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Dez dias de aparente calma. A religiosidade reinante seguia seu livre curso, astestemunhas falsas e o sacerdócio corrompid...
vale, que chamam de Cedron um profeta vê horrorizado a perda da ultima esperança dahumanidade, indo embora. Como lutar con...
Então o horror tomou conta das trevas.A nova igreja havia nascido, mais excelente que a igreja do Velho Testamento.Quando ...
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“Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do infernogritei, e tu ouviste a minha voz.” (Jonas 2:2...
domínios territoriais bem delimitados. Certa feita intentou alargar as cordas de suastendas. A ordem veio direta na cara d...
nele habitava conhecimento quase que ilimitado, sabedoria que o tornava um dosmaiores conhecedores de todos os mistérios. ...
Tudo era um plano. Um plano elaborado desde o principio de tudo. Na tentativa deparar os efeitos da ressurreição, toda a s...
Era necessário eliminar a Israel, seu sacerdócio, aquela revelação de propósitosdissimulados conhecida como Lei e sobretud...
Quem era essa posteridade, se é que um dia haveria qualquer posteridade, descendentesdo barro, da carne e do sangue... que...
esfera deste mundo. Sua Autoridade fora manifesta. E nenhum poder terreno resistia avoz dessa Autoridade.Esse homem ungido...
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Proólogo de apocalipse

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Proólogo de apocalipse

  1. 1. Proólogo de ApocalipseNinguém disse que seria uma coisa fácil. Nunca. Certo dia desses, nosso Senhore Salvador absolutamente irritado declara “Vocês pensam que vim trazer pazpara esse mundo? Eu vim é trazer a espada!”.Dito e feito. Sabemos por intermédio dos demônios que são expulsos, dos doentes quesão curados, dos milhares que crêem na loucura do evangelho. Afinal não deixa de serum bom indicativo, assim como através da certeza perene de respostas concedidas aorações corajosas e ousadas, não necessariamente na mesma ordem. Sabemos, simsabemos, que a ordem das coisas espirituais foi profundamente alterada.Há um certo rancor do reino anterior vencido e declarado como tal por uma situação dehumilhação plena na qual o inimigo maior desse reino anterior, aparentemente vencido,foi lançado para morrer a morte de um facínora, sendo evidentemente derrotado pelacontundente injustiça humana, coroado de mais nefasta traição, abandonado, despido eabsolutamente rejeitado. Aquele ato de vilania perversa possuía todos os requisitosnecessários para ser conhecido como um dos mais pérfidos atos humanos da história,como coroação suprema do reino das trevas e logicamente conceder a continuação domaldito status quo, mantendo as coisas na mesma mesmice de sempre.Apesar do importuno daquele profeta de poderes absurdos, que por um pouco de tempoabalou as normas da morte e da violência, desestabilizando ligeiramente uma realidadeque teve inicio em eras imemoriais. Atos que também não deixaram de demonstrar certodesrespeito por tradições malignas que se estendiam por toda a humanidade já hámilhares de anos. Aquelas curas fantásticas, aqueles acenos de ressurreição, aquelasabedoria irritante, aquela aguda percepção das coisas espirituais, dos esquemas e jogoshumanos, aquilo certamente ultrapassava os limites do razoável.E tudo corria na santa paz do inferno, poderia assim dizer se não fosse aquele pequenoproblema. Aquela situação. Sim. Aquela.Após enterrado o sujeito – claro morreu de morte matada – e com ele seus milagres –devido a essa tremenda necessidade que o ser humano possui de morrer após algumasdécadas, enterrar-se-ia também aquela geração que viu as coisas que ele fez e voilá!O nome do irritante individuo estaria para todo o sempre soterrado nas areiasescaldantes do deserto da história.Mas não. Ao terceiro dia, contrariando as expectativas e ao planejamento, desdenhandode todo o poder investido para que tal não acontecesse, o sujeito ressuscitou dos mortos.E ressuscitou para nunca mais tornar a morrer. A tal espada que dissera um dia trazer aterra... estava afiada e reluzente em sua mão. E Jesus acordou indisposto. Muitoindisposto. Afinal, fora rejeitado, humilhado, triturado, apanhara que nem cachorro. Ohomem sem pecado se levantou para dar continuidade ao fato de que nele, o infernocessa. O absurdo do homem a quem a morte não pode vencer, que além de não morrerainda tem o poder de conceder a mesma imortalidade a todo aquele que nele crer.No livro de Salmos Davi evoca a cena de Deus, sim Deus, como um guerreiro de força
