Tecidos Musculares
PROFA. ME SUZANA OLIVEIRA
Tecido Muscular
Conceituação
◦ Tecido constituído de células alongadas que
contêm filamentos contráteis.
◦ Origem mesodérmica.
Tecido Muscular
 Necessário para o movimento
 Grande qntde de mitocôndrias – ↑ necessidade de
energia - ATP
 Produção de contração
 Células alongadas
 Origem mesodérmica
 Filamentos de proteínas contráteis – grande qntde
miosina/actina
Tecido Muscular
Classificação morfofuncional:
◦Estriado
◦ Esquelético
◦ Cardíaco
◦Liso
Tipos de Tecido Muscular
Célula Muscular
Tecido Muscular Estriado Esquelético
Células muito longas, cilíndricas e
multinucleadas (núcleos periféricos);
Células formadas no embrião pela fusão
dos mioblastos;
Contração rápida, forte, descontínua e
voluntária.
Tecido Muscular Estriado Esquelético
Envoltórios de tecido conjuntivo:
◦ Epimísio: envolve todo o músculo
◦ Perimísio: envolve feixes de fibras musculares
◦ Endomísio: envolve cada fibra muscular (lâmina basal +
fibras reticulares+ fibroblastos)
Funções do tecido conjuntivo:
◦ adesão das fibras musculares
◦ somatório das forças de contração
◦ transmissão da contração a ossos e tendões
◦ alojamento dos vasos e nervos
Organização da fibra muscular
Organização da fibra muscular
Suprimento
sanguíneo
Camadas
conjuntivas
Tecido Muscular Estriado Esquelético
Considerações fisiológicas:
◦ Fatores influentes no diâmetro das fibras musculares: tipo
de músculo, idade, sexo, estado de nutrição, treinamento
físico.
◦ Exercício físico: aumento da musculatura por hipertrofia
(aumento do nº de miofibrilas) e diminuição do tecido
adiposo.
◦ Hiperplasia: aumento do volume muscular por proliferação
das células (só no músculo liso).
Tecido Muscular Estriado Esquelético
Estrutura das miofibrilas:
◦ São filamentos intracitoplasmáticos, paralelos ao
eixo maior da célula.
◦ Constituídas de unidades que se repetem: os
sarcômeros
A – anisotrópico (a luz polarizada muda de velocidade)
I – isotrópico (a luz polarizada mantém a velocidade)
Z – do alemão "Zwischenscheib” (o disco dentro da banda I)
H – do alemão “Heller“ (mais claro, brilhante)
M – do alemão "Mittelscheibe“ (o disco no meio do sarcômero)
M
Tecido Muscular Estriado Esquelético
Organização dos Sarcômeros
◦ Filamentos grossos: MIOSINA II;
◦ Filamentos finos: ACTINA, TROPOMIOSINA,
TROPONINA
Mecanismo da
contração
muscular
estriada
Tecido Muscular Estriado Esquelético
Contração Muscular
◦ O cálcio se liga à troponina
◦ A troponina libera o sítio de ligação actina-miosina
◦ As cabeças de miosina interagem com a actina
◦ Ocorre quebra do ATP da miosina liberando fosfato e energia
◦ As cabeças de miosina se flexionam tracionando os filamentos
de actina
Tecido Muscular Cardíaco
Células alongadas e ramificadas,
que se unem através de junções
complexas (discos intercalares)
Células com um ou dois núcleos
centrais
Contração vigorosa, rítmica e
involuntária
Tecido Muscular Cardíaco
Tecido Muscular Cardíaco
Características diferenciais:
◦ Possui díades e não tríades
◦ Grânulos secretores intracelulares: hormônio peptídeo
atrial natriurético (baixa a pressão arterial1
)
◦ Células miocárdicas modificadas geram e conduzem o
impulso da atividade contrátil (nodo sinoatrial, nodo
atrioventricular e feixe atrioventricular)
◦ O hormônio produzido pelas células cardíacas tem efeito oposto ao da
aldosterona adrenal, que aumenta a pressão arterial.
