“A Ciência Por Trás do Exame de Urina:
Diagnóstico Além do Visível”
󰞍 Professor Felipe Lima
🎓Alunas:
Aline Lilian Alves de Camargo
Andressa Prado
Ana Patrícia de Oliveira S. dos Santos
Gabriela Gonçalves
Giovana Issa
Luana dos Santos da Nóbrega Lima
1-O que é o Exame de Urina (EAS)?
O EAS é um exame de urina que detecta elementos anormais e analisa o sedimento
urinário. Ele avalia a presença de substâncias que não deveriam estar presentes em uma
urina saudável ou que estão em quantidades anormais.
Muito comum em check-ups médicos,
especialmente em pacientes com
histórico de problemas renais ou diabetes.
1.2-Exame de Urina (EAS)
O principal objetivo é avaliar a função renal e identificar possíveis doenças ou infecções
no trato urinário.
A triagem e acompanhamento: É frequentemente usado como exame de rotina para
detectar problemas renais, infecções urinárias, doenças metabólicas, entre outras
condições.
1.3-Exame de Urina (EAS)
O exame EAS é uma ferramenta valiosa na prática clínica, oferecendo uma visão geral
rápida e não invasiva sobre a saúde do trato urinário. Resultados anormais podem
indicar a necessidade de exames adicionais para um diagnóstico mais preciso.
2- Coleta da Amostra e Cuidados
Os cuidados na coleta de urina evitam
contaminações que podem gerar resultados
falsos ou imprecisos.
Garantem que o exame reflita corretamente o
estado real do trato urinário e rins.
Sem higienização adequada ou uso de frasco
não estéril, bactérias da pele, da região genital
ou do ambiente podem entrar na amostra.
E o material?
Você precisará apenas do frasco estéril do
laboratório e água e sabão.
2.1 Coleta da Amostra e Cuidados
Higiene
A higiene é uma etapa fundamental na coleta da
urina.
Antes da coleta, lave cuidadosamente a região genital
externa com água e sabão neutro, enxaguando bem
para remover qualquer resíduo.
● Mulheres: afastar os grandes lábios durante a
limpeza e coleta.
● Homens: retrair o prepúcio para expor a glande.
Após a higienização, seque com uma toalha
limpa ou papel descartável.
Essa etapa é essencial para evitar contaminações da
amostra, já que, embora a urina seja naturalmente
estéril, pode facilmente entrar em contato com
microrganismos da flora genital, comprometendo a
confiabilidade do exame.
2.2 Higienização íntima
HIGIENIZAÇÃO FEMININA HIGIENIZAÇÃO MASCULINA
2.3 A Técnica Principal – O Jato Médio
● O jato médio é utilizado porque ele
evita a contaminação da amostra de
urina com micro-organismos,
células epiteliais e secreções da
uretra ou da região genital externa.
● Essa técnica garante uma urina mais
pura e representativa da bexiga, o
que permite uma análise laboratorial
precisa, sem interferência de
contaminações externas.
1. Descarte o Primeiro Jato: Comece a urinar no
vaso sanitário. Este primeiro jato serve para
'limpar' o canal da uretra. Descarte-o.
2. Colete o Jato Médio: Sem interromper o
fluxo, posicione o frasco estéril e colete a urina
(cerca de 30 a 50 ml é suficiente). Este é o Jato
Médio, a amostra que será analisada.
3. Descarte o Restante: Retire o frasco e termine
de urinar no vaso.
4. Feche e Identifique: Tampe o frasco
imediatamente, evitando tocar na parte interna
da tampa, e identifique-o com seu nome, data e
hora da coleta.
Lembrem-se: para as mulheres, evitem a coleta
durante o período menstrual para não
contaminar a amostra com sangue."
2.4 Conservação & Transporte
Conservação
Se houver um atraso inevitável,
mantenha o frasco refrigerado (na
geladeira, não no freezer) por no máximo
duas horas para um exame simples
(EAS).
Para Casos Especiais: Urina de 24
Horas: Não se esqueça de descartar a
primeira urina da manhã do primeiro dia
e, a partir daí, coletar toda a urina por 24
horas, sempre mantendo o recipiente
refrigerado.
Entrega:
A urina deve ser levada ao laboratório o
mais rápido possível, preferencialmente
em até 1 hora após a coleta. Quanto mais
rápido, mais confiável será o resultado.
