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METODOLOGIA CIENTÍFICA
PAULA LEMOS SILVEIRA
Bacharel em Informática
Especialista em Educação (URCAMP)
Mestrado e Doutorado em Educação (UNISC)
paulasilveira@urcamp.edu.br
O que são Projetos
Integradores?
Projeto Integrador
• O Projeto Integrador é uma estratégia de
ensino–aprendizagem cujo objetivo é
proporcionar a interdisciplinaridade entre todos
os temas/assuntos/bases abordados durante o
curso de operador de computador.
• Seu objetivo maior é “articular teoria e prática”
utilizando um contextos do mundo do trabalho.
•
– Desenvolver nos alunos as marcas formativas:
Domínio técnico-científico,
Visão crítica ,
Atitude empreendedora,
Atitude sustentável,
Atitude colaborativa
4
Áreas do
conhecimento
- CNPQ
5
O que é um texto científico
Um texto científico tem como foco principal o próprio conhecimento. Por esse motivo, ele deve
apresentar uma série de elementos, como você pode ver a seguir (KOLLER; COUTO;
HOHENDORFF, 2014).
- Inovações científicas: modelos novos que permitem controlar processos ainda não dominados,
ou que sejam superiores em qualidade aos já conhecidos para um processo específico.
- Inovações tecnológicas: emprego inédito e bem-sucedido para um modelo existente (como
descobrir que um medicamento desenvolvido para dada patologia é também eficaz para outra).
- Aperfeiçoamentos científicos e tecnológicos: melhoria da qualidade com que as condições
finais do modelo representam a situação final do universo, ou criação de modelo
tecnologicamente mais eficaz para a solução de determinado problema.
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Onde encontrar textos científicos?
A seguir, veja alguns exemplos de espaços e plataformas que disponibilizam textos científi cos
(AQUINO, 2010; KOLLER; COUTO; HOHENDORFF, 2014).
1. Biblioteca: é um dos melhores locais nas instituições de ensino ou de pesquisa para se iniciar a
busca por textos para leitura. Os profissionais que trabalham nas bibliotecas podem ser boas
fontes de indicação.
2. Internet: o acesso a textos científicos pela internet é quase ilimitado, visto que as
possibilidades de encontrar textos completos são imensas.
3. Portal de periódicos da CAPES: a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (CAPES) possui um portal de informação científica muito interessante.
4. Outras revistas eletrônicas: existem várias revistas eletrônicas disponíveis na internet, como a
SCIELO (Scientific Library Online), que é uma grande biblioteca eletrônica de fácil acesso. Ela
disponibiliza uma coleção selecionada de periódicos científicos.
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Como ler textos científicos?
Para começar, é importante que você tenha em mente que ler um texto científico é diferente de
ler um texto literário (como um romance). No texto literário, que muitas vezes conta uma
história, você precisa ler todas as partes na ordem em que elas se apresentam, ou corre o risco
de “perder o fio da meada”.
1. Esteja disponível para a leitura, encontrando e aproveitando bem o seu tempo e a sua
disponibilidade.
2. Procure um local propício à leitura, onde você se sinta confortável e onde a sua compreensão
sobre o texto possa ser facilitada.
3. Esteja equipado para grifar partes importantes e fazer anotações. Ao ler o texto, muitas ideias
podem surgir (canetas marca-texto e um bloquinho de anotações são ferramentas muito
úteis).
PLANEJAMENTO E PROJETO
PAULA LEMOS SILVEIRA
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Estrutura do Projeto
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Elementos constituintes
Ao analisar as questões apresentadas, percebemos que elas possibilitam formar as fases da
preparação do projeto de pesquisa (embora não sejam as fases do projeto em si, são
importantes subsídios para sua elaboração e para a formação de seus elementos constituintes):
