Práticas Financeiras e Contábeis - Aulas 3 e 4

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AULA 3
1 – Planejamento;
2 – Orçamento;
3 – Controles Financeiros;
4 – Investimentos.

AULA 4
1 – Contas Contábeis;
2 – Plano de Contas;
3 – Patrimônio;
4 – Demonstrações Contábeis;
5 – Usuários da Contabilidade;

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Práticas Financeiras e Contábeis - Aulas 3 e 4

  1. 1. Práticas Financeiras e Contábeis PROFESSOR WANDICK
  2. 2. Aula 3 1 – PLANEJAMENTO; 2 – ORÇAMENTO; 3 – CONTROLES FINANCEIROS; 4 – INVESTIMENTOS.
  3. 3. Planejamento Financeiro  Planejamento financeiro é o processo formal que conduz a administração da empresa a acompanhar as diretrizes de mudanças e a rever, quando necessário, as metas já estabelecidas. O planejamento financeiro possibilita a elaboração de um orçamento, acompanhar as contas, verificar a disponibilidade de recursos, organizar as contas e fazer investimentos.
  4. 4. Orçamento  Orçamento é uma ferramenta de gestão que explicita as intenções da empresa em termos financeiros.  O orçamento é uma ferramenta adotada para o controle das finanças da empresa, sendo que contempla duas funções básicas: o planejamento e o controle.
  5. 5. Fluxo de Caixa  O fluxo de caixa é um instrumento gerencial que controla e informa todas as movimentações financeiras (entradas e saídas de valores) de um determinado período.  É composto dos dados obtidos dos controles de contas a pagar, contas a receber, de vendas, de despesas, de saldos de aplicações, e de todos os demais elementos que representem as movimentações de recursos financeiros da empresa.
  6. 6. Controles Financeiros  Os controles financeiros são os instrumentos que permitem ao administrador planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros de sua empresa em determinado período.  Os principais procedimentos para o controle financeiro são: controle diário de caixa, controle bancário, controle diário de vendas, contas a receber, contas a pagar, controle mensal de despesas e estoques.
  7. 7. Controle Diário de Caixa  O Controle Diário de Caixa é o registro de todas as entradas e saídas de dinheiro, além de apurar o saldo existente no caixa. O Controle Diário de Caixa é fundamental para o sucesso da empresa, além de contribuir para uma boa gestão financeira e para a tomada de decisões acertadas.
  8. 8. Controle Diário de Caixa Controle Diário de Caixa - Julho / 2013 DIA HISTÓRICO ENTRADA SÁIDA SALDO 2 Saldo anterior 1.000,00 2 Rec. fatura nº 001 650,00 1.650,00 2 Rec. fatura nº 002 500,00 2.150,00 2 Pgto. despesa taxi 50,00 2.100,00 2 Pagto. mat. escritório NF 1 45,00 2.055,00 2 Pagto. mat. escritório NF 2 55,00 2.000,00 2 Saldo a transportar 2.000,00
  9. 9. Controle Bancário  É o registro diário de toda a movimentação bancária e do controle de saldos existentes, ou seja, os depósitos e créditos na conta da empresa, bem como todos os pagamentos feitos por meios bancários e demais valores debitados em conta, como: o Tarifas bancárias; o Juros sobre saldo devedor; o Contas de energia, água ou telefone; o Operações com cartão de crédito e débito; o DOC ou TED.
  10. 10. Controle Bancário O controle bancário tem as seguintes finalidades: o Confrontar os registros da empresa e os lançamentos gerados pelo banco; o Apurar as diferenças nos registros; o Gerar informações sobre os saldos bancários existentes, inclusive se são suficientes para pagar os compromissos do dia.
  11. 11. Controle Bancário Controle de Movimento Bancário – Conta nº 123 – Ag. 3 – CEF DATA HISTÓRICO DÉBITO CRÉDITO SALDO 2 Saldo anterior 5.000,00 2 Depósito em cheque 2 Recebimentos de clientes 2 Pgto. de fornecedores 1.500,00 5.000,00 2 Débito conta de telefone 300,00 4.700,00 2 Tarifa bancária 30,00 4.670,00 2 Saldo a transportar 1.000,00 6.000,00 500,00 6.500,00 4.670,00
  12. 12. Controle Diário de Vendas  Sua principal finalidade é acompanhar as vendas diárias e o total das vendas acumuladas durante o mês, possibilitando ao empresário tomar providências diárias para que as metas de vendas sejam alcançadas.
