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CONCEITOS BÁSICOS EM
ANÁLISE DO COMPORTAMENTO
O SURGIMENTO DO BEHAVIORISMO
Por volta do final do século XIX, a Psicologia começa a constituir-se como
ciência independente, embalada, principalmente, pelas pesquisas de
Gustav Fechner e Wilhelm W undt (cf. Goodwin, 2005/2005). Essencial ao
surgimento e desenvolvimento de uma ciência é a definição do seu objeto
de estudo e do seu método. Nessa época, sobretudo após Wundt ter
criado o primeiro laboratório de Psicologia experimental em Leipzig,
Alemanha, difundiu-se a ideia de que o objeto de estudo da Psicologia
era a consciência (e seus elementos constituintes), e o método eleito, a
introspecção experimental. (cf. Goodwin, 2005/2005).
E nesse contexto que, em 1913, o psicólogo John Broadus Watson publica
um artigo intitulado A Psicologia como um behaviorista a vê. Esse artigo
ficou conhecido posteriormente como O Manifesto behaviorista.
Em seu artigo, Watson (1913) argumentou que o uso da introspecção experimental
como método principal falhou em estabelecer a Psicologia como uma ciência
natural (uma ciência que lida com fenômenos que ocupam lugar no tempo e no
espaço, como a Física e a Química). A crítica de Watson baseava-se principalmente
na falta de replicabilidade dos resultados produzidos, isto é, quando se realizava
novamente uma mesma pesquisa com um outro sujeito, uma pessoa diferente, os
resultados encontrados eram diferentes da pesquisa anterior.
Watson (1913) salientou também outro problema im portante com relação
à introspecção experimental: a “culpa” das diferenças entre os resultados
obtidos a partir de tal método era atribuída aos sujeitos (que eram
também os observadores), e não ao método ou às condições
experimentais nas quais esses resultados foram produzidos. Se, por
exemplo, as impressões de um sujeito sobre um determinado objeto, uma
fruta, por exemplo, diferiam das impressões de outro sujeito, dizia-se que
um deles não havia aprendido corretam ente a fazer introspecção (a fazer
observações corretas de seus estados mentais).
Watson (1913) propôs, então, como principais objetivos da Psicologia
a previsão e o controle do comportamento. O comportamento
observável (por mais de um observador) seria o objeto de investigação
a partir do método experimental, no qual se manipulam
sistematicamente características do ambiente e verifica-se o efeito de
tais manipulações sobre o com portamento dos sujeitos.
A obra de Watson estendeu-se além do texto de 1913 e incluía, segundo Matos
(1997/2006), as seguintes características/ proposições principais:
“(...) estudar o comportamento por si mesmo; opor-se ao Mentalismo e ignorar fenômenos, como
consciência, sentimentos e estados mentais; aderir ao evolucionismo biológico e estudar tanto o
comportamento humano quanto o animal, considerando este último mais fundamental; adotar o
determinismo materialístico; usar procedimentos objetivos na coleta de dados, rejeitando a
introspecção; realizar experimentação controlada; realizar testes de hipótese, de preferência com
grupo de controle; observar consensualmente; evitar a tentação de recorrer ao sistema nervoso
para explicar o comportamento, mas estudar atentamente a ação dos órgãos periféricos, dos
órgãos sensoriais, dos músculos e das glândulas” (Matos, 1997/2006, p. 64).
O Manifesto behaviorista, como ficou conhecido o artigo de Watson (1913),
é uma espécie de marco histórico do surgimento do Behaviorismo. Embora
muitas das concepções apresentadas por Watson em sua obra ainda se
façam presentes, o que se conhece por Behaviorismo Radical (Skinner,
1974/2003), a proposta original sofreu reformulações, e a correta
compreensão do que é o Behaviorismo hoje deve ser buscada
principalmente não na obra de Watson (a despeito de sua relevância), mas
na obra de Burrhus Frederic Skinner.
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O Behaviorismo radical de
B. F. Skinner
“ O Behaviorismo não é a ciência do comportamento humano, mas, sim, a
filosofia dessa ciência. Algumas das questões que ele propõe são: É possível tal
ciência? Pode ela explicar cada aspecto do com portamento humano? Que
métodos pode empregar? São suas leis tão válidas quanto as da Física e da
Biologia?” Proporcionará ela uma tecnologia e, em caso positivo, que papel
desempenhará nos assuntos humanos? São particularmente importantes suas
relações com as formas anteriores de tratam ento do mesmo assunto. O
comportamento humano é o traço mais familiar do mundo em que as pessoas
vivem, e deve-se ter dito mais sobre ele do que sobre qualquer outra coisa. E, de
tudo o que foi dito, o que vale a pena ser conservado?” (Skinner, 1974/2003, p. 7,
grifo nosso).
Behaviorismos e as vicissitudes do
sistema skinneriano
Micheletto 1997/2006) sugere que a proposta de Skinner pode ser dividida
em dois momentos distintos: de 1930 a 1938 e de 1980 a 1990.
Segundo Micheletto, o “primeiro” Skinner (1930-1938) é marcado por uma
forte influência das ciências físicas, sobretudo a mecânica newtoniana, e
da filosofia do reflexo:
“(...) Skinner, neste momento, ainda tem uma suposição associada ao
mecanicismo, decorrente de ter mantido características originais da noção
de reflexo: apesar de operar com a noção de relação funcional e não com
uma causalidade mecânica, busca um evento no ambiente relacionado
com o que o organismo faz, mas considera que este evento deve ser um
estímulo antecedente que provoca a ocorrência da resposta” (Micheletto,
1997/2006, p. 46).
Já o “segundo” Skinner (1980-1990), como apontado por Micheletto
(1997/2006), mostra-se mais comprometido com o modelo causal que
embasa as ciências biológicas, influenciado principalmente pela teoria da
evolução das espécies por seleção natural, de Charles Darwin 1859), e
menos influenciado pelo modelo newtoniano. No entanto, já em 1938,
Skinner apresentava uma ruptura com o modelo causal mecanicista.
A definição de reflexo, entendido à época como uma ligação
direta entre estímulo e resposta, e reinterpretado por
skinner (1938) como uma correlação entre dois eventos
observáveis: “em geral, a noção de reflexo deve se livrar de
qualquer noção de empurrão’ do estímulo. Os termos se
referem aqui a eventos correlacionados, e a nada mais”
(Skinner, 1938, p. 21). Diz-se, então, que Skinner substitui a noção de
causalidade mecânica pela noção de relações funcionais (Chiesa,
1994/2006; Skinner, 1953/1998). Como aponta o próprio Skinner
(1953/1998), a ciência tem substituído o termo “causa” pelo termo
“relação funcional”, pois o primeiro remete a forças e mecanismos que
“ligam” dois eventos, já o segundo apenas estabelece regularidade
entre dois (ou mais) eventos.
Essa mudança no pensamento skinneriano é comumente atribuída (ou
correlacionada) à influência do físico e epistemólogo Ernest Mach (cf.
