06/8ºCN/ISAF/14 – Retração e
Desconcentração, de acordo com D I R O P Nº
07/CEMGFA/14‐Alt1 de 12 de maio de 2014, que atribui ao
Exércitoaexecuçãodaretraçãoda FND.
Neste enquadramento, chegaram ao TO do AFG a 02 de
outubro de 2014, quatro militares do Exército, consƟtuindo
duas equipas a dois militares cada, representando a
DMT/CmdLog e o RTransp/DMT/CmdLog, com a finalidade
de coordenar e executar com o CN a manobra logísƟca de
retração, para 56 militares e 207 toneladas de material, em
trêsfases:
a.FaseI–Preparação(01OUT14a04NOV14)
‐ Efetuar a transferência de materiais da responsabilidade
do8º CN paraoRtransp;
‐ Entregar ao departamento de engenharia do Base Support
Group/KAIA, as áreas uƟlizadas pelo CN nos termos dos
normaƟvosemvigor;
‐ Cessar todos os contratos vigentes à data e relacionados
como CN;
‐ Terminar os processos de doação e alienação de materiais
no TO do AFG;
b.Fase II –Retração(05NOV14a21NOV14)
‐1ºVoo(Ilyushin‐76)‐05NOV14:05 PAX e20 TON carga;
‐ 2º Voo (Boeing 747‐400F) ‐ 10NOV14: 02 PAX e 62 TON
carga;
‐3 ooComercial)ºVoo(V ‐12NOV14:29 PAX;
‐ 4º Voo (Boeing 747‐400F) ‐ 14NOV14: 02 PAX e 62 TON
carga;
‐ 5º Voo (Boeing 747‐400F) ‐ 19NOV14: 02 PAX e 62 TON
carga;
‐6ºVoo(VooComercial)‐20NOV14:09 PAX;
‐7ºVoo(VooComercial)‐28NOV14:06PAX.
c.Fase III –Desconcentração(22NOV14a05JAN15)
‐Entregadorelatóriodefimdemissão;
‐RealizaçãodosexamescomplementaresdediagnósƟcos
definidos pela Direção de Saúde para as FND no final da
missão;
‐ Realização da cerimónia de entrega do estandarte
Nacional;
‐Gozodefériaseapresentaçãonasunidadesdeorigem.
5.Consideraçõesfinais
Imprecisões sobre alguns detalhes referidos, podem
surgir em virtude desta publicação ter sido compilada
duranteoprocessoderetração.
O planeamento e execução deste plano de retração
obrigaram o 8º CN a um esforço adicional na fase final da
sua missão; A exigência da tarefa caraterizou‐se por
reconciliar a execução da retração mantendo a aƟvidade
operacional,atéaoseutérmino12NOV14.
De fevereiro de 2002 até à sua retração em 23 de
novembro de2014,aForçaNacionalDestacada PRT parao
Teatro de Operações do Afeganistão desempenhou
múlƟplas missões, uƟlizando para o efeito diversas
arƟculaçõeseƟpologiasdeforças.
Página 14 de 120
106
PaleƟzação de materiais na preparação para a retração.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Militares do 8º ConƟngente Nacional ISAF
107
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Militares do 8º ConƟngente Nacional
Military Advisor Team (MAT)
OB n.º 01
Cor Cardoso
Senior Advisor
OB n.º 40
TCor Domingos
XO Advisor
OB n.º 42
Maj Bernardino
G2 Advisor
OB n.º 41
Maj Fontoura
G1/G7 Advisor
OB n.º 43
TCor Marino
G3 Advisor
OB n.º 44
Maj Roque
G4 Advisor
OB n.º 45
Cap Soares
GEng Advisor
OB n.º 46
SCh Quelincho
CSM Advisor
Pohantoon‐e‐Hawayee Staff Advisor Team (PeH SAT)
OB n.º 46
Maj Ferreira
Chefe de Equipa
OB n.º 47
Cap Saraiva
Instrutor
OB n.º 48
SAj Mendes
Instrutor
OB n.º 49
SAj Custódio
Instrutor
OB n.º 50
1Sarg Conceição
Instrutor
Crisis Establishment (CE)
OB n.º 53
Cap Oliveira
SO ( )OperaƟons
OB n.º 54
1Sarg Esteves
Watchkeeper
OB n.º 55
1Ten Viola
SO ( )Watch Officer Day
108
MAT
PeH SAT
CE
Militares do 8º ConƟngente Nacional
Módulo de Apoio
OB n.º 02
TCor Almeida
Comandante
OB n.º 03
Maj Maia
Of Info/Ops e Seg
OB n.º 05
Cap Graça
Of Pessoal/Finanças
OB n.º 04
Cap Lawrence
Of LogísƟca
OB n.º 06
1Sarg MarƟns
Sarg LogísƟca
OB n.º 07
1Sarg Monteiro
Tesoureiro/Sarg Pessoal
OB n.º 08
SAj Maia
Sarg Mecânico
OB n.º 09
Sold Valente
Mec Viat Rodas
OB n.º 11
1Sarg Duarte
Sarg TM TEER
OB n.º 12
1Sarg Pinto
Sarg TC Redes
OB n.º 13
Sold Silva
Op MecMatTelecom
OB n.º 14
Sold Jaló
Op MecMatTelecom
OB n.º 15
1Sarg Cardoso
Enfermeiro
OB n.º 10
Sold Coelho
Mec Viat Rodas
OB n.º 18
1Cb Ribeiro
Socorrista
109
Módulo de Apoio
Militares do 8º ConƟngente Nacional
Grupo de Proteção
OB n.º 17
Ten Silva
Comandante
OB n.º 18
1Sarg Fortes
Sarg Grupo
OB n.º 20
1Sarg Gonçalves
Cmdt Equipa
OB n.º 19
1Sarg Castro
Cmdt Equipa
OB n.º 21
1Sarg Larajeira
Cmdt Equipa
OB n.º 22
1Sarg Garcia
Cmdt Equipa
OB n.º 23
1Cb Graça
Condutor VBR
OB n.º 24
Sold Araújo
Condutor VBR
OB n.º 26
Sold Leitão
AƟrador
OB n.º 27
1Cb Matos
Condutor VBR
OB n.º 28
2Cb Mendes
Condutor VBR
OB n.º 29
Sold Pina
AƟrador
OB n.º 30
Sold Pereira
AƟrador
OB n.º 25
Sold Ferreira
AƟrador
OB n.º 31
2Cb Oliveira
Condutor VBR
OB n.º 32
Sold Lopes
Condutor VBR
OB n.º 33
Sold Fortes
AƟrador
OB n.º 34
Sold Monteiro
AƟrador
OB n.º 35
2Cb Brito
Condutor VBR
OB n.º 36
2Cb Vale
Condutor VBR
OB n.º 37
Sold Tkachov
AƟrador
OB n.º 38
Sold Silva
AƟrador
110
Grupo de Proteção
Seleção de arƟgos publicados durante o período
demissão,do8ºConƟngenteNacional ISAF.
111
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Transferência de Autoridade do
7º CN parao8º CN ISAF
Realizou‐se no dia 12 de Maio de 2014, pelas 11 horas
(hora local) na Base da NATO no Kabul Afghanistan
InternaƟonal Airport (KAIA), a cerimónia de Transferência
de Autoridade (TOA) do 7º para o 8º ConƟngente Nacional
(CN)noAfeganistão.
A cerimónia foi presidida pelo Exmo. Comandante do
ISAF (COM IJC), Tenente GeneralJoint Command Joseph
AndersondoExércitodos EUA.
A cerimónia contou ainda com a presença das seguintes
enƟdades: Comandante do Comando Regional Capital
(RCC) Brigadeiro General (Exército Turco),Eroan Uzun
TenenteGeneral ,Comandanteda111ªDivisãoQadamShah
do Exército Afegão e os Comandantes de outros
ConƟngentes, sediadosem KAIA.
Em representação de SExª o General CEMGFA, esteve
presente o Exmo. MGen António Xavier Lobato de Faria
Menezes.
O Coronel de Infantaria Pára Nuno Domingos Marques
Cardoso, assumiu as funções de Comandante do
ConƟngente Nacional (8ºC N), Senior NaƟonal
RepresentaƟve no Afeganistão, em subsƟtuição do Cor Cav
MeirelesdosSantos.
Após a Cerimónia militar, seguiu‐se um almoço convívio;
Posteriormente às 18h00, procedeu‐se à assinatura do livro
deHonradoConƟngentepeloExmo. MGenFariaMenezes.
Os militares do 8º CN ISAF, reconhecendo a excelência do
trabalho executado elo 7º CN ISAF, desejam as maiores
felicidades aos camaradas deste conƟngente, agradecendo
a todos o apoio prestado no período de aprontamento e de
rendição.
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Coronel Nuno Cardos, com o Estandarte Nacional, durante a cerimónia da Transferência de Autoridade do 7º para o 8º CN.
EnƟdades presentes na cerimónia. Formatura geral dos dois conƟngentes.
112
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Militares onƟngentedo 8º C
Nacional no Teatro de Operações
do Afeganistão comemoram o
dia dos Paraquedistas e da Escola
deTropasParaquedistas
No passado dia 23 de Maio de 2014, comemorou‐se na
cidadede abulnoaquartelamentode K ,oDiadaEscolaC AIA
deTropasParaquedistasedosParaquedistasPortugueses.
Osmilitaresdo8ºConƟngenteNacional ISAF reuniram‐se
na Casa de Portugal, ao p r do Solô , onde o Exmo.
Comandante do ConƟngente, Coronel Nuno Cardoso fez
uma pequena alocução alusiva rante o dia, foramao ato. Du
colocadas calotes de paraquedas no exterior da Casa de
Portugal, afixado uns placardes alusivos à data e projetada
umaapresentaçãomulƟmédiasobreosParasdePortugal.
No final os Paras do 8º ConƟngente, Ɵraram uma foto de
famílianoterraçodacasadePortugal.
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Foto de grupo dos Paraquedistas do 8ºCN.
Lanche convívio na Casa de Portugal.
113
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
PARAQUEDISTAS
Militares portugueses por terras
do Afeganistão visitam a 1ª
Brigada do Exército Afegão em
Darulaman
No passado dia 26 de maio de 2014 e a convite do
Comandante da (CAPDIV), Tenente‐Kabul Capital Divison
General , elementos do 8º ConƟngenteQadam Shah
Nacional (8º CN) efetuaram uma visita de trabalho
enquadrada nas inspeções do Ministério da Defesa às
unidades do Exército Afegão (ANA), ao Centro de Treino de
Darulaman, a Sul da cidade de Cabul, local onde se encontra
aquarteladaa1ªBrigadada111ªDivisão.
Foi a primeira visita dos militares do 8ªCN/ISAF a uma das
Brigadas da 111ª Divisão desde a sua chegada no passado
dia 3 de Maio. A comiƟva portuguesa era consƟtuída pelo
Senior Advisor, Coronel Nuno Cardoso e mais 4 elementos
da (MAT).MilitaryAdvisorTeam
Durante a visita, o Tenente General Qadam Shah
inspecionouotreinoeinstruçãodastropas.
Em reunião final, foram passadas em revista as principais
dificuldades com que se debate aquele comando, tendo em
vistaagrandeoperaçãoemcursodeapoioàrealizaçãoda2ª
volta das eleições presidenciais, a decorrer no próximo dia
14dejunhode2014.
O programa da visita terminou com um almoço de
trabalho entre os oficiais do Comando da Divisão, da 1ª
Brigada e os militares portugueses presentes, que Ɵveram a
oportunidade de experimentar pela primeira vez a comida
ơpicaafegã.
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Militares da 1ª Brigada/ 111ª Divisão, em instrução.
Tenente General Qadam Shah, Cor Nuno Cardoso e comiƟva, observam um teste de aƟvação do Plano de Segurança.
114
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Militares portugueses por terras
doAfeganistão
Correspondendo ao convite do comandante da Kabul
Capital Divison Qadam Shah(CAPDIV), Tenente‐General ,
no passado dia 03 de junho de 2014, elementos do 8º
ConƟngente Nacional (8º CN) efetuaram mais uma visita de
trabalho; Desta feita à Base de Operações Avançada (FOB)
de , situada a norte da cidade de Cabul, onde seDeh‐e Sabz
encontrao6ºBatalhão( )da1ªBrigada.Kandak
Esta visita insere‐se na ação de comando do Tenente‐
General , frequente com as suas unidadesQadam Shah
destacadasequeprotegemoexteriordacidadedeCabul.
Foi a primeira visita dos militares portugueses a uma
unidadedestacadada CAPDIV.
A equipa dos militares portugueses foi consƟtuída pelo
Senior Advisor, Coronel Nuno Cardoso e mais 4 elementos
da (MAT).MilitaryAdvisorTeam
O Comandante do 6º recebeu a comiƟva com aKandak
agradávelhospitalidadeafegã.
Durante a visita, o Tenente General Qadam Shah
inspecionou o campo e assisƟu a um sobre asbriefing
aƟvidadesemcursopelobatalhão.
O teve enfâse na explanação das tarefas para abriefing
operação de apoio à 2ª volta das eleições presidenciais, a
decorrernopróximodia14dejunhode2014.
A visita terminou com um almoço de trabalho,
envolvendo os militares do Comando da Divisão, da 1ª
Brigada, enƟdades civis locais e os militares portugueses,
que Ɵveram a oportunidade de saborear a comida ơpica
afegã, num local descontraído em pleno campo, à sombra
deumaamoreira.
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Militares do 6º Kandak/ 2ª Brigada/ 111ª Divisão, em treino.
Coronel Nuno Cardoso, com representantes das insƟtuições governamentais locais.
115
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Comemorações do dia Portugal
emCabul
No passado dia 10 de junho de 2014, os militares
portugueses em missão de serviço no Afeganistão,
comemoraram o dia de Portugal, de Camões e das
ComunidadesPortuguesas.
Do programa das comemorações constaram diversos
eventos:
‐ Formatura geral pela manhã (08h00), com a presença de
todos os elementos do 8º ConƟngente Nacional no Teatro
de Operações do Afeganistão, na área térrea do ediİ cio do
Comando Regional Capital (RC‐C), nas instalações de KAIA.
O Comandante do 8º ConƟngente, Coronel Nuno Marques
Cardoso,proferiuumdiscursoalusivoaodiadePortugal.
Seguiu‐se uma aƟvidade desporƟva consƟtuída por jogos
tradicionais,ondeparƟciparamequipasrepresentaƟvasdas
diferentescapacidadesqueconsƟtuemo8ºConƟngente.
Cerca das 12h30 no anexo do refeitório 1 em KAIA,
realizou‐se um almoço ( ) com a presença de algumasbuffet
enƟdades, sendo de realçar a presença do Tenente General
Qadam Shah (Comandante da 111º Divisão do Exército
Afegão) com alguns elementos do seu . EsƟveramstaff
também presentes, o Comandante do Comando Regional
Capital, Brigadeiro General (Exército daErhan Uzun
Turquia), o Comandante de KAIA, Major General Olivier
Taprest (Exército Francês) e os representantes seniores de
váriospaíses,numtotalesƟmadode140pessoas.
O Comandante do 8ºCN, procedeu à abertura do
evento, dando as boas vindas a todos os presentes,
seguindo‐se uma dissertação alusiva à data pelo Tenente
Coronel Paulo Domingos, acompanhado de várias
apresentaçõesmulƟmédiasobrePortugal.
Por final e num ato mais privado, direcionado
exclusivamente para os portugueses, efetuou‐se pelas 18
horas, um convívio na casa de Portugal, com a presença
aumentada de portugueses que trabalham nestas
paragens,emváriasorganizaçõesinternacionais(e.g. UN).
Foram ainda entregues nesta ocasião, os prémios às
equipasqueparƟciparamnosjogostradicionais.
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Formatura dos militares de 8º CN.
Jogos tradicionais.
Bolo comemoraƟvo do Dia de Portugal.
116
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Militares Portugueses finalizam a
sua missão na Academia da Força
AéreaAfegã
Decorreu, no passado dia 18 de junho, a cerimónia do
arrear da Bandeira Nacional na Academia da Força Aérea
Afegã ( – PeH). Este símbolo daPohantoon‐e‐Hawayee
República esteve hasteado durante cerca de 4 anos,
assinalando a presença dos nossos militares da Força Aérea
nestainsƟtuição,situadaemCabul,capitaldoAfeganistão.
A cerimónia foi presidida pelo Comandante do 8º
ConƟngente Nacional no Afeganistão, o Coronel de
Infantaria Paraquedista Nuno D. Marques Cardoso, estando
também presente o Comandante da PeH (Coronel Piloto
Rahmaan) e representantes das forças da coligação que aí
tambémprestaramserviço.Nofinaldacerimónia,oCoronel
Nuno Cardoso ofertou a Bandeira Nacional à Academia da
Força Aérea Afegã, na pessoa do Coronel , que seRahmaan
mostrouvisivelmenteemocionadocomogesto.
Durante 4 anos, 60 militares da Força Aérea Portuguesa
ministraram instrução, formaram formadores, elaboraram
programas curriculares, prestaram assessoria e mentoria ao
Estado‐Maior e ao Comando da PeH. O encerramento de
esta e outras capacidades, onde se incluem as de treino e
assessoria, inscrevem‐se no quadro do planeamento que
visa a redução das forças militares atualmente no
Afeganistão e ocorre durante a fase de transição entre as
missões da , ISAF e aInternaƟonal Security Assistance Force
ResoluteSupportMission, RSM.
Na hora da despedida, o Comandante da Academia da
Força Aérea Afegã COR não deixou de enaltecerRahmaan
o trabalho prestado por todos os portugueses que ali
passaram, tendo inclusivamente desejado o seu regresso
parabrevenoâmbitodaoperação RSM.
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Cerimónia do arrear da Bandeira Nacional na Academia da
Força Aérea Afegã.
Coronel Nuno Cardoso faz a entrega da Bandeira Nacional ao Comandante da Academia da Força Aérea Afegã.
117
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
AƟv i d a d e s d e f o r m a ç ã o
realizadas em Cabul, na 111ª
DivisãodoExercitoAfegão
De acordo com o planeado, realizaram‐se no úlƟmo mês
de agosto, algumas aƟvidades de apoio à formação dos
elementos da 111ª Divisão de Cabul (111CapDiv), sob a
responsabilidade dos assessores portugueses. Neste
contexto,decorreu:
‐ Entre o período de 19 de junho a 06 de agosto de 2014, o
Workshop Intelde Informações ( ), da responsabilidade da
assessoria portuguesa, onde foram debaƟdos assuntos da
área funcional das informações da Divisão, concretamente:
Planos, Operações, Análise, Recolha, Informação
Geográfica e ainda um painel sobre H U M I N T.
Frequentaram o 15 militares provenientes do G2Workshop
da divisão, do Batalhão de Informações (MI ) e daKandak
áreadaContraInformação(G2X).
O Tenente General , Comandante deQadam Shah Shahim
111ª Divisão de Cabul, presidiu à cerimónia de entrega dos
diplomaseestevepresentedurantearealizaçãodesteato,o
SeniorAdviserportuguês,CoronelNunoCardoso.
‐ No período de 02 a 12 agosto de 2014, decorreu sob
coordenação da assessoria portuguesa, o Curso Afghan
TacƟcal Air Coordinator (ATAC), ministrado por um militar
da Força Aérea dos Estados Unidos o Capitão . O cursoLeen
teve como objeƟvo, habilitar os militares da divisão nas
coordenações de nível táƟco, entre as forças no terreno e os
meios aéreos da força aérea afegã. Frequentaram o curso,
10 militares da Divisão e 5 pertencentes à Mobile Strike
Force.
O Chefe de Estado‐maior da Divisão, Brigadeiro General
Ali Jan Sarwari (em representação do Comandante da
Divisão), presidiu à cerimónia de entrega dos diplomas que
contou com apresençado chefedo TACP do IJC,Coronel US
Foley SeniorAdvisereo português,CoronelNunoCardoso.
‐ No período de 09 a 13 agosto de 2014, realizou‐se o
Workshop de Segurança Militar, sob a responsabilidade da
assessoria portuguesa onde foram debaƟdos aspetos
relaƟvos à segurança militar, nomeadamente a segurança
de áreas críƟcas e das matérias classificadas, a segurança
das informações, a segurança das operações e a
credenciação de pessoal. Frequentaram o umWorkshop
totalde21militarespertencentesàDivisão.
A cerimónia de entrega dos diplomas ocorreu em
simultâneo com a sua congénere relaƟva ao curso ATAC,
descritanoparágrafoanterior.
Como tónica comum, ambas as enƟdades que
presidiram às várias cerimónias, enalteceram a grande
importância que consƟtui a formação e treino dos quadros
e tropas, para o incremento da proficiência dos militares
da Divisão e das Forças Armadas do Afeganistão, tendo
sido referenciado, no final de cada discurso de
encerramento, um agradecimento muito pessoal aos
militares portugueses pelo empenho e dedicação
colocadosnarealizaçãodasaƟvidades.
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Entrega de cerƟficados do curso ATAC.
Militares da 1ª Brigada/ 111ª Divisão, em instrução.
Entrega dos cerƟficados do Workshop.
118
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Militares do 8º ConƟngente
Nacional no Teatro de Operações
do Afeganistão comemoram o
diadasOperaçõesEspeciais
Os militares de Operações Especiais provenientes da
Marinha e do Exército, integrados no 8º ConƟngente
Nacional (8ºCN) em missão no Afeganistão, celebraram o
dia 27 de junho, inspirados nas comemorações do dia da
Unidade do Centro de Tropas de Operações Especiais,
coincidentecomoperíododefestasemLamego.
O dia foi assinalado simbolicamente com um Porto de
Honra proporcionado pelo Exmo. Comandante do 8º
CN/ISAF, Coronel Nuno Cardoso, na Casa de Portugal
sediada na Base da NATO a Norte do Aeroporto
Internacional de Cabul (KAIA). Este evento surge na
sequência do seu congénere, dia dos Paraquedistas
celebrado a 23 de Maio e antecedendo, a anunciada
comemoraçãododiadosComandosem29Junho.
EsƟveram ainda presentes militares estrangeiros, ligados
à comunidade de Operações Especiais em missão na ISAF,
honrandocomasuapresençao8ºCN.
Os militares do 8ºCN/ISAF, independentemente da sua
especialidade, numa demonstração de espírito de
camaradagem,quiseramregistarestemomento.
Atodos,BemHajam.
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Porto de Honra ‐ Presença de militares estrangeiros.Porto de Honra ‐ Elementos do 8º CN.
Foto de família
119
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Comemorações 52º Aniversário
dos“Comandos”emCabul
Realizaram‐se no passado dia 29 de junho de 2014, as
comemorações do 52º Aniversário dos COMANDOS, no
Teatro de Operações do Afeganistão mais concretamente,
na Base da NATO a Norte do Aeroporto Internacional, na
cidadedeCabul(N‐KAIA).
As celebrações contaram com a presença de todos os
militares do 8º ConƟngente Nacional em missão neste
teatro, cidadãos Nacionais que se encontram em trabalho
noAfeganistãoeconvidadosdeoutrosconƟngentes.
Os eventos Ɵveram início às 11h30 (hora local), com a
realização de uma vídeo‐conferência com o Exmo.
Comandante do Centro de Tropas Comandos, Coronel
Dores Moreira, por ocasião do aniversário da especialidade
eencerramentodo123ºCursodeComandos.
Durante o período da tarde, decorreram as seguintes
aƟvidades:
16h45–FotografiadaFamília COMANDO;
17h00–Formaturacomleituradocódigo COMANDO;
18h45–Lancheconvívio COMANDO.
Os Comandos em missão no Teatro de Operações do
Afeganistão sentem‐se orgulhosos com as comemorações
desteaniversário,plenodesignificado.
Estes momentos, a par da aƟvidade operacional,
conƟnuam a elevar o nome da especialidade Comando,
detentoradeumriquíssimolegado.
As celebrações terminaram na casa de Portugal, com o
Grito dos Comandos “MAMA SUMAE”, seguido de um
PortodeHonra.
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Fotografia da família Comando no Teatro de Operações.
Vídeo conferência com o CTC. Lanche convívio.Leitura do Código COMANDO.
120
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Entrega de materiais à 111ª
CapitalDivision
Em 21 de junho de 2014, integrado no plano de retração
do ConƟngente Nacional (CN) sediado na base NATO a
Norte do (KAIAKabul Afghanistan InternaƟonal Airport
North) no Afeganistão, foram fornecidos alguns materiais e
equipamentos à Divisão de Cabul do Exército Afegão (111ª
CAPDIV),localizadanaregiãode (PeC).Pol‐e‐Charkhi
CombasenoconceitodefinidopeloExmo.Cmdtdo8ºCN,
Coronel Nuno Cardoso, conciliou‐se a cedência de materiais
com a efeƟvação de capacidades. Assim, foi equipado com
mobiliário de escritório a área responsável pela elaboração
de planos (G5) do Estado‐maior da CapDiv, camas, colchões
e cobertores para a enfermaria da 1ª Brigada sediada na
região de e dois sistemas de som para aDarulaman
mesquita e sala de aulas de religião em PeC, com base nas
prioridadesestabelecidaspeloComandantedaDivisão.
Para o transporte, foram disponibilizadas três viaturas
pesadas da 111ª CapDiv e 7 militares afegãos da Division
LogisƟc BaƩ alion (DLB) da 111ª CapDiv, que em conjunto
com os militares do 8ºCN, tornaram possível esta operação
logísƟca.
Página 14 de 120
Área de trabalho do G5/CapDiv.
Elementos do 8ºCN e da CapDiv depois do carregamento dos materiais.
Gabinete do Chefe do G5/CapDiv.
121
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Acompanhamento de assessores
portugueses à inspeção de treino
aDarulaman
No dia 23 de junho de 2014, elementos da Equipa de
Assessoria (MAT) portuguesa do 8º ConƟngente Nacional
(CN), deslocaram‐se ao campo localizado em aDarulaman
fim de parƟciparem no programa de inspeções de treino às
subunidades da 111ª Divisão do Exército Afegão (111ª
CapDiv).
O campo militar, situado a sul de Cabul, tem instalado o
QG da1ªBrigadadaCapDiv,assimcomováriassubunidades
entre as quais o 1º (Batalhão) de Infantaria e o 5ºKandak
Kandak de Apoio e Serviços, sobre os quais incidiu esta
inspeçãodetreino.
As inspeções de treino, inserem‐se no plano anual de
inspeções da CapDiv, são lideradas pelo Chefe de Estado‐
maior (COS) da 111ª CapDiv e executadas pelo seu
responsávelpelaáreafuncionaldotreino(G7).
Entreoutros,sãouƟlizadoscomocritériosdeavaliação:
‐presençasnasaƟvidadesdetreino;
‐ horários do treino de Companhia / Batalhão / Brigada
(semanais/mensais/semestrais);
‐ concordância dos horários e as direƟvas anuais da 111ª
CapDiv;
‐métodosdeinstrução.
Foram inspecionadas as cinco Companhias do 1º Kandak
(uma delas, Força de Reação Imediata) e duas Companhias
(apoiodeserviçosemanutenção)do5º .Kandak
Tomaram parte nesta primeira inspeção de treino do
corrente ano de 1393 do calendário Persa, alguns
elementos nacionais da MAT diretamente relacionados
como COS,G3(Operações)eG7daCapDiv,sendoaindade
salientar o trabalho dos assessorados nas suas tarefas e o
grande empenhamento dos batalhões nas aƟvidades de
treinoenasuapronƟdão.
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Instrução de transmissões ‐ 1º Kandak
Motor Pool ‐ 5º Kandak
COS/CapDiv e PRT MAT
Verificação documental.
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Visita do 2º Comandante da ISAF
Joint Command (IJC ) ao 8º
ConƟngenteNacional(CN)
No passado dia 27 de Junho de 2014, o 8º ConƟngente
Nacional em missão no Afeganistão, recebeu a visita do
Major General (MGen) (Exército Italiano),António SaƩ a
DCOM do ISAF .JointCommand
A receção teve lugar na casa de Portugal, onde esƟveram
presentes todos os militares que consƟtuem o 8º
ConƟngenteNacional.
O Comandante do ConƟngente Português, Coronel Nuno
D. Marques Cardoso, depois de agradecer a visita,
manifestou as boas vindas ao ConƟngente Português e fez
uma alocução alusiva ao ato, durante a qual apresentou as
várias capacidades que consƟtuem o 8ºCN e caracterizou a
suamissão.
O Major General , agradeceu o empenho e oSaƩ a
profissionalismo dos vários conƟngentes de militares
portugueses que passaram pelo teatro de operações do
Afeganistão. Enalteceu o esforço e o sacriİ cio, evidenciado
nos excelentes resultados obƟdos pelos militares
portugueses, sobejamente reconhecido pelas outras forças
internacionais e em parƟcular, pelas autoridades afegãs.
Durante a sua intervenção, este Oficial General, relembrou
os militares portugueses que falecerem neste teatro de
operações (1º Sargento “Cmd” Roma Pereira e Soldado‐
Paraquedista Sérgio Pedrosa) e incenƟvou o 8ºCN, à
conƟnuidade no cumprimento da missão, em prol da
segurançadopovoafegão.
O Major General assinalou a sua visita, com aSaƩ a
assinaturanolivrodeHonradoConƟngente.
Porfimprocedeu‐seàtrocadelembranças,tendooMajor
General António oferecido uma Cresta do IJC, aoSaƩ a
ConƟngentePortuguês.
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Major General António SaƩ a e o Coronel Nuno Cardoso.
Entrega de Cresta do IJC ao ConƟngente Português.
Assinatura do livro de honra do ConƟngente Nacional.
123
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
V i s i t a d e e l e m e n t o s d a
Assessoria à Base Operacional
AvançadadeKhak‐eJabar
Em resposta ao convite formulado pelo Comandante da
Capital Divison Qadam Shah(CapDiv), Tenente‐General ,
militares do 8º ConƟngente Nacional (8º CN), realizaram no
passado dia 25 de Junho de 2014, uma visita de trabalho à
Base de Operações Avançada (FOB) de ,Khak‐e Jabar
localizada a cerca de 25 Km a Sudeste da cidade de Cabul,
ondeestásediadaumaCompanhia( ).Toli
Esta visita, inserida na aƟvidade de supervisão do
Tenente‐General às suas unidades, salienta‐seQadam Shah
por dar a conhecer aos assessores portugueses, uma
unidadedestacadaduranteaOperação OQAB.
A Operação OQAB foi determinada pelo Comandante da
Divisão e após terem sido referenciados insurgentes na área
geral de , considerados os responsáveis por umKhak‐e Jabar
ataque realizado no dia das eleições, 14 de Junho e do qual
resultou a morte de um comandante de companhia, da
Afghan NaƟonal Army (ANA). A ação militar foi executada
de forma conjunta, integrando elementos da Afghan
NaƟonal Police NaƟonal Directorate of Security(ANP) e da
(NDS) e teve como finalidade apreender armamento e
material e impedir a entrada de insurgentes na cidade de
Cabul, garanƟndo assim a segurança e a liberdade de
movimentosdentrodaáreaderesponsabilidadedaCapDiv.
A equipa dos militares portugueses foi consƟtuída pelo
Senior Advisor, Coronel Nuno Cardoso e mais 3 elementos
da (MAT). O Tenente‐GeneralMilitary Advisor Team
Qadam Shah recebeu a comiƟva com a agradável
hospitalidade afegã, deu as suas direƟvas às enƟdades
presentes eacompanhou a operação emcurso. Foi notório
o disposiƟvo de segurança instalado pelas autoridades
Afegãs, em todo o trajeto uƟlizado pela coluna do 8 CN e
nolocaldavisita.
No final, o Comandante da CapDiv passou revista à FOB
paraseaperceberdascondiçõesdevidadosseusmilitares.
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Entrada da Base Operacional Avançada em Khak –eJabar
Tenente‐General Qadam Shah reunido com o seu staff e
acompanhado pelo assessor português, Coronel Nuno
Cardoso.
Tenente‐General Qadam Shah fala ao rádio com o
comandante da operação no terreno.
Tenente‐General Qadam Shah em revista a uma das
camaratas.
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
MeeƟng Sargeant Majordos
(SGM)na111ªDivisãodeCabul
Decorreu no passado dia 8 de julho de 2014, no Centro de
Operações TáƟco (COT) da 111ª (111ªCapital Division
CapDiv) do Exército Afegão, em Cabul, o Senior Non
CommissionedOfficers MeeƟng(SNCO) .
Evento de elevada importância, tendo como objeƟvo
principal, dar a conhecer o trabalho realizado pelos
Sergeants Majors (SGM) das reparƟções de estado‐maior
da 111º CapDiv, bem como a análise e discussão de
assuntos,denaturezasensívelparaos SNCO.
Neste evento esƟveram presentes cerca de 20 SGM e
Command Sergeant Majors Afghan NaƟonal(CSM), do
Army(ANA)edeoutrospaíses(USA ePortugal).
O SNCO , foi promovido e organizado emMeeƟng
conjunto, pelo Sargento Chefe Quelincho, da assessoria do
8º ConƟngente Nacional e o CSM , da 111ªWatandoost
CapDiv.
EsƟveram presentes além dos SGM da 111ª CapDiv, os
seguintesmilitaresconvidados:
‐ CSM doExércitoAfegão, ;Roshan
‐ CSM do ISAF (IJC), ;JointCommand Vimoto
‐ SGM doG3/ doMoD, ;GeneralStaff Pashton
‐ SGM do (GFCL),Ground Force Command LogisƟcs
Hussaini;
‐ SGM do Ground Force Command LogisƟcs GFCL
(advisor), .Jamison
A reunião de trabalho teve início com a apresentação de
cumprimentos de boas vindas pelo CSM daWatandoost
111ª Cap Div a todos os militares convidados. Foram
também apresentados individualmente os oradores das
diferentesreparƟçõesdeestado‐maiordaDivisão.
Dasapresentaçõesefetuadas,salienta‐seoseguinte:
‐ Quadro orgânico de pessoal, de oficiais, sargentos e
praçasdoexércitoafegão;
‐ Militares do sexo feminino, na ordem de 10% da divisão,
não estando ao serviço nas fileiras, impossibilitam algumas
operaçõesdecarácterespecial;
‐ Organigramas da Divisão, com todas as subunidades
existentes;
‐Operaçõescorrentes;
‐ Mapa de localização das diferentes bases operacionais
avançadasepostosdecontrolo;
‐ Plano “ ” (desenvolvimento deQadam ba Qadam
capacidades) com gráficos de , foram apresentadosGanƩ
pelo CSM , tendo referido o excelente trabalhoWatandoost
realizado em colaboração com a assessoria dos militares
Portugueses;
‐ P e r c e n t a g e n s d e o p e r a c i o n a l i d a d e d e
materiais/equipamentosdaDivisão;
‐FrequênciasdecursospormilitaresdaDivisão;
‐ Baixas em serviço, avaliações, promoções, e condições
napassagemáreserva;
‐ dos NCOs, em fase avançada deJob DescripƟons
aprovaçãonoMinistériodaDefesaAfegão.
No encerramento, o CSM , frisou a formaRoshan
extremamente organizada de como decorreram os
trabalhos, e lançou o desafio para novo evento, com
agendamaisalargada,depoisdoRamadão.
Porfim,foiƟradaumafotografiadegrupo.
Página 14 de 120
Foto de grupo.
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Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
ConƟngente Nacional celebra o
14 de agosto, dia da arma de
Infantaria com prova de estafeta
internacionalem KAIA/Cabul
O ConƟngente Nacional (CN) no Afeganistão, assinalou o
14 de agosto, dia da arma de Infantaria, com a realização de
uma estafeta no aquartelamento da NATO, sediado no
KabulAfghanistanInternaƟonalAirport(KAIA).
A prova com a extensão de 4 x 2000 m contou com a
presença de 22 equipas (masculinas e mistas), num total de
88 atletas e representando sete países que se associaram à
comemoraçãodesteevento.
Mais um fim de tarde que fez quebrar as roƟnas semanais
e permiƟu a interação com outros conƟngentes, tendo
como ponto central a casa de Portugal. Prova inédita nestas
paragens recebeu os mais rasgados elogios por todos
quantosnelaparƟciparam.
AequipavencedoradaprovafoiaEquipaTurbolento,uma
das4equipasportuguesasqueparƟciparamnoevento.
Em segundo, ficou a equipa americana , e emSky Dragons
terceiro,aequipafrancesa 08.TaskForce
Nas equipas mistas, o primeiro lugar foi conquistado pela
equipa, .TheFrenchTeam
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ParƟda da prova.
Momentos iniciais, antes da parƟda. Equipa vencedora ‐ Equipa Portuguesa Turbolento..
126
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Curso Afghan TacƟcal Air
Coordinator(ATAC)
Decorreu de 12 a 22 de outubro de 2014 nas instalações
da 111ª Capital Division (111ª CapDiv), do Exército Afegão,
em Pol‐e Charkhi, o curso Afghan AirTacƟcal Coordinator
(ATAC).
O ATAC teve na sua estrutura programáƟca a duração de
dez dias úteis. A audiência foi consƟtuída por militares da
111ª CapDiv sendo quatro da 1ª Brigada e sete da 2ª
Brigada. O curso de ATAC foi ministrado por um militar da
força aérea americana e apoiado por militares do
ConƟngenteNacional(CN).
A cerimónia de entrega dos cerƟficados aos militares
afegãos que frequentaram com aproveitamento o ATAC, foi
presidida pelo Chefe de Estado‐Maior da Divisão,
Brigadeiro‐General (em representação doAli Jan Sarwari
Tenente‐General , Comandante daQadam Shah Shahim
Divisão) e contou com a presença do Senior Adviser
português, Coronel Nuno Cardoso, bem como de outros
militaresdoconƟngenteportuguês.
