Vida e Morte
Michel Eyquem de Montaigne
nasceu no dia 13 de setembro de
1592, Montaigne nasceu no
Castelo de Montaigne, em...
tolerância religiosa, e conclamando todos a evitar a violência e
estabelecer a ordem pela força da palavra e das ideias.
A...
guerra civil entre católicos e huguenotes que grassava pela França. Dando as costas a
todas aquelas confusões, dedicou-se ...
a seguinte cada homem vivencia e experiência um mundo diz Montaigne, quer dizer
cada homem ver um mundo, vivencia um mundo...
diferentes, você vai na praça da cidade e vê cem pessoas, e nenhuma é igual a outra,
mas você chama todas elas de “Seres H...
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Resumo, Vida, Morte, Obra e uma pequena Analise sobre Montaigne.

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Resumo, Vida, Morte, Obra e uma pequena Analise sobre Montaigne.

  1. 1. Vida e Morte Michel Eyquem de Montaigne nasceu no dia 13 de setembro de 1592, Montaigne nasceu no Castelo de Montaigne, em Saint-Michel-de-Montaigne, uma comuna francesa na região administrativa da Aquitânia, no departamento Dordonha. Após seu nascimento, o pai entregou-o a uma enfermeira de uma aldeia vizinha e veio com três anos de volta para a família. Seu pai lhe deu um tutor alemão que lhe falava somente em latim. Assim, o latim era quase a língua materna de Montaigne. Montaigne sempre dedicou interesse às letras, passando, porém, progressivamente, da poesia à história. Michel de Montaigne começou sua carreira profissional na área do Direito. Exerceu a função de magistrado primeiro em Périgueux (de 1554 a 1570) depois em Bordéus, onde travou profunda amizade com La Boétie.. Tornou-se seu amigo até a morte precoce de La Boétie, em 1563, aos 33 anos. Demonstrou fortes atrações pelos debates e questões que envolvia a tolerância religiosa e o etnocentrismo. Uma grande prova disso foi em 1574, após a Noite de São Bartolomeu - massacre de protestantes por católicos em Paris - Montaigne fez no Parlamento de Bordeaux um discurso notável em prol da “O investigador de si mesmo.” Nome completo Michel Eyquem de Montaigne Nascimento 28 de fevereiro de 1533 Castelo de Montaigne Morte 13 de setembro de 1592 (59 anos) Castelo de Montaigne Nacionalidade Francês Ocupação Filosofo, Politico, e Escritor. Saint-Michel-de-Montaigne Comuna Francesa: Divisão Territorial Francesa País França Região Aquitânia Departamento Dordonha 
  2. 2. tolerância religiosa, e conclamando todos a evitar a violência e estabelecer a ordem pela força da palavra e das ideias. Aos 32 anos, em 1565, ele havia se casado com Françoise de la Chassaigne, onze anos mais jovem que ele. Teve com ela seis filhos, dos quais apenas uma menina, Léonore sobreviveu. Condecorado em 1571 pelo rei Henrique 3o com a ordem de Saint-Michel e nomeado Cavalheiro ordinário da Câmara do rei, também foi honrado por Henrique 4o em 1577 com o título de Cavaleiro de sua Câmara. Elegeu-se prefeito de Bordeaux e exerceu o cargo entre 1580 e 1581. Ao fim de sua vida, preferiu tornar-se um simples observador da vida pública. Tendo começado a escrever em 1572, publicou os dois primeiros volumes de "Ensaios" em 1580, mas a eles acrescentou um terceiro volume e diversas modificações em 1588 e neles trabalhando ainda em 1592, seu último ano de vida. Falecimento: 13 de setembro de 1592, Castelo de Montaigne, Saint-Michel-de Montaigne, França, supostamente morreu de Abscesso peritonsilar*. "A glória a que aspiro é a de ter vivido tranquilo [...] em sendo a filosofia incapaz de mostrar o caminho que conduz ao repouso da alma que a todos convém, que cada qual por seu lado o procure." - M. de Montaigne - Ensaios Não é pois de estranhar que Michel Eyquem, senhor de Montaigne, um castelo no Périgord, no interior da França, ao alcançar os 37 anos de idade e sendo acometido de problemas provocados por cálculos renais, só tivesse a morte como expectativa. Cansado dos labores públicos, vendeu seu cargo de magistrado em 1570 e retirou-se para sua propriedade, enfurnando-se na biblioteca que ficava no terceiro andar de uma torre arredondada, junto ao castelo da sua família. No frontão da porta constava o lema Liberdade, tranquilidade, ócio, princípio aos quais tratou de seguir. Na alta sociedade daqueles tempos o ócio produtivo, intelectual, era uma atividade que não envergonhava nenhum nobre. Montaigne também manifestou-se emocionalmente esgotado com a Montaigne, Obras e Analise.
