SlideShare uma empresa Scribd logo

Frederick S Perls e Gestal.ppt

W
W

Gestalt terapia

Frederick S Perls e Gestal.ppt

1 de 54
Baixar para ler offline
FREDERICK S. PERLS E G
GESTALT-TERAPIA
“Dentro e fora da lata de lixo
Coloco minha criação
Seja ela viva ou antiquada
Tristeza ou exaltação.
Alegria ou pesar como eu tive
Serão revistos;
Sentindo-me sadio e estando louco
Acolhido ou rejeitado.
Trastes e caos interrompem-se
Ao invés da selvagem confusão
Formam uma significativa Gestalt
No fim de minha vida”.
(Perls, 1969)
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
 1893 – Perls nasce em Berlim;
 Filho de pais judeus, de classe média
baixa;
Biografia e contextualização histórica
Else, Margariet and Frederick Perls, Germany, 1900.
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
 Formou–se em medicina
especializando-se em
Psiquiatria;
 Aliou-se ao exército alemão
e serviu como médico na
primeira guerra mundial;
 Após a guerra voltou para
Berlim e começou a formular
algumas idéias filosóficas
que seriam base para o
desenvolvimento da gestalt-
terapia;
Frederick Perls, Berlin, 1923
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
• 1926 – trabalhou no instituto de soldados com lesões
cerebrais e compreendeu a importância de considerar o
organismo humano como um todo, ao invés de vê-lo como um
aglomerado de partes funcionando desordenadamente;
• 1927 – mudou-se para Viena e começou seu treinamento em
Psicanálise (foi analisado por Wilheln Reich e supervisionado
por várias outras figuras importantes do movimento
psicanalítico);
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
• 1930- Casa-se com Laura, o
que resultou em 2 filhos e 4
netos.
Frederick & Laura Perls -- In a Park Outside Berlin
Shortly After Their Wedding Day, 1930
FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
• 1933 – com ascensão de Hitler ao
poder Perls partiu para Holanda e
depois África do Sul onde fundou
um instituto sul-africano de
psicanálise;
• 1936 – voltou a Alemanha para
apresentar um trabalho num
congresso psicanalítico e
encontrar-se com Freud (o
encontro foi uma decepção, durou
4 minutos e não ofereceu
oportunidade para explorar as
idéias de Freud);
Reading a Newspaper in South Africa, ca. 1940

Recomendados

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Aula 2 O Behaviorismo - uma proposta de estudo do comportamento
Aula 2   O Behaviorismo - uma proposta de estudo do comportamentoAula 2   O Behaviorismo - uma proposta de estudo do comportamento
Aula 2 O Behaviorismo - uma proposta de estudo do comportamentoLudmila Moura
 
119171435 1438.aula func_156
119171435 1438.aula func_156119171435 1438.aula func_156
119171435 1438.aula func_156Pelo Siro
 
Fenomenologia - uma breve introdução
Fenomenologia - uma breve introduçãoFenomenologia - uma breve introdução
Fenomenologia - uma breve introduçãoBruno Carrasco
 
Slide: A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologia
Slide: A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologiaSlide: A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologia
Slide: A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologiaUniversidade de Fortaleza
 
Psicologia: Ciência e Profissão
Psicologia: Ciência e ProfissãoPsicologia: Ciência e Profissão
Psicologia: Ciência e ProfissãoMilena Loures
 
Fundamentos da Psicologia Social
Fundamentos da Psicologia SocialFundamentos da Psicologia Social
Fundamentos da Psicologia SocialMarcos Pereira
 
_PSICO DESENV_AULA7 - O DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL.pdf
_PSICO DESENV_AULA7 - O DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL.pdf_PSICO DESENV_AULA7 - O DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL.pdf
_PSICO DESENV_AULA7 - O DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL.pdfAndrea Nogueira
 
Introdução à psicologia
Introdução à psicologiaIntrodução à psicologia
Introdução à psicologiaLaércio Góes
 
