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A REVOLUÇÃO RUSSA
       1917
Os fundamentos do Socialismo de Marx
Que o socialismo surgiria em países centrais do capitalismo:
França, Inglaterra e Alemanha, onde a burguesia e o proletariado
são classes bem definidas. Assim, a luta de classes e a
contradição entre ambos são mais explícitas.
O socialismo se valeria de um grande desenvolvimento
econômico e tecnológico, propiciado pelo capitalismo, para
reorganizar as relações sociais em bases solidárias, humanistas e
democráticas.

             A RÚSSIA PRÉ-REVOLUCIONÁRIA

Rússia: era um país rural, com vestígios do feudalismo,
atrasado economicamente.
Mais da metade do capital russo provinha de uma agricultura
atrasada.
O capitalismo russo dependia de capitais estrangeiros.
A pretensão tzarista era tornar a Rússia uma potência
imperialista.
Diversos grupos lutaram contra o tzarismo, entre
eles: populistas, terroristas, intelectuais, agraristas e,
finalmente, os socialistas:
               socialistas

             MENCHEVIQUES  social-democratas.
               BOLCHEVIQUES  comunistas.

 Ambas as correntes se consideravam marxistas, embora com interpretações
                    diferentes do pensamento de Marx.


                       MENCHEVIQUES
  A Rússia precisava, antes de tudo, recuperar seu atraso em
  relação aos outros países da Europa Ocidental, realizando
  uma revolução democrática, que acabasse com o tzarismo,
instalasse uma democracia liberal e realizasse transformações
   industriais, introduzindo o capitalismo no país. A partir do
desenvolvimento econômico e cultural obtido e da formação de
  um proletariado, é que se lutaria pelo socialismo na Rússia.
BOLCHEVIQUES:

Tinham uma proposta audaciosa, pois o próprio Marx já havia
 advertido que a socialização do atraso levaria à barbárie, à
desigualdade e aos privilégios e não ao socialismo, o qual só
 seria possível através do desenvolvimento econômico como
   condição necessária à passagem do capitalismo para o
                          socialismo.

  O ENSAIO GERAL: A REVOLUÇÃO DE 1905

       •A primeira chance de se fazer uma revolução.
      •Antes a Rússia havia declarado guerra ao Japão
     •A guerra aumentou as dificuldades do povo russo
            •Nicolau II era chamado de “Paizinho”
•Em janeiro de 1905, o povo organizou uma enorme passeata
                            pacífica
  •O tzar mandou os cossacos atirarem contra a multidão
               DOMINGO SANGRENTO
ETAPAS DA REVOLUÇÃO RUSSA

Em 1917, houve duas revoluções na Rússia: uma em
fevereiro  a dos mencheviques. E outra em outubro 
                  mencheviques
a dos bolcheviques.
      bolcheviques

REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO  Dos Mencheviques:
                             Mencheviques

                  Procurou democratizar o país;
                     Pôr fim ao regime tzarista;
   Teve dificuldades para resolver os problemas econômicos e
                   sociais que o povo enfrentava.
  A Primeira Guerra Mundial  impôs como prioridade desviar
    recursos para as frentes de batalha, ao invés de se suprir as
necessidades da população carente. Além disso, a guerra mobilizou
   a população adulta: camponeses e operários, o que provocou
              sofrimentos, perdas e danos familiares.
MENCHEVIQUES  responsáveis pela Revolução
de Fevereiro (1917)


  O que fizeram → Derrubaram o regime tzarista
 através de uma greve geral e uma insurreição de
   massas, com operários criando conselhos (os
  sovietes) junto com os soldados, formados por
 camponeses mobilizados para a guerra. Contudo,
         não realizaram a reforma agrária.


O que não fizeram → Reforma agrária: essencial
para o país, e não tiraram a Rússia da guerra devido
às alianças com a social-democracia européia.
Fracasso e Crise da revolução → porque a Rússia
continuou dependendo dos países cujos capitais
essenciais controlavam a economia russa e a
economia mundial. Países estes que só pensavam
em ganhar a guerra e ampliar seus impérios.

BOLCHEVIQUES     lançaram-se na disputa da
direção daquele processo político. Seu lema:

                PAZ, PÃO E TERRA

        Paz: representava a saída imediata da guerra.
        Pão: resolução do problema da fome no país.
Terra: atender à demanda da população que vivia no campo,
                    sem acesso à terra.

  TESES DE ABRIL – “TODO PODER AOS SOVIETES”
A Revolução de Outubro (1917)  tomada do poder
pelos bolcheviques → poder nas mãos dos
trabalhadores.