No seu discurso, o Brigadeiro‐General ,Ali Jan Sarwari
agradeceu pessoalmente ao Coronel Nuno Cardoso a
formaçãoeoapoioprestadopelosmilitaresdo8º CN.
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Formador americano e formandos afegãos durante o curso.
Foto de grupo no final do curso.
127
Entrega dos diplomas aos formandos.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Missão humanitária do 8º
ConƟngenteNacional, ISAF
No processo de planeamento da retração do 8º
ConƟngente Nacional do Teatro de Operações do
Afeganistão, foi aprovado pela enƟdade competente a
relação de bens a serem doados no Teatro de Operações do
Afeganistão.
O Comandante do ConƟngente decidiu materializar parte
da doação, a uma organização não‐governamental (ONG)
que presta ajuda humanitária a crianças órfãs e a viúvas em
Cabul,denominada .ModelSchool
Dia 23 de outubro de 2014, o dia de aƟvidade para o 8º
ConƟngente Nacional no Afeganistão foi efeƟvamente
diferente do habitual. Após um reconhecimento inicial, foi
realizado o planeamento cuidado da ação, pelo Grupo de
Proteção. Início do movimento, com saída de KAIA pelas
8h30comdesƟnoaoDistritodePoliciaNº4.
No deslocamento, uƟlizámos uma viatura pesada de
carga, MTV com material diverso, frigoríficos, micro‐ondas,
cobertores,lençóis,cadeiras,secretárias,arroz,açúcar,óleo
alimentar,eoutros.
Estabelecemos contato à chegada no desƟno com a
mentora deste projeto, a Senhora .Jamila Jafar
Rapidamente a viatura foi descarregada por militares do
8ºCN, com o auxilio das crianças mais velhas a efetuarem o
transporte dos materiais doados, para o interior das
instalações. Classificamos de indescriơvel e ao mesmo
tempo serena, a expressão de alegria, dos peƟzes e da
mentora. As palavras de agradecimento, aos portugueses,
mulƟplicavam‐se, Ɵveram o cuidado de nos presentear com
a canção (em Inglês, diİ cilLondon Bridge is Falling Down
para estas crianças), senƟndo nós uma intenção de
acolhimento e de um profundo agradecimento por aquilo
queestávamosafazer.
As emoções vêm à flor da pele, todos nos emocionamos,
num momento em que estamos mais sensíveis,
rapidamente revemos as nossas situações familiares e a
felicidade que temos em casa e de repente, somos
transportados para outra dimensão, imaginando‐nos numa
situação precária, como a que esta gente vive.
Concordamos todos, que “valeu mesmo a pena”, fez todo o
senƟdo.
Complementa o empenho militar realizado num outro
país, a cerca de 10.000 quilómetros de distância. Apela ao
senƟmento, por pouco e insignificante que seja, é uma
contribuiçãoimensaparaasgentesdestepaís.
No regresso, a constrição a que nos habituamos de
alguma tensão nos deslocamentos, parece ter
desaparecido. Hoje é um dia, em que nada de mal nos
pode acontecer. Vamos todos mergulhados em
pensamentos profundos, deleitados com a experiência
queacabamosdeviver.
Bemditossejam.
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Foto de grupo com os militares portugueses e as crianças apoiadas.
128
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Cerimónia do 8ºMedal Parade
ConƟngente Nacional ISAF‐
Afeganistão
Realizou‐se no passado dia 30 de outubro de 2014, pelas
11 horas e 30 minutos (hora local) no aquartelamento de
KAIA (na cidade de Cabul), a cerimónia de imposição de
medalhas NATO ‐ não arƟgo 5º, aos militares portugueses
queconsƟtuemo8ºConƟngenteNacional(CN) ISAF.
A cerimónia foi presidida pelo Comandante do Comando
Conjunto da ISAF (IJC) Tenente General Joseph Anderson
(Exército EUA). Contou ainda com a presença: do Tenente
General Comandanteda111ªDivisãodeCabulQadamShah
do Exército do Afeganistão, do Brigadeiro General Şafak
GÖK rain, Advise and(Exército Turco) Comandante do T
Assist Command – Capital (TAAC‐C), do Brigadeiro General
Phillipe Lavigne (Força Aérea de França) Comandante do
aquartelamento de KAIA, bem como de outras enƟdades,
sendo de salientar uma elevada representaƟvidade de
elementosdoestado‐maiorda111ªDivisãodeCabul.
Durante a cerimónia foram homenageados os dois
militares portugueses que perderam a vida neste teatro de
operações: 1º Sargento Comando João Paulo Roma Pereira
(18 novembro de 2005) e o soldado Para‐quedista Sérgio
MiguelVidalOliveiraPedrosa(24denovembrode2007).
O comandante do 8º CN ISAF Coronel Nuno Domingos
Marques Cardoso proferiu um discurso alusivo à cerimónia
durante o qual fez uma resenha das aƟvidades
protagonizadas pelo 8º CN ISAF. Enalteceu igualmente, o
excelente relacionamento com os elementos assessorados
da 111ª Divisão e do Comando da ISAF e houve tempo para
recordar o brilhante percurso, realizado pelas Forças
Nacionais Destacadas (FND) Portuguesas, neste Teatro de
Operações.
O Tenente General , dirigindo‐se aosQadam Shah
presentes, enalteceu o trabalho realizado pelos
portugueses que durante 4 anos fizeram assessoria ao
ComandoeEstadoMaiordaDivisãodeCabul.
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129
Tenente General Joseph Anderson recebe a conƟnência das forças em parada.
EnƟdades presentes na cerimónia.
Honras ao Estandarte Nacional.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
No decorrer da Cerimónia, foram agraciados com a
medalha D. Afonso Henriques, Patrono do Exército
Português, dois militares da 111ª divisão de Cabul,
respeƟvamente o Chefe de Estado‐Maior, Brigadeiro
General e o chefe da reparƟção deAli Jan Sarwari
operações, .CoronelSaifi
Seguiu‐se o acto de imposição de medalhas NATO/ISAF,
aosmilitaresportugueses.
A cerimónia chegou ao seu término, com a reƟrada do
Estandarte Nacional da formatura e ConƟnência à Alta
EnƟdade que presidiu à Cerimónia, tendo sido prestadas as
honrasdevidas.
Após a Cerimónia Militar, realizou‐se um almoço convívio
que reuniu num ambiente de grande regozijo, todos os
militares do 8ºCN e os digníssimos convidados. No final da
refeição, o Tenente General , dirigindo‐seJoseph Anderson
aos presentes, elogiou a forma altamente profissional e
dedicada, como todos os militares portugueses destacados
para este Teatro de Operações, cumpriram a missão que
lhesfoiatribuída.
Durante a tarde neste mesmo dia, foi realizada uma
cerimónia privada na casa de Portugal, onde foram
condecorados com a Medalha NATO/ISAF, os militares
portugueses que por moƟvos de serviço, não puderam
receber as respeƟvas condecorações, na cerimónia da
manhã.
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130
Imposição de medalhas NATO aos militares portugueses.
Corte do bolo do 8º ConƟngente Nacional.Entrega do diploma de apresso pelo Cmdt do TAAC‐C.Condecoração dos militares da 111CapDiv.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
ProvasdesporƟvas
Durante o período da missão do 8º ConƟngente Nacional,
esƟvemos presentes em práƟcamente todas as provas
desporƟvas em KAIA, realizadas pelo comando do quartel
ou pelos diversos conƟngentes que aqui estão
aquartelados.
N u m a m b i e nte m u l Ɵn a c i o n a l , co nv i ve m o s
desporƟvamente com os nossos camaradas da ISAF,
sempre com excelentes resultados, obƟdos pelos militares
portugueses, sendo de realçar a vitória em dois
campeonatos de futebol, em várias provas de atleƟsmo
onde por várias vezes o 1º, 2º e 3º lugar foram arrebatados
pelos nossos militares, a prova em queExtreme Run
obƟvemos o 1º lugar por equipas, bem como na prova de
maratonaemqueobƟvemoso1ºe3ºlugar.
RealizamostrêsprovasdesporƟvas:
1‐DiadaInfantaria‐Estafeta;
2‐LigadosCampeõesde KAIA ‐Futebol;
3‐Score100‐ProvadeOrientação.
Todas as compeƟções desporƟvas organizadas Ɵveram
bastante aceitação e parƟcipação por parte de outros
conƟgentes.
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131
Foto de grupo do 8º CN após corrida do Dia do Pai.
Equipa vencedora na prova Extreme Run KAIA. Equipas vencedoras na Liga dos Campeões de KAIA. Foto de grupo após parƟcipação em prova de atleƟsmo.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Cerimónia de despedida do 8º
CN ISAF e cessar da aƟvidade
Portuguesa,na111CapDiv
Realizou‐se no passado dia 02 de novembro de 2014, em
PeC nas instalações da 111ª (CapDiv), o actoCapital Division
de agradecimento, por parte do exército Afegão e da CapDiv
aosassessoresdo8º CN ISAF.
O Comandante da CapDiv, Tenente General Qadam Shah
Shahim,efetuouumdiscursoondeenalteceuotrabalhodos
militares portugueses durante os 4 anos de mentoria e
assessoria, realizada pelos vários conƟngentes Nacionais,
na 111ªCapDiv. Tendo recordado em parƟcular, o trabalho
realizadopelosassessoresdo8º CN.
Foram entregues individualmente, os diplomas de apreço
aos assessores portugueses, um, exarado pelo Chefe de
Estado‐Maior do Exército do Afeganistão, General , eKarimi
o outro pelo Comandante da 111ªCapDiv, TGen Qadam
ShahShahim.
Seguiu‐se um almoço de confraternização e a colocação
deumamoldura,àentradadaSaladeHonradaDivisão,com
as fotos das equipas portuguesas de mentores e assessores
quedurante4anosapoiaramaCapDiv.
Por fim, foram oferecidos aos intérpretes afegãos, que
nos acompanharam nos 6 meses de assessoria, um diploma
deapreçopeloapoioprestado.
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Foto de grupo, na despedida do 8ºCN e da assessoria portuguesa da CapDiv.
Entrega dos diplomas de apreço. Entrega dos diplomas de apreço aos intérpretes.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
PortugalMissionOverview
No passado dia 03 de novembro de 2014, o Comandante
do 8º ConƟngente Nacional / ISAF, Coronel Nuno Domingos
Marques Cardoso, foi recebido pelo Comandante da
InternaƟonal Security Assistance Force John, ISAF, General
F. Campbell Army(USA ), no quartel‐general da missão
situado no centro da cidade de Cabul. A visita foi efetuada a
pedido do Comandante do 8ºCN e por ocasião do fim
próximo, da aƟvidade do ConƟngente no teatro de
OperaçõesdoAfeganistão.
O General agradeceu o esforço dos militaresCampbell
portuguesesdostrêsramosdasforçasarmadasquedurante
12 anos executaram as mais diversas missões ao serviço da
I S A F, em prol do aumento da segurança, do
desenvolvimento e da estabilidade no Afeganistão.
Relembrou os dois militares portugueses que perderam a
vida neste Teatro de Operações e teceu rasgados elogios, à
dedicaçãoeprofissionalismodosmilitareslusos.
O Coronel Nuno Cardoso agradeceu o enaltecimento e
dirigiu votos de sucesso para a finalização da ISAF e início da
nova missão que a irá suceder, a parƟr de Janeiro de 2015, a
ResoluteSupportMisson(RSM).
Após uma conversação, cordial e muito interessante
sobre a atualidade do Afeganistão e os desafios da nova
missão, o Comandante da ISAF redigiu no livro de Honra do
ConƟngente Nacional, uma referência elogiosa à
parƟcipaçãoPortuguesano TO.
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133
Coronel Nuno Cardoso e General John Campbell.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Términodamissão,oreconhecimentoinsƟtuicional.
134
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Referência escrita, no Livro de Honra do ConƟngente Nacional
Transcriçãoetraduçãodadedicatóriainscritano
Livro de Honra do ConƟngente Nacional em 30
deoutubrode2014.
“É para mim moƟvo de saƟsfação e orgulho escrever no Livro de Honra do
ConƟngente Português, sobre as aƟvidades desenvolvidas pelos Oficiais,
Sargentos e bravos Soldados de Portugal, que serviram de forma honesta no
Afeganistão.Especialmenteparaa111ªDivisãoemCabul,obrioeossucessos
alcançadosporestaunidadeƟveramaparƟcipaçãodosamigosportugueses.
O Comando da Divisão agradece sinceramente, a vossa experiência pessoal,
relacionamento amigável e o respeito demonstrado pela cultura Afegã.
ManƟvemos durante o período que esƟvemos juntos, boa convivência e um
respeitomútuo.
Peço a Deus, que todos os militares Portugueses, tenham os maiores
sucessosnavidapessoaleprofissional,equepossarecebê‐losdefuturo,como
visitantesnoterritóriodoAfeganistão.
Comelevadaconsideração.”
Qadam Shah
Tenente General
COM 111CapDiv
135
Transcrição e tradução da dedicatória
inscrita no Livro de Honra do ConƟngente
Nacionalem03denovembrode2014.
“ParatodososhomensemulherespertencentesaoConƟngentePortuguês.
É uma honra para mim ter servido convosco nesta missão, Portugal deve
senƟr‐se orgulhoso da vossa contribuição para a ISAF. É absolutamente
notável o impacto criado por vós na forma de vida do povo do Afegão. As
Forças de Segurança Afegãs são seguramente uma melhor organização como
resultado da vossa ação. Obrigado pela dedicação, apoio e pelo sacriİ cio das
vossasfamílias.FoiumadisƟntahonra!
Jonh Campbell
General USA
COM ISAF
Posfácio
Nãoexistemduasmissõesiguais.
Dia 2 de maio de 2014, local AT1 o avião da , tem hora prevista de descolagem 50 minutos depois daHi‐Fly
meianoite,desƟnoCabul,Afeganistão.
Oitavo ConƟngente Nacional, seis meses de realização pessoal e uma missão para cumprir, seis meses de
vida pessoal adiada, uma vez mais, privada a família da nossa presença, angúsƟa senƟda de parte a parte, o não
fazerounãoestaraoladoquandoénecessário.
O Afeganistão país longínquo e tão afastada está, também a diferença de usos e costumes das suas gentes.
Pergunto, o que aconteceu aqui, encontro de mundos e de rivalidades ancestrais erros comeƟdos na procura de
soluções que o não eram. O Norte e o Sul, o Este e o Oeste, a China, o Irão, o Grande Império Britânico, a
Islamização,oPaquistão,apapoila,osrussos,osamericanos,osmongóis,a ,osrecursosenocumeestáAlQaeda
Cabul.
Soluções não apregoamos, Portugal parƟcipa nesta missão no quadro da NATO e desenvolve as suas
aƟvidades, em função do que foi estabelecido. Qualquer que seja a configuração ou Ɵpologia de força ou
capacidade,oempenhoededicaçãodosoldadoPortuguês,temsidoumaconstante.
Seremos capazes, outros o fizeram, capacidade não falta, uma semana, um mês, quinto mês, o tempo voa
literalmente,otérmino.
Doze anos intensos, houve lágrimas e sangue derramado, desentendimentos e mal entendidos, houve
alegrias e louvores, capacidade demonstrada, resultados e o senƟmento de missão cumprida. Todos sem
exceção deram um contributo para o todo, o equilíbrio no desempenho é circunstancial, decorre das tarefas
atribuídasedavontadeecapacidadedecadaum.
Correutudobem.
“COVIL, COVIL,chegadaa GUADIANA
TERMINADO.”
Cabul12denovembrode2014.
O Comandante do 8º ConƟngente Nacional
Nuno Domingos Marques Cardoso
Cor Inf Pára
136
AFG
AAF
AK
ALCC
AMT
ANA
ANP
ANPTC
ANSF
AOp
AOR
AP
APOD
ASP
AT
BITC
CA
CAS
CAVEAT
CE
CEMA
CEME
CEMFA
CEMGFA
CFT
CIM
CIMIC
CIS
CISMIL
CJSOR
CMSM
CN
COMD
COMISAF
CONOPS
COS
COT
Afeganistão/ AFGhanistan
AfghanAirForce
AvtomatKalashnikova
AirLiŌCoordinaƟonCell
AreaMilitardeTancos
AfghanNaƟonalArmy
AfghanNaƟonalPolice
AfghanNaƟonalPoliceTrainingCentre
AfghanNaƟonalSecurityForces
AreadeOperações
AreaOfResponsibility
AnƟPessoal
AirPortOfDebarkaƟon
AfghanSecurityPartners
AdvisorTeam
BasicInstructorTrainingCourse
ControlArea
CloseAirSupport
Restrição/Aviso/AdvertênciadaNação
CrisisEstablishment
ChefedoEstado‐MaiordaArmada
ChefedoEstado‐MaiordoExército
ChefedoEstado‐MaiordaForçaAérea
ChefedoEstado‐MaiorGeneraldasForçasArmadas
ComandodasForçasTerrestre
CéluladeInformaçõesMilitares
CIvil‐MIlitaryCooperaƟon
SistemaIntegradodeComunicações
CentrodeInformaçõeseSegurançaMilitar
CombinedJointStatementOfRequirements
CampoMilitardeSantaMargarida
ConƟngenteNacional
COMmanDer
COMmanderInternaƟonalSecurityAssistanceForce
CONceptof OPeraƟonS
ChiefOfStaff
CentrodeOperaçõesTáƟco
CREVAL
CSDN
CSM
CTA
CTAFMI
CTC
CW
CZ
DFAC
DiCSI
DIROP
DOS
DSACEUR
EM
EMGFA
EOD
EOT
ETT
EUROGENDFOR
EXE
FAB
FAI
FAP
FFAA
FND
FOB
FP
FRAGO
FSO
GFAC
GIRoA
GNR
GOA
GSU
HQ
IED
IFR
CombatReadiness EVALuaƟonoflandheadquartersandunits
ConselhoSuperiordeDefesaNacional
CommandSergeantMajor
ConTrolArea
CentrodeTreinoeAprontamentodeForçasparaMissõesInternacionais
CentrodeTropasComando
CampWarehouse
ControlZone
Dining FACility
DivisãodeComunicaçõeseSistemasdeInformação
DIReƟva OPeracional
DayOfSupply
Deputy SACEUR (SupremeAlliedCommander EURope)
Estado‐Maior
Estado‐MaiorGeneraldasForçasArmadas
ExplosiveOrdnanceDisposal
EndOfTour
EmbeddedTrainingTeam
EUROpean GENDarmerie FORce.
Exército
ForçasArmadasBelgas
FichadeAvaliaçãoIndividual
ForçaAéreaPortuguesa
ForçasArmadas
ForçaNacionalDestacada
ForwardOperaƟngBase
ForceProtecƟon
FRAGmentaryOrder
FireSupportOfficer
GroundForwardAirController
GovernmentoftheIslamicRepublicofAfghanistan
GuardaNacionalRepublicana
GovernmentOfAfghanistan
GarrisonSupportUnit
HeadQuarters
ImprovisedExplosiveDevice
InstrumentFlightRules
Página 14 de 120
137
Lista de Acrónimos
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
IFTS
IIRT
IJC
INS
IOT
ISAF
ISTAR
JChat
JFC‐B
JMRC
JOC
JPJ
KAF
KAIA
KANDAK
KCP
KDK
KMNB
MAR
MAT
MDMP
MEDAD
MEDEVAC
METL
MMHS
MMT
MOU
MSF
MWAC
NATO
NBQ
NCO
NDS
NEP
NPA
NPTC
NSPA
ISAF ForceTrackingSystem
ImmediateIncidentResponseTeam
ISAF JointCommand
INSurgents
InOrderTo
InternaƟonalSecurityAssistanceForce
Intelligence,Surveillance,TargetAcquisiƟon&Reconnaissance
JointTacƟcalChat
JointForceCommander
JointMulƟnaƟonalReadinessCenter
JointOperaƟonsCentre
JointPeaceJirga
KandaharAirField
KabulAfghanistanInternaƟonalAirport
Batalhão(termoemafegão)
KabulCityPolice
KanDaK(batalhão,termoafegão)
KabulMulƟNaƟonalBrigade
Marinha
MilitaryAdvisoryTeam
MilitaryDecision‐MakingProcess
MEDicalAdvisor
MEDical EVACuaƟon
Mission‐EssenƟalTaskList
MilitaryMessageHandlingSystem
MobileMedicalTeam
MemorandumOfUnderstanding
MobileStrikeForce
Morale&WelfareAcƟviƟesCommiƩ ee
NorthAtlanƟcTreatyOrganizaƟon
Nuclear,Biológico,Químico
Non‐CommissionedOfficer
NaƟonalDirectorateofSecurity
NormadeExecuçãoPermanente
NATO ParliamentaryAssembly
NaƟonalPoliceTrainingCentre
NATO SupportAgency
NTM
NTM‐A
OCCP‐K
OCG
OEF
OF
OMLT
OMLT‐D
OMLT‐G
ONG
ONU
OPCOM
OPCON
PAO
PAQ
PBW
PD
PeC
PeH SAT
PKM
PRT
PRT
QRF
RAC
RASR
RC
RLS
RPG
RSM
SACEUR
SFA
SIGEX
SITREP
SNR
SOF
SOP
STX
NoƟceToMove
NATO TrainingMission‐Afghanistan
OperaƟonsCoordinaƟonCenterProvince‐Kabul
OperaƟonsCommandGroup
OperaƟonEnduringFreedom
OFficer
OperaƟonalMentorandLiaisonTeam
OperaƟonalMentorandLiaisonTeam‐Division
OperaƟonalMentorandLiaisonTeam‐Garrison
OrganisaƟonNonGouvernementale
OrganizaçãodasNaçõesUnidas
OPeraƟonal COMmand
OPeraƟonal CONtrol
PublicAffairsOfficer
Paquistão
PatrolBaseWilson
PoliceDistrict
Pol‐e‐Charki
Pohantoon‐e‐HawayeeStaffAdvisorTeam
PulemyotKalashnikovaModernizirovanniy
ProvincialReconstrucƟonTeam
PoRTugal
QuickReacƟonForce
RegionalAreaCoordinator
Regional ANSF StatusReport
RegionalCommand
RealLifeSupport
Rocket‐PropelledGrenade
ResoluteSupportMission
SupremeAlliedCommander EURope
SecurityForceAssistance
SIGnalsExercise
SITuaƟon REPort
SeniorNaƟonalRepresentaƟve
SpecialOperaƟonsForce
StandingOperaƟngProcedures/StandardOperaƟngProcedures
SituaƟonalTrainingeXercise
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138
Lista de Acrónimos
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
139
Lista de Acrónimos
SWAT
TAAC
TACP
TASHKIL
TASO
TB
TBC
TF
TO
TOA
TTP
UEB
UI
UNHCR
UNSCR
UPF
VCP
VTC
SpecialWeaponsAndTacƟcs
TrainAdviseandAssistCommand
TacƟcalAirControlParty
QuadroOrgânicodePessoaleMaterial(termoemafegão)
TerminalAreaSecurityOfficer
TaliBan
ToBeConfirmed
TaskForce
TeatrodeOperações/TheaterofOperaƟons
TransferOfAuthority
TacƟcs,Techniques,andProcedures
UnidadedeEscalãoBatalhão
UnidadedeIntervenção(GNR)
UnitedNaƟonsHighCommissioner'sofficeforRefugees
UnitedNaƟonsSecurityCouncilResoluƟon
UnidadedeProteçãodaForça
VehicleCheckPoint
VideoTele‐Conference
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
Página 14 de 120
140
Referências
3º CN ISAF.2012. 2012.RelatóriodeFimdeMissão.
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2005.
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2006.
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NATO.2008. Bruxelas: NATO,2008.ProgressinAfeghanistam‐BucharestSummit.
QRF ISAF.2010.LivrodeBolso.2010.
QRF.2006.RelatóriodeFimdeMissão. 2006.1ºSemestrede2006.
QRF.2006.RelatóriodeFimdeMissão. 2006.2ºSemestre2006.
QRF.2007.RelatóriodeFimdeMissão. 2007.1ºSemestre2007.
QRF.2008.RelatóriodeFimdeMissão.2008.
QRF.2008.RRevistaNewsleƩ erelatóriodeFimdeMissão.2008.
Revista Mais Alto. novembro/dezembro de 2004. Revista Mais Alto Nº 352. s.l. : FAP,
Novembro/dezembrode2004.
Revista Mais Alto. janeiro/fevereiro de 2005. Revista Mais Alto Nº 353. s.l. : FAP,
Janeiro/fevereirode2005.
Revista Mais Alto. julho/agosto 2005. Revista Mais Alto Nº 356. s.l. : FAP,
Julho/agosto2005.
Revista Mais Alto. novembro/dezembro de 2005. Revista Mais Alto Nº 358. s.l. : FAP,
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Revista Mais Alto. janeiro/fevereiro de 2009. Revista Mais Alto Nº 377. s.l. : FAP,
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Revista Mais Alto. novembro/dezembro de 2009. Revista Mais Alto Nº 382. s.l. : FAP,
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Revista Mais Alto. março/abril de 2002. Revista Mais Altor Nº 336. s.l. : FAP,
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Revista Militar. junho/julho de 2004. Revista Militar Nº 2429/2430. s.l. : Exercito
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Revista NewsleƩ er.Set2012. Revista NewsleƩ er. Center For Army Lessons Learned.
Set2012.
UNSCR.2001.2001.Mandatoinicialda ISAF.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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141
Agradecimentos
Cor Art Luis Dias Henriques;
Cor Inf Cmd Luis Dores Moreira;
TCor Inf Cmd Ulisses Alves;
TCor Inf Pq Paulo Serra Pedro;
TCor Inf Pq David Correia;
TCor Cav José Miguel Freire;
TCor Inf Pq João Machado;
Maj Inf Cmd António Cancelinha;
Maj Art Miguel Maldonado;
Maj Art Homero Gomes Abrunhosa;
Maj FAP Pedro Sousa;
Maj FAP José Romão;
Maj FAP Nuno Ferreira;
Maj FAP Nuno Ferreira;
Maj GNR Gonçalo Carvalho;
Maj GNR João Carlos Fernandes;
Ten Cav Tiago Baleia;
Saj SGE António Rodrigues.
Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF

Livro isaf 8 cn.compressed

  • 1.
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    PORTUGAL 12 anos departicipação na ISAF
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    TÍTULO EDIÇÃO DIREÇÃO COORDENAÇÃO AUTORES COMPOSIÇÃO E PAGINAÇÃO REVISÃO IMPRESSÃOE ACABAMENTOS 1ª EDIÇÃO TIRAGEM InternaƟonal Security Assistance Force ‐ Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF 8º ConƟngente Nacional/ISAF Coronel Nuno Domingos Marques Cardoso Tenente‐Coronel Paulo Jorge BapƟsta Domingos Coronel Nuno Domingos Marques Cardoso Tenente‐Coronel Paulo Jorge BapƟsta Domingos Tenente‐Coronel Luís Manuel Cardoso Relvas Marino Tenente‐Coronel Pedro Melo Vasconcelos de Almeida Major João Francisco da Costa Bernardino Major Óscar Manuel Verdelho Fontoura Major Carlos Miguel Cruto Roque Capitão João Luís da Costa Ferraz Soares Sargento‐Chefe José Manuel Pássaro Quelincho Sargento‐Ajudante António José Rodrigues Primeiro Sargento Enfermeiro Édson Cardoso Capitão João Luís da Costa Ferraz Soares Autores Tipografia Meneses ‐ CooperaƟva Gráfica de Espinho, Crl Dezembro de 2014 150 exemplares FICHA TÉCNICA
  • 5.
    Prefácio Distribuição temporal dascapacidades Fita do Tempo Afeganistão Caracterização Geográfica Enquadramento histórico A Sociedade Afegã InternaƟonal Security Assistance Force (ISAF) Génese Evolução Transformação Capacidades Portuguesas parƟcipantes na missão ISAF Destacamento Sanitário Destacamento C‐130 Equipas da Força Aérea Portuguesa TacƟcal Air Control Party (TACP) Grupo de Comando de KAIA Quick ReacƟon Force (QRF) OperaƟonal Mentor and Liaison Team ‐ Guarnição (OMLT‐G) OperaƟonal Mentor and Liaison Team ‐ Divisão (OMLT‐D) Military Advisor Team (MAT) 2 3 4 7 8 10 16 18 18 20 20 21 22 24 28 29 30 32 50 52 62 Unidade/Módulo de Apoio Elemento de Segurança/Proteção da Força Destacamento Médico ROLE 2 Célula de Informações Militares (CIM) Guarda Nacional Republicana Pohantoon‐e‐Hawayee Staff Advisory Team (PeH SAT) KAIA APOD Force ProtecƟon Coy Crisis Establishment (CE) Comandantes do ConƟngente Nacional ISAF 8º ConƟngente Nacional ISAF Militares do 8º ConƟngente Nacional ISAF Seleção de arƟgos publicados pelo 8º ConƟngente Nacional ISAF Livro de Honra do ConƟngente Nacional ISAF Posfácio Lista de Acrónimos Referências Agradecimentos 76 80 83 84 86 88 90 91 93 96 107 111 135 136 137 140 141 ÍNDICE
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  • 7.
    Prefácio Sinto um imensoorgulho em Comandar o 8º ConƟngente Nacional, integrado na InternaƟonal Security Assistance Force, ISAF no Teatro de Operações do Afeganistão. ConƟngente composto por homens e mulheres, que dão o melhor de si ao serviço de Portugal,honrandooscompromissosinternacionaisassumidospeloEstadoPortuguês. A presente publicação presta homenagem a todos os militares portugueses, que serviram Portugal através da sua presença e excelso desempenho, na missão da ISAF. Este tributo é extensivo às respecƟvas famílias, estrutura basilar da sociedade em que vivemos e que consƟtui de forma inquesƟonável, o suporte necessário à estabilidade emocionalepsíquicadosnossosmilitares. Doze anos e quase 3200 militares depois, encerra‐se um capítulo mais da parƟcipação de ConƟngentes Portugueses em missões internacionais. Várias foram as Ɵpologias de forças, capacidades eequipamentos portugueses,que foram projectados eoperaramna ISAF,sobaégideda NATO. A caracterização das capacidades militares e forças Nacionais, uƟlizando a informação disponível e aquela que para o efeito nos foi disponibilizada, é descrita de forma humilde e breve nas páginas que se seguem, percorrendo a ordem cronológica, da respeƟva projeção e aƟvação individual, ao longo dos doze anos de presença militar portuguesanoTeatrodeOperaçõesdoAfeganistão. Por úlƟmo, faz‐se uma pequena alusão ao 8º ConƟngente Nacional, diminuto em número mas sublime em senƟmento, verdadeiro na aƟtude e credível na qualidade do desempenho,apósseismesesnumambienteincomumenumaterraquenãoénossa. O soldado Português não fica indiferente, viu o mundo, foi‐lhe permiƟdo ver uma outra e dura realidade, a pobreza extrema versus o conflito que teima em não parar, a corrupção contrasta com a auto sustentação que não existe, toda a experiência vivida obrigaadarmaisvaloraoqueénosso,apazplenaeduradoura,osossegodolar. Portugal. “ ”COVIL, COVIL,chegadaa SADO O Comandante do 8º ConƟngente Nacional Nuno Domingos Marques Cardoso Cor Inf Pára 2 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Distribuição temporal dascapacidades Equipa Sanitária Destacamento C‐130 Equipas da Força Aérea TACP Quick ReacƟon Force OMLT‐G OMLT‐D Unidade/Módulo de Apoio Dest. Médico Role 2 CIM GNR PeH SAT KAIA APOD FP MAT Cargos CE 2001 2002 2003 2004 2005 20072006 2008 2009 2010 2011 2012 20142013 Grupo de Comando KAIA 2015 3 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    2001 2002 20032004 Out01 ‐ EUA bombardeia Afeganistão (Operação Liberdade Duradoura). Dec01 ‐ Primeiros elementos d a I S A F c h e ga m a C a b u l . ‐ Conferência de Bonn,Dec01 n o m e i a H a m i d K a r z a i presidentedoAfeganistão. Jun02 ‐ Loya Jirga e l e g e c o m oK a r z a i presidentedoAfeganistão. N o v 0 2 ‐ Ta l i b a n s abandonam Cabul. Aliança doNorteentranaCapital. Mar02 ‐ Eleições legislaƟvas, ganhas pela coligação PSD/PP ‐ Durão BarrosoPrimeiroMinistro. Fev02 a Jun02 ‐ Portugal parƟcipa na ISAF com um Destacamento C‐130 e uma EquipaSanitária. Ago03 ‐ NATO assume a liderança da ISAF. O Plano de Operações contemplava 5 fases: 1‐ Avaliação e preparação das operações em Cabul; 2‐ Expansão geográfica do TO a todo o AFG; 3‐ Estabilização; 4‐ Transição; 5‐ ReƟrada Mês mais sangrento no AFG, desde a quedadoregimeTaliban. Set03 ‐ Karzai anuncia em Nova Iorque o esboço de uma nova consƟtuiçãoAfegã. Out03 ‐ UNSCR 1510 que permite à NATO a extensão das operações a todooterritóriodo AFG . 2005 J u n 0 4 a Jun05 ‐ Portugal p a r Ɵ c i p a , através da FAP, na I S A F com Destacamento C‐130, Equipa de Bombeiros e E q u i p a d e Controladores Aéreos. FAP 2004 ‐ NATO a s s u m e a responsabilidade do RC Norte. 2006 2005 ‐ NATO assume a responsabilidade do RC Oeste. F e v 0 5 ‐ E l e i ç õ e s legislaƟvas, ganhas pelo PS ‐ José Socrates Primeiro Ministro. Ago05 a Jul08‐ Portugal parƟcipa na ISAF com uma QRF (Unidade de Escalão Companhia)eum TACP. QRF - TACP Ago05 a Dec05 ‐ Portugal LeadNaƟon KAIA. 2008 2 0 0 6 ‐ NATO assume a responsabilidad e do RC Sul e Este e de todo o TO do AFG. FAP Gr Cmd KAIA 11Set01 ‐ Ataque terrorista aos EUA. Al Qaeda, liderada p o r O s a m a B i n Laden, destrói o WorldTradeCenter. Fita do Tempo 2001 ‐ 2008 Mar07 ‐ Forças Paquistanesas detêm em o 3º homemQueƩ a forte dos ,Taliban MullahAkhund. Legenda: Código de cores associados aos eventos: Evento relacionado com a ISAF ou com a Coligação. Evento relacionado com o Afeganistão e o Mundo. Evento relacionado com Portugal. 2007 4 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 10.
    2008 2009 2010 QRF- TACP Dec08 ‐ Presidente K a r z a i e h o m ó l o g o paquistanês Asif Ali Zardariacordamcombater elementos nasTaliban fronteiras. Mai08 a Abr12 ‐ Portugal contribui para a ISAF com uma OMLT‐G. Set08 a Dec08 ‐ Portugalcontribuicomum DestacamentoC‐130. C-130 OMLT-G 27Mar09 ‐ Barack Obama anuncia plano para o envio de mais 4000 militares para treino das forçasdesegurançaAfegãs. 20Jan09 ‐ Tomada de posse do novo presidente dos EUA .BarackObama 17Fev09 ‐ enviaBarack Obama mais 17000 militares, para travar a insurgência. 11Mai09 ‐ Troca de comando na NATO no Afeganistão. Sai Gen McKierman McChrystale entra Gen . Mudança de estratégia, agora mais direccionada para operações de combateaos .Taliban Jul09 ‐ Tropas norte‐americanas lançam pesada ofensiva no vale do rio Helmand. Forças britânicas terminam maior operação militar desde 2006, empreparaçãoparaaseleições. 15Ago09 ‐ reivindicamTalibans atentado em Cabul, que matou 7 pessoas e feriu cerca de 100, perto do quartel das forças da NATO e da embaixadados EUA. 20Ago09 ‐ é eleitoHamid Karzai PresidentedoAfeganistão. Out09 ‐ Estabelecimento dos comandos intermédios IJC e NTM‐A. Aprovaçãodoconceitoestratégico paraaFase4. Set09 ‐ Alteração da estratégia da ISAF. A iniciaƟva passou para o ladoda ISAF. Jul09 a Jun10 ‐ Portugal contribui para a ISAF com um DestacamentoSanitárioRole2E. Set09 ‐ Reeleição do Governo liderado pelo Primeiro Ministro JoséSocrates(PS). Mar09 a Abr12 ‐ Portugal contribui para a ISAF com uma OMLT‐D. Jul09 a Out09 ‐ Portugal contribui com um Destacamento C‐130. OMLT-G + OMLT-D Destacamento Médico Role 2E C-130 M ar1 0 a Set1 0 ‐ Portugal parƟcipa na I S A F com uma Q R F (Unidade de Escalão Companhia)eum TACP. J a n 1 0 a N o v 1 4 ‐ Portugal mantém no TO do AFG uma CIM oriunda dos3Ramosdas FFAA. 2011 QRF - TACP 01Dec09 ‐ emBarack Obama West Point anuncia o envio de mais 30000 militares americanos para o Afeganistão, totalizando destaforma130000. Nov10 ‐ Cimeira da NATO em Lisboa ‐ É a s s i n a d o c o m o P r e s i d e n t e d o Afeganistão, Hamid Karzai, o acordo de parceriaduradoura. Fita do Tempo 2008 ‐ 2011 02Mai11 ‐ Morte de Osama Bin Laden na O p e r a ç ã o Neptune Spear, n a c i d a d e paquistanesa de AbboƩ abad. 2 2 M a r 1 1 ‐ Presidente Hamid Karzai a n u n c i a a l i s t a d e províncias que iniciaram o processo de transição de responsabilidade da ISAF paraas ANSF. Mar11 a Abr12 ‐ Portugal contribui para a ISAF com uma equipa de formadoresparao ANPTC, oriundada GNR. O u t 1 1 a J u l 1 4 ‐ Portugal contribui para a ISAF com uma equipa de AdvisersPeH SAT. 05Jun14 ‐ Eleições legislaƟvas em Portugal. Governo PSD‐PP, liderado porPassosCoelho. CIM GNR 5 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 11.