Chiesa, 1994/2006; Micheletto, 1997/2006; Todorov, 1989). Ernest Mach
(cf. Chiesa, 1994/2006) causou certa discussão entre filósofos e físicos ao
afirmar que o conceito de força era absolutamente redundante para o
adequado entendimento e aplicação da mecânica clássica. A noção
proposta por Mach, de que não é necessário inferir ou postular uma
“força de atração” para explicar por que objetos caem, é a mesma noção
proposta por Skinner (1938), de que não é necessário inferir uma força ou
mecanismo que estabeleça o elo entre um estímulo e uma resposta
Um ponto marcante no desenvolvimento do sistema de pensamento skinneriano, e
considerado o “nascimento” do Behaviorismo Radical (Tourinho, 1987), é a
publicação, em 1945, do artigo intitulado Análise operacional de termos
psicológicos (Skinner, 1945/1972). Skinner fora convidado para participar de um
simpósio sobre o Operacionismo, uma doutrina filosófica proposta por Bridgman
(1927) e cuja tese principal era a de que os conceitos devem ser definidos em
termos das operações que o produzem. O significado, por exemplo, de
comprimento deveria ser buscado nas operações pelas quais o comprimento é
medido (Skinner, 1945/1972; Tourinho, 1987).
Embora Skinner (1945/1972) reconheça a influência da proposta de
Bridgman em seus trabalhos iniciais, neste momento de sua obra ele
questiona a utilidade do Operacionismo para o desenvolvimento de um
a ciência do comportamento, sobretudo o que está relacionado com a
definição e entendim ento de conceitos psicológicos.
Skinner (1945/1972) argumenta inicialmente que conceitos devem ser
analisados como aquilo que realmente são: comportamentos verbais. Para
Skinner, então, analisar conceitos significa analisar o comportamento verbal
do cientista (ou de quem os usa) e, para tanto, deve-se buscar as condições
antecedentes e as condições consequentes do uso de determinado conceito
{análise funcional).
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Quem é Ivar Lovaas?
Ivar Lovaas é um psicólogo que foi a primeira pessoa a aplicar
os princípios da ABA e DTT para ensinar crianças com autismo.
Por isso muitas pessoas falam do “método Lovaas” quando se
referem sobre o ensino de crianças com autismo.
Em 1987, Lovaas publicou os resultados de um estudo de longo prazo sobre o
tratamento de modificação comportamental em crianças pequenas com
autismo. Os resultados do seguimento destas crianças mostraram que, em um
grupo de 19 crianças, 47% dos que receberam tratamento atingiram níveis
normais de funcionamento intelectual e educacional, com QIs na faixa do
normal e uma performance bem sucedida na 1ª série de escolas públicas. 40%
do grupo tratado foram depois diagnosticados como portadores de retardo leve
e freqüentaram classes especiais de linguagem, e os 10% remanescentes do
grupo tratado foram diagnosticados como portadores de retardo severo.
Comparativamente, em um grupo de 40 crianças, somente 2% do grupo
controle (aqueles que não receberam o tratamento de ABA usado por
Lovaas), atingiram funcionamento educacional e intelectuais normais,
45% foram diagnosticados como portadores de retardo leve e 53% foram
diagnosticados como portadores de retardo severo.
Harzem e Miles (1978) utilizam uma classificação defendida por Mace (1948)
para as variedades de behaviorismo: metafísico, metodológico e analítico. O
behaviorismo metafísico afirma que mentes ou eventos mentais não existem;
o behaviorismo metodológico afirma que se mente ou eventos mentais
existem, não são objetos apropriados para o estudo científico; e o
behaviorismo analítico afirma que os enunciados feitos com o propósito de se
referir à mente ou eventos mentais tornam-se, quando analisados, enunciados
acerca do comportamento.
METAFÍSICO METODOLÓGICO ANALÍTICO
Afirma que mentes ou
eventos mentais não
existem;
Afirma que se mente ou
eventos mentais existem,
não são objetos
apropriados para o
estudo científico;
afirma que os Enunciados
feitos com o propósito de
se referir à mente ou
eventos mentais tornam-
se, quando analisados,
enunciados acerca do
comportamento.
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O reflexo inato
Todas as espécies animais apresentam comportamentos reflexos inatos.
Esses reflexos são uma “preparação mínima” que os organismos têm para
começar a interagir com seu ambiente e para ter chances de sobreviver
(Figura 1.1). Se você colocar seu dedo na boca de um recém-nascido,
automaticamente ele irá “sugar” o seu dedo. Da mesma forma, quando o
seio da mãe entra em contato com a boca do bebê, uma resposta
semelhante é observada (sucção).
Reflexo, estímulo e resposta
Quando mencionamos “reflexo”, estamos nos referindo às relações entre
estímulo e resposta que especificam que determinada mudança no
ambienteproduz determinada mudança no organismo. Dito em termos
técnicos, o reflexo é uma relação entre um estímulo e uma resposta na qual o
estímulo elicia a resposta
Note que na Tabela 1.1 temos a descrição de quatro reflexos, ou seja, a
descrição de cinco relações entre o ambiente (estímulo) e o organismo
(resposta).
Para falar de comportamento reflexo, utilizaremos a letra S para
representar estímulos e a letra R para representar respostas. A relação
entre estímulo e resposta é representada por uma seta ( ) Quando a
análise comportamental envolve dois ou mais reflexos, é comum haver
índices nos estímulos (S1, S2, S3 , ...) e nas respostas (R1 , R2 ,R3 , ...). O
reflexo patelar, por exemplo, poderia ser representado assim:
S1 R1
S1 é o estímulo (batida de um martelo no joelho) e R1 é a
resposta (flexão da perna).
INTENSIDADE DO ESTÍMULO E
MAGNITUDE DA RESPOSTA
Leis (ou propriedades) do reflexo
O objetivo de uma ciência é buscar relações uniformes (constantes) entre
eventos ,
➊ e foi exatamente isso que os cientistas que estudaram (e
estudam) o comportamento reflexo fizeram: eles buscaram identificar
relações constantes entre os estímulos e as respostas por eles eliciadas
que ocorressem da mesma forma nos mais diversos reflexos e nas mais
diversas espécies. Essas constâncias nas relações entre estímulos e
respostas são chamadas leis (ou propriedades) do reflexo. Examinaremos, a
seguir, tais leis.
Lei da intensidade-magnitude
A lei da intensidade-magnitude estabelece que a intensidade do
estímulo é uma medida diretamente proporcional à magnitude
da resposta, ou seja, em um reflexo, quanto maior a intensidade
do estímulo, maior será a magnitude da resposta (ver Figura 1.4).
Lei do limiar
Esta lei estabelece que, para todo reflexo, existe uma intensidade
mínima do estímulo necessária para que a resposta seja eliciada. Um
choque elétrico é um estímulo que elicia a resposta de contração
muscular. Segundo a lei do limiar, existe uma intensidade mínima do
choque (de 5 a 10 volts, apenas como exemplo – esses valores são
fictícios, e o valor do limiar é individual) que é necessária para que a
resposta de contração muscular ocorra.