Objetivos:

 Implantar a pequena propriedade privada e não a
propriedade social;
 O setor social era composto basicamente por
operários urbanos interessados em destruir o
tzarismo como regime político e as relações feudais
no campo;
 Construir a socialização da economia;
 A construção de um Estado socialista.
Atitudes:
 Repartição das terras da aristocracia pelo
campesinato: “Avancem e tomem as terras”.
 Uma revolução proletária: término da propriedade
individual e sua socialização geral.
 Os proletários da cidade – embora minoria –
apoiaram a revolução.
 Seus objetivos eram anticapitalistas: Socialização
                          anticapitalistas
das fábricas, do grande comércio, dos bancos, pôr
“fim à exploração do homem pelo homem”. E foi isso
o que o Estado fez.
 Para tanto, contou com a aliança operário-
camponês: “Triunfavam ao mesmo tempo o
coletivismo dos operários e a propriedade individual
do camponês, contra os latifundiários no campo e a
burguesia industrial, comercial, financeira nas
cidades”.
Contudo, os problemas começaram a aparecer:

 A agricultura, da qual viviam ¾ da população da
       agricultura
Rússia, estava atomizada em cerca de 24 milhões de
pequenas propriedades, cuja produtividade era muito
baixa, devido à dificuldade de especialização e de
divisão do trabalho que esse tipo de propriedade no
campo apresenta.
 1ª contradição:
Visão de Marx: o socialismo teria que surgir nos
               Marx
países mais desenvolvidos, por razões econômicas,
sociais e culturais.
 Visão de Lenin: Era mais fácil tomar o poder num
país da periferia do capitalismo, como a Rússia, onde
a burguesia era mais débil. Essa vulnerabilidade
facilitava a tomada do poder pelos trabalhadores. Por
outro lado, era mais difícil construir o socialismo.
Outros Problemas:

 O atraso econômico, social e cultural do povo
              econômico
russo, daí seu despreparo para construir uma
sociedade socialista.
 Isolamento internacional da Rússia, uma vez que
os outros países (Alemanha, Inglaterra e França)
estavam mais preocupados com seu empenho na
Primeira Guerra Mundial.
 O capitalismo passava por sua fase imperialista,
                                         imperialista
constituindo uma espécie de mercado mundial único,
apesar do nível desigual de desenvolvimento social e
econômico dos países – que era o caso da Rússia.
 A Revolução Russa era vítima de um duplo cerco:
o das potências imperialistas mundiais e o das forças
da propriedade privada, residentes no campo russo.
DIFICULDADES:

A produção industrial estava mais debilitada do
que antes da guerra.

 A guerra civil contra os adeptos do regime
deposto (os mencheviques), os quais tinham apoio
             mencheviques
financeiro e militar das potências estrangeiras  os
exércitos brancos (contra-revolução).

Além da agressão militar, o isolamento
diplomático e econômico por parte dos outros
países avançados do capitalismo.
ORIGINALIDADE DA RÚSSIA:

Enquanto     as    potências    imperialistas
disputavam quem teria mais colônias, a
Rússia, um país atrasado, colocava no poder
operários e camponeses, entregava terra a
estes, as fábricas àqueles, derrubava o
tzarismo, colocava em seu lugar um Estado
baseado no poder direto dos conselhos de
trabalhadores, expropriava a burguesia e
criava uma economia socializada.
CRISE NA UNIÃO SOVIÉTICA SOCIALISTA:

 Morte de LENIN, em janeiro de 1924. Este já havia
             LENIN
atentado para o perigo da burocratização e das
ameaças à democracia no Estado soviético.
 Pressão para que o Estado atuasse de forma
enérgica para resolver os problemas agudos e
urgentes que assolavam a Rússia, substituindo,
inclusive, a classe trabalhadora.

 Eis que surge JOSEF STALIN e assume a linha
de que o fundamental era a sobrevivência do Estado
soviético. Para isso, seria necessário um esforço
concentrado de industrialização, à custa da
socialização forçada da propriedade privada, mesmo
contra a vontade da maioria dos camponeses.
 Contra Stalin havia LEON TROTSKY, que
                                   TROTSKY
concordava com Marx no fato de que não era
possível a construção do “socialismo num só país”,
ainda mais atrasado como a Rússia.


 O socialismo seria uma tarefa não apenas de
superação do capitalismo, mas de caráter
internacional; daí a necessidade de expandir a
revolução para o mundo.
 Antes de morrer, Lenin deixou escrita uma carta-
testamento tecendo críticas aos seus possíveis
sucessores, dentre eles, à propensão ditatorial de
Stalin, que por isso proibiu a divulgação
desta carta.
O GOLPE DE ESTADO DE STALIN:

