Pragas e Doenças do Feijoeiro

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Pragas e Doenças do Feijoeiro

  1. 1. CULTURA DO FEIJÃO PRAGAS E DOENÇAS DO FEIJOEIRO
  2. 2. Pragas do feijão 1980 2005 P r i n c i p a l Lagarta Elasmo Lagarta Rosca Vaquinhas Cigarrinha Verde Mosca Branca Lagarta das Vagens Status inalterado S e c u n d á r i a Mudança de Status Lagarta enroladeira Tripes Lesmas Minadora Larva da Semente Ácaros Fonte: MAGALHÃES & CARVALHO, 1988 Percevejos
  3. 3. Pragas do feijão 1980 2005 N o v a s Lagartas Cortadeiras Gorgulho do solo Mosca Branca biótipo B (introduzida) Thrips palmi (introduzida) Broca das axilas Tamanduá da Soja Percevejo manchador e outros TOTAL 15 28 Fonte: QUINTELA, 2002
  4. 4. Aumento de pragas  Expansão da área cultivada sob irrigação;  Cultivo sucessivo (soja, feijoeiro);  Uso intensivo das áreas (milho safrinha);  Aumento de temperatura;  Aumento no uso de inseticidas (inimigos naturais);
  5. 5. INTRODUÇÃO  Pragas de solo:  Lagarta-rosca  Lagarta-elasmo  Pragas da parte aérea – folhas:  Vaquinhas  Minadora  Cigarrinha  Mosca-branca  Tripes  Ácaro-branco  Pragas da parte aérea – vagens:  Percevejos  Lagarta das vagens  Carunchos
  6. 6. Pragas de solo: LAGARTA-ROSCA (Agrotis Ipsilon)
  7. 7. Pragas de solo: LAGARTA-ROSCA (Agrotis Ipsilon) Prejuízo!
  8. 8. Pragas de solo: LAGARTA-ROSCA (Agrotis Ipsilon)  Ataques severos - se houver alta população de lagartas grandes, provenientes de plantas hospedeiras, na fase de germinação;  As plantas mais desenvolvidas atacadas – podem sobreviver, porém podem murchar e sofrer tombamento;
  9. 9. Pragas de solo: LAGARTA-ELASMO (Elasmopalpus lignosellus)  coloca 129 ovos em média por ciclo
  10. 10. Pragas de solo: Broca-do-caule / LAGARTA-ELASMO (Elasmopalpus lignosellus)  Inseto polífago - soja, sorgo, milho, algodão, arroz e cana-de-açúcar;  As lagartas se movimentam do solo para a base da planta com muita agilidade;  Essas perfuram a base do caule próximo ao solo – fazendo galerias ascendentes;
  11. 11. Pragas de solo: LAGARTA-ELASMO (Elasmopalpus lignosellus)  As plântulas atacadas sofre amarelecimento, murcha e morrem;  Dano maior quando as plantas são atacadas na fase inicial de desenvolvimento (+ 20 dias raramente são atacadas);  Na lavoura, a distribuição de ataques são irregulares, quando as plantas estão com 10 a 12 cm de altura;  Solos arenosos e verânicos intensificam os ataques;
  12. 12. Pragas da parte áerea - folhas: VAQUINHAS) Diabrotica speciosa 6 mm comprimento A fêmea põe, em média, 1200 ovos no solo Cerotoma arcuata A fêmea põe cerca de 420 ovos larvas branco-leitosas, com a cabeça e o último segmento abdominal escuros – 10 mm
  13. 13. Pragas da parte áerea - folhas: VAQUINHAS (Diabrotica speciosa – Cerotoma arcuata)  Os adultos (coleópteros) causam desfolha durante todo o ciclo da cultura – reduz área fotossintética;  Os danos mais severos ocorrem no estádio de plântulas, podendo consumir o broto e deixá-la sem área foliar suficiente para sua sobrevivência;  Podem se alimentar de flores e vagens, quando há alta incidência desses insetos;  As larvas podem se alimentar das raízes, nódulos e semente – danos mais esporádicos;
  14. 14. Pragas da parte áerea - folhas: MINADORA (Lirimyza buidobrensis) medem cerca de 1-1,5 mm
  15. 15. Pragas da parte áerea - folhas: MINADORA (Lirimyza buidobrensis)  A fêmea adulta ovoposita dentro do tecido da planta, no período da manhã;  As larvas ao eclodirem abrem galerias serpentedas na epiderme superior e inferior da folha, formando lesões esbraquiçadas, e podem penetrar nas nervuras;  Quando a população de larvas nas folhas é alta, ocorre redução da área fotossintética – murcha e queda prematura das folhas;
  16. 16. Pragas da parte áerea - folhas: CIGARRINHA-VERDE (Empoaska kraemeri) Adultos medem cerca de 3 mm; São esverdeados; Ninfas facilmente reconhecidas pela sua movimentação lateral; Maior ocorrência no período da seca
  17. 17. Pragas da parte áerea - folhas: CIGARRINHA-VERDE (Empoaska kraemeri) Os danos são ocasionados pelas ninfas e adultos, que sugam a seiva da planta provocando – enfezamento (possivelmente pela introdução de toxina)  Folíolos enrolados  Infestação severa: amarelecimento dos folíolos próximo as margens;  Maiores danos quando altas populações aparecem em estádios iniciais de desenvolvimento do feijão – danos acima de 60%.
