João Guimarães RosaPrimeiras EstóriasAs Margens da Alegria
IntroduçãoEm As margens da alegria, Guimarães Rosa coloca-nos diante de umMenino que, na sua lenta descoberta do mundo, tr...
EnredoO protagonista, o menino, faz uma viagem de avião até a casa do Tionuma cidade em construção, provavelmente Brasília...
Tem um momento ilusório: é quando pensa ter visto de novo o tãoamado peru. Na realidade, era outro, menor, menos pomposo. ...
Imagens
As Margens de BrasíliaIlustração que representa a cidade em construção,
Ilustração do livro As margens da alegriaRepresentando o Garoto sendo deixado por Seus pais com o seu Tio.
O Peru“Senhor! Quando avistou o peru, no centro do terreiro, entre a casa e asárvores da mata. O peru, imperial, dava-lhe ...
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As margens da alegria (apresentação)

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As margens da alegria (apresentação)

  1. 1. João Guimarães RosaPrimeiras EstóriasAs Margens da Alegria
  2. 2. IntroduçãoEm As margens da alegria, Guimarães Rosa coloca-nos diante de umMenino que, na sua lenta descoberta do mundo, transforma tudo oque lhe passa diante dos olhos em experiência de dor e alegria, vida emorte. Essa aprendizagem se dá a partir da relação direta com anatureza em toda a sua dinâmica, para a qual o Menino volta um olharsem reservas, cheio de admiração. Aqui a infância aparece como olugar do crescimento, da descoberta, da aprendizagem. O Menino temcomo primeira fonte de conhecimento o olhar: "espiar", "avistar","ver" e "vislumbrar" são verbos que percorrem toda a narrativa. É,portanto, através do olhar atento e encantado que ele conhece ereconhece todas as coisas que encontra.
  3. 3. EnredoO protagonista, o menino, faz uma viagem de avião até a casa do Tionuma cidade em construção, provavelmente Brasília. Esse passeio,como informa o narrador, é na máxima felicidade. Os adultos estãosempre o afagando. Tudo é belo e novo. E antes mesmo que tenhaconsciência das necessidades, já é satisfeito. Tais descrições conferemcom a ideia que se faz do Paraíso. É onde a criança parece estar.O clímax de tanta felicidade vai-se dar quando o Menino encontra umperu majestoso. Mas dura pouco tempo, pois, depois de um passeio, ogaroto fica sabendo que a ave havia sido morta para o aniversário doTio. Sua tristeza é aumentada quando depois presencia a derrubada deuma árvore. É o contato com as imperfeições da vida: a morte e,consequentemente, a passagem do tempo. Cai do Paraíso.
  4. 4. Tem um momento ilusório: é quando pensa ter visto de novo o tãoamado peru. Na realidade, era outro, menor, menos pomposo. Háquem enxergue aqui o platonismo, na medida em que esse segundopássaro seria sombra do primeiro, perfeito, já que pertencente aomundo das ideias.O segundo bicho, que bica a cabeça decepada da antiga ave,proporcionará ao menino mais experiências difíceis ligadas ao campoda inveja e da malignidade. É o instante em que começa a escurecer,tanto denotativamente (fim do dia, chegada da noite), quantoconotativamente (contato com o lado escuro da existência).A angústia é aliviada quando surge, em meio à escuridão da floresta àsua frente, um vaga-lume. Sua luz em meio ao breu simboliza aesperança que se deve ter após a queda do Paraíso, após o mergulhonas imperfeições da condição humana. Por isso alguns associam essebrilho aos ideais religiosos, como o próprio Espírito Santo, a nos trazerde volta a felicidade do princípio de tudo.
  5. 5. Imagens
  6. 6. As Margens de BrasíliaIlustração que representa a cidade em construção,
  7. 7. Ilustração do livro As margens da alegriaRepresentando o Garoto sendo deixado por Seus pais com o seu Tio.
  8. 8. O Peru“Senhor! Quando avistou o peru, no centro do terreiro, entre a casa e asárvores da mata. O peru, imperial, dava-lhe as costas, para receber suaadmiração.
  9. 9. Conclusão

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