Edicao 8 Junho 2011

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Edicao 8 Junho 2011

  1. 1. 02 “ABERTURA voz ribatejana #14 Novo presidente do Hospital Reynaldo dos Santos em entrevista ao Voz Ribatejana“É um hospital público e as pessoasO Hospital Reynaldo dos Santos mantém o seu carácter público mas, desde o passado dia 1, é gerido pela Escala Vila Francade Xira, empresa do consórcio vencedor da parceria público-privada para a construção e gestão do novo hospital vila-fran-quense. Liderada pelo Grupo Mello, já com muitos anos de experiência na área da saúde, a nova administração promete intro-duzir já várias melhorias no HRS, mesmo durante os 22 meses (até à inauguração do novo edifício) em que vai continuar nasantigas instalações do centro da cidade. Quatro novas especialidades, a aquisição de aparelhos de TAC e de ecografia e a ampli-ação do espaço da urgência, são algumas das novidades já asseguradas. Vasco Luís de Mello é o presidente da Escala VilaFranca e da nova comissão executiva do HRS. Em entrevista ao Voz Ribatejana, a primeira desde que assumiu a direcção dohospital vila-franquense, revela algumas das medidas previstas e garante que os utentes vão ter acesso ao hospital exactamentenas mesmas condições que tinham até aqui, porque o HRS continua a ser um hospital público e a única diferença é que passou,agora, a ter gestão privadaJorge Talixa to e mesmo a nível do bloco, de ir buscar novos médicos. logo desde início (ver caixa). embora menos visível. Temos Como sabe, nós temos aVoz Ribatejana - Assumiu, no poucas salas de bloco para intenção e a obrigação de intro- Vê vantagens nestainício de Junho, funções de podermos ter uma actividade duzir 4 novas valências neste assumpção de responsabili-responsável máximo pelo cirúrgica mais importante. hospital e essas 4 novas valên- dades desde já no ReynaldoHospital Reynaldo dos Santos A primeira limitação tem a ver cias vão-nos obrigar a intro- dos Santos ou seria preferívelde Vila Franca de Xira. Teve com espaço físico e isso, a nós, duzir esses médicos e a ter assumir a gestão do hospitaloportunidade nas semanas preocupa-nos, porque traz pou- espaços físicos para estas 4 só com a abertura das novasanteriores de preparar esta cas possibilidades de poder- especialidades. instalações?transição e de conhecer a mos, nestes 22 meses em que Um problema muito claro que Penso que, apesar de haverunidade que dirige. Numa vamos estar a gerir nestas também vimos, mas que é mais estas limitações, temos váriasprimeira análise quais são, no instalações, fazer grandes alter- complexo, tem a ver com a iniciativas de melhoria queseu entender, os grandes ações no hospital. Esse é um urgência. Tem bastantes difi- podemos introduzir já nesteproblemas do Reynaldo dos primeiro desafio. culdades, não só pelo espaço hospital e isso facilitará,Santos? O segundo desafio tem a ver físico, mas também pelo nível depois, na altura da transição, com médicos. O que vimos nos de afluência que tem. Uma das para que não seja uma tran-Vasco Luís de Mello – últimos anos é que, de facto, o razões deste nível de afluência sição tão drástica. Imagine queTivemos oportunidade, em hospital tem vindo a perder tem a ver com os centros de íamos para um novo edifícioconjunto com o Dr. Mário alguns médicos, ou porque se saúde e com os cuidados com sistemas informáticosBernardino (presidente ces- têm reformado ou porque primários. Acredito que, se todos novos. Seria umasante) de visitar os diferentes foram convidados para outros tivéssemos mais médicos de mudança bastante mais radical,serviços. Eu diria que o princi- hospitais. Nós queremos recu- família, muito provavelmente com pessoas com quem nuncapal problema que o hospital perar e dotar o hospital de teríamos menos afluência na tínhamos trabalhado. Por isso,tem hoje é um problema de capacidade clínica para poder urgência hospitalar. Hoje as vejo uma vantagem muito claraespaço, de limitação física e satisfazer todas as necessi- pessoas ocorrem à urgência de em que, neste período de tran-isso é muito visível, tanto na dades ao abrigo do contrato uma maneira muito rápida, se sição, aprendamos a conhecerurgência, como no internamen- que temos. Há aqui um desafio tivessem um médico de família as equipas, consigamos intro- se calhar servia um bocadinho duzir os novos sistemas infor- de filtro antes de irem directa- máticos e que a transição se mente à urgência. Penso que a faça, mas introduzindo novos urgência é um desafio que circuitos e aproveitando o vantagem. Apesar do novo hos- entendemos que, a nível dos vamos querer encarar de frente espaço que lá está. E vejo outra pital estar todo desenhado, meios de diagnóstico, devemos todo o programa funcional foi- fazer um investimento. Acordos com: ADSE | ARS | ACS PT | ADM | Multicare | Zurich | Quatro novas especialidades nos dado na altura do concurso, acredito que, em conjunto com Nomeadamente vamos ter um TAC, que acabou de ser monta- AXA | Fidelidade Mundial | A nova gestão do Reynaldo dos Santos vai permitir introduzir os actuais profissionais, temos do. Estamos em testes e a for- já nesta fase inicial um conjunto de quatro novas especiali- ainda uma palavra, estes mar as pessoas. O número que Acidentes de Trabalho dades de que o hospital não dispunha. Não é fácil encontrar profissionais vão ter uma nos deram é que o hospital (Acordo com várias companhias de seguros) espaços para as pôr a funcionar, mas estão também previstas palavra no desenho desses cir- pede fora cerca de 5500 TAC’s obras para as acolher e algumas delas começam já a trabal- cuitos e nas áreas que estão a por ano. Estamos a falar de Agora com mais um novo har. Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Pneumologia e ser previstas para cada uma 5500 exames importantes que espaço de saúde e bem-estar Neurologia são, assim, as quatro novas valência de que o destas especialidades. Temos eram feitos fora do hospital e Reynaldo dos Santos passa a dispor. Estão previstas no contra- que aproveitar este momento que hoje passam a ser feitos to de gestão e a Escala Vila Franca decidiu implementá-las já. em que se está ainda a arrancar dentro do hospital. A quinta nova especialidade programada, psiquiatria, ficará a construção, se está a imple- para daqui a dois anos, quando abrirem as novas instalações. mentar todos os circuitos e a Um investimento que se justi- “O hospital já teve Otorrino e existe no hospital uma sala de dotá-lo de equipamentos para, fica também porque o hospi- otorrino, que já foi utilizada em tempos e que vamos voltar a em conjunto com os actuais tal tem que comparticipar os utilizar. Se vai ser suficiente, tenho as minhas dúvidas. E, profissionais, ter um hospital exames que manda fazer sobretudo, não vai ser suficiente para introduzir as outras três que responda melhor à reali- fora? novas especialidades. Vamos ter que criar gabinetes de consul- dade assistencial. É verdade e também se justifi- tas adicionais no hospital, para podermos ter estas quatro ca porque nós, depois, novas valências a funcionar em pleno”, admite Vasco Luís de Em termos gerais qual é a podemos pegar no equipamen- Mello, em declarações ao Voz Ribatejana, explicando que o vossa orientação: uma políti- to de TAC e pô-lo a funcionar “exercício” que a nova comissão executiva está, agora, a fazer ca de continuidade procuran- no novo hospital. Não é um é o de tentar aproveitar de forma diferente alguns espaços. do manter o que está a fun- investimento que se perde. Primeiro, a área de armazém deverá ser reduzida e albergar cionar ou julgam que há Decidimos antecipá-lo e também o arquivo que hoje se encontra na área da criança e condições, apesar da falta de achamos que este hospital, pelo da mãe. No espaço assim liberto serão criados pelo menos dois espaço, para introduzir já nível de actividade que tem, gabinetes para consultas. Depois, na actual área de consultas alterações? merece ter um TAC. externas existe um gabinete de maior dimensão que será divi- Acho que há condições e não dido em dois. Nas traseiras da zona de consultas deverão ser vamos ficar 22 meses à espera. Não foi certamente fácil criados, ainda, mais dois gabinetes. Temos já identificados três encontrar espaço para o colo- “Vamos ter dificuldades de espaço, não o escondemos, o hos- tipos de iniciativas. Uma car? pital já tem feito muitos exercícios no passado para encontrar primeira consiste em introduzir Há três salas de Raio X e o que espaços e tem tido essas dificuldades. Mas achamos que o mel- as quatro novas valências. Há fizemos foi condenar uma Edifício Planície - Rua do Curado Lojas 101 e 115 Vila Franca de Xira Tel: 263 270 272 - 912 247 171 hor modelo é ter estas quatro valências e as consultas dentro uma melhoria na resposta que o dessas salas e pôr aí o TAC. É recuperaxira.be@gmail.com recuperaxira@gmail.com do hospital”, sublinha o responsável hospitalar. hospital vai ter. E também a sala 3 neste caso.
