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Apostila crianças especiais

Wesley Lima de Oliveira
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Wesley Lima de Oliveirafaculdade ALFA de almenara

Apostila crianças especiais

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                              C UR S O
CUIDADOR INFANTIL


   Crianças especiais




Prof. Wesley Lima de Oliveira


                    Almenara – 2012

__________________________
Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em
Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES
2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
SUMÁRIO

Crianças especiais.....................................................................................................           3
Causas e avaliação das necessidades especiais.......................................................                              4
Dislexia.......................................................................................................................   19
Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)................................                                          21
Autismo......................................................................................................................     22
Deficiência Mental..................................................................................................... 25
Obesidade Infantil e na Adolescência...................................................................... 29
Sindrome de Down....................................................................................................              32
Síndrome do Usher...................................................................................................              34
Síndrome de Williams..............................................................................................                36
Esclerose tuberosa....................................................................................................            38
Deficiência Auditiva..................................................................................................            41
Deficiência Visual......................................................................................................          43
Depressão Infantil ....................................................................................................           45
Transtorno Obsessivo Compulsivo na Infância.....................................................                                  49
Síndrome de Rubinstein-Taybi................................................................................                      51
Síndrome de Angelman............................................................................................                  53
Síndrome de Prader Willi.......................................................................................                   55
Síndrome de West.....................................................................................................             57
Síndrome de Hutchinson-Gilford............................................................................                        58
Deficiência em X-Frágil............................................................................................               59
Epilepsias...................................................................................................................     61




__________________________
Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em
Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES
2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
CRIANÇAS ESPECIAIS

Este termo é muito genérico, abrange as mais diferentes síndromes infantis .
Todas as crianças são muito especiais, mas algumas precisam de um apoio, de
um olhar, de uma atenção especial, de um acompanhamento e acima de tudo
muito carinho.

É sobre estas crianças que vamos tentar falar um pouco e chamar sua atenção. A
criança portadora de necessidades especiais, além do direito, tem a necessidade
de cursar uma escola normal, de ser tratada com muito carinho e respeito por
todos nós.




ESTE MATERIAL FOI CONFECCIONADO A PARTIR DE ARTIGOS E
DOCUMENTOS DISPONÍVEIS EM VÁRIOS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS E
SEUS LINKS ASSOCIADOS ACESSADOS EM SETEMBRO E OUTUBO DE 2012,
COM ALGUMAS MODIFICAÇÕES A CRITÉRIO DO PROFESSOR DA
DISCIPLINA


                             ENDEREÇOS CONSULTADOS
   √ http://www.criancasespeciais.com.br/
   √ http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/crianca-especial.htm
   √ http://saude.hsw.uol.com.br/necessidades-especiais-infantis.htm



__________________________                                                                   3
Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em
Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES
2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
CAUSAS E AVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES ESPECIAIS

Problemas de desenvolvimento: causas possíveis
    Algumas crianças possuem problemas congênitos, como danos ou
desenvolvimento incompleto do cérebro, que impedem que elas tenham um
desenvolvimento normal. Outras sofrem de condições ou doenças que podem ser
tratadas se forem identificadas. Uma doença metabólica hereditária rara, que é
testada quando as crianças completam alguns dias de vida ou em sua primeira
visita ao médico é a fenilcetonúria (PKU). Quando não tratada, a doença leva ao
retardamento mental, mas a detecção e tratamento rápido através da alimentação
costumam possibilitar o desenvolvimento de inteligência dentro da média. Outro
teste ao qual os recém-nascidos são submetidos é o de hipotireoidismo congênito,
que também é raro e causa retardamento quando não tratado.
    As crianças que nascem com alguns problemas podem não parecer anormais
imediatamente, mas a maioria exibe atrasos específicos no desenvolvimento que
acabam sendo observados por seus pais ou médicos. A cada avaliação, o pediatra
observa o comportamento da criança para ter uma idéia de como está indo o
desenvolvimento. Ele também pode fazer testes rápidos em idades específicas da
vida do bebê. Tanto na observação como nos testes, o médico procura por
possíveis sinais de perigo.
    Outras crianças, normais no nascimento, acabam sofrendo posteriormente
devido a cuidados insuficientes ou incompletos. Os médicos costumam ter mais
problemas para identificar problemas ambientais do que deficiências congênitas e
eles podem ser muito perigosos para o desenvolvimento da criança. Algumas das
pistas que dão o sinal de alerta ao médico são as seguintes:
    • distúrbios na alimentação ou no sono (insuficientes ou excessivos). Tanto
a quantidade como a qualidade de cuidados recebidos dos pais influenciam a
maneira que uma criança come e dorme;
    • sintomas físicos, como vômitos freqüentes, diarréia e erupções na pele;
    • problemas no crescimento, tanto na altura como no peso. Uma criança,
privada de carinho, pode apresentar problemas no crescimento mesmo quando a
quantidade de comida ingerida é grande. Se a falta de cuidados não for o
problema, o médico vai investigar a supressão de fatores de crescimento no
cérebro do bebê;


__________________________                                                                   4
Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em
Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES
2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
•   atrasos ou desvios específicos em áreas específicas, como no
desenvolvimento motor, habilidade verbal, desenvolvimento intelectual,
aprendizado geral ou quem sabe ao se relacionar com os outros, em sua
autopercepção ou na capacidade de brincar.
    Muitas vezes, quando os ingredientes necessários para a educação da criança
não estão presentes, ela desenvolve vários problemas médicos ou psicológicos.
Por exemplo, se não houver a criação do elo entre a mãe e o filho, é normal
encontrar um relacionamento perturbado entre os dois, além de dificuldades para
vencer problemas de comportamento. Isso não significa que há problemas
automáticos se o processo de vínculo ideal não ocorrer imediatamente após o
nascimento. Estudos recentes demonstraram que mães que passaram por
cesarianas, partos prematuros ou que adotaram bebês podem desenvolver esse elo
posteriormente.
    Da mesma forma, os pais que estão cientes de suas imperfeições e falta de
conhecimento não precisam achar que, devido às suas limitações, o
desenvolvimento de seu bebê será automaticamente prejudicado. Os bebês
possuem uma tendência forte ao desenvolvimento normal que os ajuda a resistir
aos fatores ambientais "que não são os ideais". É claro que a habilidade das
crianças em se desenvolver pode ser prejudicada em situações de cuidados
insuficientes, mas nenhum de nós é perfeito. Devemos fazer o melhor por nossas
crianças, mas não é necessário ser perfeito para criar pessoas normais.
    Pais preocupados com algum aspecto do desenvolvimento de seu filho ou,
posteriormente, com problemas comportamentais devem primeiro falar com o
médico. Há momentos em que a tendência da pessoa é evitar incomodar o
médico, e é verdade que o tempo é precioso para um médico. Mesmo assim, se o
médico parecer não querer discutir o que os pais vêem como um problema ou se
recusar por alguma razão a se envolver nas preocupações dos pais, o melhor é
procurar outro médico. Se o tempo necessário para conversar sobre problemas
comportamentais em uma consulta é maior do que uma consulta normal, alguns
médicos podem até cobrar mais. No entanto, pense nesse dinheiro extra como
dinheiro bem gasto se ele conseguir resolver problemas sérios.

Avaliações especiais do desenvolvimento
    De vez em quando, uma criança cujos problemas são específicos, por
exemplo, desenvolvimento lento da fala ou gerais, como desenvolvimento geral
lento, precisa dos cuidados de um pediatra especializado no desenvolvimento de

__________________________                                                                   5
Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em
Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES
2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
crianças nos primeiros anos de vida. Pais que suspeitam de um problema no
desenvolvimento motor ou cognitivo de seus filhos, ou vêem sinais de que seu
bebê se nega a sociabilizar ou que está retraído e deprimido, podem pedir a
avaliação desse tipo de médico, ou o próprio pediatra da criança pode
encaminhá-los. O especialista em desenvolvimento, que pode trabalhar com uma
equipe composta por outros profissionais como assistentes sociais e psicólogos,
observa a criança realizando várias atividades em uma situação de jogo para
determinar a existência e extensão dos problemas. Outros especialistas podem ser
chamados como consultores.
    Após uma avaliação, o especialista irá conversar com os pais sobre sua
opinião e recomendações para o tratamento. Infelizmente, alguns pais recebem a
notícia de que seus medos não eram infundados. Outros ouvem que seu filho
pode se desenvolver normalmente, mas talvez precisem de alguma ajuda
especial. Mas qualquer que seja o resultado da avaliação, os pais devem buscar
um equilíbrio em suas reações. Excesso de preocupação não ajuda ninguém, e
tentar se isolar da dor escolhendo não se envolver é tão inapropriado quanto.

    Avaliando a deficiência
    Todas as crianças podem aprender e se desenvolver. Mas crianças não
aprendem e se desenvolvem da mesma maneira ou na mesma velocidade. Há
momentos em que os pais percebem a existência de um padrão geral de lentidão
nas respostas da criança ao mundo ao redor. Os pais podem perceber que o
crescimento e as realizações físicas gerais da criança parecem estar muito atrás
das de outras crianças.
    Algumas crianças não parecem desenvolver respostas sensoriais normais.
Crianças cegas, por exemplo, podem não conseguir focar ou seguir objetos com
seus olhos. Uma criança surda pode não reagir a sons ou pode não conseguir falar
ou fazer sons anteriores à fala, ou ela pode murmurar quando está mais velha e
com menos freqüência do que outras crianças com audição normal.
    Quando os pais percebem um padrão constante de atrasos, pode ser uma boa
idéia deixar que um profissional avalie a criança. Parte dessa avaliação consiste
na tentativa de determinar possíveis causas para o problema.
    E são várias as causas possíveis para problemas de desenvolvimento. Nos
primeiros estágios de desenvolvimento do feto, por exemplo, uma modificação
espontânea nos cromossomos ou em genes específicos pode levar à síndrome de
Down, uma condição que faz com que as crianças afetadas se desenvolvam mais

__________________________                                                                   6
Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em
Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES
2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)

