SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 8
Baixar para ler offline
INTRODUÇÃO


        A estrutura e os resultados do balanço internacional de pagamentos são elementos
que reportam a conceitos de soberania. Superávits, déficits ou estados de equilíbrio
dependem de fatores como geografia e história, padrões de riqueza e de preferências
políticas, evolução e estágio de tecnologia. Mas dependem também de como é
administrada a taxa de câmbio e outros meios de regulação de fluxos externos líquidos.
Ocorre, porém, que esses meios refletem um grande jogo de interesses, internos e externos.
E não há um único padrão que seja capaz de conciliar os interesses de vários grupos em
todos os países a um só tempo.


                                                 JOAN ROBINSON e JOHN EATWELL
                                                   An introduction to modern economics




                                            I
SETOR EXTERNO


  BALANÇOS INTERNACIONAIS DE PAGAMENTOS – São as transações
   econômicas de um determinado país com o exterior essas transações são totalizadas de
   um levantamento de critérios contábeis, reais e financeiras, que se realizaram durante
   determinado período de tempo. As classificações destas contas bem como sua
   metodologia seguem padrões ditados pelo Fundo Monetário Internacional. Para o
   levantamento do balanço de pagamento essa padronização segue quatro categorias:
1) Os fluxos comerciais de mercadorias e os de prestação de serviços;
2) Os movimentos puramente financeiros, resultante de empréstimos;
3) As transferências unilaterais;
4) As alterações nos estoques de ativos e passivos internacionais do país.
       O registro das transações econômicas internacionais e seus resultados acumulados
fundamentam –se nos conceitos de agentes econômicos residentes e os não residentes
domiciliados ou estabelecidos em outros países.

    AGENTES ECONÔMICOS RESIDENTES – todos os agentes econômicos
     domiciliados ou estabelecidos no país.
    AGENTES ECONÔMICOS NÃO RESIDENTES – todos os agentes econômicos
     fixados em outros países.



    ESTRUTURA INTERNACIONAL DO BALANÇO DE PAGAMENTOS – A
     estrutura do balanço de pagamentos é definida à partir da natureza das transações que
     se agrupam em duas grandes categorias de contas: as transações correntes e os
     movimentos de capital.

    TRANSAÇÕES CORRENTES – englobam os fluxos reais de comércio e serviços e
     transferências interagentes.
    MOVIMENTOS DE CAPITAIS – englobam as entradas e saídas financeiras e de
     movimentos autônomos de capital .

A sua estrutura é dada pelas seguintes categorias de transações:

1)      TRANSAÇÕES CORRENTES

          Balança Comercial:
                    Exportações de mercadorias
            Importações de mercadorias




                                             II
SETOR EXTERNO


          Balança de Serviços:
            Viagens internacionais
            Transportes
            Seguros
            Rendas de capitais
            Serviços governamentais
            Outros serviços

          Transferências Unilaterais

2)      MOVIMENTOS DE CAPITAIS

           Investimentos e Reinvestimentos
           Empréstimos e financiamentos a longo prazo
           Empréstimos e financiamentos a curto prazo
           Outros Movimentos de Capital
           Amortizações
           Erros e Omissões

3)      DÉFICIT (-) OU SUPERÁVIT (+)


        Os aspectos principais de cada uma dessas contas são os seguintes:

    BALANÇA COMERCIAL: É o resultado líquido das transações de exportações e
     importações de mercadorias. Essa categoria implica em movimentações visíveis entre
     fronteiras nacionais destinados a consumo e a capital fixo. Para a maioria dos países é
     a conta internacional de maior expressão. Os resultados líquidos do fluxo de comércio
     definem por onde se movimentarão as demais contas. Países com índices deficitários
     procuram meios de compensar os saldos negativos com superávits em serviços,
     investimentos estrangeiros ou empréstimos no exterior.

    BALANÇA DE SERVIÇOS: Compreende as receitas e as despesas cambiais com
     seis categorias de transações:
a)   Viagens Internacionais – registra os saldos líquidos gastos com os residentes ao
     exterior e dos não residentes ao seu país;
b)   Transportes – registra os saldos líquidos gastos com o uso de equipamentos de
     bandeira nacional e estrangeira;
c)   Seguros – registra os saldos líquidos de repasses internacionais para seguradoras
     externas bem como as estabelecidas;
d)   Renda de Capitais – tem o maior peso na balança de serviços. Contabilizam-se os
     saldos das remessas de juros e lucros;




                                             III
SETOR EXTERNO

e) Serviços Governamentais – compreende os gastos líquidos com a manutenção de
   representações diplomáticas militares efetivos no exterior, contribuições nacionais e
   organizações multilaterais;
f) Outros Serviços – registram-se um saldo de seu heterogêneo conjunto de transações.

   TRANFERÊNCIAS UNILATERAIS – São transferências não-retribuídas. São
    resultados de doações e instituições sem contra partida prévia ou futura. As operações
    de ONGs, cujo número têm crescido são financiadas por transferências unilaterais em
    países de alta renda, e ainda por unidades familiares para manutenção de residentes no
    exterior.

  MOVIMENTOS DE CAPITAIS – São representações por entradas e saídas de ativos
   financeiros. Compreende três categorias:
a) Movimentos autônomos de riscos atraídos pelas oportunidades de investimento e
   reinvestimento nos setores real e financeiro do país receptor;
b) Financiamentos concedidos por bancos e fornecedores estrangeiros para transações
   correntes, exportações e importações;
c) Empréstimos de curto e longo prazo.

   ERROS E OMISSÕES – Registra-se nesta conta as discrepâncias entre fluxos de
    entradas e saídas de recursos e as variações nos estoques de reservas cambiais do país.
    Nesta conta, quando o sinal é negativo, as descrepâncias constatadas, indicam saída
    líquida de ativos financeiros internacionais do país.