 Stalin manteve o controle da organização do
partido e do Estado;
 Apelou para o discurso patriótico;
 Utilizou-se de métodos drásticos para afastar os
principais líderes da revolução (chamados de
“traidores”): Bukharin, Zinoviev, Kamenev e o
próprio Trotsky  assassinado no México, em 1940.
 Instituiu o poder absoluto, decretou a estatização
generalizada da propriedade camponesa, apoiado
na ação do Exército, levou à morte milhões de
camponeses.
 Estes, aliados aos trabalhadores urbanos, se
negavam a vender sua produção ao governo,
preferindo queimá-la ou vender no mercado negro.
 Muitos chegaram à miséria da noite para o dia.
 Por outro lado, investiu na industrialização
acelerada.
acelerada
 Com os recursos extraídos do campesinato
investiu no processo industrial.
 Pretendia levar o país – em dez anos – a ter
condições de enfrentar militarmente as grandes
potências capitalistas.
 Na década de 20 a URSS representava os sonhos
utópicos, a resistência heróica e a deteriorização
econômica.
 Na década de 30 representou a decolagem
econômica do país mediante as transformações
industriais, conduzidas pela mão de ferro do Estado
soviético dirigido centralizadamente por Stalin. Não
faltava trabalho para toda população da URSS.
 O endurecimento do regime instituiu os campos de
concentração  assumira caráter policial.
A URSS ganha prestígio em todo o mundo  um
Estado forte, longe das irracionalidades do
capitalismo.
 CRISE DE 29  levou os países capitalistas do
mundo inteiro a entrar em crise.
 Crise no liberalismo  o Ocidente vivia na década
de 30 a pior crise de desemprego de sua história.
 A sociedade socialista  saía da posição de um
dos países mais atrasados do mundo para uma
posição de destaque.
 a URSS se urbanizou, com a população das
cidades aumentando rapidamente em mais de 100
milhões de habitantes.
 Êxodo Rural  não se deu de forma ordenada e
programada. Eram camponeses que se integravam à
nova classe operária industrial.
 Os conselhos operários – sovietes – foram
esvaziados de representatividade.
 Este regime antidemocrático  perdeu o apoio
dos intelectualidade em todo mundo.
 Nova situação  uma burocracia que dirigia o
Estado soviético em nome do proletariado, gozando
de privilégios do monopólio do poder político e de
um nível de vida muito superior ao da média da
população soviética.
 Não se realizou o que Marx pretendia:”uma
socialização dos meios de produção”. O que
houve foi um Estado controlado pelo partido, no qual
não reinava nenhum tipo de democracia  ocorreu a
estatização.
 A URSS foi um inimigo intransigente da Alemanha
nazista, assim como todos os países comunistas se
posicionaram contra Hitler.
O CAPITALISMO:
“(...) é um sistema de reprodução das relações
sociais baseado na acumulação de capital, e no qual
se funda uma ideologia, uma visão de sociedade, um
sistema de valores, que se materializa em Estados,
mas que transcende esses limites e chega a todos os
cantos do mundo, a partir do momento em que
estende seu mercado a todo planeta” (p. 68).
     O SOCIALISMO CIENTÍFICO – KARL MARX:
O socialismo era a negação e, ao mesmo tempo, a
superação do capitalismo. (...) Um movimento
histórico e social de geração global de um novo tipo
de sociedade, o qual supõe um processo
revolucionário    (...)  Supõe    a   mais    radical
transformação que a humanidade já viveu, o que
inclui a economia, as relações sociais, a política, a
cultura.
SOBRE A HISTÓRIA...

Para Marx, toda a história vivida até aquele
momento era a pré-história da humanidade, porque
era a história vivida sem consciência. Para ele,

“A história consciente se iniciaria quando
os homens tomassem em suas mãos as
rédeas de seu destino para construir uma
sociedade à sua imagem e semelhança –
humana, solidária e livre”. (p.68-69).
O MUNDO CONTEMPORÂNEO

ASSUNTO-TEMA: QUE MUNDO É ESSE, NA
VIRADA DO SÉCULO XX PARA O XXI?

Emir Sader retrata o CAOS do mundo hoje, a saber:

 Metade da riqueza mundial está nas mãos dos
norte-americanos.
 Quanto ao nível educacional, 670 – dois em cada
três – não sabem ler nem escrever.
 De cada dez que morrem, oito são de causas
sociais.
 Desigualdade social  provocada pela má
distribuição de renda.
 Quanto mais aumenta o consumo (nos países
capitalistas avançados), menos se consome nas
casas africanas.
 No mundo todo, 20% da população foi excluída do
crescimento de consumo.
 20% não têm energia proteínas suficientes.
 No mundo, há 2 bilhões de pessoas anêmicas,
incluindo 5,5 milhões nos países capitalistas
avançados.
 Metade da população do mundo vive
subalimentada: 3 bilhões de pessoas.
 A desigualdade social aumentou conforme
avançou o século, apesar das inovações tecnológicas
e do aumento da produção.
 A concentração de renda aumentou nas décadas
de 70, 80 e 90, desenfreadamente.
82,7% da riqueza mundial se encontra nas mãos
dos países do capitalismo central, no hemisfério
norte; e 17,3% repartidos nos países do hemisfério
sul ou da periferia capitalista.
 Metade dos pobres do mundo vivem no sul da Ásia,
25% na África subsaariana, 6,6% na América Latina e
no Caribe e 5,9% na Europa, Oriente Médio e norte
da África.
 45 países vivem abaixo da linha de pobreza.
 Nos países do centro do capitalismo a esperança
de vida é superior a 77 anos e o analfabetismo inferior
a 5%. Nos países mais pobres (periferia do
capitalismo), a esperança de vida é de 59 anos e a
taxa de analfabetismo é de 50%.
 Década de 80  pagamento da dívida externa 
transferência da riqueza dos países da periferia para
os países mais ricos do centro capitalista.
 Mais de 100 milhões de pessoas nos países
considerados ricos, vivem na pobreza.
 No Brasil, desde a década de 80, que os ricos se
tornam mais ricos e os pobres mais pobres.
 As 225 pessoas mais ricas do mundo somam
uma fortuna superior a 1 trilhão de dólares, cuja
soma é igual à média anual dos 47% mais pobres da
população mundial (2,5 bilhões de pessoas).
    Dessas     225     pessoas,    60     delas são,
respectivamente, dos EUA, da Alemanha e do Japão.
 A África conta com dois super-ricos: ambos
brancos da África do Sul.
 O desenvolvimento econômico tem sido devastador
para o meio ambiente  contaminação, desperdício,
deteriorização de recursos renováveis (água, solo,
bosques, peixes, espécies silvestres, etc).
O MAIOR ABSURDO !!!