  2. 2. descomunal bêbado dormindo num desses bares da antiguidade, desmaiado sobre umamesa qualquer, na hora da chegada de um grupo de soldados inimigos. Quando entãorepentinamente alguma coisa o desperta e ele se levanta com o machado nas mãos eparte resoluto e aterrorizantemente encolerizado para cima do grupo que veio ao seuencontro, desses guerreiros invencíveis das eras passadas, tomado de ira, bêbado osuficiente para não sentir dor, mas não o suficiente para deixar de bater...Esse é Jesus se levantando dos mortos...Por quarenta dias o ressurreto dentre os mortos vagou por entre lugares desconhecidos.Vagou é um termo equivocado, afinal soa como um sujeito sem lar à procura de umabrigo qualquer... contudo embora bem sabia o que estava fazendo...Um dia, lá no passado, perguntaram para o já ex-dono dos reinos transitórios, o que eleestava fazendo. Disse em tempos de glória inefável que caminhava sobre a terra,passeava por ela. A partir da ressurreição esse direito de livre transito acabou. Porqueaquilo que ecoava nos corações dos profetas, no silencio das noites estreladas, agoraestava para se cumprir na multidão, declaradamente. Em breve já não haveria ummundo onde a qualquer momento...em qualquer lugar...nascessem profetas...maioresque os que os antecederam...Profetas sempre deram bastante trabalho para o inferno. Sempre. Como um vendavalsobre o campo de trigo.Anos de preparo, dissimulação, engano, filosofias e sistemas de pensamentosdeturpados viravam fumaça diante daquelas palavras três palavras irritantes (emhebraico são três palavras (Khor – amar – Yahweh) “Assim diz o Senhor”. E agora umvendaval se anunciava.Numa tarde como outra qualquer umas quatrocentas pessoas se aglomeram para o queparece ser uma despedida. No meio deles alguém, aquele sujeito ressuscitado, que jánão pode ser tocado pela morte, pelo pecado ou seja lá pelo que for inventado, concedeorientações para o grupo ansioso. No que parece ser um franca imitação ao profetaElias, embora não tão dramático, faltavam os cavalos de fogo, a carruagem e todaaquela pressa, ele se retira da terra a caminho de um lugar celestial. Acabou. Hora devoltar aos negócios, pensaria um demônio desavisado.
  3. 3. Dez dias de aparente calma. A religiosidade reinante seguia seu livre curso, astestemunhas falsas e o sacerdócio corrompido que acusaram e determinaram a morte doúnico messias verdadeiro que a terra presenciou dançavam em meio as milhares devisitantes de centenas de cidades ao redor do mundo de então, tudo transcorria na maiortranquilidade. Ou numa aparente tranquilidade, já que o horror estava presente em cadaprisão do estado romano, em cada guerra das castas indianas, em cada desmando dosimperadores dos antigos feudos chineses. O mundo caminhava com seus rituais, suasinúmeras divindades, seus milhares de sistemas religiosos. E aqueles que deveriam seros guardiões de uma nova ordem nem se deram conta do que haviam feito.Até que aquele grupinho de pessoas ajoelhadas no cenáculo recebeu o que os profetasda antiguidade haviam anunciado.Satanás sempre odiou a babel. Babel foi um dos maiores entraves para seus planos deunificação dos propósitos da humanidade, sob sua direção. Os demônios por sua veztem uma ojeriza ao fogo... ainda que em visão...ou principalmente em visões....afinal... ofogo profetiza seu fim.No dito cenáculo línguas de fogo repartidas, após o vento, e enfim BABEL. De novo.Línguas estranhas, sendo faladas de modo ensurdecedor. O êxtase do Espírito de Deus,semelhante aquilo que acontecia com os profetas do Velho Testamento. Sobre umamultidão. O horror absoluto toma conta do inferno. Dez entre dez potestades espirituaisbem sabiam o que significava aquilo. Quando Jacó adormeceu em Betel e colou umarocha pra ser seu travesseiro no alto da colina, sonhou com uma escada em que os anjosdesciam. Pelo menos Betel ficava em Betel. Até agora. O cenáculo inundado do poderque enchia o tabernáculo, da glória que impedia os sacerdotes de ministrarem no templode Jerusalém, agora