ANÁLISE DO PROCESSO PRODUTIVO DOS TIJOLOS
CERÂMICOS NO ESTADO DO CEARÁ: ESTUDO DE CASO
Braga, Weber Alves(1)
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produtivo e melhoramento da qualidade do...
A lenha utilizada na queima dos blocos cerâmicos é extraída diretamente da
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Análise do Processo Produtivo dos Tijolos Cerâmicos no Estado do Ceará - Estudo de Caso

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Análise do Processo Produtivo dos Tijolos Cerâmicos no Estado do Ceará - Estudo de Caso

  1. 1. ANÁLISE DO PROCESSO PRODUTIVO DOS TIJOLOS CERÂMICOS NO ESTADO DO CEARÁ: ESTUDO DE CASO Braga, Weber Alves(1) ; Santos, Max Wendell Lima Cunha dos(2) ; Brandão, Francisco da Silva(3) ; Sales, Juscelino Chaves(4) . (1) Universidade Estadual Vale do Acaraú, campus CIDAO; weberfila15@gmail.com. (3) Universidade Estadual Vale do Acaraú, campus CIDAO; max_cunha_18@hotmail.com. (2) Universidade Estadual Vale do Acaraú, campus CIDAO; eng.franciscobrandao@hotmail.com. (4) Universidade Estadual Vale do Acaraú, campus CIDAO; juscelinochaves@hotmail.com. 1. RESUMO A indústria da cerâmica vermelha é um setor essencial para a economia nacional, pois supre a cadeia produtiva da construção civil em todo o território nacional, sendo também fundamental para o setor da habitação. A cerâmica é o material mais utilizado como vedação de estruturas por possuir ótimos parâmetros de isolamento térmico, acústico e de resistência. Há 8 km da sede do município de Hidrolândia (CE), está localizada uma fábrica de blocos cerâmicos. Sua produção semanal é de 42 mil blocos. São 14 funcionários que trabalham na fábrica, todos informalmente, recebendo pagamentos fixos por tijolos produzidos. A fábrica tem aproximadamente 400 metros quadrados construídos dentro de área de vegetação nativa. O presente trabalho tem como objetivo um estudo de caso do processo produtivo de uma fábrica de cerâmica vermelha localizada no interior do Ceará. A metodologia utilizada irá envolver a levantamento de dados e informações através de entrevistas com o proprietário e funcionários, a exploração de conteúdo bibliográfico e ensaios de controle tecnológico. PALAVRAS-CHAVE: Cerâmica Vermelha. Produção. Ceará. 2. INTRODUÇÃO A indústria da cerâmica vermelha é um setor essencial para a economia nacional, pois supre a cadeia produtiva da construção civil em todo o território nacional, sendo também fundamental para o setor da habitação. A cerâmica é o material mais utilizado como vedação de estruturas por possuir ótimos parâmetros de isolamento térmico, acústico e de resistência. O Ceará é um estado pioneiro na produção de blocos cerâmicos e telhas, sendo responsável por 0,047% da produção nacional - o que equivale a 352,53 milhões de tijolos produzidos por mês (ANICER, 2008 apud BNB, 2010). O potencial do mercado cearense é justificado, principalmente, pela pré-existência de atividade artesanal de empresas de pequeno porte espalhados por todo o estado. Há 8 km da sede do município de Hidrolândia (CE), está localizada uma fábrica de blocos cerâmicos. Sua produção semanal é de 42 mil blocos. São 14 funcionários que trabalham na fábrica, todos informalmente, recebendo pagamentos fixos por tijolos produzidos. A fábrica tem aproximadamente 400 metros quadrados construídos dentro de área de vegetação nativa. O presente trabalho tem como objetivo um estudo de caso do processo produtivo de uma fábrica de cerâmica vermelha localizada no interior do Ceará. A metodologia utilizada irá envolver a levantamento de dados e informações através de entrevistas com o proprietário e funcionários, a exploração de conteúdo bibliográfico e ensaios de