 6 bilhões de dólares ao ano para garantir o
ensino básico a todos no planeta  os EUA
gastam 8 bilhões de dólares ao ano com
cosméticos
 9 bilhões de dólares ao ano são
necessários para garantir água e saneamento
básico para todos  o consumo anual de
sorvete na Europa é de 11 bilhões.
 A saúde reprodutiva da mulher 
garantida mundialmente com 12 bilhões de
dólares anuais  Gasta-se isso em perfume
por ano na Europa e EUA.
 Saúde e nutrição básica a todos  13
bilhões de dólares ao ano  17 bilhões são
consumidos nos EUA e na Europa com
alimentos para animais domésticos.
 Cigarros na Europa anualmente  50
milhões de dólares.
 Bebidas alcoólicas na Europa, ao ano 
105 bilhões de dólares.
 Drogas estupefacientes no mundo, ao
ano  400 bilhões de dólares.
 Gasto militar no mundo, anualmente 
780 bilhões de dólares.
O MEIO-AMBIENTE SOFRE A AÇÃO HUMANA:

 Emissão de dióxido de carbono no mundo: 53%
países ricos e 3% de países pobres.
 Pesca excessiva  prejuízo para 1 bilhão de
pessoas.
 Reflorestação  Dá-se em países da periferia,
mas o consumo é de países do centro do
capitalismo.
 Fumaça a lenha  atingem inúmeras mulheres
que cozinham  mais perigosa que a do cigarro.
 Combustível com chumbo  risco para saúde
(muito usado em Bangcoc).
 ESPIRAL NEGATIVO  a degradação ambiental
aumenta a pobreza e vice-versa.
 Aumento da população mundial  aumento na
necessidade de alimentos
 Consumismo exagerado  pressão da
propaganda e sua homogeneização internacional.
 Pressão do consumo  as dívidas das famílias
crescem.
 O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano das
Nações Unidas) revela melhoria nos índices.
 Melhorias quantitativas e não qualitativas  A
diferença entre países aumenta (Canadá e Serra
Leoa).
 Índices de Alfabetização também camuflados 
“analfabetos funcionais”.
 Continuam as disparidades étnicas e raciais,
mesmo com o fim do apartheid na África do Sul.
 Na virada do século, 40 milhões de pessoas estão
com HIV  Das 16 mil que se contaminam por dia,
90% vivem na periferia do capitalismo.
 Os 22 milhões de portadores de AIDS na África
representam 65% das pessoas atingidas pelo vírus no
mundo todo.
 Conflitos bélicos  De cada 10 pessoas que morrem
em conflitos bélicos, 9 são civis.
 No fim do séc. XX  2 milhões de crianças
morreram em conflitos armados; 4 ou 5 milhões
ficaram inválidas, 12 milhões sem casa e 10 milhões
traumatizadas.
 Há mais de 110 milhões de minas ativas em 68
países no mundo.
 Cálculo geral (somando-se os conflitos armados na
Chechênia, Bósnia, Somália, Afeganistão e Siri Lanka)
 100 milhões de pessoas envolvidas em conflitos
civis e fome.
 Recessão econômica e pagamento de dívida externa
 aumento da pobreza na periferia capitalista.
AS GUERRAS DO FIM DO MUNDO

 Século XX: duas grandes guerras (1914 – 1945).
 EUA: maior protagonista, sem ter que amargar
conflitos bélicos em seu território.
 Final do século XX: 50 conflitos armados.
 Desde 1945, final da 2ª G.M., eclodiram 160
conflitos no mundo  40 milhões de mortos:
10 milhões soldados,
30 milhões civis,
2 milhões crianças.

FOLHA EM ANEXO:
 EUA: “Senhor das Armas” (40% total armas
vendidas no mundo)
 Milênio de guerras: quadro com número de
mortos em cada guerra do século XX.
MAQUIAVEL...

“A guerra – continuação política por outros meios
– tornou-se um fim em si mesma, uma atividade que
se auto-alimenta, por sua própria característica de
destruição das mercadorias que produz, promovendo
novas demandas. Uma atividade viciada pelos
interesses e lucros que a permeiam. Fazer a guerra
passou a ser instrumento de afirmação da
hegemonia, da força política, mais ainda quando, ao
lado da superioridade militar, se detém o controle
dos grandes meios de comunicação. Faz-se a guerra
e se dá a versão da guerra”. (p. 114)
QUE SÉCULO FOI ESTE?

FOI, SEM DÚVIDA, O SÉCULO DO CAPITALISMO
NORTE-AMERICANO.

 Os EUA tiveram projeção mundial a partir da 1ª
GM, reafirmaram a hegemonia na 2ª GM e
disputaram com a URSS socialista (Guerra Fria).
 Século XX, para Hobsbawm: “A Era dos
Extremos”.
 Século XX: produziu catástrofes humanas, as
maiores fome e o genocídio sistemático.
 Ao mesmo tempo, foi o século da tecnologia, da
modernização da vida: período conhecido como
Belle Époque.
ENFIM ...

“Nada indica que a humanidade esteja
condenada a viver no capitalismo ao longo de
todo o século XXI ou que, ao contrário, caminhe
necessariamente para o socialismo. O que o
século mostrou de mais evidente é que a história
é um processo aberto, em que os homens não
estão condenados a viver em nenhum tipo de
sociedade em particular. É a ação, consciente ou
não, dos homens que decide o seu destino, a
partir das condições já existentes”. (p. 129)
 QUE TIPO DE IMPERIALISMO DOMINA O
MUNDO NO COMEÇO DO NOVO SÉCULO?

