Maio/  Junho de 97

Ânus 1/ Númerus 3

A AJFLÉTICÀ;  
PRJIWAÀTIZADAÀE
com letrinhas)

EDU ÔRIAL

Tá bom,  tá bom. .. nós admitimos que demoramos um

pouquinho. .. masyeja bem (Amaury? ), agora...
b. .

_o

que couve
michele 96d

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

   
   
   
 

 
   
    

col ^ n i d
fg ri aa e

FOI FANTÁST...
m. 
H. 
M_
E. 

rodo e nas
1- ADSORÇÃO
Num primeiro momento. .. o nada. 
O perigo iminente,  ronda presente
Em forma crístalizada. 
Aderíndo-so quimi...
Biólogos nazistas:  Redundância? 

Não conheço teoria cientifica mais
polêmica que a Evolutiva_ A extensão de
suas interpr...
Nwnmnm.  minha idéia principal e' euimulu discussões sob: : cinta».  No númcxv
min-im»,  quzndo falei sobre 2001, acho que...
(Ueja bem,  este não é mais um

daqueles textos sobre a perda da alma
gêmea ou complexos de infância que
tornaram vazio o ...
llrngmair
D

ixando de lado os necrológios,  apesar de que
neste mês duas importantes personalidades do cinema: 
os direto...
Política e poesia

 

Digão Travitzki,  correspondente em Brasília

Vi a maior e mais legítima salada da minha

vida.  Não...
Victor

e 'IIIIIMITES
BEST¡ llllllSIl

Um certo senador da República
entrou com uma Proposta de
Emenda Constitucional (PEC...
z.  . x. 

; Divingmy love 

Enquanto todo mundo fala de futebol,  eu
estou aqui para falar (ou melhor,  escrever)
sobre u...
Desde o inicio do ano de 1997 têm sido
realizados encontros semanais de alunos
interessados em assuntos de ciências ambien...
ÍNDIOS BRASILEIROS

No feriado do dia do traballio dois
amigos me convidaram para um programa
: atípico:  fazer nun trabal...
f

rfíataya com

Fábio Vanini

omaha

 

Ze' Limeira:  profeta original ou trovador insano? 

Ápeçõ fundamental de uma fun...
leilão de Privatização

~ atlética

OAB resolveu seguir as tendências do neoliberalismo

marcante do governo de Femando He...
r

    

rt,  pfnrãiazr;  _ _
rcesuzran 


  t  'r *

r" 'r'
' "ri. 
ii

,  .

 
  

 

 . _ 'fiuçàglf-, g 1K
 .   

LIVRA...
Com vcê9.. .o mundo

  

N avo. Tudo novo.   assim o mundo que encontramos
quando entramos na universidade.  O esquema das...
wc (wtf

; iikiispaáccdichñndhoodi i
t_ Marillionf *

Quando fui ao 2o Hoolywood Rock em 89 nu Rio,  aquele em que os
Enge...
Manari-ro REFLEIÇÍVO no ALLAN (n)

Samua.  LEE : causou ¡ BMXSsTAHÍQ, 
DA JÂcK Ksmouàoís OuAKTt-? T

NO ¡us-mm-a : :zm-o E...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Papel com Letrinhas n.3

366 visualizações

Publicada em

Fanzine publicado pelos estudantes de Biologia da Unicamp em 1997.

Publicada em: Mídias sociais
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
366
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Papel com Letrinhas n.3