  18. 18. Pragas da parte áerea - folhas: MOSCA-BRANCA (Bemisia tabaci Biótipo A e B)  Causa danos diretos – sucção da seiva  Danos indiretos – transmissão de vírus  Os danos indiretos podem causar perdas de 100%, quando aparecem em estádios iniciais no feijoeiro;  No campo – o mosaico dourado é observado com maior nitidez quando o feijoeiro atinge o 3º ou 4º trifólio;  Maiores problemas no feijoeiro cultivado na 2ª safra;
  19. 19. Mosca Branca -Bemisia tabaci • Capacidade de colonização de hospedeiros diferentes Biótipo A Biótipo B  700 espécies • 470 espécies  Feijão, tomate, abóbora, melão, berinjela, brócolos, algodão, soja, mandioca, melancia, pimentão, plantas ornamentais, silvestres e ervas daninhas.
  20. 20. Disseminação  Fraco em poder de vôo  Veículo principal – Vento  Altura de vôo = Normalmente de 3 a 4 metros.
  21. 21. Danos Indiretos  Transmissão do vírus do mosaico dourado do feijoeiro (VMDF);  Plantas mais jovens são mais suscetíveis ao vírus (45-50 dias).
  22. 22. Pragas da parte áerea - folhas: TRIPES (Trips palmi)  Ocorrem em locais que apresentem altas temperaturas e baixa umidade;  Alimentam-se de folhas e flores – ninfas e adultos;
  23. 23. Pragas da parte áerea - folhas: TRIPES (Trips palmi)  No início do ataque – surgem pontos brancos e prateados no limbo;  Com o tempo, esses tecidos necrosam, ficando bronzeado ou ressecam, tornando-se quebradiços;  Em altas populações, podem ocorrer queda prematura dos botões florais e vagens;
  24. 24. Pragas da parte áerea - folhas: ÁCARO BRANCO (Polyphagotarsonemus latus)  Ocorrência têm aumentado no feijão cultivado na 2ª e 3ª safras;  O ácaro fica na parte inferior das folhas, sendo praticamente invisível ao olho humano;  O início do ataque ocorre em reboleiras;
  25. 25. Pragas da parte áerea – vagens: PERCEVEJO DOS GRÃOS Neomegalotomus parvus Thyanta perditor Piezodorus guildini Nezara viridula Acrosternum Euschistus heros
  26. 26. Pragas da parte áerea – vagens: PERCEVEJO DOS GRÃOS  Vários desses percevejos são oriundos de lavouras de soja;  Alta capacidade de danos – alimentam-se diretamente dos gãos;  Os grãos ficam menores, enrugados, chochos e mais escuros;
  27. 27. Dano dos Percevejos • Afetam a qualidade da semente; •Sugam as vagens, deformações e má formação dos grãos •Mais importante no enchimento de vagem; • Reduz vigor e poder germinativo;
  28. 28. Pragas da parte áerea – vagens: LAGARTA DAS VAGENS (Maruca vitrata)  Em algumas regiões é considerada praga-secundária;  DANOS: penetram nas vagens e consomem os grãos, principalmente nos locais em que as folhas encostam nas vagens;
  29. 29. Pragas da parte áerea – vagens: CARUNCHOS Zabrotes subfasciatus Acanthoscelides obtectus A. obtectus, inseto adulto (A). Fases larval de A. obtectus, nessa fase é que atacam as sementes (B).