Tecido Muscular Liso
Células fusiformes, com núcleo único e central
Tecido Muscular Liso
Células envolvidas por
lâmina basal e fibras
reticulares
Contração fraca, lenta e
involuntária
Tecido Muscular Liso
As células musculares lisas
produzem colágeno tipo III,
fibras elásticas e
proteoglicanos.
Tecido Muscular Liso
Ausência de retículo sarcoplasmático, sarcômeros e troponina,
presença de actina, tropomiosina e miosina tipo II (enroladas).
Desmina e vimentina prendem os filamentos de actina e
miosina aos corpos densos (constituídos de α-actinina,
semelhantes à linha Z dos músculos estriados)
Não possui junções neuromusculares elaboradas, mas recebem
terminações nervosas simpáticas e parassimpáticas que
exercem controle variável conforme o músculo.
Contração da Célula Muscular Lisa
Mecanismo da contração do músculo liso:
1 O cálcio extracelular armazenado nas cavéolas é liberado para o citoplasma;
2 O cálcio se combina com a proteína calmodulina;
3 O complexo cálcio-calmodulina ativa uma enzima que fosforila a miosina tipo II;
4 A miosina tipo II se distende e se combina com a actina;
5 O ATP das cabeças de miosina libera energia para a deformação da miosina e
deslizamento dos filamentos de actina e miosina uns sobre os outros.
Regeneração do Tecido Muscular
O músculo cardíaco não se regenera: formam-se cicatrizes de
tecido conjuntivo denso nas lesões;
O músculo esquelético tem pequena capacidade
regenerativa: auxílio das células satélites (mioblastos);
O músculo liso tem boa regeneração: células com capacidade
mitótica.
Referências
1. JUNQUEIRA, L. C., CARNEIRO, J. C. Histologia
Básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2013.
2. GARTNER, L. P., HIATT, J. L. Tratado de
Histologia em Cores. 3. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2007.
3. ROSS, MICHAEL H., PAWLINA, W. Histologia:
Texto e Atlas. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2012.

2. Tecido Muscular celulas alongadas.ppt

  • 1.
  • 2.
    Tecido Muscular Conceituação ◦ Tecidoconstituído de células alongadas que contêm filamentos contráteis. ◦ Origem mesodérmica.
  • 3.
    Tecido Muscular  Necessáriopara o movimento  Grande qntde de mitocôndrias – ↑ necessidade de energia - ATP  Produção de contração  Células alongadas  Origem mesodérmica  Filamentos de proteínas contráteis – grande qntde miosina/actina
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  • 8.
    Tecido Muscular EstriadoEsquelético Células muito longas, cilíndricas e multinucleadas (núcleos periféricos); Células formadas no embrião pela fusão dos mioblastos; Contração rápida, forte, descontínua e voluntária.
  • 9.
    Tecido Muscular EstriadoEsquelético Envoltórios de tecido conjuntivo: ◦ Epimísio: envolve todo o músculo ◦ Perimísio: envolve feixes de fibras musculares ◦ Endomísio: envolve cada fibra muscular (lâmina basal + fibras reticulares+ fibroblastos) Funções do tecido conjuntivo: ◦ adesão das fibras musculares ◦ somatório das forças de contração ◦ transmissão da contração a ossos e tendões ◦ alojamento dos vasos e nervos
  • 10.
    Organização da fibramuscular Organização da fibra muscular
  • 11.
  • 12.
    Tecido Muscular EstriadoEsquelético Considerações fisiológicas: ◦ Fatores influentes no diâmetro das fibras musculares: tipo de músculo, idade, sexo, estado de nutrição, treinamento físico. ◦ Exercício físico: aumento da musculatura por hipertrofia (aumento do nº de miofibrilas) e diminuição do tecido adiposo. ◦ Hiperplasia: aumento do volume muscular por proliferação das células (só no músculo liso).
  • 13.
    Tecido Muscular EstriadoEsquelético Estrutura das miofibrilas: ◦ São filamentos intracitoplasmáticos, paralelos ao eixo maior da célula. ◦ Constituídas de unidades que se repetem: os sarcômeros
  • 14.
