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DENOTAÇÃO X CONOTAÇÃO
DENOTAÇÃO CONOTAÇÃO
A palavra tem significado restrito. A palavra tem significado amplo, criado
pelo contexto.
O sentido da palavra é comum, o do
dicionário.
O sentido das palavras é carregado de
contexto emotivo, social, ideológico,
etc.
A palavra é utilizada de modo objetivo:
diz-se o que se quer dizer.
Utiliza-se a palavra de modo criativo,
artístico.
A linguagem é exata e precisa: o
objetivo é deixar claro o que está sendo
dito.
A linguagem é expressiva, possui mais
de um significado.
No terceiro quadrinho da primeira tirinha, é possível notar
um diálogo interessante entre os amigos Hagar e Eddie
Sortudo. A pergunta metafórica feita por Hagar ganhou
uma resposta inesperada, visto que seu amigo não
compreendeu o sentido conotativo empregado em sua
linguagem. A resposta “Você está aqui porque o dono do
bar deixa você pendurar a conta até o fim do
mês” também utiliza uma linguagem figurativa,
figurativa, pois “pendurar a conta” quer dizer, na verdade,
consumir e protelar o pagamento, certo?
Figuras de Linguagem
São recursos que tornam mais expressivas as
mensagens.
Subdividem-se em:
 figuras de som
 figuras de construção
 figuras de pensamento
 figuras de palavras.
FIGURAS DE S0M
Minha História
Chico Buarque
Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente, laiá,
laiá, laiá, laiá
Ele assim como veio partiu não se sabe prá onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
Esperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido, cada dia mais curto
(...)
http://letras.mus.br/chico-buarque/45147/
PRINCIPAIS
FIGURAS DE SOM
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
ALITERAÇÃO
Consiste na
repetição ordenada
de mesmo sons
consonantais
"Toda gente homenageia Januária na
janela."
(Chico Buarque).
ASSONÂNCIA
Consiste na
repetição ordenada
de sons vocálicos
idênticos
“Sou Ana, da cama / da cana, fulana, bacana
/ Sou Ana de Amsterdam.”
(Chico Buarque).
 - "Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral"
(Caetano Veloso - Araçá
Azul)
 Anule aliterações altamente abusivas
( manual de redação humorístico
(aliteração em A)
É a repetição de vogais na mesma frase.
Na publicidade
Ka/Ko –
aliteração e
assonância
Consiste na repetição de fonemas no início ou interior
das palavras.
 O rato roeu a roupa do rei de Roma.
 “Pedro Pedreiro penseiro esperando o trem/
Manhã parece, carece de esperar também/
Para o bem de quem tem bem de quem não
tem vintém”.Chico Buarque (várias figuras)
Aqui também há
assonância em E
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
PARANOMÁSIA
Consiste na
aproximação de
palavras de sons
parecidos, mas de
significados
distintos
“Berro pelo aterro pelo desterro / berro
por seu berro pelo seu erro / quero que
você ganhe que você me apanhe / sou o seu
bezerro gritando mamãe“
(Caetano Veloso)
Os ignor@ntes
Gilberto Dimenstein
TROCADILHOS
JOGOS DE PALAVRAS COM SONS PARECIDOS, MAS COM SIGNIFICADOS
DIFERENTES (TIPO DE PARANOMÁSIA), A FIM DE GERAR HUMOR,
REFLEXÃO, MAL ENTENDIDOS, ETC.
•"Exportar é o que importa“
(Delfim Netto)
•"Com os preços praticados em planos de saúde, uma simples fatura em
decorrência de uma fratura pode acabar com a nossa fartura.“
(Max Nunes)
TROCADILHOS EM IMAGENS
Já tive colheres de todas as cores.
TROCADILHOS EM IMAGENS
Reboque ≠ Reebok
TROCADILHOS EM IMAGENS
Estou de bacon a vida.
Os ignor@ntes
Gilberto Dimenstein
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
ONOMATOPEIA
Ocorre quando
uma palavra ou
conjunto de
palavras imita
um ruído ou
som.
"O silêncio fresco despenca das
árvores. / Veio de longe, das
planícies altas, / Dos cerrados onde
o guaxe passe rápido... / Vvvvvvvv...
passou."
(Mário de Andrade).
FIGURAS DE CONSTRUÇÃO
Compre dois sabonetes e ganhe grátis o terceiro.
Temos de encarar de frente as dificuldades.
Adamastor é nosso elo de ligação com aquela empresa.
Posso afirmar que escutei com meus próprios ouvidos
aquela declaração fatal.
As figuras de sintaxe ou de construção
dizem respeito a desvios em relação à
concordância entre os termos da oração, sua
ordem, possíveis repetições ou omissões.
PRINCIPAIS
FIGURAS DE CONSTRUÇÃO
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
ELIPSE
Omissão de termos que
podem ser
subentendidos
facilmente.
“Na sala, naquele instante, apenas
quatro ou cinco convidados.”
(omissão de havia)
ZEUGMA
Variedade de elipse;
omissão de termo
anteriormente expresso.
Ele prefere cinema; eu, teatro.
(omissão de prefiro)
INVERSÃO/ANÁSTROFE
Consiste na colocação
das palavras na frase na
ordem inversa.
“Tão leve estou que já nem sombra
tenho.”
(Estou tão leve que já nem tenho
sombra.)
HIPÉRBATO
É uma inversão mais
brusca da ordem
natural das palavras
numa oração ou das
orações num período.
“Ouviram do Ipiranga as margens
plácidas de um povo heroico o brado
retumbante.”
(A ordem natural ou direta seria: As
margens plácidas do Ipiranga
ouviram o brado retumbante de um
povo heroico.)
Ocorre quando há omissão de um termo, que fica
subentendido pelo contexto e que é facilmente identificado.
 À direita da estrada, sol, à esquerda, chuva.
(omissão da forma verbal estava: estava o
sol, estava chuva)
 " Na rua deserta, nenhum sinal de bonde."
(Clarice Lispector)
(omissão de não havia)
Omissão de um termo (verbo) já enunciado antes.
Pode-se considerar zeugma como uma forma de elipse.
 “Ele prefere um passeio pela praia; eu, cinema.”
(omissão de prefiro)
 "Levou seu retrato,
seu trapo,
seu prato,
que papel!
Uma imagem de São Francisco e um bom disco de
Noel"
(omissão de levou)
(A Rita – Chico Buarque de Holanda)
É a inversão da ordem natural (direta) dos termos na
oração, ou das orações no período.
 Viajam cansados os pescadores de ilusões.