  30. 30. Pragas da parte áerea – vagens: CARUNCHOS  Em algumas regiões é consideradas pragas-secundárias  Acanthoscelides obtectus – ataca antes da colheita;  Zabrotes subfascientus – infesta após a colheita no armazenamento;  DANOS:  galerias – larvas causam a destruição dos cotilédones e favorecem a entradas de fungos saprófitas;  Afeta germinação (destruição do embrião) e qualidade comercial
  31. 31. CONTROLE!!! Existem várias estratégias de controle, porém a mais empregada atualmente é o manejo integrado, que consiste em um conjunto de práticas de combate á praga.
  32. 32. CONTROLE!!! MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS
  33. 33. Manejo integrado de pragas • Conhecer os insetos  Capacidade de recuperação • Nível de controle • Inseticidas seletivos e de forma criteriosa
  34. 34. 1. Conhecer as pragas e seus inimigos naturais
  35. 35. PRAGA OU INIMIGO NATURAL? Geocoris - lagartas e ovos Callida - lagartas
  36. 36. Geocoris – lagartas e ovos Joaninha – pulgões e cochonilhas
  37. 37. Nabis – lagartas e ovos Tesourinha - ovos
  38. 38. Zelus - lagartas e coleópteros Tynacantha
  39. 39. Calossoma – importante predador de lagartas e pulpas
  40. 40. Inimigos naturais
  41. 41. Capacidade de Recuperação
  42. 42. Nível de controle Posição de equilíbrio Densidade Populacional Tempo Nível de Dano
  43. 43. AMOSTRAGEM  Kit para amostragem das pragas • Metro • Pano de batida (1,0 x 0,5 m) • Placa branca (0,5 x 0,4 m) • Lupa de bolso (20 x) • Prancheta • Ficha de amostragem (pragas, tripes nas flores, predadores) Amostras de solo 15 amostras de solo/ 100 ha. (1 m de largura x 1 m de comprimento x 5 cm de profundidade)
  44. 44. Amostrar  Até o estágio de 3-4 folhas trifoliadas ( 2 m de linha)  Após o estágio de 3-4 folhas trifoliadas – PANO DE BATIDA
  45. 45. Florescimento e formação de vagens Percevejo manchador dos grãos
  46. 46. Número de amostragens  Até 5 ha - 4 pontos  Até 10 ha - 5 pontos  Até 30 ha - 6 pontos  Até 50 ha - 8 pontos  Até 100 ha - 10 pontos  Acima de 100 ha, dividir os talhões • Frequência semanal
  47. 47. Anotar os resultados das amostragens PRAGA PLANILHA DE LEVANTAMENTO Amostrador: Data/semeadura: PRAGAS DO FEIJOEIRO PREDADORES DAS PRAGAS Nível de controle 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 2 plantas cortadas ou com sintomas de murcha 20 insetos/pano ou em 2 metros de linha 50% fls. Primárias 30% antes floração 15% após floração Não determinado 1 a 2 larvas vivas/folha, não considerar folhas primárias 40 ninfas/pano ou em 2 metros de linha 100 tripes em 1 metro 3 tripes/flor 4 plantas com sin-tomas e presença do ácaro 30% desfolha antes floração ou 15% após floração 5 percevejos em 5 redadas ou 2 percevejos/pano 20 vagens ataca-das em 2 metros de linha Total Média Data: Área (tamanho e local): Idade da cultura: DAE Variedade: Não controlar TRIPES EM FLORES DO FEIJOEIRO Total Média Nível de controle 3 tripes/flor Pontos de amostra gem Pontos de amostra gem Pontos de amostra gem 1 PREDADOR Joa ninha Planta s morta s (pra ga s) Vaquinhas Desfolha Mosca branca Mina dora Cigarrinha verde Tripes Ácaro Bra nco Ra jado Lagarta enroladeira Percevejos Lagarta da vagem Idi Amin Outros insetos Chrysopa Ara nha Geocoris Nabis Callida Zellus Lebia Orius Outros FLOR 2 3 4 5 6 7 8 9 10 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Total Média Média total Manejo Fi tossanitário
  48. 48. Inseticidas seletivos e de forma criteriosa 1. Qual o produto? 2. Qual a dose? 3. Qual é o mais seletivo, mata menos inimigos naturais? 4. Tem produto biológico para o controle da praga?
