Contabilidade simplificada 2º ano unico

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Manual de contabilidade Simplificada 2º Ano das EFRs de Moçambique.
Conceito de contabilidade, Empresa agrícola,Organização administrativa e ficalidade

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Contabilidade simplificada 2º ano unico

  1. 1. VÉÇàtu|Ä|wtwx f|ÅÑÄ|y|vtwt Eœ TÇÉ Agropecuária Nível Básico Y|Ä|Ñx `tà{âááÉ _âÇtäÉ Edição RevistaEstaquinha, Janeiro de 2015
  2. 2. 1 Contabilidade Simplificada 2º Ano FFIICCHHAA TTÉÉCCNNIICCAA TTÍÍTTUULLOO:: CCOONNTTAABBIILLIIDDAADDEE SSIIMMPPLLIIFFIICCAADDAA 22ºº AANNOO.. AAUUTTOORR:: FFIILLIIPPEE MMAATTHHUUSSSSOO LLUUNNAAVVOO EEDDIIÇÇÃÃOO RREEVVIISSTTAA CCAAPPAA:: FFIILLIIPPEE MMAATTHHUUSSSSOO LLUUNNAAVVOO EESSTTAAQQUUIINNHHAA,, JJAANNEEIIRROO DDEE 22001155
  3. 3. 2 Contabilidade Simplificada 2º Ano DDEEDDIICCAATTÓÓRRIIAA AAoo mmeeuu DDeeuuss qquuee sseemmpprree mmee pprrootteeggeeuu,, ccuuiiddoouu,, aammoouu,, ttrroouuxxee aalleeggrriiaa ee eessppeerraannççaa ppaarraa mmiimm.. EEmm sseegguuiiddaa,, aaooss mmeeuuss ppaaiiss AArrmmaannddoo LLuunnaavvoo ee LLaauurriinnaa CChhuummbbaa GGeelleellee ppoorr ttuuddoo tteerreemm ffeeiittoo ddeessddee ddaa mmiinnhhaa mmoocciiddaaddee aattéé ooss ddiiaass ddee hhoojjee.. AAoo mmeeuu ffiillhhoo WWiillkkeerr ((JJúúnniioorr)) ee aa qquueerriiddaa eessppoossaa IIssaabbeell ppooiiss eelleess qquuee sseemmpprree mmee mmoottiivvaamm ppaarraa qquuee eeuu ccoonnttiinnuuee ttrraabbaallhhaannddoo mmaaiiss ppaarraa llhheess ggaarraannttiirr uumm ffuuttuurroo mmeellhhoorr.. DDeeddiiccoo ttaammbbéémm aaooss mmeeuuss iirrmmããooss,, eemm eessppeecciiaall aaoo JJooããoo GGeelleellee LLuunnaavvoo ppoorr nnããoo sseerr aappeennaass iirrmmããoo,, mmaass ssiimm aammiiggoo qquuee sseemmpprree mmoottiivvoouu--mmee aa oollhhaarr aa eessccoollaa ccoommoo nnoossssaa úúllttiimmaa eessppeerraannççaa.. PPoorr ffiimm ddeeddiiccoo aa ttooddooss ffoorrmmaannddooss ee ffoorrmmaaddoorreess ddaass EEssccoollaass PPrrooffiissssiioonnaaiiss FFaammiilliiaarreess RRuurraaiiss ddee MMooççaammbbiiqquuee,, eemm eessppeecciiaall ooss ddee EEssttaaqquuiinnhhaa.. EE,, aa ttooddooss qquuee lluuttaamm ppaarraa mmaanntteerr vviivvaa oo EEnnssiinnoo PPrrooffiissssiioonnaall uussaannddoo aa pprrooggrreessssããoo mmoodduullaarr.. FFIILLIIPPEE MMAATTHHUUSSSSOO LLUUNNAAVVOO
  4. 4. 3 Contabilidade Simplificada 2º Ano Índice PRÓLOGO ...................................................................................................................................5 MÓDULO I: Contabilidade Agrícola Simplificada (40 horas) ......................................................7 Introdução:....................................................................................................................................7 Tema: Introdução a Contabilidade (5 horas)..................................................................................8 Técnicas Contábeis ......................................................................................................................9 Importância da Contabilidade........................................................................................................9 Objectivos da Contabilidade........................................................................................................10 Tema: Empresa Agrícola ou Exploração Agrícola (30 horas)......................................................11 Objectivos da Contabilidade nas Empresas Agrícolas.................................................................11 Orçamento de uma exploração agrícola.......................................................................................14 Vamos recordar...........................................................................................................................17 MÓDULO II: Contabilidade e Organização Administrativa (20 horas).......................................19 Introdução:..................................................................................................................................19 Tema: A organização administrativa (3 horas)............................................................................20 Princípios básicos da organização...............................................................................................20 Os níveis da organização administrativa......................................................................................22 Tema: Contrato de Trabalho (2 horas).........................................................................................23 Deveres dos trabalhadores...........................................................................................................24 Os direitos e deveres da entidade patronal...................................................................................25 Faltas ..........................................................................................................................................25 Tempo de trabalho ......................................................................................................................26 Tema: Política fiscal (3 horas).....................................................................................................28 Principais objectivos da política fiscal.........................................................................................28 Tema: Património (6 horas).........................................................................................................30 BENS..........................................................................................................................................30
  5. 5. 4 Contabilidade Simplificada 2º Ano Obrigações..................................................................................................................................31 Direito.........................................................................................................................................31 Conta ..........................................................................................................................................32 Inventário....................................................................................................................................32 Balanço.......................................................................................................................................33 Livros contabilísticos..................................................................................................................35 Vamos recordar...........................................................................................................................36 MÓDULO III: Fiscalidade (20 horas).........................................................................................38 Introdução:..................................................................................................................................38 Tema: Juros (4 horas)..................................................................................................................39 Tema: Imposto (6 horas).............................................................................................................41 Função do imposto......................................................................................................................41 O sistema fiscal Moçambicano e os tipos de impostos ................................................................42 Vamos recordar...........................................................................................................................43 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................46 Vocabulário.................................................................................................................................47 Sobre o autor...............................................................................................................................52
  6. 6. 5 Contabilidade Simplificada 2º Ano PRÓLOGO CCaarroo ffoorrmmaannddoo ee ffoorrmmaaddoorr!! EEssttee mmaannuuaall,, CCoonnttaabbiilliiddaaddee SSiimmpplliiffiiccaaddaa 22ºº aannoo,, ffooii pprroodduuzziiddaa ddee aaccoorrddoo ccoomm ooss tteemmaass ddoo pprrooggrraammaa ddee eennssiinnoo eellaabboorraaddoo ppeelloo MMiinniissttéérriioo ddaa EEdduuccaaççããoo ppaarraa oo EEnnssiinnoo TTééccnniiccoo PPrrooffiissssiioonnaall,, ccoomm aalliicceerrccee nnaa PPeeddaaggooggiiaa ddee AAlltteerrnnâânncciiaa ee sseegguuiinnddoo aa sseeqquuêênncciiaa ddaa pprrooggrreessssããoo mmoodduullaarr eemm vviiggoorr nnoo nnoossssoo ppaaííss nnaass eessccoollaass ddeessttee ggéénneerroo.. EEllaabboorreeii--oo,, ppoorrqquuee ccoonnssttiittuuiiuu ppaarraa mmiimm uummaa pprreeooccuuppaaççããoo,, ppooiiss ppoorr mmuuiittooss aannooss eessttaa ccaaddeeiirraa vviinnhhaa nnããoo sseennddoo lleecccciioonnaaddaa ppoorr ffaallttaa ddeessttee mmaatteerriiaall ee ssee eerraa lleecccciioonnaaddaa,, nnããoo hhaavviiaa uummaa gguuiiaa oorriieennttaaddoorr ppaarraa ooss ffoorrmmaaddoorreess aassssiimm ccoommoo ooss ffoorrmmaannddooss ((nnaa EEPPFFRR--EEssttaaqquuiinnhhaa ppoorr eexxeemmpplloo,, ddeessddee 22001100 qquuee lleecccciioonnaavvaa oo 22ºº aannoo,, ssóó eemm 22001133 ffooii iinnttrroodduuzziiddaa eessttaa ccaaddeeiirraa)),, ccoonnttuuddoo eellee nnããoo iirráá aappeennaass sseerrvviirr aaooss ffoorrmmaannddooss,, mmaass ssiimm iirráá sseerrvviirr ppaarraa ttooddooss aaqquueelleess qquuee aacchhaarreemm qquuee aa ppaarrttiirr ddeellee ppooddeerriiaamm ttiirraarr aallggoo qquuee iirráá ssuusstteennttaarr ooss sseeuuss ccoonnhheecciimmeennttooss cciieennttííffiiccooss.. NNaa aabboorrddaaggeemm ddooss ccoonntteeúúddooss ddeesseennvvoollvviiddooss aaoo lloonnggoo ddooss mmóódduullooss,, qquueerreemmooss cchhaammaarr aatteennççããoo ppaarraa oo ffoorrmmaaddoorr,, aassssiimm ccoommoo oo ffoorrmmaannddoo nnããoo aappeennaass ffiiccaarr lliimmiittaaddoo nnoo qquuee aapprreesseennttaammooss,, ppooiiss aa cciiêênncciiaa nnããoo eessttáá nnoo eessttaaddoo aaccaabbaaddoo,, ppeelloo ccoonnttrráárriioo eellee ssee eennccoonnttrraa eemm ccoonnssttaanntteess mmuuttaaççõõeess ee,, aa ccoonnttaabbiilliiddaaddee ppoorr sseerr ttaammbbéémm uummaa cciiêênncciiaa sseegguuee aa mmeessmmaa oonnddaa ddee ddiiaa--ppooiiss--ddiiaa eexxiissttiirr nnoovvaass ffoorrmmaass mmaaiiss ssiimmpplleess oouu mmaaiiss rrááppiiddaass ssoobbrree uumm ddaaddoo ccoonntteeúúddoo.. AAiinnddaa,, eessttee mmaannuuaall éé ccoommppoossttoo ppoorr ttrrêêss mmóódduullooss,, mmaaiiss ddeeiixxaammooss uummaa bbrreecchhaa ppaarraa oo aaccrréésscciimmoo ddee oouuttrrooss ccoonntteeúúddooss aaoo lloonnggoo ddooss mmóódduullooss,, ppoorr iissssoo eemm ccaaddaa mmóódduulloo nnããoo uussaammooss aa ccaarrggaa hhoorráárriiaa ttoottaall ddeeffiinniiddaa ppaarraa ttooddoo mmóódduulloo ppeellaa DDIINNEETT.. EEiiss ooss mmóódduullooss ccoonnssttaanntteess nneessttee mmaannuuaall:: II -- CCoonnttaabbiilliiddaaddee AAggrrííccoollaa SSiimmpplliiffiiccaaddaa;; IIII –– CCoonnttaabbiilliiddaaddee ee OOrrggaanniizzaaççããoo AAddmmiinniissttrraattiivvaa ee IIIIII-- ffiissccaalliiddaaddee..