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Apostila crianças especiais

  • 1. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – IFNMG Pró-Reitoria de Extensão Bolsas-Formação do Pronatec C UR S O CUIDADOR INFANTIL Crianças especiais Prof. Wesley Lima de Oliveira Almenara – 2012 __________________________ Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 2. SUMÁRIO Crianças especiais..................................................................................................... 3 Causas e avaliação das necessidades especiais....................................................... 4 Dislexia....................................................................................................................... 19 Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)................................ 21 Autismo...................................................................................................................... 22 Deficiência Mental..................................................................................................... 25 Obesidade Infantil e na Adolescência...................................................................... 29 Sindrome de Down.................................................................................................... 32 Síndrome do Usher................................................................................................... 34 Síndrome de Williams.............................................................................................. 36 Esclerose tuberosa.................................................................................................... 38 Deficiência Auditiva.................................................................................................. 41 Deficiência Visual...................................................................................................... 43 Depressão Infantil .................................................................................................... 45 Transtorno Obsessivo Compulsivo na Infância..................................................... 49 Síndrome de Rubinstein-Taybi................................................................................ 51 Síndrome de Angelman............................................................................................ 53 Síndrome de Prader Willi....................................................................................... 55 Síndrome de West..................................................................................................... 57 Síndrome de Hutchinson-Gilford............................................................................ 58 Deficiência em X-Frágil............................................................................................ 59 Epilepsias................................................................................................................... 61 __________________________ Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 3. CRIANÇAS ESPECIAIS Este termo é muito genérico, abrange as mais diferentes síndromes infantis . Todas as crianças são muito especiais, mas algumas precisam de um apoio, de um olhar, de uma atenção especial, de um acompanhamento e acima de tudo muito carinho. É sobre estas crianças que vamos tentar falar um pouco e chamar sua atenção. A criança portadora de necessidades especiais, além do direito, tem a necessidade de cursar uma escola normal, de ser tratada com muito carinho e respeito por todos nós. ESTE MATERIAL FOI CONFECCIONADO A PARTIR DE ARTIGOS E DOCUMENTOS DISPONÍVEIS EM VÁRIOS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS E SEUS LINKS ASSOCIADOS ACESSADOS EM SETEMBRO E OUTUBO DE 2012, COM ALGUMAS MODIFICAÇÕES A CRITÉRIO DO PROFESSOR DA DISCIPLINA ENDEREÇOS CONSULTADOS √ http://www.criancasespeciais.com.br/ √ http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/crianca-especial.htm √ http://saude.hsw.uol.com.br/necessidades-especiais-infantis.htm __________________________ 3 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 4. CAUSAS E AVALIAÇÃO DAS NECESSIDADES ESPECIAIS Problemas de desenvolvimento: causas possíveis Algumas crianças possuem problemas congênitos, como danos ou desenvolvimento incompleto do cérebro, que impedem que elas tenham um desenvolvimento normal. Outras sofrem de condições ou doenças que podem ser tratadas se forem identificadas. Uma doença metabólica hereditária rara, que é testada quando as crianças completam alguns dias de vida ou em sua primeira visita ao médico é a fenilcetonúria (PKU). Quando não tratada, a doença leva ao retardamento mental, mas a detecção e tratamento rápido através da alimentação costumam possibilitar o desenvolvimento de inteligência dentro da média. Outro teste ao qual os recém-nascidos são submetidos é o de hipotireoidismo congênito, que também é raro e causa retardamento quando não tratado. As crianças que nascem com alguns problemas podem não parecer anormais imediatamente, mas a maioria exibe atrasos específicos no desenvolvimento que acabam sendo observados por seus pais ou médicos. A cada avaliação, o pediatra observa o comportamento da criança para ter uma idéia de como está indo o desenvolvimento. Ele também pode fazer testes rápidos em idades específicas da vida do bebê. Tanto na observação como nos testes, o médico procura por possíveis sinais de perigo. Outras crianças, normais no nascimento, acabam sofrendo posteriormente devido a cuidados insuficientes ou incompletos. Os médicos costumam ter mais problemas para identificar problemas ambientais do que deficiências congênitas e eles podem ser muito perigosos para o desenvolvimento da criança. Algumas das pistas que dão o sinal de alerta ao médico são as seguintes: • distúrbios na alimentação ou no sono (insuficientes ou excessivos). Tanto a quantidade como a qualidade de cuidados recebidos dos pais influenciam a maneira que uma criança come e dorme; • sintomas físicos, como vômitos freqüentes, diarréia e erupções na pele; • problemas no crescimento, tanto na altura como no peso. Uma criança, privada de carinho, pode apresentar problemas no crescimento mesmo quando a quantidade de comida ingerida é grande. Se a falta de cuidados não for o problema, o médico vai investigar a supressão de fatores de crescimento no cérebro do bebê; __________________________ 4 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 5. atrasos ou desvios específicos em áreas específicas, como no desenvolvimento motor, habilidade verbal, desenvolvimento intelectual, aprendizado geral ou quem sabe ao se relacionar com os outros, em sua autopercepção ou na capacidade de brincar. Muitas vezes, quando os ingredientes necessários para a educação da criança não estão presentes, ela desenvolve vários problemas médicos ou psicológicos. Por exemplo, se não houver a criação do elo entre a mãe e o filho, é normal encontrar um relacionamento perturbado entre os dois, além de dificuldades para vencer problemas de comportamento. Isso não significa que há problemas automáticos se o processo de vínculo ideal não ocorrer imediatamente após o nascimento. Estudos recentes demonstraram que mães que passaram por cesarianas, partos prematuros ou que adotaram bebês podem desenvolver esse elo posteriormente. Da mesma forma, os pais que estão cientes de suas imperfeições e falta de conhecimento não precisam achar que, devido às suas limitações, o desenvolvimento de seu bebê será automaticamente prejudicado. Os bebês possuem uma tendência forte ao desenvolvimento normal que os ajuda a resistir aos fatores ambientais "que não são os ideais". É claro que a habilidade das crianças em se desenvolver pode ser prejudicada em situações de cuidados insuficientes, mas nenhum de nós é perfeito. Devemos fazer o melhor por nossas crianças, mas não é necessário ser perfeito para criar pessoas normais. Pais preocupados com algum aspecto do desenvolvimento de seu filho ou, posteriormente, com problemas comportamentais devem primeiro falar com o médico. Há momentos em que a tendência da pessoa é evitar incomodar o médico, e é verdade que o tempo é precioso para um médico. Mesmo assim, se o médico parecer não querer discutir o que os pais vêem como um problema ou se recusar por alguma razão a se envolver nas preocupações dos pais, o melhor é procurar outro médico. Se o tempo necessário para conversar sobre problemas comportamentais em uma consulta é maior do que uma consulta normal, alguns médicos podem até cobrar mais. No entanto, pense nesse dinheiro extra como dinheiro bem gasto se ele conseguir resolver problemas sérios. Avaliações especiais do desenvolvimento De vez em quando, uma criança cujos problemas são específicos, por exemplo, desenvolvimento lento da fala ou gerais, como desenvolvimento geral lento, precisa dos cuidados de um pediatra especializado no desenvolvimento de __________________________ 5 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 6. crianças nos primeiros anos de vida. Pais que suspeitam de um problema no desenvolvimento motor ou cognitivo de seus filhos, ou vêem sinais de que seu bebê se nega a sociabilizar ou que está retraído e deprimido, podem pedir a avaliação desse tipo de médico, ou o próprio pediatra da criança pode encaminhá-los. O especialista em desenvolvimento, que pode trabalhar com uma equipe composta por outros profissionais como assistentes sociais e psicólogos, observa a criança realizando várias atividades em uma situação de jogo para determinar a existência e extensão dos problemas. Outros especialistas podem ser chamados como consultores. Após uma avaliação, o especialista irá conversar com os pais sobre sua opinião e recomendações para o tratamento. Infelizmente, alguns pais recebem a notícia de que seus medos não eram infundados. Outros ouvem que seu filho pode se desenvolver normalmente, mas talvez precisem de alguma ajuda especial. Mas qualquer que seja o resultado da avaliação, os pais devem buscar um equilíbrio em suas reações. Excesso de preocupação não ajuda ninguém, e tentar se isolar da dor escolhendo não se envolver é tão inapropriado quanto. Avaliando a deficiência Todas as crianças podem aprender e se desenvolver. Mas crianças não aprendem e se desenvolvem da mesma maneira ou na mesma velocidade. Há momentos em que os pais percebem a existência de um padrão geral de lentidão nas respostas da criança ao mundo ao redor. Os pais podem perceber que o crescimento e as realizações físicas gerais da criança parecem estar muito atrás das de outras crianças. Algumas crianças não parecem desenvolver respostas sensoriais normais. Crianças cegas, por exemplo, podem não conseguir focar ou seguir objetos com seus olhos. Uma criança surda pode não reagir a sons ou pode não conseguir falar ou fazer sons anteriores à fala, ou ela pode murmurar quando está mais velha e com menos freqüência do que outras crianças com audição normal. Quando os pais percebem um padrão constante de atrasos, pode ser uma boa idéia deixar que um profissional avalie a criança. Parte dessa avaliação consiste na tentativa de determinar possíveis causas para o problema. E são várias as causas possíveis para problemas de desenvolvimento. Nos primeiros estágios de desenvolvimento do feto, por exemplo, uma modificação espontânea nos cromossomos ou em genes específicos pode levar à síndrome de Down, uma condição que faz com que as crianças afetadas se desenvolvam mais __________________________ 6 