Hoje é: Terça-feira, 2 de Junho de 2009   02:10 PM História de Savitri ...Então replicou o deus da Morte: –  Pede-me tudo quanto quiseres menos a vida de teu esposo. Ao que Savitri respondeu: –  Se desejas oferecer-me um dom qualquer, ó rei da morte, peço-te que devolvas a vista a meu sogro,  para que ele seja feliz. –  Cumpra-se teu piedoso desejo, filha admirável! E o rei da Morte seguiu o seu caminho, conduzindo  a alma de Satyavân.
De novo ouviu passos atrás de si e, ao volver, viu que era ainda Savitri que o seguia. Então lhe disse: –  E, todavia me segues... –  Sim, meu pai, não posso fazer outra coisa, pois, embora procure retroceder, a minha mente acompanha meu esposo e o corpo o segue. Levas a alma de Satyavân e, como seja ela  minha também, meu corpo a acompanha. Yama respondeu –  Concordo filha amorosa. Volve, porém, ao teu lar, porque vivo algum pode acompanhar a Yama. E o rei da morte prosseguiu no seu caminho...
Porém Savitri teimou em segui-lo.  E Yama, mais uma vez volvendo os passos, mantém com ela um novo diálogo: –  Nobre Savitri, não me sigas com a tua dor sem esperança. –  Não tenho outro remédio senão o de ir aonde conduzires  o meu bem amado. –  Supõe, então, que teu esposo foi um malvado e eu o conduzo ao inferno. Irias aonde fosse o teu esposo? –  Feliz me sentiria em ir aonde ele fosse, tanto na vida, como na morte; tanto no céu, como no inferno.  (Orfeu vai ao Inferno em busca de Eurídice...). –  Abençoadas sejam as tuas palavras, minha filha!  Muito me alegraste com elas.
Pede-me outra dádiva, contanto que não seja a  vida de teu esposo. –  Pois que me permites, faz com que não se quebre a  régia estirpe de meu sogro. É que seu reino seja herdado pelos filhos de Satyavân. O rei da Morte sorriu e disse: –  Minha, filha, cumprir-se-á o teu desejo.  Aqui tens a alma de teu esposo.  Volverá à vida e, assim, poderá ser o pai de teus filhos que, com o tempo, serão reis. Volta, ao teu lar. O amor triunfou perante a morte. Jamais uma mulher amou como tu e a prova é que, mesmo eu, o deus da Morte, nada pode diante do poder de tão perseverante e verdadeiro amor. acesse  http://www.mandragua.blogspot.com   •  conheça   tveubiose Dhâranâ n.º  13 – 1982

Historia De Savitri

  • 1.
    Hoje é: Terça-feira,2 de Junho de 2009 02:10 PM História de Savitri ...Então replicou o deus da Morte: – Pede-me tudo quanto quiseres menos a vida de teu esposo. Ao que Savitri respondeu: – Se desejas oferecer-me um dom qualquer, ó rei da morte, peço-te que devolvas a vista a meu sogro, para que ele seja feliz. – Cumpra-se teu piedoso desejo, filha admirável! E o rei da Morte seguiu o seu caminho, conduzindo a alma de Satyavân.
  • 2.
    De novo ouviupassos atrás de si e, ao volver, viu que era ainda Savitri que o seguia. Então lhe disse: – E, todavia me segues... – Sim, meu pai, não posso fazer outra coisa, pois, embora procure retroceder, a minha mente acompanha meu esposo e o corpo o segue. Levas a alma de Satyavân e, como seja ela minha também, meu corpo a acompanha. Yama respondeu – Concordo filha amorosa. Volve, porém, ao teu lar, porque vivo algum pode acompanhar a Yama. E o rei da morte prosseguiu no seu caminho...
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    Porém Savitri teimouem segui-lo. E Yama, mais uma vez volvendo os passos, mantém com ela um novo diálogo: – Nobre Savitri, não me sigas com a tua dor sem esperança. – Não tenho outro remédio senão o de ir aonde conduzires o meu bem amado. – Supõe, então, que teu esposo foi um malvado e eu o conduzo ao inferno. Irias aonde fosse o teu esposo? – Feliz me sentiria em ir aonde ele fosse, tanto na vida, como na morte; tanto no céu, como no inferno. (Orfeu vai ao Inferno em busca de Eurídice...). – Abençoadas sejam as tuas palavras, minha filha! Muito me alegraste com elas.
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    Pede-me outra dádiva,contanto que não seja a vida de teu esposo. – Pois que me permites, faz com que não se quebre a régia estirpe de meu sogro. É que seu reino seja herdado pelos filhos de Satyavân. O rei da Morte sorriu e disse: – Minha, filha, cumprir-se-á o teu desejo. Aqui tens a alma de teu esposo. Volverá à vida e, assim, poderá ser o pai de teus filhos que, com o tempo, serão reis. Volta, ao teu lar. O amor triunfou perante a morte. Jamais uma mulher amou como tu e a prova é que, mesmo eu, o deus da Morte, nada pode diante do poder de tão perseverante e verdadeiro amor. acesse http://www.mandragua.blogspot.com • conheça tveubiose Dhâranâ n.º 13 – 1982