  2. 2. Parceiros da comunidade bem-vindos A nova administração do HRS quer manter e aprofun- dar o relacionamento com os diferentes parceiros da comunidade e garante que são muito bem vindas estru- Franca está também a criação de um conselho repre- sentativo da comunidade. “É importante mantermos uma ligação forte com a comunidade. Darmos a con- 03 turas como a Liga dos Amigos do Hospital e o trabalho hecer o que estamos a fazer e também ouvirmos o que de apoio que desenvolve. Nos planos da Escala Vila for necessário”, afirma Vasco Luís Mello. 8 de Junho de 2011vão ser atendidas como até aqui”Os técnicos que já lá estavam ou se não está. Vamos fazerestão habilitados a trabalharcom o TAC? essa análise e, em conjunto com os responsáveis do bloco, Mais médicos e mais 70 metros quadrados na urgênciaVamos formar os técnicos que tirarmos conclusões. O banco de urgências é umalá estão e vamos ter que recor- das áreas mais sensíveis derer, provavelmente, a um ou Uma questão que por vezes é qualquer hospital e dodois técnicos para virem ajudar colocada pela oposição par- Reynaldo dos Santos. Aa formá-los. O outro equipa- tidária local e por alguns afluência média diária é supe-mento é um equipamento que utentes tem a ver com as rior a 300 utentes e ali con-já está no hospital, mas que não condições de acesso dos fluem não só habitantes dosestava a funcionar correcta- utentes neste novo formato cinco concelhos servidos pelomente, que é o mamógrafo. de gestão privada. Fá-lo-ão Hospital de Vila Franca, masVamos fazer um upgrade do exactamente nas mesmas também muitos casos origina-mamógrafo, de modo a digi- condições que faziam até dos nas vias rodoviárias prin-talizar a imagem, pô-lo a fun- aqui ou muda alguma coisa? cipais que atravessam acionar e podermos ter acesso à Não muda nada. O Hospital de região. “Para nós existemimagem. Vamos também com- Vila Franca é um hospital duas formas de melhorar asprar um ecógrafo. Penso que público, um hospital que faz urgências. A primeira passa, eestes três equipamentos vão- parte do Sistema Nacional de estamos a pedir propostas e anos dar uma capacidade de Saúde e todos os direitos que estudar isso, pelo aproveita-diagnóstico bastante superior à existiam mantêm-se. A única mento de uma área que estáque o hospital tinha até agora. coisa que se altera é a gestão do por cima das consultas exter- hospital. nas, que é uma varanda eA nível de chefias e direcções onde se poderá instalar unsde serviços, qual foi a vossa Mas não há nenhuma taxa módulos e ganhar cerca de 70atitude, manter a estrutura acrescida para exames ou metros quadrados.ou alterar tudo? algo do género em que as pes- Pretendemos pôr nessesVamos manter a quase totali- soas paguem mais do que módulos as consultas dadade das actuais chefias. A fariam no hospital anterior? urgência. E isto vai libertarnossa aposta é pelos actuais Nada, nada. Temos que espaço dentro da urgênciaprofissionais deste hospital. É cumprir exactamente com o para tentarmos ter menos pessoas nas macas no meio dos corredores”, explica Vasco Luís de Mello, referindo que, nesse contexto,verdade que temos um novo que a Administração Regional serão reorganizados os circuitos dentro da urgência. “Acredito que com isto conseguimos facilitar um pouco todo o circuito dedirector clínico, que é o Dr. de Saúde nos disser em relação atendimento e, sobretudo, a exposição que os doentes têm hoje na urgência, que é um pouco preocupante”, sustenta o presidente daCarlos Rabaçal que, provavel- a isso. Temos um contrato de comissão executiva do HRS, admitindo que, nas actuais condições da urgência, muitas vezes as pessoas, na sua maioria idosas,mente, é também um dos mais gestão e somos pagos pela “estão no meio dos corredores em condições pouco humanas”.antigos deste hospital. O Dr. actividade que produzimos. No Outra questão que a nova administração do Reynaldo dos Santos quer encarar é a das equipas médicas da urgência. “Existem muitosCarlos Rabaçal trabalhou 20 resto somos um hospital igual a médicos que são prestadores de serviços, que são contratados a uma empresa de prestação de serviços clínicos e que têm pouca lig-anos no Hospital de Vila qualquer outro. ação ao hospital, que vêm cá fazer umas horas. E nós gostaríamos de apostar num modelo em que temos uma equipa fixa, não digoFranca, esteve durante dois a totalidade, mas ter uma equipa maior própria do hospital. Penso que isso trazia bastantes benefícios, também termos de qualidade”,anos no Amadora-Sintra e Mas há quem diga que este defende Vasco Luís de Mello, em declarações ao Voz Ribatejana, frisando que, nas actuais condições, alguns destes médicos presta-fomos buscá-lo. Conhece per- tipo de hospitais com gestão dores de serviços praticam uma medicina “mais defensiva” e “se calhar pedem mais exames e protegem-se mais”, porque “têmfeitamente a casa e é um médi- privada para serem rentáveis menos ligação com o hospital, há toda uma articulação com o resto do hospital que é mais difícil”.co reconhecido. Isto para nós têm que desenvolver activi- Segundo os dados que recolheu, Vasco Luís de Mello sabe que, actualmente, cerca de 80% dos internamentos no HRS provêm datambém é dar um sinal muito dades em paralelo, com urgência. Uma percentagem que considera elevada e que faz com que haja pouca actividade que possa ser programada. Mas con-positivo da aposta nos actuais algum atendimento num sis- tratar mais médicos para o quadro, numa altura em que os profissionais de medicina escasseiam, não será fácil. “O problema daprofissionais desta casa. Vamos tema particular pago pelo falta de médicos é um problema geral do País, mas acredito que temos um projecto muito aliciante e que vamos ter formas de atrairmanter quase todos os direc- utentes que lhes permite tirar novos médicos que se queiram envolver na nova unidade. Vamos ter, se calhar, alguns trunfos ou uma atractividade que, se calhar,tores de serviços. Fizemos uma rendimento? a antiga gestão não tinha”, refere.alteração que tem a ver com a Não sei onde é que foi buscarentrada do Dr. Carlos Rabaçal, essa ideia. É verdade que, ao qual era o custo. Isso chama-seque assume a cardiologia e adirecção clínica e temos uma abrigo do contrato, poderíamos ter outro tipo de rendimentos, na altura comparador público. Nós fizemos uma proposta Novo hospital abre em Abril de 2013alteração nas área da patologia mas não estamos a prever nen- cerca de 20% baixo do com- O plano de trabalho estabelecido prevê que o Reynaldo dos Santos comece a trabalhar nas novasclínica e de laboratório. Todos huma actividade privada. Não parador público. Acreditamos instalações (a obra