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ESTUDO SOBRE O ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DA APICULTURA NA REGIÃO DO PANTANAL MATOGROSSENSE E SEUS IMPACTOS NO DESENVOLVIMENTO REGIONAL

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Artigo Apresentado no 16º Congresso da APDR em Portugal.

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ESTUDO SOBRE O ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DA APICULTURA NA REGIÃO DO PANTANAL MATOGROSSENSE E SEUS IMPACTOS NO DESENVOLVIMENTO REGIONAL

  1. 1. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010 ESTUDO SOBRE O ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DA APICULTURA NA REGIÃO DO PANTANAL MATOGROSSENSE E SEUS IMPACTOS NO DESENVOLVIMENTO REGIONAL DILAMAR DALLEMOLE Doutor em Ciências Agrárias. Professor Adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso Email: ddilamar@hotmail.com ALEXANDRE MAGNO DE MELO FARIA Doutor em Desenvolvimento Sócio-Ambiental Professor Adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso Email: melofaria@hotmail.com WLADIMIR COLMAN DE AZEVEDO JUNIOR Graduando de Economia Universidade Federal de Mato Grosso Email: wladcolman@yahoo.com.br VALLÊNCIA MAÍRA GOMES Graduação em Economia Universidade Federal de Mato Grosso Email: vall_maira@hotmail.comRESUMOA atividade apícola vem sendo apoiada pelo governo de Mato Grosso, por intermédiode suas secretarias de estado, com a concessão de incentivos fiscais e linhas de crédito.Com a coordenação do SEBRAE e apoio das instituições de ensino e pesquisaUNEMAT e UFMT, ao todo esta atividade recebe atenção de 18 instituições,considerando que a distribuição geográfica dos municípios apoiados adentram noPantanal Matogrossense, fator que exige um planejamento mais minucioso. Todoprocesso vem sendo orientado pelas referidas instituições considerando a abordagem deArranjos Produtivos Locais (APL), contudo, não estão sendo percebidos os efeitospositivos da aglomeração produtiva que identificam a base territorial de um APL,capazes de gerar externalidades positivas para os agentes e para a sociedade local. Porisso, a proposta deste estudo é avaliar as ações desencadeadas junto a este arranjo e oquanto elas estão em consonância com o conceito e a metodologia de APL desenvolvidapela Rede de Pesquisa em Sistemas e Arranjos Produtivos e Inovativos Locais(REDESIST). Para isso, foram utilizados dados do Instituto Brasileiro de Geografia eEstatística (IBGE) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e a metodologia 371
  2. 2. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010para cálculo do Índice de Concentração Normalizado (ICN) para determinar a baseterritorial que realmente possui alguma especialização na referida atividade. Talprocedimento, também, revelou que apenas 40% dos municípios apoiados possuemalguma especialização e que os mesmos não compõem uma região, mas sim, doisgrupos de municípios.Palavras-chave: Arranjo Produtivo Local; Apicultura; Especialização; Pantanal.1. INTRODUÇÃOA oferta de incentivos públicos para alguns setores da economia e realizado em buscada consolidação destes setores no mercado correspondente, de forma que talconsolidação gere benefícios a maior parte possível da sociedade. Nesse sentido, taisincentivos são de grande importância, não só para estimular a produção, mas paraauxiliar o processo de desenvolvimento local, regional ou nacional.A oferta de incentivos deve ser entendida como uma política pública com o claroobjetivo de busca aos benefícios sociais que devem ser gerados através dos recursosgerados pelo crescimento do setor apoiado. Assim sendo, a prática de oferta desubsídios, empréstimos ou outras ações que visam fomentar a consolidação dedeterminado setor, deve ser entendido como ferramentas para promoção dodesenvolvimento e não somente como ferramentas anticíclicas.Nesse sentido, vários trabalhos sobre formas e ferramentas de incentivos a economiavêm sendo discutidos e desenvolvidos. Dentro do campo da Economia Regional algunsconceitos já estão sendo utilizados para o efetivo fomento por parte do poder públicovisando o desenvolvimento de uma determinada região ou setor especifico. Algunsdestes conceitos trabalham com a importância do associativismo e do cooperativismoentre os agentes econômicos beneficiados como forma de maximizar o incentivo e asexternalidades positivas geradas para a sociedade local.Neste contexto, o conceito definido pela REDESIST como Arranjo Produtivo Localtrabalha a associatividade existente em determinada região, em que os agenteseconômicos ali inseridos são especializados na produção de algum produto ou serviço.O conceito abordado diz que as “aglomerações territoriais de agentes econômicos,políticos e sociais – com foco em um conjunto especifico de atividades econômicas -que apresentam vínculos entre si, mesmo que incipientes” (LASTRES e 372
  3. 3. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010CANSSIOLATO, 2003, pg. 11). Dessa forma, tem-se na utilização deste conceito comoreferencial para a definição de políticas de mobilização dos sistemas produtivos visandoa operacionalização dos incentivos ofertados pelo estado e com isso promover odesenvolvimento de região em questão.Os fatores que evidenciam a necessidade da aplicação de políticas de incentivodependem das especificidades de cada região e de cada APL, o que implica nanecessidade de formalizar políticas heterogêneas de forma a melhor direcionar osrecursos governamentais e o fortalecimento institucional da região. Assim, deve-se, noprimeiro momento, identificar os espaços mais dinâmicos, em setores competitivos eestruturantes, capazes de engendrar o adensamento de atividades produtivas e ofortalecimento do tecido social. (COLMAN e FARIA, 2009).No entanto, o incentivo governamental, visando o apoio a um APL, não pode serconfundido com incentivos em prol da criação de um APL em determinada região. Estesarranjos não devem ser criados forçadamente, já que a o seu correto funcionamentodepende significativamente das relações de confiança e do cooperativismo entre seusatores. Em outras palavras, o arranjo surge naturalmente, por meio da aglomeraçãoprodutiva e do posterior desenvolvimento social da região em questão. Somente depoisde detectadas estas características e constatado a existência do arranjo é que o estadopode dar incentivos financeiros