1. O que pesquisar? — Definição do tema e do problema de pesquisa e sua base teórica;
2. Por que pesquisar? — Justificativa;
3. Para que pesquisar? — Objetivos da pesquisa (geral e específicos);
4. Como pesquisar? — Onde buscar informações e quais instrumentos utilizar nesse ensejo;
5. Quando pesquisar? — Cronograma de execução da pesquisa;
6. Quais recursos? — Orçamento para a pesquisa.
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Elaboração
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Metodologia
1. Métodos
2. Técnicas
3. Instrumentos para coleta de pesquisa
4. Delimitação do local da pesquisa
5. Maneira de realizar a análise de dados.
CONTEXTUALIZAÇÃO DE PESQUISA
PAULA LEMOS SILVEIRA
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Contextualização da Pesquisa
Não basta que uma pesquisa seja realizada; ela precisa se mostrar relevante e,
assim, ser aceita no meio científico. Para tanto, é primordial que o pesquisador
consiga despertar o interesse desse meio, circunstância na qual o ato de situar a
pesquisa é algo fundamental. Isso inclui demonstrar os propósitos e o foco do
estudo, bem como a relevância dos resultados que ele pretende viabilizar. Tal
demanda é atendida através de um conjunto de elementos que formam
a contextualização de pesquisa, que, além de proporcionar as condições já
citadas, ainda ajudam o pesquisador a organizar as ideias, colocando-as em
prática.
•Definir um tema a partir da descrição de um problema.
•Identificar o problema através de uma questão norteadora.
•Definir os objetivos e a justificativa de pesquisa.
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Construindo Objetivos
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Tema e Questão de pesquisa
Problema de pesquisa...
• O conceito de problema de pesquisa pode ser
entendido como uma questão que desperta interesse
e curiosidade cujas informações parecem não ser
suficientes para a solução.
• É preciso muita atenção e precisão na sua
formulação.
Objetivos Constituem-se em declarações claras e explicitas
do “para que se deseja estudar o fenômeno ou
assunto”, ou seja, o que se pretende alcançar com
a realização da pesquisa.
Assim os objetivos devem ser iniciados com
verbos que exprimam ação, tais como, verificar,
analisar, descobrir e determinar, entre outros.
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Hipótese e Objetivos
HIPÓTESES DE PESQUISA
PAULA LEMOS SILVEIRA
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Hipóteses da pesquisa
Após as primeiras definições de uma pesquisa, as quais incluem a escolha do tema, o
desenvolvimento do problema, a elaboração dos objetivos (geral e específicos) e da justificativa, é
chegada a hora de oferecer alguma solução aceitável ao problema proposto, que será comprovada ou
refutada com a realização do estudo. Essa demanda é atendida por meio da construção da chamada
hipótese de pesquisa, que, além de propor uma solução para o problema em estudo, permite
identificar os fatores envolvidos no estudo; tais fatores também são conhecidos como variáveis de
pesquisa.
Aprendizagens:
•Definir hipótese de pesquisa.
•Desenvolver hipótese de pesquisa.
•Identificar as variáveis de pesquisa.
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Hipóteses
As hipóteses consistem em
tentativas de responder ao
problema de pesquisa,
constituindo-se como
preposições antecipadoras ao
levantamento da realidade que
o pesquisador pretende
demonstrar com seu estudo
- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
PAULA LEMOS SILVEIRA
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Fundamentação Teórica
O que motiva a realização de uma pesquisa científica? E de onde o pesquisador
obtém sustentação para a realização do estudo?
Definir fundamentação teórica.
Estruturar uma fundamentação teórica.
Reconhecer a fundamentação teórica como base para a pesquisa científica.
25
Como desenvolver o referencial?
Como desenvolver resultados e a conclusão?
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Fundamentação Teórica
A fundamentação teórica é uma etapa da pesquisa durante a qual o pesquisador precisa estar
atento, de modo a evitar falhas que prejudiquem a qualidade de seu trabalho. Por isso, durante
as etapas de estruturação da fundamentação teórica, recomenda-se alguns cuidados
(HERNANDEZ SAMPIERI; FERNÁNDEZ COLLADO; BAPTISTA LUCIO, 2013):
Realização de uma leitura crítica sobre as obras consultadas e utilizadas;
Observação das normas técnicas aplicáveis às pesquisas científicas;
Emprego de redação adequada a esse tipo de material
Indicação correta das referências utilizadas como base para o estudo, evitando plagiar o
conteúdo que serviu como fundamentação teórica do trabalho;
utilização de um número de autores que permita apresentar de forma satisfatória as abordagens
antecedentes sobre o assunto desenvolvido
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ABNT
A observação de normas técnicas é um cuidado importante durante a estruturação da
fundamentação teórica. Nesse sentido, a consulta a instituições como a Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT) pode ser muito útil.