( Os pescadores de ilusões viajam cansados)
 Acompanhando o som da torcida, dançava com
a bola o atleta.
(O atleta dançava com a bola acompanhando som da
torcida)
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
SILEPSE
(CONCORDÂNCIA
IDEOLÓGICA)
Faz-se a
concordância
com a ideia
subentendida
e não com a
palavra
expressa.
Silepse de Gênero
“A gente é obrigado a varrer até cair morto.”
A rigor, ”gente” é uma palavra do gênero
feminino no entanto, “obrigado” e “morto”
são dois adjetivos utilizados no gênero
masculino.
Silepse de Número:
“A gente somos inúteis.” (Ultraje a rigor)
A ideia plural de “gente” prevalece sobre o
ato de a palavra ser singular. O verbo,
concordando no plural, expressa isso.
Silepse de Pessoa
Os brasileiros concordamos com as
manifestações populares.
O verbo na 1ª pessoa do plural,
“concordamos", indica que aquele que fala
se inclui entre “os brasileiros".
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
PLEONASMO
Consiste numa repetição de
um termo, cuja finalidade é
dar reforço ao enunciado.
“Cura-te a ti mesmo.”
(Lucas 4:23)
ANÁFORA
É a repetição da mesma
palavra ou grupo de palavras
no princípio de frases ou
versos consecutivos
“Tende piedade, Senhor, de todas
as mulheres
Que ninguém mais merece tanto
amor e amizade
Que ninguém mais deseja tanta
poesia e sinceridade
Que ninguém mais precisa tanto
da alegria e serenidade”.
(Vinícius de Moraes)
FIGURAS
DE
PENSAMENTO
As figuras de
pensamento são
recursos de
linguagem que se
referem ao
significado das
palavras, ao seu
aspecto semântico.
Animação: Conflito na Palestina
Magnus Gjoen
PRINCIPAIS
FIGURAS DE PENSAMENTO
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
ANTÍTESE
Consiste na utilização de
dois termos que
contrastam entre si.
Ocorre quando há uma
aproximação de palavras
ou expressões de sentidos
opostos.
“O corpo é grande e a alma é pequena.”
"Quando um muro separa, uma ponte une.“
"Desceu aos pântanos com os tapires;
subiu aos Andes com os condores."
(Castro Alves)
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
PARADOXO
Consiste numa proposição
aparentemente absurda,
resultante da união de
ideias contraditórias.
Onde queres prazer sou o que dói,
(...)
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido sou herói.
(Caetano Veloso)
"Já estou cheio de me sentir vazio."
(Renato Russo)
Na relação antitética, os elementos contrastantes não são
simultâneos ou são vistos de um mesmo ângulo:
 A dor que ontem senti, transformou-se hoje em contentamento.
Observamos, nesse exemplo, que os elementos opostos, “dor” e
“contentamento”, não ocorrem ao mesmo tempo (como no paradoxo),
mas referem-se a passado e presente.
 Seu vestido branco destacava-se entre os trajes negros das outras
mulheres.
Nesse outro exemplo, o contraste entre claro e escuro está
relacionado a elementos diferentes, observados de um mesmo ponto.
Portanto, temos nos exemplos acima ANTÍTESES.
O paradoxo ou oxímoro é o constraste que se estabelece através de
dois pontos de vista simultâneos E existentes no mesmo indivíduo.
Esse contraste serve para destacar aspectos opostos que participam
de uma mesma situação complexa.
A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Figura que consiste no emprego de termos com sentidos opostos.
 " Tristeza não tem fim.
felicidade sim ...." (Vinícius de Moraes)
 " Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças". (Drummond)
 "Há de surgir uma estrela no céu cada vez que
você sorrir,
há de apagar uma estrela no céu cada vez que
você chorar" (Gilberto Gil)
É uma proposição aparentemente absurda, resultante da
reunião de idéias contraditórias.
 "Pra se viver do amor
Há que esquecer o amor."
(Chico Buarque de Holanda)
 No discurso, sindicalista afirmou que o operário
quanto mais trabalha mais tem dificuldades
econômicas.
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
EUFEMISMO
Consiste em empregar
uma expressão mais
suave, mais nobre ou
menos agressiva, para
comunicar alguma coisa
áspera, desagradável ou
chocante.
Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao
Senhor. (= morreu)
O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= roubou)
Fernando faltou com a verdade. (= mentiu)
FIGURA DEFINIÇÃO FRASES IRÔNICAS
IRONIA
Consiste em dizer o
contrário daquilo que
se pensa, com
intenções críticas.
Em dia de tempestades e
trovoadas o local mais seguro é
perto da sogra, pois não há raio
que a parta.
Quando eu estava no exército,
eles me deram uma medalha por
matar dois homens e me demitiram
por amar um.
Banksy - Happy choppersBanksy – Na Faixa de Gaza
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
HIPÉRBOLE
Trata-se de exagerar
uma ideia com
finalidade enfática.
“Neste semestre, quero morrer de estudar.”
Hipérbole em Nelson Rodrigues
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
PROSOPOPEIA/
PERSONIFICAÇÃO
Consiste em atribuir
a seres inanimados
predicativos que são
próprios de seres
animados.
O jardim olhava as crianças sem dizer nada.
Personificação da mesa.
FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO
GRADAÇÃO
(CLÍMAX /
ANTICLÍMAX)
É a apresentação de
ideias em progressão
ascendente (clímax)
ou descendente
(anticlímax)
FIGURAS DE PALAVRAS
Ocorrem sempre que uma palavra afasta-se do seu
significado normal, adquirindo outro (ou outros).
FIGURAS
DE
PALAVRAS
FIGURA EXEMPLO
METÁFORA
“Meu pensamento é um rio subterrâneo.”
"Olhou-a de um jeito muito mais quente do que
sempre costumava olhar.”
Metáfora ou Comparação Implícita
Consiste no emprego de uma palavra
ou imagem fora de seu sentido
normal, real, em razão de sua
semelhança.
É o emprego de um termo figurado por falta de um termo próprio
para designar determinadas coisas. É uma metáfora desgastada pelo
uso excessivo.
 Sentou-se no braço da poltrona para
descansar.
 Não me lembro do seu nome, mas ainda
vejo as suas eternas maçãs do rosto
avermelhadas.
 A asa da xícara quebrou-se.
•Usamos a catacrese em expressões como “orelha de
livro” ou “dente de alho”.
•O termo “engarrafamento”, usado para designar o
congestionamento de automóveis, ou o verbo “embarcar”,
usado no sentido de entrar no carro, no avião ou no trem,
são exemplos de catacrese.
