Pr Wéllington Nunes de Trindade
Manual de Estudos para Preparação de Discípulos
AgBook
São Paulo/SP
2016
Trindade, W.N.
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Este livro pode ser adquirido diretamente com o autor ou pela da internet através do
site:
www.agbook.com...
Manual de Estudos para Preparação de Discípulos
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© Trindade, W. N.
Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida sem a de...
Trindade, W.N.
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Wéllington Nunes de Trindade
Pastor, Engenheiro de Produção, Tecnólogo Mecânico – Soldagem
Graduado em Li...
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Apresentação
Este manual tem o objetivo de proporcionar aos leitores e e...
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Manual de Estudos para Preparação de Discípulos
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Sumário
Preparação para o Batismo
1 – Quem é Jesus.........................
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Estudo 1
QUEM É JESUS
De fato, Jesus é o tema central da própria históri...
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1. No (Antigo) Testamento hebreu encontramos o livro do profeta
Isaías. Quatrocentos anos antes do nasci...
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b) (Jo 7.37) __________________________________________
c) (Jo 8.32) ___________________________________...
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ouvido a Palavra da Verdade e da vida eterna, acham que: "não
é bem por...
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15. Para entender a verdadeira importância da vida espiritual
precisamos ser iluminados por Deus. O que ...
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26. É possível passar da morte para a vida eterna? Como? (Jo
5.24).
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Estudo 2
O PECADO
“Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignida...
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perderam a comunhão e, intimamente, já estavam separados e
distantes dele (Gn 1.1-10).
2.2 – Sua Herança...
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O pecado está em todos os seres humanos e os afasta de
Deus (Rm 3.23); ...
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2.6 – Seu castigo
Já vimos que a pena do pecado é a morte, sob três
aspectos: um inevitável e dois passí...
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02 – Por que Deus expulsou os pecadores do Jardim do Éden?
Resp.:______...
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07 – Que se entende por morte eterna?
Resp.:______________________________________________
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Estudo 3
A SALVAÇÃO
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu se...
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Arrependimento é a profunda consciência do pecado, é a
tristeza pelos próprios pecados, é, pela graça de...
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tornam-se filhos de Deus. Em João capítulo 3, Jesus enfatiza
repetida e...
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Em João 5.24, temos a declaração muito clara de Jesus,
afirmando que todo aquele que houve a palavra de ...
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Resp.:______________________________________________
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7 – Como acontece a justificação?
Resp.:______________________________________________
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Estudo 4
A SANTIFICAÇÃO
“Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus,...
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4.2 – O Processo
A santificação, separação para Deus, principia na
regeneração, no novo nascimento, e du...
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Não há mais acusação contra os santos de Deus – os salvos
por Cristo Je...
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ensinada pelo apóstolo Paulo, é a de que, mesmo salvos, mesmo
ansiando a santificação, ainda pecamos. Jo...
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3 – Como se dá a santificação?
Resp.:__________________________________...
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8 – O crente peca?
Resp.:______________________________________________
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Estudo 5
Escrituras Sagradas – Palavra de Deus
“Porque: toda a carne é ...
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patriarcas e dos profetas. Nos primórdios da revelação, esta
passou através de gerações, por tradição or...
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Deus usou para se revelar. As falhas humanas aparecem em toda
a sua int...
Trindade, W.N.
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5.5 – Sua Penetração
Além de viva e eficaz, a Palavra de Deus é comparada à
espada de dois gumes, que pe...
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Em meio ao transitório e ao inseguro, encontramos a
segurança do que é ...
Trindade, W.N.
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5 – À luz da Palavra de Deus, como se dividem os seres humanos?
Resp.:__________________________________...
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Estudo 6
Oração
“Orai sem cessar. Em tudo daí graças; porque esta é a v...
Trindade, W.N.
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presença. Não exclui a oração em público; condena a oração feita
para exibição.
Não precisa ser longa ne...
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pedido, pois o Maligno somente pode tentar-nos ou assediar-nos
até onde...
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No Getsêmane, Jesus ao orar em muita angústia, soube
incluir na sua oração: “todavia não se faça a minha...
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carismática, pois, de acordo com a parábola do bom samaritano
(Lc 10.25...
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7 – A oração tem poder?
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Estudo 7
A Igreja
“... e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e ...
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igreja de Cristo. Os crentes professos, assim como Simão Pedro,
são “pedras vivas”, “edificado como casa...
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a decisão dos céus. Grande é, pois a missão e a responsabilidade
da igr...
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apóstolos cuidariam da oração e do ministério da palavra, ou
seriam absorvidos pelo cuidado das necessid...
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pastoral; afirma que foram constituídos “bispos” (v. 28) e que
devem “a...
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Cremos numa igreja livre, num Estado livre (Mt 12.15-
22). A história do cristianismo ensina que, sempre...
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atitude positiva para com os necessitados. Em Mateus 25, Jesus,
ao ilus...
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9 – Qual deve ser a atitude para com os necessitados?
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Estudo 8
O Batismo
“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, ...
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8.2 – Ministrando a Jesus
Durante o ministério de João Batista, entre os candidatos
ao batismo, surgiu o...
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Percebe-se a sua preferência por muita água, para a realização dos
bati...
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Completa ao ponto de o etíope, ao chegarem a um lugar onde
havia água, indagar se há impedimento de ser ...
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Pela leitura do capítulo 6 de Romanos, podemos afirmar
que, pelo batism...
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2 – Qual a condição que João Batista exigia para o batismo?
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7 – Qual a forma bíblica do batismo?
Resp.:____________________________...
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NOTA:
Nas igrejas batistas, quando uma pessoa é batizada, ela também é
aceita na membresia da igreja loc...
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Estudo 9
A Ceia do Senhor
“Porque todas as vezes que comerdes deste pão...
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aspergido no batente da porta, seria o sinal para que a última
praga, a da morte dos primogênitos, passa...
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novo testamento, o novo pacto, a nova aliança no sangue de Jesus
Cristo...
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de higiene, cálices individuais. Estes, para evitar a embriaguez,
podem conter suco de uva, em lugar do ...
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Questionário
1 – Quando e como foi instituída a Páscoa?
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Estudo 10
Mordomia
"Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viv...
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Já no primeiro capítulo da Bíblia lemos que o Senhor
Deus, ao completar a obra da criação, confiou ao ho...
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e a dissipar o que Deus lhe confiou para administrar, o Criador
pode vi...
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Em Mateus 25.14-30, fala-se da distribuição dos bens —
talentos — pelo proprietário a seus servos: um re...
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agradável a Deus", como "culto racional" ou inteligente. E para
não amo...
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Estudos para a Preparação de Discípulos

  1. 1. Pr Wéllington Nunes de Trindade Manual de Estudos para Preparação de Discípulos AgBook São Paulo/SP 2016
  2. 2. Trindade, W.N. 2 Este livro pode ser adquirido diretamente com o autor ou pela da internet através do site: www.agbook.com.br 00 00
  3. 3. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 3 © Trindade, W. N. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida sem a devida autorização do editor. Edição, diagramação e capa: o autor Para citação ou referência a este material utilize: TRINDADE, W. N. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos. 1ed. São Paulo: AgBook, 2016. 00 00
  4. 4. Trindade, W.N. 4 Wéllington Nunes de Trindade Pastor, Engenheiro de Produção, Tecnólogo Mecânico – Soldagem Graduado em Liderança pelo Instituto Haggai do Brasil Contatos: wellington.ministerio@outlook.com http://wellingtondetrindade.blogspot.com.br/ http://www.wellingtondetrindade.net/ 00 00
  5. 5. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 5 Apresentação Este manual tem o objetivo de proporcionar aos leitores e estudantes, através de dezesseis estudos bíblicos, uma base bíblica sólida, preparando alguns para o momento especial do batismo e gerando em outros o fortalecimento de seus alicerces espirituais. Esse material pode ser estudado em pequenos grupos ou classes de Escola Bíblica, mas também nos mais diversos lugares e ambientes onde o SENHOR permitir, no entanto, é importante que seja ministrado por um cristão mais experiente, afim de que quando surgirem dúvidas, as mesmas sejam devidamente esclarecidas. Na primeira parte estão estudos mais objetivos, acerca de aspectos doutrinários; na segunda parte chamada de Afirmando a Fé, os estudos se apresentam de forma mais subjetiva visando uma interação maior entre os participantes. Louvamos a DEUS pela vida daqueles que há tempos escrevem e continuam a escrever com o objetivo de edificar a vida de outros, nossa gratidão aos amados irmãos e irmãs que escreveram os livros e comentários utilizados em nossa pesquisa bibliográfica. Que o nosso DEUS e Pai, abençoe ricamente, de maneira sobrenatural a vida e a família de cada um dos nossos queridos leitores; que Ele ouça e responda de maneira positiva as orações de cada um; que Ele encontre em nós servos, que não tem de que se envergonhar, que manuseiam bem a palavra da verdade. Até o nosso próximo encontro, Pr Wéllington Nunes de Trindade Joinville, setembro de 2016
  6. 6. Trindade, W.N. 6 00 00
  7. 7. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 7 Sumário Preparação para o Batismo 1 – Quem é Jesus..................................................................................9 2 – O Pecado.......................................................................................21 3 – A Salvação....................................................................................27 4 – Santificação ..................................................................................33 5 – As Escritura Sagradas...................................................................39 6 – A Oração.......................................................................................45 7 – A Igreja.........................................................................................53 8 – O Batismo.....................................................................................63 9 – A Ceia do Senhor .........................................................................71 10 – Mordomia...................................................................................77 11 – A Trindade..................................................................................87 12 – Os Acontecimentos Finais..........................................................95 Afirmando a Fé 13 – O Discípulo e as Doutrinas Básicas..........................................105 14 – O Discípulo e a Evangelização.................................................113 15 – O Discípulo e o Relacionamento com Cristãos de Outras Denominações...............................................................127 16 – O Discípulo e a Batalha Espiritual ...........................................133 17 – O Discípulo e os seus Líderes ..................................................143 Apêndices Pacto das Igrejas Batistas .................................................................147 O Que é uma Igreja Batista ..............................................................149 Declaração Doutrinária da CBB.......................................................152 Referências Bibliográficas................................................................177
  8. 8. Trindade, W.N. 8
  9. 9. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 9 Estudo 1 QUEM É JESUS De fato, Jesus é o tema central da própria história da humanidade. Observe que o próprio calendário divide-se entre duas grandes épocas: Antes de Cristo (A.C) e Depois de Cristo (D.C). Mesmo entre alguns povos que ainda não aceitam Jesus como Deus, o calendário cristão é usado por normas internacionais e motivos político-econômicos. A demonstração mais evidente da importância de Jesus na história, é que toda pessoa, um dia, terá que responder ao convite de Cristo. Todos nós passamos pela experiência de - em dado momento da vida - termos que responder sim ou não à proposta de seguir a Jesus. Ninguém consegue escapar à responsabilidade desta decisão: aceitar ou rejeitar a fé em Jesus. Aos que respondem afirmativamente, Jesus os presenteia com a alegria da descoberta do caminho para casa. A paz e um sentimento de felicidade indescritível invadem o coração de todos aqueles que, disseram sim para um relacionamento espiritual e vivo com Deus. Este é o momento mais solene e importante na vida de qualquer um de nós. Quando a pessoa de Jesus vem residir no espírito humano, na forma do Espírito Santo. Neste preciso instante, deixamos de ser criaturas humanas e passamos a ser filhos de Deus. Selados eternamente com o Espírito de Cristo. Herdeiros do Reino de Deus e embaixadores do Senhor na Terra, com a missão de comunicarmos a mensagem salvadora de Jesus a todos os povos.