 SÉCULO XX  CAPITALISMO X SOCIALISMO.

 A CONTINUIDADE DAS CONTRADIÇÕES DO
CAPITALISMO.

 POR UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA, DE
COLABORAÇÃO E DE FRATERNIDADE.

Bibliografia:

SADER, Emir. Século XX Uma Biografia não-autorizada. São
Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000.

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A Revolução Russa

  • 2. Os fundamentos do Socialismo de Marx Que o socialismo surgiria em países centrais do capitalismo: França, Inglaterra e Alemanha, onde a burguesia e o proletariado são classes bem definidas. Assim, a luta de classes e a contradição entre ambos são mais explícitas. O socialismo se valeria de um grande desenvolvimento econômico e tecnológico, propiciado pelo capitalismo, para reorganizar as relações sociais em bases solidárias, humanistas e democráticas. A RÚSSIA PRÉ-REVOLUCIONÁRIA Rússia: era um país rural, com vestígios do feudalismo, atrasado economicamente. Mais da metade do capital russo provinha de uma agricultura atrasada. O capitalismo russo dependia de capitais estrangeiros. A pretensão tzarista era tornar a Rússia uma potência imperialista.
  • 3. Diversos grupos lutaram contra o tzarismo, entre eles: populistas, terroristas, intelectuais, agraristas e, finalmente, os socialistas: socialistas MENCHEVIQUES  social-democratas. BOLCHEVIQUES  comunistas. Ambas as correntes se consideravam marxistas, embora com interpretações diferentes do pensamento de Marx. MENCHEVIQUES A Rússia precisava, antes de tudo, recuperar seu atraso em relação aos outros países da Europa Ocidental, realizando uma revolução democrática, que acabasse com o tzarismo, instalasse uma democracia liberal e realizasse transformações industriais, introduzindo o capitalismo no país. A partir do desenvolvimento econômico e cultural obtido e da formação de um proletariado, é que se lutaria pelo socialismo na Rússia.
  • 4. BOLCHEVIQUES: Tinham uma proposta audaciosa, pois o próprio Marx já havia advertido que a socialização do atraso levaria à barbárie, à desigualdade e aos privilégios e não ao socialismo, o qual só seria possível através do desenvolvimento econômico como condição necessária à passagem do capitalismo para o socialismo. O ENSAIO GERAL: A REVOLUÇÃO DE 1905 •A primeira chance de se fazer uma revolução. •Antes a Rússia havia declarado guerra ao Japão •A guerra aumentou as dificuldades do povo russo •Nicolau II era chamado de “Paizinho” •Em janeiro de 1905, o povo organizou uma enorme passeata pacífica •O tzar mandou os cossacos atirarem contra a multidão DOMINGO SANGRENTO
  • 5. ETAPAS DA REVOLUÇÃO RUSSA Em 1917, houve duas revoluções na Rússia: uma em fevereiro  a dos mencheviques. E outra em outubro  mencheviques a dos bolcheviques. bolcheviques REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO  Dos Mencheviques: Mencheviques Procurou democratizar o país;  Pôr fim ao regime tzarista;  Teve dificuldades para resolver os problemas econômicos e sociais que o povo enfrentava. A Primeira Guerra Mundial  impôs como prioridade desviar recursos para as frentes de batalha, ao invés de se suprir as necessidades da população carente. Além disso, a guerra mobilizou a população adulta: camponeses e operários, o que provocou sofrimentos, perdas e danos familiares.
  • 6. MENCHEVIQUES  responsáveis pela Revolução de Fevereiro (1917) O que fizeram → Derrubaram o regime tzarista através de uma greve geral e uma insurreição de massas, com operários criando conselhos (os sovietes) junto com os soldados, formados por camponeses mobilizados para a guerra. Contudo, não realizaram a reforma agrária. O que não fizeram → Reforma agrária: essencial para o país, e não tiraram a Rússia da guerra devido às alianças com a social-democracia européia.
  • 7. Fracasso e Crise da revolução → porque a Rússia continuou dependendo dos países cujos capitais essenciais controlavam a economia russa e a economia mundial. Países estes que só pensavam em ganhar a guerra e ampliar seus impérios. BOLCHEVIQUES  lançaram-se na disputa da direção daquele processo político. Seu lema: PAZ, PÃO E TERRA Paz: representava a saída imediata da guerra. Pão: resolução do problema da fome no país. Terra: atender à demanda da população que vivia no campo, sem acesso à terra. TESES DE ABRIL – “TODO PODER AOS SOVIETES”
  • 8. A Revolução de Outubro (1917)  tomada do poder pelos bolcheviques → poder nas mãos dos trabalhadores. Objetivos:  Implantar a pequena propriedade privada e não a propriedade social;  O setor social era composto basicamente por operários urbanos interessados em destruir o tzarismo como regime político e as relações feudais no campo;  Construir a socialização da economia;  A construção de um Estado socialista.