Na expressão “casal gay”, curiosa porque “casal”, ao pé
da letra, é um par formado por macho e fêmea, apagou-se
o sentido de heterossexualidade e avivou-se o sentido de
par unido por laços de afetividade.
FIGURA EXEMPLO
METONÍMIA
a) O autor pela obra: Ler Jorge Amado.
Ter um Picasso em casa.
b) O produto pela marca: chiclete (por goma de
marcar); gilete (por lâmina de barbear)
c) A causa pelo efeito, ou vice-versa:
Viver para o trabalho. (Trabalho está por sustento)
d) O continente pelo conteúdo:
Bebi dois copos de leite. (Copos está por leite)
e) O instrumento pela causa ativa:
Ser uma pena brilhante. (Pena está por escritor)
f) A coisa pela sua representação:
Ser defensor intransigente do lar. (Lar está por
família)
FIGURA EXEMPLO
CATACRESE O pé da mesa estava quebrado.
ANTONOMÁSIA OU PERÍFRASE
Os quatro rapazes de Liverpool (em vez
de os Beatles)
O rei do futebol (Pelé)
SINESTESIA
O cheiro doce da madrugada invadia meu
quarto.
É o emprego de um termo figurado por falta de um termo próprio para
designar determinadas coisas. É uma metáfora desgastada pelo uso
excessivo.
 Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
 Não me lembro do seu nome, mas ainda vejo as suas eternas
maçãs do rosto avermelhadas.
 A asa da xícara quebrou-se.
 Usamos a catacrese em expressões como “orelha de livro”
ou “dente de alho”.
 O termo “engarrafamento”, usado para designar o
congestionamento de automóveis, ou o verbo “embarcar”,
usado no sentido de entrar no carro, no avião ou no trem, são
exemplos de catacrese.
Expressão que designa um ser através de alguma de suas características ou
atributos, ou de um fato que celebrizou.
Em termos gerais, perífrase designa qualquer sintagma ou expressão
idiomática (e mais ou menos óbvia ou direta) que substitui outra.
 A Cidade Luz continua atraindo visitantes do mundo todo.
(cidade luz = Paris)
 A Cidade Maravilhosa segue cheia de sol.
(cidade maravilhosa = Rio de Janeiro)
 O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente.
(povo lusitano = os portugueses)
Quando a perífrase indica uma pessoa,
recebe o nome de antonomásia.
 O Príncipe dos poetas também teve outras
atividades que o tornaram famoso; por exemplo: a
luta pelo serviço militar obrigatório.
(Príncipe dos poetas = Olavo Bilac)
 O Presidente dos Pobres suicidou-se em 1954.
(Presidente dos Pobres = Getúlio Vargas)
 "A dama do teatro brasileiro foi indicada para o
Oscar."
(dama do teatro brasileiro = Fernanda
Montenegro)
É uma espécie de metáfora que consiste na união de
impressões sensoriais diferentes.
 O cheiro doce e verde do capim trazia recordações da
fazenda, para onde nunca mais retornou.
(cheiro = sensação olfativa; doce = sensação
gustativa; verde = sensação visual)
 Um doce abraço indicava que o pai desculpara.
(doce = sensação gustativa; abraço = tátil)
 Dia de luz , festa de sol
Um barquinho a deslizar no macio azul do mar...
(O barquinho - Tom Jobim)
(azul = sensação visual; macio = sensação tátil)
Ocorre quando há uma interrupção da construção
sintática para se introduzir uma outra idéia.
 Umas moedas velhas caídas no fundo da
gaveta, nós descobrimos o seu valor depois
que o colecionador as quis comprar.
 Os nordestinos quando chegam, em família,
entre sacos e sacola, na estação central, eu
acho que merecem mais do que uma
reportagem: merecem um livro que conte a luta
e a resistência dessa brava gente.
EXERCÍCIOS DE CLASSE
01 – (ENEM 2012)
Aquele bêbado
— Juro nunca mais beber — e fez o sinal da cruz com os indicadores. Acrescentou: — Álcool. O
mais ele achou que podia beber. Bebia paisagens, músicas de Tom Jobim, versos de Mário
Quintana. Tomou um pileque de Segall. Nos fins de semana, embebedava-se de Índia Reclinada,
de Celso Antônio. — Curou-se 100% do vício — comentavam os amigos. Só ele sabia que andava
mais bêbado que um gambá. Morreu de etilismo abstrato, no meio de uma carraspana de pôr
do sol no Leblon, e seu féretro ostentava inúmeras coroas de ex-alcoólatras anônimos.
ANDRADE, C. D. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991.
A causa mortis do personagem, expressa no último parágrafo, adquire um efeito irônico no texto
porque, ao longo da narrativa, ocorre uma
A. metaforização do sentido literal do verbo “beber”.
B. aproximação exagerada da estética abstracionista.
C. apresentação gradativa da coloquialidade da linguagem.
D. exploração hiperbólica da expressão “inúmeras coroas”.
E. citação aleatória de nomes de diferentes artistas.
02 - (ENEM 2009)
Oxímoro, ou paradoxismo, é uma figura de retórica em que se combinam palavras de sentido
oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão.
(Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa)
Considerando a definição apresentada, o fragmento poético da obra Cantares, de Hilda Hilst,
publicada em 2004, em que pode ser encontrada a referida figura de retórica é:
A. “Dos dois contemplo
Rigor e fixidez.
Passado e sentimento
Me contemplam” p.91.
B. “De sol e lua
De fogo e vento
Te enlaço” (p. 101).
C. “Areia, vou sorvendo
A água do teu rio” (p. 93).
D. “Ritualiza a matança
de quem só te deu vida.
E me deixa viver
nessa que morre” (p. 62).
E “O bisturi e o verso.
Dois instrumentos
entre as minhas mãos” (p. 95).
À INSTABILIDADE DAS COUSAS DO MUNDO
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
tristes sombras morre a formosura,
Em continuas tristezas a alegrias,
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto, da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria, sinta-se triste.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
MATOS, Gregório de. Obra completa. São Paulo: Cultura, 1943.
03 –
Gregório de Matos deixou como legado uma obra poética que se insere no contexto barroco,
mas na qual podem ser percebidas influências clássicas, como a recorrência da estrutura do
soneto. O poema anterior, pertencente à chamada lírica-filosófica gregoriana, desenvolve
questões clássicas por meio de uma reflexão em torno da transitoriedade da vida e da
fragilidade da condição humana.