   DÉFICIT (-) OU SUPERÁVIT (+) – É o resultado final do balanço internacional de
    pagamentos, revela a posição do país em suas transações externas como um todo. As
    situações de déficit indicam saídas de reservas cambiais superiores às entradas
    implicando geralmente queda nestas reservas. Os superávites, contrariamente indicam
    ingressos líquidos de recursos com aumento dos estoques de ativos esternos do país. Os
    superávites implicam a acumulação de haveres financeiros externos. Já os déficits
    levam à perda de haveres cambiais, reduzindo-se a liquidez internacional do país e
    colocando em risco sua solvabilidade externa.




                                            IV
SETOR EXTERNO

    BALANÇO DE PAGAMENTOS – É o levantamento por critérios contábeis, de todas
     as transações econômicas, reais e financeiras, que realizaram num determinado período
     de tempo entre os agentes residentes e os não-residentes .
    Agentes Residentes: são todos os agentes econômicos domiciliados no país de origem.
    Agentes Não-Residentes: são todos os agentes econômicos fixados em outros países.

    ESTRUTURA DO BALANÇO DE PAGAMENTOS – É definida a partir da natureza
     das transações, que se agrupam em duas categorias : transações correntes e
     movimentos de capital, que se subdividem da seguinte maneira:
1.   Transações Correntes:
a)   Balança comercial – exportações e importações de mercadorias;
b)   Balança de serviços – viagens internacionais, transportes, seguros, rendas de capitais,
     serviços governamentais e outros serviços;
c)   Transações unilaterais.

2.   Movimentos de Capitais:
a)   Investimentos e reinvestimentos;
b)   Empréstimos e financiamentos de longo e curto prazo;
c)   Outros movimentos de capital;
d)   Amortizações;
e)   Erros e omissões.

3. Déficit (-) ou Superávit (+)

    BALANÇA COMERCIAL – É o resultado líquido das transações de exportação e
     importação de mercadorias.
    BALANÇA DE SERVIÇOS – Compreende as receitas e as despesas cambiais
     englobando seis categorias:
a)   Viagens internacionais;
b)   Transporte;
c)   Seguros;
d)   Renda de capitais;
e)   Serviços governamentais
f)   Outros serviços.

  TRANSFERÊNCIAS UNILATERAIS – São transferências não-retribuídas, produto de
   doações de instituições sem contra-partida prévia ou futura.
 MOVIMENTOS DE CAPITAL – São representados por entradas e saídas de ativos
   financeiros em três categorias:
a) Movimentos autônomos de risco;
b) Financiamentos ;
c) Empréstimos de curto e longo prazo;




                                             V
SETOR EXTERNO

         ERROS E OMISSÕES – Registra-se as discrepâncias entre fluxos de entradas e saídas
          de recursos.

         DÉFICIT (-) OU SUPERÁVIT (+) – O déficit indica saída de reservas cambiais
          maiores que as entradas. O superávit contrariamente indica ingressos líquidos de
          recursos aumentando os estoques.

     TABELA DEMONSTRATIVA DE BALANÇO INTERNACIONAL DE PAGAMENTOS
                      DO BRASIL. PERÍODO 1971/1998




                                              PERÍODOS SELECIONADOS
  GRUPOS DE                                                                                                1998
    CONTAS          1971/73       1974/76       1988/93           1994/95       1996         1997      Jan/Fev/Mar
      1.             - 134        - 3.445       + 14.164          + 3.645                   - 8.372       - 1.565
   BALANÇA         Equilíbrio      Déficit    Megassuperávit     Superávit,     Sem
  COMERCIAL                     Pronunciado                          com    fornecimento
                                                                tendência a   de dados.
                                                                 equilíbrio
       2.           - 1.153      - 3.188        - 14.344          - 16.672      Sem         - 27.287     - 4.929
  BALANÇA DE        Déficit     Déficit em     Megadéficit     Megadéficit fornecimento
    SERVIÇOS       Moderado     Expansão                                      de dados
       3.             + 18        - 124          + 1.103          + 3.280       Sem         + 2.220       + 480
TRANSFERÊNCIAS     Equilíbrio     Déficit       Superávit       Expressivo fornecimento
  UNILATERAIS                    discreto                        superávit    de dados
       4.           - 1.269      - 6.757          + 923            - 9.738                  - 33.439     - 6.014
  TRANSAÇÕES        Déficit     Expressivo      Equilíbrio      Expressivo      Sem
   CORRENTES                      déficit                      déficit, com fornecimento
                                                                tendência a   de dados
                                                                 expansão
      5.             + 2.637      + 6.427         + 4.140        + 22.058
MOVIMENTOS DE      Ingressos    Expressivo      Operações           Mega
   CAPITAL        compens. de   ingresso de      típicas de    ingressos de     Sem
                    exigíveis    exigíveis      rolagem de        capitais  fornecimento
                                                   dívida       autônomos     de dados
                                                                nos setores
                                                                    real e
                                                                   financ.

     6.              + 1.368       + 303        + 4.741         + 13.209
 BALANÇO DE         Superávit,  Equilíbrio, Superávit, com        Mega
 PAGAMENTOS            com       com forte  desacumulação       superávit,       Sem
COMO UM TODO      endividament expansão do   externa real e        com       fornecimento
                    o externo  endividament    ingressos       expressivo      de dados
                                 o externo   autônomos de      ingresso de
                                                capitais         capitais




