Republica oligarquica

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Republica oligarquica

  1. 1. República Oligárquica
  2. 2. <ul><li>República Oligárquica </li></ul><ul><li>(1894 – 1930) </li></ul><ul><li>OLIGARQUIA = Governo de poucos. </li></ul><ul><li>Definição : Período em que o Brasil foi controlado por cafeicultores da região sudeste, especialmente de SP e MG. No âmbito regional, outras oligarquias ligadas ao setor rural estavam no poder. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Estrutura Política: </li></ul><ul><li>Política do Café-com-Leite: </li></ul><ul><ul><li>Oligarquias de SP e MG (as duas mais poderosas do país) alternavam-se na presidência da República. </li></ul></ul><ul><ul><li>Oligarquias menos expressivas apoiavam o acordo em troca de cargos ou ministérios, como por exemplo o RS, BA, RJ, entre outros. </li></ul></ul>
  4. 4. <ul><li>EXCEÇÕES: </li></ul><ul><ul><li>1910 – 1914: </li></ul></ul><ul><ul><li>Hermes da Fonseca (MG + RS) – “Política das Salvações” </li></ul></ul><ul><ul><li> X </li></ul></ul><ul><ul><li>Rui Barbosa (SP) – “Campanha Civilista” ( oposição civil à candidatura militar de Hermes da Fonseca ) </li></ul></ul>
  5. 5. <ul><li>A Política das Salvações tinha por objetivo questionar a liderança de São Paulo e Minas Gerais mas mantinha o regime oligárquico, sem propor maior democratização da política brasileira. Consistia em promover intervenções militares ou apoiados pelo Exército em substituição às oligarquias dominantes. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>A &quot;política das salvações&quot; só fez substituir o poder de velhas oligarquias por outras e o projeto original de &quot;moralizar os costumes políticos e reduzir as desigualdades sociais&quot; não se realizou. </li></ul>
  7. 7. <ul><ul><li>1922 – 1926: </li></ul></ul><ul><li>X </li></ul><ul><ul><li>Nilo Peçanha (RJ + BA + RS + PE) </li></ul></ul><ul><ul><li>“ Reação Republicana” </li></ul></ul><ul><ul><li>Arthur Bernardes (SP + MG) </li></ul></ul>
  8. 8. <ul><li>Política dos Governadores : acordo firmado entre o presidente (a partir do governo de Campos Sales 1898 – 1902) e os governadores estaduais que previa o apoio mútuo e a não interferência de ambos em seus governos. Assim, o presidente conseguia os votos dos estados para a continuidade de seus projetos e em troca, não interferia em disputas de poder local das oligarquias. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Coronelismo : poder local dos coronéis. Coronel era o nome pelo qual os latifundiários eram conhecidos. Usavam seu prestígio pessoal para arregimentar votos em troca dos quais obtinham financiamentos do governo ou obras infra-estruturais como barganha política. Quanto maior o “curral eleitoral” (número de eleitores que o coronel podia controlar) do coronel, maior o seu poder. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Fraudes eleitorais ou manipulação de resultados : </li></ul><ul><ul><li>Clientelismo – voto em troca de pequenos favores ou “presentes”. </li></ul></ul>
  11. 12. <ul><li>“ Degola” política em caso de vitória de opositores: não reconhecimento e titulação da vitória por parte da Comissão Verificadora de Poderes. </li></ul>
  12. 13. <ul><ul><li>Voto de Cabresto </li></ul></ul><ul><ul><li>voto a partir de intimidações pessoais. </li></ul></ul><ul><li>(O voto imposto pelos “coronéis” contra a vontade do eleitor ficou conhecido como “voto de cabresto”. Charge de Claudius. Brasil Vivo 2, de Marcus Vinício, Chico Alencar e Claudius Ceccon. Editora Vozes, 1996). </li></ul>
  13. 14. <ul><li>&quot;Ela: É o Zé Besta? </li></ul><ul><li>Ele: Não é o Zé Burro! &quot; </li></ul><ul><li>Charge de Storni, de 1927, denunciando o sistema eleitoral vigente na época da República Velha. </li></ul>
  14. 15. <ul><ul><li>Manipulação de dados com votos repetidos e/ou “criação” de eleitores fantasmas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Caricatura ironizando as eleições na República Velha, onde até defuntos votavam. Caricatura de Yantok. Revista Dom Quixote </li></ul></ul>
  15. 16. <ul><li>Estrutura Econômica: </li></ul><ul><li>Café : principal produto (agroexportação). </li></ul>