Lei da latência
Latência é o nome dado a um intervalo entre dois eventos.
No caso dos reflexos, latência é o tempo decorrido entre
apresentação do estímulo e a ocorrência da resposta. A lei da
latência estabelece que, quanto maior a intensidade do
estímulo, menor a latência entre a apresentação desse
estímulo e a ocorrência da resposta (ver Figura 1.6).
Além da latência entre apresentação, estímulo e ocorrência da
resposta, a intensidade do estímulo também possui uma relação
diretamente proporcional à duração da resposta: quanto maior a
intensidade do estímulo, maior a duração da resposta.
Efeitos de eliciações sucessivas da
resposta: habituação e potenciação
Quando um mesmo estímulo é apresentado várias vezes em curtos
intervalos de tempo, na mesma intensidade, podemos observar um
decréscimo na magnitude da resposta. Chamamos esse efeito na
resposta de habituação (ver Figura 1.7).
Os reflexos e o estudo de emoções
Quando sentimos medo, por exemplo, uma série de reações
fisiológicas estão acontecendo em nosso corpo: as glândulas supra-
renais secretam adrenalina, os vasos sangüíneos periféricos
contraem-se, e o sangue concentra-se nos músculos (ficar branco de
medo), entre outras reações fisiológicas (Figura 1.9).
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O reflexo aprendido: O
condicionamento Pavloviano.
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GENERALIZAÇÃO
RESPONDENTE
Em Análise do Comportamento, a generalização de estímulos, ou
generalização respondente, ocorre quando estímulos que se
assemelham a um estímulo condicionado também passam a eliciar
a resposta condicionada. Assim, determinada resposta condicionada
poderá acontecer na presença desses estímulos que se assemelham.
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Aprendizagem pelas
consequencias: O reforço.
Condicionamento operante e estímulo discriminativo
Denomina-se operante “o comportamento que produz
consequências que se constituem em alterações no ambiente”
(MOREIRA; MEDEIROS, 2019, p. 46). Em resposta à alteração, o
ambiente emite um estímulo ao indivíduo, também chamado de
consequência. Neste caso, há uma contingência resposta-estímulo
ou resposta-consequência (MOREIRA; MEDEIROS, 2019). Esse
estímulo pode ser incondicionado (ou primário) ou condicionado
(ou secundário). As consequências podem ter duas classificações.
Consequências reforçadoras (ou, simplesmente, reforçadores) têm a
propriedade de aumentarem a probabilidade de ocorrência do
comportamento associado a elas. Usualmente, são estímulos agradáveis para
o indivíduo, como doce, alimento para um indivíduo faminto, ou água para um
sedento. O ato de apresentar um reforçador é chamado reforçamento positivo
(MOREIRA; MEDEIROS, 2019).
Por outro lado, consequências punitivas (ou aversivos) reduzem a probabilidade de nova
ocorrência do operante relacionado. Corriqueiramente, são estímulos desagradáveis para o
indivíduo, como dor, barulhos altos etc. Ao se apresentar um aversivo contingente a um
operante, procede-se à punição positiva do comportamento. Por exemplo, um animal que
recebe um choque elétrico (estímulo doloroso) ao passar por um local proibido. Também é
possível a punição negativa, mediante a remoção de um reforçador que estava presente –
como é o caso da maioria dos “castigos” aplicados a crianças pelos pais, como retirar o acesso
ao computador por determinado período de tempo. De forma análoga, é também possível
reforçar negativamente um comportamento, retirando-se um aversivo em seguida da emissão
do comportamento-alvo (MOREIRA; MEDEIROS, 2019).
O condicionamento operante é o procedimento de aprendizagem
ocorrido através das consequências do comportamento emitido. Esse
comportamento pode originalmente ter sido emitido de forma aleatória
(como um bebê explorando seu ambiente), ter origem filogenética ou
ter sido aprendido por modelação ou outro processo de aprendizagem.
Independentemente da origem, as operações de reforçamento ou de
punição definirão a frequência com que se repetirá no futuro.
O quanto a probabilidade (ou frequência) de um comportamento varia em virtude
de uma operação de reforçamento ou de punição depende de muitas variáveis,
determinadas empiricamente. Convém destacar duas delas: a importância ou
valor do reforçador (ou do aversivo) e a precisão, o timing, da relação de
reforçamento (BAUM, 2019). O valor do reforçador não é absoluto, mas relativo,
idiossincrático. É também função das condições em que ocorre o reforçamento –
a comida terá um valor muito maior para um indivíduo faminto que para outro
saciado. Tais condições são chamadas condições ou operações estabelecedoras
(BAUM, 2019; MICHAEL, 1993) ou motivação (KELLER; SCHOENFELD, 1974;
SKINNER, 2003).
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Operações estabelecedoras
PRIVAÇÃO SACIAÇÃO
Potencializa um
reforçador
Enfraquece um
reforçador
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Reforço positivo e negativo
Punição positiva e negativa
Está na hora de
dormir e ainda
quer ver desenho
na TV.
Papai disse: Amanhã todos
nós temos compromisso e,
por isso, vamos dormir.
ANTECEDENTE RESPOSTA CONSEQUÊNCIA
Está na hora de
dormir e ainda
quer ver desenho
na TV.
Mamãe diz: Ok. Só mais 10
minutinhos e, depois,
vamos dormir.
ANTECEDENTE RESPOSTA CONSEQUÊNCIA
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Esquemas de reforçamento
ESQUEMA DE
REFORÇAMENTO
CONTÍNUO
INTERMITENTE
RAZÃO FIXA (FR)
RAZÃO VARIÁVEL (FR)
INTERVALO FIXO (FI)
INTERVALO VARIÁVEL (VI)
Número de respostas
Quantidade de tempo
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Generalização
Chamamos de generalização quando um indivíduo
aplica algo aprendido em uma situação específica
em outra situação semelhante, sem que tenha havido
um aprendizado extra para que aquilo ocorresse. Ou
seja, quando o indivíduo transporta o
comportamento aprendido na terapia para o dia-
dia.
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Equivalência de estímulos
Para que se possa compreender os diversos processos
comportamentais que ocorrem na interação dos organismos
com seu ambiente é necessária a identificação das variáveis
que os afetam. Dentre essas variáveis estão as
consequências dos comportamentos, as quais determinam a
probabilidade de os comportamentos serem repetidos, e os
estímulos que estão presentes quando uma dada resposta
operante é consequenciada (Skinner, 1953).
Na presença do estímulo em que houve o reforço da resposta, ela
tenderá a ser repetida e na presença dos estímulos em que a
resposta não foi reforçada, ela tenderá a não ser emitida
novamente (contingência de três termos; cf. Catania, 1998/1999;
Sidman, 2000).
O controle de estímulos está vinculado à análise do comportamento
conceitual, da emergência de comportamentos novos e do
comportamento simbólico (Bortoloti & de Rose, 2007; Matos, 1999;
Wilkinson & McIlvane, 2001).