A ABNT possui em seu catálogo algumas normas que são destinadas à elaboração de trabalhos
científicos, como monografias, dissertações ou teses.
NBR 14.724: trabalhos acadêmicos — apresentação
NBR 10.520: informação e documentação — apresentação de citação de documentos
NBR 6.023: informação e documentação — referências, elaboração Essas normas tratam de
aspectos como formatação, citações (diretas e indiretas), referências e elementos pré-textuais,
textuais e pós-textuais. Esses aspectos são essenciais para a elaboração de um texto científico
que siga os padrões exigidos. Mas tenha atenção: isso não elimina a necessidade de você verificar
as recomendações, orientações e exigências da sua instituição.
7. REFERÊNCIAS GRÁFICAS E TEXTUAIS
PAULA LEMOS SILVEIRA
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Referências gráficas e textuais
Durante a elaboração de um texto científico, o autor fará uso de diferentes elementos, os quais
podem ser textuais ou gráficos, seja durante sua pesquisa ou decorrente citação de obras
consultadas ao longo do texto de sua produção, seja durante a análise de dados e da
apresentação dos resultados, ou em tantas outras etapas de seu trabalho. Isso requer do autor
considerável grau de disciplina para que possa atender ao método científico, envolvendo
aspectos como citações, referências e elementos gráficos, os quais precisam ser tratados
conforme as indicações do método científico e das normas a ele vinculadas, em que, para cada
parte constituinte do texto, existem recomendações específicas a serem seguidas.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
•Referenciar elementos gráficos.
•Aplicar referências com citações diretas e indiretas.
•Descrever adequações de referências bibliográficas.
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EXEMPLOS DE REFERÊNCIAS GRÁFICAS
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Gráficos
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Citações:
Direta e Indireta
TIPOS DE PESQUISA
PAULA LEMOS SILVEIRA
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Coleta de Dados
Definir população e amostra de pesquisa.
Caracterizar os tipos de amostras para coleta de
dados. Aplicar pesquisa-piloto.
Coleta de dados, que é o processo de
recolhimento de informações para compor o
estudo.
Os dados recolhidos são utilizados como base
para comprovar ou não os objetivos da pesquisa.
Nesse sentido, a coleta é realizada conforme o
planejamento do estudo do qual faz parte.
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População e Amostra
As informações coletadas, por sua vez, advêm da
população a ser estudada, isto é, do público que será
pesquisado.
Segundo Gil (2012), a população, também conhecida como
“universo”, é um conjunto de elementos com as mesmas
características. Assim, uma população pode ser o conjunto
de alunos de uma escola, os habitantes de uma cidade ou
os funcionários de uma fábrica, por exemplo.
Uma amostra é “[...] simplesmente uma subdivisão da
população, sobre a qual os dados serão coletados e que
deve ser delimitada com precisão, pois será representativa
dessa população”.
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Referências Bibliográficas
BARROS, A. J. da S; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia científica. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2000. BÊRNI, D. A.;
BELL, J. Projeto de pesquisa: guia para pesquisadores iniciantes em educação, saúde e ciências sociais. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.
COOPER, D. R.; SCHINDLER, P. S. Métodos de pesquisa em administração. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016. DE SORDI, J. O. Desenvolvimento
de projeto de pesquisa. São Paulo: Saraiva, 2017.
CHALMERS, A. F. O que é ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993. CNPQ. Tabela de áreas do conhecimento. [200-?]. Disponível em:
http://www.cnpq.br/ documents/10157/186158/TabeladeAreasdoConhecimento.pdf. Acesso em: 16 fev. 2019.
FARIAS FILHO, M. C.; ARRUDA FILHO, E. J. M. Planejamento da pesquisa científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015. GIL, A. C. Como elaborar
projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
FERNANDEZ, B. P. M. Métodos e técnicas de pesquisa: modelando as ciências empresariais. São Paulo: Saraiva, 2012.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2012
HERNANDEZ SAMPIERI, R.; FERNÁNDEZ COLLADO, C.; BAPTISTA LUCIO, M. P. Metodologia de pesquisa. 5. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.
KOLLER, S. H.; COUTO, M. C. P. P.; HOHENDORFF, J. V. (org.). Manual de produção científica. Porto Alegre: Penso, 2014. LARSON, E. W.; GRAY, C.