  7. 7. 6 Contabilidade Simplificada 2º Ano PPaarraa iissssoo,, aa ssuuaa eessttrruuttuurraa ffooii ccoonncceebbiiddaa ttaall qquuee ppoossssiibbiilliittee oouu qquuee ssee aaddaappttee,, qquueerr ppaarraa oo eennssiinnoo iinnddiivviidduuaalliizzaaddoo aassssiimm ccoommoo oo eennssiinnoo ccoolleettiivvoo oouu mmaaiiss iinnvveessttiiggaattiivvoo.. EEllee éé ssuusscceeppttíívveell aa ssuuggeessttõõeess ee rreevviissõõeess,, mmaass ppaarraa iissssoo eessttaammooss aagguuaarrddaannddoo ppeelloo sseeuu ppaarreecceerr.. OO AAuuttoorr
  8. 8. 7 Contabilidade Simplificada 2º Ano MÓDULO I: Contabilidade Agrícola Simplificada (40 horas) Introdução: Queremos antes de tudo, chamar a atenção do caro leitor. Esta unidade os seus conteúdos estão mais ligados a exploração agrícola, mas porque é a primeira, achamos conveniente fazer uma apreciação do que é a contabilidade, isto para não estarmos a falar dentro da cadeira de Contabilidade, sem antes termos nas nossas mentes o seu conceito. Contudo o conceito de contabilidade, não é restrita, mas sim é abrangente, com isso quer dizer não temos um conceito de Contabilidade Simplificada. Por se tratar da formação em Agro-Pecuária, não faria sentido não falar da empresa agrícola, pois ela constitui o nosso grande objectivo que o formando depois da conclusão do curso, saiba gerir uma exploração agrícola, tendo como alicerces os conhecimentos que serão leccionados ao longo deste módulo, assim como dos outros subsequentes e das outras cadeiras que completam todo o pacote das disciplinas definidas para este curso.
  9. 9. 8 Contabilidade Simplificada 2º Ano Tema: Introdução a Contabilidade (5 horas) Contabilidade é a ciência que estuda e interpreta os registos dos fenómenos que afectam o património de uma entidade. Conceito “Contabilidade é a ciência que estuda, registra, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades com fins lucrativos ou não.” Campo de aplicação A contabilidade é aplicada em entidades econômico-administrativas, sejam de fins lucrativos ou não. Objecto de estudo da contabilidade O objecto de estudo da contabilidade é o patrimônio das entidades. O património é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados à entidade econômico administrativa. Finalidades da contabilidade Assegurar o controle do patrimônio administrado e fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais, bem como o resultado das atividades econômicas desenvolvidas pela entidade para alcançar seus fins, que podem ser lucrativos ou meramente ideais. De acordo com o parágrafo acima, observamos duas funções básicas na contabilidade. Uma é a administrativa, e a outra é a econômica. Assim: – Função administrativa: controlar o patrimônio – Função econômica: apurar o resultado. Usuários da contabilidade: – Sócios, acionistas, proprietários; – Diretores, administradores, executivos; – Instituições financeiras; – Empregados – Sindicatos e associações; – Institutos de pesquisas – Fornecedores – Clientes – Órgãos governamentais – Fisco
  10. 10. 9 Contabilidade Simplificada 2º Ano Técnicas Contábeis A contabilidade para atingir sua finalidade se auxilia das seguintes técnicas. Escrituração É o registro de todos os fatos que ocorrem no patrimônio. Demonstrações Financeiras São demonstrativos expositivos dos fatos ocorridos num determinado período. Representam a exposição gráfica dos fatos. São elas: – Balanço Patrimonial – Demonstração do Resultado do Exercício – Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados – Demonstração das Mutações do patrimônio Líquido – Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos Auditoria É o exame e a verificação da exatidão ou não dos procedimentos contábeis. Análise das Demonstrações Financeiras Analisa e interpreta as demonstrações financeiras. Princípios Fundamentais Podemos encontrar os seguintes princípios fundamentais de contabilidade: – Entidade – Continuidade – Oportunidade – Registro pelo Valor Original – Atualização Monetária – Prudência – Competência Importância da Contabilidade A contabilidade, através das suas técnicas contábeis, permite aos seus usuários: Trazer ao usuário a situação da empresa num dado momento sobre a vida da empresa ( desde das máquinas existentes e valor, produtos em armazém e valor, dinheiro disponível, etc); Fazer uma avaliação da evolução ou declínio da empresa entre dois momentos, comparando a situação inicial da empresa e a final ( geralmente compara-se como era
  11. 11. 10 Contabilidade Simplificada 2º Ano no princípio do do ano com o fim do ano). Não que apenas esta avaliação deve apenas ser anual, dependo da flexibilidade da gestão da empresa, pode ser mensal, trimestral ou semestral, ou ainda segundo o período que a empresa definir; Relatar a história da empresa no que diz respeito às vendas, compras efectuadas, investimentos, actividades, consumo e produções, etc. Neste contexto podemos chegar a conclusão de que a contabiliade permite ao empresário a fazer um controlo das actividades da sua empresa, conhecer a sua situação económica e tomar com mais precisão as deciões que o ajudarão a desenvolver com a sua empresa. Objectivos da Contabilidade A contabilidade por ser uma ciência, o seu estudo, conhecimento e aplicação têm os seguintes objectivos: Conhecer o montante e origem dos resultados da empresa; Conhecer a posição da empresa perante terceiros, isto é, qual a sua situação devedora e credora. Controlar a sua evolução patrimonial; Analisar os devios entre a actividade programada e respectivos resultados esperados e a realidade ocorrida; Permite a tomada, fundamentada, de decisões; Elaborar novo orçamento. Duma forma mais simplificada podemos agrupar os objectivos acimas descritos e apenas quatro, isto é, os objectivos da contabilidade são: Apurar resultados; Conhecer a situação da empresa; Fazer controlo; Fornecer a informação para: Tomar decisões programar
  12. 12. 11 Contabilidade Simplificada 2º Ano Tema: Empresa Agrícola ou Exploração Agrícola (30 horas) Entende-se por empresa agrícola uma unidade técnico-económica no âmbito da qual, o respectivo empresário agrícola, utilizando recursos limitados de trabalho e capital, toma as decisões necessárias à implementação de um determinado sistema de produção, com o propósito de alcançar duradouramente um certo conjunto de objectivos – resultados económicos ou outros. Hoje em dia, utiliza-se o termo exploração agrícola como sinónimo de empresa agrícola. Uma outra definição de empresa agrícola (INE) aponta-a como uma unidade técnico-económica que utiliza mão-de-obra e factores de produção próprios e que deve satisfazer as quatro condições seguintes: 1. produzir um ou mais produtos agrícolas; 2. atingir ou ultrapassar uma certa dimensão mínima (área ou nº de animais); 3. estar sujeita a uma gestão única; 4. estar localizada num local bem determinado e identificável. Objectivos da Contabilidade nas Empresas Agrícolas. De uma forma mais sucinta, a contabilidade nas explorações Agrícolas, primordialmente o objectivo é obter informações seguintes: Descrição da exploração: terras, construções, plantações, máquinas, trabalhos permanentes, aproveitamento cultural, etc; Situação patrimonial no início e fim do exercício: bens, direitos, obrigações, e situação líquida; Investimentos efectuados durante o exercício; Despesas e encargos da exploração: por natureza e / ou actividade; Receitas e proveitos da exploração: por natureza e / ou actividade; Consumos de Factores e produções obtidas, por natureza e/ ou actividade; Situação devedora e credora da empresa; Disponibilidades da empresa: dinheiro em caixa, depósitos à ordem; Resultados parciais: por actividade; Resultados da Exploração; Resultados do exercício. Classificação das empresas Agrícolas Existem diferentes formas de classificar as empresas agrícolas de acordo com o tipo de critérios utilizados.
  13. 13. 12 Contabilidade Simplificada 2º Ano 1. Classificação das EA quanto à natureza dos objectivos empresariais visados a) As empresas de tipo familiar têm como objectivo principal a manutenção e melhoria das condições de vida do agregado familiar, cujos membros asseguram o normal funcionamento da exploração agrícola. Assim sendo, os resultados económicos a levar em consideração na análise da sua “performance” num dado período de tempo, deverão ser escolhidos em função da sua capacidade para medir a remuneração dos factores de produção que são pertença da família (recursos próprios), com especial relevo para os factores terra e trabalho. b) As explorações de tipo empresarial têm como objectivo prioritário assegurar uma maximização dos resultados líquidos da empresa, devendo os seus resultados económicos estar relacionados, no essencial, com a remuneração quer dos capitais próprios investidos, quer da capacidade empresarial demonstrada. 2. Classificação das EA quanto à natureza jurídica das explorações agrícolas Do ponto de vista da sua natureza jurídica as explorações agrícolas podem ser classificadas da seguinte forma: a) Explorações de produtores singulares; b) Sociedade ( de agricultura de grupo, por quotas, anónimas, etc); c) Baldios (terrenos possuídos e geridos por comunidades locais); d) Empresas públicas (cuja gestão está directamente subordinada à Administração Central ou Local). 3. Classificação quanto à propriedade do seu capital A distinção mais usual é entre empresas públicas e empresas privadas: a) Empresas públicas: empresas cujo capital é detido pelo Estado ou por instituições por ele directamente controlados; b) Empresas privadas: empresas cujo capital é detido por pessoas individuais ou por instituições privadas; c) Empresas de capitais mistos: empresas cujo capital é detido simultaneamente pelo Estado e por entidades privadas 4. Classificação quanto à dimensão. A classificação das empresas quanto à sua dimensão difere de país para país mas está geralmente associada a grandezas como o volume de negócios ou o número de funcionários. No caso Moçambique é utilizada a classificação europeia: a) Microempresa: empresa com menos de 10 trabalhadores. b) Pequena Empresa: empresa com menos de 50 trabalhadores. c) Média Empresa: empresa com menos de 250 trabalhadores.
  14. 14. 13 Contabilidade Simplificada 2º Ano d) Grande Empresa: empresa com grandezas superiores às apresentadas antes. 5. Classificação quanto ao sector a que pertence Este tipo de classificação tem a ver com a actividade desenvolvida. A principal divisão é entre sector primário, sector secundário e sector terciário, mas vale lembrar que todas empresas agrícolas são do sector primário. a) Sector primário: inclui as actividades directamente relacionadas com a exploração de recursos primários, nomeadamente a agricultura, as pescas, a pecuária e a extracção de minérios; Formas de exploração Uma outra maneira de caracterizar as estruturas agrárias de uma dada região ou País está relacionada com as respectivas formas de exploração da área disponível, ou seja, com as diferentes formas jurídicas pelas quais as empresas agrícolas dispõem da terra que utilizam. Superfície agrícola utilizada é a área constituída pelas terras aráveis (limpas ou sob – coberto de matas e florestas), culturas permanentes e prados e pastagens permanentes. As modalidades a considerar neste âmbito são: 1. conta própria superfície agrícola utilizada - que é propriedade da empresa agrícola ou relativamente à qual ela é a respectiva usufrutuária ou superficiária; 2. arrendamento fixo - superfície agrícola utilizada de que a exploração dispõe durante um período superior a uma campanha agrícola mediante o pagamento de uma renda (em dinheiro, géneros ou prestação de serviços) de um montante previamente estabelecido independentemente dos resultados económicos da exploração; 3. arrendamento de campanha - superfície agrícola utilizada explorada mediante um contrato de arrendamento para uma única campanha agrícola; 4. arrendamento de parceria (ou variável) - superfície agrícola utilizada explorada em associação pela empresa agrícola e o proprietário, com base num contrato de parceria (escrito ou oral), no qual se estabelece a forma de proceder à repartição dos resultados a obter e dos encargos a suportar; 5. outras formas - terras cedidas gratuitamente.
  15. 15. 14 Contabilidade Simplificada 2º Ano Orçamento de uma exploração agrícola1 Dependendo da estrutura da empresa agrícola (isto é, da informação que utiliza e da forma como está organizada), do período de tempo que abrangem, e do momento a que se reportam podemos ter: • orçamentos parciais; • orçamentos completo ou plurianuais; • orçamentos previsionais ou reais Os orçamentos plurianuais do tipo cash-flow são principalmente utilizados no âmbito da análise de investimentos. 1. Orçamentos Parciais É uma técnica de previsão que serve para ver se uma dada alternativa dá resultado economicamente, ou para escolher, dentro de um conjunto de alternativas, qual a mais favorável. Consiste fundamentalmente num balanço ou numa comparação entre os encargos e os proveitos resultantes das modificações que se propõem. Na sua elaboração pode-se distinguir três fazes, sendo: a) Definição de uma ou várias alternativas: Mudança de uma ou mais actividades (culturais); Mudança no sistema de produção; Mudança do aparelho de produção. b) Análise da alternativa seleccionada Elaboração do orçamento, isto é, balanço entre as vantagens e inconvenientes. c) Planear a execução da alternativa Definir as tarefas a realizar para executar a alternativa; Estabelecer as catas de realização das tarefas e as necessidades de contratação de pessoal e máquinas e aquisições dos bens necessários; Determinar as necessidades monetárias para a execução das tarefas previstas. O orçamento parcial ao efectuar o balanço entre os encargos e proveitos resultantes da alteração em causa avalia-se o que passa a gastar a mais e deixa de receber é compensado pelo que se deixa de gastar e passa a receber a mais. Em esquema teremos a seguinte folha de cálculo: 1 Sugere-se que o formador simule uma aula prática de elaboração do orçamento de uma exploração agrícola. Depois deverá orientar os formandos a elaborarem um orçamento de exploração.