As classes de estímulos podem ser formadas por estímulos
com propriedades físicas comuns, por estímulos com funções
comuns e por estímulos arbitrários (Zentall & Smeets, 1996).
As classes de estímulos arbitrários são consideradas classes de
equivalência quando as propriedades definidoras (reflexividade, simetria,
transitividade e transitividade simétrica), propostas por Sidman e Tailby
(1982), são demonstradas, conforme será descrito a seguir.
Na matemática, reflexividade, simetria e transitividade são propriedades de relações
binárias:
Uma relação que é simultaneamente reflexiva, simétrica e transitiva é uma relação de
equivalência.
•Reflexividade
Uma relação é reflexiva quando todo elemento do domínio se relaciona com ele mesmo na imagem.
•Simetria
Uma relação é simétrica quando, para todo par (a,b) R, aRb também implica que bRa.
∈
•Transitividade
Uma relação é transitiva quando, se (a, b), (b, c) R, então (a,c) R.
∈ ∈
Equivalência de estímulos consiste na formação de relações
(entre estímulos ou entre estímulos e respostas) que foram
explicitamente ensinadas e de outras que, sem ensino direto,
emergem depois do aprendizado de pelo menos duas relações
condicionais com um membro em comum (Sidman, 1986, 2000).
Relações condicionais são estabelecidas quando uma
resposta discriminada é colocada sob o controle de estímulos
(contingência de quatro termos; cf. Catania, 1998/1999;
Sidman, 2000) e um dos estímulos dessa relação participa de
uma outra relação condicional, tendo a função de nódulo.
Assim, para desenvolver classes de equivalência, de forma geral, emprega-se o procedimento de
pareamento com o modelo, ensinando-se pelo menos duas relações condicionais entre três
estímulos (e.g., A1, B1, C1), com, no mínimo, um estímulo em comum e com pelo menos duas
possibilidades de escolha a cada tentativa. Por exemplo:
(a) diante do estímulo-modelo A1, escolher B1, e não B2, é reforçado (A1:B1B2 – a primeira
especificação alfanumérica refere-se ao estímulo-modelo e as outras duas aos estímulos de
comparação);
(b) diante de A2, escolher B2, e não B1, é reforçado (A2:B1B2); (c) diante de B1, escolher C1, e não
C2, é reforçado (B1:C1C2); (d) diante de B2, escolher C2, e não C1, é reforçado (B2:C1C2). As duas
possibilidades de escolha e o responder diferencial de acordo com o estímulo-modelo, pode levar à
formação, nesse exemplo, das relações condicionais A1B1, B1C1, A2B2 e B2C2.
Dado o estabelecimento dessas relações condicionais pelo reforço direto,
pode-se testar a emergência de relações que não foram diretamente
ensinadas. Se, na ausência de consequências diferenciais explícitas, forem
demonstradas as propriedades de reflexividade, de simetria, de transitividade
e de simetria da transitividade, pode-se afirmar que se formaram classes de
equivalência (Sidman, 1986, 2000; Sidman & Tailby, 1982).
A formação de relações de equivalência possibilita a expansão das
classes, por meio do emparelhamento de um novo estímulo a somente
um dos membros, sem a necessidade de emparelhar esse estímulo com
todos os elementos da classe (Sidman, Kirk & Willson-Morris, 1985).
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Comportamentos
govenados por regras.
Ao dizer que um comportamento é governado ou controlado1
por
regras, estamos dizendo que existe um estímulo discriminativo verbal
do tipo regra que controla o comportamento de um ouvinte (Baum,
2006/2008). Catania (1998/1999) definiu o comportamento
governado por regras como a tendência das pessoas a seguirem
instruções3
umas das outras.
Regras, por serem sempre verbais, podem ser tanto faladas
quanto escritas (Baum, 2006/2008). Por exemplo,
geralmente, não paramos um carro em frente a uma placa
de “Não estacione”. Baum (2006/2008) diria que a pessoa
que afixou a placa é o falante e quem a lê é o ouvinte. O
reforço para o comportamento do falando de afixar a placa é
o fato de as pessoas não estacionaram em frente à casa.
Vaughan (1987) postula que agimos sobre o mundo apenas em função
das consequências destas ações. Baum (2006/2008) defende que, isto
acontece, por que o comportamento operante é modelado via reforço
e punição (independente de ser governado por regras ou modelado
por contingências). No caso do comportamento puramente modelado
por contingências, tanto o reforço quanto a punição envolvidos são,
inevitavelmente, não-verbais.
Castanheira (2001) questiona se existem comportamentos puros, tanto para os
governado por regras quanto os modelados por contingências. Andery (2003)
e Baum (2006/2008), sobre o assunto, afirmam que, para a nossa espécie,
dificilmente estes comportamentos são encontrados; haja vista que, muitas
vezes, um comportamento pode começar a ser emitido sob controle de
instruções e posteriormente passar ao controle de contingências. A
aprendizagem, portanto, é fruto tanto de nosso contato com as contingências
quanto do seguimento de regras – ambas as formas de controle estão
intimamente conectadas.
É possível instruir uma ginasta sobre os passos básicos, posições, onde
colocar os pés, as mãos, etc., antes de a ginasta realizar a acrobacia.
Porém, para a ginasta conseguir realizá-la com perfeição, é necessário
que ela pratique, ou seja, que seu comportamento passe ao controle por
contingências e não apenas verbal. O mesmo autor citou outros exemplos,
tais como dirigir, boas maneiras, tocar um instrumento musical, etc.
Apesar de difícil, alguns comportamentos puramente
controlados por contingências podem ser citados, como por
exemplo, aqueles mais restritos à movimentação corporal,
como andar, agarrar um objeto, entre outros (Andery, 2003).
Vaughan (1987) cita um exemplo: quando criança, é terrível tentar
agarrar uma ervilha cozida, mas devido às consequências das
tentativas anteriores, é possível aprender como fazê-lo, ou seja,
no começo a criança sujará a mão, o chão e com o tempo
conseguirá obter a ervilha intacta. Por outro lado, alguns
comportamentos são somente regidos por regras, por exemplo, um
manual para montar algum equipamento (Andery, 2003).
Skinner (1974/1982) complementou o assunto ao explicar que o comportamento
modelado pelas contingências é mais valorizado pelo próprio sujeito por ter
sido constituído principalmente pelas próprias experiências, ou seja, pelo
contato natural do organismo com os reforçadores. A distinção principal é que o
comportamento governado por regras precisa necessariamente da
comunicação de um falante, enquanto que o modelado por contingências exige
apenas uma interação com reforço de forma não-verbal e não-social (Baum,
2006/2008).
Obrigado!
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Conceitos básicos da análise do comportamento.....pptx

  • 1.
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  • 2.
    O SURGIMENTO DOBEHAVIORISMO
  • 3.