    2011 2012 20132014 PeH SAT OMLT-G + OMLT-D MAT KAIA APOD FP Abr12 a Nov14‐ Portugal contribui para a ISAF com uma Military Adviser Team para a 111 CapDiv. Jul12 a Out13‐ Portugal contribui para a ISAF com uma Companhia de Force ProtecƟon parao KAIA APOD. GNR 0 6 N o v 1 2 ‐ Reeleição de Barack O b a m a c o m o presidentedos EUA. Jun13 ‐ Transferência de responsabilidade de segurança da ISAF paraas ANSF. Jun11 ‐ Início do processo d e t r a n s i ç ã o d a r e s p o n s a b i l i d a d e d e segurança da ISAF para as ANSF. 13 e 14Set11 ‐ Ataque c o m p l e x o d e g r a n d e envergadura na cidade de Cabul, contra a Embaixada dos EUA, ISAF HQ e Academia de PolíciaAfegã. 21Mai12 ‐ Cimeira da NATO em Chicago ‐ Os aliados anunciam plano de reƟrada de 130000 tropas do Afeganistão até ao final d o a n o d e 2 0 1 4 , ficando após esta data comamissãodetreinoeassessoriadas ANSF. 31Dec12 ‐ Presidente Afegão, i, anunciaHamid Karza que, de acordo com o processo de transição da ISAF para as ANSF, 87% da população já vive em zonas em que a segurança é asseguradapelas ANSF Jun13 ‐ EUA anunciam a reƟrada de 30000 militares do Afeganistão durante o ano de2013. Fita do Tempo 2011 ‐ 2015 27Mai14 ‐ Presidente Barack Obama anuncia que em 2015 os EUA irão manter no Afeganistão 9800militares 31Dec14 ‐ Final da Missão ISAF e início da Resolute Support Mission. 12Nov14 ‐ Portugal reƟra do TO todas as capacidades ao serviço da ISAF, mantendo militares em cargos CE, que se prolongam para a missão ResoluteSupportMission. 2015 6 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 12.
    7 Afeganistão Portugal ‐ 12anos de parƟcipação na ISAF
  • 13.
    Designaçãooficial:RepúblicaIslâmicadoAfeganistão; Localização:ÁsiaCentral; Capital:Cabul; Governo:RepúblicaPresidencialista; Presidente:AshrafGhani; Assembleia Nacional: Bicamaral‐ (povo) eWolesi Jirga Meshrano Jirga (anciãos); Sistemalegal:“NenhumaleipodesercontráriaaoIslão”; Eleições:Acada5anos; Superİ cie:652.090Km2(similaràFrança;7,5xPortugal); Fronteiras: Irão‐936km, Turquemenistão ‐744Km, Uzbequistão‐ 137Km,Tajiquistão‐1206Km,China‐76KmePaquistão‐2430Km; Idioma:Dari Pashto‐50%, ‐35%,Turcofonas‐11%;Outros‐4%; Religião: ;Islamismo‐99%;outros‐1% PortomaríƟmomaispróximo:Carachi,Paquistãoa1.170Km. 8º Contingente Nacional Caracterização Geográfica Localização Geográfica do Afeganistão Regiões AdministraƟvas Divisão AdministraƟva do Afeganistão ‐ 34 Províncias 8 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 14.
    O Afeganistão éum país interior, situado na Ásia Central, geograficamente localizado no hemisfério NORTE (N) entre os meridianos 63º30'W e 75ºW e entre os paralelos 29ºN e 38º30'N. Não tem acesso ao mar e faz fronteira com o Irão (936Km), Turquemenistão (744Km), Uzbequistão (137Km), Tajiquistão (1.206Km), China (76Km) e Paquistão (2.430Km –adenominadaLinhaDurand). O Afeganistão tem um clima conƟnental, com invernos muito frios e verões quentes nas depressões montanhosas, com temperaturas extremas, variando entre os ‐30ºC e os +40ºC (podendo mesmo aƟngir os +60º). O país é frequentementeabaladoporsismos. O clima varia muito ao longo do território, sendo sub‐ árido alpino nos picos mais elevados do nordeste (NE) e desérƟco nas bacias dos rios do SUL (S). Em Cabul, nos 1830 metros de alƟtude, podemos encontrar Invernos frios e Verões agradáveis enquanto que em (550m)Jalalabad encontramos um clima subtropical e em (1070m)Kandahar umclimatemperado. É um país de forma geral seco e com reduzida queda de precipitação e esta ocorre normalmente entre outubro e abril. São frequentes as tempestades de areia. A parƟr dos 3000 m a neve permanece cerca de 10 meses por ano e é a basedaredehidrográfica.Ahumidadevariaentreos68%no Invernoeos25%noVerão. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Dimensões do Afeganistão Hidrografia Relevo diversificado no país Principais Cidades do Afeganistão 9 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Enquadramento Histórico “ ”Yagrozdididost,degarerozdidibridar “Noprimeirodiaemquenosencontramossomosamigos, nosegundodiaemquenosencontramossomosirmãos” Provérbio afegão Afirmauma velha oração hindu: “do veneno da cobra, do dente do Ɵgre e da vingança do afegão... livrai‐nos, Senhor!”. País agreste e simultaneamente belo, a República Islâmica do Afeganistão ( ),Dowlat‐e Eslami‐ye Afghanestan ou “Terra dos Afegãos”, termo provavelmente resultante do vocábulo que significa “uivante”, “insolente”,parsi “barulhento” e que, na AnƟguidade, foi conhecido primeiro porBactrianaedepoisporCusânia,consistenumcolossode montanhas e desertos dispostos à volta do esporão mais ocidental dos Himalaias: o , uma barreiraHindu Kush recortada com 960 km de extensão, que se estende desde o Dasht‐i‐Margo (deserto da morte), a sul, até aos gelados desfiladeiros do , um serrilhado labirintoPamir Knot consƟtuído por mais de 100 cumes, todos eles com mais de 6.000metrosdealtura,queentrapelaChinadentro. Hindu Kush significa “matador de hindus”, mas a verdade é que não faz discriminações desse Ɵpo: só oferece passagem e refúgio nos seus meandros aos mais duros e resistentes. Inóspito e isolado como hoje nos parece, este lugar foi uma das grandes encruzilhadas da História, um filtro cultural entre o Médio Oriente, a Ásia Central, o subconƟnente indiano e inclusivamente, através dos montes , o Extremo Oriente. Terá sido por aqui que oPamir budismo chegou à China, e mais tarde ao Japão, e terá sido poraquitambémqueMarcoPoloterápassado. Hoje, a cerca de 300 km de Cabul, gigantescos budas delapidados – penitentes do zelo iconoclasta de um fanaƟsmo anacrónico –, esculpidos nas falésias de calcário vermelho, guardam o vale de onde, há 19 séculos,Bamiyan milharesdemongesviviamnacontemplaçãodoPerfeito. A cidade de , no centro do país, tornou‐seBamiyan lamentavelmentemaisdoquenuncaconhecidadepoisque, em março de 2001, a insurgência decidiu destruir astaliban estátuas dos maiores budas de pé existentes no mundo, datadas do ano 500, esculpidas na rocha vermelha de uma escarpa abrupta, uma com aproximadamente 55 metros e a outra com 38 metros de altura, por alegadamente representarem um deus Hindu, “um deus dos infiéis”, conforme redigido na “ ” ou “decreto religioso”, entãofatwa aprovado pelos líderes religiosos e pela “suprema corte taliban”.Nos traços dessesbudas, o rigor da GréciacoexisƟa com a espiritualidade hindu, expressando aƟtudes diferentes perante a vida numa mescla caƟvante do encontro de culturas, de mundividências, de cosmogonias tão distantes como a greco‐bactriana, a , a budista,kuchana a dos guptas da Índia e a dos sassânidas persas. De comum, o Deus‐Sol que fundia três simbolismos: o do grego , oHelios do persa , o do indiano . A iconografiaMitra Surya perturbavaecomoviaoforasteiro. Apesar de terem sido invocados moƟvos de ordem religiosa,a verdade é que, quando o primeiro exército árabe atravessou a cordilheira do rumo à Índia eHindu Kush avançou para Oriente ao encontro dos chineses (que os vem a derrotar na batalha de Talas) ignorou a existência das estátuas de , obras primas do período tardio daBamiyan chamada “arte de ”, uma escola que nasceu noGandhara actualAfeganistãoenonortedaÍndia(hojePaquistão)que Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Vale de Bamiyan. Ao fundo vê‐se a sombra dos gigantescos budas dilapidados 10 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    aƟngiu o apogeunos dois primeiros séculos da nossa era, quando essas regiões estavam integradas no Império Kuchano, e que desempenhou na época o papel de intermediário no comércio entre a Roma dos Antoninos e a ChinadosHan. Foi idênƟca a aƟtude das sucessivas dinasƟas muçulmanas que dominaram a região, desde os samanidas aos turcos gahznividas, que sempre reputaram os budas gandharianos, uma maravilhosa adaptação da arte grega com uma conceção religiosa do mundo antagónica ao paganismo dionisíaco dos helenos. E até o mongol Gengis Khan, responsável pelos maiores genocídios da Idade Média, transcorridos cinco séculos, ordenou que todos os seres vivos (incluindo cães e gatos) fossem destruídos no vale apertado entre píncaros de Bamiyan. Mas os budas forampoupados. Sob o ponto de vista estratégico, o Afeganistão tem um valor vital de charneira na região centro‐oeste meridional do conƟnente asiáƟco, por consƟtuir um espaço de comunicação entre o vasto propugnáculo compreendido entre a Ásia Central e o oceano Índico, configurando‐se como uma zona de proximidade entre quatro grandes conjuntos geopolíƟcos: o subconƟnente indiano, o Médio Oriente, o bloco conơguo das ex‐repúblicas soviéƟcas e a China. Reflexo das rotas históricas de comércio e das invasões seculares que proliferavam desde a Ásia Central até ao Sul e Sudoeste do ConƟnente, a população afegã apresentava uma amálgama étnica e linguísƟca assaz aơpica, formada por dezenas de grupos étnicos, de onde se destacam os pashtun tadjikes farsiban, os , igualmente apelidados de (gente de língua persa), os ou osuzbekos turcomanos, hazara, kirghises, karakalpachis, brahui, baluchios os os os e os , que até final do século XIX eram chamadosnuristani kafiri (infiéis). VíƟmas de invesƟdas perpetradas pelo então emir de Cabul, (1880‐1909), converter‐se‐Abd' Ar‐Rahman iam posteriormente ao Islão, adoptando o nome de nuristani nuristanechamandoàsuaterra (terradeluz). A capital do país é (anƟga Ortospana), tambémKabul transliterada para Cabul, situada na encruzilhada dos remotos caminhos das caravanas que ligavam o Mediterrâneo com a Índia e a China. A cidade santa de Mazar‐e‐Sharif, onde supostamente se encontrará sepultado , o quarto califa do Islão e genro'Ali Ibn Abi Talib do profeta Maomé. É o primeiro lugar de peregrinação no Afeganistão, país de maioria muçulmana de cariz sunnita. A variedade de idiomas comporta mais de setenta dialectos e o panorama linguísƟco no Afeganistão está circunscrito a doisidiomasoficiais:o eoPashtu Dari. A bandeira afegã é, desde inícios de 2002 – período que coincidiu com o derrube no país do poder políƟco taliban (basicamente a palavra é o plural de quetaliban talib derivou na corruptela persa e que se traduzem portelebeh, “estudante” ou “aquele que procura o conhecimento clerical, religioso”) –, composta por três faixas verƟcais, de igualtamanho,decorverde,vermelhaepreta. Ao centro, o brasão de armas representa um emihrab uma mesquita envoltos numa coroa formada por espigas de milho entrelaçadas (sinal de prosperidade). No topo, emerge a expressão Allahu akbar Muhammad rassul Allah (Deus é Maior e Maomé é o Seu Profeta). A parte mais decorada da mesquita, o é o ponto de orientação,mihrab um nicho, que indica a direcção ( ) da cidade de Meca,qiblah Makkah al‐mukarrama 'umm al‐kura(Meca a Bendita, ou , “amãedascidades”).Estenichonãoésagrado,comooaltar das igrejas cristãs, à direcção que ele indica é dada uma importância tal, que os muçulmanos mais devotos têm como precaução alinhar os seus quartos de dormir, os túmulos e até as instalações sanitárias, por forma a evitar a possibilidadedequalquerdesrespeito. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Localização do Afeganistão 11 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Meia década depoisdo derrube do regime radical islâmico dos , a paz, a liberdade e a prosperidadetaliban promeƟdas ainda são um sonho distante. Apenas em alguns bairros das maiores cidades há água corrente e energia eléctrica, e o sistema de esgotos resume‐se a valetas a céu aberto. São poucas as estradas pavimentadas. Construções pálidas e achatadas, forradas a terra baƟda, que se confundem com a paisagem, solo parco em pastagens, montanhas calvas, de arestas rigorosas e vales muito planos, cáfilas de camelos bactrianos, guedelhudos e com pescoço de cisne, belos jardins espontâneos, conjuntos de vultos que quebram o mimeƟsmo das ruas alternadas por muros, onde até o verde seco das escassas árvores confirma uma aridez endémica, muita poeira, imenso e caóƟco trânsito,éoquadropintalgadodestaanƟga“RotadaSeda”. As pessoas são simples, rurais, mas com uma fé indestruơvel e, francamente, perturbadora. Algumas crianças pedem esmola, ou vendem jornais de duas semanas atrás, postais corroídos, mapas dos anos 60 ou qualquer outra bugiganga a estrangeiros. Febres, catarros e infecçõesoŌálmicassãoasmaleitasmaiscomuns. O país conƟnua um cenário de guerra, com carcaças de carrosdecombateearƟlhariapesadaaserviremdepanode fundoaumamadrastapaisagemmiscigenada. Nas cidades é raro encontrar uma parede que não esteja marcada por projécteis das armas. A surrada azul,burqa vista no Ocidente como símbolo da opressão imposta às mulheres afegãs pelo regime , conƟnua a ser umataliban tradição viva, e não é muito comum encontrar uma afegã com o rosto descoberto, anos depois da queda do Mullah Omar burqase dos seus seguidores. As que escondem o corpo e o rosto das mulheres, as famosas quekalashnikov armam os milhares de guerrilheiros do país e a miséria, convivem hoje com soldados da NATO, funcionários das Nações Unidas e com os modernos membros das centenas de organizações não‐governamentais ocidentais instaladas no país. Para alguns afegãos, pouca coisa se alterou nos úlƟmos anos e, outras, mudaram para pior. Às tensões existentes entre os próprios afegãos, o pós‐guerra acrescentouoembateentreoscostumesafegãosea liberdade hedonista dos milhares de estrangeiros que se instalaramnopaís.Depoisdameia‐noite,quandoasúlƟmas luzes são apagadas e os soldados das forças internacionais retornam aos seus quartéis,a capitalafegã vira uma terra de ninguém. Assim que pela aurora os revérberos do sol despontaram no horizonte, logo se ouve neste basƟão cercado de muralhas, a desfraldar e a adensar o ar chamando as pessoas para o centro desta maravilha, a candente e harmoniosa musicalidade do , no topo dasmu'addin soberbas mesquitas que se erguem aos céus, severamente elegantes, para deleite dos olhos da alma retemperada. Ashhadu an la ilaha ill Allah! (Não há outra divindade senão Deus!),ressoanosminaretes. Nos mercados ao ar livre, é possível encontrar‐se jacarandás à beira da estrada, entre uma convulsão de carros,camiõesecamionetasaossolavancos,aabarrotarde gente, peƟzes travessos a correrem sem direcção certa, nos trilhos de terra baƟda para os carros, alguns descalços nas pedras e no gelo, anciãos de longas barbas brancas com bebés ao colo, buganvílias, ceiƟs, anƟguidades dos lados de lá das fronteiras, despojos de outras guerras, aromas adocicados,rolosdetapetesesacasabertasdeespeciarias, lojistas indolentemente recostados a pilhas de almofadas bordadas, que acenam, regateiam preços, levantam o canto das mantas exibindo o intrincado trabalho manual e convidam a entrar nos seus bazares. Há mulheres de idade a lavar roupa nos páƟos. A garotada atravessa as ruas ziguezagueando, com pilhas de grandes pães ( )nan espalmados debaixo do braço. Frenesim, constantes idas e vindas, transportes e trocas, carga, lã, metais, açafrão, tâmaras, panos, pregões, ruídos, exoƟsmo, cestos de laranjas, incenso, ar húmido, eflúvios a cardamomo, sedas, adargas, cobres, frutas, bijutarias e oiro, lírios, açucenas e perfumes inebriantes e parƟculares a jasmim e a menta, cabras, ovelhas, cavalos, vacas escanzeladas, galinhas e patos, afundados na lama onde vão ter as águas das lavagensquecorrem,emregos,nomeiodarua. Não é dificil deixarmo‐nos enlear na poesia facơvel deste país. Deste palmar perdido. É preciso pisar o ancestral solo desta nação, afagar as pedras e contemplar essas muralhas de terracota, espessas como o tempo, arcadas de terra cozida, voltadas a sul, muros encimados por ameias em dentes de serra, feitos de areia granulada, estrume, barro, escorpiões mortos e do suor de gerações, eternos murmúrios do passado, testemunhos de tamanhos Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Bandeira Nacional Afegã 12 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    sofrimentos e tantosactos de abnegação e heroísmo, para nos senƟrmos pequenos ao recordar a grandeza dos que a conquistaram, construíram e defenderam. Guerreiros, mísƟcos e eruditos, de quem se recria e inventa mentalmente os seus passos de descoberta, percorrendo o paísdeladoalado,emlaƟtudeelongitude. Não há dúvida que é um país estranho e complexo este, quedespertaaatenção,emocionaeenamoraacuriosidade, e onde felizmente se pode, ainda hoje, ver um mundo de ontem pois que raros domínios possuirão uma tão forte originalidade, genuinidade, erudição e tanta riqueza de raças, mulƟplicidade e contrastes na história, nos ecos, nos costumes, nas fácies, nos trajes, nas glórias, nas lágrimas verƟdas, na paisagem e na textura. Aqui, até as árvores falamumalínguadiferente. É com natural simplicidade que a maioria dos afegãos acreditaqueoseupaísiráalcançarocapítuloondeavidaeo futuro estão escritos com um final propício e feliz. E gostam de explicar, com orgulho, como os persas incorporaram o Afeganistão no seu império, de como depois Alexandre “o Grande”subjugouaregiãoque,apósasuamorte,caiusobo domíniodeumgeneraldenome ,maistardedoreiSeleucusI indiano (fundador do império e,Chadragupta Maurya) posteriormente, de uma dinasƟa grega que se estabeleceu em , ao norte do Afeganistão e que fundou umBactria estado greco‐bactriano que se rendeu aos nómadas iranianos, apelidados de (de , , neto deSakas Açoka Asoca Chandragupta),queadoptaramobudismocomoreligião. Eevocam,gesƟculandoentusiasƟcamente,ossassânidas, os safávidas, os zoroastrianos, (país de leste),Khorassan Mahmud Ghazna, o auge da cultura islâmica, poetas, filósofos, , , (o fundador daGengis Khan Tamerlão Babur dinasƟa mogol da Índia), , o rei ,Dost Mohammad Khan Zahir Sher Ali Khan Shah Massud, , a ocupação soviéƟca, o legendário e o seu “homem‐cão” (umaZardad Khan estranha figura, louca e sempre dopada, que imaginava ser um cão, era tratado como se, de facto, o fosse e que atacava com os dentes a jugular das suas víƟmas), e essa lendária heroína chamada que, em 1880, juntamente comMalala outras mulheres afegãs, entre Ɵros de espingarda, arremessos de pedras, flechas e lanças, ajudou os noghazis campo de batalha de , contra os inglesesMaiwand comandados pelo brigadeiro‐general , estripando eBurrows degolando os inimigos caídos agonizantes. Cantando odes patrióƟcas tradicionais, infundiu coragem eMalala perseverança nos cansados guerreiros tribais (uma das célebres estrofes, proferidas em , dizia: “se falharesPashtun em alcançar o marơrio em , por Deus, meu amor,Maiwand viverás apenas uma vida de vergonha”). Hoje, o túmulo de Malala é ponto de passagem e santuário, na sua terra‐natal, Khik. E as suas vozes somem‐se, serenas, tristes e resistentes quando lembram o único sobrevivente desse massacre. Atrás dele, nas aberturas das rochas de Khoord‐Khobul, Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cidade de Cabul. Pessoas a dirigirem‐se para um dos seus mercados Loja tradicional Afegã 13 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    E as suasvozes somem‐se, serenas, tristes e resistentes quando lembram o único sobrevivente desse massacre. Atrás dele, nas aberturas das rochas de ,Khoord‐Khobul ficaram, desmembrados e pilhados, milhares de cadáveres, naquela que é Ɵda como a maior derrota militar do império britânico na Ásia. Sobre aquele episódio, escreveria Rudyard Kippling‐Kim em 1901: “Se foste ferido e deixado nas planícies do Afeganistão, e as mulheres se aproximarem para cortar as tuas partes, rola em direcção à espingarda e explode os teus miolos, e vai para o Além, como um soldado”. Em Jalalabad, cidade da fronteira, dominada pelos ingleses, a guarnição deixou durante dias uma fogueira acesa sobre o portão de Cabul, para orientar à distância os possíveis sobreviventes da carnificina. A lenha ardeu toda. A chama exƟnguiu‐se. E ninguém mais voltou vivo dos altos do Hindu Kush. Outrora símbolo de irreverência e tenacidade, o Afeganistão – apelidado um dia de “Polónia do Oriente” –, é hoje visto e apresentado como um espaço despido de encantos, consƟtuído por povos bárbaros, incivilizados e incultos. Nesse imenso e, por vezes, deliberado desconhecimento,tomandoanuvemporJuno,pretende‐se confundir este ou aquele bando de fanáƟcos, que inspiram repulsa universal, com um povo genƟo e hospitaleiro, que acalentou gerações de pintores, poetas, mísƟcos e eruditos e com um país que encerra tesouros arqueológicos considerados património mundial, que foi berço de grandes civilizações e terra de implantação de outras (persa, grega, árabe, indianos).mauryas Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Vendedores à chegada a um mercado local Meio de transporte público Bairro periférico na cidade de Cabul Ruínas do palácio do rei Amanullah Khan em Cabul. 14 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    15 Buz kashi ‐Jogo tradicional Afegão, que consisteemagarrardochãoacarcaçadeuma cabra sem cabeça, enquanto montado num cavalo, e arremessando‐a para lá da linha de meta. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    A Sociedade Afegã População Cercade 80% da população Afegã é essencialmente agrícola. A sua distribuição no território é irregular sendo mais densa na parte oriental do território (nas montanhas e cidades) e muito deserta a SW e nos pontos mais elevados das montanhas de NE. Sendo um povo de caracterísƟcas nómadas (2 a 3 milhões) é diİ cil estabelecer um censo populacional. A densidade demográfica do Afeganistão é de 47 habitantes por Km². A esƟmaƟva em 2008 é de aproximadamente 32 milhões de habitantes. O número de homens é sensivelmente superior às mulheres sendo uma população jovem (média de idade é de 17,6 anos) com uma esperança de vida média de 44 anos. Cada mulher tem, em média 6 filhos, sendo a taxa de crescimento da população em2008de2,62%. Durante as conflituosidades dos úlƟmos 25 anos, o país sofreu uma erradicação da elite educada, muitos emigraram, formando uma vasta diáspora no estrangeiro, que não mostra uma forte intenção de regressar ao seu país natal. Por outro lado, alguns dos retornados pertencentes a esta eliteestãoempreguadosemorganizaçõesinternacionaisou no governo, recebendo elevados salários, pagos pelos países doadores. Os refugiados mais modestos são responsáveis por um movimento de retornados dos países vizinhos. De acordo com dados da UNHCR, mais de 3.5 milhões de refugiados regressaram ao Afeganistão desde 2002. Internamente há milhares de pessoas deslocadas no país,devidoalimpezaétnicasdascomunidades porPashtun parte da Aliança do Norte em 2001 e 2002 e que estão alojados em campos de deslocados na área de Kandahar. Contudo, no passado tem havido disputas étnicas entre Pashtuns e não‐Pashtuns, bem como violência pela posse de terra entre várias tribos em diversas províncias, sendo estesconflitosmuitasvezesassociadosaperíodosdeguerra civil, com moƟvações políƟcas e não somente étnicas. Atualmente, o regresso dos refugiados e deslocados conƟnua a gerar muitas disputas pela posse da terra e da água, reforçando a permanência do conflito inter‐étnico. Ainda existe um número significaƟvo de refugiados (cerca de 2 milhões, distribuídos principalmente entre o Paquistão eoIrão). Os níveis de educação e de saúde são atualmente muito frágeis, pela destruição das respeƟvas infra‐estruturas, escassez de recursos humanos qualificados, falta de fundos, faltadesegurançanasinsƟtuiçõesenormasculturais.Ataxa de analfabeƟsmo é de 49% para os homens e 79% para as mulheres. OAfeganistãoécaracterizadoporumamiscelâneaétnico‐ linguísƟcadivididadaseguinteforma: Os Pashtuns (sunitas) ocupam a área mais extensa, ao sul de Kandahar, possuindo uma língua própria, existem tantos Pashtuns no lado paquistanês da fronteira, como no Afeganistão. São bastante tradicionais e tribais, com códigos de conduta muito rígidos com as estruturas locais (Jirgas)parƟcularmentevisíveis. Os (sunitas), os , os e osTadjikes Aimaks Uzebeques Turcomenos, ocupam uma ampla faixa no norte junto das fronteirasdasrepúblicascentroasiáƟcas. Os (xiitas) ocupam o centro do país e acentuam aHazaras complexidade do quadro afegão, quer pelas suas caracterísƟcasİ sicas,querpelofactodeseremumaminoria xiita num país maioritariamente sunita, tendo sido, por isso marginalizado, políƟca e economicamente ao longo da história. Este grupo é bastante conservador, embora com códigos de conduta menos rígidos que os . GruposPashtuns menores, ou populações nómadas, como os , osBaloches Kirghizes Nuristanis Pamiris, os , os , espraiam‐se pelas fronteiras internacionais, testemunhos da arbitrariedade do anƟgo poder colonial. As diferentes etnias convivem em Cabul, na qual tradicionalmente os controlavam oPashtuns poder, sendo os a elite intelectual e os osTadjikes Hazaras decondiçãomaishumilde. A língua mais falada é um dialeto persa chamado Darí/FarsídeAfegãoPersa(50%),seguidodoPashtun(35%), a língua de raiz turca (11%) e outros dialetos num total de mais de setenta diferentes. A língua oficial é o Pashtun e Darí. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Rua em Cabul Mulheres na zona do bazar vesƟndo a tradicional Burqa 16 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Os Afegãos sãode religião muçulmana, dos quais 84% Sunita (também chamados Ortodoxos) e 15% Xiita, além de um reminiscente de outras religiões (Ismaelitas, Hinduístas, Sijs,etc.). Feriados e FesƟvidades Nacionais Calendário: 12 meses lunares (Ramadão é o 9º mês), com 29/30 dias, média355dias. FeriadosNacionais: Now‐Roz(AnoNovo)–21demarço; Vitóriadasnaçõesmuçulmanas–28abril; AniversáriodaRevolução–29deabril; DiadoTrabalhador–01demaio; DiadaIndependência–19deagosto. FesƟvaisReligiosos EidAl‐Fitr‐pós‐Ramadão,dura3dias; Eid Al‐Adha – preparaƟvo para peregrinação a Meca, 12º mês; Now‐Roz (Ano Novo) ‐ 1º dia do calendário afegão remonta àépocadoZoroastrianismo; Mawlud‐UnNabi‐nascimentodeMaomé; Lailat‐UlQadr–revelaçãodoCorão(Alcorão); Muharram – marơrio de Hazrat Imam Hussain, neto de Maomé. Cultura Cultura: Interessesconjunturaisetraiçõesconstantes; Honra,família,clã(tornadiİ cilresolverconflitos); Respeitopelaidade,honradamulher; CódigodehonraPashtunwali; Hospitalidade, bravura, lealdade (tribo), persistência, reƟdão,senƟdodejusƟça,tradição; Roupaơpica:Chitrali,chadoriouburka. Literacia e Religião Literacia: 28,1%(homens‐43%,mulheres‐12,6%) Religião: Islamismo(99%)–84%Sunitase15%Xiitas Surgiunoséc. VII,comMaomé,naPenínsulaArábica; Viverempaz,submissãoaocriador,queéuno(Al‐Islam); Umadasreligiõesmonoteísta‐escriturasagrada–Alcorão; Profetas:Adão,Abraão,Moisés,JesuseMaomé. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Distribuição da população por etnias Preparação para as fesƟvidades do Now‐Roz 17 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    InternaƟonal Security AssistanceForce ‐ ISAF Génese Evocando o arƟgo 5.º do Tratado do AtlânƟco Norte, face a um ataque armado contra os EUA (11Set01), Washington assegurou o apoio dos aliados da NATO, mas faltavanegociarqueƟposdeforçasiriamserempregues. Os objeƟvos para a intervenção apresentados pelo Presidente , como líder do país que assumia o comando da Coligação naGeorge W. Bush OperaƟon Enduring Freedom InternaƟonalSecurityAfghanistanForce(OEF)edepoisda (ISAF),nãopoderiamsermaisclaros:umAfeganistãopróspero,democráƟcoepacificado. De acordo com a resolução 1386 do Conselho de Segurança das Nações Unidas de 20Dec01, compete à Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão (ISAF) apoiar a manutenção da segurança em Cabul e áreas circundantes, com vista a permiƟr à Administração Interina Afegã o estabelecimento de um governo representaƟvo, mulƟétnico e estável no Afeganistão. Em complemento, deverá garanƟr um clima de segurança de modo a permiƟr a atuação das organizações governamentaisenão‐governamentaisempenhadasemtarefasdereconstruçãoedeapoiohumanitárionoAfeganistão. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional 18 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Evolução Um recomeço incerto OsEstados Unidos rapidamente alcançaram os seus objeƟvos estratégicos iniciais. O regime foiTaliban derrubado, e uma nova coligação mulƟétnica foi colocada no poder. Era uma boa base de parƟda, mas seria necessário assegurar condições para uma boa governação, com vista a promover o desenvolvimento, a segurança e o bem‐estar daspopulações. Para tal, foi seguido um conceito de , comlight footprint vista a evitar um empenhamento quanƟtaƟvo. No entanto, desde cedo se verificou que essa estratégia não reunia as condições mínimas para assegurar o sucesso da segunda fase da intervenção: a ocupação territorial e o alargar da segurança a todo o Afeganistão. Com meios muitos limitados, quer humanos quer materiais, a Coligação concentrou unidades na região de Cabul, o que foi rapidamente aproveitado pelas forças insurgentes, que se apressaram a ocupar as regiões a sul e a leste do país. As Provincial ReconstrucƟon Teams (PRT), que a par das Organizações Não‐Governamentais (ONG) Ɵnham a missão de iniciar a reconstrução e desenvolvimento do país, senƟram muitas dificuldades pela falta de segurança e quase não conseguiam sair das suas bases, apresentando porissoresultadoslimitados. Foi dentro deste contexto que a insurgência se desenvolveu,emparƟcularaparƟrde2005. Operacionalmente a ISAF definiu cinco fases para a intervenção: avaliação e preparação (incluindo operações em Cabul), expansão geográfica, estabilização, transição e retração. Dentro da segunda (expansão geográfica) estavam também programadas cinco etapas; Começar em Cabul, e evoluir no senƟdo norte, oeste, sul e finalmente este. As etapas indiciavam um progressivo controlo territorial, parƟndo de áreas mais facilmente controláveis e terminando nas que poderiam apresentar maiores dificuldades. Contudo, a porosidade das fronteiras, o incremento da iniciaƟva das forças insurgentes e as dificuldades táƟcas no terreno, condicionaram o sucesso da missão. A consciencialização internacional do agravar da situação no terreno e a progressiva desmobilização de forças do teatro de operações do Iraque levou a um maior empenhamento dos países integrantes da ISAF. Em termos de efeƟvo a ISAF passou de 22 mil homens para mais de 130 mil, o que ainda foi referido como insuficiente para o adequado cumprimento da missão. Os países contribuintes aumentaram também para um total de 49, o que por si só demonstraaabrangênciadesteempenhamento. Todavia, encontra‐se perfeitamente idenƟficado que a geração de forças apresentava algumas limitações operacionais graves, nomeadamente no que concerne à dificuldade em desenvolver um adequado canal de apoio logísƟco, às limitações em meios aéreos disponíveis como aviões de transporte e helicópteros, e às restrições operacionais impostas às forças no terreno, que condicionam em muito o adequado empenhamento das unidadesmilitaresnoterreno. Transformação A alteração de estratégia, definida pelo General McChrystal boots on the ground, para um conceito de , permiƟu uma maior aproximação à população afegã e um alargamentoterritorialdasoperações. A ISAF modificou as suas prioridades, desenvolvendo tarefas de treino, e condução de operaçõesmentoring combinadas com o ANA, o ANP e o NDS (exército, polícia e serviços de informações afegãos), das quais resultou uma maiorcoordenaçãoecapacidadedeintervenção. AiniciaƟvaƟnhapassadoparaoladoda ISAF. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional 20 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Capacidades Portuguesas queintegraram a missão ISAF Página 14 de 120 8º Contingente Nacional 21 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Destacamento Sanitário 1.Missão Apoio aoregimento médico do Reino Unido em Cabul. 2.Organização a.EfeƟvo 8militaresdos3RamosdasForçasArmadas b.Estrutura 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela capacidade Este Destacamento parƟu de Portugal, da Base Aérea nº6 no MonƟjo, em 26 de fevereiro 2002, uƟlizando dois C‐ 212 Aviocar da Esquadra 502, em direção a Saragoça (Espanha). Daí o destacamento português, uƟlizando capacidade aérea disponibilizada por Espanha, rumou ao teatrodeoperaçõesdoAfeganistão. A 1 de março os portugueses chegaram a Cabul, transportando consigo 1,5 toneladas de material sanitário e nodomingodia3iniciaramasuaaƟvidade. O destacamento, composto por oito militares dos três ramos das Forças Armadas, sendo dois médicos, três enfermeiros e três socorristas, integraram‐se num Regimento Sanitário do Reino Unido (16th Close Support MedicalRegiment). O destacamento português instalou‐se na zona este de Cabul, tendo como principal missão, prestar apoio de saúde aosmilitaresdaForçaInternacionalaoperarnacidadeenos arredores. Neste Ɵpo de aƟvidade, os militares portugueses acompanhavam normalmente as forças britânicas em missões de patrulhamento, enquanto que militares de outras nacionalidades, apoiavam as operações de inaƟvaçãodeexplosivosemunições. Os militares portugueses prestaram ainda serviço em três Centros de Saúde da cidade, onde fizeram atendimento à população civil e cumpriram serviço de emergência médica,duranteoperíododerecolherobrigatório. No âmbito do novo Exército do Afeganistão, em processo de formação, com o apoio da coligação internacional, os nossos militares asseguraram a assistência médicaao1ºBatalhãodaGuardaNacionalAfegã. Além da aƟvidade operacional e como representantes de Portugal naquele país, os nossos militares parƟciparam nosseguinteseventos: A comandante do destacamento, juntamente com a Tenente Isabel Guerreiro do Exército (também médica do destacamento), parƟciparam em 8 de março, em Cabul, na comemoração do Dia Internacional da Mulher, cerimónia organizada pelo Governo Interino do Afeganistão e à qual estevepresenteoPresidente .HamidKarzai Também em representação do nosso país, no dia 9 de março, a comandante do destacamento e dois sargentos, parƟciparam nas cerimónias fúnebres de repatriamento de cinco militares, três dinamarqueses e dois alemães, da ISAF, falecidos num acidente, com o manuseamento de um míssil abandonadoeocorridoem6demarço.Éoportunoexplicar Página 14 de 120 Destacam. (Equipa) Sanitária 08 3 FAP(inclui CmdtDest) 3 EXE 2 MAR Base do MonƟjo, 26Fev02, o Destacamento Sanitário Português da ISAF, momentos antes da parƟda para o Afeganistão. 