começou a 9 de Maio) em Abril de 2013. São 20 meses para a obra e dois mesesos outros foram reconduzidos. acreditamos que seja um bom que conseguimos por duas vias: para equipamento e transferência, que Vasco Luís de Mello acha que serão suficientes. “Tem que modelo e não estamos a prever. uma via de produtividade, pen- se construir um plano de transferência. Já ocorreu em Braga, um hospital com uma dimensão bas-Uma das questões que é fre- À luz do contrato é possível e samos que conseguimos ter for- tante superior e correu de forma exemplar”.quentemente citada é a da isso obrigar-nos-ia, depois, a mas de ganhar, de ter mais pro- No caso de Vila Franca, a empresa Novo Hospital, formada pelas construtoras Somague e Edifer,alegada falta de utilização do partilhar as receitas com o dução. E, por outro, acredita- assegura a obra e manutenção das instalações por um prazo de 30 anos. A Escala Vila Franca, lid-bloco operatório? Estado. Mas esquecendo isso mos que, a nível de custos, em erada pelo Grupo Mello, assume a gestão durante um prazo de 10 anos, que poderá, depois, serA nossa terceira iniciativa é, tudo do contrato, não estamos a termos de eficiência, con- renovado. “Foi o prazo que foi definido e, depois, a seguir, em função dos resultados que foremcom os médicos do hospital, prever isso e não faz sentido nen- seguimos, com a experiência obtidos, o Estado decidirá”, esclareceu.fazermos um Plano de hum. É um hospital público e as que temos, ser mais eficientes. Certo é que, com as novas instalações, o número de camas do HRS sobe de 210 para 280, as áreasMelhorias. Existe um compro- pessoas vão ser atendidas exac- São essas formas que temos de urgência, consultas externas e neonatologia aumentam de forma significativa e será acrescen-misso nosso, e já foi anunciado tamente como estão a ser atendi- para podermos chegar ao final e tada uma quinta nova valência, a psiquiatria.a todos os profissionais, de, no das hoje, com as mesmas regras termos resultados equilibrados.prazo de 1 ou 2 meses, em con- do Sistema Nacional de Saúde.junto com todos, elaborarmosum plano de melhorias, que vai Quer nas actuais instalações, Vasco de Mello dirigiu hospitais CUF e abriu hospitais em Espanhaidentificar melhorias em todas quer nas futuras? Vasco Luís de Mello nasceu na Suíça em 1964. Aos 46 anos tem Mello investiu em Espanha, no Grupo Hospitalar Quiron, eas áreas e o bloco será uma Quer agora, quer depois. Sim. já uma larga experiência de administração hospitalar. Começou Vasco Luís de Mello esteve durante 5 anos na administraçãodelas, o internamento outra, a Não há alterações. por se licenciar em engenharia mecânica na universidade belga deste grupo espanhol, que detém actualmente 7 hospitais eurgência. Vamos ter oportu- de Louvaina e tirou também ali um mestrado em gestão de abriu, nos últimos anos, novas unidades em Madrid, Barcelona,nidade de pôr essa questão a Então como é que vão con- empresas. Desde 2004 que é administrador executivo da José de Bilbau e Málaga. Regressou em Dezembro e foi-lhe propostotodo o hospital. seguir retirar rentabilidade? Mello Saúde. Foi presidente das comissões executivas dos hos- este desafio de liderar o Hospital de Vila Franca. Uma das fac-É um bocado prematuro dizer, Na altura do concurso é con- pitais CUF Infante Santo e CUF Descobertas entre 2005 e 2006, etas que liga Vasco Luís de Mello ao Ribatejo é o facto do seuem relação ao bloco, se está a struído um comparador públi- já depois de ter liderado a preparação das candidaturas do pai ter sido forcado nos amadores de Santarém e ao que julgaser suficientemente ocupado co: se fosse o Estado a fazer grupo aos hospitais de Cascais e de Loures. Entretanto, o Grupo também no grupo de Vila Franca.
  3. 3. 04 voz ribatejana #14Cerimónia de transmissão de responsabilidades realizou-se na vésperaGrupo Mello assumiu gestão do hospital no dia 1O Hospital Reynaldo dos Santos (HRS) está, desde a semana passada, sob gestão do consórcioEscala Vila Franca, liderado pelo Grupo Mello. Na sessão de transmissão de responsabilidadesfoi realçado o bom desempenho dos anteriores responsáveis e do quadro de profissionais doHRS e o secretário de Estado da Saúde afiançou que a construção do novo hospital é umprocesso “absolutamente irreversível”Jorge Talixa ficou resolvido. Por isso, a dos “em condições de trabalho administração pública cessante deficientes e manifestamenteO consórcio Escala Vila debateu-se com enormes difi- insuficientes”. O presidenteFranca de Xira, liderado pelo culdades para segurar quadros, cessante referiu, ainda, queGrupo Mello, assumiu, no dia porque não podia assumir con- este momento é igualmente1 de Junho, a gestão do tratos para o futuro. Mário “motivo de esperança em maisHospital Reynaldo dos Santos Bernardino, presidente do con- e melhores cuidados de(HRS) que, 60 anos depois da selho de administração ces- saúde”.sua criação, passa ao estatuto sante, historiou todo o proces- Mário Bernardino realçou,de hospital público com gestão so que levou à construção do ainda, os bons resultados obti-privada. Se tudo correr de novo hospital e apresentou dos pelo HRS nos últimosacordo com o planeado, dentro vários dados que atestam o anos. Em 2005, o Hospital dede 22 meses, em Abril de bom desempenho obtido nos Vila Franca ocupou o primeiro2013, entrarão em funciona- últimos anos. Começou por ligar na tabela de eficiência damento as novas instalações do realçar o esforço da equipa Direcção-Geral de Saúde e,HRS, num investimento supe- directiva, numa analogia com nos últimos anos, tem con- Funcionários do hospitalrior a 100 milhões de euros, o futebol, onde destacou a seguido reduzir custos. “Nos atentos à mudançadesenvolvido no âmbito de melhor defesa coordenada indicadores de qualidade e deuma parceria público-privada. pelo enfermeiro Luís Maruta, eficiência encontra-se entre os Vila Franca, “compromisso” uma alma muito grande”. ponto que é também um pontoA cerimónia de transmissão de o meio-campo distribuidor de mais eficazes do País”, salien- de contribuir para a melhoria “Sabemos que temos um de partida e, em 2013, estare-responsabilidades realizou-se, jogo liderado pela directora tou, lembrando que o HRS tem efectiva dos cuidados de saúde desafio e um compromisso mos noutro ponto, em que ana tarde de dia 31, na sala de clínica Ana Alcazar e o ataque um rácio de recursos humanos e “agradecimento” pelo profis- perante vós todos, que só será obra nasce e vai passar a estarespera das consultas externas assegurado pelo ponta-de- subdimensionado e elogiando sionalismo demonstrado pela possível concretizar com uma disponível. O mais