À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”:  EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ZELINDA BARROS No...
<ul><li>Pontos destacados: </li></ul><ul><li>Dispositivos legais de combate ao racismo na educação (LDB, Leis n. 10.639/03...
À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”:  EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS _________________...
<ul><li>Dispositivos legais de combate ao racismo na educação </li></ul><ul><li>Em 20 de dezembro de 1996, a Lei n. 9.394 ...
À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”:  EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS _________________...
À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”:  EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS _________________...
À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”:  EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS _________________...
À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”:  EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS _________________...
À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”:  EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS _________________...
À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”:  EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS _________________...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

O ensino de História e Cultura Afro-brasileira a Distancia

6.699 visualizações

Publicada em

0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
6.699
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
14
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
90
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

O ensino de História e Cultura Afro-brasileira a Distancia

  1. 1. À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ZELINDA BARROS Novembro - 2008
  2. 2. <ul><li>Pontos destacados: </li></ul><ul><li>Dispositivos legais de combate ao racismo na educação (LDB, Leis n. 10.639/03 e 11.645/08) </li></ul><ul><li>Pressupostos para lidar com a diversidade na educação </li></ul><ul><li>O Curso de Formação para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileiras </li></ul><ul><li>Educação a Distância: possibilidades e limites </li></ul>À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ____________________________________________________________________________________
  3. 3. À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ____________________________________________________________________________________ <ul><li>Dispositivos legais de combate ao racismo na educação </li></ul><ul><li>Antecedentes </li></ul><ul><li>Na década de 70, o Movimento Negro Unificado(BA) propôs a inclusão da História da África nos currrículos de ensino das escolas brasileiras; </li></ul><ul><li>Neste período, é sistematizada por ativistas do MNU, estudantes de Ciências Sociais da Universidade da Bahia, uma proposta de intervenção na área educacional, a chamada “Pedagogia Interétnica”(PI), que tinha como objetivo “[...] estudar e pesquisar o etnocentrismo e o racismo transmitidos pelo processo educacional (família, comunidade, escola, sociedade global e meios de comunicação social) e propor medidas educativas para combatê-los.” (CRUZ, 1987, p. 74). A PI foi aplicada na década de 80, em duas escolas públicas de Salvador e na década de 90 na Escola Criativa Olodum. Em maio de 1993, foi instituída pela Câmara Municipal nas escolas da rede pública de ensino. </li></ul><ul><li>Em 1982, o Centro de Estudos Afro-Orientais (UFBA), promoveu o curso “Introdução aos Estudos Africanos”, primeiro curso de formação de professores desta natureza no Estado; </li></ul><ul><li>Respondendo à solicitação do CEAO, feita em 1983, e do Movimento Negro Unificado, em 1984, o Conselho Estadual de Educação aprovou parecer que recomendava a inclusão da disciplina “Introdução aos Estudos Africanos” nos currículos de escolas de 1º e 2º graus, em 1 de abril de 1984, e o Secretário de Educação baixou portaria determinando a inclusão da disciplina. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Dispositivos legais de combate ao racismo na educação </li></ul><ul><li>Em 20 de dezembro de 1996, a Lei n. 9.394 ( Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB) determinava, em seu artigo 26º, parágrafo 4º, a consideração das contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e européia; </li></ul><ul><li>Regulamentação da LDB através da Lei nº 10.639/03, que obrigava a inclusão da temática História e Cultura Afro-brasileiras nos currículos escolares, não só na disciplina História, como incialmente previsto na LDB; </li></ul><ul><li>Modificação da LDB pela Lei 11.645/08, com a determinação da inclusão das temáticas História e Cultura Afro-brasileiras e História e Cultura Indígenas nos currículos escolares; </li></ul>À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ____________________________________________________________________________________
