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Remédios FLORAIS
CHRISTINE WILDWOOD

REMéDIOS

FLORAIS

EDITORIAL ESTAMPA

1994
FICHA TÉCNICA

Título original: Floiver Remedies. Natural Healing with Floiver
Essences Ilustrações: Nancy Lawrence
Capa: José Antunes
Ilustração da capa: Clematis. (Estampa)
Fotocomposição: Byblos - Fotocomposição, Lda.
Impressão e Acabamento: Rolo & Filhos - Artes Gráficas, Lda.
Depósito Legal nº 76063/94
ISBN 972-33-0959-9
Copyright: (@) Christine Wildwood 1992

Edição original publicada por Element Books, Limited Grã-
Bretanha 1992 (@) Editorial Estampa, Lda., Lisboa
para a língua portuguesa
íNDICE

AGRADECIMENTOS                     .............................
..................................... 11

1.   O QUE SÃO OS REMÉDIOS FLORAIS DE BACH?
.........    13

Um método simples de
potenciação                       ..............................
......... 16

Remédios Florais em
acção                  .........................................
........... 18 Complementares e
profilácticos                   ........ ........................
.............. 20 Existem ainda mais Remédios por encontrar?
........................    21
O treino em Terapia Floral de
Bach                      .......................................
22 Bach, o compositor, ou
“Batch”?                     ....................................
........ 23 Comprar os
Remédios               ......................... ...............
..................... 23

2.   COMO FUNCIONAM ESTES REMÉDIOS?
........................   25

* energia
vital         ...................................................
...................... 26
* escultura ou o
rio?              ...............................................
............... 26
Vibração       ..................................................
..... ........................... 28 Abarcando o Todo
................................................................
.. 28 Vibrações
medicinais             ..........................................
. .................... 29 A
aura      .......................................................
............................... 31 Pelas suas próprias palavras
........... ......................................... 32

3. APRENDER A
RECEITAR                           .............................
... ................... 33

Receitar a si
próprio           ..............................................
.................. 34

Autoconhecimento           .....................................
.......................... 34
Reacções ao
tratamento                .......................................
.............. 35 Encontrar o Remédio
certo                 ...........................................
..... 36 Aprender a seleccionar os
Remédios                      .................................
37 Análise dos
sonhos           ...............................................
.............. 38 Receitar para os
outros             ............................... ..............
............... 40

A
consulta      ..................................................
......................... 41 Usos especiais dos Remédios Florais
...................................... 43

Gravidez      ..................................................
........................... 43
Bebés    .......................................................
........................... 44
Crianças     .......... ........................................
........................... 45
Animais     ....................................................
........................... 46
Plantas    .....................................................
........................... 46

4.   OS TRINTA E OITO
REMÉDIOS                              ..........................
.............. 47

Agrimony        ................................................
................................. 49
Aspen     ......................................................
................................. 51
Beech     ......................................................
................................. 53
Centaury       .................................................
................................. 54
Cerato     .....................................................
................................. 56 Cherry
Plum          ..................................................
.......................... 57 Chestnut
Bud          ...................................................
........................ 59
Chicory       ..................................................
.................................. 61
Clematis      ..................................................
................................. 62 Crab
Apple         ..................................................
............................ 64
EIm       ......................................................
.................................... 65
Gentian       ....................... ..........................
................................... 67
Gorse     ......................................................
................................. 68
Heather       ..................................................
.................................. 70
Holly     ......................................................
.................................. 71
Honeysuckle          ...........................................
................................. 73 Hombeam         ...........
................................................................
..... 75
Impatiens       ................................................
................................. 76
Larch     ............................................... ., ..
..................................... 77
Mimulus       ..................................................
........... ...................... 79
Mustard       ..................................................
.................................. 80
Oak       .......................................... .... .....
....................................... 82
Olive     ......................... ............................
................................... 83
Pine      .......................................................
................................... 84 Red
Chestriut          ..............................................
.............................. 86 Rock
Rose          .............................................. ....
............................. 87 Rock
Water            ................................................
............................. 88
SclerantIrus       ................................... ..........
.................................. 90 Star of Bethlehem
................................................................
... 91 Sweet
Chesmut            ....... ......................................
........................... 93
Vervain        ..................................................
..................................94
Vine      .......................................................
.................................. 96
WaInut       .......................................... .........
.................................. 98 Water
Víolet          .................................................
........................... 99 White
Chestnut            .............................................
........................... 100 Wild
Oat           ...................................................
............................. .. 102 Wild
Rose          ...................................................
............................. 103
willow        ...................................................
.................................. 104 Rescue Remedy
................................................................
....... 106

5. DOSAGENS E OUTRAS APLICAÇõES
.............................. 109

Preparação do
tratamento                ......................................
.................. 110
Dosagem           ..............................................
.................................... 110

Utilização
genérica           .............................................
............... 110 Bebés e mães a
amamentar                    ...................................
.......... 110
Animais      ...................................... ............
............................. 111
Plantas      ...................................................
............................. 111 Aplicações externas
...................................................... .........
.. 111

Compressas        .................................. ...........
............................ 111
Banhos       ...................................................
................. ............112 Tratamento do rosto
........................................................... 112
Duração do
tratamento              ................................ ......
...................... 112 Utilização do Rescue Remedy
................................................ 113

6. EXPERIÊNCIAS COM A TERAPIA DE BACH
......... ......... 115

Alguns casos
estudados              ..................... .......... ........
.................... 116

7. PARA UMA SAúDE
TOTAL                            .................. ............
.................. 125

Pôr em
prática         ........................... ....................
.......................... 128

A origem do
stress            ............................ .................
................ 128
Harmonia com a
natureza                  ............................. ........
............ 129 Procura
interior        . ..............................................
................... 130 Protecção
física         .................................................
....................... 134

Fortalecer a
aura           .................................................
.............. 135 Criar um canal de
cura                ............................................
......... 136 Meditação
projectada              ........................................
................. 137 E
finalmente       ... ...........................................
............................. 140

NOTAS         ..................................................
....................................... 141

OUTRAS
LEITURAS                     ...................................
............................... 143

MAPA DE CONSULTA
RÁPIDA..                             ....... ..................
................... 145

10
AGRADECIMENTOS

Um “muito obrigado” a todas as pessoas de Mourit Vemon e a todos
aqueles que, de alguma forma, contribuíram para o “nascimento”
deste livro. Muito obrigado ainda ao Dr. Edward Bach, cujo
espírito brilhante continua vivo através do seu trabalho.
O QUE SÃO OS REMÉDIOS FLORAIS DE BACH?


Motint Vernon, uma casinha com jardim em Oxfordshire, na
Inglaterra, é a origem de um curioso sistema de cura conhecido
como Terapia Floral de Bach.

Neste método certas flores silvestres são seleccionadas devido à
sua especial capacidade de tratar problemas de personalidade ou
de ordem emocional que perturbam o doente, mais do que pela
pretensão de curar os sintomas físicos de determinada doença.

Os trinta e oito remédios, que compõem a farmacopeia dos florais
de Bach, têm vindo a ser preparados em Mount Vemon há cerca de
sessenta anos. De facto, os actuais responsáveis continuam a
recolher flores silvestres dos mesmos locais e a utilizar os
métodos de preparação originais que foram descobertos nos anos
30 pelo médico visionário Dr. Edward Bach. A beleza simples da
casa, também conhecida por Centro de Bach, combinada com a
personalidade simples do próprio Dr. Bach, é perfeitamente
visível nas suaves curas com plantas que têm vindo a ser, embora
pacificamente, cada vez mais reconhecidas por todo o mundo.

Foi em Mount Vernon que Bach passou os seus últimos anos de
vida. Foi aqui que aperfeiçoou o seu trabalho e foi daqui que
partiu, satisfeito com o facto de a sua missão na Terra ter sido
cumprida.

Para podermos começar a perceber o sistema de Bach, precisamos
de analisar a filosofia em que se baseia. Embora este assunto vá
ser
aprofundado uns capítulos mais adiante, comecemos pela procura
por Bach de um método de tratamento que abarcasse tanto a mente
como o espírito das pessoas - um método que não exigisse tanto a
prática de medicina, quanto uma sensibilidade natural e
preocupação para com os outros.

Em 1930, Edward Bach, agora com 43 anos de idade, era já
detentor de um extraordinário talento como consultor,
bacteriologista e homeopata.
O seu nome foi perpetuado pelos sete “Nósodos de Bach”, que ele
descobriu e que ainda são utilizados, hoje em dia, como
“remédio” homeopático. (Nósodos são “medicamentos” homeopáticos,
preparados com substâncias de origem patológica).

Para grande surpresa da classe médica britânica, Bach sentiu-se
inspirado (pois nada mais explica o que aconteceu) a deixar a
sua lucrativa prática médica e a dedicar-se a uma nova forma de
cura; um método perfeitamente benigno, que não afectasse os
homens nem os animais. Estava convencido de que substâncias
venenosas, de origem animal, vegetal ou mineral, não deveriam ser
utilizadas para curar - mesmo quando utilizadas em doses
mínimas, como no caso da homeopatia.

A sua experiência homeopática abriu-lhe, no entanto, os olhos
para uma terapia vibrátil. Tinha a noção de que substâncias
médicas, muito bem diluídas (tão diluídas que não conseguiriam
ser observadas no laboratório), podiam despertar um poderoso
efeito de cura no corpo humano. Esta noção veio a influenciar o
desenvolvimento do seu próprio sistema de cura.

Igualmente importante para Bach era a percepção de que o stress
permanente, resultante de emoções fortes como a raiva, o medo ou
a
preocupação, diminuíam a capacidade de defesa contra as doenças.
Nessa altura o corpo ficaria mais atreito a todo o tipo de
infecções e doenças, podendo tratar-se de uma constipação,
herpes, um problema digestivo, ou algo bastante mais grave.

Ao mesmo tempo reparou que o estado de espírito da pessoa tem
tudo a ver com o percurso, gravidade e duração da doença de que
padece. Bach notou ainda que pessoas sofrendo do mesmo mal e
tendo o mesmo tipo de personalidade se davam bem com o mesMo
tipo de “medicamentos”, mas outras pessoas com diferente
temperamento e padecendo da mesma doença precisavam de um
“medicamento diferente. Assim, o lema de Bach passou a ser o
seguinte:
14
“Não prestes atenção à doença; considera, sim, a personalidade
da pessoa doente.”

De acordo com as ideias de Bach, a doença é a consolidação de um
estado mental e, neste campo, partilhava as opiniões de Platão e
de muitos outros praticantes contemporâneos da medicina
holística.

Embora inteligentíssimo e com um sólido passado científico, Bach
nunca perdeu o contacto com a sua natureza espiritual. Era, mais
do que tudo, um “homem de coração”, guiado pela intuição ou por
aquilo a que algumas pessoas chamam inspiração divina.
Acreditava cegamente que a chave para a arte da verdadeira cura
se encontrava, não nos laboratórios, mas no reino das plantas e
que estas, tão especiais, poderiam ser encontradas na natureza,
alimentadas pela Terra-Mãe e a receber “energia” pela acção
combinada da água, ar puro e luz solar.

Logo depois de deixar Londres, Bach instalou-se numa pequena
aldeia perto de Betws-y-Coed, a norte do País de Gales. Vivendo
perto da natureza, a sua sensibilidade inata desenvolveu-se por
completo. Já tomara consciência do seu dom de cura pois, muitas
vezes seguira o impulso de pôr a mão no braço ou sobre o ombro
de um dos seus pacientes e, de imediato, estes se sentiam
invadir por uma “onda” de energia “curativa”.

Entretanto, no País de Gales, a sua sensibilidade apurou-se de
tal forma que lhe bastava pôr uma pétala na língua ou pôr a mão
sobre uma planta a florescer, para se aperceber das suas
repercussões a nível mental, físico e espiritual.

Mais tarde, Bach veio a adquirir conhecimentos por outra via:
durante alguns dias, antes de a planta para determinada doença
ter sido descoberta, sentia com muita intensidade o perturbante
estado de espírito para o qual essa flor constituia o “remédio”.
Na verdade, Bach sofreu bastante durante estas pesquisas, tanto
a nível físico como mental.

Na sua opinião, certas flores pertencem a uma “ordem superior” e
têm mais poder do que as plantas medicinais normais, que curam o
corpo a um nível bioquímico. As verdadeiras plantas curativas,
dizia ele, resolviam a desarmonia entre o estado espiritual e
físico do ser, transformando emoções negativas, como o medo, a
melancolia e o ódio, em coragem, alegria e amor; e é desta forma
que elas “corrigem” a causa da nossa doença.

Os Remédios Florais não abafam simplesmente os
sintomas de uma percepção turbulenta, como é o caso de tantas
subs-15
tâncias perturbadoras. Em vez disso, agem como um suave
catalisador, gerando a mudança a partir do interior.

A maneira exacta como este método se processa, ninguém o sabe ao
certo. O seu modo de agir pode ser semelhante ao de outros
métodos de cura vibracionais (ver Capítulo 2), principalmente as
homeopatias “mentais” , que são receitadas consoante o
temperamento da pessoa em questão e não devido aos seus sintomas
físicos. Citando Bach:

“Os Remédios curam não por atacarem as doenças, mas porque
invadem o nosso corpo com as belas vibrações da nossa Natureza
Superior, na presença da qual a doença começa a derreter, como a
neve derrete ao Sol.”


Um método simples de potenciação


“Que a simplicidade deste método não vos afaste do seu uso, pois
descobrirão que quanto mais as vossas pesquisas avançarem, mais
evidente se tornará a simplicidade de toda a Criação. (2)11

Enquanto morou no País de Gales, Bach passeava pelos verdes
prados onde o orvalho matinal ainda se fazia notar no chão. Foi
então que lhe ocorreu que cada gota de orvalho deveria conter
algumas das propriedades da planta sobre a qual caía. Decidiu
testar a sua teoria recolhendo orvalho de várias flores e
testando-o em si próprio.

Através dos seus sentidos bem apurados, Bach chegou à conclusão
de que o orvalho continha, realmente, um determinado poder. Mais
ainda; o orvalho das flores que cresciam ao sol era bem mais
potente do que aquele que havia sido recolhido das flores que
cresciam à sombra. Chegou também à conclusão de que a energia
essencial das plantas só poderia ser encontrada quando as flores
estivessem já completamente desenvolvidas, ou
seja, quando tivessem atingido o seu auge de perfeição e
estivessem
prestes a cair.

Tendo provado a si próprio que o orvalho aquecido pelo sol
absorvia as propriedades da planta onde caía, decidiu dedicar-se
à tarefa de encontrar uma técnica mais simples de obter as
energias da flor (retirar o
orvalho das plantas revelou-se uma técnica muito morosa).

Ao procurar um método que não destruísse nem danificasse a
planta em si, chegou16
mesmo a descobrir dois métodos de extracção, ou “potenciação”,
como
ele preferia chamar-lhe: o Método Solar e o Método de Ebulição.

No Método Solar, as melhores cabeças de flores são
cuidadosamente escolhidas e colocadas numa fina e límpida taça
de cristal ou vidro contendo água da nascente. A taça é depois
posta no chão (perto do local onde as plantas foram recolhidas),
e exposta durante algumas horas a
uma forte luz solar - ou até a energia curativa dos rebentos ser
transferida para a água da taça. Depois as plantas são
cuidadosamente retiradas de dentro de água, com uma folha ou
ramo da planta medicinal, evitando-se assim o contacto físico
com a água vitalizada, ou “essência”. Esta
11 essência” é depois vertida dentro de uma garrafa meio cheia
de brandy, que actua como conservante, e é rotulada com a
designação de “Tintura-Mãe”.

Alguns anos mais tarde, à medida que o seu trabalho foi
evoluindo, Bach apercebeu-se de que certos rebentos, tais como
Star of Bethlehem, Willow e Ehri exigiam um método de extracção
muito mais poderoso, embora não tivesse explicado porquê. Foi
para estas plantas que criou o Método de Ebulição.

Durante este processo, as diversas partes da planta (rebentos,
cones ou flores) são colocadas numa panela de esmalte com água
da nascente para ferverem em lume brando, durante meia hora.
Depois, cobre-se a panela e deixa-se arrefecer. Quando já está
fria, a essência é coada e, tal como no Método Solar, conservada
em quantidades iguais de brandy com o rótulo “Tintura-Mãe”.

O passo seguinte, em ambos os métodos, é a diluição da “Tintura-
Mãe” numa outra porção de brandy. Esta garrafa é rotulada como
“Concentrado de Provisão” e é sob esta forma que os Remédios são
normalmente vendidos.

Embora o Concentrado seja o derivado da tintura original, não
deixa de ser considerado um Remédio Concentrado por si só, pois
requere diluição adicional em água da nascente, antes de ser
administrado (ver Capítulo 5).

Dos trinta e oito Remédios Florais, dois são ligeiramente
diferentes, pois não são preparados a partir de plantas
silvestres europeias. São eles a Rock Water (água da nascente,
potenciada) e o Cerato que é uma planta cultivável, proveniente
dos Himalaias.

O facto de Bach ter escolhido a Rock Water como Remédio é fácil
17
de perceber, uma vez que esta é preparada com água da nascente,
água essa já vitalizada pelas energias da Terra (ver página 88).
Porém, a razão
pela qual escolheu a ornamental Cerato como planta medicinal,
ninguém a sabe.
Julian Barriard, autor de vários livros sobre as curas de Bach,
propõe uma teoria interessante, segundo a qual a planta,
simultaneamente, faz a pergunta e dá a resposta. Cerato é para
aquelas pessoas que sofrem de incerteza!

Remédios Florais em acção

Quem não esteja familiarizado com os princípios da homeopatia,
que as plantas medicinais até certo ponto imitam, pode ter
dificuldade em
aceitar o facto de com tão pouco se poder fazer tanto.

Tal como temos tido oportunidade de ver até aqui, os Remédios
Florais representam a energia das plantas e não quantidades
mensuráveis de uma substância terapêutica. Por este facto, os
mesmos podem ser descritos como uma forma de energia medicinal
ou cura espiritual, acessível a qualquer pessoa.

Os Remédios são preparados com plantas não venenosas e água pura
e, por isso, tal como aconteceria com drogas ou medicamentos
compostos de ervas, uma “overdose” seria perfeitamente
inofensiva. Estes não criam dependência e podem ser tomados
indistintamente por adultos, crianças ou mesmo recém-nascidos.

Para além disso, muitos utilizadores das curas de Bach
verificaram que os Remédios também podem ser benéficos para os
animais, e até para as plantas, o que naturalmente acaba com o
mito dos placebos frequentemente propagado pelos cépticos.

Para podermos utilizar os Remédios Florais com êxito, precisamos
de deixar de pensar em termos de sintomas físicos. Pelo simples
facto de um determinado medicamento natural ter curado o eczema
ou a ansiedade de um amigo, isso não significa que a mesma
receita resolva o seu problema de pele. É importante escolher o
Remédio, ou a combinação de Remédios, adequados às suas
necessidades emocionais específicas.

Como já vimos, Bach reconheceu trinta e oito flores com
propriedades medicinais, uma para cada um dos estados de
espírito negativos que correntemente ensombram a nossa
percepção. Cada medicamento transpõe o aspecto negativo para o
lado oposto ou positivo. Holly (Sagrado),
18
por exemplo, é o medicamento ideal para os que sentem ódio,
inveja ou
suspeita. Uma dose deste remédio permite à pessoa dar sem ter
que, obrigatoriamente, receber algo em troca e ainda ficar feliz
com a felicidade dos outros.

Consideremos ainda o tipo Vine: dominador, inflexível e, por
vezes, excessivamente ambicioso. Uma dose deste Remédio fará
transparecer o lado positivo de uma personalidade com estas
características, que é própria de um líder duro mas gentil; um
tipo de pessoa capaz de inspirar os outros.

Analisemos um exemplo tirado da vida real. Quem mais, senão um
utilizador habitual das curas florais de Bach, acreditaria que a
delicada flor cor-de-rosa do Castanheiro Vermelho (Red Chestnut)
poderia ajudar uma pessoa que está, habitualmente, demasiado
preocupada com o bem-estar dos seus entes queridos?

Ocorreu-me recentemente a energia específica que este Remédio
transmite quando Mary veio ter comigo. Ela estava deprimida e
ansiosa pelo facto de o seu sobrinho, Peter, um jovem soldado,
estar a fazer a tropa no Golfo, durante a recente guerra. Ela
temia pela sua segurança:

“E se ele for morto? Como é que a minha irmã irá suportar a dor
de o perder? Se ao menos eu o tivesse conseguido convencer a não
se alistar... Ele deve sentir-se tão sozinho, tão assustado... O
que poderei fazer para o ajudar?”

Alguns dias depois de começar a tomar o Remédio, Mary telefonou-
me a dizer que se sentia muito mais calma e, mais importante
ainda, que tinha enviado, para o sobrinho, palavras
encorajadoras de amor e segurança.

“Ele afinal de contas é um homem” -- disse ela, -- logo, tem o
direito de dar à sua vida o rumo que entender, por mais perigoso
que seja.”

Depois deu-se o caso de Mark,   um homem tímido ao qual faltava
confiança em si próprio e que   previa, antecipadamente, a sua
derrota permanente. A certeza   desse seu fracasso estava
enraizada e era reforçada por   experiências passadas.

Aos trinta e sete anos de idade, estava em vias de fazer o seu
exame de condução, pela décima vez:

“Não vale a pena” dizia ele, “eu não fui feito para conduzir,
nunca vou conseguir passar. Nem sei porque continuo a gastar o
meu dinheiro.”
19
Mark é um exemplo típico do estilo de Larch. O aspecto inclinado
e lânguido das raízes desta árvore espelha exactamente o tipo de
características ao qual este remédio se destina - falta de
confiança e desespero. Tenho de admitir que Mark não passou no
tal teste de condução, mas dois meses mais tarde, estando já a
tomar o Remédio havia duas semanas, conseguiu passar - o que
constitui um milagre, tal como ele próprio explicou!

Na maior parte das vezes, as pessoas não se incluem tão
facilmente num só tipo de personalidade, tal como os exemplos
anteriores sugerem. A maior parte dos casos necessita de uma
combinação de Remédios Florais, para assim lidar com os vários
aspectos negativos que predominam, especialmente em casos de
profunda desarmonia física e emocional (ver Capítulos 3 e 6).


Complementares e profilácticos


Embora Bach fosse um idealista, não era irrealista. Por isso,
terá sido o primeiro a utilizar outras formas de tratamento,
sempre que necessário, como complemento dos Remédios Florais.

A filosofia holística diz que o intelecto, o corpo e o espírito
estão interligados e que o que quer que afecte um destes
aspectos, afecta os outros também.

É sabido que são poucas as pessoas que se ajudam a si próprias,
vivendo uma vida o mais saudável possível. Uma pessoa que se
alimente, apenas, com comida pouco saudável, fume demasiado e
não se levante da cadeira, não pode esperar que os Remédios
façam milagres a nível físico, muito embora eles consigam
despertar nas pessoas o desejo de mudar de hábitos.

No entanto, até o próprio Dr. Bach, ciente embora da importância
de uma vida saudável e de uma boa dieta, nem sempre aderiu a
este princípio.

De facto, não seria exagero dizer que foi o seu próprio
desleixo, decorrente do excesso de trabalho e de cigarros, que
contribuiu para o seu fraco estado de saúde e morte precoce.

