4ª aula dos médiuns - classificação geral - coem

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4ª aula dos médiuns - classificação geral - coem

  1. 1. DOS MÉDIUNSCLASSIFICAÇÃO GERALC O E M – 4ª AULA TEÓRICA 1
  2. 2. MÉDIUNS:• 1 - Inerência da mediunidade:• "Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dosEspíritos, é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente aohomem; não constitui, portanto, privilégio exclusivo. Pode-se, pois,dizer que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente,assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica semostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certaintensidade, que depende de uma organização mais ou menossensitiva." 2
  3. 3. 2 - Mecanismo da Mediunidade:• O fluido perispirítico é o agente de todos os fenômenos mediúnicos.Estes se produzem pela ação recíproca dos fluidos que emitem omédium e o Espírito. O desenvolvimento da faculdade mediúnicadepende da natureza mais ou menos expansiva do perispírito domédium e da maior ou menor facilidade da sua assimilação pelo dosEspíritos; depende, portanto, do organismo e pode ser desenvolvidaquando existam condições iniciais favoráveis.• Não pode ser adquirida quando não existam tais condições. Apredisposição mediúnica independe do sexo, da idade e dotemperamento, bem como da condição social, da raça e da cultura.• "As relações entre os Espíritos e os médiuns se estabelecem por meiodos respectivos perispíritos, dependendo a facilidade dessas relaçõesdo grau de afinidade existente entre os dois fluidos. Alguns há que secombinam facilmente, enquanto outros se repelem, donde se segueque não basta ser médium para que uma pessoa se comuniqueindistintamente com todos os Espíritos. Há médiuns que só com certosEspíritos podem comunicar-se ou com Espíritos de certas categorias,e outros que não o podem a não ser pela transmissão do pensamento,sem qualquer manifestação exterior".3
  4. 4. • Combinando os fluidos perispíritos, os Espíritos não só transmitem aosmédiuns seus pensamentos, como também chegam a exercer sobreeles uma influência física, fazem-nos agir ou falar à sua vontade,obrigam-nos a dizer o que eles queiram. Todavia, a elevação moral domédium e seu controle sobre a faculdade que possui impedirão que osmaus Espíritos se apoderem da sua faculdade e paralisem lhe o livrearbítrio.• "Podem os Espíritos manifestar-se de uma infinidade de maneiras masnão o podem senão com a condição de acharem uma pessoa apta areceber e transmitir impressões deste ou daquele gênero, segundo asap-tidões que possua."• Da diversidade de condições individuais procede a diversidade demédiuns.• Inicialmente, com relação à intervenção da vontade do médium noprocesso mediúnico, podemos distinguir:• a) Médiuns facultativos ou voluntários;• b) Médiuns involuntários ou naturais.4
  5. 5. • MÉDIUNS FACULTATIVOS OU VOLUNTÁRIOS:• "Só se encontram entre pessoas que têm conhecimentomais ou menos completo dos meios de comunicaçãocom os Espíritos, o que lhes possibilita servir-se, porvontade própria, de suas faculdades. Não que realizemquando queiram os fenômenos, pois sem a vontade doEspírito que se irá comunicar nada conseguirão, porém,são senhores da faculdade que possuem, nãopermitindo que se dêem comunicações extemporânease em momentos impróprios. Sabem que possuem afaculdade e se predispõem ao intercâmbio com o mundodos Espíritos."5
  6. 6. • MÉDIUNS INVOLUNTÁRIOS OU NATURAIS:• Também denominados INCONSCIENTES, peloCodificador, por não terem consciência dafaculdade que possuem. "São aqueles cujainfluência se exerce a seu mau grado... Existementre as pessoas que nenhuma idéia fazem doEspiritismo, e nem dos Espíritos, até mesmoentre as mais incrédulas e que servem deinstrumento, sem o saberem e sem o quererem...Muitas vezes, o que de anormal se passa emtorno deles não se lhes afigura de modo algumextraordinário. Isso faz parte deles."• "Os fenômenos espíritas de todos os gênerospodem operar-se por influência destes últimos,que sempre existiram, em todas as épocas e noseio de todos os povos. A ignorância e acredulidade lhes atribuíram um podersobrenatural e, conforme a época e o lugar,fizeram deles santos, feiticeiros, loucos ouvisionários. O Espiritismo mostra que com elesapenas se dá a manifestação espontânea de umafaculdade natural."• A.K. - Obras Póstumas - 1ª parte -"Manifestações..." itens 39 e 406
  7. 7. CLASSIFICAÇÃO DOS MÉDIUNS SEGUNDOSUAS APTIDÕES ESPECÍFICAS:• "Geralmente, osmédiuns têm umaaptidão especial para osfenômenos desta oudaquela ordem, donderesulta que formamtantas variedadesquantas são as espéciesde manifestações.• " Eis as principais:7
  8. 8. • 1 - MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS:• a) São os mais aptos, especialmente, à produção defenômenos materiais, como movimentos de corpos inertes,ruídos, deslocação, levantamento e translação de objetos,etc...• Ocorre, freqüentemente, nestes fenômenos, o concursoinvoluntário de médiuns dotados de faculdades especiais."Em geral, têm por agentes Espíritos de ordem inferior,uma vez que os Espíritos elevados só se preocupam comcomunicações inteligentes e instrutivas."8