  13. 13. Controle Diário de Vendas  Pode fornecer as seguintes informações: o Controlar o total das vendas diárias e os respectivos o o o o prazos de recebimentos: à vista, com semanal, quinzenal, mensal, etc; Totalizar as vendas mensais pelos prazos de recebimentos; Fornecer dados para conferência de caixa (para certificar se os valores das vendas à vista foram registrados no caixa); Controlar os registros dos valores das vendas a prazo no controle de contas a receber; Dar informações para compras e fluxo de caixa.
  14. 14. Controle Diário de Vendas Controle Diário de Vendas – Mês de Janeiro DIA À VISTA 30 DIAS 60 DIAS 90 DIAS TOTAL 2 2.000,00 1.500,00 1.000,00 500,00 4.500,00 3 2.500,00 800,00 300,00 4.600,00 4 3.000,00 1.000,00 1.000,00 1.000,00 6.000,00 7.500,00 3.500,00 2.800,00 1.800,00 15.100,00 1.000,00 31 SOMA
  15. 15. Controle de Contas a Receber  Tem como finalidade controlar os valores que a empresa tem   o o o o o o o direito de receber, provenientes das vendas a prazo. Também é conhecido como duplicatas a receber. Deve fornecer as seguintes informações: Informar valores a receber, por exemplo, nos períodos de 30, 60 ou 90 dias; Ajudar a decidir sobre investimentos e previsão de compras; Informações sobre valores a receber em atraso; Fornecer informações sobre os clientes que pagam em dia; Fornecer informações para os elaboração do fluxo de caixa. Ajudar nas tomadas de decisões da empresa.
  16. 16. Controle de Contas a Receber Controle de Contas a Receber – Mês de Janeiro DIA CLIENTE 2 Rafael Rodrigues 2 Katia Campos 2 Lojas S e A 2 2 HISTÓRICO VALOR RECEBIMENTO DATA VALOR 650,00 2 650,00 700,00 2 700,00 Fat. 001 1.000,00 2 1.000,00 Empresa Alfa Fat. 012 1.200,00 2 1.200,00 Gráfica Til Fat. 036 670,00 Ch. 101 B. Brasil Ch. 201 CEF TOTAL A RECEBER NO DIA 4.220,00 3.550,00
  17. 17. Controle de Contas a Pagar  É o demonstrativo que fornece a visualização de todos os compromissos financeiros assumidos pela empresa, de acordo com os respectivos vencimentos.  Objetivos: o Verificar, controlar e processar as contas a pagar; o Informar os vencimentos; o Prioridades de pagamento; o Informar inadimplência; o Fluxo de caixa.
  18. 18. Controle de Contas a Pagar Controle de Contas a Pagar – Mês de Janeiro DIA FORNECEDOR HISTÓRICO VALOR PAGAMENTO DATA VALOR 7 Encargos folha de pagamento FGTS 430,00 2 430,00 7 Imobiliária Aluguel 1.000,00 7 1.00,00 7 Contabilidade Honorários 622,00 7 622,00 7 Empresa Alfa Dup. Nº 10 1.500,00 7 1.500,00 7 Gráfica Til Dup. Nº 20 1.100,00 TOTAL A PAGAR NO DIA 4.652,00 3.552,00
  19. 19. Controle de Despesas Mensais  É o demonstrativo que fornece o acompanhamento da evolução dos gastos mensais da empresa.  Objetivos: o Cortar gastos; o Cálculo de custos; o Formação do preço de vendas.
