Mariana Laura Carrasco Rodrigues
Ayrton Senna, o Rei do Mónaco
No ano de 1960 o mundo recebeu um dos
maiores heróis da nossa história. Nascera Ayrton
Senna da Silva, o piloto brasileiro que viria revolucionar a Fórmula 1.
Cedo desenvolveu a sua paixão pelos carros. Aos 4 anos ganhou o seu
primeiro Kart, feito pelo seu pai. Aos 7 já treinava no kartódromo de
Interlagos, em São Paulo, sua cidade natal, e aos 13 já competia oficialmente
nas provas de Kart.
Em 1881 o assunto tornou-se mais sério e, nesse ano, o piloto
conquistou o seu primeiro título no automobilismo, na Fórmula Ford.
Tornou-se campeão de Fórmula 3 nas pistas inglesas, em 1883, e foi
nesse momento que começou a chamar a atenção de diversas equipas de
Fórmula 1.
Ainda que tenha recebido e aceite várias propostas de diferentes
equipas de renome, tais como a McLaren, Williams, Brabham, foi na
Toleman que o jovem de 24 anos se estreou e destacou no grande prémio
do Mónaco, onde mostrou o seu talento e ganhou um grande rival, que o
acompanhara nas pistas ao longo dos anos seguintes, o piloto Alain Prost.
Em 1985, ao serviço da equipa Lotus, o brasileiro estreou-se em terras
portuguesas, no Autódromo do Estoril, onde ganhou o seu primeiro grande
prémio de Portugal. Ainda que as suas raízes fossem brasileiras, o piloto do
capacete amarelo nutria um grande carinho por este país e considerava-o a
sua segunda casa.
Entre 1988 e 1993, Senna correu pela equipa McLaren. Ao longo
destes cinco anos, a rivalidade com o piloto Alain foi-se intensificando,
deixando marcas na história das corridas.
Em 10 anos de Fórmula 1 (1984-1994), Magic Senna, como era
conhecido, disputou 116 corridas, conquistou 65 pole positions, venceu 41
competições e subiu 80 vezes ao pódio. Tornou-se campeão do Mónaco 6
vezes. Nos anos de 1988, 1990 e 1991 foi campeão mundial.
Mariana Laura Carrasco Rodrigues
Para além da Fórmula 1, o piloto dedicava-se a outras atividades que
envolviam velocidade, como é o caso de Jet-ski, motos, aeromodelos e
helicópteros.
A 1 de Maio de 1994, Ayton Senna participou no Grande Prémio de
San Marino, em Ímola.
Maio ficou marcado pelo mês da morte do piloto. A 300 km/hora,
Senna perdeu o controlo do caro e despistou-se, embatendo num murro.
O embate foi fatal e, aos 34 anos, a carreira do capacete amarelo
chegara ao fim, tal como a sua vida.
Após esta grande tragédia, o piloto foi homenageado de diversas
formas, desde a inauguração de estátuas, monumentos e esculturas em seu
nome, filmes e documentários baseados na sua vida, músicas e livros.
Apesar de todas estas homenagens, a criação do Instituto Ayrton
Senna, por Viviane Senna, sua irmã, foi a que teve mais importância para o
mito ‘’Senna’’. Através de doações e protocolos, a organização oferece
novas oportunidades de desenvolvimento a crianças e jovens brasileiros, tal
como Ayrton sonhava.
Passados quase 23 anos do adeus, o Rei do Mónaco é ainda lembrado
por todos.
Em 2019 prevê-se o lançamento do segundo filme em honra do piloto.
(Foto de Jornal de Notícias, edição de 22 de Janeiro de 2017)

Ayrton Senna, o Rei do Mónaco

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    Mariana Laura CarrascoRodrigues Ayrton Senna, o Rei do Mónaco No ano de 1960 o mundo recebeu um dos maiores heróis da nossa história. Nascera Ayrton Senna da Silva, o piloto brasileiro que viria revolucionar a Fórmula 1. Cedo desenvolveu a sua paixão pelos carros. Aos 4 anos ganhou o seu primeiro Kart, feito pelo seu pai. Aos 7 já treinava no kartódromo de Interlagos, em São Paulo, sua cidade natal, e aos 13 já competia oficialmente nas provas de Kart. Em 1881 o assunto tornou-se mais sério e, nesse ano, o piloto conquistou o seu primeiro título no automobilismo, na Fórmula Ford. Tornou-se campeão de Fórmula 3 nas pistas inglesas, em 1883, e foi nesse momento que começou a chamar a atenção de diversas equipas de Fórmula 1. Ainda que tenha recebido e aceite várias propostas de diferentes equipas de renome, tais como a McLaren, Williams, Brabham, foi na Toleman que o jovem de 24 anos se estreou e destacou no grande prémio do Mónaco, onde mostrou o seu talento e ganhou um grande rival, que o acompanhara nas pistas ao longo dos anos seguintes, o piloto Alain Prost. Em 1985, ao serviço da equipa Lotus, o brasileiro estreou-se em terras portuguesas, no Autódromo do Estoril, onde ganhou o seu primeiro grande prémio de Portugal. Ainda que as suas raízes fossem brasileiras, o piloto do capacete amarelo nutria um grande carinho por este país e considerava-o a sua segunda casa. Entre 1988 e 1993, Senna correu pela equipa McLaren. Ao longo destes cinco anos, a rivalidade com o piloto Alain foi-se intensificando, deixando marcas na história das corridas. Em 10 anos de Fórmula 1 (1984-1994), Magic Senna, como era conhecido, disputou 116 corridas, conquistou 65 pole positions, venceu 41 competições e subiu 80 vezes ao pódio. Tornou-se campeão do Mónaco 6 vezes. Nos anos de 1988, 1990 e 1991 foi campeão mundial.
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    Mariana Laura CarrascoRodrigues Para além da Fórmula 1, o piloto dedicava-se a outras atividades que envolviam velocidade, como é o caso de Jet-ski, motos, aeromodelos e helicópteros. A 1 de Maio de 1994, Ayton Senna participou no Grande Prémio de San Marino, em Ímola. Maio ficou marcado pelo mês da morte do piloto. A 300 km/hora, Senna perdeu o controlo do caro e despistou-se, embatendo num murro. O embate foi fatal e, aos 34 anos, a carreira do capacete amarelo chegara ao fim, tal como a sua vida. Após esta grande tragédia, o piloto foi homenageado de diversas formas, desde a inauguração de estátuas, monumentos e esculturas em seu nome, filmes e documentários baseados na sua vida, músicas e livros. Apesar de todas estas homenagens, a criação do Instituto Ayrton Senna, por Viviane Senna, sua irmã, foi a que teve mais importância para o mito ‘’Senna’’. Através de doações e protocolos, a organização oferece novas oportunidades de desenvolvimento a crianças e jovens brasileiros, tal como Ayrton sonhava. Passados quase 23 anos do adeus, o Rei do Mónaco é ainda lembrado por todos. Em 2019 prevê-se o lançamento do segundo filme em honra do piloto. (Foto de Jornal de Notícias, edição de 22 de Janeiro de 2017)