Fenomenologia de Husserl
Fenomenologia de HusserlFenomenologia de Husserl
Fenomenologia de Husserlprofadnilson
 
Behaviorismo - Período Pós Fundação
Behaviorismo - Período Pós FundaçãoBehaviorismo - Período Pós Fundação
Behaviorismo - Período Pós Fundaçãonicecoimbra
 

Mais procurados (20)

slides da história da psicologia
slides da história da psicologiaslides da história da psicologia
slides da história da psicologia
 
Aula 2 O Behaviorismo - uma proposta de estudo do comportamento
Aula 2   O Behaviorismo - uma proposta de estudo do comportamentoAula 2   O Behaviorismo - uma proposta de estudo do comportamento
Aula 2 O Behaviorismo - uma proposta de estudo do comportamento
 
Aula de psicologia
Aula de psicologiaAula de psicologia
Aula de psicologia
 
119171435 1438.aula func_156
119171435 1438.aula func_156119171435 1438.aula func_156
119171435 1438.aula func_156
 
Fenomenologia - uma breve introdução
Fenomenologia - uma breve introduçãoFenomenologia - uma breve introdução
Fenomenologia - uma breve introdução
 
Humanismo
HumanismoHumanismo
Humanismo
 
Slide: A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologia
Slide: A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologiaSlide: A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologia
Slide: A psicologia social e uma nova concepção do homem para a psicologia
 
Aula 1 - Introdução à Psicologia
Aula 1 - Introdução à PsicologiaAula 1 - Introdução à Psicologia
Aula 1 - Introdução à Psicologia
 
Behaviorismo
BehaviorismoBehaviorismo
Behaviorismo
 
Psicologia: Ciência e Profissão
Psicologia: Ciência e ProfissãoPsicologia: Ciência e Profissão
Psicologia: Ciência e Profissão
 
fenomenologia husserl
fenomenologia husserlfenomenologia husserl
fenomenologia husserl
 
Aula - Introdução à Psicologia 1
Aula - Introdução à Psicologia 1Aula - Introdução à Psicologia 1
Aula - Introdução à Psicologia 1
 
Teoria Comportamental
Teoria  ComportamentalTeoria  Comportamental
Teoria Comportamental
 
Psicologia humanista
Psicologia humanistaPsicologia humanista
Psicologia humanista
 
Fundamentos da Psicologia Social
Fundamentos da Psicologia SocialFundamentos da Psicologia Social
Fundamentos da Psicologia Social
 
_PSICO DESENV_AULA7 - O DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL.pdf
_PSICO DESENV_AULA7 - O DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL.pdf_PSICO DESENV_AULA7 - O DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL.pdf
_PSICO DESENV_AULA7 - O DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL.pdf
 
Introdução à psicologia
Introdução à psicologiaIntrodução à psicologia
Introdução à psicologia
 
Fenomenologia de Husserl
Fenomenologia de HusserlFenomenologia de Husserl
Fenomenologia de Husserl
 
Behaviorismo - Período Pós Fundação
Behaviorismo - Período Pós FundaçãoBehaviorismo - Período Pós Fundação
Behaviorismo - Período Pós Fundação
 
Psicologia humanista
Psicologia humanistaPsicologia humanista
Psicologia humanista
 

Semelhante a Frederick S Perls e Gestal.ppt

Um primeiro-olhar-sobre-a-gestalt
Um primeiro-olhar-sobre-a-gestaltUm primeiro-olhar-sobre-a-gestalt
Um primeiro-olhar-sobre-a-gestaltFassis
 
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONAL
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONALA CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONAL
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONALDIONE FRANCISCATO
 
Gestalt Terapia - Psicologia
Gestalt Terapia - PsicologiaGestalt Terapia - Psicologia
Gestalt Terapia - PsicologiaAdriane Fernandes
 