  • 9. Atitudes:  Repartição das terras da aristocracia pelo campesinato: “Avancem e tomem as terras”.  Uma revolução proletária: término da propriedade individual e sua socialização geral.  Os proletários da cidade – embora minoria – apoiaram a revolução.  Seus objetivos eram anticapitalistas: Socialização anticapitalistas das fábricas, do grande comércio, dos bancos, pôr “fim à exploração do homem pelo homem”. E foi isso o que o Estado fez.  Para tanto, contou com a aliança operário- camponês: “Triunfavam ao mesmo tempo o coletivismo dos operários e a propriedade individual do camponês, contra os latifundiários no campo e a burguesia industrial, comercial, financeira nas cidades”.
  • 10. Contudo, os problemas começaram a aparecer:  A agricultura, da qual viviam ¾ da população da agricultura Rússia, estava atomizada em cerca de 24 milhões de pequenas propriedades, cuja produtividade era muito baixa, devido à dificuldade de especialização e de divisão do trabalho que esse tipo de propriedade no campo apresenta.  1ª contradição: Visão de Marx: o socialismo teria que surgir nos Marx países mais desenvolvidos, por razões econômicas, sociais e culturais.  Visão de Lenin: Era mais fácil tomar o poder num país da periferia do capitalismo, como a Rússia, onde a burguesia era mais débil. Essa vulnerabilidade facilitava a tomada do poder pelos trabalhadores. Por outro lado, era mais difícil construir o socialismo.
  • 11. Outros Problemas:  O atraso econômico, social e cultural do povo econômico russo, daí seu despreparo para construir uma sociedade socialista.  Isolamento internacional da Rússia, uma vez que os outros países (Alemanha, Inglaterra e França) estavam mais preocupados com seu empenho na Primeira Guerra Mundial.  O capitalismo passava por sua fase imperialista, imperialista constituindo uma espécie de mercado mundial único, apesar do nível desigual de desenvolvimento social e econômico dos países – que era o caso da Rússia.  A Revolução Russa era vítima de um duplo cerco: o das potências imperialistas mundiais e o das forças da propriedade privada, residentes no campo russo.
  • 12. DIFICULDADES: A produção industrial estava mais debilitada do que antes da guerra.  A guerra civil contra os adeptos do regime deposto (os mencheviques), os quais tinham apoio mencheviques financeiro e militar das potências estrangeiras  os exércitos brancos (contra-revolução). Além da agressão militar, o isolamento diplomático e econômico por parte dos outros países avançados do capitalismo.
  • 13. ORIGINALIDADE DA RÚSSIA: Enquanto as potências imperialistas disputavam quem teria mais colônias, a Rússia, um país atrasado, colocava no poder operários e camponeses, entregava terra a estes, as fábricas àqueles, derrubava o tzarismo, colocava em seu lugar um Estado baseado no poder direto dos conselhos de trabalhadores, expropriava a burguesia e criava uma economia socializada.
  • 14. CRISE NA UNIÃO SOVIÉTICA SOCIALISTA:  Morte de LENIN, em janeiro de 1924. Este já havia LENIN atentado para o perigo da burocratização e das ameaças à democracia no Estado soviético.  Pressão para que o Estado atuasse de forma enérgica para resolver os problemas agudos e urgentes que assolavam a Rússia, substituindo, inclusive, a classe trabalhadora.  Eis que surge JOSEF STALIN e assume a linha de que o fundamental era a sobrevivência do Estado soviético. Para isso, seria necessário um esforço concentrado de industrialização, à custa da socialização forçada da propriedade privada, mesmo contra a vontade da maioria dos camponeses.
  • 15.  Contra Stalin havia LEON TROTSKY, que TROTSKY concordava com Marx no fato de que não era possível a construção do “socialismo num só país”, ainda mais atrasado como a Rússia.  O socialismo seria uma tarefa não apenas de superação do capitalismo, mas de caráter internacional; daí a necessidade de expandir a revolução para o mundo.  Antes de morrer, Lenin deixou escrita uma carta- testamento tecendo críticas aos seus possíveis sucessores, dentre eles, à propensão ditatorial de Stalin, que por isso proibiu a divulgação desta carta.
  • 16. O GOLPE DE ESTADO DE STALIN:  Stalin manteve o controle da organização do partido e do Estado;  Apelou para o discurso patriótico;  Utilizou-se de métodos drásticos para afastar os principais líderes da revolução (chamados de “traidores”): Bukharin, Zinoviev, Kamenev e o próprio Trotsky  assassinado no México, em 1940.  Instituiu o poder absoluto, decretou a estatização generalizada da propriedade camponesa, apoiado na ação do Exército, levou à morte milhões de camponeses.  Estes, aliados aos trabalhadores urbanos, se negavam a vender sua produção ao governo, preferindo queimá-la ou vender no mercado negro.  Muitos chegaram à miséria da noite para o dia.
  • 17.  Por outro lado, investiu na industrialização acelerada. acelerada  Com os recursos extraídos do campesinato investiu no processo industrial.  Pretendia levar o país – em dez anos – a ter condições de enfrentar militarmente as grandes potências capitalistas.  Na década de 20 a URSS representava os sonhos utópicos, a resistência heróica e a deteriorização econômica.  Na década de 30 representou a decolagem econômica do país mediante as transformações industriais, conduzidas pela mão de ferro do Estado soviético dirigido centralizadamente por Stalin. Não faltava trabalho para toda população da URSS.  O endurecimento do regime instituiu os campos de concentração  assumira caráter policial.