Os argumentos apresentados que constituem essa reflexão são construídos, principalmente,
por meio de
A. antíteses, que acentuam os contrastes da existência humana.
B. anáforas, que reiteram a questão da efemeridade da vida.
C. hipérbatos, que refletem o horror advindo do desconcerto do mundo.
D. ironias, que satirizam a condição de insegurança do ser humano.
04 –
Humor, acidez e crítica social na arte de rua de Banksy
Você pode não conhecer o seu nome, mas certamente já viu alguma imagem do artista londrino
Banksy. Espalhadas pelas ruas de Londres e de outras cidades ao redor do mundo, as obras de rua
do grafiteiro mais ilustre do planeta chamam a atenção não apenas pela qualidade dos seus
desenhos, mas também pelas fortes criticas sociais presentes em cada uma de suas obras.
Mas o que torna suas pinturas em stencil tão populares são as altas doses de acidez, humor e
engajamento social. De forma agressiva e sarcástica, Banksy provoca seus observadores e revela
uma realidade que muitas vezes é camuflada por alguns setores da sociedade.
Suas criticas vão desde a repressão ao homossexualismo, passando pela cultura de fabricação de
guerras para fins lucrativos, exploração do trabalho infantil e cultura do consumismo até os
problemas ambientais, como o aquecimento global.
Brutal, porém sutil, Banksy é daqueles que revela a verdade nua e crua – doa a quem doer. Seja
por meio da imagem da faxineira que esconde a sujeira debaixo do muro, do parlamento
composto por macacos ou das crianças que reverenciam a sacola plástica do supermercado, o
artista faz um alerta para a realidade da sociedade em que vivemos.
Disponível em: http://www.comunidadebancodoplaneta.com.br/profiles/blogs/humor-acidez-e-critica-social. Acesso em 23/07/2013
A seguir, observe uma das obras do grafiteiro Banksy.
http://www.politiquebec.com/showthread.php/517-les-pri%C3%A8res-de-la-droite-chr%C3%A9tienne. Acesso em 23/07/2013
Conforme apontado no texto “Humor, acidez e crítica social na arte de rua de Banksy” e na obra
de Banksy, acima reproduzidos, observa-se que o referido artista utiliza do humor, do sarcasmo
e de muita crítica social.
Na imagem anterior, o artista, além de se valer dos recursos argumentativos apontados,
emprega, sobretudo, a
A. antítese
B. sinestesia
C. hipérbole
D. ironia
E. gradação
05 - (ENEM)
Metáfora
Gilberto Gil
Uma lata existe para conter algo,
Mas quando o poeta diz: “Lata”
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo,
Mas quando o poeta diz: “Meta”
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe,
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta não discuta,
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora.
Disponível em: http://www.letras.terra.com.br. Acesso em: 5 fev. 2009.
A metáfora é a figura de linguagem identificada pela comparação subjetiva, pela semelhança ou
analogia entre elementos. O texto de Gilberto Gil brinca com a linguagem remetendo-nos a essa
conhecida figura. O trecho em que se identifica a metáfora é:
A. “Uma lata existe para conter algo”.
B. “Mas quando o poeta diz: ‘Lata’”.
C. “Uma meta existe para ser um alvo”.
D. “Por isso não se meta a exigir do poeta”.
E. “Que determine o conteúdo em sua lata”.
06- (UERJ - 2014)
Clara Gomes bichinhosdejardim.com
No diálogo das personagens da tira, há mais de uma ocorrência de paradoxo, ou seja, uma
combinação de termos ou expressões que se contradizem.
O melhor exemplo de paradoxo presente na fala de Joana é:
( A ) espaço virtual
( B ) só se eu falhar
( C ) rede antissocial
( D ) opiniões sem noção
07 – (ENEM)
O argumento presente na charge consiste em uma metáfora relativa à teoria evolucionista e ao
desenvolvimento tecnológico. Considerando o contexto apresentado, verifica-se que o impacto
tecnológico pode ocasionar:
A. o surgimento de um homem dependente de um novo modelo tecnológico.
B. a mudança do homem em razão dos novos inventos que destroem sua realidade.
C. a problemática social de grande exclusão digital a partir da interferência da máquina.
D. a invenção de equipamentos que dificultam o trabalho do homem, em sua esfera social.
E. o retrocesso do desenvolvimento do homem em face da criação de ferramentas como lança,
máquina e computador.
08 – (PUC – GO)
Berço
a mãe era um objeto estranho:
trazia um alfabeto sujo em sua língua
primeira
um perigo de doença no ar
que faltava
era sua tarefa insana ̶ esta sobra ̶
incabível e ineficaz. uma família
reacendendo ininterruptamente sobre um corpo raquítico
que nascia
̶ não nascia ̶
seu alfabeto sujo
andava às pressas
com o preço que se paga
com o corpo.
̶ meu filho ̶
é com o corpo que se paga
um ato plenamente corrupto
̶ que brota de minha voz ̶
falar ainda era isto.
LABANCA, Maraíza. Refratário. São Paulo: Scortecci, 2012.
No poema anterior, a voz poética aborda a temática do nascimento, representada
metonimicamente no título “Berço”, relacionando-a sobretudo com o(a)
A. vida e a morte.
B. saúde e a doença
C. corpo e a linguagem
D. pai e filho.
E. adulto e criança
09 - (UNIFOR CE/2012)
Valeu a pena esperar por você
Sentir meu peito acordar pra te ver
Sorrindo... chegando... invadindo...
Chamando meio sem querer, querendo
Só eu sei o quanto sou feliz
Foi por um triz que o destino me deu
Seu olho paralisado no meu
É só ficar do seu lado
Que o mundo melhora
É o amor que revigora a nossa canção
Pra você eu guardei essa minha paixão
Meu caminho em cada linha da sua mão
Pra você entreguei esse meu coração
Meu carinho só tinha de ser pra você
Valeu a pena esperar...
Por você
DUARTE, David. Valeu a pena esperar. In: Essencial. 2005. 1CD.
Em “Sorrindo... chegando... invadindo...”, tem-
se:
A. uma hipérbole.
B. uma prosopopeia.
C. uma metonímia.
D. uma catacrese.
E. uma gradação.
10 – (IBMEC/2012)
Ah, Scarlett, mulher sinestesia, seu nome tem o som da cor dos seus lábios: Scarlett, scarlet,
escarlate.
(Álvaro Pereira Júnior, em referência à atriz
Scarlett Johansson. Folha de São Paulo, 17/09/2011)
O que melhor explica o aposto “mulher sinestesia” atribuído à atriz é o(a)
A. jogo de palavras com apelo sonoro ao final do período.
B. enumeração ascendente que intensifica a ideia relacionada à cor vermelha.
C. junção de planos sensoriais diferentes numa só impressão.
D. modo exagerado e dramático como o autor se refere à beleza da atriz.
E. personificação dos lábios da mulher, atribuindo-lhe vida própria.
X
07 - (UFG GO)
01 - (UFG GO)
O humor da charge é criado por meio de uma ironia que incide sobre um argumento que
não se sustenta.