  16. 16. 15 Contabilidade Simplificada 2º Ano Se F é maior que E a alternativa a introduzir é vantajosa, ou pelo menos pode dizer-se que possibilita um resultado superior, ainda que eventualmente não suficiente em termos do risco que pode comportar a adopção de semelhante solução. Vejamos o exemplo seguinte: A cultura de gergelim na machamba da Missão de Estaquinha, deu um produto bruto de 15000 meticais e os encargos foram de 8000 meticais. Através de dados colhidos noutras machambas, conclui-se que, utilizando uma outra variedade e adubando mais correctamente, podia-se obter um produto de 18000 meticais gastando no total 9500 meticais. Valerá a pena introduzir esta alteração? REDUÇÃO DAS RECEITAS AUMENTO DAS RECEITAS G- Encargos a mais (9500 mts) + H- Produto a menos (15000 mts) I- Encargos a menos (8000 mts) + J- Produto a mais (18000 mts) K- Total = 24500 mts L- Total =26000 mts F-E = (26000 mts – 24500 mts) = 1500 mts A alternativa proposta era vantajosa uma vez que o aumento de receitas era superior aos encargos em 1500 meticais. Restaria apenas decidir se o aumento de receitas previsto (incerto, devido, por exemplo, ao clima) compensava o risco de aumento de encargos (que eram certos). REDUÇÃO DAS RECEITAS AUMENTO DAS RECEITAS A- Encargos a mais + B- Produto a menos C- Encargos a menos + D- Produto a mais E- Total da redução das receitas F- Total do aumento das receitas F-E =
  17. 17. 16 Contabilidade Simplificada 2º Ano Para a tomada das decisões, deve-se ter em conta as alterações que este problema pode provocar na tesouraria, tais como a diminuição das frequências das entradas de dinheiro na exploração, necessidades acrescidas numa época considerada, etc. Depois de analisada a alternativa, segue a fase de planear a sua execução. O planeamento é uma técnica que permite prever as acções a realizar na empresa, as necessidades do aprovisionamento de bens, da contratação de mão-de- obra ou serviços, de disponibilidades financeiras, etc, bem como confirmar com o tempo se é possível executar as tarefas previstas e, finalmente, possuir os elementos que possibilitem o controlo da sua execução. 2. Orçamento completo ou plurianual É quando o orçamento abrange toda a exploração considerando ou não uma alternativa de mudança de orientação produtiva ou de aparelho de produção. Então neste caso os projectos de investimento, que não são mais do que um orçamento completo da empresa, considerando a alternativa de investimento pretendida pelo empresário. 3. Orçamentos previsionais ou reais É aquele que pode não considerar qualquer alteração na empresa dado que se trata de um documento que deve ser elaborado anualmente, independentemente da sua situação. Para além de orçamentar toda a actividade esperada para a empresa no ano seguinte constitui um guia orientador fundamental para o dia-a-dia, quer no plano económico e comercial, quer no plano financeiro. O plano previsional pode ser elaborado em modelo de quadros do seguinte tipo:
  18. 18. Contabilidade Simplificada 2º Ano Vamos recordar 1. Tudo que é ciência, têm um certo contributo para as nossas vidas. Qual é o contributo da contabilidade no nosso dia-a-dia? 2. Qual é a finalidade última da contabilidade? 3. Para que a contabilidade entre em acção, ela, necessita de algumas técnicas. Mencione as técnicas contábeis e dê exemplo da sua utilização em uma entidade. 4. De acordo com a definição da escrituração, é obrigatório que as empresas façam o registo de tudo que ocorre nas mesmas. Concorda? Justifique. 5. O que é que a contabilidade permite saber ao empresário? 6. Mencione as funções da contabilidade e explique em que consiste cada função. 7. Qual é a função da auditoria na contabilidade? 8. Define os seguintes conceitos: a) Escrituração? b) Demonstrações financeiras? 9. Quem faz o uso da contabilidade? 10. O que é empresa agrícola? 11. Classifique as afirmações em verdadeiras “V” e falsas “F”. a) Existe uma forma de classificar as empresas agrícolas. b) Exploração agrícola cuja gestão está directamente subordinada à Administração Central ou Local chama-se de empresa de produtores singulares. c) As explorações de tipo empresarial têm como objectivo prioritário não assegurar uma maximização dos resultados líquidos da empresa, devendo os seus resultados económicos estar relacionados com a remuneração quer dos capitais próprios investidos, quer da capacidade empresarial demonstrada. d) A caracterização da estrutura agrária de uma dada região ou País consiste em classificar os diferentes tipos de explorações agrícolas com base nas respectivas orientações técnico-económicas. e) A superfície agrícola utilizada é a área constituída pelas terras aráveis (limpas ou não sob – coberto de matas e florestas), culturas permanentes e prados e pastagens temporários. f) As explorações de tipo empresarial têm como objectivo prioritário assegurar a minimização dos resultados líquidos da empresa. 12. Quantas e quais formas de classificar as empresas agrícolas existentes? 17 Tudo que é ciência, têm um certo contributo para as nossas vidas. dia? Para que a contabilidade entre em acção, ela, necessita de algumas técnicas. Mencione as técnicas contábeis e dê exemplo da sua utilização em uma entidade. acordo com a definição da escrituração, é obrigatório que as empresas façam o ste cada função. Exploração agrícola cuja gestão está directamente subordinada à Administração se de empresa de produtores singulares. prioritário não assegurar uma maximização dos resultados líquidos da empresa, devendo os seus resultados económicos estar relacionados com a remuneração quer dos capitais próprios estrutura agrária de uma dada região ou País consiste em classificar os diferentes tipos de explorações agrícolas com base nas respectivas A superfície agrícola utilizada é a área constituída pelas terras aráveis (limpas ou coberto de matas e florestas), culturas permanentes e prados e pastagens As explorações de tipo empresarial têm como objectivo prioritário assegurar a car as empresas agrícolas existentes?
  19. 19. 18 Contabilidade Simplificada 2º Ano 13. O que é necessário para estabelecer as bases para a análise das actividades numa empresa agrícola? 14. Quantos tipos de orçamentos de exploração agrícola existem e quais são? 15. Dê o conceito de contabilidade. 16. Qual é o objecto de estudo da contabilidade? 17. Para quem são destinados os produtos de uma exploração familiar? E os das explorações do tipo empresarial? 18. Estabeleça a diferença entre uma exploração do tipo familiar com do tipo empresarial. 19. Descreva os objectivos da contabilidade nas empresas agrícolas.
  20. 20. 19 Contabilidade Simplificada 2º Ano MÓDULO II: Contabilidade e Organização Administrativa (20 horas) Introdução: A organização é indispensável para qualquer um, seja empresa ou pessoa singular. Neste contesto, este módulo, irá proporcionar ao caro formando, conhecimentos para que no seu dia-a-dia após a conclusão do estudo deste módulo e do curso, consiga organizar administrativamente a sua casa ou a entidade que lhe será entregue para gerir. Não perceba como se a única tarefa que fará é ser director de uma entidade, mas sim gestor de qualquer área em que estiver a exercer as suas funções como Técnico Básico em Agro-Pecuária. Com isso queremos dizer que, em todo lugar em que estivermos, devemos sempre colocar em prática os conhecimentos de organização administrativa como a forma mais rápida da organização dos nossos trabalhos. Isto porque é preciso sempre fazer/ elaborar orçamentos, fazer previsões das necessidades, e dos gastos que deverão existir durante um determinado período de tempo para evitar o uso indevido das finanças ou bens de que uma casa ou entidade qualquer dispõe. Esta boa, gestão, parte de conhecimento do património em que estamos a gerir, não obstante precisaria de ter conhecimentos sobre o que existe ao assumir a área (bens materiais e imateriais; móveis e imóveis) para não incorrer o risco de no final não saber se o trabalho desenvolvido ao longo do tempo em que pretende fazer avaliação teve impacto positivo ou negativo. E falando ainda do trabalho, desenvolvemos neste módulo também o tema contrato de trabalho e política fiscal.