    Por volta dofinal do século XIX, a Psicologia começa a constituir-se como ciência independente, embalada, principalmente, pelas pesquisas de Gustav Fechner e Wilhelm W undt (cf. Goodwin, 2005/2005). Essencial ao surgimento e desenvolvimento de uma ciência é a definição do seu objeto de estudo e do seu método. Nessa época, sobretudo após Wundt ter criado o primeiro laboratório de Psicologia experimental em Leipzig, Alemanha, difundiu-se a ideia de que o objeto de estudo da Psicologia era a consciência (e seus elementos constituintes), e o método eleito, a introspecção experimental. (cf. Goodwin, 2005/2005).
  • 4.
    E nesse contextoque, em 1913, o psicólogo John Broadus Watson publica um artigo intitulado A Psicologia como um behaviorista a vê. Esse artigo ficou conhecido posteriormente como O Manifesto behaviorista.
  • 5.
    Em seu artigo,Watson (1913) argumentou que o uso da introspecção experimental como método principal falhou em estabelecer a Psicologia como uma ciência natural (uma ciência que lida com fenômenos que ocupam lugar no tempo e no espaço, como a Física e a Química). A crítica de Watson baseava-se principalmente na falta de replicabilidade dos resultados produzidos, isto é, quando se realizava novamente uma mesma pesquisa com um outro sujeito, uma pessoa diferente, os resultados encontrados eram diferentes da pesquisa anterior.
  • 6.
    Watson (1913) salientoutambém outro problema im portante com relação à introspecção experimental: a “culpa” das diferenças entre os resultados obtidos a partir de tal método era atribuída aos sujeitos (que eram também os observadores), e não ao método ou às condições experimentais nas quais esses resultados foram produzidos. Se, por exemplo, as impressões de um sujeito sobre um determinado objeto, uma fruta, por exemplo, diferiam das impressões de outro sujeito, dizia-se que um deles não havia aprendido corretam ente a fazer introspecção (a fazer observações corretas de seus estados mentais).
  • 7.
    Watson (1913) propôs,então, como principais objetivos da Psicologia a previsão e o controle do comportamento. O comportamento observável (por mais de um observador) seria o objeto de investigação a partir do método experimental, no qual se manipulam sistematicamente características do ambiente e verifica-se o efeito de tais manipulações sobre o com portamento dos sujeitos.
  • 8.
    A obra deWatson estendeu-se além do texto de 1913 e incluía, segundo Matos (1997/2006), as seguintes características/ proposições principais: “(...) estudar o comportamento por si mesmo; opor-se ao Mentalismo e ignorar fenômenos, como consciência, sentimentos e estados mentais; aderir ao evolucionismo biológico e estudar tanto o comportamento humano quanto o animal, considerando este último mais fundamental; adotar o determinismo materialístico; usar procedimentos objetivos na coleta de dados, rejeitando a introspecção; realizar experimentação controlada; realizar testes de hipótese, de preferência com grupo de controle; observar consensualmente; evitar a tentação de recorrer ao sistema nervoso para explicar o comportamento, mas estudar atentamente a ação dos órgãos periféricos, dos órgãos sensoriais, dos músculos e das glândulas” (Matos, 1997/2006, p. 64).
  • 9.
    O Manifesto behaviorista,como ficou conhecido o artigo de Watson (1913), é uma espécie de marco histórico do surgimento do Behaviorismo. Embora muitas das concepções apresentadas por Watson em sua obra ainda se façam presentes, o que se conhece por Behaviorismo Radical (Skinner, 1974/2003), a proposta original sofreu reformulações, e a correta compreensão do que é o Behaviorismo hoje deve ser buscada principalmente não na obra de Watson (a despeito de sua relevância), mas na obra de Burrhus Frederic Skinner.
  • 10.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br O Behaviorismo radical de B. F. Skinner
  • 11.
    “ O Behaviorismonão é a ciência do comportamento humano, mas, sim, a filosofia dessa ciência. Algumas das questões que ele propõe são: É possível tal ciência? Pode ela explicar cada aspecto do com portamento humano? Que métodos pode empregar? São suas leis tão válidas quanto as da Física e da Biologia?” Proporcionará ela uma tecnologia e, em caso positivo, que papel desempenhará nos assuntos humanos? São particularmente importantes suas relações com as formas anteriores de tratam ento do mesmo assunto. O comportamento humano é o traço mais familiar do mundo em que as pessoas vivem, e deve-se ter dito mais sobre ele do que sobre qualquer outra coisa. E, de tudo o que foi dito, o que vale a pena ser conservado?” (Skinner, 1974/2003, p. 7, grifo nosso).
  • 12.
    Behaviorismos e asvicissitudes do sistema skinneriano
  • 13.
    Micheletto 1997/2006) sugereque a proposta de Skinner pode ser dividida em dois momentos distintos: de 1930 a 1938 e de 1980 a 1990. Segundo Micheletto, o “primeiro” Skinner (1930-1938) é marcado por uma forte influência das ciências físicas, sobretudo a mecânica newtoniana, e da filosofia do reflexo: “(...) Skinner, neste momento, ainda tem uma suposição associada ao mecanicismo, decorrente de ter mantido características originais da noção de reflexo: apesar de operar com a noção de relação funcional e não com uma causalidade mecânica, busca um evento no ambiente relacionado com o que o organismo faz, mas considera que este evento deve ser um estímulo antecedente que provoca a ocorrência da resposta” (Micheletto, 1997/2006, p. 46).
  • 14.
    Já o “segundo”Skinner (1980-1990), como apontado por Micheletto (1997/2006), mostra-se mais comprometido com o modelo causal que embasa as ciências biológicas, influenciado principalmente pela teoria da evolução das espécies por seleção natural, de Charles Darwin 1859), e menos influenciado pelo modelo newtoniano. No entanto, já em 1938, Skinner apresentava uma ruptura com o modelo causal mecanicista.
  • 15.
    A definição dereflexo, entendido à época como uma ligação direta entre estímulo e resposta, e reinterpretado por skinner (1938) como uma correlação entre dois eventos observáveis: “em geral, a noção de reflexo deve se livrar de qualquer noção de empurrão’ do estímulo. Os termos se referem aqui a eventos correlacionados, e a nada mais”
  • 16.
    (Skinner, 1938, p.21). Diz-se, então, que Skinner substitui a noção de causalidade mecânica pela noção de relações funcionais (Chiesa, 1994/2006; Skinner, 1953/1998). Como aponta o próprio Skinner (1953/1998), a ciência tem substituído o termo “causa” pelo termo “relação funcional”, pois o primeiro remete a forças e mecanismos que “ligam” dois eventos, já o segundo apenas estabelece regularidade entre dois (ou mais) eventos.
  • 17.