e operacionais para a região como um APL (LASTRESe CANSSIOLATO, 2003).Várias instituições vêm trabalhando com este conceito na tentativa de fomentar algumtipo de produção tida como característica de determinada região, mas que ainda não seconsolidou no mercado. Situações como essa podem ser observadas nos projetos atuaisdo SEBRAE-MT; a instituição trabalha com seis arranjos, entre eles está o referente aApicultura em Cáceres, região pantaneira e de muitas riquezas naturais.Estes projetos visam incluir o SEBRAE no setor correspondente a cada APL de forma abalizar as ações em conjunto dos produtores e com isso facilitar o crescimento e aconsolidação da apicultura no mercado regional. Especificamente em relação aoreferido APL, o que se pretendia com o projeto era a viabilização de entrepostos e casasde mel com todas as normas técnicas necessárias para a obtenção do SIF1. As primeiras1 Serviço de Inspeção Federal, necessário para a comercialização fora do estado de Mato Grosso. 373
  4. 4. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010metas visavam o aumento da produção para o atendimento a demanda regionalinsatisfeita. Em números, os atores do arranjo pretendiam atingir em dezembro de 2008a produção de 130 toneladas de mel, das quais 20% deveriam ser comercializadas nomercado estadual, além de aumentar o número de apicultores para 300, o número decolméias para 5500 e a produtividade para 28Kg/colméia/ano.Trata-se de uma atividade com ligeira expressão regional, por isso este trabalhopretende estudar o APL apícola apoiado pelo SEBRAE, localizado no PantanalMatogrossense, mais precisamente na região de Cáceres, por meio de sua caracterizaçãoe comparação entre a mensuração metodológica para identificação de potenciais APLs,realizada através do calculo do ICN, em relação à região escolhida pela referidainstituição.2. O PROJETO DE APOIO DO SEBRAE-MT AO ARRANJO PRODUTIVOLOCAL DA APICULTURA DA REGIÃO DE CÁCERESCom o intuito de contribuir para o fortalecimento do setor apícola do estado, oSEBRAE busca consolidar o APL de apicultura em uma região com potencial turístico.Trata-se da “Região da Grande Cáceres”, que segundo dados extraídos do IBGE, entre2002 e 2006 o município de Cáceres, pólo regional, teve um aumento de 16 toneladasna produção de mel, apresentando em 2006, ano de inicio do projeto do SEBRAE, umaprodução três vezes maior que a apresentada em 2002.A referida região produziu o equivalente a 22,8 toneladas de mel em 2008, tendo suaimportância histórica desde a criação de seu município pólo já referenciado. SegundoSiqueira (2002), Cáceres foi criada inicialmente pela necessidade de fiscalização docomercio e do repasse dos impostos a coroa portuguesa, entre a então capital Vila Belada Santíssima Trindade e Cuiabá. Em 1835 a instauração da lei de nº 19 assinada porAntonio Pedro Alencastro, então governante da província, alterava a localização dacapital para Cuiabá. Neste contexto, Cáceres deixa de exercer o papel secundário defiscalização, para se tornar o pólo econômico e político daquela região, sobressaindoinclusive sobre a antiga capital. A extensão do município ia dos limites com Cuiabá, atéos limites de Vila Bela e a região que hoje compreende o estado de Rondônia. Atéentão, o município passa a ter função estratégica para todo o estado como fonte deabastecimento alimentício, que era realizado, principalmente, pela fazenda Jacobina e, 374
  5. 5. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010mais a frente, pela fazenda Descalvados. Ambas foram formadas a partir de terrasdoadas pela coroa através de cartas de seis-maria e foram essenciais ao crescimento nãosó da região, como de todo o estado.No inicio da década de 1970, a construção da BR-174 foi de fundamental importânciapara colonização desta região e o conseqüente surgimento de novas cidades. A estradaque liga Cáceres, no trevo da BR 070 para Bolívia, ao município de Boa Vista, fronteiracom a Venezuela, com 2.711 Km de extensão teve sua pavimentação no trechoMatogrossense realizada ao final da década de 1990 e, juntamente com a pavimentaçãode algumas estradas estaduais que partiam da BR 174, como a MT 248 que vai atéMirassol D’oeste, consolidou a emancipação de alguns distritos e o conseqüentecrescimento da região (DNIT, 2009).A região é composta hoje por vinte e um municípios, independentes politicamente, noentanto, dada proximidade e a ligação histórica, ainda sofrem grande influênciaeconômica de Cáceres. Trata-se dos municípios de Araputanga, Campos de Júlio,Comodoro, Conquista D’Oeste, Curvelândia, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste,Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nova Lacerda, Pontes e Lacerda,Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu, São José dos QuatroMarcos, Vale do São Domingos e Vila Bela da Santíssima Trindade.Quanto a atividade apícola, pode-se dizer que teve seu início na região em meados dadécada de 1980, nos municípios de Cáceres, Pontes e Lacerda, Vila Bela da SantíssimaTrindade, Salto do Céu e Jauru, que em conjunto produziram em 1985, 1.940 Kg demel, 11% da produção estadual.Em Cáceres, a produção se iniciou através da interação entre alguns moradores, que aoter acesso a informações sobre o setor, decidiram conjuntamente iniciar a produção paraatendimento do mercado local. Nos anos seguintes a produção deste grupo veiocrescendo paulatinamente, seja através do aumento da produtividade, ou pela entrada denovos produtores (APIALPA, 2009).Mesmo com este aumento continuo, o modo de produção continuou tendo caráterfamiliar, utilizando como mão-de-obra o próprio produtor e de métodos mais simples deextração do produto. Este cenário começa a mudar por meio da disposição dosprodutores do município para a criação da Associação dos Apicultores do Alto Paraguai 375