  9. 9. • b) Entre os médiuns de efeitos físicos, além dos que servemde intermediários a Espíritos que se manifestam por meio depancadas, barulhos, etc..., encontram-se os que atuam comoveículo de cura; - um efeito físico, objetivo, verificáveldiretamente pelo observador.• São os MÉDIUNS CURADORES. "Este gênero demediunidade consiste, principalmente, no dom que possuemcertas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar,mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquermedicação." Geralmente a faculdade é espontânea e,embora haja a utilização do fluido magnético, alguns médiunscuradores jamais ouviram. falar de magnetismo• A.K. - Obras Póstumas - 1ª parte - "Manifestações..." item 529
  10. 10. • c) MÉDIUNS PNEUMATÓGRAFOS: Dá-se estenome aos médiuns que têm aptidão para obter escritadireta. Chama-se escrita direta ou pneumatografia aescrita produzida diretamente pelo Espíritocomunicante. Difere da psicografia por ser esta atransmissão do pensamento do Espírito, medianteescrita feita com a mão do médium. Esta faculdade ébastante rara. Desenvolve-se pelo exercício; mas, semutilidade prática, "limita-se a uma comprovaçãopatente da intervenção de uma força oculta nasmanifestações."10
  11. 11. 2 - MÉDIUNS DE EFEITOS INTELECTUAIS:• a) MÉDIUNS SENSITIVOS ou IMPRESSIONÁVEIS: "Dá-seesta denominação às pessoas suscetíveis de pressentir apresença dos Espíritos, por impressão vaga, um comoligeiro atrito em todos os membros, fato que não logramexplicar. Tal sutileza essa faculdade pode adquirir, queaquele que a possui reconhece, pela impressão queexperimenta, não só a natureza, boa ou má do Espírito quelhe está ao lado, mas também a sua individualidade."11
  12. 12. • b) MÉDIUNS ESCREVENTES ou PSICÓGRAFOS:• São os médiuns aptos a receber a comunicação dos Espíritos atravésda escrita. Como afirma Allan Kardec "de todos os meios decomunicação, a escrita manual é o mais simples, mais cômodo e,sobretudo, mais completo." "Para o médium, a faculdade de escreveré a mais suscetível de desenvolver-se pelo exercício" e proporciona atodos um acurado e minucioso exame de mensagem recebida.12
  13. 13. • c) MÉDIUNS FALANTES ou PSICOFÔNICOS:• São aqueles que possibilitam aos Espíritos acomunicação oral com outras pessoasencarnadas. Neste caso, uma terceira pessoapode travar conversação normal com o Espíritocomunicante.13
  14. 14. • d) MÉDIUNS VIDENTES: "Os médiuns videntes são os dotadosda faculdade de ver os Espíritos. Alguns gozam dessa faculdadeem estado normal, quando perfeitamente acordados, econservam lembrança do que viram. Outros só a possuem emestado sonambúlico, ou próximo do sonambulismo. Raro queesta faculdade se mostre permanente; quase sempre é efeito deuma fase passageira.• e) MÉDIUNS AUDIENTES: "São os médiuns que ouvem osEspíritos; é, algumas vezes, como se escutassem uma vozinterna que lhes ressoasse no foro íntimo; doutras vezes, é umavoz interior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva." "Aqueleque não é médium pode comunicar-se com um Espírito por via deum médium audiente, que lhe transmite as palavras.“• OBSERVAÇÃO - MÉDIUNS SONAMBÚLICOS: "Osonambulismo e a faculdade mediúnica são duas ordens defenômenos que podem ocorrer simultaneamente." "O sonâmbuloage sob a influência de seu próprio espírito; sua própria alma éque, em momentos de emancipação, vê, ouve e percebe alémdos limites dos sentidos. O médium sonambúlico, ao contrário, éinstrumento de uma inteligência estranha; passivo e o que diznão vem de si."14
  15. 15. • BIBLIOGRAFIA:• Allan KardecO Livro dos Médiuns - 2ª parte - Cap. XIVObras Póstumas - 1ª parte, "Manifestaçõesdos Espíritos" - Parágrafos 1º e 6º15
  16. 16. C O E M – 4ª AULA PRÁTICAATITUDE E FORMALISMO DA PRECE 16
  17. 17. • Sendo a prece uma manifestação da alma em busca da PresençaDivina ou de seus prepostos, ela deve ser despida de todo e qualquerformalismo. Atitude convencional, posição externa e ritual são vestesdispensáveis ao ato de orar. Pela força do pensamento, após estarmosconcentrados, procuramos traduzir a nossa vontade com o melhor dosnossos sentimentos por uma prece, que não deve ser formuladasegundo um esquema pré-fabricado. Deve traduzir o que realmenteestamos sentindo, pensando e querendo.• Lembrar que a prece é "uma conversa com Deus" ou com seusprepostos que nos servirão de intermediários, já que é bastante difícilmentalizarmos o Pai (a não ser que nos fixemos em seus atributos:Bondade, Justiça, Harmonia, Amor, etc.).• Tudo numa "conversa" deve nascer espontaneamente segundo asnecessidades e finalidades da mesma e, não, uma repetição de termosque no mais das vezes são ininteligíveis para quem os profere.• Ser precisa, objetiva e robusta de sentimentos elevados. Estes devemser cultivados sempre, porque não aparecem como por encanto só nosmomentos de oração.• A forma de nada vale, o que prevalece é o conteúdo; a atitude éeminentemente espiritual, íntima. A prece não deve ter nada deconvencional (ajoelhar, colocar a mão na testa, baixar a cabeça, etc.).17
  18. 18. • LEITURA:• Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier• PÃO NOSSO, Cap. 108 e FONTE VIVA, Cap. 149.• Espíritos Diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier• O ESPÍRITO DA VERDADE, Cap. 31.• Allan Kardec• O Livro dos Médiuns - Cap. 25 - perg. 1518

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