    Essa mudança nopensamento skinneriano é comumente atribuída (ou correlacionada) à influência do físico e epistemólogo Ernest Mach (cf. Chiesa, 1994/2006; Micheletto, 1997/2006; Todorov, 1989). Ernest Mach (cf. Chiesa, 1994/2006) causou certa discussão entre filósofos e físicos ao afirmar que o conceito de força era absolutamente redundante para o adequado entendimento e aplicação da mecânica clássica. A noção proposta por Mach, de que não é necessário inferir ou postular uma “força de atração” para explicar por que objetos caem, é a mesma noção proposta por Skinner (1938), de que não é necessário inferir uma força ou mecanismo que estabeleça o elo entre um estímulo e uma resposta
  • 18.
    Um ponto marcanteno desenvolvimento do sistema de pensamento skinneriano, e considerado o “nascimento” do Behaviorismo Radical (Tourinho, 1987), é a publicação, em 1945, do artigo intitulado Análise operacional de termos psicológicos (Skinner, 1945/1972). Skinner fora convidado para participar de um simpósio sobre o Operacionismo, uma doutrina filosófica proposta por Bridgman (1927) e cuja tese principal era a de que os conceitos devem ser definidos em termos das operações que o produzem. O significado, por exemplo, de comprimento deveria ser buscado nas operações pelas quais o comprimento é medido (Skinner, 1945/1972; Tourinho, 1987).
  • 19.
    Embora Skinner (1945/1972)reconheça a influência da proposta de Bridgman em seus trabalhos iniciais, neste momento de sua obra ele questiona a utilidade do Operacionismo para o desenvolvimento de um a ciência do comportamento, sobretudo o que está relacionado com a definição e entendim ento de conceitos psicológicos.
  • 20.
    Skinner (1945/1972) argumentainicialmente que conceitos devem ser analisados como aquilo que realmente são: comportamentos verbais. Para Skinner, então, analisar conceitos significa analisar o comportamento verbal do cientista (ou de quem os usa) e, para tanto, deve-se buscar as condições antecedentes e as condições consequentes do uso de determinado conceito {análise funcional).
  • 22.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br Quem é Ivar Lovaas?
  • 23.
    Ivar Lovaas éum psicólogo que foi a primeira pessoa a aplicar os princípios da ABA e DTT para ensinar crianças com autismo. Por isso muitas pessoas falam do “método Lovaas” quando se referem sobre o ensino de crianças com autismo.
  • 24.
    Em 1987, Lovaaspublicou os resultados de um estudo de longo prazo sobre o tratamento de modificação comportamental em crianças pequenas com autismo. Os resultados do seguimento destas crianças mostraram que, em um grupo de 19 crianças, 47% dos que receberam tratamento atingiram níveis normais de funcionamento intelectual e educacional, com QIs na faixa do normal e uma performance bem sucedida na 1ª série de escolas públicas. 40% do grupo tratado foram depois diagnosticados como portadores de retardo leve e freqüentaram classes especiais de linguagem, e os 10% remanescentes do grupo tratado foram diagnosticados como portadores de retardo severo.
  • 25.
    Comparativamente, em umgrupo de 40 crianças, somente 2% do grupo controle (aqueles que não receberam o tratamento de ABA usado por Lovaas), atingiram funcionamento educacional e intelectuais normais, 45% foram diagnosticados como portadores de retardo leve e 53% foram diagnosticados como portadores de retardo severo.
  • 27.
    Harzem e Miles(1978) utilizam uma classificação defendida por Mace (1948) para as variedades de behaviorismo: metafísico, metodológico e analítico. O behaviorismo metafísico afirma que mentes ou eventos mentais não existem; o behaviorismo metodológico afirma que se mente ou eventos mentais existem, não são objetos apropriados para o estudo científico; e o behaviorismo analítico afirma que os enunciados feitos com o propósito de se referir à mente ou eventos mentais tornam-se, quando analisados, enunciados acerca do comportamento.
  • 28.
    METAFÍSICO METODOLÓGICO ANALÍTICO Afirmaque mentes ou eventos mentais não existem; Afirma que se mente ou eventos mentais existem, não são objetos apropriados para o estudo científico; afirma que os Enunciados feitos com o propósito de se referir à mente ou eventos mentais tornam- se, quando analisados, enunciados acerca do comportamento.
  • 29.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br O reflexo inato
  • 30.
    Todas as espéciesanimais apresentam comportamentos reflexos inatos. Esses reflexos são uma “preparação mínima” que os organismos têm para começar a interagir com seu ambiente e para ter chances de sobreviver (Figura 1.1). Se você colocar seu dedo na boca de um recém-nascido, automaticamente ele irá “sugar” o seu dedo. Da mesma forma, quando o seio da mãe entra em contato com a boca do bebê, uma resposta semelhante é observada (sucção).
  • 32.
  • 33.
    Quando mencionamos “reflexo”,estamos nos referindo às relações entre estímulo e resposta que especificam que determinada mudança no ambienteproduz determinada mudança no organismo. Dito em termos técnicos, o reflexo é uma relação entre um estímulo e uma resposta na qual o estímulo elicia a resposta
  • 34.
    Note que naTabela 1.1 temos a descrição de quatro reflexos, ou seja, a descrição de cinco relações entre o ambiente (estímulo) e o organismo (resposta).
  • 36.
    Para falar decomportamento reflexo, utilizaremos a letra S para representar estímulos e a letra R para representar respostas. A relação entre estímulo e resposta é representada por uma seta ( ) Quando a análise comportamental envolve dois ou mais reflexos, é comum haver índices nos estímulos (S1, S2, S3 , ...) e nas respostas (R1 , R2 ,R3 , ...). O reflexo patelar, por exemplo, poderia ser representado assim: S1 R1 S1 é o estímulo (batida de um martelo no joelho) e R1 é a resposta (flexão da perna).
  • 37.
    INTENSIDADE DO ESTÍMULOE MAGNITUDE DA RESPOSTA
  • 39.
    Leis (ou propriedades)do reflexo O objetivo de uma ciência é buscar relações uniformes (constantes) entre eventos , ➊ e foi exatamente isso que os cientistas que estudaram (e estudam) o comportamento reflexo fizeram: eles buscaram identificar relações constantes entre os estímulos e as respostas por eles eliciadas que ocorressem da mesma forma nos mais diversos reflexos e nas mais diversas espécies. Essas constâncias nas relações entre estímulos e respostas são chamadas leis (ou propriedades) do reflexo. Examinaremos, a seguir, tais leis.
  • 40.
    Lei da intensidade-magnitude Alei da intensidade-magnitude estabelece que a intensidade do estímulo é uma medida diretamente proporcional à magnitude da resposta, ou seja, em um reflexo, quanto maior a intensidade do estímulo, maior será a magnitude da resposta (ver Figura 1.4).
  • 42.
    Lei do limiar Estalei estabelece que, para todo reflexo, existe uma intensidade mínima do estímulo necessária para que a resposta seja eliciada. Um choque elétrico é um estímulo que elicia a resposta de contração muscular. Segundo a lei do limiar, existe uma intensidade mínima do choque (de 5 a 10 volts, apenas como exemplo – esses valores são fictícios, e o valor do limiar é individual) que é necessária para que a resposta de contração muscular ocorra.
  • 44.