                                                    VI
TABELA DEMONSTRATIVA DE BALANÇO INTERNACIONAL DE PAGAMENTOS
                    NO BRASIL NO PERÍODO DE 1971/1998


                                                      PERÍODOS SELECIONADOS
                            GR
                      1971/73       1974/76       1988/93
                                                  3     1
                                                                1994/95         1996            1997           1998
                                                                                                           Jan/Fev/Mar
                                                                                                                    372
      1.               - 134         - 3.445
                                           rio14.164
                                           +         D      + 3.645
                                                                Mega            Sem            - 8.372        - 1.565
   BALANÇA                 CO
                     Equilíbrio     AL   Megassuperá do
                                     Déficit       ronun Superávit,         fornecimentoco
                                                                                   t
  COMERCIAL                Pronunciado         vit             com            de dados
                                                                                     eq
                                                           tendência - 14
                                                                a
                                                           equilíbrio
                                                                                                                  22
       2.        - 1.153
                     R N      - 3 188
                                  S         - 14.344 D      - 16.672  u           SemE         - 27 for
                                                                                                     287     - 4.929
  BALANÇA DE     Déficit
                      UN    Déficit em
                            RAIS         Megadéficit Megadéfic
                                                     d c                    fornecimento
                                                                                      super
    SERVIÇOS    Moderado    Expansão                            it             de dados9
                                                                                       -
       3.             T
                   + 18        - 124        + 1.103Ex       + 3.280 Eq            Sem          + 2.220        + 480
                                                                                           ,
TRANSFERÊNCIA Equilíbrio      Déficit     Superávit      Expressivo         fornecimento
                                                                                     t dê
 S UNILATERAIS                discreto                     superávit           de dados
                                                                                      exp
       4.        - 1.269      - 6.757         + 923          - 9.738 +            Sem          - 33.439      - 6.014
  TRANSAÇÕES        MO
                 Déficit   TOS D
                            Expressivo    sos
                                          Equilíbrio vo Op raç
                                                   Exp   Expressivo         típic s
                                                                            fornecimentoM
                             L               d           d       d             d    in
   CORRENTES                   déficit                       déficit,d         de dados  a
                                                               com
                                                           tendência
                                                         a expansão
       5.        + 2.637      + 6.427       + 4.140        + 22.058  +
  MOVIMENTOS    Ingressos
                      BAL   Expressivo
                           O DE           Operações
                                          vit      Equ        Mega
                                                                 Sup
   DE CAPITAL  compens. de N OS
                      PAGA ingresso de mtípicas co  de           desac
                                                           ingressos               Sems
                    COM
                exigíveis     ODO
                             exigíveis e rolagem pa
                                         am       e de   do capitais
                                                          de       x rn     real e      c
                                                                             fornecimento
                                                 e                                    e
                                             dívidat     autônomos
                                                         o        autô         de dados
                                                                                de in r
                                                         nos setores cap
                                                              real e
                                                             NADO
                                                             financ.

     6.                + 1.368        + 303        + 4.741    + 13.209
 BALANÇO DE           Superávit,    Equilíbrio,   Superávit,    Mega
 PAGAMENTOS              com        com forte        com     superávit,      Sem
COMO UM TODO         endividame    expansão do desacumulaçã     com      fornecimento
                     nto externo   endividame o externa real expressivo    de dados
                                   nto externo   e ingressos  ingresso
                                                autônomos de de capitais
                                                   capitais




                                                       VII
SETOR EXTERNO



BIBLIOGRAFIA:

 ECONOMIA
AUTOR: José Paschoal Rossetti
ANO/EDIÇÃO : 17° ed./1997
EDITORA: Atlas S.A

 RESUMO DE RELATÓRIOS DO BANCO CENTRAL
ANO/EDIÇÃO: Mar/98 – Edição ref. Aos anos de 97/98.
FONTE:




                                 VIII

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Dramatizaçao Sobre O Ciclo Da áGua
Dramatizaçao Sobre O Ciclo Da áGuaDramatizaçao Sobre O Ciclo Da áGua
Dramatizaçao Sobre O Ciclo Da áGua
angelaesp
 
Folha de pagamento e acessrios aula 2.pptx .:. www.tc58n.wordpress.com
Folha de pagamento e acessrios   aula 2.pptx  .:. www.tc58n.wordpress.comFolha de pagamento e acessrios   aula 2.pptx  .:. www.tc58n.wordpress.com
Folha de pagamento e acessrios aula 2.pptx .:. www.tc58n.wordpress.com
Claudio Parra
 
Funções da tesouraria
Funções da tesourariaFunções da tesouraria
Funções da tesouraria
Fula Nguvulo
 
Aulas de Custos (Margem de Contribuicao)
Aulas de Custos (Margem de Contribuicao)Aulas de Custos (Margem de Contribuicao)
Aulas de Custos (Margem de Contribuicao)
Adriano Bruni
 
Xadrez apresentação minicurso
Xadrez apresentação minicursoXadrez apresentação minicurso
Xadrez apresentação minicurso
XadrezEscolar
 
Guia de aprendizagem 1ª2ª3ª série do ensino médio lara inglesespanhol 3º bi
Guia de aprendizagem 1ª2ª3ª série do ensino médio lara inglesespanhol 3º biGuia de aprendizagem 1ª2ª3ª série do ensino médio lara inglesespanhol 3º bi
Guia de aprendizagem 1ª2ª3ª série do ensino médio lara inglesespanhol 3º bi
CEPI-INDEPENDENCIA
 

Mais procurados (20)

Aula do dia 21 de novembro investimentos
Aula do dia 21 de novembro investimentosAula do dia 21 de novembro investimentos
Aula do dia 21 de novembro investimentos
 
Dramatizaçao Sobre O Ciclo Da áGua
Dramatizaçao Sobre O Ciclo Da áGuaDramatizaçao Sobre O Ciclo Da áGua
Dramatizaçao Sobre O Ciclo Da áGua
 
Do Fluxo de Caixa ao Planejamento Financeiro
Do Fluxo de Caixa ao Planejamento FinanceiroDo Fluxo de Caixa ao Planejamento Financeiro
Do Fluxo de Caixa ao Planejamento Financeiro
 
Propriedades do Concreto - Materiais de Construção
Propriedades do Concreto - Materiais de ConstruçãoPropriedades do Concreto - Materiais de Construção
Propriedades do Concreto - Materiais de Construção
 
Price
PricePrice
Price
 
Guia de aprendizagem 3ª série do ensino médio janice lp 3º bi
Guia de aprendizagem 3ª série do ensino médio janice lp 3º biGuia de aprendizagem 3ª série do ensino médio janice lp 3º bi
Guia de aprendizagem 3ª série do ensino médio janice lp 3º bi
 