  1. 1. Maio/ Junho de 97 Ânus 1/ Númerus 3 A AJFLÉTICÀ; PRJIWAÀTIZADAÀE
  2. 2. com letrinhas) EDU ÔRIAL Tá bom, tá bom. .. nós admitimos que demoramos um pouquinho. .. masyeja bem (Amaury? ), agora saiu o seu mais novo “Almanacão de férias”, um legítimo papel com letrinhas, mas sem Seu tamanho avantajado foi concebido especialmente para leituras na rodoviária, praias desertas_ ou Festivais de inverno de Ouro Preto. .. Se você não vai viajar para nenhum lugar destes, não Almanacão, para aquelas fique tristinho: ainda bem que saiu o ' emocionantes corridas de coisinhas em geizinhos (quem será que vai ganhar? )ll! Cumprindo sua função de imprensa oñcial do lB, este periódico vem suscitar (perguntem pro BZ o que significa ' político-filosóficas do nosso mundinho sobre as atualíssimas questoes Atlética privatizada, ou continuar como "Privatize já", vote globalizado: deverá ser a ? ?? Se sua resposta for patrimônio público lbeniano a favor da privatização do Papel com Letrinhas no próximo número. Estamos muito satisfeitos com as milhares de contribuições que e semestre. Com tantos temos recebido, mesmo neste atolado final d conhecidos ilustres colaboradores, estamos ficando internacionalmente em todo o Brasil, incluindo Curitiba, Brasília, Londrina, Guaratinguetá, Brodowski (? ), e a casa da mamãe. Por isso, aproveitem as férias para escrever quilos de artigos pra edição de agosto. Vocês podem ficar ricos e famosos. Enquanto isso, leiam, e logo existam. ' Os editores: Pedro, VlcTor, Fábio Vcnlni, Allan, Digão e Horácio. Diagramação: Renata NíTTo e Bill i 5 A lN GiEN U lDADE BATMAN lP<
  3. 3. b. . _o que couve michele 96d col ^ n i d fg ri aa e FOI FANTÁSTICO! ! Sexta-feira, dia 25/04/97 a Biologia parecia uma colónia de férias. Tudo começou com a idéia do campeonato de truco. .. Com dez duplas inscritas, a primeira rodada do campeonato estava marcado para começar às 4 horas. Assim que cheguei na cantina para distribuir os baralhos, percebi que o clima já era outro. ..sexla-feira. cerveja, outono, gramado. E o campeonato começou. As duplas enfrentaram-se em melhor de três partidas. e tinha jogador bêbado ( dá-Ihe Tati), jogador quieto, pensativo, jogador sorrindo, jogador esnobe, jogador escandaloso. Enfim, em todas as mesas, ao lado do orelhão. havia biólogos, uns bebendo cerveja, outros jogando truco. Mas se você olhasse para o gramado. veria um FUTEB| O mais cheio de jogadores do que nunca, e, logo ao lado, uma rodinha de vôlei. Bem mais perto, uma galera sentada no gramado, conversando e curtindo a terra. Meio bêbados. meio empolgados, uma roda de cerva e rock'n roll, ria das mirabolantes histórias do grande biólogo André Jenssen, mais conhecido como Espiga. Foi assim. .. cada um na sua e curtindo a tarde de sexta-feira, movidos pelo espírito de união do Instituto de Biologia. FOI FANTÁSTICO! ! vamu jureiá! ! A viagem para Juréia aconteceu no feriado do dia primeiro de maio; com base em cerca de 70 pessoas (não confie nesse númerol), saímos da Bio. Depois de uma longa viagem (e bota longa nissoll), chegamos ao paraíso. Já na estrada de terra que dá acesso à Barra do Una, podíamos observar a beleza natu- ral do lugar. Acampamento montado. Durante o dia ticávamos na praia, praticando esportes “praianos”. ou fazíamos trilha ou sei lá mais o quê. O almoço era muito born. e a galera lariquenta perdia um bom periodo do seu dia com ele. Toda noite rolava fogueira, violão e urnas batucadas e funkíes estranhos na praia, tais como: “Eu tenho 19 anos" e Usina, ambos de autoria desconhecida (pelo menos lá). ..o céu era perfeito, com direito a muitas estrelas cadentes e até ao cometa de duas caudas. O vareta era praticamente o bixo mais pobre da Juréia. Aconteceu uma gincana, organizada pela Glenda e pelo Silvério, com 4 equipes participantes. A5 provas variavam desde simples integração até coleta de lixo e gravetos para a fogueira. O desfecho foi cômico; cada equipe tinha seu grito de guerra (Amarelo, amarelo, vai ganharlll! ) e a equipe campeã foi o amarelo. como uma cena engraçada, posso contarda cara da Ana (950), quando viu que sua barraca estava em cima do ônibus, horas antes de irmos embora. Bom. acho que é isso. Foi uma viagem inesquecível!
  4. 4. m. H. M_ E. rodo e nas
  5. 5. 1- ADSORÇÃO Num primeiro momento. .. o nada. O perigo iminente, ronda presente Em forma crístalizada. Aderíndo-so quimicamente A ligação estáformada. ~1r- PENETRACÃO instantes depois. .. à invasão. É injetado o mensageiro o Que ataca ceneiro Sem qualquer obstrução. m: ECLIPSE *Toda a herança hidrolisada. ; Formado dc irmcontrole pirata; i ' v Põe-se a á; cngrcnagem, a De : rm maquinário preciso; l 'Tm-Sc íní°í° ? montagem f. . ' _D9 inimigo. ' . _ IV- LIBERAÇÃO¡ _O hospedeiro ; Não resisto ao imosor ÍE numa explosão dor_ - i0 veneno éiiberado. ; ~ Ívciláuoolt/ _Iãoháiio maio¡ ' r CICLO LÍTICO EU, www-HAS FlLH/ átsiispicscorw C emo dia acordei com umas feridínhas pelo corpo. Pareciam picadas de mosquito. mas' coçavam muito. Nos dias seguintes, essas feridas inflamaram e começaram a soltar um liquido estranho (sim, vomítem. mortais! ) Comecei a ficar preocupado e decidi procurar um medico. Apos três tentativas frustradas consegui atendimento no CECOM. O médico, com um certo ar de tédio. fez meia dúzia de perguntas e por fim pediu que eu Ievantasse a camiseta. Olhou os ferimentos por mais ou menos cinco segundos, a uma distância de um metro, e pareceu dar-se por satisfeito. sentou-se e rabisoou na guia o cüagnóstioo: Streptococus. sem mais explicações, receitou-the um antibiótico e disse que se não desaparecem os sintomas eu teria que tomar uma injeção de benzatacil. Falou pra eu imitar em quinze dias e mandou chamar o proximo paciente. O tempo foi passando e nada do remédio (que custou 50 reais) fazer efeito. Ao contrário. oquadro apenas piorava. O tal líquido (ecat) meiecava diariamente minhas camisetas. o que me incomodava muito. Voltei na data marcada e, com a mesma índrferenp de antes, o distinto doutor ouviu minha história. Olhando apenas um dos ferimentos. por menos tempo e a uma distância maior, encaminhou-me para uma enfermeira, que me aplicou a dolorosa injeção. Cinco crias depois eu ainda não sentia nenhuma melhora. Tomava três banhos por dia. Por minha conta. fazia curativos com gaze e uma pomada. Já estava ficando desesperado. Que bactéria era aquela que residia às mais poderosas armas daaiopatía? Andava cáaisbabto peio IB, ñquei um tanto deprimido. E nada U m belo dia, ao tomar banho, reparei em algo rrlexendo-se pra fora da ferida. Pus a mão e esse algo voltou pra dentro. Não acreditei. Espremi e, pra minha surpresa o troço foi saindo, saindo, cada vez maior, com cabeça, um corpo gordo e branco, cheio de (letrinhas pretas (nova sessãodevómítoe). Era uma BERNE. Isso mesmo. UMA BERNE ENORME. BEM NUTRlDA E PROTEGIDA COM ANT| BIÓTICOS para o caso de qualquer infecção bacteriana que ela pudesse ter enquanto habitava meu corpo. De¡ luz a mais oito saudáveis larvinhas que saíram dos ferimentos restantes. Tenho certeza que, com um exame minimamente atento. não deve ser nada dificil pra um médico, mesmo que seja novato (o que não era o caso), identificar um caso de borne. Gaste¡ dinheiro à toa com remédios, tomei uma injeção à qual eu poderia ser alérgica, fiquei excessivamente preocupado. tudo por incompetência e. principalmente, descaso deste médico. O maistriste de tudoé queistonão é umcasoisotado no CECOM. Quando se torce o pe', nada de radiografia. O médico nem encosta a mão no seu pé. diz que não quebrou e manda tomar um anti- inflamatório. Só pra citar mais um caso escabroso: O Piriquito deu entrada no HC passando muito mal. após ter passado a noite num hospital do centro tomando Plasil na veia. A médica simplesmente disse que não era nada, pra tomar mais Plasil que melhorava. Antes de chegar em casa. o Piricasjá tinha posto o remédio pra fora. Fomos para o hospital do centro e, após os exames adequados. ele foi imediatamente irrtemado para operar de apendicite. Há vários outros casos. 0 Xaxa' perdeu parte dos movimentos de um dedopor um provável errado metido, o Digãoteve uma inner-nação no dedão agravada ao ir trará-ia no CECOM, e isso só de três anos pra cá e com pessoas próximas a mim. imaginem o que deve acontecer diariamente. , Não vou entrar no mérito de como as coisas funcionam no CECOM, mma se seleciona quem trabalha lá. Não vou também discorrer sobre a situação da saúde no Brasil. Só se¡ que sa situação já melhorada muito se todos os médicos tivessem amor à profissão. Não se¡ o porquê dessa indiferença, dessa falta de responsabüidade no cotidiano profissional. Só sei que eu posso estar morrendo mas não volto mais ao CECOM. Nem a pau. Pedm
