Departamento de Sociologia
Sociologia no Brasil
O MODELO POLÍTICO BRASILEIRO
E OUTROS ENSAIOS.
Porto Alegre, 2014
Fernando Henrique Cardoso
• Nascido em 1931 no Rio de Janeiro.
• Gradua-se em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo em 1952.
• Durante a gra...
• No período de 1955 a 1960, estuda a sociedade escravocrata brasileira e as
relações raciais no Brasil.
• No período de 1...
• Em 1969 é aposentado compulsoriamente da USP, devido a promulgação do Ato
Institucional nº 5.
• No mesmo ano participa d...
Dependência e desenvolvimento na América Latina
Análise integrada do processo de desenvolvimento nacional consiste em
dete...
Dependência e alianças de classe
As alianças dos grupos e forças sociais internas estão afetadas pelo tipo e
intensidade d...
Dependência:
A noção de dependência alude diretamente as condições de existência e funciona-
mento do sistema econômico e ...
“Centro” e “Periferia”
As noções de “centro” e “periferia” por seu lado, destacam as funções que cabem
as economias subdes...
“TEORIA DA DEPENDÊNCIA” OU ANÁLISES CONCRETAS DE SITUAÇÕES DE
DEPENDÊNCIA.
EMENTA
Texto apresentado no 2º seminário Latino...
Transformação da noção de dependência num conceito totalizante:
Segundo Weffort: “ em dadas condições sociais e políticas ...
Fernando Henrique Cardoso reforça que a noção de dependência não pode fazer
mais do que ele assinalou*. A noção de dependê...
Ambigüidade do conceito de dependência:
Segundo Weffort: “ ele oscila irremediavelmente do ponto de vista teórico, entre u...
No âmago da crítica está a ideia de que a ambigüidade do conceito de
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Questão do imperialismo.
Segundo Weffort: “O imperialismo não se define (para Lênine) a partir de uma
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dependência, mas sim a de reelaborar a teoria do imp...
F. H. C chama a crítica feita por Weffort de crítica com conotação ideológica.
A crítica pouco acrescentou as discussões d...
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  1. 1. Departamento de Sociologia Sociologia no Brasil O MODELO POLÍTICO BRASILEIRO E OUTROS ENSAIOS. Porto Alegre, 2014
  2. 2. Fernando Henrique Cardoso
  3. 3. • Nascido em 1931 no Rio de Janeiro. • Gradua-se em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo em 1952. • Durante a graduação lecionou História Econômica da Europa na Faculdade de Economia da USP. • Em 1952 transfere-se para Cátedra de Sociologia I da USP, sob direção do professor egresso da missão francesa Roger Bastide. • Em 1953 concluiu seu mestrado, orientado por Florestan Fernandes. • Em 1954, Florestan Fernandes assume a Cátedra de Sociologia I, organizando um grupo de pesquisadores, que ficaram conhecidos como a “Escola de Sociologia da USP”. • Paralelamente é constituído um grupo de estudos dedicado a análise da obra, O Capital de Karl Marx. História Acadêmica
  4. 4. • No período de 1955 a 1960, estuda a sociedade escravocrata brasileira e as relações raciais no Brasil. • No período de 1961 a 1963, busca a reflexão sobre o desenvolvimentismo brasileiro. • Em 1962 apresenta sua tese de doutorado, onde analisa o sistema escravista no Rio Grande do Sul. • Entre 1964 a 1967, auto exilou-se no Chile, onde trabalhou na CEPAL. • No período de 1965 a 1972, analisou a dependência estrutural da sociedade brasileira no contexto da dependência latino-americana. • Leciona na França em 1967 e 1968. • Retorna ao Brasil assumindo a Cátedra de Ciência Política na Universidade de São Paulo. História Acadêmica
  5. 5. • Em 1969 é aposentado compulsoriamente da USP, devido a promulgação do Ato Institucional nº 5. • No mesmo ano participa da fundação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, o CEBRAP. • A partir de 1971, debruça-se sobre as questões pertinentes ao modelo político autoritário brasileiro e as possibilidades e tarefas da redemocratização. • Ingressa na vida político-partidária em 1978, sendo eleito suplente de senador pelo Movimento Democrático Brasileiro. Fonte: LIEDKE FILHO, Enno D. A Sociologia no Brasil: história, teorias e desafios. Sociologias. Porto Alegre. Ano 7, n. 14, 2005. História Acadêmica
  6. 6. Dependência e desenvolvimento na América Latina Análise integrada do processo de desenvolvimento nacional consiste em determinar as vinculações econômicas e político-sociais que se dão no âmbito da nação. Objetiva-se apreender o verdadeiro caráter da dependência – um tipo específico de relação entre as classes e grupos que implica uma situação de domínio que mantém estruturalmente a vinculação econômica com o exterior. (1973;31) Conceitos Importantes
  7. 7. Dependência e alianças de classe As alianças dos grupos e forças sociais internas estão afetadas pelo tipo e intensidade das mudanças, e estas dependem, em parte, do modo de vinculação das economias nacionais ao mercado mundial; a articulação dos grupos econômicos nacionais com os grupos e forças externos realiza-se distintamente e com consequências diferentes, antes e depois de começar um processo de desenvolvimento. O sistema interno de alianças políticas altera-se, além disso, muitas vezes em consequência das alianças existentes no plano internacional. (1973;29) Conceitos Importantes
  8. 8. Dependência: A noção de dependência alude diretamente as condições de existência e funciona- mento do sistema econômico e do sistema político, mostrando as vinculações entre ambos, tanto no que se refere ao plano interno dos países como o externo. Subdesenvolvimento: As noções de subdesenvolvimento caracteriza um estado ou grau de diferenciação do sistema produtivo, apesar de que isso implique algumas consequências sociais sem acentuar os pontos de controle das decisões de produção e consumo, seja internamente (capitalismo, socialismo, etc..) ou externamente (colonialismo, periferia de mercado mundial, etc..) Conceitos Importantes
