SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 102
Baixar para ler offline
LINGUAGEM JURÍDICA
PROFª MSc. ZILDA M. FANTIN
UNIDADE V
RECURSOS ESTILÍSTICOS
5.1DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
O homem conjuga duas formas
de conhecimento: o intelectivo,
cognoscitivo, referencial,
objetivo (denotativo) e o
subjetivo, afetivo (conotativo).
Um texto estruturado de forma
ambígua em relação ao sistema de
expectativas, que é o código
denotativo, leva o leitor a uma
dificuldade maior na decodificação,
mas lhe assegura um tipo de
informação não veiculada pela
linguagem denotativa (função
poética).
Segundo Xavier (2001, p. 21-22),
“Diz-se que uma palavra é
empregada em sentido denotativo ou
referencial quando se reporta ao
conteúdo literal que lhe atribuem os
dicionários, apresentando a
significação delimitada numa área
precisa”.
Ex.: Eles saíram à caça da raposa.
Palma e Ricciardi (1983, p. 6)
descrevem que “É pela denotação –
propriedade que um signo linguístico
tem de remeter a um objeto exterior à
língua – que fornecemos, a respeito
das coisas, respostas que procuram
ser racionais, lógicas, coletivas,
inequívocas, traduzíveis e mais rápidas
quanto à decodificação. Movendo-se
no perímetro da língua, os signos
linguísticos são transparentes e a
função representativa ou referencial
predomina.
Na Conotação, “A palavra empregada
não pode ser descrita no puro âmbito
gramatical, pois dele transcendeu para
o da estilística e somente o contexto
poderá determinar-lhe os contornos de
sentido. A base do sentido conotativo é
a metaforização” (XAVIER, 2001, p. 22).
Ex.: Aquele advogado, na tribuna, é
uma raposa.
5.2 ESTILO
Estilo: Etimologicamente, a palavra
estilo procede do latim stilu, que era
um ponteiro de ferro com o qual os
antigos escreviam sobre tábuas
enceradas. Por metonímia, o sentido
ampliou-se abarcando a significação
geral do modo ou maneira particular de
alguém utilizar-se da língua.
O estilo pode ser:
Gramatical ou Lógico  Modo de se
utilizar da língua conforme preceitos da
gramática. Suas qualidades são a
correção, a clareza, a concisão, a
harmonia e a propriedade.
Literário ou Expressivo  Sinônimo de
criação, pois fruto de natureza inata, do
poder indutivo e inapreendível, ao
contrário do anterior, que comporta dons
adquiridos pelo esforço e pelo estudo.
Suas qualidades são a propriedade ou
eficácia e originalidade (TAVARES, 1981).
Verossimilhança  Semelhante ao
verdadeiro, passível de ocorrer, em um
determinado cenário, real ou ficcional.
Essa verdade pode ser uma verdade
particular, só possível dentro da
coerência interna de sua história. Por
exemplo: A fala do personagem deve
corresponder à sua região, à sua
classe social, à sua faixa etária. O fato
de um animal falar numa fábula é
coerente dentro da história.
5.3 FIGURAS DE LINGUAGEM
Quando há sentido conotativo,
tem-se a linguagem figurada,
ou seja, as figuras de
linguagem
5.3 FIGURAS DE LINGUAGEM
“Figura é um recurso de
linguagem que consiste em
apresentar uma ideia por meio
de combinações incomuns de
palavras. A figura resulta de
um desvio da norma”.
“A linguagem figurada é
um recurso que facilita ou
promove nossa
criatividade linguística”.
5.3.1 Categorias das Figuras de
Linguagem
Há diferença na classificação das
figuras de linguagem entre os
gramáticos e nem sempre
concordam com a divisão das
figuras em determinadas
categorias. Uma mesma figura é
classificada como pertencente a
uma categoria por uns e a outra,
por outros.
Faraco, Mesquita e Sacconi
classificam as figuras de linguagem
em:
Figuras de Palavras ou Tropos:
caracterizam-se por apresentar
sempre uma mudança, uma
substituição ou transposição do
sentido real para o sentido
figurado da palavra.
São elas a Comparação (ou Símile),
Metáfora, Catacrese, Metonímia,
Sinédoque, Perífrase,
Antonomásia.
Figuras de Pensamento: processos
que introduzem uma ideia diferente
daquela que a palavra
habitualmente exprime. O
enunciado expressa ideia diferente
daquela que a forma linguística
parece indicar.
São elas a Antítese, Ironia,
Eufemismo, Hipérbole, Reticência,
Gradação (ou clímax), Apóstrofe,
Prosopopeia (ou personificação, ou
animismo), Paradoxo (ou oxímoro),
Litotes.
Figuras de Sintaxe ou de
Construção: apresentam algum tipo
de modificação na estrutura da
oração. Disposição inesperada,
incomum das palavras na frase ou
de concordância irregular.
São elas a Repetição (ou Iteração),
Anástrofe, Elipse, Zeugma, Silepse,
Pleonasmo, Polissíndeto,
Anacoluto, Hipérbato, Anáfora,
Assíndeto, Aliteração, Anadiplose.
Ernani Terra (1996) classifica as
figuras de linguagem em figuras
de som, figuras de construção,
figuras de pensamento e figuras
de palavras, ou seja, ele
acrescenta um quarto grupo: as
figuras de som – as que
destacam os sons das palavras,
como a onomatopeia, a aliteração
e a assonância.
Segundo Paschoalin e Spadoto
(1996), as figuras de linguagem
ocorrem por meio de recursos
semânticos (quando trabalha a
palavra do ponto de vista de seu
significado), como no eufemismo;
recursos fonéticos (quando
destaca os sons das palavras),
como na aliteração; recursos
sintáticos (quando trabalha a
construção da frase), como no
pleonasmo.
5.3.2 Tipos de Figuras de
Linguagem
ALEGORIA
Consiste numa série de figuras
(metáforas, comparações etc.) que
transferem a narrativa
(personagens e ações) para o plano
do símbolo ou da fábula.
Ex.: “Esta árvore do Estado, de cujas
ramas pendem troféus ganhos no
Oriente, tem as raízes apartadas do
tronco por infinitas léguas...”
(J. Freire)
ALITERAÇÃO
Repetição de um mesmo fonema
consonantal.
(Ver assonância)
Ex.: “Boi bem bravo, bate baixo,
bota baba, boi berrando...”
(Guimarães Rosa)
AMBIGUIDADE
Duplo sentido, duas ou mais
interpretações.
Ex.: “Deixa-me, fonte! Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Cantava, levando a flor.”
(Vicente de Carvalho)
(fria oposto de quente ou como
insensível, indiferente?)
ANTÍTESE
Uso de opostos. A antítese consiste em
realçar uma ideia ou um conceito por
meio de palavras de sentido oposto.
(Ver paradoxo)
Ex.:
“Era o porvir – em frente do passado,
A liberdade – em face à escuridão”.
(C. Alves)
ANTONOMÁSIA
É a substituição de um nome próprio por
um nome comum ou por uma expressão a
ele ligada. Essa palavra ou expressão
designa uma característica do ser cujo
nome substitui ou uma qualidade que se
atribui a este ser, ou fato que a distingue.
(Ver epíteto)
Ex.: Pelé (Edson Arantes do Nascimento)
Mártir da Independência (Tiradentes)
O poeta dos escravos (Castro Alves)
O Dante Negro (Cruz e Souza)
ANTONOMÁSIA
“O Promotor de Justiça veste-se de Catão
para punir um homem comum, que praticou
o adultério pela astúcia de uma mulher
sedutora, que além de o envolver com
propostas maliciosas, entorpeceu-lhe a
razão pelas ameaças de destruir-lhe o
casamento, chantagem ignóbil que
representa, ela sim, uma imoralidade a ser
repudiada pela intransigência do Ministério
Público”.
(Exemplo de texto jurídico – “Catão” com o
sentido de moralista austero e reforça a
ideia de intransigência dada ao Promotor de
Justiça).
Há antonomásia na
construção bastante comum
na linguagem jurídica:
sentença draconiana (injusta
e demasiado severa), usada
por identificação a Draco,
legislador excessivamente
rigoroso, tanto que injusto.
APÓSTROFE
Invocação ou interpelação que
se faz a alguém.
Ex.: “Deus! Ó Deus! Onde estás
que não me respondes?”
(Castro Alves)
ASSÍNDETO
Ausência da conjunção
coordenativa.
(Ver polissíndeto)
Ex.: “Escrevia, lia, dormia,
acordava, levantava-me,
tornava a deitar-me”.
(Graciliano Ramos)
ASSONÂNCIA
Repetição de um mesmo fonema
vocálico.
Ex.: “E bamboleando em ronda
dançam bandos tontos e
bambos de pirilampos”.
(Guilherme de Almeida)
CATACRESE
Uso de termos em outro sentido por
faltar palavras na língua. Segundo
Faraco, a catacrese é, a rigor, uma
metáfora que se desgastou com o
tempo, em que já não se sente
nenhum vestígio de inovação.
Ex.: Folha do livro, Pele do tomate,
Céu da boca, Asa da xícara,
Pé da mesa.
COMPARAÇÃO
É uma figura que consiste em
estabelecer uma relação de qualidade
entre os termos da oração para
destacar a semelhança entre eles.