  20. 20. Controle de Mensal de Despesas Controle de Mensal de Despesas – Mês de Janeiro DIA 5 SALARIO ENCARGOS ALUGUEL SERVIÇOS MAT. ENERGIA CONTÁBEIS ESCRIT. 5.000,00 7 5.000,00 430,00 1.000,00 622,00 10 SOMA 5.000,00 TOTAL 2.052,00 550,00 250,00 800,00 430,00 1.000,00 622,00 550,00 250,00 7.852,00
  21. 21. Controle de Estoque  Controle de estoque é o procedimento adotado para registrar, fiscalizar e gerir a entrada e saída de mercadorias e produtos da empresa.  Objetivos: o Informar a quantidade dos itens; o Informar sobre produtos vendidos; o Reposição; o Informar o valor; o Evitar produtos parados; o Evitar desvios ou fraudes.
  22. 22. Controle de Estoque Controle de Estoque PRODUTO: Malha Feminina de Algodão FORNECEDOR: W & K Têxtil Ltda. COR: Cinza LOCALIZAÇÃO: Prateleira 02 ENTRADA SAÍDA DATA Nº DOC 02/01 SD. INIC. 03/01 REQ. 201 20 04/01 REQ. 202 30 05/01 NF 101 06/01 REQ. 203 QT. QT. QT. PREÇO 400 100 VALOR VALOR SALDO 10,00 4.000,00 200,00 380 10,00 3.800,00 300,00 350 10,00 3.500,00 450 10,00 3.950,00 300 10,00 2.450,00 1.000,00 150 1.500,00 VALOR
  23. 23. Investimento  Lucro é a parcela excedente das receitas, depois de subtraídos os custos. L=R–C  É o lucro que remunera o capital investido num empreendimento. Sem ele não existem empresas ou negócios. Serve para: o Capital de giro; o Estruturação da empresa. • Prejuízo ocorre quando alguém ou alguma instituição gasta mais do que arrecada.
  24. 24. Aula 4 1 – CONTAS CONTÁBEIS; 2 – PLANO DE CONTAS; 3 – PATRIMÔNIO; 4 – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS; 5 – USUÁRIOS DA CONTBILIDADE;
  25. 25. Contas Contábeis É o meio de representação qualitativo e quantitativo dos fatos patrimoniais de mesma natureza, ocorridos ou que irão ocorrer. Exemplos:  Dinheiro depositado no banco  CONTA: Banco conta movimento  Dinheiro no caixa  CONTA: Caixa  Salário devido aos empregados  CONTA: Salário a pagar  Compras a prazo de fornecedores  CONTA: Duplicatas a pagar  Mercadorias para revenda  CONTA: Estoque Dinheiro investido pelos sócios  CONTA: Capital social  Impostos devido aos governos  CONTA: Impostos a pagar
  26. 26. Plano de Contas Agrupamento ordenado de todas as contas que são utilizadas pela Contabilidade dentro de determinada empresa. Portanto, o elenco de contas considerado é indispensável para os registros de todos os fatos contábeis. Objetivo: estabelecer normas de conduta para o registro das operações da organização. • Atender às necessidades de informação; • Observar formato compatível com a Lei; • Adaptar-se aos usuários da contabilidade.
  27. 27. Elementos das Contas  Título – é o nome da conta.  Data – marcação do tempo do fato (dia, mês e ano).  Histórico – é a narração do fato ocorrido.  Débito – estado de dívida da conta  Crédito – estado haver da conta  Saldo – é a diferença entre o débito e o crédito.  O saldo pode ser: Devedor – quando débito maior que crédito. Credor – quando débito menor que crédito. Nulo – quando débito igual a crédito.
  28. 28. Plano de Contas - Grupos GRUPO GRUPO ATIVO PASSIVO CUSTOS E DESPESAS RECEITAS 1 2 3 4 CONTAS PATRIMONIAIS RESULTADO No ativo os grupos devem ser estruturados conforme seu grau de liquidez das contas e de forma decrescente, ou seja, as contas que primeiro circulam na empresa devem aparecer antes. No passivo a regra é a mesma, no entanto, o critério de classificação é o grau de exigibilidade das contas.