A psicologia da Gestalt - histórico e princípios
A psicologia da Gestalt - histórico e princípiosA psicologia da Gestalt - histórico e princípios
A psicologia da Gestalt - histórico e princípiosLudmila Moura
 
AULA INTRODUTORIA T.DA PERSONALIDADE 2022 .pptx
AULA INTRODUTORIA T.DA PERSONALIDADE 2022 .pptxAULA INTRODUTORIA T.DA PERSONALIDADE 2022 .pptx
AULA INTRODUTORIA T.DA PERSONALIDADE 2022 .pptxAndraRibeiroSouza
 
Curso de psicologia_clinica_sp__76407
Curso de psicologia_clinica_sp__76407Curso de psicologia_clinica_sp__76407
Curso de psicologia_clinica_sp__76407Marcelo Enrico
 
isto é gestalt (1).pdf
isto é gestalt (1).pdfisto é gestalt (1).pdf
isto é gestalt (1).pdfDryelleBrenda1
 
Geley, gustave resumo da doutrina espírita
Geley, gustave   resumo da doutrina espíritaGeley, gustave   resumo da doutrina espírita
Geley, gustave resumo da doutrina espíritaLuiz Gonzaga Scalzitti
 
Não Tenha Pressa: Sete Lições para Jovens Terapeutas
Não Tenha Pressa: Sete Lições para Jovens TerapeutasNão Tenha Pressa: Sete Lições para Jovens Terapeutas
Não Tenha Pressa: Sete Lições para Jovens TerapeutasUniversité de Montréal
 
Trabalho resenha
Trabalho resenhaTrabalho resenha
Trabalho resenhapsi-fca
 
37280slides aula desenvolvimento humano, psicologgia da educaçao
37280slides aula desenvolvimento humano, psicologgia da educaçao37280slides aula desenvolvimento humano, psicologgia da educaçao
37280slides aula desenvolvimento humano, psicologgia da educaçaoMariaDeMatos2
 

Semelhante a Frederick S Perls e Gestal.ppt (20)

GESTALT
GESTALTGESTALT
GESTALT
 
Um primeiro-olhar-sobre-a-gestalt
Um primeiro-olhar-sobre-a-gestaltUm primeiro-olhar-sobre-a-gestalt
Um primeiro-olhar-sobre-a-gestalt
 
Fenomenologia e a psicologia
Fenomenologia e a psicologiaFenomenologia e a psicologia
Fenomenologia e a psicologia
 
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONAL
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONALA CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONAL
A CONTRIBUIÇÃO DA GESTALT NA LIDERANÇA ORGANIZACIONAL
 
Gestalt
GestaltGestalt
Gestalt
 
Psicologia Gestalt.pptx
Psicologia Gestalt.pptxPsicologia Gestalt.pptx
Psicologia Gestalt.pptx
 
Gestalt Terapia - Psicologia
Gestalt Terapia - PsicologiaGestalt Terapia - Psicologia
Gestalt Terapia - Psicologia
 
Psicoterapias miriam
Psicoterapias miriamPsicoterapias miriam
Psicoterapias miriam
 
A psicologia da Gestalt - histórico e princípios
A psicologia da Gestalt - histórico e princípiosA psicologia da Gestalt - histórico e princípios
A psicologia da Gestalt - histórico e princípios
 
AULA FREUD.pdf
AULA FREUD.pdfAULA FREUD.pdf
AULA FREUD.pdf
 
AULA INTRODUTORIA T.DA PERSONALIDADE 2022 .pptx
AULA INTRODUTORIA T.DA PERSONALIDADE 2022 .pptxAULA INTRODUTORIA T.DA PERSONALIDADE 2022 .pptx
AULA INTRODUTORIA T.DA PERSONALIDADE 2022 .pptx
 
Curso de psicologia_clinica_sp__76407
Curso de psicologia_clinica_sp__76407Curso de psicologia_clinica_sp__76407
Curso de psicologia_clinica_sp__76407
 
isto é gestalt (1).pdf
isto é gestalt (1).pdfisto é gestalt (1).pdf
isto é gestalt (1).pdf
 