Comparação ou Símile, para Faraco,
mas outros consideram o símile como
metáfora.
Ex.: “A sombra das roças é macia e
doce, é como uma carícia”.
(Jorge Amado)
A comparação metafórica compara
elementos de universos diferentes.
Ex.: Macarrão é mais barato do que
carne. (comparação simples –
compara elementos do mesmo
universo).
“O acusado agiu como um leão
que ataca o cordeiro; sabia de
sua força e valeu-se dela para
atemorizar a indefesa vítima”.
(Exemplo de texto jurídico).
ELIPSE
Consiste na omissão de um termo
não empregado anteriormente.
(Ver zeugma)
Ex.: Na estante, livros e mais
livros. (havia)
Haveremos de vencer! (nós)
Toda a cidade parada por
causa do calor. (estava)
EPÍTETO
Cognome, palavra ou frase
que qualifica pessoa ou
coisa.
Ex.: “Caim” para designar
assassino de irmão.
EUFEMISMO
É o recurso que utilizamos para
amenizar o que pensamos. Consiste na
substituição de uma palavra ou
expressão com sentido desagradável
por outra, com a finalidade de amenizar
seu significado.
Ex.: Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu
dinheiro.
Eu não fui feliz nos exames.
Seu corpo será levado ao campo
santo. (cemitério)
GRADAÇÃO (ou clímax)
Enumeração de qualidades numa
ordem crescente ou decrescente,
ideia de intensificação ou
decréscimo progressivo de
significados.
Ex.: A vida, o céu, o mar, o infinito,
tudo parecia sem graça longe dela.
HIPÉRBOLE
Recurso utilizado para exagerar uma
ideia. Ocorre quando se usa uma
expressão exagerada, geralmente para
dar maior ênfase à frase.
Ex.: Já lhe disse isso um milhão de vezes.
Quando o filme começou, voei para
casa.
Estamos todos morrendo de sede.
IRONIA
Consiste na inversão dos sentidos. É
uma figura que exprime um conceito
contrário do que se pensa ou do que
realmente se quer dizer.
Ex.: Que alunos inteligentes! Não sabem
nem somar.
Se você gritar mais alto, eu agradeço.
Parabéns pela sua grande ideia:
conseguiu estragar todos os meus
planos.
METÁFORA
Comparação mental, comparação
sem os termos comparativos. A
metáfora é uma figura que consiste
em empregar um termo com um
sentido que se lhe associa por força
de uma comparação de ordem
subjetiva. A comparação fica
subentendida.
Ex.: “Fecha-se a pálpebra do dia”.
“O acusado agiu como um leão que
ataca o cordeiro; sabia de sua força
e valeu-se dela para atemorizar a
indefesa vítima”.
(Exemplo de texto jurídico –
“cordeiro” no lugar de “vítima”)
“Sentido, senhores! Quando o
tribunal popular cair é a parede da
justiça que ruirá! Pela brecha hiante
vazará o tropel desatinado e os mais
altos tribunais no alto de sua
superioridade!” (Roberto Lyra).
(Exemplo de texto jurídico - o
tribunal tornou-se a parede mestra;
um elemento assumiu as
características do outro)
METONÍMIA
Troca de um termo por outro por haver
uma relação externa entre eles. Essa
relação pode ser de: abstrato pelo
concreto, autor pela obra, efeito pela
causa, continente pelo conteúdo,
instrumento pela pessoa, nome do
inventor substitui o nome do invento,
símbolo pela coisa simbolizada, classe
pelo indivíduo, o nome do produto é
substituído pelo nome do lugar onde é
feito.
METONÍMIA
“ A metonímia é a transferência do
nome por contiguidade dos sentidos
(temporal, especial, causal)”.
Ex.: Ele é um bom de garfo.
PARADOXO (ou Oxímoro)
Tipo de antítese que se expressa
de uma forma mais radical,
ideias antagônicas.
Ex.: “Menino do rio,
Calor que provoca arrepio”.
(Caetano Veloso)
PARONOMÁSIA
Ocorrência próxima de palavras
com som semelhante, mas de
significados diferentes.
(Ver trocadilho)
Ex.: “O que não pôde Marte,
pôde a Morte”.
(Getúlio Baia)
PLEONASMO
Consiste na repetição de ideias.
Redundância. Emprego de palavras
ou expressões de significado
semelhante, próximas uma da
outra, para reforçar a ideia.
Ex.: O canário cantou um canto
melodioso.
Vi com meus próprios olhos.
Estes versos, eu os li ontem.
POLISSÍNDETO
Repetição de conjunção
coordenativa.
Ex.: “... as casas são pobres, e
os homens pobres, e muitos
são parados e doentes e
indolentes...”
(Rubem Braga)
PRETERIÇÃO
Consiste em tratar de assunto e ao
mesmo tempo afirmar que ele será
evitado.
Ex.: “Não pretendo aqui lembrar que
o réu é um herói de guerra, duas
vezes condecorado com atos de
bravura”.
(H. Pontes)
“Unamos agora os pés e demos um
salto por sobre a escola, a enfadonha
escola, onde aprendi a ler, a escrever,
contar, dar caçoletas e apanhá-las e
ir fazer diabruras, ora nos morros,
ora nas praias, onde quer que fosse
propício a ociosos”
(Machado de Assis)
(Um salto por sobre a escola, mas
fala dela)
“Não vos pintarei os tumultos, a grita da
multidão: o sangue de todos os lados, o
corpo do filho estendido sobre o
cadáver do pai, as mães em lágrimas
correndo com os filhinhos ao colo, os
irmãos erguendo um contra os outros as
espadas fraticidas, o incêndio, a ruína, a
desolação por toda parte...”
(Costa e Cunha).
Eu poderia fazer-lhe notar que ela
conhecia sobremaneira a beleza das
obras do espírito... mas por que me
alongar...?
“Não vos direi o que pensam tantas
pessoas, que certos poderosos,
depois
de uma juventude tempestuosa, não
alcançaram a posição que ocupam,
senão por meio de intrigas sujas, e
que em seguida traficaram com a sua
função e edificaram a sua fortuna por
meios desonestos”.
PROLEPSE
Consiste em prever as objeções do
interlocutor ou adversários e refutá-
las antecipadamente.
Ex.: “Objetar-me-eis com a guerra!
Eu vos respondo com o arbitramento.
O porvir é assaz vasto para comportar
esta grande esperança”.
(Rui Barbosa)
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o censo!
E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez
desperto
E abro as janelas, pálido de
espanto”.
(Olavo Bilac)
PROSOPOPÉIA
(ou personificação ou animismo)
Atribui características humanas a seres
inanimados. Atribuição de
características de seres animados a
seres inanimados ou irracionais; coisas
ou animais agem como pessoas.
Ex.: O céu está mostrando sua face mais
bela.
O cão mostrou grande sisudez.
“Uma ilusão gemia em cada canto,
Chorava em cada canto uma saudade!”
(Luís Guimarães Jr.)
SILEPSE
A concordância é feita com a
ideia que se quer transmitir
(gênero, número e pessoa).
Ex.: São Paulo já está fria nessa
época do ano.
SÍMILE
É uma comparação reduzida em que os
termos comparados estão presentes. É
mais que uma comparação já que a
partícula comparativa desapareceu. O
símile é também considerado uma
metáfora (uma metáfora impura).
Ex.: “O homem não é senão um caniço,
o mais frágil da natureza, mas é um
caniço pensante”.
(PASCAL, apud DUBOIS et al., 1974).
SINÉDOQUE
Tipo especial de metonímia que se
baseia numa relação de todo ou parte.
Essa relação pode ser de: a parte
substitui o todo; o nome do gênero
substitui uma de suas espécies; o
nome do indivíduo passa a indicar
toda uma espécie ou grupo; singular
pelo plural; matéria de que é feito um
produto substitui o nome do produto;
a marca do produto substitui o
produto; características, hábitos,
traços físicos ou psicológicos,
aparência, vícios de um ser ou coisa
substituem o nome do ser.
Ex.: Os mortais pensam e
falam.
“O sertanejo é, antes de
tudo, um forte”.
(Euclides da Cunha)
“Aquele que usa arma para resolver
seus problemas, aquele que faz da força
e da violência a razão de viver, de obter
suas vantagens, não pode ser
considerado um elemento comum.
Elemento comum exerce um direito. E
nós, hoje, estamos tão somente
exigindo justiça. Não é o Ministério
Público que quer a condenação. O
Ministério Público só tem o dever de
instruir Vossas Excelências daquilo que
a lei dita, daquilo que é norma legal para
se viver em sociedade”.
(Fagundes, 1987:72)
Exemplo de texto jurídico – emprego
do plural pelo singular. O recurso
permite traduzir a ideia de que não
só o Promotor Público, que enuncia
o discurso, considera necessária a
condenação do réu. Ele é porta-voz
do Ministério Público e representa o
pensamento de toda a categoria.
SINESTESIA
Consiste na fusão de sensações
diferentes numa mesma
expressão. Essas sensações
podem ser físicas (gustação,
audição, visão, olfato e tato) ou
psicológicas (subjetivas).
Mescla, numa expressão, de
sensações percebidas por
diferentes órgãos do sentido.