  3. 3. guerra civil entre católicos e huguenotes que grassava pela França. Dando as costas a todas aquelas confusões, dedicou-se a escrever. Em seus devaneios, deixou-se levar pela investigação do assunto de que tratava, abordando os temas de maneira livre e digressiva, citando grandes autores da Antiguidade (como Platão, Sócrates, Aristóteles, Virgílio, Horácio, Cícero, Sêneca e Plutarco), do passado mais recente (como Santo Agostinho) e de seu tempo (como La Boétie, seu grande amigo). Montaigne fundou um gênero - o ensaio - em que a pena do autor é deixada à vontade, guiada pelo senso comum, misturando instinto com experiência, circulando pelos temas mais diversos, sem compromissos com a autoridade mas sim com a liberdade. Tratava-se do registro das suas experiências, de observações reflexões que ele extraíra da vida. Nada lhe foi estranho; o amor, a luta, a religião, a coragem, a amizade, a política, a educação ... Recorrendo largamente aos fatos passados e ao enorme domínio erudito dos clássicos, escrevia pelo gosto da aventura e pela emoção que lhe provocava, tornando o leitor cúmplice das suas emoções. Como ele mesmo disse "il n'y a point de fin en nos inquisitions", não havia limite para suas inquietações. Os ensaios de Michel de Montaigne é um clássico universal que inaugurou um novo gênero literário e está entre as obras fundadoras da filosofia moderna. Apesar da profundidade da escrita do autor e de sua erudição, Os ensaios permanecem uma obra acessível e de leitura prazerosa, que conquista o leitor ao tratar de temas ainda atuais e de interesse geral, como a educação das crianças, o amor, o casamento, a guerra, o medo, a crueldade, a solidão, os vícios, a religião e a preparação para a morte. Não existe uma edição definitiva da obra de Montaigne, já que o autor revia seus ensaios à medida que os escrevia. A primeira versão dos Ensaios, de 1580, trazia apenas os volumes I e II, e poucos anos antes de sua morte ele terminou o volume III. 1580 Livro I - 57 capítulos Livro II - 37 capítulos 1588 Livro III - 13 capítulos Minha Analise: Para mim Montaigne foi um dos grandes filósofos da sua época, um católico e humanista, ele narrava suas experiências, sua vida pessoal, buscará assim ensinar a filosofia , neste livro (ensaios), ele busca estudar o mundo a partir de suas experiências, o fato de Montaigne, partir de suas experiências de vida para dar a sua visão do mundo para nós, então Montaigne não vai partir de nenhum método objetivo para descrever a realidade, o método que ele usa é bastante interessante, é meio que “Eu senti, e vi mundo desta maneira, e ponto final, quem quiser ler, que leia, quem quiser concordar. que concorde, não estou nem ai, é assim que eu vejo o mundo” essa maneira de pensar tem muito a ver com o que Montaigne está escrevendo nos Ensaios, e até de certa forma o que Montaigne está defendendo nos ensaios, e que é o seguinte, todo homem tem uma razão, e que deveria usar essa razão para avaliar o mundo a sua volta, ao invés de ficar acreditando o que os outros estão dizendo do mundo, a coisa é
  4. 4. a seguinte cada homem vivencia e experiência um mundo diz Montaigne, quer dizer cada homem ver um mundo, vivencia um mundo, percebe um mundo, e cada um pode formar e criar sua própria opinião sobre o mundo, afinal é você que vivenciou e sentiu aquilo que te fez pensar assim, mas a maioria dos homens deixa de lado essa razão para seguir os outros homens como um rebanho, o primeiro ponto que constatei na sua obra, foi que Montaigne olha o mundo e percebe que o mundo tem uma particularidade, Montaigne percebe que o mundo é inconstante, ele percebe que cada experiência que ele tem do mundo é única, o mundo é sempre diferente, botando em outras palavras “O mundo é como se fosse um rio”, e porquê um rio?, por quê ás águas do rio vão passando, e nunca são ás mesmas águas, dessa forma o mundo inteiro é assim, ás coisas estão mudando sempre, os acontecimentos nunca são iguais, uma outra forma de entender isso é só você ir no centro de Teresina ás 12:00 e ás 18 horas, e fique ali no ponto de ônibus em frente ao shopping da cidade, você irá observar que a movimentação e o fluxo de pessoas são constantes, e você irá ver que centenas de pessoas passam por lá, e nenhuma delas é igual a outra, ás coisas no mundo não guardam nenhuma igualdade entre elas, todas elas são diferentes entre si, você pode perceber que nada no mundo é igual observando irmãos gêmeos, apesar de serem aparentemente iguais, o DNA deles não são iguais e ainda por cima cada um guarda uma característica bem especifica, ai você que está lendo agora, deve estar