Geley, gustave resumo da doutrina espírita
Geley, gustave   resumo da doutrina espíritaGeley, gustave   resumo da doutrina espírita
Geley, gustave resumo da doutrina espírita
 
PSICOLOGIA.pdf
PSICOLOGIA.pdfPSICOLOGIA.pdf
PSICOLOGIA.pdf
 
Humanismo Carl Rogers
Humanismo Carl RogersHumanismo Carl Rogers
Humanismo Carl Rogers
 
Não Tenha Pressa: Sete Lições para Jovens Terapeutas
Não Tenha Pressa: Sete Lições para Jovens TerapeutasNão Tenha Pressa: Sete Lições para Jovens Terapeutas
Não Tenha Pressa: Sete Lições para Jovens Terapeutas
 
Personalidade - Teorias e Testes
Personalidade - Teorias e TestesPersonalidade - Teorias e Testes
Personalidade - Teorias e Testes
 
Trabalho resenha
Trabalho resenhaTrabalho resenha
Trabalho resenha
 
37280slides aula desenvolvimento humano, psicologgia da educaçao
37280slides aula desenvolvimento humano, psicologgia da educaçao37280slides aula desenvolvimento humano, psicologgia da educaçao
37280slides aula desenvolvimento humano, psicologgia da educaçao
 

