CONSTRUÇÃO E INCORPORAÇÃO
A primeira grande onda de euforia do mercado imobiliário se encerrou,
completando um ciclo de cinco anos, iniciado nos idos de 2007, quando
grandes incorporadoras abriram seu capital, o crédito imobiliário passou a
crescer de forma acentuada e o programa Minha Casa Minha Vida foi lançado
pelo governo federal, possibilitando acesso à moradia de novos segmentos
sociais que ingressaram no mercado de consumo. O mercado imobiliário se
aqueceu em todo o País, com os lançamentos de novos empreendimentos
habitacionais, comerciais, shoppings, centros de logística e hotéis. As
empresas ampliaram significativamente seus negócios não só em quantidade
como em diversidade regional, muitas delas tornando-se empresas nacionais
com atuação em todo o território.

Completado este ciclo observa-se que os resultados não foram tão satisfatórios
quanto se acreditava. A rentabilidade média das 17 empresas incorporadoras
de capital aberto é hoje de 7%, o ROE- Retorno sobre o capital investido é
pouco maior que a variação do CDI no período e é grande o endividamento das
empresas. O estouro de prazos e custos de obras impactou negativamente o
resultado dos empreendimentos e das empresas e não só as de capital aberto.
No final da linha, além do atraso nas entregas das obras, observa-se a queda
da qualidade do produto final, resultando em prejuízo da imagem das
incorporadoras perante os clientes finais.

Um ciclo se encerrou, a escala do mercado aumentou, as empresas mudaram
de porte e precisaram se profissionalizar em especial quanto aos aspectos de
gestão financeira, gestão de parcerias e governança corporativa. Muito se
aprendeu, mas também muito se errou, neste processo de passagem do
mercado da fase adolescente para a fase adulta.

O mercado imobiliário continua promissor, porém as empresas incorporadoras
e construtoras tem uma agenda árdua a cumprir para assegurar uma posição
competitiva no mercado. E trata-se de uma “velha” e nova agenda. A “velha”
agenda é de resgate das boas práticas que foram construídas no setor entre os
anos de 1995 e 2007, e perdidas nestes últimos cinco anos, referentes à
estabilização e gestão de processos, gestão da qualidade, orçamentação,
planejamento e controle de obras, qualidade dos projetos e segurança do
trabalho. Trata-se de um processo de resgate da engenharia, planejamento e
gestão que se perderam ao longo do processo de crescimento do mercado.

Na "velha" agenda está a necessidade das empresas revisitarem as boas
práticas de planejamento estratégico e gestão empresarial, criando um sistema
de padrões de processo e de indicadores, que aliados à tecnologia da
informação, criam as bases para a gestão das metas e dos processos de
negócios, permitindo monitorar eventuais desvios, identificarem as causas
destes desvios e programar as ações corretivas e preventivas. Ou seja, um
sistema de gestão que permita rodar na empresa o ciclo PDCA - Planejar,
Fazer, Checar e Agir tanto em suas rotinas quanto em seus processos
estratégicos.


       Av. Visconde de Albuquerque, 603 - Madalena - Recife - PE CEP: 50610-090
                   Fone: (81) 3227-1699 | www.berconsultoria.com.br
A "velha" agenda deve revisitar também os programas de gestão da qualidade
e de segurança do trabalho que possibilitam ganhos importantes no combate
ao desperdício e ao retrabalho, na padronização dos processos de execução
de obras, na realização de treinamentos e na inspeção de materiais e serviços,
garantindo a qualidade do produto final e a saúde e segurança dos
trabalhadores.

Faz também parte da "velha" agenda revisitar as boas práticas de elaboração
de orçamentos, planejamento, programação e controle de obras utilizando as
metodologias e conhecimentos já consagrados no setor da construção, ou
adotando novas abordagens como a filosofia lean de produção e as
ferramentas e conceitos do PMI - Project Management Institute. Este esforço
de valorização da engenharia deve resultar em modelos e práticas de gestão
da produção, que garantam os prazos e custos de obras e aumentem a
produtividade dos canteiros.

Aliada a esta “velha” agenda, as empresas do setor tem pela frente uma nova
agenda que não terão como fugir se quiserem aumentar a produtividade, a
qualidade e a competitividade empresarial.

Esta nova agenda em primeiro lugar inclui a adoção dos conceitos de
sustentabilidade nos empreendimentos imobiliários e na gestão das empresas,
incorporando a dimensão econômica (desempenho financeiro sustentável e
governança corporativa), a dimensão ambiental (localização urbana, eficiência
energética, economia de água, uso de materiais locais e reciclados, qualidade
do ar e conforto ambiental) e a dimensão social (responsabilidade social
empresarial, inclusão cultural e digital e desenvolvimento profissional). Ênfase
especial deve ser dada aos empreendimentos habitacionais e de
desenvolvimento urbano, além dos empreendimentos que estão na fase de uso
e operação, visando a otimização de recursos tecnológicos que foram
agregados na etapa de projeto e obra e que não são plenamente utilizados.
Como desdobramento desta ação estratégica, abre-se um amplo espectro para
o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis no setor da construção,
envolvendo incorporação, projeto, fabricação de materiais, construção.




