Rota dos Feminismos           Maria José Vitorino      mariajosevitorino@gmail.comUniversidade Aberta do Bloco de Esquerda...
Marcha Mundial das Mulheres, 2008www.marchemondialedesfemmes.org www.ajpaz.org.pt/marcha.htm
32 temas num congresso de 2 dias
Rota dos Feminismos, 2008 • Inspiração: Maria Lamas, As mulheres   do meu país, 1948 • Ocasião: Congresso feminista, Lisbo...
Objectivo • Informar brevemente sobre o   feminismo em geral e aos movimentos   feministas em Portugal • Suscitar reflexão...
Números no feminino • Portugal, 2008. Mulheres: 52 % da população • Mais de 50 mulheres morrem anualmente vítimas de violê...
Trabalho e poder Elas estão subrepresentadas nos cargos dirigentes, mesmo quando na base são a     maioria. Na administraç...
Lazer e Poder No que toca ao tempo dedicado ao lazer e   cuidados pessoais, as mulheres beneficiam de menos 1 hora por dia...
Dicionários • Movimento    • Conjunto de ideias políticas,   político de    sociais e filosóficas que   mulheres que   pro...
Lutar por si e por quem mais?• O movimento feminista, em Portugal, na Primeira  República, abrangia para além da luta pelo...
Por exemploAssociação Portuguesa de Mulheres Juristas • 1989 obteve a declaração de inconstitucionalidade de   um Assento ...
Para debater - 1 O movimento feminista, caracterizado pela luta contra a   sociedade patriarcal, assente no domínio mascul...
Para debater - 2 No Ocidente e onde se fez presente, o  feminismo teve efeito em   – relações heterossexuais   – estrutura...
Pensamento e acção feministas - requisitos                                     •   Mulheres                               ...
Bloco de Esquerda, Portugal, séc. XXI Aprendemos com os Combates • Violência de género / violência   doméstica • Aborto • ...
Caminho andado • Leis da República   – Violência   – Aborto   – Trabalho • Estatutos do BE
Os nossos pontos fortes              Te                                Tex                             Texto              ...
Os nossos pontos fracos Violência e vulnerabilidade Cultura e mentalidade Medo vs radicalismo
Passos seguintes • Desafios múltiplos e simultâneos   – Intergeracionalidade   – Tempo para si – gestão do tempo comum   –...
@ crescer • Palavras / palavros • Gestos / gestas                             • Gente                               • Nós ...
TIC & TiK            Eduardo Galeano            Fronteiras web
TIK En el verano de 1972, Carlos Lenkersdorf escuchó esta palabra por   primera vez. Había sido invitado a una asamblea de...
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Rota dos feminismos 2008 - BE, Vila Franca de Xira

  1. 1. Rota dos Feminismos Maria José Vitorino mariajosevitorino@gmail.comUniversidade Aberta do Bloco de Esquerda Vila Franca de Xira, 12 de Abril de 2008
  2. 2. Marcha Mundial das Mulheres, 2008www.marchemondialedesfemmes.org www.ajpaz.org.pt/marcha.htm
  3. 3. 32 temas num congresso de 2 dias
  4. 4. Rota dos Feminismos, 2008 • Inspiração: Maria Lamas, As mulheres do meu país, 1948 • Ocasião: Congresso feminista, Lisboa, FCG, Junho 2008 – 1º congresso feminista português: 1928 (dir. Adelaide Cabete) • Actuação: 7-9 Março, Coimbra-Porto
  5. 5. Objectivo • Informar brevemente sobre o feminismo em geral e aos movimentos feministas em Portugal • Suscitar reflexão sobre o feminismo e sobre a acção desejável, possível e necessária em Portugal, na actualidade
  6. 6. Números no feminino • Portugal, 2008. Mulheres: 52 % da população • Mais de 50 mulheres morrem anualmente vítimas de violência • 68 deputadas em 230 lugares (168 deputados), das quais a grande maioria não tem qualquer visibilidade pública • 2 Ministras em 16 (14 ministros). Isto sem falar das restantes estruturas governamentais e parlamentares; • 30% dos membros de Partidos são Mulheres, ainda que sejam as que • votam mais regularmente. Apenas 1 partido reconhece nos seus estatutos o princípio da paridade entre os sexos para a composição de listas; • 9,6% das Mulheres pertencem a organizações (contra 18,6% dos Homens), ainda que tenham uma participação mais activa que os Homens (58% contra 38%);
  7. 7. Trabalho e poder Elas estão subrepresentadas nos cargos dirigentes, mesmo quando na base são a maioria. Na administração central são 36,7% e nos Sindicatos entre 20% e 21% Além de largamente representadas no sector informal da economia, elas têm uma taxa de emprego de 61,4%, uma das mais altas da União Europeia. Porém, são as mais desempregadas Continuam a ganhar em média 22,8% menos que os homens, a ser as que têm empregos mais precários, as que mais trabalham a tempo parcial (e geralmente não por escolha individual), além da segregação sexual do trabalho se manter (64% estão empregadas no sector terciário, concentrando-se na acção social, educação e alojamento e restauração); Na educação são já várias as profissões a que as Mulheres acederam recentemente, e são inúmeros os casos em que além do maior aproveitamento escolar, elas são até 70% das inscrições no ensino superior (apesar de haver casos de segregação em que não chegam aos 25%). Todavia, a coordenação e chefia da vida académica não está a cargo destas 70%, nem o está na vida profissional
  8. 8. Lazer e Poder No que toca ao tempo dedicado ao lazer e cuidados pessoais, as mulheres beneficiam de menos 1 hora por dia que os homens. Em contrapartida, trabalham mais 2,5 horas em tarefas domésticas e de cuidado. Numa semana, isso significa uma partilha em que os homens trabalham em casa 9,1 horas e as mulheres 26,6. Resta saber agora, quais as tarefas que ocupam essas horas
  9. 9. Dicionários • Movimento • Conjunto de ideias políticas, político de sociais e filosóficas que mulheres que procuram promover os lutam pela direitos e interesses das equidade em mulheres na sociedade civil relação aos homens • (Feminismos) vs desejos, politicas e interesses de outros grupos civis, não apenas de mulheres
  10. 10. Lutar por si e por quem mais?• O movimento feminista, em Portugal, na Primeira República, abrangia para além da luta pelos direitos das mulheres, a protecção das crianças.• A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, uma organização política e feminista, visava lutar pela protecção das crianças abandonadas, orfãs e vítimas de exploração, assim como pelo acesso das mulheres e das crianças à educação.• Aprovada lei de protecção de crianças que alargou os fundamentos da inibição dos poderes dos pais e que retirou as crianças da alçada do sistema penal dos adultos, criando Tribunais especializados para a Infância.
