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A Origem

São tão antigos quanto a própria humanidade sendo que inicialmente suas primeiras formas de manifestação
teriam sido as contestações dadas pelas divindades, pela boca das pitonisas (adivinhas) e dos sacerdotes do
"paganismo", às consultas feitas diante de seus ídolos. Também se dava o nome de oráculo a uma figura ou
imagem que representava a divindade para a qual as respostas eram pedidas. O mais famoso dos oráculos era
o de Delfos; também eram renomados os de Claros, Ammon, Serapis, Heliópolis e alguns outros. Sábios da
Antigüidade, principalmente a grega, admitiam que os oráculos eram expressados por "demônios", palavra que
os antigos cristãos tomaram no sentido de "diabo" e não naquele de "gênio" ou "divindade", como deve ser
entendido.


Isto porque a palavra que deu origem, na terminologia atual a "demônios", deriva do grego Daimon ou
Daemon. Este termo não é o demônio ou o diabo, como entendem os autores eclesiásticos. Tal termo significa:
deus, divindade, gênio (bom ou mau), destino ou fortuna; e, no plural, sombras dos mortos, segundo obras
herméticas originais e nos clássicos antigos. O Daemon de Sócrates é a parte incorruptível do homem, ou
melhor, o verdadeiro homem interno, ou seja, o Ego racional divino.


Os daimons são os espíritos guardiões da raça humana, "aqueles que moram nas proximidades dos imortais e
dali velam pelos assuntos humanos", segundo a expressão de Hermes.


Com relação aos oráculos podemos afirmar que a maior parte deles tinha um caráter equívoco ou de
ambigüidade, de modo que, por seu duplo sentido, podiam ser interpretados de diversas maneiras, segundo foi
demonstrado em numerosos exemplos da História Antiga, como o expresso no seguinte verso latino: Credo
equidem Eacidas Romanos vincere posse, que tanto podia significar que os romanos podiam vencer aos
eácidos, como estes podiam vencer aos romanos. Não se deve confundir estes oráculos com as predições que,
durante o "furor profético", são feitas por algumas pessoas dotadas de alto grau de espiritualidade.


A Natureza da Profecia            – Como Funciona um Oráculo


Para melhor compreendermos o sentido da expressão oráculos, nos tempos modernos permita-me dizer-lhe,
que toda previsão é baseada no raciocínio, na análise de todas as causas possíveis e prováveis, daí chegando-
se a uma conclusão. No princípio você poderá sentir-se inclinado a rejeitar esta declaração mas permita-me
assegurar que ela é uma acurada representação do fato. E se você for paciente comigo, estou certo de que
concordará. Assim sendo, prossigamos.


Vivemos em Três Mundos

Todos os seres inteligentes, tanto os homens como também alguns dos animais superiores, vivem em três
mundos de tempo; o passado, o presente e o futuro. Naturalmente, o presente é óbvio. Algumas pessoas,
porém, pensam que vivemos somente no presente, o que, do ponto de vista evolutivo espiritual seria o ideal.
Entretanto, uma breve reflexão provará que tal não acontece. Na verdade, nós agimos somente no presente
mas, na memória, vivemos no passado. Na verdade, o pretérito exerce poderosa influência em nossa existência
presente porque nossos atos e os acontecimentos em que nos envolvemos anteriormente criaram esse nosso
presente. Nossos pensamentos de hoje e nossa inclinação para esta ou aquela linha de conduta são o produto
de todas as nossas experiências pregressas, até o momento da ação. Isto também acontece com cães, cavalos
e alguns outros animais que têm tido longa convivência com o homem. Pois recordam tanto as atenções como
as negligências de que foram alvo, e sua conduta é influenciada de conformidade com isso.


