Lidando com o oraculo

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Lidando com o oraculo

  1. 1. A OrigemSão tão antigos quanto a própria humanidade sendo que inicialmente suas primeiras formas de manifestaçãoteriam sido as contestações dadas pelas divindades, pela boca das pitonisas (adivinhas) e dos sacerdotes do"paganismo", às consultas feitas diante de seus ídolos. Também se dava o nome de oráculo a uma figura ouimagem que representava a divindade para a qual as respostas eram pedidas. O mais famoso dos oráculos erao de Delfos; também eram renomados os de Claros, Ammon, Serapis, Heliópolis e alguns outros. Sábios daAntigüidade, principalmente a grega, admitiam que os oráculos eram expressados por "demônios", palavra queos antigos cristãos tomaram no sentido de "diabo" e não naquele de "gênio" ou "divindade", como deve serentendido.Isto porque a palavra que deu origem, na terminologia atual a "demônios", deriva do grego Daimon ouDaemon. Este termo não é o demônio ou o diabo, como entendem os autores eclesiásticos. Tal termo significa:deus, divindade, gênio (bom ou mau), destino ou fortuna; e, no plural, sombras dos mortos, segundo obrasherméticas originais e nos clássicos antigos. O Daemon de Sócrates é a parte incorruptível do homem, oumelhor, o verdadeiro homem interno, ou seja, o Ego racional divino.Os daimons são os espíritos guardiões da raça humana, "aqueles que moram nas proximidades dos imortais edali velam pelos assuntos humanos", segundo a expressão de Hermes.Com relação aos oráculos podemos afirmar que a maior parte deles tinha um caráter equívoco ou deambigüidade, de modo que, por seu duplo sentido, podiam ser interpretados de diversas maneiras, segundo foidemonstrado em numerosos exemplos da História Antiga, como o expresso no seguinte verso latino: Credoequidem Eacidas Romanos vincere posse, que tanto podia significar que os romanos podiam vencer aoseácidos, como estes podiam vencer aos romanos. Não se deve confundir estes oráculos com as predições que,durante o "furor profético", são feitas por algumas pessoas dotadas de alto grau de espiritualidade.A Natureza da Profecia – Como Funciona um OráculoPara melhor compreendermos o sentido da expressão oráculos, nos tempos modernos permita-me dizer-lhe,que toda previsão é baseada no raciocínio, na análise de todas as causas possíveis e prováveis, daí chegando-se a uma conclusão. No princípio você poderá sentir-se inclinado a rejeitar esta declaração mas permita-meassegurar que ela é uma acurada representação do fato. E se você for paciente comigo, estou certo de queconcordará. Assim sendo, prossigamos.Vivemos em Três MundosTodos os seres inteligentes, tanto os homens como também alguns dos animais superiores, vivem em trêsmundos de tempo; o passado, o presente e o futuro. Naturalmente, o presente é óbvio. Algumas pessoas,porém, pensam que vivemos somente no presente, o que, do ponto de vista evolutivo espiritual seria o ideal.Entretanto, uma breve reflexão provará que tal não acontece. Na verdade, nós agimos somente no presentemas, na memória, vivemos no passado. Na verdade, o pretérito exerce poderosa influência em nossa existênciapresente porque nossos atos e os acontecimentos em que nos envolvemos anteriormente criaram esse nossopresente. Nossos pensamentos de hoje e nossa inclinação para esta ou aquela linha de conduta são o produtode todas as nossas experiências pregressas, até o momento da ação. Isto também acontece com cães, cavalose alguns outros animais que têm tido longa convivência com o homem. Pois recordam tanto as atenções comoas negligências de que foram alvo, e sua conduta é influenciada de conformidade com isso.Da mesma forma, porém em menor escala, vivemos no futuro. Ele também exerce influência sobre as nossasações de hoje mas, naturalmente, não tão grande quanto a dos padrões de hábito estabelecidos