  9. 9. “Centro” e “Periferia” As noções de “centro” e “periferia” por seu lado, destacam as funções que cabem as economias subdesenvolvidas no mercado mundial sem levar em conta os fatores político-sociais implicado na situação de dependência. Fonte: Cardoso, Fernando H. e Faletto, Enzo. Desenvolvimento na América Latina, Rio de Janeiro, Zahar, Ed. 1973. Conceitos Importantes
  10. 10. “TEORIA DA DEPENDÊNCIA” OU ANÁLISES CONCRETAS DE SITUAÇÕES DE DEPENDÊNCIA. EMENTA Texto apresentado no 2º seminário Latino-americano para o Desenvolvimento (1970, Chile) para comentar as críticas de Francisco C. Weffort. “Notas sobre a teoria da dependência: teoria de classe ou ideologia nacional?” Capítulo VI
  11. 11. Transformação da noção de dependência num conceito totalizante: Segundo Weffort: “ em dadas condições sociais e políticas internas (que só podem ser resolvidas por uma análise de classe), os grupos que detêm a hegemonia, ou seja, que dão conteúdo a idéia de nação, podem usar a autonomia política para a integração econômica. Noutras palavras, não creio que estejamos autorizados, por uma referência a nação, a precisar a dependência como conceito totalizante que nos daria a principio do entendimento da sociedade como conjunto” Fonte: WEFFORT, F.C- notas sobre a “teoria da dependência: teoria de classes ou ideologia nacional?” p.10 Crítica de Weffort
  12. 12. Fernando Henrique Cardoso reforça que a noção de dependência não pode fazer mais do que ele assinalou*. A noção de dependência tal como foi caracterizada, não é mais do que a expressão política, na periferia, do modo de produção capitalista quando este é levado à expansão internacional. F. H. C diz “até por entendimento semântico, quem depende, depende de algo: está condicionado, não é condicionante. Pretender elevar a noção de dependência à categoria de conceito totalizante é um non sens. E rigorosamente não é possível pensar numa “teoria de dependência”. *explicação na folha de acompanhamento.
  13. 13. Ambigüidade do conceito de dependência: Segundo Weffort: “ ele oscila irremediavelmente do ponto de vista teórico, entre um approach nacional e um approach de classe. No primeiro, o conceito de nação opera como uma premissa de toda a analise posterior das classes e relações de produção; ou seja, a atribuição de um caráter nacional (real, possível e desejável) a economia e a estrutura de classe joga um papel decisivo na análise. No segundo, pretende-se que a dinâmica das relações de produção e das relações de classe determine, em última instância, o caráter (real) do problema nacional” Fonte: WEFFORT, F.C- notas sobre a “teoria da dependência: teoria de classes ou ideologia nacional?” p.7 Crítica de Weffort
  14. 14. No âmago da crítica está a ideia de que a ambigüidade do conceito de dependência que ora se refere à “dependência externa”, ora à relação estrutural externo-interno. F. H. C diz “ Por isto insistimos em que a contradição entre as classes nas situações de dependência inclui contradições especificas entre a nação (O Estado), e o imperialismo e entre os interesses locais da classe dominante e seu caráter internacionalizante. Não se reproduz um problema no conceito, mas se constitui o conceito de dependência saturado historicamente das contradições particulares que lhe dão sentido, em relação com as contradições gerais (isto é, com as que derivam da expansão do modo de produção capitalista internacional) numa combinação determinada concreta.
  15. 15. Questão do imperialismo. Segundo Weffort: “O imperialismo não se define (para Lênine) a partir de uma premissa política (a Nação) mas como uma fase particular do desenvolvimento capitalista, ou seja, a partir das relações de produção, com o aparecimento dos monopólio e a fusão do capital bancário com o industrial”. Fonte: WEFFORT, F.C- notas sobre a “teoria da dependência: teoria de classes ou ideologia nacional?” p.19 Crítica de Weffort
  16. 16. A questão não é saber a que teoria do imperialismo se liga a idéia de dependência, mas sim a de reelaborar a teoria do imperialismo, de modo a mostrar como se dá a acumulação de capitais quando se industrializa a periferia do sistema capitalista internacional. As situações de dependência decorrem da existência de algum tipo de expansão de capitalismo. A teoria Leninista do imperialismo é insuficiente para explicar o que ocorre nas situações contemporâneas de dependência que se dão em países cuja industrialização se faz sob controle do capital financeiro internacional.
  17. 17. F. H. C chama a crítica feita por Weffort de crítica com conotação ideológica. A crítica pouco acrescentou as discussões das análises concretas de situações de dependência. Frase final: A crítica mais legível ao esforço feito e para ele deve caminhar quem estiver interessado, não em fazer “uma teoria socialista” da revolução, mas em elaborar uma teoria que permita orientar a prática, se for o caso, de uma revolução socialista, ou que permita mostrar as situações nas quais tal tipo de revolução se transforma mais num anseio enraizado em ideologias do que num caminho socialmente viável. Crítica para Weffort
  18. 18. Departamento de Sociologia Sociologia no Brasil O MODELO POLÍTICO BRASILEIRO E OUTROS ENSAIOS. Porto Alegre, 2014

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