  21. 21. 20 Contabilidade Simplificada 2º Ano Tema: A organização administrativa (3 horas). A organização administrativa consiste em orientar, dirigir e controlar os esforços de um grupo de indivíduos para um objectivo comum. Princípios básicos da organização Os princípios básicos da organização na administração de qualquer tarefa, seja pessoal ou de um grupo (empresa) são: a divisão do trabalho, especialização, hierarquia (autoridade, responsabilidade e delegação) e amplitude administrativa. Divisão do trabalho: Consiste em organizar os sectores de produção atribuindo a cada trabalhador tarefas específicas, mas em que todos contribuem para a realização da mesma obra ou produto final. É uma forma de organização do trabalho que permite obter maior produtividade e menor esforço físico. Consequências da divisão do trabalho a) Criação de um local de trabalho específico (fábrica, escritório,…); b) Atribuição de tarefas distintas para cada trabalhador; c) Substituição gradual do trabalhador pelas máquinas; d) O trabalhador perde a sua criatividade; e e) O trabalho acaba por ser despersonalizado. Teorias sobre a organização do trabalho 1. Taylorismo - para Taylor o trabalho deve estar organizado em função das recompensas financeiras, com a distribuição de salários mais elevados para garantir maior ritmo de trabalho e, por consequência, conseguir maiores lucros para os empresários. É uma teoria demasiado economicista, porque encara o trabalho apenas como meio de obtenção de riqueza e em que os trabalhadores são vistos como meras peças da engrenagem produtiva; é uma visão desumana e impessoal do trabalho... 2. Teoria Humanista - esta teoria corresponde a uma forma de encarar o trabalho como um meio de realização pessoal, devendo este contribuir para as motivações psicológicas e afectivas dos trabalhadores, elevando os níveis de satisfação pessoais; não se encara o trabalho apenas como fonte de riqueza; segundo esta teoria o trabalho deve estar organizado de maneira que permita as seguintes realizações: a) Alargamento e rotação de tarefas dentro da mesma empresa;
  22. 22. 21 Contabilidade Simplificada 2º Ano b) Formação de grupos polivalentes de trabalhadores para evitar a “robotização do trabalhador”; c) Constituição de grupos semi-autónomos para que os trabalhadores possam dar sugestões e aperfeiçoar os métodos de trabalho d) Criar condições que garantam a qualidade de vida dos trabalhadores. Especialização: Não se pode apenas pensar em dividir o trabalho, sem que o dividendo saiba dizer em qual área e local enquadrar a cada trabalhador da sua empresa, pois o mau enquadramento dos trabalhadores em sectores de trabalhos pode trazer consequências muito drásticas para a empresa. Nisto no acto da divisão do trabalho o gestor/ administrador/director da empresa deve fazer de acordo com a área de formação de cada um. Daí que é necessário ter conhecimento do perfil profissional de cada trabalhador e em algum momento é necessário que na empresa exista acções de formação contínua dos seus trabalhadores para manter informado os trabalhadores (de acordo com as novas exigências de cada sector de trabalho). Hierarquia (autoridade, responsabilidade e delegação): De acordo com a realidade de cada entidade, cada trabalhador da entidade deve saber que posição ocupa na mesma entidade em relação aos seus colegas de trabalho, isso facilita na gestão da entidade, pois se cada um sabe a quem prestar contas no final do trabalho, será simples resolver os problemas que irão apoquentar a entidade ao longo do seu período de vida. Por exemplo, numa empresa agrícola, o gestor desta mesma empresa, sabe a quem exigir sobre a avalia das máquinas, sabe também a quem exigir se uma dada cultura ainda não foi colhido, o motorista sabe a quem exigir dinheiro para compra de combustível, etc. Isto é possível quando cada trabalhador sabe quem é o seu superior hierárquico. Amplitude administrativa: também denominada de amplitude de controlo define a quantidade de funcionários que se reportam a um supervisor. Quando um supervisor precisa estar bastante envolvido com os subordinados a amplitude deve ser pequena, e quando não há necessidade de grande envolvimento ela deve ser grande. A média de amplitude do controle utilizada pela empresa determina se ela tem uma estrutura alta ou plana. Na estrutura alta há um número grande de níveis hierárquicos e é mais verticalizada; já a estrutura plana há poucos níveis hierárquicos e é mais horizontalmente dispersa. A amplitude administrativa, em termos gerais determina se uma organização é mais centralizada ou descentralizada; se ela tiver muitos cargos hierárquicos, significa que há a necessidade de uma supervisão mais próxima dos níveis inferiores, assim a
  23. 23. 22 Contabilidade Simplificada 2º Ano empresa terá uma administração centralizada. Já se a empresa tiver poucos cargos hierárquicos e tiver uma estrutura plana, a empresa é mais descentralizada. Os níveis da organização administrativa Na organização administrativa, existem dois níveis, os quais os gestores das entidades usam no seu dia-a-dia para garantir o funcionamento das entidades que lhes são confiados para gerir. Estes níveis são: i. Institucional – neste nível temos os seguintes aspectos a destacar: administração de cúpula; definição de objectivos; planejamento, organização; direcção e controlo. As pessoas que utilizam este nível são os presidentes e directores das entidades. ii. Operacional – neste nível é feita a administração das operações; supervisão da execução das tarefas e operações da entidade. Este nível é utilizado pelos supervisores (em algumas instituições os directores desempenham a função de supervisor, isto acontece quando a entidade não possui um trabalhador específico para desempenhar a função de supervisor). No fim de tudo, temos a execução das tarefas e operações que está ao cargo de todos funcionários, mas vale lembrar que o director ao planificar as actividades, o supervisor ao supervisionar as actividades em curso já está a executar as suas tarefas. Em alguns manuais, encontram-se destacados três níveis de organização, tais níveis são: Institucional, Intermediário (utilizado pelos gerentes, por exemplo nos bancos) e Operacional. Processos da organização administrativa Os processos da organização administrativa são: planejamento (definir a missão, formular objectivos, definir planos para alcançar os objectivos e programar actividades), Organização (dividir o trabalho, designar as actividades, agrupar as actividades em órgãos e cargos, alocar recursos, definir autoridade e responsabilidade), Direcção (designar as pessoas, coordenar os esforços, comunicar, motivar, liderar e orientar) e Controle (definir os padrões, monitorar o desempenho, avaliar o desempenho e acção correctiva). As premissas do planeamento Para alcançar os objectivos, não basta a planificação, temos alguns aspectos ou premissas que um administrador deve ter em conta na planificação. Estas duas premissas são: O presente (o planificador deve saber onde estamos agora, isto é, ter informações adequadas sobre a situação
  24. 24. 23 Contabilidade Simplificada 2º Ano actual da entidade, para melhor fazer o seu plano) e o Futuro (o planificador deve antes, construir ideia sobre onde pretende chegar, isto é, traçar objectivos a serem alcançados no período da execução do plano). A planificação também é feita de acordo com o seu tipo, isto é, na planificação deve-se ter me conta o tipo de plano que pretende-se desenhar. Tema: Contrato de Trabalho (2 horas) Contrato de trabalho é aquele que uma pessoa se obriga, mediante retribuição (pagamento de salário, subsídios, etc), a prestar a sua actividade a outra ou outras pessoas, sub a autoridade ou direcção destas. Neste contexto há uma relação jurídica laboral, pela prestação recíproca entre o trabalhador e a entidade patronal. Desta forma, são sujeitas da relação: O trabalhador – aquele que, exercendo uma actividade intelectual ou manual, por conta de outrem, o faz em regime de dependência e, por conta de si mesmo, o faz em regime de independência, recebendo em contrapartida uma remuneração. A entidade patronal – aquele que, no exercício do seu poder de direcção, contrata o trabalhador para o exercício de determinadas funções, mediante o pagamento de uma remuneração. De uma forma, para que uma pessoa possa ser admitido ao trabalho tem de: Ter completado 18 anos de idade; Ter concluído a escolaridade exigida pela entidade patronal; Dispor de capacidades físicas e psíquicas adequadas ao posto de trabalho. Direitos e deveres dos trabalhadores com contrato individual. Direitos dos trabalhadores Os principais direitos que resultam para o trabalhador deste tipo de contrato são:
  25. 25. 24 Contabilidade Simplificada 2º Ano Direito a retribuição/pagamento (são os pagamentos2 que o trabalhador tem de receber pelo trabalho prestado). Qualificação e categoria profissional (cada trabalhador deve saber concretamente, qual o conjunto de tarefas e serviços que são o seu objecto de prestação de trabalho. Após ter esta informação, o trabalhador, tem o direito a ser enquadrado numa categoria profissional correspondente às actividades que desempenha). Direito ao repouso (durante a jornada de trabalho diário deve ter um descanso, de duração não inferior a 30 minutos e não superior a uma hora, para não prestar serviços por mais de cinco horas sem parar. Ainda deverá ter um descanso de um dia, normalmente ao domingo. Não só, deverá ter férias anualmente de 22 dias no mínimo e 30 dias no máximo). Direito a segurança e boas condições de trabalho (prestar serviços em condições de higiene, segurança e saúde). Direito à segurança no emprego (o trabalhador não pode ser despedido sem justa causa ou por motivos políticos ou ideológicos).3 Deveres dos trabalhadores O trabalhador não possui apenas direitos, ele possui igualmente obrigações, tais são: Obediência Assiduidade; Realizar o trabalho com competência; Lealdade; Zelar pelos bens à sua guarda; Respeito, etc. 2 Em dinheiro ou em espécie, como sejam os subsídios, prémios e comissões, alojamento, alimentação e vestuário. NB: Estes subsídios, prémios e comissões, alojamento, alimentação e vestuário, a entidade patronal, paga se constam no termo de contrato. 3 Se for o caso de um trabalhador ser despedido sem justa causa, o mesmo deverá recorrer (para possíveis indemnizações) aos órgãos com este poder de defender os trabalhadores, mas para isso parte do conhecimento profundo do que está estipulado no contrato ou ainda ser membro de um órgão como por exemplo o sindicato dos trabalhadores ou recorrer a direcção do trabalho.
  26. 26. 25 Contabilidade Simplificada 2º Ano Os direitos e deveres da entidade patronal Direitos da entidade patronal Ter poder disciplinar sobre o trabalhador que se encontre ao seu serviço; Ser tratado com respeito pelo trabalhador; Que o trabalhador se obrigue a prestar o período normal de trabalho; Despedir o trabalhador por justa causa, isto é, por comportamentos culposos do trabalhador; Fazer parte de associações patronais para a defesa e promoção dos seus interesses. Deveres da entidade patronal São deveres fundamentais da entidade patronal: Respeitar o trabalhador; Pagar o vencimento pontualmente de acordo com o valor contratado/estipulado/ combinado; Proporcionar condições de trabalho adequadas; Proporcionar formação profissional ao trabalhador; Prevenir riscos, doenças e acidentes de trabalho; Manter actualizado o cadastro do pessoal. Faltas Falta é a ausência do trabalhador no local de trabalho, durante o período em que devia estar a desempenhar a actividade a que está encarregue. Assim, é considerado falta a não comparência4 no local de trabalho dentro do horário que as partes acordaram. 4 Esta falta não se considera apenas quando o trabalhador não estiver no serviço, mas sim quando não se faz presente no tempo de entradas, que por exemplo nas empresas que usam o horário único são 30 minutos no máximo de atraso. Este princípio está a perder o peso nos modelos actuais de trabalho, em que algumas empresas incubem a definição dos horários aos trabalhadores, cabendo a mesma exigir o produto final (sobretudo no teletrabalho este forma de trabalhar tem ganhado muito espaço). Teletrabalho – é um trabalho a distância tornado possível pelas tecnologias de informação e de comunicação. Ele oferece ao trabalhador espaço de exercer as suas funções sem que se desloque para o sector de trabalho, bastando apenas com o computador ou telefone conectados a internet realizar todas suas tarefas. O teletrabalho, para os trabalhadores aumenta as possibilidades de emprego resultantes das distâncias passarem a ser irrelevantes. Eleva o nível de realização profissional. Facilita o trabalhador estar entre a vida laboral e a familiar, diminui o stress e trás flexibilidade na articulação do horário. Embora o teletrabalho tenha vantagens, ele também cria isolamento profissional, pois o trabalhador realiza o seu trabalho sozinho.
  27. 27. 26 Contabilidade Simplificada 2º Ano As faltas abarcam dois tipos: faltas justificadas e injustificadas. Faltas justificadas – são aquelas que derivam de motivos a considerar e por facto imputável, isto é, o trabalhador as comete por motivos alheios a vontade do trabalhador. Neste caso podemos encontrar: faltas por doença, por casamento, falecimento de parentes, pela impossibilidade de prestar trabalho, etc. Também são aceite outras faltas desde que a entidade empregadora aceite os motivos que levaram o trabalhador a cometer tais faltas. “Alguns trabalhadores mais eficientes, para evitar contritos com os seus representantes, pedem antes de sair”. Faltas injustificadas – implicam sempre a redução/ desconto na retribuição ou salário. Quando se verificarem repetidamente podem levar a advertência e caso o trabalhador continue podem levar a despedimento. Também são motivos de despedimento a apresentação a entidade patronal de declarações médicas falsas ou fraudulentas. Tempo de trabalho Tempo de trabalho – é o período, durante o qual o trabalhador tem estado a desempenhar as suas actividades ao serviço da entidade patronal, incluindo o período das interrupções constantes da regulamentação de trabalho (necessidades pessoais do trabalhador, limpezas, manutenção de equipamentos, cargas, intervalos para refeições e as impostas por normas de higiene e segurança e saúde). É da competência do empregador estabelecer o horário do trabalho do pessoal ao seu serviço. O horário de trabalho é o período de tempo em que o trabalhador coloca as suas capacidades físicas e intelectuais ao serviço da entidade empregadora. Os contratos Modalidades de contrato de trabalho quanto ao prazo5 . Suportando-se com o código de trabalho, existem três modalidades básicas de contrato de trabalho. 1. Contrato a termo certo É um contrato que é feito com um determinado tempo de duração, pois se conhece o seu fim. A sua duração é definida pelas partes acordantes, não podendo, em geral, este 5 O formador deverá procurar alguns contratos utilizados em algumas entidades para servir de material didáctico na leccionação desta aula. Não só, como também sugerimos que o formador organize um tempo, onde pudera sentar com os formandos simulando a assinatura de contratos, chamando-os atenção para observarem todos aspectos patentes no contrato para não incorrerem o risco de algum dia assinarem contrato sem antes perceberem todos pontos do mesmo.