F. Gerenciamento de projetos: o processo gerencial. 6. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016. MAFFEI, F. H. A. et al. Doenças vasculares periféricas. 5.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2016. v. 1 e 2.
MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017. SEVERINO, A. J. Metodologia do
trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
37
Muito
obrigada
pela
atenção!

escrita cientifica escrita cientifica escrita cientifica

  • 1.
    1 METODOLOGIA CIENTÍFICA PAULA LEMOSSILVEIRA Bacharel em Informática Especialista em Educação (URCAMP) Mestrado e Doutorado em Educação (UNISC) paulasilveira@urcamp.edu.br
  • 2.
    O que sãoProjetos Integradores?
  • 3.
    Projeto Integrador • OProjeto Integrador é uma estratégia de ensino–aprendizagem cujo objetivo é proporcionar a interdisciplinaridade entre todos os temas/assuntos/bases abordados durante o curso de operador de computador. • Seu objetivo maior é “articular teoria e prática” utilizando um contextos do mundo do trabalho. • – Desenvolver nos alunos as marcas formativas: Domínio técnico-científico, Visão crítica , Atitude empreendedora, Atitude sustentável, Atitude colaborativa
  • 4.
  • 5.
    5 O que éum texto científico Um texto científico tem como foco principal o próprio conhecimento. Por esse motivo, ele deve apresentar uma série de elementos, como você pode ver a seguir (KOLLER; COUTO; HOHENDORFF, 2014). - Inovações científicas: modelos novos que permitem controlar processos ainda não dominados, ou que sejam superiores em qualidade aos já conhecidos para um processo específico. - Inovações tecnológicas: emprego inédito e bem-sucedido para um modelo existente (como descobrir que um medicamento desenvolvido para dada patologia é também eficaz para outra). - Aperfeiçoamentos científicos e tecnológicos: melhoria da qualidade com que as condições finais do modelo representam a situação final do universo, ou criação de modelo tecnologicamente mais eficaz para a solução de determinado problema.
  • 6.
    6 Onde encontrar textoscientíficos? A seguir, veja alguns exemplos de espaços e plataformas que disponibilizam textos científi cos (AQUINO, 2010; KOLLER; COUTO; HOHENDORFF, 2014). 1. Biblioteca: é um dos melhores locais nas instituições de ensino ou de pesquisa para se iniciar a busca por textos para leitura. Os profissionais que trabalham nas bibliotecas podem ser boas fontes de indicação. 2. Internet: o acesso a textos científicos pela internet é quase ilimitado, visto que as possibilidades de encontrar textos completos são imensas. 3. Portal de periódicos da CAPES: a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) possui um portal de informação científica muito interessante. 4. Outras revistas eletrônicas: existem várias revistas eletrônicas disponíveis na internet, como a SCIELO (Scientific Library Online), que é uma grande biblioteca eletrônica de fácil acesso. Ela disponibiliza uma coleção selecionada de periódicos científicos.
  • 7.
    7 Como ler textoscientíficos? Para começar, é importante que você tenha em mente que ler um texto científico é diferente de ler um texto literário (como um romance). No texto literário, que muitas vezes conta uma história, você precisa ler todas as partes na ordem em que elas se apresentam, ou corre o risco de “perder o fio da meada”. 1. Esteja disponível para a leitura, encontrando e aproveitando bem o seu tempo e a sua disponibilidade. 2. Procure um local propício à leitura, onde você se sinta confortável e onde a sua compreensão sobre o texto possa ser facilitada. 3. Esteja equipado para grifar partes importantes e fazer anotações. Ao ler o texto, muitas ideias podem surgir (canetas marca-texto e um bloquinho de anotações são ferramentas muito úteis).
  • 8.
  • 9.
  • 10.
    10 Elementos constituintes Ao analisaras questões apresentadas, percebemos que elas possibilitam formar as fases da preparação do projeto de pesquisa (embora não sejam as fases do projeto em si, são importantes subsídios para sua elaboração e para a formação de seus elementos constituintes): 1. O que pesquisar? — Definição do tema e do problema de pesquisa e sua base teórica; 2. Por que pesquisar? — Justificativa; 3. Para que pesquisar? — Objetivos da pesquisa (geral e específicos); 4. Como pesquisar? — Onde buscar informações e quais instrumentos utilizar nesse ensejo; 5. Quando pesquisar? — Cronograma de execução da pesquisa; 6. Quais recursos? — Orçamento para a pesquisa.