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 7. devagar do que crianças normais. O nascimento prematuro também pode levar a dificuldades de desenvolvimento algumas vezes. Certas infecções que afetam a mãe podem atingir o feto no início do seu desenvolvimento e levar ao retardamento e outras anomalias. Outra possibilidade são traumas sofridos durante o nascimento ou um pouco antes ou depois que podem afetar a criança de modo adverso e levar a problemas como a paralisia cerebral. Certas doenças infantis, como a encefalite e a meningite, também podem deixar a criança com necessidades especiais físicas e mentais. Mas nem sempre é possível determinar a causa de uma deficiência, pois alguns desses problemas são difíceis de se diagnosticar. Um QI (quociente de inteligência) abaixo de 69 indica que uma criança pode ter problema mental (considera-se que a média seja de 90 a 109). Mas o diagnóstico de uma deficiência não deve recair somente sobre um teste de QI. O comportamento adaptativo de uma criança (sua habilidade de responder a estímulos, aprender e se desenvolver) também deve ser medido. No entanto, não há testes com total eficácia para nos dizer com que rapidez a deficiência irá se desenvolver, ou o quanto a criança será capaz de se desenvolver. Problemas de desenvolvimento comuns são o atraso na fala e/ou perda de audição, que costumam estar relacionados. Na próxima seção, vamos falar sobre como identificar os sintomas, fazer testes e aplicar tratamentos para os problemas da fala e surdez. __________________________ 7 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 8. Problemas da fala e surdez em crianças O seu bebê se comunica com você através de meios não-verbais como gestos, expressões faciais e linguagem corporal. Aprender a verbalizar os pensamentos, sentimentos e desejos é uma parte importante do desenvolvimento dele. Muitos bebês falam sua primeira palavra quando têm por volta de um ano de idade, mas é claro que cada bebê é único e há casos em que primeiras palavras demoram um pouco mais para sair. E, pelo fato de a fala ser tão ligada à audição, dificuldades na primeira podem indicar perda de audição ou até surdez. Abaixo, você vai ler sobre os diferentes tipos de problemas de fala e audição, suas causas e as medidas corretas a serem tomadas se suspeitar que sua criança possui algum deles. Problemas da fala e gagueira Há muitas razões pelas quais uma criança pode começar a falar um pouco mais tarde, ou até muito mais tarde, do que crianças da mesma idade. Poucas delas são sérias e a maioria das crianças acaba se ajustando. Por exemplo, a maioria das meninas começa a falar antes dos meninos. O ambiente em que a criança vive pode afetar o desenvolvimento da fala também. Se a família não fala tanto, o filho provavelmente vai começar a falar depois e menos do que as outras crianças. Se ele passa os dias em uma creche ou maternal na qual uma pessoa é responsável por várias crianças, o desenvolvimento da fala pode ser mais devagar. A competição por atenção individual em casa também pode fazer com que a criança comece a falar mais tarde. Por exemplo, se existem dois filhos de idades muito próximas, ou gêmeos, pode ser que não se consiga dar muito tempo a cada um deles individualmente. Às vezes, a linguagem particular que os gêmeos desenvolvem é mais devido à falta de conversas individuais com um dos pais do que o desejo de falar entre eles mesmos. Outros fatores que afetam o desenvolvimento da fala são a inteligência, audição e controle dos músculos envolvidos no ato da fala. A fala pode ser atrasada ou impedida se os centros da fala no cérebro não forem normais, ou se houver alguma anormalidade da laringe, garganta, nariz, língua ou lábios. E ela também pode não se desenvolver normalmente devido à surdez parcial ou total, deficiência mental, danos cerebrais ou problemas no funcionamento dos centros de fala no cérebro. __________________________ 8 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 9. Disfemia (gagueira) - crianças entre os dois e os cinco anos de idade costumam não ter fluência na fala e podem gaguejar quando não encontram as palavras certas para se expressar. Pausas involuntárias ou bloqueios na fala e rápida repetição de sílabas ou no som inicial de uma palavra podem ocorrer. Esses problemas podem ser temporários, acontecendo apenas ocasionalmente quando uma criança está empolgada, impaciente ou envergonhada, ou podem ser crônicos, causados por espasmos musculares ou conflitos mentais ou emocionais subjacentes que precisam ser resolvidos para que a habilidade da fala possa melhorar. Quando ocorre em uma criança de dois a cinco anos de idade, a gagueira não precisa ser considerada um problema tão grande, a menos que o problema continue vários meses após o primeiro sinal. A criança pode nem estar consciente de seu problema, a não ser que mostrem a ela. Para ajudar uma criança que gagueja, não demonstre raiva ou impaciência recusando-se a entendê-la, completando o seu pensamento ou tentando forçá-la a falar devagar e claramente. Ignore a gagueira e não deixe que os irmãos ou outras crianças debochem ou riam dela. Leia, cante e fale com a criança o máximo que puder. Quando se preocupar - consulte o pediatra caso seu a criança fale somente no mesmo tom ou com um forte som nasal, se seu vocabulário e habilidade de pronunciar as palavras parecer diminuir em vez de melhorar, ou se a gagueira for grave, constante ou prolongada. Além de testar a audição da criança, o médico irá realizar um exame físico e verificar a garganta, o céu da boca e a língua. Se a criança tiver menos de cinco anos de idade, o médico pode encaminhá-lo para um fonoaudiólogo, para que avalie e receite o melhor tratamento se considerar que a gagueira é um problema grave ou se a criança parecer muito frustrada em suas tentativas de falar claramente ou ainda se os pais precisarem de ajuda para lidar com o desenvolvimento da fala do seu filho. E se a criança continuar a substituir sons (r pelo l, por exemplo) ou gaguejar após os cinco ou seis anos de idade, o médico pode sugerir uma consulta e, talvez, tratamento com um fonoaudiólogo. Infecções do ouvido e surdez A surdez é uma perda parcial ou completa da audição em um ou dois ouvidos. Uma criança pode nascer com perdas na audição ou desenvolver o __________________________ 9 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 10. problema posteriormente. Como as crianças aprendem a falar imitando os outros, uma criança que não ouve os outros falando não consegue reproduzir esses sons. A audição normal ocorre quando as ondas sonoras passam pelo canal auditivo e fazem com que o tímpano vibre. As vibrações do tímpano, por sua vez, movem três pequenos ossos no ouvido médio. O movimento desses ossos transmite as vibrações do ouvido médio para o ouvido interno, onde elas são transformadas em impulsos elétricos carregados ao cérebro através do oitavo nervo craniano. O cérebro interpreta estes impulsos elétricos como sons. Danos, doenças ou problemas no funcionamento de qualquer uma dessas estruturas pode causar surdez. Qualquer um dos problemas a seguir podem levar a dificuldades na audição que, provavelmente, levarão a dificuldades de aprendizado. • Problemas no canal auditivo que podem causar perda auditiva incluem acúmulo de cera, objeto estranho no canal e infecção conhecida como otite. • Problemas no tímpano e no ouvido médio podem ser causados por uma inflamação do ouvido médio ou um bloqueio na trompa de eustáquio, que conecta a garganta e o ouvido médio. A infecção do ouvido médio (otite média) costuma ocorrer nos dois primeiros anos de vida, especialmente entre crianças expostas freqüentemente a ela nas creches. A infecção costuma envolver um acúmulo de líquidos que causa perda auditiva leve ou moderada e intermitente por até nove meses, ameaçando o desenvolvimento correto das habilidades de linguagem da criança. • Problemas do ouvido interno podem ser causados por ferimentos ou infecções. • Já os problemas do oitavo nervo craniano têm muitas causas possíveis. Este nervo é responsável por transportar todos os sinais dos ouvidos e estruturas de equilíbrio ao cérebro. Uma criança pode nascer com um nervo que não se desenvolveu corretamente ou que foi danificado antes do nascimento. Por exemplo, se uma gestante contrai rubéola, o vírus pode infectar o oitavo nervo craniano do feto. Após o nascimento, um ferimento ou infecção por um vírus (caxumba ou sarampo) ou bactéria (meningite) pode danificar esse nervo. Há também certos medicamentos que podem afetá-lo. Detectando a surdez- normalmente, são os pais que detectam os primeiros sinais de perda auditiva em uma criança. Pode-se desconfiar de algum tipo de perda auditiva se algum dos comportamentos a seguir ocorrer: uma criança maior do que três meses ignora sons ou não vira a cabeça na direção de um som, um bebê maior de um ano de idade não parece entender nem mesmo algumas __________________________ 10 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 11. palavras, uma criança maior de dois não produz frases de ao menos duas ou três palavras ou quando uma criança simplesmente parece não ouvir bem. Esses sintomas, porém, também podem ter outras causas. O médico pode encaminhar a criança a um centro especializado em fala e audição. Uma criança com audição deficiente deve começar a receber educação especial assim que o problema for descoberto, mesmo se ela tiver apenas um ano de idade. Tome precauções - é possível prevenir problemas de audição no seu filho se tomar algumas precauções. Nunca coloque qualquer objeto, incluindo cotonetes, dentro de seu canal auditivo. Se o fizer, pode acabar forçando a cera para dentro e entupir o canal ou danificar o tímpano. Deve-se observar o cartão de vacina, uma vez que vacinas contra sarampo e caxumba, devido aos seus efeitos colaterais podem causar surdez. No caso de mulheres em idade de engravidar, consulte seu médico sobre possíveis métodos de imunização contra a rubéola. Independentemente das necessidades especiais que a criança apresenta, vai ser preciso fazer um esforço especial para ajudar no seu desenvolvimento. Na próxima página, indicaremos as etapas que você pode seguir para estimular o desenvolvimento de uma criança com necessidades especiais. Estimulando o desenvolvimento de uma criança com necessidades especiais Não há duas crianças com necessidades especiais iguais, nem as que têm necessidades especiais semelhantes. Nesta seção, vamos explorar as necessidades especiais variadas e saber como estimular uma criança com necessidades especiais e ajudá-la no processo de seu desenvolvimento. O papel dos pais Dar amor e apoio - as criança com necessidades especiais precisam de amor e apoio de seus pais, assim como qualquer criança. Algumas vezes, os pais ficam tão absorvidos pela necessidade de estimular seu filho e compensar sua deficiência que acabam esquecendo que a tarefa mais importante é amá-lo e gostar dele como ser humano. Quando uma criança vê que seus pais gostam de estar com ela, ela aumenta o valor que dá a si própria. Esse sentimento crescente de valor é uma medida importante do sucesso dos pais em criar uma criança com necessidade especial. Estimule a independência - se você tem uma criança com necessidades __________________________ 11 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 12. especiais, seus objetivos são estimular a independência e ajudar seu filho a desenvolver um sentimento de valor e realização