  6. 6. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010(APIALPA), visando facilitar a aquisição do selo de inspeção sanitária (APIALPA,2009).Após a criação da associação em Cáceres, outras seis foram criadas na regiãopossibilitando relativa organização do setor. No entanto, mesmo com a organizaçãocitada, as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) queregulamentam o processo de extração e de beneficiamento do mel, ainda dificultavam aprodução. A participação do SEBRAE no setor ocorre neste momento, por meio daunidade de Cáceres, buscando auxiliar os produtores dos 21 municípios que compõem achama região Grande Cáceres, além do município de Poconé (ver Tabela 1), a partir dainstituição do projeto “Arranjo Produtivo Local de Cáceres – Mel na Mesa” (APIALPA,2009).Este projeto teve como objetivo a ampliação da produção apícola na região quecompreende os vinte e dois municípios citados, além da inserção destes produtos nosmercados local e estadual, de forma competitiva e sustentável (SIGEOR, 2009).Em meados de 2006, dá-se inicio ao referido projeto através da definição de algumasmetas para conclusão em até dois anos, quando a primeira etapa do projeto findaria.Tais metas foram divididas em finalísticas, que compreendem o aumento da produçãopara 130 toneladas de mel por ano e o alcance de venda de 80% da produção para omercado local e 20% para o mercado estadual, e em metas tidas como intermediárias,procurando incentivar o aumento de produtores para trezentos até o fim de 2008,aumentar o número de colméias em aproximadamente 60% alcançando assim 5.500unidades até o fim do projeto, além do aumento da produtividade para 28Kg em cadacolméia por ano (SIGEOR,2009). Para atingir estas metas foram definidas onze açõesespecificas para organizar efetivamente o setor e dar caráter profissional ao modo deprodução na região. Estas ações foram inicialmente apoiadas por dezenove instituições,além das prefeituras de cada município integrante do arranjo. As instituições quedeclararam apoio foram Banco do Brasil, Banco da Amazônia, MT Fomento,Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade Estadual de Mato Grosso(UNEMAT), Instituto Federal de Mato Grosso (IFET) unidade de Cáceres, EmpresaMato-Grossense de Pesquisa,. Assistência e Extensão Rural (EMPAER), Instituto deDefesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA), Secretaria de Estado de 376
  7. 7. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010Desenvolvimento Rural (SEDER), Secretaria de Industria, Comércio, Minas e Energia(SICME), Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (SECITEC), MT Regional,Federação das Entidades Apícolas de Mato Grosso (FEAPISMAT), Cooperativa deApicultores de Mato Grosso (COAPISMAT), Ministério da Agricultura, Pecuária eAbastecimento (MAPA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos RecursosNaturais Renováveis (IBAMA) (SIGEOR, 2009).No entanto, apenas dez instituições, além dos próprios apicultores e da unidade estadualdo SEBRAE, auxiliaram efetivamente a execução destas ações. A implementação daação relativa a Inovação Tecnológica, visando a capacitação dos produtores e possíveisprodutores através de cursos e envio de missões tecnológicas, com o objetivo deexpansão da produção e de criação de novos produtos, contou apenas com a execuçãodo próprio SEBRAE e da disponibilização financeira dos Apicultores, outra açãovisando a capacitação dos apicultores foi implementada pelo SEBRAE Nacional evisava a capacitação empreendedora dos produtores (SIGEOR, 2009).Tem-se ainda outra ação objetivando a criação do Calendário da Florada Apícola daregião, executada pela UNEMAT e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa doEstado de Mato Grosso (FAPEMAT), buscando a identificação dos períodos de floradade cada espécie nativa de flor, além da ação que visava o Melhoramento Genético daAbelha Rainha, executada e financiada pela UNEMAT. Estas ações foram essenciaispara a especialização da produção, pois permitiram o conhecimento das épocas e doslugares que as colméias devem estar dispostas para que se tenha a qualidade e tipo demel pretendido, além de aumentar a produtividade por abelha.Foram confeccionadas outras três ações visando melhorias técnicas durante o processode manejo e de beneficiamento do produto. A primeira delas foi executa pela UFMT,com recursos próprios e visava a realização de pesquisas sobre a sanidade apícola e daqualidade do mel extraído na região. Outra ação trouxe o INDEA como executor deorientações técnicas do projeto de construção do Entreposto e da Casa de Mel, segundoos padrões exigidos pelo MAPA para certificação do produto e contou com o custeiobancado parte pelo próprio INDEA e parte pela EMPAER. A construção dosEntrepostos e da Casa de Mel em Cáceres foi executada pela Prefeitura Municipal efinanciada pelo Ministério da Integração Nacional (MIN) e pelo Ministério do 377
  8. 8. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010Desenvolvimento Agrário MDA, sendo que a Casa de Mel está com seu projetoparalisado no MIN aguardando a autorização do órgão para a realização do Consorciomunicipal em Conquista D’Oeste, onde as duas construções foram viabilizadas peloMIN e pelo (MDA).Tabela 1. Municípios que integram a APL da Apicultura de Cáceres (segundoSEBRAE/2006) Produção em Valor da produção em Nº de empregos geradosMunicípios Kg mil reais pelo setorCáceres 22294 223 4Conquista DOeste 9557 96 1Reserva do Cabaçal 9264 93 0Comodoro 9000 90 0Poconé 7320 89 0Porto Esperidião 5130 51 0Pontes e Lacerda 3046 30 0Glória DOeste 1695 17 0Mirassol dOeste 1300 13 0Vila Bela da Santíssima 984 10 0TrindadeVale de São Domingos 928 9 0Nova Lacerda 870 9 0Rio Branco 640 6 0Araputanga 0 0 0Campos de Júlio 0 0 0Curvelândia 0 0 0Figueirópolis DOeste 0 0 0Indiavaí 0 0 0Jauru 0 0 0Lambari DOeste 0 0 0Salto do Céu 0 0 0São José dos Quatro Marcos 0 0 7Total 72028 736 12Fonte: Elaborada com dados do IBGE,2009Duas ações foram direcionadas para a viabilidade da produção: a primeira ficou a cargoda FEAPISMAT e diz respeito a facilitação do acesso ao crédito para expansão daprodução na região; a segunda diz respeito a participação em feiras regionais e estaduaisbuscando a promoção do projeto e prospecção de mercado de forma a auxiliar o acesso 378