Da mesma forma, porém em menor escala, vivemos no futuro. Ele também exerce influência sobre as nossas
ações de hoje mas, naturalmente, não tão grande quanto a dos padrões de hábito estabelecidos no passado.
Lemos a previsão do tempo e decidimos que devemos levar um casaco ao sair de casa. Compramos um bolo
porque esperamos visitas para o jantar. Economizamos dinheiro para os dias que virão. Fazemos seguro de
vida e de propriedades. O futuro nos influencia de mil formas. E influencia também alguns animais. Não me
refiro ao cão que enterra um osso ou ao esquilo que armazena nozes. Estes são instintos básicos. Todavia, o
cão que vai até a parada de ônibus para encontrar o dono que volta do trabalho está pensando no futuro e, de
acordo com seus modestos limites, está profetizando.


Todo Mundo faz Pequenas Profecias

Todo e qualquer ato que praticamos, baseado em nossa estimativa de uma necessidade futura, constitui uma
pequenina profecia. Não é uma profecia no sentido clássico da palavra mas é um pré - julgamento do futuro
fundamentado na informação que atualmente temos e entendemos. Deixe-me dar-lhe alguns exemplos,
começando com o mais simples e gradualmente atingindo maior complexidade.


1.Um homem faz testamento. Ele não o faz na presunção de que morrerá. Está gozando de perfeita saúde e
não acredita que irá falecer no dia seguinte, ou dentro de um ano ou até mesmo de dez anos. Ainda assim, ele
está convencido de que num dado momento morrerá e está preparando seus negócios para enfrentar esta
inevitável (assim lhe parece) eventualidade. Portanto, ele olha para o futuro e espera a morte, porque todo
homem, no passado, morreu, e ele não pode pensar em si mesmo como exceção. No entanto, ele poderá ser.
Esse homem, então, está encarando uma certeza matemática, não uma certeza absoluta.


2. Um fazendeiro adia o plantio até a semana que antecede a lua cheia. Ele está olhando além, para uma
ocasião que considera mais propícia para plantar as sementes. Neste caso estão envolvidos dois julgamentos
antecipados:


         a) o de que a lua será cheia em certa data e


         b) o de que suas próprias experiências, e as dos outros, convenceram-no de que as sementes
         plantadas durante o quarto crescente se desenvolvem com maior rapidez e abundância do que
         aquelas semeadas em outras épocas. Aí existe a certeza matemática de que a lua será cheia na data
         prevista mas somente uma probabilidade de que a plantação florescerá conforme o esperado.


Não Há Certeza Quanto ao Futuro

Anteriormente falamos de "certeza" e insinuamos que não existe certeza quanto ao futuro. Aqui também
encontramos o que se chama "certeza matemática" e "probabilidade". "Certeza matemática" em geral significa
que, tanto quanto sabemos, nenhum fator divergente foi encontrado. Poderão existir tais fatores mas não se
manifestaram. "Probabilidade" é algo inteiramente distinto. Ela abrange uma ampla escala que vai desde o
"praticamente certo" até o "altamente possível".


Estas distinções podem parecer acadêmicas e sem importância, mas eu garanto que não o são. É essencial que
você entenda o modo como o futuro é considerado para que, quando fizer uso de nosso material, saiba o que
está fazendo e possa avaliar o que faz. Agora, aqui estão mais alguns exemplos.


3. Um vendedor comunica à sua companhia: "Espero ver Sr. João em São Paulo, na sexta-feira, a fim de tirar
um pedido". Ele falo pelo telefone, com o Sr. João e marcou uma entrevista para sexta-feira. Durante a
conversa o Sr. João mencionou que o artigo X faltava em seu estoque e perguntou se tinha havido alguma
alteração no preço. A declaração do vendedor, de que esperava tirar um pedido, baseia-se na informação que
obteve, informação que o seu escritório não possui. Assim, do ponto de vista de sua companhia, pode-se dizer
que ele está profetizando. Ele aventurou uma predição que provavelmente se tornará realidade - mas
possivelmente não.