    Lei da latência Latênciaé o nome dado a um intervalo entre dois eventos. No caso dos reflexos, latência é o tempo decorrido entre apresentação do estímulo e a ocorrência da resposta. A lei da latência estabelece que, quanto maior a intensidade do estímulo, menor a latência entre a apresentação desse estímulo e a ocorrência da resposta (ver Figura 1.6).
  • 46.
    Além da latênciaentre apresentação, estímulo e ocorrência da resposta, a intensidade do estímulo também possui uma relação diretamente proporcional à duração da resposta: quanto maior a intensidade do estímulo, maior a duração da resposta.
  • 47.
    Efeitos de eliciaçõessucessivas da resposta: habituação e potenciação Quando um mesmo estímulo é apresentado várias vezes em curtos intervalos de tempo, na mesma intensidade, podemos observar um decréscimo na magnitude da resposta. Chamamos esse efeito na resposta de habituação (ver Figura 1.7).
  • 49.
    Os reflexos eo estudo de emoções Quando sentimos medo, por exemplo, uma série de reações fisiológicas estão acontecendo em nosso corpo: as glândulas supra- renais secretam adrenalina, os vasos sangüíneos periféricos contraem-se, e o sangue concentra-se nos músculos (ficar branco de medo), entre outras reações fisiológicas (Figura 1.9).
  • 52.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br O reflexo aprendido: O condicionamento Pavloviano.
  • 55.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br GENERALIZAÇÃO RESPONDENTE
  • 56.
    Em Análise doComportamento, a generalização de estímulos, ou generalização respondente, ocorre quando estímulos que se assemelham a um estímulo condicionado também passam a eliciar a resposta condicionada. Assim, determinada resposta condicionada poderá acontecer na presença desses estímulos que se assemelham.
  • 62.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br Aprendizagem pelas consequencias: O reforço.
  • 63.
    Condicionamento operante eestímulo discriminativo Denomina-se operante “o comportamento que produz consequências que se constituem em alterações no ambiente” (MOREIRA; MEDEIROS, 2019, p. 46). Em resposta à alteração, o ambiente emite um estímulo ao indivíduo, também chamado de consequência. Neste caso, há uma contingência resposta-estímulo ou resposta-consequência (MOREIRA; MEDEIROS, 2019). Esse estímulo pode ser incondicionado (ou primário) ou condicionado (ou secundário). As consequências podem ter duas classificações.
  • 64.
    Consequências reforçadoras (ou,simplesmente, reforçadores) têm a propriedade de aumentarem a probabilidade de ocorrência do comportamento associado a elas. Usualmente, são estímulos agradáveis para o indivíduo, como doce, alimento para um indivíduo faminto, ou água para um sedento. O ato de apresentar um reforçador é chamado reforçamento positivo (MOREIRA; MEDEIROS, 2019).
  • 65.
    Por outro lado,consequências punitivas (ou aversivos) reduzem a probabilidade de nova ocorrência do operante relacionado. Corriqueiramente, são estímulos desagradáveis para o indivíduo, como dor, barulhos altos etc. Ao se apresentar um aversivo contingente a um operante, procede-se à punição positiva do comportamento. Por exemplo, um animal que recebe um choque elétrico (estímulo doloroso) ao passar por um local proibido. Também é possível a punição negativa, mediante a remoção de um reforçador que estava presente – como é o caso da maioria dos “castigos” aplicados a crianças pelos pais, como retirar o acesso ao computador por determinado período de tempo. De forma análoga, é também possível reforçar negativamente um comportamento, retirando-se um aversivo em seguida da emissão do comportamento-alvo (MOREIRA; MEDEIROS, 2019).
  • 66.
    O condicionamento operanteé o procedimento de aprendizagem ocorrido através das consequências do comportamento emitido. Esse comportamento pode originalmente ter sido emitido de forma aleatória (como um bebê explorando seu ambiente), ter origem filogenética ou ter sido aprendido por modelação ou outro processo de aprendizagem. Independentemente da origem, as operações de reforçamento ou de punição definirão a frequência com que se repetirá no futuro.
  • 67.
    O quanto aprobabilidade (ou frequência) de um comportamento varia em virtude de uma operação de reforçamento ou de punição depende de muitas variáveis, determinadas empiricamente. Convém destacar duas delas: a importância ou valor do reforçador (ou do aversivo) e a precisão, o timing, da relação de reforçamento (BAUM, 2019). O valor do reforçador não é absoluto, mas relativo, idiossincrático. É também função das condições em que ocorre o reforçamento – a comida terá um valor muito maior para um indivíduo faminto que para outro saciado. Tais condições são chamadas condições ou operações estabelecedoras (BAUM, 2019; MICHAEL, 1993) ou motivação (KELLER; SCHOENFELD, 1974; SKINNER, 2003).
  • 68.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br Operações estabelecedoras
  • 69.
  • 70.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br Reforço positivo e negativo Punição positiva e negativa
  • 75.
    Está na horade dormir e ainda quer ver desenho na TV. Papai disse: Amanhã todos nós temos compromisso e, por isso, vamos dormir. ANTECEDENTE RESPOSTA CONSEQUÊNCIA
  • 76.
    Está na horade dormir e ainda quer ver desenho na TV. Mamãe diz: Ok. Só mais 10 minutinhos e, depois, vamos dormir. ANTECEDENTE RESPOSTA CONSEQUÊNCIA
  • 77.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br Esquemas de reforçamento
  • 78.
    ESQUEMA DE REFORÇAMENTO CONTÍNUO INTERMITENTE RAZÃO FIXA(FR) RAZÃO VARIÁVEL (FR) INTERVALO FIXO (FI) INTERVALO VARIÁVEL (VI) Número de respostas Quantidade de tempo
  • 79.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br Generalização
  • 80.
    Chamamos de generalizaçãoquando um indivíduo aplica algo aprendido em uma situação específica em outra situação semelhante, sem que tenha havido um aprendizado extra para que aquilo ocorresse. Ou seja, quando o indivíduo transporta o comportamento aprendido na terapia para o dia- dia.
  • 82.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br Equivalência de estímulos
  • 83.
    Para que sepossa compreender os diversos processos comportamentais que ocorrem na interação dos organismos com seu ambiente é necessária a identificação das variáveis que os afetam. Dentre essas variáveis estão as consequências dos comportamentos, as quais determinam a probabilidade de os comportamentos serem repetidos, e os estímulos que estão presentes quando uma dada resposta operante é consequenciada (Skinner, 1953).
  • 84.
    Na presença doestímulo em que houve o reforço da resposta, ela tenderá a ser repetida e na presença dos estímulos em que a resposta não foi reforçada, ela tenderá a não ser emitida novamente (contingência de três termos; cf. Catania, 1998/1999; Sidman, 2000).
  • 85.
    O controle deestímulos está vinculado à análise do comportamento conceitual, da emergência de comportamentos novos e do comportamento simbólico (Bortoloti & de Rose, 2007; Matos, 1999; Wilkinson & McIlvane, 2001).