difícil édo antigo HRS, apesar de tudo lança Lourenço Braga. o trabalho dos funcionários da administração e pela equipa de gestão de rigor e responsabili- sempre aquilo que é precisoa maior área disponível num Depois, Mário Bernardino casa ao longo dos anos. direcção do HRS nesta fase de dade, e sobretudo com o vosso fazer antes da obra começar ahospital que se debate há sublinhou que esta cerimónia Vasco Luís de Mello, novo transição. empenho e entusiasmo. surgir”, vincou.muitos anos com o problema representa também “o início responsável máximo pelo HRS Citando um antigo presidente Atrevo-me a dizer: “Num Depois, a autarca de Vilada falta de espaços para servir da concretização de um sonho (ver entrevista nas páginas 2 e do Hospital vila-franquense, futuro breve, o Hospital será Franca observou que estesos 235 mil habitantes dos 5 de milhares de utentes e de 3) começou por destacar três Vasco Luís de Mello consider- um grande Hospital com uma cinco municípios acreditamconcelhos da sua área de centenas de profissionais” de palavras: “satisfação” pelo iní- ou que o Reynaldo dos Santos alma ainda maior”, rematou. que “tudo correrá bem e que,influência. terem novas instalações hospi- cio de um novo projecto em “é um pequeno hospital com Em representação dos cinco em Abril de 2013, iremos inau-Vila Franca de Xira é o mais talares em Vila Franca e desta- municípios servidos pelo HRS, gurar um novo HRS.atrasado do último pacote de cou o sentimento de “dever Maria da Luz Rosinha admitiu Acreditamos, em nome dasquatro parcerias público-pri- cumprido” dos responsáveis que “foi um percurso longo de populações que servimos, quevadas hospitalares e o concur- que saem que conseguiram 16 anos” até chegar ao início será um hospital com melhoresso lançado em 2005 só agora assegurar a prestação de cuida- da construção do novo hospi- condições para servir essa tal. “Chegámos agora a um mesma população”, concluiu. ASSINE O VOZ RIBATEJANA Mais de 500 anos de história CONDIÇÕES PARA O RESTO DA EUROPA Mário Bernardino apresentou um resumo das principais datas da história hospitalar de Vila Franca. 1º Os seus dados: 1563 – Por alvará régio, a Igreja do Espírito Santo e o hos- Nome: pital contíguo são entregues à Confraria das Misericórdias de Vila Franca de Xira 1951 – Inauguradas as instalações do actual hospital pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca Morada: 1977 – Reconhecida a insuficiência das instalações e envia- do Programa do Novo Hospital, que foi aprovado pela O acto simbólico de transmissão de responsabilidades Direcção-Geral de Saúde entre Mário Bernardino e Vasco Luís de Mello Código Postal: 1995 – O Ministério da Saúde determina a elaboração do Programa de um Novo Hospital a construir em Vialonga País: Telefone: Secretário de Estado garante 2003 – O Novo Hospital de Vila Franca passa a integrar um 2º a sua escolha: que novo hospital é irreversível grupo de 10 hospitais a construir em regime de parcerias 6 meses 12 edições (20 euros) público-privadas A obra de construção das novas instalações do Hospital 12 meses 25 edições (40 euros) Reynaldo dos Santos começou a 9 de Maio, poucos dias depois 2005 – Lançamento do concurso para a parceria público- do visto do Tribunal de Contas. “Este processo é absolutamente privada do Novo hospital 3º: O seu pagamento: irreversível”, garantiu, na cerimónia de dia 31, o secretário de Estado da Saúde Óscar Gaspar, transmitindo uma “palavra de 2010 – Homologação do Acordo para o Novo Hospital com Total a pagar: o consórcio Escala Vila Franca e celebração do contrato de tranquilidade” aos funcionários, porque, depois da análise que fez do Sistema Nacional de Saúde, a “troika” do FMI, Comissão gestão e transmissão do estabelecimento hospitalar cheque dinheiro vale postal Europeia e BCE, reconheceu a qualidade do SNS. “O que nos é exigido é que continuemos a ganhar eficiência no SNS, dotando 9 de Maio de 2011 – Arranque da obra do Novo Hospital Recorte e envie para: pelo Agrupamento Complementar de Empresas Novo o País de uma rede de referenciação muito clara, que passa pela Jornal Voz Ribatejana concentração de alguns hospitais”, prosseguiu o governante, Hospital de Vila Franca de Xira Centro Comercial da Mina Loja 3, Apartado 10040 assegurando que, em Vila Franca, não se estava a “entregar um 2600-126 Vila Franca de Xira hospital público a privados”, mas a “entregar a gestão deste hos- 1 Junho de 2011 – Início da gestão do HRS pelo consórcio Escala Vila Franca Tel: 263 281 329 vozribatejana@gmail.com pital do Sistema Nacional de Saúde a um grupo privado”.
  4. 4. PRÓX IMA E DIÇÃO JANA DO 05 IBATE ER CA! VOZ R NÃO P 8 de Junho de 2011 NHO A 22 DE JU Polémica intrincadaVila Franca ameaça Arruda comtribunal por causa dos acessos ao hospital a dar, sendo prejudicados assim, os utentes de ArrudaA verba que caberá a Arruda no pagamento dos acessos ao por outro lado, quando a serão os mais prejudicados,novo Hospital de Vila Franca está a gerar acesa controvérsia entidade é a mesma”, disse o porque vão ficar mais longeentre os dois municípios vizinhos edil ao Voz Ribatejana, do hospital.Jorge Talixa presidente da Câmara arru- salientando que, ao contrário “Na acessibilidade seremos dense, frisando que “há um do que chegou a ser dito, prejudicados e isso tem queA presidente da Câmara de compromisso assumido por esta posição de Arruda não ser tido em conta. Partiu-seVila Franca de Xira admite todos os municípios” que só põe, de modo nenhum, em de um pressuposto de quelevar o Município de Arruda Arruda não estará a cumprir. causa o avanço do processo teríamos um acesso directodos Vinhos a tribunal se este “A questão poder-se-á do novo hospital. com a variante ou com a lig-mantiver a sua posição de resolver em tribunal. Não há Mas, as questões colocadas ação à A 10, mas não vão sernão pagar a parte que lhe problema”, disse a autarca pelo Município de Arruda feitas nas próximas décadas.deveria caber no custo dos socialista ao Voz Ribatejana, não se ficam por aqui. Arruda é o único concelhoacessos ao novo hospital. A dizendo que é tudo uma Carlos Lourenço alega que, que será prejudicado em ter-autarquia arrudense alega opção do presidente da edil- no início das conversações mos de acessibilidade. Issoque não pagará os perto de idade de Arruda. entre os 5 municípios, se tem que se ter em conta, não200 mil euros em causa “Vila Franca pode levar o falou na construção de uma é dizer eu mando, eu posso,enquanto o Ministério da assunto a tribunal. Quem variante a Vila Franca e eu quero. Isso existiu aquiSaúde não lhe pagar mais de não honra a palavra está mesmo de uma possível lig- há