Implantação da Cultura do Feijão

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Implantação da Cultura do Feijão

  1. 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL IMPLANTAÇÃO DA CULTURA DO FEIJOEIRO Prof. Laerton
  2. 2. CLIMA  Fatores climáticos que mais influenciam na produção de feijão: temperatura, precipitação pluvial e a radiação solar.  A planta de feijão pode ser considerada fotoneutra.
  3. 3. CLIMA  Temperaturas abaixo de 0 ºC (inverno na região Sul) e altas temperaturas e umidade relativa do ar inviabilizam o cultivo de feijão na Região Sul na época de inverno e limitam no Norte.  O feijão é mais suscetível à deficiência hídrica durante a floração e o estádio inicial de formação das vagens.
  4. 4. SOLO  O feijoeiro não se desenvolve bem em solos encharcados e ácidos.  Devem ser evitados os terrenos muito inclinados, porque seu cultivo favorece a erosão.  Adotar técnicas de conservação do solo como o plantio em nível ou terraços.
  5. 5. SOLO  A rotação de culturas é outra prática que deve ser feita visando à melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo.  O feijoeiro é uma planta que responde bem a adubação verde e orgânica.  Efeitos semelhantes aos da adubação verde são obtidos com a aplicação de estercos, compostos e tortas.
  6. 6. Preparo do solo  Preparo convencional;  Preparo mínimo;  Plantio direto. Dentro de cada método existem diversos sistemas de preparos ou sequências de operações que podem ser empregadas.
  7. 7. Preparo do solo – SISTEMA CONVENCIONAL ARAÇÃO – arado de disco ou aiveca; GRADAGEM – grades aradoras:  Após a aração  Antes da semeadura
  8. 8. Operação de preparo do solo
  9. 9. Preparo do solo – CULTIVO MÍNIMO  Sistema reduzido de preparo do solo;  O cultivo mínimo é um sistema entre o convencional e o plantio direto.  No cultivo mínimo, o preparo do solo é minimizado pelo menor uso de máquinas. Há um revolvimento mínimo do solo e a manutenção dos resíduos vegetais, utilizando-se, apenas, escarificação e gradagens leves.
  10. 10. Preparo do solo – SISTEMA DE PLANTIO DIRETO  O plantio direto pressupõe a utilização de equipamentos especiais e o uso de herbicida específico de pós-emergência.  Bons resultados foram relatados quando se plantou a cultura em sequência a trigo, aveia, soja e arroz.
  11. 11. SEMEADURA ESPAÇAMENTO E QUANTIDADE E QUALIDADE DE SEMENTES  O espaçamento mais recomendado :50 a 60 centímetros Outros espaçamentos
  12. 12. SEMEADURA  12 a 15 sementes por metro linear, de modo a ter-se, na colheita, ao redor de 10 plantas por metro.  O espaçamento deve variar segundo os cultivares, sejam determinados ou indeterminados.
  13. 13. SEMEADURA  Qualidade das sementes (tratamento com inseticidas e fungicidas) : evitar transmissão de doenças e garantia de germinação.  Uso de sementes melhoradas.  Ensaios de pesquisa mostraram aumentos de até 15% na produtividade somente com o uso de sementes escolhidas.
  14. 14. CALAGEM  Contribui para aumentar a produtividade do feijão, não só pela correção do solo, mas também por aumentar a eficiência da adubação.  Deve ser recomendada com base na análise química do solo e realizada cerca de 60 dias antes do plantio.  Quanto mais profunda for a incorporação do calcário (CaCO3) , melhor será o resultado da aplicação.  Poder tampão do solo (capacidade que o solo tem de resistir a mudanças bruscas de pH).
  15. 15. ADUBAÇÃO MINERAL  Somente 10 a 15% dos produtores, segundo pesquisa realizada pela Embrapa, usam fertilizantes e corretivos.  A adubação deve ser feita com base na análise do solo. Recomendações Nitrogênio : 30 – 40 Kg/ha, sendo 1/3 no plantio e 2/3 em cobertura. Fósforo (P) : aplicado todo no plantio Potássio (K) : pode ou não ser parcelado.
  16. 16. ADUBAÇÃO MINERAL A dosagem de P e K é recomendada com base nos resultados da análise do solo, utilizando a tabela seguinte: Classe Teor de P no solo (mg dm-3) Dosagem: P2O5 (kg/ha) Teor de K no solo (mg dm-3) Dosagem: K2O (kg/ha) Baixa 0,0 a 3,0 60 0,0 a 2,0 40 Média 3,1 a 6,0 40 20,0 a 40,0 30 Alta 6,1 a 10,0 20 40,0 a 60,0 20 Muito alta > 10 *** > 60 *** Fonte: Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais, 1999.
  17. 17. SINTOMAS VISUAIS DE DEFICIÊNCIA NUTRICIONAIS  NITROGÊNIO: Clorose nos folíolos das folhas mais velhas com posterior necrose e queda.