  • 11.
  • 12.
    12 Metodologia 1. Métodos 2. Técnicas 3.Instrumentos para coleta de pesquisa 4. Delimitação do local da pesquisa 5. Maneira de realizar a análise de dados.
  • 13.
  • 14.
    14 Contextualização da Pesquisa Nãobasta que uma pesquisa seja realizada; ela precisa se mostrar relevante e, assim, ser aceita no meio científico. Para tanto, é primordial que o pesquisador consiga despertar o interesse desse meio, circunstância na qual o ato de situar a pesquisa é algo fundamental. Isso inclui demonstrar os propósitos e o foco do estudo, bem como a relevância dos resultados que ele pretende viabilizar. Tal demanda é atendida através de um conjunto de elementos que formam a contextualização de pesquisa, que, além de proporcionar as condições já citadas, ainda ajudam o pesquisador a organizar as ideias, colocando-as em prática. •Definir um tema a partir da descrição de um problema. •Identificar o problema através de uma questão norteadora. •Definir os objetivos e a justificativa de pesquisa.
  • 15.
  • 16.
    16 Tema e Questãode pesquisa
  • 17.
    Problema de pesquisa... •O conceito de problema de pesquisa pode ser entendido como uma questão que desperta interesse e curiosidade cujas informações parecem não ser suficientes para a solução. • É preciso muita atenção e precisão na sua formulação.
  • 18.
    Objetivos Constituem-se emdeclarações claras e explicitas do “para que se deseja estudar o fenômeno ou assunto”, ou seja, o que se pretende alcançar com a realização da pesquisa. Assim os objetivos devem ser iniciados com verbos que exprimam ação, tais como, verificar, analisar, descobrir e determinar, entre outros.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
    21 Hipóteses da pesquisa Apósas primeiras definições de uma pesquisa, as quais incluem a escolha do tema, o desenvolvimento do problema, a elaboração dos objetivos (geral e específicos) e da justificativa, é chegada a hora de oferecer alguma solução aceitável ao problema proposto, que será comprovada ou refutada com a realização do estudo. Essa demanda é atendida por meio da construção da chamada hipótese de pesquisa, que, além de propor uma solução para o problema em estudo, permite identificar os fatores envolvidos no estudo; tais fatores também são conhecidos como variáveis de pesquisa. Aprendizagens: •Definir hipótese de pesquisa. •Desenvolver hipótese de pesquisa. •Identificar as variáveis de pesquisa.
  • 22.
    22 Hipóteses As hipóteses consistemem tentativas de responder ao problema de pesquisa, constituindo-se como preposições antecipadoras ao levantamento da realidade que o pesquisador pretende demonstrar com seu estudo
  • 23.
  • 24.
    24 Fundamentação Teórica O quemotiva a realização de uma pesquisa científica? E de onde o pesquisador obtém sustentação para a realização do estudo? Definir fundamentação teórica. Estruturar uma fundamentação teórica. Reconhecer a fundamentação teórica como base para a pesquisa científica.
  • 25.
    25 Como desenvolver oreferencial? Como desenvolver resultados e a conclusão?
  • 26.
    26 Fundamentação Teórica A fundamentaçãoteórica é uma etapa da pesquisa durante a qual o pesquisador precisa estar atento, de modo a evitar falhas que prejudiquem a qualidade de seu trabalho. Por isso, durante as etapas de estruturação da fundamentação teórica, recomenda-se alguns cuidados (HERNANDEZ SAMPIERI; FERNÁNDEZ COLLADO; BAPTISTA LUCIO, 2013): Realização de uma leitura crítica sobre as obras consultadas e utilizadas; Observação das normas técnicas aplicáveis às pesquisas científicas; Emprego de redação adequada a esse tipo de material Indicação correta das referências utilizadas como base para o estudo, evitando plagiar o conteúdo que serviu como fundamentação teórica do trabalho; utilização de um número de autores que permita apresentar de forma satisfatória as abordagens antecedentes sobre o assunto desenvolvido
  • 27.