  2. 2. controle tecnológico. Este trabalho estará voltado para a optimização do processo produtivo e melhoramento da qualidade do produto oferecido por aquela fábrica. 3. METODOLOGIA/RESULTADOS O plano metodológico deste trabalho prevê a realização de três etapas. Na primeira parte deste trabalho foram realizadas visitas técnicas à fábrica em Hidrolândia (CE), no intuito de entender o processo produtivo e analisar visualmente o ambiente da fábrica. Esta etapa é fundamental para que sejam detectados os pontos positivos e negativos do processo produtivo em questão, e posteriormente discutidos. Na segunda parte do plano metodológico, serão realizadas a amostragem e coleta da matéria-prima bem como dos blocos produzidos na fábrica de Hidrolândia (CE); ensaios de caracterização da argila que abastece a produção da fábrica e de controle de qualidade dos tijolos coletados. Os ensaios em questão estão referenciados em suas respectivas normas, de acordo com a Tabela 1. Tabela 1 - Normas para Ensaios Ensaio Norma Solos Determinação do Limite de Liquidez NBR 6459:1984. Determinação do Limite de Plasticidade NBR 7180:1984. Análise Granulométrica NBR 7181:1984. Blocos cerâmicos Determinação do Índice de Absorção D’Água NBR 15270-3: 2005. Determinação da Resistência à Compressão Determinação do Desvio em Relação ao Esquadro Fonte: KAZMIERCZAK, 2007. Na terceira parte da metodologia, serão realizadas discussões, levando em consideração as informações coletadas e os resultados dos ensaios realizados. Nesta etapa, poderão ser discutidas medidas para melhoramento do processo produtivo em questão. Essas medidas poderão, se necessário, ser sugeridas e recomendadas à gerência da fábrica. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO A situação atual da fábrica permitiu detectar diversas falhas decorrentes de uma gestão inexperiente. Entre as diversas falhas encontradas na fábrica, o desperdício, é a mais gritante. Foi constatado que são nas etapas de manuseio de argila e de conformação e transporte dos blocos que ocorrem mais perdas de material (Figura 1). O desperdício mostra que existem deficiências no maquinário e na execução das atividades durante o processo produtivo. Não só isso, mas também está relacionado à má organização do espaço da fábrica. Segundo o proprietário, a extração da argila utilizada na fábrica é realizada por uma empresa terceirizada, que explora um rio nas proximidades. O preço da de argila é R$ 3,00 por lote de caçamba. A extração, antes, era realizada pela própria fábrica, no mesmo rio, porém foi interrompida devido à escassez decorrente da extração excessiva do ponto do sub-leito que era explorado.
  3. 3. A lenha utilizada na queima dos blocos cerâmicos é extraída diretamente da vegetação localizada nas redondezas da fábrica. Foi constatado que a extração da madeira é realizada sem qualquer licença ambiental, provida por órgão regulador. A lenha, depois de ser transportada para a fábrica, fica disposta no pátio, isenta de proteção contra intempéries, o que pode facilitar perca na qualidade do material e consequentemente, uma queima insuficiente dos blocos cerâmicos (Figura 2). Figura 1 - Blocos defeituosos dispostos no chão da fábrica Fonte: Própria, 2013. Figura 2 - Lenha para queima dos blocos disposta no chão da fábrica Fonte: Própria, 2013. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho não se tem por findado. Os procedimentos que ainda não foram realizados podem ser confirmados através de outros estudos. No estudo atual, vários parâmetros devem ser relevados na elaboração de medidas que visam a optimização da cadeia produtiva. Torna-se prioridade um trabalho mútuo e contínuo de pesquisadores e profissionais do setor em busca de melhorias na cadeia produtiva da construção civil. 6. REFERÊNCIAS BANCO DO NORDESTE DO BRASIL. Informe Setorial Cerâmica Vermelha. Fortaleza, 2008. KAZMIERCZAK, Claudio de Souza. Produtos de Cerâmica Vermelha. In: ISAIA Geraldo Cechella (Editor). Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e Engenharia de Materiais. São Paulo: IBRACON, 2007.

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