Os Remédios Florais de Bach são um excelente complemento de
todas as outras formas de tratamento, quer se trate da Alopatia
(medicina ortodoxa), Homeopatia, curas com ervas, Acupunctura,
Aromaterapia ou
quaisquer outras. Funcionam a nível mental/espiritual sem
interferirem
20
nas outras curas destinadas ao corpo, reforçando, sim, essas
formas de tratamento.

Na minha experiência como terapeuta de aromas, os medicamentos
naturais ajudam a libertar certos medos e tensões que, com
frequência, se manifestam através de frio, dores e hiper-
sensibilidade em certas áreas do corpo como os pés, o plexo
solar, os ombros ou as nádegas. Os Remédios parecem acelerar os
processos de cura, especialmente naquelas pessoas que não se
conseguem desligar dos problemas.

Os Remédios de Bach têm um papel muito importante na área do
tratamento preventivo. É realmente muito melhor tomá-los como
tal, em vez de esperar por estar doente. Estes Remédios ajudam-
nos a lidar com os altos e baixos da vida. Agem sobre as emoções
que, por seu turno, agem sobre o corpo. Se se tentar corrigir um
estado de espírito negativo, será possível evitar uma
perturbação física antes desta ter tempo de se manifestar como
doença.


Existem ainda mais Remédios por encontrar?


Embora Bach achasse que o seu trabalho estava completo, seria
irrealista pensar que não existem mais plantas de “nível
superior”. Pode até já ter deparado com outros medicamentos
naturais conhecidos por
11 essências florais”, preparados pelo método de Bach. Embora
estes métodos sejam, sem dúvida alguma, eficazes, não devem ser
confundidos com os Remédios Florais de Bach, nem com extracções
aromáticas conhecidas como óleos de essências, também por vezes
chamados “essências”, utilizadas na aromoterapia e na perfumaria.

Algumas essências florais são baseadas em Remédios de ervanária:
quer-se com isto dizer que, para além dos seus efeitos
fisiológicos, se pensa que estas poderão também influenciar
alguns estados de espírito. Os medicamentos de Bach lidam, única
e exclusivamente, com estados de espírito negativos.

Mimulus, por exemplo, embora tenha propriedades medicinais, se
utilizado como chá de ervas ou como remédio homeopático, lida
com o medo e a ansiedade, enquanto Remédio de Bach. Não tem
qualquer tipo de influência directa no corpo. No entanto, ao
transformarem o medo e a ansiedade nos seus pólos positivos de
coragem e
21
compreensão, uma cura a nível físico é bastante provável. Desta
forma os Remédios de Bach, curam indirectamente o corpo.

No primeiro contacto com o sistema de Bach, pode ser difícil
aceitar que só existem trinta e oito estados de espírito
negativos. Com certeza que deverá haver mais! Por exemplo, não
existe nenhum medicamento específico para a fúria.

De acordo com John Rainsell e Judy Howard do Centro de Bach, a
fúria e outros estados de espírito não incluídos, são apenas
“derivados” de outros mais importantes. São sentimentos que
podem ser criados ou provocados por um sem número de problemas
diferentes.

Precisamos, então, de aprofundar mais as causas, começando por
determinar como e porquê qualquer condição do intelecto se
manifesta.

A fúria é muitas vezes associada ao ódio e à inveja, mas pode
também ser causada por uma frustração, preocupação,
ressentimento ou
qualquer outro tipo de condição mental. Precisamos, então, de
perguntar a nós próprios ou à pessoa em tratamento, qual a causa
da sua fúria?

Por outras palavras: é aprofundando as causas da fúria de cada
um que o Remédio, ou combinação de Remédios, se torna evidente.

Embora eu por vezes utilize outras essências de flores, fico um
pouco desorientada com um estado de espírito não “identificado”.
Independentemente daquilo de que uma pessoa sofre, há sempre um
Remédio Floral de Bach adequado à sua personalidade e padrão de
comportamento em mudança.

O treino em Terapia Floral de Bach

Não há quaisquer qualificações profissionais na Terapia Floral
de Bach. A maioria dos praticantes são especializados em
qualquer outro tipo de terapia e utilizam os Remédios de Bach
como complemento de outra cura qualquer. O Dr. Bach pretendia
que o seu tratamento fosse uma medida simples e de auto-ajuda,
ao alcance das pessoas dos diversos níveis sociais. Por essa
razão os livros e panfletos existentes foram sempre considerados
suficientes por si só.

Os Remédios de Bach nunca são publicitados, mas no entanto há
seminários e palestras organizados por pessoas cujo intuito é
espalhar a ideia da sua existência. Poderá
22
encontrar informações sobre essas palestras nos “placards”
informativos de lojas de produtos naturais, clínicas naturistas
e bibliotecas públicas.

Se pretender estabelecer-se como praticante de curas com florais
de Bach, seria muito vantajoso aprofundar os seus conhecimentos
na área do aconselhamento e obter a respectiva qualificação. Não
deixe de se
informar sobre os cursos à sua disposição na área onde reside.


Bach, o compositor, ou “Batch”?


Visitantes de Mourit Vemon decerto já ouviram o nome do médico
pronunciado como “Batch”. A família de Bach é oriunda do País de
Gales onde a palavra bach tem o significado de “pequeno” ou
“querido” e é pronunciado guturalmente, como acontece com o nome
do compositor. No entanto, Bach iniciou a sua actividade médica
em Inglaterra onde a maioria dos seus colegas estudantes eram
ingleses e pronunciavam (ou deturpavam) o seu nome como “Batch”;
e é assim que ele é conhecido desde então, pelo menos em Mount
Vemon.


Comprar os Remédios


Os Concentrados bem como os Remédios podem ser adquiridos em
diversas lojas de produtos naturais, farmácias homeopáticas ou
nas ervanárias.
23
COMO FUNCIONAM ESTES REMÉDIOS?


Até há bem pouco tempo, uma explicação não esotérica do modo de
actuar dos medicamentos seria perfeitamente inconcebível.

De facto, os autores têm tentado manter-se afastados da dura luz
das razões científicas, para assim se refugiarem nas suaves
sombras da reflexão espiritual. Finalmente, no entanto, com o
excelente “despertar” da ciência para a física quântica e o
desenvolvimento da medicina dirigida para o corpo e para o
intelecto, uma explicação equalizada poderá ser possível.

Antes de começarmos a perceber como é que os remédios funcionam,
precisamos de nos afastar dos preconceitos materialistas.

Primeiro que tudo temos que acreditar na existência de uma única
inteligência universal, ou energia vital.

Em segundo lugar, temos de analisar o conceito, já antigo, de
que o corpo não é uma estrutura sólida, mas sim um rio que está
sempre em movimento.

Em terceiro lugar, devemos analisar os componentes desse rio, ou
seja, as partículas subatómicas, melhor conhecidas como energia,
ou vibrações.

Por fim, devemos analisar o mundo como um todo e apercebermo-nos
de que, longe de sermos meros observadores do universo, somos na
verdade parte integrante da sua malha”, uma parte vibrante do
todo.
25
A energia vital


A doutrina do materialismo refere que o corpo e toda a vida em
geral têm uma natureza bioquímica e que a realidade da mente não
passa de uma projecção da matéria.

Mas será que podemos reduzir o ser humano a um nível unicamente
químico?

Consideremos, por um momento, a espantosa coordenação e acção
sinergética da nossa fisiologia. Temos tendência para ver o
corpo como uma máquina composta por muitas partes e funções,
operando em compartimentos separados, quando de facto, tal como
os eco-sistemas terrestres, tudo está ligado por um elo
invisível. Nós conseguimos, simultaneamente, respirar, comer,
falar, pensar, digerir a comida, combater infecções, renovar as
nossas células e fazer muitas mais coisas.

As células sanguíneas, por exemplo, afluem para o local da
ferida e começam a formar um coágulo. Estas células não se
dirigiram para lá por acaso; elas “sabiam” para onde se dirigir
e o que fazer quando lá chegassem.

É um facto que qualquer actividade do organismo é activada por
uma força “inteligente” e invisível; uma força que tem a ver com
o nosso todo, a todos os níveis e não apenas a nível bioquímico.

Segundo o físico Dr. Deepak Chopra, “é a inteligência que
estabelece a diferença entre uma casa desenhada por um
arquitecto e um
monte de tijolos” ou, por assim dizer, depois da morte física os
elementos químicos permanecem, mas há algo que desaparece.


A escultura ou o rio?


O filósofo grego Heraclito de Éfeso acreditava num mundo de
eterna mudança ou de “transformação” permanente. Ele fez a
seguinte interessante observação:

 “ninguém se pode banhar no mesmo rio duas vezes” (isto porque o
rio está constantemente a correr).

De igual modo, e de acordo com o Dr. Chopra, se conseguíssemos
ver o corpo tal como ele é na realidade, nunca veríamos também o
mesmo corpo duas vezes.
Longe de ser uma “massa” sólida, o corpo está em constante
mudança.
O esqueleto, por exemplo, pode parecer sólido, mas os ossos que
temos agora não são os mesmos que tínhamos há três meses atrás.
As células do corpo estão constantemente a ser substituídas.
Produzimos um fígado
26
novo cada seis semanas, uma nova pele uma vez por mês e um novo
revestimento do estômago de quatro em quatro dias. Aliás,
noventa e
oito por cento dos átomos existentes no nosso corpo não são os
mesmos

de há um ano atrás.

Por isso, o corpo que nós vimos e tocamos é, nada mais nada
menos, do que uma corrente de energia. Mas e o intelecto?

Há muitos séculos que os filósofos têm vindo a contemplar a
natureza
do intelecto. Uns chegaram à conclusão de que o intelecto é um
fenómeno separado da realidade física, um aspecto do espírito
imortal de cada um.

Outros decidiram que o intelecto é uma simples função do
cérebro, uma
ficção, utilizando o vocabulário médico.

Embora nunca venhamos a conhecer a verdade absoluta, a física
moderna tem começado a aproximar-se da natureza do intelecto.

Na década de 70 ocorreram interessantes descobertas centradas em
novos produtos químicos, chamados neurotransmissores e
neuropeptídios. Na altura, estes produtos foram considerados
revolucionários, pois provaram que os nervos não funcionavam
electronicamente como um sistema de telégrafo, tal como se
pensava na época, mas sim que os impulsos nervosos tinham uma
origem química.

Tal como foi dito pelo Dr. Chopra:

“A chegada dos neurotransmissores marcou a interligação entre o
intelecto e a matéria de uma forma muito mais móvel e fluente do
que alguma vez tinha sido até então considerada: muito próxima
do modelo de um rio.

Ajudam também a preencher o abismo existente entre o intelecto e
o corpo, um dos mais fascinantes mistérios com que o Homem se
tem deparado desde a altura em que começou a considerar a sua
própria existência. (’)”

Surpreendentemente, parece que o pensamento não-material dá
razão aos neuroquímicos. “Pensar” diz Chopra, “é produzir
reacções químicas cerebrais, promovendo uma série de respostas
pelo corpo todo”.

Outra fascinante descoberta que vem dar razão à convicção de que
o intelecto transcende a matéria” é o facto de receptores dos
neuroquímicos poderem ser encontrados em várias partes do corpo,
tal como na pele e células do sistema imunológico, chamadas
monócitos. Estas células sanguíneas “inteligentes” circulam
livremente pelo corpo todo, aparentemente enviando e recebendo
mensagens tão diversas quanto aquelas que se encontram no
sistema nervoso central. Isto significa que,
27
quando estamos contentes, deprimidos, zangados, apaixonados ou
sentindo o que quer que seja, produzimos químicos cerebrais em
diversas partes do corpo, e essas partes ficarão igualmente
contentes, deprimidas, zangadas ou apaixonadas.

Ainda mais (como se isto não fosse suficientemente espantoso),
sabe-se agora que a insulina, uma hormona normalmente associada
ao pâncreas, é também produzida no cérebro, tal como os químicos
cerebrais transferon e CCK são também produzidos no estômago.
Sem dúvida, a fluente inter-relação mente-corpo, é uma realidade.


Vibração


Uma fórmula matemática muito conhecida, o Teorema de Bell,
formulado em 1964 pelo físico irlandês John Bell, defende que a
realidade do universo é um todo inter-relacionado, onde todos os
objectos e acontecimentos reagem às mudanças.

O astrónomo inglês Sir Arthur Eddington chegou ao ponto de
concluir que é uma força inteligente que mantém unido o
universo: “A natureza do mundo é a natureza mental”.

Mais recentemente, teóricos como o físico inglês David Bolim,
chegaram a
uma conclusão semelhante: que existe um “campo invisível”
mantendo toda a realidade unida, um campo que tem o dom de saber
tudo aquilo que se está a passar em todo o lado, ao mesmo tempo.
Este é o mundo mecânico dos “quanta”, um mundo para além do
átomo, do protão, do electrão e do quark. Se estes podem ser
divididos em partículas mais pequenas (pelo menos em teoria),
então, ocupam espaço. O que quer que seja que molda o universo e
lhe concede vida, é não-material e não ocupa espaço. Pensa-se
então que o mundo dos “ quanta” subatómico é aquele que é
composto por energia ou vibração e que é na assumpção deste
facto que se dá a união entre ciência e misticismo.

A física moderna, em sintonia com o misticismo oriental, vê o
universo como uma teia de vida contínua, harmoniosa e vibrante.


Abarcando o Todo


Ao nível dos “quanta”, a matéria, desde a de um cristal à de um
ser
humano, é essencialmente energia ou vibração. Neste âmbito, não
é feita
28
qualquer distinção entre o animado e o inanimado, entre o
espírito e a
matéria.

Nós vemo-nos separados das outras coisas porque diferentes tipos
de matéria e de energia, tais como a água, a pedra e as formas
de vida sensíveis, vibram em frequências diferentes. A energia
do intelecto, por exemplo, vibra tão depressa que aparenta ser
invisível, enquanto a
pedra vibra tão devagar que a pessoa não se apercebe do seu
dinamismo. Desta forma os humanos são “surdos” no que diz
respeito a frequências altas e baixas, o que não significa que
não possam ser afectados por elas.

Segundo -o médico alemão Werner Heisenberg, se fizermos vibrar
uma única teia cósmica, afectamo-las todas:

“Desta forma o mundo parece-nos ser um complicado enredo de
acontecimentos no qual diferentes aspectos se alternam,
sobrepõem ou combinam, e assim determinam a textura do todo. (’)”

Tomando tudo isto em consideração, podemos agora observar o modo
de actuar dos Remédios Florais de Bach.

Vibrações medicinais

Bach acreditava que as plantas utilizadas na confecção dos
remédios pertenciam a uma “ordem superior”. Ao contrário das
ervas medicinais que vibram quase ao mesmo ritmo da matéria em
si, os Remédios Florais estão em sintonia com as melhores
frequências do intelecto e do espírito. Inundando o nosso campo
de energia (ver página 3 1) com estas frequências superiores,
todo o nosso ser (intelecto, corpo e espírito) se alinha com a
corrente cósmica.

As linhas discordantes das emoções negativas, as quais abrandam
as nossas vibrações e nos fazem sentir menos bem, vão tomando
uma forma harmoniosa. Tal como foi dito pelo próprio Bach: “O
ser, humano volta a ser mais ele próprio exactamente na altura
em que deixou de o ser.”

Existem, no entanto, muito mais métodos de cura que funcionam a
um nível subtil ou vibrátil: por exemplo a homeopatia, a cura
espiritual, a cura por cores, a cura com cristais, a cura
musical e a aromaterapia,
29
embora esta última necessite de recorrer à massagem, para assim
fazer realçar a etérea e vibrátil influência dos óleos de
plantas aromáticas.

Para podermos analisar melhor a eficácia das substâncias
medicinais vibráteis, voltemos ao mundo da ciência. Embora o
relato seguinte fale dos princípios da homeopatia, é também
relevante para o modo de actuar dos Remédios de Bach, na medida
em que estes são utilizados em
quantidades infinitezimais.

Em 1987, um imunobiólogo francês abalou os alicerces da teoria
médica dos “não-quanta”, ao demonstrar que certas substâncias
altamente diluídas podem ser tão potentes como grandes
quantidades dessas mesmas substâncias.

Em testes de laboratório, o Dr. Jacques Benveniste demonstrou
que células vivas podiam ser influenciadas pelo imunoglóbulo E,
em diluições tão fortes que seria pouco provável que uma
molécula sobrevivesse”.

Apesar de as descobertas de Benveniste terem desafiado as leis
do materialismo, este repetiu a experiência 70 vezes e pediu a
outros cientistas que a repetissem em Israel, no Canadá e em
Itália. Todos chegaram à mesma conclusão. Embora as descobertas
de Benveniste tivessem sido publicadas na edição de Junho de
1988 da revista inglesa Nature, os
editores continuaram a afirmar o seu cepticismo.

Benveniste deu crédito aos métodos homeopatas que implicam
quantidades muito pequenas de substâncias antagónicas para curar
o corpo. Um mês depois de publicados os resultados da
experiência, a Nature enviou uma equipa de peritos a França,
para observar as descobertas de Benveniste. Infelizmente este
não foi capaz de obter os resultados previstos; umas tentativas
resultaram, mas outras não. Rapidamente e sem mais delongas, a
Nature condenou o trabalho de Benveniste, chamando-lhe uma
“ilusão” e ignorando o facto de esse mesmo trabalho ter sido
assinado por outros doze investigadores, em quatro países
diferentes.

Tendo em conta aquilo que já sabemos acerca da natureza do
intelecto, será admissível que as vibrações negativas
provenientes dos observadores cépticos, pudessem ter interferido
nas tentativas? Por acaso, a Nature “esqueceu-se” de mencionar
as tentativas que resultaram. Ao que parece, certos membros da
medicina convencional estão bastante relutantes em entrar no
reino da realidade quântica.
30
A aura


Como vimos atrás, os métodos vibráteis de cura, tal como a
homeopatia e os Remédios Florais de Bach, actuam a um nível
muito subtil. Muitos terapeutas ligados a estes remédios acham
que o efeito de cura é accionado no campo de energia do homem,
ou na aura, a qual rodeia e interpenetra a forma física.

Neste campo, que é essencialmente uma forma de pensamento, o
efeito de cura dos Remédios é absorvido “internamente”, a nível
físico. Por outro lado, outras formas de cura, tais como ervas e
drogas, agem de “dentro para fora”, podendo eventualmente
afectar a aura.

Embora a Física descreva a aura de uma forma diferente, de acordo
com o seu próprio nível de percepção física, acredita-se,
tacitamente, que a aura é uma emanação em arco-íris que rodeia o
corpo (algumas pessoas mais sensíveis conseguem ver as suas
cores). A aura é composta por um mínimo de três e um máximo de
sete “camadas” de energia, cada camada vibrando numa frequência
diferente. O corpo, ou matéria, vibra na frequência mais lenta
ou densa, enquanto que o intelecto, tal como a electricidade,
vibra muito mais rapidamente, razão pela qual raramente nos
apercebemos da sualexistência. A parte do intelecto mais próxima
do nível físico, emanando a cerca de dois centímetros e meio do
corpo, é o chamado corpo etérico ou vital. É interessante
sublinhar que o corpo etérico vibra a uma frequência que pode
ser detectada por uma técnica de alta voltagem chamada
fotografia de Kirlian. A informação adquirida por este processo
mostra uma espécie de luminosidade e correntes de energia,
vindas das mãos ou dos pés. Para um perito, estes esquemas
reflectem o estado emocional e físico de um indivíduo e podem ser
utilizadas como um instrumento de diagnóstico.

Uma aura saudável funciona como um filtro, deixando apenas
passar aquilo que for benéfico para a própria pessoa. Os
Remédios Florais de Bach procuram harmonizar as subtis
frequências de energia que se encontram dentro da aura, as quais
podem ser enfraquecidas pelo stress e
dificuldades da vida. Uma aura enfraquecida dará aso a doenças.
Para intensificar a acção dos Remédios, podemos aprender a
controlar e a fortalecer a nossa própria aura. Este é um
excelente exercício, pois uma
31
aura forte proteger-nos-á das influências mais diversas, desde
os germes ao stress (ver Capítulo 7).


Pelas suas próprias palavras


Vamos concluir este capítulo com algumas citações retiradas do
conciso trabalho de Bach, Heal ThyseIf. (1)

“A doença nunca será curada ou erradicada pelos métodos
materialistas actuais, pela simples razão de que a doença, na
sua origem, não é material. “

“O outro grande princípio é a compreensão da União existente
entre todas as coisas: que o Criador de tudo é o amor e que tudo
aquilo de que temos consciência é, em todas as suas formas
infinitas, uma manifestação desse amor.”

“A Escola Médica do futuro não vai interessar-se grandemente
pelos resultados e consequências da doença... mas, sabendo a
verdadeira causa das perturbações e consciente de que os
sintomas físicos são perfeitamente secundários, ela vai
preocupar-se em promover a harmonia entre o corpo, o intelecto e
o espírito, obtendo assim o alívio da doença.”
32
APRENDER A RECEITAR


Como já vimos, o princípio básico dos Remédios Florais de Bach é
“tratar o paciente e não a doença”. O Dr. Bach acreditava
firmemente que a doença física era o resultado da desarmonia
entre o intelecto e o espírito. Em psicoterapia, o espírito é
muitas vezes designado como o
11 eu superior”, omnisciência que se manifesta naquelas raras e
preciosas ocasiões de inspiração e clareza; aqueles momentos de
introspecção profunda sobre a verdadeira razão da nossa
existência.

O eu superior está consciente da nossa verdadeira missão na vida
e procura realizá-la através do intelecto e das emoções: a
personalidade. Contudo, a personalidade nem sempre se apercebe
da existência do eu
superior, razão pela qual, muitas vezes, não damos ouvidos à
nossa “voz interior”. Vivemos apenas meio acordados,
impulsionados pelas condições sociais e pelas nossas respostas,
subjectivas, aos acontecimentos da vida. Como resultado disto,
segundo Bach, em vez de sentirmos alegria, realização pessoal,
sabedoria e coragem, sentimos apenas a desarmonia. Se pudéssemos
agir totalmente em harmonia com o nosso próprio espírito ou eu
superior (o qual, por seu lado, é já uma grande parte do Todo,
abrangendo a humanidade, o planeta e o Cosmos), conseguiríamos
atingir as nossas potencialidades máximas e sentir-nos
verdadeiramente felizes. Onde houver uma lacuna entre o eu
superior e a personalidade, há
33
doença. O mais recente poder curativo dos Remédios Florais de
Bach provém da sua capacidade de libertar o bloco de energia
entre a personalidade e o eu superior. É desta forma que os
Remédios ajudam a
melhorar o aspecto físico da pessoa, sem o qual não poderia
haver uma
verdadeira cura.

É claro que o corpo físico é uma parte que está interligada com
o Todo corpo, intelecto e espírito. Daí a importância de
estarmos conscientes das nossas necessidades a todos os níveis.
Não devemos descurar o corpo com o intuito de atingirmos a
espiritualidade nem, por outro lado, seguir a ideia de cuidarmos
apenas da parte física/material, ignorando as nossas
necessidades espirituais. O resultado seria um desequilíbrio de
energias.