  10. 10. Trindade, W.N. 10 1. No (Antigo) Testamento hebreu encontramos o livro do profeta Isaías. Quatrocentos anos antes do nascimento de Jesus, Isaías profetizou a vinda do Messias - sua vida e morte. Analisando os capítulos 6 e 53 do livro de Isaías, que características atribuídas ao Messias correspondem a Jesus de Nazaré? ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 2. Por que o nome do filho de Maria e José de Nazaré teve que ser Jesus? (Mt 1.21-23) ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ Nota: O nome de Jesus vem da forma grega e latina do hebraico "Jeshua" (Josué), que significa "o Senhor é a Salvação". "Cristo" vem da palavra grega para "Mashiah" (Messias), que significa "ungido". Filho de Davi era um título messiânico muito popular naquela época. 3. Mais de setecentos anos depois de Isaías ter escrito sua profecia sobre o Messias, qual foi a conclusão do apóstolo João sobre a pessoa de Jesus de Nazaré? (João 20.30-31) ___________________________________________________ ___________________________________________________
  11. 11. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 11 ___________________________________________________ ___________________________________________________ 4. Qual foi o grande objetivo de Deus ao enviar Jesus Cristo ao mundo? (Gl 4.4,5). ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 5. Neste sentido, qual foi o evento mais importante da história da humanidade? (Jo 1.14). ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 6. Quem é Jesus segundo a Bíblia Sagrada? a) (Mt 11.27) ________________________________________ b) (Jo 1.9) ___________________________________________ c) (Jo 1.29) __________________________________________ d) (Jo 4.42) __________________________________________ e) (Jo 6.35) __________________________________________ f) (Jo 16.28) _________________________________________ g) (Jo 17.25) _________________________________________ 7. Qual é a mensagem de Jesus para nós, hoje? a) (Mt 11.28) ________________________________________
  12. 12. Trindade, W.N. 12 b) (Jo 7.37) __________________________________________ c) (Jo 8.32) __________________________________________ d) (Jo 8.46) __________________________________________ e) (Jo 14.1) __________________________________________ f) (Jo 14.6) __________________________________________ 8. Deus criou o homem e a mulher. Qual foi a maior demonstração do amor de Deus pela humanidade? (Jo 3.16). ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 9. Por que foi necessário que Jesus fosse crucificado? a) (Is 53.6) ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ b) (Rm 3.23) ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ c) (Rm 4.25) ___________________________________________________
  13. 13. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 13 ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ d) (Rm 6.23) ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ e) (Rm 8.34) ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ f) (1Pe 3.18) ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 10. Assim sendo, todas as pessoas - sem exceção - que não crêem em Jesus, como seu Salvador pessoal e Deus de suas vidas, estão condenadas a qual sentença? (Rm 6.23) ___________________________________________________ ___________________________________________________
  14. 14. Trindade, W.N. 14 ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 11. Eu sempre pensei que fosse filho de Deus. O que devo fazer para ter certeza de que fui aceito por Deus como um verdadeiro filho e passar a usufruir um relacionamento familiar com o Pai? (Jo1.12) ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 12. Mas, o que devo fazer para "receber" Cristo em meu coração? a) (At 16.31) ___________________________________________________ ___________________________________________________ b) (At 20.21) ___________________________________________________ ___________________________________________________ 13. Leia agora João 3.16-19, pense bem e responda: a) Qual é o grande benefício, recebido pela pessoa que crê sinceramente em Jesus? ___________________________________________________ ___________________________________________________ b) Por outro lado, o que acontece com aquelas pessoas que tendo
  15. 15. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 15 ouvido a Palavra da Verdade e da vida eterna, acham que: "não é bem por aí, todos os caminhos levam a Deus, de uma forma ou outra..." e rejeitam um compromisso sério de fé em Jesus? ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 14. Diante de tudo o que você estudou até aqui, qual das frases abaixo mais se aproxima do seu entendimento em relação a salvação em Cristo? a) Entendo que Jesus é o Salvador de minha alma, mas tenho dificuldade de aceitar que preciso mudar de religião. b) Tenho plena certeza de que minha vida está nas mãos de Deus. Estou salvo por Jesus. Vou herdar a vida eterna. Tenho meus pecados perdoados pelo sangue de Cristo e minha religião é aquela que procura vivenciar os ensinamentos de Jesus Cristo. c) Falando bem francamente, ainda não estou totalmente convencido de que preciso ser salvo da morte eterna ou do inferno. Sou uma pessoa íntegra, não mato, nem roubo... Por qual motivo Deus não me daria um lugar no Céu? d) Creio que o escritor Carlos Drummond de Andrade estava certo quando disse: "Sinto muito, mas Deus não existe". Como explicar tanta injustiça na Terra? e) Acho que o ser humano tem que elevar seu espírito e neste sentido o Cristianismo é uma religião que me faz bem. Não sou fanático. Creio que não podemos criticar nenhuma religião, pois todas levam a Deus.
  16. 16. Trindade, W.N. 16 15. Para entender a verdadeira importância da vida espiritual precisamos ser iluminados por Deus. O que acontece quando permitimos que Jesus fale conosco através da Bíblia? (Jo 8.12) ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 16. Onde está o portal que separa a morte da vida, a destruição da salvação eterna? (Jo 10.9) ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 17. Após ler 1Co 6.9-10, chegamos a conclusão de que algumas pessoas não poderão herdar o Reino de Deus. Quem são estas pessoas? ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 18. Todavia, no versículo 11, algo pode acontecer. Essas pessoas podem mudar o curso de suas vidas, podem encontrar a salvação. Como? ___________________________________________________ ___________________________________________________
  17. 17. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 17 ___________________________________________________ ___________________________________________________ 19. Francamente, você acha que Jesus pode realizar esse mesmo milagre, convertendo pessoas, ainda hoje? Como? ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 20. Vamos agora analisar o texto bíblico de Romanos 3.10-12. Quais das alternativas abaixo lhe parecem verdadeira (V) e quais falsas (F). a) O ser humano busca fazer a vontade de Deus. _____ b) Ter uma religião é o suficiente. _____ c) Ser crente é ser fanático doente e desinformado. _____ d) Ser bom é o que importa para chegar ao Céu. _____ e) Nem todas as pessoas são pecadoras. _____ f) A maioria não busca a Deus, mas alguns sim. _____ g) Todos nós pecamos e nos afastamos de Deus. _____ 21. De maneira geral, a humanidade está separada de Deus. O homem está espiritualmente morto e condenado à morte eterna (veja Ef 2.1), qual é a solução de Deus para esse grave problema? (veja Ef 2.13). ___________________________________________________ ___________________________________________________
  18. 18. Trindade, W.N. 18 ___________________________________________________ ___________________________________________________ 22. Por outro lado, qual é a situação da pessoa que convidou Cristo, o Espírito Santo, para vir habitar em seu coração e dirigir sua vida? (Rm 5.1 e 8.1). ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 23. Leia a carta de Paulo aos Filipenses (Fp 2.5-11), e aliste cinco fatos sobre Jesus de Nazaré: a. _________________________________________________ b. _________________________________________________ c. _________________________________________________ d. _________________________________________________ e. _________________________________________________ 24. Todas as pessoas são filhos de Deus? (Jo 1.11-12) ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 25. Todos os nossos pecados podem ser perdoados? Como? (1Jo 1.9). ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  19. 19. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 19 26. É possível passar da morte para a vida eterna? Como? (Jo 5.24). ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 27. É possível restabelecer a paz com Deus? (Rm 5.1). ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 28. Mas, e os meus pecados passados? Como pagá-los e ficar perdoado? (Rm 8.1). ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 29. Quais as promessas de Deus para aqueles que crêem em Jesus? Cite algumas. (Jo 10.27-28). ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 30. Faça um pequeno comentário sobre o que você achou desse curso bíblico. Como você estava se sentindo espiritualmente quando começou e como está hoje? O que pretende fazer, agora que sabe Quem é Jesus?