  5. 5. À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ____________________________________________________________________________________ Educação e Diversidade Étnico-racial Entendimento da educação como um caminho para o reconhecimento de segmentos populacionais historicamente invisibilizados – alteridade como forma de exercício da humanidade; Abertura ao diálogo e à interação com as diferenças (gênero, raciais, religiosas etc.) => humildade para lidar com o que se sabe e reconhecer o que não se sabe; disposição para trocar/construir conhecimentos, não “transmitir conhecimentos”; Conhecimento de técnicas e métodos pedagógicos deve ser acompanhado de mudança de comportamentos => não se “transmite” conhecimentos sobre a diversidade sem mudança de atitude em relação a ela (liberdade/repressão, igualdade/discriminação); Deslocamento => conhecer e valorizar sujeitos que historicamente têm sido desvalorizados ou representados de forma esterotipada;
  6. 6. À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ____________________________________________________________________________________ <ul><li>Público : 600 (seiscentos) profissionais da educação básica (professores, diretores, coordenadores) das redes pública estadual e municipais de ensino </li></ul><ul><li>Período : janeiro a maio de 2007 </li></ul><ul><li>Objetivo geral: Estimular a promoção da igualdade étnico-racial na educação a partir formação de profissionais da educação para a inclusão da História e Cultura Afro-brasileiras nos currículos escolares. </li></ul><ul><li>Objetivos Específicos: Estimular o conhecimento da história e cultura afro-brasileiras; Fornecer subsídios para a implementação da Lei n. 11.645/08, no que se refere à História e Cultura Afro-brasileiras; Consolidar o Programa de Ações Afirmativas da UFBA; </li></ul><ul><li>Aspectos metodológicos : Curso totalmente a distância, no ambiente Moodle, estruturado em 4(quatro) Módulos, com turmas de 60(sessenta) alunos por Tutor/a, com avaliação de natureza formativa e somativa. </li></ul>
  7. 7. À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ____________________________________________________________________________________ <ul><li>Por que EaD na formação de professoras/es? </li></ul><ul><li>Proporciona maior autonomia do aluno no processo de aprendizagem; </li></ul><ul><li>mais adequada a pessoas que já desenvolvem alguma atividade profissional; </li></ul><ul><li>ampliação do alcance das ações; </li></ul><ul><li>possibilidade de construção colaborativa do conhecimento; </li></ul><ul><li>permite uma mudança nos papéis tradicionalmente assumidos por professores e alunos; </li></ul><ul><li>desloca o foco do processo educativo da transmissão de conteúdos professor-alunos, estrutura verticalizada, para a construção horizontal do conhecimento, onde a participação de todos é requerida; </li></ul><ul><li>Facilita o trabalho com temas transversais, pois mobiliza os sujeitos cognitiva e afetivamente. </li></ul>
  8. 8. À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ____________________________________________________________________________________ <ul><li>Aspectos que dificultam o trabalho: </li></ul><ul><li>O tema do curso, por ser transversal, mobiliza não só cognitivamente como política e emocionalmente os participantes – conflitos entre tutores e alunos motivado pelo racismo, resistência à transformação de práticas pedagógicas; </li></ul><ul><li>falta de engajamento dos professores participantes – interesse na progressão salarial </li></ul><ul><li>carência de profissionais de Estudos Étnicos e Africanos com conhecimentos em Educação a Distância ; </li></ul><ul><li>erros de planejamento: pouco tempo para execução, recursos sub ou superdimensionados, equipe insuficiente e/ou despreparada; </li></ul><ul><li>falta de conhecimento prévio de informática dos participantes; </li></ul><ul><li>ausência de estímulo à criação de uma cultura de colaboração entre os alunos do curso no cumprimento das atividades previstas; </li></ul>
  9. 9. À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ____________________________________________________________________________________ <ul><li>Aspectos que facilitam o trabalho: </li></ul><ul><li>O tema do curso, por ser transversal, mobiliza não só cognitivamente como política e afetivamente os participantes – entendimento da necessidade de abordar a temática em sala de aula e esforço conjunto para combater o racismo na educação; </li></ul><ul><li>envolvimento da equipe em todas as fases de execução do projeto; </li></ul><ul><li>compreensão das dificuldades do trabalho com esta temática, por parte da equipe, e interesse em superá-las; </li></ul><ul><li>reuniões periódicas de discussão e planejamento; </li></ul><ul><li>participação de especialistas em Educação a Distância no projeto – apoio especializado, desfazer a idéia de que EaD não é “mais fácil” de fazer que educação presencial e “mais fácil de passar “; </li></ul>
  10. 10. À DISTÂNCIA REVELANDO O “OUTRO”: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRAS ____________________________________________________________________________________ <ul><li>Considerações Finais </li></ul><ul><li>A Educação a Distância (EaD) adapta-se ao novo paradigma educacional, que concebe a aprendizagem como um processo colaborativo, ativo e multidirecional, que é fortalecido pelas habilidades, interesses e cultura do aluno. </li></ul><ul><li>Ao proporcionar o trabalho com conteúdos específicos, a EaD permite a imersão dos participantes no mundo virtual, o que favorece ao cultivo de novas práticas comunicativas a partir da familiarização com as tecnologias de informação e comunicação (TIC) </li></ul>

×