  • 18. A URSS ganha prestígio em todo o mundo  um Estado forte, longe das irracionalidades do capitalismo.  CRISE DE 29  levou os países capitalistas do mundo inteiro a entrar em crise.  Crise no liberalismo  o Ocidente vivia na década de 30 a pior crise de desemprego de sua história.  A sociedade socialista  saía da posição de um dos países mais atrasados do mundo para uma posição de destaque.  a URSS se urbanizou, com a população das cidades aumentando rapidamente em mais de 100 milhões de habitantes.  Êxodo Rural  não se deu de forma ordenada e programada. Eram camponeses que se integravam à nova classe operária industrial.
  • 19.  Os conselhos operários – sovietes – foram esvaziados de representatividade.  Este regime antidemocrático  perdeu o apoio dos intelectualidade em todo mundo.  Nova situação  uma burocracia que dirigia o Estado soviético em nome do proletariado, gozando de privilégios do monopólio do poder político e de um nível de vida muito superior ao da média da população soviética.  Não se realizou o que Marx pretendia:”uma socialização dos meios de produção”. O que houve foi um Estado controlado pelo partido, no qual não reinava nenhum tipo de democracia  ocorreu a estatização.  A URSS foi um inimigo intransigente da Alemanha nazista, assim como todos os países comunistas se posicionaram contra Hitler.
  • 20. O CAPITALISMO: “(...) é um sistema de reprodução das relações sociais baseado na acumulação de capital, e no qual se funda uma ideologia, uma visão de sociedade, um sistema de valores, que se materializa em Estados, mas que transcende esses limites e chega a todos os cantos do mundo, a partir do momento em que estende seu mercado a todo planeta” (p. 68). O SOCIALISMO CIENTÍFICO – KARL MARX: O socialismo era a negação e, ao mesmo tempo, a superação do capitalismo. (...) Um movimento histórico e social de geração global de um novo tipo de sociedade, o qual supõe um processo revolucionário (...) Supõe a mais radical transformação que a humanidade já viveu, o que inclui a economia, as relações sociais, a política, a cultura.
  • 21. SOBRE A HISTÓRIA... Para Marx, toda a história vivida até aquele momento era a pré-história da humanidade, porque era a história vivida sem consciência. Para ele, “A história consciente se iniciaria quando os homens tomassem em suas mãos as rédeas de seu destino para construir uma sociedade à sua imagem e semelhança – humana, solidária e livre”. (p.68-69).
  • 22. O MUNDO CONTEMPORÂNEO ASSUNTO-TEMA: QUE MUNDO É ESSE, NA VIRADA DO SÉCULO XX PARA O XXI? Emir Sader retrata o CAOS do mundo hoje, a saber:  Metade da riqueza mundial está nas mãos dos norte-americanos.  Quanto ao nível educacional, 670 – dois em cada três – não sabem ler nem escrever.  De cada dez que morrem, oito são de causas sociais.  Desigualdade social  provocada pela má distribuição de renda.
  • 23.  Quanto mais aumenta o consumo (nos países capitalistas avançados), menos se consome nas casas africanas.  No mundo todo, 20% da população foi excluída do crescimento de consumo.  20% não têm energia proteínas suficientes.  No mundo, há 2 bilhões de pessoas anêmicas, incluindo 5,5 milhões nos países capitalistas avançados.  Metade da população do mundo vive subalimentada: 3 bilhões de pessoas.  A desigualdade social aumentou conforme avançou o século, apesar das inovações tecnológicas e do aumento da produção.  A concentração de renda aumentou nas décadas de 70, 80 e 90, desenfreadamente.
  • 24. 82,7% da riqueza mundial se encontra nas mãos dos países do capitalismo central, no hemisfério norte; e 17,3% repartidos nos países do hemisfério sul ou da periferia capitalista.  Metade dos pobres do mundo vivem no sul da Ásia, 25% na África subsaariana, 6,6% na América Latina e no Caribe e 5,9% na Europa, Oriente Médio e norte da África.  45 países vivem abaixo da linha de pobreza.  Nos países do centro do capitalismo a esperança de vida é superior a 77 anos e o analfabetismo inferior a 5%. Nos países mais pobres (periferia do capitalismo), a esperança de vida é de 59 anos e a taxa de analfabetismo é de 50%.  Década de 80  pagamento da dívida externa  transferência da riqueza dos países da periferia para os países mais ricos do centro capitalista.
  • 25.  Mais de 100 milhões de pessoas nos países considerados ricos, vivem na pobreza.  No Brasil, desde a década de 80, que os ricos se tornam mais ricos e os pobres mais pobres.  As 225 pessoas mais ricas do mundo somam uma fortuna superior a 1 trilhão de dólares, cuja soma é igual à média anual dos 47% mais pobres da população mundial (2,5 bilhões de pessoas).  Dessas 225 pessoas, 60 delas são, respectivamente, dos EUA, da Alemanha e do Japão.  A África conta com dois super-ricos: ambos brancos da África do Sul.  O desenvolvimento econômico tem sido devastador para o meio ambiente  contaminação, desperdício, deteriorização de recursos renováveis (água, solo, bosques, peixes, espécies silvestres, etc).
