A fisiologia e a fenologia do milho explicam, de forma integrada, como a planta cresce, se desenvolve e responde ao ambiente ao longo do ciclo produtivo. A fisiologia aborda processos essenciais como germinação, fotossíntese, respiração, transpiração e absorção de nutrientes, fundamentais para o estabelecimento inicial, formação de biomassa e definição do potencial produtivo. Como planta C4, o milho apresenta elevada eficiência no uso da luz, da água e do CO₂, o que favorece seu desempenho em condições de alta radiação e temperaturas elevadas.
A ecofisiologia complementa essa compreensão ao analisar como fatores ambientais radiação solar, temperatura, disponibilidade hídrica, nutrientes do solo e vento influenciam cada etapa do ciclo, desde a emergência até o enchimento dos grãos. Situações como falta de água no pendoamento, excesso de calor na polinização ou baixa radiação no pré-pendoamento podem comprometer diretamente o rendimento final da lavoura.
Já a fenologia organiza o ciclo do milho nos estádios vegetativos (VE a VT) e reprodutivos (R1 a R6), permitindo associar cada fase às necessidades nutricionais, hídricas e de manejo. Essa compreensão é crucial para planejar o plantio, ajustar adubações, identificar momentos críticos, otimizar a irrigação e prever a produtividade. Assim, o conhecimento fisiológico e fenológico do milho serve como base para decisões mais assertivas e para maximizar a eficiência produtiva no campo.