22 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    que a ISAFnão deve ser confundida com a Coligação Internacional, esta úlƟma liderada pelos EUA, ainda conduz operações militares contra a Al‐Qaeda. Nesta coligação internacional, Portugal parƟcipou com dois oficiais de ligaçãoemTampa(EUA). A ISAF era composta nesta altura (2002), por militares de 18 países, sob o comando britânico que fornecia o maior conƟngente, e Ɵnha como missão geral dar assistência ao novo Governo Afegão, contribuindo com a sua presença e atuação para a segurança e estabilidade de Cabul, nos termos de um Acordo Técnico‐Militar, estabelecido em 4 de janeiro2002. A capital afegã, onde se encontrava o comando desta força, estava dividida em três setores, estando um à responsabilidade do conƟngente inglês, outro do alemão e oterceirodo francês. 4.Diversos Em 2002 Portugal enviou para este país, inicialmente um Destacamento (Equipa) Sanitária (entre fevereiro e abril) e posteriormente um Destacamento Aéreo (entre abril e julho),comumaaeronaveC‐130. No total, 53 militares portugueses prestaram serviço nestas unidades, sendo 48 da Força Aérea, três do Exército e doisdaMarinha. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional C‐212 Aviocar da Esquadra 502, asseguraram o transporte do Destacamento Português entre a BA 6 e Saragoça (Espanha). Apoio médico ao Destacamento Apoio em terra ao C‐130Distância Cabul ‐ Lisboa 23 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Destacamento C‐130 1.Missão Destacamento aéreo,consƟtuído por uma aeronave C‐ 130 com respeƟva equipa de apoio em terra, integraram inicialmente as forças da Coligação (2002) e posteriormente a Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão (2004,2008e2009). Inicialmente por um período de 4 meses (2002), posteriormente por dois de seis meses (2004/2005) e novamentepor4mesesem2008e2009. 2.Organização a.EfeƟvo Verquadro. b.Estrutura ‐Períodomissão(4meses)‐Abr/Jul de2002 ‐Período missão (1ano)‐ 21Jul04 a 30Jun05 (+ de 500 h de voo) ‐Períodomissão(4meses)–4Set/13Decde2008 ‐Períodomissão(4meses)–25Jul/24Outde2009 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas capacidades Face à grande distância do Afeganistão e decorrente do enorme esforço logísƟco necessário para a sustentação das operações, foram desenvolvidos contatos com as Forças Armadas Belgas (FAB) no senƟdo de encontrar uma solução de apoio mútuo, em virtude de a Bélgica também contribuir comummeioaéreoequivalenteparaasforçasda ISAF. Em 2002, o Destacamento Aéreo foi composto por um C‐130 com tripulação reforçada incluindo pessoal de manutenção. ParƟciparam ainda, um conjunto de aeronavesdomesmoƟpodeoutrospaíses(Bélgica,Gréciae Roménia) que chegaram mais tarde ao teatro de operações. Este conjunto de aeronaves ficou inicialmente sediado, em Carachi (PAQ), um dos países limítrofes do Afeganistão, de Página 14 de 120 8º Contingente Nacional 2002‐Dest Aeronave C‐130 15 PAX x 3 Rotaç. durante4 meses Operaram desde Carachi, no Paquistão 2004‐ Dest Aeronave C‐130 43(TBC) (6meses) Tripulação + Eq.Ap.em Terra (Eq. Manut. e célula Ops/Inf); Base em Cabul. 2008‐ Dest Aeronave C‐130 40 PAX x 3 Rotaç. durante4 meses Cmdt+ Tripulação (7PAX)+ Eq.Ap.em Terra (Manut 12PAX; Ap Ops 4PAX; CSI 3PAX; Log 3PAX; FP 7PAX; Ap.Med. 2PAX e PIO 1PAX) 2009‐ Dest Aeronave C‐130 41 (TBC)PAX x 3 Rotaç. durante 4meses Cmdt + Tripulação + Eq.Ap.em Terra C‐130 Português em missão no Afeganistão 24 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    onde foram efetuadosos voos de sustentação, para o interiordoterritórioafegão. Em 2004, a aƟvidade operacional dentro do teatro teve início em 25Jul04, sendo de salientar que o C‐130 da FAP foi o primeiro meio aéreo com capacidade de transporte aéreo táƟco,cedidoà ISAF. Ummêsdepois,juntou‐seumC‐130daBélgica,iniciando‐ se assim o destacamento aéreo conjunto, baseado no Aeroporto Internacional de Cabul e com a missão de fornecer apoio logísƟco através do transporte de carga, passageiros e eventuais evacuações sanitárias, aos, na altura designados (PRP),Provincial ReconstrucƟon Team localizadosnonortedoAfeganistão. Nesta área do país estavam já implantados quatro PRP, nas localidades de , , eKonduz Mazar‐i‐Sharif Faizabad Maimana. As localidades eram servidas por pequenos aeródromos, que não possuíam quaisquer serviços (meteorologia, combusơvel, serviço de assistência e socorro), para além de pistas de piso não preparado ou em mau estado de conservação, a que não são alheios os 30 anosdeguerraqueoAfeganistãoviveu. A estrutura do espaço aéreo no Afeganistão era exclusivamente baseada em regras de voo visual, por inexistência de ajudas rádio ou controlo radar, sendo os pilotos responsáveis pela separação de tráfego, através de reportes de posição. Para além dos voos militares, e das linhas aéreas internas do Afeganistão, exisƟa também bastante tráfego aéreo relacionado com o transporte de pessoal e carga, em aeronaves fretadas pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) e Organizações Não‐ Governamentais(ONG's). Refira‐se que a conjugação de todos estes fatores representava um acréscimo de dificuldade para o planeamentoeexecuçãodasmissõesaéreas. O planeamento das missões de C‐130 era realizado semanalmente pela Célula de Coordenação de Transporte Aéreo (ALCC) e pelo Comandante de Destacamento, de acordocomasnecessidadesedisponibilidadesdashorasde voo das aeronaves PRT/BEL. De uma forma geral, eram realizados voos diários que compreendiam vários troços Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Força de proteção e tripulação do C‐130 no Afeganistão Bandeira Nacional em terras do Afeganistão 25 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    entreos PRP eemmédiaasmissõesƟnhamumaduraçãode 4horasdevoo. Desdeo início do Destacamento (25Jul), até ao final de setembro de 2004, o C‐130 realizou no teatro de operações 95 horas de voo, transportou 1557 passageiros e cerca de 100toneladasdecarga. Para além da simples análise dos números, que por si só refletem a importância do apoio logísƟco prestado por um meio aéreo desta natureza num teatro de operações com as caracterísƟcas do Afeganistão, salienta‐se ainda que o mesmo foi imprescindível no contributo à ISAF durante os atoseleitoraisrealizadosem09Out04. 4.Diversos OSistemaIntegradodeComunicações(CIS) PRT a.Em2004,umaferramentafundamentalparaoexercício da função de Comando e Controlo, foi colocada ao dispor do destacamento. Trata‐se do sistema de informação e comunicação, resultado da colaboração entre a Força Aérea, por meio do Comando Operacional e da Direção de InformáƟca, e o Estado‐maior General das Forças Armadas (EMGFA), representado pela Divisão de Comunicações e Sistemas de Informação (DICSI) e pelo respeƟvo Serviço de Cifra. Foi assim, estabelecido uma ligação de satélite permanente entre o destacamento em KAIA, o EMGFA e a Força Aérea. A uƟlização desta capacidade permiƟu a comunicação telefónica cifrada e em claro, a troca de correio eletrónico não–classificado, e ainda a ligação ao sistemanacionaldemensagensmilitares(MMHS). b. Em 8 de abril de 2004, o Conselho Superior de Defesa Nacional deliberou, por unanimidade, retomar a parƟcipação nacional na ISAF a parƟr de maio de 2004. O conƟngentedaíresultante,éconsƟtuídopor: a) Uma aeronave C‐130 e um destacamento aéreo, até junhode2005; b)Elementosaintegraroquartel‐generalda ISAF; c)Umacompanhiadeinfantaria,aparƟrdejulhode2005; d) Um grupo de comando do Aeroporto de Cabul, a parƟr dejulhode2005. Posteriormente por deliberação do CSDN de 05Dec07, o Governo Português determinou a parƟcipação na ISAF, entre Ago/Dec08, de uma força composta por uma aeronave C‐130 com a sua respeƟva tripulação e uma equipadeapoioemterra. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional C‐130 Português numa missão de transporte intra teatro Militares Afegãos, a bordo do C‐130 português. 26 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Destacamento C‐130 ‐ Foto de grupo Manutenção da aeronave em terra Acondicionamento de cargas na aeronave Chegada de mais uma missão 27 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Equipas da ForçaAérea Portuguesa 1.Missão Em 2004, as diversas equipas da Força Aérea que contribuíram para a ISAF eram consƟtuídas por: uma equipa de bombeiros, uma equipa de controladores de trafegoaéreoeumaequipademeteorologistas. EsƟveram no TO em períodos de seis meses, estendidos porperíodosrenováveisdeigualduração. 2.Organização a.EfeƟvo 10militares b.Estrutura Duraçãoseismeses,podendoserprolongada. 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas capacidades ParƟram em 27 de maio de 2004 para o Afeganistão, oito militares da Força Aérea Portuguesa que integraram a InternaƟonal Security Assistance Force (ISAF). No total quatro sargentos e quatro cabos, controladores aéreos e operadores de sistemas de assistência e socorro, aos quais se juntaram dois meteorologistas, que prestaram serviço no AeroportodeCabul. Controladoresdetráfegoaéreo Portugal assumiu, entre outros, o compromisso de colaborar na prestação de Serviços de Tráfego Aéreo (controlo de aeródromo) no Kabul Afghanistan InternaƟonal Airport (KAIA), com a parƟcipação de três controladores militares. A primeira missão teve início em 01JUN04 e nela esƟveram envolvidos os 1Sar OPCART Carlos Eira, Rogério Nunes e João Pacheco até 17Nov04, data em que foram subsƟtuídos pelos 1Sar OPCART Fernando Gonçalves, Joaquim Fernandes e Carlos MarƟns, comconclusãodemissãoprevistaparaFev05. A alƟtude em KAIA é de 1780 metros e encontra‐se rodeado de montanhas, o que consƟtuí um óbice natural à operação das aeronaves, designadamente em condições meteorológicasadversas. Durante o período em que decorreu a primeira missão, esƟveram envolvidos controladores civis e militares oriundos de vários países com graus de preparação e experiências diferentes. Além dos portugueses, parƟciparam também canadianos, dinamarqueses, estónios, húngaros, islandeses, ingleses, lituanos, polacos, romenoseturcos. Onúmerodemovimentosdiáriosem2004erajábastante expressivo, voos civis (a grande maioria) e voos militares. Emtermosgerais,atéiníciodenovembrode2004onúmero de movimentos foi de, aproximadamente 32.000 o que significa uma média diária de cerca de 100. A Control Zone (CZ) de Cabul, delimitada por um circulo de 10 NM de raio, do solo até 12.000 pés (exclusive) e o espaço aéreo inserido nos limites laterais da (CA) de (BaseControl Area Bagram militaramericana). Sem rádio ajudas, que permiƟssem voos por Instrument Flight Rules (IFR), as aeronaves em aproximação eram encaminhadas para o circuito do aeródromo, contrariamente ao que geralmente acontece nos aeroportos em que o tráfego aparece já estabilizado e sequenciado na final, o controlo era efetuado, exclusivamente, com base no reporte de posição das aeronaves. Todos os controladores portugueses desempenharam funções de supervisão nas equipas de controlo em que esƟveram integrados em funções de instrução aos novos elementos, que foram entretanto colocadosnaTorredeControlodoaeroportodeCabul. Equipadebombeiros Prestando serviço de assistência e socorro, a ação desta equipa, caraterizou‐se principalmente pelas diversas intervenções realizadas e nas ações de treino efetuadas, após integração de elementos, nas equipas de assistência e socorrointernacionais,queforamconsƟtuídasem KAIA. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Equipas da Força Aérea 10 Eq. Bombeiros– 05 Eq. Contr.Aéreos. – 03 Eq.Meteorol.-02 Equipa da Força Aérea no Afeganistão Viatura uƟlizada pelos especialistas de operações de socorro 28 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    TacƟcal Air Controller Party(TACP) Unidade de control aéreo avançadoo 1.Missão O (TACP) da Força AéreaTacƟcal Air Controller Party Portuguesa, fez parte da Força Nacional Destacada no Afeganistão em 2005 e tendo como missão principal, controlarmeiosaéreosatribuídos,emapoioaéreopróximo. 2.Organização a.EfeƟvo 7militares b.Estrutura Duraçãoseismeses,podendoserprolongada. Período‐10AGO05 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas capacidades A unidade foi atribuída à ISAF em 10AGO05, comandada pelo Major Machoqueiro, sendo composta por sete militares e incluía viaturas e equipamentos de guiamento, idenƟficaçãoecontrolo. O TACP apoiava inicialmente a Companhia de Comandos da FND que operava no Setor do RC‐C, as QRF dos Regional Area Coordinator (RAC) dos Setores Norte e Oeste e outras unidades ISAF, sem Controladores Aéreos Avançados Terrestres ( – GFAC), aGround Forward Air Controllers designarpeloComandoda ISAF. Posteriormente o TACP, passou a ter definida a prioridade deapoioà QRF/FND/ISAF. 4.Diversos A atribuição, com prioridade para a força do ConƟngente Português, foi definida após deliberação do CSDN, este orgão determinou a parƟcipação nas forças da ISAF, de uma equipa de controladores Aéreos Avançados ‐ TAC (entre outras) ‐, a atuar com prioridade de apoio à QRF/FND/ISAF aparƟrde AGO05. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional TACP 7 TACP em operação no Afeganistão Teste dos equipamentos rádio 29 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Grupo de Comando KAIA 1.Missão “AsForças Armadas planeiam, aprontam e sustentam um Grupo de Comando do Aeroporto de Cabul (...) a fim de integrarem a Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão.” 2.Organização a.EfeƟvo 37militares b.Estrutura Períodode4meses‐01AGO a01DEC05 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas capacidades Portugal foi a de uma equipa mulƟnacionallead naƟon que operava o aeroporto de Cabul, tendo com tarefas principais controlar as operações no aeródromo, a fim de possibilitar o movimento de pessoal e material da ISAF e apoiar o Ministério de Transportes Afegão, na operação do aeroportocivil. O Comando de KAIA teve a seu cargo nesta fase: formação de Controladores de Tráfego Aéreo e de operadores na área da meteorologia, a elaboração de procedimentos (SOP) para as operações, logísƟca, de apoio eproteçãodaforça. Durante 4 meses, o Coronel Piloto‐Aviador Luís Ruivo, comandou, no Aeroporto da capital do Afeganistão, um destacamento composto por 37 militares portugueses, sendo 34 da Força Aérea, dois do Exército e um da Marinha. No dia 1 de dezembro de 2005 este comando foi entregue a umoficialdaForçaAéreaGrega. KAIA ( ), como éKabul Afghanistan InternaƟonal Airport conhecido na NATO, esteve sob gestão portuguesa desde agosto 2005 tendo nesse período sido criadas as condições para a operação noturna do aeroporto, elaborados e implementados documentos normaƟvos nas áreas de operações,logísƟca,apoioeproteçãodaforça. As capacidades locais foram desenvolvidas através da formação de cidadãos afegãos na área do controlo de tráfego aéreo e meteorologia e segundo os padrões da aviaçãointernacional. Foram ainda introduzidas novas valências em KAIA as quais se traduziram num melhor apoio às Forças da NATO no terreno, e à população afegã em geral, nomeadamente nasevacuaçõesaero‐médicas,24horaspordia. Para se ter uma ideia do movimento deste aeroporto, à época, o mesmo era semelhante ao do aeroporto Sá Carneiro, no Porto, ou seja, desde 01 de agosto até ao 01 de dezembro de 2005, a torre de controlo KAIA controlou 14.132 aeronaves militares e civis e o terminal despachou 34.536passageirose13.464toneladasdecarga. Após o regresso a Portugal, este destacamento foi recebido no AT 1 em Lisboa a 2 de dezembro de 2005, permaneceram ainda em KAIA, 10 militares da Força Aérea, das especialidades de Controlo de Tráfego Aéreo, Meteorologia,ManutençãodeAeronaveseManutençãode Material Terrestre, e Controlo Aéreo TácƟco (TACP) ficando com 7 elementos destacados junto da Companhia de Manobra em “ ” que prosseguiu a missãoCamp Warehouse decoordenaroapoioaéreodecombate. 4.Diversos Em dezembro de 2004, a Aliança aprovou uma solução para assegurar o comando do Aeroporto de Cabul até 2007. A Turquia, Portugal, Grécia, Roménia, Bulgária e República Checa exercerão as funções de comando do aeroporto de fevereiro de 2005 a abril de 2007, cabendo a Portugal o períododeagostoadezembrode2005. A parƟr de 19NOV05 e a fim de assegurar a conƟnuidade da formação dos elementos de controlo de tráfego aéreo, Portugal manteve em KAIA 10 militares, na Área de Operações. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Grupo CMDKAIA 34 FAP 2 EXE 1 MAR Placa com medidas de segurança vigentes Cerimónia do Içar da Bandeira Nacional em KAIA 30 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Quick ReacƟon Force QRF 1.Missão(2005a2008) Conduziroperações como (QRF) doQuick ReacƟon Force COMISAF, no apoio ao Governo do Afeganistão (GOA) e Autoridades Afegãs (Forças de Segurança Afegãs), no estabelecimento e manutenção de um ambiente seguro, facilitando a reconstrução do Afeganistão e contribuindo paraaestabilidaderegional. 2.Organização A parƟr de Julho de 2005 a QRF era consƟtuída por uma Secção de Comando, uma Companhia de Manobra, um Centro de Operações TáƟco, um Destacamento de Apoio de Serviços, todos do Exército e uma Equipa de Controladores AéreosAvançados(TACP)daForçaAérea. 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela capacidade a.Anode2005 A primeira QRF a ser projetada para o Teatro de Operações (TO) do Afeganistão (AFG), foi comandada pelo Tenente‐CoroneldeInfantariaComandoLuísFilipeCarvalho das Dores Moreira, permaneceu em TO desde 03AGO05 a 18FEV06. O seu efeƟvo era composto por 157 militares, 150 do Exército e 7 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 44 Sargentos e99Praças. A unidade de manobra era consƟtuída pela 2ª Companhia de Comandos (2ªCCMDS) e efectuou o aprontamento no RegimentodeInfantaria1,naSerradaCarregueira. A QRF encontrava‐sesediadaemCamp Warehouse (CW), Cabul. DasuaacƟvidadeoperacionaldestaca‐se: • Operação TUBARÃO, de 23AGO05 a 16SET05, com a finalidade de intensificar a presença na AO da Kabul MulƟnaƟonal Brigade (KMNB). Para a 2ª CCMDS, a missão atribuída, contemplava a realização de patrulhas motorizadas, patrulhas apeadas, montar VCP (Vehicle Check‐Point) e manter um Grupo de Combate (GrComb) em QRF a15minutosde (NTM);NoƟcetoMove • Operação SUPPORT NAPCE, de 01SET05 a 19DEC05, dentro da AO do KMNB, por forma a garanƟr a segurança durante as eleições da Assembleias Nacional eprocessopolíƟcoinerente; • Operação SCREEN III, em 09SET05, com a finalidade de apoiar o (ASP) na segurança aoAfghan Security Partners OlympicStadiumenocontrolodeacessosàcidade; • Operação OCTOPUS II, de 17SET05 a 13OUT05, com a finalidade de efectuar vigilância em possíveis áreas de lançamento de , detectar e deter qualquerrockets Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Viaturas em patrulha no Kabul Military Training Center 32 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    suspeito de acƟvidadedas Opposing Military Forces (OMF). As missões foram atribuídas através da matriz Intelligence, Surveillance, Target AcquisiƟon & Reconnaissance(ISTAR); • Operação SPIDER, de 24SET05 a 06OUT05, operação de vigilância ao longo do iƟnerário CRIMSON, com o objecƟvodedetectarelementosda OMF; • Operação PASS GUARD II, para estabelecimento de segurançaaospaióisda KMNB; • Operação DOCTOR NO, de 04OUT05 a 06OUT05, visitadoSecretário‐Geralda NATO aCabul; • Operação EXPANSION II, de 07OUT05 a 11OUT05, visita de uma delegação do Joint Force Commander – Brunssum (JFC‐B) ao AFG; A QRF portuguesa (PRT) escoltou a delegação do JFC‐B em 06OUT05 até Bagram Airfield (BAF) e em 07OUT05, de regresso ao Quartel‐ General da (ISAFInternaƟonal Security Assistance Force HQ); • Operação KABUL SHIELD, de 12OUT05 a 14OUT05 com a finalidade de aumentar a vigilância em toda a AO, por forma a evitar o lançamento de porrockets elementosda OMF; • Operação RUBICON, de 17OUT05 a 18OUT05, escolta a um grupo de 20 elementos do ISAF HQ de Cabul para o túnelde em17OUT05;Salang • Operação CALAMARI I, II e III, de 29OUT05 a 01NOV05, incremento da segurança nas instalações da UNAMA, das Organizações Internacionais e da ISAF, para deter, detetar e/ou prevenir qualquer ataque contraestasinstalações; • Operação SWORDFISH, de 02DEC05 a 06DEC05, aumento da vigilância no centro de Cabul, para detectar e deter qualquer ataque contra as localizações do Regional Economic CooperaƟon Conference (RECC). A KMNB esteve pronta para responder a qualquer incidente em apoio às Afghan NaƟonal Security Forces (ANSF); • Operação AFGHAN VENTURE, de 08DEC05 a 15DEC05 e Operação AFGHAN COURAGE, de 16DEC05 a 20DEC05, coordenação com a ANSF para garanƟr um ambiente seguro na Cabul AO, no período que antecedeu à inauguração da Assembleia Nacional, assegurando que todos eventos decorressem sem distúrbiosouincidentes; • Operação BATs FLIGHT em 29DEC05, vigiar as passagens entre as montanhas da província de e oLogar distrito de , para prevenir as OMF de introduzirMusahi munições e explosivos na área de Cabul com o objecƟvo de privar os terroristas dos seus recursos para possíveis atentados; • Operação DETERMINED EFFORT, conduzir operações desegurançaeestabilizaçãonaCabul AO; • Operação NEW YEAR SHIELD de 30DEC05 até 01JAN06, incrementar a vigilância nos locais mais prováveis de lançamento de na Cabul AO, derockets forma a impedir ou deter ataques de contra asrockets instalaçõesda ISAF; • Operação HADES em 09JAN06, executar uma vigilância da área em , com a finalidade deBagrami impedir a execução de acções violentas por parte de elementos da OMF, durante o Dia do Sacriİ cio (AL‐ ADHA)egaranƟrassimasegurançanaregião; • Operação LONDON CALLING de 29JAN06 a 31JAN06, vigiar as áreas mais sensíveis dentro da AO por forma a dissuadir/impedir qualquer ataque contra a ISAF, Combined Forces Command Afghanistan (CFC‐A), GOA e ANSF, durante o período em que decorreu a ConferênciadeLondres; •Operação WASP NEST,aparƟrde23JAN06aumentara presença na parte Sul do distrito de , por formaBagrami a ganhar a confiança da população local e aumentar o conhecimentosobreasituaçãolocal; • Operação TUBARÃO II de 21FEV06 a 10MAR06, conduzir o treino de procedimentos aeromóveis e operações conjuntas com a PRT Coy (Central QRF) e as unidades de manobra da KMNB, por forma a qualificar a PRT Coy como ISAF Central QRF e Reserva da KMNB; Esta operação aplicou‐se à 1ª CCMDS que rendeu a 2ª CCMDS,enquanto ISAF CENTRAL QRF; • Operação ISAF SUPPORT TO EMBASSIES/IC, a ISAF preparou‐se para apoiar a evacuação de pessoal das embaixadas para local seguro, apoio a pedido das ANSF, assegurando a sua liberdade de movimentos e a protecçãodassuasforças; • Operação ISAF PROVIDE REINFORCEMENT TO N O RT H E R N A N D W ES T E R N R EG I O N S, com posicionamento da PRT Coy/CENTRAL QRF em KAIA de 072200LFEV06 até 120600LFEV06, por forma a ser projectada em qualquer parte da ISAF AO em caso de necessidade. Um facto muito relevante, foi o falecimento em 18NOV05, do 1º Sargento Comando João Paulo Roma Pereira, num acidente ocorrido, durante uma patrulha em BAGRAMI. O corpo do militar, foi transladado para Portugal em21NOV05. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Treino com meios aéros, CH47 Chinook Posto de Observação DOLPHIN 33 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 8º Contingente Nacional 1Sarg Inf Comando João Paulo Roma Pereira, falecido a 18NOV05. 34 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    b.Anode2006‐1ºSemestre A segunda QRFa ser projetada para o TO do AFG foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Comando PedroMiguelAlvesGonçalvesSoares. Para cumprir a missão dispunha da mesma composição e arƟculação da QRF anterior, sendo o seu efeƟvo composto por 157 militares, 150 do Exército e 7 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 42 Sargentos e 101 Praças. A unidade de manobra era a 1ª CCMDS e o aprontamento foi efectuado noRegimentodeInfantaria1,naSerradaCarregueira. Permaneceu em TO desde 18FEV06 a 29AGO06 e esteve sediadaem (CW),Cabul.CampWarehouse DasuaaƟvidadeoperacionaldestaca‐se: • Operação TUBARÃO II, de 04FEV06 a 10MAR06, com a finalidade de conduzir de patrulhas conjuntas em toda a AO etreinoaeromóvelcom CH‐47; • Operação SACEUR VISIT, de 26 a 28FEV06, uƟlizando umGrCmdscomo QRF; •Operação GOA CONFERENCE,de27FEV06a01MAR06, durante a conferência dos governadores provinciais e membros dos concelhos em Cabul; Esteve de prevenção durante 3 dias em KAIA, um GrCmds como QRF para possívelprojecçãoporhelicóptero; •Operação BRUSSUM VISIT,de15a17MAR06,durantea visita do COMMANDER ALIED JFC‐B, com a 1ª CCMDS prontaeàordem; • Operação COCKROACH I, de 12 a 22MAR06, para evitar o lançamento de da parte mais críƟca da AO derockets Cabul ( ) a área foi patrulhada de dia e de noiteBagrami pela1ª CCMDS; • Operação AFGHAN HAPPY NEW YEAR, de 20 a 22MAR06, durante as comemorações do ano novo Afegão, com um GrCmds em QRF no QG/ISAF e dois GrCmdsem CW prontosparaprojecção; • Operação NATO MC VISIT, de 27 a 30MAR06, durante a visita do MILITARY COMMITTEE NATO com um GrCmdsem QRF a15minutosde NTM prontoaintervir. • Operação CHRISTMAS TREE EMBASSIES, em 31MAR06, para conter possíveis tumultos junto à embaixada italiana pela concessão de asilo políƟco a RAHMAN, que se converteu ao crisƟanismo, com a 1ª CCMDS prontaaintervir; • Operação KABUL FIND 06, em 10ABR06, para garanƟr a segurança à área onde ocorreu um exercício da ISAF de recuperaçãodepessoal,comumGrCmds; • Operação COCKROACH II, de 09 a 19ABR06, com o mesmo conceito da primeira operação, mas empregando o patrulhamento em toda a área da KMNB eincidindonasáreasmaiscriƟcas( e );Bagrami Pagman • Operação DSACEUR VISIT, de 21 a 23ABR06, durante a visita do DSACEUR ao JOC/KMNB, com um GrCmds em QRF a15minutosde NTM; • Operação BEGONIA, de 28 a 29ABR06, durante as comemorações do dia da independência do AFG, com GrCmds em QRF no ISAF HQ, no Estádio Olímpico e em CW; • Operação CHOC, em 04MAI06, durante a cerimónia de posse de Comando da ISAF IX, com um GrCmds a montar segurança (VCPs) com a KCP e a patrulhar a área Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Treino de embarque em meios aéreos 35 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Suldo ISAF HQ; •Operação CROW, de 06 a 21MAI06, conƟnuando a série COCKROACH com a 1ª CCMDS no patrulhamento de toda a AO da KMNB, incidindo na área mais críƟca ( ), mantendo um GrCmds em QRF a 15 minutosBagrami de NTM; • Operação CARRIER PIGEON CIS TEST, em 09MAI06, durante o deslocamento de uma coluna militar de Cabul para , com vista a fazerem‐se testes deSurobi comunicações, a 1ª CCMDS manteve um GrCmds em QRF a15minutosde NTM; • Operação PTS CONFERENCE, em 15MAI06, durante a realização de uma conferência do Governo do AFG num hotel de Cabul, com a 1ª CCMDS a patrulhar áreas críƟcasconƟdasnasboxes EAGLE e HAWK; •Operação SUPERMARKET I,de15a22MAI06,durantea construção de um perímetro de segurança a um depósito de munições e explosivos do exército Afegão, coma1ª CCMDS empatrulhamentoduranteanoite; • Operação SATURN NPA VISIT, de 17 a 20MAI06, durante uma visita a Cabul da NATO Parliamentary Assembly, com um GrCmds em QRF a 60 minutos de NTM; • Operação COMUSAFE COM VISIT, de 17 a 20MAI06, durante uma visita ao ISAF HQ pelo COMUSAFE/COM CC AIR RAMSTEIN, com um GrCmds em QRF a 60 minutosde NTM; • Operação SUPERMARKET II, de 25 a 27MAI06, com a intervenção semelhante à primeira desta série, pela 1ª CCMDS; • Operação SOPHIA PRT EXECUTIVE MEETING, em 25MAI06, durante um encontro com vários ministros Afegãos e embaixadores dos diversos países parƟcipantes na ISAF, com um GrCmds em CW, como QRF ea15minutosde NTM; • Operação KABUL TROUBLES, em 30MAI06, após distúrbios provocados por um acidente de viação com viaturas da Coligação, a 1ª CCMDS manteve‐se pronta a intervircomumGrCmdsa60minutosde NTM; • Operação CALAMAR KABUL CITY, em 02JUN06, no seguimentodaOperação KABUL TROUBLES eperantea possibilidade de mais distúrbios, com o empenhamento da1ª CCMDS; • Operação CRICKET GAME, em 04JUN06, durante um jogo de entre a selecção nacional Afegã e umacricket equipa do ISAF HQ, com um GrCmds em QRF a 15 minutosde NTM em CW; • Operação TURTLE, de 15JUN06 a 16JUL06, com projecção para desenvolver acções de patrulhamento na região de e garanƟr um GrCmds como QRF emFarah SHINDAND a60min NTM eem HERAT a120minutosde NTM; • Operação PASS GUARD, para estabelecimento de segurançaaospaióisda KMNB; •Operação TRIGGER IIRT,paraForceProtecƟonaequipas Mobil Medical Team Explosive Ordnance(MMT) e Disposal (EOD), em caso de tentaƟva de atentado ou ameaça (IED);ImprovisedExplosiveDevice • Operação WHITE SNOW, com a 1ª CCMDS a relatar a situaçãodoestadodosiƟnerários; •Operação RAT TRAP II,comvistaàcapturadepessoalna partecentraldeCabul. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Viatura em patrulha durante a Operação TURTLE 36 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 42.
    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Patrulha no interior de uma Aldeia Afegã Contato com a população civil durante operação Cerimónia de atribuição da Medalha NATO Coluna de viaturas durante a Operação TURTLE 37 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 43.
    Anode2006‐2ºSemestre A terceira QRFa ser projetada para o TO do AFG, foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Pára‐ quedista Paulo José de Sousa Teles Serra Pedro. Permaneceuemmissãono TO desde29AGO06a28FEV07. Dispunha da mesma composição e arƟculação das QRF anteriores, com o efecƟvo a 149 militares, 141 do Exército e 8 da Força Aérea, sendo 13 Oficiais, 36 Sargentos e 99 Praças.Aunidadedemanobraeraa11ªCompanhiadePára‐ quedistas, do 1º Batalhão de Infantaria Pára‐quedista. Efectuou o seu aprontamento em S. Jacinto, no Regimento deInfantaria10. DasuaaƟvidadeoperacionaldestaca‐se: • Segurança a (KAF), de 02SET06 aKandahar Airfield 03NOV06, no (RC‐S), a fim deRegional Command South efectuarsegurançaİ sica,emperímetrodaárea; • Operação WYCONDA OQAB III, de 07NOV06 a 05DEC06, na Província de noFarah Regional Command West (RC‐W), com a finalidade de efectuar uma vigilânciadeflanco; •Operação WYCONDA OQAB I,de16NOV06a30NOV06, na Província de no RC‐W, com a finalidade deFarah efectuar patrulhas de segurança e vigilância nos principaisiƟnerários; • Operação WYCONDA OQAB IV, de 01DEC06 a 05DEC06, na Província de no RC‐W, com aFarah finalidade de efectuar uma vigilância de flanco e monitorizaçãodepostosdecontroloemapoiodo ANA; • Operação CENTAURO FADO,de20DEC06a 23JAN07no RC‐C, com a finalidade de efectuar patrulhamentos dos iƟnerários; • Operação CARAVEL, de 27JAN07 a 13FEV07 no RC‐C, com a finalidade de efetuar patrulhamentos dos iƟnerários. OutrasaƟvidades: •Reconhecimentoao RC‐S,de28SET06a03OUT06; •Reconhecimentoao RC‐W,de10OUT06a13OUT06; • Ajuda humanitária em 06JAN07 no RC‐C, onde foram entregues arƟgos escolares, medicamentos e géneros alimentaresnumaescolaehospital; • na Operação VIKING (AjudaForce ProtecƟon Humanitária em Cabul) em 08FEV07 no RC‐C. A acƟvidade (CIMIC),Civil‐Military CooperaƟon finlandesa ao Centro de Refugiados no Police District (PD) 6, com 600 famílias; Esta acƟvidade humanitária em Cabul distribuiu 11 toneladas de alimentos e 400 cobertores. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Desembarque da força e meios em Herat, a oeste do Afeganistão. Reabastecimento aéreo de combusơvel 38 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 44.
    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Apoio Sanitário à população civil Patrulhas em FARAH, Oeste do Afeganistão Manutenção de viatura Ação CIMIC em Cabul. 39 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 45.
    Anode2007‐1ºSemestre A quarta QRFa ser projetada para o TO do AFG, foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Pára‐ quedistaPauloJúlioLopesPipadeAmorim.Permaneceuem missãono TO desde28FEV07a28AGO07. Dispunha da mesma composição e arƟculação das QRF anteriores, com um efeƟvo de 158 militares, 150 do Exército e 8 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 45 Sargentos e 98 Praças. A unidade de manobra era a 2ª CCMDS. Efectuou o seuaprontamentonoRegimentodeInfantaria3,emBeja. DasuaaƟvidadeoperacionaldestaca‐se: • Operação OQAB MAGNET DECISIVE PHASE, de 04 a 09MAR07 no RC‐C, com a finalidade de conduzir reconhecimentos e operações conjuntas com o French (FR) BG, Task Force (TF) CARACAL e TF PANTERA, no interior da BOX FOXHOUND no distrito de , a fimSurobi desefamiliarizarcomaÁreadeOperaçõesdo RC‐C; • Operação OQAB MAGNET ENDURING PHASE, de 16MAR07 a 06ABR07, no RC‐C, com a finalidade de conduzir patrulhamentos diurnos e nocturnos nas boxes FOXHOUND, ALSATIAN e BOXER emapoiodo FR BG; • Operação ELYSIAN FIELDS, de 01 a 06ABR07 no RC‐C, com a finalidade de reportar permanentemente qualquer evento relacionado com a segurança nos iƟnerários principais de reabastecimento, especialmentenoIƟnerário CRIMSON; • Operação ELYSIAN FIELDS de 15ABR07 a 02MAI07 no RC C, com a finalidade de apoiar a rotação do FR BG, conduziu patrulhamentos a Noroeste de Cabul, desde Shakar Darreh Estalef Qareh Bagha e , exercendo o esforçonoIƟnerário HORSESHOE; • Operação DOGAN BARIS de 17ABR07 no RC‐C, com a finalidade de garanƟr a segurança em redor do complexo de durante a visita dosPol‐e Charkhi Embaixadores do a esteNorth AtlanƟc Council complexo; • Operação DOGAN DESTEK de 18ABR07 a 04MAI07 no RC‐C, como QRF (‐) a 30 minutos de NTM, reforçada com equipa EOD e MMT e reconhecimentos aéreos, para apoiar as ANSF na da Feira da Agricultura durante o períodocompreendidoentre18ABR07a04MAI07; • Operação NOW RUZ ADALAT de 06MAI07 a 20JUN07 nos RC‐C, RC‐Ee RC S.De06a13MAI07‐ daDeployment QRF Portuguesa para KAF na região Sul do Afeganistão. De17a20JUN07–RedeploymentdaForçaparaKabul; • Operação ILUSÃO em 17MAI07 no RC‐S, com a finalidade de executar uma manobra de diversão na regiãodeHowz‐e‐madad(41RQQ2193); • Operação HOOVER de 24 a 26MAI07 no RC‐S, com a finalidade de estabelecer uma posição de detenção a OESTE de , a fim de conter movimentos insurgentesAlizi (INS)eoacessoàregiãode (distritoda );Nalgham Zhari • Operação ESCORPIÃO de 02 a 05JUN07 no RC‐S, com a finalidade de conduzir Operações de Nomadização e de Limpeza de Zona na Box DONINHA (distrito de Maywand), a fim de interditar e desorganizar a acƟvidade INS nessa região. Material apreendido e detenções: • Recuperados/apreendidos: um camião roubado ao Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Operação NOW RUZ ADALAT no RC S 40 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 46.