  20. 20. Trindade, W.N. 20 ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  21. 21. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 21 Estudo 2 O PECADO “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias” (Sl 51.1) Introdução Este assunto tem sido motivo de muita indiferença e ignorância. Satanás tem feito o máximo para que as pessoas não o levem a sério. Exatamente porque é o mal principal da humanidade, atingindo todos os seres humanos, e a causa de todos os demais males e do sofrimento. Por causa do pecado, as pessoas vivem longe de Deus, não encontram a paz interior e ao morrerem partem para um destino de sofrimento eterno, sem possibilidade de retorno. As pessoas consideram pecado apenas um ato publicamente condenável, como matar, violentar, oprimir e desconhecem a causa, o seu verdadeiro significado. Vejamos o ensino da Sua Palavra. 2.1 – O seu aparecimento A Palavra de Deus ensina que, a princípio, não havia pecado e que o ser humano vivia em comunhão com Deus (Gn 1.27-31). Deus colocou o primeiro casal como o ponto alto da sua criação, para administra-la e dela obter o seu sustento, alegrando- se com o que Deus fizera. Satanás, não se conformou com tanta pás e felicidade. Tentou os seres humanos para a desobediência a Deus e eles cederam à tentação. Desobedecendo a Deus,
  22. 22. Trindade, W.N. 22 perderam a comunhão e, intimamente, já estavam separados e distantes dele (Gn 1.1-10). 2.2 – Sua Herança Da mesma formo como herdamos características de nossos pais e avós, infelizmente ao nascermos, já recebemos, como herança de nossos pais e avós, o pecado, o mal da raça humana, que transmite de uma geração para outra e que nós legamos, desgraçadamente, aos nossos filhos e netos (Rm 5.12). É uma doença hereditária. Somos pecadores por natureza e inclinados para o mal. 2.3 – Sua manifestação e extensão Qual epidemia hereditária e contagiosa, o pecado expandiu-se rapidamente, alcançando todas as criaturas. As crianças, ainda pequenas, sem que alguém tenha-lhes ensinado, já demonstram tendências para os mal e atitudes más. Resultando o pecado de uma atitude de desobediência e rebeldia diante de Deus, separa as suas criaturas dele, assim como aconteceu no Jardim do Éden (Is 59.1-9). E para deturpar cada vez mais a imagem e semelhança de Deus, à qual o homem foi criado, Satanás nos leva aos atos pecaminosos mais terríveis, tais, como: depravação moral, violência, falsidade, maledicência, inveja, blasfêmia, etc. (Rm 1.18-32). O ser humano vai de mal a pior e fica cada vez mais longe de Deus. 2.4 – Suas Consequências
  23. 23. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 23 O pecado está em todos os seres humanos e os afasta de Deus (Rm 3.23); pelo pecado veio a morte (separação) que passou para todos os seres humanos (Rm 5.12); a sua recompensa, o seu resultado pa todos, é a morte eterna (Rm 6.23). Podemos dizer que a morte existe sob três aspectos: morte física – separa o espírito do corpo; morte espiritual – separa o ser humano de Deus, já aqui na terra; morte eterna – aqueles que morrem separados de Deus assim permanecem na eternidade. O primeiro aspecto é inevitável, o segundo é passível de ser mudado e o terceiro é irreversível. Todo o pecado é uma afronta a Deus e à sua vontade e atinge também o próximo (1Co 8.12). 2.5 – Seu Reconhecimento Mesmo assim, pessoas há que dizem não ser pecadoras. Em 1João 1.8-10, temos a declaração de que tais pessoas estão enganadas e de que nelas não há verdade. São mentirosas e, afirmando não ser verdade o que a Palavra de Deus declara, fazem Deus mentiroso! Ao pecador que não reconhece o seu pecado nem o próprio Deus pode ajudar, pois qual o doente que não reconhecendo estar enfermo estar enfermo não procura o médico e não tomo a meditação (Lc 5.31,32). Mas ao pecador reconhecido, ao doente desejoso de curado de sua enfermidade espiritual, Deus concede a graça de, na sua fidelidade e justiça, perdoar os pecados e purificá-lo de toda injustiça. O pecador somente pode ser perdoado quando aceita a declaração da Palavra de Deus de que precisa da cura espiritual e confessa os seus pecados a Deus.
  24. 24. Trindade, W.N. 24 2.6 – Seu castigo Já vimos que a pena do pecado é a morte, sob três aspectos: um inevitável e dois passíveis de mudança. E a tristeza da morte, nos três aspectos, está na separação. O Senhor Jesus, ao morrer na cruz, exclamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). A Palavra de Deus declara que: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ez 18.20). João Batista disse a respeito de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Se Jesus veio ao mundo sofrer o castigo do nosso pecado e se o castigo do pecado é a separação de Deus, as suas palavras na cruz têm um significado real e muito profundo. Na cruz, Ele carregou em seu corpo os nossos pecados (1Pe 2.24). Sofreu o castigo do pecado – a morte – a separação para poder livrar-nos do mesmo. Conclusão Cada ser humano, cada criatura de Deus, pode e deve meditar, à luz da Palavra de Deus, na sua condição natural e hereditária de pecador e pensar nas tristes conseqüências. Pode e deve ir a Deus, por meio de Cristo Jesus, e pedir que o castigo sofrido por Cristo na cruz o liberte do pecado confessado a Deus. Questionário 01 – Em que consistiu o pecado primeiro casal? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  25. 25. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 25 02 – Por que Deus expulsou os pecadores do Jardim do Éden? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 03 – Como é que o pecado chega a cada um de nós? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 04 – Qual a extensão do pecado e como se manifesta? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 05 – O pecado é apenas um ato mau? Por quê? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 06 – Qual é a recompensa do pecado? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  26. 26. Trindade, W.N. 26 07 – Que se entende por morte eterna? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 08 – Que declara a Palavra de Deus a respeito dos que não se reconhecerem pecadores? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ _________________________________ 09 – Quem sofreu o castigo do pecado? Como? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ “O pecado é o vírus da doença que leva a morte eterna todo aquele que não busca a sua cura enquanto é tempo.”
  27. 27. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 27 Estudo 3 A SALVAÇÃO “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16) Introdução Tendo Cristo Jesus sofrido na cruz do Calvário o castigo do pecado, pode agora dar a salvação ao pecador. 3.1 – Mediante a graça de Deus A Palavra de Deus declara que somos salvos pela graça (Ef. 2.8,9). Não se pode comprar o que é dado graciosamente. Tentar comprar a salvação é ofender a Deus, pois o preço mais alto já foi pago: a encarnação, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, como expiação do pecado. È uma dádiva de Deus. Não se compra: ou se aceita ou se rejeita, pois já está paga. Ninguém pode alcança-la praticando boas obras. As boas obras devem ser o resultado de uma pessoa salva. As boas obras não podem produzir a salvação, pois então seria merecimento humano e tornaria desnecessário o mérito de Cristo Jesus. A salvação é que produz as boas obras (Ef 2.10). 3.2 – Mediante o arrependimento Jesus, ao iniciar a sua tarefa na terra, declarou que o tempo estava cumprido, o reino de Deus havia chegado e ordenou: “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1.15).
  28. 28. Trindade, W.N. 28 Arrependimento é a profunda consciência do pecado, é a tristeza pelos próprios pecados, é, pela graça de Deus, dar as costas ao pecado e começar a caminhar na direção de Deus. Há um aspecto constante de arrependimento na vida do crente. Mesmo já estando salvo, no processo da santificação, precisa renovar a sua mente (Rm 12.1,2). O arrependimento é mudança de mente. Neste sentido, o crente já salvo tem o caminho da vida cristã toda, para continuar a mudar a sua mente. 3.3 – Mediante a fé Fé na graça de Deus; na morte vicária de Jesus Cristo; na capacidade de Deus aceitar o pecador arrependido e de perdoá-lo. Em Hebreus 11.1,2, lemos que a fé é qual “firme fundamento” das coisas esperadas de Deus e qual “prova das coisas espirituais que não podem ser provadas em laboratório”. Fé é a união íntima e espiritual da criatura humana com Deus. Fé é a muito mais do que mera emoção. As emoções são passageiras e enganosas, sujeitas a contingências de estado de espírito e a manipulações. A fé salvadora ocorre na ocasião da conversão; a fé que faz crescer na comunhão com Deus é constante. A de hoje conduz à de amanhã – “de fé em fé”. 3.4 – Mediante a regeneração Muitas pessoas enganam-se ao pensar que, afinal de contas, todos somos filhos de Deus. Em João 1.12,13, lemos que somente aqueles que recebem a Cristo e crêem no seu nome são feitos de filhos de Deus. É uma nova geração – a regeneração. Antes não eram filhos de Deus; eram criaturas de Deus. Agora,
  29. 29. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 29 tornam-se filhos de Deus. Em João capítulo 3, Jesus enfatiza repetida e profundamente a verdade de que “necessário vos é nascer de novo”. A pessoa não regenerada é nascida apenas naturalmente, portadora do pecado e está condenada à perdição eterna. A pessoa regenerada é “nascida de novo”, espiritualmente. A regeneração é um ato de Deus, mediante o sacrifício de Cristo e mediante o arrependimento e a fé. Para tanto, é o Espírito Santo de Deus quem convence o pecador e o induz à experiência da regeneração (Jo 16.7-11). O Espírito Santo é o representante de Cristo Jesus, que aponta na sua direção e a ele conduz o pecador. 3.5 – Mediante a justificação Ocorre no processo da salvação (Rm 3.23,24; 5.1). Não temos justiça própria, pois por natureza somos injustos, pecadores condenados (Is 64. 6,7). Os nossos pecados, as nossas injustiças, caíram sobre Cristo Jesus (Is 53.4-6). Ele sofreu o castigo da nossa injustiça. Sendo justo, não precisava pagar injustiça própria. E a justiça de Cristo agora é transferida a nós (Rm 5.18,19). Mediante o sacrifício de Jesus Cristo, Deus pode declarar justificado ao homem injusto, sem que ele – Deus – se torne injusto. O crente justificado é revestido, é portador da justiça de Cristo (2Co 5.21). 3.6 – Certeza da Salvação Podemos ter a certeza da nossa salvação? Não apenas supor, sentir, esperar, mas ter a certeza, de fato.
  30. 30. Trindade, W.N. 30 Em João 5.24, temos a declaração muito clara de Jesus, afirmando que todo aquele que houve a palavra de Jesus e crê naquele que o enviou tem a vida eterna, não entrará em juízo, mas já passou da morte para a vida. É, mais uma vez, questão de crer no que afirma a Palavra de Deus. Em 1João 5.9-13, está reafirmada a certeza da salvação, pelo testemunho do próprio Deus. Tais palavras foram escritas aos que crêem no nome do Filho de Deus, para que saibam que têm a vida eterna. E o testemunho de Deus é maior do que o testemunho dos homens. A certeza da salvação é testemunhada pelo próprio Deus! Conclusão Somos salvos pela graça de Deus, mediante o arrependimento e a fé em Cristo Jesus. Somos regenerados e tornamo-nos filhos de Deus. A justiça de Cristo passa a cada pecador crente e salvo. Não há palavra ou insinuação que possa invalidar o testemunho de Deus sobre a certeza da salvação, a partir da nossa conversão. Questionário 1 – Pode alguém comprar ou merecer a sua salvação? Por quê? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 2 – Que é arrependimento?
  31. 31. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 31 Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 3 – Que é crer – ter fé? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 4 – Por natureza, as pessoas são filhos de Deus? Por quê? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 5 – Como é que uma pessoa nasce de novo? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 6 – Quem foi único justo aqui na terra? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  32. 32. Trindade, W.N. 32 7 – Como acontece a justificação? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 8 – Quando é que a pessoa entra na posse da salvação? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 9 – Como podemos ter a certeza da salvação? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 10 – Você já está salvo? Por quê? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ “Ser salvo é tomar posse, pela fé, das promessas de Deus e passar a caminhar com ele, na direção do céu.”