pessoal. Com terapia e jogos, você ajuda o seu filho a lidar com seu problema e realizar seu potencial completo. A quantidade de independência de seu filho vai depender, bastante, não apenas de qual necessidade especial ele possui, mas como você o deixa realizar sozinho cada estágio. Todas as crianças passam por momentos em que parecem parar de melhorar ou quando podem até regredir um pouco. Esse pode ser um momento especialmente difícil para os pais, pois têm que aprender a avaliar o progresso de seu filho. Concentre-se em objetivos a curto prazo - quando seu filho atingir um platô (estagnar seu desenvolvimento), olhe para trás e se concentre no quanto ele já progrediu. Este também pode ser um bom momento para esquecer objetivos a longo prazo e se concentrar nos objetivos a curto prazo: alimentar-se com as mãos, vestir-se, repetir a primeira palavra ou frase inteligível ou finalmente ir ao banheiro sozinho. Quando os pais concentram suas energias em um único objetivo a curto prazo, uma criança com necessidade especial pode começar a progredir novamente. Ao parar de observar como a criança lida com esses desafios, como se adapta a novas e maiores necessidades, os pais podem se ajudar a desenvolver expectativas realistas para seus filhos. As crianças progridem mais quando os pais agem como seus advogados, escolhendo os métodos educacionais mais apropriados, definindo objetivos razoáveis e fornecendo um ambiente caloroso e protetor. Os pais deveriam enxergar a si próprios como parceiros dos profissionais na hora de planejar os cuidados de seus filhos com necessidades espaciais. Estimulando o potencial de desenvolvimento A partir do momento em que nascem, as crianças começam a aprender sobre o mundo ao seu redor. Elas aprendem através de seus movimentos e dos cinco sentidos. Quando um ou mais desses sentidos são danificados, a maneira como a criança vê o mundo é alterada e sua habilidade de aprender se altera. Mas com os avanços na medicina, tecnologia e nossa compreensão sobre como os bebês crescem e aprendem, podemos esperar desenvolvimento mental e físico muito __________________________ 12 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 13. maior de crianças com com necessidades especiais do que imaginávamos há uma década. O tamanho desse desenvolvimento depende da extensão da sua limitação, quão breve ela foi diagnosticada corretamente e o quão rapidamente a criança é colocada em um ambiente de estímulos apropriados. Crianças com limitações mentais, por exemplo, precisam de estímulos freqüentes e consistentes devido às suas dificuldades de concentração e memória. Elas também podem ter dificuldades de percepção que tornam difícil compreender o que está acontecendo ao redor e o motivo dessas coisas. Concentre-se no sentido debilitado - em muitos casos, as habilidades da criança podem ser melhoradas ao estimular o sentido deficiente. Crianças com distrofia muscular, síndrome de Down e paralisia cerebral costumam se beneficiar de um programa de fisioterapia que exercite seus músculos. Exercitar as pernas e pés da criança com casos graves de espinha bífida os preparam para andar com aparelhos e muletas. Já as crianças surdas podem aprender a usar sua audição residual com a ajuda de equipamentos auditivos e treinamento auditivo que aumenta e expande sua habilidade de ouvir. As crianças cegas podem afiar seus outros sentidos para ajudar a compensar sua falta de visão, enquanto aprendem sobre o mundo. E, por último, as crianças com síndrome de Down e paralisia cerebral também podem se beneficiar de terapias visuais, auditivas e ocupacionais. Trabalhe com um fisioterapeuta - (ou terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo) programas de estímulo preparados para crianças desde o nascimento até os três anos demonstraram que mesmo crianças com necessidades especiais graves podem aprender, crescer e participar do mundo que as cerca. Os pais podem guiar muitos dos exercícios desses programas sozinhos, mas quase sempre se beneficiam da supervisão de um terapeuta especializado. O seu posto de saúde, escola pública ou secretaria da saúde locais podem ter um programa de estímulo infantil adequado ou podem lhe recomendar um terapeuta especializado que pode visitar sua casa regularmente para ajudar seu filho e ensinar exercícios e jogos adequados para você. Hospitais universitários e organizações privadas que auxiliam crianças com necessidades especiais também são boas fontes de informação. Use brincadeiras para explorar - brincadeiras são uma importante forma de __________________________ 13 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 14. aprendizado para todas as crianças. As crianças com necessidades especiais que não podem se movimentar para explorar sozinhas ainda têm a possibilidade de aprender sobre os arredores ao viajar com a família. Dentro de casa, ela pode ser carregada ou guiada de um cômodo a outro para tocar, sentir, ver, cheirar ou ouvir vários objetos. Crianças cegas podem usar suas mãos, rostos, pés e outras partes de seus corpos para explorar e aprender. E as surdas precisam de estímulos de linguagem constantes e, como todas as crianças, precisam ouvir explicações sobre o que está acontecendo ao seu redor. Figuras em livros e revistas são outra forma de expor essas crianças a lugares, pessoas, animais e formas de vida fora de seu círculo comum. Brinquedos dão outro meio de compreender nossos corpos e o mundo. Crianças com necessidades especiais podem ter problemas para usar brinquedos convencionais, mas os pais podem adaptá-los às necessidades deles ou criar brinquedos apropriados. Muitas comunidades possuem brinquedotecas que funcionam como recurso para fornecer brinquedos projetados ou selecionados especialmente para crianças com necessidades especiais. No entanto, não importa o quanto um pai ou uma mãe tente dar a seu filho, sempre há limites para o que eles podem conseguir sozinhos. Na próxima página, vamos observar as opções disponíveis para suprir as outras necessidades dessas Programas especiais para uma criança com necessidades especiais Mais cedo ou mais tarde, uma criança com necessidades especiais vai participar de um programa específico para ela, como um acampamento ou creche. Aqui vão algumas dicas para escolher um programa especial. Escolhendo um programa especial Muitas deficiências possuem associações de âmbito nacional, que fornecem informações e recomendam programas ou recursos. Muitas dessas associações possuem sedes locais e grupos de apoio aos pais. Se for sortudo o bastante para ter um leque de programas para escolher, como vai escolher o melhor para o seu filho? Baseie suas decisões no quanto você confia nos profissionais dos programas disponíveis e nas terapias que eles apresentam. Algumas terapias são menos conhecidas e não disponíveis em tantos lugares como outras. Freqüentemente, os educadores discordam quanto à seqüência de __________________________ 14 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 15. aprendizagem, alguns educadores de surdez, por exemplo, acreditam que o correto é apresentar a linguagem dos sinais à criança quase que imediatamente, enquanto outros acreditam que as crianças devem ter somente treinamento auditivo-oral antes de aprender quaisquer tipos de sinais. E pelo fato de as opiniões e métodos dos profissionais serem diferentes, pesquise vários programas antes de se comprometer (e o seu filho) com algum específico. Se considerar um programa particular com terapeutas, lembre-se de que o custo do programa nem sempre é um indicador de sua qualidade ou de que ele é o mais apropriado. Embora os fatores custo e conveniência certamente influenciem sua decisão, os pais também deveriam considerar outros: • Por quanto tempo o programa será o melhor para seu filho? • Você está falando de um novo programa que usa técnicas experimentais ou de um programa já estabelecido que usa terapias amplamente aceitas? • Qual o nível da educação dos terapeutas que irão trabalhar com o seu filho? • Quem supervisiona o trabalho dos terapeutas? • O que o terapeuta espera de você? • Ele parece disposto a compartilhar a experiência dele com você? • O terapeuta quer que você entenda seus métodos? • O terapeuta parece capaz de estabelecer um bom entendimento com o seu filho? • Caso seja um programa novo, ele tem recursos garantidos ou tem que levantar esses recursos todos os anos? • Quantas crianças o programa ajuda no momento e como é a relação entre os funcionários e alunos? __________________________ 15 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 16. As crianças com necessidades especiais múltiplas estão juntas em salas de aula com crianças que têm somente uma ou duas claramente definidas? Expectativas dos profissionais - talvez o fator mais importante ao escolher um desses programas sejam as expectativas dos profissionais envolvidos. Cada criança é diferente e traz ao programa sua própria determinação para conseguir atingir o resultado. Os pais podem ver pontos fortes e reconhecer progressos que os profissionais não percebem. Se as expectativas dos profissionais forem muito baixas, seu filho pode não progredir tão rapidamente quanto você acha que seria o correto. E se as expectativas deles forem muito grandes, o seu filho pode se sentir frustrado. Seu relacionamento com os profissionais A maioria dos profissionais recebe bem e encoraja o envolvimento ativo dos pais em decisões que afetam a criança. Embora seja seguro presumir que a maioria dos profissionais que lida com crianças com necessidades especiais quer vê-las bem cuidadas, eles podem trazer consigo certos preconceitos que não ajudam a todas as crianças. Se você tem as suas próprias opiniões, expresse-as. O ideal é que você fale abertamente com os profissionais a respeito de suas preocupações e dúvidas. Se o terapeuta estiver muito ocupado ou apresentar resistência a essas discussões, ou se achar que essas reuniões são improdutivas e insatisfatórias, reflita sobre a possibilidade de encontrar um novo programa ou terapeuta. Embora seja do interesse da criança ter um tratamento a longo prazo, é melhor mudar de programa se acredita que seu filho não está recebendo o que deveria. Outra consideração importantíssima para pais de uma criança com necessidade especial é quando seu filho deve ir para escola e qual a melhor escola. Vamos olhar as opções disponíveis na próxima seção. Educação para uma criança com necessidades especiais Conforme as crianças vão ficando mais velhas, os pais podem considerar a hipótese de mandá-las para a pré-escola ou maternal. Você deve enviar o seu filho para uma escola especial onde estará com outras crianças na mesma condição e na qual os professores são treinados para lidar com se problema específico? Algumas vezes, não há escolas especiais ou elas ficam muito longe, o __________________________ 16 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 17. que obriga seu filho a fazer uma viagem longa para a escola todos os dias ou morar nela. Colocando seu filho em escolas comuns - mesmo quando há escolas especiais por perto, uma opção é mandar seu filho para um maternal comum. Muitos especialistas acreditam que crianças jovens com deficiências leves a moderadas ficam melhores quando são mantidas em um ambiente normal o máximo período de tempo possível. Essas crianças costumam aceitar melhor as diferenças do que crianças mais velhas ou adultos, o que vai fazer com que uma criança com necessidades especiais não se sinta diferente