Frederick S Perls e Gestal.ppt

  • 1. FREDERICK S. PERLS E G GESTALT-TERAPIA “Dentro e fora da lata de lixo Coloco minha criação Seja ela viva ou antiquada Tristeza ou exaltação. Alegria ou pesar como eu tive Serão revistos; Sentindo-me sadio e estando louco Acolhido ou rejeitado. Trastes e caos interrompem-se Ao invés da selvagem confusão Formam uma significativa Gestalt No fim de minha vida”. (Perls, 1969)
  • 2. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  1893 – Perls nasce em Berlim;  Filho de pais judeus, de classe média baixa; Biografia e contextualização histórica Else, Margariet and Frederick Perls, Germany, 1900.
  • 3. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  Formou–se em medicina especializando-se em Psiquiatria;  Aliou-se ao exército alemão e serviu como médico na primeira guerra mundial;  Após a guerra voltou para Berlim e começou a formular algumas idéias filosóficas que seriam base para o desenvolvimento da gestalt- terapia; Frederick Perls, Berlin, 1923
  • 4. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • 1926 – trabalhou no instituto de soldados com lesões cerebrais e compreendeu a importância de considerar o organismo humano como um todo, ao invés de vê-lo como um aglomerado de partes funcionando desordenadamente; • 1927 – mudou-se para Viena e começou seu treinamento em Psicanálise (foi analisado por Wilheln Reich e supervisionado por várias outras figuras importantes do movimento psicanalítico);
  • 5. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • 1930- Casa-se com Laura, o que resultou em 2 filhos e 4 netos. Frederick & Laura Perls -- In a Park Outside Berlin Shortly After Their Wedding Day, 1930
  • 6. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • 1933 – com ascensão de Hitler ao poder Perls partiu para Holanda e depois África do Sul onde fundou um instituto sul-africano de psicanálise; • 1936 – voltou a Alemanha para apresentar um trabalho num congresso psicanalítico e encontrar-se com Freud (o encontro foi uma decepção, durou 4 minutos e não ofereceu oportunidade para explorar as idéias de Freud); Reading a Newspaper in South Africa, ca. 1940
  • 7. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  Muitos anos depois rompeu com o movimento psicanalítico;  1946 – imigrou pra o EUA, prosseguiu com o desenvolvimento da Gestalt- terapia;  1952 – fundou o instituto nova- iorquino de gestalt-terapia; Frederick Perls, New York City, 1955
  • 8. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  No início dos anos 60 mudou-se para a Califórnia (Instituto Esalen) e ficou amplamente conhecido como expoente de uma filosofia e de um método de psicoterapia novos e viáveis;  1970 –faleceu na ilha de Vancouver, o local da primeira comunidade gestaltica terapêutica. "Fritz" Perls on His First Visit to the Esalen Institute in 1964
  • 11.  Esalen is more than a retreat center or an educational institute. Anchored by the inspiring beauty of Big Sur and an unparalleled intellectual history, Esalen is a world-wide network of seekers who look beyond dogma to explore deeper spiritual possibilities; forge new understandings of self and society; and pioneer new paths for change.
  • 12.  Behind the Mask, Beneath the Ego: 5Rhythms® and FaustWork® Mask Theater Being Present in the Body: Using Mindfulness to Work with Trauma  Changes and Transitions in Your 30s and 40s: How to Stay True to Yourself  The Painting Process Rediscovered: The Magic of Spontaneous Expression  God, Sex and the Body 
  • 13. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA "Fritz" in the Esalen Dining Room -- 1968
  • 14. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA Dressed to Kill -- Esalen, 1969 Perls with "Little Fritz" Doll During the Last Workshop He Ever Ran Lexington, Massachusetts -- February,1970
  • 15. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA Antecedentes intelectuais • Psicanálise: • Reich: Influenciou Perls, em particular, sua visão do corpo em relação a psique. • As divergências com Freud estavam relacionadas principalmente com os métodos de tratamento psicoterápico; • Falta de uma visão holística do indivíduo, onde indivíduo e meio são partes de um único campo em constante interação. • Perls concordava quanto a existência da transferência, no entanto, não considerava o trabalho através da transferência de importância fundamental para o processo psicoterápico como Freud o fez.
  • 16. FREDERICK S. PERLS E GESTALT- TERAPIA Perls  Material óbvio (o indivíduo pelo simples fato de existir, tem muito material de fácil acesso para o processo terapêutico).  Presente (se o paciente vai fechar o livro de seus problemas passados, deve fechá-lo no presente. Se os seus problemas fossem realmente do passado, não seriam mais problemas)  COMO o indivíduo se comporta no momento. Freud  Profundamente reprimido  Passado  PORQUÊ
