Emulsoes

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Emulsoes

  1. 1. Curso de Tecnicos de Farmacia-6
  2. 2. FARMÁCIA 65o GRUPO
  3. 3. EMULSÕES
  4. 4. EMULSÕES É a mistura entre dois líquidos imiscíveis em que um deles (afase dispersa) encontra-se na forma de finos glóbulos no seiodo outro líquido (a fase contínua), formando uma misturaestável. Exemplos de emulsões incluem manteiga e margarina,maionese, café expresso e alguns cosméticos. As emulsõesmais conhecidas consistem de água e óleo.
  5. 5. CONTIN. São sistemas dispersos constituídos de duas faseslíquidas imiscíveis (oleosa e aquosa), onde a fasedispersa ou interna é finamente dividida e distribuída emoutra fase contínua ou externa. Temos emulsões do tipoóleo em água (O/A: fase externa aquosa) e água em óleo(A/O: fase externa oleosa).
  6. 6. CONTIN.
  7. 7. CONT São formas farmacêuticas líquidas ou semi-sólidas, deaspecto cremoso, resultante da dispersão de um líquidono seio do outro no qual é imiscível a custa de um agenteemulsificante. As emulsões são formas obtidas pela dispersão mecânicade líquidos imiscíveis entre si, estabilizadas através douso de tensioactivos. Na forma líquida para uso tópicorecebe a denominação de loção. Para massagem, denomina-selinimento. Na forma semi-sólida, recebe o nome decreme.
  8. 8. VANTAGENS Formulação medicamentos hidrossolúveis e lipossolúveisjuntos Uso oral: permite mascarar sabor desagradável Permite diminuir irritabilidade dérmica de certosfármacos Administração de óleos e gorduras via endovenosa paranutrição Parenteral Administração I. V. de fármacos lipossolúveis
  9. 9. ESTABILIDADE DAS EMULSÕESAs emulsoes devem manter-se estaveisdurante um prazo mais ou menos longo, aposa sua preparacao. Contudo por vezes alteram-se algum tempo depois da sua preparacao.Existem tres categorias de alteracoes dasemulsoes sem incluir as alteracoes de ordemmicrobiana:
  10. 10. CONTIN. Floculacao e formação de crème; Coalescência e separação das fases; Alterações físicas e químicas diversas.
  11. 11. CONTIN. Floculaҫão - processo onde colóides saem de suspensãona forma de agregados, formando partículas maiores,ditos "flocos" ou "flóculos". Coalescência - quando em uma mistura multifásica,ocorre a união de duas ou mais parcelas de uma fase emprol da formação de uma única (unidade ou parcela).
  12. 12. CONTIN. As emulsões são instáveis termodinamicamente e,portanto não se formam espontaneamente, sendonecessário fornecer energia para formá-las através deagitação, de homogeneizadores, ou de processos despray. Com o tempo, as emulsões tendem a retornarpara o estado estável de óleo separado da água. Os agentes emulsificantes (ou surfactantes) sãosubstâncias adicionadas às emulsões para aumentar asua estabilidade cinética tornando-as razoavelmenteestáveis e homogéneas. Um exemplo de alimentoemulsionado é a maionese, na qual a gema de ovocontém o fosfolipídeo lecitina que estabiliza aemulsão do azeite na água.
  13. 13. CONT A estabilidade de uma emulsão dependeessencialmente de três fenómenos: sedimentação,floculação e quebra da emulsão devido acoalescência das gotículas dispersas. A sedimentação resulta de uma diferença dedensidade entre as duas fases e consiste na migraçãode uma das substâncias para o topo da emulsão, nãosendo necessariamente acompanhada de floculaçãodas gotas.
  14. 14. CONTIN. As colisões entre as gotas podem resultar em floculação,que pode levar a coalescência em glóbulos maiores.
  15. 15. CONTIN. Eventualmente, a fase dispersa pode se tornar a fasecontínua, separada da dispersão média por uma únicainterface. O tempo levado para tal separação de fasespode ser de segundos ou até anos, dependendo daformulação da emulsão
  16. 16. CONT. Para aumentar a estabilidade cinética das emulsões tornando-as razoavelmente estáveis, um terceiro componente, o agenteemulsificante, pode ser adicionado. Os materiais maiseficientes como agentes emulsificantes são os tensioactivos,alguns materiais naturais e certos sólidos finamente divididos.Esses materiais formam um filme adsorvido ao redor dasgotas dispersas e ajudam a prevenir a floculação e acoalescência
  17. 17. COMPOSIÇÃO BÁSICA DA EMULSÃO Fase aquosa Fase Oleosa Tensioactivo (Agente emulsificante) Agentes Antioxidantes Conservantes Flavorizantes e Corantes (Emulsões Orais)
  18. 18. FASE OLEOSA Oleos vegetais: soja, amendoim, amêndoas, algodão,semente de uva, macadâmia, girassol, outros Ésteres graxos (MIP) Acidos graxos Álcoois graxos Silicones Ceras de abelhas e carnaúba
  19. 19. TENSOACTIVOO tensoactivo é o agente emulsivo e torna aemulsão mais estável, pois, interpõe-se entre a fasedispersa e dispersante, retardando assim, aseparação. O tipo de emulsão é determinado pelasolubilidade do agente emulsificante:Apresentam a propriedade de reduzir a tensãosuperficial da água e de outros líquidos.Sua molécula apresenta um componente hidrofílico(polar) e lipofílico (apolar).