uns anos, mas hoje não100 mil euros respeitantes a sujeito a estas coisas”, sus- diz Carlos Lourenço, Vila hospital. ação à A 10 que deixaria os há”, reage o presidente daum muro do novo Centro de tenta Maria da Luz Rosinha, Franca apresentou uma esti- “Não é nada contra ninguém, munícipes de Arruda mais Câmara de Arruda, con-Saúde de Arruda e acrescen- frisando que não está em mativa inicial do custo dos não desrespeitamos perto do novo hospital. Só siderando que também háta que também têm que ser causa a existência de docu- acessos, mas esse valor ninguém, nem voltamos com que, agora, o autarca do PSD que esclarecer por que é quepesadas a possibilidade de mentos escritos que compro- acabou por aumentar de a palavra atrás, o que quere- acha que nem uma estrada estimativas finais dos aces-duas da suas freguesias pas- metam Arruda mas a palavra forma significativa, fazendo mos é que verdade seja nem a outra vão avançar nas sos ao hospital são bastantesarem para a área do dos 5 presidentes de Câmara com que a parte de Arruda reposta. Não podemos estar próximas décadas e que, diferentes das iniciais.Hospital de Loures. A edili- envolvidos. “Os represen- (equivalente a cerca de 10%)dade de Vila Franca não se tantes dos municípios são passasse a corresponder aconforma, diz que são absolutamente testemunhas mais de 200 mil euros. Arranhó e Santiago devem continuar ligadasquestões distintas e acusa da posição de Arruda, que “Há aqui circunstâncias noautarcas de Arruda de era favorável e trouxe para a meio que alteraram a situ- a Vila Francafaltarem à palavra dada. questão um problema que ação. Tendo em conta queCerto é que a polémica tem com a ARSLVT e que estamos em litígio em tribu- Outra dúvida que se coloca em relação a toda esta polémica diz respeito à situação das fregue-promete arrastar-se. Arruda nada tem a ver com este nal, sempre disse que não sias arrudenses de Arranhó e S. Tiago dos Velhos, geograficamente mais próximas de Loures,aguarda que os tribunais se assunto”, salienta. estou para contribuir para onde vai abrir um novo hospital no início de 2012. Têm surgido alguns defensores da possi-pronunciem sobre a acção Já Carlos Lourenço, presi- uma situação que é da bilidade destas duas freguesias deixarem de estar ligadas ao Hospital de Vila Franca e pas-em que reclama mais de 100 dente da Câmara de Arruda, responsabilidade da admin- sarem para o de Loures. As restantes duas, Arruda e Cardosas, continuariam com o Hospitalmil euros da Administração tem uma leitura completa- istração central quando o Reynaldo dos Santos (HRS). Mas Vasco Luís de Mello, presidente da nova comissão executi-Regional de Saúde de Lisboa mente diferente. O autarca Estado me deve e não com- va do HRS, disse, ao Voz Ribatejana, que o contrato de gestão prevê que todas as quatroe Vale do Tejo (ARSLVT) e do PSD admite que defendeu participa uma responsabili- freguesias de Arruda se mantenham ligadas ao Hospital de Vila Franca.Vila Franca decidiu avançar que todos os 5 municípios dade que é sua. Essa questão Carlos Lourenço acha que se essa possibilidade de mudança se colocar, as populações decom a obra dos acessos servidos pelo hospital deve- tem que ser resolvida”, sus- Arranhó e de S. Tiago deverão ser auscultadas num inquérito para perceber qual é opinião damesmo sem a compartici- riam comparticipar estes tenta Carlos Lourenço, maioria. “Temos a nossa opinião, mas não queremos influenciar. Se fizermos uma auscul-pação de Arruda, mas garan- acessos, apesar de essa ser frisando que, por uma tação à população de Arranhó e de S. Tiago, se calhar a maioria vai preferir Loures, por umatindo que vai exigir a verba uma competência da admin- questão de princípio e questão de proximidade”, admite, frisando que a Câmara tem procurado esclarecer o assuntoque competiria ao vizinho istração central. Mas sublin- porque lhe cabe acautelar e junto da tutela da saúde, mas que nunca conseguiu uma resposta precisa, com uns a acharemMunicípio arrudense. ha que foi ele próprio a defender os interesses dos que a mudança deverá avançar e outros a dizerem que não.Maria da Luz Rosinha, pres- defender que essas compar- arrudenses, enquanto o O autarca de Arruda sublinha, contudo, que esta é outra situação que tem que ser pesada eidente da Câmara de Vila ticipações não podiam ser pagamento do muro do cen- esclarecida porque, se duas freguesias e quase metade da população do concelho passarem aFranca de Xira, lamenta a iguais e deviam ser propor- tro de saúde não estiver ser servidas pelo Hospital de Loures, não pode ser exigida a Arruda a verba actualmente pre-atitude dos autarcas de cionais à população de cada resolvido não vai entregar a vista para os acessos ao novo Reynaldo dos Santos.Arruda e especialmente do um dos concelhos. Só que, verba para os acessos aoAlverca e Arruda recebem dois médicos estrangeirosOs centros de saúde de O Voz Ribatejana sabe que o imensos médicos, por aposen- sublinhou, em declarações aoAlverca e de Arruda dos Agrupamento de Centros de tação antecipada”, observou Voz Ribatejana. De acordoVinhos vão ter, já a partir deste Saúde do concelho de Vila Luís Afonso, vice-presidente com Luís Afonso, osmês de Junho, dois médicos de Franca de Xira decidiu colo- da Administração Regional de primeiros médicos atribuídosfamília de origem colombiana, car os dois médicos Saúde de Lisboa e Vale do à ARSLVT foram colocadossegundo apurou o Voz estrangeiros que lhe foram Tejo, frisando que estes 40 em alguns dos agrupamentosRibatejana junto de respon- atribuídos na unidade de profissionais vão “ajudar a mais carenciados e já estásáveis regionais da área da saúde de Alverca porque é a equilibrar um pouco, mas definido que os 40 agora indi-saúde. Estes quatro profission- mais carenciada da área do ainda estamos longe do ideal”. cados vão desempenharais integram-se num grupo de concelho. Em Arruda dos Segundo referiu, só dentro de funções nos agrupamentos de70 colombianos e porto- Vinhos, segundo apurámos, três anos, com a saída dos centros de saúde do Oesteriquenhos que vão passar a tra- vai começar a trabalhar um novos internatos (médicos Norte (5), Oeste Sul (5),balhar em Portugal, com con- casal de médicos colom- recém-formados) é que Lezíria (5), Zêzere (5), Serratratos de 3 anos. Cerca de 40 bianos. “vamos ficar bem” e o proble- d’ Aire (5), Ribatejo (1) e Vilaserão colocados em unidades “Estamos com uma carência ma ficará mais próximo da Franca de Xira (2), entre out-de saúde da Região de Lisboa muito acentuada, desde Julho resolução. “Até lá vamos ros.e Vale do Tejo. de 2009 até agora perdemos viver com algum equilíbrio”, J. T.