  28. 28. 27 Contabilidade Simplificada 2º Ano prazo ser inferior a seis meses e nem ser superior há três anos, incluindo as renovações, nem ser renovada mais de duas vezes. Neste contexto, se forem cedidas os prazos atrás citados o contrato passa-se a considerar-se sem termo. 2. Contrato a termo incerto É um contrato que é celebrado sem se saber ao certo quando vai terminar. Só é admitido nas seguintes condições: Substituição de trabalhador ausente; Acréscimo excepcional da actividade da empresa; Realização de actividade, obras ou projectos ou outras tarefas com carácter temporário. Este contrato, caduca quando a entidade empregadora comunica ao trabalhador a cessação do mesmo, com uma antecedência mínima de 7, 30 ou 60 dia. 3. Contrato sem termo É aquele que é celebrado ou assinado por um tempo indeterminado. Trata-se de um contrato de trabalho efectivo. Um contrato de trabalho sem fim, não depende da observância de forma especial pelo que o contrato pode ser verbal. E também considera-se que um contrato é sem termo quando: Não está reduzido a escrito; Não está assinado pelas partes; Não contém nome ou denominação, bem como as referências sobre os prazos estipulados ou os motivos que determinam a sua contratação; Forem excedidos os prazos de renovação ou duração do próprio contrato; Não contém, simultaneamente, a data de início de actividades e a da celebração do contrato.
  29. 29. 28 Contabilidade Simplificada 2º Ano Tema: Política fiscal (3 horas). A política orçamental ou política fiscal, é um ramo da política económica que define o orçamento e seus componentes, os gastos públicos e impostos como variáveis de controlo para garantir e manter a estabilidade económica, amortecendo as flutuações dos ciclos económicos e ajudando a manter uma economia crescente, o pleno emprego e a inflação baixa. Administração e Supervisão A actividade financeira que o Estado desempenha nas sociedades modernas, estão divididas em três funções básicas: função de alocação de recursos; função redistributiva; e papel de estabilizador económico. Na alocação de recursos, o Estado fornece bens que, sob certas circunstâncias, o mercado não fornece de forma eficiente. O papel redistributivo do Estado, tenta conciliar as diferenças que ocorrem entre a distribuição da riqueza, e o que o sistema de mercado e a sociedade considera como equitativamente justo, envolvendo conceitos éticos, políticos e económicos. A função de estabilização, onde a política orçamental está enquadrada, o Estado tenta obter a estabilidade do sistema financeiro, evitando desequilíbrios e trazendo os ajustes necessários na demanda agregada, e em cada caso, controlando a inflação ou reduzindo o desemprego. Principais objectivos da política fiscal Como dito acima os principais objectivos de qualquer política orçamental são: Acelerar o crescimento económico. O pleno emprego de todos os recursos produtivos da sociedade, tanto de capital humano como de material. Estabilidade de preços, visando não ocorrer grandes oscilações nos indicadores gerais de preços. Tipos de política fiscal Pode ser expansionista ou contraccionista: Política fiscal expansionista: quando o objectivo é estimular a demanda agregada, especialmente quando a economia está atravessando um período de recessão e precisa de um "empurrão" para se expandir. Como resultado, temos a tendência de déficit ou até mesmo levar à inflação.
  30. 30. 29 Contabilidade Simplificada 2º Ano Política fiscal contraccionista: quando o objectivo é reduzir a demanda agregada, por exemplo, quando a economia está em um período de expansão excessiva (super aquecimento económico) e, há a necessidade de retracção económica, em consequência da excessiva inflação que se constrói neste cenário. Política fiscal expansionista Os mecanismos utilizados são: Aumentar a despesa pública para aumentar a produção e reduzir o desemprego. Impostos mais baixos, para aumentar o rendimento disponível ao consumidor/investidor, causando aumento de consumo e investimento das empresas, em conclusão, uma mudança no sentido da demanda agregada (expansão). Política fiscal contraccionista Os mecanismos são inversos aos da política expansionista. Eles consistem em: Reduzir os gastos do governo para desacelerar a produção. Aumentar os impostos para que as pessoas não consumam tanto e as empresas invistam menos, consequentemente desloca a demanda agregada (contracção). É que ela reduz a demanda agregada de forma a gerar excesso de oferta agregada de bens, o que irá fazer diminuir o nível de renda e os preços do mercado.
  31. 31. 30 Contabilidade Simplificada 2º Ano Tema: Património (6 horas)6 . Património (objecto de estudo da contabilidade), é um conjunto de bens, direitos e obrigações avaliados em moeda e pertencem a uma pessoa ou entidade (pública ou privada). BENS Bens -são as coisas capazes de satisfazer as necessidades e susceptíveis de avaliação económica. Os bens podem ser divididos em: bens materiais e bens imateriais. Bens materiais (Tangíveis) São objecto que a empresa tem para o uso ( ex: armários), tem para trocar (mercadorias) ou tem para o consumo ( ex: material de limpeza). Bens Imateriais (Intangíveis) Correspondem a determinados gastos que por sua natureza, a legislação determina que faça parte do património. Ex: gastos por organização, reorganização, etc. Diagrama da classificação dos bens 6 O formador deve dar uma aula prática sobre património. Em seguida deverá com os formandos fazer um estudo prático do património da escola, fazendo o levantamento de todos bens materiais e imateriais. Para facilitar o trabalho do formador, vai orientar os formandos a fazerem este levantamento que depois será seguido por uma colocação em comum para descobrir o que existe de diferença e de comum para todos. Nota: Queremos chamar a atenção ao formador para antes ter conhecimento do património da escola para não incorrer risco de aceitar o que não deve constar dos registas como parte do património. B e n s Imateriais/ Intagíveis Móveis Imóveis Materiais/ Tangíveis Gastos
  32. 32. 31 Contabilidade Simplificada 2º Ano Bens Materiais Imóveis e Móveis. De acordo com o Código Civil, são móveis todos os bens que não venham enunciados taxativamente como bens imóveis, incluindo-se aqui as energias naturais, como a electricidade, o gás, a energia nuclear, etc. Existem bens móveis que devido à sua importância económica e social estão sujeitos a registo, como os automóveis, os aviões, os navios, assim como as acções e as obrigações, tornando transparente e seguro o comércio jurídico. Obrigações Abrangem a todo valor que uma empresa tem a pagar a terceiros. Ex: aluguer a pagar, salários a pagar, etc. É importante dizer que, dentro da órbita das obrigações existe dois tipos: obrigações patrimoniais e obrigações não patrimoniais. Obrigações Patrimoniais e não Patrimoniais São aquelas que podem ser convertidas em dinheiro com o caso de pagamento de produto. Ex: O cumprimento de um contrato, etc, já as obrigações não patrimoniais são aquelas que nunca são convertidas em dinheiro por natureza das obrigações. Um exemplo seria o dever, fidelidade entre os cônjuges, o dever de guarda e educação dos filhos pelos pais, o dever do filho de se submeter ao poder exercido pelos pais, dentre outros. Direito Conceito: são todos os valores que uma empresa ou pessoa singular tem para receber de terceiros. Direitos Patrimoniais Os direitos patrimoniais, de acordo com a sua classificação podem ser: disponíveis são aqueles os quais seu titular tem para receber de plena disposição e giram em torno da esfera patrimonial. Esses direitos podem ser entendido como tendo por objecto um determinado bem, eminente ao património da empresa ou de alguém que possa ser apropriado ou alienado. Neste contexto abrange-se aos direitos e deveres redutíveis a direito. Direitos Patrimoniais Indisponíveis são aqueles direitos irrenunciáveis e imprescritíveis. A revelia e a confissão não produzem efeito e não é admitido a transacção, excepto com a referência aos efeitos patrimoniais. Os principais
  33. 33. 32 Contabilidade Simplificada 2º Ano direitos indisponíveis são referente ao estado da pessoa, os direitos da família, os direitos da personalidade, estes são inatos Ao conjunto dos bens e direitos, ou seja, dos meios que a empresa dispõe para realizar a sua actividade, chama-se activo. O valor relativo às obrigações da empresa designa-se passivo. A diferença entre o activo e o passivo, ou seja, ao valor constituído pelos bens que a empresa possui mais o que tem a receber, deduzido do valor correspondente às dívidas que a empresa tem a pagar, designa-se por situação líquida. Conta A conta é o registo que reúne elementos do património com características comuns específicas e na qual se anota todo tipo de ocorrências relativas a esses elementos. Se consideramos todos os consumos e respectivos encargos de uma cultura de, por exemplo, trigo, bem como os proveitos que ela origina, podemos agrupar o registo de todas essa ocorrências numa conta intitulada trigo. Se consideramos os devedores da empresa, que independentemente da sua natureza e valor devido, apresentam como características comuns o facto de serem devedores, podemos constituir uma conta designado por clientes, na qual se registará todo o tipo de movimentos relativos às vendas a crédito e aos respectivos recebimentos. Inventário O inventário é a descrição do património da empresa e consiste numa relação escrita de todos elementos do património, devidamente caracterizados quanto à sua qualidade, quantidade e valo. Trata-se de um documento onde devem estar registados todos os elementos do activo e do passivo da empresa, sendo geralmente efectuado no início e no final do exercício. Para além da sua função de arrolamento de tudo aquilo que a empresa dispõe, o inventário permite ainda observar a evolução durante o período decorrido entre o início e o final do exercício. ACTIVO Bens + Direitos - PASSIVO Obrigações = Situação Líquida
  34. 34. 33 Contabilidade Simplificada 2º Ano Balanço O balanço é uma conta geral da empresa na qual estão reunidos todos os elementos patrimoniais daquela e onde se evidencia a situação líquida por diferença entre o activo e o passivo. ACTIVO + PASSIVO = SITUAÇÃO LÍQUIDA O balanço, reunindo todos os elementos patrimoniais tal como inventário, distingue-se deste por ser bastante mais condensado, constituir de facto uma conta e apurar o resultado obtido durante o período considerado. A expressão geral do balanço traduz-se por o Activo ser igual a soma do passivo mais a Situação Líquida: = + ACTIVO = PASSIVO + SITUAÇÃO LÍQUIDA Estrutura que evidencia o equilíbrio constante que deve existir entre aqueles elementos patrimoniais, os quais traduzem a forma como a empresa utiliza os seus recursos e financia a sua actividade. De acordo com a expressão, verifica-se que a Situação Líquida pode ter valores de sinais diferentes. Se o Activo da empresa for maior que o passivo teremos uma situação líquida Positiva. ACTIVO – PASSIVO = SITUAÇÃO LÍQUIDA (+) ACTIVO PASSIVO SITUAÇÃO LÍQUIDA
  35. 35. 34 Contabilidade Simplificada 2º Ano Se o activo for igual ao passivo a situação líquida será nula: = Se o activo for menor que o passivo a Situação Líquida será negativa. ACTIVO – PASSIVO = SITUAÇÃO LÍQUIDA (-) Neste caso a empresa encontrar-se-á numa situação de falência técnica, ou seja, a actividade da empresa é financiada exclusivamente por capital alheio, não contribuindo o activo o grau que exigibilidade do passivo. Resultados O resultado é a diferença entre o total dos proveitos obtidos pela empresa e os custos suportados. Se consideramos a actividade normal da empresa verifica-se que esta suporta um determinado quantitativo de custo com vista a obter o maior volume de provimento. No final do ano o resultado da empresa será calculado por diferença entre os proveitos e os custos, obtendo-se o resultado corrente de exploração. Porém, na empresa também ocorrem factos patrimoniais anormais ou seja que não têm a ver com a sua actividade, por exemplo, a venda de equipamentos, a distribuição de um barracão, os quais originarão não custos e proveitos mas sim perdas e ganhos. Se o resultado da empresa for calculado tendo em conta os factos normais e anormais obteremos o que se designa por Resultado Líquido do exercício. ACTIVO PASSITO SITUAÇÃO LÍQUIDA = 0
  36. 36. 35 Contabilidade Simplificada 2º Ano Plano de contas O plano de contas consiste numa listagem das contas a movimentar pela empresa, devidamente classificadas e caracterizadas quanto aos movimentos que registam e ao elemento patrimonial que integram. O plano de contas contém de um modo geral três peças: Lista de contas: onde estão descritas todas a contas que podem ser movimentadas na empresa, as quais devem estar de acordo com o património daquela; Código de contas: nomeação das contas para fácil localização e identificação; Instruções: informações relativas ao conteúdo de cada conta e aos movimentos que nelas se devem registar. Livros contabilísticos De um modo geral todos os sistemas de contabilidade dispõem de três tipos de livros de registos, o inventário, o diário e a razão. 1. O inventário (ver informação da página ). 2. O diário: é um livro onde se registam por sequência de datas e de horas de ocorrências todos os factos que se passam na empresa. Tal como o seu nome indica, serve para gravar a história da empresa no dia-a-dia e de acordo com a sequência com que os factos forrem ocorrendo 3. O razão: é um livro das contas. Todas as contas contidas no plano deverão ser inscritas no razão, devendo para cada uma haver um quadro ou mapa de registo das entradas e saídas da conta. Desta forma o razão será o livro de registo da história de cada conta, sendo através dele que se pode reconstruir aquela. Após o registo de factos ocorridos no diário, por ordem de datas e horas os registos passam a serem agrupados nas contas respectivas do Razão. Este livro permite, após, saber a todo o memento o saldo das diversas contas.
