C:\fakepath\netnografia

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C:\fakepath\netnografia

  1. 1. Netnografia Método de Pesquisa em Redes Digitais  
  2. 2. O que é etnografia? <ul><li>Reconstrução analítica de cenários e grupos culturais que traz as crenças, práticas, artefatos e conhecimentos compartilhados pela cultura que está sendo estudada; </li></ul><ul><li>A observação direta, participante e crítica é a melhor técnica a ser utilizada; </li></ul><ul><li>A etnografia foi muitas vezes criticada em função do caráter subjetivo dos dados e informações produzidos a partir dela.  </li></ul><ul><li>Após a década de 20 a etnografia migrou como metodologia de pesquisa da antropologia para outras áreas como a sociologia e, mais tarde, a psicologia, a educação e a comunicação. </li></ul>
  3. 3. As novas tecnologias de pesquisa <ul><li>Falar em metodologia, é falar sobre nossa identidade e os padrões segundo os quais desejamos que nosso trabalho seja julgado.  </li></ul><ul><li>Com o surgimento do ciberespaço tornou-se necessário o uso e aplicação de metodologias de pesquisa que permitissem “capturar” a essência dos fenômenos. </li></ul><ul><li>A aplicação de metodologias de pesquisa já existentes, não pode ser realizada de forma automática sem adaptações e análise das possibilidades e os limites de tal adaptação para a pesquisa efetuada na web.  </li></ul>
  4. 4. A pesquisa da CMC <ul><li>Duas fases caracterizam pesquisa social em comunicação mediada por computador (CMC): </li></ul><ul><li>- A utilização de abordagem psicológica dependendo de métodos experimentais para compreender o potencial da conversa mediada por computador.  </li></ul><ul><li>- A pesquisa em CMC corresponde à crescente aplicação de abordagens naturalísticas para o fenômeno on-line e a subseqüente requisição da Internet como um contexto cultural. </li></ul>
  5. 5. Cultura On-line <ul><li>O entendimento do contexto on-line como um site de campo etnográfico foi crucial no estabelecimento do status das comunicações de Internet como cultura.  </li></ul><ul><li>O método e o fenômeno definem o outro em um relacionamento de mútua dependência.  </li></ul><ul><li>O contexto on-line é definido como um contexto cultural pela demonstração de que a etnografia pode ser aplicada a ele. </li></ul><ul><li>Troca-se o campo não por um “não-lugar”, mas por um território contíguo ao offline que constitui um meio de comunicação, um ambiente de relacionamento e um artefato cultural  o que “fornece pistas evidentes da conexão da antropologia com a cibercultura”. </li></ul>
  6. 6. Os termos corretos <ul><li>O termo netnografia é utilizado pelos pesquisadores da área do marketing e da administração enquanto o termo etnografia virtual é mais utilizado pelos pesquisadores da área da antropologia e das ciências sociais. </li></ul><ul><li>Os termos netnografia, webnografia, etnografia virtual, etnografia digital podem ser sinônimos, embora os dois primeiros possuem uma “acepção” mais relacionada às pesquisas de mercado.  </li></ul><ul><li>A discussão sobre a pertinência dos termos tem sido cada vez mais ampliada, uma vez que ainda parecem remeter a uma separação entre online e offline. Muitos autores preferem estender a discussão para uma “ciberantropologia”. </li></ul>
  7. 7. Netnografia pra quê? <ul><li>A netnografia leva em conta as práticas de consumo midiático, os processos de sociabilidade e os fenômenos comunicacionais que envolvem as representações do homem dentro de comunidades virtuais.  </li></ul><ul><li>As comunidades virtuais estão em constante transformação, apresentando-se em formas constantemente provisórias, além de representarem um fenômeno embrionário afetando atividades, culturas e comportamentos. </li></ul>
  8. 8. A Internet como campo de estudo <ul><li>A esfera da web não é simplesmente uma coleção de websites, mas um conjunto de recursos digitais dinamicamente definidos estendendo-se sobre múltiplos sites da web considerados relevantes ou relacionados a um evento central, conceito ou tema, e seguidamente conectado por hiperlinks.  </li></ul><ul><li>As fronteiras de uma esfera da web estão delimitadas por uma orientação de tema e de uma estrutura temporal.  </li></ul>