    27 ABNT A observação denormas técnicas é um cuidado importante durante a estruturação da fundamentação teórica. Nesse sentido, a consulta a instituições como a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) pode ser muito útil. A ABNT possui em seu catálogo algumas normas que são destinadas à elaboração de trabalhos científicos, como monografias, dissertações ou teses. NBR 14.724: trabalhos acadêmicos — apresentação NBR 10.520: informação e documentação — apresentação de citação de documentos NBR 6.023: informação e documentação — referências, elaboração Essas normas tratam de aspectos como formatação, citações (diretas e indiretas), referências e elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Esses aspectos são essenciais para a elaboração de um texto científico que siga os padrões exigidos. Mas tenha atenção: isso não elimina a necessidade de você verificar as recomendações, orientações e exigências da sua instituição.
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    7. REFERÊNCIAS GRÁFICASE TEXTUAIS PAULA LEMOS SILVEIRA 28
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    29 Referências gráficas etextuais Durante a elaboração de um texto científico, o autor fará uso de diferentes elementos, os quais podem ser textuais ou gráficos, seja durante sua pesquisa ou decorrente citação de obras consultadas ao longo do texto de sua produção, seja durante a análise de dados e da apresentação dos resultados, ou em tantas outras etapas de seu trabalho. Isso requer do autor considerável grau de disciplina para que possa atender ao método científico, envolvendo aspectos como citações, referências e elementos gráficos, os quais precisam ser tratados conforme as indicações do método científico e das normas a ele vinculadas, em que, para cada parte constituinte do texto, existem recomendações específicas a serem seguidas. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: •Referenciar elementos gráficos. •Aplicar referências com citações diretas e indiretas. •Descrever adequações de referências bibliográficas.
  • 30.
  • 31.
  • 32.
  • 33.
    TIPOS DE PESQUISA PAULALEMOS SILVEIRA 33
  • 34.
    34 Coleta de Dados Definirpopulação e amostra de pesquisa. Caracterizar os tipos de amostras para coleta de dados. Aplicar pesquisa-piloto. Coleta de dados, que é o processo de recolhimento de informações para compor o estudo. Os dados recolhidos são utilizados como base para comprovar ou não os objetivos da pesquisa. Nesse sentido, a coleta é realizada conforme o planejamento do estudo do qual faz parte.
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    35 População e Amostra Asinformações coletadas, por sua vez, advêm da população a ser estudada, isto é, do público que será pesquisado. Segundo Gil (2012), a população, também conhecida como “universo”, é um conjunto de elementos com as mesmas características. Assim, uma população pode ser o conjunto de alunos de uma escola, os habitantes de uma cidade ou os funcionários de uma fábrica, por exemplo. Uma amostra é “[...] simplesmente uma subdivisão da população, sobre a qual os dados serão coletados e que deve ser delimitada com precisão, pois será representativa dessa população”.
  • 36.
    36 Referências Bibliográficas BARROS, A.J. da S; LEHFELD, N. A. S. Fundamentos de metodologia científica. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2000. BÊRNI, D. A.; BELL, J. Projeto de pesquisa: guia para pesquisadores iniciantes em educação, saúde e ciências sociais. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008. COOPER, D. R.; SCHINDLER, P. S. Métodos de pesquisa em administração. 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016. DE SORDI, J. O. Desenvolvimento de projeto de pesquisa. São Paulo: Saraiva, 2017. CHALMERS, A. F. O que é ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993. CNPQ. Tabela de áreas do conhecimento. [200-?]. Disponível em: http://www.cnpq.br/ documents/10157/186158/TabeladeAreasdoConhecimento.pdf. Acesso em: 16 fev. 2019. FARIAS FILHO, M. C.; ARRUDA FILHO, E. J. M. Planejamento da pesquisa científica. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2017. FERNANDEZ, B. P. M. Métodos e técnicas de pesquisa: modelando as ciências empresariais. São Paulo: Saraiva, 2012. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010. GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2012 HERNANDEZ SAMPIERI, R.; FERNÁNDEZ COLLADO, C.; BAPTISTA LUCIO, M. P. Metodologia de pesquisa. 5. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. KOLLER, S. H.; COUTO, M. C. P. P.; HOHENDORFF, J. V. (org.). Manual de produção científica. Porto Alegre: Penso, 2014. LARSON, E. W.; GRAY, C. F. Gerenciamento de projetos: o processo gerencial. 6. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016. MAFFEI, F. H. A. et al. Doenças vasculares periféricas. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2016. v. 1 e 2. MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2017. SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
  • 37.