  37. 37. Contabilidade Simplificada 2º Ano Vamos recordar 1. O que é que a política fiscal define? 2. Compara as duas políticas fiscais. 3. Quais os mecanismos utilizados na política fiscal contraccionista? 4. Política fiscal contraccionista: quando o objectivo é reduzir a demanda agregada, por exemplo, quando a economia está em um p excessiva (súper aquecimento económico) e, há a necessidade de retração consequência da excessiva inflação que se constrói neste cenário. Será que esta política é utilizada em Moçambique? Justifique a tua resposta. 5. Mencione os objectivos da política fiscal. 6. De o conceito de: contrato de trabalho, trabalhador e entidade patronal 7. Fale dos direitos e deveres do trabalhador e da entidade patronal. 8. Decifre as seguintes palavras: lealdade, obediência e zelo. 9. Explique como a falta de lealdade num trabalhador pode contribuir negativamente no seu trabalho diário. 10. Qual a consequência imediata de uma falta injustificada? 11. O que entende por tempo de trabalho? 12. Distingue os três tipos de contratos de trabalho quanto ao prazo. 13. A quem compete o estabelecimento do horário de trabalho? 14. Teletrabalho. Que vantagens tem para o trabalhador? 15. Conceitue património. 16. O que são obrigações patrimoniais e não patrimoniais? 17. Define direito, bens e obrigações. 18. O que são bens materiais e imateriais? 19. Classifique as afirmações com “V” as verdadeiras e com “F” as falsas. a) Os bens materiais abrangem a todos matérias com e sem valor para venda. b) As pessoas que trabalham numa empresa não fazem parte do património da mesma. c) O dinheiro em líquido de uma empresa, passa a ser considerado de património quando a empresa leva para a compra de determinados produtos ou materiais. d) Um dos direitos de uma empresa é o pagamento de salário aos seus funcionários. e) A compra de materiais para usar na empresa é uma obrigação. f) A compra de materiais para usar na empresa é um direito. g) Ter pai é um direito irrenunciável. h) Património é aquilo que apenas pertence a uma empresa, e não a uma pessoa singular. 20. Dê pelo menos 15 exemplos de bens imóveis e bens móveis. 36 contraccionista? Política fiscal contraccionista: quando o objectivo é reduzir a demanda agregada, por exemplo, quando a economia está em um período de expansão retração económica, em cia da excessiva inflação que se constrói neste cenário. Será que esta política é contrato de trabalho, trabalhador e entidade patronal. Explique como a falta de lealdade num trabalhador pode contribuir negativamente no seu as falsas. sem valor para venda. As pessoas que trabalham numa empresa não fazem parte do património da mesma. O dinheiro em líquido de uma empresa, passa a ser considerado de património quando a empresa leva para a compra de determinados produtos ou materiais. dos direitos de uma empresa é o pagamento de salário aos seus funcionários. enas pertence a uma empresa, e não a uma pessoa
  38. 38. 37 Contabilidade Simplificada 2º Ano 21. Qual a importância do estudo do património na sua vida? 22. Faz uma pesquisa na sua escola sobre o património que existia a um ano atrás e o que existe actualmente. A que conclusão chegastes? (O formador deve identificar o melhor trabalho que os formandos vão elaborar. Este trabalho deverá ser apresentado em plenário). 23. Qual é a grande importância do inventário numa entidade? 24. Comente a seguinte afirmação. “O plano de contas consiste numa listagem das contas a movimentar pela empresa, devidamente classificadas e caracterizadas quanto aos movimentos que registam e ao elemento patrimonial que integram”. 25. Defina os seguintes conceitos: Inventário, diário e razão. 26. Porque uma entidade ou instituição deve fazer o balanço das suas actividades? 27. O que entende por resultados e como contribuem para o sucesso duma entidade? 28. Se consideramos os devedores da empresa, que independentemente da sua natureza e valor devido, apresentam como características comuns o facto de serem devedores, podemos constituir uma conta designado por clientes, na qual se registará todo o tipo de movimentos relativos às vendas a crédito e aos respectivos recebimentos. Argumente apresentando exemplos a afirmação acima. 29. O que entende por situação líquida de uma entidade? 30. Defina o passivo de uma instituição? 31. Qual é a consequência inevitável da teoria Taylorismo para a divisão do trabalho? 32. Diferencie o nível operacional da institucional. 33. Para alcançar os objectivos, não basta a planificação. Porquê? 34. Fale dos princípios básicos da organização numa entidade, explicando a funcionalidade de cada princípio. 35. Explique cada consequência que surge através da divisão do trabalho numa entidade.
  39. 39. 38 Contabilidade Simplificada 2º Ano MÓDULO III: Fiscalidade (20 horas) Introdução: Neste módulo intitulado Fiscalidade, iremos falar de dois temas que são de extremíssima importância na nossa vida. Referimo-nos dos Juros e Impostos, desde das suas formas de cobrança, de pagamento assim como as respectivas implicações caso uma entidade ou pessoa singular inflija as leis vigentes que versam sobre tais temas. Contudo, esperamos que após o estudo deste módulo o amigo formando consiga ter informações suficientes para lidar-se com temas de género seja onde for a usar. Neste contexto os objectivos, deixamos ao critério do monitor desta cadeira, mas desde que tenha em conta as informações mais relevantes que não deverão ser deixadas de fora na avaliação sumativa a dar no final deste módulo. E queremos desde já convidar o caro formando a resolver todos exercícios propostos no final do módulo, pois lhe ajudarão na preparação para a avaliação e para conseguir trabalhar com estes dois tópicos na sua vida pessoal e profissional.
  40. 40. Contabilidade Simplificada 2º Ano Tema: Juros (4 horas). Define-se como juros o rendimento que se obtém quando se empresta dinheiro por um período determinado. Os juros são para o credor (aquele que tem algo a receber) uma compensação pelo tempo que ficará sem utilizar o dinheiro. Por outro lado, quem faz um empréstimo em dinheiro ou faz uma compra a c terá que pagar um acréscimo pela utilização do dinheiro ou pelo parcelamento da totalidade do valor do bem. A esse acréscimo também dá-se o nome de juro. Para determinar o valor dos juros são definidas taxas percentuais (taxas de juros) credor. As taxas de juros são calculadas de acordo com alguns fatores como, a inflação em vigor, com o que foi acordado no contrato ou com o risco do empréstimo para o credor. As taxas podem ser maiores ou menores numa relação proporcional ao tamanho do risco. Existem dois tipos de juros a saber: Juros Simples e Juros Compostos. 1. Juros Simples: , a taxa de juros é aplicada sobre o principal (valor emprestado) de forma linear, ou seja, não considera que o saldo da dívida aumenta ou diminui conforme o passar do tempo. A fórmula de juros simples pode ser escrita da seguinte maneira: , onde : Valor Futuro; Presente; Taxa de juros e Número de períodos. Exemplo: Uma pessoa toma emprestado 1500 mts ( 1500 ) para pagar em 2 meses ( ) com taxa de juros de 10% ao mês ( ), calculados conforme o regime de juros simples. Quanto irá pagar no final de dois meses? 1500 1 0,1 2 1500 1 0, 1500 1,2 1800 . R: No final de 2 meses esta pessoa poderá pagar 1800 mts. 2. Juros Compostos No regime de juros compostos, os juros de cada período são somados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes. Nesse caso, o valor da dívida é sempre 39 obtém quando se empresta dinheiro por um período determinado. Os juros são para o credor (aquele que tem algo a receber) uma compensação pelo Por outro lado, quem faz um empréstimo em dinheiro ou faz uma compra a crédito, geralmente terá que pagar um acréscimo pela utilização do dinheiro ou pelo parcelamento da totalidade do Para determinar o valor dos juros são definidas taxas percentuais (taxas de juros) fixadas pelo credor. As taxas de juros são calculadas de acordo com alguns fatores como, a inflação em vigor, com o que foi acordado no contrato ou com o risco do empréstimo para o credor. As taxas podem , a taxa de juros é aplicada sobre o principal (valor emprestado) de forma linear, ou seja, não considera que o saldo da dívida aumenta ou diminui me o passar do tempo. A fórmula de juros simples pode ser escrita da seguinte Valor Futuro; Valor ) para pagar em 2 meses ), calculados conforme o regime de ,2 poderá pagar 1800 mts. No regime de juros compostos, os juros de cada período são somados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes. Nesse caso, o valor da dívida é sempre
  41. 41. Contabilidade Simplificada 2º Ano corrigida e a taxa de juros é calculada sobre esse valor. A fórmula de juros compostos pode ser escrita da seguinte maneira: , onde: Valor Futuro; Taxa de juro e Número de períodos. Exemplo: Uma pessoa toma emprestado 1500 ( 1500 meses ( ) com taxa de juros de 10% ao mês ( ), calculados conforme o regime de juros compostos. Quantos meticais poderá pagar a pessoa no final dos dois meses. 1500 1 0,1 1500 1,1 1500 1,1 1,1 1650 1.1 1815 R: No final de dois meses essa pessoa poderá pagar 1815 mts. Nota: O regime de juros compostos é o mais comum no sistema financeiro e o mais útil para cálculos de problemas do dia-a-dia. O atual sistema financeiro utiliza o regime de juros compostos, pois ele oferece uma maior rentabilidade quando comparado ao regime de juros simples, uma vez que juros compostos incidem mês a mês, de acordo com o somatório acumulativo do capital com o rendimento mensal. Juros compostos são muito usados no comércio, como em bancos. Os juros compostos são utilizados na remuneração das cadernetas de poupança, e é conhecido como “juro sobre juro”. 40 esse valor. A fórmula de juros compostos Valor Presente; ) para pagar em 2 ), calculados conforme o regime de juros compostos. Quantos meticais poderá pagar a pessoa no final dos dois meses. R: No final de dois meses essa pessoa poderá pagar 1815 mts. O regime de juros compostos é o mais comum no sistema financeiro e o mais útil para dia. O atual sistema financeiro utiliza o regime de juros compostos, pois ele oferece uma maior rentabilidade quando comparado ao regime de juros simples, uma vez que juros compostos incidem mês a mês, de acordo com o somatório acumulativo do capital com o rendimento mensal. Juros compostos são muito usados no mércio, como em bancos. Os juros compostos são utilizados na remuneração das cadernetas de
  42. 42. 41 Contabilidade Simplificada 2º Ano Tema: Imposto (6 horas)7 Imposto (do latim taxo: estimar) é a imposição de um encargo financeiro ou outro tributo sobre o contribuinte (pessoa física ou jurídica) por um estado ou o equivalente funcional de um estado a partir da ocorrência de um fato gerador, calculada mediante a aplicação de uma alíquota a uma base de cálculo, de forma que o não pagamento deste, acarreta irremediavelmente sanções civis e penais impostas à entidade ou indivíduo não-pagador, sob forma de leis. Quem determina a incidência de impostos é o estado, contudo este ao cobrar os impostos sobre as organizações e empresas não determina de que forma este custo deve ser distribuído entre os consumidores. Dependendo de como as quantidades fornecidas e exigidas variam com o preço, um imposto pode ser inteiramente absorvido pelo produtor - sob a forma de preços mais baixos e competitivos, ou pelo consumidor - sob a forma de aumento dos preços finais ou aumento de custos ao produtor. Os impostos podem ser ajustados de acordo com as características da população, que lhes permite pesar mais ou menos em partes diferentes da população. Assim, é possível exigir uma contribuição maior de uma parcela da população, e em contrapartida, cobrar uma contribuição menor e aumentar a renda disponível para o resto da população. Os impostos são por vezes referidos como "impostos directos " ou "impostos indirectos". Uma definição económica, por Atkinson, afirma que "os impostos directos podem ser adaptados às características individuais do contribuinte, ao passo que os impostos indirectos são cobrados sobre as operações, independentemente das circunstâncias do comprador ou vendedor. Segundo esta definição, por exemplo, o imposto de renda será "directo", e imposto sobre vendas será "indirecto". Os impostos indirectos são impostos sobre os eventos, direitos, privilégios e actividades. Assim, um imposto sobre a venda da propriedade seria considerado um imposto indirecto, enquanto o imposto sobre a propriedade do imóvel em si seria um imposto directo. Função do imposto Essencialmente a principal função dos impostos é a transferência monetária. Objectivando ser transferidora para a sustentação do Estado (e os seus órgãos) e para o benefício ao público em geral. O imposto é sempre uma pedra fundamental para o Estado, o que torna a tributação uma ferramenta-chave da política, disponível em diferentes variantes. O imposto permite o financiamento de bens públicos, evitando o fenómeno da ilegalidade. 7 O formador antes de leccionar este tema, deverá efectuar uma visita de estudo com os formandos, a uma Administração, sede de um Posto Administrativo ou a sede de uma Localidade, para fazerem o levantamento dos impostos cobrados pelo governo daquele nível. Nota: Se não for possível efectuar a visita, pode pedir alguém da Administração, sede de um Posto Administrativo ou a sede de uma Localidade para fazer uma intervenção externa falando sobre os impostos.