Que argumento é esse? Explique por que esse argumento não se sustenta.
É o argumento do absurdo, de derrubar a casa de alguém em favor da construção de um
estádio de futebol sem que se tenha uma compensação justa. Esse argumento não se
sustenta porque é proposto ao personagem que ele perca sua casa para ganhar uma
possibilidade de trabalho informal, com baixas possibilidades de remuneração e que
exige muito esforço físico.

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Figuras de linguagem 2020

  • 1.
  • 3. DENOTAÇÃO CONOTAÇÃO A palavra tem significado restrito. A palavra tem significado amplo, criado pelo contexto. O sentido da palavra é comum, o do dicionário. O sentido das palavras é carregado de contexto emotivo, social, ideológico, etc. A palavra é utilizada de modo objetivo: diz-se o que se quer dizer. Utiliza-se a palavra de modo criativo, artístico. A linguagem é exata e precisa: o objetivo é deixar claro o que está sendo dito. A linguagem é expressiva, possui mais de um significado.
  • 4. No terceiro quadrinho da primeira tirinha, é possível notar um diálogo interessante entre os amigos Hagar e Eddie Sortudo. A pergunta metafórica feita por Hagar ganhou uma resposta inesperada, visto que seu amigo não compreendeu o sentido conotativo empregado em sua linguagem. A resposta “Você está aqui porque o dono do bar deixa você pendurar a conta até o fim do mês” também utiliza uma linguagem figurativa, figurativa, pois “pendurar a conta” quer dizer, na verdade, consumir e protelar o pagamento, certo?
  • 5. Figuras de Linguagem São recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em:  figuras de som  figuras de construção  figuras de pensamento  figuras de palavras.
  • 6. FIGURAS DE S0M Minha História Chico Buarque Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente, laiá, laiá, laiá, laiá Ele assim como veio partiu não se sabe prá onde E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe Esperando, parada, pregada na pedra do porto Com seu único velho vestido, cada dia mais curto (...) http://letras.mus.br/chico-buarque/45147/
  • 8. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO ALITERAÇÃO Consiste na repetição ordenada de mesmo sons consonantais "Toda gente homenageia Januária na janela." (Chico Buarque). ASSONÂNCIA Consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos “Sou Ana, da cama / da cana, fulana, bacana / Sou Ana de Amsterdam.” (Chico Buarque).
  • 9.  - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral" (Caetano Veloso - Araçá Azul)  Anule aliterações altamente abusivas ( manual de redação humorístico (aliteração em A) É a repetição de vogais na mesma frase. Na publicidade Ka/Ko – aliteração e assonância
  • 10. Consiste na repetição de fonemas no início ou interior das palavras.  O rato roeu a roupa do rei de Roma.  “Pedro Pedreiro penseiro esperando o trem/ Manhã parece, carece de esperar também/ Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém”.Chico Buarque (várias figuras) Aqui também há assonância em E
  • 11. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO PARANOMÁSIA Consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de significados distintos “Berro pelo aterro pelo desterro / berro por seu berro pelo seu erro / quero que você ganhe que você me apanhe / sou o seu bezerro gritando mamãe“ (Caetano Veloso)
  • 12. Os ignor@ntes Gilberto Dimenstein TROCADILHOS JOGOS DE PALAVRAS COM SONS PARECIDOS, MAS COM SIGNIFICADOS DIFERENTES (TIPO DE PARANOMÁSIA), A FIM DE GERAR HUMOR, REFLEXÃO, MAL ENTENDIDOS, ETC. •"Exportar é o que importa“ (Delfim Netto) •"Com os preços praticados em planos de saúde, uma simples fatura em decorrência de uma fratura pode acabar com a nossa fartura.“ (Max Nunes)
  • 13. TROCADILHOS EM IMAGENS Já tive colheres de todas as cores.
  • 15. TROCADILHOS EM IMAGENS Estou de bacon a vida.
  • 17. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO ONOMATOPEIA Ocorre quando uma palavra ou conjunto de palavras imita um ruído ou som. "O silêncio fresco despenca das árvores. / Veio de longe, das planícies altas, / Dos cerrados onde o guaxe passe rápido... / Vvvvvvvv... passou." (Mário de Andrade).
  • 18.
  • 19. FIGURAS DE CONSTRUÇÃO Compre dois sabonetes e ganhe grátis o terceiro. Temos de encarar de frente as dificuldades. Adamastor é nosso elo de ligação com aquela empresa. Posso afirmar que escutei com meus próprios ouvidos aquela declaração fatal. As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a desvios em relação à concordância entre os termos da oração, sua ordem, possíveis repetições ou omissões.
  • 21. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO ELIPSE Omissão de termos que podem ser subentendidos facilmente. “Na sala, naquele instante, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia) ZEUGMA Variedade de elipse; omissão de termo anteriormente expresso. Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro) INVERSÃO/ANÁSTROFE Consiste na colocação das palavras na frase na ordem inversa. “Tão leve estou que já nem sombra tenho.” (Estou tão leve que já nem tenho sombra.) HIPÉRBATO É uma inversão mais brusca da ordem natural das palavras numa oração ou das orações num período. “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heroico o brado retumbante.” (A ordem natural ou direta seria: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico.)
  • 22. Ocorre quando há omissão de um termo, que fica subentendido pelo contexto e que é facilmente identificado.  À direita da estrada, sol, à esquerda, chuva. (omissão da forma verbal estava: estava o sol, estava chuva)  " Na rua deserta, nenhum sinal de bonde." (Clarice Lispector) (omissão de não havia)
  • 23. Omissão de um termo (verbo) já enunciado antes. Pode-se considerar zeugma como uma forma de elipse.  “Ele prefere um passeio pela praia; eu, cinema.” (omissão de prefiro)  "Levou seu retrato, seu trapo, seu prato, que papel! Uma imagem de São Francisco e um bom disco de Noel" (omissão de levou) (A Rita – Chico Buarque de Holanda)
  • 24. É a inversão da ordem natural (direta) dos termos na oração, ou das orações no período.  Viajam cansados os pescadores de ilusões. ( Os pescadores de ilusões viajam cansados)  Acompanhando o som da torcida, dançava com a bola o atleta. (O atleta dançava com a bola acompanhando som da torcida)
  • 25. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO SILEPSE (CONCORDÂNCIA IDEOLÓGICA) Faz-se a concordância com a ideia subentendida e não com a palavra expressa. Silepse de Gênero “A gente é obrigado a varrer até cair morto.” A rigor, ”gente” é uma palavra do gênero feminino no entanto, “obrigado” e “morto” são dois adjetivos utilizados no gênero masculino. Silepse de Número: “A gente somos inúteis.” (Ultraje a rigor) A ideia plural de “gente” prevalece sobre o ato de a palavra ser singular. O verbo, concordando no plural, expressa isso. Silepse de Pessoa Os brasileiros concordamos com as manifestações populares. O verbo na 1ª pessoa do plural, “concordamos", indica que aquele que fala se inclui entre “os brasileiros".