    GIRoA,duaspick‐upequatroveículosligeiros; •DeƟdascatorzepessoas; • Apreendido oseguinte armamento e munições: 5 AK47, 4 Metralhadoras Ligeiras PKM, 2 RPG 7, 10 Granadas de RPG, 1 Espingarda de repeƟção, 1 Espingarda , 1 Máscara NBQ, diversasSimonov munições 7,62mm e material diverso para o fabrico de IED's. • Operação VÍBORA 02 de 10 a 14JUN07 no RC‐S, com a finalidade de conduzir Operações de Nomadização e de Limpeza de Área nas Boxes LISBOA, PORTO, COIMBRA e BEJA (distrito de ), a fim de interditar eMaywand desorganizar a acƟvidade INS nessa região. Material apreendidoedetenções: • Recuperados/apreendidos: uma viatura 4x4 e um veículoligeiro; DeƟdastrêspessoas; • Apreendido o seguinte armamento e munições: 2 AK47, 3 Metralhadoras Ligeiras PKM, 1 Espingarda de repeƟção , diversas munições calibreLee Enfield 5,45mm, 5,56mm NATO e 7,62mm, 2 minas AP e materialdiversoparaofabricode IED's; • Foram apreendidos igualmente vários sacos com estupefacientes. • Operação SUKRAN de 25JUN07 a 02AGO07 no RC‐C, com a finalidade de se assumir como QRF do RC‐C a 6 horasde NTM. OutrasaƟvidades: • Sessões de Tiro Real em , no RC‐C, com aPol‐e Charkhi finalidade de verificar e adaptar o armamento ao TO e manter a proficiência necessária ao cumprimento da missão; • Segurança ao paiol de munições localizado na Área Militar do (ANA), de 12 aAfghan NaƟonal Army 14MAR07, 08 a 10ABR07, 09 a 11JUL07, 19 e 20JUL07, em naáreado RC‐C;Pol‐eCharkhi • Reconhecimento ao RC‐S de 26 a 29ABR07, com a finalidadedeCoordenaraOperação ADALAT;NowRuz • Entrega Ajuda Humanitária em 15JUN07 no RC‐S, efectuada na (PBW) com entrega aoPatrol Base Wilson Governador do Distrito de , de medicamentos eZhari génerosalimentares; • Apoio de 26 a 30JUN07 ao Reconhecimento do TO do AFG aos militares da futura Força Nacional a destacar no 2ºsemestrede2007; • Force ProtecƟon em 27JUN07 no RC‐C, a uma coluna duranteo ;AfghanInternaƟonalDrugTraffickingDay • Apoio ao Embaixador Português António Ramalho OrƟgão de 17 a 19JUL07 no RC‐C durante a apresentação de credenciais ao Presidente do Afeganistão; • Exéquias fúnebres do Rei de 24 a 26JUL07 noZahir Shah RC‐C,com NTM a30minutos; • JOINT PEACE JIRGA (JPJ) de 07 a 12AGO07 no RC‐C, parasegurançadoCentrodeControlodo JPJ. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Material apreendido na Operação ESCORPIÃO Material apreendido na Operação VÍBORA 02 Patrulhas de normalização no RC‐S. Auxílio às Forças Afegãs 41 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 47.
    42 Operações no RC‐S. Operaçõesno RC‐C. Travessia de linha de água na região de Surobi. Shura com o governador de Zhari em PBW. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 48.
    Anode2007‐2ºSemestre A quinta QRFa ser projetada para o TO do AFG, foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Pára‐ quedistaDavidTeixeiraCorreia. O seu efeƟvo era composto por 157 militares, 150 do Exércitoe7daForçaAérea(EquipadeControladoresAéreos Avançados). A unidade de manobra era a 22ª Companhia de Pára‐quedistas, do 2º Batalhão de Infantaria Pára‐quedista. Efectuou o seu aprontamento em S. Jacinto, no Regimento deInfantaria10. Encontrava‐sesediadaem CW,Cabul. DasuaaƟvidadeoperacionalsalienta‐se: • A contribuição para a segurança e o desenvolvimento da ProvínciadeCabul RC‐C; • A segurança na Província de (RC‐S) nos distritos deZabul Qalat ShaJoye ; Um facto relevante foi o falecimento, em 24NOV07, do Soldado Pára‐quedista Sérgio Miguel Vidal Oliveira Pedrosa num acidente de viação, que ocorreu durante o deslocamento de uma coluna de viaturas militares da FND, paraoSuldo AFG. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Patrulhas de segurança na região de Cabul Observação e vigilância Operação RING ROAD SOUTH, no RC S UXO encontrados 43 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 49.
    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Soldado Pára‐Quedista Sérgio Miguel Vidal Oliveira Pedrosa, falecido a 24NOV07. 44 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Anode2008 A sexta QRFa ser projetada para o TO do AFG foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Comando CarlosAntónioMansoMendesBartolomeu. Dispunha da mesma composição e arƟculação das QRF anteriores, com o efeƟvo de 157 militares, 150 do Exército e 7 da Força Aérea, sendo 14 Oficiais, 46 Sargentos e 97 Praças. A unidade de manobra era a 2ª CCMDS e efetuou o seu aprontamento no Centro de Tropas Comandos, em Mafra. Encontrava‐se sediada em CW, Cabul; Executou acƟvidadeoperacionalde28FEV08a01JUL08. DasuaaƟvidadeoperacionalsalienta‐se: • Operação PAMIR ENDURING PHASE, de 29FEV08 a 11MAR08, no RC‐C, com um reconhecimento aéreo à AO do RC‐C e efetuar patrulhas conjuntas com os 3 BG do RC‐C,Italiano,FrancêseTurco; • Operação COBRA MOUTAIN II, em 19MAR08 no RC‐C, com um patrulhamento montado ao distrito de Surobi por forma a treinar o reforço à Forward OperaƟng Base TORA; •Operação CRAZY BUFFALO,de23MAR08a03ABR08no RC‐C, com um GrCmds a 15 minutos de NTM em apoio à operaçãodo BG Francês; • Operação ORANGE, de 23 a 29MAR08 no RC‐C, com um GrCmds com NTM de 15 minutos para efectuar Crowd Riot Control (CRC); Escolta a viaturas francesas com funcionáriosdaEmbaixadadaHolanda; • Operação SOHIL LARAM IV, de 18ABR08 a 09JUN08, nos RC‐C, RC‐E e RC‐S, com projecção para o RC‐S e actuação como força de Quadricula de 23ABR08 a 01JUN08 na Vila de ,Hutal Maywand District; Redeploymentparao RC‐Cem09JUN08; • Reforço de segurança à Prisão de , de 27 aPol‐e Charkhi 28JUN08no RC‐C,comumGrCmdsde QRF e NTM de15 minutos. OutrasaƟvidades: • ,de13a26FEV08no HQ ISAF e RC C,KeyLeaderTraining com a finalidade de familiarizar os quadros da 2ª CCMDS coma ISAF eos BG do RC‐C; • Sessões de Tiro Real no Kabul Military Training Centre (KMTC), para verificação e adaptação ao armamento no TO. Manutenção da proficiência necessária ao cumprimentodaMissão; • Reconhecimento a KAF de 20 a 22MAR08, com a finalidadedeprepararoempenhamentono RC‐S; • PASS GUARD, de 25 a 28MAR08, com a finalidade de efectuarsegurançaaopaioldemunições; •Retracçãoparao TN,de01a30JUL08. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Desembarque de helicóptero durante a Operação COBRA MOUNTAIN II Operação HUTAL no RC‐S. 45 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Anode2010 Em 2010 aQRF voltou ao TO com uma consƟtuição semelhante à dos anos anteriores. De acordo com DireƟva Operacional nº 035/CEMGFA/09; O seu local de emprego era agora a AO do RC‐C. A FND Ɵnha como missão consƟtuir‐se como do COM RC‐C eQuick ReacƟon Force preparar‐se para conduzir operações de segurança e estabilização em qualquer parte da AO do RC‐C, a fim de contribuir para o estabelecimento e manutenção de um ambienteseguro. Esta QRF foi comandada pelo Tenente‐Coronel de Infantaria Comando Ulisses Alves, tendo cumprido a sua missão entre 19ABR10 e 24SET10. O seu efeƟvo era composto por 162 militares do Exército e da Força Aérea, sendo a unidade de manobra a 2ª CCMDS. O seu aprontamento foi efectuado no Centro de Tropas Comando, SerradaCarregueira. A QRF ficousediadaem CW,Cabuleactuoucomoforçade reacção rápida do RC‐C, podendo ser empregue em qualquer parte da AO do RC‐C, com capacidade de cumprir asseguintesmissões: •Evacuaçãodepessoal; •Escoltas; •VigilânciaeReconhecimento; •ControlodeTumultos; •DefesadePontosSensíveis; •Patrulhas; •Operaçõesaeromóveis; •Protecçãoa VIP eapoioaeventosgovernamentais. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Patrulha de presença na Área de Operações Patrulha de Reconhecimento na Área de OperaçõesPatrulha de presença na Área de Operações 46 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Operação TURTLE ‐ Deslocamento de viaturas. TACP em apoio à QRF. Preparação para operação. Operação COBRA MOUNTAIN ‐ Patrulhas. 47 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Operação COBRA MOUNTAIN ‐ Deslocamento de viaturas. Operação HUTAL ‐ Apoio sanitário à população civil. Visita de Alta EnƟdade, Comandante Operacional do Exército, TGen António Palma. Operação HUTAL ‐ Apoio sanitário à população civil. 48 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    49 Estandarte heráldico dasOMLT‐KCD. OMLT Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    OperaƟonal Mentor and LiaisonTeam ‐ Garrison (OMLT‐G) 1.IntroduçãoeMissão O fator mais significaƟvo para a garanƟa de um Afghan NaƟonal Army (ANA) inteiramente eficaz e autossuficiente é o apoio prestado pelas NATO OperaƟonal Mentor and Liaison Teams (OMLT) e pelas Embedded Training Teams (ETT). O Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), de 26 de Julho de 2007 deu parecer favorável à proposta do Governo Português para o envio, no 1º trimestre de 2008, de uma Equipa, com cerca de 15 elementos, para apoio à formação doExércitoAfegãoduranteumperíodode6meses. A OMLT seria empregue no âmbito do “serial” 9.01.3.9 da Combined Joint Statement Of Requirements (CJSOR) desenvolvendo a sua aƟvidade de assessoria no interior do aquartelamento de uma Unidade de Guarnição Afegã e respeƟvo campo de manobras em PeC, situado a Este de Cabuleacercade20KmdocentrodacapitalAfegã. Tendo sido consƟtuídas desde março de 2008 a abril de 2012, oito OperaƟonal Mentor and Liaison Teams de Guarnição (OMLT‐G), comandadas pelos seguintes militares: • OMLT‐G01: TCorInf CMD PedroSoares; • ;OMLT‐G02: TCorArtGreenD.Henriques • OMLT‐G03:TCorInfCostaSantos; • OMLT‐G04:TCorArtLuisMonsanto; • OMLT‐G05:TCorInf J.daSilvaPereira; • OMLT‐G06:TCorInf OE CunhaGodinho; •OMLT‐G07: TCorArtAntónioParadelo; •OMLT‐G08: TCorArtJoséConceiçã .o As primeiras OMLT‐G “serviram” na área da mentoria ao EM da Unidade de Guarnição nº3 ( )Garrison Support Unit do Corpo 201 situado em PeC, por forma a facilitar o desenvolvimento de um ANA competente, profissional e autossuficiente. Posteriormente, com a restruturação do ANA e a criação da (111CapDiv),passouaseraunidade111ªCapitalDivision de guarnição desta Divisão a ser mentorada pelos militares portugueses. As OMLT‐G, Ɵveram como missão genérica atribuída, treinar, ensinar e mentorar em todas as áreas funcionais de uma unidade de guarnição, para o conơnuo desenvolvimento das suas capacidades incluindo procedimentos de Estado‐Maior para operações, ao nível Batalhão. 2.Organização Foram consƟtuídas por militares dos 3 ramos das Forças Armadas, maioritariamente do Exército, mas variaram ao longo do tempo no seu número (11 a 30 militares), dependendo a sua consƟtuição da integração ou não de uma .ForceProtecƟon 3.PrincipaisaƟvidades/tarefasdesenvolvidas Das principais aƟvidades desenvolvidas, na área da mentoria,oesforçoconcentrou‐seessencialmentenoapoio e na apresentação de soluções para os problemas e obstáculos que surgiam diariamente nas diversas áreas funcionais, tais como as de Pessoal, LogísƟca, Operações, ComunicaçõeseEngenharia. Segundo parecer da ISAF, as OMLT foram contributos significaƟvos que as nações deram para apoiar o desenvolvimento e profissionalização do ANA, no âmbito do processo de transição. Portugal garanƟu durante quatro anos o ensino, treino e mentoria da GSU do Campo Militar de PeC. Terminado este ciclo, à luz dos diversos elogios formulados por enƟdades da ISAF, considera‐se que o trabalho realizado pelas sucessivas equipas foi notável e sem dúvida dotou a GSU com as ferramentas e conhecimentos necessários que permiƟram enfrentar os desafios, a avaliar pela dimensão e quanƟdade de infraestruturasconstruídaseapoiosefetuados. Uma imagem de graƟdão foi permanentemente passada às equipas nacionais que transmiƟram as melhores práƟcas em uso nas Forças Armadas Portuguesas, tendo valorizado em ulƟma instância a imagem de Portugal quer perante os nossosAliadosda NATO edoEstadoAfegão. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Transferência de Autoridade entre OMLT 50 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 8º Contingente Nacional AƟvidade de mentoria com o Comandante da GSU Apoio a uma escola em Cabul Ação de formação Foto de grupo com Equipa de Inspeção 51 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    OperaƟonal Mentor and LiaisonTeam ‐ Division (OMLT‐D) 1.IntroduçãoeMissão Em 26 de julho de 2007, o Conselho de Segurança da Defesa Nacional (CSDN), deu parecer favorável à proposta do Governo Português para o envio, no primeiro trimestre de 2008, de uma OperaƟonal Mentor and Liaison Team (OMLT). De acordo com a estratégia de transição da NATO no Teatro de Operações (TO) do Afeganistão (AFG), era fundamental uma evolução sistemáƟca e consistente das Forças de Segurança Afegãs (Afghan NaƟonal Security Forces – ANSF) por forma a permiƟr ao governo do AFG o estabelecimentodeumclimadesegurançaalongoprazo. O objeƟvo final, era dotar as capacidades necessárias às A N S F para o cumprimento da sua missão. As responsabilidades foram transferidas gradualmente libertandoassim,asforçasaliadas. Todas as OMLT portuguesas, Ɵveram como missão principal treinar, orientar e ensinar os procedimentos de estado‐maior relaƟvos ao emprego operacional de uma grande unidade afegã (111 CapDiv), desenvolvendo as suas aƟvidadesdeassessoriano HQ/111CapDiv. 2.Organização O (CONOPS) de 08jun09 definiaConcept of OperaƟon quatroprincipaistarefasadesenvolverpelas OMLT.Nocaso em concreto da mentoria à 111CapDiv, (uma das grandes unidades do ANA responsável pela condução de operações desegurançanaprovínciadeCabul): 1. Treinar, ensinar e mentorar as áreas funcionais do estado‐maior da Divisão de Cabul, incluindo as tarefas e procedimentos de Comando e Controlo no processo de tomada de decisão militar para prossecução das MissionEssenƟalTaskList(METL); 2. Serem elementos facilitadores na cooperação e arƟculaçãocomoutrasunidades; 3. Apoiar no planeamento e execução de operações de combatedaDivisão; 4. Servir de elementos de ligação entre o Comando ISAF e oComandoda111CapDiv. O referido documento mencionava ainda as relações de ComandoeControloapresentadasemcima. Portugal destacou seis OMLT‐D para o TO do Afeganistão no período compreendido entre março de 2009 e abril de 2012 e cada equipa foi formada por 17 elementos do Exército (9 Oficiais e 8 Sargentos), apesar de o CONOPS anteriormente referido, mencionar uma consƟtuição de 20 militaresecorrespondenteàseguintearƟculação: Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Estrutura da relação de comando e controlo das OMLT‐D 52 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 58.
    Marçode2009aoutubrode2010 As primeiras trêsOMLT‐D (OMLT‐D 01/01, OMLT‐D 01/02 e OMLT‐D 01/03), esƟveram no TO, no período compreendido entre março de 2009 e outubro de 2010 e por períodos de 6 meses, tendo sido comandadas respeƟvamentepor: • OMLT‐D01/01:CorInfParaDuartedaCosta; • OMLT‐D01/02:CorInfParaSantosCorreia; • OMLT‐D01/03:CorInf CMD MouraPinto. 3.Principaistarefas/aƟvidadesdesenvolvidas De referir que a OMLT‐D 01/02 teve de se adaptar a uma mudança no ambiente e condições pelo facto de ter migradode KAIA‐Sulpara KAIA‐Norte. Destacam‐secomoprincipaisaƟvidadesasseguintes: 1‐ Acompanhamento do Comando e Estado‐Maior da 111CapDiv em duas Operações de Cerco e Busca na região de e onde esƟveramMusahi Paghman, envolvidas as subunidades da Divisão, os Serviços de Informações e Segurança Afegãos (NDS), a Polícia de Cabul (KCP) e o (RC‐C). ARegional Command – Capital OMLT‐D 01‐02 organizou‐se em três grupos de mentores, sendo que o primeiro acompanhou o PC TáƟco da CapDiv, o segundo apoiou o PC Principal em KAIA Sul e o terceiro guarneceu o PC Nacional com o objecƟvo de garanƟr ligação à QRF e Portugal. No total das duas operações, foram capturados 10 insurgentes, diversomaterialearmamento; 2‐ Acompanhamento na criação e desenvolvimento dos Planos de Segurança, implementados pela Divisão quando da realização das eleições e tomada de posse do Presidente da República, , nas diversasHamid Karzai visitas efetuadas pelo mesmo e na receção de inúmerasAltasEnƟdadesestrangeiras; 3‐Reconhecimentosaéreoseterrestres; 4‐ Várias Operações Humanitárias, nomeadamente em escolas,acampamentosehospitais. Outubrode2010aabrilde2012 Na sequência de uma reorientação estratégica da NATO, Portugal reviu a sua parƟcipação na ISAF e consƟtui um ConƟngente Nacional (CN)/FND com um incremento de reforço de Equipas de Formadores/Instrutores, entre as quais da GNR, mantendo‐se a OMLT‐D e OMLT‐G. Os CN assumiram a seguinte consƟtuição, com a manutenção da estruturaemissãoda OMLT‐Datéabrilde2012: Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Acompanhamento de Operação de Cerco‐Busca em Musahi. Acompanhamento de Operação de Cerco‐Busca em Paghman. 53 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Durante este período,integraram o CN/FND/ISAF as OMLT‐D 01/04, OMLT‐D 01/05 e OMLT‐D 01/06, comandadaspelosseguintesmilitares: • OMLT‐D01/04:CorInfParaGuerreirodaSilva; • OMLT‐D01/05:CorInfParaCarlosPereira; • OMLT‐D01/06:CorInfJoséRebelo. À semelhança do que aconteceu com a OMLT‐D 01/02, a OMLT‐D 01/04 foi também confrontada com a necessidade de se deslocar de KAIA‐Norte para , paraCamp Warehouse maior proximidade à 111CapDiv, agora instalada em Pol‐e Charkhi(PeC). Além das aƟvidades de mentoria ao comando da 111CapDiv, outras aƟvidades foram igualmente desenvolvidas,nomeadamente: • Consolidação das relações de Comando dentro da 111CapDiv, através das reuniões periódicas (designadas por HUDDLE)comas OMLT/ ;Advisors • Elaboração de vários Planos de Treino e Formação Adicional, com o objeƟvo de responder às expetaƟvas doComandoda111CapDiv; • Ação de solidariedade, em nome da 111CapDiv, para incrementar o bom relacionamento com a população local através de melhoramentos em escolas e instalaçõesdesporƟvas,distribuiçãodematerialescolar, roupas,medicamentos,enlatados,etc. • Acompanhamento das operações conduzidas pela Divisãonasua AOR; • Visitas de trabalho e acompanhamento dos mentorados às subunidades da 111CapDiv e FOB (Forward OperaƟng Base). 4.Diversos As OperaƟonal Mentor and Liaison Team‐Division (OMLT‐D) cumpriram a sua missão com lustre e disƟnção juntoda111CapDiveforammoƟvodereconhecimentopela ISAF epelasChefiasAfegãs. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Estrutura do ConƟngente Nacional AƟvidades de mentoria 54 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Reconhecimento a uma FOB Militares ajudam menino hemoİ lico Contacto com a população civil Distribuição de material à população 55 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    1ª OMLT Divisão‐ 111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf Para Duarte da Costa OMLT KCD 01/01 Senior Mentor Equipa de Mentores 56 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 62.
    2ª OMLT Divisão‐ 111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf Para José Correia OMLT KCD 01/02 Senior Mentor Equipa de Mentores 57 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    3ª OMLT Divisão‐ 111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf Moura Pinto OMLT KCD 01/03 Senior Mentor Equipa de Mentores 58 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 64.
    4ª OMLT Divisão‐ 111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf Para Guerreiro da Silva Senior Mentor Equipa de Mentores OMLT KCD 01/04 59 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    5ª OMLT Divisão‐ 111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf Para Carlos Pereira Senior Mentor Equipa de Mentores OMLT KCD 01/05 60 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    61 Combined Staff AssistanceVisit (CSAV) na CapDiv.
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    Military Advisory Team (MAT) 1.IntroduçãoeMissão Na“estratégia de transição” da NATO, iniciada em julho de 2011, foi fundamental uma evolução sistemáƟca e consistentedas (ANSF),porAfghanNaƟonalSecurityForces forma a permiƟr ao governo do Afeganistão (AFG), o estabelecimento de uma situação de segurança estável e a longo prazo. O fator mais significaƟvo para garanƟr que as ANSF se tornassem mais eficazes e autossuficientes, foi o apoio prestado pelas (AT), pelasAdvisors Teams US Embedded Training Teams (ETT) e pelas equipas de Formadores/Instrutores. Na sequência deste processo de transição, surgiu o conceito operacional de (SFA) noSecurity Force Assistance A F G , ( d e a c o r d o c o m o J F C B r u n s s u m 1500/JBCGCC/123/11 – Security Force Assistance (SFA) Concept, 24OUT11), desƟnado a apoiar as ANSF à medida queasforçasda ISAF fossemdiminuindo. A DireƟva Operacional Nº004 CEMGFA12, de 07 de março salientava a importância do preenchimento, pelas nações, de AT (subsƟtuindo as atuais OMLT´s), sendo mesmo um pré‐requisito para a transferência de responsabilidade da segurança da ISAF para as ANSF e que seveioaconcreƟzarnofinaldoanode2014. As (MAT) portuguesas iniciaramMilitary Advisor Team com o 4º ConƟngente Nacional (4º CN) no Teatro de Operações do AFG, com a missão de treinar, aconselhar e assisƟrasunidadesAfegãs. 2.OrganizaçãoeprincipaisaƟvidades a. AT CAPITAL DIVISION HQ do4ºConƟngenteNacional De acordo com a DIROP Nª 004 CEMGFA/12 de 07 de março, para a ISAF, a MAT4º ConƟngente Nacional queointegrou,eraconsƟtuídadaseguinteforma: 1xSeniorAdvisor, OF5,CombatArms 1x CSM Adviser, OR9,CombatArms 1xExecuƟveOfficer/G3, OF4,CombatArms 1xG1Officer, OF3,PersonnelOfficer 1xG2Officer, OF3,IntelligenceOfficer 1xG4Officer, OF3,LogisƟcOfficer 1xG6Officer, OF3,SignalOfficer 1 AxFireSupportOfficer, OF3,Field rƟlleryOfficer 1xG7/EngineerKandakAdviser, OF3,Engineer 1x MEDAD Officer, OF3‐4,MedicalOfficer 1xSignalKandakAdviser, OF2,Signal 1xSignalKandakAdviser, OR7,Signal Das aƟvidades desenvolvidas pela MAT do 4º CN, destacam‐seasseguintes: (1) Desenvolvimento de ações diárias de assessoria no ComandoeEstado‐Maior; (2) Elaboração e execução do plano adicional de treino queteveasseguintesáreasdeação: (a)TreinodearƟlharia; (b) Cursos de formação de formadores nas áreas de informáƟca; (c)Leituradecartastopográficas; (d)Sinaisconvencionais; (e)Socorrismo; (f)Informaçõesmilitares; Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Acompanhamento de visita do Cmdt da CapDiv às unidades estacionadas na região sul de Cabul 62 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    (3)Semináriosesimpósiosnasáreasfuncionais; (4) (SIGEX),Signal ExerciseCommand Post Exercise (CPX),onde foi aplicado o Military Decision Making Process(MDMP). (5) Visitas de trabalho ás várias subunidades da divisão, incluindo às Forward OperaƟng Base (FOB,) Postos de ObservaçãoePostosdeControlo; (6) Presença nas principais reuniões, conferências, cerimónias, simpósios, seminários e visitas, no âmbito da ISAF edas ANSF; b. AT CAPITAL DIVISION HQ 5ºe6ºConƟngenteNacional A DireƟva Operacional número 11 do Chefe de Estado‐ Maior das Forças Armadas, de 05 de junho de 2012, para os , manteve na sua5º e 6º ConƟngente Nacional estrutura, o mesmo número de militares e confirmou a mesma missão para a MAT, de acordo com a seguinte organização: 1xSeniorAdvisor, OF5,CombatArms 1x CSM Adviser, OR9,CombatArms 1xExecuƟveOfficer/G3, OF4,CombatArms 1xG1Officer, OF3,PersonnelOfficer 1xG2Officer, OF3,IntelligenceOfficer 1xG3/5Officer, OF3,CombatArms 1xG4Officer, OF3,LogisƟcOfficer 1xG6Officer, OF3,SignalOfficer 1xFireSupportOfficer, OF3,Field rƟlleryOfficerA 1xG7/EngineerKandakAdviser, OF3,Engineer 1x MEDAD Officer, OF3‐4,MedicalOfficer 1xG6 NCO Mentor, OR7,Signal NCO Para executar a missão, as MAT dos 5º e 6º CN arƟcularam‐sedeacordocomoorganigramaapresentado. A MAT do 5º CN, no dia 15 de abril de 2013, foi transferida de , na sequência do processo deCamp Warehouse downsizing da ISAF, em que encerraram vários Campos Militares, conƟnuando a sua missão a parƟr desta data, em Camp Phoenix. A principal preocupação foi a de manter sem interrupçõesaassessoriaà111CapDivem .Pol‐e‐Charkhi A MAT do 6ºCN, desenvolveu a sua ação de assessoria à 111CapDiv, através de um plano de aƟvidades, em que idenƟficou o processo a ser uƟlizado para cada projeto a implementarnaDivisão: 1.Processo (a)Avaliaçãodasnecessidadesdecadaáreafuncional; (b) Levantamento e caracterização das ações de formaçãoetreino; (c)Anuênciaeenvolvimentodosassessorados; (d)TraduçãoparaDari. 2.Produto (a)Vigênciaatéfinaldoanocivilafegão(MAR14); (b)EvoluƟvo (pode ser ajustado, reƟficado ou acrescentado); (c)Nãodependentedaassessoria(apenassupervisão); (d)Cíclico(renovávelnoanoseguinte). Página 14 de 120 8º Contingente Nacional AŌer AcƟon Review do CPX Acompanhamento de cerimónia 63 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    c. AT CAPITALDIVISION HQ e ADVISER TEAM 5TH MSF KANDAK (UEB) A DireƟva Operacional número 17 do Chefe de Estado‐ Maior das Forças Armadas (DIROP), de 05 de junho de 2013, para o 7º ConƟngente Nacional, determinou que a MAT portuguesa para a 111CapDiv HQ seria consƟtuída por 04 militares do Exército, com a missão de aconselhar, assisƟr e assessorar o comandante da CapitalDivision HQ,econsƟtuídadaseguinteforma: 1xSeniorAdvisor, OF5,CombatArms 1xG1Officer, OF3,PersonnelOfficer 1xG3/5Officer, OF3,CombatArms 1xG4Officer, OF3,LogisƟcOfficer A DIROP determinava ainda a parƟcipação portuguesa com uma MAT de nível Batalhão, com a missão de aconselhar, assisƟr e assessorar o 5th Mobile Strike Force Batallion (5º MSF KANDAK – UEB) com 12 militaresdoExército,consƟtuídadaseguinteforma: 1xCommanderAdvisor, OF3,CombatArms 1x SMG Adviser, OR8,CombatArms 1xS1Officer, OF2,PersonnelOfficer 1xS2Officer, OF2,IntelligenceOfficer 1xS3Officer, OF2,CombatArms 1xS4Officer, OF2,LogisƟcOfficer 1xS6Officer, OF2,SignalOfficer 1xFireSupportOfficer, OF2,Field rƟlleryOfficerA 1x CO Adviser, OF2,CombatArms 2x CO Adviser, OR7,CombatArms 1xMedic,(OR4‐5) Apesar de o 7º CN e as MAT que integravam este conƟngente, terem executado o aprontamento e o respeƟvo treino no território nacional de forma separada e orientadas para missões disƟntas de assessoria, foi determinado superiormente que a MAT para o 5th MSF KANDAK não iria executar essa missão. Este facto originou uma reorganização das duas MAT, em que a MAT do 5th MSF KANDAK reforçou a MAT da 111CapDiv, ficando esta consƟtuída com 16 militares do Exército e comandada pelo SeniorAdviserda MAT deDivisão. Após esta rearƟculação, a MAT 111CapDiv, do 7º CN, foi organizadadeacordocomoorganigramaapresentado. Para cumprir a missão, o comandante da MAT Senior Advisor,definiuasseguinteslinhasdeação: (1) Fazer o levantamento de necessidades e critérios de sucesso em conjunto com o Comando e Estado‐Maior da111CapDiv; (2) Elaborar um Plano de Ação baseado nas necessidades e discrepâncias idenƟficadas, obtendo a concordância ecompromeƟmentodoComandanteda111CapDiv; (3) Edificar, através da conduta diária, um clima de confiança, revelado de senƟdo de missão, disponibilidadeecompetênciatécnica; (4) Dispensar uma atenção permanente aos aspetos culturais a considerar no trato e condução dos trabalhos; (5) Privilegiar a ligação com outros atores que interagem com a 111CapDiv, nomeadamente ATs e Dyna Corp, no senƟdo de usufruir de sinergias e promover ações maisconcertadase,porisso,maiseficazes; (6) Promover o trabalho coordenado de EM, no seio do EM da111CapDiv; (7) Atender em permanência aos aspetos de segurança, do princípio ao fim da missão, mantendo os níveis de alerta e cumprindo escrupulosamente o preceituado nastáƟcas,técnicaseprocedimentos(TTP). Página 14 de 120 8º Contingente Nacional 64 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    d. AT CAPDIV HQ do8ºConƟngenteNacional A DireƟva Operacional número 07 do Chefe de Estado‐ Maior das Forças Armadas, de 29 de janeiro de 2014, para o , determinava que a8º ConƟngente Nacional MAT portuguesa para a 111CapDiv fosse consƟtuída por 08 militares do Exército mantendo a missão de treinar, aconselhar e assisƟr o Comando e EM desta 111ª Divisão do Exército Nacional Afegão, com vista ao seu emprego operacional. A DireƟva definia ainda a seguinteconsƟtuiçãoda MAT/CAP DIV HQ: 1 x Senior Advisor e Comandante do ConƟngente Nacional, COR ‐ OF5,CombatArms 1x Command Sarge nt Major, SMOR ‐ OR9, Combata Arms 1xExecuƟveOfficer, TCOR – OF4,CombatArms 1xG1Officer, TCOR/MAJ – OF4/OF3,CombatArms 1xG2Officer, TCOR/MAJ – OF4/OF3,CombatArms 1xG3Officer, TCOR/MAJ – OF4/OF3,CombatArms 1xG4Officer, TCOR/MAJ – OF4/OF3,CombatArms 1x GENG Officer, TCOR/MAJ – OF4/OF3, ENG Para executar a missão a MAT do 8º CN arƟculou‐se de acordocomoorganigramaapresentado. Das aƟvidades desenvolvidas pela MAT do 8º CN, destacam‐seasseguintes: (1)Desenvolvimentodeaçõesdiáriasdeassessoria; (2) MiƟgar lacunas idenƟficadas na divisão e ministrar cursos com recurso a formadores da MAT, do CN ou daestruturada ISAF nasseguintesáreas: ;(a)Leituradecartastopográficas (b)Informaçõesmilitares; (c)SegurançaMilitar; (d)OperaçõesdeInformações; (e) ;InformaƟonOperaƟon (f)InformáƟca; (g) (ATAC);AfghanTacƟcalAirCoordinaƟon (3) Seminários e simpósios nas áreas funcionais de logísƟcaeoperaçõesdeinformações; (4) Exercícios de validação SIGEX e CPX tendo sido aplicadoo MDMP; (5) Visitas de trabalho às várias subunidades da divisão, incluindo às Forward OperaƟng Base (FOB,) Postos deObservaçãoePostosdeControlo; (6) Visitas às subunidades da divisão no âmbito das inspeçõesdetreino; (7) Reuniões, conferências, cerimónias, simpósios, semináriosevisitas,noâmbitoda ISAF edas ANSF; (8) Planeamento e execução do Hand Over Take Over paraa MAT/CAP DIV HQ doExércitodaTurquia. 3.Restriçõesaoempregoda MAT Os ConƟngentes Nacionais, do 4ºCN ao 8ºCN, Ɵveram no TO do Afeganistão as seguintes restrições (CAVEATS), impostassuperiormente: “1. O emprego em ações de acompanhamento do comando da unidade no exterior da sua área de responsabilidade está dependente da aprovação formaldasenƟdadesnacionais; 2. Os elementos de são atribuídosForce ProtecƟon exclusivamenteàequipanacional.” Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Caixa de Areia para apoio a uma Ordem de Operações 65 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    4.Consideraçõesfinais A parƟcipação portuguesano desenvolvimento das unidades operacionais do ANA, em parƟcular na 111CapDiv, desde 2009, com as OperaƟonal Mentoring and Liaison Team Military(OMLT) e posteriormente com as Adivising Team, de 2012 até novembro de 2014, pautou‐se pelo respeito pela cultura afegã, profissionalismo, competência técnica e rigor nas ações de mentoria e assessoria, o que foi altamente reconhecido pelos militares afegãos da 111CapDiv, nomeadamente pelo comandante destagrandeunidadeoperacional. Será importante referir, que esta unidade operacional do ANA, foi criada com o principal objeƟvo de garanƟr a segurança na província de Cabul e ainda coordenar todas as AĬ an NaƟonal Security Forces (ANSF), o que inclui as diversasforçaspoliciaisexistentes,oNaƟonalDirectorateof Security (NDS) e outras unidades do ANA na sua Área de Responsabilidade. Esta missão foi assumida por completo no final de 2013, momento em que a ISAF procedeu a transferência de responsabilidade da segurança no Afeganistão,paraasautoridadesnacionais. Neste percurso de cinco anos, desde abril de 2009 a novembro de 2014, onze equipas de mentoria ou assessoria (OMLT ou MAT respeƟvamente), cumpriram a sua missão no TO do Afeganistão, contribuindo significaƟvamente para que a 111CapDiv Ɵvesse assumido a responsabilidade pela segurança na província de Cabul, com o êxito sobejamente reconhecidopelaestruturada ISAF. A Divisão, inicialmente consƟtuída pelo Comando e Estado‐Maior, dois ( e ) e uma unidadeKandaks Charlie Delta de guarnição, com um efeƟvo de cerca de 1.682 militares e civis estando sediada em KAIA Sul, aƟngiu a sua estrutura final com duas brigadas de manobra, um batalhão logísƟco, um de informações militares, um deKandak Kandak transmissões, um de Engenharia, umaKandak TransiƟon Unit de escalão companhia e uma unidade de apoio ao Comando e Estado‐Maior, também de escalão companhia. Esta estrutura à data do fim da missão da MAT do 8º CN, ƟnhaumefeƟvoautorizadode9489. Página 14 de 120 Estrutura da CapDiv em 2014 Estrutura da CapDiv em 2009 66 Despedida da úlƟma MAT na CapDiv. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Visita do MGen Menezes, representante do Exército Português, ao Comando da CapDiv. Acompanhamento da visita do Cmdt da CapDiv às tropas no terreno. Acompanhamento da visita do Cmdt da CapDiv às tropas no terreno. Visita de Alta EnƟdade, TGen Jerónimo, CFT. 67 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 73.
    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Acompanhamento da visita do Cmdt da CapDiv às tropas no terreno. DisposiƟvo das viaturas portuguesas durante visita à FOB de Deh Sabz. Almoço no campo durante visita à FOB de Deh Sabz. Visita de Alta EnƟdade, TGen Vaz Antunes, COCONJ. 68 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 74.
    1ª MAT ‐111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf José Rebelo Senior Adviser Equipa de Advisers MAT 01 69 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 75.
    2ª MAT ‐111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf Pedro Sardinha Senior Adviser Equipa de Advisers MAT 02 70 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 76.
    3ª MAT ‐111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf Manuel Esperança Senior Adviser Equipa de Advisers MAT 03 71 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 77.
    4ª MAT ‐111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf Carlos Beleza Senior Adviser Equipa de Advisers MAT 04 72 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 78.
    5ª MAT ‐111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf Francisco Rijo Senior Adviser Equipa de Advisers MAT 05 73 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
  • 79.
    6ª MAT ‐111 Capital Division ‐ Kabul Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Cor Inf Nuno Cardoso Senior Adviser Equipa de Advisers MAT 06 74 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    75 UnAp em apoiode ação CIMIC.
  • 81.