Ex.: Milagrosa aquela mancha
verde (sensação visual) e
úmida, macia (sensações
táteis), quase irreal.
“A luz gelada e pálida diluindo...”
(Cruz e Souza)
“A vítima sentiu em sua carne a
violência do acusado; viu o movimento
da faca ferir seus órgãos vitais; ouviu
as palavras duras e impiedosas do
agressor e pretende, ainda, a defesa,
demonstrar que o réu não cometeu
tentativa de homicídio, mas tão-
somente lesão corporal culposa?”
(Exemplo de texto jurídico – para
realçar a ideia de sofrimento da vítima,
destacam-se o sentir, o ver e o ouvir).
TROCADILHO
Repetição de termos iguais, mas
com significados diferentes
com efeito humorístico.
Ex.: “Seu Irineu Boaventura não era
tão bem-aventurado assim, pois
sua saúde não era lá para que se
diga...”
(Stanislaw Ponte Preta)
ZEUGMA
Consiste na omissão de um termo já
empregado anteriormente.
Ex.: Ele come carne, eu verduras.
Ele prefere um passeio pela praia; eu,
cinema.
“Os nomes retomam seu antigo
significado, os seres, sua antiga
aparência; nós, nossa alma de então”
(Proust)
3.2.1Diferença entre
Metáfora, Metonímia e
Sinédoque
A I B
Termo de
Partida
Termo Intermediário
(procede a passagem de A
a B)
Termo de
Chegada
METÁFORA
Metáfora  representa uma
troca de palavra por outra
por haver entre elas alguma
semelhança.
A B
METONÍMIA
Metonímia  É a substituição de uma
palavra por outra, quando existe uma
proximidade de sentidos que permite
essa troca, uma relação de
contiguidade.
Sinédoque  Substituição de um
termo por outro, havendo ampliação
ou redução do sentido usual da
palavra, uma relação de parte e todo.
A B
SINÉDOQUE
ENFIM...
As três figuras representam
uma troca de palavra por
outra por haver entre elas
alguma relação.
3.2.2 Diferença entre
Comparação – Símile –
Metáfora
Há divergência entre os
autores em relação à
diferença entre
Comparação, Símile ou
Metáfora.
Para Faraco, Comparação ou
Símile, são iguais, mas outros
consideram o símile como
Metáfora, mas José de Nicola
(1998) faz uma distinção entre
essas figuras.
Na comparação, há a partícula
comparativa.
Ex.: Clarissa, que mora na
minha rua, é bela como uma
deusa.
O símile não possui a partícula
comparativa, mas mantém os dois
termos comparados; ele é mais que
uma comparação já que a partícula
comparativa desapareceu.
Ex.: Clarissa, que mora na minha
rua, é uma deusa.
Na metáfora, não há nem a
partícula comparativa nem um
dos termos – o termo de partida
para a comparação.
Ex.: A deusa da minha rua.
O termo de chegada “deusa” foi
colocado no lugar do termo de
partida “Clarissa”).
EXEMPLOS DE METÁFORA
“Oh! Quanto me pesa
este coração, que é de pedra!
Este coração que era de asas
de música e tempo de lágrimas”
(C.M.).
“Senhor, nada valho / Sou a planta
humilde dos quintais” (Cora
Coralina).
“Palavras não matam / nem
provocam inverno atômico / e na voz
do poeta (abelhas na colmeia) /
podem até conter uma ideia”.
(Régis Bonvicino)
“... jogara pessoas inocentes na lama
da calúnia...”
“... um fiapo de gente encostado ao
poste ...”
“Quando em meu peito rebentar-se a
fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente
Não derramam por mim nenhuma
lágrima” (Álvares de Azevedo).
Eufemismo (rebentar... = morrer)
Prosopopeia (o espírito enlaça)
Metáfora (fibra = coração)
EXEMPLOS DE METONÍMIA
Nas horas de folga lia Camões.
Li Jô Soares dezenas de vezes.
(O autor pela obra)
A América reagiu e combateu.
A terra inteira chorou a morte do
santo pontífice.
O ginásio aplaudiu a seleção.
(O continente pelo conteúdo ou o
lugar pelos habitantes = os
habitantes, as pessoas)
A cidade inteira (metonímia) viu
assombrada, de queixo caído, o
pistoleiro sumir de ladrão fugindo nos
cascos de seu cavalo." (cascos = o
todo pela parte = sinédoque)
“Difícil conduzir aquela bondade trôpega
ao cárcere, onde cumpriam pena os
malfeitores” (Graciliano Ramos).
A infância deve ser protegida pelos órgãos
públicos.
(O abstrato pelo concreto = pessoas,
crianças)
Não é paternalismo de nenhum
mecenas arquimilionário.
(mecenas = protetor, o indivíduo pela
espécie ou classe)
Para os artistas ele foi um mecenas.
(O indivíduo pela espécie, nome
próprio pelo nome comum)
“Porém, já cinco sóis eram
passados” (Camões). (= cinco dias)
O aço de Zé Grande espelha reflexos
dos cristais.
(A matéria pelo objeto = faca)
Não te afaste da cruz.
(O símbolo e o objeto simbolizador =
religião)
Fumei um saboroso havana.
(O lugar e o produto do lugar = charuto)
“Os aviões semeiam a morte”
(O efeito pela causa = bombas mortíferas)
As penas mais brilhantes do país
reverenciaram a memória do grande
morto.
(O instrumento pela pessoa que o utiliza –
penas, canetas = escritores)
“Andai como filhos da luz”, recomenda-os
o Apóstolo.
(= São Paulo apóstolo de Cristo - a
espécie ou classe pelo indivíduo)
O trono estava abalado.
(O sinal pela coisa significada – trono = o
império)
EXEMPLOS DE SINÉDOQUE
As chaminés (fábricas) forjam a grandeza
de São Paulo.
Não tinha um teto (casa) onde se
abrigasse.
Vários brasileiros vivem sem teto.
(A parte pelo todo)
Os mortais (os humanos) pensam e
sofrem neste mundo.
(A qualidade pela espécie; mortais
envolvem também os animais )
O paulista é tímido; o carioca,
atrevido.
O homem (os homens) é mortal.
(Singular pelo plural)
“Se os deuses se vingam, que
faremos nós os mortais” (Vitório
Bergo).
Ganharás o pão (alimento) com
o suor (trabalho) do teu rosto.
(pão está contido na ideia de
alimento: sinédoque; e suor:
metonímia – efeito pela causa)
EXEMPLOS DE COMPARAÇÃO
"Amou daquela vez como se fosse
máquina / Beijou sua mulher como se
fosse lógico” (Chico Buarque).
“As árvores que debruam as calçadas são
como blocos compactos de algas” (Érico
Veríssimo).
“Olhe, meu filho, os homens são como
formigas” (Érico Veríssimo).
EXEMPLOS DE SÍMILE
Minha boca é um túmulo.
A turma era um mercado de
peixes.
A Amazônia é o pulmão do mundo.
“Veja bem, nossa casa é uma
porta entreaberta”.
A ignorância é a noite do espírito.
Fulano não é flor que se cheire.
Isso é um bicho-de-sete-cabeças.
5.4 OUTROS RECURSOS ESTILÍSTICOS
a) CHARGE: POENTE EM BRASÍLIA
O recurso usado, na charge anterior, é
a figura da pizza no lugar do sol,
sugerindo que, em Brasília, fazendo
intertextualidade com a frase “tudo
acaba em pizza”, nada é levado a
sério, tudo termina em festa.
b) “Quem passou pelo Nacional passa em
qualquer lugar”. (Propaganda do cursinho
pré-vestibular do Colégio Nacional) –
Polissemia: passou = estudou e passa =
será aprovado.
“Comece Direito!” (Propaganda do II exame
de seleção para estagiário do Ministério
Público do ES) – Polissemia: direito = no
sentido de curso de direito e sinônimo de
certo (inicie sua carreira jurídica sendo
estagiário do Ministério P. do ES).
“O fim da picada” (Nome de livro que conta
a história da recuperação de um drogado).
Polissemia da palavra picada que mantém o
sentido denotativo e conotativo, além de
intertextualidade com a expressão “fim da
picada”, no sentido de ser a última coisa
que se espera.
O Comprositor – nome de um artigo de
José Augusto de Carvalho (A Gazeta,
13/12/2002), referindo-se a Nestor de
Holanda que se apoderou de uma
marchinha que uma jovem compositora lhe
mostrara e que ele gravou como sendo de
sua autoria e ainda pagou a alguns
pilantras para cooperarem na farsa. O
neologismo foi formado com comprou e
compositor.
“Quem Roriz por último Roriz melhor” (A
Gazeta, 8/07/2007 – Agamenon).
Intertextualidade com a frase “Quem ri por
último ri melhor”. Agamenon, criticando, de
forma irônica, a situação do senador
Joaquim Roriz, envolvido em escândalo de
corrupção: “Com medo de que sua fama de
corrupto pudesse prejudicar sua imagem de
trambiqueiro, o senador Joaquim Horrorível
(neologismo) renunciou ao cargo e ainda
disse: ‘Eu cargo para a opinião pública’”.
“O juiz julga por aquilo que houve e
não por aquilo que ouve”. – jogo com
palavras homônimas.
“Bonita tonalidade cadavérica”. (do
texto “A vontade do falecido”) –
emprego de adjetivação fora do
comum para significar muito branco,
cor de defunto.
Atividades
XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXI
“O estilo é a arte de dizer o
máximo com o mínimo de
palavras”
(Jean Cocteau).