  20. 20. TENSOACTIVO Se o agente emulsificante é mais solúvel na água(hidrofílico, a água será a fase contínua, se formaráemulsão do tipo O/A). Se o agente emulsificante é mais solúvel na óleo(lipofílico, o óleo será a fase contínua, se formaráemulsão do tipo A/O).
  21. 21. CONT. Agentes de detergência ou limpeza; Emulsionantes; Agentes de tratamento, condicionamento ousobreengordurante; Agentes espumantes; Agentes de viscosidade ou de espessamento da formulação; Agentes de redução de irritação de pele e olhos.
  22. 22. TENSOACTIVOS PODEM SER CLASSIFICADOS AniônicoFornece íons orgânicos carregadosnegativamente.Apresentam um óptimo poder de detergência eespuma.Ex: Sabões de ácidos graxos, Lauril sulfato desódio, Alquil éter sulfonatos
  23. 23. NÃO IÓNICOSEm solução aquosa não sofrem ionização,não possuem carga. Aplicação em emulsionantes para cremes,loções, óleos de banho, auxiliar deespessamento para xampus.Ex: Mono e diestearato de etilenoglicol,Lanolina etoxiladas, Ésteres de sorbitan,óxidos de amina graxa e outros.
  24. 24. CATIÔNICOSAo se ionizar em solução aquosa, forneceíons orgânicos carregados positivamente.São incompatíveis com aniônicos, nãotoleram água dura, íons ferro e metaispesados.São usados na preparação de condicionadorese como agentes bactericidas em sabonetes.Ex: Compostos quartenários de amónios,Polímeros quartenários (Cloreto debenazalconio)
  25. 25. ANFÓTEROS Possuem grupos funcionais com carácter aniônico e catiônico. Ex: Anfótero betaínicotaína (betaína de coco) - Tem aplicação comco-tensoativo para aumento da espuma, viscosidade e redução dairritação dos xampus, sabonetes líquidos e loções higenizantes. Ex: Anfótero imidazolínico (ácidos graxos de coco) - Tempropriedades de suavidade da pele e olhos. Aplicação em xampus e sabonetes infantis.
  26. 26. SELECÇÃO E USO DE TENSOACTIVODetergênciaÉ um processo complexo que implica naumectação de um substrato (pele ou cabelo), naeliminação das sujidadesUmectânciaTodos os agentes tensoactivos possuem certapropriedade umectanteEmulsificanteUm bom agente emulsificante requer uma unidadehidrofóbica ligeiramente maior que a de umumectante.
  27. 27. SELECÇÃO E USO DE TENSOACTIVOSolubilizaçãoTodos os agentes tensoactivos acima de suaconcentracao. Micelar possuem propriedadessolubilizantes. Ex: Incorporar umcomponente orgânico insolúvel em umproduto transparente, como um xampu
  28. 28. MICELAApós uma certa concentração, as moléculasde tensoactivo, na solução, passam a seagregar sob a forma de micelas. São asmicelas os “entes” da solução responsáveispela catálise micelar e pela solubilização dagorduras
  29. 29. OS SEGUINTES FACTORES FAVORECEM AESTABILIDADE DE EMULSÕES: Tensão superficial baixa: a adsorção de surfactantes nas interfacesóleo-água diminui a energia interfacil, facilitando o desenvolvimentoe aumentando a estabilidade das grandes áreas interfaciaisassociadas com as emulsões; Filme interfacial mecanicamente forte e elástico: a estabilidadedas emulsões é favorecida pela protecção mecânica dada pelo filmeadsorvido ao redor da gota. A elasticidade do filme também éimportante para permitir a recuperação após distúrbios locais;
  30. 30. CONT.Repulsão das duplas camadas eléctricas: arepulsão entre as partículas diminui os choquesevitando a floculação. Quando agentesemulsificantes iônicos são usados, a repulsão dadupla camada eléctrica lateral pode prevenir aformação de filmes compactos. O efeito deexpansão dos filmes pode ser minimizado usandouma mistura de um filme iônico com um não-iônicoe/ou aumentando a concentração electrolítica nafase aquosa;Volume pequeno da fase dispersa: favorece aformação de gotículas pequenas;
  31. 31. CONT.Gotículas pequenas: gotas grandes sãomenos estáveis devido a sua menor razão deárea/volume, que aumentam a tendência dagota crescer;Viscosidade alta: diminui as colisõesretardando a floculação e sedimentação.