4. Vem, então, o exemplo clássico do homem que está no telhado de um edifício alto, situado no cruzamento
de duas vias expressas. Lá de cima ele pode ver as vias expressas em quatro direções; contudo, por causa das
árvores e dos prédios, os motoristas que transitam nas vias podem ver apenas aquela em que estão viajando.


Observando dois carros que se aproximam em grande velocidade, um em linha reta contra o outro, ele diz, "Vai
haver uma colisão". Isso também é profecia. Ele possui um conhecimento que os condutores dos dois carros
não possuem, uma observação dos fatos num campo mais amplo do que aquele abrangido pela visão de
ambos.


Na verdade o acidente pode não ocorrer. Um dos motoristas, de repente, pode resolver tornar-se cauteloso ou
pode diminuir a marcha por alguma outra razão. Esta, porém, será uma decisão humana, ignorada pelo homem
do telhado.


Nos exemplos 3 e 4 a previsão não está fundamentada no conhecimento geral, como no caso da data da lua
cheia, mas apenas no conhecimento especial possuído somente pelo indivíduo que faz o prognóstico. Ele tira
conclusões e deduções baseadas apenas naquele conhecimento especial e, por meio delas, faz suposições sobre
o futuro.


Todos os Planos Contêm uma Estimativa do Futuro

Em certo grau pelo menos, alguma avaliação do futuro sempre entra em qualquer dos nossos planos e ações.
Não nos enganamos a nós mesmos. Sabemos que não estamos lidando com certezas, mas somente com
probabilidades. Estas, porém, variam do "altamente provável" até o "escassamente possível" e permitimos que
elas influenciem nossas ações de acordo com a estimativa que fazemos de suas probabilidades. Baseamos
essas avaliações na informação que possuímos e quanto mais informações temos à nossa disposição, mais
exato será o nosso prognóstico. Às vezes, uma pessoa muito cuidadosa sentará diante de uma escrivaninha e
anotará todos os prós e contras, antes de fazer um julgamento. A maioria de nós, porém, confia inteiramente
na velocidade de computador com a qual nossas mentes pesam esses prós e contras e chegam a conclusões.


O que foi dito refere-se a predições fundamentadas no conhecimento, obtido através de um ou mais dos
sentidos físicos e armazenado no cérebro. Contudo, freqüentemente agimos apoiados num conhecimento que
alcançamos de algum outro modo. Além da intuição, na qual muitos homens notáveis se apóiam firmemente, a
percepção extra - sensorial e as ligações telepáticas orientam muitos de nós até certo ponto, percebamos isso
ou não.
Há cinqüenta anos, esta declaração encontraria impiedoso ceticismo mas hoje, de todos os lados, existem
tantas provas destes talentos superfísicos que a maioria das pessoas está disposta a admitir-lhes a existência,
mesmo que elas próprias não os tenham percebido de modo consciente. E eu digo percebido "de modo
consciente", porque estas habilidades são parte do equipamento de todo ser humano e todos as utilizamos e
delas auferimos benefícios, em maior ou menor grau.


Como atuam os oráculos

Na mais clara interpretação da palavra, "profetizar" significa dizer ou descrever antecipadamente alguma coisa,
ação ou acontecimento do qual o profeta não tem nenhum conhecimento físico prévio. A palavra-chave aqui é
físico porque não é possível descrever alguma coisa a menos que você conheça algo sobre ela. O conhecimento
do verdadeiro profeta, ou oráculo, não é adquirido através dos cinco sentidos mas, sim, obtido de algum outro
modo. Existem vários desses "outros" modos porém, num sentido geral, podemos dizer que, quanto maior é o
número de causas que se podem observar, mais exata será a profecia. Em resumo, este "conhecimento" é um
juízo ou conclusão a que se chega por meio da observação das suas causas. Essas causas podem ser
observadas mais facilmente elevando-se a consciência até um determinado nível de percepção, o nível onde os
motivos se desenvolvem e de onde eles se precipitam nas ações humanas e nos eventos físicos.