  6. 6. Biólogos nazistas: Redundância? Não conheço teoria cientifica mais polêmica que a Evolutiva_ A extensão de suas interpretações tem causado comoção ao longo de décadas. No meio acadêmico, ainda hoje encontramos alguns vigários alardeando seu suposto absurdo, questionando mesmo que os grupos taxonõmicos surgem a partir de uma espécie ancestral. Tal empreitada normalmente se concretiza com base num arsenal de desinformação, informações incompletas, má fé e, obviamente, preconceito. Um pressuposto também utilizado é que os biólogos são seres destituidos de inteligência e que passam por cima de conceitos elementares da quimica, da fisica e lógica, além de fraudes de dados, para sustentar suas teorias. A argumentação anti-evolutiva invariavelmente se dá em favor do criacionismo bíblico, o qual normalmente é velado. Não é intenção aqui defender os lundamentos do pensamento evolutivo, hoje a teoria uniiicadnra da biologia, para isso basta citar um contemporâneo: “ma afirmação de que organismos desc-andem, com modificações, a partir de ancestrais comuns - a realidade Izistórica da evolução - não é uma teoria. um falo, tania quanto a faia das revoluções da Terra ao redor do Sol. A 'Teoria Evoluiiva é um Ariovaldo A. Giaretta Pós-graduação Ecología conjunto de afirmações interligadas . sobre . s-releção natural e outros processos que. conforme . ve pensa. (Jausam a evolução. .."(l*utuyma, 1992 - Biologia ljvolutiva). O último devoto do criacionismo que por aqui esteve não se destacou pela originalidade da salada-de-frutas tomadas como argumentos, porém, me deixou perplexo por algumas citações acusatórias. Quando devidamente estimulado revelou que sob o superficial deboche havia rancor reprimida. Corn referências emlicitas a Hitler classificou os evolucionistas como propagadores da ideologia nazista Uma acusação dessas afrontaria a moral de pesquisadores que se dedicam à compreensão do fenômeno evolutivo, e mesmo dos não-profissionais que o entende e aceita; só não chega a tanto dada a insigniñcância da fonte. claro que somente uma pessoa tecnicamente desinformada, com mente estreita e com visão lateral obliterada por literaturas doutrinalórias pode lazer daqueles desesperados que viram seus dogmas soterrados por talos científicos. Do ocorrido só resta lamentar, e ter em mente que, para opinião pública, o barulho que vem do subterrâneo pode indicar que cntcrramos o doente vivo_
  7. 7. Nwnmnm. minha idéia principal e' euimulu discussões sob: : cinta». No númcxv min-im», quzndo falei sobre 2001, acho que uonrsccn um pouco inn. (um alguna: pessoa fundo comentarios sob: : a colina Assim scmlo. uma mêswu raw sobre um Ein: : qu: : também 6 cuuiizndn mmobn-pri-rm clíssiudn einen¡ z A Mara doMuldade. de Olson Welles 0957). O grand: : Chacal). QM andar¡ pull límvp¡ após o sunga) d: Cídadin Kgne (1941) (mnsídmdn em mins mma: : d: cínnsus e cinéfilo: mm o nnlorñlrmjí : aliado em Imln: os tempos), voltou an: estúdios nude-mudamos em ganda: csúlu. El: dirigi: s: atua (Lll qual Cidadão Kane). mlbos eum grande destaque. Ele havia atuado tmnbénx em O Terceiro Hmncm, dc Caml Read, outro clássico. Conseguiu transformar umu simples história policial m! um tilme com cenas Incmurúvcis. Eis o roteiro: NLuna cidadtzinha dc fmntcira entre México c Estados Unido; and: s: : encontra o casal Mika: Vargas c Susan (Charllnn Hcslm e luncl lzígh). ocorra uma explosão cm um cano, ond: estava um dos homem-fortes da regíüu, que morna. Vargas. que é policial. se envulvc nas investigações, c esbarra na Mfüãñnciü. desmspeilv = Mimo (clc cr: mexicano) do xerife locaL lImk Quinlan (Orson Welles. gordo como um porco). Vargps vn¡ pcrccbcndo que Quinlan e' um cúpula. . que esconde umas provas c cri¡ mu: : em vir-los caos. Pulém ele nada pode fizer. o 135.11* : and: nu passou d¡ negão. Após ver nu mulher eumlvida por Quinlan c Tiv (Inn-li (nzànínnso d¡ mgíia) : am pane d: drops Vugzs perde a cnbcç¡ c faz tudu pan prova¡ que Qninlul ai: prova e em manipulado o caso. N¡ «quê-mia 13ml. portanto». d. ; pçuaguiçín = traição, Quinlan : aroma a morte c Vargas : venceram n su¡ mulher. Ãaéâmaéâ Análise + Comengjos: AMM: : da Mnldndu (Touch ofEvil) num¡ como um bom cintura podZ um¡ oh¡ O Elma: é bísicn, l história É manjanh. *mas o rmdo como é lzvuh irlmtvssinu Orson Welles entorno aquele poli-till sórdído; Chulton Hcston : numa ¡qnele polizinl éliw e honesta. A timer: nl¡ sauna patente, não da' Régia, u ritmo é alwinmle. A seqnâoci¡ inicial do Elm: làmíom como um¡ naeúfon de tnnitns ouros. A : insert vai passando por uma nu. and: encontra um casal fclíz. abraçado (Vaga c Susan). Scguv-os inn pouco pel¡ calvpdn. vai pm m¡ and: :neuem um tam¡ (calle est¡ o human farta d¡ reg-ía). 'Também n segue um pouca, valia par¡ n nal; e Issirnvai. Enquanto kw *do passado os créditos. De repente o casal piu c s: beija. enquanto. qunsc que sinmltunrmnlc. o carro explode. 'Nado 'um inqrrzssiunanlcnwnle sena-mamas! ! En¡ uma: palavras: ns 5km: : sc ¡llnnun no deem-ter dahislúrí¡ num-anula nv-¡ihs e açõcs de grupos de penonlgens distintos (o uno, o cmi). Após a sequênzüdoe (nos. j¡ nn (mal da história. run com cpcíxonulo ñcajnmo_ cnqumto nlgo bonuhístico ¡connccc (o beijo. I explosão) (Why: xwncuutn su¡ mulher. Quinlan ranma). lisa¡ e' n sinta-se das história d. : muitas filmes : americanos principalmente, mu ¡xowue nim, muito¡ europeu também. . I'm css: : c aulas que din-m qu: 0mm Welles inaugurou um¡ nov¡ eu dn cinema rrxldzmo: :en d¡ nnnplícidad: ¡ma! 56511610301. 668d: CÍÃOÕÕO KIM. E lunbêmé po( isso qu: muitos ooonsidtnmum dos nnioxcs vincula: d: todos os lunyus (atum: imlim nem lista). .. (por um) Pilanu-as 8:» Picaretas Dia . desses, indo à banca, procurando sci lá qual gibL encontrei um manual de pesca, chamado, se não me engano, “Vamos Pescar". Comprei, porque estava baratinho, c também por gostar de pesca Fiquei decepcionado. Um pouco, por llãO acrescentar nada à minha para¡ cultura pesqueira, pois as tais dicas de equipamentos e técnica: pareciam mais uma conversa dc bêbado do que conselhos sérios sobrc pesca esportiva. O que me deixou realmente chateado. c até um pouco Icmcrom, foram as infonnaçõcs biológicas, não só dos peixes, mas de outros animais que podemos encontrar numa pescaria, tais como cobras. Os primeiros socorros Sugeridos cm caso dc acidente oñdico são realmente pcrigosos. Não pretendo citar todas, ou sequer lhzcr um sumário das besteiras ditas pelo autor_ um tal de (íedenne Nlalagola, que não deve ter consultado nenhuma literatura a não ser para copiar, e muito mal, as ilustrações. Fica, porém a pergunta: qual a responsabilidade (lc quem escreveu tanta bobagem? F. da editora, quc pulo jeito nem imagina o que signifique a expressão "revisão técnica"? Sc pensarmos que é um manual de preço popular, vendido cm bancas dc jornais e consumido por público leigo. a coisa complica ainda mais. C rcndices e inverdades transmitidos por tradição oral já são di tlccis dc sc dcsmiliñcar, c uma publicação desse lipo chega a ser criminosa. Como os profissionais biólogos ñcan¡ Ilcssd história? Simplesmente não ficam. Tente publicar uma coluna de horóscopo por aí_ sem ter curso (lc astrólogo para ver o que acontece. li o incrivel é que astrologia é um conjunto dc bobagens que não merece sequer a claesiticação de pseudociência_ csculhambação pura e simples. Se até a classe dos charlatães sabe defender seus interesses melhor que a nossa. algo está errado. Vamos acordar, cambada! Na dúvida_ é melhor tiver também um curso dc astrólogo.