  11. 11. Por exemploAssociação Portuguesa de Mulheres Juristas • 1989 obteve a declaração de inconstitucionalidade de um Assento do STJ, que discriminava as mulheres que viviam em união de facto, recusando à mãe, depois da separação, o direito de habitar a casa de morada da família, no caso de assumir a guarda dos filhos. • 1995 elabora a proposta de lei que deu lugar à possibilidade de os pais exercerem em conjunto as responsabilidade parentais, depois do divórcio • 2001, preparação e faz aprovar lei que transformou o crime de abuso sexual de crianças, em crime público, cuja iniciativa processual cabe ao Ministério Público, independentemente de queixa da vítima ou do seu representante legal.
  12. 12. Para debater - 1 O movimento feminista, caracterizado pela luta contra a sociedade patriarcal, assente no domínio masculino, na família, na sociedade, no poder político e económico, sempre defendeu por excelência, a relação afectiva mãe-filho, em detrimento da concepção dominante das crianças como propriedade do paterfamilias ou do chefe da família e sempre denunciou os maus tratos e abusos sexuais que vitimizam crianças, dentro da família e das instituições. Maria Clara Sottomayor, blog Sindicato das Crianças (2005)
  13. 13. Para debater - 2 No Ocidente e onde se fez presente, o feminismo teve efeito em – relações heterossexuais – estrutura tradicional da família – religião – movimentos sociais Wikipedia (2008)
  14. 14. Pensamento e acção feministas - requisitos • Mulheres • Dimensão socialAntisexismo Emancipação • Imagens culturais • Práticas sociais Direitos Humanos • Esfera política – Pessoal – Familiar Novo patamar – Local de exigência cívica – Nacional – Global
  15. 15. Bloco de Esquerda, Portugal, séc. XXI Aprendemos com os Combates • Violência de género / violência doméstica • Aborto • Paridade / Participação política • Estereótipos / Liberdade sexual • Precariedade / Igualdade laboral • Visão do mundo / Práticas organizacionais (Redes)
  16. 16. Caminho andado • Leis da República – Violência – Aborto – Trabalho • Estatutos do BE
  17. 17. Os nossos pontos fortes Te Tex Texto xt o to xto xt o Te Te TextoT exto Futuro Partilha Cultura xt o Te Te xt o xt o Te Te to xt o T ex Texto
  18. 18. Os nossos pontos fracos Violência e vulnerabilidade Cultura e mentalidade Medo vs radicalismo
  19. 19. Passos seguintes • Desafios múltiplos e simultâneos – Intergeracionalidade – Tempo para si – gestão do tempo comum – Família(s) reais e possíveis – Comunicação e ideologia • …….
  20. 20. @ crescer • Palavras / palavros • Gestos / gestas • Gente • Nós • Cada qual • Quem
  21. 21. TIC & TiK Eduardo Galeano Fronteiras web
  22. 22. TIK En el verano de 1972, Carlos Lenkersdorf escuchó esta palabra por primera vez. Había sido invitado a una asamblea de los indios tzeltales, en el pueblo de Bachaján, y no entendía nada. Él no conocía la lengua y la discusión, muy animada, le sonaba como lluvia loca. La palabra tik atravesaba esa lluvia. Todos la decían y la repetían, tik, tik, tik, y su repiqueteo se imponía en el torrente de voces. Era una asamblea en clave de tik. Carlos había andado mucho mundo, y sabía que la palabra yo es la que más se usa en todos los idiomas. Tik, la palabra que brilla en el centro de los decires y los vivires de estas comunidades mayas, significa nosotros. Eduardo Galeano Bocas de tiempo, Siglo XXI
  23. 23. Homenagem

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