inaugurava uma espécie de franquia celestial. E se esse fosse oprimeiro de muitos cenáculos? O que levou os poderes desta terra a virar os olhos pra océu. Não pra esse que se vê. Certo dia desses Ezequiel vira o Espírito Santo sair dotemplo absurdamente contaminado, depois de um passeio espiritual pelas entranhas dosaposentos do santuário deturpado por cenas retiradas certamente de algum almanaquesobre sexo feito de tábuas de argila. Após o carro alegórico de adoração ao deus sol, umpouco depois da sala de jóias utilizadas para pratica de sexo com pagamento emdinheiro piedosamente utilizado para enriquecer a nobreza religiosa, e após as mulhereschorando na escuridão a umas figuras pintadas em honra a uma antiga divindade pagãque aceitava sacrifícios humanos de crianças, queimadas vivas, o profeta chega até ummonte, justamente o que fica atrás do templo, pouco conhecido, um tal de monte dasoliveiras, e sob as vistas do assombrado profeta, vai embora...Sobe entre asnuvens...desaparece no céu. Era a primeira vez que uma “desconsagração” era divisadano Velho Testamento. Normalmente objetos “consagrados” eram ungidos em óleo,separados para o ministério, e assim permaneciam enquanto existissem. O óleoderramado sobre eles simbolizava a sua separação e uso exclusivo para o serviçodivino... para sempre. Pelo menos se imaginava isso até esse trágico dia em que oEspírito de Deus, avistado em uma forma de nuvem luminosa ascendeu sem cerimôniasàs alturas celestiais. E ali. Ali. Bem ali. No meio de um jardim. A maior vitória que oinferno teve contra a humanidade foi conseguida num jardim, com uma menina háalguns anos atrás. Eva. Era assim que ela se chamava. Agora num horto ao pé de um
  4. 4. vale, que chamam de Cedron um profeta vê horrorizado a perda da ultima esperança dahumanidade, indo embora. Como lutar contra as trevas reinantes sem ajuda do poder doEspírito de Deus? Claro que apesar de onipresente em toda a criação, simbolizava suaindignação e seu afastamento do ser humano. E o jardim tinha muitas oliveiras. E tinhaum lagar, que um dia chamariam de Getsamani.As potestades viram o dia em que o Espírito Santo ascendeu ao céu. E riram. Depoisviram um homem absurdamente cheio do mesmo Espírito Santo orando com uma forçae um poder tão absoluto que quase matou seu corpo físico. E orando com tanta fé quemesmo contra toda a oposição enfrentada, que quebrou algo na essência do universo.Algo foi quebrado. Nesse dia as potestades silenciaram. Quando Jesus saiu caminhando,vivo do Getsamani após ter sofrido o que nenhum homem poderia suportar a nívelespiritual, um rumor se espalhou pelo império das trevas. Basicamente existia umprofeta cuja fé não podia ser medida e que não podia ser detido a nível espiritual, pornenhum poder, nem por todo o poder.O alivio passageiro fruto da morte do homem mais ungido que a terra conheceu nãodurou muito tempo. Dentro da morte havia ruídos, estruturas partiam-se. Partiram-sequando ele morreu, quando o Hades perdeu o seio de Abraão, quando a dimensão damorte começou a ser redefinida. No mesmo dia em que acontecia algo também naeternidade, nas esferas celestiais. Doze homens saídos das entranhas do seio de Abraãoassentaram-se em tronos ao redor do grande tronoDezenas de mortos há décadas enterrados caminharam vivos pelas ruas de Jerusalém.Um deles pisando o gramado do velho horto. Um ex-morto pulou o lagar. Parou pertodas pedras onde Jesus se ajoelhava quando vivo e seguiu seu rumo em direção de suahistória.E agora no cenáculo divisava-se a parte escondida do plano que esteve oculto pormilhares de anos.Cerca de 430 pessoas profetizavam e falavam em línguas, algumas que as potestades sóhaviam ouvido num lugar. No céu. Faladas por anjos.E além de tudo, os profetas que ali estavam, consagrados imediatamente pelo poder quelhes revestiu, eram diferentes de tudo o que existia até então. Eles eram diferentes atémesmo de Jesus enquanto exercia seu ministério. Sua natureza fora transformadajuntamente da chegada do Espírito. Eles não eram iguais aos filhos de Adão. Neles semisturava de um modo novo a presença divina e a humanidade. Seus interiores, seuscorações eram diferentes. O modo como o Espírito interagia com seus corações eradiferente do modo com que ele agia com os profetas do Velho Testamento.