3. Exame Físico da Urina
O exame físico da urina é a primeira
etapa da análise do EAS (Exame de
Urina Tipo I ou Urina Rotina).
Ele é simples, rápido e altamente
informativo, não requer equipamentos
complexos e já pode indicar alterações
importantes.
Ele serve como porta de entrada
diagnóstica no laboratório, direcionando
a investigação bioquímica e
microscópica.
O que avaliamos:
1. Cor
2. Aspecto / Transparência
3. Odor
4. Densidade (Peso Específico)
5. pH
3.1 Exame Físico da Urina
Esse exame, apesar de inicial, pode indicar doenças como:
• Infecção urinária
• Diabetes mellitus
• Problemas hepáticos
• Desidratação
• Doenças renais
• Testes de detecção de drogas, em outro tipo de exame chamado exame toxicológico
urinário.
O exame EAS permite identificar alterações renais, metabólicas, hepáticas, infecciosas e
hematológicas, sendo um dos testes mais completos e de triagem mais importantes da
medicina laboratorial.
3.2 Exame Físico da Urina-COR
A avaliação da cor da urina é um indicador simples, rápido e não invasivo, que ajuda o profissional de saúde a
suspeitar precocemente de distúrbios renais, hepáticos, infecciosos ou metabólicos.Ela é o primeiro parâmetro
físico observado no exame EAS e serve como um sinal de alerta precoce para diversas condições.
● Amarelo claro / palha: urina normal, indicando boa hidratação.
● Amarelo escuro: pode sugerir desidratação, febre ou excesso de vitamina B.
● Âmbar / alaranjada: pode ocorrer pelo uso de medicamentos (como rifampicina) ou pela presença de
bilirrubina.
● Vermelha / rosada: indica possível presença de sangue (hematúria), hemoglobina ou pigmentos
alimentares, como da beterraba.
● Marrom “coca-cola”: sugere mioglobinúria, bilirrubina elevada ou lesão muscular.
● Esverdeada: pode estar relacionada a infecção por Pseudomonas ou uso de alguns fármacos.
● Leitosa / esbranquiçada: associada à presença de pus (piúria), infecção urinária ou cristais de fosfato.
● Incolor / transparente: indica urina muito diluída, geralmente por ingestão excessiva de líquidos ou
diabetes insipidus.
3.3 Exame Físico da Urina-COR
A observação da cor é, portanto, uma etapa simples, mas essencial para auxiliar no diagnóstico
precoce de distúrbios renais, hepáticos e infecciosos
Observação: Sempre correlacionar com histórico clínico e medicamentos! .
3.4 Exame Físico da Urina
🧪 Aspecto (Transparência)
● Límpida: Normal
● Turbidez leve: Células ou cristais
● Turbidez intensa: Pus, bactérias ou muco
● Espuma persistente: Proteinúria importante
⚖ Densidade
● Normal: 1.003 – 1.030
● Alta (>1.030): Desidratação, glicose ou proteínas
● Baixa (<1.005): Diabetes insipidus, excesso de
líquidos, função renal alterada
💧 pH da Urina
● Normal: 4.5 – 8.0
● Varia conforme dieta, metabolismo e
infecção urinária
🌸Odor
● Suave: Normal
● Forte / amônia: Urina parada ou infecção
● Doce / frutado: Cetonas (diabetes, jejum)
● Fétido: Infecção por bactérias produtoras
de aminas
4. Exame Químico da Urina
O exame químico da urina é uma das três etapas da urina tipo I ou EAS (Exame de Urina de Rotina). Ele
avalia as substâncias químicas dissolvidas na urina e ajuda a detectar alterações metabólicas, renais e
infecciosas.
O exame químico é realizado por meio de fitas reagentes, que são mergulhadas na amostra de urina.
Cada área da fita muda de cor de acordo com a presença e a quantidade de determinadas substâncias.
Depois, o resultado é comparado a uma tabela de cores padrão.
4.1 Exame Químico da Urina
5-Exame Microscópico
Analisa os elementos celulares e não celulares da urina após a
centrifugação, ajudando no diagnóstico de infecções, doenças
renais e metabólicas.
Etapas principais:
● A urina é centrifugada (geralmente 5 a 10 minutos a 1.500
rpm).
● O sobrenadante é descartado, e o sedimento é
ressuspendido.
● Uma gota é colocada em uma lâmina de microscópio.