  9. 9. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010do produto aos consumidores. Esta ação foi realizada e financiada pelo SEBRAE epelos apicultores. No campo de auxilio administrativo do Arranjo foram implantadas duas ações: uma foiexecutada pela FEAPISMAT e buscava o fortalecimento da governança do arranjo, pormeio da realização de reuniões periódicas, visando a cooperação e o associativismo,além de acompanhar o andamento das ações e metas iniciais; a segunda ficou a cargo doSEBRAE e vislumbrava a disponibilização de pessoal para o fornecimento deinformações e orientações sobre a atividade apícola.Com o projeto conseguiu integrar 22 municípios e organizar uma sede, localizada emCáceres. O SEBRAE passou a exercer valorosa importância para os produtores daregião, haja vista a maior facilidade de disponibilização financeira e política para aobtenção de orientações técnicas e o auxilio para obtenção da certificação sanitária.A instauração do APL proporcionou a articulação de incentivos públicos para auxiliar aexpansão do setor. Esta articulação pode ser observada através do repasse de R$367.300,00 pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Integração Nacionalpara a construção do Entreposto de Cáceres e de Conquista D’Oeste, além da Casa doMel de Porto Esperidião. A realização destas construções também contou com o apoiodas prefeituras municipais, que assim como a de Cáceres, doaram o terreno para aefetivação da conclusão da construção (FARIA, 2009d).Em atenção a ação relativa a facilitação de obtenção de microcrédito para os apicultores,a FEAPISMAT, representando os atores do APL, consegue através do SEBRAE umaparceria com o MT Fomento, criando o MTF Apicultura com o objetivo de apoiar aprodução apícola em todo o estado através da liberação de crédito de até R$ 3.000,00para pessoas físicas e R$ 30.000,00 para Associações e Cooperativas. Esse recurso foiimportante para a viabilização do aumento da produção, dado pela ampliação donúmero de colméias (FARIA e outros, 2009d).Para cumprir as ações referentes a inovação tecnológica e acesso ao mercado, além darealização da semana do mel na Rede Varejista, o SEBRAE firma o convênio denúmero 026/2008 com a SICME, por meio do qual acordam a liberação de R$20.000,00 por parte do SEBRAE e R$ 100.000,00, retirado do Fundo de 379
  10. 10. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010Desenvolvimento Industrial e Comercial (FUNDEIC), pela SICME (FARIA e outros,2009b).A política pública de maior impacto sobre o setor veio por parte do governo do estadosob o Decreto nº 8.048 de 31 de Agosto 2006, isentando o pagamento do ICMS do mele seus derivados em estado natural, aumentando a atratividade do produto estadualgraças ao baixo preço ocasionado pela redução do imposto (SEFAZ, 2009).De forma geral, os impactos gerados por estes incentivos foram de grande importânciapara o crescimento da produção estadual que de 2006, ano de inicio do arranjo geridopelo SEBRAE e de inicio da oferta do incentivo pelo estado, à 2008 a produção subiuaproximadamente 35%, chegando ao montante de 493,8 toneladas. O incremento geradoneste intervalo de tempo corresponde a R$ 1.387.000,00, valor que representa cerca de0,36% do PIB de 2006.A análise referente aos municípios que integram o arranjo apícola apoiado peloSEBRAE demonstra que os impactos não surtiram os efeitos definidos pelo projeto. Asmetas iniciais não foram completamente concluídas; a produção na região só alcançou92 toneladas em 2008, não atingindo a meta de 130 toneladas. A venda continua restritaa região devido a ausência de certificação da inspeção sanitária, fato que inviabilizou acomercialização de 20% da produção local, conforme pretendia uma das metas do APL.Apesar de apresentar crescimento de cerca de 16%, o arranjo apresentou queda naprodução em sua cidade pólo, que quando do inicio das atividades do APL figuravacomo o maior produtor do estado e por isso foi escolhido como sede do arranjo. Aredução chegou a 15% em relação a 2005, antes da realização das políticas.Relacionando a evolução da produção dos municípios que integram do APL e que porisso usufruíram dos incentivos gerados tanto pelo próprio arranjo, como pelosincentivos públicos direcionados ao arranjo, com a evolução dos demais municípiosprodutores no estado, o que se percebe é que provavelmente o apoio realizado peloSEBRAE para os atores do arranjo esteja equivocado, seja do ponto de vista dametodologia empregada para a definição dos espaços a serem apoiados, ou na formacomo os apoios vem ocorrendo, já que alguns municípios externos ao APL apresentamcrescimento da produção percentualmente maior que as do arranjo, além de conter 380
  11. 11. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010municípios inseridos no arranjo que nunca produziram mel, como pode ser observadona Tabela 1.Uma alternativa para a identificação dos espaços especializados na produção apícola é autilização de metodologias de localização espacial empregadas em análises de economiaregional. A metodologia empregada neste estudo consiste na elaboração dos cálculos doÍndice de Concentração Normalizado (ICN), que possibilita a identificação dosmunicípios especializados na produção do mel em todo o estado, utilizando-se daponderação de três índices relacionados ao grau de especialização municipal, acomparação da produção municipal em relação a produção estadual ponderada pelaestrutura produtiva dividida pela estrutura produtivas do estado, além da captação daimportância da produção municipal em relação a estadual. Esta metodologia e a suaaplicação ao contexto do setor apícola estadual serão apresentadas nas sessões a seguir.3. METODOLOGIAA localização de potenciais arranjos produtivos locais da apicultura em Mato Grossoserá realizada a partir da identificação dos espaços geográficos especializados naprodução apícola. Esta identificação será realizada neste trabalho através da confecçãodo ICN para o montante de emprego gerado pelo setor em relação ao total de empregos,além do ICN formulado a partir do valor da produção do setor em relação ao PIBmunicipal.Segundo Crocco et al (2003), há muitos estudos acerca dos arranjos produtivos locais jáexistentes, mas são poucos os trabalhos que buscam identificar o surgimento destes, eisso leva a dar muita ênfase a arranjos já estabelecidos em detrimento dos que aindaestão em formação.Os trabalhos pioneiros no país acerca deste objetivo foram o de Britto e Albuquerque(2002) que propõem uma metodologia baseada no uso do Quociente Locacional (QL)para determinar se uma região possui especialização em um setor específico. Este éobtido da razão entre duas estruturas econômicas, sendo a “economia local” apresentadano numerador e a “economia de referência” no denominador. O cálculo do QL érealizado da seguinte forma: 381