  43. 43. 42 Contabilidade Simplificada 2º Ano O sistema fiscal Moçambicano e os tipos de impostos O sistema tributário moçambicano integra impostos directos e impostos indirectos, actuando a diversos níveis, designadamente: a) Tributação directa dos rendimentos e da riqueza; b) Tributação indirecta, incidindo sobre os níveis de despesa dos cidadãos. A tributação directa dos rendimentos na República de Moçambique faz-se através dos seguintes impostos: Contribuição Industrial Imposto sobre os rendimentos do Trabalho (IRT) Imposto Complementar O sistema de impostos sobre a despesa compreende o Imposto sobre o Valor Acrescentado e o Imposto sobre Consumos Específicos. O sistema tributário inclui ainda outros impostos e taxas específicas nomeadamente: Contribuição Predial Contribuição de Registo Imposto de Turismo Imposto sobre os Combustíveis Impostos específicos sobre a produção de petróleo e prospecção e exploração mineira
  44. 44. Contabilidade Simplificada 2º Ano Vamos recordar 1. Define os seguintes conceitos: a) Imposto e dê exemplo de um tipo que a sua família paga. b) Juro c) Juros compostos e dê exemplos. d) Juros simples com o respectivo exemplo. 2. Quem determina os impostos? 3. O IVA é um dos tipos de impostos mais cobrados em nosso país. Fale das várias formas do pagamento deste tipo de imposto e qual a percentagem aplicada? 4. Porque é que o Juro composto é denominado de juro sobre juro? 5. Os impostos contribuem para o bem-estar de uma determinada região. 6. Mencione todos tipos de impostos que aprendestes. 7. Qual o ministério que é encarregado pela cobrança dos impostos? 8. Onde são mais usados os juros compostos? 9. Atente nos seguintes problemas, e calcule em regime de juros simples: a) O senhor Manganhe, pediu um crédito no Millenium BIM de 29 876,00 meticais para pagar durante um ano, a uma taxa de juro de 17,5% para todo o valor. Sabe se que ele aufere por mês 9 027,00 meticais. i. Quanto irá pagar o senhor Manganhe no final de um ano? ii. Quantos meticais o senhor Manganhe pagará ao Banco em cada mês? iii. Depois de pagar o Banco, com quantos meticais irá restar na sua conta no final do mês? iv. Se num dos meses o salário do senhor Manganhe atrasar entrar e o banco acrescer uma multa de 213,00 meticais sobre o valor b final de cada mês, quantos meticais irá pagar ao banco? b) Após a conclusão do curso, o Calton desenhou um projecto de criação e venda de patos, mas para tal, precisava de 47 500,00 meticais para operacionalização do mesmo projecto. Não tendo o dinheiro, falou com um dos seus formadores, o senhor Mathusso, que lhe concedeu na hora, tal montante, tendo eles combinado que a amortização seria em 3 períodos, com uma taxa de juro de 7 % no valor a pagar em cada período. i. Quanto irá pagar o Calton no final dos três períodos? ii. Quanto irá pagar o Calton em cada período? iii. Se o senhor Mathusso for a reduzir a taxa de juro para 4% para o valor a pagar no último período, quanto irá pagar o Calton neste mesmo período? 43 Imposto e dê exemplo de um tipo que a sua família paga. impostos mais cobrados em nosso país. Fale das várias formas do pagamento deste tipo de imposto e qual a percentagem aplicada? estar de uma determinada região. Porquê? Atente nos seguintes problemas, e calcule em regime de juros simples: iu um crédito no Millenium BIM de 29 876,00 meticais para pagar durante um ano, a uma taxa de juro de 17,5% para todo o valor. Sabe- Quanto irá pagar o senhor Manganhe no final de um ano? senhor Manganhe pagará ao Banco em cada mês? Depois de pagar o Banco, com quantos meticais irá restar na sua conta no Se num dos meses o salário do senhor Manganhe atrasar entrar e o banco acrescer uma multa de 213,00 meticais sobre o valor base que ele paga no final de cada mês, quantos meticais irá pagar ao banco? Após a conclusão do curso, o Calton desenhou um projecto de criação e venda de patos, mas para tal, precisava de 47 500,00 meticais para operacionalização do ndo o dinheiro, falou com um dos seus formadores, o senhor Mathusso, que lhe concedeu na hora, tal montante, tendo eles combinado que a amortização seria em 3 períodos, com uma taxa de juro de 7 % no valor a no final dos três períodos? Se o senhor Mathusso for a reduzir a taxa de juro para 4% para o valor a pagar no último período, quanto irá pagar o Calton neste mesmo
  45. 45. 44 Contabilidade Simplificada 2º Ano iv. Se o senhor Mathusso for a aumentar a taxa de juro para 11% para o valor a pagar no último período, quanto irá pagar o Calton neste mesmo período? c) Certa vez, um homem precisava de um montante para pagar o tratamento do seu filho que se encontrava internada numa das clínicas da cidade da Beira. Infelizmente a pessoa que aceitou lhe conceder o empréstimo pediu para que aquele homem no final do tempo combinado pagasse com uma taxa de juro de 35%. Porque o homem estava mesmo muito aflito, levou os 32 000,00 Mts e pagou aos médicos para o tratamento do seu filho. Quanto pagou ao reembolsar este dinheiro? d) O Técnico Abrão, certa vez foi convidado para fazer um estudo sobre uma doença que dizimava o gado caprino do senhor Machamba. Quando descobriu a doença, pediu para que o senhor Machamba comprasse Milbitrás, que custava 1450,00 mts segundo o técnico. Quando o senhor Machamba foi comprar o preçário da droga tinha descido 9%. i. Por quantos meticais comprou o senhor Machamba a droga? ii. Se cada frasco da droga poderia ser usado para tratar 4 cabeças de caprinos, quantos frascos precisava para tratar as 48 cabeças de caprinos que estavam doentes? iii. Quantos meticais usou o senhor Machamba na compra da droga para o tratamento de todas cabeças? iv. Se o senhor Machamba vender 34 cabeças, a cada por 725,00 Mts para investir este valor na compra de chapas de zinco. Quanto terá em valor depois da venda? v. E se uma chapa de zinco estiver a custar 240,00 Mts, quantas chapas irá comprar, sabendo que as chapas são pagas com IVA de 17,5% sobre o valor total do produto? 10. Atente nos seguintes problemas, e calcule em regime de juros compostos: a) Uma pessoa toma emprestado de 150 000 para suportar as despesas do seu casamento e compromete-se e amortizar num período de 72 meses com taxa de juros de 10% ao mês. i. Quantos meticais irá pagar no final dos 6 anos? ii. Ajude-o a saber quantos meticais precisará pagar por cada mês? iii. Se o salário desta pessoa for de 15 856,00 Mts, com quantos meticais irá restar após ter retirado o valor da amortização mensal?
  46. 46. 45 Contabilidade Simplificada 2º Ano iv. Determine a percentagem correspondente ao valor que ele tira do seu salário para amortização? v. De acordo com o salário dele, se fosse para acumular durante 6 anos, quanto irá receber e se for a tirar o valor corresponde a dívida com os respectivos acréscimos de juros, com quanto irá ficar? E acha que com valor do seu vencimento que recebe por cada mês, dá para amortizar a dívida e continuar a ter uma vida razoável? b) Cansado de assistir seus pais sofrendo por falta de uma casa melhorada, o Gelele, foi pedir um crédito ao Banco Millenium BIM na quantia de 81 560,00 Mts para pagar em 60 meses. Sabe-se que o Banco disse que iria descontar por cada mês do seu salário que era de 7752,00 Mts. i. Quantos meticais será descontado o Gelele no final de cada mês? ii. E quantos meticais irá pagar no total, isto é, no final dos 60 meses? iii. De acordo com o total do valor que pagou, qual foi a taxa de juro que o Banco estipulou sobre o valor presente? iv. Sabe-se que após 4 anos, o salário do Gelele, teve um aumento de 18 % sobre o valor que ele recebia quanto fez o empréstimo. Com quantos meticais irá sobrar na sua conta após o Banco retirar o valor de amortização mensal?