Será certo, no entanto, dizer que algumas doenças têm uma
origem puramente física - intoxicação alimentar, malária, febre
tifóide e por aí em diante? A resposta será sim ou não
dependendo do ponto de vista de cada um. No que nos diz
respeito, e de um ponto de vista primário, a doença pode ter
início a este nível e infiltrar-se até aos mais variados níveis
do nosso Ser, chegando por fim ao nível mental e emocional. No
entanto, e de acordo com a filosofia esotérica (que reflecte os
princípios de Bach), a vida na terra é uma aprendizagem. O
espírito escolheu aprender e crescer através da doença, do
sofrimento, das desavenças, de defeitos congénitos, doenças
mentais e pobreza. Logo, neste sentido, a verdadeira origem da
doença e do sofrimento (até dos acidentes) é espiritual.

A vida nunca teve como objectivo ser fácil - e
essa é a lição mais difícil de aprender. Infelizmente, está para
além da esfera deste pequeno livro aprofundar as causas e os
motivos da filosofia esotérica. Por esta razão eu encorajo o
leitor interessado a obter um exemplar do livro de Bach
intitulado Heal ThyseIf.


Receitar a si próprio


Autoconhecimento


Antes de começarmos a receitar para os outros, precisamos de
adquirir algum autoconhecimento. Se você for terapeuta ou
estiver de algum modo ligado ao “movimento de crescimento”,
então terá consciência da
34
importância do autoconhecimento como pré-requisito para
compreender os outros. No entanto, o maior obstáculo desta
tarefa é ser capazes de olhar para a outra pessoa sem nos
deixarmos influenciar pelos nossos pró prios medos, pelas nossas
experiências, condicionamentos sociais, crenças religiosas ou
preconceitos. Muito poucos seres humanos chegam a atingir uma
posição de não julgamento dos outros, mas podemos todos, pelo
menos, tentar fazer o mesmo.

Podemos começar por nos
consciencializarmos dos nossos próprios bloqueios,
condicionamentos e
áreas de crescimento atrofiado. Este será o primeiro passo. O
segundo passo será aplicar os Remédios Florais de Bach.

Observe como se sente quando precisa de um Remédio em particular
e como se sente depois de o tomar. Se a sua vida está estável,
neste momento, então é óbvio que será mais difícil notar
qualquer diferença em termos de perspectivas. Contudo, são
poucas as pessoas que se encontram completamente isentas de
conflitos interiores, por isso pode tentar receitar os Remédios
de acordo com os sonhos que tem. O subconsciente nunca esquece
os conflitos não resolvidos, embora o intelecto consciente o
faça muitas vezes (ver “Análise dos sonhos” na pág. 38).

Uma dificuldade comum na tarefa de autodiagnóstico,
especialmente quando uma pessoa está a passar por uma crise, é a
incapacidade da pessoa se “afastar de si própria” o suficiente
para se aperceber de que Remédios Florais precisa. É aqui que um
amigo ou um terapeuta floral de Bach poderá ajudar. Desabafar
com uma pessoa compreensiva que se consegue relacionar connosco,
é já uma parte muito importante do processo de cura e poderá
fazer com que encontremos a nossa força interior.

Reacções ao tratamento

Durante as primeiras semanas de tratamento, as radiações das
plantas podem abranger apenas as emoções superficiais, em vez
dos medos e conflitos profundos, que são a causa do nosso estado
físico e mental. No entanto, lidando com cada estado emocional
novo que surja, bloqueios mais antigos poderão vir ao de cima e,
eventualmente, sair cá para fora. Quando isto acontecer poderá
sentir os sintomas físicos piorarem e
experimentar maiores ou menores crises de consciência.
35
Qualquer agravamento durará, apenas, alguns dias e deverá ser
encarado como um sinal positivo, pois é a prova de que a pessoa
escolheu o Remédio certo. Diz-se, por vezes, que “uma pessoa não
pode fazer sair cá para fora o que não se encontre já lá
dentro”, por isso tal reacção não é um efeito secundário, como
acontece com as curas com drogas, mas uma indicação de que o seu
corpo e mente se estão a corrigir e os Remédios Florais de Bach
actuando como um catalisador, no processo. Deverá salientar-se
que a intensidade da reacção parece ter a ver com a
sensibilidade própria e com a abertura de cada um em relação à
mudança. A maioria das pessoas passa por mudanças ténues durante
algumas semanas ou meses, sentindo-se, no entanto, cada vez mais
optimistas e capazes de lidar com os altos e baixos da vida.

Se, no entanto, se sentir oprimido com as várias mudanças que
estão a ocorrer no seu corpo e na sua mente, embora isto seja
raro, deverá deixar de tomar os Remédios de Bach e procurar
ajuda profissional de um terapeuta de Bach ou de um consultor
bem formado na área do “crescimento pessoal”.


Encontrar o Remédio certo


No primeiro “encontro” com as descrições dos Remédios Florais no
Capítulo 5, poderá sentir que precisa de todos eles! Bach fez
questão de testar um composto dos trinta e oito medicamentos,
mas não ficou satisfeito com o resultado. Descobriu que a
vibração de uma só planta, bem escolhida, tinha um efeito mais
profundo do que várias em conjunto, o que não obsta a que possa
haver pessoas que, temporariamente, precisem de um composto de
seis ou mais plantas.

A melhor maneira de começar é registar os nomes dos Remédios de
que pensa precisar e depois analisá-los bem, um a um, para
decidir qual será o Remédio-Tipo e quais serão os Remédios de
Apoio.

Remédios-Tipo: o Remédio-Tipo é a flor vibrátil que corresponde
por inteiro à sua personalidade. Poderá ser extrovertido, um
líder nato e muito falador. Estas características sugerem
Remédios como o Vine, Vervain e Impatiens. Se, por outro lado,
você é calado e reservado, então precisaria de Remédios como o
Mimulus, Centaury, ou Water Violet. Claro que a vibração de cada
planta tem o seu aspecto positivo e nega-
36
tivo. O lado positivo do Impatiens, por exemplo, é notório
naqueles que, embora aprendam depressa, são pacientes e
compreensivos com aqueles que não são tão espertos. Contudo,
quando as vibrações do Impatiens começam a diminuir, o aspecto
negativo deste tipo de personalidade torna-se evidente:
impaciência e falta de tacto com aqueles que não são tão
espertos como eles próprios. O Remédio-Tipo de uma pessoa pode,
então, ser necessário em épocas intervaladas da vida de uma
pessoa.

Remédios de Apoio: os Remédios de Apoio destinam-se aos estados
emocionais superficiais que não são característicos, mas sim
temporários. Por exemplo, podemos guardar sentimentos de inveja
ou ódio em relação ao novo companheiro de uma antiga namorada
(Holly) ou sentir-mo-nos nervosos e apreensivos antes de um caso
de tribunal (Mimulus).

Curiosamente, Bach descobriu que o modo como a pessoa se
comporta quando não se sente bem, é muitas vezes a chave para
descobrir
o seu Remédio-Tipo. Em geral, a maioria dos trinta e oito
Remédios-Tipo pode ser utilizada como Remédios-Tipo ou Remédios
de Apoio.


Aprender a seleccionar os Remédios


Não deverá ser muito difícil reduzir o número de remédios de que
precisa para seis, mas se verifica que poderá vir a precisar de
sete ou oito não deixe de os apontar, para não acontecer omitir
uma das flores essenciais. Com o tempo, o processo de selecção
tornar-se-á cada vez mais fácil.

Os seguintes tópicos, testados e comprovados, ajudarão na sua
familiarização com os Remédios Florais:

1. Tente “receitar” para personagens das telenovelas ou dos
romances. As personagens de ficção são normalmente versões
exageradas de pessoas verdadeiras, logo têm traços de
personalidade muito bem definidos. Ou, para tornar as coisas um
pouco mais difíceis, tente diagnosticar Remédios-Tipo para
pessoas conhecidas da sociedade em que se insere: políticos,
membros da Família Real ou pessoas da televisão, por exemplo.
Observe, ainda, a sua
própria família, amigos e vizinhos.
37
2. Faça uma retrospectiva da sua vida e tente identificar os
diferentes estados emocionais que predominam em diferentes
épocas. Como é que se sentiu no seu primeiro dia de escola, por
exemplo? Sentia-se seguro e com confiança em si próprio, o líder
do grupo (Vine)? Ou sentiu-se intimidado pela exuberância das
outras crianças e consequentemente demasiado envergonhado para
se juntar a elas (Mimulus)? E na sua vida amorosa? Era você a
parte sempre rejeitada, o parceiro demasiado dominador que
acabava com a alegria e espontaneidade de todas as relações
(Chicory)? Ou você foi sempre a vítima, o escravo voluntário de
uma personalidade mais forte e vincada (Centaury)?

3. Agora pense no presente. Pense na forma como reage a críticas;
como reagiria se lhe faltasse dinheiro para pagar a conta no
supermercado; como lida com a doença e com a dor. Observando as
suas reacções face às situações da vida, depressa descobrirá o
seu Remédio-Tipo.


Análise dos sonhos


Embora não seja um modo tradicional de aplicar os Remédios
Florais de Bach, a experiência ensinou-me que os sonhos são um
instrumento precioso para a terapia de Bach. É um método que
tanto pode ser
empregue num autodiagnóstico como, quando tiver já mais
experiência, no diagnóstico de outrem.

A maioria dos sonhos representa situações e padrões aguardando
resolução e, ao contrário do que se possa pensar, os sonhos não
costumam fornecer resoluções para os nossos problemas (embora já
o tenham feito). Pelo contrário, eles põem questões e pedem
respostas. Por isso, em vez de nos deixarmos inundar pelo
simbolismo e interpretação dos sonhos, que podem ser muito
ilusórios para os principiantes, concentremo-nos no sentimento e
nas reacções, ou falta de reacções, que os seus sonhos lhe
evocam e receite de acordo com elas. Por exemplo, você pode
ficar chocado por uma expressão de inveja ou violência num sonho
seu (Hollv), ou qualquer outro tipo de reacção forte, que
raramente transparece quando você está acordado. É um facto que
aquilo com que nós não lidamos na vida, aparecerá retratado nos
nossos sonhos - sonhos repetidos são particularmente importantes
para explicar este ponto. Da
38
mesma forma, a falta de sono pode ser explicada pelo facto de a
pessoa, inconscientemente, não querer lidar com certos problemas
reprimidos que precisam de ser expressos.

É interessante ver que, se as reacções que a pessoa tem nos
sonhos forem parecidas com aquelas que tem quando está acordada,
significa que já atingiu um certo nível de consciência de si
própria. Se, por outro lado, as reacções forem muito diferentes,
isto significa que há muita coisa reprimida que a pessoa tem de
enfrentar. De igual modo, se você for apenas um espectador no
mundo do sonho, não seria arriscar muito dizer que você será
também um espectador na vida.

Os Remédios Florais tendem a activar o mundo dos sonhos; daí ser
importante anotar os seus sonhos durante o primeiro mês,
enquanto estiver a tomar os medicamentos (receitados da forma
habitual). Quando conseguir identificar temas ou emoções
repetidas, estará pronto para começar um trabalho mais profundo
com os Remédios. Poderá até “pedir” um sonho em particular antes
de adormecer; o subconsciente, normalmente, obedece.

Mantenha uma caneta e um bloco ao lado da sua cama e, assim que
acordar (pois os sonhos esquecem-se muito rapidamente), escreva
tudo aquilo de que conseguir lembrar-se sobre um sonho
importante (não é preciso anotar todos). Se não conseguir
lembrar-se do sonho em si, tente recordar-se daquilo que sentiu
ou da disposição com que ficou. Depois, tente responder às
perguntas que se seguem, que são baseadas no trabalho do
terapeuta do sonho, Strephon Kaplan-Williams. Não se preocupe se
não conseguir responder, integralmente, a todas as perguntas;
responda somente ao máximo que conseguir. O objectivo do
exercício é permitir que você encare os seus sonhos do ponto de
vista de Bach:

1. Que estou eu a fazer e por que o faço?
2. O que preciso eu de enfrentar neste sonho?
3. Será que eu reagiria desta forma na vida real, ou estarei a
reagir
de uma forma muito diferente?
4. O que é que neste sonho tem a ver com outros sonhos que eu já
tenha tido?
5. O que é que neste sonho tem a ver com o que se está a passar
comigo ou com a minha vida presente?
39
6. Porque é que eu tive este sonho? Que será que eu preciso de
encarar ou decidir?

Considere o seguinte sonho, recordado por Sarah, uma mulher nos
seus quarenta anos de idade e prestes a engrenar numa nova
profissão de enfermeira psiquiátrica. Escolheu trabalhar com os
Remédios Florais por razões de autoconhecimento. Curiosamente,
Sarah tomava Larch devido à sua falta de confiança em si
própria. Uma noite pouco antes de adormecer, pediu ao seu eu
superior um sonho que lhe desse ideias sobre como resolver os
seus problemas. O seu pedido foi-lhe plenamente concedido:

“Eu tinha acabado de dar à luz um bebé indesejado. Pus a linda
criança,
sorridente, dentro de um carrinho, que arrumei em cima do
roupeiro para não atrapalhar. A parteira veio examinar-me, mas
eu sentia-me suja e
envergonhada, pois não me lavava desde a altura em que dei à
luz. Mas o sentimento de culpa foi mais forte e fez-me reagir.
Corri para o quarto primeiro que a parteira e tirei o carrinho
de cima do roupeiro, mesmo a
tempo! Suspirei de alívio; o meu outro sentimento de culpa não
tinha sido exposto! “

Qualquer psicanalista teria um dia em cheio com este sonho! No
entanto, na terapia de Bach, os aspectos mais importantes dos
sonhos são os sentimentos, acções e reacções das pessoas. Os
Remédios Florais farão o resto, ou seja, eles accionarão o
processo de cura, eliminando os
sentimentos de culpa e de falta de higiene, que provêm da
infância rígida e sexualmente reprimida de Sarah. Os
medicamentos naturais escolhidos para este caso foram o Crab
Apple para a falta de amor próprio e para a necessidade de
limpeza e Pine para a culpa.

Para terminar este assunto, a minha experiência pessoal diz-me
que os Remédios de Bach parecem envolver a pessoa numa espécie
de bola de cristal, que a protegerá de sonhos potencialmente
aterradores. É como
se os remédios viessem equipados com uma válvula de segurança
psíquica!


Receitar para os outros


Quando tiver trabalhado com os Remédios durante algum tempo e
conseguir receitar para si próprio, deverá ser capaz de receitar
para a sua
40
família e amigos. No entanto, alguns utilizadores da Terapia de
Bach dizem que diagnosticar em nós próprios é por vezes mais
difícil do que diagnosticar em pessoas que conhecemos bem. Isto
ocorre porque, quando a pessoa está em crise, não é fácil ser
objectiva consigo própria. Porém, diagnosticar numa pessoa
completamente estranha requer muito mais perícia, razão pela
qual vamos começar por esse nível.


A consulta


Um bom terapeuta é uma pessoa que conseguiu desenvolver duas
características essenciais: a capacidade de se identificar com
outra pessoa e a paciência de ouvir.

Identificarmo-nos não é apenas pormo-nos no lugar da outra
pessoa; é também a capacidade da pessoa se relacionar com a
força interior da outra e com a sua própria. Ao fazê-lo, estamos
a ajudar a pessoa a sair da sua negatividade, sem nos deixarmos
envolver pelo seu sofrimento. É de importância vital distinguir
o conceito de identificação e o de compaixão. A capacidade de
identificação está bastante ligada ao nosso ser intuitivo,
enquanto a compaixão está mais ligada ao nosso ser em desespero,
daí esgotar a nossa energia emocional. Por isso, antes da
consulta, deverá passar algum tempo a concentrar-se na ligação
ao seu eu superior. (ver pág. 137).

Ouvir, como terapeuta, é escutar a vários níveis. Escutamos com
o intelecto as palavras que eles usam e a maneira como a sua
história é relatada. Por exemplo: “Já tentei tudo, mas nada deu
resultado” (Gorse); ou “Eu sei que foi tudo culpa minha; eu
deveria ter sido mais compreensiva” (Pine). Será que eles falam
numa voz baixa e ansiosa (Mimulus)? Ou será que eles se inclinam
para a frente, agarram o seu braço e o
11 afogam” com a sua história, incluindo um relato gráfico de
todas as suas
doenças (Heather)?

Devemos também escutar com os olhos, observando a linguagem
corporal. Será que estão relaxados e confiantes, sentados
confortavelmente na cadeira? Ou estarão meio sentados, batendo
os dedos em cima da mesa?

Acima de tudo deveremos escutar com a nossa intuição, com o
nosso eu superior. É pelo facto de estarmos ligados a esta fonte
de amor que
41
somos capazes de ler nas entrelinhas”. Talvez haja algo nos seus
olhos que demonstre dor, raiva, frieza ou medo, embora nesta
fase não estejam conscientes de que albergam tais sentimentos.

Se uma pessoa tem dificuldade em se expressar, conduza-a
imperceptivelmente na direcção certa, perguntando-lhe sobre a
sua infância, vida doméstica e por aí fora. Tente estabelecer a
maneira como essa pessoa reage aos acontecimentos da sua vida.
Por exemplo, se esta mencionar algum tipo de perturbação, um
divórcio ou um caso amoroso acabado, tente descobrir como reagiu
nessa altura. Se recorreu ao álcool, à comida em excesso, ou o
contrário, à droga (incluindo calmantes receitados pelo médico e
antidepressivos, ou ainda aos chamados “speeds”)? Quais as
situações de que tem medo presentemente: uma operação iminente, o
nascimento de uma criança, uma mudança de emprego, uma ida para
outro país, a reforma?

Por vezes as repercussões do choque podem ser tão retardadas,
que só anos mais tarde se farão sentir - talvez disfarçadas de
depressão, culpa ou medo. O trauma do aborto, um acidente de
automóvel ou a morte de uma pessoa querida, podem ser algumas
das razões para o
estado emocional e físico, presente, de uma pessoa. Nestas
circunstâncias receite sempre Star of Bethlehem para o choque e
outros remédios para a depressão, medo e culpa, ou para os
sintomas que se fizerem sentir.

Curiosamente, o Dr. Bach verificou que, quando a pessoa parece
precisar de muitos Remédios ou não se dá com o tratamento, Holly
ou
Wild Oat poderão ser os catalisadores necessários. A vibração de
ambas as plantas “abrirá uma caixinha”, permitindo desta forma
que uma série de emoções recalcadas venha ao de cima. Como
resultado, deverá então ser mais fácil receitar de acordo com as
emoções que agora se conhecem. Receite Holly quando a pessoa
tiver uma natureza activa ou intensa e Wild Oat quando se tratar
de pessoas mais passivas.

Em doenças crónicas como a artrite e os eczemas, a análise dos
sonhos pode revelar quais os sentimentos desagradáveis que se
encontram na origem da doença. Os Remédios Florais, abarcando as
emoções recalcadas, accionarão então o processo da verdadeira
cura; mas é importante que a pessoa coopere a todos os níveis,
buscando uma terapia adequada tal como a medicina com ervas ou a
quiroprática e se infor-
42
mem o melhor possível sobre a dieta a seguir, no caso da sua
doença em particular.

Enquanto a pessoa está a falar, não deixe de ir anotando todos os
Remédios que lhe vão vindo à cabeça. No entanto, não deixe que o
tirar de apontamentos se torne demasiado absorvente. É
importante manter uma relação relaxante e igualitária, uma
atmosfera de confiança durante a consulta. Pode sempre tirar
apontamentos imediatamente a seguir, enquanto a história da
pessoa ainda estiver fresca na sua memória.

Quando conversar com a pessoa em questão sobre os Remédios
Florais a utilizar, frise bem as qualidades ou virtudes que
terão de ser alcançadas com eles. Por exemplo: em vez de dizer
que o Gentian é para curar uma atitude de desconfiança, diga que
este Remédio ajudá-lo-á a
ter a certeza de que os seus problemas poderão ser ultrapassados.

A minha prática inclui sempre “trabalhos para casa”, tais como
exercícios de respiração, uma cassete de relaxamento,
visualização, ou
movimentos lentos de elasticidade para libertar a tensão física
e emocional. Se houver muita falta de amor próprio, sugiro modos
de fortificar o ego. Isto poderá incluir um banho aromático
diário, com algumas gotas de Crab Apple adicionada aos óleos da
aromaterapia; ou algo ainda mais simples, como comprar um
pequeno presente para si próprio, de vez em quando: umas flores
frescas, um pequeno cristal, fruta exótica, um postal bonito ou
qualquer coisa do género.

Finalmente a coisa mais difícil de aceitar, para um terapeuta, é
que a pessoa possa não estar pronta para se desligar da sua
doença, embora isto se passe a nível do subconsciente, o que não
deverá ser encarado como uma falha de qualquer dos lados. A
origem do seu sofrimento pode ser kármica, o que significa que o
seu espírito escolheu a doença como
meio essencial para o seu desenvolvimento. Nora Weeks, uma
colega de longa data do Dr. Bach, diz daqueles que tomaram os
Remédios antes de falecerem: “Bem, pelo menos morreram felizes”.


Usos especiais dos Remédios Florais


Gravidez


As belas vibrações dos Remédios Florais são totalmente seguras e
muito benéficas, tanto para a mãe como para o seu futuro filho.
O mé-
43
todo de diagnóstico e tratamento é igual ao de sempre. Os
Remédios podem ajudar a minimizar a apreensão e o sofrimento dos
períodos pré e pós-parto. Muitos praticantes sugerem um composto
básico de Rescue Remedy e Walnut. Esta mistura pode ser tomada
uns dias antes do dia previsto para o nascimento do bebé,
durante o trabalho de parto e, pelo menos, durante um mês depois
do parto para ajudarem a mãe e a criança a lidarem com as
reacções e as mudanças. Tem havido casos em que as mães têm um
parto rápido e fácil e uma boa recuperação devido ao facto de
terem tomado o Rescue Remedy, pouco antes de dar à luz (1).

Para além dos Remédios já mencionados, outros podem ser
adicionados ou introduzidos em substituição, consoante o caso.
Por exemplo: o Mimulus para o medo de dar à luz (ou em casos
extremos o Rock Rose); e Impatiens para ajudar aquelas mães que
se tornam inquietas e impacientes à medida que a data se vai
aproximando, um estado de espírito muito comum, especialmente
quando o bebé já vem atrasado. Durante o parto, outros
medicamentos tal como o Oak, Hornbeam e Olive são os indicados
se a mulher já estiver exausta e achar que já não consegue
continuar; durante o período pós-parto, o Mustard, Gorse,
Gentian, Sweet Chestnut ou Willow podem vir a ter um papel
predominante no levantar da moral da mãe, sofrendo da depressão
pós-parto.


Bebés


Poderá ficar surpreendido com o facto de ser relativamente fácil
elaborar diagnósticos para bebés recém-nascidos, embora estes
sejam incapazes de nos falar do seu estado de espírito, Por
exemplo: o bebé Agrimony é normalmente feliz e palra, chega até
a dar poucas preocupações, a não ser que algo de muito grave se
esteja a passar; o bebé Chicory é muito exigente, querendo
sempre atenção e detestando estar sozinho; o bebé Clematis
mostra muito pouco interesse pelo que quer que seja, dormindo
muito e, por vezes, tendo de ser acordado para as refeições; o
bebé Mimulus é muito nervoso, assusta-se com os sons mais agudos
e com movimentos bruscos, enquanto o bebé Impatiens, por seu
turno, tem um certo mau-génio!