  33. 33. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 33 Estudo 4 A SANTIFICAÇÃO “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a DEUS, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa perfeita e agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1,2) Introdução Vimos que o arrependimento é mudança de mente, de atitude. É um passo decisivo na salvação. Mas esta também tem um aspecto progressivo, de transformação constante, para experimentar, cada vez mais, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. É a renovação da mente do salvo, para torná-la cada vez mais chegada à vontade de Deus. 4.1 – Conceito A idéia de santo, na Palavra de Deus, inclui dois aspectos: o de retidão e o de separação. O conceito de retidão está implícito na pessoa do próprio DEUS (Is 6.1-13; Tg 1.17,18). Deus é reconhecido e proclamado santo, com muita reverência e humildade, e nele não há sequer sombra de variação. O conceito de separação acentua o contraste entre anátema, separado para a destruição, e santo, separado para DEUS (Dt 7.1-6; Js 7.7-12). Ser santo é ser separado para Deus. Ao ser salvo, o crente foi separado para ser de DEUS, para ser santo para o Senhor, sua propriedade exclusiva.
  34. 34. Trindade, W.N. 34 4.2 – O Processo A santificação, separação para Deus, principia na regeneração, no novo nascimento, e dura a vida toda do crente aqui na terra, pela ação do Espírito Santo, que habita no salvo, e pela vontade do regenerado (Fp 2.12,13; 2Co 3.18-7.1; Hb 12.14). É qual a memória de um computador, cujos dados vão sendo alterados pelo Espírito Santo e passam a oferecer respostas diferentes, cada vez mais de acordo com a vontade de Deus (Fp 3.7-14). As coisas que anteriormente eram imprescindíveis perdem o seu valor, no esforço de buscar a perfeição de Cristo. Podem acontecer altos e baixos, porém será um processo ascendente. 4.3 – A luta Na vida do salvo acontece uma luta constante: a velha natureza, resquício do pecado, luta contra a nova natureza, resultante da salvação. Satanás lança as suas armas para tentar nos afastar da verdade, mas Deus sempre vem em nosso socorro (Ef. 6.10-13; Rm 8.31). 4.4 – A Vitória Aquele que é de Cristo tem o seu espírito, o Espírito Santo. É nele que o salvo vive. O Espírito habita no crente e “ajuda na fraqueza” e “intercede com gemidos inexprimíveis” (tão profundo que não podem ser expressos em palavras). Ele intercede pelos santos para que obtenham a vitória na luta pela santificação (Rm 8.26,27).
  35. 35. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 35 Não há mais acusação contra os santos de Deus – os salvos por Cristo Jesus. Foram justificados por Deus. Ninguém, nem coisa alguma, os pode “separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8.31-39). 4.5 – O Fruto do Espírito O crente no processo de sua santificação passa a dar frutos, frutos dignos de arrependimento, os frutos do Espírito (Gl 5.19-25). O que acontece com o fruto de uma árvore pode acontecer na santificação: podem ocorrer, no mesmo fruto, alguns gomos maduros e deliciosos e outros ainda azedos e não amadurecidos. São compartimentos da vida cristã, ainda não totalmente dominados pelo Espírito Santo. É qual residência alugada, cujo dono ainda mantenha animal selvagem de estimação em algum dos cômodos da casa. A santificação é o processo pelo qual o fruto vai se tornando igualmente amadurecido, em todos os seus gomos. O Espírito Santo vai dominando todos os compartimentos da vida cristã. 4.6 – Não viver pecando Na sua primeira carta, o apóstolo João escreve a crentes, pois os chama de “meus filhinhos” e afirma que os seus “pecados são perdoados por amor do seu nome” (1Jo 2.1-12). Mas também afirma que está escrevendo aos filhinhos “para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos, mas também pelos de todo mundo” (1Jo 2.1,2). A triste verdade, como já
  36. 36. Trindade, W.N. 36 ensinada pelo apóstolo Paulo, é a de que, mesmo salvos, mesmo ansiando a santificação, ainda pecamos. João encoraja-nos a não pecarmos. Mas admite que tal pode acontecer. Ao examinarmos o texto com atenção, podemos traduzi-lo assim: “...para que não vivais no pecado; mas se alguém pecar ocasionalmente...”. Esta é a diferença: o crente, ainda que possa pecar, não tem prazer em pecar e não deseja viver no pecado. Pela ação do Espírito Santo e pela propiciação de Jesus Cristo, foge de uma vida de pecado. Conclusão Em Romanos 12.1,2, o apóstolo Paulo roga, suplica, pela compaixão de Deus, que o cristão não siga os padrões do mundo, não se amolde a eles, mas vá se transformando constantemente, pela renovação da sua mente, para que experimente a sublimidade da vontade de Deus. Questionário 1 – Como se chama o aspecto progressivo da salvação? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 2 – Qual o conceito bíblico de santo? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  37. 37. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 37 3 – Como se dá a santificação? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 4 – Descreva a luta íntima do cristão. Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 5 – Como alcançar a vitória na santificação? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 6 – Qual a ação do Espírito Santo na santificação? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 7 – Que se entende por “fruto do Espírito”? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  38. 38. Trindade, W.N. 38 8 – O crente peca? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 9 – Qual a diferença entre pecar e viver pecando? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ “Salvo por Cristo Jesus, busco a atuação do Espírito Santo, que habita em mim, para ser cada dia mais parecido com Cristo e estar mais próximo de Deus”.
  39. 39. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 39 Estudo 5 Escrituras Sagradas – Palavra de Deus “Porque: toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; mas a palavra do Senhor permanece para sempre” (1Pe 1.24,25) Introdução Na salvação e no processo de santificação, a Palavra de Deus é agente por excelência, pois tudo quanto Deus quer que o ser humano conheça da sua revelação está registrado na Bíblia. Nem mais, nem menos. Ao estudar a Bíblia, toma-se conhecimento da revelação de Deus, pela própria Palavra de Deus. O salvo, para conhecer a vontade de Deus, necessita ler, estudar e amar as Escrituras Sagradas. Quanto mais conhecer, tanto mais segura há de se sentir na vida cristã. E quando houver conflito com palavras humanas e emoções, o que deve prevalecer, sempre, é a Palavra de Deus, pois através dela, Deus se revela a nós, em linguagem humana. 5.1 – É Inspirada Em 2Pedro 1.20,21, lemos que a profecia de Deus “nunca foi produzida por vontade de homens”. É uma declaração muito importante. Não há profecia humana confiável. “Mas os homens santos da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo”. Através de milhares de anos, Deus foi se revelando às suas criaturas, que dele haviam de afastado, através dos grandes homens do Antigo Testamento, tais como Noé e Moisés, dos
  40. 40. Trindade, W.N. 40 patriarcas e dos profetas. Nos primórdios da revelação, esta passou através de gerações, por tradição oral. É o caso da narrativa da criação e do dilúvio. Com a invenção da escrita, a revelação de Deus foi sendo registrada, culminando na pessoa e nos ensinos de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que é o centro da revelação de Deus (Hb 1.1-4). Podemos afirmar que Deus inspirou homens fiéis a que escrevessem a sua revelação. Assim surgiram as Escrituras Sagradas. Deus não anulou a personalidade dos escritores, mas lhes imprimiu a inspiração divina. É o caso do apóstolo Pedro, um discípulo pescador, o qual, ao escrever a sua carta, fala da destruição do mundo pelo fogo (2Pe 3.5-7). Séculos atrás, tal afirmação poderia ter parecido absurda. Hoje, com a desintegração do átomo, é perfeitamente viável. Somente a inspiração de Deus poderia produzir tal declaração nos escritos de Pedro. Isto acontece com todos os escritores da Bíblia. 5.2 – É Verdadeira Sem medo de errar, podemos confiar na veracidade e na finalidade da Bíblia. Alguém já afirmou que ela é mais atual do que o jornal de amanhã cedo! Inspirada por Deus para revelar a sua vontade, ela é verdadeira (2Tm 3.14-17). Os homens podem falhar, até mesmo nas suas pesquisas e descobertas. Deus nunca falha. Sua Palavra é a segurança de cada crente. Considerando-se o número de escritores da Bíblia, as diferentes épocas em que viveram, o muito que levou para ser escrita, só mesmo sendo a verdade revelada de Deus. É tão autêntica que nem mesmo esconde as falhas dos homens que
  41. 41. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 41 Deus usou para se revelar. As falhas humanas aparecem em toda a sua inteireza. E a integridade de Deus sobre todas as coisas (2Co 12.7-10). 5.3 – Faz Distinção No Salmo 1, encontramos a distinção entre o justo e o ímpio. Este é como a palha ao vento. Não pode prevalecer no juízo de Deus, nem no meio dos justos. Seu caminho perece, leva à destruição. O justo não busca companhias ímpias, é constantemente produtivo na sua vida e o seu trabalho prospera. Qual a causa da diferença? No versículo 2, lemos: “antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite”. As Escrituras Sagradas fazem a distinção das duas classes de homens: os que nelas não meditam – os ímpios – e os que têm prazer em nelas meditar constantemente – os justos. Alguém já afirmou que a Bíblia é o livro das diferenças – livro que faz distinção. 5.4 – Sua Autoridade Em Atos 17.10,11, encontramos atitude digna de ser imitada: a dos bereanos. Ouviam o ensino dos apóstolos, “examinando as Escrituras para ver se estas coisas eram assim”. Em matéria de crença, de religião e de prática, as Escrituras Sagradas são a autoridade única. Não há manual ou ensino que possa invalidar a autoridade da Palavra de Deus. Quando o cristão fiel, em humildade de oração, examina a Bíblia, o Espírito Santo, que inspirou os escritores, ilumina o leitor e o ouvinte, para que compreendam a revelação de Deus.