  8. 8. (Ueja bem, este não é mais um daqueles textos sobre a perda da alma gêmea ou complexos de infância que tornaram vazio o coração do autor. Isto não vem ao caso. A nossa pretensão é relatar algum conhecimento cientifico sobre o assunto, transmitido a alguns minutos, que talvez elucide algum mal entendimento que tenha perdurado durante a história da humanidade. Na verdade, estes tipos de verdades não são exatamente metas a se encontrar, mas muitas analogias nos elucidam melhor o mundo que a melhor das explicações abstratas, cheias de nominhos complicados e burrocracias em geral. O titulo veio de uma aula de fisiologia humana sobre o sistema circulatório. Quando o vimos escrito na lousa, logo nos veio a idéia da falta de amor, do vazio no coração. Esta, porém, não foi muito bem aceita pela Dra Profa, pois piadinhas só atrapalham a transmissão de conhecimento. Perceba que a palavra construção, amplamente utilizada pelo recém falecido Paulo Freire, não foi mencionada. No caso, o que a ciência nos disse, através da mencionada senhoura, foi que o débito se constitui no "volume de sangue bombeado pelo coração em um minuto'. Por si só, isto não significa nada, mas a não signiñcação e' uma tendência geral das coisas por si sós. Sendo assim, qual seria a razão, o sentido da vida de um coração? Como dizem por ai, ele serve para fazer com que o sangue, o nosso ñuído da vida. seja igualmente distribuído por todo o corpo lisiológico humano. O coração se enche de sangue. tica apertadinho, aí Débito Carõiaco Diário recebe uma energiazinha extra da medula. que o estimula a mandar o sangue para fora dele mesmo, num altruísta gesto de esvaziamento interior. Este é o causador maior do débito cardíaco. Em outras palavras, o coração está na dele, paradinho, tranquilo consigo mesmo, até que recebe uma grande quantidade de gasolina fracamente impulsionada. Aquilo seria suficiente para que ele continuasse vivendo, na dele e tranquilo, por um bom tempo. Mas sua vida é outra, pois o coração sabe (ou talvez a medula) que o Corpo Fislológico Humano depende dessa gasolina, e uma nova impulsão é necessária. Sua vida é esvaziar-se, dar tudo de si para encher- nos de energia renovada. Um etemo débito de um crédito constantemente recém recebido. Embora a maioria não se tenha dado conta, entorpecidos pelos conceitos científicos que seriam requisitados na prova próxima, este é o coração. E não sei se devemos ficar deprimidos por sua vida em busca do vazio inalcansável, devido à sua própria força, ou felizes pelo seu sacrifício em nome das outras partes do corpo, que podem agora exercer as suas próprias vidas. Terminamos assim os nossos devaneios sobre o débito cardíaco com agradecimentos especialissimos dos dedos, das maos. dos pés e seus próprios, da boca e suas papilas, fígado, cérebro e. principalmente, das regiões situadas entre o umbigo e as coxas. Obrigado do fundo do coração_ Usaremos o nosso crédito! (Íi-yifto ? favoritismo
  9. 9. llrngmair D ixando de lado os necrológios, apesar de que neste mês duas importantes personalidades do cinema: os diretores Bo Wildeberg e Marco Ferrari, tenham deixado este mundo, resolvi escrever sobre alguém ainda vivo, apesar do esquecido (duas coisas que andam juntas no mundo artístico). Ingmar Bergman, um dos mais influentes diretores da história cinematográfica, hoje com 79 anos, andava um pouco esquecido por seu meio artístico, quando este ano recebeu a Palma das Palmas na 50a. Edição do Festival de Cannes. Bergman, depois de um início de carreira tumultuada, sendo ignorado pela critica e público (tendo filmado nove filmes publicitários para sabonetes para saldar suas dividas), obteve grande êxito durante o Festival de Cannes de 1955. quando uma de suas raras comédias: “sorrisos de uma Noite de Verão', recebeu elogios do lendário Cahiers du Cinéma, revista de critica cinematográfica de onde surgiram alguns dos maiores diretores da Nouvelle vague francesa (Jean-Luc Godard, François Truffaut, Jacques Rivctte, Claude Chabrol). alem de ter sido um grande sucesso de público. O sucesso de “Sorrisosm” em Cannes, projetou internacionalmente sua carreira, marcada por filmes memoráveis e por premiações internacionais: Cannes. Veneza, Berlim. .. Seus filmes "A Fonte da Donzela" (1959), "Através do Espelho" (1961/2) e "Fanny e Alexander" (1982) receberam o Oscar de melhor filme estrangeiro. Tornou-se famoso por seu "Cinema de Câmera": um cinema de poucos atores, poucos cenários e pouca ação, nos moldes teatrais. Dotado de uma sensibilidade incrível, foi um grande diretor de atores, conseguindo extrair, deles. desempenhos memoráveis. Legou às mulheres. o papel central de sua obra. mostrando o mundo sob o ponto de vista feminino. Tornou-as personagens profundas, com grande dimensão psicológica, enquanto personiñcou o homem de fomia estilizada (excessão feita nas vezes em que se retratava de forma autobiogrática, como Jof, em “O Sétimo Selo" ou Alexander, em "Fanny e Alexander") Desde uma traumática experiência em sua juventude, quando foi simpatizante fascista, evitou a temática politica c social. Ao contrário, fez lilmes sombrios voltados para a solidão humana, sua inveja, intolerância, e suas dificuldades de convivência e comunicação. Fez da construção de cenários, uma atividade minuciosa, calculando milimetricamente cada item a ser focalizado por suas lentes. O uso criativo da fotografia e a beleza plástica de seus filmes foram também suas marcas no cinema. . A influência de seus dramas existencialistas podem ser encontrados no cinema francês dos anos 60, no novo cinema alemão (Fassbinder, Herzog), nos obscuros ñlmes de Antonioni ("A Noite", “Deserto Vermelho") e até nos dramas de Woody Allen. Depois de um processo por sonegação de impostos de renda em 1976, começou a perder a motivação pelas filmagens. Após filmar 'Fanny e Alexander', seu "testamento", recolheu-se ao teatro, sua grande paixão e atividade que exercia conjuntamente com o cinema, tendo inclusive, de 1963 a 1966 dirigido o Real Teatro Dramático de Estocolmo. A reputação criada ao seu redor, de cineasta "difícil", serviu somente, para que, sua obra no Brasil seja encarada como um artigo de exibição em cin- emas 'de arte", dedicadas a um público mais "intelectualizado". Pelo contrário, a obra de Bergman é universal, e traz a preocupação que o diretor tinha de sempre ser entendido pelos espectadores. Bergman sempre rejeitou o cinema feito para grupos restritos e elitistas, e sem pre buscou renovar- se, evitando fazer filmes que fossem sempre filmes “a Bergman”. Vários de seus filmes, inclusive os mais expressivos. estão disponíveis em video, e assistir a um filme de Bergman e, no minimo, uma experiência interessante, embora, nem sempre agradável. Dênis
  10. 10. Política e poesia Digão Travitzki, correspondente em Brasília Vi a maior e mais legítima salada da minha vida. Não sou muito chegado a legumes ou verduras (só a florzinha do brócolis). Mas naquele dia, a salada, tal como mistura, se mostrou bastante rica e saborosa, Conversamos com sem-terras, índios, advogados, artistas, metalúrgicos, pro- fessores e estudantes, que tinham a insatisfação como único ponto em comum. insatisfação pelo salario, a venda da Vale, os filhos, o futuro do Brasil, a existência humana ou a derrota do corintians. Fosse qual fosse a desculpa, a culpa só poderia ser de uma pessoa. Olha, naquele dia deu pena do FHC, da sua orelha direita, sua mãe, sua família ou qualquer espécie de agregado. Fiquei me perguntando o que tinha mobilizado tanta gente diferente para uma cidade alienígena, coberta de discos voadores, longo de tudo, seca e quente (logo em seguida fria e molhada), e onde milhares de pessoas se esparrama tanto que ficam parecendo só umas quinhentas. Pensei, então, comigo mesmo : '0 que eu tô fazendo aqui'? '. O que sensibilizou tanto o Brasil, em toda a sua salada biocliversa? Naquela quinta inesquecível, 17 de abril, Sabemos que já é bem complicado convencer um lavrador a largar sua enxada para conversar com você durante algumas horas. Imagine então o poder de persuasão necessário para provocar um fenômeno desse calibre_ E acredite ou não, ele aconteceu. Eu acho isto extremamente impressionante, e causa suficiente por si só_ mas não creio que apenas esse lado da coisa chamaria tanto a atenção do povo brasileiro (embora devesse). O brilho nos olhos de todos que lá estavam e a estranha atmosfera no ar sugeriam um tom de divino-artístico naquele dia. Desde os tempos mais remotos, o que mais encanta o ser humano (fora mulheres, dinheiro, poder_ desejo sexual pela mãe, etc) e a beleza, a poesia das coisas. E não há nada mais politicamente poético do que cidadãos trabalhadores andando à pé milhares de quilómetros de terra brasileira, rumo ao centro da geografia e do poder nacional, para reclamar a terra que não vem há quinhentos anos. Que poesia! ! E creio que você, assim como eu e todo o Brasil, percebe facilmente a beleza de um momento histórico como este. sem brigas nem falsidades (na medida do possível, é claro). Aprendamos algo com isso: vamos ocupar os departamentos do IB e os institutos da UNICAMP! !! MOMENTO REFLBY í v0 Do o HLLRAÍ ( PARTE Í)
