Sexualidade infantil

8.369 visualizações

Publicada em

Palestra sobre sexualidade infantil. Etapa do projeto Educação Consciente desenvolvido pelo psicólogo e psicopedagogo Wagner Luiz Garcia Teodoro. Esta palestra aborda o conceito de sexualidade, aspectos históricos, o contexto educacional, o desenvolvimento psicossexual, o abuso sexual e a erotização infantil.

Publicada em: Educação
2 comentários
6 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
8.369
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
326
Comentários
2
Gostaram
6
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Sexualidade infantil

  1. 1. WAGNER LUIZ GARCIA TEODORO Psicólogo / psicopedagogo
  2. 2.  Apesar dos tempos modernos e do discurso liberal, falar sobre sexualidade ainda envolve constrangimentos, dúvidas e preconceito  Problemas como a erotização precoce, a gravidez na adolescência, as DST e a violência sexual na infância preocupam pais, educadores, médicos, psicólogos e autoridades.
  3. 3.  É o conjunto de representações, regras, hábitos e valores que envolvem a identidade sexual  Para a psicanálise, é a manifestação da “Libido” (energia sexual) impulsionando a vida  Sexualidade infantil refere-se ao processo de
  4. 4.  Sexo  Coito  Libido  Vida  Erótic o  Prazer  Desej o  DST  Disfunção sexual  Terapia sexual  Orientação sexual  Exploração sexual  Identidade sexual  Educação sexual  Repressão sexual  Prostituição  Pornografia  Sexo virtual  Órgão genital  Abuso sexual  Opção sexual  Masturbação
  5. 5.  Nos primórdios, não se entendia a reprodução e no período neolítico (8.000 a.C.) percebeu-se a participação do macho (criação de animais)  Na sociedade organizada, os problemas de herança geraram a necessidade de se saber quem era o pai e a mulher passa a ser “propriedade” do marido  As guerras dizimaram culturas e surgiu o casamento entre famílias  A repressão era normalmente religiosa ou em
  6. 6. O SÉCULO XX  Foucault publica em 1976 “A história da Sexualidade”  Após os anos 60 o mundo passa por uma fase de liberação sexual: surge o movimento hippie, o movimento feminista, aumentam os divórcios, fertilização em laboratório, alguns países legalizam o aborto, confundem-se os papéis  Atualmente se discute: clonagem humana, barriga de aluguel, escolha de características do bebê, casamento e adoção de crianças
  7. 7.  No passado, as meninas se casavam cedo  Apalavra infante aparece no dicionário no final do século XVIII, indicando fase da vida  Em 1905, Freud fala sobre sexualidade infantil, indicando a movimentação da libido (energia sexual) formando a personalidade humana  A Igreja via a criança como figura angelical, não trazendo em si o gérmen do pecado
  8. 8. FASE ZONA ERÓGEN A CARACTERÍSTI CAS BÁSICAS SINAIS DE FIXAÇÃO OBSERVADOS NA FASE ADULTA ORAL 0 a 1 BOCA  oralidade  dependência insegurança, carência, desconfiança ANAL 1 a 3 ÂNUS  controle dos esfíncteres possessividade, TOC, teimosia, avareza, meticulosidade FÁLIC A 3 a 6 GENITAIS  curiosidades  identificação teatralidade, TOC, exibicionismo
  9. 9.  Abuso sexual é o ato sexual obtido por meio de violência , coação, chantagem ou como resultado de uma condição debilitante (alteração de consciência e do discernimento por uso de substâncias químicas ou hipnose)  Em alguns países, no caso de crianças, o abuso é presumido mesmo que não haja violência
  10. 10.  ABUSO COM CONTATO FÍSICO: estupro, exploração sexual, carícias, incesto  ABUSO SEM CONTATO FÍSICO: assédio, exibicionismo, constrangimento, pornografia infantil  Normalmente, o abusador pede segredo e faz alguma pressão psicológica ou oferece algo em troca do silêncio
  11. 11. PESQUISAS REVELAM:  A maioria das vítimas são meninas (2-12 anos)  A maioria dos abusadores são homens hetero e conhecido (1º- pai, 2º- padrasto, 3º- parente, 4º- conhecido não familiar, 5º- desconhecido)  Gravidez até 14 anos (maioria por parentes) SITUAÇÕES DE MAIOR RISCO: quando há padrasto, pais desocupados cuidando dos filhos, violência doméstica, abuso de álcool e drogas, mãe passiva ou ausente, número maior de
  12. 12. CONSEQUÊNCIAS FÍSICAS: dores na vagina e no ânus, corrimento, inflamações, hemorragias, gravidez indesejada, DST, aumento dos hormônios do estresse PSICOLÓGICAS: culpa, isolamento, depressão, baixa autoestima, medo, pensamento suicida, transtornos de ansiedade, frigidez COMPORTAMENTAIS: bloqueio da raiva, queda no rendimento escolar, atitudes autodestrutivas, aversão a relacionamentos afetivos ou sexuais, aumento da
  13. 13. COMO ORIENTAR AS CRIANÇAS CONTRA O ABUSO SEXUAL  Alertar a criança sobre toques estranhos no seu corpo deve ser tão normal quanto ensinar sobre outros cuidados (não falar e não aceitar agrados de estranhos, olhar antes de atravessar a rua, ...)  A partir de 3-4 anos a criança já deve ser orientada a falar se perceber toques que lhe pareçam anormais ou constrangedores
  14. 14.  Existe um grande interesse de mercado em relação ao público infantil (roupas, sapatos, músicas, maquiagens, jogos, perfumes, acessórios, mídia, ...)  A sensualidade é introduzida no mundo infantil associada a mensagens de popularidade, beleza e à sensação de ser amada e aceita
  15. 15. EROTIZAÇÃO PRECOCE  É a estimulação dos impulsos sexuais de forma inadequada à fase do desenvolvimento, levando a criança a entrar no mundo adulto antes do amadurecimento físico e psicológico  Muitas meninas têm iniciado a vida sexual antes dos 12 anos e aos 14 muitas já estão grávidas (IBGE: em 2007 registrou-se 594.000 partos de mães entre 10 e 19 anos)  Pais erotizados influenciam seus filhos
  16. 16.  Curiosidade natural (bebês, corpos diferentes...)  Não omitir os órgãos sexuais ao falar do corpo  Falar do assunto NÃO estimula, ao contrário, pessoas bem esclarecidas tendem a adiar o início da vida sexual e têm menos risco de serem vítimas de abuso  Reprimir ou dar respostas erradas pode fazer a criança buscar
  17. 17. QUANDO E COMO FALAR SOBRE SEXUALIDADE COM A CRIANÇA  Deve-se aproveitar a curiosidade natural  Responder apenas o que foi perguntado de forma simples, na linguagem da criança  As primeiras noções de sexualidade podem ser passadas com exemplos das sementes das plantas e a reprodução dos animais  A sexualidade também é abordada sutilmente através de músicas, desenhos, piadinhas, bonecos e contos clássicos do universo infantil
  18. 18.  Como lidar com a masturbação?  Como lidar com a influência da mídia?  Deve-se beijar a criança na boca?  Até quando ficar nú na presença da criança?  A criança deve dormir na cama com os pais?  Crianças que falam palavrão.  Crianças que mostram genitais em público.  Crianças que têm contato erotizado com outras.
  19. 19. Sexualidade é Vida ! Um desenvolvimento infantil bem acompanhado resulta em pessoas mais seguras, saudáveis, espontâneas, criativas e felizes. saudeglobalpsicologia.blogspot.com.br

×