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 09
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 09FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 09
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 09Jordano Santos Cerqueira
 
Figuras de linguagem apresentação
Figuras de linguagem   apresentaçãoFiguras de linguagem   apresentação
Figuras de linguagem apresentaçãoZenia Ferreira
 
1 coesão textual - referencial e sequencial
1   coesão textual - referencial e sequencial1   coesão textual - referencial e sequencial
1 coesão textual - referencial e sequencialLuciene Gomes
 
15 coesao referencial
15 coesao referencial15 coesao referencial
15 coesao referencialJóyce Carlos
 
Figuras de Linguagem (recursos estilísticos e sonoros)
Figuras de Linguagem (recursos estilísticos e sonoros)Figuras de Linguagem (recursos estilísticos e sonoros)
Figuras de Linguagem (recursos estilísticos e sonoros)7 de Setembro
 
Os mecanismos de coesão e coerência textuais
Os mecanismos de coesão e coerência textuais Os mecanismos de coesão e coerência textuais
Os mecanismos de coesão e coerência textuais Marcia Oliveira
 
Livros poliedro caderno 1 português
Livros poliedro   caderno 1 portuguêsLivros poliedro   caderno 1 português
Livros poliedro caderno 1 portuguêsClaudinei Pereria
 
Mecanismos de estruturação textual.
Mecanismos de estruturação textual.Mecanismos de estruturação textual.
Mecanismos de estruturação textual.LeYa
 
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º BTrabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º BVanda Crivillari
 
Figuras de linguagem com exercícios
Figuras de linguagem com exercíciosFiguras de linguagem com exercícios
Figuras de linguagem com exercíciosSônia Sochiarelli
 
Aula13 figuras de linguagem
Aula13  figuras de linguagemAula13  figuras de linguagem
Aula13 figuras de linguagemAndré Figundio
 

Mais procurados (20)

FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 09
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 09FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 09
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 09
 
Recursos estilísticos
Recursos estilísticosRecursos estilísticos
Recursos estilísticos
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Figuras de linguagem apresentação
Figuras de linguagem   apresentaçãoFiguras de linguagem   apresentação
Figuras de linguagem apresentação
 
1 coesão textual - referencial e sequencial
1   coesão textual - referencial e sequencial1   coesão textual - referencial e sequencial
1 coesão textual - referencial e sequencial
 
Coesão (nelppe)
Coesão (nelppe)Coesão (nelppe)
Coesão (nelppe)
 
15 coesao referencial
15 coesao referencial15 coesao referencial
15 coesao referencial
 
P
PP
P
 
Estilística.PDF
Estilística.PDFEstilística.PDF
Estilística.PDF
 
Figuras de Linguagem (recursos estilísticos e sonoros)
Figuras de Linguagem (recursos estilísticos e sonoros)Figuras de Linguagem (recursos estilísticos e sonoros)
Figuras de Linguagem (recursos estilísticos e sonoros)
 
Coesão Referencial
Coesão ReferencialCoesão Referencial
Coesão Referencial
 
Os mecanismos de coesão e coerência textuais
Os mecanismos de coesão e coerência textuais Os mecanismos de coesão e coerência textuais
Os mecanismos de coesão e coerência textuais
 
Livros poliedro caderno 1 português
Livros poliedro   caderno 1 portuguêsLivros poliedro   caderno 1 português
Livros poliedro caderno 1 português
 
Mecanismos de estruturação textual.
Mecanismos de estruturação textual.Mecanismos de estruturação textual.
Mecanismos de estruturação textual.
 
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º BTrabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
Trabalho da Daniela, Laís e Paula - 1º B
 
Figuras de linguagem com exercícios
Figuras de linguagem com exercíciosFiguras de linguagem com exercícios
Figuras de linguagem com exercícios
 
Texto narrativo
Texto narrativoTexto narrativo
Texto narrativo
 
Plano de aula
Plano de aulaPlano de aula
Plano de aula
 
Aula13 figuras de linguagem
Aula13  figuras de linguagemAula13  figuras de linguagem
Aula13 figuras de linguagem
 

Destaque

Trabalho de Português - Ambiguidade
Trabalho de Português - AmbiguidadeTrabalho de Português - Ambiguidade
Trabalho de Português - AmbiguidadeGabrielaWSK
 
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...Jordano Santos Cerqueira
 
Multimedia in the classroom powerpoint 4
Multimedia in the classroom powerpoint 4Multimedia in the classroom powerpoint 4
Multimedia in the classroom powerpoint 4trittrot2
 
Contenido unidad 5 estrategia y ventaja competitiva by jirodriguez
Contenido unidad 5 estrategia y ventaja competitiva by jirodriguezContenido unidad 5 estrategia y ventaja competitiva by jirodriguez
Contenido unidad 5 estrategia y ventaja competitiva by jirodriguezJuan Ignacio Rodriguez
 
정치의미래_정당공천제_풀뿌리
정치의미래_정당공천제_풀뿌리정치의미래_정당공천제_풀뿌리
정치의미래_정당공천제_풀뿌리Hanseong Kim
 
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 01
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 01FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 01
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 01Jordano Santos Cerqueira
 
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 03
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 03FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 03
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 03Jordano Santos Cerqueira
 
ภาษาไทย1
ภาษาไทย1ภาษาไทย1
ภาษาไทย1krusan03
 
Pdf ภาษาไทย
Pdf ภาษาไทยPdf ภาษาไทย
Pdf ภาษาไทยkrusan03
 
VPS gia re nhat tai Viet Nam !!!
VPS gia re nhat tai Viet Nam !!!VPS gia re nhat tai Viet Nam !!!
VPS gia re nhat tai Viet Nam !!!hoaian_136
 
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...Jordano Santos Cerqueira
 
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...Jordano Santos Cerqueira
 
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 06
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 06FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 06
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 06Jordano Santos Cerqueira
 
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...Jordano Santos Cerqueira
 

Destaque (20)

Trabalho de Português - Ambiguidade
Trabalho de Português - AmbiguidadeTrabalho de Português - Ambiguidade
Trabalho de Português - Ambiguidade
 
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...
 
Multimedia in the classroom powerpoint 4
Multimedia in the classroom powerpoint 4Multimedia in the classroom powerpoint 4
Multimedia in the classroom powerpoint 4
 
Captivate 5 user guide
Captivate 5 user guideCaptivate 5 user guide
Captivate 5 user guide
 
Original facebook
Original facebookOriginal facebook
Original facebook
 
Contenido unidad 5 estrategia y ventaja competitiva by jirodriguez
Contenido unidad 5 estrategia y ventaja competitiva by jirodriguezContenido unidad 5 estrategia y ventaja competitiva by jirodriguez
Contenido unidad 5 estrategia y ventaja competitiva by jirodriguez
 
정치의미래_정당공천제_풀뿌리
정치의미래_정당공천제_풀뿌리정치의미래_정당공천제_풀뿌리
정치의미래_정당공천제_풀뿌리
 
Periodico
PeriodicoPeriodico
Periodico
 
Auto xparts
Auto xpartsAuto xparts
Auto xparts
 
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 01
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 01FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 01
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 01
 
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 03
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 03FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 03
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 03
 
ภาษาไทย1
ภาษาไทย1ภาษาไทย1
ภาษาไทย1
 
O PRINCÍPIO RECURSAL DA VOLUNTARIEDADE
O PRINCÍPIO RECURSAL DA VOLUNTARIEDADEO PRINCÍPIO RECURSAL DA VOLUNTARIEDADE
O PRINCÍPIO RECURSAL DA VOLUNTARIEDADE
 
Sanwaad presentation
Sanwaad presentationSanwaad presentation
Sanwaad presentation
 
Pdf ภาษาไทย
Pdf ภาษาไทยPdf ภาษาไทย
Pdf ภาษาไทย
 
VPS gia re nhat tai Viet Nam !!!
VPS gia re nhat tai Viet Nam !!!VPS gia re nhat tai Viet Nam !!!
VPS gia re nhat tai Viet Nam !!!
 
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...
 
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...
FACELI - D1 - Helga Catarina Pereira de Magalhães Faria - Teoria Geral do Dir...
 
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 06
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 06FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira  -  Linguagem Jurídica - AULA 06
FACELI - D1 - Zilda Maria Fantin Moreira - Linguagem Jurídica - AULA 06
 
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...
Direito - 1º Período - Fernanda Rocha Valim - Introdução a Pesquisa Científic...
 