pensando “Poxa, i daí o quê que essa coisa tem a ver com o meu mundo, qual a repercussão disso no meu mundo?.” É que quantas vezes nos esperamos do mundo que ele seja um lugar permanente e que ele não mude? Exemplo, você vai em uma padaria, e compra, sei lá, uma torta, você come, e gosta da torta, e o que que você faz? Você volta no outro dia ou na outra semana, você vai na mesma padaria para comer a mesma torta, esperando que aquilo tudo se repita, que o mundo que existiu naquele dia seja o mesmo de hoje, ai você vem e diz pra mim: “- No mundo nada é igual mesmo, Isso é muito óbvio.” Mas se isso é tão óbvio, por que você repeti ás mesmas coisas, várias vezes, em várias ocasiões da sua vida? Qual a finalidade? Quantas vezes você não esperou permanência no mundo, que o mundo não mudasse, em uma outra linguagem “Que fosse confiável.” Que não fosse uma montanha russa, que só houvesse dias felizes, ao invés dessa inconstância agoniante, que ás vezes te deixa louco. Esse é o problema da filosofia, se você não estiver disposto a pensar nessas coisas, você nunca vai poder entender realmente a filosofia, a arte da filosofia é você pensar nessas coisas aparentemente inúteis, por exemplo você pega e coloca algumas galinhas na sua frente e pode observar que elas não são iguais, então por que chamar elas de galinhas? se for assim por que não nos chamamos uns aos outros de humanos, e não mais pelos nossos nomes? São coisas aparentemente inúteis que nos deixa mais intrigados com nossos pensamentos, esse é o sentido da filosofia, pensar em coisas como essas não com desprezo, mas como uma criança que acabou de abrir seu presente de natal. Além do mais tem outro elemento que devemos colocar nesse pensamento, o elemento “Tempo”, não só ás coisas no mundo são
  5. 5. diferentes, você vai na praça da cidade e vê cem pessoas, e nenhuma é igual a outra, mas você chama todas elas de “Seres Humanos”, e amanhã, você pode voltar para a praça, e você pode ver ás mesmas cem pessoas, mas não vão ser mais ás mesmas, vão ser pessoas mais velhas, então ás coisas do mundo mudam entre si, e elas mesmas mudam com a ação do tempo, você dúvida, que você está mudando, que o mundo e tudo ao seu redor está mudando? Não, não dúvida, está muito claro que tudo que está ao seu redor inclusive você está mudando, então por que você dá tão pouco crédito a uma pessoa que muda de opinião toda hora? Dizemos que não é uma pessoa confiável, não sei se você reparou mais nós exigimos das outras pessoas permanência na mesma opinião, no mesmo valor sobre a vida, em uma mesma opinião sobre a vida, sobre uma ação qualquer, nós não achamos estranho constatar que o mundo está mudando, mas achamos estranho quando alguém muda de fato, o que você acharia se a Dilma, saísse do PT e estrasse no PSDB, e falasse “-Todos os valores que eu defendi até agora estavam errados.” Você acha que essa é uma pessoa confiável? Responda com sinceridade, ou imagine só se o Marco Feliciano começasse a apoiar o movimento LGBT, apoiasse a legalização das drogas e tal, e virasse e falasse: “-Revi completamente meus conceitos, e mudei, mudei.” Simplesmente falasse assim “-Mudei como ser humano.” E suponhamos que você é um eleitor, e vota no cara por que ele é contra a legalização da maconha, e quando ele se elege ele fala “Olha, sabe o quê que é, eu sou um ser humano, o ser humano está em constante mudança, e eu mudei, o mundo mudou, e agora eu sou a favor da maconha.” E você pensa, “filha da mãe, eu votei em você, agora você mudou em opinião.” Você entendeu a lógica? Tudo é inconstante, nada irá permanecer imutável para sempre, mas mudar de opinião é sinal de fraqueza? mas o que você percebe? É que ao mesmo tempo, que vivemos em um mundo de mudanças ininterruptas, e que somos homens que mudam sem parar também, ao mesmo tempo vivemos num mundo que tentamos fazer coisas repetidas, modelos já programados para o dia. Nisso tudo esclareci com minhas palavras um pouco do pensamento de Montaigne, a inconstância, isso é, o mundo é um espaço de inconstância, nossas experiências são sempre únicas, são sempre diferentes, o mundo é um espaço de mudança, sendo assim não existe só um ponto para a constatação e criação de uma opinião, Montaigne te faz pensar sobre a vida, só isso, ele não quer que você siga o pensamento dele, ele apenas está simplesmente dizendo: “Avalie a tua vida, e chegue a suas próprias conclusões, use a tua razão.” Ele quer que você tenha sua própria opinião, e também que você não deve se deixar aprisionar pelo desejo de permanência que ás pessoas querem de você.

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