ou isolada em um maternal comum. Muitos maternais têm boa vontade e capacidade para aceitar crianças com problemas leves a moderadas. Há até mesmo aqueles que aceitam crianças com necessidades especiais graves. Certas filosofias de educação são mais dispostas a integrar essas crianças. Se não puder encontrar uma dessas escolas em sua região, procure uma escola do método Montessori ou de outro método não tradicional para a educação maternal. Se estiver pensando em colocar seu filho em uma escola comum com pouca ou nenhuma experiência nessa área, observe e fale com o diretor e com os professores que cuidarão dele. Seja honesto a respeito de suas necessidades. Pergunte sobre as atitudes da escola com relação a essa questão e com relação ao problema esepecífico do seu filho. Como os professores costumam lidar com problemas de indisciplina e ironias? Como eles agem quando outras crianças fazem perguntas sobre o seu filho? Você sente que as expectativas dos professores são razoáveis e consistentes com as suas para crianças em geral e para o seu filho em particular? Se decidir mesmo colocar seu filho em uma escola comum, prepare-se para servir como fonte de informações para a escola. Você pode decidir visitar a sala de aula e conversar com as crianças sobre como funciona um aparelho de surdez, o motivo de seu filho usar aparelhos ou a razão de sua aparência ou o motivo de sua fala. Prepare-se para frustrações, especialmente no começo, enquanto os pais e outros alunos se esforçam para entender seu filho e como se relacionar com ele. Planeje-se para observar a rotina da escola com freqüência. Se a sua presença perturba a rotina do seu filho, peça a amigos para fazer essa observação. Ao __________________________ 17 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 18. observar, não se concentre somente no seu filho. Os pais de crianças com necessidades especiais costumam ter surpresas (agradáveis) quando observam o quanto as outras crianças são parecidas com seu filho. Seus direitos De acordo com a lei 7853 (24/10/98) regulamentada pelo Decreto 3298 (20/10/99), cada criança tem um programa de educação individualizado que indica quais tipos de educação especial e serviços relacionados a criança irá receber. Os pais têm o direito de participar de cada decisão relacionada à educação de seu filhos e de contestar e apelar contra qualquer decisão a respeito da identificação, avaliação ou colocação de seu filho. Há muitas entidades e órgãos que dão respaldo a crianças com deficiências dos 3 aos 21 anos. Mas é possível encontrar várias escolas que fornecem programas para crianças menores de três anos de idade mesmo quando isso não é exigido por lei. Muitos desses programas recebem financiamento federal. Embora a lei tenha tentado fornecer educação à maioria das crianças com necessidades especiais, ela não padronizou a qualidade dessa educação, o que pode variar muito de estado para estado e de uma escola para outra. E até dentro da mesma escola, certas necessidades especiais encontram um suporte maior do que outras. E mais, cortes nos orçamentos governamentais têm afetado especialmente os programas educacionais, muitos dos quais foram cortados ou simplesmente eliminados. Esteja ciente de que o melhor programa para o seu caso pode não estar disponível perto de sua casa. Muitos distritos escolares fornecem informações sobre o que está disponível, assim como orientações descrevendo os direitos educacionais das crianças. Se o seu distrito não pode fornecer informações e uma cópia das leis em vigor, entre em contato com o órgão governamental responsável pela educação. Criar uma criança com necessidades especiais traz desafios únicos para os pais. Mas há muitos recursos por aí que podem dar assistência e muito conhecimento disponível sobre como estimular o desenvolvimento, o que significa que uma criança deficiente agora pode progredir mais do que podia há uma década. E, como com qualquer criança, é possível compartilhar com os outros as alegrias das novas conquistas! __________________________ 18 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 19. Dislexia Dislexia é um transtorno genético e hereditário da linguagem, de origem neurobiológica, que se caracteriza pela dificuldade de decodificar o estímulo escrito ou o símbolo gráfico. A dislexia compromete a capacidade de aprender a ler e escrever com correção e fluência e de compreender um texto. Em diferentes graus, os portadores desse defeito congênito não conseguem estabelecer a memória fonêmica, isto é, associar os fonemas às letras. De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, o transtorno acomete de 0,5% a 17% da população mundial, pode manifestar-se em pessoas com inteligência normal ou mesmo superior e persistir na vida adulta. A causa do distúrbio é uma alteração cromossômica hereditária, o que explica a ocorrência em pessoas da mesma família. Pesquisas recentes mostram que a dislexia pode estar relacionada com a produção excessiva de testosterona pela mãe durante a gestação da criança. Sintomas Os sintomas variam de acordo com os diferentes graus de gravidade do distúrbio e tornam-se mais evidentes durante a fase da alfabetização. Entre os mais comuns encontram-se as seguintes dificuldades: 1) para ler, escrever e soletrar; 2) de entendimento do texto escrito; 3) para de identificar fonemas, associá-los às letras e reconhecer rimas e aliterações; 4) para decorar a tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos (discalculia); 5) ortográficas: troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e sílabas (disgrafia); 6) de organização temporal e espacial e coordenação motora. Diagnóstico O diagnóstico é feito por exclusão, em geral por equipe multidisciplinar (médico, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neurologista). Antes de afirmar que uma pessoa é disléxica, é preciso descartar a ocorrência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos que possam interferir na aprendizagem. É de extrema importância estabelecer o diagnóstico precoce para evitar que sejam atribuídos aos portadores do transtorno rótulos depreciativos, com reflexos negativos sobre sua auto-estima e projeto de vida. __________________________ 19 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 20. Tratamento Ainda não se conhece a cura para a dislexia. O tratamento exige a participação de especialistas em várias áreas (pedagogia, fonoaudiologia, psicologia, etc.) para ajudar o portador de dislexia a superar, na medida do possível, o comprometimento no mecanismo da leitura, da expressão escrita ou da matemática. Recomendações * Algumas dificuldades que as crianças podem apresentar durante a alfabetização só ocorrem porque são pequenas e imaturas e ainda não estão prontas para iniciar o processo de leitura e escrita. Se as dificuldades persistirem, o ideal é encaminhar a criança para avaliação por profissionais capacitados; * O diagnóstico de dislexia não significa que a criança seja menos inteligente; significa apenas que é portadora de um distúrbio que pode ser corrigido ou atenuado; * O tratamento da dislexia pressupõe um processo longo que demanda persistência; * Portadores de dislexia devem dar preferência a escolas preparadas para atender suas necessidades específicas; * Saber que a pessoa é portadora de dislexia e as características do distúrbio é o melhor caminho para evitar prejuízos no desempenho escolar e social e os rótulos depreciativos que levam à baixa-estima. Ref. Bibliográfica http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/dislexia/ __________________________ 20 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 21. Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) A Síndrome do Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade, conhecida pela sigla TDAH, é caracterizada pela presença simultânea de desatenção, hiperatividade e impulsividade. A desatenção pode ser identificada por: Dificuldade de prestar atenção a detalhes ou errar por descuido em atividades escolares e de trabalho; Dificuldade para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas; parecer não escutar quando lhe dirigem a palavra; Não seguir instruções e não terminar tarefas escolares, domésticas ou deveres profissionais; Dificuldade em organizar tarefas e atividades; Evitar, ou relutar, em envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante; Perder coisas necessárias para tarefas ou atividades; Ser facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa; Apresentar esquecimentos em atividades diárias. A hiperatividade se caracteriza pela presença freqüente das seguintes características: Agitar as mãos ou os pés ou se remexer na cadeira; Abandonar sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado; Correr ou escalar em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado; Dificuldade em brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer; Estar freqüentemente “a mil” ou muitas vezes agir como se estivesse “a todo o vapor”; Falar em demasia. Os sintomas de impulsividade são: Freqüentemente dar respostas precipitadas antes das perguntas terem sido concluídas; Com freqüência ter dificuldade em esperar a sua vez; Freqüentemente interromper ou se meter em assuntos de outros. Ref. Bibliográfica http://www.tuasaude.com/transtorno-do-deficit-de-atencao-e-hiperatividade-tdah/ __________________________ 21 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 22. Autismo Definições: O autismo é uma deficiência no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença. ( Autism Society of American Associação Americana de Autismo-ASA). Transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes da idade de três anos, e apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas, por exemplo: fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade. (CID-10 – 2000) Causas: Não se conhece a causa do autismo, mas, estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral, fenilcetonúria que é uma deficiência herdada de enzima, ou a síndrome do X frágil. Além disso, pode-se admitir que tenha relação com fatos ocorrido durante a gestação ou parto. __________________________ 22 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 23. Sintomas: Os sintomas do autista, geralmente persistem ao longo de toda a vida e são verificados através de muita observação, tais como: • Usa as pessoas como ferramenta, isto é, aponta objetos para que as pessoas peguem para eles sem manifestarem esforço para faze-lo. • Resiste a mudanças de rotina. • Isola-se e não se mistura a outras crianças. • Não mantêm contato visual com outra pessoa. • Age como se fosse surdo, não atendendo a chamados. • Resiste ao aprendizado. • Apresenta apego a determinados objetos. • Não apresenta medo de perigos. • Gira objetos de maneira estranho e peculiar. • Apresenta risos e movimentos com relação a nada. • Resiste extremamente ao contato físico. • Acentuada hiperatividade física. • Às vezes torna-se agressivo, destrói objetos, ataca e fere pessoas aparentemente sem motivo. • Apresenta certos gestos imotivados como balançar as mãos ou ficar balançando-se. • Apresenta comportamento indiferente e arredio. • Cheira ou lambe os brinquedos, etc... Diagnóstico Não existem exames laboratoriais ou de imagem que diagnostiquem o autismo. Os pais são os primeiros a notar algo diferente nas crianças autistas. Quando bebê mostra-se indiferente à estimulação por pessoas ou brinquedos, focando sua atenção por longos períodos em determinados