Semelhante a Linguagem jurídica e recursos estilísticos

Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagemMarta Morais
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagemISJ
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagemISJ
 
Figuras de palavras ou tropos
Figuras de palavras ou troposFiguras de palavras ou tropos
Figuras de palavras ou troposrosangelajoao
 
recursos morfossintáticos-lexicais-semânticos.pptx
recursos morfossintáticos-lexicais-semânticos.pptxrecursos morfossintáticos-lexicais-semânticos.pptx
recursos morfossintáticos-lexicais-semânticos.pptxMarluceBrum1
 
Figuras de palavras ou tropos
Figuras de palavras ou troposFiguras de palavras ou tropos
Figuras de palavras ou troposrosangelajoao
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagemSandro Teles
 
22195856 figuras-de-linguagem
22195856 figuras-de-linguagem22195856 figuras-de-linguagem
22195856 figuras-de-linguagemcaio_phb
 
Introdução ao estudo da literatura
Introdução ao estudo da literaturaIntrodução ao estudo da literatura
Introdução ao estudo da literaturaFlavio Maia Custodio
 
Produção textual
Produção textualProdução textual
Produção textualRegis Regina
 
Gêneros Literários
Gêneros LiteráriosGêneros Literários
Gêneros LiteráriosIvana Mayrink
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagemAmanda Sena
 

Semelhante a Linguagem jurídica e recursos estilísticos (20)

Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Metáfora
MetáforaMetáfora
Metáfora
 
Figuras de palavras ou tropos
Figuras de palavras ou troposFiguras de palavras ou tropos
Figuras de palavras ou tropos
 
recursos morfossintáticos-lexicais-semânticos.pptx
recursos morfossintáticos-lexicais-semânticos.pptxrecursos morfossintáticos-lexicais-semânticos.pptx
recursos morfossintáticos-lexicais-semânticos.pptx
 
Figuras de palavras ou tropos
Figuras de palavras ou troposFiguras de palavras ou tropos
Figuras de palavras ou tropos
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Figuras de Linguagem
Figuras de LinguagemFiguras de Linguagem
Figuras de Linguagem
 
Figuras de estilo
Figuras de estiloFiguras de estilo
Figuras de estilo
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
22195856 figuras-de-linguagem
22195856 figuras-de-linguagem22195856 figuras-de-linguagem
22195856 figuras-de-linguagem
 
Substantivos
SubstantivosSubstantivos
Substantivos
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Quinhentismo na literatura.pptx
Quinhentismo na literatura.pptxQuinhentismo na literatura.pptx
Quinhentismo na literatura.pptx
 
Introdução ao estudo da literatura
Introdução ao estudo da literaturaIntrodução ao estudo da literatura
Introdução ao estudo da literatura
 
Produção textual
Produção textualProdução textual
Produção textual
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 
Gêneros Literários
Gêneros LiteráriosGêneros Literários
Gêneros Literários
 
Figuras de linguagem
Figuras de linguagemFiguras de linguagem
Figuras de linguagem
 

Mais de Jordano Santos Cerqueira

2022. UBER: RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO
2022. UBER: RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO2022. UBER: RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO
2022. UBER: RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGOJordano Santos Cerqueira
 
Processo penal 05 recursos - rev. criminal
Processo penal 05   recursos - rev. criminalProcesso penal 05   recursos - rev. criminal
Processo penal 05 recursos - rev. criminalJordano Santos Cerqueira
 
Direito do Consumidor Elementos da Relação Jurídica de Consumo
Direito do Consumidor Elementos da Relação Jurídica de ConsumoDireito do Consumidor Elementos da Relação Jurídica de Consumo
Direito do Consumidor Elementos da Relação Jurídica de ConsumoJordano Santos Cerqueira
 

Mais de Jordano Santos Cerqueira (20)

2022. UBER: RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO
2022. UBER: RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO2022. UBER: RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO
2022. UBER: RECONHECIMENTO DO VÍNCULO DE EMPREGO
 
Projeto de Extensão 'Direito na Escola'
Projeto de Extensão 'Direito na Escola'Projeto de Extensão 'Direito na Escola'
Projeto de Extensão 'Direito na Escola'
 
Processo penal ii
Processo penal iiProcesso penal ii
Processo penal ii
 
Processo penal 05 recursos - rev. criminal
Processo penal 05   recursos - rev. criminalProcesso penal 05   recursos - rev. criminal
Processo penal 05 recursos - rev. criminal
 
Processo penal 03 procedimentos
Processo penal 03   procedimentosProcesso penal 03   procedimentos
Processo penal 03 procedimentos
 
Processo penal 01 avisos processuais
Processo penal 01   avisos processuaisProcesso penal 01   avisos processuais
Processo penal 01 avisos processuais
 
Prática Jurídica 01
Prática Jurídica 01Prática Jurídica 01
Prática Jurídica 01
 
Curso Oratória Aristotélica Parte II
Curso Oratória Aristotélica Parte IICurso Oratória Aristotélica Parte II
Curso Oratória Aristotélica Parte II
 
Curso Oratória Aristotélica Parte I
Curso Oratória Aristotélica Parte ICurso Oratória Aristotélica Parte I
Curso Oratória Aristotélica Parte I
 
Direito Ambiental aula 2
Direito Ambiental aula 2Direito Ambiental aula 2
Direito Ambiental aula 2
 
Direito Ambiental aula 3
Direito Ambiental aula 3Direito Ambiental aula 3
Direito Ambiental aula 3
 
Direito Ambiental aula 1
Direito Ambiental aula 1Direito Ambiental aula 1
Direito Ambiental aula 1
 
Direito do Consumidor Elementos da Relação Jurídica de Consumo
Direito do Consumidor Elementos da Relação Jurídica de ConsumoDireito do Consumidor Elementos da Relação Jurídica de Consumo
Direito do Consumidor Elementos da Relação Jurídica de Consumo
 
Direito do Consumidor introdução
Direito do Consumidor introduçãoDireito do Consumidor introdução
Direito do Consumidor introdução
 
Função Social da Propriedade
Função Social da PropriedadeFunção Social da Propriedade
Função Social da Propriedade
 
Direito do Consumidor Direitos Básicos
Direito do Consumidor Direitos BásicosDireito do Consumidor Direitos Básicos
Direito do Consumidor Direitos Básicos
 
Precedentes
PrecedentesPrecedentes
Precedentes
 
Internet
InternetInternet
Internet
 
Exercicio recurso extraordinario
Exercicio recurso extraordinarioExercicio recurso extraordinario
Exercicio recurso extraordinario
 
Agravo interno
Agravo internoAgravo interno
Agravo interno
 

Último

Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)Paula Meyer Piagentini
 
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...azulassessoria9
 
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.Paula Meyer Piagentini
 
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.azulassessoria9
 
CAMINHOS PARA A PROMOÇÃO DA INLUSÃO E VIDA INDEPENDENTE
CAMINHOS PARA  A PROMOÇÃO DA INLUSÃO E VIDA INDEPENDENTECAMINHOS PARA  A PROMOÇÃO DA INLUSÃO E VIDA INDEPENDENTE
CAMINHOS PARA A PROMOÇÃO DA INLUSÃO E VIDA INDEPENDENTEJoaquim Colôa
 
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptx
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptxSlides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptx
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Ser Mãe Atípica, uma jornada de amor e aceitação
Ser Mãe Atípica, uma jornada de amor e aceitaçãoSer Mãe Atípica, uma jornada de amor e aceitação
Ser Mãe Atípica, uma jornada de amor e aceitaçãoJayaneSales1
 
Estudo Dirigido de Literatura / Primeira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Primeira Série do E.M.Estudo Dirigido de Literatura / Primeira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Primeira Série do E.M.Paula Meyer Piagentini
 
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdfO Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdfQueleLiberato
 
Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao  bullyingMini livro sanfona - Diga não ao  bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao bullyingMary Alvarenga
 
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdf
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdfAula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdf
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdfaulasgege
 
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.Mary Alvarenga
 
Pizza_literaria.pdf projeto de literatura
Pizza_literaria.pdf projeto de literaturaPizza_literaria.pdf projeto de literatura
Pizza_literaria.pdf projeto de literaturagomescostamma
 
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)Paula Meyer Piagentini
 
atividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãoatividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãodanielagracia9
 
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...azulassessoria9
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoCelianeOliveira8
 

Último (20)

Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
 
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
 
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Terceira Série do E.M.
 
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
 
CAMINHOS PARA A PROMOÇÃO DA INLUSÃO E VIDA INDEPENDENTE
CAMINHOS PARA  A PROMOÇÃO DA INLUSÃO E VIDA INDEPENDENTECAMINHOS PARA  A PROMOÇÃO DA INLUSÃO E VIDA INDEPENDENTE
CAMINHOS PARA A PROMOÇÃO DA INLUSÃO E VIDA INDEPENDENTE
 
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
 
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptx
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptxSlides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptx
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptx
 
Ser Mãe Atípica, uma jornada de amor e aceitação
Ser Mãe Atípica, uma jornada de amor e aceitaçãoSer Mãe Atípica, uma jornada de amor e aceitação
Ser Mãe Atípica, uma jornada de amor e aceitação
 
Estudo Dirigido de Literatura / Primeira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Primeira Série do E.M.Estudo Dirigido de Literatura / Primeira Série do E.M.
Estudo Dirigido de Literatura / Primeira Série do E.M.
 