  • 26. O MAIOR ABSURDO !!!  6 bilhões de dólares ao ano para garantir o ensino básico a todos no planeta  os EUA gastam 8 bilhões de dólares ao ano com cosméticos  9 bilhões de dólares ao ano são necessários para garantir água e saneamento básico para todos  o consumo anual de sorvete na Europa é de 11 bilhões.  A saúde reprodutiva da mulher  garantida mundialmente com 12 bilhões de dólares anuais  Gasta-se isso em perfume por ano na Europa e EUA.
  • 27.  Saúde e nutrição básica a todos  13 bilhões de dólares ao ano  17 bilhões são consumidos nos EUA e na Europa com alimentos para animais domésticos.  Cigarros na Europa anualmente  50 milhões de dólares.  Bebidas alcoólicas na Europa, ao ano  105 bilhões de dólares.  Drogas estupefacientes no mundo, ao ano  400 bilhões de dólares.  Gasto militar no mundo, anualmente  780 bilhões de dólares.
  • 28. O MEIO-AMBIENTE SOFRE A AÇÃO HUMANA:  Emissão de dióxido de carbono no mundo: 53% países ricos e 3% de países pobres.  Pesca excessiva  prejuízo para 1 bilhão de pessoas.  Reflorestação  Dá-se em países da periferia, mas o consumo é de países do centro do capitalismo.  Fumaça a lenha  atingem inúmeras mulheres que cozinham  mais perigosa que a do cigarro.  Combustível com chumbo  risco para saúde (muito usado em Bangcoc).  ESPIRAL NEGATIVO  a degradação ambiental aumenta a pobreza e vice-versa.  Aumento da população mundial  aumento na necessidade de alimentos
  • 29.  Consumismo exagerado  pressão da propaganda e sua homogeneização internacional.  Pressão do consumo  as dívidas das famílias crescem.  O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas) revela melhoria nos índices.  Melhorias quantitativas e não qualitativas  A diferença entre países aumenta (Canadá e Serra Leoa).  Índices de Alfabetização também camuflados  “analfabetos funcionais”.  Continuam as disparidades étnicas e raciais, mesmo com o fim do apartheid na África do Sul.  Na virada do século, 40 milhões de pessoas estão com HIV  Das 16 mil que se contaminam por dia, 90% vivem na periferia do capitalismo.
  • 30.  Os 22 milhões de portadores de AIDS na África representam 65% das pessoas atingidas pelo vírus no mundo todo.  Conflitos bélicos  De cada 10 pessoas que morrem em conflitos bélicos, 9 são civis.  No fim do séc. XX  2 milhões de crianças morreram em conflitos armados; 4 ou 5 milhões ficaram inválidas, 12 milhões sem casa e 10 milhões traumatizadas.  Há mais de 110 milhões de minas ativas em 68 países no mundo.  Cálculo geral (somando-se os conflitos armados na Chechênia, Bósnia, Somália, Afeganistão e Siri Lanka)  100 milhões de pessoas envolvidas em conflitos civis e fome.  Recessão econômica e pagamento de dívida externa  aumento da pobreza na periferia capitalista.
  • 31. AS GUERRAS DO FIM DO MUNDO  Século XX: duas grandes guerras (1914 – 1945).  EUA: maior protagonista, sem ter que amargar conflitos bélicos em seu território.  Final do século XX: 50 conflitos armados.  Desde 1945, final da 2ª G.M., eclodiram 160 conflitos no mundo  40 milhões de mortos: 10 milhões soldados, 30 milhões civis, 2 milhões crianças. FOLHA EM ANEXO:  EUA: “Senhor das Armas” (40% total armas vendidas no mundo)  Milênio de guerras: quadro com número de mortos em cada guerra do século XX.
  • 32. MAQUIAVEL... “A guerra – continuação política por outros meios – tornou-se um fim em si mesma, uma atividade que se auto-alimenta, por sua própria característica de destruição das mercadorias que produz, promovendo novas demandas. Uma atividade viciada pelos interesses e lucros que a permeiam. Fazer a guerra passou a ser instrumento de afirmação da hegemonia, da força política, mais ainda quando, ao lado da superioridade militar, se detém o controle dos grandes meios de comunicação. Faz-se a guerra e se dá a versão da guerra”. (p. 114)
  • 33. QUE SÉCULO FOI ESTE? FOI, SEM DÚVIDA, O SÉCULO DO CAPITALISMO NORTE-AMERICANO.  Os EUA tiveram projeção mundial a partir da 1ª GM, reafirmaram a hegemonia na 2ª GM e disputaram com a URSS socialista (Guerra Fria).  Século XX, para Hobsbawm: “A Era dos Extremos”.  Século XX: produziu catástrofes humanas, as maiores fome e o genocídio sistemático.  Ao mesmo tempo, foi o século da tecnologia, da modernização da vida: período conhecido como Belle Époque.
  • 34. ENFIM ... “Nada indica que a humanidade esteja condenada a viver no capitalismo ao longo de todo o século XXI ou que, ao contrário, caminhe necessariamente para o socialismo. O que o século mostrou de mais evidente é que a história é um processo aberto, em que os homens não estão condenados a viver em nenhum tipo de sociedade em particular. É a ação, consciente ou não, dos homens que decide o seu destino, a partir das condições já existentes”. (p. 129)
  • 35.  QUE TIPO DE IMPERIALISMO DOMINA O MUNDO NO COMEÇO DO NOVO SÉCULO?  SÉCULO XX  CAPITALISMO X SOCIALISMO.  A CONTINUIDADE DAS CONTRADIÇÕES DO CAPITALISMO.  POR UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA, DE COLABORAÇÃO E DE FRATERNIDADE. Bibliografia: SADER, Emir. Século XX Uma Biografia não-autorizada. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000.