  • 26. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO PLEONASMO Consiste numa repetição de um termo, cuja finalidade é dar reforço ao enunciado. “Cura-te a ti mesmo.” (Lucas 4:23) ANÁFORA É a repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no princípio de frases ou versos consecutivos “Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres Que ninguém mais merece tanto amor e amizade Que ninguém mais deseja tanta poesia e sinceridade Que ninguém mais precisa tanto da alegria e serenidade”. (Vinícius de Moraes)
  • 27. FIGURAS DE PENSAMENTO As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico. Animação: Conflito na Palestina Magnus Gjoen
  • 29. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO ANTÍTESE Consiste na utilização de dois termos que contrastam entre si. Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos. “O corpo é grande e a alma é pequena.” "Quando um muro separa, uma ponte une.“ "Desceu aos pântanos com os tapires; subiu aos Andes com os condores." (Castro Alves)
  • 30. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO PARADOXO Consiste numa proposição aparentemente absurda, resultante da união de ideias contraditórias. Onde queres prazer sou o que dói, (...) E onde queres tortura, mansidão Onde queres um lar, revolução E onde queres bandido sou herói. (Caetano Veloso) "Já estou cheio de me sentir vazio." (Renato Russo)
  • 31. Na relação antitética, os elementos contrastantes não são simultâneos ou são vistos de um mesmo ângulo:  A dor que ontem senti, transformou-se hoje em contentamento. Observamos, nesse exemplo, que os elementos opostos, “dor” e “contentamento”, não ocorrem ao mesmo tempo (como no paradoxo), mas referem-se a passado e presente.  Seu vestido branco destacava-se entre os trajes negros das outras mulheres. Nesse outro exemplo, o contraste entre claro e escuro está relacionado a elementos diferentes, observados de um mesmo ponto. Portanto, temos nos exemplos acima ANTÍTESES. O paradoxo ou oxímoro é o constraste que se estabelece através de dois pontos de vista simultâneos E existentes no mesmo indivíduo. Esse contraste serve para destacar aspectos opostos que participam de uma mesma situação complexa. A explosiva descoberta Ainda me atordoa. Estou cego e vejo. Arranco os olhos e vejo.” (Carlos Drummond de Andrade)
  • 32. Figura que consiste no emprego de termos com sentidos opostos.  " Tristeza não tem fim. felicidade sim ...." (Vinícius de Moraes)  " Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças". (Drummond)  "Há de surgir uma estrela no céu cada vez que você sorrir, há de apagar uma estrela no céu cada vez que você chorar" (Gilberto Gil)
  • 33. É uma proposição aparentemente absurda, resultante da reunião de idéias contraditórias.  "Pra se viver do amor Há que esquecer o amor." (Chico Buarque de Holanda)  No discurso, sindicalista afirmou que o operário quanto mais trabalha mais tem dificuldades econômicas.
  • 34. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO EUFEMISMO Consiste em empregar uma expressão mais suave, mais nobre ou menos agressiva, para comunicar alguma coisa áspera, desagradável ou chocante. Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao Senhor. (= morreu) O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= roubou) Fernando faltou com a verdade. (= mentiu)
  • 35. FIGURA DEFINIÇÃO FRASES IRÔNICAS IRONIA Consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, com intenções críticas. Em dia de tempestades e trovoadas o local mais seguro é perto da sogra, pois não há raio que a parta. Quando eu estava no exército, eles me deram uma medalha por matar dois homens e me demitiram por amar um. Banksy - Happy choppersBanksy – Na Faixa de Gaza
  • 36. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO HIPÉRBOLE Trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática. “Neste semestre, quero morrer de estudar.” Hipérbole em Nelson Rodrigues
  • 37. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO PROSOPOPEIA/ PERSONIFICAÇÃO Consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados. O jardim olhava as crianças sem dizer nada. Personificação da mesa.
  • 38. FIGURA DEFINIÇÃO EXEMPLO GRADAÇÃO (CLÍMAX / ANTICLÍMAX) É a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)
  • 39. FIGURAS DE PALAVRAS Ocorrem sempre que uma palavra afasta-se do seu significado normal, adquirindo outro (ou outros).
  • 41. FIGURA EXEMPLO METÁFORA “Meu pensamento é um rio subterrâneo.” "Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar.” Metáfora ou Comparação Implícita Consiste no emprego de uma palavra ou imagem fora de seu sentido normal, real, em razão de sua semelhança.
  • 42. É o emprego de um termo figurado por falta de um termo próprio para designar determinadas coisas. É uma metáfora desgastada pelo uso excessivo.  Sentou-se no braço da poltrona para descansar.  Não me lembro do seu nome, mas ainda vejo as suas eternas maçãs do rosto avermelhadas.  A asa da xícara quebrou-se.
  • 43. •Usamos a catacrese em expressões como “orelha de livro” ou “dente de alho”. •O termo “engarrafamento”, usado para designar o congestionamento de automóveis, ou o verbo “embarcar”, usado no sentido de entrar no carro, no avião ou no trem, são exemplos de catacrese. Na expressão “casal gay”, curiosa porque “casal”, ao pé da letra, é um par formado por macho e fêmea, apagou-se o sentido de heterossexualidade e avivou-se o sentido de par unido por laços de afetividade.
  • 44. FIGURA EXEMPLO METONÍMIA a) O autor pela obra: Ler Jorge Amado. Ter um Picasso em casa. b) O produto pela marca: chiclete (por goma de marcar); gilete (por lâmina de barbear) c) A causa pelo efeito, ou vice-versa: Viver para o trabalho. (Trabalho está por sustento) d) O continente pelo conteúdo: Bebi dois copos de leite. (Copos está por leite) e) O instrumento pela causa ativa: Ser uma pena brilhante. (Pena está por escritor) f) A coisa pela sua representação: Ser defensor intransigente do lar. (Lar está por família)
  • 45.