no passado.Lemos a previsão do tempo e decidimos que devemos levar um casaco ao sair de casa. Compramos um boloporque esperamos visitas para o jantar. Economizamos dinheiro para os dias que virão. Fazemos seguro devida e de propriedades. O futuro nos influencia de mil formas. E influencia também alguns animais. Não merefiro ao cão que enterra um osso ou ao esquilo que armazena nozes. Estes são instintos básicos. Todavia, ocão que vai até a parada de ônibus para encontrar o dono que volta do trabalho está pensando no futuro e, deacordo com seus modestos limites, está profetizando.Todo Mundo faz Pequenas ProfeciasTodo e qualquer ato que praticamos, baseado em nossa estimativa de uma necessidade futura, constitui umapequenina profecia. Não é uma profecia no sentido clássico da palavra mas é um pré - julgamento do futurofundamentado na informação que atualmente temos e entendemos. Deixe-me dar-lhe alguns exemplos,começando com o mais simples e gradualmente atingindo maior complexidade.1.Um homem faz testamento. Ele não o faz na presunção de que morrerá. Está gozando de perfeita saúde enão acredita que irá falecer no dia seguinte, ou dentro de um ano ou até mesmo de dez anos. Ainda assim, eleestá convencido de que num dado momento morrerá e está preparando seus negócios para enfrentar estainevitável (assim lhe parece) eventualidade. Portanto, ele olha para o futuro e espera a morte, porque todo
  2. 2. homem, no passado, morreu, e ele não pode pensar em si mesmo como exceção. No entanto, ele poderá ser.Esse homem, então, está encarando uma certeza matemática, não uma certeza absoluta.2. Um fazendeiro adia o plantio até a semana que antecede a lua cheia. Ele está olhando além, para umaocasião que considera mais propícia para plantar as sementes. Neste caso estão envolvidos dois julgamentosantecipados: a) o de que a lua será cheia em certa data e b) o de que suas próprias experiências, e as dos outros, convenceram-no de que as sementes plantadas durante o quarto crescente se desenvolvem com maior rapidez e abundância do que aquelas semeadas em outras épocas. Aí existe a certeza matemática de que a lua será cheia na data prevista mas somente uma probabilidade de que a plantação florescerá conforme o esperado.Não Há Certeza Quanto ao FuturoAnteriormente falamos de "certeza" e insinuamos que não existe certeza quanto ao futuro. Aqui tambémencontramos o que se chama "certeza matemática" e "probabilidade". "Certeza matemática" em geral significaque, tanto quanto sabemos, nenhum fator divergente foi encontrado. Poderão existir tais fatores mas não semanifestaram. "Probabilidade" é algo inteiramente distinto. Ela abrange uma ampla escala que vai desde o"praticamente certo" até o "altamente possível".Estas distinções podem parecer acadêmicas e sem importância, mas eu garanto que não o são. É essencial quevocê entenda o modo como o futuro é considerado para que, quando fizer uso de nosso material, saiba o queestá fazendo e possa avaliar o que faz. Agora, aqui estão mais alguns exemplos.3. Um vendedor comunica à sua companhia: "Espero ver Sr. João em São Paulo, na sexta-feira, a fim de tirarum pedido". Ele falo pelo telefone, com o Sr. João e marcou uma entrevista para sexta-feira. Durante aconversa o Sr. João mencionou que o artigo X faltava em seu estoque e perguntou se tinha havido algumaalteração no preço. A declaração do vendedor, de que esperava tirar um pedido, baseia-se na informação queobteve, informação que o seu escritório não possui. Assim, do ponto de vista de sua companhia, pode-se dizerque ele está profetizando. Ele aventurou uma predição que provavelmente se tornará realidade - maspossivelmente não.4. Vem, então, o exemplo clássico do homem que está no telhado de um edifício alto, situado no cruzamentode duas vias expressas. Lá de cima ele pode ver as vias expressas em quatro