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdfO Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
 
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE” _
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE”       _“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE”       _
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE” _
 
Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao  bullyingMini livro sanfona - Diga não ao  bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
 
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdf
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdfAula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdf
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdf
 
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.
 
Pizza_literaria.pdf projeto de literatura
Pizza_literaria.pdf projeto de literaturaPizza_literaria.pdf projeto de literatura
Pizza_literaria.pdf projeto de literatura
 
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)
 
atividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãoatividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetização
 
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
 

Linguagem jurídica e recursos estilísticos

  • 3. 5.1DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO O homem conjuga duas formas de conhecimento: o intelectivo, cognoscitivo, referencial, objetivo (denotativo) e o subjetivo, afetivo (conotativo).
  • 4. Um texto estruturado de forma ambígua em relação ao sistema de expectativas, que é o código denotativo, leva o leitor a uma dificuldade maior na decodificação, mas lhe assegura um tipo de informação não veiculada pela linguagem denotativa (função poética).
  • 5. Segundo Xavier (2001, p. 21-22), “Diz-se que uma palavra é empregada em sentido denotativo ou referencial quando se reporta ao conteúdo literal que lhe atribuem os dicionários, apresentando a significação delimitada numa área precisa”. Ex.: Eles saíram à caça da raposa.
  • 6. Palma e Ricciardi (1983, p. 6) descrevem que “É pela denotação – propriedade que um signo linguístico tem de remeter a um objeto exterior à língua – que fornecemos, a respeito das coisas, respostas que procuram ser racionais, lógicas, coletivas, inequívocas, traduzíveis e mais rápidas quanto à decodificação. Movendo-se no perímetro da língua, os signos linguísticos são transparentes e a função representativa ou referencial predomina.
  • 7. Na Conotação, “A palavra empregada não pode ser descrita no puro âmbito gramatical, pois dele transcendeu para o da estilística e somente o contexto poderá determinar-lhe os contornos de sentido. A base do sentido conotativo é a metaforização” (XAVIER, 2001, p. 22). Ex.: Aquele advogado, na tribuna, é uma raposa.
  • 8. 5.2 ESTILO Estilo: Etimologicamente, a palavra estilo procede do latim stilu, que era um ponteiro de ferro com o qual os antigos escreviam sobre tábuas enceradas. Por metonímia, o sentido ampliou-se abarcando a significação geral do modo ou maneira particular de alguém utilizar-se da língua. O estilo pode ser:
  • 9. Gramatical ou Lógico  Modo de se utilizar da língua conforme preceitos da gramática. Suas qualidades são a correção, a clareza, a concisão, a harmonia e a propriedade. Literário ou Expressivo  Sinônimo de criação, pois fruto de natureza inata, do poder indutivo e inapreendível, ao contrário do anterior, que comporta dons adquiridos pelo esforço e pelo estudo. Suas qualidades são a propriedade ou eficácia e originalidade (TAVARES, 1981).
  • 10. Verossimilhança  Semelhante ao verdadeiro, passível de ocorrer, em um determinado cenário, real ou ficcional. Essa verdade pode ser uma verdade particular, só possível dentro da coerência interna de sua história. Por exemplo: A fala do personagem deve corresponder à sua região, à sua classe social, à sua faixa etária. O fato de um animal falar numa fábula é coerente dentro da história.
  • 11. 5.3 FIGURAS DE LINGUAGEM Quando há sentido conotativo, tem-se a linguagem figurada, ou seja, as figuras de linguagem
  • 12. 5.3 FIGURAS DE LINGUAGEM “Figura é um recurso de linguagem que consiste em apresentar uma ideia por meio de combinações incomuns de palavras. A figura resulta de um desvio da norma”.
  • 13. “A linguagem figurada é um recurso que facilita ou promove nossa criatividade linguística”.
  • 14. 5.3.1 Categorias das Figuras de Linguagem Há diferença na classificação das figuras de linguagem entre os gramáticos e nem sempre concordam com a divisão das figuras em determinadas categorias. Uma mesma figura é classificada como pertencente a uma categoria por uns e a outra, por outros.
  • 15. Faraco, Mesquita e Sacconi classificam as figuras de linguagem em: Figuras de Palavras ou Tropos: caracterizam-se por apresentar sempre uma mudança, uma substituição ou transposição do sentido real para o sentido figurado da palavra. São elas a Comparação (ou Símile), Metáfora, Catacrese, Metonímia, Sinédoque, Perífrase, Antonomásia.
  • 16. Figuras de Pensamento: processos que introduzem uma ideia diferente daquela que a palavra habitualmente exprime. O enunciado expressa ideia diferente daquela que a forma linguística parece indicar. São elas a Antítese, Ironia, Eufemismo, Hipérbole, Reticência, Gradação (ou clímax), Apóstrofe, Prosopopeia (ou personificação, ou animismo), Paradoxo (ou oxímoro), Litotes.
  • 17. Figuras de Sintaxe ou de Construção: apresentam algum tipo de modificação na estrutura da oração. Disposição inesperada, incomum das palavras na frase ou de concordância irregular. São elas a Repetição (ou Iteração), Anástrofe, Elipse, Zeugma, Silepse, Pleonasmo, Polissíndeto, Anacoluto, Hipérbato, Anáfora, Assíndeto, Aliteração, Anadiplose.
  • 18. Ernani Terra (1996) classifica as figuras de linguagem em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras, ou seja, ele acrescenta um quarto grupo: as figuras de som – as que destacam os sons das palavras, como a onomatopeia, a aliteração e a assonância.
  • 19. Segundo Paschoalin e Spadoto (1996), as figuras de linguagem ocorrem por meio de recursos semânticos (quando trabalha a palavra do ponto de vista de seu significado), como no eufemismo; recursos fonéticos (quando destaca os sons das palavras), como na aliteração; recursos sintáticos (quando trabalha a construção da frase), como no pleonasmo.
  • 20. 5.3.2 Tipos de Figuras de Linguagem
  • 21. ALEGORIA Consiste numa série de figuras (metáforas, comparações etc.) que transferem a narrativa (personagens e ações) para o plano do símbolo ou da fábula. Ex.: “Esta árvore do Estado, de cujas ramas pendem troféus ganhos no Oriente, tem as raízes apartadas do tronco por infinitas léguas...” (J. Freire)
  • 22. ALITERAÇÃO Repetição de um mesmo fonema consonantal. (Ver assonância) Ex.: “Boi bem bravo, bate baixo, bota baba, boi berrando...” (Guimarães Rosa)
  • 23. AMBIGUIDADE Duplo sentido, duas ou mais interpretações. Ex.: “Deixa-me, fonte! Dizia A flor, tonta de terror. E a fonte, sonora e fria, Cantava, levando a flor.” (Vicente de Carvalho) (fria oposto de quente ou como insensível, indiferente?)
  • 24.
  • 25. ANTÍTESE Uso de opostos. A antítese consiste em realçar uma ideia ou um conceito por meio de palavras de sentido oposto. (Ver paradoxo) Ex.: “Era o porvir – em frente do passado, A liberdade – em face à escuridão”. (C. Alves)
  • 26. ANTONOMÁSIA É a substituição de um nome próprio por um nome comum ou por uma expressão a ele ligada. Essa palavra ou expressão designa uma característica do ser cujo nome substitui ou uma qualidade que se atribui a este ser, ou fato que a distingue. (Ver epíteto) Ex.: Pelé (Edson Arantes do Nascimento) Mártir da Independência (Tiradentes) O poeta dos escravos (Castro Alves) O Dante Negro (Cruz e Souza)
  • 27. ANTONOMÁSIA “O Promotor de Justiça veste-se de Catão para punir um homem comum, que praticou o adultério pela astúcia de uma mulher sedutora, que além de o envolver com propostas maliciosas, entorpeceu-lhe a razão pelas ameaças de destruir-lhe o casamento, chantagem ignóbil que representa, ela sim, uma imoralidade a ser repudiada pela intransigência do Ministério Público”. (Exemplo de texto jurídico – “Catão” com o sentido de moralista austero e reforça a ideia de intransigência dada ao Promotor de Justiça).
  • 28. Há antonomásia na construção bastante comum na linguagem jurídica: sentença draconiana (injusta e demasiado severa), usada por identificação a Draco, legislador excessivamente rigoroso, tanto que injusto.
  • 29. APÓSTROFE Invocação ou interpelação que se faz a alguém. Ex.: “Deus! Ó Deus! Onde estás que não me respondes?” (Castro Alves)