Folha de pagamento e acessrios aula 2.pptx .:. www.tc58n.wordpress.com
Folha de pagamento e acessrios   aula 2.pptx  .:. www.tc58n.wordpress.comFolha de pagamento e acessrios   aula 2.pptx  .:. www.tc58n.wordpress.com
Folha de pagamento e acessrios aula 2.pptx .:. www.tc58n.wordpress.com
 
Apostila de Finanças Corporativas v 3.10
Apostila de Finanças Corporativas v 3.10Apostila de Finanças Corporativas v 3.10
Apostila de Finanças Corporativas v 3.10
 
Planejamento anual 3 ano
Planejamento anual 3 anoPlanejamento anual 3 ano
Planejamento anual 3 ano
 
Lançamentos contábeis parte 1
Lançamentos contábeis parte 1Lançamentos contábeis parte 1
Lançamentos contábeis parte 1
 
Funções da tesouraria
Funções da tesourariaFunções da tesouraria
Funções da tesouraria
 
Aulas de Custos (Margem de Contribuicao)
Aulas de Custos (Margem de Contribuicao)Aulas de Custos (Margem de Contribuicao)
Aulas de Custos (Margem de Contribuicao)
 
INTRODUÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO 2.pptx
INTRODUÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO 2.pptxINTRODUÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO 2.pptx
INTRODUÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO 2.pptx
 
Geografia 4ª série
Geografia 4ª sérieGeografia 4ª série
Geografia 4ª série
 
Pilares - REPRESENTAÇÃO GRAFICA
Pilares - REPRESENTAÇÃO GRAFICAPilares - REPRESENTAÇÃO GRAFICA
Pilares - REPRESENTAÇÃO GRAFICA
 
Xadrez apresentação minicurso
Xadrez apresentação minicursoXadrez apresentação minicurso
Xadrez apresentação minicurso
 
Planos de aula para anos iniciais
Planos de aula para anos iniciaisPlanos de aula para anos iniciais
Planos de aula para anos iniciais
 
Planejamento financeiro
Planejamento financeiroPlanejamento financeiro
Planejamento financeiro
 
Guia de aprendizagem 1ª2ª3ª série do ensino médio lara inglesespanhol 3º bi
Guia de aprendizagem 1ª2ª3ª série do ensino médio lara inglesespanhol 3º biGuia de aprendizagem 1ª2ª3ª série do ensino médio lara inglesespanhol 3º bi
Guia de aprendizagem 1ª2ª3ª série do ensino médio lara inglesespanhol 3º bi
 
Métodos de avaliação de estoques
Métodos de avaliação de estoquesMétodos de avaliação de estoques
Métodos de avaliação de estoques
 

Destaque

Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentaisEconomia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
Felipe Leo
 
Economia – a economia intertemporal parte 3
Economia – a economia intertemporal parte 3Economia – a economia intertemporal parte 3
Economia – a economia intertemporal parte 3
Felipe Leo
 
Economia – a economia intertemporal parte 2
Economia – a economia intertemporal parte 2Economia – a economia intertemporal parte 2
Economia – a economia intertemporal parte 2
Felipe Leo
 
Economia – economia intertemporal parte 4
Economia – economia intertemporal parte 4Economia – economia intertemporal parte 4
Economia – economia intertemporal parte 4
Felipe Leo
 
Economia – as contas do sistema financeiro
Economia – as contas do sistema financeiroEconomia – as contas do sistema financeiro
Economia – as contas do sistema financeiro
Felipe Leo
 
Economia – aula 0 – a elasticidade e suas aplicações
Economia – aula 0 – a elasticidade e suas aplicaçõesEconomia – aula 0 – a elasticidade e suas aplicações
Economia – aula 0 – a elasticidade e suas aplicações
Felipe Leo
 
Iniciando na cozinha
Iniciando na cozinhaIniciando na cozinha
Iniciando na cozinha
Felipe Leo
 
Economia – a equação da curva de phillips e a tese aceleracionista
Economia – a equação da curva de phillips e a tese aceleracionistaEconomia – a equação da curva de phillips e a tese aceleracionista
Economia – a equação da curva de phillips e a tese aceleracionista
Felipe Leo
 
Economia – a economia intertemporal
Economia – a economia intertemporalEconomia – a economia intertemporal
Economia – a economia intertemporal
Felipe Leo
 
Economia em exercícios – apresentação
Economia em exercícios – apresentaçãoEconomia em exercícios – apresentação
Economia em exercícios – apresentação
Felipe Leo
 
Economia – inflação e emprego
Economia – inflação e empregoEconomia – inflação e emprego
Economia – inflação e emprego
Felipe Leo
 
Economia – introdução às teorias da inflação
Economia – introdução às teorias da inflaçãoEconomia – introdução às teorias da inflação
Economia – introdução às teorias da inflação
Felipe Leo
 
Economia – exercícios de revisão
Economia – exercícios de revisãoEconomia – exercícios de revisão
Economia – exercícios de revisão
Felipe Leo
 
Economia aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
Economia   aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadasEconomia   aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
Economia aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
Felipe Leo
 
Projetos de administração
Projetos de administraçãoProjetos de administração
Projetos de administração
Felipe Leo
 
Economia aula 8 - o sistema is - lm e as políticas fiscal e monetária
Economia   aula 8 - o sistema is - lm e as políticas fiscal e monetáriaEconomia   aula 8 - o sistema is - lm e as políticas fiscal e monetária
Economia aula 8 - o sistema is - lm e as políticas fiscal e monetária
Felipe Leo
 
Economia aula 1 - introduzindo a economia
Economia   aula 1 - introduzindo a economiaEconomia   aula 1 - introduzindo a economia
Economia aula 1 - introduzindo a economia
Felipe Leo
 
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregadaEconomia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
Felipe Leo
 

Destaque (20)

Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentaisEconomia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
Economia em exercícios – identidades macroeconômicas fundamentais
 
Indicadores da Economia Brasileira: Setor Externo
Indicadores da Economia Brasileira: Setor ExternoIndicadores da Economia Brasileira: Setor Externo
Indicadores da Economia Brasileira: Setor Externo
 
