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Aluno: Wilson Gadelha de Almeida Filho
Professora: Lúcia Inês Freire de Oliveira
Curso: Letras
Sociolinguística
Resumo do livro A norma oculta: língua e poder na sociedade brasileira-Marcos Bagno
Em seu livro, inicia com uma reflexão analisando, alguns comentários, que foram
veiculados na mídia impressa de 2002 sobre a ameaça que poderia representar para a
sobrevivência da língua a ascenção ao poder de Luiz Inácio Lula da Silva, um falante de
variados lingüístico censurado. Bagno comenta as relações entre língua e poder, mostrando
que são idéias preconceituosas, que as mesmas não devem ser consideradas, pelo menos
para aqueles que tenham conhecimento sobre a real história do Brasil e sua realidade
socioliguística. No prólogo, mídia, preconceito e revolução, o autor começa abordando a
questão do preconceito linguístico explícito por parte da mídia na época em que lula foi eleito
presidente da república, Bagno afirma que o preconceito é muito mais um preconceito de
ordem social, já que a língua é parte constitutiva da identidade do individuo, porém também
social de cada ser humano. Na primeira parte do livro – Por que norma? Por que culta ?
Bagno critica as gramáticas segundo ele, estão descontextualizadas, pois optam pela
literatura como modelo de ´lingua culta e discriminando as outras variedades linguística do
povo brasileiro.Na segunda parte do livro – Um pouco de história: o fastasma colonial e a
mudança lingüística. Bagno mostra, através da história, a origem das discrepâncias entre a
norma-padrão e o português brasileiro efetivamente usado no dia-a-dia, além disso, aborda
outras questões, como a baixa-estima lingüística dos brasileiros, os ritmos da mudança
lingüística e o papel político dos lingüistas diante do quadro atual. Na terceira parte do livro
-Por uma gramática do português brasileiro, o objetivo principal do autor é reforçar a idéia, a
qual já havia sido abordada na primeira parte, de que as gramáticas existentes não são
ideais, sendo assim, seria necessário que se produzisse uma gramática realmente do
português brasileiro, preparada por pesquisadores comprometidos com a realidade
lingüística do Brasil. No epílogo - Norma (o)culta, a gramática não-escrita, o autor retoma a
idéia inicial comentando o título do livro, o qual se refere ao jogo ideológico que está por trás
da defesa do conjunto de regras lingüísticas, defesa esta apoiada no mito de que o
conhecimento da norma .culta. é garantia suficiente para a inserção do indivíduo na
categoria dos que sabem falar e, por isso, têm direito à palavra. Mas a restrição imposta ao
acesso dos falantes das variedades estigmatizadas ao sistema.
Norma oculta e poder sociolinguístico

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