Bach acreditava que, observando-se o tipo ou problema da
personalidade do bebé, as disposições passageiras ou os estados
de espírito
44
negativos seriam facilmente contornados, antes de começarem a
enraizar-se. Quando um espírito tem oportunidade de receber
ajuda nesta altura, a sua passagem pela vida será muito mais
fácil e feliz e menos conturbada a sua personalidade. Que belo
pensamento! A dosagem é a
mesma dos adultos, embora as mães recentes possam, também, tomar
o
Remédio (ver pág. 110)


Crianças


As crianças (tal como os animais) são motivo de alegria para os
terapeutas de Bach, pois reagem rápida e eficazmente aos
Remédios Florais. Isto porque a criança tende a expressar os
seus sentimentos abertamente, pelo menos até à fase de
consciência de si próprios, na adolescência. Os adultos, como é
óbvio, não só são condicionados pela sociedade como também pelas
suas reacções típicas aos altos e baixos da vida,
particularmente a estes últimos. O sentimento de desespero
torna-se, então, mais enraizado e por conseguinte mais difícil
de ultrapassar.

Primeiro, tente estabelecer o Remédio-Tipo da criança (se
possível). Isto será feito em épocas intervaladas da infância e
até à maturidade, a
não ser que a personalidade mude radicalmente (o que não é um
fenómeno desconhecido). A seguir estabeleça quais os remédios
complementares. Por exemplo: Walnut, o remédio para a mudança e
a transição será muito útil durante o período da puberdade. O
Víne ajudará a transformar a energia agressiva do “brutamontes”
da escola em qualidades mais positivas, dignas de um líder.
Centaury, por outro lado, ajudará a vítima desse tal
“brutamontes”! Holly ajudará a criança que tem ciúmes do seu
irmão mais novo, enquanto a Rock Rose ou o Rescue Remedy
dissiparão os seus pesadelos. Se os pesadelos da criança forem
causados por uma recordação amarga e persistente, então deverá
receitar Honeysuckle. Para o medo do escuro receite Mimulus;
para medos vagos, de origem desconhecida, especialmente se
acompanhados por suores frios e tremores, deverá receitar Aspen;
para a criança que não tem sono ou é demasiado activa, receite
Vervain; e para a criança mole ou apática, escolha Clematis.
Finalmente, e não esquecendo a criança demasiado ansiosa e
sofredora, aconselhe o Red Chestnut, para conseguir um
sentimento de calma e positividade.
45
Animais


Tal como foi verificado através de vários estudos veterinários
(’), os animais tendem a corresponder aos Remédios Florais mais
rápida e, por vezes, mais profundamente do que os humanos. O
diagnóstico é feito do modo habitual, embora a pessoa deva
tentar identificar-se com o animal de modo a compreender o seu
estado de espírito. O animal nervoso, por exemplo, que tende a
saltar com medo do mínimo som ou de qualquer movimento brusco,
precisa de Mimulus. Ao cão superpossessivo que põe o dono
“doido” por andar sempre atrás dele, não faria mal um pouco de
Chicory. O cão invejoso e desconfiado que ladra a toda a gente,
precisará de Holly. O gato com nove vidas mas que foi já
atropelado por um carro mais do que uma vez, precisa de Chestnut
Bud para se conseguir que aprenda com erros passados... e por aí
adiante.

George MacLeod, uma das maiores autoridades do mundo na
aplicação de medicamentos homeopáticos em animais, encoraja
todos os seus colegas veterinários a utilizar o Rescue Remedy
para tratarem os choques, acidentes, feridas, trabalho pré-
cirúrgico e coisas do género. “O Dr. Bach foi um génio da
medicina” diz ele.


Plantas


Sim, até as plantas se dão bem com os Remédios Florais de Bach;
por exemplo, quando sofrem dos malefícios da peste ou quando são
transplantadas. O Rescue Remedy é indispensável neste aspecto,
seguido de Walnut e de Crab Apple (ver Capítulo 5).
46
OS TRINTA E OITO REMÉDIOS


O Dr. Bach agrupou os Remédios em sete categorias:

1. Para aqueles que sentem medo: Rock Rose, Mimulus, Cherry Plum,
Aspen, Red Chestnut.

2. Para aqueles que sofrem de incerteza: Cerato, Scleranthus,
Gentian,
Gorse, Hornbeam, Wild Oat.

3. Para a falta de interesse pela realidade presente: Clematis,
Honeysuckle, Wild Rose, Olive, White Chestnut, Mustard, Chestnut
Bud.

4. Para a solidão: Water Violet, Impatiens, Heather.

5. Para aqueles demasiado sensíveis no que diz respeito a
influências
e ideias: Agrimony, Centaury, Walnut, Holly.

6. Para a desilusão e desespero: Larch, Pine, Elm, Sweet
Chestnut,
Star of Bethlehem, Willow, Oak, Crab Apple.

7. Para a preocupação exagerada com os outros: Chicory, Vervain,
Vine, Beech, Rock Water.

Para uma mais fácil consulta, os Remédios florais aparecem,
neste capítulo, por ordem alfabética, estando cada um
apresentado da seguinte forma:
47
-Desenho e composição botânica;

- Método de potenciação;

- Estados de espírito negativos;

- Uma descrição pormenorizada dos estados de espírito negativos;

- Potencialidades positivas, após o tratamento;

- Outras medidas de auto-ajuda;

-A criança para a qual o medicamento é indicado.

Os dois primeiros tópicos dispensam explicações, por isso
consideremos o estado de espírito negativo.

Trata-se de um sumário para facilitar o diagnóstico. Um relato
mais pormenorizado vem a seguir, para verificar se escolheu ou
não o Remédio certo. No entanto, a pessoa não tem de
corresponder exactamente à descrição do Remédio para que este
lhe seja adequado. É importante ter-se uma boa noção das várias
personalidades do Remédio, juntamente com um pouco de intuição.
Com a prática, rapidamente se tornará mais fácil apercebermo-nos
do estado de espírito da pessoa e receitar de acordo com ele.

As potencialidades positivas a seguir ao tratamento são,
obviamente, a transferência final dos aspectos positivos do
intelecto, que são trazidos ao de cima, libertos das correntes
do medo, dúvida, raiva e incerteza.

Seria irrealista, no entanto, sugerir que os Remédios Florais de
Bach, por si só, conseguem em todos os casos tal transformação,
especialmente se o problema tem uma origem demasiado profunda.
Daí ser importante, no tratamento do próprio e de outrem,
reconhecer as limitações de cada um e procurar ajuda
profissional quando necessário, seja sob a forma de
consulta, psicoterapia, ou até mesmo terapia física, tal como
massagens, tratamentos com ervas ou tratamento ortodoxo.

Tal como temos visto até aqui, os Remédios funcionam em harmonia
com outro tipo de tratamentos, apressando o processo de cura.

Outras medidas de auto-ajuda como o yoga, pensamento positivo,
jardinagem, etc., são de aconselhar, sempre que possível, pois
encorajam uma participação activa das pessoas na sua própria
cura, um princípio muito importante da terapia holística.
Qualquer uma destas actividades pode ser praticada ao mesmo
tempo que (ou substituída pela) Análise dos Sonhos (ver Capítulo
3), ou pelas técnicas básicas de relaxamento
48
e visualização, referidas no capítulo 7.

Por vezes acontece que, quando a pessoa está a tomar mais do que
um Remédio de cada vez (o que é muito comum), não há necessidade
de recorrer a todas as medidas de auto-ajuda aconselhadas para
cada um dos Remédios, em particular. Pratique apenas aquelas que
achar mais úteis.

Por vezes poderá ser difícil escolher entre dois remédios de
essências parecidas (os Remédios para o medo: Aspen e Mimulus,
por exemplo). Logo, por isto acontecer muitas vezes, foi feita
uma comparação para esclarecer melhor o assunto.

No caso das crianças, embora estas possam não ser muito
diferentes de um adulto com a mesma disposição, é incluída uma
pequena descrição, no final de cada esquema, para ajudar a
elucidar e a elaborar um padrão.

Note, por favor que, embora as Personalidades-Tipo dos Remédios
sejam descritas como “ele” ou “ela”, todos os tipos de
medicamentos se aplicam a ambos os sexos.

Por fim, o Rescue Remedy é abordado na página 106. Este é um
remédio de primeiros socorros, que reúne as seguintes plantas:
Rock Rose, Clematis, Impatiens, Cherry Plum e Star of Bethlehem


Agrimony Agrimonia eupatoria Agrimónia


Esta planta tem uma leve penugem e está coberta de tufos de
flores amarelas com um leve aroma. Cresce até uma altura entre
os 30 e os 60

Nota: Os Remédios Florais de Bach são habitualmente conhecidos
pela sua
designação inglesa. Pareceu, no entanto, ao editor que seria
útil incluir a designação latina, bem como o nome da flor em
português (Nota do Editor).
49
em. Pode ser facilmente encontrada e é normalmente vista em
zonas com muita relva.

É uma planta que aparece entre Junho e Agosto.

Método de potenciação: o Sol.

Estado de espírito negativo: tortura mental envolta numa fachada
de alegria.

O tipo de pessoa Agrimony é fácil de reconhecer. É o centro das
atenções numa festa: o exuberante mas gentil brincalhão que
nunca goza com ninguém, pois só ri de si próprio.

E que mal tem isso? poder-se-á perguntar. Não teria mal nenhum se
fosse verdadeiro; mas o tipo Agrimony é perito em utilizar a
máscara da Comédia ou da Tragédia. A personalidade pública,
alegre, é muito diferente da cara marcada pelo sofrimento, que
só aparece em casa.

Será muito raro o verdadeiro tipo de pessoa Agrimony procurar
ajuda por sua própria iniciativa. Prefere continuar a actuar,
para o resto do mundo e muitas vezes para si própria, fingindo
que a vida lhe corre às mil maravilhas. Quando sozinho (situação
que tenta evitar a todo o
custo), tenta ignorar os pensamentos preocupantes que
bombardeiam a
sua consciência, mas com muito pouco êxito. São muitas as vezes
em
que não consegue dormir e poderá até recorrer ao álcool e à
droga para escapar aos seus problemas.

Apenas uma pessoa de quem goste e em quem confie terá alguma vez
hipótese de conhecer a verdade -e será essa pessoa quem lhe dará
o
incentivo e onde, com alguma sorte, poderá encontrar o apoio de
que tão desesperadamente necessita.

Potencialidades positivas após o tratamento: a capacidade de
encarar verdadeiramente a vida a rir, pois os problemas são
agora vistos de um ponto de vista mais equilibrado, o de um
optimista por natureza, que possui um dom inato para gerar a
harmonia onde “mora” o desacordo.

Outras medidas de auto-ajuda: dedique-se a aulas de relaxamento,
yoga, Tal Chi, ou então obtenha uma cassete de relaxamento.

Se existirem problemas relacionados com a bebida ou com droga,
não deixe de procurar ajuda profissional. Recorra aos Alcoólicos
Anónimos ou a um grupo terapêutico que tenha como objectivo
ultrapassar
50
a dependência da droga. Estes grupos não servem apenas para a
dependência de drogas chamadas “recreativas”; oferecem também
apoio às pessoas que estão dependentes de drogas originalmente
receitadas pelo médico, tal como é o caso do Valium.

Onde encontrar informações: procure nos anúncios dos jornais
locais, ou nos placards de informação da sala-de-espera de um
consultório, clínica ou até em bibliotecas públicas. A sua lista
telefónica, local, pode ainda fornecer-lhe alguns contactos.

A criança do Tipo Agrimony: esta criança pode parecer alegre por
fora mas, tal como a sua mãe ou ama sabem tão bem, sofre por
dentro. Confere-se uma grande importância à imagem que ela
reflecte nos amigos, família e professores.


Aspen Populus tremula Faia Preta


Trata-se de uma árvore pequena, com cerca de 15 metros de
altura, da família do grande choupo negro. Poderá ser encontrada
em solos pobres e terra húmida. Floresce de Fevereiro a Abril.

Método de potenciação: fervura.

Estado de espírito negativo: medos inexplicáveis de origem
psicológica, pesadelos, medo de um mal iminente.

Comparação: compare com a Personalidade-Tipo Mimulus cujo medo é
conhecido e de carácter circunstancial (medo de um caso que
esteja pendente em tribunal, por exemplo).

O tipo de pessoa Aspen é tal como a própria árvore que, sendo
delicada, treme com a mínima brisa. Será uma pessoa muito
sensível às
más vibrações” de qualquer natureza, sejam elas a atmosfera
“esquisita”
51
de um prédio, ou o desagradável burburinho provocado por
diferentes grupos de pessoas a falar ao mesmo tempo. Este tipo
de pessoa será também perturbada pelas “sombras sinistras” que
envolvam certos indivíduos que ela suspeite terem qualquer tipo
de desequilíbrio mental; poderá ainda acordar durante a noite
tremendo e suando, aterrorizada com a impressão de que algo de
assustador se encontra atrás da porta.

Embora se diga que os medos da Personalidade-Tipo Aspen provêm
da mente, isto não quer obrigatoriamente dizer que estes sejam
fantasias. Embora possa ser uma pessoa activa, em vez de se
virar para os acontecimentos felizes da vida, tende a virar-se
para as catástrofes: a queda recente de um avião ou a explosão
de uma bomba, por exemplo.

Potencialidades positivas após o tratamento: perda do medo
através da noção de que o Guardião de cada um é o poder
universal do Amor.

Outras medidas de auto-ajuda: tente um controlo da aura (ver
pág. 135). A prática regular desta técnica não diminuirá
qualquer capacidade psíquica, mas servirá de protecção e de
filtro contra pensamentos prejudiciais e influências de qualquer
natureza. Mais importante ainda será o facto de permitir à
pessoa ter muito mais controlo sobre aquilo que o destino lhe
reservar.

Escolha actividades ligadas à “realidade”, tais como jardinagem,
caminhadas a pé, desporto, cozinhar, dar ou receber massagens -
ou até assistir a um filme ou peça de teatro cómicos.

Evite tudo aquilo que possa perturbar a mente, tal como filmes ou
livros de terror; evite também tudo o que for tóxico, seja
ingerir álcool ou fumar erva. Será também de evitar qualquer
forma consciente de desenvolvimento psíquico, tais como práticas
ocultas ou o yoga, a não ser
que seja sob o olhar atento de um professor com experiência.

A criança do Tipo Aspen: sofre de pesadelos reincidentes e pode
até ser sonâmbula. Muitas das vezes exige uma luz acesa durante
toda a noite.
52
Beech Fagus sylvatica Faia


Trata-se de uma árvore majestosa, que pode crescer até uma
altura de cerca de 30 a 40 metros. As flores femininas e
masculinas aparecem no mesmo ramo, formando uma borla em tons de
roxo e castanho, assente num longo pé. Floresce entre Abril e
Maio.

Método de potenciação: fervura.

Estado de espírito negativo: intolerância, espírito crítico e
arrogância.

Comparações: compare com a Personalidade-Tipo Vine, cuja
necessidade principal é dominar; e com o Tipo Vervain, o
fanático que não desiste e cujo objectivo é converter.

A Personalidade-Tipo Beech absorve pouco daquilo que é bom ou
bonito no mundo! Tem poucos amigos, pois a sua natureza
hipercrítica e intolerante irrita os outros para além dos
limites do razoável. Não vê qualquer virtude na diversidade da
natureza humana, sendo o seu lema: “Por que razão não farão eles
como eu faço?”

O Tipo Beech várias vezes se esquece do facto de nem toda a
gente nascer com os mesmos dons, nem pertencer à mesma classe
social e cultural. Até os pequenos hábitos, gestos e maneiras
dos outros se tornam irritantes, não tendo o “grau” de desagrado
qualquer relação com a causa do desagrado em si,
Lamentavelmente, a sua vida pode ter sido composta de ódio,
humilhação e desilusão mal “digeridos”. Esta agressividade, que
se manifesta muitas vezes em problemas de digestão, é projectada
no mundo circundante, pois o Tipo Beech tem ainda de
53
encontrar” os seus mais profundos sentimentos. Como resultado
desta situação, é incapaz de penetrar nos sentimentos dos outros.

Potencialidades positivas após o tratamento: tolerância e
compreensão pelos sentimentos dos outros; a capacidade de ver o
“bem” em tudo e em todos.

Outras medidas de auto-ajuda: quando criticar os outros repare
se são críticas generalizadas tais como “Ele é estúpido” ou “Ela
é uma tonta”. Se assim for, transforme a crítica generalizada
numa descrição específica de comportamento para que a frase “Ela
é uma tonta” se transforme em “Ela dá gargalhadas quando está
nervosa” ou “Ela é muito espampanante”, por exemplo. Depois,
comece a procurar as qualidades positivas das pessoas. Como é
que elas se relacionam com os filhos, vizinhos, colegas de
trabalho e por aí adiante? Anote as qualificações e as
capacidades dessas pessoas. O acto de, conscientemente, procurar
traços positivos nos outros e de os reter pela escrita, vai
contrariar a sua tendência natural de ver tudo e todos de um
ponto de vista negativo.

Comungue com a natureza, o mais que possa. Aprenda um desporto
qualquer que acabe com a rigidez do corpo e da mente, tal como a
dança, o yoga, Tai Chi e actividades do género. Procure alguma
frivolidade na vida!

A criança do Tipo Beech: pode estar a reflectir as atitudes dos
pais (considere bem este aspecto), ou talvez se sinta
inferiorizada por um
companheiro mais velho, dominador ou mais popular.


Centaury Centaurium erythi-aea Centáurea


54
Tem uma altura variável entre os 5 e os 35 cm (dependendo do
habitat). É facilmente encontrada em locais pobres, secos e com
muita erva, não esquecendo as dunas. As pequenas flores de um
rosa-vivo e com o formato das estrelas abrem apenas quando o Sol
está a brilhar.

Floresce entre Junho e Agosto.

Método de potenciação: o Sol.

Estado de espírito negativo: falta de força de vontade para
recusar
as ordens dos outros tornando-se, assim, facilmente manobrável.

A pessoa cuja Personalidade-Tipo é o Centaury acredita que nasceu
para servir. Sacrifica as suas próprias necessidades
simplesmente para manter a paz e ser bem vista pelos outros.
Pessoas do Tipo Vine ou
Vervain darão conta dela num instante! O Tipo Centaury pode até
desistir de casar e de ter a sua própria família, para cuidar de
um parente idoso. Sente-se muitas vezes cansado, esgotado pelas
solicitações dos outros, embora raramente se queixe, pois está
resignado com a sua sorte.

Lamentavelmente, um Centaury perde muitas das coisas boas da
vida, especialmente a alegria e a excitação que a independência
e a
aventura por vezes nos fazem sentir.

Caso chegue a casar, é provável que atraia um tirano. Mas por
que razão terá escolhido uma existência de “gato-sapato”? Já foi
posta a
hipótese destas pessoas se ligarem a uma personalidade mais
forte para evitar ter de passar pelo processo de crescimento que
os levaria a ter de
tomar as suas próprias decisões. No entanto, e tal como uma
criança, a
pessoa do Tipo Centaury submete-se, ainda que inconscientemente,
a
outra de carácter forte e com tendência para o abuso, por não se
conseguir relacionar com a sua própria força interior.

Potencialidades positivas após o tratamento: saber quando dar e
quando se retrair: a habilidade de se misturar com os outros sem
perder, no entanto, a sua própria identidade; viver a vida de
acordo com a sua
própria missão.

Outras medidas de auto-ajuda: aprender uma arte marcial, como
por exemplo o judo, que ajudará a cultivar a sua força interior,
postura e autoconfiança; frequentar uma aula de afirmação
pessoal.

Pratique a visualização para fortalecimento da aura (ver pág.
135).
55
A criança do Tipo Centaury: é calma, sensível e reage a
estímulos. Quase não dá trabalho, mas poderá vir a ser “presa
fácil de um brutamontes”.


Cerato stigma Willmottiana Orelha de Rato


Sendo a única planta cultivada utilizada no sistema de Bach,
Cerato é um arbusto com flores, proveniente dos Himalaias, com
cerca de 60 cm de altura. As bonitas e radiantes flores azuis,
abrem em Agosto e em Setembro.

Método de potenciação: o Sol.

Estado de espírito negativo: falta de confiança em si mesmo para
tomar as suas próprias decisões.

Comparações: O Tipo Scleranthus está dividido entre duas
possibilidades mas, ao contrário de Cerato, raramente aborrece
os outros com
a sua indecisão relativa às decisões triviais do dia a dia. O
Scleranthus pode eventualmente tentar encontrar a resposta
dentro de si.

A pessoa do Tipo Cerato foi amaldiçoada com a incerteza. Muito
embora seja intuitiva e possua um grande bom-senso, raramente
ouve as
opiniões da sua voz interior, não actuando por conseguinte
segundo a sua
própria vontade. Por isso põe a família e amigos “doidos” com os
seus
incessantes pedidos de opinião, ou de confirmação, acerca de
tudo aquilo que faz.

O Tipo Cerato não só é facilmente influenciado pelas opiniões
alheias, como também poderá imitar a maneira de vestir, os
gestos ou o “jeito” daqueles que admira, o que por vezes o leva
a fazer “figura de parvo”. Tem, por vezes, momentos de clareza,
durante os quais profere
56
o seu lamento favorito: “Eu sabia que devia ter feito aquilo.
Agora é tarde demais!” Ou, então, depois de ter aborrecido toda
a gente que o rodeia, acabará por decidir fazer as coisas à sua
maneira!

Potencialidades positivas após o tratamento: confiança na sua
própria capacidade de distinguir o bem do mal; facilidade em
agir sem
se deixar influenciar por quaisquer opiniões contrárias à sua
resolução.

Outras medidas de auto-ajuda: tente a visualização. Utilizando a
técnica básica descrita no capítulo 7, concentre-se na ideia de
“contactar”
com o seu eu superior. Depois, em pensamento, imagine-se a tomar
uma
decisão e a agir segundo ela. Saiba que o resultado foi positivo
e sinta-se feliz por isso. Uma prática regular deste tipo de
visualização, poderá eventualmente levar a que os seus
objectivos, neste campo, se realizem.

Os sonhos também podem ajudar (ver Capítulo 3).

A criança do Tipo Cerato: este estado de espírito, atrás
referido, é mais provável ocorrer durante o período da
adolescência. A criança do Tipo Cerato procura constantemente a
aprovação dos outros (principalmente dos colegas) e insiste em
usar a roupa que estiver mais na moda, quer lhe fique bem ou
não! Não será má ideia deixar este jovem sair desta fase por sua
própria iniciativa (pois é uma importante lição da vida). No
entanto, se estiver ligado a “más companhias”, será a combinação
de Cerato com WaInut que o ajudará a quebrar esses laços.


Cherry Plum Prunus cerasifera Ameixoeira (vermelha)


Trata-se de uma árvore pequena e sem espinhos que poderá crescer
até uma altura de 6 a 8 metros. As flores são de um
branco-"leite”, pouco maiores que as do abrunheiro (P. spinosa)
com a qual é por vezes
57
confundida. É muito comum no Sul de Inglaterra, sobretudo, onde
é utilizada como arbusto de sebe. Dá flores desde o final de
Fevereiro até princípios de Abril.

Método de potenciação: fervura.

Estados de espírito negativos: medo de perder a sanidade mental;
explosões incontroladas de fúria.

Cherry Plum vive num medo mórbido de estar a viver com tempo
contado. Pensa que a qualquer momento pode perder a noção da
realidade - o buraco, sem fundo, da loucura “abre-se” perante
ela.