● A observação é feita com objetiva de 10x e 40x,
procurando elementos celulares e estruturas.
5.1 Exame Microscópico
1. Hemácias (glóbulos vermelhos)
● Indicam possível sangramento no trato
urinário.
● Podem estar associadas a traumas, infecções,
cálculos renais ou glomerulopatias.
2. Leucócitos (glóbulos brancos):
● Indicam infecção urinária ou inflamação.
3.Células epiteliais:
● São comuns em pequenas quantidades.
● Em excesso, podem indicar lesão ou descamação anormal do
trato urinário.
5.2 Exame Microscópico
4.Cristais
● Formam-se pela precipitação de sais.
● Alguns são normais (uratos, fosfatos), outros indicam
distúrbios
metabólicos (como ácido úrico ou oxalato de cálcio em
excesso).
5.Cilindros
● São estruturas moldadas nos túbulos renais.
● Tipos: hialinos, granulosos, hemáticos, leucocitários, entre
outros.
● Indicam condições renais conforme o tipo.
6. Bactérias
indicam infecção urinária, principalmente se
acompanhadas de leucócitos.
7.Parasitas: como Trichomonas vaginalis
podem aparecer e também indicar infecção.
5.3 Exame Microscópico
Cristal de oxalato de cálcio
Hemácias na Urina
Parasita Trichomonas
vaginalis
6- Interpretação de Resultados
A interpretação é a ponte entre o resultado técnico e o diagnóstico clínico.
Sem ela, o exame é apenas um papel com números — com ela, se transforma em uma ferramenta poderosa
de prevenção e saúde.Uma interpretação precisa transforma dados laboratoriais em informação clínica
valiosa.
Ela evita diagnósticos equivocados, identifica doenças precocemente e garante tratamentos rápidos e
eficazes.
Além disso, revela a interligação entre os sistemas do corpo, mostrando como rins, fígado e metabolismo
atuam em conjunto.
6.2 Interpretação de Resultados
COR E ASPECTO
● Amarelo claro → normal, hidratação adequada.
● Amarelo escuro → desidratação.
● Vermelha ou rosada → presença de sangue (hematúria).
● Marrom tipo “Coca-Cola” → bilirrubina alta (problemas no fígado).
● Esverdeada → infecção por certas bactérias, como Pseudomonas.
● Espuma persistente → excesso de proteína (proteinúria).
💡 Exemplo
Uma mulher jovem com urina turva e odor forte teve o resultado mostrando nitrito positivo e leucócitos altos.
Diagnóstico: infecção urinária bacteriana simples. O exame confirmou o que o sintoma já sugeria (ardência e dor ao
urinar).
6.3 Interpretação de Resultados
PARÂMETROS QUÍMICOS – INTERPRETAÇÃO PRÁTICA
ELEMENTO NORMAL ALTERADO PODE INDICAR
Glicose Ausente Presente Diabetes, uso de corticoides
Proteína (Albumina) Ausente Presente Problemas renais, pressão alta
Corpos cetônicos Ausente Presente Jejum, dieta cetogênica, diabetes descompensado
Bilirrubina Ausente Presente Doenças no fígado, vesícula ou distúrbios no sangue.
Urobilinogênio Pequena Elevado Hepatite ou hemólise
Nitrito Negativo Positivo Infecção urinária bacteriana
Leucócitos Negativo Positivo Infecção ou inflamação
Densidade 1.005 a 1.030 Muito baixa ou alta Hidratação inadequada ou doença renal
pH 5,5 a 7,5 Fora da faixa Infecção ou cálculo renal
6.4-Interpretação de Resultados
MICROSCÓPICA – o que o laboratório vê
ACHADO SIGNIFICADO EXEMPLO PRÁTICO
Hemácias Sangue na urina (hematúria) Cálculo renal, infecção ou trauma
Leucócitos Infecção Cistite, pielonefrite
Cristais de oxalato de cálcio Predisposição a pedras nos rins Pacientes com baixo consumo de água
Cilindros Indicam alterações nos túbulos renais Nefrite ou insuficiência renal
Células epiteliais Descamamento natural Normal em pequena quantidade
Parasitas e Bactérias Vaginites e Uretrites Contaminação ou má higiene
💡 Exemplo
Um pedreiro que sentia dor lombar teve exame mostrando cristais de oxalato de cálcio. Diagnóstico confirmado por ultrassom:
cálculo renal. O exame de urina foi o primeiro alerta.