  5. 5. Então o horror tomou conta das trevas.A nova igreja havia nascido, mais excelente que a igreja do Velho Testamento.Quando essa igreja de homens renascidos começou a interceder...a verdade foi revelada.Esses profetas de natureza transformada intercediam como sacerdotes, como se os doisofícios recaíssem na mesma pessoa. E não importava quem quer que orasse. Era comose Araão ou Samuel ou mesmo Moisés ali vivo e de pé intercedesse, ainda queajoelhados.Milhares de anos de comércio, guerras, sistemas econômicos, políticos, filosóficos ereligiosos determinaram as possessões das nações, a territorialidade, a sua riqueza. Osbens divididos entre as abastadas famílias dos povos, famílias escolhidas pararepresentar e operar o poder econômico. O dinheiro como raiz de todos os males exerciaseu domínio aparentemente sem oposição. Até esse dia maldito do quinquagésimo diade Pentecostes. Aqueles homens e mulheres tinham em suas mãos as escrituras da terra,das fontes, das árvores e dos jardins. Mesmo de almas humanas. Sobre quem alcançassesua oração não haveria direito forçado das trevas sobre seus corações, em alguns já nãohaveria direito forçado do reino maligno sobre suas almas e sobre outros nenhum poderpoderia ser exercido sobre seus corpos ou mesmo sobre seus bens. A igreja recebeudireitos espirituais e benefícios que Abraão não seria capaz de imaginar.O equilíbrio do mundo agora não dependeria da força ou da violência humana. Da forçaou do poderio do maligno. Mas do Espírito do SenhorGente embriagada de Deus podia realizar mais que homens que tivessem exércitos a suadisposição, ou dinheiro incalculável.Dividir para conquistar. O mundo jaz no maligno. Qual a diferença de um pouco de luznum lugar de plena escuridão?Mas a luz do Evangelho era sol. Os milagres trovões. As ressurreições comorelampagos. A PALAVRA contaminava a alma mais do que o pecado era capaz de
  6. 6. destruir. E o pecado não era capaz de destruir o que a Palavra divina vinda de gentecheia do Espírito de Deus era capaz de restaurar.A entropia havia encontrado um adversário a sua envergadura.A palavra dessa gente renascida tem o poder de mudar o mundo, de semear o amanhã,de destruir fortalezas espirituais edificadas e fortalecidas por milhões de espíritos, sejamimundos ou humanos.O Apocalipse é a história por detrás da história humana. Narrando a tremenda luta doinferno em manter de pé o que havia sobrado depois que Cristo passou pela terra.E de sua miserável derrota.Quando Jesus morreu ele foi parar na dimensão da morte. Ou no que sobrara dela. Oseio de Abraão deixou de existir no momento em que ele adentrou no Hades. E nem ummorto como outro qualquer ele seria. Nunca houve um morto como ele. Nunca ummorto como ele penetrou nas trevas e na dimensão da morte como ele penetrou. Livre.Sem uma consciência contaminada. Tão livre que encontrou espíritos e nem mesmo alideixou de anunciar o evangelho. Nunca um ser humano, um ser divino, ou seja lá o queaquele homem fosse, entrou através daqueles portais com tamanha fé. Se há algummistério na morte, o maior de todos é a de um morto ser guiado pelo Espírito Santo,dentro da dimensão da morte. Terminada suas atividades, na mais fantasmagórica desuas missões, na mais espírita de todas as empreitadas, Jesus ainda cumpriria um dosmaiores atos de sua existência. O maior cumprimento profético, tão tremendo que Pauloo considerou o maior de todos os atos do poderio divino. Acima da criação do universo.No relógio divino era manhã. E uma voz é ouvida no interior do Hades. Uma oração.Nenhum homem poderia realizá-lo porque nenhum homem recebeu o direito de divinode realizá-lo. Somente Cristo. Pela sua obediência até a morte. O homem que obedeceua voz divina de modo completo e que não conheceu o pecado, no qual Deus alegrou-se eregozijou-se a cada palavra, cada gesto e cada atitude, intercedeu pela sua própriaressurreição. Era isso que Jonas disse (e que pouca gente escutou):