Tem também o terrível impulso de fazer mal aos outros ou a si
próprio. Os pensamentos de suicídio entram e saem da sua cabeça
como uma ameaçadora maré negra.

Mas, como se atingiu tal estado de desespero? Poderá ter havido
um
longo período de ansiedade ou desgosto e agora a pessoa depara-
se com
a iminência de um esgotamento nervoso. Ou então poderá ter
gerido as
dificuldades e atribulações da vida de uma forma aparentemente
controlada e “digna”. Porém, a turbulência de emoções recalcadas
provoca grande pressão e distorção; imagens e forças destrutivas
acabam eventualmente por vir ao de cima. Cherry Plum deixa de
ser capaz de aguentar e é então que o vulcão entra em erupção!
No entanto, com um
apoio emocional adequado, não serão causados danos irreparáveis,
pois o tal vulcão é a sua válvula psíquica de segurança.

A Personalidade-Tipo Cherry Plum está incluída no Rescue Remedy,
para ataques violentos e histeria (ver pág. 108).

Potencialidades positivas após o tratamento: a capacidade de
lidar, espontaneamente e com muita calma, com grandes forças
interiores, pois a angústia é curada pelas forças do espírito ou
do seu eu superior já equilibradas.

Outras medidas de auto-ajuda: se tiver pensamentos suicidas não
hesite em procurar ajuda profissional.

Telefone para os Serviços de Ajuda, tipo SOS Voz Amiga e/ou
telefone para o seu médico. Informe-se sobre a psicoterapia,
especialmente se Cherry Plum for o seu Remédio-Tipo.