6.5-Interpretação de Resultados
USO DE DROGAS: por que aparece na urina e não no sangue-O exame toxicológico de urina é mais eficiente que o
de sangue para detectar drogas, porque as substâncias e seus metabólitos ficam armazenados nos rins e são eliminados mais
lentamente.
DROGA DETECÇÃO NO SANGUE DETECÇÃO NA URINA
Maconha (THC) 6 a 24 horas até 30 dias
Cocaína até 12 horas 2 a 4 dias
Anfetaminas até 24 horas 2 a 5 dias
Benzodiazepínicos até 24h até 7 dias
Opiáceos (morfina, codeína) até 12h até 3 dias
💡 Exemplo
Um motorista envolvido em um acidente teve teste de sangue negativo para drogas, mas o teste de urina foi positivo para cocaína.
Isso aconteceu porque ele havia usado a substância dois dias antes .
6.6-Interpretação de Resultados
💉 INFLUÊNCIA DO EXAME DE URINA EM PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS
Antes de qualquer procedimento estético, é fundamental garantir que o corpo esteja saudável para reagir bem e cicatrizar
corretamente.O exame de urina (EAS) ajuda a identificar problemas ocultos que podem causar riscos durante ou após o
tratamento.A Resolução n° 347 de 2022 do Conselho Federal de Biomedicina permite que biomédicos estetas solicitem
exames, destacando a importância de avaliar detalhadamente a saúde do paciente.
Uma paciente foi fazer um bioestimulador de colágeno, mas no check-up apareceu glicose e proteína na urina. O
profissional adiou o procedimento e pediu avaliação clínica — foi diagnosticado pré-diabetes, que ela nem sabia ter. O
exame de urina ajudou a evitar complicações na pele e na cicatrização.
Uma paciente em dieta restritiva apresentou cetonas elevadas na urina. O profissional percebeu que ela estava com baixo
nível de energia e pele ressecada — o procedimento de microagulhamento foi adiado até a normalização, evitando irritação
e descamação excessiva.
Uma paciente de 42 anos fez um procedimento de bioestimulador de colágeno (ácido polilático) nos glúteos.Poucos dias
depois, desenvolveu febre, dor e vermelhidão intensa, sendo diagnosticada com infecção bacteriana.Ela tinha uma infecção
urinária assintomática (detectável facilmente por exame de urina), que acabou espalhando bactérias pela corrente
sanguínea, facilitando a infecção no local da aplicação.
7-Conclusão e Relevância Clínica
1. Importância do EAS na detecção precoce de doenças
O Exame de Urina (EAS) é uma ferramenta essencial na medicina preventiva,
permitindo identificar precocemente infecções urinárias, doenças renais e metabólicas.
Por ser simples, rápido e acessível, auxilia na detecção de alterações antes do
surgimento de sintomas graves, contribuindo para diagnósticos mais eficazes.
2. Complementaridade com outros exames laboratoriais O EAS atua de forma
complementar a outros exames laboratoriais, como o hemograma e a dosagem de
creatinina e ureia. Essa associação oferece uma visão mais completa da saúde do
paciente, permitindo ao profissional de saúde realizar diagnósticos diferenciais precisos
e definir estratégias de tratamento adequadas
7.1 Conclusão e Relevância Clínica
3. Papel do profissional de saúde na coleta, análise e orientação
O profissional de saúde é fundamental em todas as etapas do EAS: desde a orientação para coleta correta,
evitando contaminações, até a interpretação dos resultados. Além disso, ele fornece informações precisas ao
paciente, contribuindo para decisões clínicas seguras e eficazes. 4. Benefícios do diagnóstico precoce O
diagnóstico precoce proporcionado pelo EAS permite iniciar o tratamento rapidamente, prevenindo
complicações e melhorando o prognóstico. Essa abordagem também contribui para reduzir custos com
internações e tratamentos complexos, além de promover melhor qualidade de vida ao paciente.
7.2 Conclusão e Relevância Clínica
5. Mensagem final: o EAS como exame simples, rápido e essencial
O EAS é um exame simples, rápido, econômico e de grande relevância clínica. Sua utilização
regular representa uma ferramenta indispensável para a promoção da saúde e prevenção de
doenças, sendo altamente recomendado na prática clínica diária.