direções; contudo, por causa dasárvores e dos prédios, os motoristas que transitam nas vias podem ver apenas aquela em que estão viajando.Observando dois carros que se aproximam em grande velocidade, um em linha reta contra o outro, ele diz, "Vaihaver uma colisão". Isso também é profecia. Ele possui um conhecimento que os condutores dos dois carrosnão possuem, uma observação dos fatos num campo mais amplo do que aquele abrangido pela visão deambos.Na verdade o acidente pode não ocorrer. Um dos motoristas, de repente, pode resolver tornar-se cauteloso oupode diminuir a marcha por alguma outra razão. Esta, porém, será uma decisão humana, ignorada pelo homemdo telhado.Nos exemplos 3 e 4 a previsão não está fundamentada no conhecimento geral, como no caso da data da luacheia, mas apenas no conhecimento especial possuído somente pelo indivíduo que faz o prognóstico. Ele tiraconclusões e deduções baseadas apenas naquele conhecimento especial e, por meio delas, faz suposições sobreo futuro.Todos os Planos Contêm uma Estimativa do FuturoEm certo grau pelo menos, alguma avaliação do futuro sempre entra em qualquer dos nossos planos e ações.Não nos enganamos a nós mesmos. Sabemos que não estamos lidando com certezas, mas somente comprobabilidades. Estas, porém, variam do "altamente provável" até o "escassamente possível" e permitimos queelas influenciem nossas ações de acordo com a estimativa que fazemos de suas probabilidades. Baseamosessas avaliações na informação que possuímos e quanto mais informações temos à nossa disposição, maisexato será o nosso prognóstico. Às vezes, uma pessoa muito cuidadosa sentará diante de uma escrivaninha eanotará todos os prós e contras, antes de fazer um julgamento. A maioria de nós, porém, confia inteiramentena velocidade de computador com a qual nossas mentes pesam esses prós e contras e chegam a conclusões.O que foi dito refere-se a predições fundamentadas no conhecimento, obtido através de um ou mais dossentidos físicos e armazenado no cérebro. Contudo, freqüentemente agimos apoiados num conhecimento quealcançamos de algum outro modo. Além da intuição, na qual muitos homens notáveis se apóiam firmemente, apercepção extra - sensorial e as ligações telepáticas orientam muitos de nós até certo ponto, percebamos issoou não.
  3. 3. Há cinqüenta anos, esta declaração encontraria impiedoso ceticismo mas hoje, de todos os lados, existemtantas provas destes talentos superfísicos que a maioria das pessoas está disposta a admitir-lhes a existência,mesmo que elas próprias não os tenham percebido de modo consciente. E eu digo percebido "de modoconsciente", porque estas habilidades são parte do equipamento de todo ser humano e todos as utilizamos edelas auferimos benefícios, em maior ou menor grau.Como atuam os oráculosNa mais clara interpretação da palavra, "profetizar" significa dizer ou descrever antecipadamente alguma coisa,ação ou acontecimento do qual o profeta não tem nenhum conhecimento físico prévio. A palavra-chave aqui éfísico porque não é possível descrever alguma coisa a menos que você conheça algo sobre ela. O conhecimentodo verdadeiro profeta, ou oráculo, não é adquirido através dos cinco sentidos mas, sim, obtido de algum outromodo. Existem vários desses "outros" modos porém, num sentido geral, podemos dizer que, quanto maior é onúmero de causas que se podem observar, mais exata será a profecia. Em resumo, este "conhecimento" é umjuízo ou conclusão a que se chega por meio da observação das suas causas. Essas causas podem serobservadas mais facilmente elevando-se a consciência até um determinado nível de percepção, o nível onde osmotivos se desenvolvem e de onde eles se precipitam nas ações humanas e nos eventos físicos.Não é difícil atingir esse nível. A maioria de nós passa muito pouco tempo nele, às vezes dormindo, às vezessonhando com os olhos abertos. Usualmente, porém, trazemos