  7. 7. “Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do infernogritei, e tu ouviste a minha voz.” (Jonas 2:2)Sim. Ele o fez. O Cordeiro morto orou. E morto, foi ouvidoE já que não haviam intercessores que o pudessem socorrer nessa hora de infortúnio:Isaías Capítulo 5916 E vendo que ninguém havia, maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; porisso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve.Sua própria intercessão lhe valeu.Então, destroçando a prisão, fugiu. Não se foge de uma prisão inexpugnável.Teoricamente falando.Aquele sujeito irritante não era um profeta qualquer e tão pouco era um pecador. Oprimeiro dentre os mortos a ressuscitar sem que a morte jamais pudesse tocá-lonovamente. Por isso o alívio imenso quando ele ascendeu. - Sai da terra dos mortos, seuvivo de uma figa! diria outro demônio desavisado.Na contabilidade do inferno esse era o quarto evento que deturpava a sistemática danatureza. O tal do Enoque, por exemplo, a quem nunca mais se avistou... A morte tem
  8. 8. domínios territoriais bem delimitados. Certa feita intentou alargar as cordas de suastendas. A ordem veio direta na cara da energúmena:Quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre;Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa?Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos, E disse: Até aqui virás, e nãomais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas?Jó 38:8-11O mar sempre foi sinônimo de morte para a antiguidade. Que o digam os marinheiros.Do mar vem as maiores figuras sobre a morte, a sua escuridão, os abismos, aprofundidade. Que seja essa a primeira e a ultima explicação sobre o que está sendodito.Os limites territoriais impostos a morte a impedem de ter acesso às regiões celestiais.Porque mesmo se anjos não pudessem morrer, certamente iria atrás de Enoque. E não sóde Enoque. Outro dia desses o segundo individuo, profeta para variar, como jámencionado antes, dramaticamente é levado DEUS sabe pra onde numa carruagemcelestial. Cavalos que voam sempre são novidade na terra da sombra e da morte. Eliasfoi-se e sem morrer. Entre esses eventos desmórbidos, temos ainda a incoerênciadaquele enterro sem testemunhas no qual é dito que o tal do Moises morreu e quenenhum dos bilhões de demônios a disposição das trevas foi capaz, após varrer aexistência de cabo a rabo, de encontrar o corpo. A situação da morte declarada semdefunto foi tão séria que Satanás foi invocar audiência divina, sendo barrado por umarcanjo, não sem antes de um bate-boca histórico cujo teor não foi escrito dada asexpressões de baixo calão em alguma língua angelical desconhecida ao qual o nome doSenhor foi invocado para dar fim a dita situação.Ou seja, dois não-mortos, um dito morto sem que o corpo seja achado e agora isso! Umex-morto. Não um morto-vivo, não um ressuscitado para a vida cotidiana. Antes, umhomem ressuscitado para a eternidade, para sempre, com um tipo de vida em seuinterior que era do mesmo tipo que habitava o interior de alguém cujo poder não podiaser medido.E veja bem, que Satanás um dia tinha tentado calcular esse poder. Usou tudo o quesabia. Como em sua criação expectativas além da imaginação haviam sido colocadas,