  5. 5. 06 “ TODOS COM VOZ voz ribatejana #14 INQUÉRITO HOSPITALEditorialA imagem do “Se o atendimento for melhor, é positivo”serviço público A notícia da passagem do Hospital Reynaldo dos Santos para gestão de uma empresa privada ainda é desconhecida para a maioria dos utentes. Alguns deles, inquiridos pelo Voz Ribatejana, no final da semana passada, junto à entrada doA política portuguesa tem sido marcada, nos serviço de urgência, mostram-se favoráveis à mudança, desde que resulte numa melhoria das condições de atendimento. Há até mesmo quem digaúltimos anos, por um intenso debate entre os que os privados costumam ter uma gestão mais eficiente.defensores do papel do Estado enquanto promo-tor e garante de muitos dos serviços básicos da Jorge Talixanossa sociedade e os que afirmam que o Estadoportuguês já é demasiado pesado e burocráticoe deve entregar ao sector privado algumasdessas tarefas. São discussões que se fazem no Albino Romão, 47 anos Antónia Caldeira, 44domínio da saúde, dos transportes, da energia,do ensino e em muitas outras áreas da nossa Maria da Glória Romão, 45 anos anos, gestora comercial,vida colectiva.Somos dos que ainda pensam que, com toda a residentes em Penafirme da Ventosa (Alenquer) residente no Porto Altosua estrutura e todos os meios supostamente aoseu dispor, o Estado deve existir para servir mel- Não sabíamos de Já sabia da mudança e penso quehor os cidadãos e tem toda a obrigação de os nada da seja positivo, para termos melhoresservir bem, porque é (deveria ser) por eles e para mudança deeles que existe como tal. O Estado português gestão. Desde condições para os utentes. Achovive, todavia, de há alguns anos a esta parte um que atendam que podem surgir melhoresdilema complicado que faz com que cada vez bem, para nós condições, porque o Estado era umnos identifiquemos menos com ele. tanto faz queExplicando melhor: a nossa democracia, com seja privado, que bocado relaxado nestas situações.imensas virtudes e até prova em contrário o seja para privar. Os privados costumam ter umamelhor sistema político possível, tem levado a Desde que aten- gestão mais eficiente. Não receioque cada vez mais as estruturas partidárias dam bem e queinvadam e “explorem” para seu benefício seja para melhor. que advenha algum custo acrescido,muitos dos organismos públicos que deveriam Assim já não acho que todos nós temos que par-existir para servir os portugueses e não para “ali- pertence ao ticipar um bocado. Se tiver algummentar” essas clientelas e arranjar lugares para Estado? Se aos membros dos respectivos aparelhos. gestão for boa e custo maior, espero que não sejaSignifica isto que a prioridade deixou de estar na se para melhor muito. Por todos os aspectos, achoprocura de medidas para melhor servir os estamos de acor- que esta alteração é positiva.cidadãos e muitos andam perfeitamente “dis- do.traídos” com outros objectivos. Será que os quese “aproveitam” do Estado têm depois argu-mentos para o defender.Depois, são por vezes os próprios funcionáriosdo Estado a não zelarem pela defesa da própria O MELHOR E O PIOR DA QUINZENAimagem de quem lhes paga. São frequentes as A entrada do consórcio Escala Vila Franca na gestão do Hospital Nas últimas décadas, Vila Franca de Xira e muitos outros municípiossituações de algum “desprezo” pelos respec- Reynaldo dos Santos trouxe boas novidades. Quatro novas especial- das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto apostaram, e muito, nativos utentes, a falta de vontade para ultrapassar idades aos serviço dos utentes da região, a ampliação da área das expansão urbana e na construção de milhares e milhares de fogos. Odeterminados problemas ou algum deixa andar urgências para minimizar as situações de doentes em macas espal- interior desertificou-se, a população acumulou-se no litoral mas, agora,quando as coisas não correm bem. São os com- hados pelos corredores e a aquisição de aparelhos de TAC e como ninguém soube (ou quis) colocar um travão a tempo nesta políti-putadores da Justiça que não funcionam, são os Ecografia são boas notícias para os 235 mil habitantes dos concel- ca, multiplicam-se as urbanizações inacabadas, os lotes por construir,sistemas informáticos das Finanças frequente- hos servidos pelos hospital vila-franquense. as casas por vender e as construtoras a braços com falta de financia-mente em baixo, é o absentismo elevado, são os mentos. Quem é que vai pagar a resolução de tudo isto? Que destino édossiers parados nas gavetas, é a falta de exigên- que vão ter estes aglomerados?cia nalguns serviços, é ainda a falta de respeitopelos utentes de determinados serviços.Vou citar o exemplo das sucessivas greves que,nos últimos meses, têm abalado a CP. Não con-sigo apurar de que lado estão as maiores culpas,mas é inconcebível que uma empresa altamentedeficitária viva num clima de guerrilha comoeste, em que as vítimas são unicamente os pas-sageiros. Como é que a CP pode ganhar credibil-idade e conquistar passageiros quando, depois,pára muitas horas por semana. Se admin-istradores e funcionários não estivessem debaixodo Estado que tudo permite agiriam destamaneira? E na TAP, onde se fala em 10 dias degreve durante o mês o Junho, não se pode colo-car a mesma questão? A defesa dos direitos nãodeve passar também pelo respeito dos utentes,que tudo pagam e suportam? Não caberá emprimeira instância aos próprios responsáveis efuncionários das administrações central e local adefesa da boa imagem da casa onde trabalham?Depois não se admirem se for ganhando terrenona opinião pública a ideia de que gestão privadaé mais eficiente e funciona melhor. Jorge TalixaFicha técnica: Voz Ribatejana Quinzenário regional Sede da Redacção e Administração – Centro Comercial da Mina, Loja 3 Apartado 10040, 2600-126 Vila Franca de Xira Telefone geral – 263 281329 Correio Electrónico – vozribatejana@gmail.com director.vozribatejana@gmail.com redaccao.vozribatejana@gmail.com comercial.vozribatejana@gmail.com Proprietário e editor – JorgeHumberto Perdigoto Talixa - Director – Jorge Talixa (carteira prof. 2126) Redacção – Miguel António Rodrigues (carteira prof. 3351), Carla Ferreira (carteira prof. 2127) e Vasco Antão (carteira decolaborador 895) - Colaboradores - Adriano Pires e Paulo Beja - Paginação - António Dias Concessionário de Publicidade – PFM – Radiodifusão Lda. Área Administrativa e Comercial – Júlio Pereira(93 88 50 664) e Afonso Braz (936645773)Registo de Imprensa na ERC: 125978 Depósito Legal nº: 320246/10 Impressão CIC – Centro de Impressão Coraze Tiragem – 5000 exemplares