itens. Outras crianças começam com um desenvolvimento normal nos primeiros meses para mais tarde tornar-se isolado a tudo e a todos. Normalmente, o diagnóstico é feito clinicamente através de entrevista e histórico do paciente. No entanto, tem famílias que levam anos para perceber algo anormal na criança, causando atraso para o início de uma educação especial, pois quanto antes se inicia o tratamento, melhor é o resultado. Tratamento O tratamento deve ser feito por uma equipe multi e interdisciplinar: • Tratamento médico - formado por pediatra, neurologista, psiquiatra e dentista. __________________________ 23 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 24. Tratamento não-médico - formado por psicólogo, fonoaudiólogo, pedagogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e orientador familiar. Contudo, a família e a base do tratamento com envolvimento total ao mesmo, estes devem procurar uma fonte de apoio que pode ser um terapeuta, um amigo, uma religião e lembrar-se sempre que o autismo é para sempre, mas não é uma sentença de morte e todos os familiares devem procurar se informar ao máximo sobre o autismo, para poder auxiliar no tratamento. Os medicamentos continuam sendo componentes importante para o tratamento, porém nem todos os pacientes deverão utilizá-lo. O sucesso do tratamento depende exclusivamente da dedicação qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento, bem como a dedicação e empenho dos familiares. Bibliografia: MELLO, A. M. S. R, Autismo: Guia prático, 3ª Edição, São Paulo: AMA; Brasília: CORDE, 2004, 93p. CAVALCANTE, A. E. C., ROCHA, P. S; Autismo, 2ª Edição, São Paulo – Casa do Psicólogo, 2002, 150p. http://www.autismo.com.br/ Endereço eletrônico acessado em 04 de outubro de 2005. __________________________ 24 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 25. Deficiência Mental Segundo a AAMR (Associação Americana de Deficiência Mental) e DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), pode-se definir deficiência mental como o estado de redução notável do funcionamento intelectual inferior à média, associado a limitações pelo menos em dois aspectos do funcionamento adaptativo: comunicação, cuidados pessoais, competência domésticas, habilidades sociais, utilização dos recursos comunitários, autonomia, saúde e segurança, aptidões escolares, lazer e trabalho. Segundo critérios das classificações internacionais, o início da Deficiência Mental deve ocorrer antes dos 18 anos, caracterizando assim um transtorno do desenvolvimento e não uma alteração cognitiva como é a Demência. É preciso que haja vários sinais para que se suspeite de deficiência mental. Um único aspecto não pode ser considerado como indicativo de qualquer deficiência. A deficiência mental pode ser caracterizada por um quociente de inteligência (QI) inferior a 70, média apresentada pela população, conforme padronizado em testes psicométricos ou por uma defasagem cognitiva em relação às respostas esperadas para a idade e realidade sociocultural, segundo provas, roteiros e escalas, baseados nas teorias psicogenéticas. Classificação da OMS (Organização Mundial da Saúde) Coeficiente DenominaçãoNível cognitivo segundo Idade mental intelectual Piaget correspondente Menor de 20 Profundo Período Sensório-Motriz 0-2 anos Entre 20 e 35 Agudo grave Período Sensório-Motriz 0-2 anos Entre 36 e 51 Moderado Período Pré-operativo 2-7 anos Entre 52 e 67 Leve Período das Operações 7-12 anos Concretas Todos os aspectos citados anteriormente devem ocorrer durante o desenvolvimento infantil para que um indivíduo seja diagnosticado como sendo portador de deficiência mental. Intensidade dos Apoios Intermitente: __________________________ 25 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 26. Apoio 'quando necessário'. Se caracteriza por sua natureza de episódios. Assim, a pessoa não precisa sempre de apoio ou requer apoio de curta duração durante momentos de transição em determinados ciclos da vida (por exemplo, perda do emprego ou fase aguda de uma doença). Este apoio pode ser de alta ou de baixa intensidade. Limitado: Apoios intensivos caracterizados por sua duração, por tempo limitado, mas não intermitente. Podem requerer um menor número de profissionais e menor custo que outros níveis de apoio mais intensivos (por exemplo, treinamento para o trabalho por tempo limitado ou apoios transitórios durante o período entre a escola e a vida adulta). Extenso: Apoios caracterizados por sua regularidade (por exemplo, diária) em pelo menos em algumas áreas (tais como na vida familiar ou na profissional) e sem limitação temporal (por exemplo, apoio a longo prazo e apoio familiar a longo prazo) Generalizado: Apoios caracterizados por sua constância e elevada intensidade, proporcionados em diferentes áreas, para proporcionar a vida. Estes apoios generalizados exigem mais pessoal e maior intromissão que os apoios extensivos ou os de tempo limitado. " Dados Estatísticos Segundo a Organização Mundial de Saúde, 10% da população em países em desenvolvimento, são portadores de algum tipo de deficiência, sendo que metade destes são portadores de deficiência mental. Causas e Fatores de Risco As causas e os fatores de risco que podem levar à instalação da deficiência mental são inúmeros e muitas vezes não se chega a definir a causa da deficiência mental. Citaremos alguns fatores de risco que podem levar a deficiência mental: Fatores de Risco e Causas Pré Natais. Incidem desde a concepção até o início do trabalho de parto como: • desnutrição materna; • má assistência à gestante; • doenças infecciosas: sífilis, rubéola, toxoplasmose; • tóxicos: alcoolismo, consumo de drogas, efeitos colaterais de medicamentos (medicamentos teratogênicos), poluição ambiental, tabagismo; • genéticos: alterações cromossômicas (numéricas ou estruturais), ex. : Síndrome de Down, Síndrome de Matin Bell; alterações gênicas, ex.: erros __________________________ 26 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 27. inatos do metabolismo (fenilcetonúria), Síndrome de Williams, esclerose tuberosa, etc. Fatores de Risco e Causas Periantos. Incidem do início do trabalho de parto até o 30º dia de vida do bebê como: • má assistência ao parto e traumas de parto; • oxigenação cerebral insuficiente; • Prematuridade e baixo peso; • Icterícia grave do recém nascido. Fatores de Risco e Causas Pós Natais. Incidem do 30º dia de vida até o final da adolescência e podem ser: • Desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação global; • Infecções: meningoencefalites, sarampo, etc. ; • Intoxicações exógenas (envenenamento): remédios, inseticidas, produtos químicos (chumbo, mercúrio, etc.); • Acidentes: trânsito, afogamento, choque elétrico, asfixia, quedas, etc. • Infestações: neurocisticircose (larva da Taenia Solium). Como Identificar: • Atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor (a criança demora para firmar a cabeça, sentar, andar, falar. • Dificuldade no aprendizado (dificuldade de compreensão de normas e ordens, dificuldade no aprendizado escolar). Diagnóstico: O diagnóstico, sempre que possível, deve ser feito por uma equipe multiprofissional, composta pelo menos de um assistente social, um médico e um psicólogo que atuando em equipe possuem condições de avaliar o indivíduo em sua totalidade. • assistente social - analisará os aspectos sócio culturais • médico - analisará os aspectos biológicos • psicólogo - avaliará os aspectos psicológicos e nível de deficiência mental. Após as avaliações, em reunião, todos os aspectos devem ser discutido em conjunto pelos profissionais que atenderem o caso, para as conclusões finais e diagnóstico, definindo as condutas a serem tomadas. Acreditamos que com essa sistemática de trabalho em equipe, é bem mais fácil a orientação da família que, entendendo as potencialidades do filho e suas necessidades poderá participar e cooperar no tratamento proposto. A participação da família é fundamental no processo de atendimento à pessoa com deficiência mental. __________________________ 27 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 28. Bibliografia • LUCKASSON, R et. al. Mental retardion: definition, classification and systems of supports. 9ª ed. Washington, AAMR, c1992, 1997. • MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS. DSM-IV. Trad. De Dayse Batista. 4.ed. Porto Alegre, Artes Médicas, 1995. • KRYNSKI, S. et. al. Novos rumos da deficiência mental, São Paulo, Sarvier, 1983 • FEDERAÇÃO DAS APAES DO ESTADO DE SÃO PAULO, Prevenção - a única solução, São Paulo, APAE, • 1991. • VERDUGO, M. A. El cambio de paradigma en la concepcion del retraso mental: la nueva definicion de la AAMR. Ciclo Cero, Vol. 25(3). Pág.5- 25, 1994. • MATOS, C. J. B. de; Gorla, J. I.; Gonçalves, H. R. Crescimento e desenvolvimento físico de portadores de deficiência mental da APAE de Umuarama – PR. Endereço eletrônico: http://www.efdeportes.com/efd51/apae.htm, acessado em 15/09/2005. • TEMBE, F. M. A Criança portadora da deficiência mental e a educação. Disability World, Volumen No. 12 Enero-Marzo 2002. Endereço eletrônico: http://www.disabilityworld.org/01- 03_02/spanish/ninos/educationport.shtml, acessado em 15/09/2005 __________________________ 28 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 29. Obesidade Infantil e na Adolescência A obesidade não é mais apenas um problema estético, que incomoda por causa da “zoação” dos colegas. O excesso de peso pode provocar o surgimento de vários problemas de saúde como diabetes, problemas cardíacos e a má formação do esqueleto. Cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes sofrem de problemas de obesidade, e oito em cada dez adolescentes continuam obesos na fase adulta. As crianças em geral ganham peso com facilidade devido a fatores tais como: hábitos alimentares errados, inclinação genética, estilo de vida sedentário, distúrbios psicológicos, problemas na convivência familiar entre outros. As pessoas dizem que crianças obesas ingerem grande quantidade de comida. Esta afirmativa nem sempre é verdadeira, pois em geral as crianças obesas usam alimentos de alto valor calórico que não precisa ser em grande quantidade para causar o aumento de peso. Consumo demasiado de alimentos gordurosos Como exemplo podemos citar os famosos sanduíches (hambúrguer, misto-quente, cheesburguer etc.) que as mamães adoram preparar para o lanche dos seus filhos, as batatas fritas, os bife passados na manteiga são os verdadeiros vilãs da alimentação infantil, vindo de encontro ao pessoal da equipe de saúde que condenam estes alimentos expondo os perigos da má alimentação aos pais onde alguns ainda pensam que criança saudável é criança gorda. As crianças costumam também a imitar os pais em tudo que eles fazem, assim sendo se os pais tem hábitos alimentares errados, acaba induzindo seus filhos a se alimentarem do mesmo jeito. Falta de atividades físicas A vida sedentária facilitada pelos avanços tecnológicos (computadores, televisão, videogames, etc.), fazem com que as crianças não precisem se esforçar fisicamente a nada. Hoje em dia, ao contrário de alguns anos atrás, as crianças devido a violência urbana a pedido de seus pais, ficam dentro de casa com atividades que não as estimulam fazer atividades físicas como correr, jogar __________________________ 29 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 30. bola, brincar de pique etc., levando-as a passarem horas paradas enfrente a uma tv ou outro equipamento eletrônico e quase sempre com um pacote de biscoito ou um sanduíche regados a refrigerantes. Isto é um fator preocupante para o desenvolvimento da obesidade. Ansiedade Não são apenas os adultos que sofrem de ansiedade provocados pelo stress do dia a dia. Os jovens também são alvos deste sintoma, causados, por exemplo, por preocupações em semanas de prova na escola ou pela tensão do vestibular, entre outros. A ansiedade os faz comer mais.