  32. 32. CONT. O tipo de emulsão formada quando dois líquidosimiscíveis são homogeneizados depende dos volumesrelativos das duas fases e da natureza do agenteemulsificante. Quanto maior for o volume da fase,maior é a probabilidade do líquido se tornar a fasecontínua. Sabões de metais alcalinos favorecem aformação de emulsões óleo em água, enquanto quesabões de metais pesados favorecem a formação deemulsões água em óleo. Além disso, a fase na qual oagente emulsificante é mais solúvel tende a ser a fasecontínua.
  33. 33. VERIFICAÇÃO DAS EMULSÕESO controle das emulsões deve ter, especialmente, o controlo eapreciação de: Determinação do teor em agua; Determinação do teor em gordura total; Determinação do pH Avaliação da estabilidade; Determinação da viscosidade; Determinação do diâmetro das partículas dispersas
  34. 34. CLASSIFICAÇÃO DAS EMULSÕES1.Quanto a carga: Iônicas + Não iônicas -2. Quanto ao tipo de emulsõesQuanto ao tipo de emulsoes podem ser:a) Quanto à fase interna A/O (fase interna água/ fase externa óleo) O/A (fase interna óleo/fase externa água) Múltiplas O/A/O e A/O/A (fase interna é umaemulsão)
  35. 35. CONT.b) Quanto ao tamanho da fase interna elaspodem ser:-Macroemulsões-leitosas-gotícula :> 400 nm-Miniemulsões-gotícula: 100-400 nm
  36. 36. CONT.Microemulsões-transparentes-termodinamicamente estáveis-gotícula: < 100 nm
  37. 37. VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DAS EMULSÕESEmulsões oraisAs emulsões orais são normalmente emulsõesdo tipo O/A. Utiliza-se com frequência no preparo destasformulações as gomas ou surfactantes nãoiônico como agentes emulsivos. Exemplos de Emulsões Orais :- Emulsão com Óleo de Fígado deBacalhau- Emulsão de Óleo Mineral
  38. 38. EMULSÕES TÓPICAS (CREMES E LOÇÕESCREMOSAS)Os cremes são emulsões O/A ou A/O de altaviscosidade e constituída de uma fase aquosa e oleosahomogeneizadas através da utilização de um terceirocomponente que possui afinidade por ambas as fases(tensoactivo).Sua aparência geralmente é branca, devido o maiortamanho dos glóbulos oleosos.As loções são emulsões O/A ou A/O de média e baixaviscosidade podendo utilizar além do tensoactivo umsolvente alcoólico.A aparência das loções pode ser branca(macroemulsão) ou transparente ( microemulsão)dependendo do dos glóbulos oleosos emulsionados.
  39. 39. CONT.Emulsões gel• Creme clássico- 12% ceras;• Creme gel – 8% ceras;• Custo menor;• Confere toque mais suave.Preparo:• Preparar o gel aquoso;• Adicionar 1 a 2% de Microemulsão de silicone;• Homogeneizar até ocorrer turvação
  40. 40. CARACTERÍSTICAS DAS EMULSÕES O/A Tacto menos oleoso; Secagem rápida; Condutividade eléctrica semelhante à fase aquosa; São coloridas por corantes hidrossolúveis; Podem formar um espuma branca quando aplicados sobre apele; É obrigatório de uso de conservantes; Exigem necessariamente a adição de umectantes.
  41. 41. NO PREPARO DAS EMULSÕES TÓPICAS DEVEMOS:Aquecer os componentes hidrossolúveis elipossolúveis á uma temperatura em torno de80º a 85º.Adicionar uma fase à outra (a fase de maiorquantidade sobre a de menor) agitando até aformação da emulsão.Adicionar activos, essências quando atemperatura esfriar a cerca de 30º.
  42. 42. PREPARAÇÃO DAS EMULSOESAdicionar fase dispersa na fase contínua, sobagitaçãoOutros componentes -dissolvidos antes da mistura,na fase em que são solúveisEmulsões O/A: -Podem ser obtidas pela técnicainversa (F.A. add. F. O.)Componentes oleosos sólidos/semi-sólido devem ser previamente fundidos fase aquosa deve ser aquecida na mesmatemperatura
  43. 43. CONT.Ingredientes voláteis -adicionados apósresfriamento da emulsãoComponentes que possam influenciar naestabilidade - devem ser diluídos aomáximo/adicionados lentamenteEscolha do equipamento (homogeneizadores,“mixers”) - depende da intensidade de agitaçãorequerida para obter o tamanho de partículadesejável.
  44. 44. BIBLIOGRAFIA PRISTA, Luís Vasco Nogueira; ALVES, António Correia; ettall; Tecnologia farmacêutica 4a edição; volume 1. editorafundação Calouste. Portugal. 1996.pg.633 HIR, A. Le. Noções da Farmácia Galénica; 6a edição; Andréeditora. São Paulo, 1997.pg.176, 269,379, 407, 426. MINISTERIO DA SAUDE. Tecnologia farmacêutica. Vol.I; 1ªedição. Maputo. 2011.p.g.36;37.

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