  18. 18. FÓSFORO: folhas inferiores com coloração verde pálida e as superiores com tons verde mais escuro. Caule – mais curtos e finos
  19. 19.  POTÁSSIO: Clorose marginal nos folíolos das folhas mais velhas que evoluem entre as nervuras. Menor crescimento – caule, área foliar e nº de folhas.
  20. 20. CÁLCIO: folhas com clorose parcial intensa e menor crescimento da planta. Morte dos pontos de crescimento, murchamento do caule, pecíolo e brotos
  21. 21. MAGNÉSIO: folhas mais velhas com clorose interneval que progride do centro para as bordas do folíolo.
  22. 22. ENXOFRE: folíolos mais novos com clorose generalizada. Plantas atrofiadas – caules finos.
  23. 23. BORO: Folhas retorcidas, espessas, nervuras com tonalidades verde-claro. Pontos necróticos e secamento dos pontos de crescimento.
  24. 24. COBRE: Folhas novas com tonalidades mais escuras – enrugamento das bordas e curvamento da ponta do limbo para baixo.
  25. 25. ZINCO: encurtamento dos internódios, folha de tamanho reduzido, folíolos em formato de lança.
  26. 26. ADUBAÇÃO VERDE E/OU ORGÂNICA  É a incorporação de uma massa verde, visando o fornecimento de nutrientes para o feijão.  É pouco usada por ocupar a área que seria destinada ao plantio do feijão.  Plantas utilizadas como adubo verde - mucuna - crotalária - feijão de porco
  27. 27. ADUBAÇÃO VERDE E/OU ORGÂNICA  Algumas plantas usadas como adubos verdes ainda apresentam efeitos Alelopáticos.  Crotalária diminui o ataque de nematoides.  Efetuar o plantio em torno de 10 dias após a incorporação do adubo verde.  Deixar o material cortado na superfície do solo secando por um período de 2 a 3 dias antes da incorporação, para que possa perder umidade.
  28. 28. ADUBAÇÃO VERDE
  29. 29. ADUBAÇÃO VERDE  É a incorporação ao solo de plantas especialmente cultivadas para esse fim ou de outras vegetações cortadas quando ainda verdes para serem incorporadas.  Essas plantas protegem o solo contra a ação direta da chuva e quando incorporadas,melhoram as propriedades físicas e químicas do solo, pelo incremento de matéria orgânica.
  30. 30. PLANTAS COM POTENCIAL DE UTILIZAÇÃO COMO ADUBO VERDE Crotalária Feijão de Porco
  31. 31. PLANTAS COM POTENCIAL DE UTILIZAÇÃO COMO ADUBO VERDE Feijão Guandu Mucuna preta
  32. 32. PLANTAS COM POTENCIAL DE UTILIZAÇÃO COMO ADUBO VERDE Soja perene Lab Lab
  33. 33. ADUBAÇÃO ORGÂNICA
  34. 34. ADUBAÇÃO ORGÂNICA Matéria Orgânica Substância ou material de origem vegetal ou animal existente no solo independente do seu grau de decomposição. Húmus Fração da matéria orgânica em seu mais alto grau de transformação.
  35. 35. Qual a importância da utilização dos adubos orgânicos? • Fonte de nutrientes lenta e duradoura • Melhora consideravelmente as características físicas, químicas e biológicas do solo • Utilização de resíduos cujo descarte causaria impactos ambientais
  36. 36. Exemplos: • Uso de vinhaça e torta de filtro, resíduos importantes da agroindústria canavieira, representam importantes aportes de matéria orgânica , potássio e fósforo; • A manutenção da palhada sobre o solo também garante importante reciclagem de nutrientes, principalmente de potássio e nitrogênio; • Utilização de estercos bovinos na agricultura, principalmente em hortas, jardins, etc.
  37. 37. Efeitos nas propriedades físicas do solo Resíduos orgânicos Densidade do solo Poros de tamanho grande Entrada de ar Drenagem de água
  38. 38. ESTRUTURAÇÃO Solo destruturado(esquerda) e solo bem granulado (direita). A matéria orgânica funciona como agente cimentante das partículas e sua incorporação libera substâncias orgânicas que funcionam como elementos aglutinantes das partículas
  39. 39.  ESTRUTURAÇÃO  A matéria orgânica dá mais liga aos solos arenosos, tornando-os mais bem arranjados, mais estruturados, e reduz a coesão dos argilosos, fazendo com que fiquem mais “leves”.  Com menor densidade e solo estruturado, a compactação é diminuída e as raízes têm ambiente mais favorável para o seu crescimento.
  40. 40.  AERAÇÃO E DRENAGEM DO SOLO  Promovendo a agregação e a estruturação, são formados poros com melhor distribuição de tamanho, facilitando a circulação do ar e da água.  A infiltração da água da chuva é aumentada.