  12. 12. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010onde = Emprego do setor i na economia local (municípios neste estudo); = Emprego total na economia local; = Emprego do setor i na economia de referência (Mato Grosso neste estudo) = Emprego total na economia de referência.Os valores obtidos pelo QL permitem a interpretação da seguinte maneira: quando o QL= 1 a especialização da economia local no setor i é idêntica a da economia de referência,quando QL < 1 a especialização da economia local no setor i é inferior a da economiade referência, e, por fim, quando QL > 1 a especialização da economia local no setor i ésuperior a da economia de referência e, portanto, tem-se ali uma atividade para umcluster, tal como o objetivo, ou seja, percebe-se uma especialização da atividade naeconomia de referência. A este primeiro passo os autores denominam “critério deespecialização”.Além do QL, calculado como apresentado anteriormente, que deverá satisfazer aprimeira característica, os autores propõem ainda o cálculo de dois outros índices quesão o Hirschman-Herfindahl modificado (HHm), que busca captar o real peso do setor ina economia local na estrutura produtiva da economia de referência. Este é obtido daseguinte forma (Crocco et al , 2003): -Quanto à importância do setor i da economia local na economia de referência, éobservada pelo cálculo do índice de Participação Relativa (PR) do setor no empregototal do setor na economia de referência: 382
  13. 13. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010A partir destes três índices elabora-se um quarto indicador, que visa captar a escalaabsoluta da estrutura industrial local real dimensão e importância de um setor dentro deuma região, denominado Índice de Concentração Normalizado (ICN). Este índiceproposto por Crocco et al (2003) é uma combinação linear dos três indicadorespadronizados, em que cada um já representa a aglomeração do setor na localidade cabeentão atribuir um peso específico de cada um, como demonstrado abaixo:onde os representam os pesos mencionados.Para obtenção destes pesos os autores empregam a técnica da análise multivariada, maisespecificamente a análise dos componentes principais. Tal análise obtém a partir dasvariáveis do modelo ( a combinação linear das mesmas, produzindo paracada um dos 141 municípios os componentes:onde serão os pesos para os municípios que variam sujeitos a condição:Para obter as variâncias associadas a cada componente e os coeficientes dascombinações lineares a técnica dos componentes principais utiliza a matriz decovâriancia das variáveis, obtidas atraves do software estatístico SPSS. As variânciasdos componentes principais são os autovalores desta matriz, enquanto os trêscoeficientes ai1, ai2 e ai3 são os seus autovetores associados. Mais detalhes acerca daparte econométrica do modelo podem ser obtidas em Crocco et al (2003), Santana(2004) e Santana e Santana (2004).Uma segunda forma de cálculo do ICN empregada neste trabalho foi com as variáveisvalor da produção e Produto Interno Bruto - PIB. Neste caso a variável , querepresentava o emprego do setor i na economia local foi substituída pelo valor daprodução municipal de mel, a variável (Emprego total na economia local) foisubstituída pelo valor do PIB municipal, as variáveis (Emprego do setor i naeconomia de referência) foi substituída pelo valor da produção de mel em Mato Grosso, 383
  14. 14. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010e, por fim (Emprego total na economia de referência) foi substituída pelo PIBestadual.Este trabalho emprega apenas a primeira parte da metodologia de Crocco et al. Oscálculos dos indicadores estatísticos QL, HHm e PR, para formação do ICN, foramrealizados em duas frentes: a primeira para os valores de emprego formal por município,de acordo com as classes do CNAE descritas anteriormente e disponíveis na plataformaRAIS/TEM e a segunda frente trabalha com dados referentes a aos valores de produçãodo setor e o PIB municipal, disponíveis na plataforma SIDRA/IBGE. Todos os dadossão referentes a 2006. Para efetivação dos pesos, utilizou-se o software SPSS em sua17ª versão.4. O SEGMENTO APÍCOLA MATOGROSSENSE A PARTIR DA ANÁLISE DOICN.Os dados se referem aos 141 municípios do estado de Mato Grosso, dos quais apenas70% apresentaram alguma produção no ano em estudo. Porém, em apenas 30municípios pode ser observado valores do ICN estimado acima da média estadual, queem 2006 foi de 0,88. Estes valores acima da média estadual identificam tais municípioscomo especializados na produção apícola, além de serem considerados potenciais paraformação de APLs. O total de espaços especializados representam cerca de 21% dototal, além de responderem por 49% da produção estadual e 48% do valor da produçãodo setor no estado.Conforme exposto na Tabela 2, dentre os municípios especializados, o maior valor daprodução, cerca de R$ 223.000,00 e o maior PIB local, R$ 642.303.000,00, é registradopara Cáceres, município localizado à aproximadamente 220 Km da capital, valor quecoloca o município como a 13ª maior economia do estado. Na outra ponta, com apenasR$ 4.000,00 contabilizados para o valor da produção do mel e R$ 12.861.000,00 estáLuciára, município localizado na Região Nordeste do estado composto por 2.405habitantes (IGBE, 2007).Outros três municípios destacam-se por apresentarem ICN maior que dez,caracterizando um potencial maior para a formação de Arranjos, são eles: Reserva doCabaçal, Conquista D’Oeste e Santa Carmem. Reserva do Cabaçal, municípiolocalizado na região sudoeste do estado e a 260 KM de Capital e a 30 KM 384
  15. 15. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal(PNUD,2000) de Cáceres possui uma população dea 10 Julho 2010 (IBGE,2007) que Colégio dos Jesuítas, 8 2.505 habitantesgeram o PIB de R$ 15.359.000,00, além de se beneficiar da presença de uma associaçãoprópria, juntamente com Conquista d’Oeste, município localizado entre as cidades deVale de São Domingos, Vila Bela, Nova Lacerda e Pontes e Lacerda, composta por3.106 habitantes (IBGE, 2007), situa-se em segundo lugar quanto a concentraçãoprodutiva, registrando ICN em 14,42 e QL em 43,12. É beneficiado com a presença daCasa do Mel e da COAPISMAT (Cooperativa de Apicultores de Mato Grosso) quepermitiram a centralização da produção do mel produzido no município e no seuentorno. Apesar de estar situada em Conquista D’oeste, a COAPISMAT tem em suacomposição as associações representantes de seus municípios vizinhos, que além daprópria Reserva do Cabaçal são, Cáceres, Comodoro, Nova Lacerda e Porto Esperidião,a