Negociação
NegociaçãoNegociação
Negociação
 
Economia – a economia intertemporal parte 3
Economia – a economia intertemporal parte 3Economia – a economia intertemporal parte 3
Economia – a economia intertemporal parte 3
 
Economia – a economia intertemporal parte 2
Economia – a economia intertemporal parte 2Economia – a economia intertemporal parte 2
Economia – a economia intertemporal parte 2
 
Economia – economia intertemporal parte 4
Economia – economia intertemporal parte 4Economia – economia intertemporal parte 4
Economia – economia intertemporal parte 4
 
Economia – as contas do sistema financeiro
Economia – as contas do sistema financeiroEconomia – as contas do sistema financeiro
Economia – as contas do sistema financeiro
 
Economia – aula 0 – a elasticidade e suas aplicações
Economia – aula 0 – a elasticidade e suas aplicaçõesEconomia – aula 0 – a elasticidade e suas aplicações
Economia – aula 0 – a elasticidade e suas aplicações
 
Iniciando na cozinha
Iniciando na cozinhaIniciando na cozinha
Iniciando na cozinha
 
Economia – a equação da curva de phillips e a tese aceleracionista
Economia – a equação da curva de phillips e a tese aceleracionistaEconomia – a equação da curva de phillips e a tese aceleracionista
Economia – a equação da curva de phillips e a tese aceleracionista
 
Economia – a economia intertemporal
Economia – a economia intertemporalEconomia – a economia intertemporal
Economia – a economia intertemporal
 
Economia em exercícios – apresentação
Economia em exercícios – apresentaçãoEconomia em exercícios – apresentação
Economia em exercícios – apresentação
 
Economia – inflação e emprego
Economia – inflação e empregoEconomia – inflação e emprego
Economia – inflação e emprego
 
Economia – introdução às teorias da inflação
Economia – introdução às teorias da inflaçãoEconomia – introdução às teorias da inflação
Economia – introdução às teorias da inflação
 
Economia – exercícios de revisão
Economia – exercícios de revisãoEconomia – exercícios de revisão
Economia – exercícios de revisão
 
Economia aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
Economia   aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadasEconomia   aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
Economia aula 10 - o modelo de oferta e demanda agregadas
 
Projetos de administração
Projetos de administraçãoProjetos de administração
Projetos de administração
 
Economia aula 8 - o sistema is - lm e as políticas fiscal e monetária
Economia   aula 8 - o sistema is - lm e as políticas fiscal e monetáriaEconomia   aula 8 - o sistema is - lm e as políticas fiscal e monetária
Economia aula 8 - o sistema is - lm e as políticas fiscal e monetária
 
Economia aula 1 - introduzindo a economia
Economia   aula 1 - introduzindo a economiaEconomia   aula 1 - introduzindo a economia
Economia aula 1 - introduzindo a economia
 
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregadaEconomia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
Economia em exercícios – o modelo de oferta agregada e demanda agregada
 

Semelhante a Setor externo

Economia aula 5 - o balanço de pagamentos e a taxa de câmbio
Economia   aula 5 - o balanço de pagamentos e a taxa de câmbioEconomia   aula 5 - o balanço de pagamentos e a taxa de câmbio
Economia aula 5 - o balanço de pagamentos e a taxa de câmbio
Felipe Leo
 
As relações económicas internacionais e as balanças.pptx
As relações económicas internacionais e as balanças.pptxAs relações económicas internacionais e as balanças.pptx
As relações económicas internacionais e as balanças.pptx
Cecília Gomes
 
Economia internacional
Economia internacionalEconomia internacional
Economia internacional
Yuri Silver
 
Economia
EconomiaEconomia
Economia
vdsilva
 
Mercado cambial brasileiro
Mercado cambial brasileiroMercado cambial brasileiro
Mercado cambial brasileiro
MalGomSam
 
Despesas e receitas públicas
Despesas e receitas públicasDespesas e receitas públicas
Despesas e receitas públicas
rene-de-jesus
 
Papel das financas publicas trabalho
Papel das financas publicas  trabalhoPapel das financas publicas  trabalho
Papel das financas publicas trabalho
rosita822
 

Semelhante a Setor externo (20)

Economia Brasileira - Aula 01 - Revisão sobre setor externo
Economia Brasileira - Aula 01 - Revisão sobre setor externoEconomia Brasileira - Aula 01 - Revisão sobre setor externo
Economia Brasileira - Aula 01 - Revisão sobre setor externo
 
balanço de pagamento (1).pdf
balanço de pagamento (1).pdfbalanço de pagamento (1).pdf
balanço de pagamento (1).pdf
 
aula de economia dia 03 macroeconomia.ppt
aula de economia dia 03 macroeconomia.pptaula de economia dia 03 macroeconomia.ppt
aula de economia dia 03 macroeconomia.ppt
 
Balanço de Pagamentos .pptx
Balanço de Pagamentos .pptxBalanço de Pagamentos .pptx
Balanço de Pagamentos .pptx
 
Economia aula 5 - o balanço de pagamentos e a taxa de câmbio
Economia   aula 5 - o balanço de pagamentos e a taxa de câmbioEconomia   aula 5 - o balanço de pagamentos e a taxa de câmbio
Economia aula 5 - o balanço de pagamentos e a taxa de câmbio
 
As relações económicas internacionais e as balanças.pptx
As relações económicas internacionais e as balanças.pptxAs relações económicas internacionais e as balanças.pptx
As relações económicas internacionais e as balanças.pptx
 
A balança de pagamentos portuguesa numa noite de verão
A balança de pagamentos portuguesa numa noite de verãoA balança de pagamentos portuguesa numa noite de verão
A balança de pagamentos portuguesa numa noite de verão
 
Economia internacional
Economia internacionalEconomia internacional
Economia internacional
 
Economia Internacional
Economia InternacionalEconomia Internacional
Economia Internacional
 