  • 30. ASSÍNDETO Ausência da conjunção coordenativa. (Ver polissíndeto) Ex.: “Escrevia, lia, dormia, acordava, levantava-me, tornava a deitar-me”. (Graciliano Ramos)
  • 31. ASSONÂNCIA Repetição de um mesmo fonema vocálico. Ex.: “E bamboleando em ronda dançam bandos tontos e bambos de pirilampos”. (Guilherme de Almeida)
  • 32. CATACRESE Uso de termos em outro sentido por faltar palavras na língua. Segundo Faraco, a catacrese é, a rigor, uma metáfora que se desgastou com o tempo, em que já não se sente nenhum vestígio de inovação. Ex.: Folha do livro, Pele do tomate, Céu da boca, Asa da xícara, Pé da mesa.
  • 33. COMPARAÇÃO É uma figura que consiste em estabelecer uma relação de qualidade entre os termos da oração para destacar a semelhança entre eles. Comparação ou Símile, para Faraco, mas outros consideram o símile como metáfora. Ex.: “A sombra das roças é macia e doce, é como uma carícia”. (Jorge Amado)
  • 34. A comparação metafórica compara elementos de universos diferentes. Ex.: Macarrão é mais barato do que carne. (comparação simples – compara elementos do mesmo universo).
  • 35. “O acusado agiu como um leão que ataca o cordeiro; sabia de sua força e valeu-se dela para atemorizar a indefesa vítima”. (Exemplo de texto jurídico).
  • 36. ELIPSE Consiste na omissão de um termo não empregado anteriormente. (Ver zeugma) Ex.: Na estante, livros e mais livros. (havia) Haveremos de vencer! (nós) Toda a cidade parada por causa do calor. (estava)
  • 37. EPÍTETO Cognome, palavra ou frase que qualifica pessoa ou coisa. Ex.: “Caim” para designar assassino de irmão.
  • 38. EUFEMISMO É o recurso que utilizamos para amenizar o que pensamos. Consiste na substituição de uma palavra ou expressão com sentido desagradável por outra, com a finalidade de amenizar seu significado. Ex.: Aquele rapaz não é legal, ele subtraiu dinheiro. Eu não fui feliz nos exames. Seu corpo será levado ao campo santo. (cemitério)
  • 39. GRADAÇÃO (ou clímax) Enumeração de qualidades numa ordem crescente ou decrescente, ideia de intensificação ou decréscimo progressivo de significados. Ex.: A vida, o céu, o mar, o infinito, tudo parecia sem graça longe dela.
  • 40. HIPÉRBOLE Recurso utilizado para exagerar uma ideia. Ocorre quando se usa uma expressão exagerada, geralmente para dar maior ênfase à frase. Ex.: Já lhe disse isso um milhão de vezes. Quando o filme começou, voei para casa. Estamos todos morrendo de sede.
  • 41. IRONIA Consiste na inversão dos sentidos. É uma figura que exprime um conceito contrário do que se pensa ou do que realmente se quer dizer. Ex.: Que alunos inteligentes! Não sabem nem somar. Se você gritar mais alto, eu agradeço. Parabéns pela sua grande ideia: conseguiu estragar todos os meus planos.
  • 42. METÁFORA Comparação mental, comparação sem os termos comparativos. A metáfora é uma figura que consiste em empregar um termo com um sentido que se lhe associa por força de uma comparação de ordem subjetiva. A comparação fica subentendida. Ex.: “Fecha-se a pálpebra do dia”.
  • 43. “O acusado agiu como um leão que ataca o cordeiro; sabia de sua força e valeu-se dela para atemorizar a indefesa vítima”. (Exemplo de texto jurídico – “cordeiro” no lugar de “vítima”)
  • 44. “Sentido, senhores! Quando o tribunal popular cair é a parede da justiça que ruirá! Pela brecha hiante vazará o tropel desatinado e os mais altos tribunais no alto de sua superioridade!” (Roberto Lyra). (Exemplo de texto jurídico - o tribunal tornou-se a parede mestra; um elemento assumiu as características do outro)
  • 45. METONÍMIA Troca de um termo por outro por haver uma relação externa entre eles. Essa relação pode ser de: abstrato pelo concreto, autor pela obra, efeito pela causa, continente pelo conteúdo, instrumento pela pessoa, nome do inventor substitui o nome do invento, símbolo pela coisa simbolizada, classe pelo indivíduo, o nome do produto é substituído pelo nome do lugar onde é feito.
  • 46. METONÍMIA “ A metonímia é a transferência do nome por contiguidade dos sentidos (temporal, especial, causal)”. Ex.: Ele é um bom de garfo.
  • 47. PARADOXO (ou Oxímoro) Tipo de antítese que se expressa de uma forma mais radical, ideias antagônicas. Ex.: “Menino do rio, Calor que provoca arrepio”. (Caetano Veloso)
  • 48. PARONOMÁSIA Ocorrência próxima de palavras com som semelhante, mas de significados diferentes. (Ver trocadilho) Ex.: “O que não pôde Marte, pôde a Morte”. (Getúlio Baia)
  • 49. PLEONASMO Consiste na repetição de ideias. Redundância. Emprego de palavras ou expressões de significado semelhante, próximas uma da outra, para reforçar a ideia. Ex.: O canário cantou um canto melodioso. Vi com meus próprios olhos. Estes versos, eu os li ontem.
  • 50. POLISSÍNDETO Repetição de conjunção coordenativa. Ex.: “... as casas são pobres, e os homens pobres, e muitos são parados e doentes e indolentes...” (Rubem Braga)
  • 51. PRETERIÇÃO Consiste em tratar de assunto e ao mesmo tempo afirmar que ele será evitado. Ex.: “Não pretendo aqui lembrar que o réu é um herói de guerra, duas vezes condecorado com atos de bravura”. (H. Pontes)
  • 52. “Unamos agora os pés e demos um salto por sobre a escola, a enfadonha escola, onde aprendi a ler, a escrever, contar, dar caçoletas e apanhá-las e ir fazer diabruras, ora nos morros, ora nas praias, onde quer que fosse propício a ociosos” (Machado de Assis) (Um salto por sobre a escola, mas fala dela)
  • 53. “Não vos pintarei os tumultos, a grita da multidão: o sangue de todos os lados, o corpo do filho estendido sobre o cadáver do pai, as mães em lágrimas correndo com os filhinhos ao colo, os irmãos erguendo um contra os outros as espadas fraticidas, o incêndio, a ruína, a desolação por toda parte...” (Costa e Cunha). Eu poderia fazer-lhe notar que ela conhecia sobremaneira a beleza das obras do espírito... mas por que me alongar...?
  • 54. “Não vos direi o que pensam tantas pessoas, que certos poderosos, depois de uma juventude tempestuosa, não alcançaram a posição que ocupam, senão por meio de intrigas sujas, e que em seguida traficaram com a sua função e edificaram a sua fortuna por meios desonestos”.
  • 55. PROLEPSE Consiste em prever as objeções do interlocutor ou adversários e refutá- las antecipadamente. Ex.: “Objetar-me-eis com a guerra! Eu vos respondo com o arbitramento. O porvir é assaz vasto para comportar esta grande esperança”. (Rui Barbosa)
  • 56. “Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o censo! E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto”. (Olavo Bilac)
  • 57. PROSOPOPÉIA (ou personificação ou animismo) Atribui características humanas a seres inanimados. Atribuição de características de seres animados a seres inanimados ou irracionais; coisas ou animais agem como pessoas. Ex.: O céu está mostrando sua face mais bela. O cão mostrou grande sisudez. “Uma ilusão gemia em cada canto, Chorava em cada canto uma saudade!” (Luís Guimarães Jr.)
  • 58. SILEPSE A concordância é feita com a ideia que se quer transmitir (gênero, número e pessoa). Ex.: São Paulo já está fria nessa época do ano.
  • 59. SÍMILE É uma comparação reduzida em que os termos comparados estão presentes. É mais que uma comparação já que a partícula comparativa desapareceu. O símile é também considerado uma metáfora (uma metáfora impura). Ex.: “O homem não é senão um caniço, o mais frágil da natureza, mas é um caniço pensante”. (PASCAL, apud DUBOIS et al., 1974).
  • 60. SINÉDOQUE Tipo especial de metonímia que se baseia numa relação de todo ou parte. Essa relação pode ser de: a parte substitui o todo; o nome do gênero substitui uma de suas espécies; o nome do indivíduo passa a indicar toda uma espécie ou grupo; singular pelo plural; matéria de que é feito um produto substitui o nome do produto; a marca do produto substitui o produto; características, hábitos, traços físicos ou psicológicos, aparência, vícios de um ser ou coisa substituem o nome do ser.
  • 61. Ex.: Os mortais pensam e falam. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. (Euclides da Cunha)
  • 62. “Aquele que usa arma para resolver seus problemas, aquele que faz da força e da violência a razão de viver, de obter suas vantagens, não pode ser considerado um elemento comum. Elemento comum exerce um direito. E nós, hoje, estamos tão somente exigindo justiça. Não é o Ministério Público que quer a condenação. O Ministério Público só tem o dever de instruir Vossas Excelências daquilo que a lei dita, daquilo que é norma legal para se viver em sociedade”. (Fagundes, 1987:72)
  • 63. Exemplo de texto jurídico – emprego do plural pelo singular. O recurso permite traduzir a ideia de que não só o Promotor Público, que enuncia o discurso, considera necessária a condenação do réu. Ele é porta-voz do Ministério Público e representa o pensamento de toda a categoria.