Não é difícil atingir esse nível. A maioria de nós passa muito pouco tempo nele, às vezes dormindo, às vezes
sonhando com os olhos abertos. Usualmente, porém, trazemos de volta apenas impressões confusas, porque a
pessoa normal não possui a percepção e a discriminação requeridas para ali fazer boas observações.


Vem daí que com o tempo foram se desenvolvendo diversas outras formas oraculares além das pitonisas e
sacerdotes.


Entre elas podemos citar a observação dos astros (astrologia), a adivinhação por meio de observação das
condições atmosféricas (aeromancia), adivinhação por meio dos números (numerologia) e assim por diante.


Estas outras formas sugiram, para atender as necessidades daqueles que não tinham as condições de
discriminação tão desenvolvidas para a boa observação das previsões feitas através da mudança de níveis de
consciência.


Assim, através de uma percepção consciente feita observando-se as diversas formas oraculares era possível de
se fazer também uma previsão.


Com o passar do tempo mesmo estes oráculos foram ficando ininteligíveis para a maioria das pessoas
limitando-se assim também o seu uso, o que ocorre até hoje. Isto porque eles tem uma linguagem sismológica
própria a qual a maioria das pessoas não tem acesso. Em razão disso é que recomendamos a você, que esta
fazendo uso deste nosso modesto trabalho, que recorra em casos mais complexos ou de duvida a profissionais
sérios de cada um das formas por nós fornecidas.


Para você que vai fazer uso de uma dessas formas dissemos o que segue


Pré-Requisitos para uma boa utilização oracular

Existem alguns pré - requisitos essenciais para uma utilização de oráculo bem sucedida, tais são:


1 - Confiança. A confiança desenvolve-se por meio de repetidas experiências bem sucedidas. Inicialmente
confie em você mesmo e na sua capacidade de compreensão.


2 - Percepção focalizada. Procure focalizar sua atenção naquelas causas (e somente naquelas causas) que se
podem relacionar com o assunto com que você se ocupa no momento.


3 - Discernimento. Até mesmo depois de bem sucedido na tarefa de dissociar as causas primárias de todas as
outras, ser-lhe-á necessário assestar o foco do seu interesse sobre as mais significativas, aquelas de mais forte
impacto provável sobre o futuro, deixando que as outras se desvaneçam no cenário.


4 - Julgamento. Tendo, por meio do discernimento, selecionado as causas mais relevantes, é então necessário
que você chegue a uma conclusão ou forma de julgamento baseado nessas mesmas causas. Esta não é uma
tarefa simples porque, mesmo depois da prévia seleção e eliminação das menos importantes, ainda podem
existir alguns milhares de influências a ser consideradas no caso de um indivíduo, ou vários bilhões no caso de
uma nação.


Geralmente, ao encontrar-se face a face com este fato, você pode se deixa dominar pelo desânimo. Mas ele
não precisa sentir-se assim, pois a mente humana - não o cérebro, mas a mente - tem mais capacidade de
determinar e avaliar os fatos do que o mais avançado computador. Uma vez que o cérebro, com seu processo
silogístico de raciocinar, seja contornado pelo sono, transe, pelo hipnotismo ou por um ato de vontade, então
essa faculdade computatória da mente superior entra em ação. Ela registra, assimila e correlata em questão de
segundos todas as causas observadas e apresenta suas conclusões, quase sempre na forma de imagens mas às
vezes de maneira verbal, ao consciente do operador.


Nossa Proposta

Não estamos aqui com o objetivo de passar-lhes todos os conhecimentos e capacidades sobre os temas
apresentados, nem todas as informações mas sim dar-lhes condições de perceberem que os oráculos são reais
e funcionam, desde que acessados corretamente.


Eles são uma poderosa ferramenta, principalmente para o Auto-conhecimento.