centralização da comercialização por parte da Cooperativa, gera benefícios a produçãoapícola de municípios vizinhos aos já citados.Segundo a Associação Paulista de Apicultores Criadores de Abelhas MelificasEuropéias (APACAME), em Mato Grosso existem doze associações, uma cooperativa ea Federação dos Apicultores de Mato Grosso.Nesta mesma região pode-se identificar certa concentração intermunicipal entre onzeespaços que se beneficiam tanto dos serviços ofertados pela COAPISMAT e pela Casade Mel, como pelas associações locais, que se trabalhadas em conjunto podem formarum Arranjo muito forte não só quanto a concentração da produção, mas também emrelação a interação institucional através destas instituições. Compõe este grupo osmunicípios com representação na cooperativa Glória D’oeste, Barão de Melgaço,Poconé, Nossa Senhora do Livramento e Vale do São Domingos, que responderam em2006 por 18,8% da produção física e por 18,9% do valor gerado pela produção apícolado estado.O município de Cáceres, o maior produtor do estado, tem seus apicultores organizadosatravés da APIALPA (Associação dos Apicultores do Alto Paraguai) e possui 84.175habitantes (IBGE,2007), a quinta maior população do estado e PIB que representa 1,8%do produto, além de ser responsável pela produção de 6,10 % da produção de mel emMato Grosso. 385
  16. 16. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010Tabela 2. Municípios Potenciais APLs (VP) da Apicultura em Mato Grosso em 2006 Valor da produção PIB municipalMunicípio QL IHH PR ICN apicultura 2006 2006Reserva do Cabaçal 93,00 15.359,00 57,70 0,02 0,03 19,28Conquista DOeste 96,00 21.214,00 43,12 0,03 0,03 14,42Santa Carmem 176,00 53.007,00 31,64 0,05 0,05 10,60Nova Santa Helena 58,00 25.316,00 21,83 0,01 0,02 7,30Novo Horizonte do N. 46,00 24.291,00 18,04 0,01 0,01 6,03Nova Nazaré 29,00 16.890,00 16,36 0,01 0,01 5,47Porto dos Gaúchos 77,00 79.711,00 9,20 0,02 0,02 3,09Carlinda 49,00 62.388,00 7,48 0,01 0,01 2,51Glória DOeste 17,00 23.991,00 6,75 0,00 0,00 2,26Nova Xavantina 101,00 142.649,00 6,75 0,02 0,03 2,27Juruena 35,00 55.028,00 6,06 0,01 0,01 2,03Porto Esperidião 51,00 82.815,00 5,87 0,01 0,01 1,97Querência 102,00 169.829,00 5,72 0,02 0,03 1,93Barão de Melgaço 21,00 39.079,00 5,12 0,00 0,01 1,71Comodoro 90,00 169.236,00 5,07 0,02 0,02 1,71Poconé 89,00 186.859,00 4,54 0,02 0,02 1,53Gaúcha do Norte 27,00 57.063,00 4,51 0,01 0,01 1,51Marcelândia 57,00 121.913,00 4,46 0,01 0,02 1,50Santa Terezinha 20,00 43.076,00 4,42 0,00 0,01 1,48Vale de São Domingos 9,00 19.551,00 4,39 0,00 0,00 1,47Terra Nova do Norte 42,00 91.763,00 4,36 0,01 0,01 1,46Juína 122,00 350.022,00 3,32 0,02 0,03 1,13Apiacás 19,00 54.554,00 3,32 0,00 0,01 1,11Cáceres 223,00 642.303,00 3,31 0,04 0,06 1,14Nova Brasilândia 10,00 29.436,00 3,24 0,00 0,00 1,08Luciára 4,00 12.861,00 2,96 0,00 0,00 0,99Nova Bandeirantes 19,00 61.425,00 2,95 0,00 0,01 0,99Nossa S. do Livramento 20,00 65.429,00 2,91 0,00 0,01 0,98Água Boa 66,00 224.407,00 2,80 0,01 0,02 0,95Castanheira 17,00 60.467,00 2,68 0,00 0,00 0,90Total 1.785,00 3.001.932,00Fonte: Elaborada com dados do IBGE, 2009Glória d’Oeste e Porto Esperidião, localizados próximo a Conquista d’Oeste e Reservado Cabaçal, foram os municípios que obtiveram os maiores ICNs apícolas do estado e 386
  17. 17. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010fazem parte da COAPISMAT. No caso de Porto Esperidião, também participa daAssociação Portense de Apicultores (APA).O município de Comodoro, além de também ser integrante da referida cooperativa, tema produção local organizada administrativamente pela Associação Comodorense deApicultura (ACA). A produção local gera R$ 90.000,00 valor que representa 2,4% daprodução estadual.Com concentração positiva e ICN de 1,46 Vale de São Domingos se classifica comopotencial APL. Tal classificação possivelmente se dá pela proximidade a Conquistad’Oeste e Porto Esperidião, municípios que possuem associações centralizadoras dobeneficiamento do mel.Barão de Melgaço, Nossa Senhora do Livramento e Poconé tiveram produção de 10.785Kg em 2006, quantidade que gerou cerca de R$ 130.000,00 em renda para a economialocal. Em conjunto, estes valores representam cerca de 3% da produção física e 3,5% dovalor da produção estadual. O único município que integra este grupo sem serconsiderado especializado é Nova Lacerda, com PIB de R$ 48.563.000,00 e produçãode 870 Kg. Este município se destaca pela existência de uma associação e pela suaparticipação na COAPISMAT.A terceira maior especialização para a apicultura foi registrada para o município deSanta Carmem, situado na Mesorregião Norte de Mato Grosso, com PIB de R$53.007.000,00, representando apenas 0,33% de sua composição. A cidade é responsávelpor cerca de 5% da produção estadual e por 4,75% do valor da produção também doestado. A alta especialização indicada pelo ICN, aliada ao alto valor de QL (31,64), émotivada pela concentração encontrada em sua região, mais especificamente nosmunicípios de Feliz Natal, Sinop, Marcelândia, Nova Santa Helena e Terra Nova doNorte que em conjunto com Santa Carmem produzem cerca de 9% da produção total domel estadual.Feliz Natal e Sinop não são especializados, no entanto a presença da APISNORTE(Associação dos Apicultores do Norte de Mato Grosso) e a extensão territorial de Felizdo Norte, que tem seus limites entre Nova Santa Helena, Terra Nova do Norte eMarcelândia, motivam a produção na região. A APISNORTE é composta porprodutores da própria Santa Carmem, de Sinop e de Feliz Natal, além dos apicultores de 387