Em vez de virar a sua energia agressiva para dentro, aprenda a
usá-la em seu proveito, recorrendo ao seu dinamismo para dar
mais força
58
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  • 2. FICHA TÉCNICA Título original: Floiver Remedies. Natural Healing with Floiver Essences Ilustrações: Nancy Lawrence Capa: José Antunes Ilustração da capa: Clematis. (Estampa) Fotocomposição: Byblos - Fotocomposição, Lda. Impressão e Acabamento: Rolo & Filhos - Artes Gráficas, Lda. Depósito Legal nº 76063/94 ISBN 972-33-0959-9 Copyright: (@) Christine Wildwood 1992 Edição original publicada por Element Books, Limited Grã- Bretanha 1992 (@) Editorial Estampa, Lda., Lisboa para a língua portuguesa
  • 3. íNDICE AGRADECIMENTOS ............................. ..................................... 11 1. O QUE SÃO OS REMÉDIOS FLORAIS DE BACH? ......... 13 Um método simples de potenciação .............................. ......... 16 Remédios Florais em acção ......................................... ........... 18 Complementares e profilácticos ........ ........................ .............. 20 Existem ainda mais Remédios por encontrar? ........................ 21 O treino em Terapia Floral de Bach ....................................... 22 Bach, o compositor, ou “Batch”? .................................... ........ 23 Comprar os Remédios ......................... ............... ..................... 23 2. COMO FUNCIONAM ESTES REMÉDIOS? ........................ 25 * energia vital ................................................... ...................... 26 * escultura ou o rio? ............................................... ............... 26 Vibração .................................................. ..... ........................... 28 Abarcando o Todo ................................................................ .. 28 Vibrações medicinais .......................................... . .................... 29 A aura ....................................................... ............................... 31 Pelas suas próprias palavras ........... ......................................... 32 3. APRENDER A RECEITAR ............................. ... ................... 33 Receitar a si
  • 4. próprio .............................................. .................. 34 Autoconhecimento ..................................... .......................... 34
  • 5. Reacções ao tratamento ....................................... .............. 35 Encontrar o Remédio certo ........................................... ..... 36 Aprender a seleccionar os Remédios ................................. 37 Análise dos sonhos ............................................... .............. 38 Receitar para os outros ............................... .............. ............... 40 A consulta .................................................. ......................... 41 Usos especiais dos Remédios Florais ...................................... 43 Gravidez .................................................. ........................... 43 Bebés ....................................................... ........................... 44 Crianças .......... ........................................ ........................... 45 Animais .................................................... ........................... 46 Plantas ..................................................... ........................... 46 4. OS TRINTA E OITO REMÉDIOS .......................... .............. 47 Agrimony ................................................ ................................. 49 Aspen ...................................................... ................................. 51 Beech ...................................................... ................................. 53 Centaury ................................................. ................................. 54 Cerato ..................................................... ................................. 56 Cherry Plum .................................................. .......................... 57 Chestnut Bud ................................................... ........................ 59 Chicory .................................................. .................................. 61 Clematis .................................................. ................................. 62 Crab Apple ..................................................
  • 6. ............................ 64 EIm ...................................................... .................................... 65 Gentian ....................... .......................... ................................... 67 Gorse ...................................................... ................................. 68 Heather .................................................. .................................. 70 Holly ...................................................... .................................. 71 Honeysuckle ........................................... ................................. 73 Hombeam ........... ................................................................ ..... 75 Impatiens ................................................ ................................. 76 Larch ............................................... ., .. ..................................... 77 Mimulus .................................................. ........... ...................... 79 Mustard .................................................. .................................. 80 Oak .......................................... .... ..... ....................................... 82 Olive ......................... ............................ ................................... 83
  • 7. Pine ....................................................... ................................... 84 Red Chestriut .............................................. .............................. 86 Rock Rose .............................................. .... ............................. 87 Rock Water ................................................ ............................. 88 SclerantIrus ................................... .......... .................................. 90 Star of Bethlehem ................................................................ ... 91 Sweet Chesmut ....... ...................................... ........................... 93 Vervain .................................................. ..................................94 Vine ....................................................... .................................. 96 WaInut .......................................... ......... .................................. 98 Water Víolet ................................................. ........................... 99 White Chestnut ............................................. ........................... 100 Wild Oat ................................................... ............................. .. 102 Wild Rose ................................................... ............................. 103 willow ................................................... .................................. 104 Rescue Remedy ................................................................ ....... 106 5. DOSAGENS E OUTRAS APLICAÇõES .............................. 109 Preparação do tratamento ...................................... .................. 110 Dosagem .............................................. .................................... 110 Utilização genérica ............................................. ............... 110 Bebés e mães a amamentar ................................... .......... 110 Animais ...................................... ............ ............................. 111 Plantas ................................................... ............................. 111 Aplicações externas
  • 8. ...................................................... ......... .. 111 Compressas .................................. ........... ............................ 111 Banhos ................................................... ................. ............112 Tratamento do rosto ........................................................... 112 Duração do tratamento ................................ ...... ...................... 112 Utilização do Rescue Remedy ................................................ 113 6. EXPERIÊNCIAS COM A TERAPIA DE BACH ......... ......... 115 Alguns casos estudados ..................... .......... ........ .................... 116 7. PARA UMA SAúDE TOTAL .................. ............ .................. 125 Pôr em prática ........................... .................... .......................... 128 A origem do stress ............................ ................. ................ 128
  • 9. Harmonia com a natureza ............................. ........ ............ 129 Procura interior . .............................................. ................... 130 Protecção física ................................................. ....................... 134 Fortalecer a aura ................................................. .............. 135 Criar um canal de cura ............................................ ......... 136 Meditação projectada ........................................ ................. 137 E finalmente ... ........................................... ............................. 140 NOTAS .................................................. ....................................... 141 OUTRAS LEITURAS ................................... ............................... 143 MAPA DE CONSULTA RÁPIDA.. ....... .................. ................... 145 10
  • 10. AGRADECIMENTOS Um “muito obrigado” a todas as pessoas de Mourit Vemon e a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para o “nascimento” deste livro. Muito obrigado ainda ao Dr. Edward Bach, cujo espírito brilhante continua vivo através do seu trabalho.
  • 11. O QUE SÃO OS REMÉDIOS FLORAIS DE BACH? Motint Vernon, uma casinha com jardim em Oxfordshire, na Inglaterra, é a origem de um curioso sistema de cura conhecido como Terapia Floral de Bach. Neste método certas flores silvestres são seleccionadas devido à sua especial capacidade de tratar problemas de personalidade ou de ordem emocional que perturbam o doente, mais do que pela pretensão de curar os sintomas físicos de determinada doença. Os trinta e oito remédios, que compõem a farmacopeia dos florais de Bach, têm vindo a ser preparados em Mount Vemon há cerca de sessenta anos. De facto, os actuais responsáveis continuam a recolher flores silvestres dos mesmos locais e a utilizar os métodos de preparação originais que foram descobertos nos anos 30 pelo médico visionário Dr. Edward Bach. A beleza simples da casa, também conhecida por Centro de Bach, combinada com a personalidade simples do próprio Dr. Bach, é perfeitamente visível nas suaves curas com plantas que têm vindo a ser, embora pacificamente, cada vez mais reconhecidas por todo o mundo. Foi em Mount Vernon que Bach passou os seus últimos anos de vida. Foi aqui que aperfeiçoou o seu trabalho e foi daqui que partiu, satisfeito com o facto de a sua missão na Terra ter sido cumprida. Para podermos começar a perceber o sistema de Bach, precisamos de analisar a filosofia em que se baseia. Embora este assunto vá ser
  • 12. aprofundado uns capítulos mais adiante, comecemos pela procura por Bach de um método de tratamento que abarcasse tanto a mente como o espírito das pessoas - um método que não exigisse tanto a prática de medicina, quanto uma sensibilidade natural e preocupação para com os outros. Em 1930, Edward Bach, agora com 43 anos de idade, era já detentor de um extraordinário talento como consultor, bacteriologista e homeopata. O seu nome foi perpetuado pelos sete “Nósodos de Bach”, que ele descobriu e que ainda são utilizados, hoje em dia, como “remédio” homeopático. (Nósodos são “medicamentos” homeopáticos, preparados com substâncias de origem patológica). Para grande surpresa da classe médica britânica, Bach sentiu-se inspirado (pois nada mais explica o que aconteceu) a deixar a sua lucrativa prática médica e a dedicar-se a uma nova forma de cura; um método perfeitamente benigno, que não afectasse os homens nem os animais. Estava convencido de que substâncias venenosas, de origem animal, vegetal ou mineral, não deveriam ser utilizadas para curar - mesmo quando utilizadas em doses mínimas, como no caso da homeopatia. A sua experiência homeopática abriu-lhe, no entanto, os olhos para uma terapia vibrátil. Tinha a noção de que substâncias médicas, muito bem diluídas (tão diluídas que não conseguiriam ser observadas no laboratório), podiam despertar um poderoso efeito de cura no corpo humano. Esta noção veio a influenciar o desenvolvimento do seu próprio sistema de cura. Igualmente importante para Bach era a percepção de que o stress permanente, resultante de emoções fortes como a raiva, o medo ou a preocupação, diminuíam a capacidade de defesa contra as doenças. Nessa altura o corpo ficaria mais atreito a todo o tipo de infecções e doenças, podendo tratar-se de uma constipação, herpes, um problema digestivo, ou algo bastante mais grave. Ao mesmo tempo reparou que o estado de espírito da pessoa tem tudo a ver com o percurso, gravidade e duração da doença de que padece. Bach notou ainda que pessoas sofrendo do mesmo mal e tendo o mesmo tipo de personalidade se davam bem com o mesMo tipo de “medicamentos”, mas outras pessoas com diferente temperamento e padecendo da mesma doença precisavam de um “medicamento diferente. Assim, o lema de Bach passou a ser o seguinte: 14
  • 13. “Não prestes atenção à doença; considera, sim, a personalidade da pessoa doente.” De acordo com as ideias de Bach, a doença é a consolidação de um estado mental e, neste campo, partilhava as opiniões de Platão e de muitos outros praticantes contemporâneos da medicina holística. Embora inteligentíssimo e com um sólido passado científico, Bach nunca perdeu o contacto com a sua natureza espiritual. Era, mais do que tudo, um “homem de coração”, guiado pela intuição ou por aquilo a que algumas pessoas chamam inspiração divina. Acreditava cegamente que a chave para a arte da verdadeira cura se encontrava, não nos laboratórios, mas no reino das plantas e que estas, tão especiais, poderiam ser encontradas na natureza, alimentadas pela Terra-Mãe e a receber “energia” pela acção combinada da água, ar puro e luz solar. Logo depois de deixar Londres, Bach instalou-se numa pequena aldeia perto de Betws-y-Coed, a norte do País de Gales. Vivendo perto da natureza, a sua sensibilidade inata desenvolveu-se por completo. Já tomara consciência do seu dom de cura pois, muitas vezes seguira o impulso de pôr a mão no braço ou sobre o ombro de um dos seus pacientes e, de imediato, estes se sentiam invadir por uma “onda” de energia “curativa”. Entretanto, no País de Gales, a sua sensibilidade apurou-se de tal forma que lhe bastava pôr uma pétala na língua ou pôr a mão sobre uma planta a florescer, para se aperceber das suas repercussões a nível mental, físico e espiritual. Mais tarde, Bach veio a adquirir conhecimentos por outra via: durante alguns dias, antes de a planta para determinada doença ter sido descoberta, sentia com muita intensidade o perturbante estado de espírito para o qual essa flor constituia o “remédio”. Na verdade, Bach sofreu bastante durante estas pesquisas, tanto a nível físico como mental. Na sua opinião, certas flores pertencem a uma “ordem superior” e têm mais poder do que as plantas medicinais normais, que curam o corpo a um nível bioquímico. As verdadeiras plantas curativas, dizia ele, resolviam a desarmonia entre o estado espiritual e físico do ser, transformando emoções negativas, como o medo, a melancolia e o ódio, em coragem, alegria e amor; e é desta forma que elas “corrigem” a causa da nossa doença. Os Remédios Florais não abafam simplesmente os sintomas de uma percepção turbulenta, como é o caso de tantas subs-15
  • 14. tâncias perturbadoras. Em vez disso, agem como um suave catalisador, gerando a mudança a partir do interior. A maneira exacta como este método se processa, ninguém o sabe ao certo. O seu modo de agir pode ser semelhante ao de outros métodos de cura vibracionais (ver Capítulo 2), principalmente as homeopatias “mentais” , que são receitadas consoante o temperamento da pessoa em questão e não devido aos seus sintomas físicos. Citando Bach: “Os Remédios curam não por atacarem as doenças, mas porque invadem o nosso corpo com as belas vibrações da nossa Natureza Superior, na presença da qual a doença começa a derreter, como a neve derrete ao Sol.” Um método simples de potenciação “Que a simplicidade deste método não vos afaste do seu uso, pois descobrirão que quanto mais as vossas pesquisas avançarem, mais evidente se tornará a simplicidade de toda a Criação. (2)11 Enquanto morou no País de Gales, Bach passeava pelos verdes prados onde o orvalho matinal ainda se fazia notar no chão. Foi então que lhe ocorreu que cada gota de orvalho deveria conter algumas das propriedades da planta sobre a qual caía. Decidiu testar a sua teoria recolhendo orvalho de várias flores e testando-o em si próprio. Através dos seus sentidos bem apurados, Bach chegou à conclusão de que o orvalho continha, realmente, um determinado poder. Mais ainda; o orvalho das flores que cresciam ao sol era bem mais potente do que aquele que havia sido recolhido das flores que cresciam à sombra. Chegou também à conclusão de que a energia essencial das plantas só poderia ser encontrada quando as flores estivessem já completamente desenvolvidas, ou seja, quando tivessem atingido o seu auge de perfeição e estivessem prestes a cair. Tendo provado a si próprio que o orvalho aquecido pelo sol absorvia as propriedades da planta onde caía, decidiu dedicar-se à tarefa de encontrar uma técnica mais simples de obter as energias da flor (retirar o orvalho das plantas revelou-se uma técnica muito morosa). Ao procurar um método que não destruísse nem danificasse a planta em si, chegou16
  • 15. mesmo a descobrir dois métodos de extracção, ou “potenciação”, como ele preferia chamar-lhe: o Método Solar e o Método de Ebulição. No Método Solar, as melhores cabeças de flores são cuidadosamente escolhidas e colocadas numa fina e límpida taça de cristal ou vidro contendo água da nascente. A taça é depois posta no chão (perto do local onde as plantas foram recolhidas), e exposta durante algumas horas a uma forte luz solar - ou até a energia curativa dos rebentos ser transferida para a água da taça. Depois as plantas são cuidadosamente retiradas de dentro de água, com uma folha ou ramo da planta medicinal, evitando-se assim o contacto físico com a água vitalizada, ou “essência”. Esta 11 essência” é depois vertida dentro de uma garrafa meio cheia de brandy, que actua como conservante, e é rotulada com a designação de “Tintura-Mãe”. Alguns anos mais tarde, à medida que o seu trabalho foi evoluindo, Bach apercebeu-se de que certos rebentos, tais como Star of Bethlehem, Willow e Ehri exigiam um método de extracção muito mais poderoso, embora não tivesse explicado porquê. Foi para estas plantas que criou o Método de Ebulição. Durante este processo, as diversas partes da planta (rebentos, cones ou flores) são colocadas numa panela de esmalte com água da nascente para ferverem em lume brando, durante meia hora. Depois, cobre-se a panela e deixa-se arrefecer. Quando já está fria, a essência é coada e, tal como no Método Solar, conservada em quantidades iguais de brandy com o rótulo “Tintura-Mãe”. O passo seguinte, em ambos os métodos, é a diluição da “Tintura- Mãe” numa outra porção de brandy. Esta garrafa é rotulada como “Concentrado de Provisão” e é sob esta forma que os Remédios são normalmente vendidos. Embora o Concentrado seja o derivado da tintura original, não deixa de ser considerado um Remédio Concentrado por si só, pois requere diluição adicional em água da nascente, antes de ser administrado (ver Capítulo 5). Dos trinta e oito Remédios Florais, dois são ligeiramente diferentes, pois não são preparados a partir de plantas silvestres europeias. São eles a Rock Water (água da nascente, potenciada) e o Cerato que é uma planta cultivável, proveniente dos Himalaias. O facto de Bach ter escolhido a Rock Water como Remédio é fácil 17
  • 16. de perceber, uma vez que esta é preparada com água da nascente, água essa já vitalizada pelas energias da Terra (ver página 88). Porém, a razão pela qual escolheu a ornamental Cerato como planta medicinal, ninguém a sabe. Julian Barriard, autor de vários livros sobre as curas de Bach, propõe uma teoria interessante, segundo a qual a planta, simultaneamente, faz a pergunta e dá a resposta. Cerato é para aquelas pessoas que sofrem de incerteza! Remédios Florais em acção Quem não esteja familiarizado com os princípios da homeopatia, que as plantas medicinais até certo ponto imitam, pode ter dificuldade em aceitar o facto de com tão pouco se poder fazer tanto. Tal como temos tido oportunidade de ver até aqui, os Remédios Florais representam a energia das plantas e não quantidades mensuráveis de uma substância terapêutica. Por este facto, os mesmos podem ser descritos como uma forma de energia medicinal ou cura espiritual, acessível a qualquer pessoa. Os Remédios são preparados com plantas não venenosas e água pura e, por isso, tal como aconteceria com drogas ou medicamentos compostos de ervas, uma “overdose” seria perfeitamente inofensiva. Estes não criam dependência e podem ser tomados indistintamente por adultos, crianças ou mesmo recém-nascidos. Para além disso, muitos utilizadores das curas de Bach verificaram que os Remédios também podem ser benéficos para os animais, e até para as plantas, o que naturalmente acaba com o mito dos placebos frequentemente propagado pelos cépticos. Para podermos utilizar os Remédios Florais com êxito, precisamos de deixar de pensar em termos de sintomas físicos. Pelo simples facto de um determinado medicamento natural ter curado o eczema ou a ansiedade de um amigo, isso não significa que a mesma receita resolva o seu problema de pele. É importante escolher o Remédio, ou a combinação de Remédios, adequados às suas necessidades emocionais específicas. Como já vimos, Bach reconheceu trinta e oito flores com propriedades medicinais, uma para cada um dos estados de espírito negativos que correntemente ensombram a nossa percepção. Cada medicamento transpõe o aspecto negativo para o lado oposto ou positivo. Holly (Sagrado), 18
  • 17. por exemplo, é o medicamento ideal para os que sentem ódio, inveja ou suspeita. Uma dose deste remédio permite à pessoa dar sem ter que, obrigatoriamente, receber algo em troca e ainda ficar feliz com a felicidade dos outros. Consideremos ainda o tipo Vine: dominador, inflexível e, por vezes, excessivamente ambicioso. Uma dose deste Remédio fará transparecer o lado positivo de uma personalidade com estas características, que é própria de um líder duro mas gentil; um tipo de pessoa capaz de inspirar os outros. Analisemos um exemplo tirado da vida real. Quem mais, senão um utilizador habitual das curas florais de Bach, acreditaria que a delicada flor cor-de-rosa do Castanheiro Vermelho (Red Chestnut) poderia ajudar uma pessoa que está, habitualmente, demasiado preocupada com o bem-estar dos seus entes queridos? Ocorreu-me recentemente a energia específica que este Remédio transmite quando Mary veio ter comigo. Ela estava deprimida e ansiosa pelo facto de o seu sobrinho, Peter, um jovem soldado, estar a fazer a tropa no Golfo, durante a recente guerra. Ela temia pela sua segurança: “E se ele for morto? Como é que a minha irmã irá suportar a dor de o perder? Se ao menos eu o tivesse conseguido convencer a não se alistar... Ele deve sentir-se tão sozinho, tão assustado... O que poderei fazer para o ajudar?” Alguns dias depois de começar a tomar o Remédio, Mary telefonou- me a dizer que se sentia muito mais calma e, mais importante ainda, que tinha enviado, para o sobrinho, palavras encorajadoras de amor e segurança. “Ele afinal de contas é um homem” -- disse ela, -- logo, tem o direito de dar à sua vida o rumo que entender, por mais perigoso que seja.” Depois deu-se o caso de Mark, um homem tímido ao qual faltava confiança em si próprio e que previa, antecipadamente, a sua derrota permanente. A certeza desse seu fracasso estava enraizada e era reforçada por experiências passadas. Aos trinta e sete anos de idade, estava em vias de fazer o seu exame de condução, pela décima vez: “Não vale a pena” dizia ele, “eu não fui feito para conduzir, nunca vou conseguir passar. Nem sei porque continuo a gastar o meu dinheiro.” 19
  • 18. Mark é um exemplo típico do estilo de Larch. O aspecto inclinado e lânguido das raízes desta árvore espelha exactamente o tipo de características ao qual este remédio se destina - falta de confiança e desespero. Tenho de admitir que Mark não passou no tal teste de condução, mas dois meses mais tarde, estando já a tomar o Remédio havia duas semanas, conseguiu passar - o que constitui um milagre, tal como ele próprio explicou! Na maior parte das vezes, as pessoas não se incluem tão facilmente num só tipo de personalidade, tal como os exemplos anteriores sugerem. A maior parte dos casos necessita de uma combinação de Remédios Florais, para assim lidar com os vários aspectos negativos que predominam, especialmente em casos de profunda desarmonia física e emocional (ver Capítulos 3 e 6). Complementares e profilácticos Embora Bach fosse um idealista, não era irrealista. Por isso, terá sido o primeiro a utilizar outras formas de tratamento, sempre que necessário, como complemento dos Remédios Florais. A filosofia holística diz que o intelecto, o corpo e o espírito estão interligados e que o que quer que afecte um destes aspectos, afecta os outros também. É sabido que são poucas as pessoas que se ajudam a si próprias, vivendo uma vida o mais saudável possível. Uma pessoa que se alimente, apenas, com comida pouco saudável, fume demasiado e não se levante da cadeira, não pode esperar que os Remédios façam milagres a nível físico, muito embora eles consigam despertar nas pessoas o desejo de mudar de hábitos. No entanto, até o próprio Dr. Bach, ciente embora da importância de uma vida saudável e de uma boa dieta, nem sempre aderiu a este princípio. De facto, não seria exagero dizer que foi o seu próprio desleixo, decorrente do excesso de trabalho e de cigarros, que contribuiu para o seu fraco estado de saúde e morte precoce. Os Remédios Florais de Bach são um excelente complemento de todas as outras formas de tratamento, quer se trate da Alopatia (medicina ortodoxa), Homeopatia, curas com ervas, Acupunctura, Aromaterapia ou quaisquer outras. Funcionam a nível mental/espiritual sem interferirem 20
  • 19. nas outras curas destinadas ao corpo, reforçando, sim, essas formas de tratamento. Na minha experiência como terapeuta de aromas, os medicamentos naturais ajudam a libertar certos medos e tensões que, com frequência, se manifestam através de frio, dores e hiper- sensibilidade em certas áreas do corpo como os pés, o plexo solar, os ombros ou as nádegas. Os Remédios parecem acelerar os processos de cura, especialmente naquelas pessoas que não se conseguem desligar dos problemas. Os Remédios de Bach têm um papel muito importante na área do tratamento preventivo. É realmente muito melhor tomá-los como tal, em vez de esperar por estar doente. Estes Remédios ajudam- nos a lidar com os altos e baixos da vida. Agem sobre as emoções que, por seu turno, agem sobre o corpo. Se se tentar corrigir um estado de espírito negativo, será possível evitar uma perturbação física antes desta ter tempo de se manifestar como doença. Existem ainda mais Remédios por encontrar? Embora Bach achasse que o seu trabalho estava completo, seria irrealista pensar que não existem mais plantas de “nível superior”. Pode até já ter deparado com outros medicamentos naturais conhecidos por 11 essências florais”, preparados pelo método de Bach. Embora estes métodos sejam, sem dúvida alguma, eficazes, não devem ser confundidos com os Remédios Florais de Bach, nem com extracções aromáticas conhecidas como óleos de essências, também por vezes chamados “essências”, utilizadas na aromoterapia e na perfumaria. Algumas essências florais são baseadas em Remédios de ervanária: quer-se com isto dizer que, para além dos seus efeitos fisiológicos, se pensa que estas poderão também influenciar alguns estados de espírito. Os medicamentos de Bach lidam, única e exclusivamente, com estados de espírito negativos. Mimulus, por exemplo, embora tenha propriedades medicinais, se utilizado como chá de ervas ou como remédio homeopático, lida com o medo e a ansiedade, enquanto Remédio de Bach. Não tem qualquer tipo de influência directa no corpo. No entanto, ao transformarem o medo e a ansiedade nos seus pólos positivos de coragem e 21
  • 20. compreensão, uma cura a nível físico é bastante provável. Desta forma os Remédios de Bach, curam indirectamente o corpo. No primeiro contacto com o sistema de Bach, pode ser difícil aceitar que só existem trinta e oito estados de espírito negativos. Com certeza que deverá haver mais! Por exemplo, não existe nenhum medicamento específico para a fúria. De acordo com John Rainsell e Judy Howard do Centro de Bach, a fúria e outros estados de espírito não incluídos, são apenas “derivados” de outros mais importantes. São sentimentos que podem ser criados ou provocados por um sem número de problemas diferentes. Precisamos, então, de aprofundar mais as causas, começando por determinar como e porquê qualquer condição do intelecto se manifesta. A fúria é muitas vezes associada ao ódio e à inveja, mas pode também ser causada por uma frustração, preocupação, ressentimento ou qualquer outro tipo de condição mental. Precisamos, então, de perguntar a nós próprios ou à pessoa em tratamento, qual a causa da sua fúria? Por outras palavras: é aprofundando as causas da fúria de cada um que o Remédio, ou combinação de Remédios, se torna evidente. Embora eu por vezes utilize outras essências de flores, fico um pouco desorientada com um estado de espírito não “identificado”. Independentemente daquilo de que uma pessoa sofre, há sempre um Remédio Floral de Bach adequado à sua personalidade e padrão de comportamento em mudança. O treino em Terapia Floral de Bach Não há quaisquer qualificações profissionais na Terapia Floral de Bach. A maioria dos praticantes são especializados em qualquer outro tipo de terapia e utilizam os Remédios de Bach como complemento de outra cura qualquer. O Dr. Bach pretendia que o seu tratamento fosse uma medida simples e de auto-ajuda, ao alcance das pessoas dos diversos níveis sociais. Por essa razão os livros e panfletos existentes foram sempre considerados suficientes por si só. Os Remédios de Bach nunca são publicitados, mas no entanto há seminários e palestras organizados por pessoas cujo intuito é espalhar a ideia da sua existência. Poderá 22
  • 21. encontrar informações sobre essas palestras nos “placards” informativos de lojas de produtos naturais, clínicas naturistas e bibliotecas públicas. Se pretender estabelecer-se como praticante de curas com florais de Bach, seria muito vantajoso aprofundar os seus conhecimentos na área do aconselhamento e obter a respectiva qualificação. Não deixe de se informar sobre os cursos à sua disposição na área onde reside. Bach, o compositor, ou “Batch”? Visitantes de Mourit Vemon decerto já ouviram o nome do médico pronunciado como “Batch”. A família de Bach é oriunda do País de Gales onde a palavra bach tem o significado de “pequeno” ou “querido” e é pronunciado guturalmente, como acontece com o nome do compositor. No entanto, Bach iniciou a sua actividade médica em Inglaterra onde a maioria dos seus colegas estudantes eram ingleses e pronunciavam (ou deturpavam) o seu nome como “Batch”; e é assim que ele é conhecido desde então, pelo menos em Mount Vemon. Comprar os Remédios Os Concentrados bem como os Remédios podem ser adquiridos em diversas lojas de produtos naturais, farmácias homeopáticas ou nas ervanárias. 23
