Ann Stoler

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Ann Stoler

  1. 1. Ann Stoler Antropóloga, New School University (NY, USA) Áreas de pesquisa: Políticas do conhecimento; Passado colonial/presente pós-colonial; Teoria crítica de raça História do sentimento e sexualidade; Etnografia histórica.
  2. 2. Ann Stoler <ul><li>Obras: </li></ul><ul><li>Along the Archival Grain: Epistemic Anxieties and Colonial Common Sense (2008) </li></ul><ul><li>Imperial Formations (2007) </li></ul><ul><li>Haunted by Empire: Geographies of the Intimate in North American History (2006) </li></ul><ul><li>Carnal Knowledge and Imperial Power: Race and the Intimate in Colonial Rule (2002) </li></ul><ul><li>Tensions of Empire: Colonial Cultures in a Bourgeois World (1997) </li></ul><ul><li>Race and the Education of Desire: Foucault's History of Sexuality and the Colonial Order of Things (1995) </li></ul><ul><li>Capitalism and Confrontation in Sumatra's Plantation Belt, 1870-1979 (1985) </li></ul>
  3. 3. STOLER, Ann. “Affective states”. In: NUGENT, David, VICENT, Joan (edit.). A Companion to the Anthropology of Politics . Cambridge: Blackwell, 2007. <ul><li>Contexto da pesquisa: </li></ul><ul><li>Colônias holandesas nas Índias orientais do século XIX. </li></ul><ul><li>Presupostos da autora: </li></ul><ul><li>Sentimentos articulam o pessoal e o político de formas historicamente específicas; </li></ul><ul><li>Sentimentos são fenômenos sociais historicamente localizados, com genealogias específicas; </li></ul><ul><li>Sentimentos como índices e marcadores de poder. </li></ul>
  4. 4. Affective states <ul><li>Artigo organizado em duas partes: </li></ul><ul><li>Discorre sobre a forma como os sentimentos são tratados nos estudos coloniais </li></ul><ul><li>Analisa um protesto ocorrido em Java, na Batavia – sede da autoridade holandesa das Índias Orientais, em 1848 </li></ul>
  5. 5. Affective states <ul><li>Estudos coloniais => ou tratam os sentimentos como aspectos secundários dos projetos coloniais, como ardis utilizados para mascarar os cálculos do governo ou se negam a abordar os sentimentos => não são vistos como substrato da política colonial. </li></ul><ul><li>Autoridade para designar o que poderia ou não ser considerado razão e razoável => força motriz estado colonial, mas não a única </li></ul><ul><li>Argumento da autora => a autoridade colonial holandesa foi fundamentada na gestão dos estados afetivos, na avaliação dos sentimentos adequados e criação de técnicas de controle afetivo. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Preocupações da administração colonial: </li></ul><ul><li>Extensão em que os vínculos afetivos entre agentes coloniais e colonizados influenciariam a família, a língua a pátria </li></ul><ul><li>Distribuição do sentimento: no caso pais europeus com prole mestiça, qual vínculo predominaria, com a terra mãe ou com a nova? </li></ul><ul><li>Produção de sensibilidades afinadas aos projetos de governo colonial e à cultura européia (capacidade de aquisição de competências culturais, virtudes morais e caráter medida pela origem racial – “homens de caráter”) </li></ul><ul><li>Estabelecimento de “padrões emocionais” necessários para governar; sacrifício, empatia social, honra familiar, abnegação, diligência, temperança, auto-controle. </li></ul><ul><li>Elaboração de políticas sociais e de educação (criação de vínculos com a Holanda e desprezo pelo que era nativo) </li></ul>Affective states
  7. 7. <ul><li>Os sentimentos na colônia: </li></ul><ul><li>Não se tratavam de expressões públicas de paixões privadas – como abordados por filósofos políticos clássicos (Bacon, Spinoza, Locke e Hume); </li></ul><ul><li>Não eram metáforas de sentimentos íntimos compartilhados entre governantes e governados; </li></ul><ul><li>Não eram transpostos do paradigma tradicional de autoridade familiar patriarcal para a política; </li></ul><ul><li>Não eram apenas a paixão desenfreada, explosões irracionais, ou estados afetivos não premeditados. </li></ul><ul><li>Hipótese da autora: os sentimentos eram instrumentos de poder que fundamentavam a política social, estabelecendo fronteiras, foram o centro da da racionalidade política colonial. </li></ul>Affective states
  8. 8. <ul><li>O Protesto de Java </li></ul><ul><li>De 500 a 600 pessoas (europeus, crioulos e colored ) se reuniram para registrar sua insatisfação com um conjunto específico de políticas públicas e fazer um conjunto específico de exigências. </li></ul><ul><li>No topo da sua lista um decreto de l842, que produziu um monopólio sobre os lugares de topo na administração colonial civil, exclusivamente para aqueles que passassem nos exames da Academia de Delft nos Países Baixos. Quem não pudesse enviar seus filhos para Delft os veria confinados aos menores postos. </li></ul><ul><li>Numa petição de 15 páginas, solicitavam a demissão de um membro virulentamente anti-crioulo do Conselho Consultivo das Índias, a abolição do exame de serviço civil em vigor (o Radikaal) e melhoria do ensino superior em Java para aqueles de ascendência européia. </li></ul><ul><li>O Ministro das Colônias Baud pediu que os organizadores do encontro fossem imediatamente demitidos de seus cargos e proibidos de retornar à Java. </li></ul>Affective states
  9. 9. <ul><li>“ O que as autoridades coloniais temiam não era o custo econômico de educar os europeus nas Índias (sem dúvida mais barato para o Estado), mas a disparidade cultural, econômica e investimentos políticos dessas famílias que procuravam educar seus filhos nas Índias e ousaram pensar as Índias como a sua ‘pátria’ e torná-la seu lar.” </li></ul><ul><li>“ ... a viabilidade dos regimes coloniais dependia principalmente de predizer e prescrever que sentimentos, em que mãos seriam contagiosos – e em quais não seriam.” (STOLER, 2007, p. 17) </li></ul>Affective states
  10. 10. Referências <ul><li>STOLER, Ann. “Affective states”. In: NUGENT, David, VICENT, Joan (edit.). A Companion to the Anthropology of Politics . Cambridge: Blackwell, 2007. Disponível em: < http ://www.blackwellpublishing.com/content/BPL_Images/Content_store/Sample_chapter/9780631229728/Nugent_sample%20chapter_Companion%20to%20the%20anthropology%20of%20politics. pdf > </li></ul><ul><li>The New School for Social Research. http://www.newschool.edu/nssr/faculty.aspx?id=10416 </li></ul><ul><li>Apresentado por Zelinda Barros, 2010, POSAFRO/FFCH/UFBA </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>

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