  9. 9. nele habitava conhecimento quase que ilimitado, sabedoria que o tornava um dosmaiores conhecedores de todos os mistérios. Assim ele pensava. E assim ele calculou adimensão do inominável. Chegou a conclusão que havia limites na extensão do poderdivino e que dada a sua integração com a obra criada, cataclismando as galáxias,colapsando o universo criado, junto dele, morria Deus.Errou. Abalou a criação. Mas não ao Criador.E ali, bem ali, naquele mesmo MALDITO E IMENSO JARDIM, na outra extremidade,que se iniciava no Getsamani e ia até aquele cemitério de famílias nobres, onde José deArimatéia tinha um jazigo perpetuo, ali mesmo na região onde ele enviou Judas parabeijá-lo, ali onde suou sangue e ali onde foi agarrado por Maria, caminha sobre a terraum homem cujo interior era igual ao sol quando brilha em todo seu resplendor.Igual ao do Pai.A morte possuía limites delimitados. Mas a vida não. O que Jesus introduzia na terra eraigual a uma chave que destranca prisões. O segredo do cadeado. O segredo da vida. Aresolução do enigma. A chave da morte estava nas mãos de Cristo.A antes limitada morte, agora perdia algo mais. A Cruz do Calvário não era somente amorte de um homem justo. Era a morte da própria morte. Se Satanás soubesse omistério que envolvia a cruz não teria entrado em Judas. Na verdade teria tirado osdemônios ao redor de uns oitocentos Quilometros de onde Cristo se assentasse. Pra nãodar chance pro azar. Mas ele não sabia. Nem quando ministrava no templo da eternidadepassada, nem quando o viu o tabernáculo montado do deserto, o templo e o que veiodepois. O mistério que esteve oculto por todos os séculos só foi revelado na suaoperação. O véu de 300 kilos com quatro camadas que tapava a visão da entrada dossantos dos santos no templo de Jerusalém se rasgou nos 12 metros de altura, de alto abaixo quando Jesus morreu.Foi somente nesse momento que Satanás compreendeu PLENAMENTE a grandeza doplano divino.Tarde demais.
  10. 10. Tudo era um plano. Um plano elaborado desde o principio de tudo. Na tentativa deparar os efeitos da ressurreição, toda a sabedoria do inferno foi colocada a disposição doseu reino passageiro e da sua agencia maior, a sinagoga de Satanás.Mas o plano possui desdobramentos interessantes.Muito interessantes.Transformando o mundo numa comunidade de profetas...pelo poder do Espírito deDeus... O Apocalipse, na verdade é o texto básico, a cartilha do amanhã. Profetasantecipam as coisas que virão, faz parte de sua vocação.Mesmo porque o contra-plano foi imediatamente colocado a funcionar a todo o vapor. Adestruição do plano de salvação é uma meta ambiciosa. Talvez não tanto como atentativa frustrada de matar a Deus. Mas é uma meta ambiciosa.Que havia um plano em andamento pela história o inferno já sabia. Que aquilo que asEscrituras traziam, manifestavam e operavam na vida do homem, já era sabido. A fé éum tesouro grandioso demais para que a humanidade a recebesse assim de bandeja,assim como conhecer os princípios que regem o cosmos e as leis espirituais que ocompõe. A revelação escrita desmascarava o invisível expondo as entranhas do pecado,desmascarava a verdade por detrás da necromancia, da volúpia dos ritos mágicos, dasfarsas e enganos da iniquidade. A verdade da palavra profética e da Lei iluminavam asquestões mais íntimas da psicologia e espiritualidade humanas, e dos poderes queoperavam nessa terra, em especial o mais tenebroso de todos. O tal do pecado. Apalavra divina não só advertia contra sua malignidade como ainda ensinava a viverevitando-o, convidando ao homem a viver sem permitir sua influencia cancerígena.Tratando ao pecado como uma enfermidade que poderia destruir a toda realizaçãohumana, as Escrituras retiravam das mãos dos demônios suas maiores e melhoresarmas. “amarás ao teu pai e a tua mãe, não cobiçarás a mulher de teu próximo, nãoempurrarás o cego para que não caia na vala” demonstrava a capacidade do homem derealizar a maldade diária com seu semelhante. A Lei protegia ao homem tambémjuridicamente, organizava o caos social e refreava o envolvimento espiritual com asentidades cujo contato era o suficiente até para enlouquecer ao homem. Que o diga aAlemanha Nazista sob a égide da suástica.