É como se fosse uma comilança compulsiva, sem fome. Psiquiatras afirmam que por trás de um obeso sempre poderá existir um problema psicológico, agravando-se devido a nossa cultura onde a sociedade exclui os gordinhos de várias brincadeiras devido a sua situação. Isso só leva a criança ou adolescente a piorar porque quase sempre são tímidas e sentem-se envergonhadas, acabam se isolando e fazendo da alimentação uma “fuga” da realidade, isto é, quanto mais rejeitado, mais ansiosos mais comem. Depressão Pessoas com sintomas de depressão, sofrem alterações no apetite podendo emagrecer ou engordar. Algumas pesquisas comprovaram que a pessoa deprimida, geralmente não pratica atividades físicas e come mais doces, principalmente, o chocolate. Fatores hormonais A obesidade pode ainda ter correlação com variações hormonais tais como: excesso de insulina; deficiência do hormônio de crescimento; excesso de hidrocortizona, os estrógenos etc. Fatores Genéticos Algumas pesquisas já revelaram que se um dos pais é obeso, o filho tem 50% de chances de se tornar gordinho, e se os dois pais estão acima do peso, o risco aumenta para 100%. A criança que __________________________ 30 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 31. tem pais obesos corre o risco de se tornar obesa também porque a obesidade pode ser adquirida geneticamente. Você já prestou atenção e que tem sempre alguém gordinho na sua turma ou entre os seus amigos do bairro? Isso indica que a obesidade é um risco cada vez mais presente na vida dos jovens de hoje em dia, o que é muito preocupante. Você sabia que nos anos 70, a relação de brasileiros obesos entre 6 e 18 anos em condições acima do peso eram apenas 3%? E o pior que nos últimos 30 anos o contingente de gordos aumentou 5 vezes, ou seja, aproximadamente 6,5 milhões de crianças e adolescentes são obesos. Prevenção é a palavra chave para evitar a obesidade. Aqui vão algumas dicas recomendadas por médicos e nutricionistas para que você se previna contra esse mal e tenha uma vida sempre saudável: • Seguir uma alimentação balanceada, rica em frutas, legumes e verduras. • Respeitar os horários das refeições e não beliscar guloseimas entre um intervalo e outro. • Evitar alimentos gordurosos, como doces, frituras e refrigerantes • Praticar atividades físicas, sejam esportes no colégio ou academia, desde que seja orientado por um profissional. Caminhar é a melhor pedida, pois qualquer pessoa pode. • Beba bastante água, pelo menos 2 litros por dia. A água é importantíssima no bom desempenho das funções do organismo. Principalmente para quem pratica atividades físicas, pois mantém o corpo sempre hidratado. A obesidade é um problema grave e deve ser encarado com cuidado. Se você está ou conhece alguém que esteja acima do peso, deve procurar ajuda médica, pois as causas da obesidade podem ter diversas origens desde hábitos irregulares até fatores genéticos e hormonais. Quanto mais cedo for tratado, maiores são as chances de cura. Mas não se esqueça que o mais importante é estarmos de bem com nós mesmos. Ter um corpo legal depende do equilíbrio emocional e uma mente consciente. Ivana Silva e Cássia Nunes __________________________ 31 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 32. Sindrome de Down Para entender melhor o termo vamos tentar explicar por partes começando pela origem do nome da síndrome. Síndrome – Conjunto de características que prejudicam de algum modo o desenvolvimento do indivíduo. Down – Sobrenome do médico que descreveu esta síndrome John Langdon Down . A Síndrome de Down também pode ser chamada de trissomia do 21 e as pessoas que a possuem de trissômicos . Freqüentemente, a Síndrome de Down é chamada de "mongolismo" e as pessoas que a apresentam de "mongolóides". Todavia, estes termos são totalmente inadequados preconceituosos, criados a partir de descrições incorretas realizadas no passado e, por isso, devem ser evitados . A síndrome de down é um atraso no desenvolvimento, das funções motoras do corpo e das funções mentais, o bebê é pouco ativo e “molinho” (hipotonia). células possui 46 cromossomos, que são iguais, dois a dois, quer dizer, existem 23 pares ou duplas de cromossomos dentro de cada célula. Um desses cromossomos, chamado de nº21 é que está alterado na Síndrome de Down. A criança que possui a Síndrome de Down, tem um cromossomo 21 a mais, ou seja, ela tem três cromossomos 21 em todas as suas células, ao invés de ter dois. É a trissomia 21. Portanto a causa da Síndrome de Down é a trissomia do cromossomo 21. Podemos dizer que é um acidente genético. Esse erro não está no controle de ninguém. Conseqüências Em face de hipotonia do bebê, este é mais quieto, apresenta dificuldade para sugar, engolir, sustentar a cabeça e os membros. A abertura das pálpebras é inclinada como parte externa mais elevada, e a prega, no canto interno dos olhos é como nas pessoas da raça amarela. Tem a língua protusa (para fora da boca). Em 40% dos casos são encontradas cardiopatias. Sua estatura é baixa. Apresenta um rebaixamento intelectual. __________________________ 32 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 33. Não há cura para esta síndrome, ela é uma anomalia das próprias células, por isso não exite meio algum de cura até o momento. Como forma de tratamento pode-se iniciar a partir do 15º dia do nascimento programas de estimulação precoce que propiciem ao bebê seu desenvolvimento motor e intelectual. Bibliografia PUECHEL, S. – Síndrome de Down Guia Para Pais e Educadores. 4º ed. Campinas: Papitus, 1993. MANTOAN, E. T. M. Essas Crianças Tão Especiais. – Manual para Solicitação do Desenvolvimento de Crianças Portadoras da Síndrome de Down, Corde (Coordenação Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência) – Brasília, 1993. TELFORD, C. W., Sawrey, J. M. O indivíduo Excepcional - 5ª Edição Texto de Ivana Silva, revisado por Cássia Nunes __________________________ 33 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 34. Síndrome do Usher A comunicação com o tato facilita a vida dos portadores da doença, que afeta a audição e a visão. De origem genética, a síndrome tem graus variáveis se associando a surdez, presente já no nascimento, com a perda gradual da visão, que se inicia na infância ou na adolescência. A cegueira, parcial ou total, é causada pela retinose pigmentar, mal que pode atingir até não-portadores. A doença afeta primeiro a visão noturna e depois a periférica, das laterais, preservando por mais tempo a central. Causa também sensibilidade a excesso de luminosidade. Embora esta síndrome seja incurável, é possível suavizar ou espaçar alguns de seus efeitos. Nos casos de surdez parcial pode-se atenuar com cirurgias e aparelhos auditivos. Os óculos também podem ser mais adequados, incluindo os de visão subnormal. A retinose pigmentar costuma ainda ter problemas associados, como catarata e edema macular, que podem ser operados, permitindo que a pessoa enxergue melhor por mais tempo. O importante é diagnosticar precocemente esta síndrome para que se possa tomar medidas no sentido de amenizar ou mesmo retardar as seqüelas desta doença. Nos casos de qualquer sintoma relacionado à surdez e a visão na infância, precisa-se estar atento , para identificar a presença da Síndrome de Usher. __________________________ 34 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 35. EXISTEM QUATRO TIPOS DE SÍNDROME DE USHER USHER TIPO I Provoca surdez profunda de nascimento e retinose pigmentar, cegueira noturna com perda de equilíbrio. USHER TIPO II Provoca surdez leve a moderada, não progressiva com retinose pigmentar no início na puberdade, cegueira noturna e com perda de equilíbrio na maioria dos casos na fase adulta. USHER TIPO III Provoca surdez neuro-sensorial congênita progressiva, isto é, nascem com uma boa audição ou com ligeira perda, que aos poucos vai aumentando. Apresentam também retinose pigmentar e cegueira noturna que aparece na infância, com perda de equilíbrio. USHER TIPO IV É um tipo mais raro , afeta apenas 10% da população acometida pela Síndrome de Usher. Bibliografia: • Swaricz, W. B.; Bonfim, R. O. do; Dias, S. M. S. Você sabe o que é Síndrome de USHER? Universidade Tuiuti do Paraná Centro de Reabilitação"Sydnei Antonio" – CRESA • ABREU, M, Chies MA, Abreu G. Síndrome de Usher: novos conceitos. Arq Inst Penido Burnier 1997;39:13-21. • FISHMAN, G. A .Kumar A, Joseph ME, Torok N Anderson RJ. Usher’s syndrome. Ophthalmic and neuro-otologic findings suggesting genetic heterogeneity. Arch Ophthalmol 1983;101:1367-74. • HECKENLIVELY R.P. Jr. Syndromes. Philadelphia: J B Linppincott; 1988. p.221-38. • CARR, R.E., Heckenlively RP Jr. Hereditary pigmentary degenerations of the retina In: Tasman W, Jaeger EA editors. Duane‘s clinical ophthalmology [monograph on CD-ROM]. 4th ed. Philadelphia: Linppincott; 1993. v.3, cap. 24. • FEDERMAN, J. L., Gouras P, Schubert H, Slusher MM, Vrabec TR. Hereditary and primary degenerations In: Retina and vitreous. St. Louis: Mosby; 1994. cap.8. p.8.11-8.16. • PIAZZA, L, Fishman G.A, Farber M, Derlack D, Anderson RJ. Visual acuity loss in patients with Usher’s syndrome. Arch Ophthalmol 1986;104:1336-9. __________________________ 35 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 36. Síndrome de Williams Embora comecem a falar tarde, por volta dos 18 meses, demonstram facilidade para aprender rimas e canções, demonstrando muita sensibilidade musical e concomitantemente boa memória auditiva. Seu desenvolvimento motor é mais lento. Demoram a andar, e tem grande dificuldade em executar tarefas que necessitem de coordenação motora tais como: cortar papel, desenhar, andar de bicicleta, amarrar o sapato etc.. O que é? A Síndrome de Williams também conhecida como síndrome Williams-Beuren é uma desordem genética que, talvez, por ser rara, freqüentemente não é diagnosticada. Sua transmissão não é genética. O nome desta síndrome vem do médico, Dr. J.C.P. Williams que a descreveu em 1961 na Nova Zelândia e pelo Dr. A. J. Beuren da Alemanha em 1962 . Acometendo ambos os sexos, na maioria dos casos infantis (primeiro ano de vida), as crianças têm dificuldade de se alimentar, ficam irritadas facilmente e choram muito. A síndrome de Williams é uma doença caracterizada por "face de gnomo ou fadinha”, nariz pequeno e empinado, cabelos encaracolados, lábios cheios, dentes pequenos e sorriso freqüente. Estas crianças normalmente têm problemas de coordenação e equilíbrio, apresentando um atraso psicomotor. Seu comportamento é sociável e comunicativo embora utilizem expressões faciais, contatos visuais e gestos em sua comunicação. Tratamento e Prevenção das Complicações É muito importante identificar portadores desta síndrome logo na primeira infância, pois, tem influência em diversas partes do desenvolvimento cognitivo, comportamental e motor. As medidas preventivas devem-se iniciar logo após o diagnóstico com um estudo minucioso para descarte de anomalias do coração e rins. É necessário monitorar __________________________ 36 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 37. freqüentemente a hipertensão arterial, incluindo a avaliação da tensão arterial nos quatro membros. A otite crônica exige avaliações auditivas freqüentes e quando necessário o envio para uma consulta de otorrinolaringologia. O tratamento de problemas dentários necessita da profilaxia da endocardite. Face às infecções urinárias freqüentes torna-se necessário avaliar a função renal periodicamente e realizar um estudo minucioso na infância e na adolescência. Na adolescência, para além de se manter a vigilância dos sistemas já descritos, deve-se pesquisar a presença de escoliose e contratura das articulações. Os problemas alimentares observados nos mais novos são ultrapassados, sendo a obesidade encontrada em 29% dos adultos. O comportamento e aproveitamento escolar, quando problemáticos carecem de medidas de apoio. A ansiedade pode estar associada à úlcera péptica e a litíase biliar é um diagnóstico possível em doentes com dores abdominais. Personalidade e comportamento Nas crianças portadoras desta síndrome é grande a sociabilidade, entusiasmo, grande sensibilidade, tem uma memória fantástica para pessoas, nomes e local; ansiedade medo de alturas, preocupação excessiva com determinados assuntos ou objetos, distúrbios do sono, controle do esfíncter É normal crianças com esta síndrome serem amigas de adultos e procurarem a companhia deles ao mesmo tempo tem dificuldade em fazer amizades outras crianças da sua idade. Muitas crianças com esta síndrome demonstram medo ao escutarem ruídos de bater palmas, liquidificador, avião, etc., por serem hipersensíveis ao som. Referências Bibliográficas: MACHADO, M. T., et al. Achados Neuro-Urológicos da Síndrome de Williams: Relato de Caso. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 1998, 56 (3-b): 683-687. EWART A.K.; et al: A human vascular disorder, supravalvular aortic stenosis, maps to chromosome 7. Porc Natl Acad Sci USA 90:3226-30, 1993. FRANGISKAKIS J. M.; et al; Lim-kinase hemizigosity implicated in impaired visuospatial constructive cognition. Cell 86:59-69, 1996. DUTLY, F , Schnitzel, A: Unequal interchromosomal rearrangements may result in elastin gene deletions causing Williams Beuren syndrome. Hum Mol Genet 12:1893-98, 1993. ASHKAN LASHKARI, B.S., et al. Williams- Beuren Syndrome: An update and review for the primary Physician. Clinical Pediatrics, 1999; 38: 189-208. __________________________ 37 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 38. ESCLEROSE TUBEROSA Doença rara e pouco conhecida de difícil diagnóstico. Em muitos casos de Esclerose Tuberosa os portadores são tardiamente diagnosticados e a falta de informação dificulta o tratamento de seus sintomas. A Esclerose Tuberosa, também conhecida como Síndrome de Bourneville- Pringle ou Epilóia, é uma desordem genética e, portanto, uma doença não contagiosa, causada por anomalias nos genes TSC1 ou TSC2, dos cromossomos 9 e 16, respectivamente. Inicialmente a Esclerose Tuberosa foi descrita no sistema nervoso central por Bourneville, em 1880. É uma doença degenerativa, causadora de tumores benignos, que pode afetar diversos órgãos, especialmente cérebro, coração, olhos, rins, pele e pulmões. As manifestações clínicas da doença podem variar dependendo do grau de acometimento dos órgãos afetados. Podendo surgir lesões na pele, nos ossos, dentes, rins, pulmões, olhos, coração e sistema nervoso central. As lesões dermatológicas se apresentam sob a forma de nódulos de cor vermelha ou cereja geralmente na região facial. As lesões retinianas afetam as camadas superficiais da retina e as lesões cerebrais podem ser tumores e calcificações na região dos ventrículos cerebrais. É uma doença rara, de tendência evolutiva que pode afetar ambos os sexos de todas as raças e grupos étnicos. Ao primeiro sinal de depressão, os pais devem acolher a criança e encaminhá-la a um profissional o mais rápido possível. Na maioria das vezes, o apoio da __________________________ 38 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 39. família e a psicoterapia são suficientes. Somente a partir dos 6 anos de idade, é necessário, em alguns casos, intervir com medicamentos. A depressão infantil desencadeia várias outras doenças tais como: anorexia, bulimia, etc. Quadro Clínico A Esclerose Tuberosa é caracterizada por Deficiência Mental, epilepsia e erupção facial tipo adenoma sebáceo. Devido a tais características a doença também foi chamada de epilóia. epil = epilepsia oi = oligofrenia ==> Epiloia a = adenoma Os sintomas da Esclerose Tuberosa são o aparecimento de neoplasias benignas em um ou mais órgãos, sendo o sistema nervoso central e retina, pele, coração e rins os mais comuns de serem afetados. Tumores cerebrais no Sistema Nervoso Central também podem ocorrer em casos confirmados da doença, aparecendo até aos 20 anos de idade do paciente. Esclerose Tuberosa aparece no sistema nervoso central através de tumores benignos e nódulos. As variações de sintomas entre pacientes são muitas, mas, os mais comuns são as crises epiléticas, incluindo também o Retardo Mental ou a hidrocefalia secundária. A Deficiência Mental pode estar ausente em cerca de 30% dos casos, mas as convulsões, de difícil controle, aparecem em cerca de 80%, começando antes dos 5 anos de idade. Os exames que se pode fazer para constatação e acompanhamentos da Esclerose Tuberosos são os exames genéticos de Cariótipo, a Tomografia Craniana Computadorizada, Ressonância Magnética Nuclear e Craniografia Tratamento: Ainda não há cura para essa síndrome, apenas tratamento para seus sintomas, mas há muito a ser feito para melhorar a qualidade de vida do portador. O tratamento é sintomático, isto é, procura-se sanar os sintomas que se __________________________ 39 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 40. manifestam, e normalmente é acompanhado da aplicação de anticonvulsivantes no intuito de se controlar as crises convulsivas presentes na maioria dos casos. Além das medicações convencionais, diversas formas de terapias já mostraram resultados positivos, como o shiatsu, o reiki e as freqüências de brilho que trazem benefícios que variam de quadro para quadro, mas podem ser sensíveis em alguns casos. Terapias como a Homeopatia, a Fisioterapia e a Terapia Ocupacional têm sido um ganho enorme junto aos pacientes portadores da doença. Bibliografia: BALLONE G.J. - Esclerose Tuberosa - in. PsiqWeb, Internet, disponível em http://sites.uol.com.br/gballone/infantil/dm2.html acessado em 13 de outubro de 2005. KATO, M.; WICHERT-ANA, L.; GARZON, E.; TERRA, V.C.; VELASCO, T.R.; FERNANDES, R.M.F.; IASIGI, N.; SANTOS, A.C.; MACHADO, H.R.; SAKAMOTO, A.C. - Esclerose Tuberosa: Sensibilidade do Spect Ictal na Avaliação do Foco Epileptogênico in XIX Brazilian Congress of Nuclear Medicine Serviço de Medicina Nuclear, Departamento do Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica & Centro de Cirurgia de Epilepsia & CIREP Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina, de Ribeirão Preto – USP __________________________ 40 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 41. Deficiência Auditiva Deficiência auditiva é considerada como a diferença existente entre a desempenho do indivíduo e a habilidade normal para a detecção sonora de acordo com padrões estabelecidos pela American National Standards Institute (ANSI - 1989). Considera-se, em geral, que a audição normal corresponde à habilidade para detecção de sons até 20 dB N.A (decibéis, nível de audição). A audição desempenha um papel principal e decisivo no desenvolvimento e na manutenção da comunicação por meio da linguagem falada, além de funcionar como um mecanismo de defesa e alerta contra o perigo que funciona 24 horas por dia, pois nossos ouvidos não descansam nem quando dormimos. Tipos de Deficiência Auditiva: 1. Condutiva : Quando ocorre qualquer interferência na transmissão do som desde o conduto auditivo externo até a orelha interna. A grande maioria das deficiências auditivas condutivas pode ser corrigida através de tratamento clínico ou cirúrgico. Esta deficiência pode ter várias causa, entre elas pode-se citar: C orpos estranhos no conduto auditivo externo, tampões de cera , otite externa e média, mal formação congênita do conduto auditivo, inflamação da membrana timpânica, perfuração do tímpano, obstrução da tuba auditiva, etc. 2. Sensório-Neural : Quando há uma impossibilidade de recepção do som por lesão das células ciliadas da orelha interna ou do nervo auditivo. Este tipo de deficiência auditiva é irreversível. A deficiência auditiva sensório-neural pode ser de origem hereditária como problemas da mãe no pré-natal tais como a rubéola, sífilis, herpes, toxoplasmose, alcoolismo, toxemia, diabetes etc. Também podem ser __________________________ 41 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)
  • 42. causadas por traumas físicos, prematuridade, baixo peso ao nascimento, trauma de parto, meningite, encefalite, caxumba, sarampo etc. 3. Mista : Quando há uma alteração na condução do som até o órgão terminal sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou do nervo auditivo. O audiograma mostra geralmente limiares de condução óssea abaixo dos níveis normais, embora com comprometimento menos intenso do que nos limiares de condução aérea. 4. Central ou Surdez Central : Este tipo de deficiência auditiva não é, necessariamente, acompanhado de diminuição da sensitividade auditiva, mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na compreensão das informações sonoras. Decorre de alterações nos mecanismos de processamento da informação sonora no tronco cerebral (Sistema Nervoso Central). Em 1966 Davis e Silverman, os níveis de limiares utilizados para caracterizar os graus de severidade da deficiência auditiva são: • Audição Normal – Limiares entre 0 a 24 dB nível de audição. • Deficiência Auditiva Leve – Limiares entre 25 a 40 dB nível de audição. • Deficiência Auditiva Moderna – Limiares entre 41 e 70 dB nível de audição. • Deficiência Auditiva Severa – Limiares entre 71 e 90 dB nível de audição. • Deficiência Auditiva Profunda – Limiares acima de 90 dB. Entre os muitos instrumentos usados para comunicação não oral, figura a linguagem dos sinais, criada por um monge beneditino francês, morador de um mosteiro onde imperava a lei do silêncio. Adotada há mais de cem anos, no Brasil é chamada de Libras. Segundo a Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos – Feneis, um indivíduo que já tenha nascido com deficiência auditiva pode levar um ano para aprender a linguagem. Já alguém que ouve bem ou que perdeu a capacidade auditiva depois de adulto, pode levar um pouco mais de tempo para aprender, por ter se habituado à linguagem oral. Bibliografia: BESS, F. H. E HUMES, L. E.; 1995 Audiology: The Fundamentals. Baltimore Williams & Wilkins Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Coordenadoria de Estudos a Normas Pedagógicas, O Que Você Sabe Sobre Deficiência Auditiva; Guia de Orientação aos Pais, São Paulo, SE/ CENP, 1985. MONDELLI, M. F. C. G. , BEVILACQU, M. C.; Estudo da deficiência auditiva das crianças do HRAC-USP, Bauru-SP: subsídios para uma política de intervenção. Sinopse de Pediatria; V.8, N.3 Ed. Moreira Jr; Outubro de 2002 __________________________ 42 Prof. Wesley Lima de Oliveira – Bacharel em Enfermagem (UNIMONTES – 2000); Especialista em Saúde da Família; Educação em Saúde; Gestão Clínica da Atenção Primária à Saúde (UNIMONTES 2003; 2005; 2009); Especializando em Enfermagem do Trabalho (UCAMPROMINAS – 2012)