  • 17. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA Antecedentes intelectuais  Psicologia da Gestalt:  Em 1940 a teoria da Gestalt já tinha sido aplicada em muitas áreas da psicologia, mas ainda não havia nenhuma formulação de princípios da Gestalt específicos para a psicoterapia.  Perls foi responsável pela ampliação da teoria da Gestalt a fim de incluir a psicoterapia a um teoria de mudança psicológica.
  • 18. Psicologia da Gestalt ≠ Gestalterapia Primórdios da Psicologia Proposta terapêutica Início do sec. XIX 1951 FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
  • 19. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  Existencialismo e Fenomenologia: - Perls abandonou a idéia de cisão entre sujeito/objeto, mente/corpo, interno/externo, organismo/meio. - Conceito de intencionalidade: consciência ou qualquer ato psíquico tem uma intenção. Uma intenção que expressa necessidades. - O método fenomenológico de compreender através da descrição ao invés de compreender a causa. Antecedentes Intelectuais
  • 20. FREDERICK S. PERLS E GESTALT- TERAPIA  Protesto contra a visão atomística da experiência: - Análise da experiência é reduzida em seus elementos mais simples, onde cada elemento é analisado separadamente dos outros. - A experiência é entendida como a mera soma desses elementos.
  • 21. FREDERICK S. PERLS E GESTALT- TERAPIA  Necessidade de compreender os elementos na sua interação com as outras partes e com o todo!!! Ex:Uma criança que vai mal na escola. (sintoma) Elementos dessa experiência: - avaliação intelectual, - dinâmica familiar, - dinâmica da escola, da aula, - relação aluno e colegas, - relação aluno e professor.
  • 22. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA O QUE É GESTALT  O termo Gestalt (palavra alemã) não tem uma boa tradução para o português porque perde um pouco seu sentido.  Gestalt é uma disposição ou uma configuração. organização específica de partes que constitui um todo. o Princípio fundamental é que a análise das partes nunca proporciona a compreensão do todo. Pois o todo é definido pela interação e interdependência das partes!
  • 23. FREDERICK S. PERLS E GESTALT- TERAPIA  Figura/Fundo: - Reformularam os fundamentos da percepção. - Percepção possui relação com a emoção e motivação. - Um estímulo pode ser interpretado representando coisas diferentes, dependendo do que é percebido como figura e fundo. - Organismo seleciona o que é de seu interesse num dado momento.
  • 24. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
  • 25. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
  • 26. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
  • 27. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA
  • 28. FREDERICK S. PERLS E GESTALT- TERAPIA  Figura/Fundo: - Indivíduo seleciona o que é figura ou fundo dependendo do seu interesse e necessidades dominantes. Ex: Um homem morrendo de sede e tem na sua frente uma mesa com um copo de água e algumas de suas comidas prediletas. Como está com sede, o copo se torna figura e as comidas, fundo (percepção se adapta à necessidade). Com a sede satisfeita, a percepção do que seja figura e fundo pode mudar.
  • 29. FREDERICK S. PERLS E GESTALT- TERAPIA  Figura/Fundo: - Problemas humanos são interrupções ou fixações em várias etapas do processo figura/fundo que se desenrola naturalmente. - INCONSCIENTE: aspectos que estão localizados no fundo. - tornar o fundo (inconsc.) em consciente, isto é, torná-lo figura.
  • 30. Conceitos principais:  Organismo como um todo (holismo): unificado - Qualquer aspecto do indivíduo como parte de um campo mais amplo – MANIFESTAÇÃO DO TODO. Intra-orgânico ↕ Indivíduo ↕ meio
  • 31. Conceitos principais:  Hierarquia das necessidades: - Existe um limite de contato entre indivíduo e meio. Este limite que define a relação entre eles. - Contato: formação de Gestalt indivíduo → meio - Afastamento: fechamento da Gestalt indivíduo ← meio
  • 32. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA Conceitos principais: • O organismo como um todo ou Holismo: • Num indivíduo saudável este limite é fluido, sempre permitindo contato e depois afastamento do meio. Contatar constitui a formação de uma Gestalt e afastar-se o fechamento. • Ritmo de contato e afastamento são ditadas por uma hierarquia de necessidades. • Necessidades dominantes emergem como 1° plano ou figura.