  42. 42. Trindade, W.N. 42 5.5 – Sua Penetração Além de viva e eficaz, a Palavra de Deus é comparada à espada de dois gumes, que penetra fundo na mente e no coração do crente, meditando e avaliando seus pensamentos e suas intenções. Atinge a pessoa humana no seu todo. Nada lhe fica oculto (Hb 4.12,13). Em Isaías 55.10,11, encontramos a afirmação de que a Palavra de Deus nunca voltará vazia, nunca deixará de produzir resultados, ainda que de imediato não pareça assim. É só esperar a semente brotar, crescer e frutificar. 5.6 – Sua Prática Figura muito expressiva é nos apresentada em Tiago 1.22- 25. É a figura de quem se olha no espelho. Pode ir logo embora e se esquecer do que viu. Assim é o que ouve a Palavra de Deus e logo dela se esquece. Mas o que atenta bem, não sendo ouvinte esquecido, mas praticante, é como quem se olha no espelho, vê bem a sua imagem refletida e vai melhorar a sua aparência cristã. O espelho foi feito para refletir aspectos físicos; a Palavra de Deus foi revelada para refletir aspetos espirituais. “E sede cumpridores da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. Conclusão O texto de 1Pe 1.24,25 declara que a nossa vida terrestre e toda a sua glória são passageiras, como a flor do campo. Mas a Palavra de Deus é eterna, porque é a revelação de um Deus eterno, não somente para o presente, mas também para a eternidade.
  43. 43. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 43 Em meio ao transitório e ao inseguro, encontramos a segurança do que é eterno na Palavra de Deus. Questionário 1 – Que contém a Palavra de Deus? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 2 – Que é a Palavra de Deus? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 3 – Por quem foi produzida a Palavra de Deus? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 4 – É atual a Palavra de Deus? Por quê? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  44. 44. Trindade, W.N. 44 5 – À luz da Palavra de Deus, como se dividem os seres humanos? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 6 – Qual deve ser a única norma de fé e prática do cristão? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 7 – Qual a figura bíblica para penetração da Palavra de Deus? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 8 – Qual a figura bíblica para a prática da Palavra de Deus? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ “Ao ler as Escrituras Sagradas, posso ouvir a voz de Deus falando ao meu coração e à minha vida, pela ação do Espírito Santo”.
  45. 45. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 45 Estudo 6 Oração “Orai sem cessar. Em tudo daí graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1Ts 5.17,18). Introdução Pela leitura da Palavra de Deus, Ele fala conosco; pela oração nós falamos com Deus. Buscamos a sua presença, derramamos a nossa alma diante dele e, na comunhão com Deus, contamos nossas alegrias e nossas necessidades, agradecemos e pedimos, louvamos e choramos e recebemos a orientação para a nossa vida, a resposta para as nossas indagações, o consolo e o conforto para as nossas almas. É através da oração que batemos às portas do céu e somos ouvidos e atendidos, segundo a sabedoria e a vontade de Deus. 6.1 – Como Orar Certa feita, os discípulos de Jesus procuraram-no e lhe pediram que os ensinasse a orar (Lc 11.1). E Jesus ensinou. Também o novo crente precisa aprender a orar. Em Mateus 6.5- 8, encontramos conselhos dados por Jesus, antes de ensinar como orar. Ele ensinou que a oração deve ser feita para ser ouvida por Deus e não com a finalidade de ser vista e apreciada pelos homens. Não é uma exibição pública ou pessoal; é a busca de Deus, por uma alma ansiosa dEle. A melhor oração é aquela feita apenas entre quem ora e Deus, sem outras testemunhas. Dirigida a Deus, basta a sua
  46. 46. Trindade, W.N. 46 presença. Não exclui a oração em público; condena a oração feita para exibição. Não precisa ser longa nem repetitiva, pois não é pela extensão da oração que alguém há de ser atendido. Antes mesmo de orarmos, Deus já sabe qual é a nossa necessidade. Não se trata de uma informação passada a Deus; trata-se de um ato de busca e de dependência de Deus. 6.2 – Seus Elementos Jesus ensinou a oração modelo, o Pai Nosso, que contém os elementos principais de uma oração (Mt 6.9-15). Pode ser usada, desde que não seja mera repetição formal. Ensina-nos o que pedir. Dirigimo-nos a Deus como Pai nosso, pois todos nós, os salvos por Jesus, somos filhos de Deus. Expressamos o desejo de que o nome de Deus seja tido como venha o reino de Deus, o domínio da sua vontade, já completo no céu, também aqui na terra. Após reconhecermos a santidade de Deus e de expressarmos o desejo da vinda do seu reino, passamos a orar pelas nossas necessidades – o nosso sustento. Rogamos o perdão das nossas faltas, na proporção de como perdoamos àqueles que estão em falta para conosco! Do modo como Jesus colocou esta parte da oração, quem não perdoar ao seu semelhante dificilmente poderá esperar o perdão de Deus para as faltas próprias! Vem, a seguir, um ensinamento muito precioso: o de suplicar a Deus para que não nos deixe entrar numa situação em que possamos ser tentados. E que nos livre do mal ou do Maligno. Vale a pena iniciar cada dia da vida cristã com este
  47. 47. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 47 pedido, pois o Maligno somente pode tentar-nos ou assediar-nos até onde Deus permite. Buscada a proteção de Deus, fica livre o cristão da insistência de Satanás. Rendemos glória a Deus e terminamos a oração. Quem deseja aprender a orar, pode examinar a oração ensinada por Jesus, ver os seus elementos e orar com as suas próprias palavras. 6.3 – Seu Estímulo Pedir, buscar e bater à porta. Eis como Jesus caracterizava a persistência na oração (Mt 7.7-11). Pedir, para receber, buscar, para achar e bater à porta, para que seja aberta. Se nós, que por natureza somos maus, não damos aos nossos filhos coisas más, em lugar de boas, quanto mais Deus há de dar coisas boas aos seus filhos! 6.4 – Orações Não Atendidas Nem sempre recebemos o que desejamos. Teria falhado o que Jesus prometeu? Em Tiago 4.1-3, temos a explicação. O apóstolo deixa claro que, às vezes, não obtemos o que desejamos, porque não pedimos. Outras vezes, não somos atendidos porque pedimos mal, egoisticamente, apenas para a nossa própria satisfação. Tais orações Deus não atende. Não que Ele não as responda. Responde com um “não”, pois sabe que, se atendidas, não fariam bem a nós, ainda que, no presente, não dá à nós, ainda que, no presente, não pareça assim. É qual pai que não dá à criança pequena uma brasa, pois sabe que se queimaria. Mais tarde compreendemos que quando Deus não atendeu à oração, fez-nos um grande benefício.
  48. 48. Trindade, W.N. 48 No Getsêmane, Jesus ao orar em muita angústia, soube incluir na sua oração: “todavia não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.40-44). 6.5 – Suas Modalidades O apóstolo Paulo aponta várias modalidades de oração (1Tm 2.1 e 2). Pode ser de súplicas (pedidos feitos a Deus de modo especial), de oração propriamente dita (com os elementos contidos no Pai Nosso), de intercessão (intercedendo por alguém), de ações de graças (expressando gratidão a Deus pelos benefícios recebidos). Deve-se orar por todos os seres humanos; pelos governos constituídos, para que propiciem “uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade”. Não há autoridade constituída que não venha de Deus (Rm 13.1-7). Devemos orar por elas e obedecê-las, a menos que contrariem os princípios de Deus (At 4.18 e 19; 5.27-29). 6.6 – O Poder da Oração O apóstolo Tiago (Tg 5.13-18) cita o exemplo do profeta Elias onde menciona que o profeta, sendo semelhante a nós, orou com fervor para que não chovesse, e por três anos e seis meses não choveu sobre a Terra. E orou outra vez e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto (1Rs 17 e 18). A palavra de Deus afirma que “a súplica de um justo pode muito na sua atuação”. Somos animados a orar na aflição, a louvar na alegria e a orar pelos doentes. A unção com óleo não é meramente
  49. 49. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 49 carismática, pois, de acordo com a parábola do bom samaritano (Lc 10.25-37), também era medicação na época. Conclusão Em 1Ts 5.17 e 18, somos incentivados a orar “sem cessar”. Não é mais um ato isolado; é um estado de espírito, em constante sintonia com Deus. Um estado de comunhão que permite falar com Deus, andando, viajando, trabalhando, a qualquer tempo e em qualquer lugar. E em tudo devemos dar graças! “Porque esta é vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. Deus não olha para frases bem construídas, correção gramatical ou formas literárias da oração. Esta pode ser mesmo sem palavras, apenas um suspiro da alma a Deus. Ele olha para a sinceridade do coração. Se muitas realizações não podemos fazer no reino de Deus, há uma que está ao alcance de todos: orar a Deus sempre. Questionário 1 – Como podemos falar com Deus? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 2 – Porque não há necessidade de se alongar na oração? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________
  50. 50. Trindade, W.N. 50 ___________________________________________________ ___________________________________________________ 3 – Que procurou ensinar Jesus pela oração do Pai Nosso? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 4 – A que Jesus comparou a oração? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 5 – Que dizer das orações não atendidas? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 6 – Quais as modalidades de oração? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  51. 51. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 51 7 – A oração tem poder? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 8 – Durante quanto tempo de nossa vida devemos orar? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ “A oração é como uma ponte ou uma grande avenida através da qual a terra se liga ao céu”.