Já, no que se refere a previsões, nunca se esqueça que temos o livre arbítrio, a capacidade da escolha fruto do
discernimento e que quanto mais fizermos uso dela mais evoluiremos em todos os aspectos de nossa vida.

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Origem dos Oráculos Antigos

  • 1. A Origem São tão antigos quanto a própria humanidade sendo que inicialmente suas primeiras formas de manifestação teriam sido as contestações dadas pelas divindades, pela boca das pitonisas (adivinhas) e dos sacerdotes do "paganismo", às consultas feitas diante de seus ídolos. Também se dava o nome de oráculo a uma figura ou imagem que representava a divindade para a qual as respostas eram pedidas. O mais famoso dos oráculos era o de Delfos; também eram renomados os de Claros, Ammon, Serapis, Heliópolis e alguns outros. Sábios da Antigüidade, principalmente a grega, admitiam que os oráculos eram expressados por "demônios", palavra que os antigos cristãos tomaram no sentido de "diabo" e não naquele de "gênio" ou "divindade", como deve ser entendido. Isto porque a palavra que deu origem, na terminologia atual a "demônios", deriva do grego Daimon ou Daemon. Este termo não é o demônio ou o diabo, como entendem os autores eclesiásticos. Tal termo significa: deus, divindade, gênio (bom ou mau), destino ou fortuna; e, no plural, sombras dos mortos, segundo obras herméticas originais e nos clássicos antigos. O Daemon de Sócrates é a parte incorruptível do homem, ou melhor, o verdadeiro homem interno, ou seja, o Ego racional divino. Os daimons são os espíritos guardiões da raça humana, "aqueles que moram nas proximidades dos imortais e dali velam pelos assuntos humanos", segundo a expressão de Hermes. Com relação aos oráculos podemos afirmar que a maior parte deles tinha um caráter equívoco ou de ambigüidade, de modo que, por seu duplo sentido, podiam ser interpretados de diversas maneiras, segundo foi demonstrado em numerosos exemplos da História Antiga, como o expresso no seguinte verso latino: Credo equidem Eacidas Romanos vincere posse, que tanto podia significar que os romanos podiam vencer aos eácidos, como estes podiam vencer aos romanos. Não se deve confundir estes oráculos com as predições que, durante o "furor profético", são feitas por algumas pessoas dotadas de alto grau de espiritualidade. A Natureza da Profecia – Como Funciona um Oráculo Para melhor compreendermos o sentido da expressão oráculos, nos tempos modernos permita-me dizer-lhe, que toda previsão é baseada no raciocínio, na análise de todas as causas possíveis e prováveis, daí chegando- se a uma conclusão. No princípio você poderá sentir-se inclinado a rejeitar esta declaração mas permita-me assegurar que ela é uma acurada representação do fato. E se você for paciente comigo, estou certo de que concordará. Assim sendo, prossigamos. Vivemos em Três Mundos Todos os seres inteligentes, tanto os homens como também alguns dos animais superiores, vivem em três mundos de tempo; o passado, o presente e o futuro. Naturalmente, o presente é óbvio. Algumas pessoas, porém, pensam que vivemos somente no presente, o que, do ponto de vista evolutivo espiritual seria o ideal. Entretanto, uma breve reflexão provará que tal não acontece. Na verdade, nós agimos somente no presente mas, na memória, vivemos no passado. Na verdade, o pretérito exerce poderosa influência em nossa existência presente porque nossos atos e os acontecimentos em que nos envolvemos anteriormente criaram esse nosso presente. Nossos pensamentos de hoje e nossa inclinação para esta ou aquela linha de conduta são o produto de todas as nossas experiências pregressas, até o momento da ação. Isto também acontece com cães, cavalos e alguns outros animais que têm tido longa convivência com o homem. Pois recordam tanto as atenções como as negligências de que foram alvo, e sua conduta é influenciada de conformidade com isso. Da mesma forma, porém em menor