EAS – Exame de Urina Importância e atuação do biomédico, por Luana dos Santos da Nobrega Lima

  • 1.
    “A Ciência PorTrás do Exame de Urina: Diagnóstico Além do Visível”
  • 2.
    󰞍 Professor FelipeLima 🎓Alunas: Aline Lilian Alves de Camargo Andressa Prado Ana Patrícia de Oliveira S. dos Santos Gabriela Gonçalves Giovana Issa Luana dos Santos da Nóbrega Lima
  • 3.
    1-O que éo Exame de Urina (EAS)? O EAS é um exame de urina que detecta elementos anormais e analisa o sedimento urinário. Ele avalia a presença de substâncias que não deveriam estar presentes em uma urina saudável ou que estão em quantidades anormais. Muito comum em check-ups médicos, especialmente em pacientes com histórico de problemas renais ou diabetes.
  • 4.
    1.2-Exame de Urina(EAS) O principal objetivo é avaliar a função renal e identificar possíveis doenças ou infecções no trato urinário. A triagem e acompanhamento: É frequentemente usado como exame de rotina para detectar problemas renais, infecções urinárias, doenças metabólicas, entre outras condições.
  • 5.
    1.3-Exame de Urina(EAS) O exame EAS é uma ferramenta valiosa na prática clínica, oferecendo uma visão geral rápida e não invasiva sobre a saúde do trato urinário. Resultados anormais podem indicar a necessidade de exames adicionais para um diagnóstico mais preciso.
  • 6.
    2- Coleta daAmostra e Cuidados Os cuidados na coleta de urina evitam contaminações que podem gerar resultados falsos ou imprecisos. Garantem que o exame reflita corretamente o estado real do trato urinário e rins. Sem higienização adequada ou uso de frasco não estéril, bactérias da pele, da região genital ou do ambiente podem entrar na amostra. E o material? Você precisará apenas do frasco estéril do laboratório e água e sabão.
  • 7.
    2.1 Coleta daAmostra e Cuidados Higiene A higiene é uma etapa fundamental na coleta da urina. Antes da coleta, lave cuidadosamente a região genital externa com água e sabão neutro, enxaguando bem para remover qualquer resíduo. ● Mulheres: afastar os grandes lábios durante a limpeza e coleta. ● Homens: retrair o prepúcio para expor a glande. Após a higienização, seque com uma toalha limpa ou papel descartável. Essa etapa é essencial para evitar contaminações da amostra, já que, embora a urina seja naturalmente estéril, pode facilmente entrar em contato com microrganismos da flora genital, comprometendo a confiabilidade do exame.
  • 8.
    2.2 Higienização íntima HIGIENIZAÇÃOFEMININA HIGIENIZAÇÃO MASCULINA
  • 9.
    2.3 A TécnicaPrincipal – O Jato Médio ● O jato médio é utilizado porque ele evita a contaminação da amostra de urina com micro-organismos, células epiteliais e secreções da uretra ou da região genital externa. ● Essa técnica garante uma urina mais pura e representativa da bexiga, o que permite uma análise laboratorial precisa, sem interferência de contaminações externas. 1. Descarte o Primeiro Jato: Comece a urinar no vaso sanitário. Este primeiro jato serve para 'limpar' o canal da uretra. Descarte-o. 2. Colete o Jato Médio: Sem interromper o fluxo, posicione o frasco estéril e colete a urina (cerca de 30 a 50 ml é suficiente). Este é o Jato Médio, a amostra que será analisada. 3. Descarte o Restante: Retire o frasco e termine de urinar no vaso. 4. Feche e Identifique: Tampe o frasco imediatamente, evitando tocar na parte interna da tampa, e identifique-o com seu nome, data e hora da coleta. Lembrem-se: para as mulheres, evitem a coleta durante o período menstrual para não contaminar a amostra com sangue."
  • 10.
    2.4 Conservação &Transporte Conservação Se houver um atraso inevitável, mantenha o frasco refrigerado (na geladeira, não no freezer) por no máximo duas horas para um exame simples (EAS). Para Casos Especiais: Urina de 24 Horas: Não se esqueça de descartar a primeira urina da manhã do primeiro dia e, a partir daí, coletar toda a urina por 24 horas, sempre mantendo o recipiente refrigerado. Entrega: A urina deve ser levada ao laboratório o mais rápido possível, preferencialmente em até 1 hora após a coleta. Quanto mais rápido, mais confiável será o resultado.