       Av. Visconde de Albuquerque, 603 - Madalena - Recife - PE CEP: 50610-090
                   Fone: (81) 3227-1699 | www.berconsultoria.com.br

Construção e incorporação

  • 1.
    CONSTRUÇÃO E INCORPORAÇÃO Aprimeira grande onda de euforia do mercado imobiliário se encerrou, completando um ciclo de cinco anos, iniciado nos idos de 2007, quando grandes incorporadoras abriram seu capital, o crédito imobiliário passou a crescer de forma acentuada e o programa Minha Casa Minha Vida foi lançado pelo governo federal, possibilitando acesso à moradia de novos segmentos sociais que ingressaram no mercado de consumo. O mercado imobiliário se aqueceu em todo o País, com os lançamentos de novos empreendimentos habitacionais, comerciais, shoppings, centros de logística e hotéis. As empresas ampliaram significativamente seus negócios não só em quantidade como em diversidade regional, muitas delas tornando-se empresas nacionais com atuação em todo o território. Completado este ciclo observa-se que os resultados não foram tão satisfatórios quanto se acreditava. A rentabilidade média das 17 empresas incorporadoras de capital aberto é hoje de 7%, o ROE- Retorno sobre o capital investido é pouco maior que a variação do CDI no período e é grande o endividamento das empresas. O estouro de prazos e custos de obras impactou negativamente o resultado dos empreendimentos e das empresas e não só as de capital aberto. No final da linha, além do atraso nas entregas das obras, observa-se a queda da qualidade do produto final, resultando em prejuízo da imagem das incorporadoras perante os clientes finais. Um ciclo se encerrou, a escala do mercado aumentou, as empresas mudaram de porte e precisaram se profissionalizar em especial quanto aos aspectos de gestão financeira, gestão de parcerias e governança corporativa. Muito se aprendeu, mas também muito se errou, neste processo de passagem do mercado da fase adolescente para a fase adulta. O mercado imobiliário continua promissor, porém as empresas incorporadoras e construtoras tem uma agenda árdua a cumprir para assegurar uma posição competitiva no mercado. E trata-se de uma “velha” e nova agenda. A “velha” agenda é de resgate das boas práticas que foram construídas no setor entre os anos de 1995 e 2007, e perdidas nestes últimos cinco anos, referentes à estabilização e gestão de processos, gestão da qualidade, orçamentação, planejamento e controle de obras, qualidade dos projetos e segurança do trabalho. Trata-se de um processo de resgate da engenharia, planejamento e gestão que se perderam ao longo do processo de crescimento do mercado. Na "velha" agenda está a necessidade das empresas revisitarem as boas práticas de planejamento estratégico e gestão empresarial, criando um sistema de padrões de processo e de indicadores, que aliados à tecnologia da informação, criam as bases para a gestão das metas e dos processos de negócios, permitindo monitorar eventuais desvios, identificarem as causas destes desvios e programar as ações corretivas e preventivas. Ou seja, um sistema de gestão que permita rodar na empresa o ciclo PDCA - Planejar, Fazer, Checar e Agir tanto em suas rotinas quanto em seus processos estratégicos. Av. Visconde de Albuquerque, 603 - Madalena - Recife - PE CEP: 50610-090 Fone: (81) 3227-1699 | www.berconsultoria.com.br
  • 2.
    A "velha" agendadeve revisitar também os programas de gestão da qualidade e de segurança do trabalho que possibilitam ganhos importantes no combate ao desperdício e ao retrabalho, na padronização dos processos de execução de obras, na realização de treinamentos e na inspeção de materiais e serviços, garantindo a qualidade do produto final e a saúde e segurança dos trabalhadores. Faz também parte da "velha" agenda revisitar as boas práticas de elaboração de orçamentos, planejamento, programação e controle de obras utilizando as metodologias e conhecimentos já consagrados no setor da construção, ou adotando novas abordagens como a filosofia lean de produção e as ferramentas e conceitos do PMI - Project Management Institute. Este esforço de valorização da engenharia deve resultar em modelos e práticas de gestão da produção, que garantam os prazos e custos de obras e aumentem a produtividade dos canteiros. Aliada a esta “velha” agenda, as empresas do setor tem pela frente uma nova agenda que não terão como fugir se quiserem aumentar a produtividade, a qualidade e a competitividade empresarial. Esta nova agenda em primeiro lugar inclui a adoção dos conceitos de sustentabilidade nos empreendimentos imobiliários e na gestão das empresas, incorporando a dimensão econômica (desempenho financeiro sustentável e governança corporativa), a dimensão ambiental (localização urbana, eficiência energética, economia de água, uso de materiais locais e reciclados, qualidade do ar e conforto ambiental) e a dimensão social (responsabilidade social empresarial, inclusão cultural e digital e desenvolvimento profissional). Ênfase especial deve ser dada aos empreendimentos habitacionais e de desenvolvimento urbano, além dos empreendimentos que estão na fase de uso e operação, visando a otimização de recursos tecnológicos que foram agregados na etapa de projeto e obra e que não são plenamente utilizados. Como desdobramento desta ação estratégica, abre-se um amplo espectro para o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis no setor da construção, envolvendo incorporação, projeto, fabricação de materiais, construção. Av. Visconde de Albuquerque, 603 - Madalena - Recife - PE CEP: 50610-090 Fone: (81) 3227-1699 | www.berconsultoria.com.br