  11. 11. Victor e 'IIIIIMITES BEST¡ llllllSIl Um certo senador da República entrou com uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) no senado federal. Seu projeto consiste na instituição de pagamento de mensalidades pelos estudantes de nivel superior, em primeira instância das universidades federais (a de Tocantins já foi privatizada), e posteriormente das estaduaismor exemplo a Unicamp). Ele defende a sua proposta com um arumento básico: os estudantes não pagam o ensino superior porque a regra é NÃO pagar, mas se eles tivessem oomo, ficariam felizes em fazê-Io. O fato de eles usufruirem de educação pública é, segundo o senador. um absurdo. Rebatendo esse argumento, são previstas em lei maneiras de se fazer doações e contribuições para o ensino superior, portanto os estudantes TÊM como pagar, se quiserem. E o povo da genética está com nova linhagem¡ de idéias na BG-BSO. As mutaçõcs aconteceram nas aulas práticas do diurno. cuja a proposta e' dar uma idéia ao aluno do quc clc corrc o risco de fazer por resto da Iida sc optar por esta área. Como colocou Gonçalo G. Pereira › (DGE). “Essas aulas práticas são mais do quc um estágio e menos do que uma iniciação científica". A classe foi cn , cd um deles vai ao laboratório desenvolver um projeto, esperando chegar a algum resultado. E essa espera tzi conseguindo ativar a O empolgasc cm muita gente. Genética causando empolgação ? Parece até ntilagrc, pois a negada 96D Para nos deixar ainda mais preocupados. na quarta feira (21) faltavam seis (6) assinaturas de senadores para que a PEC fosse votada em regime de urgência no Senado. Uma coisa é unanimidade entre os estudantes: é dever do estado fornecer educação gratuita para os alunos. E isso está escrito na Contituição Federal. Com o intuito de realizar um ato de repúdio a essa proposta absurda, o DCE da Unicamp e os Centros Acadêmicos de várias unidades organizaram uma paralisação dos estudantes para o dia 21 de maio, quarta feira. Entrando um pouco mais no IB, houve uma assembléia na terça feira (20), conjunta de estudantes da Enfermagem, Medicina e Biologia; para decidir o que seria feito no dia seguinte e informar aqueles que não estavam muito por dentro do que estava acontecendo. Membros do DCE passaram uma programação para nós. das atividades que seriam realizadas na manifestação. Ocorreriam debates nas diversas unidades, entre alunos tava muito decepcionada com o quc foi a nossa genética l_. e agora essa mesma negada tá voltando a sc interessar pela coisa. A mágica foi a proposta de um objetivo. quc incentivou o aluno a polimerisar um meio dc alcança-lo. gastando ATP c muitos neurônios e aprendendo com isso. Sendo assim, as aulas práticas deixaram de ser dentonstrativas. Acredito que todas as diciplinas podem ser oferecidas com qualidade, e acrcxiitou nisto também Ana Maria. responsável pela diciplinu, que após perceber que tinha alguma coisa errada, entrou numa de reestruturar a genética II, às custas dc muito trabalho, reuniões c discussões. E nós estamos sendo cobaias deles. Talvez ainda tenha muita coisa pra melhorar, mas já melhorou bastante. Quanto as outras diciplinas, se tiverem um pouco de organização. planejamento c boa vontade. já é um e deputados: e uma assembléia geral dos alunos da Unicamp, também com a presença dos deputados, no Ciclo Básico. Não ocorreu nem um. nem outro, mas sim discursos bobos (em sua maioria) e sem consistência, além de um show ao lado da Papelaria. .. Mas o que me deixou mais triste foi ver o descaso de uma parcela significativa dos alunos da Biologia. Dispensados das aulas, muitos resolveram fazer a “manifestação do pijama". ficando em casa o dia inteiro_ Outros tiraram o dia livre para fazer outras coisas. Outros ainda diziam que ficar no Bello sem fazer nada era sua forma de se manifestar. .. Não estou querendo julgar ninguém, mas acho quejá não somos mais crianças para não perceber que questões como essa merecem uma resposta maciça dos estudantes, que representam uma pequena. mas considerável força politica. organizados e esclarecidos, temos que reagir contra isso, contra a cassação de nossos direitos. Ou será que todos estariam aqui se tivessem que pagar mensalidades? ?? bom começo para subircm o nível um pouquinho. E coisa como fazer uma prova prática dc uma diciplina. e só depois ir ao campo para ver o conteúdo desta prova. ou então uma prata inteira com exercícios dc “complete as lacu- nas”, ondc metade delas eram pra ser preechidas com CO2, a outra metade com O2 e a outra metade com C3 ou C4. deixariam de acontecer. Antes de encerrar, gostaria dc encher a bola de outra diciplina, a 1311480, quc nos mostrou como um dia no campo vale por IOOO aulas na classe, afinal, na boa. nenhum cientista vai para o laboratório desertvolvcr técnicas de como se preencher melhor uma lacuna. c é como cientista quc nós esperamos sair daqui. Só mais uma coisinhat. os seminários dc genética estão sendo muito legais, e tenho ccrtcwa de que os assuntos interessam a muita gcntc. Obrigada pela atenção. Rachel 96D
  12. 12. z. . x. ; Divingmy love Enquanto todo mundo fala de futebol, eu estou aqui para falar (ou melhor, escrever) sobre um outro esporte: Saltos Ornamentais! Incrivelmente grande parte das pessoas não faz a mínima idéia de que esporte é esse. .. Seria salto com vara? Salto em distância? O mais incrível é que já me fizeram essas perguntas. .. Aproveitando a oportunidade e aceitando sugestões resolvi publicar um artigo sobre esse maravilhoso esporte. Como há muita coisa para falar sobre esse assunto vou me restringir, nesta matéria, a um pouco da história e das técnicas de avaliação (se agradar posso continuar publicando mais coisas). Há quase dez anos sou APAIXONADA pelos saltos. Infelizmente os centros de treinamento no Brasil não têm condições suficientes de formar saltadores com nível para dispurtar pódium com os americanos, chineses, russos. .. Mas há anos nós estamos batalhando para ganhar respeito no meio do esporte (e estamos conseguindo)l Bom, vamos ao que interessa. .. Salto Ornamental é um esporte que condensou técnicas de ginástica olímpica e acrobacias com harmonia e um perfeito equilibrio aéreo. Os saltos surgiram na sua forma mais técnica como uma diversão de ginastas, na Europa, no início do século IXX e só no final deste mesmo século é que passou a ser um esporte competitivo. No início era praticado em penhascos, no mar, e até hoje, principalmente em Acapulco, esses saltadores ainda competem. 