  • 64. SINESTESIA Consiste na fusão de sensações diferentes numa mesma expressão. Essas sensações podem ser físicas (gustação, audição, visão, olfato e tato) ou psicológicas (subjetivas). Mescla, numa expressão, de sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
  • 65. Ex.: Milagrosa aquela mancha verde (sensação visual) e úmida, macia (sensações táteis), quase irreal. “A luz gelada e pálida diluindo...” (Cruz e Souza)
  • 66. “A vítima sentiu em sua carne a violência do acusado; viu o movimento da faca ferir seus órgãos vitais; ouviu as palavras duras e impiedosas do agressor e pretende, ainda, a defesa, demonstrar que o réu não cometeu tentativa de homicídio, mas tão- somente lesão corporal culposa?” (Exemplo de texto jurídico – para realçar a ideia de sofrimento da vítima, destacam-se o sentir, o ver e o ouvir).
  • 67. TROCADILHO Repetição de termos iguais, mas com significados diferentes com efeito humorístico. Ex.: “Seu Irineu Boaventura não era tão bem-aventurado assim, pois sua saúde não era lá para que se diga...” (Stanislaw Ponte Preta)
  • 68. ZEUGMA Consiste na omissão de um termo já empregado anteriormente. Ex.: Ele come carne, eu verduras. Ele prefere um passeio pela praia; eu, cinema. “Os nomes retomam seu antigo significado, os seres, sua antiga aparência; nós, nossa alma de então” (Proust)
  • 70. A I B Termo de Partida Termo Intermediário (procede a passagem de A a B) Termo de Chegada METÁFORA
  • 71. Metáfora  representa uma troca de palavra por outra por haver entre elas alguma semelhança.
  • 72. A B METONÍMIA Metonímia  É a substituição de uma palavra por outra, quando existe uma proximidade de sentidos que permite essa troca, uma relação de contiguidade.
  • 73. Sinédoque  Substituição de um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido usual da palavra, uma relação de parte e todo. A B SINÉDOQUE
  • 74. ENFIM... As três figuras representam uma troca de palavra por outra por haver entre elas alguma relação.
  • 75. 3.2.2 Diferença entre Comparação – Símile – Metáfora
  • 76. Há divergência entre os autores em relação à diferença entre Comparação, Símile ou Metáfora.
  • 77. Para Faraco, Comparação ou Símile, são iguais, mas outros consideram o símile como Metáfora, mas José de Nicola (1998) faz uma distinção entre essas figuras.
  • 78. Na comparação, há a partícula comparativa. Ex.: Clarissa, que mora na minha rua, é bela como uma deusa.
  • 79. O símile não possui a partícula comparativa, mas mantém os dois termos comparados; ele é mais que uma comparação já que a partícula comparativa desapareceu. Ex.: Clarissa, que mora na minha rua, é uma deusa.
  • 80. Na metáfora, não há nem a partícula comparativa nem um dos termos – o termo de partida para a comparação. Ex.: A deusa da minha rua. O termo de chegada “deusa” foi colocado no lugar do termo de partida “Clarissa”).
  • 81. EXEMPLOS DE METÁFORA “Oh! Quanto me pesa este coração, que é de pedra! Este coração que era de asas de música e tempo de lágrimas” (C.M.). “Senhor, nada valho / Sou a planta humilde dos quintais” (Cora Coralina).
  • 82. “Palavras não matam / nem provocam inverno atômico / e na voz do poeta (abelhas na colmeia) / podem até conter uma ideia”. (Régis Bonvicino) “... jogara pessoas inocentes na lama da calúnia...” “... um fiapo de gente encostado ao poste ...”
  • 83. “Quando em meu peito rebentar-se a fibra, Que o espírito enlaça à dor vivente Não derramam por mim nenhuma lágrima” (Álvares de Azevedo). Eufemismo (rebentar... = morrer) Prosopopeia (o espírito enlaça) Metáfora (fibra = coração)
  • 84. EXEMPLOS DE METONÍMIA Nas horas de folga lia Camões. Li Jô Soares dezenas de vezes. (O autor pela obra) A América reagiu e combateu. A terra inteira chorou a morte do santo pontífice. O ginásio aplaudiu a seleção. (O continente pelo conteúdo ou o lugar pelos habitantes = os habitantes, as pessoas)
  • 85. A cidade inteira (metonímia) viu assombrada, de queixo caído, o pistoleiro sumir de ladrão fugindo nos cascos de seu cavalo." (cascos = o todo pela parte = sinédoque) “Difícil conduzir aquela bondade trôpega ao cárcere, onde cumpriam pena os malfeitores” (Graciliano Ramos). A infância deve ser protegida pelos órgãos públicos. (O abstrato pelo concreto = pessoas, crianças)
  • 86. Não é paternalismo de nenhum mecenas arquimilionário. (mecenas = protetor, o indivíduo pela espécie ou classe) Para os artistas ele foi um mecenas. (O indivíduo pela espécie, nome próprio pelo nome comum) “Porém, já cinco sóis eram passados” (Camões). (= cinco dias)
  • 87. O aço de Zé Grande espelha reflexos dos cristais. (A matéria pelo objeto = faca) Não te afaste da cruz. (O símbolo e o objeto simbolizador = religião) Fumei um saboroso havana. (O lugar e o produto do lugar = charuto) “Os aviões semeiam a morte” (O efeito pela causa = bombas mortíferas)
  • 88. As penas mais brilhantes do país reverenciaram a memória do grande morto. (O instrumento pela pessoa que o utiliza – penas, canetas = escritores) “Andai como filhos da luz”, recomenda-os o Apóstolo. (= São Paulo apóstolo de Cristo - a espécie ou classe pelo indivíduo) O trono estava abalado. (O sinal pela coisa significada – trono = o império)
  • 89. EXEMPLOS DE SINÉDOQUE As chaminés (fábricas) forjam a grandeza de São Paulo. Não tinha um teto (casa) onde se abrigasse. Vários brasileiros vivem sem teto. (A parte pelo todo) Os mortais (os humanos) pensam e sofrem neste mundo. (A qualidade pela espécie; mortais envolvem também os animais )
  • 90. O paulista é tímido; o carioca, atrevido. O homem (os homens) é mortal. (Singular pelo plural) “Se os deuses se vingam, que faremos nós os mortais” (Vitório Bergo).
  • 91. Ganharás o pão (alimento) com o suor (trabalho) do teu rosto. (pão está contido na ideia de alimento: sinédoque; e suor: metonímia – efeito pela causa)
  • 92. EXEMPLOS DE COMPARAÇÃO "Amou daquela vez como se fosse máquina / Beijou sua mulher como se fosse lógico” (Chico Buarque). “As árvores que debruam as calçadas são como blocos compactos de algas” (Érico Veríssimo). “Olhe, meu filho, os homens são como formigas” (Érico Veríssimo).
  • 93. EXEMPLOS DE SÍMILE Minha boca é um túmulo. A turma era um mercado de peixes. A Amazônia é o pulmão do mundo. “Veja bem, nossa casa é uma porta entreaberta”. A ignorância é a noite do espírito. Fulano não é flor que se cheire. Isso é um bicho-de-sete-cabeças.
  • 94. 5.4 OUTROS RECURSOS ESTILÍSTICOS a) CHARGE: POENTE EM BRASÍLIA
  • 95. O recurso usado, na charge anterior, é a figura da pizza no lugar do sol, sugerindo que, em Brasília, fazendo intertextualidade com a frase “tudo acaba em pizza”, nada é levado a sério, tudo termina em festa.
  • 96. b) “Quem passou pelo Nacional passa em qualquer lugar”. (Propaganda do cursinho pré-vestibular do Colégio Nacional) – Polissemia: passou = estudou e passa = será aprovado. “Comece Direito!” (Propaganda do II exame de seleção para estagiário do Ministério Público do ES) – Polissemia: direito = no sentido de curso de direito e sinônimo de certo (inicie sua carreira jurídica sendo estagiário do Ministério P. do ES).
  • 97. “O fim da picada” (Nome de livro que conta a história da recuperação de um drogado). Polissemia da palavra picada que mantém o sentido denotativo e conotativo, além de intertextualidade com a expressão “fim da picada”, no sentido de ser a última coisa que se espera.
  • 98. O Comprositor – nome de um artigo de José Augusto de Carvalho (A Gazeta, 13/12/2002), referindo-se a Nestor de Holanda que se apoderou de uma marchinha que uma jovem compositora lhe mostrara e que ele gravou como sendo de sua autoria e ainda pagou a alguns pilantras para cooperarem na farsa. O neologismo foi formado com comprou e compositor.
  • 99. “Quem Roriz por último Roriz melhor” (A Gazeta, 8/07/2007 – Agamenon). Intertextualidade com a frase “Quem ri por último ri melhor”. Agamenon, criticando, de forma irônica, a situação do senador Joaquim Roriz, envolvido em escândalo de corrupção: “Com medo de que sua fama de corrupto pudesse prejudicar sua imagem de trambiqueiro, o senador Joaquim Horrorível (neologismo) renunciou ao cargo e ainda disse: ‘Eu cargo para a opinião pública’”.
  • 100. “O juiz julga por aquilo que houve e não por aquilo que ouve”. – jogo com palavras homônimas. “Bonita tonalidade cadavérica”. (do texto “A vontade do falecido”) – emprego de adjetivação fora do comum para significar muito branco, cor de defunto.
  • 102. “O estilo é a arte de dizer o máximo com o mínimo de palavras” (Jean Cocteau).