  • 33. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • Conceitos principais O organismo como um todo ou Holismo: Homem Meio satisfatório insatisfatório Normal (equilíbrio) Neurótico (desequilíbrio) Tipo de relação Afeta o comportamento
  • 34. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • Conceitos principais O organismo como um todo: Necessidades Dominantes Homem Meio Manipula (busca) equilíbrio desequilíbrio neurose Não manipula (não busca)
  • 35. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  Neurose: incapacidade de organizar seu comportamento de acordo com uma hierarquia de necessidades. Incapaz de concentração.  Campo: organização + meio  A concentração traz a percepção.  Experiência de como eu capto as coisas internamente a “Sensação”. A partir da sensação que o indivíduo muda a ação.
  • 36. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  Conceitos principais:  Ênfase no Aqui e no Agora  A Gestalt-Terapia não investiga o passado, mas convida o paciente a se concentrar no presente, para que tome consciência da sua experiência presente, pressupondo que situações inacabadas e problemas não resolvidos do passado emergirão como parte da experiência presente.  A medida que situações inacabadas (Gestalten incompletas) aparecem é pedido para que o paciente represente e experimente de novo, a fim de completá-las e assimilá-las no presente.
  • 37. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  Conceitos Principais:  A Preponderância do Como sobre o Porquê  Orientação fenomenológica: Ênfase na compreensão da experiência de maneira descritiva e não causal. Está em ampliar constantemente a consciência da maneira como a pessoa se comporta e não a razão pela qual se comporta de tal forma.  Relação causal não pode existir entre elementos que formam um todo.
  • 38. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA Conceitos Principais o Conscientização:  Ponto central da abordagem terapêutica.  Crescimento é a expansão da área da consciência.  Perls desenvolveu a noção de continuum da consciência como meio de encorajar a autoconsciência ou consciência de si. Por meio da real compreensão do significado das palavras “como e agora”.
  • 39. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  Conceitos principais  A hierarquia de necessidades está sempre operando na pessoa. A situação mais urgente ou inacabada sempre emerge se a pessoa estiver apenas consciente da experiência de si mesma a todo momento.  Estar consciente é prestar atenção às figuras perpetuamente emergentes. Evitar a tomada de consciência é enrijecer o livre fluir natural do delineamento figura e fundo.
  • 40. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • Conceitos principais Uma das proposições básicas da teoria da Gestalt é que todo organismo possui a capacidade de realizar um equilíbrio ótimo consigo e com seu meio. As condições necessárias para realizar este equilíbrio envolvem uma conscientização desobstruída da hierarquia de necessidades.
  • 41. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  Conceitos principais  Camadas da neuroses:  1° camada dos clichês ou da existência (inclui todos sinais de contato): “bom dia”, “oi”, “o tempo está bom, não é?”.  2° camada é a dos papéis ou dos jogos. É a camada do “como se” em que as pessoas fingem que são aquelas que gostariam de ser. O homem de negócios sempre competente, a menininha sempre bonitinha, a pessoa muito importante.
  • 42. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  Conceitos principais  3° camada do impasse também denominada camada anti-existência ou do evitar fóbico: medo do vazio e do nada. Interpretamos a experiência do vazio como sendo um vazio estéril e não fecundo.  4° camada implosiva: está camada aparece como morte ou medo da morte pois consiste numa paralisia de forças opostas; cumprimimo-nos – implodimos.
  • 43. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA  Conceitos principais  5° camada explosiva: tomada de consciência, emergência da pessoa autêntica, do verdadeiro self, da pessoa capaz de vivenciar e experienciar suas emoções.  Existem 4 tipos de explosões: - Explosão em pesar (Envolve trabalho com uma perda ou morte que não tinha sido assimilada) - Explosão em orgasmo (Em pessoas sexualmente bloqueadas).
  • 44. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • Conceitos principais - Explosão em raiva ( quando a expressão foi reprimida). - Explosão joie de vivre – alegria e riso, alegria de viver. - Para que ocorra o crescimento psicológico: Primeiramente envolve o completamento de situações ou gestalten inacabadas. Em segundo na passagem dessas 5 camadas das neuroses.