  • 22. COMO FUNCIONAM ESTES REMÉDIOS? Até há bem pouco tempo, uma explicação não esotérica do modo de actuar dos medicamentos seria perfeitamente inconcebível. De facto, os autores têm tentado manter-se afastados da dura luz das razões científicas, para assim se refugiarem nas suaves sombras da reflexão espiritual. Finalmente, no entanto, com o excelente “despertar” da ciência para a física quântica e o desenvolvimento da medicina dirigida para o corpo e para o intelecto, uma explicação equalizada poderá ser possível. Antes de começarmos a perceber como é que os remédios funcionam, precisamos de nos afastar dos preconceitos materialistas. Primeiro que tudo temos que acreditar na existência de uma única inteligência universal, ou energia vital. Em segundo lugar, temos de analisar o conceito, já antigo, de que o corpo não é uma estrutura sólida, mas sim um rio que está sempre em movimento. Em terceiro lugar, devemos analisar os componentes desse rio, ou seja, as partículas subatómicas, melhor conhecidas como energia, ou vibrações. Por fim, devemos analisar o mundo como um todo e apercebermo-nos de que, longe de sermos meros observadores do universo, somos na verdade parte integrante da sua malha”, uma parte vibrante do todo. 25
  • 23. A energia vital A doutrina do materialismo refere que o corpo e toda a vida em geral têm uma natureza bioquímica e que a realidade da mente não passa de uma projecção da matéria. Mas será que podemos reduzir o ser humano a um nível unicamente químico? Consideremos, por um momento, a espantosa coordenação e acção sinergética da nossa fisiologia. Temos tendência para ver o corpo como uma máquina composta por muitas partes e funções, operando em compartimentos separados, quando de facto, tal como os eco-sistemas terrestres, tudo está ligado por um elo invisível. Nós conseguimos, simultaneamente, respirar, comer, falar, pensar, digerir a comida, combater infecções, renovar as nossas células e fazer muitas mais coisas. As células sanguíneas, por exemplo, afluem para o local da ferida e começam a formar um coágulo. Estas células não se dirigiram para lá por acaso; elas “sabiam” para onde se dirigir e o que fazer quando lá chegassem. É um facto que qualquer actividade do organismo é activada por uma força “inteligente” e invisível; uma força que tem a ver com o nosso todo, a todos os níveis e não apenas a nível bioquímico. Segundo o físico Dr. Deepak Chopra, “é a inteligência que estabelece a diferença entre uma casa desenhada por um arquitecto e um monte de tijolos” ou, por assim dizer, depois da morte física os elementos químicos permanecem, mas há algo que desaparece. A escultura ou o rio? O filósofo grego Heraclito de Éfeso acreditava num mundo de eterna mudança ou de “transformação” permanente. Ele fez a seguinte interessante observação: “ninguém se pode banhar no mesmo rio duas vezes” (isto porque o rio está constantemente a correr). De igual modo, e de acordo com o Dr. Chopra, se conseguíssemos ver o corpo tal como ele é na realidade, nunca veríamos também o mesmo corpo duas vezes.
  • 24. Longe de ser uma “massa” sólida, o corpo está em constante mudança. O esqueleto, por exemplo, pode parecer sólido, mas os ossos que temos agora não são os mesmos que tínhamos há três meses atrás. As células do corpo estão constantemente a ser substituídas. Produzimos um fígado 26
  • 25. novo cada seis semanas, uma nova pele uma vez por mês e um novo revestimento do estômago de quatro em quatro dias. Aliás, noventa e oito por cento dos átomos existentes no nosso corpo não são os mesmos de há um ano atrás. Por isso, o corpo que nós vimos e tocamos é, nada mais nada menos, do que uma corrente de energia. Mas e o intelecto? Há muitos séculos que os filósofos têm vindo a contemplar a natureza do intelecto. Uns chegaram à conclusão de que o intelecto é um fenómeno separado da realidade física, um aspecto do espírito imortal de cada um. Outros decidiram que o intelecto é uma simples função do cérebro, uma ficção, utilizando o vocabulário médico. Embora nunca venhamos a conhecer a verdade absoluta, a física moderna tem começado a aproximar-se da natureza do intelecto. Na década de 70 ocorreram interessantes descobertas centradas em novos produtos químicos, chamados neurotransmissores e neuropeptídios. Na altura, estes produtos foram considerados revolucionários, pois provaram que os nervos não funcionavam electronicamente como um sistema de telégrafo, tal como se pensava na época, mas sim que os impulsos nervosos tinham uma origem química. Tal como foi dito pelo Dr. Chopra: “A chegada dos neurotransmissores marcou a interligação entre o intelecto e a matéria de uma forma muito mais móvel e fluente do que alguma vez tinha sido até então considerada: muito próxima do modelo de um rio. Ajudam também a preencher o abismo existente entre o intelecto e o corpo, um dos mais fascinantes mistérios com que o Homem se tem deparado desde a altura em que começou a considerar a sua própria existência. (’)” Surpreendentemente, parece que o pensamento não-material dá razão aos neuroquímicos. “Pensar” diz Chopra, “é produzir reacções químicas cerebrais, promovendo uma série de respostas pelo corpo todo”. Outra fascinante descoberta que vem dar razão à convicção de que o intelecto transcende a matéria” é o facto de receptores dos
  • 26. neuroquímicos poderem ser encontrados em várias partes do corpo, tal como na pele e células do sistema imunológico, chamadas monócitos. Estas células sanguíneas “inteligentes” circulam livremente pelo corpo todo, aparentemente enviando e recebendo mensagens tão diversas quanto aquelas que se encontram no sistema nervoso central. Isto significa que, 27
  • 27. quando estamos contentes, deprimidos, zangados, apaixonados ou sentindo o que quer que seja, produzimos químicos cerebrais em diversas partes do corpo, e essas partes ficarão igualmente contentes, deprimidas, zangadas ou apaixonadas. Ainda mais (como se isto não fosse suficientemente espantoso), sabe-se agora que a insulina, uma hormona normalmente associada ao pâncreas, é também produzida no cérebro, tal como os químicos cerebrais transferon e CCK são também produzidos no estômago. Sem dúvida, a fluente inter-relação mente-corpo, é uma realidade. Vibração Uma fórmula matemática muito conhecida, o Teorema de Bell, formulado em 1964 pelo físico irlandês John Bell, defende que a realidade do universo é um todo inter-relacionado, onde todos os objectos e acontecimentos reagem às mudanças. O astrónomo inglês Sir Arthur Eddington chegou ao ponto de concluir que é uma força inteligente que mantém unido o universo: “A natureza do mundo é a natureza mental”. Mais recentemente, teóricos como o físico inglês David Bolim, chegaram a uma conclusão semelhante: que existe um “campo invisível” mantendo toda a realidade unida, um campo que tem o dom de saber tudo aquilo que se está a passar em todo o lado, ao mesmo tempo. Este é o mundo mecânico dos “quanta”, um mundo para além do átomo, do protão, do electrão e do quark. Se estes podem ser divididos em partículas mais pequenas (pelo menos em teoria), então, ocupam espaço. O que quer que seja que molda o universo e lhe concede vida, é não-material e não ocupa espaço. Pensa-se então que o mundo dos “ quanta” subatómico é aquele que é composto por energia ou vibração e que é na assumpção deste facto que se dá a união entre ciência e misticismo. A física moderna, em sintonia com o misticismo oriental, vê o universo como uma teia de vida contínua, harmoniosa e vibrante. Abarcando o Todo Ao nível dos “quanta”, a matéria, desde a de um cristal à de um ser humano, é essencialmente energia ou vibração. Neste âmbito, não é feita 28
  • 28. qualquer distinção entre o animado e o inanimado, entre o espírito e a matéria. Nós vemo-nos separados das outras coisas porque diferentes tipos de matéria e de energia, tais como a água, a pedra e as formas de vida sensíveis, vibram em frequências diferentes. A energia do intelecto, por exemplo, vibra tão depressa que aparenta ser invisível, enquanto a pedra vibra tão devagar que a pessoa não se apercebe do seu dinamismo. Desta forma os humanos são “surdos” no que diz respeito a frequências altas e baixas, o que não significa que não possam ser afectados por elas. Segundo -o médico alemão Werner Heisenberg, se fizermos vibrar uma única teia cósmica, afectamo-las todas: “Desta forma o mundo parece-nos ser um complicado enredo de acontecimentos no qual diferentes aspectos se alternam, sobrepõem ou combinam, e assim determinam a textura do todo. (’)” Tomando tudo isto em consideração, podemos agora observar o modo de actuar dos Remédios Florais de Bach. Vibrações medicinais Bach acreditava que as plantas utilizadas na confecção dos remédios pertenciam a uma “ordem superior”. Ao contrário das ervas medicinais que vibram quase ao mesmo ritmo da matéria em si, os Remédios Florais estão em sintonia com as melhores frequências do intelecto e do espírito. Inundando o nosso campo de energia (ver página 3 1) com estas frequências superiores, todo o nosso ser (intelecto, corpo e espírito) se alinha com a corrente cósmica. As linhas discordantes das emoções negativas, as quais abrandam as nossas vibrações e nos fazem sentir menos bem, vão tomando uma forma harmoniosa. Tal como foi dito pelo próprio Bach: “O ser, humano volta a ser mais ele próprio exactamente na altura em que deixou de o ser.” Existem, no entanto, muito mais métodos de cura que funcionam a um nível subtil ou vibrátil: por exemplo a homeopatia, a cura espiritual, a cura por cores, a cura com cristais, a cura musical e a aromaterapia, 29
  • 29. embora esta última necessite de recorrer à massagem, para assim fazer realçar a etérea e vibrátil influência dos óleos de plantas aromáticas. Para podermos analisar melhor a eficácia das substâncias medicinais vibráteis, voltemos ao mundo da ciência. Embora o relato seguinte fale dos princípios da homeopatia, é também relevante para o modo de actuar dos Remédios de Bach, na medida em que estes são utilizados em quantidades infinitezimais. Em 1987, um imunobiólogo francês abalou os alicerces da teoria médica dos “não-quanta”, ao demonstrar que certas substâncias altamente diluídas podem ser tão potentes como grandes quantidades dessas mesmas substâncias. Em testes de laboratório, o Dr. Jacques Benveniste demonstrou que células vivas podiam ser influenciadas pelo imunoglóbulo E, em diluições tão fortes que seria pouco provável que uma molécula sobrevivesse”. Apesar de as descobertas de Benveniste terem desafiado as leis do materialismo, este repetiu a experiência 70 vezes e pediu a outros cientistas que a repetissem em Israel, no Canadá e em Itália. Todos chegaram à mesma conclusão. Embora as descobertas de Benveniste tivessem sido publicadas na edição de Junho de 1988 da revista inglesa Nature, os editores continuaram a afirmar o seu cepticismo. Benveniste deu crédito aos métodos homeopatas que implicam quantidades muito pequenas de substâncias antagónicas para curar o corpo. Um mês depois de publicados os resultados da experiência, a Nature enviou uma equipa de peritos a França, para observar as descobertas de Benveniste. Infelizmente este não foi capaz de obter os resultados previstos; umas tentativas resultaram, mas outras não. Rapidamente e sem mais delongas, a Nature condenou o trabalho de Benveniste, chamando-lhe uma “ilusão” e ignorando o facto de esse mesmo trabalho ter sido assinado por outros doze investigadores, em quatro países diferentes. Tendo em conta aquilo que já sabemos acerca da natureza do intelecto, será admissível que as vibrações negativas provenientes dos observadores cépticos, pudessem ter interferido nas tentativas? Por acaso, a Nature “esqueceu-se” de mencionar as tentativas que resultaram. Ao que parece, certos membros da medicina convencional estão bastante relutantes em entrar no reino da realidade quântica. 30
  • 30. A aura Como vimos atrás, os métodos vibráteis de cura, tal como a homeopatia e os Remédios Florais de Bach, actuam a um nível muito subtil. Muitos terapeutas ligados a estes remédios acham que o efeito de cura é accionado no campo de energia do homem, ou na aura, a qual rodeia e interpenetra a forma física. Neste campo, que é essencialmente uma forma de pensamento, o efeito de cura dos Remédios é absorvido “internamente”, a nível físico. Por outro lado, outras formas de cura, tais como ervas e drogas, agem de “dentro para fora”, podendo eventualmente afectar a aura. Embora a Física descreva a aura de uma forma diferente, de acordo com o seu próprio nível de percepção física, acredita-se, tacitamente, que a aura é uma emanação em arco-íris que rodeia o corpo (algumas pessoas mais sensíveis conseguem ver as suas cores). A aura é composta por um mínimo de três e um máximo de sete “camadas” de energia, cada camada vibrando numa frequência diferente. O corpo, ou matéria, vibra na frequência mais lenta ou densa, enquanto que o intelecto, tal como a electricidade, vibra muito mais rapidamente, razão pela qual raramente nos apercebemos da sualexistência. A parte do intelecto mais próxima do nível físico, emanando a cerca de dois centímetros e meio do corpo, é o chamado corpo etérico ou vital. É interessante sublinhar que o corpo etérico vibra a uma frequência que pode ser detectada por uma técnica de alta voltagem chamada fotografia de Kirlian. A informação adquirida por este processo mostra uma espécie de luminosidade e correntes de energia, vindas das mãos ou dos pés. Para um perito, estes esquemas reflectem o estado emocional e físico de um indivíduo e podem ser utilizadas como um instrumento de diagnóstico. Uma aura saudável funciona como um filtro, deixando apenas passar aquilo que for benéfico para a própria pessoa. Os Remédios Florais de Bach procuram harmonizar as subtis frequências de energia que se encontram dentro da aura, as quais podem ser enfraquecidas pelo stress e dificuldades da vida. Uma aura enfraquecida dará aso a doenças. Para intensificar a acção dos Remédios, podemos aprender a controlar e a fortalecer a nossa própria aura. Este é um excelente exercício, pois uma 31
  • 31. aura forte proteger-nos-á das influências mais diversas, desde os germes ao stress (ver Capítulo 7). Pelas suas próprias palavras Vamos concluir este capítulo com algumas citações retiradas do conciso trabalho de Bach, Heal ThyseIf. (1) “A doença nunca será curada ou erradicada pelos métodos materialistas actuais, pela simples razão de que a doença, na sua origem, não é material. “ “O outro grande princípio é a compreensão da União existente entre todas as coisas: que o Criador de tudo é o amor e que tudo aquilo de que temos consciência é, em todas as suas formas infinitas, uma manifestação desse amor.” “A Escola Médica do futuro não vai interessar-se grandemente pelos resultados e consequências da doença... mas, sabendo a verdadeira causa das perturbações e consciente de que os sintomas físicos são perfeitamente secundários, ela vai preocupar-se em promover a harmonia entre o corpo, o intelecto e o espírito, obtendo assim o alívio da doença.” 32
  • 32. APRENDER A RECEITAR Como já vimos, o princípio básico dos Remédios Florais de Bach é “tratar o paciente e não a doença”. O Dr. Bach acreditava firmemente que a doença física era o resultado da desarmonia entre o intelecto e o espírito. Em psicoterapia, o espírito é muitas vezes designado como o 11 eu superior”, omnisciência que se manifesta naquelas raras e preciosas ocasiões de inspiração e clareza; aqueles momentos de introspecção profunda sobre a verdadeira razão da nossa existência. O eu superior está consciente da nossa verdadeira missão na vida e procura realizá-la através do intelecto e das emoções: a personalidade. Contudo, a personalidade nem sempre se apercebe da existência do eu superior, razão pela qual, muitas vezes, não damos ouvidos à nossa “voz interior”. Vivemos apenas meio acordados, impulsionados pelas condições sociais e pelas nossas respostas, subjectivas, aos acontecimentos da vida. Como resultado disto, segundo Bach, em vez de sentirmos alegria, realização pessoal, sabedoria e coragem, sentimos apenas a desarmonia. Se pudéssemos agir totalmente em harmonia com o nosso próprio espírito ou eu superior (o qual, por seu lado, é já uma grande parte do Todo, abrangendo a humanidade, o planeta e o Cosmos), conseguiríamos atingir as nossas potencialidades máximas e sentir-nos verdadeiramente felizes. Onde houver uma lacuna entre o eu superior e a personalidade, há 33
  • 33. doença. O mais recente poder curativo dos Remédios Florais de Bach provém da sua capacidade de libertar o bloco de energia entre a personalidade e o eu superior. É desta forma que os Remédios ajudam a melhorar o aspecto físico da pessoa, sem o qual não poderia haver uma verdadeira cura. É claro que o corpo físico é uma parte que está interligada com o Todo corpo, intelecto e espírito. Daí a importância de estarmos conscientes das nossas necessidades a todos os níveis. Não devemos descurar o corpo com o intuito de atingirmos a espiritualidade nem, por outro lado, seguir a ideia de cuidarmos apenas da parte física/material, ignorando as nossas necessidades espirituais. O resultado seria um desequilíbrio de energias. Será certo, no entanto, dizer que algumas doenças têm uma origem puramente física - intoxicação alimentar, malária, febre tifóide e por aí em diante? A resposta será sim ou não dependendo do ponto de vista de cada um. No que nos diz respeito, e de um ponto de vista primário, a doença pode ter início a este nível e infiltrar-se até aos mais variados níveis do nosso Ser, chegando por fim ao nível mental e emocional. No entanto, e de acordo com a filosofia esotérica (que reflecte os princípios de Bach), a vida na terra é uma aprendizagem. O espírito escolheu aprender e crescer através da doença, do sofrimento, das desavenças, de defeitos congénitos, doenças mentais e pobreza. Logo, neste sentido, a verdadeira origem da doença e do sofrimento (até dos acidentes) é espiritual. A vida nunca teve como objectivo ser fácil - e essa é a lição mais difícil de aprender. Infelizmente, está para além da esfera deste pequeno livro aprofundar as causas e os motivos da filosofia esotérica. Por esta razão eu encorajo o leitor interessado a obter um exemplar do livro de Bach intitulado Heal ThyseIf. Receitar a si próprio Autoconhecimento Antes de começarmos a receitar para os outros, precisamos de adquirir algum autoconhecimento. Se você for terapeuta ou estiver de algum modo ligado ao “movimento de crescimento”, então terá consciência da 34
  • 34. importância do autoconhecimento como pré-requisito para compreender os outros. No entanto, o maior obstáculo desta tarefa é ser capazes de olhar para a outra pessoa sem nos deixarmos influenciar pelos nossos pró prios medos, pelas nossas experiências, condicionamentos sociais, crenças religiosas ou preconceitos. Muito poucos seres humanos chegam a atingir uma posição de não julgamento dos outros, mas podemos todos, pelo menos, tentar fazer o mesmo. Podemos começar por nos consciencializarmos dos nossos próprios bloqueios, condicionamentos e áreas de crescimento atrofiado. Este será o primeiro passo. O segundo passo será aplicar os Remédios Florais de Bach. Observe como se sente quando precisa de um Remédio em particular e como se sente depois de o tomar. Se a sua vida está estável, neste momento, então é óbvio que será mais difícil notar qualquer diferença em termos de perspectivas. Contudo, são poucas as pessoas que se encontram completamente isentas de conflitos interiores, por isso pode tentar receitar os Remédios de acordo com os sonhos que tem. O subconsciente nunca esquece os conflitos não resolvidos, embora o intelecto consciente o faça muitas vezes (ver “Análise dos sonhos” na pág. 38). Uma dificuldade comum na tarefa de autodiagnóstico, especialmente quando uma pessoa está a passar por uma crise, é a incapacidade da pessoa se “afastar de si própria” o suficiente para se aperceber de que Remédios Florais precisa. É aqui que um amigo ou um terapeuta floral de Bach poderá ajudar. Desabafar com uma pessoa compreensiva que se consegue relacionar connosco, é já uma parte muito importante do processo de cura e poderá fazer com que encontremos a nossa força interior. Reacções ao tratamento Durante as primeiras semanas de tratamento, as radiações das plantas podem abranger apenas as emoções superficiais, em vez dos medos e conflitos profundos, que são a causa do nosso estado físico e mental. No entanto, lidando com cada estado emocional novo que surja, bloqueios mais antigos poderão vir ao de cima e, eventualmente, sair cá para fora. Quando isto acontecer poderá sentir os sintomas físicos piorarem e experimentar maiores ou menores crises de consciência. 35
  • 35. Qualquer agravamento durará, apenas, alguns dias e deverá ser encarado como um sinal positivo, pois é a prova de que a pessoa escolheu o Remédio certo. Diz-se, por vezes, que “uma pessoa não pode fazer sair cá para fora o que não se encontre já lá dentro”, por isso tal reacção não é um efeito secundário, como acontece com as curas com drogas, mas uma indicação de que o seu corpo e mente se estão a corrigir e os Remédios Florais de Bach actuando como um catalisador, no processo. Deverá salientar-se que a intensidade da reacção parece ter a ver com a sensibilidade própria e com a abertura de cada um em relação à mudança. A maioria das pessoas passa por mudanças ténues durante algumas semanas ou meses, sentindo-se, no entanto, cada vez mais optimistas e capazes de lidar com os altos e baixos da vida. Se, no entanto, se sentir oprimido com as várias mudanças que estão a ocorrer no seu corpo e na sua mente, embora isto seja raro, deverá deixar de tomar os Remédios de Bach e procurar ajuda profissional de um terapeuta de Bach ou de um consultor bem formado na área do “crescimento pessoal”. Encontrar o Remédio certo No primeiro “encontro” com as descrições dos Remédios Florais no Capítulo 5, poderá sentir que precisa de todos eles! Bach fez questão de testar um composto dos trinta e oito medicamentos, mas não ficou satisfeito com o resultado. Descobriu que a vibração de uma só planta, bem escolhida, tinha um efeito mais profundo do que várias em conjunto, o que não obsta a que possa haver pessoas que, temporariamente, precisem de um composto de seis ou mais plantas. A melhor maneira de começar é registar os nomes dos Remédios de que pensa precisar e depois analisá-los bem, um a um, para decidir qual será o Remédio-Tipo e quais serão os Remédios de Apoio. Remédios-Tipo: o Remédio-Tipo é a flor vibrátil que corresponde por inteiro à sua personalidade. Poderá ser extrovertido, um líder nato e muito falador. Estas características sugerem Remédios como o Vine, Vervain e Impatiens. Se, por outro lado, você é calado e reservado, então precisaria de Remédios como o Mimulus, Centaury, ou Water Violet. Claro que a vibração de cada planta tem o seu aspecto positivo e nega- 36
  • 36. tivo. O lado positivo do Impatiens, por exemplo, é notório naqueles que, embora aprendam depressa, são pacientes e compreensivos com aqueles que não são tão espertos. Contudo, quando as vibrações do Impatiens começam a diminuir, o aspecto negativo deste tipo de personalidade torna-se evidente: impaciência e falta de tacto com aqueles que não são tão espertos como eles próprios. O Remédio-Tipo de uma pessoa pode, então, ser necessário em épocas intervaladas da vida de uma pessoa. Remédios de Apoio: os Remédios de Apoio destinam-se aos estados emocionais superficiais que não são característicos, mas sim temporários. Por exemplo, podemos guardar sentimentos de inveja ou ódio em relação ao novo companheiro de uma antiga namorada (Holly) ou sentir-mo-nos nervosos e apreensivos antes de um caso de tribunal (Mimulus). Curiosamente, Bach descobriu que o modo como a pessoa se comporta quando não se sente bem, é muitas vezes a chave para descobrir o seu Remédio-Tipo. Em geral, a maioria dos trinta e oito Remédios-Tipo pode ser utilizada como Remédios-Tipo ou Remédios de Apoio. Aprender a seleccionar os Remédios Não deverá ser muito difícil reduzir o número de remédios de que precisa para seis, mas se verifica que poderá vir a precisar de sete ou oito não deixe de os apontar, para não acontecer omitir uma das flores essenciais. Com o tempo, o processo de selecção tornar-se-á cada vez mais fácil. Os seguintes tópicos, testados e comprovados, ajudarão na sua familiarização com os Remédios Florais: 1. Tente “receitar” para personagens das telenovelas ou dos romances. As personagens de ficção são normalmente versões exageradas de pessoas verdadeiras, logo têm traços de personalidade muito bem definidos. Ou, para tornar as coisas um pouco mais difíceis, tente diagnosticar Remédios-Tipo para pessoas conhecidas da sociedade em que se insere: políticos, membros da Família Real ou pessoas da televisão, por exemplo. Observe, ainda, a sua própria família, amigos e vizinhos. 37
  • 37. 2. Faça uma retrospectiva da sua vida e tente identificar os diferentes estados emocionais que predominam em diferentes épocas. Como é que se sentiu no seu primeiro dia de escola, por exemplo? Sentia-se seguro e com confiança em si próprio, o líder do grupo (Vine)? Ou sentiu-se intimidado pela exuberância das outras crianças e consequentemente demasiado envergonhado para se juntar a elas (Mimulus)? E na sua vida amorosa? Era você a parte sempre rejeitada, o parceiro demasiado dominador que acabava com a alegria e espontaneidade de todas as relações (Chicory)? Ou você foi sempre a vítima, o escravo voluntário de uma personalidade mais forte e vincada (Centaury)? 3. Agora pense no presente. Pense na forma como reage a críticas; como reagiria se lhe faltasse dinheiro para pagar a conta no supermercado; como lida com a doença e com a dor. Observando as suas reacções face às situações da vida, depressa descobrirá o seu Remédio-Tipo. Análise dos sonhos Embora não seja um modo tradicional de aplicar os Remédios Florais de Bach, a experiência ensinou-me que os sonhos são um instrumento precioso para a terapia de Bach. É um método que tanto pode ser empregue num autodiagnóstico como, quando tiver já mais experiência, no diagnóstico de outrem. A maioria dos sonhos representa situações e padrões aguardando resolução e, ao contrário do que se possa pensar, os sonhos não costumam fornecer resoluções para os nossos problemas (embora já o tenham feito). Pelo contrário, eles põem questões e pedem respostas. Por isso, em vez de nos deixarmos inundar pelo simbolismo e interpretação dos sonhos, que podem ser muito ilusórios para os principiantes, concentremo-nos no sentimento e nas reacções, ou falta de reacções, que os seus sonhos lhe evocam e receite de acordo com elas. Por exemplo, você pode ficar chocado por uma expressão de inveja ou violência num sonho seu (Hollv), ou qualquer outro tipo de reacção forte, que raramente transparece quando você está acordado. É um facto que aquilo com que nós não lidamos na vida, aparecerá retratado nos nossos sonhos - sonhos repetidos são particularmente importantes para explicar este ponto. Da 38
  • 38. mesma forma, a falta de sono pode ser explicada pelo facto de a pessoa, inconscientemente, não querer lidar com certos problemas reprimidos que precisam de ser expressos. É interessante ver que, se as reacções que a pessoa tem nos sonhos forem parecidas com aquelas que tem quando está acordada, significa que já atingiu um certo nível de consciência de si própria. Se, por outro lado, as reacções forem muito diferentes, isto significa que há muita coisa reprimida que a pessoa tem de enfrentar. De igual modo, se você for apenas um espectador no mundo do sonho, não seria arriscar muito dizer que você será também um espectador na vida. Os Remédios Florais tendem a activar o mundo dos sonhos; daí ser importante anotar os seus sonhos durante o primeiro mês, enquanto estiver a tomar os medicamentos (receitados da forma habitual). Quando conseguir identificar temas ou emoções repetidas, estará pronto para começar um trabalho mais profundo com os Remédios. Poderá até “pedir” um sonho em particular antes de adormecer; o subconsciente, normalmente, obedece. Mantenha uma caneta e um bloco ao lado da sua cama e, assim que acordar (pois os sonhos esquecem-se muito rapidamente), escreva tudo aquilo de que conseguir lembrar-se sobre um sonho importante (não é preciso anotar todos). Se não conseguir lembrar-se do sonho em si, tente recordar-se daquilo que sentiu ou da disposição com que ficou. Depois, tente responder às perguntas que se seguem, que são baseadas no trabalho do terapeuta do sonho, Strephon Kaplan-Williams. Não se preocupe se não conseguir responder, integralmente, a todas as perguntas; responda somente ao máximo que conseguir. O objectivo do exercício é permitir que você encare os seus sonhos do ponto de vista de Bach: 1. Que estou eu a fazer e por que o faço? 2. O que preciso eu de enfrentar neste sonho? 3. Será que eu reagiria desta forma na vida real, ou estarei a reagir de uma forma muito diferente? 4. O que é que neste sonho tem a ver com outros sonhos que eu já tenha tido? 5. O que é que neste sonho tem a ver com o que se está a passar comigo ou com a minha vida presente? 39
  • 39. 6. Porque é que eu tive este sonho? Que será que eu preciso de encarar ou decidir? Considere o seguinte sonho, recordado por Sarah, uma mulher nos seus quarenta anos de idade e prestes a engrenar numa nova profissão de enfermeira psiquiátrica. Escolheu trabalhar com os Remédios Florais por razões de autoconhecimento. Curiosamente, Sarah tomava Larch devido à sua falta de confiança em si própria. Uma noite pouco antes de adormecer, pediu ao seu eu superior um sonho que lhe desse ideias sobre como resolver os seus problemas. O seu pedido foi-lhe plenamente concedido: “Eu tinha acabado de dar à luz um bebé indesejado. Pus a linda criança, sorridente, dentro de um carrinho, que arrumei em cima do roupeiro para não atrapalhar. A parteira veio examinar-me, mas eu sentia-me suja e envergonhada, pois não me lavava desde a altura em que dei à luz. Mas o sentimento de culpa foi mais forte e fez-me reagir. Corri para o quarto primeiro que a parteira e tirei o carrinho de cima do roupeiro, mesmo a tempo! Suspirei de alívio; o meu outro sentimento de culpa não tinha sido exposto! “ Qualquer psicanalista teria um dia em cheio com este sonho! No entanto, na terapia de Bach, os aspectos mais importantes dos sonhos são os sentimentos, acções e reacções das pessoas. Os Remédios Florais farão o resto, ou seja, eles accionarão o processo de cura, eliminando os sentimentos de culpa e de falta de higiene, que provêm da infância rígida e sexualmente reprimida de Sarah. Os medicamentos naturais escolhidos para este caso foram o Crab Apple para a falta de amor próprio e para a necessidade de limpeza e Pine para a culpa. Para terminar este assunto, a minha experiência pessoal diz-me que os Remédios de Bach parecem envolver a pessoa numa espécie de bola de cristal, que a protegerá de sonhos potencialmente aterradores. É como se os remédios viessem equipados com uma válvula de segurança psíquica! Receitar para os outros Quando tiver trabalhado com os Remédios durante algum tempo e conseguir receitar para si próprio, deverá ser capaz de receitar para a sua 40
