Redigir: Aula 1 - Apresentação

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Turma Sábado 2 - 1º Semestre de 2011

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  1. 1.
  2. 2. Bem-vindos ou Benvindos?<br />Preconceito linguístico<br />Língua viva!<br />Variantes linguísticos<br />
  3. 3. A Língua é viva!<br /> “As palavras, afinal, vivem na boca do povo. E são faladíssimas.”<br />Luís Fernando Veríssimo<br />
  4. 4.
  5. 5. Pronominais<br />Dê-me um cigarro<br />Diz a gramática<br />Do professor e do aluno<br />E do mulato sabido<br />Mas o bom negro e o bom branco <br />Da Nação Brasileira<br />Dizem todos os dias<br />Deixa disso camarada<br />Me dá um cigarro.<br />Oswald de Andrade<br />Autopsicografia<br />O poeta é um fingidor. <br />Finge tão completamente<br />Que chega a fingir que é dor <br />A dor que deveras sente.<br />E os que lêem o que escreve, <br />Na dor lida sentem bem, <br />Não as duas que ele teve, <br />Mas só a que eles não têm.<br />E assim nas calhas de roda <br />Gira, a entreter a razão, <br />Esse comboio de corda <br />Que se chama coração.<br />Fernando Pessoa<br />Aforismo<br />Havia uma formiga<br />compartilhando comigo o isolamento<br />e comendo juntos.<br />Estávamos iguais<br />com duas diferenças:<br />Não era interrogada<br />e por descuido podiam pisa-la.<br />Mas aos dois intencionalmente<br />podiam por-nos de rastos<br />mas não podiam<br />ajoelhar-nos.<br />José Craveirinha <br />
  6. 6. Brasil: terceiro pior mundo em desigualdade<br />O Estado de S. Paulo<br />“Segundo o estudo da ONU, é baixo também o crescimento do nível de escolaridade entre pai e filho. E esse resultado é influenciado pelo patamar educacional da geração anterior. No Brasil, essa influência chega a ser de 55%, enquanto nos EUA esse porcentual é de 21%. O Brasil, nesse quesito, perde para países como Paraguai, Panamá, Uruguai e Jamaica. O estudo do PNUD destaca que acesso a bens e serviços públicos podem ajudar a aumentar essa mobilidade educacional.”<br />Da desigualdade ao preconceito<br />
  7. 7. “Este lugar é um pesadelo periféricoFica no pico numérico de populaçãoDe dia a pivetada a caminho da escolaÀ noite vão dormir enquanto os manos "decola"Na farinha... hã! Na pedra... hã!Usando droga de monte, que merda! há!Eu sinto pena da família desses cara!Eu sinto pena, ele quer mas ele não pára!Um exemplo muito ruim pros moleque.Pra começar é rapidinho e não tem breque.Herdeiro de mais alguma Dona MariaCuidado, senhora, tome as rédeas da sua cria!Fudeu, o chefe da casa, trabalha e nunca estáNinguém vê sair, ninguém escuta chegarO trabalho ocupa todo o seu tempoHora extra é necessário pro alimentoUns reais a mais no salário, esmola do patrãoCuzão milionário!Ser escravo do dinheiro é isso, fulano!360 dias por ano sem planose a escravidão acabar pra vocevai viver de quem ? vai viver de que ?o sistema manipula sem ninguém saberA lavagem cerebral te fez esquecerque andar com as próprias pernas nao é dificilnas ruas áridas da selvaeu já vi lágrimas, suficiente pra um filme de guerra<br /> Trecho da música Periferia é periferia, do grupo Racionais MC´s)<br />
  8. 8. “A — Ai, como é duro viver      nos Estados do Nordeste      quando o nosso Pai Celeste      não manda a nuvem chover.      É bem triste a gente ver      findar o mês de janeiro      depois findar fevereiro      e março também passar,      sem o inverno começar      no Nordeste brasileiro.  <br />     B — Berra o gado impaciente      reclamando o verde pasto,      desfigurado e arrasto,      com o olhar de penitente;      o fazendeiro, descrente,      um jeito não pode dar,      o sol ardente a queimar      e o vento forte soprando,      a gente fica pensando      que o mundo vai se acabar.  <br />     C — Caminhando pelo espaço,      como os trapos de um lençol,      pras bandas do pôr do sol,      as nuvens vão em fracasso:      aqui e ali um pedaço      vagando... sempre vagando,      quem estiver reparando      faz logo a comparação      de umas pastas de algodão      que o vento vai carregando.  <br />     D — De manhã, bem de manhã,      vem da montanha um agouro      de gargalhada e de choro      da feia e triste cauã:      um bando de ribançã      pelo espaço a se perder,      pra de fome não morrer,      vai atrás de outro lugar,      e ali só há de voltar,      um dia, quando chover.[...]”<br />Trecho do cordel de Patativa do Assaré <br />

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