  • 45. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • Mecanismos de defesa: Introjeção . Ou “Engolir tudo”. . Dificuldade em distinguir o que sentem e o que os outros querem que eles sintam. . Incorpora-se normas, atitudes, modos de agir e pensar, que não são verdadeiramente nossos. .Uso do pronome EU quando o significado real é ELE.
  • 46. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • Mecanismos de defesa: Projeção .Barreira colocada a favor de si e contra o mundo. Avalia o mundo por suas fantasias. . Repúdio de seus próprios comportamentos, desejos e impulsos, colocando fora o que vem do self. . Uso do pronome ELE quando o significado real é EU.
  • 47. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • Mecanismos de defesa: Confluência . Não se discrimina do mundo e das pessoas, envolvimento total. Tendência a se misturar. Exemplo: ciúmes doentio. . Não consegue fazer contato consigo mesmo, não há barreira entre o “eu” e o “mundo”. .Uso do pronome NÓS (sem discriminação). Necessidade de encontrar o EU.
  • 48. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • Mecanismo de defesa Retroflexão Voltar-se rispidamente contra. Faz consigo o que gostaria de fazer aos outros. Torna-se literalmente seu próprio inimigo. Autopunitivo. . Uso do reflexivo EU MESMO. Não usa a energia para transformar o ambiente, a energia volta-se para ele.
  • 49. FREDERICK S. PERLS E GESTALT- TERAPIA • Sabedoria do organismo: • Podemos confiar na sabedoria do organismo. • Tipo de intuição baseada mais na emoção e intuição que intelecto e mais em sistemas naturais que conceituais. . Produção verbal, expressão do intelecto é supervalorizada na nossa cultura. Sugere 3 níveis dessa produção: 1- cocô-de galinha – bate papo social. 2- cocô de boi – desculpas e racionalizações. 3- cocô de elefante – teorizar, especialmente de modo filosófico e psicológico.
  • 50. FREDERICK S. PERLS E GESTALT- TERAPIA • Terapeuta e Terapia: • Tarefa da terapia: recuperação do potencial do paciente. • Ajudar o paciente a perceber como ele(a) se interrompe, evita a conscientização, desempenha papéis, etc... • Encontro entre duas pessoas. • Considerava o trabalho em grupo muito valioso, até mais que o trabalho individual. • O grupo como microcosmo do mundo, onde as pessoas podem explorar suas atitudes e comportamentos uns em relação aos outros.
  • 51. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA • Awareness Conscientizar o indivíduo do que está passando no aqui- e-agora, no momento. Coloca o indivíduo no presente. Perls sempre pedia que a pessoa utilizasse a palavra Eu e não o Nós, como: A gente pensa mal das outras pessoas. Eu penso mal das outras pessoas. Entrar em contato com aquilo que é. Awareness completa: Reconhecer, sentir, compreender e se responsabilizar.
  • 52. FREDERICK S. PERLS E GESTALT- TERAPIAc Hot seat Cliente emergente Perls atendia mais em grupos. Esperava que surgisse a pessoa emergente - não é a que fala primeiro – mas, quem colocava primeiro o problema. Essa pessoa emergente vai para a cadeira quente, a pessoa vai ser trabalhada naquele dia se aceitar.
  • 53. FREDERICK S. PERLS E GESTALT-TERAPIA Sonhos Não interpreta, não analisa e nem conta. Mas, sim, traz o sonho de volta a vida, encenando no presente, de modo que ele torne parte da pessoa, de modo que realmente se envolva. Perls sugere que sonhos são mensagens existenciais que podem nos ajudar a compreender quais as situações inacabadas que carregamos conosco, o que nos falta em nossas vidas, o que evitamos fazer e como evitamos e nos desapropriamos de partes nossas.
  • 54. BIBLIOGRAFIA  FADIMAN, J.; FRAGER, R. Teorias da Personalidade. São Paulo: Editora Harbra, 1986.

Notas do Editor

  1. 3° camada- É aqui que geralmente retrocedemos para camada dos papéis. O medo do vazio, tb traz o sentimento de controle, ficar preso nos papéis é uma maneira de controlar a energia para se evitar viver o vazio. O vazio pode ser positivo e gerador de vida.
  2. Obstáculos para o crescimento: os mecanismos de defesa. Os neuróticos não conseguem perceber suas necessidades e nem tampouco distinguir entre eles e o mundo. A neurose consiste em manobras defensivas contra o mundo que eles sentem como invasores. Uso do pronome eu quando o significado real é ele.
  3. . De certa maneira, o oposto da introjeção. .Uso do pronome ele, quando o significado real é eu.
  4. Uso do pronome nós, mas aqui não há discriminação nenhuma.Ele precisa encontrar o eu.
  5. Uso do reflexivo eu mesmo. Ele não usa a energia para transformar o ambiente, essa energia volta-se para ele. .Os mecanismos de defesa não operam isoladamente. .A função desses mecanismos é preencher a confusão que os neuróticos possuem com os limites entre ele e o mundo.