  16. 17. <ul><li>Funding Loan (1898): </li></ul><ul><li>Uma medida econômica que visava garantir, através de um novo empréstimo, o pagamento dos juros e do montante de empréstimos anteriores. </li></ul><ul><li>Características: </li></ul><ul><ul><li>Renegociação da dívida brasileira. </li></ul></ul><ul><ul><li>Novo empréstimo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Suspensão de juros por 3 anos. </li></ul></ul><ul><ul><li>13 anos para início do pagamento e 63 anos para a quitação integral. </li></ul></ul>
  17. 18. <ul><ul><li>Garantias: receitas da alfândega do RJ e demais se necessário, receitas da Estrada de Ferro Central do Brasil e do serviço de abastecimento de água do RJ. </li></ul></ul><ul><ul><li>Compromisso de retirada do meio circulante e queima de moeda, visando a valorização monetária . </li></ul></ul>
  18. 19. <ul><li>Convênio de Taubaté (1906): </li></ul><ul><ul><li>Plano de valorização artificial do café; </li></ul></ul><ul><ul><li>Governo comprava os excedentes de café e estocava. </li></ul></ul><ul><ul><li>Diminuindo a oferta do produto, seu preço mantinha-se estável. </li></ul></ul><ul><ul><li>O governo contraía empréstimos para comprar esse excedente. </li></ul></ul><ul><ul><li>Cobrava-se impostos para equilibrar as contas do governo e honrar compromissos. </li></ul></ul>
  19. 20. <ul><ul><li>O país se endividava e ampliava sua dependência com o exterior. </li></ul></ul><ul><ul><li>O governo almejava vender o estoque de café quando a procura aumentasse, no entanto, isso nunca ocorria, então o café estragava e o governo amargava prejuízos. </li></ul></ul><ul><ul><li>O bolso dos cafeicultores estava salvo. </li></ul></ul>
  20. 21. <ul><li>Borracha: </li></ul><ul><ul><li>Importante entre 1890 e 1910 (aproximadamente). </li></ul></ul><ul><ul><li>Utilizada na fabricação de pneus (expansão da indústria automotiva). </li></ul></ul><ul><ul><li>Extraída na região Norte (PA e AM). </li></ul></ul><ul><ul><li>Decadência associada a produção inglesa em suas colônias asiáticas. </li></ul></ul>
  21. 22. <ul><li>Cacau: Importante durante a primeira guerra mundial (1914 – 1918). </li></ul><ul><li>Demais produtos: açúcar, couro, algodão e mate. Todos agrícolas ou do setor primário, destinados basicamente a exportação. Nenhum deles com números expressivos. </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Indústria: </li></ul><ul><ul><li>Impulsionada pela I Guerra Mundial (1914 – 1918). </li></ul></ul><ul><ul><li>Substituição de importações (dificuldade de importar dos países em guerra). </li></ul></ul><ul><ul><li>Capitais acumulados decorrentes do café. </li></ul></ul>
  23. 24. <ul><ul><li>Basicamente na região Sudeste </li></ul></ul><ul><ul><li>Entrada de um grande número de imigrantes (disponibilidade de mão-de-obra). </li></ul></ul><ul><ul><li>Impulso aos centros urbanos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Bens de consumo não duráveis. </li></ul></ul>
  24. 25. <ul><li>3.3 – A Política Externa durante a República Velha: </li></ul><ul><li>Barão do Rio Branco – principal responsável pela política externa brasileira no período. </li></ul>
  25. 26. <ul><li>A questão de Palmas (1893 – 1895): </li></ul><ul><ul><li>Disputa de BRASIL e ARGENTINA pela antiga região missioneira, no atual estado de Santa Catarina. </li></ul></ul><ul><ul><li>BRASIL tem ganho de causa com aval dos EUA. </li></ul></ul>
  26. 27. <ul><li>Questão do Amapá (1900): </li></ul><ul><ul><li>BRASIL e FRANÇA disputavam a região fronteiriça entre o estado do Amapá e a Guiana Francesa. </li></ul></ul><ul><ul><li>BRASIL tem ganho de causa com arbítrio da Suíça e incorpora definitivamente toda a região a leste do Rio Oiapoque. </li></ul></ul>
  27. 28. <ul><li>Anexação do Acre (1903): </li></ul><ul><ul><li>Interesse na extração do látex. </li></ul></ul><ul><ul><li>Atritos entre seringueiros brasileiros e bolivianos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Brasil compra a região da Bolívia pelo valor de 10 milhões de dólares (Tratado de Petrópolis). </li></ul></ul><ul><ul><li>Bolívia recebe em troca do território área que lhe dava acesso ao Rio Madeira, e, portanto ao Oceano Atlântico . </li></ul></ul>

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