  41. 41. RETENÇÃO DE ÁGUA  Indiretamente: MO aumenta a capacidade de infiltração da água devido às melhorias das condições físicas do horizonte superficial do solo;  Diretamente: grande capacidade específica de retenção de água. Quanto maior a capacidade de infiltração da água , menor é o escorrimento de água pela superfície formando a enxurrada e menor as perdas por erosão; A evaporação da água dos solos serão reduzidas pela presença da MO.
  42. 42.  FORNECIMENTO DE NUTRIENTES  Os resíduos de plantas e de animais contêm quantidades variáveis de elementos minerais, como o fósforo, o magnésio, o cálcio, o enxofre e micronutrientes.  À medida que a matéria orgânica se decompõe, estes elementos tornam-se disponíveis para as plantas em crescimento.
  43. 43. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO  Simbiose entre a planta e com bactérias.  No caso específico do feijão, a simbiose pode ocorrer com as seguintes espécies de bactéria: Rhizobium leguminosarum phaseoli, R tropici, R. gallicum e R. giardinii.  Nodulação das raízes
  44. 44. FIXAÇÃO BIOLÓGICA DE NITROGÊNIO  Depende das condições fisiológicas da planta hospedeira : fornecimento de energia para a bactéria realizar eficientemente este processo.  Além da calagem, é importante proceder a correção do solo com os demais nutrientes.  Fósforo : fornecimento de energia para o processo de FBN.  Molibidênio: constituinte estrutural da nitrogenase
  45. 45. CULTIVARES  Regiões do Brasil – preferência do tipo de grãos consumido;  Várias cultivares plantadas no Centro- Oeste são oriundas da Embrapa Arroz e Feijão;  Existem hoje no Brasil sete tipos de feijão de caráter comercial SE DIFEREM PRINCIPALMENTE PELA COR E TAMANHO
  46. 46. Carioca - coloração bege com estrias marrons Preto – grão pequeno, consumido na região Sul e nos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.
  47. 47. Rosinha - coloração rosa claro, grão pequeno. É consumido principalmente nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Pará e São Paulo. Roxinho - grão como pequeno, coloração arroxeada e é consumido principalmente nos Estados de Goiás e Minas Gerais.
  48. 48. Mulatinho - consumido na região Nordeste do país, coloração bege claro, grão pequeno. Rajado - bege claro com estrias roxas, grãos graúdo. É consumido principalmente na região Sul e nos Estados de Minas Gerais e São Paulo. Manteigão (jalo) - coloração amarelo, grãos graúdo. É consumido principalmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Pará e Goiás.
  49. 49. Tipos feijão especiais - visando exportação Branco Cramberry Dark Red Kidney
  50. 50. TRATOS CULTURAIS  A lavoura deve ser mantida no limpo, livre de ervas daninhas pelo menos até o início do florescimento.  Um preparado eficiente do solo, com uma gradagem imediatamente antes do plantio, retarda a germinação das sementes de ervas daninhas.  O controle de ervas daninhas pode ser preventivo, cultural, mecânico e químico (uso de herbicidas).
  51. 51. IRRIGAÇÃO  Mais utilizada no cultivo de feijão de 3ª safra.  Custo dos equipamentos elevado.  Bons preços alcançados pelo produto no mercado.
  52. 52. IRRIGAÇÃO  QUANTIDADE DE ÁGUA: de acordo com a evatranspiração da cultura;  Cuidados com as doenças foliares!  Podem ser utilizados diversos sistemas de irrigação, como aspersão, sulcos e subirrigação.
  53. 53. Subirrigação Irrigação por sulcos Aspersão
  54. 54. COLHEITA  A colheita deve ser iniciada quando as hastes estiverem em estado adiantado de secagem e quando a maioria das folhas estiverem caídas.  Consequências do atraso na colheita  perda da qualidade comercial do produto, por ocorrência de carunchos ou micro-organismos,  deiscência das vagens excessivamente secas.
  55. 55. TRILHAGEM  Trilhagem : separação dos grãos da palhada. Métodos  Utilização de trilhadoras acopladas ao trator  Bateção à vara  Passagem do trator de rodas por cima das plantas.  Uso máquinas recolhedoras que levantam o feijão enleirado que, depois de trilhado e limpo, é entregue ensacado.
  56. 56. ARMAZENAMENTO  Armazenar com umidade em torno de 12%.  O armazenamento deve ser feito preferencialmente em local escuro e ventilado, pois o feijão não pode ficar exposto à luz e nem ao calor, porque perde a qualidade em pouco tempo.  Podem seu usados silos subterrâneos revestidos com polietileno, onde o feijão é armazenado ensacado ou a granel.
  57. 57. Educar é ensinar a pensar sozinho!!! Prof. Laerton laerton.leite@bol.com.br

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