  49. 49. Período de proteção
  50. 50. A Campo “A decisão de controlar ou não as pragas deve ser feita após amostragem da lavoura e observando-se os níveis de controle específico para cada espécie de praga”
  51. 51. Vantagens - MIP  Reduz custo de produção  Aumenta os inimigos naturais  Reduz aparecimento de pragas resistentes  Reduz ressurgência de pragas, pragas secundárias ou novas pragas  Maior controle da produção
  52. 52. DOENÇAS NA CULTURA DO FEIJOEIRO
  53. 53. INTRODUÇÃO  DOENÇAS FÚNGICAS COM ORIGEM NO SOLO  Mofo branco  Podridões radiculares - Fusarium sp. e Rhizoctonia sp.  Murcha de fusário  Mela  DOENÇAS FÚNGICAS DA PARTE AÉREA  Antracnose  Mancha angular  Ferrugem  DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS E POR VÍRUS  Crestamento bacteriano comum  Murcha de Curtobacterium  Mosaico dourado
  54. 54. MOFO BRANCO (Sclerotinia sclerotiorum  1ª vez em Ontário (1946) 408 espécies - hospedeiras Koch & Hildebrand (1946) Boland & Hall (1994)
  55. 55. Temperatura (4 – 20ºC) e alta umidade Apotécios podem ser formados na presença ou ausência de luz, mas os ascósporos são liberados somente em condições de luminosidade
  56. 56. MOFO BRANCO (Sclerotinia sclerotiorum)  No Brasil 1º relato em 1954 – no entanto sua importância econômica aumentou nos últimos 7 anos  Principalmente em áreas de cultivo de inverno;  Perdas de até 70% em feijoeiro irrigado na região do cerrado, podem chegar 100%; Alto poder destrutivo
  57. 57. Mofo branco - Sintomas Início da infecção - fechamento da cultura e o florescimento (presença de a-celulose flores senescente) – substrato para a germinação dos ascósporos. Ataca parte aérea da planta
  58. 58. Mofo branco - CONTROLE  Controle químico: pouco eficiente; CARO!!!  Fluazinam - Frowncide 500 SC (500-750 g/ha)  Procimidone -Sialex 500 (500-750 g/ha) Sumilex 500 PM (500-750 g/ha)  Impactos negativos: Ambiente Microrganismos benéficos Seleção de patógenos resistentes
  59. 59. Mofo branco - CONTROLE  Controle cultural:  Controle rigoroso da irrigação;  Presença de palhada - SPD;  Sementes sadias;  Controle tráfego;  Espaçamentos maiores;  Cultivares eretos – evitar cultivares prostados;  Controle biológico: Trichoderma sp. (Fungo)
  60. 60. PODRIDÕES RADICULARES - Fusarium solani f. sp. phaseoli e Rhizoctonia solani  Caracterizado pelas perdas de estande e vigor das plântulas;  Temperaturas amenas e solos com excesso de umidade – áreas irrigadas;  Severidade agravada: solos compactados e ácidos;  Ocorre concomitantemente à emergência;
  61. 61. PODRIDÃO RADICULAR SECA (F. solani f. sp. Phaseoli)  Lesões avermelhadas, irregular; coalescer até a superfície do solo
  62. 62. PODRIDÃO RADICULAR DE RHIZOCTONIA  Lesões pronunciadas, formando cancros avermelhados (+clara)  Destruir parcialmente a raiz principal
  63. 63. PODRIDÕES RADICULARES  Disseminação: Implementos agrícolas; Sementes infectada; Enxurradas.
  64. 64. PODRIDÕES RADICULARES  CONTROLE:  Sementes sadias;  Tratamento de sementes;  Lavar máquina e implementos;  Rotação de culturas;  Plantios prévios de gramíneas: supressores das populações de Rhizoctonia spp. e Fusarium spp. no solo
  65. 65. “A compactação favorece a ocorrência de todas as doenças causadas por patógenos de solo” Maior acúmulo de água nesta camada
  66. 66. Murcha de Fusarium (F. oxysporum f.sp. phaseoli) Mura
  67. 67. Murcha de Fusarium (F. oxysporum f.sp. phaseoli)  CONTROLE:  Resistência genética do hospedeiro;  Pérola e Aporé – resistência moderada  FT Tarumã, IAPAR 44, Mineiro precoce – mais resistentes;  Práticas culturais:  Sementes sadias;  Partículas solo infectada (equipamentos agrícolas);  Adubação equilibrada.  Uso de fungicidas em tratamento de sementes.