0 espetáculo é tão fascinante que os saltos de penhascos constituem um programa no roteiro turístico da “nova geração de saltadores" sempre que acontecem campeonatos internacionais na cidade. Existem, hoje, shows de saltos, onde um saltador (que deve ser meio pancada) salta de uma plataforma de uns 15 m em um tanque com uns 9 m3 (profundidade X diâmetro)! O esporte entrou para as Olimpíadas em 1904, como parte do programa de natação e passou a progredir rapidamente após a primeira metade do século XX. Em competições, os saltos são executados em uma plataforma de 5 a 10 metros ou em trampolins de 1 ou 3 metros de altura. Nas Olimpíadas as competições abrangem apenas a plataforma de 10 metros e o trampolim de 3 m. Todos os saltos estão listados juntamente com seus graus de dificuldade em uma tabela determinada pela "Fédération Internationale de Natation Amateur" (FTNA). n órnãn mundial rio pcnnrtp: aniiátims O esporte é para quem tem espírito de aventura e adora desafios; saltando da plataforma, por exemplo, um saltador chega a atingir uma velocidade de 60 km/ h. A maioria dos saltos podem ser executadas em diferentes posições: estícada (A) - o corpo permanece totalmente reto durante toda a execução; carpada (B) - as pernas esticadas e o corpo colado às coxas; grupada (C) - o saltador segura osjoelhosjunto ao peito; e a posição livre (D) - o saltador realiza o salto na posição em que desejar (esta é restrita à apenas alguns saltos). Os saltos são julgados por um grupo de 1o juizes. A maior e menor nota são cortadas, as outras são somadas e multiplicadas pelo grau de dificuldade do salto. OjuIgamento de um salto é bem complexo, mas existem 4 fatores que devem ser cuidadosamente avaliados: 1. A saída: é o ponto mais crítico de qualquer salto, 80% do salto depende de uma boa saida. O saltador deve pular para a ponta do aparelho, o mais alto que conseguir, assim ele adqulrirá a altura necessária para a boa execução do salto e terá condições de preparar uma entrada perfeita na água. 2. O salto: depois de adquirida a altura necessária vem a execução do salto que requer coordenação, equilíbrio, leveza e multa atenção. 3. A localização: durante toda a execução do salto o saltador deve estar consciente de onde ele está e como ele está. A visualização é fun- damental, mas, em alguns casos, ela é praticamente impossível e portanto, o saltador deve ter experiência suficiente para “sentir" o salto. 4. A entrada: deve ser feita completamente na vertical, com o corpo firme, para não espirrar água. 5.0 estilo: saltadores que têm Uma boa postura, caminham com firmeza, possuem os movimentos harmoniosos e equilibrados e saem da água com estilo, são mais valorizados. Os saltos necessitam técnica e não força. A minha matéria acaba aqui, mas gostaria muito que vocês dessem sua opinião. Se o assunto interessar e vocês quiserem que eu escreva mais sobre esse esporte, fale com o pessoal do jornal. Tenho também milhares de artigos, fotos, vídeos, é só me procurar. Existem vários sites na Internet sobre Saltos Ornamentais, os saltadores e times. Lígia Pizzatto do Prado (Fiñ - 97D)
  13. 13. Desde o inicio do ano de 1997 têm sido realizados encontros semanais de alunos interessados em assuntos de ciências ambientais. Até o momento, os integrantes do grupo (graduandos, mestrandos e doutorandos do Instituto de Biologia, Unicamp) têm se revezado na apresentação e discussão de temas variados. O propósito do grupo é criar, desenvolver e ampliar as idéias de cada um sobre o assunto, aprimorar trabalhos quejá vêm sendo realizados, estimular o exercicio de exposição oral e visual de um tema e contribuir para o conhecimento biológico dos participantes. O objetivo inicial de formar um grupo era a de que todos os integrantes pudessem ser participantes ativos, não só discutindo, mas expondo o assunto. A idéia persiste e todas as pessoas estão convidadas a participar, desde que não levem os encontros como uma aula qualquer sem lista de chamada ou prova. A divulgação tem sido feita através de panfletos fixados nos murais da Bio. A base para o seminário pode ser de algum(s) texto(s), artigo(s) de um assunto que você ache interessante ou mesmo de seu trabalho dc pesquisa. GRuPo DE ESTUDOEMiECQLOGlA, ETOLOGIA, EVOLUÇÃO _E AFINS Temas já discutidos: 1. Hierarquia em sistemas biológicos 2. interação entre ñgueiraslvespas polinizadoras e parasitas (Tese Mest. Rodrigo) 3. Canibalismo com enfase em escorpiões 4. Garantia de patemidade em arlrópodes 5. Conceitos de espécie 6. Alguns métodos de análise multivariada em ecologia de comunidades 7. Uso de tilogenias em ecologia 8. Biologia de opiliões cavemicolas (o trabalho de Inic. Cient do Glauco) 9. Diversidade de anuros em folhiço no sudeste do Brasil (Tese Dout. Ariovaldo) Os encontros vêm sendo desenvolvidos na sala da biblioteca do Departamento de Zoologia, geralmente às segundas-feiras entre 12:30 e 13:30 (horário de almoço). Os interessados em promover seminários devem procurar os alunos Glauco (94D), Adriano (pós-graduação em ecologia), Andre' Bacú (pós-graduação em ecologia) ou Vanini (96D), para que seja definida uma data e feita a divulgação. 0 Aiilóíxlliro lcoitloctasr/ i São comuns entre o público leigo crenças a respeito da história natural de muitos organismos. Muitas dessas crenças foram assimiladas e aceitas em expressões Iinguisticas. A idéia, por exemplo, de que as avestruzes escondem a cabeça no chão na esperança de se ocultar de seus predadores é uma metáfora sugestiva para os temores humanos frente às dificuldades da vida. Na verdade, nunca foi observado qualquer caso de uma avestruz, tanto em liberdade quanto em cativeiro, que tivesse tal comportamento. Estas aves podem aproximar a cabeça do solo, escutando atentamente, a lim de detectarem a aproximação de um predador, mas quando em perigo, fogem como a maioria dos outros animais Outra expressão extremamente difundida faz menção às 'lágrimas de crocodilo". significando simulação de dor. A crença de que o crocodilo sente relutância em matar a sua presa e, evidentemente, errônea. Entretanto, os crocodilos realmente vertem lágrimas por reflexo, quando escancaram a boca - tal como as pessoas quando booejam. isso signiñca que o velho mito não e totalmente destituído de fundamento. Por rñficil que nos seja despojarmo-nos de ilusões que nos são próximas, é útil racionalizarmos e fundamentarmos o nosso pensamento e reconhecermos a sua inconsistência.
  14. 14. ÍNDIOS BRASILEIROS No feriado do dia do traballio dois amigos me convidaram para um programa : atípico: fazer nun trabalho de campo de antropologia numa aldeia indígena. Fui. Mala c euia e máquina fotográfica. Os detalhes conto no Bello. Neste espaço vou me deter no que imagino ser interessante para biólogos. Aliás, não só para biólogos, mas para quaisquer brasileiros. Nosso objetivo era passar alguns dias acampados numa aldeia indígena PCXÍO de uma das três cidades: Peruíbe, Itanhaém ou Itariri. Fomos para a de Bananal, no bairro de Bambu_ em Peruibe. Ficamos : acampados depois de obter permissão do cacique. Era importante que ficássemos dentro da aldeia em vcz de ir e voltar de Peruibe todo dia, pois isso nos garantiria maior conñança dos indios. O delicado da ltislória em que estava havendo uma sucessão de caciques, e nada amigável. O cacique que estava entrando era Jovem e tinha o apoio do resto da aldeia. Mas não tinha o apoio da Funaii_ O cacique que saía (contra a sua vontade) era hein mais velho e não tinha a simpatia da maioria da aldeia, mas tinha o apoio da Funai_ O resultado disso era uma briga politica igualzinha a de homem branco. Só não tinha precatórios. A equipe de campo era enorme: o Zé Carlos e a Lara, do [FCH, e eu. O Zé logo se interessou pela questão politica e encheu os índios de perguntas. A Lara procurou convcrsrtr sobre o modo de vida deles na aldeia com o maior número dc pessoas possivel, o que não foi dificil, pois a aldeia não chegava a trinta familias. Pois a aldeia. que muito mais se assemelhava a uma vila pobre do quc a qualquer imagem de aldeia indígena que a gente possa ter, vivia da extração de palmito da mata. A falta de recursos, conhecimentos e de auxilio do estado os impedia de praticar qualquer atividade mais elaborada do que criar galinhas. Os palmitos, vendidos na feira de Peruibe, rendem de 3 a 5 tenis cada. Cada um, Luna palmeira. Além disso a aldeia dispõe de timidas roças de mandioca, milho, cana e algutnas frutíferas, para subsistência. Só o palmito é vendido, junto com algiun artesanato, O grupo está irreversivelmente vinculado às atividades Bruno