  9. 9. Demarcação de objeto <ul><li>A natureza multi-nivelada e hiperlinkada da web faz com que a identificação e a demarcação de unidades de análise nesse ambiente sejam tarefas críticas e necessárias.  </li></ul><ul><li>Há uma natureza de co-produção da web nas ações on-line, que podem ser exploradas examinando-se objetos da web, como textos, matérias, sites e links para outros sites. </li></ul><ul><li>A pesquisa pode combinar esses dados com dados offline (entrevistas pessoais, entrevistas de grupo, telefonemas, etc.). </li></ul>
  10. 10. Quando usar netnografia <ul><li>Segundo Kozinets (1997), a netnografia pode ser empregada de três formas:  </li></ul><ul><li>(1) como ferramenta metodológica para estudar comunidades virtuais puras;  </li></ul><ul><li>(2) como ferramenta metodológica para estudar comunidades virtuais derivadas; </li></ul><ul><li>(3) como ferramenta exploratória para diversos assuntos. </li></ul>
  11. 11. O que é uma comunidade virtual <ul><li>Kozinets (1997) aponta quatro aspectos a serem levados em conta pelo pesquisador para reconhecer uma comunidade virtual:  </li></ul><ul><li>(1) os indivíduos devem estar familiarizados entre si;  </li></ul><ul><li>(2) linguagem, normas e símbolos específicos devem ser compartilhados;  </li></ul><ul><li>(3) as identidades devem ser reveladas;  </li></ul><ul><li>(4) deve-se perceber um esforço na manutenção e preservação do grupo pelos participantes. </li></ul>
  12. 12. Comunidades puras e derivadas <ul><li>Comunidades virtuais puras são aquelas cujas relações sociais se dão apenas na comunicação mediada por computador. Nesse caso, sugere-se o uso puro da netnografia e pesquisador, de participar totalmente dessas comunidades.  </li></ul><ul><li>Comunidades derivadas são aquelas onde as relações não se limitam à comunicação mediada por computador. Sugere-re que a netnografia deve ser utilizada como ferramenta complementar a outros tipos de abordagem, como entrevistas pessoais ou por telefone e grupos de discussão, por exemplo. </li></ul>
  13. 13. &quot;Ingresso&quot; Cultural <ul><li>Tema esclarecido investigar e identificar a quem vai dirigir as questões. </li></ul><ul><li>É preciso saber de que tipos de comunidades on-line essa amostra participa.  </li></ul><ul><li>Através de diretórios ou motores de busca é possível localizar essa amostra a partir dos temas a serem investigados.  </li></ul><ul><li>É importante que se observe as interações ocorridas entre os membros da comunidade on-line em questão para que se apreenda informações sobre a identidade cultural dos participantes. </li></ul>
  14. 14. Formas de coletar os dados <ul><li>1) O pesquisador pode copiar os dados diretamente das comunicações mediadas por computador efetuadas pelos membros das comunidades on-line;  </li></ul><ul><li>2) O pesquisador pode obter dados ao observar a comunidade, seus membros, interações e significados.Pode-se utilizar de categorias para qualificar o comportamento dos participantes das comunidades. </li></ul><ul><li>3) O pesquisador pode levantar os dados em entrevistas com os indivíduos, através da troca de e-mails ou em conversas em chats, mensagens instantâneas ou outras ferramentas </li></ul>
  15. 15. Interpretações confiáveis <ul><li>A netnografia é baseada na análise de discursos textuais, assim a última unidade de análise não é a pessoa, mas o comportamento ou o ato.  </li></ul><ul><li>Um texto é uma ação social (um ato comunicativo ou um “jogo de linguagem”). </li></ul><ul><li>Com isso, uma postagem em comunicação mediada por computador é um importante dado de observação, capaz de ser digno de confiança.  </li></ul>
  16. 16. Ética de Pesquisa <ul><li>1) Fóruns on-line são considerados públicos ou privados?  </li></ul><ul><li>2) O que constitui “consentimento informado” no ciberespaço?  </li></ul><ul><li>Afinal, os participantes de comunidades on-line não pretendem criar dados de pesquisa quando estão em interação na Internet,  </li></ul><ul><li>Quanto à Ética em netnografia sempre deve-se observar:  </li></ul><ul><li>1) privacidade;  </li></ul><ul><li>2) confidencialidade;  </li></ul><ul><li>3) apropriação de outras histórias pessoais;  </li></ul><ul><li>4) consentimento informado. </li></ul>