  18. 18. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010Sorriso e Vera, somando 30 associados que totalizaram em 2008 o montante de 45toneladas do produto.Os municípios de Novo Horizonte do Norte, Juína, Juruena, Nova Bandeirantes,Castanheira, Porto dos Gaúchos e Apiacás se localizam na Mesorregião Norte doestado. Estes municípios são responsáveis por cerca de 10% da produção física de melem Mato Grosso, quantia que gerou 9% do montante arrecadado com a produçãoestadual. Nestes espaços existem duas associação, uma em Castanheira, a CASTER-MEL (Associação Dos Apicultores de Castanheira), outra em Juína, AJOPAM(Associação Rural Organizada para Ajuda Mútua), além da Associação de Apicultoresdo Vale Arinos em Juara, município muito próximo a este espaço e que realiza a ligaçãoentre os municípios de Novo Horizonte do Norte e Porto dos Gaúchos com os demaisdo grupo.Mais a leste do estado localizam-se os municípios de Nova Nazaré, com 2.745habitantes (IBGE, 2007) e PIB de R$ 16.890.000,00 (IBGE, 2006), Água Boa, com18.991 habitantes (IBGE, 2007) e R$ 224.407.000,00 de PIB em 2006, além de NovaXavantina com 18.670 habitantes e R$ 142.649.000,00 de PIB. A produção de meldeste espaço chegou em 2006 ao montante de 16.330 Kg e gerou R$ 196.000,00 emrenda. Este volume de produção contempla esta região como espaços consideradosespecializados na produção apícola de Mato Grosso. Neste espaço tem-se a presença daAssociação de Produtores de Mel Matogrossense em Barra do Garça. Além destesmunicípios existem os espaços reservados a Querência e Gaúcha do Norte quecompartilham uma produção de 13.755 Kg de mel, totalizando R$ 129.000,00 em 2006.Estes números atribuíram aos referidos municípios ICNs acima da média estadual,caracterizando-os não só como concentradores de produção mas, também, comoprodutores especializados.O município de Carlinda possui 12.108 habitantes (IBGE,2007) e PIB de R$62.388.000,00 com produção apícola de 4.918 Kg. Um montante que gerou R$49.000,00 ao município e um ICN de 2,51, acima da média estadual, que pode serjustificado pela sua proximidade a municípios que apresentam o IHH positivo e por issoregistram grande concentração quanto à produção em analise, mas que no entanto nãosão considerados especializados. São eles: Nova Guarita (ICN=0,74), Alta Floresta 388
  19. 19. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010(ICN=0,49), Nova Canaã do Norte (ICN=0,45) e Novo Mundo (ICN=0,41). Os oitomunicípios produzem 31.847 Kg (8,7% da produção estadual) do produto, gerando7,9% do valor referente à produção estadual. O PIB do grupo equivale a 2,5% doProduto do estado. Na região Noroeste do estado tem-se os municípios de Luciára e Santa Terezinha, queapresentam respectivamente os ICNs de 0,99 e 1,48, números acima da média dos 141municípios Matogrossenses, o que acaba caracterizando estes dois municípios comoespecializados. Juntos produziram cerca de 2.291 Kg em 2006. O município de NovaBrasilândia, assim como Carlinda é tido como especializado e não possui nenhum outromunicípio vizinho com esta característica. Sua produção é 1.000Kg de mel quefomentaram R$10.000,00 na economia local.Como pode ser observado na Figura 1, foram identificadas seis regiões potenciais APLsda apicultura no estado, formadas por trinta municípios que obtiveram ICN acima damédia estadual, o crescimento da produção nestes municípios foi de 19% entre 2006 e2008. 389
  20. 20. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010 Figura 1. Municípios com ICN Acima da Média Estadual em 2006. Fonte: Elaborado com dados extraídos do IBGE.No entanto, apenas oito municípios integrantes do arranjo incentivado pelo SEBRAEapresentaram o ICN acima da média estadual e são tidos como municípios efetivamenteespecializados na produção apícola. Esta afirmativa pode ser verificada com acomparação da Figura 1 com a Figura 2, que demonstram, respectivamente, osmunicípios especializados na produção apícola segundo o ICN e os municípios apoiadospelo SEBRAE. Dessa forma, a análise que pode ser feita é que a seleção dos municípiosintegrantes do arranjo não obedeceu a critérios técnicos já que das vinte cidadesapoiadas, quatorze não são tidas como especializadas na produção apícola e por isso nãopotencializam um APL.Figura 2. Municípios que formam a APL apoiada pelo SEBRAE 2006 Fonte: Elaborado com dados extraídos do SIGEOR 390
  21. 21. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010Além da falta de especialização de 60% dos municípios apoiados no arranjo, outro fatoque comprova a insuficiência de um APL naquela região é apontado pelo número demunicípios locais que em 2006 não produziam mel. No total, nove espaços nãoproduziam nenhuma quantidade do produto no inicio do projeto e ainda assim foramenglobadas nas ações pelos atores do arranjo. São elas: Salto do Céu, Lambari D’Oeste,São José dos Quatro Marcos, Indiavaí, Araputanga, Campos de Julio, Curvelândia,Figueiropolis D’Oeste e Jauru. Mesmo com todos os incentivos gerados e transmitidospelo arranjo, apenas os dois primeiros municípios passaram a produzir mel 2008.5. CONCLUSÃOAtravés da identificação destas inconsistências, percebe-se que o projeto iniciado egerido pelo SEBRAE não atendeu as expectativas dos produtores da região. Apesar devisar a oferta de apoio institucional aos produtores por meio de um arranjo apícola, oprojeto gerido pela instituição se tornou uma tentativa de criação de um APL. Estaafirmativa contraria ao conceito definido pela REDESIST, que enumera como APLsomente regiões onde houver certa aglomeração territorial de agentes econômicos,políticos e sociais, com foco no conjunto de atividades que envolvem o produto emquestão, apresentando vínculos cooperativos entre si. Estes vínculos são organizados deforma temporal e natural, através da paulatina elevação da confiança entre os agenteseconômicos tornando possível a efetivação da cooperação entre os atores do arranjo.Somente a partir da efetividade desta cooperação é que os benefícios gerados pelaaglomeração territorial são maximizados e internalizados.O fato de 60% das cidades que integram a região em questão não apresentarem aaglomeração e a especialização territorial exigida para que um determinado espaço sejaconsiderado um APL e o cooperativismo incipiente que expõe a ausência da confiançaentre alguns atores são motivos suficientes para que o projeto aportado pelo SEBRAEnão consiga cumprir com seu propósito de consolidar um APL apícola.A instalação da Casa do Mel e do Entreposto, a presença da COAPISMAT e daFEAPISMAT em Conquista D’Oeste, além do aparelhamento da prefeitura municipalaos interesses dos apicultores da região fomentaram a consolidação de Conquista comopólo apícola da Região Sudeste. Esta consolidação acabou por ocasionar umabipolarização na região pois, de um lado, se tem os apicultores que de alguma forma se 391