    A – anisotrópico(a luz polarizada muda de velocidade) I – isotrópico (a luz polarizada mantém a velocidade) Z – do alemão "Zwischenscheib” (o disco dentro da banda I) H – do alemão “Heller“ (mais claro, brilhante) M – do alemão "Mittelscheibe“ (o disco no meio do sarcômero) M
  • 15.
    Tecido Muscular EstriadoEsquelético Organização dos Sarcômeros ◦ Filamentos grossos: MIOSINA II; ◦ Filamentos finos: ACTINA, TROPOMIOSINA, TROPONINA
  • 16.
  • 17.
    Tecido Muscular EstriadoEsquelético Contração Muscular ◦ O cálcio se liga à troponina ◦ A troponina libera o sítio de ligação actina-miosina ◦ As cabeças de miosina interagem com a actina ◦ Ocorre quebra do ATP da miosina liberando fosfato e energia ◦ As cabeças de miosina se flexionam tracionando os filamentos de actina
  • 18.
    Tecido Muscular Cardíaco Célulasalongadas e ramificadas, que se unem através de junções complexas (discos intercalares) Células com um ou dois núcleos centrais Contração vigorosa, rítmica e involuntária
  • 19.
  • 21.
    Tecido Muscular Cardíaco Característicasdiferenciais: ◦ Possui díades e não tríades ◦ Grânulos secretores intracelulares: hormônio peptídeo atrial natriurético (baixa a pressão arterial1 ) ◦ Células miocárdicas modificadas geram e conduzem o impulso da atividade contrátil (nodo sinoatrial, nodo atrioventricular e feixe atrioventricular) ◦ O hormônio produzido pelas células cardíacas tem efeito oposto ao da aldosterona adrenal, que aumenta a pressão arterial.
  • 22.
    Tecido Muscular Liso Célulasfusiformes, com núcleo único e central
  • 23.
    Tecido Muscular Liso Célulasenvolvidas por lâmina basal e fibras reticulares Contração fraca, lenta e involuntária
  • 24.
    Tecido Muscular Liso Ascélulas musculares lisas produzem colágeno tipo III, fibras elásticas e proteoglicanos.
  • 25.
    Tecido Muscular Liso Ausênciade retículo sarcoplasmático, sarcômeros e troponina, presença de actina, tropomiosina e miosina tipo II (enroladas). Desmina e vimentina prendem os filamentos de actina e miosina aos corpos densos (constituídos de α-actinina, semelhantes à linha Z dos músculos estriados) Não possui junções neuromusculares elaboradas, mas recebem terminações nervosas simpáticas e parassimpáticas que exercem controle variável conforme o músculo.
  • 26.
  • 27.
    Mecanismo da contraçãodo músculo liso: 1 O cálcio extracelular armazenado nas cavéolas é liberado para o citoplasma; 2 O cálcio se combina com a proteína calmodulina; 3 O complexo cálcio-calmodulina ativa uma enzima que fosforila a miosina tipo II; 4 A miosina tipo II se distende e se combina com a actina; 5 O ATP das cabeças de miosina libera energia para a deformação da miosina e deslizamento dos filamentos de actina e miosina uns sobre os outros.
  • 28.
    Regeneração do TecidoMuscular O músculo cardíaco não se regenera: formam-se cicatrizes de tecido conjuntivo denso nas lesões; O músculo esquelético tem pequena capacidade regenerativa: auxílio das células satélites (mioblastos); O músculo liso tem boa regeneração: células com capacidade mitótica.
  • 29.
    Referências 1. JUNQUEIRA, L.C., CARNEIRO, J. C. Histologia Básica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 2. GARTNER, L. P., HIATT, J. L. Tratado de Histologia em Cores. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 3. ROSS, MICHAEL H., PAWLINA, W. Histologia: Texto e Atlas. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.

Notas do Editor

  • #2 O tecido muscular é constituído de células alongadas, que contêm grande quantidade de filamentos citoplasmáticos compostos de proteínas cujo arranjo torna possível a transformação de energia química em energia mecânica.