  68. 68. MELA OU MURCHA DA TEIA MICÉLICA (Thanatephorus cucumeris – Rhizoctonia solani)  Temperaturas elevadas e com chuvas freqüentes acompanhadas com alta umidade relativa;  Perdas da produção em condições favoráveis;  É disseminado pelo vento, pela chuva, pela movimentação de implementos agrícolas, sementes infectadas. Bianchini et al. (2005)
  69. 69. MELA OU MURCHA DA TEIA MICÉLICA
  70. 70. MELA OU MURCHA DA TEIA MICÉLICA  Difícil controle;  Controle cultural;  Semente de boa qualidade;  Espaçamento;  Cobertura morta (respingos da água da chuva);  Estado nutricional;  Cultivo mínimo;  Cultivares tolerantes;  Controle químico;
  71. 71. DOENÇAS FÚNGICAS DA PARTE AÉREA Antracnose Mancha angular Ferrugem
  72. 72. DOENÇAS FÚNGICAS DA PARTE AÉREA
  73. 73. ANTRACNOSE (Colletotrichum lindemuthianum)  Uma das doenças mais graves – pode ocorrer em toda parte aérea da planta;  Temperaturas amenas: 13ºC e 27°C  UR acima de 91%  Perdas de até 100% na produção;  Brasil: mais de 32 raças Silva et al. (2006); Bianchini et al. (2005)
  74. 74. ANTRACNOSE (Colletotrichum lindemuthianum)  Hipocótilo: lesões alongadas, superficiais ou deprimidas, estrangulamento e morte  Caule e pecíolos: alongadas, escuras e às vezes deprimidas  Ataques severos: necrose de parte do tecido
  75. 75. ANTRACNOSE (Colletotrichum lindemuthianum)  Circulares, deprimidas, marrom, bordos escuros e salientes  Centro: mais claro ou rosada  Descolorida, levemente deprimidas, marrom
  76. 76. ANTRACNOSE (Colletotrichum lindemuthianum)  O patógeno sobrevive de uma estação para outra em restos culturais;  Disseminação ocorre pela semente e respingos de chuva;
  77. 77. MANCHA ANGULAR (Phaeoisariopsis griseola)  Surtos mais precoces e intensos;  Na ausência de controle da doença as perdas são significativas, índices de 62% em Goiás;  29 raças de P. griseola no Brasil;  Temperaturas moderadas (16 a 28ºC);  Alta umidade. Sartorato (2006); Bianchini et al. (2005)
  78. 78. MANCHA ANGULAR - Sintomas  Manchas pardas  Acizentadas: frutificação do fungo Bianchini et al. (2005)
  79. 79. MANCHA ANGULAR - Sintomas  Angulares  Delimitadas  Desfolha prematura Bianchini et al. (2005)
  80. 80. Antracnos e
  81. 81. MANCHA ANGULAR (Phaeoisariopsis griseola)  Fonte de inóculo primário inclui sementes contaminadas e restos de plantas infectadas;  Esporos são disseminados para as folhas pela ação do vento e respingos de chuva;
  82. 82. FERRUGEM (Uromyces appendiculatus)  Mais severos quanto mais cedo ocorre na cultura;  Ampla distribuição;  Temperatura: 16 a 28°C;  UR maior que 95% por 10 a 18 hs;  Mundo: 200 raças fisiológicas Bianchini et al. (2005)
  83. 83. FERRUGEM (Uromyces appendiculatus)  Vagens, hastes e folhas  Pústulas circundadas por halo clorótico
  84. 84. FERRUGEM (Uromyces appendiculatus)
  85. 85. FERRUGEM (Uromyces appendiculatus)  Disseminação pelo homem, por implementos, animais e principalmente pelo vento;  Sobrevive entre as estações de cultivo, iniciando nova epidemia quando as condições são favoráveis;
  86. 86. MEDIDAS DE CONTROLE: Antracnose, Mancha angular e Ferrugem
  87. 87. MEDIDAS DE CONTROLE: Antracnose, Mancha angular e Ferrugem  Uso de sementes livres de doenças (*Ferrugem);  Tratamento de sementes (redução da quantidade de inóculo);  Rotação de culturas (outras cultura num período 2 anos) – não é totalmente eficiente;
  88. 88. MEDIDAS DE CONTROLE: Antracnose, Mancha angular e Ferrugem  Evitar movimentação na lavoura quando as folhas estão molhadas;  Espaçamento adequado;  Controle químico
  89. 89. Doenças causadas por bactérias e por vírus Crestamento bacteriano Murcha de Curtubacterium Mosaico dourado
  90. 90. Crestamento bacteriano - Xanthomonas campestris pv. phaseoli  Ampla distribuição geográfica;  A doença é fortemente favorecida por condições de alta temperatura e umidade.  A umidade é vital à bactéria, pois é sua principal forma de locomoção.