escala, vivemos no futuro. Ele também exerce influência sobre as nossas ações de hoje mas, naturalmente, não tão grande quanto a dos padrões de hábito estabelecidos no passado. Lemos a previsão do tempo e decidimos que devemos levar um casaco ao sair de casa. Compramos um bolo porque esperamos visitas para o jantar. Economizamos dinheiro para os dias que virão. Fazemos seguro de vida e de propriedades. O futuro nos influencia de mil formas. E influencia também alguns animais. Não me refiro ao cão que enterra um osso ou ao esquilo que armazena nozes. Estes são instintos básicos. Todavia, o cão que vai até a parada de ônibus para encontrar o dono que volta do trabalho está pensando no futuro e, de acordo com seus modestos limites, está profetizando. Todo Mundo faz Pequenas Profecias Todo e qualquer ato que praticamos, baseado em nossa estimativa de uma necessidade futura, constitui uma pequenina profecia. Não é uma profecia no sentido clássico da palavra mas é um pré - julgamento do futuro fundamentado na informação que atualmente temos e entendemos. Deixe-me dar-lhe alguns exemplos, começando com o mais simples e gradualmente atingindo maior complexidade. 1.Um homem faz testamento. Ele não o faz na presunção de que morrerá. Está gozando de perfeita saúde e não acredita que irá falecer no dia seguinte, ou dentro de um ano ou até mesmo de dez anos. Ainda assim, ele está convencido de que num dado momento morrerá e está preparando seus negócios para enfrentar esta inevitável (assim lhe parece) eventualidade. Portanto, ele olha para o futuro e espera a morte, porque todo
  • 2. homem, no passado, morreu, e ele não pode pensar em si mesmo como exceção. No entanto, ele poderá ser. Esse homem, então, está encarando uma certeza matemática, não uma certeza absoluta. 2. Um fazendeiro adia o plantio até a semana que antecede a lua cheia. Ele está olhando além, para uma ocasião que considera mais propícia para plantar as sementes. Neste caso estão envolvidos dois julgamentos antecipados: a) o de que a lua será cheia em certa data e b) o de que suas próprias experiências, e as dos outros, convenceram-no de que as sementes plantadas durante o quarto crescente se desenvolvem com maior rapidez e abundância do que aquelas semeadas em outras épocas. Aí existe a certeza matemática de que a lua será cheia na data prevista mas somente uma probabilidade de que a plantação florescerá conforme o esperado. Não Há Certeza Quanto ao Futuro Anteriormente falamos de "certeza" e insinuamos que não existe certeza quanto ao futuro. Aqui também encontramos o que se chama "certeza matemática" e "probabilidade". "Certeza matemática" em geral significa que, tanto quanto sabemos, nenhum fator divergente foi encontrado. Poderão existir tais fatores mas não se manifestaram. "Probabilidade" é algo inteiramente distinto. Ela abrange uma ampla escala que vai desde o "praticamente certo" até o "altamente possível". Estas distinções podem parecer acadêmicas e sem importância, mas eu garanto que não o são. É essencial que você entenda o modo como o futuro é considerado para que, quando fizer uso de nosso material, saiba o que está fazendo e possa avaliar o que faz. Agora, aqui estão mais alguns exemplos. 3. Um vendedor comunica à sua companhia: "Espero ver Sr. João em São Paulo, na sexta-feira, a fim de tirar um pedido". Ele falo pelo telefone, com o Sr. João e marcou uma entrevista para sexta-feira. Durante a conversa o Sr. João mencionou que o artigo X faltava em seu estoque e perguntou se tinha havido alguma alteração no preço. A declaração do vendedor, de que esperava tirar um pedido, baseia-se na informação que obteve, informação que o seu escritório não possui. Assim, do ponto de vista de sua companhia, pode-se dizer que ele está profetizando. Ele aventurou uma predição que provavelmente se tornará realidade - mas possivelmente não. 4. Vem, então, o exemplo clássico do homem que está no telhado de um