  17. 17. Verificação de resultados <ul><li>A análise é definida através de atos de interação e de comunicação, o que coloca a definição do cenário de pesquisa como uma questão de pesquisa que deve ser cuidadosa e continuamente examinada. </li></ul><ul><li>Verificação dos participantes: trata-se de um procedimento segundo o qual alguns ou vários relatórios finais são apresentados para as pessoas que foram estudadas para que façam comentários a respeito dos mesmos.  </li></ul><ul><li>Tal procedimento permite que se obtenha insights adicionais sobre a pesquisa, que se levante as fragilidades da mesma e que se estabeleça um contato contínuo entre pesquisadores e pesquisados. </li></ul>
  18. 18. Tipos de netnografia <ul><li>As análises netnográficas podem variar desde intensamente participativa até completamente não-obstrutiva e observacional. </li></ul><ul><li>O etnógrafo habita um mundo intermediário, sendo simultaneamente um estranho e um nativo, tendo que cercar-se suficientemente tanto da cultura que estuda para entender seu funcionamento, como manter a distância necessária para dar conta de seu estudo.  </li></ul><ul><li>Essas “interferências” acabam também influenciando as estruturas e processos da pesquisa qualitativa, gerando questões a partir das quais podem emergir inclusive distintas noções de gênero, sexualidade, ética e poder que podem até mesmo fragilizar o pesquisador e os informantes. </li></ul>
  19. 19. Etnografia x Netnografia <ul><li>Além disso, a comunicação analisada em netnografia é diferente da observada na etnografia tradicional porque:  </li></ul><ul><li>1) é mediada por computador;  </li></ul><ul><li>2) está disponível publicamente;  </li></ul><ul><li>3) é gerada em forma de texto escrito;  </li></ul><ul><li>4) as identidades dos participantes da conversação são mais difíceis de serem discernidas. </li></ul>
  20. 20. Vantagens x Desvantagens <ul><li>1) A netnografia pode ser conduzida de forma mais rápida que a etnografia, já que as entrevistas netnográficas já “vem transcritas” e dessa forma não se tem uma dependência tão grande da memória do netnógrafo; </li></ul><ul><li>2) É menos dispendiosa, na medida em que se resume a material textual, escrito e geralmente de acesso livre;  </li></ul><ul><li>3) É menos subjetiva, na medida em que é possível ter registros de vários tipos de materiais  </li></ul><ul><li>A desvantagem é a concentração na linguagem textual. Fato que está rapidamente sendo superada em função das novas ferramentas de comunicação síncronas. </li></ul>
  21. 21. Bibliografia da netnografia <ul><li>HINE, Christine. Virtual Ethnography. London: Sage, 2000. </li></ul><ul><li>HINE, C.. Virtual Methods and the Sociology of Cyber-Social-Scientific Knowledge. In: HINE, Christine (Org.).Virtual Methods. Issues in Social Research on the Internet. Oxford: Berg, 2005. </li></ul><ul><li>KOZINETS, R. On Netnography: Inicial Reflections on Consumer Research InvestigationsofCyberculture. (1997).Disponível emhttp://research.bus.wisc.edu/rkozinet s/printouts/kozinetsOnNetnography.pdf.  </li></ul><ul><li>KOZINETS, R.  The Field Behind the Screen: Using Netnography For Marketing Research in Online Communities. (2002). Disponível em http://research.bus.wisc.edu/rkozinets/printouts/kozinetsFieldBehind.pdf. Acesso em 20 out.2006. </li></ul>
  22. 22. Li esse artigos <ul><li>Estudo dos blogs a partir da netnografia: possibilidades e limitações, de Sandra Portella Montardo e Liliana Maria Passerino, FEEVALE. </li></ul><ul><li>http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2006/artigosrenote/25065.pdf </li></ul><ul><li>Apontamentos metodológicos iniciais sobre a netnografia no contexto pesquisa em comunicação digital e cibercultura de Adriana Amaral, Geórgia Natal e  Lucina Viana.  </li></ul><ul><li>http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-2611-1.pdf </li></ul>
  23. 23. Apresentação produzida por Talyta Singer [email_address]  / @ytasinger / ytasinger.tumblr.com  
  24. 24. Esta apresentação está registrada sob a licença Creative Commons 3.0 Brasil

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