  52. 52. Trindade, W.N. 52
  53. 53. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 53 Estudo 7 A Igreja “... e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do hades não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18) Introdução Sendo a pessoa salva independente do batismo, qual a necessidade de ser membro de uma igreja? Tornando-se pela conversão um membro da Igreja de Cristo, no sentido global, envolvendo todos os salvos, por que ainda ser membro de uma igreja local? Não estaria correta a afirmação de que: “Cristo, sim; igreja, não!”? Jesus falou pouco, mas o suficiente, tanto sobre a igreja no seu sentido amplo e global, como também no sentido de uma igreja local. O seu ensino e o que o Novo Testamento declara são suficientes para compreender o assunto e aceitar a orientação neotestamentária. 7.1 – Seu Fundador A igreja de Cristo não foi criada por homens; o próprio Cristo foi o seu fundador (Mt 16.13-19). Com a pública profissão de fé de Simão Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”, estava iniciada a edificação da igreja. Sobre a pedra, a rocha, Jesus Cristo, aceito e professo como o Filho de Deus Vivo, Simão Pedro foi o primeiro tijolo da construção. Sempre sobre a rocha. Ele deixa bem claro, em 1Pedro 2.1-10. Cristo é a “pedra viva”, “a principal da esquina”, “a principal pedra angular”, para os crentes. “Pedra de tropeça e rocha de escândalo”, para os desobedientes, os não-crentes, que não fazem parte do edifício da
  54. 54. Trindade, W.N. 54 igreja de Cristo. Os crentes professos, assim como Simão Pedro, são “pedras vivas”, “edificado como casa espiritual”. Cristo Fundou a sua igreja sobre si mesmo. Cada vez que alguém professa a sua fé nele, como “o Cristo, o Filho do Deus Vivo”, mais uma pedra é acrescentada ao edifício da casa espiritual. Sobre Cristo, a pedra angular, os crentes, incluindo Simão Pedro, as pedras vivas. 7.2 – Sua Missão e Responsabilidade “As portas do hades não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). O hades era o reino dos mortos, sem especificar a diferença entre o céu e o inferno. Poderia ser considerado como o além. Não deixa de ter o seu significado, de ser o lugar dos mortos. Jesus afirma que as suas portas não prevalecerão contra a sua igreja. Como? A morte nunca há de vencer a igreja de Cristo. O próprio Cristo triunfou sobre ela. Seus seguidores também triunfarão. Os mortos espirituais – separados de Deus – serão convidados a pertencerem à igreja de Cristo, passando da morta para a vida. Os crentes, mesmo morrendo fisicamente, triunfarão sobre a morte (Jo 11.25,26). É missão da igreja triunfar sobre a morte, em todos os seus aspectos, proclamando a Cristo, como o “O Filho do Deus Vivo”. Em Mateus 18.15-22, Jesus falou sobre a autoridade de sua igreja em ligar e desligar. Neste contexto levamos à expressão da igreja de cristo, no seu aspecto local. Ela liga e desliga as pessoas, na proclamação do evangelho. Quem o aceita, está ligado; quem o rejeita, está desligado. A igreja, ao evangelizar, apenas confirma
  55. 55. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 55 a decisão dos céus. Grande é, pois a missão e a responsabilidade da igreja. 7.3 – Sua Expressão Local No Novo Testamento, a palavra igreja é aplicada em rês sentidos: a igreja como conjunto de todos os salvos sobre face da terra – mais de 10 vezes; a igreja triunfante, ou seja, a reunião dos salvos na presença de Deus – apenas algumas vezes; a igreja como instituição local, com seus membros, seus oficiais, a sua disciplina – quase 100 vezes. A igreja triunfante ou glorificada, nós a teremos somente na eternidade, reunida com Cristo; a igreja militante, no todo dos salvos por Cristo Jesus, em ação na face global da Terra, é impossível de ser reunida num só lugar ou de ser sistematizada. Mas a Igreja, como instituição local, nós a temos nos mais diversos pontos da terra (At 16.5; Rm 16.4-16; 1Co 7.17; 14.34; 16.1-19; 2Co 8.1; 11.8; Ap 1.4-20; etc). Da igreja triunfante ou glorificada faremos parte na eternidade; da igreja militante, já fazemos parte agora, ainda que não possamos conhecê-la em toda a sua amplitude; da igreja local, é privilégio de cada discípulo de Cristo fazer parte. 7.4 – Seus Oficiais Ainda que o nome não apareça como tal, a implicação de suas atividades no encargo deste serviço leva-nos a crer que o primeiro oficial a surgir na igreja local foi o diácono (At 6.1-7). Crescendo o número de convertidos – vários milhares – a igreja de Jerusalém enfrentou um problema administrativo: ou os
  56. 56. Trindade, W.N. 56 apóstolos cuidariam da oração e do ministério da palavra, ou seriam absorvidos pelo cuidado das necessidades materiais dos membros da igreja. Esta estava prestes a se dividir. Veio a solução: a escolha de sete homens de boa reputação; boa fama; espirituais, cheios do Espírito Santo, e competentes administrativamente, cheios de sabedoria para o cuidado do serviço material da igreja. Os apóstolos continuariam no ministério da oração e da palavra. Em lugar da divisão iminente, o resultado foi o do crescimento da igreja. Em 1Timóteo 3.8-13, Paulo apresenta as qualidades para o diaconato e sugere uma prática saudável: uma prova experimental, antes da efetivação. A palavra diácono, no original, sem o significado de alguém que presta serviço a outro – de servo. Nunca de senhor da igreja; é um servo a serviço da igreja, cuja recompensa é “um lugar honroso e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus”. O oficial a surgir no Novo Testamento, a seguir, é o pastor, nome que aparece poucas vezes. Os apóstolos, testemunhas oculares de Jesus e de seus contemporâneos, ao passar do tempo, foram desaparecendo e dando lugar à nova denominação, também designada como bispo e ancião. Três designações para três aspectos da função pastoral: bispo – aquele que superintende, administra as atividades; ancião ou presbítero – aquele que goza de respeito e credibilidade para aconselhar; pastor – aquele que apascenta o rebanho dos fiéis, cuidando de suas necessidades espirituais. Em Atos 20.17-38, notamos os três termos e as três funções, para as mesmas pessoas. Paulo manda chamar os “anciãos” (v. 17); pede que “cuidem de todo o rebanho” – função
  57. 57. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 57 pastoral; afirma que foram constituídos “bispos” (v. 28) e que devem “apascentar a igreja de Deus”. Em 1Timóteo 3.1-7 e em Tito 1.5-9, estão mencionadas as qualificações e os pré-requisitos da função do pastor. Em Apocalipse 1.9-20, Jesus aparece andando no meio de suas igrejas e segurando os pastores na sua mão direita. 7.5 – Seu Governo e Sua Disciplina O governo da igreja local é, primeiramente, cristocêntrico, pois Cristo é autoridade máxima. Onde os seus discípulos se reúnem, promete estar entre eles (Mt 18.19-20). Tendo a autoridade suprema de Cristo e reunida em seu nome, a própria igreja é soberana nas suas decisões, pela participação democrática e consciente de todos os membros presentes. Não pode haver autoridade maior, nem ingerência. Nem interferência de outra igreja. O que pode haver são bases de cooperação, por identidade de propósitos e soma de esforços. Em Mateus 18.15-17 estão delineados os passos para a disciplina na igreja local: primeiro a exortação individual, pessoa a pessoa; em caso de insucesso, a exortação de uma pequena comissão; falhando esta, leva-se à igreja no seu todo; não se alcançando êxito, nem mesmo assim, então, e somente então, considere-se como “gentio e publicano”, uma pessoa não salva a ser ganha para Deus. Em caso de sucesso, “terás ganho teu irmão”. 7.6 – Sua Relação com o Estado e a Liberdade Religiosa
  58. 58. Trindade, W.N. 58 Cremos numa igreja livre, num Estado livre (Mt 12.15- 22). A história do cristianismo ensina que, sempre que houve ingerência de um em outro, houve prejuízo e ambos se deturparam. Não se confundem. Um exerce a sua autoridade na esfera civil, o outro, na esfera espiritual. São dois reinos: o deste mundo e o de Deus. Coexistem, entre as criaturas de Deus. Ambos são ordenados por Deus e são responsáveis diante dele. Não há governo que não seja da permissão de Deus (Rm 13.1-7). Em caso de conflito, porém, quando o poder civil tenta coibir a esfera espiritual, a primazia será sempre de Deus (At 5.25-29). É dever do Estado assegurar a plena liberdade religiosa; é dever dos crentes orar pelas autoridades e obedecer lhes, a menos que contrariem as leis de Deus. Não se deve exercer coação religiosa sobre qualquer indivíduo, sob qualquer pretexto. O próprio Deus respeita e responsabiliza o livre arbítrio, com o qual criou cada ser humano. Cada pessoa é livre para professar a sua crença, de acordo com a sua consciência, desde que não fira a liberdade e os direitos dos outros. Conclusão Ao que já foi dito, convém acrescentar um aspecto importante: o da atitude da igreja para com os necessitados, os desfavorecidos da vida. A compaixão cristã foi ensinada por Jesus e, de modo especial, na parábola do Bom Samaritano (Lc 10.25- 37). Este amor ao próximo tem como alvo primeiro “os domésticos da fé”, os irmãos em Cristo (Gl 6.10). Em Tiago 1.27, temos definida “a religião pura e imaculada”, como sendo a
  59. 59. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 59 atitude positiva para com os necessitados. Em Mateus 25, Jesus, ao ilustrar o juízo final, enfatiza a atitude para com os necessitados (31-46). Questionário 1 – Quem foi o fundador da Igreja? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 2 – Quem é a pedra fundamental e quem são as “pedras vivas”? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 3 – Qual a missão e a responsabilidade da igreja? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 4 – Qual é a aplicação do termo igreja que é mais encontrado no Novo Testamento? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________
  60. 60. Trindade, W.N. 60 ___________________________________________________ ___________________________________________________ 5 – Quais são os oficiais da igreja? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 6 – Qual é a autoridade suprema da igreja e quem é responsável em suas decisões? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 7 – Como deve ser a disciplina da igreja? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 8 – Qual deve ser a sua relação com o Estado e com a liberdade religiosa? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  61. 61. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 61 9 – Qual deve ser a atitude para com os necessitados? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 10 – Você já é membro de uma igreja local? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ “O discípulo de Cristo tem o privilégio de poder ser membro da igreja de Igreja”.
  62. 62. Trindade, W.N. 62
  63. 63. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 63 Estudo 8 O Batismo “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19) Introdução O Senhor Jesus, antes de ascender aos céus, deixou a sua carta-testamento (Mt 28.16-20). Nela está expressa a sua vontade. Ordena a seus seguidores que façam novos discípulos e que os mesmos sejam batizados “em nome do Pai, e do filho, e do Espírito Santo”, e integrados nos ensinamentos de Jesus. Sempre contando com a sua presença. O batismo é uma ordenança de Jesus, para cada discípulo seu. Por vezes tem sido mal compreendido. O ensino bíblico, porém, parece-nos muito claro. 8.1 – De João Batista O precursor de Jesus é o primeiro personagem do Novo Testamento a praticar o batismo (Jo 1.19-23). E o faz na base da mudança de vida – arrependimento (Mt 3.1-12). O reino dos céus havia chegado na pessoa de Jesus. Cabia aos homens o arrependimento. Os que foram a João Batista, sem o arrependimento (mudança de mente), foram por ele duramente repreendidos e lhes foi negado o batismo. Não se batiza uma pessoa não-arrependida conscientemente. Os arrependidos, aqueles que ouviram e aceitaram a pregação de João Batista e confessaram os seus pecados, ele os batizava. No seu batismo estava simbolizado o arrependimento dos pecados – uma nova maneira de viver.