  • 46. FIGURA EXEMPLO CATACRESE O pé da mesa estava quebrado. ANTONOMÁSIA OU PERÍFRASE Os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles) O rei do futebol (Pelé) SINESTESIA O cheiro doce da madrugada invadia meu quarto.
  • 47. É o emprego de um termo figurado por falta de um termo próprio para designar determinadas coisas. É uma metáfora desgastada pelo uso excessivo.  Sentou-se no braço da poltrona para descansar.  Não me lembro do seu nome, mas ainda vejo as suas eternas maçãs do rosto avermelhadas.  A asa da xícara quebrou-se.  Usamos a catacrese em expressões como “orelha de livro” ou “dente de alho”.  O termo “engarrafamento”, usado para designar o congestionamento de automóveis, ou o verbo “embarcar”, usado no sentido de entrar no carro, no avião ou no trem, são exemplos de catacrese.
  • 48. Expressão que designa um ser através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que celebrizou. Em termos gerais, perífrase designa qualquer sintagma ou expressão idiomática (e mais ou menos óbvia ou direta) que substitui outra.  A Cidade Luz continua atraindo visitantes do mundo todo. (cidade luz = Paris)  A Cidade Maravilhosa segue cheia de sol. (cidade maravilhosa = Rio de Janeiro)  O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente. (povo lusitano = os portugueses)
  • 49. Quando a perífrase indica uma pessoa, recebe o nome de antonomásia.  O Príncipe dos poetas também teve outras atividades que o tornaram famoso; por exemplo: a luta pelo serviço militar obrigatório. (Príncipe dos poetas = Olavo Bilac)  O Presidente dos Pobres suicidou-se em 1954. (Presidente dos Pobres = Getúlio Vargas)  "A dama do teatro brasileiro foi indicada para o Oscar." (dama do teatro brasileiro = Fernanda Montenegro)
  • 50. É uma espécie de metáfora que consiste na união de impressões sensoriais diferentes.  O cheiro doce e verde do capim trazia recordações da fazenda, para onde nunca mais retornou. (cheiro = sensação olfativa; doce = sensação gustativa; verde = sensação visual)  Um doce abraço indicava que o pai desculpara. (doce = sensação gustativa; abraço = tátil)  Dia de luz , festa de sol Um barquinho a deslizar no macio azul do mar... (O barquinho - Tom Jobim) (azul = sensação visual; macio = sensação tátil)
  • 51. Ocorre quando há uma interrupção da construção sintática para se introduzir uma outra idéia.  Umas moedas velhas caídas no fundo da gaveta, nós descobrimos o seu valor depois que o colecionador as quis comprar.  Os nordestinos quando chegam, em família, entre sacos e sacola, na estação central, eu acho que merecem mais do que uma reportagem: merecem um livro que conte a luta e a resistência dessa brava gente.
  • 53. 01 – (ENEM 2012) Aquele bêbado — Juro nunca mais beber — e fez o sinal da cruz com os indicadores. Acrescentou: — Álcool. O mais ele achou que podia beber. Bebia paisagens, músicas de Tom Jobim, versos de Mário Quintana. Tomou um pileque de Segall. Nos fins de semana, embebedava-se de Índia Reclinada, de Celso Antônio. — Curou-se 100% do vício — comentavam os amigos. Só ele sabia que andava mais bêbado que um gambá. Morreu de etilismo abstrato, no meio de uma carraspana de pôr do sol no Leblon, e seu féretro ostentava inúmeras coroas de ex-alcoólatras anônimos. ANDRADE, C. D. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1991. A causa mortis do personagem, expressa no último parágrafo, adquire um efeito irônico no texto porque, ao longo da narrativa, ocorre uma A. metaforização do sentido literal do verbo “beber”. B. aproximação exagerada da estética abstracionista. C. apresentação gradativa da coloquialidade da linguagem. D. exploração hiperbólica da expressão “inúmeras coroas”. E. citação aleatória de nomes de diferentes artistas.
  • 54. 02 - (ENEM 2009) Oxímoro, ou paradoxismo, é uma figura de retórica em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão. (Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa) Considerando a definição apresentada, o fragmento poético da obra Cantares, de Hilda Hilst, publicada em 2004, em que pode ser encontrada a referida figura de retórica é: A. “Dos dois contemplo Rigor e fixidez. Passado e sentimento Me contemplam” p.91. B. “De sol e lua De fogo e vento Te enlaço” (p. 101). C. “Areia, vou sorvendo A água do teu rio” (p. 93). D. “Ritualiza a matança de quem só te deu vida. E me deixa viver nessa que morre” (p. 62). E “O bisturi e o verso. Dois instrumentos entre as minhas mãos” (p. 95).
  • 55. À INSTABILIDADE DAS COUSAS DO MUNDO Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, tristes sombras morre a formosura, Em continuas tristezas a alegrias, Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto, da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria, sinta-se triste. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. MATOS, Gregório de. Obra completa. São Paulo: Cultura, 1943. 03 –
  • 56. Gregório de Matos deixou como legado uma obra poética que se insere no contexto barroco, mas na qual podem ser percebidas influências clássicas, como a recorrência da estrutura do soneto. O poema anterior, pertencente à chamada lírica-filosófica gregoriana, desenvolve questões clássicas por meio de uma reflexão em torno da transitoriedade da vida e da fragilidade da condição humana. Os argumentos apresentados que constituem essa reflexão são construídos, principalmente, por meio de A. antíteses, que acentuam os contrastes da existência humana. B. anáforas, que reiteram a questão da efemeridade da vida. C. hipérbatos, que refletem o horror advindo do desconcerto do mundo. D. ironias, que satirizam a condição de insegurança do ser humano.