    Unidade/Módulo de Apoio 1.Missão GaranƟr oapoio AdministraƟvo‐LogísƟco e proteção das OMLT e MAT Portuguesas presentes no TO, e quando necessário apoiar outros militares portugueses em missão noAfeganistão. 2.Organização a.EfeƟvo Verquadro. b.Estrutura A designação atribuída de Unidade ou Módulo de Apoio variou em função dos efeƟvos no Teatro de Operações (TO)doAfeganistão: Para cumprir a missão, o Módulo/Unidade de Apoio, de forma geral estava organizada pelo, Comando do Módulo/Unidade de Apoio, Apoio de Serviços (composto com Equipa de Comunicações, Manutenção e Transporte, Sanitária, Finanças, Pessoal, LogísƟca) e de Proteção da Força. 3.PrincipaisaƟvidades/tarefasdacapacidade a.ElementoSegurança/ProteçãodaForça Considerada uma capacidade individualizada, pela associação direta à aƟvidade das equipas de OMLT e posteriormente SFA .AdviserTeams b.ElementodeApoiodeServiços (1)EquipadePessoal ConsƟtuída normalmente por um oficial e um sargento, com a nomeação rotaƟva entre os Ramos (Marinha e Exército);DasaƟvidades,salientam‐seo/a: ‐ Controlo e verificação das tarefas do âmbito do pessoal,duranteosaprontamentosdasForças; ‐ Coordenações com as diversas enƟdades NATO e civis no TO; ‐ Obtenção dos , obrigatórioVisa ExempƟon CerƟficate paraentraresairdoAfeganistão,comorecursoaomeio aéreo; ‐ Apoio nas cerimónias protocolares, renovação dos contratos dos intérpretes e a gestão dos processos 8º Contingente Nacional ConsƟtuição geral do Módulo/Unidade de Apoio 76 Mai08 a Out09 OMLT Módulo de Apoio‐09 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército/Força Aérea) Out09 a Mar10 OMLT Módulo de Apoio‐15 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército/Força Aérea) Mar10 a Out10 OMLT Módulo de Apoio‐16 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército/Força Aérea) Out10 a Abr11 1º CN Módulo de Apoio‐21 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército/Força Aérea) Abr11 a Abr12 2º e 3º CN Unidade de Apoio‐25 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército/Força Aérea) Abr12 a Out12 4º CN Unidade de Apoio‐29 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército) Out12 a Mai13 5º CN Unidade de Apoio‐29 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército)‐Inclui o Capelão Mai13 a Nov13 6º CN Unidade de Apoio‐30 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército) Nov13 a Mai14 7º CN Unidade de Apoio‐24 PAX Natureza conjunta (Marinha/Exército)‐Inclui o Capelão Mai14 a Nov14 8º CN Unidade de Apoio‐16 PAX Exército Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    individuaisdosmilitaresdaForça; ‐CoordenaçãodasaƟvidadesdemoralebemestar; ‐ Elaboração dasOrdens de Serviço, processamento e arquivamento de documentos, emissão e registo das Guias de Marcha, e o controlo da correspondência (recebidaeexpedida). ( )2 EquipadeLogísƟca ConsƟtuída normalmente por um oficial e três sargentos, têm como missão garanƟr as funções logísƟcas às diversas capacidades do CN; Das acƟvidades,salientam‐seo/a: ‐ Gestão e controlo dos materiais, equipamentos, armamentoemunições; ‐ Manutenção das infraestruturas e execução da função reabastecimento; ‐ Serviço de alimentação e lavandaria, através da NATO SupportAgency(NSPA); ‐ Apoio sanitário Role 3 e atualmente Role 2E, assegurado por acordos técnicos para a uƟlização do Hospitalem KAIA; ‐ Apoio de manutenção às HMMWV M115A1, assegurado por uma empresa Norte‐Americana e às viaturas Blindadas (descaraterizadas) comToyota recursoaomercadocivillocal; ‐ Classe III, garanƟda por empresas civis, da qual se destacaa (NCS Fuel);NordicCampSupply ‐ Classe IV, materiais de construção, através da aquisiçãoprioritáriano TO atravésdomercadolocal; ‐ Classe V, referente às munições, de exclusiva responsabilidadenacional. ( )3 EquipadeFinanças ConsƟtuída normalmente por um Oficial e um Sargento, detém a responsabilidade dos processos de aquisições de materiais, bens ou serviços e realização doscontratos;DasaƟvidades,salientam‐seo/a: ‐Processamentodosuplementodemissão; ‐ Processamento e pagamento dos contratos da internet,interpretes, TV ea DHL; ( )4 EquipadeManutençãoeTransportes ConsƟtuída normalmente por 5 militares (três sargentos e duas praças), têm como missão garanƟr a operacionalidade de todas as viaturas e armamento; DasaƟvidades,salientam‐seo/a: ‐ Supervisão da manutenção do material e equipamentoacargodoconƟngente; ‐ Recurso a oficinas exteriores cerƟficadas pela NATO, para manutenção de nível 3 ( ‐ e ;Toyota No Lemon Tiger HMMWV ‐ AC ).First ( )5 EquipadeComunicações ConsƟtuída normalmente por seis militares (quatro sargentos e duas praças), tendo como missão assegurar as comunicações na Força (incluindo a ) einternet reparar todo o equipamento rádio ao dispor do CN; Das aƟvidades,salientam‐seo/a: ‐Gestãodefrequênciaseconfiguraçãodosmeiosrádio; ‐ImplementaçãodemeiosalternaƟvos; ‐Assegurarcomunicaçõesseguras(ISAF eNacionais); ‐Manutençãodestesequipamentos. ( )6 EquipaSanitária ConsƟtuída normalmente por três militares (um sargento e duas praças), de forma a garanƟr o apoio sanitário a todos os militares do conƟngente; Das aƟvidades,salientam‐seo/a: ‐ Aprontamento sanitário da Força (em território nacional)eacompanhamentono TO; ‐ Encaminhamento e acompanhamento no Hospital de Camp KAIA,semprequenecessário; ‐ Tratamento dos processos sanitários de todos os militares. 4.Diversos Os Módulos/Unidade de Apoio, dos diferentes conƟngentes nacionais, esƟveram localizados em Camp Warehouse mudaram a localização para KAIA Norte em 2013atéaofimdaparƟcipaçãoportuguesacomo8ºCN,em 12denovembrode2014. 8º Contingente Nacional ModAp durante doação de arƟgos à CapDiv. Equipa de Manutenção. 77 Módulo de apoio durante desmantelamento de instalações. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    8º Contingente Nacional Equipasanitária em visita ao Hospital de KAIA Entrega de Material ‐ Foto de Grupo Operador de Rádio do COT em aƟvidade no acompanhamento de um deslocamento a PeC. 78 UnAp durante a realização de um churrasco para o ConƟngente. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    79 Deslocamento de viaturasna Região de Cabul.
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    Elemento de Segurança/Proteção da Força 1.Missão Amissão do Elemento de Segurança/Protecção da Força, era a de garanƟr a proteção e segurança de todos os elementosdo CN,bemcomoparƟciparnoapoioaosdemais militares nacionais em missão no Teatro de Operações do Afeganistão,quandosolicitado. 2.Organização a.EfeƟvo Verquadroembaixo b.Estrutura Na grande maioria dos conƟngentes o Comandante do Elemento de Segurança/Proteção da Força foi, em acumulação, o Oficial de Operações (S3) e o Oficial de Tiro do conƟngente. O 2º Comandante foi o Oficial de Informações (S2) e Segurança. O Adjunto do Comandante, era em acumulação, o supervisor do Centro de Operações TáƟco (COT) e responsável pelas tarefas administraƟvo‐ logísƟcasdaforça. 3 PrincipaisacƟvidades. a.Comando DasaƟvidades,salientam‐seo/a: ‐ Planeamento dos movimentos e aƟvidades operacionais, aconselhamento ao Comandante do conƟngente; ‐ElaboraçãodoplanodeƟrodoConƟngente; ‐ Análise diária das Informações e difusão do relatório diário; ‐ Acompanhamento da situação das Informações na área do (RC‐C) eRegional Command‐Capital posteriormente no Train Advise and Assist Command – Capital(TAAC‐C); ‐ Elaboração e aƟvação do Plano de Segurança, se necessário. b Companhia/GrupodeProteção. Teve um número de efeƟvos que variou ao longo da missão (Companhia v.s. Grupo), tendo sido consƟtuído por militares provenientes de diversos Ramos (Marinha e Exército); Das principais aƟvidades, salientam‐se as seguintes: ‐ Execução de escoltas na região de Cabul, garanƟdo o transporte,asegurançaeaproteçãodo CN; ‐ GaranƟr transporte, segurança e proteção aos militares da MAT ( ), nosMilitary Advisor Team deslocamentos diários dos mentores e posteriormente assessores para (PeC) e nos deslocamentosPol‐e Charki às (FOB) e postos deForward OperaƟng Bases observação (OP) da 111ª CapDiv, na área de responsabilidadedeCabul; ‐ GaranƟr apoio, segurança e proteção aos militares do PeH SAT,naAcademiadaForçaAérea; ‐ GaranƟr apoio, segurança e proteção aos militares do P15 ( ), da Força Aérea, nos conƟngentesFlight Safety quepossuíramestacapacidade(4º CN e7ºCN); ‐ GaranƟr o apoio aos movimentos da CIM (Célula de InformaçõesMilitares); ‐Escoltarmilitaresecivisafegãosnointeriorde KAIA; ‐Efetuartreinoseaçõesdeformação(TTPs); ‐ Conduzir a execução do Ɵro de manutenção ao ConƟngenteNacional. 8º Contingente Nacional ConsƟtuição geral do Elemento de Segurança/Proteção da Força. 80 Sessão de Ɵro nas carreiras de Ɵro do KMTC. Mai08 a Out09 OMLT Proteção da Força ‐ 10 PAX Exército Out09 a Mar10 OMLT Proteção da Força ‐ 40 PAX Exército Mar10 a Out10 OMLT Proteção da Força ‐ 40 PAX Marinha Out10 a Abr11 1ºCN Elemento de Segurança ‐ 90 PAX Marinha/Exército Abr11 a Abr12 2ºe 3º CN Companhia de Proteção ‐ 90 PAX Exército Abr12 a Mai13 4ºe 5º CN Companhia de Proteção ‐ 64 PAX Exército Mai13 a Nov13 6ºCN Companhia de Proteção ‐ 54 PAX Exército Nov13 a Mai14 7ºCN Companhia de Proteção ‐ 46 PAX Exército Mai14 a Nov14 8ºCN Grupo de Proteção ‐22 PAX Exército Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Visita à FOB de Deh Sabz Deslocamento para visita à FOB de But Khak Deslocamentos em Cabul Deslocamentos em Cabul 81 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Deslocamento em Cabul Deslocamento para visita à Posto de Observação a Norte de Cabul Viaturas parqueadas na 111ª Capital Division em PeC Apoio na resolução de problemas com armamento num Posto de Observação 82 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Destacamento Médico Role 2 1.Missão Em04 de dezembro de 2008, o Conselho Superior de Defesa Nacional deu parecer favorável à proposta do Governo Português para parƟcipar com uma Equipa Médica doServiçodeSaúdenoTeatrodeOperaçõesdoAfeganistão, no âmbito da ISAF. A equipa Médica foi destacada para Cabul ficando a desempenhar funções no Hospital da ISAF, localizadonoAeroportoInternacionaldeCabul(KAIA). 2.Organização ConsƟtuída por 15 militares das Forças Armadas, conferiu uma visibilidade muito relevante a Portugal, na medida em que consƟtuía 17% do efeƟvo, desta importante unidade hospitalarda ISAF. Em 15 de junho de 2009 foi transferido o Controlo Operacional (OPCON) do General CEMGFA para o SACEUR da Equipa Médica portuguesa, tendo chegado ao TO em 06 dejulhode2009. A Equipa Médica portuguesa, comandada por 01 Oficial Superior, nomeado pela Força Aérea Portuguesa, esteve em missão no Afeganistão durante um período de 01 ano, na estruturahospitalarRole2Ede KAIA,naalturalideradopela França, cumprindo um sistema de rotaƟvidade de 04 meses por cada equipa e era consƟtuída de acordo com a tabela Quadro de efecƟvos por Ramos das FFAA, a seguir apresentada. 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela capacidade O hospitalar Role 2E de KAIA, com um total de 40 camas, dispunha de serviços de urgência, cuidados intensivos e enfermaria, com capacidade para garanƟr tratamentos nas especialidades de ortopedia, neurocirurgia, oŌalmologia, medicinainterna,anestesiaeblocooperatório. Os cuidados médicos aos civis afegãos, representaram uma parte significaƟva do trabalho das equipas mistas internacionais a prestar serviço neste hospital, representando 60% da taxa de ocupação, de consultas, de cirurgiasedehospitalizaçãonaenfermaria. 8º Contingente Nacional Quadro de efecƟvos por Ramos das FFAA AƟvidades do Destacamento Médico em KAIA AƟvidades do Destacamento Médico em KAIA AƟvidades do Destacamento Médico em KAIA Turno JUL09 / OUT09 Turno NOV09 / FEV10 Turno MAR10 / JUN10 MAR EXE FAP Total MAR EXE FAP Total MAR EXE FAP Total INTERNAMENTO Médicos - Internista 1 1 1 1 1 1 Enfermeiros 2 2 2 6 2 2 2 6 2 2 2 6 Fisioterapeuta 1 1 1 1 1 1 Socorristas 2 2 2 2 2 2 CONSULTAS EXTERNAS Médicos - Clínica Geral 1 1 1 1 1 1 Enfermeiros 1 1 1 1 1 1 Socorristas 1 1 1 1 1 1 RESSUCITAÇÃO Enfermeiro 1 1 1 1 1 1 LABORATÓRIO ANÁLISES Técnico 1 1 1 1 1 1 SUB-TOTAL 7 5 3 15 5 6 4 15 3 4 8 15 COMANDANTE DE DESTACAMENTO JUL09 / DEZ09 JAN09 / JUN10 TCor Maj (FAP) 16 16 16 83 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Célula de Informações Militares(CIM) 1.Missão A 16 de julho de 2010, o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) deliberou a parƟcipação de Portugal com uma Força Nacional destacada para o Teatro de Operações do Afeganistão. O ConƟngente Nacional, dispunha de diversas capacidades entre as quais uma Célula de InformaçõesMilitares(CIM). A missão e as funções de uma qualquer organização de informações, em tempo de paz, de crise ou de guerra, visam proporcionar, o conhecimento necessário e oportuno ao decisor. 2.Organização Esta deliberação, foi plasmada na DireƟva Operacional nº 001/CEMGFA/11 de 04 de janeiro de 2011 – ConƟngente Nacional para a ISAF, definindo que a CIM seria consƟtuída por 04 militares das Forças Armadas, ficando na dependência do comandante do conƟngente nacional, sendo a sua nomeação da responsabilidade do Centro de InformaçõeseSegurançaMilitar(CISMIL). A consƟtuição da CIM, ao longo do período em operações no Teatro de Operações do Afeganistã, consta na tabela EfecƟvo das CIM por Ramos das FFAA, a seguir apresentada. 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela capacidade As CIM, no teatro de operações do Afeganistão, conduziramasuaaƟvidadeprioritariamenteemproveitoda segurança e proteção das capacidades do conƟngente nacional e contribuíram também para o ciclo de produção de informações nacional. A CIM encontrava‐se em OPCON do CISMIL e era apoiada logísƟca e administraƟvamente peloConƟngenteNacional. A Célula de Informações Militares Nacional durante a sua permanência no Teatro de Operações do Afeganistão, executou missões e tarefas no âmbito das informações, contra‐informações e de Segurança com vista à proteção da forçadoconƟngentemilitarportuguês. Para cumprir este desiderato, a CIM recorreu a diversas fontesdeinformação,fazendoposteriormenteaanálisedos dados e transformando‐os em noơcias; estas após complementadas com informações conƟdas nos relatórios produzidos pelas forças internacionais, deram origem a produtos de informações, que oportunamente eram disseminados para apoiar a decisão do comandante do conƟngente nacional, de forma a responder às suas necessidades. Para além destas aƟvidades, a C I M teve a responsabilidade de desenvolver invesƟgações limitadas de contra‐informação e de produzir brífingues de avaliação da ameaça e risco, em prol da segurança e proteção İ sica das forçasnacionaisdestacadas. Dado o ambiente de contra‐insurreição no Afeganistão, a perceção de segurança da população local é um fator essencial para a deteção e neutralização das ações terroristas executadas pelos grupos insurgentes. Por esta razão, a compreensão e o acompanhamento da situação de segurança na Área de Responsabilidade e área envolvente, consƟtuiutambémumesforçodepesquisada CIM no TO. Página 14 de 120 # CIM Marinha Exército Força Aérea 1 0 4 0 2 0 1 3 3 2 1 1 4 1 1 2 5 1 1 2 6 2 1 2 7 3 2 1 EfecƟvo das CIM por Ramos das FFAA Viaturas da CIM em deslocamento na cidade de Cabul 84 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Guarda Nacional Republicana 1.Introduçãoemissão Lisboa, 19de novembro de 2010, decorria a Cimeira da NATO e Portugal assumia a parƟcipação com uma força de segurança no âmbito dos compromissos internacionais, no TeatrodeOperações(TO)doAfeganistão. Em 27 de janeiro de 2011, o Governo Português através do Conselho de Ministros aprovava uma resolução que autorizava a (GNR) aGuarda Nacional Republicana parƟcipar com um efeƟvo de 15 militares, cujo objeƟvo principal era o de treinar, orientar e habilitar as Forças Afegãs com a capacidade de assegurar a segurança e o EstadodeDireitoemtodooAfeganistão. A contribuição para a missão da InternaƟonal Security AssistanceForce(ISAF)foimaterializadapela GNR notreino da polícia afegã através da NATO Training Mission‐ Afghanistan(NTM‐A). Em termos específicos, a Missão da Guarda Nacional Republicanafoiaseguinte: “Planear e aprontar uma força consƟtuída por uma equipa de 15 militares entre oficiais, sargentos e praças, para integrar a estrutura internacional do Centro de Treino da Polícia Nacional Afegã de (Wardak NaƟonal Police Training Centre – NPTC), no Afeganistão, pelo período de referênciade6meses,afimde,noâmbitoda NATO Training Mission‐Afghanistan, fazendo parte de um ConƟngente Nacional na ISAF e sob coordenação funcional da EUROGENDFOR, monitorizar e assegurar o funcionamento do Centro de Treino e as ações de formação desƟnadas à Afghan NaƟonal Police (ANP), ministrando a instrução que serevelarnecessária.” 2.OrganizaçãoeEstrutura • 15 formadores da Guarda Nacional Republicana para o NaƟonal Police Training Centre (NPTC) no distrito de SayedAbad Wardak,provínciade ; • Uma fase de aprontamento onde se evidenciou a Formação e Treino conjuntos, na Unidade de Intervenção da Guarda Nacional Republicana (UI/GNR) à responsabilidade do Centro de Treino e Aprontamento de Forças para Missões Internacionais (CTAFMI/UI/GNR), tendo culminado com a integração no ConƟngente Nacional durante a realização dos exercíciosfinaisdeaprontamento; • Rotações, de 6 em 6 meses, em simultâneo com o ConƟngente Nacional ISAF (CN/ISAF), rentabilizando o transporte estratégico, apoio nos deslocamentos e as Comunicaçõesno TO; • Os quatro conƟngentes da GNR foram comandados pelosseguintesmilitares: GNR 01: TCorMarcelino; GNR 02: TCorMonteiro; GNR 03: TCorAlmeida; GNR 04: TCorCrasto. 3.PrincipaisaƟvidades/tarefasdesenvolvidas • Durante a missão no TO do Afeganistão, os militares da GNR não só efetuaram ações de mentoria aos instrutores afegãos, como também introduziram os Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Verificação do ajuste do equipamento da ANP DIROP N.º 001/CEMGFA/11 ‐ Alteração 2, Correção 1 86 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    os cursos decomandante de batalhão, de comandante de companhia, o curso Special Weapons and TacƟcs (SWAT)eoutros; • Os vários conƟngentes da GNR receberam a visita de várias enƟdades ilustres, nomeadamente a visita do Comandante Geral da Guarda Nacional Republicana, Tenente‐GeneralNewtonParreira. 4.Diversos • As fases de aprontamento em território nacional foram idênƟcas para quatro conƟngentes, tendo estas decorridoem3fasesdisƟntas: Fase I: Aprontamento AdministraƟvo‐LogísƟco que contemplou as aƟvidades relacionadas com a realização de exames médicos e vacinação, elaboração de passaporte e credenciações, distribuição individual de fardamentoeequipamento,entreoutras; Fase II: Formação e Treino conjuntos, na Unidade de Intervenção da Guarda Nacional Republicana (UI/GNR) à responsabilidade do Centro de Treino e Aprontamento d e F o r ç a s p a r a M i s s õ e s I n t e r n a c i o n a i s (CTAFMI/UI/GNR); Fase III: Avaliação da PronƟdão para o Combate (CREVAL) integrada nos exercícios finais de aprontamentodo CN/ISAF. • O (NPTC) localizado naNaƟonal Police Training Centre região de , a cerca de 80 Km a sudoeste deWardak Cabul ea2350metrosdealƟtudeefoiporváriasvezesalvodos ataques insurgentes, nomeadamente com o lançamento de , não tendo causado ferimentosrockets demaioraosnossosmilitaresda GNR; • A parƟcipação da GNR no Teatro de Operações (TO) do Afeganistão, ocorreu de forma extremamente dignificante para Portugal, dando perfeita imagem das capacidadesmilitaresdopaís. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Graduação de elementos da ANP Visita de Sua Excelência o General Newton Parreira AƟvidades de mentoria da GNR à ANP 87 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    PeH STAFF ADVISOR TEAM(PeH Sat) ParƟcipação de elementos da Força Aérea Portuguesa (FAP) na Academia da Força Aérea Afegã (Pohantoon‐e‐ Hawayee–PeH(PeH))‐outubrode2010ajunhode2014. 1.Missão De acordo com o solicitado ao estado português para a missão de apoio à ISAF no Afeganistão, foi decretado que elementos da Força Aérea Portuguesa ministrassem mentoria e assessoria ao Estado‐maior e ao Comando da AcademiadaForçaAéreaAfegã,situadaem KAIA,nacidade deCabul. 2.Organização a.EfecƟvo EquipasconsƟtuídaspor5a10militares. b.Estrutura Entre OUT10 e MAI14 foram projetadas para o teatro de operações do Afeganistão as seguintes equipas da FAP: 1ªEquipa: OUT10a ABR11–10militares; 2ªEquipa: ABR11a OUT11–10militares; 3ªEquipa: OUT11a ABR12–10militares; 4ªEquipa: ABR12a OUT12–5militares; 5ªEquipa: OUT12a ABR13–5militares; 6ªEquipa: ABR13a NOV13–5militares; 7ªEquipa: NOV13a MAI14–5militares+5(reforço); 8ªEquipa: MAI14a JUL14‐5militares. 3.PrincipaisacƟvidades/tarefasdesenvolvidas Durante 4 anos, 55 militares da Força Aérea Portuguesa, organizados em 8 equipas, ministraram instrução, formaram formadores, elaboraram programas curriculares, prestaram assessoria e mentoria ao Estado‐Maior e ao ComandodaPeH. O encerramento desta e outras capacidades, onde se incluem as de treino e assessoria, inscrevem‐se no quadro do planeamento que visava a redução das forças militares, presentes à época no Afeganistão e ocorreu durante a fase de transição entre as missões da InternaƟonal Security Assistance Force Resolute Support Mission, ISAF, para a (RSM). Na cerimónia de encerramento, o Comandante da Academia da Força Aérea Afegã, Coronel ,Rahmaan enalteceu e fez rasgados elogios ao trabalho realizado por todos os militares portugueses que ali desenvolveram a sua aƟvidade, tendo inclusivamente desejado o seu regresso no âmbitodaoperação RSM. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Militares portugueses com elementos do Comando e Estado‐maior da Academia da Força Aérea Afegã 88 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 8º Contingente Nacional Militares portugueses com elementos do Comando e Estado‐maior da Academia da Força Aérea Afegã Coronel Nuno Cardoso faz a entrega da Bandeira Nacional ao Comandante da Academia da Força Aérea Afegã, Coronel Rahmaan Cerimónia do arrear da Bandeira Nacional na Academia da Força Aérea Afegã Militar português com elementos do Comando e Estado‐maior da Academia da Força Aérea Afegã 89 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    KAIA APOD Force ProtecƟonCoy 1.Missão O Governo Português, após deliberação do Conselho Superior de Defesa Nacional, em 24Nov11, deu parecer favorável à atribuição da Força de Proteção para a base da NATO no Aeroporto Internacional de Cabul ‐ Kabul Afghanistan InternaƟonal Airport Airport of(KAIA), DebarkaƟon (APOD), integrada no 4º ConƟngente Nacional (CN). Na dependência do Comandante de KAIA, Ɵnha por missão garanƟr a segurança e proteção interna ao KAIA APOD. 2.Organização A Força de Proteção Ɵnha o efeƟvo de uma Companhia a setenta e cinco militares, organizada a dois pelotões, um de Cavalaria (Polícia do Exército) e outro de Fuzileiros, ambos consƟtuídos por um Oficial, três Sargentos e vinte e quatro Praças. 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pela capacidade Dentro da segurança a KAIA, a Companhia Ɵnha a responsabilidade: •Do ,controlaroacessodeviaturasepessoal;NorthGate •De ,patrulhamentonoturnoa KAIA,guarniçãodeMobile duastorresdevigiaeescoltas. A Força de Proteção integrou igualmente o 5º e 6º CN, conformeDireƟvaOperacionalnº11/CEMGFA/12. Página 14 de 120 8º Contingente Nacional Militar garante a segurança num dos portões de entrada em KAIA Inspeção de carga de viatura à entrada de KAIAEstrutura da KAIA FP 90 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Cargos Crisis Establishment (CE) 1.Missão Osdesignados Crises Establishment (CE), são cargos distribuídos às nações para preenchimento da estrutura de Comando e são atribuídos, normalmente, em proporção à contribuição dos países com forças para a Combined Joint StatementofRequirements(CJSOR). 2.Organização a.EfeƟvo Verquadro. b.Quadro CE 3. Principais aƟvidades/tarefas desenvolvidas pelas capacidades Em 2004, um oficial português na situação CE integrou pela primeira vez a Força Internacional de Apoio à Segurança no Afeganistão por um período de seis meses. Esta parƟcipação podia ser estendida por períodos renováveisdeigualduração. 4.Diversos No dia 8 de abril de 2004, o Conselho Superior de Defesa Nacional deliberou…”Elementos a integrar o quartel‐ generalda ISAF”. Página 14 de 120 Coligação (USA Lead)(2002) 02 Em Tampa (USA) ISAF HQ (2004) 01 Em Cabul (AFG) ISAF HQ(2005) NA Em Cabul (AFG) ISAF HQ(2006) NA Em Cabul (AFG) ISAF HQ(2007) NA Em Cabul (AFG) ISAF HQ(2008) 04 Em Cabul (AFG) ISAF HQ(2009) 05 Em Cabul (AFG) ISAF HQ (2010) 07 Em Cabul (AFG) IJC HQ (2010) 2 Em Cabul (AFG) ISAF SOF HQ (2010) 1 Em Cabul (AFG) NTM‐A (2010) 3 Em Cabul (AFG) ISAF HQ (2011) 4 Em Cabul (AFG) IJC HQ (2011) 1 Em Cabul (AFG) ISAF, IJC, NTM‐A, SOF HQ (2012) 7 Em Cabul (AFG) ISAF, IJC, NTM‐A, SOF HQ (2013) 5 Em Cabul (AFG) ISAF HQ (2014) 1 Em Cabul (AFG) IJC HQ (2014) 1 Em Cabul (AFG) ISAF SOF HQ/OCGs (2014) 3 Em Cabul (AFG) 91 Brigadeiro General Branco, Porta Voz da ISAF e Chief do InformaƟon CoordinaƟon Branch. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    92 Portugal ‐ 12anos de parƟcipação na ISAF
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    93 Os Comandantes deConƟngente 1º ConƟngente Nacional Cor Art Silva Salgueiro 2º ConƟngente Nacional Cor Cav Fonseca Lopes 3º ConƟngente Nacional 4º ConƟngente Nacional Cor PQ Assoeira Almendra Cor Inf Gomes Leitão A figura de Comandante de ConƟngente Nacional surge em Outubro de 2010, em que este representa o CEMGFA junto dos autoridades NATO e locais consƟuindo‐se como o único interlocutor do ConƟngente Nacional com o EMGFA/COC, assumindo a competência disciplinar prevista no n.º 2 do ArƟgo 64 da Lei n.º28/2009(RDM),bemcomoacoordenaçãodasaƟvidadesinterdisciplinaresdeapoioàsdiferentescapacidadesnacionaisno TO Afeganistão.