  • #3 Estas proteínas produzem a força necessária para a contração das células e do tecido muscular, utilizando a energia armazenada em moléculas de trifosfato de adenosina (ATP).
  • #4 De acordo comsuas características morfológicas e funcionais, distinguem-se três tipos de tecido muscular (Figura 10.1): o músculo estriado esquelético, o músculo estriado cardíaco e o músculo liso. Por serem alongadas, as células musculares são também denominadas fibras.
  • #5  O músculo esquelético é constituído por fibras com grande diâmetro, longas e multinucleadas. Os núcleos situam-se na periferia da fibra. O músculo cardíaco é constituído por células curtas e unidas pelos discos intercalares. Cada célula tem apenas um ou dois núcleos, localizados no centro. O tecido muscular liso é um agregado de células fusiformes, com um núcleo na parte mais dilatada da célula.
  • #8 O tecido muscular esquelético é formado por feixes de células muito longas (até 30 cm), cilíndricas, multinucleadas e com inúmeros filamentos cilíndricos chamados miofibrilas (Figuras 10.2 e 10.3). O diâmetro das fibras musculares estriadas esqueléticasvaria de 10 a 100 μm. Essas fibras se originam no embrião pela fusão de células alongadas, os mioblastos. Nas fibras musculares esqueléticas, os numerosos núcleos elípticos localizam-se na periferia, logo abaixo do sarcolema.
  • #9 Os músculos, como o bíceps ou o deltoide, por exemplo, são formados por milhares de fibras musculares organizadas em conjuntos de feixes. Estes são envolvidos por uma camada de tecido conjuntivo chamada epimísio (ver Figuras 10.2 e 10.4), que recobre o músculo inteiro. Do epimísio partem finos septos detecido conjuntivo que se dirigem para o interior do músculo, separando os feixes. Esses septos constituem o pe
  • #10 endomísio (ver Figura 10.4), formada por fibras reticulares e células do tecido conjuntivo. O endomísio contém uma extensa rede de capilares sanguíneos (Figura 10.5). Cada célula muscular esquelética é envolvida por uma lâmina basal (Figura 10.6).
  • #11 Os vasos sanguíneos penetram o músculo através dos septos de tecido conjuntivo do perimísio e formam uma extensa rede de capilares sanguíneos situados no endomísio, entre as fibras musculares
  • #12 O aumento da musculatura por meio do exercício se deve à formação de novas miofibrilas, com aumento do diâmetro das fibras musculares. Esse processo, caracterizado pelo aumento de volume das células, chama-se hipertrofia, enquanto o crescimento decorrente da proliferação das células chama-se hiperplasia.
  • #13 Cada fibra muscular contém milhares de filamentos cilíndricos chamados miofibrilas, que medem 1 a 2 μm de diâmetro e são paralelas ao eixo maior da fibra muscular, isto é, percorrem a fibra em sua extensão Cada miofibrila é formada pela sequência repetitiva de unidades denominadas sarcômeros, que medem cerca de 2,5 μm de comprimento e são formados pela região da miofibrila situada entre dois discos Z sucessivos. Cada sarcômero contém uma banda A ladeada por duas semibandas I
  • #15 miofibrilas são constituídas por longos filamentos altamente organizados dispostos longitudinalmente. Esses filamentos, chamados miofilamentos, são de dois tipos: finos e grossos. Nos filamentos finos predominam moléculas de actina, e nos filamentos grossos predominam moléculas de miosina II
  • #16  A contração muscular se inicia pela combinação de íons Ca 2+ com a subunidade TnC da troponina, o que expõe o sítio ativo da actina (área hachurada), que se combina com a miosina. Em seguida, a cabeça da miosina age sobre uma molécula de trifosfato de adenosina (ATP), formando difosfato de adenosina (ADP) e fosfato inorgânico (Pi), e liberando energia. Essa energia é usada para movimentar a cabeça da miosina, que traciona o filamento fino, fazendo-o deslizar sobre o filamento grosso. Esse processo, que se repete muitas vezes durante um ciclo de contração, leva a uma sobreposição completa dos filamentos de actina e miosina e ao encurtamento da fibra muscular.