  22. 22. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010encontram vinculados ao pólo Cáceres, sede do projeto e do outro, os apicultoresvinculados aos interesses de Conquista D’Oeste, muitas vezes conflitantes em relação asede do projeto.Estes problemas podem ser apontados como responsáveis pelo baixo crescimento daprodução do arranjo, a ponto do não atendimento as projeções iniciais e da nãoabsolvição dos incentivos e benefícios gerados pelo arranjo a alguns municípios quepermaneceram sem produzir, ou diminuíram a sua produção.É possível indicar dois erros na elaboração do projeto, decisivos para o resultado final: oprimeiro refere-se a falha metodológica durante a escolha dos municípios integrantes doAPL, o que possibilitou a integração de municípios não especializados e preteriu outrosque possuem tal especialização. O segundo refere-se a inclusão de municípios que nãoproduzem mel ao projeto, fato que pode ser entendido como tentativa, por parte dainstituição gestora, de incentivar a produção neste municípios. No entanto, esteincentivo caracteriza política pública de incentivo produtivo a determinado setor e nãocomo políticas de apoio a um APL.Como sugestão pode-se citar a reconstrução do projeto, identificando os espaços queefetivamente são especializados na produção apícola, que possuam certo vinculocooperativo entre si e que por isso devem ser tratados como atores de um arranjo. Outraação importante é a exclusão dos municípios que não são produtores.A metodologia de identificação de potenciais APLs utilizada neste trabalho aponta paraa presença de trinta municípios especializados em Mato Grosso, que formam seisgrandes grupos intermunicipais ligados ou pela proximidade ou pela interligação pelasrodovias e pode ser adotada pelo SEBRAE para definição das regiões a serem apoiadasem todo o estado.Tratando especificamente a região abrangente ao projeto do SEBRAE, pode-sesugestionar a retirada dos municípios que não produzem e os que não sãoespecializados, além de segregar o arranjo em duas partes, uma contendo o municípiode Cáceres e os demais que com ele interagem e outro contendo Conquista D’oeste e osmunicípios que interagem com ele. Tal segregação se justifica pela ausência deinteração cooperativa entre os produtores das duas regiões. 392
  23. 23. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010Com o estudo realizado neste trabalho foi possível analisar a abrangência do projeto deincentivo a produção apícola na região da “Grande Cáceres” gerido pelo SEBRAE. Estaanalise permitiu a descoberta dos motivos do não atendimento das propostas iniciaisquando da finalização do projeto, em boa parte impulsionados pelo erro metodológicodurante a escolha da base territorial e pela tentativa de “criação” de um arranjo. Aidentificação destes erros possibilitou a sugestão de algumas alterações no projeto talcomo foram apresentadas nesta sessão.6. BIBLIOGRAFIALASTRES M. M. Helena; Canssiolato, José Eduardo. Novas Políticas na Era doConhecimento: O Foco em Arranjos Produtivos e Inovativos Locais. Rio de Janeiro,RedeSist, 2003.APACAME, Associação Paulista de Apicultores Criadores de Abelhas Melificas.Associações Classificação por Estado, Cidade e Entidade. São Paulo: APACAME,2009. Disponível em: <http://www.apacame.org.br/index1.htm>, acessado em 02 dDezembro de 2009.PEREIRA, Fábia de Mello; LOPES, Maria Teresa do Rego; CAMARGO, RicardoCosta Rodrigues de; VILELA, Sérgio Luís de Oliveira. Extração de Processamento doMel. Teresina: EMBRAPA, 2009. Disponível em:<http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Mel/SPMel/extracaomel.htm> acessado em 23 de Dezembro de 2009.FARIA, Alexandre Magno de Melo; DALLEMOLE, Dilamar; LEITE, Sheila CristinaFerreira; FIGUEIREDO, Margarida Garcia de; LAMERA, Janice Alves; GOMES,Vallência Maíra; ALMEIDA, Diogo José Amorim de; FILHO, Luís da Silva Veiga;ALVES, Alessiane Pondé. Relatório II: Análise do Mapeamento e das Políticas paraArranjos Produtivos Locais no Norte e Nordeste do Brasil e dos Impactos dosGrandes Projetos Federais em Estados Nordestinos Selecionados. 2009b. 87f.Relatório de Projeto de Pesquisa. Universidade Federal de Mato Grosso, 2009b.FARIA, Alexandre Magno de Melo; DALLEMOLE, Dilamar; LEITE, Sheila CristinaFerreira; LAMERA, Janice Alves; GOMES, Vallência Maíra; ALMEIDA, Diogo JoséAmorim de; FILHO, Luís da Silva Veiga; ALVES, Alessiane Pondé.Relatório IV:Análise do Mapeamento e das Políticas para Arranjos Produtivos Locais no Norte 393
  24. 24. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010e Nordeste do Brasil e dos Impactos dos Grandes Projetos Federais em EstadosNordestinos Selecionados. 2009d. 82f. Relatório de Projeto de Pesquisa. UniversidadeFederal de Mato Grosso, 2009d.ARRUDA, Luciano Pinto de. APL da Apicultura de Cáceres. Cáceres, 15, de Outubrode 2009. Entrevista.CROCCO, M. A. et al. Metodologia de identificação de arranjos produtivos locaispotenciais. Belo Horizonte: UFMG/Cedeplar, 2003. (Texto para discussão, n. 212).SANTANA, A. C. Arranjos produtivos locais na Amazônia: metodologia paraidentificação e mapeamento. Belém: ADA, 2004. (Texto para discussão, n. 01).SANTANA, A. C.; SANTANA, A. L. Mapeamento e análise de arranjos produtivoslocais na Amazônia. Revista Teoria e Evidência Econômica. Passo Fundo, v. 12, n.22, p. 9-34, maio 2004.SUGIGAM, W. et al. Sistemas locais de produção: mapeamento, tipologia esugestões de políticas. In: ENCONTRO NACIONAL DE ECONOMIA, XXXI.Anais... Anpec, 2003. p.1-18.BRITTO, J., ALBUQUERQUE, E. M. Clusters industriais na economia brasileira: umaanálise exploratória a partir de dados da RAIS. Estudos Econômicos. São Paulo: , v.32,n.1, p.71 – 102. jan-mar, 2002.IEDI. Clusters ou Sistemas Locais de Produção e Inovação: Identificação,Caracterização e Medidas de Apoio. São Paulo, 2002. Disponívelem:<http://www.iedi.org.br/admin/pdf/20030516_clusters.pdf>. Acesso em: 10 Ago.2009.SEBRAE. Subsídios para a Identificação de Clusters no Brasil: atividades daindústria (relatório de pesquisa). 2002. Disponível em:<http://www.aladi.org/nsfaladi/portalempresarial.nsf/65948bcb603ce853032574f6004d46f1/ad238f990317c8ca03257284004f272a/$FILE/clusters_no_brasil.pdf>. Acesso em: 10 Ago. 2009.SIGEOR, Sistema de Informação da Gestão Estratégica Orientada para Resultados.Projeto: APL de Apicultura da Região de Cáceres – Mel na Mesa. Cuiabá: SEBRAE,2009. Disponível em:< http://www.sebrae.com.br/uf/mato- 394
  25. 25. 16º Congresso da APDR Universidade da Madeira, Funchal Colégio dos Jesuítas, 8 a 10 Julho 2010grosso/acesse/projetos/mostra_iframe?iframe=http://www.sigeor2008.sebrae.com.br/projeto.asp?cd_projeto=1181>. Acesso em: 23 de Dezembro de 2009. 395

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