edifício alto, situado no cruzamento de duas vias expressas. Lá de cima ele pode ver as vias expressas em quatro direções; contudo, por causa das árvores e dos prédios, os motoristas que transitam nas vias podem ver apenas aquela em que estão viajando. Observando dois carros que se aproximam em grande velocidade, um em linha reta contra o outro, ele diz, "Vai haver uma colisão". Isso também é profecia. Ele possui um conhecimento que os condutores dos dois carros não possuem, uma observação dos fatos num campo mais amplo do que aquele abrangido pela visão de ambos. Na verdade o acidente pode não ocorrer. Um dos motoristas, de repente, pode resolver tornar-se cauteloso ou pode diminuir a marcha por alguma outra razão. Esta, porém, será uma decisão humana, ignorada pelo homem do telhado. Nos exemplos 3 e 4 a previsão não está fundamentada no conhecimento geral, como no caso da data da lua cheia, mas apenas no conhecimento especial possuído somente pelo indivíduo que faz o prognóstico. Ele tira conclusões e deduções baseadas apenas naquele conhecimento especial e, por meio delas, faz suposições sobre o futuro. Todos os Planos Contêm uma Estimativa do Futuro Em certo grau pelo menos, alguma avaliação do futuro sempre entra em qualquer dos nossos planos e ações. Não nos enganamos a nós mesmos. Sabemos que não estamos lidando com certezas, mas somente com probabilidades. Estas, porém, variam do "altamente provável" até o "escassamente possível" e permitimos que elas influenciem nossas ações de acordo com a estimativa que fazemos de suas probabilidades. Baseamos essas avaliações na informação que possuímos e quanto mais informações temos à nossa disposição, mais exato será o nosso prognóstico. Às vezes, uma pessoa muito cuidadosa sentará diante de uma escrivaninha e anotará todos os prós e contras, antes de fazer um julgamento. A maioria de nós, porém, confia inteiramente na velocidade de computador com a qual nossas mentes pesam esses prós e contras e chegam a conclusões. O que foi dito refere-se a predições fundamentadas no conhecimento, obtido através de um ou mais dos sentidos físicos e armazenado no cérebro. Contudo, freqüentemente agimos apoiados num conhecimento que alcançamos de algum outro modo. Além da intuição, na qual muitos homens notáveis se apóiam firmemente, a percepção extra - sensorial e as ligações telepáticas orientam muitos de nós até certo ponto, percebamos isso ou não.
  • 3. Há cinqüenta anos, esta declaração encontraria impiedoso ceticismo mas hoje, de todos os lados, existem tantas provas destes talentos superfísicos que a maioria das pessoas está disposta a admitir-lhes a existência, mesmo que elas próprias não os tenham percebido de modo consciente. E eu digo percebido "de modo consciente", porque estas habilidades são parte do equipamento de todo ser humano e todos as utilizamos e delas auferimos benefícios, em maior ou menor grau. Como atuam os oráculos Na mais clara interpretação da palavra, "profetizar" significa dizer ou descrever antecipadamente alguma coisa, ação ou acontecimento do qual o profeta não tem nenhum conhecimento físico prévio. A palavra-chave aqui é físico porque não é possível descrever alguma coisa a menos que você conheça algo sobre ela. O conhecimento do verdadeiro profeta, ou oráculo, não é adquirido através dos cinco sentidos mas, sim, obtido de algum outro modo. Existem vários desses "outros" modos porém, num sentido geral, podemos dizer que, quanto maior é o número de causas que se podem observar, mais exata será a profecia. Em resumo, este "conhecimento" é um juízo ou conclusão a que se chega por meio da observação das suas causas. Essas causas podem ser observadas mais facilmente elevando-se a consciência até um determinado nível de percepção, o nível onde os motivos se desenvolvem e de onde eles se precipitam nas ações humanas e nos eventos físicos. Não é difícil atingir esse nível. A maioria de nós passa muito