  29. 29. PLANO DE CONTAS NÍVEIS NÍVEL 1 1 2 1.1 3 1.1.2 4 1.1.2.01 GRUPO ATIVO ATIVO CIRCULANTE BANCO CONTA MOVIMENTO CAIXA ECONOMICA FEDERAL NÍVEL 1 2 2 2.1 3 2.1.1 4 2.1.1.01 GRUPO PASSIVO PASIVO CIRCULANTE SALÁRIOS APAGAR SALÁRIOS DA MATRIZ
  30. 30. PLANO DE CONTAS NÍVEIS NÍVEL 1 3 2 3.1 3 3.1.1 4 3.1.1.01 GRUPO CUSTOS E DESPESAS CUSTO DOS PROD. VENDIDOS CUSTO DOS MATERIAIS CUSTO DOS MAT. APLICADOS NÍVEL 1 4 2 4.1 3 4.1.1 4 4.1.1.03 GRUPO RECEITAS RECEITA LÍQUIDA RECEITA BRUTA DE VENDAS SERVIÇOS PRESTADOS
  31. 31. Patrimônio - Conceito Patrimônio (riqueza)  Conjunto de bens pertencentes a uma pessoa ou a uma empresa  Bens.  Valores a receber, Direitos a Receber Direitos  Contas a pagar, dívidas  Obrigações Patrimônio de uma Empresa Bens e Direitos ( a Receber ) Obrigações ( a serem pagas )
  32. 32. Patrimônio - Bens  Bens são as coisas úteis, capazes de satisfazer às necessidades das pessoas e das empresas.  Bens Tangíveis  Têm forma física, são palpáveis. Ex.: Veículos, imóveis, estoques de mercadorias, dinheiro, móveis e utensílios, ferramentas, etc.  Bens Intangíveis  Não são palpáveis, não são constituídos de matéria. Ex.: Marcas, patentes de invenção (direito exclusivo de explorar uma invenção).
  33. 33. Patrimônio - Bens  Bens Imóveis : Vinculados ao solo. Não podem ser retirados sem destruição ou dano: edifício, árvores, etc.  Bens Móveis: Podem ser removidos por si próprios ou por outras pessoas: animais (semoventes), máquinas, equipamentos, estoques de mercadorias.
  34. 34. Juiz de Fora Empreendimentos Ltda. Valores em R$ mil BENS Tangíveis Intangíveis Móveis Imóveis Edifícios 180 180 Móveis e utensílios 90 90 Veículos 110 110 Máquinas 400 400 Terrenos 900 900 Patentes 150 150 TOTAL 1.680 150 750 1.080 TOTAL GERAL 1.830 1.830
  35. 35. Patrimônio - Direitos  São valores em poder de terceiros, ou seja, a empresa tem o direito de receber.  Exemplo: o Valores a receber; o Títulos receber; o Contas a receber; o Salários a receber.
  36. 36. Representação Gráfica do Patrimônio Direitos  Realizável  Ativo Valores em R$ mil ITENS VALORES Bancos conta movimento Duplicas a receber Títulos a receber Alugueis a receber 680 1.320 500 300 TOTAL 2.800
  37. 37. Patrimônio - Obrigações  São bens de terceiros em poder da empresa ou dívidas com terceiros.  Em Contabilidade  Obrigações Exigíveis  Exemplo: o Empréstimos a pagar; o Contas a pagar; o Impostos a pagar; o Salários a pagar; o Duplicatas a pagar.
  38. 38. Representação Gráfica do Patrimônio Obrigações  Exigível  Passivo Valores em R$ mil ITENS VALORES Fornecedores Empréstimos bancários Salários a pagar Encargos sociais a pagar Tributos a pagar Financiamentos Contas a pagar 800 400 350 450 900 1.100 500 TOTAL 4.500
  39. 39. Demonstrações Contábeis  As Demonstrações Contábeis são o conjunto de informações que devem ser obrigatoriamente divulgadas, anualmente, segundo a lei 6.404/76, pela administração de uma empresa.  É composta pelo Relatório da Administração, as Demonstrações Contábeis e as notas explicativas.  As principais demonstrações contábeis são: o Balanço Patrimonial; o Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
  40. 40. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Dados Coletados Usuários Contabilizados Relatórios Contábeis
  41. 41. Usuários da Contabilidade  Os usuários são as pessoas que se utilizam da Contabilidade, que se interessam pela situação da empresa e buscam na Contabilidade a situação patrimonial da empresa. “CONSUMIDORES” de Relatórios Contábeis

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