Notas do Editor

  • #15 Objetivo geral: Identificar os elementos da Gestão Ambiental para a contribuição do descarte de resíduos da construção civil gerados pelas micro e pequenas empresas da cidade de Porto Alegre. Objetivos específicos: 1 - Levantar o nível de conhecimento de gestores de empresas de construção civil sobre as contribuições da Gestão Ambiental na coleta de resíduos. 2 - Identificar as principais dificuldades enfrentadas pelas empresas da construção civil para efetuar o descarte dos resíduos.
  • #19 Hipóteses são soluções possíveis para o problema identificado, respostas elaboradas previamente, afirmações provisórias sobre o fenômeno investigado. As hipóteses são testadas por meio de pesquisa, observações e experiências cujos resultados são analisados. A partir disso, a ideia é chegar a uma conclusão que permitirá confirmar ou refutar a hipótese avaliada. Contudo, nem toda pesquisa demanda a elaboração e a apresentação de hipóteses, o que leva a outra alternativa: as questões norteadoras. As questões norteadoras possuem o propósito objetivo de fragmentar o problema de pesquisa em partes menores. Isso permite ao pesquisador analisar melhor o problema de pesquisa, avaliando-o sob diferentes ângulos. Questões norteadoras são perguntas elaboradas geralmente com base nos propósitos objetivos e nas dúvidas do pesquisador. Elas não servem para antecipar respostas, e sim para direcionar o caráter investigativo da pesquisa. Boas questões norteadoras são significativas, claras e exequíveis
  • #24 O ponto de partida de uma pesquisa consiste em uma dúvida, uma indagação, um assunto ou fenômeno que o pesquisador percebe como relevante e merecedor de uma investigação, para que seja conhecido mais profundamente, permitindo que se possa melhor compreender como e porque algo acontece. Para que possa realizar a pesquisa, o pesquisador se dedica ao estudo do referido fenômeno, coleta, analisa e interpreta dados e, em seguida busca sustentação em teorias, por meio da leitura do que outros autores já produziram a respeito, permitindo que possa assim, confirmar ou refutar argumentos já existentes, ao mesmo tempo formular suas próprias conclusões. Isso viabiliza a formação da base teórica, denominada fundamentação teórica, que serve ao pesquisador como embasamento para seu estudo e suas conclusões.
  • #25 O desenvolvimento de uma pesquisa científica envolve diversos elementos, cada um com um importante propósito no processo por eles formado. Agora imagine que você é o orientador de Marcos e deve auxiliá-lo no desenvolvimento da fundamentação teórica de sua pesquisa. Para tanto, você precisa: a) Com base nos objetivos acima descritos, indique no mínimo três assuntos chave para direcionar a estruturação da fundamentação teórica. b) Após a escolha destes três assuntos, indique quais serão os passos seguintes a serem seguidos por Marcos para a estruturação da fundamentação teórica. Padrão de resposta esperado a) Entre os possíveis assuntos chave para o direcionamento da estruturação da fundamentação, é possível considerar: - Gestão empresarial em construção civil - Gestão ambiental - Descarte de Resíduos Já com relação aos passos seguintes a serem seguidos por Marcos, cabe destacar basicamente: - Verificar a literatura que já existe publicada sobre o tema; - Definir o referencial teórico, escolhendo dentre as obras pesquisadas quais serão utilizadas como base teórica. - Formar a fundamentação teórica com o intuito de embasar a escrita do trabalho. ​​​​​​​b) Escolhendo previamente os assuntos chave que se relacionam com o problema e objetivos de sua pesquisa, Marcos poderá orientar sua buscar por materiais a serem pesquisados e lidos para a construção da fundamentação teórica de seu estudo, e assim buscando obras e autores que irão lhe permitir formar a base teórica necessária para o desenvolvimento de sua pesquisa, dando suporte as ideias e pontos de vista que apresentar, e assim ter sucesso na formulação de conclusões sobre o problema de pesquisa ao final do estudo.