pouco tempo nele, às vezes dormindo, às vezes sonhando com os olhos abertos. Usualmente, porém, trazemos de volta apenas impressões confusas, porque a pessoa normal não possui a percepção e a discriminação requeridas para ali fazer boas observações. Vem daí que com o tempo foram se desenvolvendo diversas outras formas oraculares além das pitonisas e sacerdotes. Entre elas podemos citar a observação dos astros (astrologia), a adivinhação por meio de observação das condições atmosféricas (aeromancia), adivinhação por meio dos números (numerologia) e assim por diante. Estas outras formas sugiram, para atender as necessidades daqueles que não tinham as condições de discriminação tão desenvolvidas para a boa observação das previsões feitas através da mudança de níveis de consciência. Assim, através de uma percepção consciente feita observando-se as diversas formas oraculares era possível de se fazer também uma previsão. Com o passar do tempo mesmo estes oráculos foram ficando ininteligíveis para a maioria das pessoas limitando-se assim também o seu uso, o que ocorre até hoje. Isto porque eles tem uma linguagem sismológica própria a qual a maioria das pessoas não tem acesso. Em razão disso é que recomendamos a você, que esta fazendo uso deste nosso modesto trabalho, que recorra em casos mais complexos ou de duvida a profissionais sérios de cada um das formas por nós fornecidas. Para você que vai fazer uso de uma dessas formas dissemos o que segue Pré-Requisitos para uma boa utilização oracular Existem alguns pré - requisitos essenciais para uma utilização de oráculo bem sucedida, tais são: 1 - Confiança. A confiança desenvolve-se por meio de repetidas experiências bem sucedidas. Inicialmente confie em você mesmo e na sua capacidade de compreensão. 2 - Percepção focalizada. Procure focalizar sua atenção naquelas causas (e somente naquelas causas) que se podem relacionar com o assunto com que você se ocupa no momento. 3 - Discernimento. Até mesmo depois de bem sucedido na tarefa de dissociar as causas primárias de todas as outras, ser-lhe-á necessário assestar o foco do seu interesse sobre as mais significativas, aquelas de mais forte impacto provável sobre o futuro, deixando que as outras se desvaneçam no cenário. 4 - Julgamento. Tendo, por meio do discernimento, selecionado as causas mais relevantes, é então necessário que você chegue a uma conclusão ou forma de julgamento baseado nessas mesmas causas. Esta não é uma tarefa simples porque, mesmo depois da prévia seleção e eliminação das menos importantes, ainda podem existir alguns milhares de influências a ser consideradas no caso de um indivíduo, ou vários bilhões no caso de uma nação. Geralmente, ao encontrar-se face a face com este fato, você pode se deixa dominar pelo desânimo. Mas ele não precisa sentir-se assim, pois a mente humana - não o cérebro, mas a mente - tem mais capacidade de determinar e avaliar os fatos do que o mais avançado computador. Uma vez que o cérebro, com seu processo silogístico de raciocinar, seja contornado pelo sono, transe, pelo hipnotismo ou por um ato de vontade, então
  • 4. essa faculdade computatória da mente superior entra em ação. Ela registra, assimila e correlata em questão de segundos todas as causas observadas e apresenta suas conclusões, quase sempre na forma de imagens mas às vezes de maneira verbal, ao consciente do operador. Nossa Proposta Não estamos aqui com o objetivo de passar-lhes todos os conhecimentos e capacidades sobre os temas apresentados, nem todas as informações mas sim dar-lhes condições de perceberem que os oráculos são reais e funcionam, desde que acessados corretamente. Eles são uma poderosa ferramenta, principalmente para o Auto-conhecimento. Já, no que se refere a previsões, nunca se esqueça que temos o livre arbítrio, a capacidade da escolha fruto do discernimento e que quanto mais fizermos uso dela mais evoluiremos em todos os aspectos de nossa vida.