  6. 6. 07 8 de Junho de 2011Corporação de Vila Franca celebra 129 anosBombeiros precisam de material de desencarceramentoA Associação de Bombeiros Voluntários de Vila Franca de Xira festejou, no dia 28, o seu 129º. aniversário, com a inauguração de uma nova viatura e da ampliação do quartel. Apesar destespassos importantes, as dificuldades continuam a ser muitas para a corporação vila-franquense, que carece de materiais de desencarceramento que lhe permitam responder aos acidentes gravesquase diáriosJorge Talixa Bombeiros de Vila Franca e realçou a dedicação do seuOs 129 anos da Associação comando, do corpo activo e daHumanitária de Bombeiros comissão de cultura, desporto eVoluntários de Vila Franca de recreio que, no ano passado,Xira (AHBVVFX) foram assi- conseguiu recolher 17 milnalados com um conjunto euros para ajudar à actividadealargado de actividades que da corporação.decorreram desde o passado Depois, o presidente dadia 1 de Maio e culminaram, AHBVVFX dirigiu-se aosno sábado, com uma manhã políticos presentes na cerimó-infantil. O ponto alto das nia. “Sabemos que vivemos umcomemorações teve lugar no momento muito difícil nodia 28, com a inauguração de nosso País, sabemos queuma viatura, a quem foi dado o muitas dificuldades aí vêm,nome do benemérito Oliveira mas nós já vivemos com tantasSoares, e da ampliação do dificuldades. Vejam se fazemquartel. A sessão solene serviu, alguma coisa para que ostambém, para agraciar bombeiros não sejam mais alvobombeiros e associados com de cortes, porque não aguen-mais tempo de dedicação à tam”, alertou.instituição.Carlos Fernandes, presidenteda AHBVVFX, começou por Desencarceramentoexplicar que o projecto do Carlos Fernandes lembrou,novo quartel (inaugurado em ainda, que a corporação de Vila2003) vinha já dos anos 80 e Franca está numa zona “ful-revelou-se exíguo para as cral” do País em termos denecessidades da corporação. tráfego rodoviário e fer-“Era um projecto já desactual- roviário, atravessada pela ração, realçando os casos do reconhecer o grande trabalho do país, onde as realidades são Civil distribuiu 6 milhões deizado, embora muito bonito, e Auto-estrada do Norte, pelas governador civil António feitos por estas pessoas”, sus- diferentes. Segundo referiu, o euros pelas 56 corporações.a verdade é que cá dentro, na nacionais 1 e 10 e pela Linha Galamba e da presidente da tentou. Governo Civil de Lisboa tem Temos feito o possível, dentroprática, não tínhamos insta- do Norte. “Todos os dias o Câmara Maria da Luz Rosinha. um orçamento anual da ordem das nossas possibilidades,lações suficientes. Problema nosso carro de material de des- “O governador civil tudo tem Apoio autárquico dos 5 milhões de euros, dos porque temos duas prioridadesque mais se acentuou quando encarceramento sai para socor- feito para que os corpos de O presidente da Junta de Vila quais cerca de 375 mil vêm do os bombeiros e as forças deao antigo barracão passou para rer acidentes. Vai ser bombeiros do distrito estejam Franca apelou à união dos vila- Orçamento de Estado. “Nos segurança”, concluiu.uma igreja. O equipamento necessário novo equipamento, equipados com melhor equipa- franquenses no trabalho por últimos 5 anos, o Governonáutico ocupava os balneários porque já começa a ser muito mento de protecção individual. um futuro melhor. Maria dados nossos bombeiros ecomeçámos a pensar que era difícil desencarcerar com o material que temos. É Com o modelo anterior muitas corporações do distrito recebi- Luz Rosinha lembrou a reali- dade dos bombeiros quando Dirigentes preocupadosurgente ampliar o quartel”, necessário que o apoio que é am as verbas e esqueciam-se tomou posse na Câmara, noexplicou o responsável da dado aos bombeiros não passe de comprar o equipamento”, início de 1998, e as obras Rui Ferreira, dirigente dos Bombeiros de Alverca e vice-associação, admitindo que “foi por mais cortes”, vincou. observou. entretanto desenvolvidas com presidente da Federação de Bombeiros do Distrito deuma grande luta” criar Também António Pedro Lopes, Depois, António Pedro Lopes os novos quartéis da Póvoa, de Lisboa, lembrou que a corporação de Vila Franca é a ter-condições para esta ampliação comandante dos Bombeiros de destacou o apoio de Maria da Vila Franca e da Castanheira e ceira mais antiga entre as 56 do distrito. Destacou a formae que a presidente da Câmara Vila Franca, realçou a necessi- Luz Rosinha no desenvolvi- a conclusão do de Alhandra. como os bombeiros melhoraram, nas últimas décadas, oteve um papel decisivo no dade de equipar devidamente mento dos processos de con- Restam duas situações para serviço que prestam, mas avisou que “no distrito de Lisboa,encontrar de apoio no âmbito as viaturas de primeira inter- strução do novo quartel da sua resolver, o novo quartel de as receitas dos serviços prestados no transporte dedo quadro comunitário de venção de que a corporação ampliação. E terminou com Vialonga e a ampliação do de bombeiros é média cobre metade do custo que as associaçõesapoio. dispõe. O responsável opera- uma palavra de reconhecimen- Alverca. A primeira aguarda a têm para os efectuar”. E alertou para novos cortes que seCarlos Fernandes sublinhou cional salientou a forma como to pelo trabalho dos dirigentes abertura de candidaturas a fun- vão anunciando e para os previsíveis aumentos de impostos,que aquele era um dia grande alguns dos presentes têm da AHBVVFX. “Os bombeiros dos comunitários e a segunda a dos combustíveis e da electricidade.neste percurso de 129 anos dos apoiado o trabalho da corpo- de hoje e os do futuro sabem possibilidade de intervir no Já Rui Silva, dirigente da Associação de Arruda e vice-pres- espaço do antigo cemitério. idente da comissão executiva da Liga dos Bombeiros “Acredito que vamos ter um Portugueses, realçou o papel que as autarquias cada vez novo quartel em Vialonga e mais assumem no apoio às suas corporações, porque não que iremos resolver o proble- existe proximidade entre os bombeiros e os serviços da ma dos Bombeiros de administração central. Alverca”, afirmou a edil, con- siderando que há imensas for- mas de apoio do Município ao trabalho dos bombeiros, como o pagamento de 30 efectivos que estão nas 6 corporações e as comparticipações nas obras. “Fazemos tudo isso con- scientes de que é a nossa obri- gação”, rematou. Já António Galamba realçou a competência e a eficácia das corporações (56) existentes no distrito de Lisboa e defendeu que, no futuro, o desempenho de muitas destas associações Eduardo Abreu, José Torres e Elviro Passarinho foram agraciados com não deve ser olhado de forma a medalha de ouro da Liga por 35 anos de dedicação aos bombeiros igual a outras de outras regiões
  7. 7. 08 “ SOCIEDADE voz ribatejana #14Vila Franca de XiraPetição exige recuo da Câmara de Vila Francana proibição de alimentar animais errantesUm grupo de defensores dos animais na Internet regista uma adesão muito sig-lançou, na semana passada, uma petição nificativa e alguns dos subscritores criti-que solicita que a Câmara de Vila Franca cam a “crueldade” da postura da autar-de Xira “abandone imediatamente a pos- quia e interrogam-se por que é que astura inaceitável” que levou a que a autar- coimas não são aplicadas a quem aban-quia distribuísse pelos munícipes um fol- dona e maltrata animais.heto onde sublinha que é proibido ali- A petição defende que a Câmara de Vilamentar animais errantes em espaços Franca de Xira deve lançar “desde já” aspúblicos e que tal comportamento é bases de “uma política de controlo popu-punível com coimas. O documento já tem lacional através da esterilização massiva520 subscritores e será entregue aos pres- de animais de companhia e nomeada-identes da Câmara e da Assembleia mente de recolha, esterilização eMunicipal e aos vereadores vila-fran- devolução para controlo de colónias dequenses. gatos errantes, de forma independente ouA polémica estalou no final de Maio, em parceria com associações animalistasquando a edilidade decidiu enviar esta locais”. O documento considera “cruel” acomunicação aos munícipes juntamente postura adoptada pelo Município decom a factura da água, alegando que o deixar os animais à fome e sustenta queregulamento municipal prevê penaliza- será “ineficaz como forma de controloções para quem deixe alimentos para ani- populacional”, podendo levar os animaismais na via pública. Na reunião a aproximarem-se mais das habitaçõescamarária de 18 de Maio, cerca de uma humanas em busca de comida e a ficaremdezena de pessoas contestou a medida, mais vulneráveis a doenças e parasitas.defendendo que, em alternativa, a Classifica, ainda, a atitude da CâmaraCâmara deveria