Doutorado Enfermagem - UERJ - Construindo saberes: reflexões desde o sul

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Apresentação a partir de 2 capítulos da coletânea de Boaventura de Sousa Santos, Epistemologias do Sul.

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Doutorado Enfermagem - UERJ - Construindo saberes: reflexões desde o sul

  1. 1. Construindo Saberes:Reflexões desde o Sul
  2. 2. Nosso diálogo hoje1. Quem fala desde onde;2. O Sul;3. Epistemologia Abissal e Epistemologias do Sul;4. Outros saberes: o discurso de Felipe Guamán Poma de Ayala;5. Construções de saberes: desafios, pesquisas ações.
  3. 3. 1.
  4. 4. Latino-americano;Sino descendente;Supremacia da experiência "lá fora";Migrante;
  5. 5. Misturado e multiforme;Pedagogia e ciências sociais criticas;Saúde pública + Saúde Comunitária + SaúdeColetiva;Arte sob todas as formas;Paixão, desejo e irreverência. Humor edelicadeza (camuflada).
  6. 6. Paulo Freire; Josué de Castro;Carlos Brandão; Victor Valla;Carlo Ginzburg; Edward Said;Jose de Sousa Martins; Milton Santos;Peter Burke;Ítalo Calvino;Oliver Sacks;
  7. 7. Guimarães RosaManoel de BarrosAdelia PradoEduardo GaleanoBoaventura Santos
  8. 8. 2.
  9. 9. Sul GeográficoSul metafórico
  10. 10. El Sur También Existe Mario Benedetti Montevideo
  11. 11. Com su ritual de acero,Sus grandes chimeneas,Sus sabios clandestinos, Su canto de sirenas, sus cielos de néon, Sus ventas navideñas, su culto de dios padre y de las charreteras.Com sua llaves del reinoel norte es el que ordena
  12. 12. Pero aquí abajo, abajo El hambre disponibleRecurre al fruto amargoDe lo que otros deciden,Mientars el iempo pasa Y pasan los desfiles,y se hacen otras cosas Que el norte no príbe.Com su esperanza dura El sur tambiém existe
  13. 13. con sus predicadoressus gases que envenenan su escuela de chicago sus dueños de la tierra con sus trapos de lujo y su pobre osamenta sus defensas gastadas sus gastos de defensa son su gesta invasora el norte es el que ordena
  14. 14. pero aquí abajo abajocada uno en su escondite hay hombres y mujeres que saben a qué asirse aprovechando el sol y también los eclipses apartando lo inútil y usando lo que sirve con su fe veterana el sur también existe
  15. 15. con su corno francés y su academia sueca su salsa americana y sus llaves inglesas con todos sus misiles y sus enciclopedias su guerra de galaxias y su saña opulenta con todos sus laurelesel norte es el que ordena
  16. 16. pero aquí abajo abajo cerca de las raíces es donde la memoria ningún recuerdo omitey hay quienes se desmueren y hay quienes se desviven y así entre todos logran lo que era un imposible que todo el mundo sepa que el sur también existe
  17. 17. Vuelvo al SurAstor Piazzolla e Fernando Solanas
  18. 18. Vuelvo al surComo se vuelve siempre al amor Vuelvo a vos Con mi deseo, con mi temor Llevo al sur Como un destino del corazon Soy del sur Como los aires del bandoneon
  19. 19. Sueño el sur Inmensa luna, cielo al reves. Vuelvo al surEl tiempo abierto y su despues Quiero al sur. Su buena gente, su dignidad. Siento al sur.Como tu cuerpo en la intimidad. Te quiero, sur . . . Te quiero, sur . . .
  20. 20. 3.SUL: Ecologia de Saberes, Diálogo, Diversidades
  21. 21. Além do AbissalO pensamentopredominante noOcidente é Abissal
  22. 22. Toda experiência social produz e reproduz conhecimento
  23. 23. Através de conhecimento válido que uma dada experiência se torna válida
  24. 24. Qualquer conhecimento válido é sempre contextual
  25. 25. Domínio nos últimos dois séculos de epistemologia que eliminou a reflexãosobre o contexto cultural e político da produção e reprodução do conhecimento.
  26. 26. AfirmaçõesA epistemologia dominante écontextual mas com pretensão deuniversalidade;A intervenção epistemológicadescredibilizou ou suprimiu todas aspraticas sociais de conhecimentodiferentes. EPISTEMICIDIO;
  27. 27. A ciência moderna nao foi nem malincondicional nem bem incondicional.Ela é diversa;A critica e a construção de alternativashoje é possível;Alternativas partem do principio que omundo é epistemologicamente diversoe isso representa enormeenriquecimento das capacidadeshumanas.
  28. 28. Pensamento AbissalPara se constituir, definir, nega osoutros, cria abismos de separação,invisibilidades, negações.
  29. 29. Do outro lado da linhaCrenças, opiniões, magia, idolatria,entendimentos intuitivos ou subjetivos;Podem tornar-se objetos ou matériaprima para pesquisa
  30. 30. OS NINGUÉNSAs pulgas sonham em comprar um cão, e os ninguénscom deixar a pobreza, que em algum dia mágico desorte chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte nãochova ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nemuma chuvinhacai do céu da boa sorte , por mais que osninguéns a chamem a mesmo que a mão esquerdacoce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem oano mudando de vassoura.Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo avida, fodidos e mal pagos:Que não são embora sejam.
  31. 31. Que não falam idiomas, falam dialetos.Que não praticam religiões, praticam supertições.Que não fazem arte, fazem artesanato.Que não são seres humanos, são recursos humanos.Que não tem cultura, têm folclore.Que não têm cara, têm braços.Que não têm nome, têm número.Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginaspoliciais da imprensa local.Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.Eduardo Galeano - Livro dos Abraços.
  32. 32. Alternativas, reações.Cosmopolitismo subalternoEcologia de saberesDiversidadesAutorreflexividade
  33. 33. 4.
  34. 34. Outros Saberes Outros DiscursosOutras compreensões
  35. 35. A critica à modernidade desde o próprio sofrimentoGuamán Poma de Ayala
  36. 36. 5.
  37. 37. Construção dos SaberesContextual. Influenciada pela culturae pela política;Opera sob um poderoso "sensocomum" epistemológico;Em dialogo de diversas visões econcepções;
  38. 38. Construção dos SaberesAprender do Outro "além da linha abissal";privilégio das configurações de saúde;A construção é sempre social;O saber se faz em processos decompartilhamento.
  39. 39. A CRIAÇÃOA mulher e o homem sonhavam que Deus osestava sonhando.Deus os sonhava enquanto cantava e agitava suasmaracas, envolvido em fumaça de tabaco, e sesentia feliz e também estremecido pela dúvida e omistério.Os índios makiritare sabem que se Deus sonhacom comida, frutifica e dá de comer. Se Deussonha com a vida, nasce e dá de nascer.
  40. 40. A mulher e o homem sonhavam que no sonho deDeus aparecia um grande ovo brilhante. Dentrodo ovo, eles cantavam e dançavam e faziam umgrande alvoroço, porque estavam loucos devontade de nascer. Sonhavam que no sonho deDeus a alegria era mais forte que a dúvida e omistério; e Deus, sonhando, os criava, ecantando dizia:- Quebro este ovo e nasce a mulher e nasce ohomem. E juntos viverão e morrerão. Masnascerão novamente. Nascerão e tornarão amorrer e outra vez nascerão. E nunca deixarãode nascer, porque a morte é mentira.
  41. 41. julio.Wong.un@gmail.com @wongun

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