Buys (pg-Ecologia) econômicas dos centros urbanos próximos. Ouvi falar de um suposto "retome às raizes", mas seria possivel? Ou antes, isso os tornaria “mais índios"? Antes disso, seus objetivos mais concretos são preservar o que resta da lingua ( o grupo se considera predominantemente tupi- guarani), ensina-la às crianças, continuar usando os nomes próprios indígenas além dos portugueses ( a : maioria dos indios possui um ou mais nomes indios e Ulll nome português) e repassar o que resta do conhecimento de como extrair reetusos da mala. ¡Janças e ritos eles não sabem mais. |)c resto eles identificam melhoria de vida como aquisição das tecnologias modernas. Um aspecto imponente: quase toda a aldeia e' evangélica. Uma coisa que marcou foi a nítida sensação de que saimos da aldeia com muito mais perguntas do que quando chegamos. Uma diferença engraçada do campo de antropologia é que para um biólogo um dado de campo é o que se coleta, se mede ou se observa, Afora ¡iosteriorcs confusões estatisticas, um dado é um dado. Nlas o que o antropólogo coleta são versões. Versões da mesma história ditas por vários sujeitos diferentes. E é incrivel como versões podem variar. Tudo isso aiunenta muito a nossa vontade de voltar à aldeia. Mas para mim o mais importante foi a rcañnnação de uma noção que me ocorre muito lbitemente quando viajo: a de que a riqucm natural, cultural e humana do Brasil é fantástica e é, sem exagero, nosso mais lindo patrimônio. Nenhum país do mundo possui a riqueza de “humanidadeaf”, comportamentos e formas de gozar a vida como o Brasil possui. É um grande desperdício, como cantava Elis Regina: “ o Brasil não conhece o Brasil. .." que haja esta segregação entre nossas regiões geográficas, e esta tremenda desigualdade que faz os brancos do litoral eonvivcrcm muito mais com os brancos de alem-mar via internet, tv"s e aviões do que com seus compatriotas caboclos, negros, mulatos, verdes, amarelos e azuis. Acredite: dá um prazer enonne trocar as suas “brasilidades” com as de outros brasileiros que moram longe de nós. Ainda mais se você é biólogo, porque todo brasileiro, além de técnico de futebol, também é um pouco biólogo.
  15. 15. f rfíataya com Fábio Vanini omaha Ze' Limeira: profeta original ou trovador insano? Ápeçõ fundamental de uma funçao (contextualizada no meu artigo anterior) é o repentista. Um bom repentista nào só tem que ter as respostas na ponta da língua, como deve saber trabalhar as palavras de maneira particu- lar e provocar o efeito desejado sobre o adversário e os espectadores. É ai que entra a figura do inigualável poeta Zé Limeira. O repentista, poeta cordelista. violeiro, andarilho e maluco Zé Limeira nasceu na Paraíba, em 1886, e foi chamado de 'Poeta do Absurdo' por Orlando Tejo. autor de sua biografia. Por onde passava, Zé Limeira encantava as pessoas rebatendo qualquer ofensa com seus versos de cordel repentino: : e vocábulos inusitados. Por outro lado, assustava e escandalizava os mais recatados com sua criatividade Iunática, sua irreverência e pomograña. Veja como saudou a esposa de um governador: “Dotó, como eu não tenho um brinde em nota Que possa oferecer a sua esposa Dou-lhe um quilo de merda de raposa Numa casca de cana piojota " Zé Limeira. antes de tudo, era um criador. lnventava seu mundo, suas histórias e incluia o personagem que lhe conviesse: "Dom Pedro teve um infarte, Tomou chá de jumento, Vbmitou, botô pra dentro, Ybrnou goipá outra vez. .. " Brincava, até mesmo, com temas biblicos: “Jesus saiu de Belém, Wajando pra o Egito, No seu jumento bonito, Com uma carga de xerém, Mais tarde pegou um trem, Nossa Senhora da castiça, De noite Ele rezo: : uma Missa Na casa dum fogueteiro Gritava um pai-de-chiqueiro: Viva o Chefe de Puliça! " Certa vez, numa noite de Sáo Joao, durante um desafio. Zé Limeira abusou de seu vemáculo: "Peço licença ao prugilo Dos quelés' dajuvenia, Dos toifus dos aldíacos, Da baixa da silencio, Do genuíno da Biblia, Do grau de grodofobia! " O ' outro cantador, meio deslocado e inconformado, questiona: “Eu jamais ouvi falar Nessa ta] dcjuvenia, Nem tampouco em aldiacos Dessa sua . silenciam Limeira, me fale sério: Que diabo e' grodofobia? " Zé Limeira náo deixa por menos: "O mestre inda não sabia Que Jesus' grodofobou? Apoisfique conhecendo Que Limeira prugilou E o cipó do seu Pereira 'Iambém já juvenilou! " Chega a inventar palavras sem margem a interpretações, como 'tilosomia', “tilanlumia” ou “pilogamlaí mas utilizando-as continuamente, mostrando que, para ele, elastêm um significado determinado. E por essas e muitas outras que Zé Umeíra é o Poeta do Absurdo. Faiecldo em 1954, o poeta deixou várias obras originalmente gravadas em ' frias magnéticas e registradas por Orlando Tejo, umjomaiista que acabou por se tornar seguidor do mestre trovador. A vida e obra de Zé Limeira estao registradas em sua biografia, contada por Orlando Tejo no livro: Zé Limeira, o Poeta do Absurdo (1980, Ed. Centro Gráfico do Senado Federal).
  16. 16. leilão de Privatização ~ atlética OAB resolveu seguir as tendências do neoliberalismo marcante do governo de Femando Henrique Cardoso e confirmou a data para o Leilão de Privatização da Atlético: no dia dez de iunho. A idéia é semelhante à da privatização da Vale do Rio Doce. O CAB acho que colocando o oilética nas mãos da iniciativa privada ocorreria uma melhoria nos serviços prestados por essa entidade à comunidade acadêmica da biologia. Talvez desse ieito, a nossa participação nas futuras Interbios seio mais louvável; e não lembre, por exemplo, o derrota sofrido para UEl. no futebol de campo (reportagem no Colúnia do BZ, Papel com Letrinhas 02), por duros 8X1, na última edição do evento. O CAB percebeu que as outros entidades que jã foram privatizodas [Xerox, Cantina, Livraria) estão dando um lucro E. E. . . alto, quando comparado com as contas da Atlética. Além disso, foi denunciado um esquema de corrupção nos cofres públicos dos estudantes da biologia, o que iã foi relacionado com as constantes dividas da Atlética. .. Alguns grupos de empresários da Unicamp iá mostraram interesse na compra de nossa Atlética. O mais forte e poderoso choma~se 4AL, que quer aglutinar os esportistas da bio e levã- los para disputas nem um pouco amistosos. .. Embora o CAB esteia realmente decidido em relação à venda, alguns alunos entraram com recursos ¡unto à diretoria do IB, e estão afastando os compradores. Sobre este tema tão polêmico foram convidados Michele e André Aracaiu [presidente e vice respectivamente da Atlética para opinar a respeito). . . . E. E. . . E. Você é a favor da privatização da Atlética? A'. obrigações do CAB devam-sc montar restritomente o assegurar uma educação de › qualidade (inclusive festas) e saúde aos estudantes da Biologia. A Atlética arena parte substancial dos recursos do CA, além do mais para continuar sendo uma força esportiva na Unicamp ela necessita de investimentos André Aracajú, nosso subsolo pois lodo que for conquistado anteriormente continuará vultosos. A privatização não venderú todo send o n osso. Apesar de ser uma empresa lucrativo, ela continua servido do cabide de emprego e 90% de seus gastas é utilizado nos seus funcionarios. nr Fiquei realmente revoltada ao saber do idéia reacianáría, neo liberal e desscabida de privatizar a Atlética. Sob a administração do CAB, a ABU (Atlética da Biologia do Unicamp) gera empregos, dó lucros e exige gastos minimos as despem cam eventos extras, tais como. o Ill Interpanelos; além disso serve para Michele, an-nazenarobíetas de grande valor emocional, apesar de nunca dante utilizados. Com a privatização, muitas pessoas perderão o : eu vínculo empregatício, deixando suas repúblicas a beim da miséria. Unamomos no luto pelo nosso subsolo! ! AAtlética éda comunidade estudantill E tenho dita. RECÉJRTE x USE (se NECESSI-Íkio, XEROQUE! ) s do orçamento mensal do Cab, excetuando .