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    94 Nacional/ISAF entre 2010e 2014 5º ConƟngente Nacional 6º ConƟngente Nacional 7º ConƟngente Nacional 8º ConƟngente Nacional Cor Inf Sepúlveda Velloso Cor Cav Faro Geada Cor Cav Meireles dos Santos Cor Inf Marques Cardoso Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    96 8º CONTINGENTE NACIONAL/ISAF MAIOA NOVEMBRO 2014 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    O 8º ConƟngente Nacional 1.MissãoeComposição Damissão atribuída ao 8º ConƟngente Nacional na DireƟvaOperacionaldo EMGFA,transcreve‐seoseguinte: “As Forças Armadas (FFAA) planeiam, aprontam, projetam e sustentam um conƟngente militar, designado como 8º ConƟngente Nacional para a missão ISAF (8º CN/ISAF), a projetar para o TO do AFG, durante o mês de maio de 2014, a fim de integrar a missão ISAF, no quadro dos compromissos internacionalmente assumidos por Portugal,para: a. Através da Military Advisor Team Kabul Capital Division HQ (MAT CAPDIVHQ) aconselhar, assisƟr e assessorar o Comando e EM desta Divisão do Exército Afegão, com vistaaoseuempregooperacional; b. Através da Kabul PeH Mentors Staff Advisor Team (PeHSAT) assessorar as ações de formação na Escola de AeronáuƟca Militar (PeH), no âmbito do NATO Training MissionAfghanistan(NTM‐A); c. GaranƟr a gestão e controlo dos materiais, equipamentos e munições à sua disposição no TO do AFG; d.GaranƟrasustentaçãoeproteçãodaprópriaforça; e. Apoiar outros militares nacionais em missão no TO do AFG,quandonecessário.” O Comandante do 8º ConƟngente Nacional e da MAT, Cor Infª PARA Nuno Cardoso, restabeleceu a missão, que se transcrevedasuadireƟva: “O 8º ConƟngente Nacional (8CN), de 11MAI14 (TOA) a 30NOV14 (TBC), integra a missão da ISAF, garanƟndo a assessoria à e à Escola de AeronáuƟca111ª Capital Division Militar da (ANA), a proteção,Afghan NaƟonal Army sustentação, gestão e controlo de pessoal e materiais do CN e o apoio a outros militares nacionais em missão no Teatro deOperações(TO)doAfeganistão(AFG). Àordem,executaàretraçãoda FND do TO AFG.”; Em resumo, para o cumprimento da missão, o 8ºCN efetuou o seu aprontamento com a seguinte distribuição porcapacidades: *Célula de Informações Militares (CIM), para apoio ao 8ºCN/ISAF (TACON) e na dependência do CISMIL/EMGFA (OPCON); Em julho de 2014, foram projetados 6 elementos do TN emsubsƟtuiçãode4queseencontravamno TO AFG. 2.Aprontamento a.FaseI–Formaçãoinicial Visou os procedimentos administraƟvo‐logísƟcos, sanitários, técnicos e táƟcos necessários ao aprontamento; Caracterizou‐se pelas aƟvidades de treinoespecíficodecadacapacidade. (1) Sub‐Fase I A – Início a 20JAN14, com a apresentação no Centro de Tropas Comando (CTC), do Comandante do 8º CN/ISAF,do da MAT CAPDIV,doExecuƟveOfficer Chefe da Equipa PeHSAT, do Comandante da ModAp e outroselementosdoEstado‐MaiordoModAp. (2) Sub‐Fase I B – Início a 17FEV14, concentração no CTC, dos militares que consƟtuiam as capacidades referidasanteriormente. (3)Pessoal A definição da consƟtuição/existência, tardia do 8ºCN provocou consequentemente apresentações demorada de alguns elementos, o que dificultou a fase deformaçãoinicial. (4)Informações A área de Informações materializou‐se pela realização de um conjunto de palestras ministradas aos efeƟvos presentesnaUnidadeAprontadora(CTC). (5)Operações No domínio das Operações, nesta fase, não foi aplicável ao 8ºCN como um todo porque as diferentes componentes do ConƟngente, não se encontravam ainda concentradas na Unidade Aprontadora; A execução nesta área resumiu‐se, nesta fase de aprontamento,àaƟvidadedoGrupodeProteção. (6)LogísƟca Incidência na consulta do viajante efetuado no HFAR, sem sobressaltos, como etapa inicial do aprontamento individual dos militares designados para integrar o 8º CN. (7)Treino A MAT aƟngiu os requisitos de treino estabelecidos pelo COMISAF, inicialmente com a execução dos cursos ISAF Basic Military Advisor Teame através de e‐ learning, posteriormente com a ação de treino no Joint Force Training Centre Abovena Polónia designado por Kandak Military Advisory Team, onde a integração da audiência de treino (MAT) com os Oficiais afegãos e intérpretes, decorreu com normalidade e acrescentou valor ao treino executado, consƟtuindo um dos fatores determinantes para o sucesso alcançado durante o evento; O conceito do treino efetuado, resume‐se no seguintequadro: Página 14 de 120 97 CAPACIDADE EFETIVOS RAMO SFAAT to CapDivHQ 8 EXE (22xGrProt/ModAp) PeH Staff AT 5 FAP (do 7º para o 8ºCN e retraíram em JUN14) Mod Apoio 37 EXE Cargos CE 5 MAR e EXE CIM* 4 MAR, EXE e FAP Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Por sua vez,o Grupo de Proteção desenvolveu todas as aƟvidadesconducentesaosquesitosdetreinonecessáriose decorrentesdas TTPsemvigorno CTC. b.Fase II –Treinoconjunto (1) Sub‐Fase II A – Início a 31MAR14, com a concentraçãono CTC detodoosmilitaresdo8CN. (2) Sub‐Fase II B – Início a 09MAR14, concentrando na AMT e CMSM, aƟvidades de treino conjunto do CN e o exercício de cerƟficação; A área do exercício, possibilitou um cenário em tudo idênƟco ao do TO AFG eumresultadomuitofavorável,naavaliaçãofinal. (3)Pessoal O aumento do efeƟvo e a não projeção do PeHSAT/8CN criaramtarefasacrescidasàunidadeaprontadora. Todas as tarefas conducentes à obtenção dos quesitos técnicos, gerais e específicos de cada elemento, foram alcançadosnestafase. (4)Informações As informações sobre o TO, foram atualizadas com base em documentos disponibilizados pela BrigRR, CTC (através do sistema MMHS) e através dos relatórios do 7ºCN. Foram efetuadas Palestras e Briefings na área das informações, segurança militar e contra informação relaƟvas ao Teatro de Operações e aos procedimentos a serem adotados pelo CN, dando primazia à sua proteção. (5)Operações As TTPs do Grupo de Proteção decorrentes da aƟvidade dos militares da MAT foram aperfeiçoadas com a atualização dos Planos disponibilizados pelo 7ºCN; Recriou‐se na AMT, o ediİ cio onde os militares permanecemnocampodePol‐eCharkhi. Foi da maior uƟlidade a junção em Tancos dos militares dos cargos CE (rotação em maio), tendo permiƟdo o estabelecimento de relações pessoais de crucial importância para a execução da missão do 8º CN no Afeganistão. O período que antecedeu o Exercício KABUL 141, denominado“inserçãono TO”,replicouavivêncianeste (e.g.horários,roƟnas,procedimentos). O 8ºCN treinou os principais Ɵpos de incidentes idenƟficados no TO do Afeganistão, sendo de realçar a reação aos diversos Ɵpos de ataques com IED e os incidentesdoƟpo .greenonblue Na fase final deste treino foram uƟlizadas munições reais conferindogranderealismoaomesmo. (1)LogísƟca Incidência nas listas de carregamento (bagagem individual/malotes coleƟvos) considerando o volume/pesopermiƟdoparaasmesmas. (2)Treino/Açõesdeformação/Palestras: ‐CursodeAdjuntodeSubSecFin ‐Curso TEMPAR ‐EstágioEmpastelador EJAB e SLIDER ‐Estágio PRC 525, MMHS,Nera, PRR ‐ Estágio , RDE, Satélite, TCE, CifraRearLink Link/Router eMat.Cripto ‐ Curso de Técnicos de Emergência Médica para ProfissionaisSaúde ‐EstágioServiçoPostalMilitar ‐EstágioOperadordeTerminal ‐ ISAF 104(16/13/0)(online)BasicCourse ‐ ISAF MAT 109(7/1/0)(online)Course ‐CaraterizaçãoSituaçãoInformaçõesno TO ‐CaraterizaçãoSituaçãoOperaçõesno TO ‐“PassagemdeTestemunho”(LigaCombatentes) ‐SegurodeVida(ProtocoloExército) ‐ emSuportedeVidaFirstAid/MassTraining ‐“GestãodeStress” ‐“Suicídio” ‐“Fadiga” ‐“Sono” ‐“PrivaçãoAfeto/Sexual” ‐PedidosE‐CAS e AIR MEDEVAC no TO ‐ NBQ R ‐LessonsLearned ‐IgualdadedeGénero ‐UƟlizaçãodeInterpretes ‐Contra‐informação ‐SegurançaMilitar ‐ INFOSEC ‐SegurançanasComunicações ‐Afeganistão,pelojornalistaCarlosSantosPereira ‐“ProjetoEu,Tu&Nós” c.Fase III –Final (1)Pessoal Durante esta fase, a Secção de Pessoal consolidou as listas de pessoal a projetar de acordo com o voo nas dataprevista. (2)Operações/LogísƟca A c o m p o n e n te l o g í sƟc a a s s u m i u g ra n d e preponderância com a preparação da operação de terminal, reunindo os materiais que adquiriu, requisitou e que recebeu para movimentar para o teatro(iniciadanaFase II). Destaca‐se o apoio garanƟdo pelo RTransp e pelo CTC, noapoioaestaoperaçãodeprojeção. Na execução do Plano de projeção do 8ºCN, importa ainda referir a permanente atualização da situação sobre o voo de projeção e da situação no TO, coordenado pela cadeia de comando através do Plano deConvocaçãodo8º CN. Página 14 de 120 98 Instrução de TTP durante o aprontamento do 8º CN Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 Instrução de Ɵro no Campo Militar de Santa Margarida Instrução de Ɵro no Campo Militar de Santa Margarida Instrução de Ɵro no Campo Militar de Santa Margarida Instrução noturna de TTP no Comando da Brigada de Reação Rápida 99 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 Demonstração de capacidades do 8 CN Demonstração de capacidades do 8 CN Embarque para projeção no Aeródromo de Trânsito n.º 1 em Figo Maduro Chegada ao Afeganistão ‐ Aeroporto Internacional de Cabul ‐ KAIA 100 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 101 Major General Menezes, em representação do CEMGFA, entrega Estandarte Nacional ao Comandante do 8ºCN, Cor Inf Pára Nuno Cardoso, durante a cerimóniadaTransferofAuthority(TOA). Entrega do Estandarte Nacional ao Porta Estandarte, Ten Inf Silva, do 8º CN. ConƟnência ao Estandarte Nacional no final da cerimónia do TOA. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    3.Períododamissão Operíodode6mesesemeio,teveiníciocomachegadaao TO/AFG em 03MAI14;A transferência de autoridade do CEMGFA para o SACEUR (TOA), ocorreu em 12MAI14 e o retorno da mesma para o CEMGFA, em 12NOV14; A retraçãoterminoucomachegadadosúlƟmoselementosdo 8ºCN aTerritórioNacional,nodia28NOV14. Das principais aƟvidades / tarefas desenvolvidas pelas capacidades,destacam‐se: a.MilitaryAdviserTeam(MAT) (1)AƟvidadeDiária ‐ 1ª Saída de KAIA ‐ Numa janela de tempo entre as 04h30 e as 06:00, efetuava o deslocamento de KAIA para Pol‐e Charkhi (PeC), com o objeƟvo de assisƟrem ao na CAPDIV;MorningBriefing ‐ ‐ Reunião diária do Comandante daMorning Briefing CAPDIV com o seu Estado‐Maior, das 07:00 às 08:00. AssisƟam a esta reunião o , oSenior Advisor SGM Advisor e outros elementos da MAT, responsáveis por fazeroresumodestebriefing; ‐ do ‐ Às 08:00 osDebriefing Morning Briefing elementos que assisƟam ao , faziam obriefing debriefing, na sala da MAT em PeC, de forma sucinta e para coordenar eventuais atualizações na ação de assessoriaplaneadaparaodia; ‐ Assessoria ‐ A assessoria direta ao Comandante e ao Estado‐maior da CAPDIV decorria, por norma em PeC ,atéàs12:00; ‐Regressoa/KAIA ‐Oregressoa KAIA comsaídadePeC cercadas12:00; ‐2ªRefeição–Em KAIA,entreas13:00eas14:00; ‐ Reunião da MAT ‐ Diariamente, às 14:00, realizava‐se em KAIA, uma reunião com todos os elementos da MAT, com a finalidade de se efetuar o balanço das aƟvidades realizadas e fazer a antevisão e coordenação dasaƟvidadesfuturas; ‐ AƟvidade Individual ‐ As aƟvidades individuais eram executadasaparƟrdas16:00. (2)AƟvidadeSemanal: ‐ Reunião Semanal da MAT ‐ Às quintas‐feiras, pelas 14:00, realizava‐se em KAIA, uma reunião, com a finalidade de se obter o balanço das aƟvidades realizadas na semana anterior e fazer a antevisão e coordenação das aƟvidades a realizar na semana Página 14 de 120 AƟvidade da MAT ‐ Acompanhamento da visita do Cmdt da CapDiv a uma FOB 102 Acompanhamento de reunião com o Cmdt da CapDiv Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    ‐ Relatório SemanalMAT ‐ Os contributos individuais para o relatório semanal da MAT eram colocados numa pasta parƟlhada até às 17:00 de terça‐feira. O relatório semanal da MAT depois de consolidado em SITREP do CN e aprovado, era enviado até às 20:00 de quarta‐ feira, via MMHS, por forma a permiƟr contributos para aelaboraçãodo do COC do EMGFA;Briefing ‐ VTC com BrigRR, CFT ou EMGFA ‐ Por norma, realizava‐se às 18:00 (hora de Cabul) de quarta‐feira, sendo a MAT representada pelo Cmdt 8ºCN / Senior Advisor e com a parƟcipação do /ExecuƟve Officer COS AdvisereCmdtdoMódulodeApoio. b. (PeH SATPohantoon‐e‐HawayeeStaffAdvisorTeam ) Das aƟvidades do PeH SAT, salienta‐se o seu envolvimento nosprogramascurriculares, açõesdeformaçãooutreino: ‐ ‐ Desenvolveu o currículo desteOfficer Candidate School cursoemtermosdeduraçãoeconteúdoprogramáƟco. ‐ ‐ Definiu uma estruturaProfessional Military EducaƟon curricular que serviu o objeƟvo da Força Aérea Afegã, garanƟndo a formação aos seus militares ao longo das suas carreiras. ‐ ‐ Consolidou oInstructor Development Program Basic Instructor Training Course (BITC) e garanƟu a formação e cerƟficação de formadores, através de Train the Trainer (T3). ‐ ‐ Reconheceu a formação ministrada naProgram Degree PeH com grau académico de nível superior (Bacharel), definiu os programas curriculares, os cursos obrigatórios e opcionaiseaCerƟficaçãodeinstrutores; ‐ – Executavam funções deOperaƟons Center Guardian Angel aos elementos da coligação, durante as suas aƟvidades de formação às respeƟvas contrapartes (Afegãos); Conduzia RAM's (Medidas AnƟ‐Terrorista Aleatórias) através da supervisão do desempenho das Forças de Segurança Afegãs; Controlava as presenças de pessoal da coligação e dos contractors ‐ eLockheed MarƟn professoresdeinglês. Página 14 de 120 103 AƟvidade da MAT ‐ Acompanhamento da visita a uma FOB Elemento PeH SAT com militar afegão. Final da missão do PeH SAT. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    c.MódulodeApoio(ModAp) Teve como missão,garanƟr o funcionamento, a sustentação e a proteção das componentes que integraram o 8ºCN/ISAF, e quando necessário, o apoio a outros militaresportuguesesemmissãonoAfeganistão. A estrutura inicial do ModAp, contemplava a concentração das áreas funcionais de logísƟca e de pessoal. A possibilidade de se materializar, à ordem, a retração da FND, acrescido do reduzido efeƟvo na estrutura orgânica, obrigou a reformular a arƟculação do Estado‐Maior, atribuindo por decisão do Comandante do 8ºCN,a responsabilidadedaáreadoPessoalaooficialdeFinanças. A reorganização do ModAp permiƟu adequar os recursos humanos existentes às necessidades concretas da missão do 8ºCN/ISAF e garanƟr simultaneamente o planeamento, preparação e execução do processo de retração da FND no finaldamissão. (1)Operações,InformaçõeseSegurança ConsƟtuía a base para o planeamento do Grupo de Proteção e manƟnha a monitorização da ameaça, efetuada de forma conơnua e sistemáƟca, permiƟu manter atualizada a situação das informações, elemento determinante de apoio à decisão e ao emprego do Grupo de Proteção em apoio à Military AdvisorTeam. (2)Pessoal AaƟvidaderealizadanaáreadepessoalabrangeutodos os assuntos relacionados com a administração dos efeƟvos, designadamente, na elaboração e processamento de documentação e relatórios no âmbito nacional e da ISAF, no planeamento, execução e supervisão do plano de licenças e no planeamento e execução do plano de moral e bem‐estar. As tarefas inerentes à aƟvidade de uma secretaria de comando ficaram à responsabilidade da secção de Pessoal, destacando‐se nesta área, a elaboração da Ordem de Serviço, o controlo da correspondência, guias de marcha e a gestão do serviço postal dos militares do 8ºCN/ISAF. (3)Finanças As aƟvidades obedeceram aos princípios da administração financeira, nomeadamente, a avaliação de esƟmaƟvas de custos referentes à sustentação da força,averificaçãodoenquadramentolegaldetodosos documentos de realização de despesa e a aquisição de bens e serviços para saƟsfação das necessidades do ConƟngente. Reveste‐se de parƟcular relevo, o relacionamento funcional estabelecido com a unidade mobilizadora, Brigada de Reação Rápida, no que diz respeito à prestação mensal de contas do conƟngente nacional. (4)LogísƟca Responsável pela gestão e controlo dos materiais, existentes no teatro de operações do Afeganistão. ArƟculou e organizou de forma diferenciada, os materiais a doar, alienar e a retrair, para agilizar o planeamento, a preparação e a execução do processo de retração. Na execução de aƟvidades associadas à sustentação da força, destaca‐se, o controlo de alimentação, combusơvel, munições, sobressalentes, arƟgos de consumo e supervisão de contratos de serviços. A elaboração e o processamento da documentação logísƟca, como preconizado no Plano administraƟvo‐ logísƟco,permiƟrammanterumaligaçãoproİ cuacom aestruturalogísƟcanacional. Página 14 de 120 Torneio de Futebol organizado pelo 8º CN no âmbito do Plano de Moral e Bem Estar ‐ Equipa Vencedora. 104 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    (5)Manutenção As caraterísƟcas parƟcularesdo teatro de operações e a Ɵpologiadamissão,exigiramàequipademanutençãoa adoção de procedimentos específicos na preservação e manutenção prevenƟva dos vários equipamentos e materiais existentes, permiƟndo a conƟnuidade da sua operacionalidade, em especial das viaturas táƟcas, uƟlizadas pelo Grupo de Proteção e em apoio da MilitaryAdvisorTeam. (6)Comunicações O funcionamento de forma conơnua e efeƟva, da Rede de Dados do Exército e do Centro de Comunicações, consƟtuíram fatores determinantes na capacidade de Comando e Controlo do 8ºConƟngente Nacional. No â m b i t o d a N A T O , o s e q u i p a m e n t o s d e georreferenciação e a rede da ISAF consƟtuíram, de igual modo, importantes meios de apoio ao emprego operacionaldaforça. (7)Sanitária AƟvidade exercida essencialmente, ao nível da prevenção e no acompanhamento sanitário junto do hospital ROLE 2em KAIA. (8)GrupodeProteção Comprioridadenaproteçãoesegurançadoselementos da , o Grupo de ProteçãoMilitary Advisor Team desenvolveu a sua aƟvidade com base na avaliação da ameaça e aplicando as Técnicas TáƟcas e Procedimentos adequadas à Ɵpologia da missão, designadamente, movimentos efetuados no trajeto entre KAIA e e visitas a diversas unidadesPol‐e Charkhi da111ªCapDiv,dispersasnaProvínciadeCabul. Página 14 de 120 Equipa de manutenção no seu local de trabalho.Deslocamento de viaturas do Grupo de Proteção. Apoio sanitário durante uma sessão de Ɵro. Equipa de transmissões a trabalhar nas antenas. 105 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    4.Retração A missão, previaque à ordem, fosse executada a retração daForçaNacionalDestacada(FND)do TO AFG. Em de 16 de julho de 2014, por despacho de SExª Gen CEMGFA, foi determinado o término da aƟvidade operacional do 8ºCN/ISAF, em 12 de novembro de 2014. Consequentemente, a 27 de setembro de 2014, o 8º CN elaborou a sua DireƟva Nº 06/8ºCN/ISAF/14 – Retração e Desconcentração, de acordo com D I R O P Nº 07/CEMGFA/14‐Alt1 de 12 de maio de 2014, que atribui ao Exércitoaexecuçãodaretraçãoda FND. Neste enquadramento, chegaram ao TO do AFG a 02 de outubro de 2014, quatro militares do Exército, consƟtuindo duas equipas a dois militares cada, representando a DMT/CmdLog e o RTransp/DMT/CmdLog, com a finalidade de coordenar e executar com o CN a manobra logísƟca de retração, para 56 militares e 207 toneladas de material, em trêsfases: a.FaseI–Preparação(01OUT14a04NOV14) ‐ Efetuar a transferência de materiais da responsabilidade do8º CN paraoRtransp; ‐ Entregar ao departamento de engenharia do Base Support Group/KAIA, as áreas uƟlizadas pelo CN nos termos dos normaƟvosemvigor; ‐ Cessar todos os contratos vigentes à data e relacionados como CN; ‐ Terminar os processos de doação e alienação de materiais no TO do AFG; b.Fase II –Retração(05NOV14a21NOV14) ‐1ºVoo(Ilyushin‐76)‐05NOV14:05 PAX e20 TON carga; ‐ 2º Voo (Boeing 747‐400F) ‐ 10NOV14: 02 PAX e 62 TON carga; ‐3 ooComercial)ºVoo(V ‐12NOV14:29 PAX; ‐ 4º Voo (Boeing 747‐400F) ‐ 14NOV14: 02 PAX e 62 TON carga; ‐ 5º Voo (Boeing 747‐400F) ‐ 19NOV14: 02 PAX e 62 TON carga; ‐6ºVoo(VooComercial)‐20NOV14:09 PAX; ‐7ºVoo(VooComercial)‐28NOV14:06PAX. c.Fase III –Desconcentração(22NOV14a05JAN15) ‐Entregadorelatóriodefimdemissão; ‐RealizaçãodosexamescomplementaresdediagnósƟcos definidos pela Direção de Saúde para as FND no final da missão; ‐ Realização da cerimónia de entrega do estandarte Nacional; ‐Gozodefériaseapresentaçãonasunidadesdeorigem. 5.Consideraçõesfinais Imprecisões sobre alguns detalhes referidos, podem surgir em virtude desta publicação ter sido compilada duranteoprocessoderetração. O planeamento e execução deste plano de retração obrigaram o 8º CN a um esforço adicional na fase final da sua missão; A exigência da tarefa caraterizou‐se por reconciliar a execução da retração mantendo a aƟvidade operacional,atéaoseutérmino12NOV14. De fevereiro de 2002 até à sua retração em 23 de novembro de2014,aForçaNacionalDestacada PRT parao Teatro de Operações do Afeganistão desempenhou múlƟplas missões, uƟlizando para o efeito diversas arƟculaçõeseƟpologiasdeforças. Página 14 de 120 106 PaleƟzação de materiais na preparação para a retração. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Militares do 8ºConƟngente Nacional ISAF 107 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Militares do 8ºConƟngente Nacional Military Advisor Team (MAT) OB n.º 01 Cor Cardoso Senior Advisor OB n.º 40 TCor Domingos XO Advisor OB n.º 42 Maj Bernardino G2 Advisor OB n.º 41 Maj Fontoura G1/G7 Advisor OB n.º 43 TCor Marino G3 Advisor OB n.º 44 Maj Roque G4 Advisor OB n.º 45 Cap Soares GEng Advisor OB n.º 46 SCh Quelincho CSM Advisor Pohantoon‐e‐Hawayee Staff Advisor Team (PeH SAT) OB n.º 46 Maj Ferreira Chefe de Equipa OB n.º 47 Cap Saraiva Instrutor OB n.º 48 SAj Mendes Instrutor OB n.º 49 SAj Custódio Instrutor OB n.º 50 1Sarg Conceição Instrutor Crisis Establishment (CE) OB n.º 53 Cap Oliveira SO ( )OperaƟons OB n.º 54 1Sarg Esteves Watchkeeper OB n.º 55 1Ten Viola SO ( )Watch Officer Day 108 MAT PeH SAT CE
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    Militares do 8ºConƟngente Nacional Módulo de Apoio OB n.º 02 TCor Almeida Comandante OB n.º 03 Maj Maia Of Info/Ops e Seg OB n.º 05 Cap Graça Of Pessoal/Finanças OB n.º 04 Cap Lawrence Of LogísƟca OB n.º 06 1Sarg MarƟns Sarg LogísƟca OB n.º 07 1Sarg Monteiro Tesoureiro/Sarg Pessoal OB n.º 08 SAj Maia Sarg Mecânico OB n.º 09 Sold Valente Mec Viat Rodas OB n.º 11 1Sarg Duarte Sarg TM TEER OB n.º 12 1Sarg Pinto Sarg TC Redes OB n.º 13 Sold Silva Op MecMatTelecom OB n.º 14 Sold Jaló Op MecMatTelecom OB n.º 15 1Sarg Cardoso Enfermeiro OB n.º 10 Sold Coelho Mec Viat Rodas OB n.º 18 1Cb Ribeiro Socorrista 109 Módulo de Apoio
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    Militares do 8ºConƟngente Nacional Grupo de Proteção OB n.º 17 Ten Silva Comandante OB n.º 18 1Sarg Fortes Sarg Grupo OB n.º 20 1Sarg Gonçalves Cmdt Equipa OB n.º 19 1Sarg Castro Cmdt Equipa OB n.º 21 1Sarg Larajeira Cmdt Equipa OB n.º 22 1Sarg Garcia Cmdt Equipa OB n.º 23 1Cb Graça Condutor VBR OB n.º 24 Sold Araújo Condutor VBR OB n.º 26 Sold Leitão AƟrador OB n.º 27 1Cb Matos Condutor VBR OB n.º 28 2Cb Mendes Condutor VBR OB n.º 29 Sold Pina AƟrador OB n.º 30 Sold Pereira AƟrador OB n.º 25 Sold Ferreira AƟrador OB n.º 31 2Cb Oliveira Condutor VBR OB n.º 32 Sold Lopes Condutor VBR OB n.º 33 Sold Fortes AƟrador OB n.º 34 Sold Monteiro AƟrador OB n.º 35 2Cb Brito Condutor VBR OB n.º 36 2Cb Vale Condutor VBR OB n.º 37 Sold Tkachov AƟrador OB n.º 38 Sold Silva AƟrador 110 Grupo de Proteção
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    Seleção de arƟgospublicados durante o período demissão,do8ºConƟngenteNacional ISAF. 111 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Transferência de Autoridadedo 7º CN parao8º CN ISAF Realizou‐se no dia 12 de Maio de 2014, pelas 11 horas (hora local) na Base da NATO no Kabul Afghanistan InternaƟonal Airport (KAIA), a cerimónia de Transferência de Autoridade (TOA) do 7º para o 8º ConƟngente Nacional (CN)noAfeganistão. A cerimónia foi presidida pelo Exmo. Comandante do ISAF (COM IJC), Tenente GeneralJoint Command Joseph AndersondoExércitodos EUA. A cerimónia contou ainda com a presença das seguintes enƟdades: Comandante do Comando Regional Capital (RCC) Brigadeiro General (Exército Turco),Eroan Uzun TenenteGeneral ,Comandanteda111ªDivisãoQadamShah do Exército Afegão e os Comandantes de outros ConƟngentes, sediadosem KAIA. Em representação de SExª o General CEMGFA, esteve presente o Exmo. MGen António Xavier Lobato de Faria Menezes. O Coronel de Infantaria Pára Nuno Domingos Marques Cardoso, assumiu as funções de Comandante do ConƟngente Nacional (8ºC N), Senior NaƟonal RepresentaƟve no Afeganistão, em subsƟtuição do Cor Cav MeirelesdosSantos. Após a Cerimónia militar, seguiu‐se um almoço convívio; Posteriormente às 18h00, procedeu‐se à assinatura do livro deHonradoConƟngentepeloExmo. MGenFariaMenezes. Os militares do 8º CN ISAF, reconhecendo a excelência do trabalho executado elo 7º CN ISAF, desejam as maiores felicidades aos camaradas deste conƟngente, agradecendo a todos o apoio prestado no período de aprontamento e de rendição. Página 14 de 120 Coronel Nuno Cardos, com o Estandarte Nacional, durante a cerimónia da Transferência de Autoridade do 7º para o 8º CN. EnƟdades presentes na cerimónia. Formatura geral dos dois conƟngentes. 112 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Militares onƟngentedo 8ºC Nacional no Teatro de Operações do Afeganistão comemoram o dia dos Paraquedistas e da Escola deTropasParaquedistas No passado dia 23 de Maio de 2014, comemorou‐se na cidadede abulnoaquartelamentode K ,oDiadaEscolaC AIA deTropasParaquedistasedosParaquedistasPortugueses. Osmilitaresdo8ºConƟngenteNacional ISAF reuniram‐se na Casa de Portugal, ao p r do Solô , onde o Exmo. Comandante do ConƟngente, Coronel Nuno Cardoso fez uma pequena alocução alusiva rante o dia, foramao ato. Du colocadas calotes de paraquedas no exterior da Casa de Portugal, afixado uns placardes alusivos à data e projetada umaapresentaçãomulƟmédiasobreosParasdePortugal. No final os Paras do 8º ConƟngente, Ɵraram uma foto de famílianoterraçodacasadePortugal. Página 14 de 120 Foto de grupo dos Paraquedistas do 8ºCN. Lanche convívio na Casa de Portugal. 113 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF PARAQUEDISTAS
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    Militares portugueses porterras do Afeganistão visitam a 1ª Brigada do Exército Afegão em Darulaman No passado dia 26 de maio de 2014 e a convite do Comandante da (CAPDIV), Tenente‐Kabul Capital Divison General , elementos do 8º ConƟngenteQadam Shah Nacional (8º CN) efetuaram uma visita de trabalho enquadrada nas inspeções do Ministério da Defesa às unidades do Exército Afegão (ANA), ao Centro de Treino de Darulaman, a Sul da cidade de Cabul, local onde se encontra aquarteladaa1ªBrigadada111ªDivisão. Foi a primeira visita dos militares do 8ªCN/ISAF a uma das Brigadas da 111ª Divisão desde a sua chegada no passado dia 3 de Maio. A comiƟva portuguesa era consƟtuída pelo Senior Advisor, Coronel Nuno Cardoso e mais 4 elementos da (MAT).MilitaryAdvisorTeam Durante a visita, o Tenente General Qadam Shah inspecionouotreinoeinstruçãodastropas. Em reunião final, foram passadas em revista as principais dificuldades com que se debate aquele comando, tendo em vistaagrandeoperaçãoemcursodeapoioàrealizaçãoda2ª volta das eleições presidenciais, a decorrer no próximo dia 14dejunhode2014. O programa da visita terminou com um almoço de trabalho entre os oficiais do Comando da Divisão, da 1ª Brigada e os militares portugueses presentes, que Ɵveram a oportunidade de experimentar pela primeira vez a comida ơpicaafegã. Página 14 de 120 Militares da 1ª Brigada/ 111ª Divisão, em instrução. Tenente General Qadam Shah, Cor Nuno Cardoso e comiƟva, observam um teste de aƟvação do Plano de Segurança. 114 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Militares portugueses porterras doAfeganistão Correspondendo ao convite do comandante da Kabul Capital Divison Qadam Shah(CAPDIV), Tenente‐General , no passado dia 03 de junho de 2014, elementos do 8º ConƟngente Nacional (8º CN) efetuaram mais uma visita de trabalho; Desta feita à Base de Operações Avançada (FOB) de , situada a norte da cidade de Cabul, onde seDeh‐e Sabz encontrao6ºBatalhão( )da1ªBrigada.Kandak Esta visita insere‐se na ação de comando do Tenente‐ General , frequente com as suas unidadesQadam Shah destacadasequeprotegemoexteriordacidadedeCabul. Foi a primeira visita dos militares portugueses a uma unidadedestacadada CAPDIV. A equipa dos militares portugueses foi consƟtuída pelo Senior Advisor, Coronel Nuno Cardoso e mais 4 elementos da (MAT).MilitaryAdvisorTeam O Comandante do 6º recebeu a comiƟva com aKandak agradávelhospitalidadeafegã. Durante a visita, o Tenente General Qadam Shah inspecionou o campo e assisƟu a um sobre asbriefing aƟvidadesemcursopelobatalhão. O teve enfâse na explanação das tarefas para abriefing operação de apoio à 2ª volta das eleições presidenciais, a decorrernopróximodia14dejunhode2014. A visita terminou com um almoço de trabalho, envolvendo os militares do Comando da Divisão, da 1ª Brigada, enƟdades civis locais e os militares portugueses, que Ɵveram a oportunidade de saborear a comida ơpica afegã, num local descontraído em pleno campo, à sombra deumaamoreira. Página 14 de 120 Militares do 6º Kandak/ 2ª Brigada/ 111ª Divisão, em treino. Coronel Nuno Cardoso, com representantes das insƟtuições governamentais locais. 115 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Comemorações do diaPortugal emCabul No passado dia 10 de junho de 2014, os militares portugueses em missão de serviço no Afeganistão, comemoraram o dia de Portugal, de Camões e das ComunidadesPortuguesas. Do programa das comemorações constaram diversos eventos: ‐ Formatura geral pela manhã (08h00), com a presença de todos os elementos do 8º ConƟngente Nacional no Teatro de Operações do Afeganistão, na área térrea do ediİ cio do Comando Regional Capital (RC‐C), nas instalações de KAIA. O Comandante do 8º ConƟngente, Coronel Nuno Marques Cardoso,proferiuumdiscursoalusivoaodiadePortugal. Seguiu‐se uma aƟvidade desporƟva consƟtuída por jogos tradicionais,ondeparƟciparamequipasrepresentaƟvasdas diferentescapacidadesqueconsƟtuemo8ºConƟngente. Cerca das 12h30 no anexo do refeitório 1 em KAIA, realizou‐se um almoço ( ) com a presença de algumasbuffet enƟdades, sendo de realçar a presença do Tenente General Qadam Shah (Comandante da 111º Divisão do Exército Afegão) com alguns elementos do seu . EsƟveramstaff também presentes, o Comandante do Comando Regional Capital, Brigadeiro General (Exército daErhan Uzun Turquia), o Comandante de KAIA, Major General Olivier Taprest (Exército Francês) e os representantes seniores de váriospaíses,numtotalesƟmadode140pessoas. O Comandante do 8ºCN, procedeu à abertura do evento, dando as boas vindas a todos os presentes, seguindo‐se uma dissertação alusiva à data pelo Tenente Coronel Paulo Domingos, acompanhado de várias apresentaçõesmulƟmédiasobrePortugal. Por final e num ato mais privado, direcionado exclusivamente para os portugueses, efetuou‐se pelas 18 horas, um convívio na casa de Portugal, com a presença aumentada de portugueses que trabalham nestas paragens,emváriasorganizaçõesinternacionais(e.g. UN). Foram ainda entregues nesta ocasião, os prémios às equipasqueparƟciparamnosjogostradicionais. Página 14 de 120 Formatura dos militares de 8º CN. Jogos tradicionais. Bolo comemoraƟvo do Dia de Portugal. 116 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Militares Portugueses finalizama sua missão na Academia da Força AéreaAfegã Decorreu, no passado dia 18 de junho, a cerimónia do arrear da Bandeira Nacional na Academia da Força Aérea Afegã ( – PeH). Este símbolo daPohantoon‐e‐Hawayee República esteve hasteado durante cerca de 4 anos, assinalando a presença dos nossos militares da Força Aérea nestainsƟtuição,situadaemCabul,capitaldoAfeganistão. A cerimónia foi presidida pelo Comandante do 8º ConƟngente Nacional no Afeganistão, o Coronel de Infantaria Paraquedista Nuno D. Marques Cardoso, estando também presente o Comandante da PeH (Coronel Piloto Rahmaan) e representantes das forças da coligação que aí tambémprestaramserviço.Nofinaldacerimónia,oCoronel Nuno Cardoso ofertou a Bandeira Nacional à Academia da Força Aérea Afegã, na pessoa do Coronel , que seRahmaan mostrouvisivelmenteemocionadocomogesto. Durante 4 anos, 60 militares da Força Aérea Portuguesa ministraram instrução, formaram formadores, elaboraram programas curriculares, prestaram assessoria e mentoria ao Estado‐Maior e ao Comando da PeH. O encerramento de esta e outras capacidades, onde se incluem as de treino e assessoria, inscrevem‐se no quadro do planeamento que visa a redução das forças militares atualmente no Afeganistão e ocorre durante a fase de transição entre as missões da , ISAF e aInternaƟonal Security Assistance Force ResoluteSupportMission, RSM. Na hora da despedida, o Comandante da Academia da Força Aérea Afegã COR não deixou de enaltecerRahmaan o trabalho prestado por todos os portugueses que ali passaram, tendo inclusivamente desejado o seu regresso parabrevenoâmbitodaoperação RSM. Página 14 de 120 Cerimónia do arrear da Bandeira Nacional na Academia da Força Aérea Afegã. Coronel Nuno Cardoso faz a entrega da Bandeira Nacional ao Comandante da Academia da Força Aérea Afegã. 117 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    AƟv i da d e s d e f o r m a ç ã o realizadas em Cabul, na 111ª DivisãodoExercitoAfegão De acordo com o planeado, realizaram‐se no úlƟmo mês de agosto, algumas aƟvidades de apoio à formação dos elementos da 111ª Divisão de Cabul (111CapDiv), sob a responsabilidade dos assessores portugueses. Neste contexto,decorreu: ‐ Entre o período de 19 de junho a 06 de agosto de 2014, o Workshop Intelde Informações ( ), da responsabilidade da assessoria portuguesa, onde foram debaƟdos assuntos da área funcional das informações da Divisão, concretamente: Planos, Operações, Análise, Recolha, Informação Geográfica e ainda um painel sobre H U M I N T. Frequentaram o 15 militares provenientes do G2Workshop da divisão, do Batalhão de Informações (MI ) e daKandak áreadaContraInformação(G2X). O Tenente General , Comandante deQadam Shah Shahim 111ª Divisão de Cabul, presidiu à cerimónia de entrega dos diplomaseestevepresentedurantearealizaçãodesteato,o SeniorAdviserportuguês,CoronelNunoCardoso. ‐ No período de 02 a 12 agosto de 2014, decorreu sob coordenação da assessoria portuguesa, o Curso Afghan TacƟcal Air Coordinator (ATAC), ministrado por um militar da Força Aérea dos Estados Unidos o Capitão . O cursoLeen teve como objeƟvo, habilitar os militares da divisão nas coordenações de nível táƟco, entre as forças no terreno e os meios aéreos da força aérea afegã. Frequentaram o curso, 10 militares da Divisão e 5 pertencentes à Mobile Strike Force. O Chefe de Estado‐maior da Divisão, Brigadeiro General Ali Jan Sarwari (em representação do Comandante da Divisão), presidiu à cerimónia de entrega dos diplomas que contou com apresençado chefedo TACP do IJC,Coronel US Foley SeniorAdvisereo português,CoronelNunoCardoso. ‐ No período de 09 a 13 agosto de 2014, realizou‐se o Workshop de Segurança Militar, sob a responsabilidade da assessoria portuguesa onde foram debaƟdos aspetos relaƟvos à segurança militar, nomeadamente a segurança de áreas críƟcas e das matérias classificadas, a segurança das informações, a segurança das operações e a credenciação de pessoal. Frequentaram o umWorkshop totalde21militarespertencentesàDivisão. A cerimónia de entrega dos diplomas ocorreu em simultâneo com a sua congénere relaƟva ao curso ATAC, descritanoparágrafoanterior. Como tónica comum, ambas as enƟdades que presidiram às várias cerimónias, enalteceram a grande importância que consƟtui a formação e treino dos quadros e tropas, para o incremento da proficiência dos militares da Divisão e das Forças Armadas do Afeganistão, tendo sido referenciado, no final de cada discurso de encerramento, um agradecimento muito pessoal aos militares portugueses pelo empenho e dedicação colocadosnarealizaçãodasaƟvidades. Página 14 de 120 Entrega de cerƟficados do curso ATAC. Militares da 1ª Brigada/ 111ª Divisão, em instrução. Entrega dos cerƟficados do Workshop. 