  91. 91. Crestamento bacteriano - Xanthomonas campestris pv. phaseoli Manchas amarelas, enrugamento e mal formação Folhas: causam manchas encharcadas, que se desenvolvem para manchas necróticas com alo amarelado;
  92. 92. Crestamento bacteriano - Xanthomonas campestris pv. phaseoli  Disseminação:  Longas distâncias – sementes infectadas  Curtas distâncias – chuvas e ventos  Controle:  não existe nenhum produto químico de eficiência comprovada Variedades resistentes;  Rotação de culturas;  Uso de sementes sadias;  Evitar o trânsito enquanto as plantas tiverem úmidas
  93. 93. MURCHA DE CURTOBACTERIUM (Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens)  Mais comum no Centro-Oeste e Sudeste;  Parasita vascular – causa murcha durante horas quentes do dia  Entrada por ferimentos ou aberturas naturais (Meloidogyne incognita)  Disseminação: sementes infectadas;
  94. 94. MURCHA DE CURTOBACTERIUM (Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens)  Vaso do xilema  Murcha e amarelecimento nos bordos dos folíolos  Plantas morrem
  95. 95. MURCHA DE CURTOBACTERIUM (Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens)  Controle:  sementes sadias  cultivares resistentes;  Resistêntes: IAC Carioca Aruã, IAC Carioca Akytã e IAC Carioca Pyatã  Suscetíveis: Carioca MG, Carioquinha, Catu, Corrente, Diamante Negro, FT Bonito, FT Nobre, FT-120, IAC Carioca, IAC Maravilha, IAC Una, IAPAR 14, IAPAR 16, Jalo Precoce, Jamapa, Onix, Ouro Negro, Pérola, Rio Tibagi, Rosinha G2, Roxo 90, Rudá, Safira, Tarumã e Xamego Resistentes apresentaram menor redução da matéria seca da parte aérea do que das suscetíveis, quando inoculadas
  96. 96. MOSAICO DOURADO DO FEIJOEIRO (Bean golden mosaic vírus - BGMV)  Brasil: 1965;  Década de 60 (soja e algodoeiro) o vírus disseminou-se rapidamente;  Mosca branca (Bemisia tabaci)  1973: virose mais importante na maioria dos estados produtores do Brasil;  Início da década de 1990, o problema se agravou-se com a chegada do biótipo B da mosca-branca, que é mais eficiente na transmissão do vírus.
  97. 97. Vírus do Mosaico Dourado (Geminivírus) Reduz tamanho e no. vagens (tamanho e peso sementes) Deforma e amarelece as folhas Reduz o crescimento das plantas
  98. 98. MOSAICO DOURADO DO FEIJOEIRO  Não é transmitido através da semente;  A introdução e disseminação dá-se exclusivamente pela mosca branca;  Temperaturas acima de 28°C – altas populações de mosca branca;  Plantios de janeiro a março – problema mais sério;
  99. 99. MOSAICO DOURADO DO FEIJOEIRO  CONTROLE:  Variedades resistentes ou tolerantes:  IAPAR 57, IAPAR 65 e IAPAR 72 (PR)  Uso de inseticidas sistêmicos a partir do desenvolvimento das plantas; Bianchini et al. (2005)
  100. 100. CONSIDERAÇÕES FINAIS CONTROLE INTEGRADO!!!  Utilização de sementes sadias (exceto ferrugem e mosaico dourado);  Tratamento químico das sementes;  Cultivares com resistência ou tolerância;  Práticas culturais: sementes de boa qualidade, rotação de culturas e manejo correto do solo;  Controle químico;
  101. 101. OBRIGADO PELA ATENÇÃO! Prof. Laerton laerton.leite@bol.com.br

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