  17. 17. r rt, pfnrãiazr; _ _ rcesuzran t 'r * r" 'r' ' "ri. ii , . . _ 'fiuçàglf-, g 1K . LIVRARIA E PAPEÇARIA DO BASICO XER o Material escolar o Cartuchos para impressora o Disquetes l _ O etC r' a a i lNS'l'l'l'l~'l'O DE lllO| .OCl. ›-liNl(É. «1¡t' , -2 . a 239 4038 x -Rcfciçóos -Sucus naturais E -Matinziis -Salgados c doccs -Lauclics no prato -Sorvctcs . de -Lzuichcs sírios -Ralirigerarttcs -l . siuclics -Vttammus -Síllklltlcllcs naturais Jlabacaria c : :ñas o' Tudo ¡cgudo com muitu simpatia c prcstutividadc.
  18. 18. Com vcê9.. .o mundo N avo. Tudo novo. assim o mundo que encontramos quando entramos na universidade. O esquema das aulas, as relações entre as pessoas. Liberdade: não ó preciso dar satisfação a ninguém. Donne-se na casa da namorada. .. Passado o deslumbramento, nos acostumamos com a novo cotidiano. lr às aulas, estudar pros 30 créditos do semestre, engatar um estágio nas horas vagas; uma festinha de vez em quando, que ninguém ó de ferro. E é só. Em quatro anos estamos formados e vamos pro mestrado, pro 'mercado de trabalho", o que tor. Bonito. Tudo muito bonito. Só que pra mim soa meio estranho. Isso é que é a universidade? Não estou querendo dar nenhum tipo de lição de moral, nem dizer como alguém deve se comportar. só algo que senti logo que entrei aqui. Quando dei uma olhada no catálogo de graduação, logo me interessei por uma série de matérias fora da bio, e me empolguei com a possibilidade de cursar algumas delas. A realidade que encontrei foi um curriculo amarrado e de horarios lotados, que não me permitia fazer muito mais do que assistiràs aulas, quanto mais passear por outros institutos. A solução que busque¡ pra viver um pouco melhor essa fase passageira (a como passa rápido! ) foi distribuir os matérias em cinco anos de curso. Com isso, fiz e ainda farei muitas das matérias eletívas que deseio, em outros institutos ou mesmo na bio. Essa opção de cinco anos de curso não até propiciando apenas o possibilidade de cursar matérias eletivas. Com mais tempo livre, é possível aproveitar um pouco mais o mundo 'Enquanto o mundo explode nós vivemos na silêncio do bairro fechando os olhos e mordendo os lábios sinto vontade de fazer muita coisa. ” _ Chico Science v' em volta. Ler mais, ír ao cinema, desenvolver o lado artístico, _l praticar esportes, encher a cara num boteco com os amigos, conhecer pessoas e lugares diferentes, saber o que está acontecendo no mundo. .. ser um pouco mais feliz. Alguém vai dizer que a universidade está gastando X mil reais/ ano com cada aluno, e que o certo é nos lormarrnos o mais rápida possivel pra não ficarmos 'mamando nas tetas do governo". Pra começar, dor educação não é nenhum fa- vor que o Estado está fazendo ao aluno, é uma obrigação, é direito de todos [apesar do atual govcmo estar achando que não é). Concordo que ficar reprovando em todos os matérias e não levar o curso a sério não é uma atitude muito legal. Mas não é o que estou dizendo, de forma alguma. certo que o acesso à universidade é restrito, que o país tem um monte de problemas, e que isso traz maior responsabilidade pra quem tem a possibilidade de usufruir deste direito. No meu entender, isso é só mais um motivo para aproveitar ao máximo a universidade, tirar dela o melhor proveito possível. Nem todos as pessoas que têm esse pensamento precisam necessariamente fazero curso em cinco anos, essa foi a saída que eu encontrei. Não quero com este texto iniciar nenhum tipo de movimento "Biologia em cinco artes". Só estou defendendo que o universitário deve ter uma lomaçõo inte- gral, e que o iniciativa de buscar tal formação devo partir dele mesmo. preciso que estejamos sempre descobrindo novidade c» em tudo o que nos rodeia. Ninguém precisa se bitolar, ainda l' mais na nossa idade. O mundo está ai, é só olhar em volta. Pedro É r
  19. 19. wc (wtf ; iikiispaáccdichñndhoodi i t_ Marillionf * Quando fui ao 2o Hoolywood Rock em 89 nu Rio, aquele em que os Engenheiros do Hawaii liberam o maior sucesso tocando a musiquinha du eampmho presidencial do Lula. aguardava ansiosamente pelo entrada de um grupo quc não conhecia direito: um tul de Marillion. Só tinha ouvido alguma coiso por alto. Since-mento, eu esperam¡ muito mais. Aquele sujeito cantando no palco, cheio dos &uqucs-fruques, bateria digital (ele linha uma luva onde o toque dos dedos produzia um som esquisito) mc decepcionou. Me falar-mn que era o nom vocalista. No outro dia decidi eomprarum dison com contigo mcalislaparacheatr se oqucmc falavam do grupo cru realmente verdade. Fiquei mais puto ainda quando descobri que o Marillion que cantou pra gente não chegava nemperto do estrato mais externo du epiderme do calo do pé do Marilliur¡ do Fish. o antigo vocalista. Considero este disco como um dos melhores daminha discoteca. Falando sério. Agora você: podem oonlinr em mim. Este arrepio. É muito bom swnlnr escondido aquele sequência tripla: "Pseudo silk kimono", “Kaylcgh” e "Lavandef. o resln du dim é igualmente magnifico. mas estas 3 músicas ininterruptas mostram u que o Marillion tem de melhor: o romantismo psicodéliw. É impossivel ouvi-lu sem sair emtarolmdo: “. .. A penny for your Ihouyuts. my dear; a peurty for your thoughts my dear, l. O. U. for your love; I. 0. U. for your love, fur your 1ove. ..". A capa deste disco que é totalmente piradu. Talvez só o Pink Floyd bata de Iimlc. Dá pra viajar muito na intaprelação do ilustração do Misplaned Childhood. Ótimo disco para liberar a arte interpretativa visual e simon que eiriste dentro dc você. Agora eu eareudi todo o esforço daquele coitado do atual socolism. Ele lcnlavn imitar o que não é ímitiivel. quem disse que Claulflcaçâo: Romãnuco-prlcodéllco vambàsídéíüíáúfetlj. ÍÍÀGÃQaSQÉEESÇOIàSÉídE Samba acer-uno l-AlcafhàYêlçíc-Fi? " ° f Dio aezilaneíroi? e Parece que 1989 foi um ano de grandes aquisições musicais. Um pouco depois do Ilollywood Rock. no mesmo local, veio o Deañle das Escolas de Samba. Nessa ópoeaeuaindanàtxconhociaocamaval dcsalvmlmemuitomenosocamaval de Olinda. Conclusão: achei o máximovu-dulile peluTV VJRIWHITIOÍÍQ aeanpimhavn ludns ns escolas. Rcmrdadn, ne'. Pois eu em. Eu adoro sambas-enredo. talvez pela inlluêtaeia carioca materna Nesse ano tiveram algumas hommugens, sejam esta póstumas como a Mocidade Independente de Padre Miguel que homenagear a Elis, sejam in vivo como : Unidos do Cabuçu quc teve como tam¡ Milton Nascimmlo. A Unidos da Ponte tinha como temaaquela ecologia de midia: mluiçño. coração ani. mal, etc. E e lógico sempre tem uma que fala da Cidade Maravilhosa. Nesse uno foi a Tradição. A grade revelação desse ano. na minho opinião e acredito m¡ de muitos sombeülos foi a “Fem notam" du União da Ilha do Governador. Ptmcus vezes me sem¡ dentro da televisão, na Sapucai. Em samba levanlno galera até hoje: ". ..l: '.u vou tomar um porre de felicidade, mu sacudir. eu vou mar toda cidade. ..". A Salgueiro também fez htmito com a lmmenngem ao emtmário da abolição da escravatura: “ . ..ó Zuziê. ó Zaziá, ó Zaziê. Maiangolê, Mnmgoum A Unidos de Vila isabel foi muito boa, mu: não repetiu o feito do ano anterior. A grande campeã de 89 foi a lmpemníz leupoldinmsc com “Liberdadel Liberdade! Abra as : su sobre nós". Mereoeu. No ünal duas escolas das maiores, Mangueira: Beija-Flor. surpreenderam dc duas mai-reinos dilerentc-. s. A Função Primeira da Mangueira decepcionou o sua torcida com o seu ñuqulssimo umha-enredo. Mas o Jamelão. «pow de doente, sempre macia): a avenida, mesmo san Innn letra deomlc. E a Beija-Bor de Nilópolis do pmcadurNeguinln imvnu com oloñozinho Trinta e seu "Ratos e UrubusMLarguet-n minha limtasía". Apesar do Camamu televisivo. percebi que : minha como mbremesn de Rock. ainda que dito progressivo, :ui m. Classlncaçio: Felicidade g7 a. ,__.
  20. 20. Manari-ro REFLEIÇÍVO no ALLAN (n) Samua. LEE : causou ¡ BMXSsTAHÍQ, DA JÂcK Ksmouàoís OuAKTt-? T NO ¡us-mm-a : :zm-o Em Qua a. g5: esauecafàñ a DO TRANS-F' A música : É QQ? ” Pcmõñãu aaa o ¡LÂ i7' «ü'« . ,.-v'°. ; - _ l¡m '~ . _. , 'É “pára Ao _SNK aus ass 55g PO . .;= Q~›" tm' Não arm t TAVA TO' " DE ' Í? . ~ 1. . * 9› OH HDI) CANDD ao» 5490 NO / .. mmâ 5 Q VER : Tam/ x ' = ~.. __5un D056 DE KarkOuAc, _ _ RDENTKAK " . w. PELA PORTA g DO Í5LuE & _ %_ “wmsw &Avíñ j* avnmmpo, o , mora- : RÍDO a seu cncworuco não me CõBDE-: cm mais. PaLo ME- J 7

×