  • 40. família e amigos. No entanto, alguns utilizadores da Terapia de Bach dizem que diagnosticar em nós próprios é por vezes mais difícil do que diagnosticar em pessoas que conhecemos bem. Isto ocorre porque, quando a pessoa está em crise, não é fácil ser objectiva consigo própria. Porém, diagnosticar numa pessoa completamente estranha requer muito mais perícia, razão pela qual vamos começar por esse nível. A consulta Um bom terapeuta é uma pessoa que conseguiu desenvolver duas características essenciais: a capacidade de se identificar com outra pessoa e a paciência de ouvir. Identificarmo-nos não é apenas pormo-nos no lugar da outra pessoa; é também a capacidade da pessoa se relacionar com a força interior da outra e com a sua própria. Ao fazê-lo, estamos a ajudar a pessoa a sair da sua negatividade, sem nos deixarmos envolver pelo seu sofrimento. É de importância vital distinguir o conceito de identificação e o de compaixão. A capacidade de identificação está bastante ligada ao nosso ser intuitivo, enquanto a compaixão está mais ligada ao nosso ser em desespero, daí esgotar a nossa energia emocional. Por isso, antes da consulta, deverá passar algum tempo a concentrar-se na ligação ao seu eu superior. (ver pág. 137). Ouvir, como terapeuta, é escutar a vários níveis. Escutamos com o intelecto as palavras que eles usam e a maneira como a sua história é relatada. Por exemplo: “Já tentei tudo, mas nada deu resultado” (Gorse); ou “Eu sei que foi tudo culpa minha; eu deveria ter sido mais compreensiva” (Pine). Será que eles falam numa voz baixa e ansiosa (Mimulus)? Ou será que eles se inclinam para a frente, agarram o seu braço e o 11 afogam” com a sua história, incluindo um relato gráfico de todas as suas doenças (Heather)? Devemos também escutar com os olhos, observando a linguagem corporal. Será que estão relaxados e confiantes, sentados confortavelmente na cadeira? Ou estarão meio sentados, batendo os dedos em cima da mesa? Acima de tudo deveremos escutar com a nossa intuição, com o nosso eu superior. É pelo facto de estarmos ligados a esta fonte de amor que 41
  • 41. somos capazes de ler nas entrelinhas”. Talvez haja algo nos seus olhos que demonstre dor, raiva, frieza ou medo, embora nesta fase não estejam conscientes de que albergam tais sentimentos. Se uma pessoa tem dificuldade em se expressar, conduza-a imperceptivelmente na direcção certa, perguntando-lhe sobre a sua infância, vida doméstica e por aí fora. Tente estabelecer a maneira como essa pessoa reage aos acontecimentos da sua vida. Por exemplo, se esta mencionar algum tipo de perturbação, um divórcio ou um caso amoroso acabado, tente descobrir como reagiu nessa altura. Se recorreu ao álcool, à comida em excesso, ou o contrário, à droga (incluindo calmantes receitados pelo médico e antidepressivos, ou ainda aos chamados “speeds”)? Quais as situações de que tem medo presentemente: uma operação iminente, o nascimento de uma criança, uma mudança de emprego, uma ida para outro país, a reforma? Por vezes as repercussões do choque podem ser tão retardadas, que só anos mais tarde se farão sentir - talvez disfarçadas de depressão, culpa ou medo. O trauma do aborto, um acidente de automóvel ou a morte de uma pessoa querida, podem ser algumas das razões para o estado emocional e físico, presente, de uma pessoa. Nestas circunstâncias receite sempre Star of Bethlehem para o choque e outros remédios para a depressão, medo e culpa, ou para os sintomas que se fizerem sentir. Curiosamente, o Dr. Bach verificou que, quando a pessoa parece precisar de muitos Remédios ou não se dá com o tratamento, Holly ou Wild Oat poderão ser os catalisadores necessários. A vibração de ambas as plantas “abrirá uma caixinha”, permitindo desta forma que uma série de emoções recalcadas venha ao de cima. Como resultado, deverá então ser mais fácil receitar de acordo com as emoções que agora se conhecem. Receite Holly quando a pessoa tiver uma natureza activa ou intensa e Wild Oat quando se tratar de pessoas mais passivas. Em doenças crónicas como a artrite e os eczemas, a análise dos sonhos pode revelar quais os sentimentos desagradáveis que se encontram na origem da doença. Os Remédios Florais, abarcando as emoções recalcadas, accionarão então o processo da verdadeira cura; mas é importante que a pessoa coopere a todos os níveis, buscando uma terapia adequada tal como a medicina com ervas ou a quiroprática e se infor- 42
  • 42. mem o melhor possível sobre a dieta a seguir, no caso da sua doença em particular. Enquanto a pessoa está a falar, não deixe de ir anotando todos os Remédios que lhe vão vindo à cabeça. No entanto, não deixe que o tirar de apontamentos se torne demasiado absorvente. É importante manter uma relação relaxante e igualitária, uma atmosfera de confiança durante a consulta. Pode sempre tirar apontamentos imediatamente a seguir, enquanto a história da pessoa ainda estiver fresca na sua memória. Quando conversar com a pessoa em questão sobre os Remédios Florais a utilizar, frise bem as qualidades ou virtudes que terão de ser alcançadas com eles. Por exemplo: em vez de dizer que o Gentian é para curar uma atitude de desconfiança, diga que este Remédio ajudá-lo-á a ter a certeza de que os seus problemas poderão ser ultrapassados. A minha prática inclui sempre “trabalhos para casa”, tais como exercícios de respiração, uma cassete de relaxamento, visualização, ou movimentos lentos de elasticidade para libertar a tensão física e emocional. Se houver muita falta de amor próprio, sugiro modos de fortificar o ego. Isto poderá incluir um banho aromático diário, com algumas gotas de Crab Apple adicionada aos óleos da aromaterapia; ou algo ainda mais simples, como comprar um pequeno presente para si próprio, de vez em quando: umas flores frescas, um pequeno cristal, fruta exótica, um postal bonito ou qualquer coisa do género. Finalmente a coisa mais difícil de aceitar, para um terapeuta, é que a pessoa possa não estar pronta para se desligar da sua doença, embora isto se passe a nível do subconsciente, o que não deverá ser encarado como uma falha de qualquer dos lados. A origem do seu sofrimento pode ser kármica, o que significa que o seu espírito escolheu a doença como meio essencial para o seu desenvolvimento. Nora Weeks, uma colega de longa data do Dr. Bach, diz daqueles que tomaram os Remédios antes de falecerem: “Bem, pelo menos morreram felizes”. Usos especiais dos Remédios Florais Gravidez As belas vibrações dos Remédios Florais são totalmente seguras e muito benéficas, tanto para a mãe como para o seu futuro filho. O mé- 43
  • 43. todo de diagnóstico e tratamento é igual ao de sempre. Os Remédios podem ajudar a minimizar a apreensão e o sofrimento dos períodos pré e pós-parto. Muitos praticantes sugerem um composto básico de Rescue Remedy e Walnut. Esta mistura pode ser tomada uns dias antes do dia previsto para o nascimento do bebé, durante o trabalho de parto e, pelo menos, durante um mês depois do parto para ajudarem a mãe e a criança a lidarem com as reacções e as mudanças. Tem havido casos em que as mães têm um parto rápido e fácil e uma boa recuperação devido ao facto de terem tomado o Rescue Remedy, pouco antes de dar à luz (1). Para além dos Remédios já mencionados, outros podem ser adicionados ou introduzidos em substituição, consoante o caso. Por exemplo: o Mimulus para o medo de dar à luz (ou em casos extremos o Rock Rose); e Impatiens para ajudar aquelas mães que se tornam inquietas e impacientes à medida que a data se vai aproximando, um estado de espírito muito comum, especialmente quando o bebé já vem atrasado. Durante o parto, outros medicamentos tal como o Oak, Hornbeam e Olive são os indicados se a mulher já estiver exausta e achar que já não consegue continuar; durante o período pós-parto, o Mustard, Gorse, Gentian, Sweet Chestnut ou Willow podem vir a ter um papel predominante no levantar da moral da mãe, sofrendo da depressão pós-parto. Bebés Poderá ficar surpreendido com o facto de ser relativamente fácil elaborar diagnósticos para bebés recém-nascidos, embora estes sejam incapazes de nos falar do seu estado de espírito, Por exemplo: o bebé Agrimony é normalmente feliz e palra, chega até a dar poucas preocupações, a não ser que algo de muito grave se esteja a passar; o bebé Chicory é muito exigente, querendo sempre atenção e detestando estar sozinho; o bebé Clematis mostra muito pouco interesse pelo que quer que seja, dormindo muito e, por vezes, tendo de ser acordado para as refeições; o bebé Mimulus é muito nervoso, assusta-se com os sons mais agudos e com movimentos bruscos, enquanto o bebé Impatiens, por seu turno, tem um certo mau-génio! Bach acreditava que, observando-se o tipo ou problema da personalidade do bebé, as disposições passageiras ou os estados de espírito 44
  • 44. negativos seriam facilmente contornados, antes de começarem a enraizar-se. Quando um espírito tem oportunidade de receber ajuda nesta altura, a sua passagem pela vida será muito mais fácil e feliz e menos conturbada a sua personalidade. Que belo pensamento! A dosagem é a mesma dos adultos, embora as mães recentes possam, também, tomar o Remédio (ver pág. 110) Crianças As crianças (tal como os animais) são motivo de alegria para os terapeutas de Bach, pois reagem rápida e eficazmente aos Remédios Florais. Isto porque a criança tende a expressar os seus sentimentos abertamente, pelo menos até à fase de consciência de si próprios, na adolescência. Os adultos, como é óbvio, não só são condicionados pela sociedade como também pelas suas reacções típicas aos altos e baixos da vida, particularmente a estes últimos. O sentimento de desespero torna-se, então, mais enraizado e por conseguinte mais difícil de ultrapassar. Primeiro, tente estabelecer o Remédio-Tipo da criança (se possível). Isto será feito em épocas intervaladas da infância e até à maturidade, a não ser que a personalidade mude radicalmente (o que não é um fenómeno desconhecido). A seguir estabeleça quais os remédios complementares. Por exemplo: Walnut, o remédio para a mudança e a transição será muito útil durante o período da puberdade. O Víne ajudará a transformar a energia agressiva do “brutamontes” da escola em qualidades mais positivas, dignas de um líder. Centaury, por outro lado, ajudará a vítima desse tal “brutamontes”! Holly ajudará a criança que tem ciúmes do seu irmão mais novo, enquanto a Rock Rose ou o Rescue Remedy dissiparão os seus pesadelos. Se os pesadelos da criança forem causados por uma recordação amarga e persistente, então deverá receitar Honeysuckle. Para o medo do escuro receite Mimulus; para medos vagos, de origem desconhecida, especialmente se acompanhados por suores frios e tremores, deverá receitar Aspen; para a criança que não tem sono ou é demasiado activa, receite Vervain; e para a criança mole ou apática, escolha Clematis. Finalmente, e não esquecendo a criança demasiado ansiosa e sofredora, aconselhe o Red Chestnut, para conseguir um sentimento de calma e positividade. 45
  • 45. Animais Tal como foi verificado através de vários estudos veterinários (’), os animais tendem a corresponder aos Remédios Florais mais rápida e, por vezes, mais profundamente do que os humanos. O diagnóstico é feito do modo habitual, embora a pessoa deva tentar identificar-se com o animal de modo a compreender o seu estado de espírito. O animal nervoso, por exemplo, que tende a saltar com medo do mínimo som ou de qualquer movimento brusco, precisa de Mimulus. Ao cão superpossessivo que põe o dono “doido” por andar sempre atrás dele, não faria mal um pouco de Chicory. O cão invejoso e desconfiado que ladra a toda a gente, precisará de Holly. O gato com nove vidas mas que foi já atropelado por um carro mais do que uma vez, precisa de Chestnut Bud para se conseguir que aprenda com erros passados... e por aí adiante. George MacLeod, uma das maiores autoridades do mundo na aplicação de medicamentos homeopáticos em animais, encoraja todos os seus colegas veterinários a utilizar o Rescue Remedy para tratarem os choques, acidentes, feridas, trabalho pré- cirúrgico e coisas do género. “O Dr. Bach foi um génio da medicina” diz ele. Plantas Sim, até as plantas se dão bem com os Remédios Florais de Bach; por exemplo, quando sofrem dos malefícios da peste ou quando são transplantadas. O Rescue Remedy é indispensável neste aspecto, seguido de Walnut e de Crab Apple (ver Capítulo 5). 46
  • 46. OS TRINTA E OITO REMÉDIOS O Dr. Bach agrupou os Remédios em sete categorias: 1. Para aqueles que sentem medo: Rock Rose, Mimulus, Cherry Plum, Aspen, Red Chestnut. 2. Para aqueles que sofrem de incerteza: Cerato, Scleranthus, Gentian, Gorse, Hornbeam, Wild Oat. 3. Para a falta de interesse pela realidade presente: Clematis, Honeysuckle, Wild Rose, Olive, White Chestnut, Mustard, Chestnut Bud. 4. Para a solidão: Water Violet, Impatiens, Heather. 5. Para aqueles demasiado sensíveis no que diz respeito a influências e ideias: Agrimony, Centaury, Walnut, Holly. 6. Para a desilusão e desespero: Larch, Pine, Elm, Sweet Chestnut, Star of Bethlehem, Willow, Oak, Crab Apple. 7. Para a preocupação exagerada com os outros: Chicory, Vervain, Vine, Beech, Rock Water. Para uma mais fácil consulta, os Remédios florais aparecem, neste capítulo, por ordem alfabética, estando cada um apresentado da seguinte forma: 47
  • 47. -Desenho e composição botânica; - Método de potenciação; - Estados de espírito negativos; - Uma descrição pormenorizada dos estados de espírito negativos; - Potencialidades positivas, após o tratamento; - Outras medidas de auto-ajuda; -A criança para a qual o medicamento é indicado. Os dois primeiros tópicos dispensam explicações, por isso consideremos o estado de espírito negativo. Trata-se de um sumário para facilitar o diagnóstico. Um relato mais pormenorizado vem a seguir, para verificar se escolheu ou não o Remédio certo. No entanto, a pessoa não tem de corresponder exactamente à descrição do Remédio para que este lhe seja adequado. É importante ter-se uma boa noção das várias personalidades do Remédio, juntamente com um pouco de intuição. Com a prática, rapidamente se tornará mais fácil apercebermo-nos do estado de espírito da pessoa e receitar de acordo com ele. As potencialidades positivas a seguir ao tratamento são, obviamente, a transferência final dos aspectos positivos do intelecto, que são trazidos ao de cima, libertos das correntes do medo, dúvida, raiva e incerteza. Seria irrealista, no entanto, sugerir que os Remédios Florais de Bach, por si só, conseguem em todos os casos tal transformação, especialmente se o problema tem uma origem demasiado profunda. Daí ser importante, no tratamento do próprio e de outrem, reconhecer as limitações de cada um e procurar ajuda profissional quando necessário, seja sob a forma de consulta, psicoterapia, ou até mesmo terapia física, tal como massagens, tratamentos com ervas ou tratamento ortodoxo. Tal como temos visto até aqui, os Remédios funcionam em harmonia com outro tipo de tratamentos, apressando o processo de cura. Outras medidas de auto-ajuda como o yoga, pensamento positivo, jardinagem, etc., são de aconselhar, sempre que possível, pois encorajam uma participação activa das pessoas na sua própria cura, um princípio muito importante da terapia holística. Qualquer uma destas actividades pode ser praticada ao mesmo tempo que (ou substituída pela) Análise dos Sonhos (ver Capítulo 3), ou pelas técnicas básicas de relaxamento
  • 48. 48
  • 49. e visualização, referidas no capítulo 7. Por vezes acontece que, quando a pessoa está a tomar mais do que um Remédio de cada vez (o que é muito comum), não há necessidade de recorrer a todas as medidas de auto-ajuda aconselhadas para cada um dos Remédios, em particular. Pratique apenas aquelas que achar mais úteis. Por vezes poderá ser difícil escolher entre dois remédios de essências parecidas (os Remédios para o medo: Aspen e Mimulus, por exemplo). Logo, por isto acontecer muitas vezes, foi feita uma comparação para esclarecer melhor o assunto. No caso das crianças, embora estas possam não ser muito diferentes de um adulto com a mesma disposição, é incluída uma pequena descrição, no final de cada esquema, para ajudar a elucidar e a elaborar um padrão. Note, por favor que, embora as Personalidades-Tipo dos Remédios sejam descritas como “ele” ou “ela”, todos os tipos de medicamentos se aplicam a ambos os sexos. Por fim, o Rescue Remedy é abordado na página 106. Este é um remédio de primeiros socorros, que reúne as seguintes plantas: Rock Rose, Clematis, Impatiens, Cherry Plum e Star of Bethlehem Agrimony Agrimonia eupatoria Agrimónia Esta planta tem uma leve penugem e está coberta de tufos de flores amarelas com um leve aroma. Cresce até uma altura entre os 30 e os 60 Nota: Os Remédios Florais de Bach são habitualmente conhecidos pela sua designação inglesa. Pareceu, no entanto, ao editor que seria útil incluir a designação latina, bem como o nome da flor em português (Nota do Editor). 49
  • 50. em. Pode ser facilmente encontrada e é normalmente vista em zonas com muita relva. É uma planta que aparece entre Junho e Agosto. Método de potenciação: o Sol. Estado de espírito negativo: tortura mental envolta numa fachada de alegria. O tipo de pessoa Agrimony é fácil de reconhecer. É o centro das atenções numa festa: o exuberante mas gentil brincalhão que nunca goza com ninguém, pois só ri de si próprio. E que mal tem isso? poder-se-á perguntar. Não teria mal nenhum se fosse verdadeiro; mas o tipo Agrimony é perito em utilizar a máscara da Comédia ou da Tragédia. A personalidade pública, alegre, é muito diferente da cara marcada pelo sofrimento, que só aparece em casa. Será muito raro o verdadeiro tipo de pessoa Agrimony procurar ajuda por sua própria iniciativa. Prefere continuar a actuar, para o resto do mundo e muitas vezes para si própria, fingindo que a vida lhe corre às mil maravilhas. Quando sozinho (situação que tenta evitar a todo o custo), tenta ignorar os pensamentos preocupantes que bombardeiam a sua consciência, mas com muito pouco êxito. São muitas as vezes em que não consegue dormir e poderá até recorrer ao álcool e à droga para escapar aos seus problemas. Apenas uma pessoa de quem goste e em quem confie terá alguma vez hipótese de conhecer a verdade -e será essa pessoa quem lhe dará o incentivo e onde, com alguma sorte, poderá encontrar o apoio de que tão desesperadamente necessita. Potencialidades positivas após o tratamento: a capacidade de encarar verdadeiramente a vida a rir, pois os problemas são agora vistos de um ponto de vista mais equilibrado, o de um optimista por natureza, que possui um dom inato para gerar a harmonia onde “mora” o desacordo. Outras medidas de auto-ajuda: dedique-se a aulas de relaxamento, yoga, Tal Chi, ou então obtenha uma cassete de relaxamento. Se existirem problemas relacionados com a bebida ou com droga, não deixe de procurar ajuda profissional. Recorra aos Alcoólicos Anónimos ou a um grupo terapêutico que tenha como objectivo ultrapassar
  • 51. 50
  • 52. a dependência da droga. Estes grupos não servem apenas para a dependência de drogas chamadas “recreativas”; oferecem também apoio às pessoas que estão dependentes de drogas originalmente receitadas pelo médico, tal como é o caso do Valium. Onde encontrar informações: procure nos anúncios dos jornais locais, ou nos placards de informação da sala-de-espera de um consultório, clínica ou até em bibliotecas públicas. A sua lista telefónica, local, pode ainda fornecer-lhe alguns contactos. A criança do Tipo Agrimony: esta criança pode parecer alegre por fora mas, tal como a sua mãe ou ama sabem tão bem, sofre por dentro. Confere-se uma grande importância à imagem que ela reflecte nos amigos, família e professores. Aspen Populus tremula Faia Preta Trata-se de uma árvore pequena, com cerca de 15 metros de altura, da família do grande choupo negro. Poderá ser encontrada em solos pobres e terra húmida. Floresce de Fevereiro a Abril. Método de potenciação: fervura. Estado de espírito negativo: medos inexplicáveis de origem psicológica, pesadelos, medo de um mal iminente. Comparação: compare com a Personalidade-Tipo Mimulus cujo medo é conhecido e de carácter circunstancial (medo de um caso que esteja pendente em tribunal, por exemplo). O tipo de pessoa Aspen é tal como a própria árvore que, sendo delicada, treme com a mínima brisa. Será uma pessoa muito sensível às más vibrações” de qualquer natureza, sejam elas a atmosfera “esquisita” 51
  • 53. de um prédio, ou o desagradável burburinho provocado por diferentes grupos de pessoas a falar ao mesmo tempo. Este tipo de pessoa será também perturbada pelas “sombras sinistras” que envolvam certos indivíduos que ela suspeite terem qualquer tipo de desequilíbrio mental; poderá ainda acordar durante a noite tremendo e suando, aterrorizada com a impressão de que algo de assustador se encontra atrás da porta. Embora se diga que os medos da Personalidade-Tipo Aspen provêm da mente, isto não quer obrigatoriamente dizer que estes sejam fantasias. Embora possa ser uma pessoa activa, em vez de se virar para os acontecimentos felizes da vida, tende a virar-se para as catástrofes: a queda recente de um avião ou a explosão de uma bomba, por exemplo. Potencialidades positivas após o tratamento: perda do medo através da noção de que o Guardião de cada um é o poder universal do Amor. Outras medidas de auto-ajuda: tente um controlo da aura (ver pág. 135). A prática regular desta técnica não diminuirá qualquer capacidade psíquica, mas servirá de protecção e de filtro contra pensamentos prejudiciais e influências de qualquer natureza. Mais importante ainda será o facto de permitir à pessoa ter muito mais controlo sobre aquilo que o destino lhe reservar. Escolha actividades ligadas à “realidade”, tais como jardinagem, caminhadas a pé, desporto, cozinhar, dar ou receber massagens - ou até assistir a um filme ou peça de teatro cómicos. Evite tudo aquilo que possa perturbar a mente, tal como filmes ou livros de terror; evite também tudo o que for tóxico, seja ingerir álcool ou fumar erva. Será também de evitar qualquer forma consciente de desenvolvimento psíquico, tais como práticas ocultas ou o yoga, a não ser que seja sob o olhar atento de um professor com experiência. A criança do Tipo Aspen: sofre de pesadelos reincidentes e pode até ser sonâmbula. Muitas das vezes exige uma luz acesa durante toda a noite. 52
  • 54. Beech Fagus sylvatica Faia Trata-se de uma árvore majestosa, que pode crescer até uma altura de cerca de 30 a 40 metros. As flores femininas e masculinas aparecem no mesmo ramo, formando uma borla em tons de roxo e castanho, assente num longo pé. Floresce entre Abril e Maio. Método de potenciação: fervura. Estado de espírito negativo: intolerância, espírito crítico e arrogância. Comparações: compare com a Personalidade-Tipo Vine, cuja necessidade principal é dominar; e com o Tipo Vervain, o fanático que não desiste e cujo objectivo é converter. A Personalidade-Tipo Beech absorve pouco daquilo que é bom ou bonito no mundo! Tem poucos amigos, pois a sua natureza hipercrítica e intolerante irrita os outros para além dos limites do razoável. Não vê qualquer virtude na diversidade da natureza humana, sendo o seu lema: “Por que razão não farão eles como eu faço?” O Tipo Beech várias vezes se esquece do facto de nem toda a gente nascer com os mesmos dons, nem pertencer à mesma classe social e cultural. Até os pequenos hábitos, gestos e maneiras dos outros se tornam irritantes, não tendo o “grau” de desagrado qualquer relação com a causa do desagrado em si, Lamentavelmente, a sua vida pode ter sido composta de ódio, humilhação e desilusão mal “digeridos”. Esta agressividade, que se manifesta muitas vezes em problemas de digestão, é projectada no mundo circundante, pois o Tipo Beech tem ainda de 53
  • 55. encontrar” os seus mais profundos sentimentos. Como resultado desta situação, é incapaz de penetrar nos sentimentos dos outros. Potencialidades positivas após o tratamento: tolerância e compreensão pelos sentimentos dos outros; a capacidade de ver o “bem” em tudo e em todos. Outras medidas de auto-ajuda: quando criticar os outros repare se são críticas generalizadas tais como “Ele é estúpido” ou “Ela é uma tonta”. Se assim for, transforme a crítica generalizada numa descrição específica de comportamento para que a frase “Ela é uma tonta” se transforme em “Ela dá gargalhadas quando está nervosa” ou “Ela é muito espampanante”, por exemplo. Depois, comece a procurar as qualidades positivas das pessoas. Como é que elas se relacionam com os filhos, vizinhos, colegas de trabalho e por aí adiante? Anote as qualificações e as capacidades dessas pessoas. O acto de, conscientemente, procurar traços positivos nos outros e de os reter pela escrita, vai contrariar a sua tendência natural de ver tudo e todos de um ponto de vista negativo. Comungue com a natureza, o mais que possa. Aprenda um desporto qualquer que acabe com a rigidez do corpo e da mente, tal como a dança, o yoga, Tai Chi e actividades do género. Procure alguma frivolidade na vida! A criança do Tipo Beech: pode estar a reflectir as atitudes dos pais (considere bem este aspecto), ou talvez se sinta inferiorizada por um companheiro mais velho, dominador ou mais popular. Centaury Centaurium erythi-aea Centáurea 54
  • 56. Tem uma altura variável entre os 5 e os 35 cm (dependendo do habitat). É facilmente encontrada em locais pobres, secos e com muita erva, não esquecendo as dunas. As pequenas flores de um rosa-vivo e com o formato das estrelas abrem apenas quando o Sol está a brilhar. Floresce entre Junho e Agosto. Método de potenciação: o Sol. Estado de espírito negativo: falta de força de vontade para recusar as ordens dos outros tornando-se, assim, facilmente manobrável. A pessoa cuja Personalidade-Tipo é o Centaury acredita que nasceu para servir. Sacrifica as suas próprias necessidades simplesmente para manter a paz e ser bem vista pelos outros. Pessoas do Tipo Vine ou Vervain darão conta dela num instante! O Tipo Centaury pode até desistir de casar e de ter a sua própria família, para cuidar de um parente idoso. Sente-se muitas vezes cansado, esgotado pelas solicitações dos outros, embora raramente se queixe, pois está resignado com a sua sorte. Lamentavelmente, um Centaury perde muitas das coisas boas da vida, especialmente a alegria e a excitação que a independência e a aventura por vezes nos fazem sentir. Caso chegue a casar, é provável que atraia um tirano. Mas por que razão terá escolhido uma existência de “gato-sapato”? Já foi posta a hipótese destas pessoas se ligarem a uma personalidade mais forte para evitar ter de passar pelo processo de crescimento que os levaria a ter de tomar as suas próprias decisões. No entanto, e tal como uma criança, a pessoa do Tipo Centaury submete-se, ainda que inconscientemente, a outra de carácter forte e com tendência para o abuso, por não se conseguir relacionar com a sua própria força interior. Potencialidades positivas após o tratamento: saber quando dar e quando se retrair: a habilidade de se misturar com os outros sem perder, no entanto, a sua própria identidade; viver a vida de acordo com a sua própria missão. Outras medidas de auto-ajuda: aprender uma arte marcial, como por exemplo o judo, que ajudará a cultivar a sua força interior, postura e autoconfiança; frequentar uma aula de afirmação
  • 57. pessoal. Pratique a visualização para fortalecimento da aura (ver pág. 135). 55
  • 58. A criança do Tipo Centaury: é calma, sensível e reage a estímulos. Quase não dá trabalho, mas poderá vir a ser “presa fácil de um brutamontes”. Cerato stigma Willmottiana Orelha de Rato Sendo a única planta cultivada utilizada no sistema de Bach, Cerato é um arbusto com flores, proveniente dos Himalaias, com cerca de 60 cm de altura. As bonitas e radiantes flores azuis, abrem em Agosto e em Setembro. Método de potenciação: o Sol. Estado de espírito negativo: falta de confiança em si mesmo para tomar as suas próprias decisões. Comparações: O Tipo Scleranthus está dividido entre duas possibilidades mas, ao contrário de Cerato, raramente aborrece os outros com a sua indecisão relativa às decisões triviais do dia a dia. O Scleranthus pode eventualmente tentar encontrar a resposta dentro de si. A pessoa do Tipo Cerato foi amaldiçoada com a incerteza. Muito embora seja intuitiva e possua um grande bom-senso, raramente ouve as opiniões da sua voz interior, não actuando por conseguinte segundo a sua própria vontade. Por isso põe a família e amigos “doidos” com os seus incessantes pedidos de opinião, ou de confirmação, acerca de tudo aquilo que faz. O Tipo Cerato não só é facilmente influenciado pelas opiniões alheias, como também poderá imitar a maneira de vestir, os gestos ou o “jeito” daqueles que admira, o que por vezes o leva a fazer “figura de parvo”. Tem, por vezes, momentos de clareza, durante os quais profere 56
  • 59. o seu lamento favorito: “Eu sabia que devia ter feito aquilo. Agora é tarde demais!” Ou, então, depois de ter aborrecido toda a gente que o rodeia, acabará por decidir fazer as coisas à sua maneira! Potencialidades positivas após o tratamento: confiança na sua própria capacidade de distinguir o bem do mal; facilidade em agir sem se deixar influenciar por quaisquer opiniões contrárias à sua resolução. Outras medidas de auto-ajuda: tente a visualização. Utilizando a técnica básica descrita no capítulo 7, concentre-se na ideia de “contactar” com o seu eu superior. Depois, em pensamento, imagine-se a tomar uma decisão e a agir segundo ela. Saiba que o resultado foi positivo e sinta-se feliz por isso. Uma prática regular deste tipo de visualização, poderá eventualmente levar a que os seus objectivos, neste campo, se realizem. Os sonhos também podem ajudar (ver Capítulo 3). A criança do Tipo Cerato: este estado de espírito, atrás referido, é mais provável ocorrer durante o período da adolescência. A criança do Tipo Cerato procura constantemente a aprovação dos outros (principalmente dos colegas) e insiste em usar a roupa que estiver mais na moda, quer lhe fique bem ou não! Não será má ideia deixar este jovem sair desta fase por sua própria iniciativa (pois é uma importante lição da vida). No entanto, se estiver ligado a “más companhias”, será a combinação de Cerato com WaInut que o ajudará a quebrar esses laços. Cherry Plum Prunus cerasifera Ameixoeira (vermelha) Trata-se de uma árvore pequena e sem espinhos que poderá crescer até uma altura de 6 a 8 metros. As flores são de um branco-"leite”, pouco maiores que as do abrunheiro (P. spinosa) com a qual é por vezes 57
  • 60. confundida. É muito comum no Sul de Inglaterra, sobretudo, onde é utilizada como arbusto de sebe. Dá flores desde o final de Fevereiro até princípios de Abril. Método de potenciação: fervura. Estados de espírito negativos: medo de perder a sanidade mental; explosões incontroladas de fúria. Cherry Plum vive num medo mórbido de estar a viver com tempo contado. Pensa que a qualquer momento pode perder a noção da realidade - o buraco, sem fundo, da loucura “abre-se” perante ela. Tem também o terrível impulso de fazer mal aos outros ou a si próprio. Os pensamentos de suicídio entram e saem da sua cabeça como uma ameaçadora maré negra. Mas, como se atingiu tal estado de desespero? Poderá ter havido um longo período de ansiedade ou desgosto e agora a pessoa depara- se com a iminência de um esgotamento nervoso. Ou então poderá ter gerido as dificuldades e atribulações da vida de uma forma aparentemente controlada e “digna”. Porém, a turbulência de emoções recalcadas provoca grande pressão e distorção; imagens e forças destrutivas acabam eventualmente por vir ao de cima. Cherry Plum deixa de ser capaz de aguentar e é então que o vulcão entra em erupção! No entanto, com um apoio emocional adequado, não serão causados danos irreparáveis, pois o tal vulcão é a sua válvula psíquica de segurança. A Personalidade-Tipo Cherry Plum está incluída no Rescue Remedy, para ataques violentos e histeria (ver pág. 108). Potencialidades positivas após o tratamento: a capacidade de lidar, espontaneamente e com muita calma, com grandes forças interiores, pois a angústia é curada pelas forças do espírito ou do seu eu superior já equilibradas. Outras medidas de auto-ajuda: se tiver pensamentos suicidas não hesite em procurar ajuda profissional. Telefone para os Serviços de Ajuda, tipo SOS Voz Amiga e/ou telefone para o seu médico. Informe-se sobre a psicoterapia, especialmente se Cherry Plum for o seu Remédio-Tipo. Em vez de virar a sua energia agressiva para dentro, aprenda a usá-la em seu proveito, recorrendo ao seu dinamismo para dar mais força
  • 61. 58