  • #18 O músculo cardíaco é constituído por células cilíndricas alongadas e às vezes ramificadas, ão, portanto, curtas, em comparação com as fibras musculares esqueléticas. Apesar de essas células apresentarem estriações transversais semelhantes às do músculo esquelético, suas fibras contêm apenas um ou dois núcleos elípticos
  • #19 As fibras cardíacas são circundadas por uma delicada bainha de tecido conjuntivo equivalente ao endomísio do músculo esquelético, que contém abundante rede de capilares sanguíneos. Elas se prendem entre si por meio de junções intercelulares complexas,
  • #20  Junções que constituem os discos intercalares. Junções de adesão (A) situadas na parte transversal do disco prendem ao plasmalema os filamentos de actina dos sarcômeros terminais e unem as células, dificultando sua separação durante as contrações. Junções comunicantes (C) localizadas longitudinalmente, em que as trações são menores, possibilitam a passagem de íons de uma célula para a outra, facilitando a propagação da despolarização da membrana, que promove a contração muscular.
  • #21  as fibras cardíacas As tríades (túbulo T + duas cisternas de retículo sarcoplasmático) não são frequentes nas células cardíacas, pois os túbulos T geralmente se associam apenas a uma cisterna. Por isso, ao microscópio eletrônico, uma das características do músculo cardíaco é o achado de díades, constituídas por um túbulo T e uma cisterna do retículo sarcoplasmático. As fibras cardíacas apresentam grânulos secretores (Figura 10.23) recobertos por membrana, medindo 0,2 a 0,3 μm de diâmetro e localizados próximo aos núcleos, na região do complexo de Golgi. Esses grânulos são mais abundantes nas células musculares do átrio esquerdo (cerca de 600 grânulos por célula), mas existem também no átrio direito e nos ventrícu
  • #22 O músculo liso é formado pela associação de células longas e fusiformes, mais espessas no centro e afiladas nas extremidades, com núcleo único elíptico e central (Figuras 10.27 e 10.28). O tamanho da célula muscular lisa pode variar de 20 μm, na parede dos pequenos vasos sanguíneos, até 500 μm, no útero gravídico
  • #23 As células musculares lisas são revestidas por lâmina basal e mantêm-se unidas por uma rede muito delicada de fibras reticulares (Figura 10.31). Essas fibras prendem as células musculares lisas umas às outras, de tal maneira que a contração simultânea deapenas algumas ou de muitas células se reflete na contração do músculo inteiro.
  • #24 Além da capacidade contrátil, a célula muscular lisa pode também sintetizar fibras reticulares formadas por colágeno do tipo III, fibras elásticas e proteoglicanos. Quando está em intensa atividade sintética, essa célula apresenta o retículo endoplasmático granuloso desenvolvido.
  • #25 no músculo liso, pelo menos parte da molécula de miosina é composta de isoformas diferentes daquelas presentes em músculos estriados. Os filamentos de actina se ancoram nos corpos densos do citoplasma e nas placas densas situadas junto à membrana (Figura 10.33). Os corpos densos têm várias proteínas, entre as quais se destacam as de filamentos intermediários – desmina e/ou vimentina –, além de moléculas de α-actinina, uma proteína que ancora filamentos de actina em diversos tipos de células do organismo. Os filamentos de miosina formam pontes entre os de actina (ver Figura 10.33). Esses conjuntos de actina e miosina, juntamente com os corpos e as placas densas, constituem uma rede tridimensional que ocupa todo o citoplasma da célula muscular lisa. O deslizamento dos inúmeros filamentos de actina sobre os de miosina provoca o encurtamento das células, isto é, sua contração, pois actina está ancorada nos corpos densos e nas placas densas da membrana plasmática.
  • #26 A contração desses filamentos se transmite à membrana plasmática, diminuindo o tamanho da célula. Devido aos mecanismos que unem as células musculares entre si e ao tecido conjuntivo que as envolve, a força da contração individual se soma à contração de todas as células do músculo.