  64. 64. Trindade, W.N. 64 8.2 – Ministrando a Jesus Durante o ministério de João Batista, entre os candidatos ao batismo, surgiu o próprio Jesus. Foi uma grande surpresa para João Batista. Não quis batizar Jesus, pois este não tinha de se arrepender, enquanto que João Batista tinha (Jo 3.13-17). Porém Jesus insistiu: convinha “cumprir toda a justiça”. Sendo o batismo de João Batista para os arrependidos e não tendo Jesus do que se arrepender, por que teria feito questão de ser batizado? Estava cumprindo “toda a justiça”. Levando sobre si os pecados dos arrependidos salvos, estes haveriam de segui-lo. Passou pelo batismo não devido ao seu arrependimento próprio, mas apontando o caminho a seguir aos arrependidos crentes. Foi a frente cumprindo “toda a justiça” e para que todo o crente o imitasse. O próprio Deus se manifestou, aprovando o batismo de Jesus (Mt 3.16,17). Buscado por Jesus e aprovado por Deus, é o exemplo a ser seguido por todos os discípulos de Jesus – os crentes. 8.3 – A Mando de Deus No trecho bíblico de João 3.22,23 e 4.1,2, encontramos aparente contradição, pois em 3.22 lemos que Jesus batizava, e em 4.2, que ele próprio não o fazia, e sim os seus discípulos. A ordem era de Jesus; os executores eram os seus discípulos. Podemos deduzir que Jesus ordenava e orientava os batismos que seus discípulos ministravam. João Batista continuava batizando (3.23). Batizava em Enom, “porque havia ali muitas águas; e o povo ia e se batizava”.
  65. 65. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 65 Percebe-se a sua preferência por muita água, para a realização dos batismos. Submetendo-se ao batismo, Jesus deu o exemplo aos crentes. Orientou os seus discípulos na administração do mesmo e não se opôs a João Batista, que batizava em local de grande quantidade de água. 8.4 – Sua Ordenança Em Mateus 28.19,20, temos a sequência prevista por Jesus: primeiro faz-se o seu discípulo – aquele que segue o Mestre; a seguir, este discípulo é batizado “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Segue-se a tarefa da igreja de ensinar o discípulo batizado a guardar todas as coisas que Jesus ordenou. Discipulado, batismo e aprendizado cristão. Não se trata, pois de uma criação ou de uma opção humana; é uma ordenança de Jesus. Ao seu discípulo, cabe obedecer. 8.5 – Num Exemplo Bíblico No livro de Atos, que narra os primórdios do cristianismo, encontramos um exemplo bíblico de alguém que buscou a verdade e, ao se declarar discípulo de Jesus, procura ser batizado e é atendido (At 8.26-40). Um dos seguidores de Jesus, Filipe, que guiado pelo Espírito Santo, encontra um viajante etíope, que ocupava alto cargo no governo da rainha do seu país. Era religioso e, regressando de Jerusalém, lia parte do Antigo Testamento. O Espírito Santo dirige Filipe para que, iniciando um diálogo, possa explicar o texto bíblico que fala de Jesus. A explicação, ainda que narrada em poucas palavras do texto bíblico, provavelmente levou bastante tempo, pois demonstrou ser bastante completa.
  66. 66. Trindade, W.N. 66 Completa ao ponto de o etíope, ao chegarem a um lugar onde havia água, indagar se há impedimento de ser batizado. A condição que Filipe impõe é a da crença em Jesus Cristo. Diante da afirmação positiva, realiza-se o batismo. Parado o carro, “desceram ambos à água” e o etíope foi batizado por Filipe. Realizado o batismo, ambos “saíram da água”. Convém notar que a água que um viajante de longo percurso provavelmente levava no carro não era suficiente. Suficientes foram a profissão de fé e a quantidade de água em que ambos entraram para o batismo. 8.6 – Na Sua Forma e no Seu Significado Recordando o que vimos nas passagens estudadas, percebemos que João Batista batizava no rio Jordão; que Jesus, após seu batismo, “saiu logo da água”. Logo fora nela batizado. João batizava em Enom, “porque havia ali muitas águas”. Filipe e o etíope utilizaram maior volume de água, à beira da estrada, “desceram ambos à água” e após o batismo, “saíram da água”. O apóstolo Paulo, ao escrever aos romanos (Rm 6.1-11), interpreta o significado do batismo usando as expressões: batizados, sepultados, unidos a Ele na semelhança da Sua morte. O sepultamento daquela época, e mesmo hoje, consiste em cobrir o morto completamente. A palavra batizar, transliterada do original baptizo, geralmente significa mergulhar. Logo, batizados, sepultados, unidos a Ele na semelhança da Sua morte e mergulhar, mais as narrativas bíblicas estudadas, indicam inequivocadamente a forma do batismo como imersão completa do novo discípulo de Jesus. O próprio Jesus a ele se submeteu.
  67. 67. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 67 Pela leitura do capítulo 6 de Romanos, podemos afirmar que, pelo batismo, o discípulo de Jesus testemunha visivelmente que: a) Cristo morreu, foi sepultado, ressuscitou e vive. Temos um Salvador vivo. b) Pela conversão, o crente morreu para o domínio do pecado, para ressuscitar em novidade de vida, para Cristo. c) O corpo físico passará pela morte, assim como Cristo ressuscitou, também o crente ressuscitará num corpo transformado. O batismo do novo discípulo é uma pregação sem palavras. Conclusão O batismo a ninguém salva, tampouco a salvação dele depende. O salteador na cruz não teve tempo de ser batizado, mas foi salvo (Lc 23.39-43). Se algum não salvo for mergulhado, continuará sendo pecador perdido. O batismo é o testemunho do salvo. É o primeiro ato de obediência que Jesus pede ao seu discípulo, após o seu arrependimento (At 2.38). Cabe ao discípulo seguir a ordem e o exemplo do Mestre. Questionário 1 – Que disse Jesus sobre o batismo, antes de ascender aos céus? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  68. 68. Trindade, W.N. 68 2 – Qual a condição que João Batista exigia para o batismo? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 3 – Por que Jesus foi batizado? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 4 – Por que João Batista batizava em Enom? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 5 – Na seqüência da ordenança de Jesus, onde fica o batismo? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 6 – Como se deu o batismo do etíope evangelizado por Filipe? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________
  69. 69. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 69 7 – Qual a forma bíblica do batismo? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 8 – Qual o significado do batismo? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 9 – Se o batismo não salva, por que deve o salvo ser batizado? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 10 – Você é um crente biblicamente batizado? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ “O batismo é o retrato vivo do que se passou no coração e na vida do novo convertido”.
  70. 70. Trindade, W.N. 70 NOTA: Nas igrejas batistas, quando uma pessoa é batizada, ela também é aceita na membresia da igreja local, portanto essa pessoa poderá votar e ser votada em cargos eclesiásticos naquele corpo local. Logo, essa pessoa deve realmente mostrar os frutos dignos de arrependimento, para que a congregação tenha tranquilidade para aceitá-la em sua membresia, caso contrário, a igreja em assembleia poderá rejeitar a aceitação dessa pessoa, o que certamente irá causar grande constrangimento. No momento da preparação para o batismo, o candidato deve ser instruído acerca da administração da igreja local.
  71. 71. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 71 Estudo 9 A Ceia do Senhor “Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que Ele venha” (1Co 11.26). Introdução Das duas ordenanças deixadas por Jesus, a Ceia do Senhor é a segunda, para todos os seus discípulos integrados na igreja. O batismo simboliza a transformação havida, por meio de Cristo, na vida do novo seguidor; a Ceia relembra e proclama o que Cristo fez, “até que Ele venha”. O próprio Jesus instituiu a ceia do Senhor, dela participou e deu orientação. Para o crente – discípulo de Jesus Cristo – é um privilégio participar desta ordenança. 9.1 – Após a Páscoa O povo escolhido de Deus – Israel – ao sair da escravidão, teve, instituído por Deus, o memorial da Páscoa, para relembrar a libertação outorgada por Deus (Ex 12.1-28). Deus levantou um homem – Moisés – preparou-o para a tarefa e o enviou para negociar e conduzir o povo na sua libertação. O governante opressor não cedeu diante dos pedidos e dos sinais perante ele feitos. Vieram as dez pregas, e ao final delas, é instituída a Páscoa, que comemoraria a libertação do povo, do jugo estrangeiro. Um cordeiro ou cabrito, sem defeito, é assado ao fogo, para cada família ou famílias vizinhas, são servidos pães sem fermento, com ervas amargas. O sangue do cordeiro,
  72. 72. Trindade, W.N. 72 aspergido no batente da porta, seria o sinal para que a última praga, a da morte dos primogênitos, passasse ao largo daquela casa. Então se daria o êxodo do povo. A Páscoa tornou-se comemoração obrigatória anual, para o povo de Israel. Passou a fazer parte das festas fixas, ainda que, em algumas ocasiões, tenha sido negligenciada. 9.2 – Sua Instituição Como judeu, por descendência de encarnação, Jesus não se descuidou de participar das festas do seu povo. Antes da sua crucificação, desejou celebrar, juntamente com seus discípulos, a Páscoa. Quatro passagens bíblicas narram o acontecimento, que culmina com a instituição da ceia do Senhor (Mt 26.17-30; Mc 14.12-26; Lc 22.7-23 e 2Co 11.23-30) Jesus ordenou aos discípulos que preparassem o local da celebração, participou dela, proferiu ensinamentos preciosos e instituiu a Ceia do Senhor. Aparentemente, acompanhando o relato bíblico, Judas, que haveria de traí-lo, participou da Páscoa, como judeu que era, mas, por advertência de Jesus, não esteve presente na instituição da Ceia. Podia comemorar a libertação do povo judeu da opressão estrangeira; não estava em condições de comemorar a libertação do salvo da opressão do pecado. Judeu, ele o era; crente, não! 9.3 – Seu Modo de Tomar No decorrer da celebração da Páscoa, Jesus tomou o pão, deu graças (a Deus), e o partiu, dizendo que simbolizava o seu corpo dado pelos seus discípulos (de então e de sempre), e o deu para que dele comessem. A seguir o cálice. O vinho, de boa qualidade, foi dado aos discípulos, dizendo que representava o
  73. 73. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 73 novo testamento, o novo pacto, a nova aliança no sangue de Jesus Cristo. A celebração deveria ser feita em memória de Jesus, anunciando a sua morte redentora, até a sua volta. Segundo o evangelista Marcos, cantaram um hino e saíram para o Getsêmane, onde Jesus oraria intensamente e seria traído e preso. A Ceia do Senhor é memorial para os crentes confessos. Nada significa para o incrédulo. 9.4 – Seu Significado Não se trata de um sacramento ou de uma transubstanciação, o que seria uma repetição do sacrifício de Cristo (Jo 19.30; Hb 7.26-28). Também não traz ao participante outra bênção, a não ser a da consciência de estar cumprindo uma ordenança deixada por Jesus. É memorial de Jesus Cristo para os seus discípulos confessos. Toma-se com profunda reverência e exame interior, proclamando-se o passado (sua morte) e anunciando o futuro (até que venha). Em 1Co 10.14-22 e 11.17-34, o apóstolo Paulo faz recomendações e adverte contra o uso indevido da Ceia do Senhor. O crente que dela participa não pode servir a outro culto. A ocasião de tomá-la não se presta pra matar a fome física ou para se embebedar. A Páscoa, da qual Jesus participou, tem significado para o judeu. A Ceia do Senhor, que ele próprio instituiu, tem significado para o crente confesso. 9.5 – Suas Variações Quando a ceia foi instituída, o pão era sem fermento e o vinho num cálice comum. Hoje se usa pães diversos e, por medida
  74. 74. Trindade, W.N. 74 de higiene, cálices individuais. Estes, para evitar a embriaguez, podem conter suco de uva, em lugar do vinho. Temos ouvido falar de crentes, em lugares remotos, que usaram como pão aquele que lhes serviria de alimento e, em lugar do vinho, inexistente, suco de frutas semelhantes. Todavia, não convém se afastar muitos dos elementos originais, para que o simbolismo não perca a intensidade do seu significado. 9.6 – Todas as Vezes Jesus não falou sobre a frequência da celebração. Aparentemente os cristãos tomavam-na por ocasião dos cultos. Há igrejas que a celebram dominicalmente. Outras o fazem mensalmente, o que parece ser mais comum. Ainda outras igrejas celebram-na a cada dois meses. “Todas as vezes”, desde que não se torne mera rotina e não tão espaçado que facilite o esquecimento do memorial. Ministra-se esta ordenança e dela se toma parte, com toda a sobriedade e reverência de uma ordenança do senhor Jesus Cristo. Devem ser momentos de profunda reflexão e de gratidão a Deus. Conclusão Não se sentindo o crente, ocasionalmente, em condições espirituais de participar da Ceia do Senhor, será compreensível, ainda que lamentável. Tornando-se tal atitude sistemática, estará tal pessoa em condições de ser crente? Não será o caso de se humilhar na presença de Deus, derramar o seu coração e alcançar a paz interior?