  • 11.
    3. Exame Físicoda Urina O exame físico da urina é a primeira etapa da análise do EAS (Exame de Urina Tipo I ou Urina Rotina). Ele é simples, rápido e altamente informativo, não requer equipamentos complexos e já pode indicar alterações importantes. Ele serve como porta de entrada diagnóstica no laboratório, direcionando a investigação bioquímica e microscópica. O que avaliamos: 1. Cor 2. Aspecto / Transparência 3. Odor 4. Densidade (Peso Específico) 5. pH
  • 12.
    3.1 Exame Físicoda Urina Esse exame, apesar de inicial, pode indicar doenças como: • Infecção urinária • Diabetes mellitus • Problemas hepáticos • Desidratação • Doenças renais • Testes de detecção de drogas, em outro tipo de exame chamado exame toxicológico urinário. O exame EAS permite identificar alterações renais, metabólicas, hepáticas, infecciosas e hematológicas, sendo um dos testes mais completos e de triagem mais importantes da medicina laboratorial.
  • 13.
    3.2 Exame Físicoda Urina-COR A avaliação da cor da urina é um indicador simples, rápido e não invasivo, que ajuda o profissional de saúde a suspeitar precocemente de distúrbios renais, hepáticos, infecciosos ou metabólicos.Ela é o primeiro parâmetro físico observado no exame EAS e serve como um sinal de alerta precoce para diversas condições. ● Amarelo claro / palha: urina normal, indicando boa hidratação. ● Amarelo escuro: pode sugerir desidratação, febre ou excesso de vitamina B. ● Âmbar / alaranjada: pode ocorrer pelo uso de medicamentos (como rifampicina) ou pela presença de bilirrubina. ● Vermelha / rosada: indica possível presença de sangue (hematúria), hemoglobina ou pigmentos alimentares, como da beterraba. ● Marrom “coca-cola”: sugere mioglobinúria, bilirrubina elevada ou lesão muscular. ● Esverdeada: pode estar relacionada a infecção por Pseudomonas ou uso de alguns fármacos. ● Leitosa / esbranquiçada: associada à presença de pus (piúria), infecção urinária ou cristais de fosfato. ● Incolor / transparente: indica urina muito diluída, geralmente por ingestão excessiva de líquidos ou diabetes insipidus.
  • 14.
    3.3 Exame Físicoda Urina-COR A observação da cor é, portanto, uma etapa simples, mas essencial para auxiliar no diagnóstico precoce de distúrbios renais, hepáticos e infecciosos Observação: Sempre correlacionar com histórico clínico e medicamentos! .
  • 15.
    3.4 Exame Físicoda Urina 🧪 Aspecto (Transparência) ● Límpida: Normal ● Turbidez leve: Células ou cristais ● Turbidez intensa: Pus, bactérias ou muco ● Espuma persistente: Proteinúria importante ⚖ Densidade ● Normal: 1.003 – 1.030 ● Alta (>1.030): Desidratação, glicose ou proteínas ● Baixa (<1.005): Diabetes insipidus, excesso de líquidos, função renal alterada 💧 pH da Urina ● Normal: 4.5 – 8.0 ● Varia conforme dieta, metabolismo e infecção urinária 🌸Odor ● Suave: Normal ● Forte / amônia: Urina parada ou infecção ● Doce / frutado: Cetonas (diabetes, jejum) ● Fétido: Infecção por bactérias produtoras de aminas
  • 16.
    4. Exame Químicoda Urina O exame químico da urina é uma das três etapas da urina tipo I ou EAS (Exame de Urina de Rotina). Ele avalia as substâncias químicas dissolvidas na urina e ajuda a detectar alterações metabólicas, renais e infecciosas. O exame químico é realizado por meio de fitas reagentes, que são mergulhadas na amostra de urina. Cada área da fita muda de cor de acordo com a presença e a quantidade de determinadas substâncias. Depois, o resultado é comparado a uma tabela de cores padrão.
  • 17.
  • 18.
    5-Exame Microscópico Analisa oselementos celulares e não celulares da urina após a centrifugação, ajudando no diagnóstico de infecções, doenças renais e metabólicas. Etapas principais: ● A urina é centrifugada (geralmente 5 a 10 minutos a 1.500 rpm). ● O sobrenadante é descartado, e o sedimento é ressuspendido. ● Uma gota é colocada em uma lâmina de microscópio. ● A observação é feita com objetiva de 10x e 40x, procurando elementos celulares e estruturas.