Economia
EconomiaEconomia
Economia
 
Aula_Macroeconomia_apresentação_slide1.ppt
Aula_Macroeconomia_apresentação_slide1.pptAula_Macroeconomia_apresentação_slide1.ppt
Aula_Macroeconomia_apresentação_slide1.ppt
 
Aula_3_de_Mercado_de_Capitais.pptx
Aula_3_de_Mercado_de_Capitais.pptxAula_3_de_Mercado_de_Capitais.pptx
Aula_3_de_Mercado_de_Capitais.pptx
 
1 201010243711613
1 2010102437116131 201010243711613
1 201010243711613
 
Mercado cambial brasileiro
Mercado cambial brasileiroMercado cambial brasileiro
Mercado cambial brasileiro
 
Caso pratico nº 4
Caso pratico nº 4Caso pratico nº 4
Caso pratico nº 4
 
Despesas e receitas públicas
Despesas e receitas públicasDespesas e receitas públicas
Despesas e receitas públicas
 
E11
E11E11
E11
 
Segundo exercício para engenharia
Segundo exercício para engenhariaSegundo exercício para engenharia
Segundo exercício para engenharia
 
Cap2 2 3 4out
Cap2 2 3 4outCap2 2 3 4out
Cap2 2 3 4out
 
Papel das financas publicas trabalho
Papel das financas publicas  trabalhoPapel das financas publicas  trabalho
Papel das financas publicas trabalho
 

Mais de Felipe Leo

Cozinha portuguesa
Cozinha portuguesaCozinha portuguesa
Cozinha portuguesa
Felipe Leo
 
As 50 receitas mais pedidas dos últimos 50 anos
As 50 receitas mais pedidas dos últimos 50 anosAs 50 receitas mais pedidas dos últimos 50 anos
As 50 receitas mais pedidas dos últimos 50 anos
Felipe Leo
 
500 segredos culinarios
500 segredos culinarios500 segredos culinarios
500 segredos culinarios
Felipe Leo
 
Receitas uniao de a a z
Receitas uniao de a a zReceitas uniao de a a z
Receitas uniao de a a z
Felipe Leo
 
Receitas internet n freitas
Receitas internet   n freitasReceitas internet   n freitas
Receitas internet n freitas
Felipe Leo
 
Economia aula 7 - a macroeconomia keynesiana
Economia   aula 7 - a macroeconomia keynesianaEconomia   aula 7 - a macroeconomia keynesiana
Economia aula 7 - a macroeconomia keynesiana
Felipe Leo
 
Economia aula 6 - a moeda e o sistema bancário
Economia   aula 6 - a moeda e o sistema bancárioEconomia   aula 6 - a moeda e o sistema bancário
Economia aula 6 - a moeda e o sistema bancário
Felipe Leo
 
Economia aula 4 - introdução à macroeconomia
Economia   aula 4 - introdução à macroeconomiaEconomia   aula 4 - introdução à macroeconomia
Economia aula 4 - introdução à macroeconomia
Felipe Leo
 
Economia aula 3 – a elasticidade e suas aplicações
Economia   aula 3 – a elasticidade e suas aplicaçõesEconomia   aula 3 – a elasticidade e suas aplicações
Economia aula 3 – a elasticidade e suas aplicações
Felipe Leo
 
Plano de contas
Plano de contasPlano de contas
Plano de contas
Felipe Leo
 

Mais de Felipe Leo (11)

Cozinha portuguesa
Cozinha portuguesaCozinha portuguesa
Cozinha portuguesa
 
As 50 receitas mais pedidas dos últimos 50 anos
As 50 receitas mais pedidas dos últimos 50 anosAs 50 receitas mais pedidas dos últimos 50 anos
As 50 receitas mais pedidas dos últimos 50 anos
 
500 segredos culinarios
500 segredos culinarios500 segredos culinarios
500 segredos culinarios
 
Receitas uniao de a a z
Receitas uniao de a a zReceitas uniao de a a z
Receitas uniao de a a z
 
Receitas internet n freitas
Receitas internet   n freitasReceitas internet   n freitas
Receitas internet n freitas
 
Economia aula 7 - a macroeconomia keynesiana
Economia   aula 7 - a macroeconomia keynesianaEconomia   aula 7 - a macroeconomia keynesiana
Economia aula 7 - a macroeconomia keynesiana
 
Economia aula 6 - a moeda e o sistema bancário
Economia   aula 6 - a moeda e o sistema bancárioEconomia   aula 6 - a moeda e o sistema bancário
Economia aula 6 - a moeda e o sistema bancário
 
Economia aula 4 - introdução à macroeconomia
Economia   aula 4 - introdução à macroeconomiaEconomia   aula 4 - introdução à macroeconomia
Economia aula 4 - introdução à macroeconomia
 
Economia aula 3 – a elasticidade e suas aplicações
Economia   aula 3 – a elasticidade e suas aplicaçõesEconomia   aula 3 – a elasticidade e suas aplicações
Economia aula 3 – a elasticidade e suas aplicações
 