  11. 11. Era necessário eliminar a Israel, seu sacerdócio, aquela revelação de propósitosdissimulados conhecida como Lei e sobretudo, silenciar aos profetas, custasse o quecustasse. E correr atrás daquela pista, daquele cara prefigurado, premeditado eprofetizado pra menina burra. Não que houvesse qualquer traço de burrice em Eva. Mascomparada aquele que a enganou, Eva era só uma menina burra. Comparado ao cabedalde conhecimento acumulado antes que o homem existisse, Eisntein, Platão, Teslah,Galilei, Pitágoras, Newton são somente crianças burras.A primeira Lei que todo ser inteligente e maior que o ser humano aprendeu desde suasorigens é que a Palavra de Deus jamais voltará vazia. O que saiu de sua boca, entreguepor meio de seus mensageiros vai acontecer custe o que custar. Essa tediosocomprometimento entre Deus e sua Palavra, tornam a Profecia o evento mais previsíveldo universo, ele, o tentador, recebeu a primeira profecia que também contava a históriade sua vida inteira.O Senhor Deus condenou a serpente a andar rastejando e acrescentou: “Eu poreiinimizade entre ti e a mulher; entre a tua posteridade e a dela. Ela te pisará a cabeça e tua morderá no calcanhar”.Quem era essa posteridade que ousaria pisar nele? Ainda se ouvia nas entranhas dasgaláxias em colapso o efeito de sua manifestação de poder. O universo inteirorepercutiria por milhões de anos os feitos que Isaias narraria anos depois. Os portais douniverso físico haviam sido abertos, bilhões de seres de malignidade desconhecidashaviam entrado na dimensão da terra, pelo menos dez príncipes ou potestades dotadosde incomum inteligência e poderio estavam ao lado dele, a morte era sua aliada e opecado seu armamento, contra duas criaturas feitas de carne. DUAS.Quem era essa posteridade que poderia lhe causar problemas? Com o que? Piadas semgraça? Satanás já via os corpos dos jovens a sua frente apodrecendo em covas recémabertas, já os via morrer desde que erraram. Já estavam enfermos pelo pecado eseparados da única fonte de vida perene que poderia fazer neles a diferença.
  12. 12. Quem era essa posteridade, se é que um dia haveria qualquer posteridade, descendentesdo barro, da carne e do sangue... que lhe poderia confrontar?Antes prevenir que remediar. O impossível ocorreu. As estranhas criaturas denominadashumanidade recebiam a cada ano, as tais malditas profecias, promessas e coisas afins. Eainda contra um mundo tenebroso, sobreviveram. Mas a cada possibilidade decumprimento, as armas se voltavam para a tal família portadora da futura “posteridade”Porém todos pecavam e destituídos eram da glória divina. Nenhum filho de homemenfermo pelo pecado poderia resistir ao seu domínio. Morte para eles.E morte para todos, principalmente aos profetas.Até que nasceu João. E veio Jesus para ser batizado. E recebeu a investidura de umprofeta.E foi levado ao deserto para ser tentado.E não pode.Como pode haver um ser humano que não pode ser TENTADO? Todos os homensforam e em algum momento, caíram.Menos Ele.Então aconteceu.O homem ungido olhou para uma pessoa tomada por demônios. E ergueu sua voz. E osdemônios foram tomados de terror absoluto, diante de um poder jamais manifestado na
  13. 13. esfera deste mundo. Sua Autoridade fora manifesta. E nenhum poder terreno resistia avoz dessa Autoridade.Esse homem ungido, diferente de todos os outros homens que viveram até essa datatinha PODER E DOMINIO SOBRE TODA A ESFERA DE PODERES ESPIRITUAIS.Satanás maldisse os demônios enviados a matarem as crianças em Belém de Efrata acerca de 30 anos atrás, por terem falhado.Welington Corporation

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