  47. 47. 46 Contabilidade Simplificada 2º Ano REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. CURY, António. Organização e métodos: uma visão holística. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2000. 2. Fábio H. B. Terra; Fernando F. Filho. As políticas Fiscal e Monetária em Keynes (pdf) (em português). PPGE/UFRGS. Página visitada em 7 de Março de 2011 3. FRANCISCO, Luiz C. Lopreato (Fevereiro de 2006). O papel da política fiscal: um exame da visão convencional (pdf) (em português). Iececon. Página visitada em 3 de Março de 2011. 4. FRANCISCO, Luiz C. Lopreato. Um olhar sobre a política fiscal recente (pdf) (em português). Iececon. Página visitada em 3 de Março de 2011. 5. LOUSÃ, Aires et all. Cursos Tecnológicos e Profissionais 10º ano. Porto editora. 2004, pág: 132-171 6. MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil. V.1: parte geral. 40. ed. Ver. e actual. Por Ana Cristina de Barros Monteiro França Pinto. São Paulo: Saraiva, 2005. 7. GARCÍA VILLAREJO, Avelino. Manual de Hacienda Pública, general y de España. [S.l.]: Tecnos (ed.). ISBN 84-309-1197-9 8. GOMES, Orlando. Introdução ao direito civil. 18. ed. Actualizada por Humberto Theodoro Júnior. Rio de Janeiro: Forense, 2001. 9. OLIVEIRA, Djalma de Pinho. Rebouças de Sistemas, organização e métodos: uma abordagem gerencial. 13ª ed. São Paulo: Atlas, 2002. 10. OREIRO, José Luiz; SICSÚ, João; DE PAULA, Luiz Fernando (1 de Janeiro de 2004). Controle da Dívida Pública e Política Fiscal: uma Alternativa para um Crescimento Autosustentado da Economia Brasileira (pdf) (em português). Página visitada em 3 de Março de 2011. 11. PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de direito civil. V.1. 19. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2001. 12. PAUL S.; Nordhaus William D. Macroeconomía. [S.l.]: McGraw-Hill (ed.). ISBN 84- 481-0648-2 13. PÉRSIO Arida (Outubro-Dezembro de 1985). O déficit público: Um modelo simples (pdf) (em português). Revista de Economia Política, Vol 5, Nº4. Página visitada em 3 de Março de 2011. 14. ROBERT J. Gordon. Macroeconomia (em português). 7ª ed. Porto Alegre: Bookman (ed.). 15. http://consensocca.com.br/index.php/patri.html 16. http://www.jurisway.org.br/v2/cursoonline.asp?id_curso=435&id_titulo=5451&pagi na=3
  48. 48. Contabilidade Simplificada 2º Ano Vocabulário Accionista - é uma Pessoa que possui uma ou mais acções numa sociedade financeira ou comercial. Acréscimo – aumento sobre um valor em vigor. Aduaneiro -Que se refere a aduana (alfândega); que pertence ao que é alfandegário: taxas aduaneiras. Também ode ser um Indivíduo que trabalha na área administrativa da aduana (alfândega) Agência – é um estabelecimento que se encarrega de trabalhos por conta de terceiros. Ex: agência de empregos. Alicerce – é aquilo que fundamenta e sustenta, base, apoio, sustentáculo. Alíquota – é uma designação dada ao percentual com que determinado tributo incide sobre a coisa tributada. Alternância - acto de alternar; (na EPFR é um período compreendido por quatro semanas, das quais duas para aulas presenciais na escola e duas semanas no meio sócio na mesma ordem. Aplicação – uso ou utilização; (de leis e programas) cumprimento, execução; (de dinheiro) investimento. Aplicável - que pode ser aplicado ou que se pode adaptar. Apurados – escolhido ou seleccionado; votados Apurar - descobrir, escolher, seleccionar, esclarecer. Aráveis – é uma terra que possui condições para se cultivado. Autarquias/Municípios – entidades que dispõem de órgãos próprios dotados de autonomia para realizar actividades de administração pública em determinada região. Baldios – é um terreno inculto, sem proveito ou terreno abandonado. Capital – dinheiro ou bens que constituem o fundo ou o património de uma empresa. Ciência – conjunto dos conhecimentos adquiridos pelo homem acerca do mundo que o rodeia através do estudo, da observação, da investigação e da experimentação; ramo do conhecimento relativo a uma área determinada, como a contabilidade, a matemática, física, etc. Compensação - restabelecimento do equilíbrio entre coisas complementares ou opostas; vantagem; indemnização. Competência – qualidade de quem é capaz de resolver determinados problemas ou de exercer determinadas funções; aptidão; Composição – forma como os elementos de um todo se organizam; constituição; produção literária ou artística. 47 uma Pessoa que possui uma ou mais acções numa sociedade Que se refere a aduana (alfândega); que pertence ao que é alfandegário: taxas que trabalha na área administrativa da aduana é um estabelecimento que se encarrega de trabalhos por conta de terceiros. Ex: agência uma designação dada ao percentual com que determinado tributo incide sobre a acto de alternar; (na EPFR é um período compreendido por quatro semanas, das io-profissional), sempre uso ou utilização; (de leis e programas) cumprimento, execução; (de dinheiro) entidades que dispõem de órgãos próprios dotados de autonomia para dinheiro ou bens que constituem o fundo ou o património de uma empresa. conjunto dos conhecimentos adquiridos pelo homem acerca do mundo que o rodeia avés do estudo, da observação, da investigação e da experimentação; ramo do conhecimento relativo a uma área determinada, como a contabilidade, a matemática, física, etc. restabelecimento do equilíbrio entre coisas complementares ou opostas; lucro ou qualidade de quem é capaz de resolver determinados problemas ou de exercer forma como os elementos de um todo se organizam; constituição; produção
  49. 49. 48 Contabilidade Simplificada 2º Ano Conceito – ponto de vista ou opinião; representação mental, abstracta e geral, de um objecto; noção abstracta. Contabilidade - cálculo e registo das operações comerciais ou financeiras realizadas por uma pessoa, sociedade ou empresa; serviço que se ocupa do registo de todas as transacções financeiras. Contribuinte – pessoa que paga impostos. Crédito - operação pelo qual uma entidade coloca uma soma de dinheiro à disposição de alguém; soma emprestada. Credor - pessoa a quem se deve dinheiro. Declínio - decadência; enfraquecimento; perda de força, etc. Demanda – pedido ou solicitação; procura (de bens ou produtos); Desintegrados - separarem-se de um todo; desagregarem-se. Emprestar - confiar algo a outra pessoa, na condição de ser devolvido. Encargo – obrigação; despesa. Entidades – instituição, sociedade ou associação com existência jurídica. Estrutura – aquilo que sustenta alguma coisa; disposição e organização dos elementos essenciais que compõem um todo. Evolução – é o desenvolvimento ou transformação gradual e progressiva (operada nas .ideias, etc.) que pode acontecer numa determinada instituição ou na vida pessoal, etc. Exactidão – precisão; rigor. Excedente - aquilo que sobra. Executivo - governa; poder que tem a seu cargo executar ou fazer cumprir as leis; Falência/ Insolvência - é uma situação jurídica decorrente de uma sentença decretória proferida por um juiz de direito onde uma empresa ou sociedade comercial se omite em cumprir com determinada obrigação patrimonial e então tem seus bens alienados para satisfazer todos seus credores. E também chamamos falência a reunião de credores. Quando vários processos judiciais de cobrança de dividas são reunidos em torno de um processo principal, para serem decididos por um único juiz, que decretou a falência. Assim, evita-se que um único credor receba sozinho o suficiente para pagar uma única divida e divide-se os bens, créditos e direitos do devedor entre todos os seus credores, que serão pagos na proporção de seus respectivos créditos e de acordo com o montante em poder do falido Financeiro - relativo a finanças (estado de um país, de uma empresa ou de uma pessoa em termos de recursos económicos). Fisco – falta deliberada e fraudulenta de pagamento de impostos obrigatórios por parte dos contribuintes; parte da administração pública encarregada da definição e cobrança de taxas e impostos de acordo com a lei em vigor. Gerir – administrar ou dirigir uma instituição com fins lucrativos ou não lucrativos. Ilegalidade – em termos Jurídico, é a qualidade daquilo que se opõe às leis ou ato que vai contra os preceitos legais: conduta ilegal.
  50. 50. 49 Contabilidade Simplificada 2º Ano Imobiliária – empresa que se dedica à comercialização de bens imóveis (terrenos, edifícios, etc). Importância – prestígio. Imposição – obrigação que uma instituição devem cumprir de acordo com o estipulado na lei vigente num determinado país. Imposto – taxa exigida pelo estado para fazer face as despesas públicas. Incidem – aquilo que recai sobre; ocorrem; Inflação – subida geral dos preços, com uma consequente diminuição do poder de compra; aumento injustificado. Intangível – aquele que não se pode tocar ou apalpar, isto é, não possui existência física. Investimentos – acto de aplicação de capitais ou outros recursos no desenvolvimento de determinada actividade, com fim de aumentar ou ganhos ou lucros. Investir – aplicar um capital para obter lucros ou bons resultados. Logradouro -significa aquilo que pode ser logrado, usufruído ou desfrutado por alguém. Lucro – é um rendimento resultante de venda ou de um investimento. Manutenção - é a combinação de todas as acções técnicas e das administrativas, incluindo supervisão, destinadas a manter ou recolocar um item em estado no qual possa desempenhar uma função requerida. Modular – que utiliza a ordem ou a que está constituído por módulos. Nas EPFR´s a progressão é modular, isto é, o formando no final de cada módulo é submetido a um teste escrito e uma avaliação formativa que dita a sua situação sobre o aprendizado tido ao longo do módulo se assimilou ou não. Mutações – tendência para mudar com facilidade; transformação Operacional – aquele que contribui para a consecução de um resultado que se pretende. Orçamental – relativo a orçamento. Orçamento – é um cálculo prévio das despesas/custos ou receitas respeitantes a um mês, trimestre, semestre, ano, etc, de uma entidade pública ou privada, singular ou colectiva… Outrem – uma outra pessoa, ou outras pessoas. Parcial - resultado ou pagamento que não é total. Pedagogia – é um conjunto de métodos que visam a adequação dos conteúdos informativos às pessoas a quem se dirigem. Personalidade – conjunto dos aspectos psíquicos que distinguem uma pessoa e determinam o seu comportamento. Plurianuais – aquele que dura ou vale por vários anos. Ex: Um plano orçamentário do governo de quatro anos. Poupança - acto ou efeito de poupar dinheiro; dinheiro poupado. Precaver – prevenir-se ou acautelar-se de alguma coisa que pode causar problemas para uma pessoa ou uma entidade. Previsionais - Acções humanas destinadas a prover recursos materiais ou financeiras de uma actividade que realizar-se-á no futuro. Saber calcular e dotar para que não sobre e nem falte. Uma
  51. 51. 50 Contabilidade Simplificada 2º Ano previsão orçamentária, demanda uma séria de medidas previsionais para que supra, a necessidade a qual se destina, sem carecer de recursos e nem sobrar. Progressão – é um desenvolvimento gradual, podendo ser de uma entidade (pública ou privada) ou de uma pessoa. Prólogo – texto de apresentação de um livro, escrito pelo autor ou por uma outra pessoa, com explicações sobre o seu conteúdo, estrutura, objectivos, etc. Proprietário – refere-se a alguém que possui alguma coisa. Mas não apenas de pessoa, uma entidade passa a ser proprietário dos bens pertencentes a mesma. Prudência – é cautela ou precaução; Também é uma qualidade atribuída a quem que procura evitar perigos ou consequências desagradáveis. Neste contesto os administradores ou gestores das empresas (públicas e privadas) são chamados a terem prudência para não incorrer risco que levam as suas empresas a falência. Recebimento – é uma acção ou resultado de receber ou é a aquisição de legado. Receitas - é o conjunto dos rendimentos de uma pessoa, empresa, etc… através dos seus negócios (venda ou compra de determinados produtos). Rendimento – é um lucro ou proveito obtido por uma pessoa, empresa, etc,… pela venda de determinados produtos. Rústico – material bruto/ aquele material que ainda não passou de uma transformação; Natural ou simples. Sócios – são indivíduos que se associaram a outros na formação ou gestão de uma empresa; Também pode se considerar de parceiro. Supervisão – é uma actividade executada pelos supervisores com o objectivo de controlar o trabalho levado a cabo numa instituição. A sua última finalidade é descobrir as dificuldades e sugerir estratégias de superação das mesmas. Susceptível – aquele que é vulnerável, isto é, facilmente é atingido pelas mudanças que ocorrem a todos níveis. Sustentação – Apoio ou suporte ( o que irá manter em pé ou “viva” por si só ou através de doações um determinado projecto). Tangível - aquele que se pode tocar ou apalpar, isto é, possui existência física. Algo concreto. Ex: um computador Tesouraria – é o órgão de uma entidade (um governo, um partido, uma autarquia ou qualquer outra instituição) encarregado da contabilidade e do armazenamento do dinheiro (tratado como "o caixa" ou "capital"). Em caso de entidades governamentais costuma receber o nome de tesouro. Tributário – é um sistema relativo a impostos; Uma pessoa que paga imposto também é considerada de tributário. Usuário – é uma pessoa que usufrui de algo por direito de uso. Usufrutuário/a -é aquele/a que adquire o usufruto de um bem (seja ele móvel ou imóvel) tendo direito à posse, uso, administração e percepção dos frutos. Ex: Uma pessoa herda um terreno de outra então ele passar a ser usufrutuário.
  52. 52. 51 Contabilidade Simplificada 2º Ano Variações - são mudanças ou modificações que ocorrem numa instituição (pode ser monetária, de recursos humanos e também podem ser positivas ou negativas. Estas variações dependem das condições apresentadas ou exigidas nos mercados de negócios).

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