  • 86.
    As classes deestímulos podem ser formadas por estímulos com propriedades físicas comuns, por estímulos com funções comuns e por estímulos arbitrários (Zentall & Smeets, 1996).
  • 87.
    As classes deestímulos arbitrários são consideradas classes de equivalência quando as propriedades definidoras (reflexividade, simetria, transitividade e transitividade simétrica), propostas por Sidman e Tailby (1982), são demonstradas, conforme será descrito a seguir.
  • 88.
    Na matemática, reflexividade,simetria e transitividade são propriedades de relações binárias: Uma relação que é simultaneamente reflexiva, simétrica e transitiva é uma relação de equivalência. •Reflexividade Uma relação é reflexiva quando todo elemento do domínio se relaciona com ele mesmo na imagem. •Simetria Uma relação é simétrica quando, para todo par (a,b) R, aRb também implica que bRa. ∈ •Transitividade Uma relação é transitiva quando, se (a, b), (b, c) R, então (a,c) R. ∈ ∈
  • 89.
    Equivalência de estímulosconsiste na formação de relações (entre estímulos ou entre estímulos e respostas) que foram explicitamente ensinadas e de outras que, sem ensino direto, emergem depois do aprendizado de pelo menos duas relações condicionais com um membro em comum (Sidman, 1986, 2000).
  • 90.
    Relações condicionais sãoestabelecidas quando uma resposta discriminada é colocada sob o controle de estímulos (contingência de quatro termos; cf. Catania, 1998/1999; Sidman, 2000) e um dos estímulos dessa relação participa de uma outra relação condicional, tendo a função de nódulo.
  • 91.
    Assim, para desenvolverclasses de equivalência, de forma geral, emprega-se o procedimento de pareamento com o modelo, ensinando-se pelo menos duas relações condicionais entre três estímulos (e.g., A1, B1, C1), com, no mínimo, um estímulo em comum e com pelo menos duas possibilidades de escolha a cada tentativa. Por exemplo: (a) diante do estímulo-modelo A1, escolher B1, e não B2, é reforçado (A1:B1B2 – a primeira especificação alfanumérica refere-se ao estímulo-modelo e as outras duas aos estímulos de comparação); (b) diante de A2, escolher B2, e não B1, é reforçado (A2:B1B2); (c) diante de B1, escolher C1, e não C2, é reforçado (B1:C1C2); (d) diante de B2, escolher C2, e não C1, é reforçado (B2:C1C2). As duas possibilidades de escolha e o responder diferencial de acordo com o estímulo-modelo, pode levar à formação, nesse exemplo, das relações condicionais A1B1, B1C1, A2B2 e B2C2.
  • 92.
    Dado o estabelecimentodessas relações condicionais pelo reforço direto, pode-se testar a emergência de relações que não foram diretamente ensinadas. Se, na ausência de consequências diferenciais explícitas, forem demonstradas as propriedades de reflexividade, de simetria, de transitividade e de simetria da transitividade, pode-se afirmar que se formaram classes de equivalência (Sidman, 1986, 2000; Sidman & Tailby, 1982).
  • 94.
    A formação derelações de equivalência possibilita a expansão das classes, por meio do emparelhamento de um novo estímulo a somente um dos membros, sem a necessidade de emparelhar esse estímulo com todos os elementos da classe (Sidman, Kirk & Willson-Morris, 1985).
  • 95.
    0800 600 6006/ 17 3426-6350 / www.cesccursos.com.br Comportamentos govenados por regras.
  • 96.
    Ao dizer queum comportamento é governado ou controlado1 por regras, estamos dizendo que existe um estímulo discriminativo verbal do tipo regra que controla o comportamento de um ouvinte (Baum, 2006/2008). Catania (1998/1999) definiu o comportamento governado por regras como a tendência das pessoas a seguirem instruções3 umas das outras.
  • 97.
    Regras, por seremsempre verbais, podem ser tanto faladas quanto escritas (Baum, 2006/2008). Por exemplo, geralmente, não paramos um carro em frente a uma placa de “Não estacione”. Baum (2006/2008) diria que a pessoa que afixou a placa é o falante e quem a lê é o ouvinte. O reforço para o comportamento do falando de afixar a placa é o fato de as pessoas não estacionaram em frente à casa.
  • 98.
    Vaughan (1987) postulaque agimos sobre o mundo apenas em função das consequências destas ações. Baum (2006/2008) defende que, isto acontece, por que o comportamento operante é modelado via reforço e punição (independente de ser governado por regras ou modelado por contingências). No caso do comportamento puramente modelado por contingências, tanto o reforço quanto a punição envolvidos são, inevitavelmente, não-verbais.
  • 99.
    Castanheira (2001) questionase existem comportamentos puros, tanto para os governado por regras quanto os modelados por contingências. Andery (2003) e Baum (2006/2008), sobre o assunto, afirmam que, para a nossa espécie, dificilmente estes comportamentos são encontrados; haja vista que, muitas vezes, um comportamento pode começar a ser emitido sob controle de instruções e posteriormente passar ao controle de contingências. A aprendizagem, portanto, é fruto tanto de nosso contato com as contingências quanto do seguimento de regras – ambas as formas de controle estão intimamente conectadas.
  • 100.
    É possível instruiruma ginasta sobre os passos básicos, posições, onde colocar os pés, as mãos, etc., antes de a ginasta realizar a acrobacia. Porém, para a ginasta conseguir realizá-la com perfeição, é necessário que ela pratique, ou seja, que seu comportamento passe ao controle por contingências e não apenas verbal. O mesmo autor citou outros exemplos, tais como dirigir, boas maneiras, tocar um instrumento musical, etc.
  • 101.
    Apesar de difícil,alguns comportamentos puramente controlados por contingências podem ser citados, como por exemplo, aqueles mais restritos à movimentação corporal, como andar, agarrar um objeto, entre outros (Andery, 2003).
  • 102.
    Vaughan (1987) citaum exemplo: quando criança, é terrível tentar agarrar uma ervilha cozida, mas devido às consequências das tentativas anteriores, é possível aprender como fazê-lo, ou seja, no começo a criança sujará a mão, o chão e com o tempo conseguirá obter a ervilha intacta. Por outro lado, alguns comportamentos são somente regidos por regras, por exemplo, um manual para montar algum equipamento (Andery, 2003).
  • 103.
    Skinner (1974/1982) complementouo assunto ao explicar que o comportamento modelado pelas contingências é mais valorizado pelo próprio sujeito por ter sido constituído principalmente pelas próprias experiências, ou seja, pelo contato natural do organismo com os reforçadores. A distinção principal é que o comportamento governado por regras precisa necessariamente da comunicação de um falante, enquanto que o modelado por contingências exige apenas uma interação com reforço de forma não-verbal e não-social (Baum, 2006/2008).
  • 104.
  • 105.
    CENTRO DE EDUCAÇÃOSUPERIOR CONTINUADA 0800 600 6006 I 17 3426-6350 I www.cesccursos.com.br