  75. 75. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 75 Questionário 1 – Quando e como foi instituída a Páscoa? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 2 – Quando e como foi instituída a Ceia do Senhor? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 3 – O que relembrava a Páscoa? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 4 – O que relembra a Ceia do Senhor? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 5 – Como se toma a Ceia do Senhor? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________
  76. 76. Trindade, W.N. 76 ___________________________________________________ ___________________________________________________ 6 – Quais os cuidados ao participar da Ceia do Senhor? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 7 – Qual deve ser a frequência da celebração? Até quando? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ 8 – Você, como crente professo, toma parte no memorial da ceia do Senhor? Por quê? Resp.:______________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ ___________________________________________________ “Ao tomar a Ceia do Senhor, estou anunciando a sua morte, até a sua segunda vinda”.
  77. 77. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 77 Estudo 10 Mordomia "Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás". (2Rs 20.1) Introdução Podemos conceituar a mordomia como um modo sábio de administrar a vida e o cuidado prudente dos bens O mesmo se aplica à mordomia, quando encarada à luz da Palavra de Deus. Quanto mais se aproximar do padrão de Deus, tanto mais sábia e prudente será. 10.1 – Deus é criador e Dono de todas as Coisas Nos primeiros dois capítulos do livro de Gênesis, encontramos a narrativa da criação. Todas as coisas, móveis e imóveis, vivas ou sem vida, sólidas, líquidas ou gasosas, na Terra, acima da terra ou abaixo da superfície, foram criadas por Deus. Podemos afirmar que Deus usou os seus próprios recursos, para tudo criar. Se alguém, usando os seus próprios recursos, material, tempo e energia, produz algo, ele será o proprietário do que foi produzido. Assim acontece com Deus. Como o criador do universo todo, é ele o legítimo dono de todas as coisas (SI 19.1- 6; 24.1,2). 10.2 – O Homem é Administrador ou Mordomo da Criação de Deus
  78. 78. Trindade, W.N. 78 Já no primeiro capítulo da Bíblia lemos que o Senhor Deus, ao completar a obra da criação, confiou ao homem o domínio de toda a criação (Gn 1.26-30). Cabia a ele povoar a Terra e administrá-la sabiamente. Ao observar o que se passa no mundo, temos a impressão de que os homens, que não dão o devido valor às ordens de Deus, não têm sido administradores fiéis. Muitas espécies de animais, de aves, de peixes etc, criadas por Deus, têm sido extintas impiedosamente. As águas estão poluídas pelas substâncias e resíduos químicos, pelo lixo e pelo esgoto. A atmosfera está poluída pelas indústrias e pêlos resíduos nucleares. As matas são cortadas e queimadas. O globo terrestre está rodeado de sucata espacial. Na abóbada atmosférica estão os rombos na camada de ozônio, proteção natural da vida, e a Terra sofre o efeito estufa do aquecimento, correndo o perigo do derretimento das geleiras e de serem inundadas as populações litorâneas. A qualidade do ar, nas grandes cidades, torna-se cada vez mais insalubre e surgem novas doenças e pestes. Em lugar de águas cristalinas, as correntes dos rios estão escuras, opacas e poluídas. Tudo devido à ganância do homem e sua má administração da criação de Deus. Cresce a impressão de que o homem é seu próprio inimigo, levando a si mesmo à morte e à destruição. O administrador não é o dono. Deve prestar contas ao proprietário. Em Lucas 16.1,2, Jesus fala de um administrador de má fama. Ele havia desperdiçado os bens do proprietário. Este o chamou à prestação de contas. Como ficará o homem, quando Deus o chamar a prestar contas da administração da criação de Deus? Chegamos a pensar que, se o homem continuar a destruir
  79. 79. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 79 e a dissipar o que Deus lhe confiou para administrar, o Criador pode vir a permitir um final tenebroso, quando tudo se acaba, para depois recomeçar com um punhado dos que lhe são fiéis. Nos dias de Noé, tal aconteceu pela água (Gn 6-8). Agora poderá ser pelo fogo. Isto, se a volta do Senhor Jesus não acontecer antes. 10.3 – Mordomia do Tempo Como usamos e como gastamos o tempo que Deus nos dá? Em Eclesiastes 3.1-11, lemos que "tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu". No texto, especifica-se detalhadamente o uso apropriado do tempo, chegando mesmo a afirmar: "tudo fez formoso em seu tempo; também pôs na mente do homem a ideia da eternidade, se bem que este não possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim". Deus criou um tempo para tudo; até para se pensar na eternidade! Pena que o administrador do tempo — o homem — não o possa descobrir! Temos tempo para o trabalho, para o estudo, para o repouso, para o lazer, para a reflexão, para as coisas espirituais, para Deus. Em Tiago 4.13-17, é narrado um planejamento imprudente do tempo. O resultado é desastroso. A advertência é para se planejar o uso do tempo, conforme a vontade de Deus. Daí a humilde súplica do salmista: "Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios" (SI 90.12). 10.4 – Mordomia dos Talentos
  80. 80. Trindade, W.N. 80 Em Mateus 25.14-30, fala-se da distribuição dos bens — talentos — pelo proprietário a seus servos: um recebe cinco, outro dois e o terceiro um, “a cada um segundo a sua capacidade". Ninguém fica sem! Cada qual tem a capacidade de, usando sabiamente os seus talentos – seus dons fazer com que produzam e se multipliquem. E possível usá-los e aumenta-los, ou enterrá- los. Mas virá o dia da prestação de contas. Com elogio ou com repreensão; com recompensa ou com castigo. Tudo depende de como são administrados. Alguns têm capacidade de administrar bem um número maior de dons. Outros, um número menor. Ao observar o servo que recebeu um único talento, concluímos que não há cristão que não tenha confiado Deus, ao menos um talento. Sugerem alguns que este único talento seria a capacidade de orar, ainda que a sós. O importante é não se esquecer de que os talentos são dados segundo a capacidade de cada um e que, na prestação de contas, cada qual responderá pelo uso dos seus talentos, não dos outros. 10.5 – Mordomia do Corpo e do Sustento Quando Deus criou o homem, fez o seu corpo da composição da terra "e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida" (Gn 2.7). Enquanto o ser humano vive aqui na Terra, o seu espírito habita no corpo. Ao vir a morte, o espírito liberta-se do corpo regressa a eternidade, enquanto que o corpo volta ao pó da terra (Ec 12.7). Na carta de Paulo aos Romanos 12.1.2, está o desafio à entrega do próprio corpo "como um sacrifício vivo, santo e
  81. 81. Manual de Estudos para Preparação de Discípulos 81 agradável a Deus", como "culto racional" ou inteligente. E para não amoldá-lo aos padrões do mundo. Em 1Coríntios 6.18-20, há forte advertência contra a impureza moral do corpo. O corpo do cristão é santuário do Espírito Santo, que nele habita. Pertence a Deus. Ao remido, cabe glorificá-lo, também no seu corpo. A devassidão, a embriaguez, os vícios, os tóxicos, as drogas e os hábitos prejudiciais ao corpo são faltas contra o templo do Espírito Santo. Somos responsáveis pela mordomia deste templo. O corpo do cristão, dentro do possível, deve ser saudável, limpo, bem cuidado e de boa aparência. Digno de ser habitado pelo Espírito Santo. Na oração do Pai Nosso, já estudada anteriormente, Jesus ensinou a orar também pelo sustento diário: "o pão nosso de cada dia nos dá hoje" (Mt 6.11). O nosso sustento vem de Deus. Ele nos dá forças e condições para ganharmos o pão de cada dia. Também é ele quem abençoa as plantações e o seu cultivo, para que haja boa colheita e alimentação. É justo, pois que não somente oremos pedindo, mas que também, à mesa, agradeçamos o alimento. A Palavra de Deus recomenda o trabalho honesto, em prol do sustento (1Ts 4.11-12). E adverte que "se alguém não quer trabalhar, também não coma" (2Ts 3.10-12). Quem, sendo crente, trabalha sossegada e dignamente, não precisa ficar ansioso acerca de sua vida e do seu corpo (Mt 6.25-34). Deus ha cuidar dele, mais do que das belas flores do campo ou das aves do céu. 10.6 – Mordomia dos Bens e dos Dízimos

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