de volta apenas impressões confusas, porque apessoa normal não possui a percepção e a discriminação requeridas para ali fazer boas observações.Vem daí que com o tempo foram se desenvolvendo diversas outras formas oraculares além das pitonisas esacerdotes.Entre elas podemos citar a observação dos astros (astrologia), a adivinhação por meio de observação dascondições atmosféricas (aeromancia), adivinhação por meio dos números (numerologia) e assim por diante.Estas outras formas sugiram, para atender as necessidades daqueles que não tinham as condições dediscriminação tão desenvolvidas para a boa observação das previsões feitas através da mudança de níveis deconsciência.Assim, através de uma percepção consciente feita observando-se as diversas formas oraculares era possível dese fazer também uma previsão.Com o passar do tempo mesmo estes oráculos foram ficando ininteligíveis para a maioria das pessoaslimitando-se assim também o seu uso, o que ocorre até hoje. Isto porque eles tem uma linguagem sismológicaprópria a qual a maioria das pessoas não tem acesso. Em razão disso é que recomendamos a você, que estafazendo uso deste nosso modesto trabalho, que recorra em casos mais complexos ou de duvida a profissionaissérios de cada um das formas por nós fornecidas.Para você que vai fazer uso de uma dessas formas dissemos o que seguePré-Requisitos para uma boa utilização oracularExistem alguns pré - requisitos essenciais para uma utilização de oráculo bem sucedida, tais são:1 - Confiança. A confiança desenvolve-se por meio de repetidas experiências bem sucedidas. Inicialmenteconfie em você mesmo e na sua capacidade de compreensão.2 - Percepção focalizada. Procure focalizar sua atenção naquelas causas (e somente naquelas causas) que sepodem relacionar com o assunto com que você se ocupa no momento.3 - Discernimento. Até mesmo depois de bem sucedido na tarefa de dissociar as causas primárias de todas asoutras, ser-lhe-á necessário assestar o foco do seu interesse sobre as mais significativas, aquelas de mais forteimpacto provável sobre o futuro, deixando que as outras se desvaneçam no cenário.4 - Julgamento. Tendo, por meio do discernimento, selecionado as causas mais relevantes, é então necessárioque você chegue a uma conclusão ou forma de julgamento baseado nessas mesmas causas. Esta não é umatarefa simples porque, mesmo depois da prévia seleção e eliminação das menos importantes, ainda podemexistir alguns milhares de influências a ser consideradas no caso de um indivíduo, ou vários bilhões no caso deuma nação.Geralmente, ao encontrar-se face a face com este fato, você pode se deixa dominar pelo desânimo. Mas elenão precisa sentir-se assim, pois a mente humana - não o cérebro, mas a mente - tem mais capacidade dedeterminar e avaliar os fatos do que o mais avançado computador. Uma vez que o cérebro, com seu processosilogístico de raciocinar, seja contornado pelo sono, transe, pelo hipnotismo ou por um ato de vontade, então
  4. 4. essa faculdade computatória da mente superior entra em ação. Ela registra, assimila e correlata em questão desegundos todas as causas observadas e apresenta suas conclusões, quase sempre na forma de imagens mas àsvezes de maneira verbal, ao consciente do operador.Nossa PropostaNão estamos aqui com o objetivo de passar-lhes todos os conhecimentos e capacidades sobre os temasapresentados, nem todas as informações mas sim dar-lhes condições de perceberem que os oráculos são reaise funcionam, desde que acessados corretamente.Eles são uma poderosa ferramenta, principalmente para o Auto-conhecimento.Já, no que se refere a previsões, nunca se esqueça que temos o livre arbítrio, a capacidade da escolha fruto dodiscernimento e que quanto mais fizermos uso dela mais evoluiremos em todos os aspectos de nossa vida.

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