118 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Militares do 8ºConƟngente Nacional no Teatro de Operações do Afeganistão comemoram o diadasOperaçõesEspeciais Os militares de Operações Especiais provenientes da Marinha e do Exército, integrados no 8º ConƟngente Nacional (8ºCN) em missão no Afeganistão, celebraram o dia 27 de junho, inspirados nas comemorações do dia da Unidade do Centro de Tropas de Operações Especiais, coincidentecomoperíododefestasemLamego. O dia foi assinalado simbolicamente com um Porto de Honra proporcionado pelo Exmo. Comandante do 8º CN/ISAF, Coronel Nuno Cardoso, na Casa de Portugal sediada na Base da NATO a Norte do Aeroporto Internacional de Cabul (KAIA). Este evento surge na sequência do seu congénere, dia dos Paraquedistas celebrado a 23 de Maio e antecedendo, a anunciada comemoraçãododiadosComandosem29Junho. EsƟveram ainda presentes militares estrangeiros, ligados à comunidade de Operações Especiais em missão na ISAF, honrandocomasuapresençao8ºCN. Os militares do 8ºCN/ISAF, independentemente da sua especialidade, numa demonstração de espírito de camaradagem,quiseramregistarestemomento. Atodos,BemHajam. Página 14 de 120 Porto de Honra ‐ Presença de militares estrangeiros.Porto de Honra ‐ Elementos do 8º CN. Foto de família 119 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Comemorações 52º Aniversário dos“Comandos”emCabul Realizaram‐seno passado dia 29 de junho de 2014, as comemorações do 52º Aniversário dos COMANDOS, no Teatro de Operações do Afeganistão mais concretamente, na Base da NATO a Norte do Aeroporto Internacional, na cidadedeCabul(N‐KAIA). As celebrações contaram com a presença de todos os militares do 8º ConƟngente Nacional em missão neste teatro, cidadãos Nacionais que se encontram em trabalho noAfeganistãoeconvidadosdeoutrosconƟngentes. Os eventos Ɵveram início às 11h30 (hora local), com a realização de uma vídeo‐conferência com o Exmo. Comandante do Centro de Tropas Comandos, Coronel Dores Moreira, por ocasião do aniversário da especialidade eencerramentodo123ºCursodeComandos. Durante o período da tarde, decorreram as seguintes aƟvidades: 16h45–FotografiadaFamília COMANDO; 17h00–Formaturacomleituradocódigo COMANDO; 18h45–Lancheconvívio COMANDO. Os Comandos em missão no Teatro de Operações do Afeganistão sentem‐se orgulhosos com as comemorações desteaniversário,plenodesignificado. Estes momentos, a par da aƟvidade operacional, conƟnuam a elevar o nome da especialidade Comando, detentoradeumriquíssimolegado. As celebrações terminaram na casa de Portugal, com o Grito dos Comandos “MAMA SUMAE”, seguido de um PortodeHonra. Página 14 de 120 Fotografia da família Comando no Teatro de Operações. Vídeo conferência com o CTC. Lanche convívio.Leitura do Código COMANDO. 120 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Entrega de materiaisà 111ª CapitalDivision Em 21 de junho de 2014, integrado no plano de retração do ConƟngente Nacional (CN) sediado na base NATO a Norte do (KAIAKabul Afghanistan InternaƟonal Airport North) no Afeganistão, foram fornecidos alguns materiais e equipamentos à Divisão de Cabul do Exército Afegão (111ª CAPDIV),localizadanaregiãode (PeC).Pol‐e‐Charkhi CombasenoconceitodefinidopeloExmo.Cmdtdo8ºCN, Coronel Nuno Cardoso, conciliou‐se a cedência de materiais com a efeƟvação de capacidades. Assim, foi equipado com mobiliário de escritório a área responsável pela elaboração de planos (G5) do Estado‐maior da CapDiv, camas, colchões e cobertores para a enfermaria da 1ª Brigada sediada na região de e dois sistemas de som para aDarulaman mesquita e sala de aulas de religião em PeC, com base nas prioridadesestabelecidaspeloComandantedaDivisão. Para o transporte, foram disponibilizadas três viaturas pesadas da 111ª CapDiv e 7 militares afegãos da Division LogisƟc BaƩ alion (DLB) da 111ª CapDiv, que em conjunto com os militares do 8ºCN, tornaram possível esta operação logísƟca. Página 14 de 120 Área de trabalho do G5/CapDiv. Elementos do 8ºCN e da CapDiv depois do carregamento dos materiais. Gabinete do Chefe do G5/CapDiv. 121 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Acompanhamento de assessores portuguesesà inspeção de treino aDarulaman No dia 23 de junho de 2014, elementos da Equipa de Assessoria (MAT) portuguesa do 8º ConƟngente Nacional (CN), deslocaram‐se ao campo localizado em aDarulaman fim de parƟciparem no programa de inspeções de treino às subunidades da 111ª Divisão do Exército Afegão (111ª CapDiv). O campo militar, situado a sul de Cabul, tem instalado o QG da1ªBrigadadaCapDiv,assimcomováriassubunidades entre as quais o 1º (Batalhão) de Infantaria e o 5ºKandak Kandak de Apoio e Serviços, sobre os quais incidiu esta inspeçãodetreino. As inspeções de treino, inserem‐se no plano anual de inspeções da CapDiv, são lideradas pelo Chefe de Estado‐ maior (COS) da 111ª CapDiv e executadas pelo seu responsávelpelaáreafuncionaldotreino(G7). Entreoutros,sãouƟlizadoscomocritériosdeavaliação: ‐presençasnasaƟvidadesdetreino; ‐ horários do treino de Companhia / Batalhão / Brigada (semanais/mensais/semestrais); ‐ concordância dos horários e as direƟvas anuais da 111ª CapDiv; ‐métodosdeinstrução. Foram inspecionadas as cinco Companhias do 1º Kandak (uma delas, Força de Reação Imediata) e duas Companhias (apoiodeserviçosemanutenção)do5º .Kandak Tomaram parte nesta primeira inspeção de treino do corrente ano de 1393 do calendário Persa, alguns elementos nacionais da MAT diretamente relacionados como COS,G3(Operações)eG7daCapDiv,sendoaindade salientar o trabalho dos assessorados nas suas tarefas e o grande empenhamento dos batalhões nas aƟvidades de treinoenasuapronƟdão. Página 14 de 120 Instrução de transmissões ‐ 1º Kandak Motor Pool ‐ 5º Kandak COS/CapDiv e PRT MAT Verificação documental. 122 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Visita do 2ºComandante da ISAF Joint Command (IJC ) ao 8º ConƟngenteNacional(CN) No passado dia 27 de Junho de 2014, o 8º ConƟngente Nacional em missão no Afeganistão, recebeu a visita do Major General (MGen) (Exército Italiano),António SaƩ a DCOM do ISAF .JointCommand A receção teve lugar na casa de Portugal, onde esƟveram presentes todos os militares que consƟtuem o 8º ConƟngenteNacional. O Comandante do ConƟngente Português, Coronel Nuno D. Marques Cardoso, depois de agradecer a visita, manifestou as boas vindas ao ConƟngente Português e fez uma alocução alusiva ao ato, durante a qual apresentou as várias capacidades que consƟtuem o 8ºCN e caracterizou a suamissão. O Major General , agradeceu o empenho e oSaƩ a profissionalismo dos vários conƟngentes de militares portugueses que passaram pelo teatro de operações do Afeganistão. Enalteceu o esforço e o sacriİ cio, evidenciado nos excelentes resultados obƟdos pelos militares portugueses, sobejamente reconhecido pelas outras forças internacionais e em parƟcular, pelas autoridades afegãs. Durante a sua intervenção, este Oficial General, relembrou os militares portugueses que falecerem neste teatro de operações (1º Sargento “Cmd” Roma Pereira e Soldado‐ Paraquedista Sérgio Pedrosa) e incenƟvou o 8ºCN, à conƟnuidade no cumprimento da missão, em prol da segurançadopovoafegão. O Major General assinalou a sua visita, com aSaƩ a assinaturanolivrodeHonradoConƟngente. Porfimprocedeu‐seàtrocadelembranças,tendooMajor General António oferecido uma Cresta do IJC, aoSaƩ a ConƟngentePortuguês. Página 14 de 120 Major General António SaƩ a e o Coronel Nuno Cardoso. Entrega de Cresta do IJC ao ConƟngente Português. Assinatura do livro de honra do ConƟngente Nacional. 123 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    V i si t a d e e l e m e n t o s d a Assessoria à Base Operacional AvançadadeKhak‐eJabar Em resposta ao convite formulado pelo Comandante da Capital Divison Qadam Shah(CapDiv), Tenente‐General , militares do 8º ConƟngente Nacional (8º CN), realizaram no passado dia 25 de Junho de 2014, uma visita de trabalho à Base de Operações Avançada (FOB) de ,Khak‐e Jabar localizada a cerca de 25 Km a Sudeste da cidade de Cabul, ondeestásediadaumaCompanhia( ).Toli Esta visita, inserida na aƟvidade de supervisão do Tenente‐General às suas unidades, salienta‐seQadam Shah por dar a conhecer aos assessores portugueses, uma unidadedestacadaduranteaOperação OQAB. A Operação OQAB foi determinada pelo Comandante da Divisão e após terem sido referenciados insurgentes na área geral de , considerados os responsáveis por umKhak‐e Jabar ataque realizado no dia das eleições, 14 de Junho e do qual resultou a morte de um comandante de companhia, da Afghan NaƟonal Army (ANA). A ação militar foi executada de forma conjunta, integrando elementos da Afghan NaƟonal Police NaƟonal Directorate of Security(ANP) e da (NDS) e teve como finalidade apreender armamento e material e impedir a entrada de insurgentes na cidade de Cabul, garanƟndo assim a segurança e a liberdade de movimentosdentrodaáreaderesponsabilidadedaCapDiv. A equipa dos militares portugueses foi consƟtuída pelo Senior Advisor, Coronel Nuno Cardoso e mais 3 elementos da (MAT). O Tenente‐GeneralMilitary Advisor Team Qadam Shah recebeu a comiƟva com a agradável hospitalidade afegã, deu as suas direƟvas às enƟdades presentes eacompanhou a operação emcurso. Foi notório o disposiƟvo de segurança instalado pelas autoridades Afegãs, em todo o trajeto uƟlizado pela coluna do 8 CN e nolocaldavisita. No final, o Comandante da CapDiv passou revista à FOB paraseaperceberdascondiçõesdevidadosseusmilitares. Página 14 de 120 Entrada da Base Operacional Avançada em Khak –eJabar Tenente‐General Qadam Shah reunido com o seu staff e acompanhado pelo assessor português, Coronel Nuno Cardoso. Tenente‐General Qadam Shah fala ao rádio com o comandante da operação no terreno. Tenente‐General Qadam Shah em revista a uma das camaratas. 124 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    MeeƟng Sargeant Majordos (SGM)na111ªDivisãodeCabul Decorreuno passado dia 8 de julho de 2014, no Centro de Operações TáƟco (COT) da 111ª (111ªCapital Division CapDiv) do Exército Afegão, em Cabul, o Senior Non CommissionedOfficers MeeƟng(SNCO) . Evento de elevada importância, tendo como objeƟvo principal, dar a conhecer o trabalho realizado pelos Sergeants Majors (SGM) das reparƟções de estado‐maior da 111º CapDiv, bem como a análise e discussão de assuntos,denaturezasensívelparaos SNCO. Neste evento esƟveram presentes cerca de 20 SGM e Command Sergeant Majors Afghan NaƟonal(CSM), do Army(ANA)edeoutrospaíses(USA ePortugal). O SNCO , foi promovido e organizado emMeeƟng conjunto, pelo Sargento Chefe Quelincho, da assessoria do 8º ConƟngente Nacional e o CSM , da 111ªWatandoost CapDiv. EsƟveram presentes além dos SGM da 111ª CapDiv, os seguintesmilitaresconvidados: ‐ CSM doExércitoAfegão, ;Roshan ‐ CSM do ISAF (IJC), ;JointCommand Vimoto ‐ SGM doG3/ doMoD, ;GeneralStaff Pashton ‐ SGM do (GFCL),Ground Force Command LogisƟcs Hussaini; ‐ SGM do Ground Force Command LogisƟcs GFCL (advisor), .Jamison A reunião de trabalho teve início com a apresentação de cumprimentos de boas vindas pelo CSM daWatandoost 111ª Cap Div a todos os militares convidados. Foram também apresentados individualmente os oradores das diferentesreparƟçõesdeestado‐maiordaDivisão. Dasapresentaçõesefetuadas,salienta‐seoseguinte: ‐ Quadro orgânico de pessoal, de oficiais, sargentos e praçasdoexércitoafegão; ‐ Militares do sexo feminino, na ordem de 10% da divisão, não estando ao serviço nas fileiras, impossibilitam algumas operaçõesdecarácterespecial; ‐ Organigramas da Divisão, com todas as subunidades existentes; ‐Operaçõescorrentes; ‐ Mapa de localização das diferentes bases operacionais avançadasepostosdecontrolo; ‐ Plano “ ” (desenvolvimento deQadam ba Qadam capacidades) com gráficos de , foram apresentadosGanƩ pelo CSM , tendo referido o excelente trabalhoWatandoost realizado em colaboração com a assessoria dos militares Portugueses; ‐ P e r c e n t a g e n s d e o p e r a c i o n a l i d a d e d e materiais/equipamentosdaDivisão; ‐FrequênciasdecursospormilitaresdaDivisão; ‐ Baixas em serviço, avaliações, promoções, e condições napassagemáreserva; ‐ dos NCOs, em fase avançada deJob DescripƟons aprovaçãonoMinistériodaDefesaAfegão. No encerramento, o CSM , frisou a formaRoshan extremamente organizada de como decorreram os trabalhos, e lançou o desafio para novo evento, com agendamaisalargada,depoisdoRamadão. Porfim,foiƟradaumafotografiadegrupo. Página 14 de 120 Foto de grupo. 125 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    ConƟngente Nacional celebrao 14 de agosto, dia da arma de Infantaria com prova de estafeta internacionalem KAIA/Cabul O ConƟngente Nacional (CN) no Afeganistão, assinalou o 14 de agosto, dia da arma de Infantaria, com a realização de uma estafeta no aquartelamento da NATO, sediado no KabulAfghanistanInternaƟonalAirport(KAIA). A prova com a extensão de 4 x 2000 m contou com a presença de 22 equipas (masculinas e mistas), num total de 88 atletas e representando sete países que se associaram à comemoraçãodesteevento. Mais um fim de tarde que fez quebrar as roƟnas semanais e permiƟu a interação com outros conƟngentes, tendo como ponto central a casa de Portugal. Prova inédita nestas paragens recebeu os mais rasgados elogios por todos quantosnelaparƟciparam. AequipavencedoradaprovafoiaEquipaTurbolento,uma das4equipasportuguesasqueparƟciparamnoevento. Em segundo, ficou a equipa americana , e emSky Dragons terceiro,aequipafrancesa 08.TaskForce Nas equipas mistas, o primeiro lugar foi conquistado pela equipa, .TheFrenchTeam Página 14 de 120 ParƟda da prova. Momentos iniciais, antes da parƟda. Equipa vencedora ‐ Equipa Portuguesa Turbolento.. 126 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Curso Afghan TacƟcalAir Coordinator(ATAC) Decorreu de 12 a 22 de outubro de 2014 nas instalações da 111ª Capital Division (111ª CapDiv), do Exército Afegão, em Pol‐e Charkhi, o curso Afghan AirTacƟcal Coordinator (ATAC). O ATAC teve na sua estrutura programáƟca a duração de dez dias úteis. A audiência foi consƟtuída por militares da 111ª CapDiv sendo quatro da 1ª Brigada e sete da 2ª Brigada. O curso de ATAC foi ministrado por um militar da força aérea americana e apoiado por militares do ConƟngenteNacional(CN). A cerimónia de entrega dos cerƟficados aos militares afegãos que frequentaram com aproveitamento o ATAC, foi presidida pelo Chefe de Estado‐Maior da Divisão, Brigadeiro‐General (em representação doAli Jan Sarwari Tenente‐General , Comandante daQadam Shah Shahim Divisão) e contou com a presença do Senior Adviser português, Coronel Nuno Cardoso, bem como de outros militaresdoconƟngenteportuguês. No seu discurso, o Brigadeiro‐General ,Ali Jan Sarwari agradeceu pessoalmente ao Coronel Nuno Cardoso a formaçãoeoapoioprestadopelosmilitaresdo8º CN. Página 14 de 120 Formador americano e formandos afegãos durante o curso. Foto de grupo no final do curso. 127 Entrega dos diplomas aos formandos. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Missão humanitária do8º ConƟngenteNacional, ISAF No processo de planeamento da retração do 8º ConƟngente Nacional do Teatro de Operações do Afeganistão, foi aprovado pela enƟdade competente a relação de bens a serem doados no Teatro de Operações do Afeganistão. O Comandante do ConƟngente decidiu materializar parte da doação, a uma organização não‐governamental (ONG) que presta ajuda humanitária a crianças órfãs e a viúvas em Cabul,denominada .ModelSchool Dia 23 de outubro de 2014, o dia de aƟvidade para o 8º ConƟngente Nacional no Afeganistão foi efeƟvamente diferente do habitual. Após um reconhecimento inicial, foi realizado o planeamento cuidado da ação, pelo Grupo de Proteção. Início do movimento, com saída de KAIA pelas 8h30comdesƟnoaoDistritodePoliciaNº4. No deslocamento, uƟlizámos uma viatura pesada de carga, MTV com material diverso, frigoríficos, micro‐ondas, cobertores,lençóis,cadeiras,secretárias,arroz,açúcar,óleo alimentar,eoutros. Estabelecemos contato à chegada no desƟno com a mentora deste projeto, a Senhora .Jamila Jafar Rapidamente a viatura foi descarregada por militares do 8ºCN, com o auxilio das crianças mais velhas a efetuarem o transporte dos materiais doados, para o interior das instalações. Classificamos de indescriơvel e ao mesmo tempo serena, a expressão de alegria, dos peƟzes e da mentora. As palavras de agradecimento, aos portugueses, mulƟplicavam‐se, Ɵveram o cuidado de nos presentear com a canção (em Inglês, diİ cilLondon Bridge is Falling Down para estas crianças), senƟndo nós uma intenção de acolhimento e de um profundo agradecimento por aquilo queestávamosafazer. As emoções vêm à flor da pele, todos nos emocionamos, num momento em que estamos mais sensíveis, rapidamente revemos as nossas situações familiares e a felicidade que temos em casa e de repente, somos transportados para outra dimensão, imaginando‐nos numa situação precária, como a que esta gente vive. Concordamos todos, que “valeu mesmo a pena”, fez todo o senƟdo. Complementa o empenho militar realizado num outro país, a cerca de 10.000 quilómetros de distância. Apela ao senƟmento, por pouco e insignificante que seja, é uma contribuiçãoimensaparaasgentesdestepaís. No regresso, a constrição a que nos habituamos de alguma tensão nos deslocamentos, parece ter desaparecido. Hoje é um dia, em que nada de mal nos pode acontecer. Vamos todos mergulhados em pensamentos profundos, deleitados com a experiência queacabamosdeviver. Bemditossejam. Página 14 de 120 Foto de grupo com os militares portugueses e as crianças apoiadas. 128 Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Cerimónia do 8ºMedalParade ConƟngente Nacional ISAF‐ Afeganistão Realizou‐se no passado dia 30 de outubro de 2014, pelas 11 horas e 30 minutos (hora local) no aquartelamento de KAIA (na cidade de Cabul), a cerimónia de imposição de medalhas NATO ‐ não arƟgo 5º, aos militares portugueses queconsƟtuemo8ºConƟngenteNacional(CN) ISAF. A cerimónia foi presidida pelo Comandante do Comando Conjunto da ISAF (IJC) Tenente General Joseph Anderson (Exército EUA). Contou ainda com a presença: do Tenente General Comandanteda111ªDivisãodeCabulQadamShah do Exército do Afeganistão, do Brigadeiro General Şafak GÖK rain, Advise and(Exército Turco) Comandante do T Assist Command – Capital (TAAC‐C), do Brigadeiro General Phillipe Lavigne (Força Aérea de França) Comandante do aquartelamento de KAIA, bem como de outras enƟdades, sendo de salientar uma elevada representaƟvidade de elementosdoestado‐maiorda111ªDivisãodeCabul. Durante a cerimónia foram homenageados os dois militares portugueses que perderam a vida neste teatro de operações: 1º Sargento Comando João Paulo Roma Pereira (18 novembro de 2005) e o soldado Para‐quedista Sérgio MiguelVidalOliveiraPedrosa(24denovembrode2007). O comandante do 8º CN ISAF Coronel Nuno Domingos Marques Cardoso proferiu um discurso alusivo à cerimónia durante o qual fez uma resenha das aƟvidades protagonizadas pelo 8º CN ISAF. Enalteceu igualmente, o excelente relacionamento com os elementos assessorados da 111ª Divisão e do Comando da ISAF e houve tempo para recordar o brilhante percurso, realizado pelas Forças Nacionais Destacadas (FND) Portuguesas, neste Teatro de Operações. O Tenente General , dirigindo‐se aosQadam Shah presentes, enalteceu o trabalho realizado pelos portugueses que durante 4 anos fizeram assessoria ao ComandoeEstadoMaiordaDivisãodeCabul. Página 14 de 120 129 Tenente General Joseph Anderson recebe a conƟnência das forças em parada. EnƟdades presentes na cerimónia. Honras ao Estandarte Nacional. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    No decorrer daCerimónia, foram agraciados com a medalha D. Afonso Henriques, Patrono do Exército Português, dois militares da 111ª divisão de Cabul, respeƟvamente o Chefe de Estado‐Maior, Brigadeiro General e o chefe da reparƟção deAli Jan Sarwari operações, .CoronelSaifi Seguiu‐se o acto de imposição de medalhas NATO/ISAF, aosmilitaresportugueses. A cerimónia chegou ao seu término, com a reƟrada do Estandarte Nacional da formatura e ConƟnência à Alta EnƟdade que presidiu à Cerimónia, tendo sido prestadas as honrasdevidas. Após a Cerimónia Militar, realizou‐se um almoço convívio que reuniu num ambiente de grande regozijo, todos os militares do 8ºCN e os digníssimos convidados. No final da refeição, o Tenente General , dirigindo‐seJoseph Anderson aos presentes, elogiou a forma altamente profissional e dedicada, como todos os militares portugueses destacados para este Teatro de Operações, cumpriram a missão que lhesfoiatribuída. Durante a tarde neste mesmo dia, foi realizada uma cerimónia privada na casa de Portugal, onde foram condecorados com a Medalha NATO/ISAF, os militares portugueses que por moƟvos de serviço, não puderam receber as respeƟvas condecorações, na cerimónia da manhã. Página 14 de 120 130 Imposição de medalhas NATO aos militares portugueses. Corte do bolo do 8º ConƟngente Nacional.Entrega do diploma de apresso pelo Cmdt do TAAC‐C.Condecoração dos militares da 111CapDiv. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    ProvasdesporƟvas Durante o períododa missão do 8º ConƟngente Nacional, esƟvemos presentes em práƟcamente todas as provas desporƟvas em KAIA, realizadas pelo comando do quartel ou pelos diversos conƟngentes que aqui estão aquartelados. N u m a m b i e nte m u l Ɵn a c i o n a l , co nv i ve m o s desporƟvamente com os nossos camaradas da ISAF, sempre com excelentes resultados, obƟdos pelos militares portugueses, sendo de realçar a vitória em dois campeonatos de futebol, em várias provas de atleƟsmo onde por várias vezes o 1º, 2º e 3º lugar foram arrebatados pelos nossos militares, a prova em queExtreme Run obƟvemos o 1º lugar por equipas, bem como na prova de maratonaemqueobƟvemoso1ºe3ºlugar. RealizamostrêsprovasdesporƟvas: 1‐DiadaInfantaria‐Estafeta; 2‐LigadosCampeõesde KAIA ‐Futebol; 3‐Score100‐ProvadeOrientação. Todas as compeƟções desporƟvas organizadas Ɵveram bastante aceitação e parƟcipação por parte de outros conƟgentes. Página 14 de 120 131 Foto de grupo do 8º CN após corrida do Dia do Pai. Equipa vencedora na prova Extreme Run KAIA. Equipas vencedoras na Liga dos Campeões de KAIA. Foto de grupo após parƟcipação em prova de atleƟsmo. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Cerimónia de despedidado 8º CN ISAF e cessar da aƟvidade Portuguesa,na111CapDiv Realizou‐se no passado dia 02 de novembro de 2014, em PeC nas instalações da 111ª (CapDiv), o actoCapital Division de agradecimento, por parte do exército Afegão e da CapDiv aosassessoresdo8º CN ISAF. O Comandante da CapDiv, Tenente General Qadam Shah Shahim,efetuouumdiscursoondeenalteceuotrabalhodos militares portugueses durante os 4 anos de mentoria e assessoria, realizada pelos vários conƟngentes Nacionais, na 111ªCapDiv. Tendo recordado em parƟcular, o trabalho realizadopelosassessoresdo8º CN. Foram entregues individualmente, os diplomas de apreço aos assessores portugueses, um, exarado pelo Chefe de Estado‐Maior do Exército do Afeganistão, General , eKarimi o outro pelo Comandante da 111ªCapDiv, TGen Qadam ShahShahim. Seguiu‐se um almoço de confraternização e a colocação deumamoldura,àentradadaSaladeHonradaDivisão,com as fotos das equipas portuguesas de mentores e assessores quedurante4anosapoiaramaCapDiv. Por fim, foram oferecidos aos intérpretes afegãos, que nos acompanharam nos 6 meses de assessoria, um diploma deapreçopeloapoioprestado. Página 14 de 120 132 Foto de grupo, na despedida do 8ºCN e da assessoria portuguesa da CapDiv. Entrega dos diplomas de apreço. Entrega dos diplomas de apreço aos intérpretes. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    PortugalMissionOverview No passado dia03 de novembro de 2014, o Comandante do 8º ConƟngente Nacional / ISAF, Coronel Nuno Domingos Marques Cardoso, foi recebido pelo Comandante da InternaƟonal Security Assistance Force John, ISAF, General F. Campbell Army(USA ), no quartel‐general da missão situado no centro da cidade de Cabul. A visita foi efetuada a pedido do Comandante do 8ºCN e por ocasião do fim próximo, da aƟvidade do ConƟngente no teatro de OperaçõesdoAfeganistão. O General agradeceu o esforço dos militaresCampbell portuguesesdostrêsramosdasforçasarmadasquedurante 12 anos executaram as mais diversas missões ao serviço da I S A F, em prol do aumento da segurança, do desenvolvimento e da estabilidade no Afeganistão. Relembrou os dois militares portugueses que perderam a vida neste Teatro de Operações e teceu rasgados elogios, à dedicaçãoeprofissionalismodosmilitareslusos. O Coronel Nuno Cardoso agradeceu o enaltecimento e dirigiu votos de sucesso para a finalização da ISAF e início da nova missão que a irá suceder, a parƟr de Janeiro de 2015, a ResoluteSupportMisson(RSM). Após uma conversação, cordial e muito interessante sobre a atualidade do Afeganistão e os desafios da nova missão, o Comandante da ISAF redigiu no livro de Honra do ConƟngente Nacional, uma referência elogiosa à parƟcipaçãoPortuguesano TO. Página 14 de 120 133 Coronel Nuno Cardoso e General John Campbell. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Referência escrita, noLivro de Honra do ConƟngente Nacional Transcriçãoetraduçãodadedicatóriainscritano Livro de Honra do ConƟngente Nacional em 30 deoutubrode2014. “É para mim moƟvo de saƟsfação e orgulho escrever no Livro de Honra do ConƟngente Português, sobre as aƟvidades desenvolvidas pelos Oficiais, Sargentos e bravos Soldados de Portugal, que serviram de forma honesta no Afeganistão.Especialmenteparaa111ªDivisãoemCabul,obrioeossucessos alcançadosporestaunidadeƟveramaparƟcipaçãodosamigosportugueses. O Comando da Divisão agradece sinceramente, a vossa experiência pessoal, relacionamento amigável e o respeito demonstrado pela cultura Afegã. ManƟvemos durante o período que esƟvemos juntos, boa convivência e um respeitomútuo. Peço a Deus, que todos os militares Portugueses, tenham os maiores sucessosnavidapessoaleprofissional,equepossarecebê‐losdefuturo,como visitantesnoterritóriodoAfeganistão. Comelevadaconsideração.” Qadam Shah Tenente General COM 111CapDiv 135 Transcrição e tradução da dedicatória inscrita no Livro de Honra do ConƟngente Nacionalem03denovembrode2014. “ParatodososhomensemulherespertencentesaoConƟngentePortuguês. É uma honra para mim ter servido convosco nesta missão, Portugal deve senƟr‐se orgulhoso da vossa contribuição para a ISAF. É absolutamente notável o impacto criado por vós na forma de vida do povo do Afegão. As Forças de Segurança Afegãs são seguramente uma melhor organização como resultado da vossa ação. Obrigado pela dedicação, apoio e pelo sacriİ cio das vossasfamílias.FoiumadisƟntahonra! Jonh Campbell General USA COM ISAF
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    Posfácio Nãoexistemduasmissõesiguais. Dia 2 demaio de 2014, local AT1 o avião da , tem hora prevista de descolagem 50 minutos depois daHi‐Fly meianoite,desƟnoCabul,Afeganistão. Oitavo ConƟngente Nacional, seis meses de realização pessoal e uma missão para cumprir, seis meses de vida pessoal adiada, uma vez mais, privada a família da nossa presença, angúsƟa senƟda de parte a parte, o não fazerounãoestaraoladoquandoénecessário. O Afeganistão país longínquo e tão afastada está, também a diferença de usos e costumes das suas gentes. Pergunto, o que aconteceu aqui, encontro de mundos e de rivalidades ancestrais erros comeƟdos na procura de soluções que o não eram. O Norte e o Sul, o Este e o Oeste, a China, o Irão, o Grande Império Britânico, a Islamização,oPaquistão,apapoila,osrussos,osamericanos,osmongóis,a ,osrecursosenocumeestáAlQaeda Cabul. Soluções não apregoamos, Portugal parƟcipa nesta missão no quadro da NATO e desenvolve as suas aƟvidades, em função do que foi estabelecido. Qualquer que seja a configuração ou Ɵpologia de força ou capacidade,oempenhoededicaçãodosoldadoPortuguês,temsidoumaconstante. Seremos capazes, outros o fizeram, capacidade não falta, uma semana, um mês, quinto mês, o tempo voa literalmente,otérmino. Doze anos intensos, houve lágrimas e sangue derramado, desentendimentos e mal entendidos, houve alegrias e louvores, capacidade demonstrada, resultados e o senƟmento de missão cumprida. Todos sem exceção deram um contributo para o todo, o equilíbrio no desempenho é circunstancial, decorre das tarefas atribuídasedavontadeecapacidadedecadaum. Correutudobem. “COVIL, COVIL,chegadaa GUADIANA TERMINADO.” Cabul12denovembrode2014. O Comandante do 8º ConƟngente Nacional Nuno Domingos Marques Cardoso Cor Inf Pára 136
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    AFG AAF AK ALCC AMT ANA ANP ANPTC ANSF AOp AOR AP APOD ASP AT BITC CA CAS CAVEAT CE CEMA CEME CEMFA CEMGFA CFT CIM CIMIC CIS CISMIL CJSOR CMSM CN COMD COMISAF CONOPS COS COT Afeganistão/ AFGhanistan AfghanAirForce AvtomatKalashnikova AirLiŌCoordinaƟonCell AreaMilitardeTancos AfghanNaƟonalArmy AfghanNaƟonalPolice AfghanNaƟonalPoliceTrainingCentre AfghanNaƟonalSecurityForces AreadeOperações AreaOfResponsibility AnƟPessoal AirPortOfDebarkaƟon AfghanSecurityPartners AdvisorTeam BasicInstructorTrainingCourse ControlArea CloseAirSupport Restrição/Aviso/AdvertênciadaNação CrisisEstablishment ChefedoEstado‐MaiordaArmada ChefedoEstado‐MaiordoExército ChefedoEstado‐MaiordaForçaAérea ChefedoEstado‐MaiorGeneraldasForçasArmadas ComandodasForçasTerrestre CéluladeInformaçõesMilitares CIvil‐MIlitaryCooperaƟon SistemaIntegradodeComunicações CentrodeInformaçõeseSegurançaMilitar CombinedJointStatementOfRequirements CampoMilitardeSantaMargarida ConƟngenteNacional COMmanDer COMmanderInternaƟonalSecurityAssistanceForce CONceptof OPeraƟonS ChiefOfStaff CentrodeOperaçõesTáƟco CREVAL CSDN CSM CTA CTAFMI CTC CW CZ DFAC DiCSI DIROP DOS DSACEUR EM EMGFA EOD EOT ETT EUROGENDFOR EXE FAB FAI FAP FFAA FND FOB FP FRAGO FSO GFAC GIRoA GNR GOA GSU HQ IED IFR CombatReadinessEVALuaƟonoflandheadquartersandunits ConselhoSuperiordeDefesaNacional CommandSergeantMajor ConTrolArea CentrodeTreinoeAprontamentodeForçasparaMissõesInternacionais CentrodeTropasComando CampWarehouse ControlZone Dining FACility DivisãodeComunicaçõeseSistemasdeInformação DIReƟva OPeracional DayOfSupply Deputy SACEUR (SupremeAlliedCommander EURope) Estado‐Maior Estado‐MaiorGeneraldasForçasArmadas ExplosiveOrdnanceDisposal EndOfTour EmbeddedTrainingTeam EUROpean GENDarmerie FORce. Exército ForçasArmadasBelgas FichadeAvaliaçãoIndividual ForçaAéreaPortuguesa ForçasArmadas ForçaNacionalDestacada ForwardOperaƟngBase ForceProtecƟon FRAGmentaryOrder FireSupportOfficer GroundForwardAirController GovernmentoftheIslamicRepublicofAfghanistan GuardaNacionalRepublicana GovernmentOfAfghanistan GarrisonSupportUnit HeadQuarters ImprovisedExplosiveDevice InstrumentFlightRules Página 14 de 120 137 Lista de Acrónimos Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    IFTS IIRT IJC INS IOT ISAF ISTAR JChat JFC‐B JMRC JOC JPJ KAF KAIA KANDAK KCP KDK KMNB MAR MAT MDMP MEDAD MEDEVAC METL MMHS MMT MOU MSF MWAC NATO NBQ NCO NDS NEP NPA NPTC NSPA ISAF ForceTrackingSystem ImmediateIncidentResponseTeam ISAF JointCommand INSurgents InOrderTo InternaƟonalSecurityAssistanceForce Intelligence,Surveillance,TargetAcquisiƟon&Reconnaissance JointTacƟcalChat JointForceCommander JointMulƟnaƟonalReadinessCenter JointOperaƟonsCentre JointPeaceJirga KandaharAirField KabulAfghanistanInternaƟonalAirport Batalhão(termoemafegão) KabulCityPolice KanDaK(batalhão,termoafegão) KabulMulƟNaƟonalBrigade Marinha MilitaryAdvisoryTeam MilitaryDecision‐MakingProcess MEDicalAdvisor MEDicalEVACuaƟon Mission‐EssenƟalTaskList MilitaryMessageHandlingSystem MobileMedicalTeam MemorandumOfUnderstanding MobileStrikeForce Morale&WelfareAcƟviƟesCommiƩ ee NorthAtlanƟcTreatyOrganizaƟon Nuclear,Biológico,Químico Non‐CommissionedOfficer NaƟonalDirectorateofSecurity NormadeExecuçãoPermanente NATO ParliamentaryAssembly NaƟonalPoliceTrainingCentre NATO SupportAgency NTM NTM‐A OCCP‐K OCG OEF OF OMLT OMLT‐D OMLT‐G ONG ONU OPCOM OPCON PAO PAQ PBW PD PeC PeH SAT PKM PRT PRT QRF RAC RASR RC RLS RPG RSM SACEUR SFA SIGEX SITREP SNR SOF SOP STX NoƟceToMove NATO TrainingMission‐Afghanistan OperaƟonsCoordinaƟonCenterProvince‐Kabul OperaƟonsCommandGroup OperaƟonEnduringFreedom OFficer OperaƟonalMentorandLiaisonTeam OperaƟonalMentorandLiaisonTeam‐Division OperaƟonalMentorandLiaisonTeam‐Garrison OrganisaƟonNonGouvernementale OrganizaçãodasNaçõesUnidas OPeraƟonal COMmand OPeraƟonal CONtrol PublicAffairsOfficer Paquistão PatrolBaseWilson PoliceDistrict Pol‐e‐Charki Pohantoon‐e‐HawayeeStaffAdvisorTeam PulemyotKalashnikovaModernizirovanniy ProvincialReconstrucƟonTeam PoRTugal QuickReacƟonForce RegionalAreaCoordinator Regional ANSF StatusReport RegionalCommand RealLifeSupport Rocket‐PropelledGrenade ResoluteSupportMission SupremeAlliedCommander EURope SecurityForceAssistance SIGnalsExercise SITuaƟon REPort SeniorNaƟonalRepresentaƟve SpecialOperaƟonsForce StandingOperaƟngProcedures/StandardOperaƟngProcedures SituaƟonalTrainingeXercise Página 14 de 120 138 Lista de Acrónimos Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 139 Lista de Acrónimos SWAT TAAC TACP TASHKIL TASO TB TBC TF TO TOA TTP UEB UI UNHCR UNSCR UPF VCP VTC SpecialWeaponsAndTacƟcs TrainAdviseandAssistCommand TacƟcalAirControlParty QuadroOrgânicodePessoaleMaterial(termoemafegão) TerminalAreaSecurityOfficer TaliBan ToBeConfirmed TaskForce TeatrodeOperações/TheaterofOperaƟons TransferOfAuthority TacƟcs,Techniques,andProcedures UnidadedeEscalãoBatalhão UnidadedeIntervenção(GNR) UnitedNaƟonsHighCommissioner'sofficeforRefugees UnitedNaƟonsSecurityCouncilResoluƟon UnidadedeProteçãodaForça VehicleCheckPoint VideoTele‐Conference Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 140 Referências 3º CN ISAF.2012. 2012.RelatóriodeFimdeMissão. 4º CN ISAF.2012.LivroFinaldeMissãodo4ºConƟngenteNacional ISAF.2012. 4º CN.2012. 2012.RelatóriodeFimdeMissão. 5º CN ISAF.2013. 2013.RelatóriodeFimdeMissão. 6º CN ISAF.2013. 2013.RelatóriodeFimdeMissão. 7º CN ISAF.2014.LivrodeBolso.2014. 7º CN.2014. 2014.RelatóriodeFimdeMissão. 8º CN ISAF.25dejaneirode2014.DireƟvaNº01. 25dejaneirode2014.Aprontamento. 8ºCN.10deabrilde2014.DireƟvaNº04. 10deabrilde2014.Missãono TO. 8º CN. 27 de setembro de 2014. DireƟva Nº 06. 27 deRetração e Desconcentração. setembrode2014. 8º CN.2014.LivrodeBolso.2014. Branco, Carlos MarƟns. 2001. A Partricipação de Portugal em Operações de Paz ‐ Problemasedesafios.2001. CSDN.05dedezembro2007.05dedezembro2007. EMGFA. 04 de juho de 2001. DireƟva Operacional Nº 001. ConƟngente Nacional para a ISAF.Lisboa:s.n.,04deJuhode2001. EMGFA. 07 de março de 2012. DireƟva Operacional Nº 004. 4º ConƟngente Nacional paraa ISAF.07deMarçode2012. EMGFA. 07 de março de 2012. DireƟva Operacional Nº 004. 4º ConƟngente Nacional paraa ISAF.07deMarçode2012. EMGFA. 05 de junho de 2012. DireƟva Operacional Nº 011. 5º e 6º ConƟngente Nacional.05dejunhode2012. EMGFA. 29 de janeiro de 2014. DireƟva Operacional Nº 07. 8º ConƟngente Nacionalparaa ISAF.29dejaneirode2014. EMGFA.21demaiode2004.DireƟvaOperacionalNº07. 21demaiode2004.ISAF. EMGFA. 02 de agosto de 2005. DireƟva Operacional Nº 10 (alt1). 02 de agosto deISAF. 2005. EMGFA. 25 de julho de 2006. DireƟva Operacional Nº 10 (Alt3). 25 de julho deISAF. 2006. EMGFA. 05 de junho de 2013. DireƟva Operacional Nº 17. 7º ConƟngente Nacional para a ISAF.05dejunhode2013. EMGFA. PRT TroopsContribuƟonto ISAF ‐Afeghanistan. IDN.2011.NaçãoeDefesaNº130.2011. ISAF.2014. RS SecurityForceAssistanceGuide3.1.2014. Jane´sSpecialReportAgency.2011.AfghanistanAn IHS.2011. MDM.25defevereirode2005.25defevereirode2005. MDN.25defevereirode2005.PortariaNº230/2005(2ªsérie).25defevereirode2005. NATO.2009. Bruxelas: NATO,2009.AfghanistanReport2009. NATO.2008. Bruxelas: NATO,2008.ProgressinAfeghanistam‐BucharestSummit. QRF ISAF.2010.LivrodeBolso.2010. QRF.2006.RelatóriodeFimdeMissão. 2006.1ºSemestrede2006. QRF.2006.RelatóriodeFimdeMissão. 2006.2ºSemestre2006. QRF.2007.RelatóriodeFimdeMissão. 2007.1ºSemestre2007. QRF.2008.RelatóriodeFimdeMissão.2008. QRF.2008.RRevistaNewsleƩ erelatóriodeFimdeMissão.2008. Revista Mais Alto. novembro/dezembro de 2004. Revista Mais Alto Nº 352. s.l. : FAP, Novembro/dezembrode2004. Revista Mais Alto. janeiro/fevereiro de 2005. Revista Mais Alto Nº 353. s.l. : FAP, Janeiro/fevereirode2005. Revista Mais Alto. julho/agosto 2005. Revista Mais Alto Nº 356. s.l. : FAP, Julho/agosto2005. Revista Mais Alto. novembro/dezembro de 2005. Revista Mais Alto Nº 358. s.l. : FAP, Novembro/dezembrode2005. Revista Mais Alto. janeiro/fevereiro de 2009. Revista Mais Alto Nº 377. s.l. : FAP, Janeiro/fevereirode2009. Revista Mais Alto. novembro/dezembro de 2009. Revista Mais Alto Nº 382. s.l. : FAP, Novembro/dezembrode2009. Revista Mais Alto. março/abril de 2002. Revista Mais Altor Nº 336. s.l. : FAP, Março/abrilde2002. Revista Militar. junho/julho de 2004. Revista Militar Nº 2429/2430. s.l. : Exercito português,Junho/Junhode2004. RevistaMilitar.julhode2004.RevistaMilitarNº2430.Julhode2004. Revista NewsleƩ er.Set2012. Revista NewsleƩ er. Center For Army Lessons Learned. Set2012. UNSCR.2001.2001.Mandatoinicialda ISAF. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF
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    Página 14 de120 141 Agradecimentos Cor Art Luis Dias Henriques; Cor Inf Cmd Luis Dores Moreira; TCor Inf Cmd Ulisses Alves; TCor Inf Pq Paulo Serra Pedro; TCor Inf Pq David Correia; TCor Cav José Miguel Freire; TCor Inf Pq João Machado; Maj Inf Cmd António Cancelinha; Maj Art Miguel Maldonado; Maj Art Homero Gomes Abrunhosa; Maj FAP Pedro Sousa; Maj FAP José Romão; Maj FAP Nuno Ferreira; Maj FAP Nuno Ferreira; Maj GNR Gonçalo Carvalho; Maj GNR João Carlos Fernandes; Ten Cav Tiago Baleia; Saj SGE António Rodrigues. Portugal ‐ 12 anos de parƟcipação na ISAF