Qualidade iso
Qualidade isoQualidade iso
Qualidade iso
 
Plano de contas
Plano de contasPlano de contas
Plano de contas
 

Setor externo

  • 1. INTRODUÇÃO A estrutura e os resultados do balanço internacional de pagamentos são elementos que reportam a conceitos de soberania. Superávits, déficits ou estados de equilíbrio dependem de fatores como geografia e história, padrões de riqueza e de preferências políticas, evolução e estágio de tecnologia. Mas dependem também de como é administrada a taxa de câmbio e outros meios de regulação de fluxos externos líquidos. Ocorre, porém, que esses meios refletem um grande jogo de interesses, internos e externos. E não há um único padrão que seja capaz de conciliar os interesses de vários grupos em todos os países a um só tempo. JOAN ROBINSON e JOHN EATWELL An introduction to modern economics I
  • 2. SETOR EXTERNO  BALANÇOS INTERNACIONAIS DE PAGAMENTOS – São as transações econômicas de um determinado país com o exterior essas transações são totalizadas de um levantamento de critérios contábeis, reais e financeiras, que se realizaram durante determinado período de tempo. As classificações destas contas bem como sua metodologia seguem padrões ditados pelo Fundo Monetário Internacional. Para o levantamento do balanço de pagamento essa padronização segue quatro categorias: 1) Os fluxos comerciais de mercadorias e os de prestação de serviços; 2) Os movimentos puramente financeiros, resultante de empréstimos; 3) As transferências unilaterais; 4) As alterações nos estoques de ativos e passivos internacionais do país. O registro das transações econômicas internacionais e seus resultados acumulados fundamentam –se nos conceitos de agentes econômicos residentes e os não residentes domiciliados ou estabelecidos em outros países.  AGENTES ECONÔMICOS RESIDENTES – todos os agentes econômicos domiciliados ou estabelecidos no país.  AGENTES ECONÔMICOS NÃO RESIDENTES – todos os agentes econômicos fixados em outros países.  ESTRUTURA INTERNACIONAL DO BALANÇO DE PAGAMENTOS – A estrutura do balanço de pagamentos é definida à partir da natureza das transações que se agrupam em duas grandes categorias de contas: as transações correntes e os movimentos de capital.  TRANSAÇÕES CORRENTES – englobam os fluxos reais de comércio e serviços e transferências interagentes.  MOVIMENTOS DE CAPITAIS – englobam as entradas e saídas financeiras e de movimentos autônomos de capital . A sua estrutura é dada pelas seguintes categorias de transações: 1) TRANSAÇÕES CORRENTES  Balança Comercial:  Exportações de mercadorias  Importações de mercadorias II
  • 3. SETOR EXTERNO  Balança de Serviços:  Viagens internacionais  Transportes  Seguros  Rendas de capitais  Serviços governamentais  Outros serviços  Transferências Unilaterais 2) MOVIMENTOS DE CAPITAIS  Investimentos e Reinvestimentos  Empréstimos e financiamentos a longo prazo  Empréstimos e financiamentos a curto prazo  Outros Movimentos de Capital  Amortizações  Erros e Omissões 3) DÉFICIT (-) OU SUPERÁVIT (+) Os aspectos principais de cada uma dessas contas são os seguintes:  BALANÇA COMERCIAL: É o resultado líquido das transações de exportações e importações de mercadorias. Essa categoria implica em movimentações visíveis entre fronteiras nacionais destinados a consumo e a capital fixo. Para a maioria dos países é a conta internacional de maior expressão. Os resultados líquidos do fluxo de comércio definem por onde se movimentarão as demais contas. Países com índices deficitários procuram meios de compensar os saldos negativos com superávits em serviços, investimentos estrangeiros ou empréstimos no exterior.  BALANÇA DE SERVIÇOS: Compreende as receitas e as despesas cambiais com seis categorias de transações: a) Viagens Internacionais – registra os saldos líquidos gastos com os residentes ao exterior e dos não residentes ao seu país; b) Transportes – registra os saldos líquidos gastos com o uso de equipamentos de bandeira nacional e estrangeira; c) Seguros – registra os saldos líquidos de repasses internacionais para seguradoras externas bem como as estabelecidas; d) Renda de Capitais – tem o maior peso na balança de serviços. Contabilizam-se os saldos das remessas de juros e lucros; III
  • 4. SETOR EXTERNO e) Serviços Governamentais – compreende os gastos líquidos com a manutenção de representações diplomáticas militares efetivos no exterior, contribuições nacionais e organizações multilaterais; f) Outros Serviços – registram-se um saldo de seu heterogêneo conjunto de transações.  TRANFERÊNCIAS UNILATERAIS – São transferências não-retribuídas. São resultados de doações e instituições sem contra partida prévia ou futura. As operações de ONGs, cujo número têm crescido são financiadas por transferências unilaterais em países de alta renda, e ainda por unidades familiares para manutenção de residentes no exterior.  MOVIMENTOS DE CAPITAIS – São representações por entradas e saídas de ativos financeiros. Compreende três categorias: a) Movimentos autônomos de riscos atraídos pelas oportunidades de investimento e reinvestimento nos setores real e financeiro do país receptor; b) Financiamentos concedidos por bancos e fornecedores estrangeiros para transações correntes, exportações e importações; c) Empréstimos de curto e longo prazo.  ERROS E OMISSÕES – Registra-se nesta conta as discrepâncias entre fluxos de entradas e saídas de recursos e as variações nos estoques de reservas cambiais do país. Nesta conta, quando o sinal é negativo, as descrepâncias constatadas, indicam saída líquida de ativos financeiros internacionais do país.  DÉFICIT (-) OU SUPERÁVIT (+) – É o resultado final do balanço internacional de pagamentos, revela a posição do país em suas transações externas como um todo. As situações de déficit indicam saídas de reservas cambiais superiores às entradas implicando geralmente queda nestas reservas. Os superávites, contrariamente indicam ingressos líquidos de recursos com aumento dos estoques de ativos esternos do país. Os superávites implicam a acumulação de haveres financeiros externos. Já os déficits levam à perda de haveres cambiais, reduzindo-se a liquidez internacional do país e colocando em risco sua solvabilidade externa. IV