  • 19.
    5.1 Exame Microscópico 1.Hemácias (glóbulos vermelhos) ● Indicam possível sangramento no trato urinário. ● Podem estar associadas a traumas, infecções, cálculos renais ou glomerulopatias. 2. Leucócitos (glóbulos brancos): ● Indicam infecção urinária ou inflamação. 3.Células epiteliais: ● São comuns em pequenas quantidades. ● Em excesso, podem indicar lesão ou descamação anormal do trato urinário.
  • 20.
    5.2 Exame Microscópico 4.Cristais ●Formam-se pela precipitação de sais. ● Alguns são normais (uratos, fosfatos), outros indicam distúrbios metabólicos (como ácido úrico ou oxalato de cálcio em excesso). 5.Cilindros ● São estruturas moldadas nos túbulos renais. ● Tipos: hialinos, granulosos, hemáticos, leucocitários, entre outros. ● Indicam condições renais conforme o tipo. 6. Bactérias indicam infecção urinária, principalmente se acompanhadas de leucócitos. 7.Parasitas: como Trichomonas vaginalis podem aparecer e também indicar infecção.
  • 21.
    5.3 Exame Microscópico Cristalde oxalato de cálcio Hemácias na Urina Parasita Trichomonas vaginalis
  • 22.
    6- Interpretação deResultados A interpretação é a ponte entre o resultado técnico e o diagnóstico clínico. Sem ela, o exame é apenas um papel com números — com ela, se transforma em uma ferramenta poderosa de prevenção e saúde.Uma interpretação precisa transforma dados laboratoriais em informação clínica valiosa. Ela evita diagnósticos equivocados, identifica doenças precocemente e garante tratamentos rápidos e eficazes. Além disso, revela a interligação entre os sistemas do corpo, mostrando como rins, fígado e metabolismo atuam em conjunto.
  • 23.
    6.2 Interpretação deResultados COR E ASPECTO ● Amarelo claro → normal, hidratação adequada. ● Amarelo escuro → desidratação. ● Vermelha ou rosada → presença de sangue (hematúria). ● Marrom tipo “Coca-Cola” → bilirrubina alta (problemas no fígado). ● Esverdeada → infecção por certas bactérias, como Pseudomonas. ● Espuma persistente → excesso de proteína (proteinúria). 💡 Exemplo Uma mulher jovem com urina turva e odor forte teve o resultado mostrando nitrito positivo e leucócitos altos. Diagnóstico: infecção urinária bacteriana simples. O exame confirmou o que o sintoma já sugeria (ardência e dor ao urinar).
  • 24.
    6.3 Interpretação deResultados PARÂMETROS QUÍMICOS – INTERPRETAÇÃO PRÁTICA ELEMENTO NORMAL ALTERADO PODE INDICAR Glicose Ausente Presente Diabetes, uso de corticoides Proteína (Albumina) Ausente Presente Problemas renais, pressão alta Corpos cetônicos Ausente Presente Jejum, dieta cetogênica, diabetes descompensado Bilirrubina Ausente Presente Doenças no fígado, vesícula ou distúrbios no sangue. Urobilinogênio Pequena Elevado Hepatite ou hemólise Nitrito Negativo Positivo Infecção urinária bacteriana Leucócitos Negativo Positivo Infecção ou inflamação Densidade 1.005 a 1.030 Muito baixa ou alta Hidratação inadequada ou doença renal pH 5,5 a 7,5 Fora da faixa Infecção ou cálculo renal
  • 25.
    6.4-Interpretação de Resultados MICROSCÓPICA– o que o laboratório vê ACHADO SIGNIFICADO EXEMPLO PRÁTICO Hemácias Sangue na urina (hematúria) Cálculo renal, infecção ou trauma Leucócitos Infecção Cistite, pielonefrite Cristais de oxalato de cálcio Predisposição a pedras nos rins Pacientes com baixo consumo de água Cilindros Indicam alterações nos túbulos renais Nefrite ou insuficiência renal Células epiteliais Descamamento natural Normal em pequena quantidade Parasitas e Bactérias Vaginites e Uretrites Contaminação ou má higiene 💡 Exemplo Um pedreiro que sentia dor lombar teve exame mostrando cristais de oxalato de cálcio. Diagnóstico confirmado por ultrassom: cálculo renal. O exame de urina foi o primeiro alerta.