  • 57. 04 – Humor, acidez e crítica social na arte de rua de Banksy Você pode não conhecer o seu nome, mas certamente já viu alguma imagem do artista londrino Banksy. Espalhadas pelas ruas de Londres e de outras cidades ao redor do mundo, as obras de rua do grafiteiro mais ilustre do planeta chamam a atenção não apenas pela qualidade dos seus desenhos, mas também pelas fortes criticas sociais presentes em cada uma de suas obras. Mas o que torna suas pinturas em stencil tão populares são as altas doses de acidez, humor e engajamento social. De forma agressiva e sarcástica, Banksy provoca seus observadores e revela uma realidade que muitas vezes é camuflada por alguns setores da sociedade. Suas criticas vão desde a repressão ao homossexualismo, passando pela cultura de fabricação de guerras para fins lucrativos, exploração do trabalho infantil e cultura do consumismo até os problemas ambientais, como o aquecimento global. Brutal, porém sutil, Banksy é daqueles que revela a verdade nua e crua – doa a quem doer. Seja por meio da imagem da faxineira que esconde a sujeira debaixo do muro, do parlamento composto por macacos ou das crianças que reverenciam a sacola plástica do supermercado, o artista faz um alerta para a realidade da sociedade em que vivemos. Disponível em: http://www.comunidadebancodoplaneta.com.br/profiles/blogs/humor-acidez-e-critica-social. Acesso em 23/07/2013
  • 58. A seguir, observe uma das obras do grafiteiro Banksy. http://www.politiquebec.com/showthread.php/517-les-pri%C3%A8res-de-la-droite-chr%C3%A9tienne. Acesso em 23/07/2013
  • 59. Conforme apontado no texto “Humor, acidez e crítica social na arte de rua de Banksy” e na obra de Banksy, acima reproduzidos, observa-se que o referido artista utiliza do humor, do sarcasmo e de muita crítica social. Na imagem anterior, o artista, além de se valer dos recursos argumentativos apontados, emprega, sobretudo, a A. antítese B. sinestesia C. hipérbole D. ironia E. gradação
  • 60. 05 - (ENEM) Metáfora Gilberto Gil Uma lata existe para conter algo, Mas quando o poeta diz: “Lata” Pode estar querendo dizer o incontível Uma meta existe para ser um alvo, Mas quando o poeta diz: “Meta” Pode estar querendo dizer o inatingível Por isso não se meta a exigir do poeta Que determine o conteúdo em sua lata Na lata do poeta tudonada cabe, Pois ao poeta cabe fazer Com que na lata venha caber O incabível Deixe a meta do poeta não discuta, Deixe a sua meta fora da disputa Meta dentro e fora, lata absoluta Deixe-a simplesmente metáfora. Disponível em: http://www.letras.terra.com.br. Acesso em: 5 fev. 2009.
  • 61. A metáfora é a figura de linguagem identificada pela comparação subjetiva, pela semelhança ou analogia entre elementos. O texto de Gilberto Gil brinca com a linguagem remetendo-nos a essa conhecida figura. O trecho em que se identifica a metáfora é: A. “Uma lata existe para conter algo”. B. “Mas quando o poeta diz: ‘Lata’”. C. “Uma meta existe para ser um alvo”. D. “Por isso não se meta a exigir do poeta”. E. “Que determine o conteúdo em sua lata”.
  • 62. 06- (UERJ - 2014) Clara Gomes bichinhosdejardim.com
  • 63. No diálogo das personagens da tira, há mais de uma ocorrência de paradoxo, ou seja, uma combinação de termos ou expressões que se contradizem. O melhor exemplo de paradoxo presente na fala de Joana é: ( A ) espaço virtual ( B ) só se eu falhar ( C ) rede antissocial ( D ) opiniões sem noção
  • 64. 07 – (ENEM) O argumento presente na charge consiste em uma metáfora relativa à teoria evolucionista e ao desenvolvimento tecnológico. Considerando o contexto apresentado, verifica-se que o impacto tecnológico pode ocasionar:
  • 65. A. o surgimento de um homem dependente de um novo modelo tecnológico. B. a mudança do homem em razão dos novos inventos que destroem sua realidade. C. a problemática social de grande exclusão digital a partir da interferência da máquina. D. a invenção de equipamentos que dificultam o trabalho do homem, em sua esfera social. E. o retrocesso do desenvolvimento do homem em face da criação de ferramentas como lança, máquina e computador.
  • 66. 08 – (PUC – GO) Berço a mãe era um objeto estranho: trazia um alfabeto sujo em sua língua primeira um perigo de doença no ar que faltava era sua tarefa insana ̶ esta sobra ̶ incabível e ineficaz. uma família reacendendo ininterruptamente sobre um corpo raquítico que nascia ̶ não nascia ̶ seu alfabeto sujo andava às pressas com o preço que se paga com o corpo. ̶ meu filho ̶ é com o corpo que se paga um ato plenamente corrupto ̶ que brota de minha voz ̶ falar ainda era isto. LABANCA, Maraíza. Refratário. São Paulo: Scortecci, 2012.
  • 67. No poema anterior, a voz poética aborda a temática do nascimento, representada metonimicamente no título “Berço”, relacionando-a sobretudo com o(a) A. vida e a morte. B. saúde e a doença C. corpo e a linguagem D. pai e filho. E. adulto e criança
  • 68. 09 - (UNIFOR CE/2012) Valeu a pena esperar por você Sentir meu peito acordar pra te ver Sorrindo... chegando... invadindo... Chamando meio sem querer, querendo Só eu sei o quanto sou feliz Foi por um triz que o destino me deu Seu olho paralisado no meu É só ficar do seu lado Que o mundo melhora É o amor que revigora a nossa canção Pra você eu guardei essa minha paixão Meu caminho em cada linha da sua mão Pra você entreguei esse meu coração Meu carinho só tinha de ser pra você Valeu a pena esperar... Por você DUARTE, David. Valeu a pena esperar. In: Essencial. 2005. 1CD. Em “Sorrindo... chegando... invadindo...”, tem- se: A. uma hipérbole. B. uma prosopopeia. C. uma metonímia. D. uma catacrese. E. uma gradação.
  • 69. 10 – (IBMEC/2012) Ah, Scarlett, mulher sinestesia, seu nome tem o som da cor dos seus lábios: Scarlett, scarlet, escarlate. (Álvaro Pereira Júnior, em referência à atriz Scarlett Johansson. Folha de São Paulo, 17/09/2011) O que melhor explica o aposto “mulher sinestesia” atribuído à atriz é o(a) A. jogo de palavras com apelo sonoro ao final do período. B. enumeração ascendente que intensifica a ideia relacionada à cor vermelha. C. junção de planos sensoriais diferentes numa só impressão. D. modo exagerado e dramático como o autor se refere à beleza da atriz. E. personificação dos lábios da mulher, atribuindo-lhe vida própria. X
  • 70. 07 - (UFG GO)
  • 71. 01 - (UFG GO) O humor da charge é criado por meio de uma ironia que incide sobre um argumento que não se sustenta. Que argumento é esse? Explique por que esse argumento não se sustenta. É o argumento do absurdo, de derrubar a casa de alguém em favor da construção de um estádio de futebol sem que se tenha uma compensação justa. Esse argumento não se sustenta porque é proposto ao personagem que ele perca sua casa para ganhar uma possibilidade de trabalho informal, com baixas possibilidades de remuneração e que exige muito esforço físico.