  • 5. SETOR EXTERNO  BALANÇO DE PAGAMENTOS – É o levantamento por critérios contábeis, de todas as transações econômicas, reais e financeiras, que realizaram num determinado período de tempo entre os agentes residentes e os não-residentes .  Agentes Residentes: são todos os agentes econômicos domiciliados no país de origem.  Agentes Não-Residentes: são todos os agentes econômicos fixados em outros países.  ESTRUTURA DO BALANÇO DE PAGAMENTOS – É definida a partir da natureza das transações, que se agrupam em duas categorias : transações correntes e movimentos de capital, que se subdividem da seguinte maneira: 1. Transações Correntes: a) Balança comercial – exportações e importações de mercadorias; b) Balança de serviços – viagens internacionais, transportes, seguros, rendas de capitais, serviços governamentais e outros serviços; c) Transações unilaterais. 2. Movimentos de Capitais: a) Investimentos e reinvestimentos; b) Empréstimos e financiamentos de longo e curto prazo; c) Outros movimentos de capital; d) Amortizações; e) Erros e omissões. 3. Déficit (-) ou Superávit (+)  BALANÇA COMERCIAL – É o resultado líquido das transações de exportação e importação de mercadorias.  BALANÇA DE SERVIÇOS – Compreende as receitas e as despesas cambiais englobando seis categorias: a) Viagens internacionais; b) Transporte; c) Seguros; d) Renda de capitais; e) Serviços governamentais f) Outros serviços.  TRANSFERÊNCIAS UNILATERAIS – São transferências não-retribuídas, produto de doações de instituições sem contra-partida prévia ou futura.  MOVIMENTOS DE CAPITAL – São representados por entradas e saídas de ativos financeiros em três categorias: a) Movimentos autônomos de risco; b) Financiamentos ; c) Empréstimos de curto e longo prazo; V
  • 6. SETOR EXTERNO  ERROS E OMISSÕES – Registra-se as discrepâncias entre fluxos de entradas e saídas de recursos.  DÉFICIT (-) OU SUPERÁVIT (+) – O déficit indica saída de reservas cambiais maiores que as entradas. O superávit contrariamente indica ingressos líquidos de recursos aumentando os estoques. TABELA DEMONSTRATIVA DE BALANÇO INTERNACIONAL DE PAGAMENTOS DO BRASIL. PERÍODO 1971/1998 PERÍODOS SELECIONADOS GRUPOS DE 1998 CONTAS 1971/73 1974/76 1988/93 1994/95 1996 1997 Jan/Fev/Mar 1. - 134 - 3.445 + 14.164 + 3.645 - 8.372 - 1.565 BALANÇA Equilíbrio Déficit Megassuperávit Superávit, Sem COMERCIAL Pronunciado com fornecimento tendência a de dados. equilíbrio 2. - 1.153 - 3.188 - 14.344 - 16.672 Sem - 27.287 - 4.929 BALANÇA DE Déficit Déficit em Megadéficit Megadéficit fornecimento SERVIÇOS Moderado Expansão de dados 3. + 18 - 124 + 1.103 + 3.280 Sem + 2.220 + 480 TRANSFERÊNCIAS Equilíbrio Déficit Superávit Expressivo fornecimento UNILATERAIS discreto superávit de dados 4. - 1.269 - 6.757 + 923 - 9.738 - 33.439 - 6.014 TRANSAÇÕES Déficit Expressivo Equilíbrio Expressivo Sem CORRENTES déficit déficit, com fornecimento tendência a de dados expansão 5. + 2.637 + 6.427 + 4.140 + 22.058 MOVIMENTOS DE Ingressos Expressivo Operações Mega CAPITAL compens. de ingresso de típicas de ingressos de Sem exigíveis exigíveis rolagem de capitais fornecimento dívida autônomos de dados nos setores real e financ. 6. + 1.368 + 303 + 4.741 + 13.209 BALANÇO DE Superávit, Equilíbrio, Superávit, com Mega PAGAMENTOS com com forte desacumulação superávit, Sem COMO UM TODO endividament expansão do externa real e com fornecimento o externo endividament ingressos expressivo de dados o externo autônomos de ingresso de capitais capitais VI
  • 7. TABELA DEMONSTRATIVA DE BALANÇO INTERNACIONAL DE PAGAMENTOS NO BRASIL NO PERÍODO DE 1971/1998 PERÍODOS SELECIONADOS GR 1971/73 1974/76 1988/93 3 1 1994/95 1996 1997 1998 Jan/Fev/Mar 372 1. - 134 - 3.445 rio14.164 + D + 3.645 Mega Sem - 8.372 - 1.565 BALANÇA CO Equilíbrio AL Megassuperá do Déficit ronun Superávit, fornecimentoco t COMERCIAL Pronunciado vit com de dados eq tendência - 14 a equilíbrio 22 2. - 1.153 R N - 3 188 S - 14.344 D - 16.672 u SemE - 27 for 287 - 4.929 BALANÇA DE Déficit UN Déficit em RAIS Megadéficit Megadéfic d c fornecimento super SERVIÇOS Moderado Expansão it de dados9 - 3. T + 18 - 124 + 1.103Ex + 3.280 Eq Sem + 2.220 + 480 , TRANSFERÊNCIA Equilíbrio Déficit Superávit Expressivo fornecimento t dê S UNILATERAIS discreto superávit de dados exp 4. - 1.269 - 6.757 + 923 - 9.738 + Sem - 33.439 - 6.014 TRANSAÇÕES MO Déficit TOS D Expressivo sos Equilíbrio vo Op raç Exp Expressivo típic s fornecimentoM L d d d d in CORRENTES déficit déficit,d de dados a com tendência a expansão 5. + 2.637 + 6.427 + 4.140 + 22.058 + MOVIMENTOS Ingressos BAL Expressivo O DE Operações vit Equ Mega Sup DE CAPITAL compens. de N OS PAGA ingresso de mtípicas co de desac ingressos Sems COM exigíveis ODO exigíveis e rolagem pa am e de do capitais de x rn real e c fornecimento e e dívidat autônomos o autô de dados de in r nos setores cap real e NADO financ. 6. + 1.368 + 303 + 4.741 + 13.209 BALANÇO DE Superávit, Equilíbrio, Superávit, Mega PAGAMENTOS com com forte com superávit, Sem COMO UM TODO endividame expansão do desacumulaçã com fornecimento nto externo endividame o externa real expressivo de dados nto externo e ingressos ingresso autônomos de de capitais capitais VII
  • 8. SETOR EXTERNO BIBLIOGRAFIA:  ECONOMIA AUTOR: José Paschoal Rossetti ANO/EDIÇÃO : 17° ed./1997 EDITORA: Atlas S.A  RESUMO DE RELATÓRIOS DO BANCO CENTRAL ANO/EDIÇÃO: Mar/98 – Edição ref. Aos anos de 97/98. FONTE: VIII