  • 26.
    6.5-Interpretação de Resultados USODE DROGAS: por que aparece na urina e não no sangue-O exame toxicológico de urina é mais eficiente que o de sangue para detectar drogas, porque as substâncias e seus metabólitos ficam armazenados nos rins e são eliminados mais lentamente. DROGA DETECÇÃO NO SANGUE DETECÇÃO NA URINA Maconha (THC) 6 a 24 horas até 30 dias Cocaína até 12 horas 2 a 4 dias Anfetaminas até 24 horas 2 a 5 dias Benzodiazepínicos até 24h até 7 dias Opiáceos (morfina, codeína) até 12h até 3 dias 💡 Exemplo Um motorista envolvido em um acidente teve teste de sangue negativo para drogas, mas o teste de urina foi positivo para cocaína. Isso aconteceu porque ele havia usado a substância dois dias antes .
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    6.6-Interpretação de Resultados 💉INFLUÊNCIA DO EXAME DE URINA EM PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS Antes de qualquer procedimento estético, é fundamental garantir que o corpo esteja saudável para reagir bem e cicatrizar corretamente.O exame de urina (EAS) ajuda a identificar problemas ocultos que podem causar riscos durante ou após o tratamento.A Resolução n° 347 de 2022 do Conselho Federal de Biomedicina permite que biomédicos estetas solicitem exames, destacando a importância de avaliar detalhadamente a saúde do paciente. Uma paciente foi fazer um bioestimulador de colágeno, mas no check-up apareceu glicose e proteína na urina. O profissional adiou o procedimento e pediu avaliação clínica — foi diagnosticado pré-diabetes, que ela nem sabia ter. O exame de urina ajudou a evitar complicações na pele e na cicatrização. Uma paciente em dieta restritiva apresentou cetonas elevadas na urina. O profissional percebeu que ela estava com baixo nível de energia e pele ressecada — o procedimento de microagulhamento foi adiado até a normalização, evitando irritação e descamação excessiva. Uma paciente de 42 anos fez um procedimento de bioestimulador de colágeno (ácido polilático) nos glúteos.Poucos dias depois, desenvolveu febre, dor e vermelhidão intensa, sendo diagnosticada com infecção bacteriana.Ela tinha uma infecção urinária assintomática (detectável facilmente por exame de urina), que acabou espalhando bactérias pela corrente sanguínea, facilitando a infecção no local da aplicação.
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    7-Conclusão e RelevânciaClínica 1. Importância do EAS na detecção precoce de doenças O Exame de Urina (EAS) é uma ferramenta essencial na medicina preventiva, permitindo identificar precocemente infecções urinárias, doenças renais e metabólicas. Por ser simples, rápido e acessível, auxilia na detecção de alterações antes do surgimento de sintomas graves, contribuindo para diagnósticos mais eficazes. 2. Complementaridade com outros exames laboratoriais O EAS atua de forma complementar a outros exames laboratoriais, como o hemograma e a dosagem de creatinina e ureia. Essa associação oferece uma visão mais completa da saúde do paciente, permitindo ao profissional de saúde realizar diagnósticos diferenciais precisos e definir estratégias de tratamento adequadas
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    7.1 Conclusão eRelevância Clínica 3. Papel do profissional de saúde na coleta, análise e orientação O profissional de saúde é fundamental em todas as etapas do EAS: desde a orientação para coleta correta, evitando contaminações, até a interpretação dos resultados. Além disso, ele fornece informações precisas ao paciente, contribuindo para decisões clínicas seguras e eficazes. 4. Benefícios do diagnóstico precoce O diagnóstico precoce proporcionado pelo EAS permite iniciar o tratamento rapidamente, prevenindo complicações e melhorando o prognóstico. Essa abordagem também contribui para reduzir custos com internações e tratamentos complexos, além de promover melhor qualidade de vida ao paciente.
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    7.2 Conclusão eRelevância Clínica 5. Mensagem final: o EAS como exame simples, rápido e essencial O EAS é um exame simples, rápido, econômico e de grande relevância clínica. Sua utilização regular representa uma ferramenta indispensável para a promoção da saúde e prevenção de doenças, sendo altamente recomendado na prática clínica diária.