apostar em acções de vila-franquense de “injusta” e “retrógra-cadastramento, vacinação e esterilização da”, porque “o que se verifica em todosdos animais errantes. A presidente da os países desenvolvidos e em muitasautarquia alegou que o Município não cidades portuguesas” é o desenvolvimen-tem meios para tal, mas admitiu estudar to de métodos de controlo populacionalalguma parceria com os defensores dos de animais e de esterilização. Vários municípes protestaram na reunião camaráriaanimais que permita avançar por essa via.Certo é que a petição entretanto colocada Jorge TalixaCastanheira / Alenquer Fogo em vazadouro ameaçaFalsificação de guias de condução casas em Alvercapara vender a brasileiros dá pena de prisão Um incêndio, de origens ainda desconhecidas, ameaçou, na noite do passado dia 1, duas habitações da Rua Projectada àUm indivíduo de 37 anos, residente na primeiras sessões e preferiu não prestar reproduziu em vários exemplares num Fonte do Choupal, em Alverca. As chamas foram detectadaszona de Alverca, foi, no dia 27, condenado declarações quando foi conduzido a tribu- centro de cópias a cores da região. cerca das 21h00 e controladas pelo Bombeiros de Alverca.a seis anos de prisão efectiva pela prática nal pelas autoridades policiais. “Sempre que alguém queria uma guia, Deflagraram numa zona utilizada como vazadouro porde 5 crimes de falsificação de documentos. Segundo o acórdão, em Janeiro de 2004 a Pedro preenchia os dados à mão”, refere o alguns moradores. A rápida intervenção de alguns habi-Em causa estava um esquema de falsifi- GNR detectou, numa operação de trânsito acórdão, frisando que este arguido já foi, tantes que tentaram deitar água sobre as chamas e a prontacação de guias de condução que eram, efectuada na rotunda de Povos, uma guia entretanto, condenado por outros 4 crimes resposta dos bombeiros evitaram danos mais graves, masdepois, vendidas a imigrantes brasileiros e de substituição e uma carta de condução de falsificação, um crime de detenção de uma das casas sofreu ainda alguns estragos.que lhes permitiriam conduzir em brasileira que se vieram a revelar falsas. arma proibida e 3 de emissão de chequesPortugal. Alguns dos compradores nem Documentos do mesmo género foram, pos- sem provisão e que as necessidades de pre-nunca tinham tido habilitação para con- teriormente, encontrados na posse de venção especial levam também a que sejaduzir no Brasil e, com esta guia de substi- alguns dos arguidos nos concelhos de Vila condenado a uma pena de prisão efectiva.tuição, podiam até requerer licenças de Franca e de Alenquer. O colectivo de O colectivo presidido por Raquel Costacondução internacional ao Automóvel juízes deu, agora, como provado que Pedro condenou mais quatro arguidos por crimesClube de Portugal. S. “falsificou documentos com o objectivo de falsificação e uso de documento falso,No processo da Comarca de Alenquer jul- de os vender pelo melhor preço que con- um deles a uma pena de prisão com exe-gado no Depósito do Ministério da Justiça seguisse” e que, para tal, comprou uma cução declarada suspensa e os restantes 3 anos arredores de Vila Franca de Xira guia provisória na Direcção-Geral de multas. As juízas decidiram, ainda,estavam acusados 20 indivíduos, quase Viação (DGV), recortou a parte superior absolver os restantes 13 arguidos, tambémtodos de nacionalidade brasileira, mas três do duplicado onde constavam os carimbos. acusados de uso de documento falso e denão compareceram às primeiras audiências Fez com isso uma fotomontagem e que condução sem habilitação legal.realizadas em Março e os respectivosprocessos foram separados. Agora, PedroS., acusado de ter sido o mentor deste Guias falsas vendidas a 300 eurosesquema de falsificação detectado pela PJ “O Laboratório de Polícia Científica da PJ concluiu que havia uma guia original,em 2004, altura em que residia na com a qual, depois, terá sido feita uma fotomontagem”, explicou o inspector JoãoCastanheira do Ribatejo, foi condenado a 2 Costa em tribunal, frisando que a guia original tinha sido carimbada no Posto doanos de cadeia por cada um dos 5 crimes Cidadão de Vila Franca de Xira e foi usada para várias cópias, apresentando sem-de falsificação. Raquel Costa, juíza que pre o mesmo código de barras e o mesmo carimbo. “A maior parte dos arguidos quepresidiu ao colectivo responsável pelo jul- adquiriu estas guias também se dirigiu ao ACP para adquirir licenças de conduçãogamento, acrescentou que, aplicadas as internacional”, vincou João Costa, adiantando que, se o esquema não fosseregras do cúmulo jurídico, Pedro S. é con- descoberto, os titulares poderiam conduzir no espaço da União Europeia. Um dosdenado a uma pena única de 6 anos de arguidos, imigrante brasileiro, adiantou, em tribunal, que lhe pediram 300 euroscadeia. O arguido não compareceu nas por uma guia com estas características.
  8. 8. Fado na Euterpe Alhandrense “Nas margens do rio Fado” é o título do espectáculo que vai ser apresentado, na noite do próximo dia 17, nas instalações da Sociedade Euterpe Alhandrense. Uma proposta da fadista Elsa Casanova, 09 que conta ainda com participações de Flávio Gil e de João Casanova. 8 de Junho de 2011Sentença lida na segunda-feiraTribunal absolve ex-dirigentese União VilafranquenseTodos os acusados no processo relacionado com a entrega de verbas de IVA ligadas à actividade do Vilafranquense foram absolvidos porque o tribunal considerou que não ficou provado que odinheiro depositado nas contas do clube sem justificativos estivesse sujeito a IVAJorge Talixa sujeitas a IVA todas as verbas suficientes que demonstrem reembolso de IVA a receber anos as dívidas que tem ao levaram àqueles depósitos depositadas durante cerca de que os valores em causa por diversas obras que reali- fisco. sem documentos justificativosOs cinco antigos dirigentes da 5 anos nas contas do clube estavam sujeitos a IVA, nem zou. Já em 2003, uma Os advogados dos arguidos e que não estão, assim,União Desportiva que não tinham justificativos. se pode concluir que “a omis- inspecção das Finanças detec- defenderam que, perante esta preenchidos os pressupostosVilafranquense (UDV) e a Frisando que uma associação são da sua entrega integra a tou bastantes verbas sem jus- novo acordo de pagamento, o de ilicitude previsto na Leiprópria colectividade foram, desportiva como esta é difer- prática de um crime de abuso tificativos e, como não foram processo judicial devia ser relativamente à prática dona tarde de segunda-feira, ente de uma sociedade comer- de confiança fiscal”. indicadas razões suficientes extinto. O colectivo não teve crime de abuso de confiançaabsolvidos da prática de cial, o acórdão sublinha que a Entende o colectivo que não para a sua entrada nas contas o mesmo entendimento, mas fiscal.crimes de abuso de confiança UDV não visa o lucro e “é resulta provado do julgamen- do clube, foram dadas orien- resolveu dar como prescritas Eurico Cid, António Machadofiscal de que estavam acusa- perfeitamente normal que to que os arguidos (dois anti- tações para a entrega, já em as situações relacionadas com Lourenço, José Fernandodos. O colectivo, presidido receba subsídios, quotas, gos presidentes, três outros 2004, de declarações de sub- a declaração de IVA de um Casquinha, Ana Câncio,por Manuela Pereira, con- mensalidades ou doações que dirigentes e o próprio clube) stituição que deixaram o dos trimestres de 1999, sobre Manuel Augusto e a Uniãosiderou que não ficou provado não estejam sujeitos a tribu- tenham “conjecturado a clube com uma dívida superi- a qual já passaram mais de 10 Desportiva Vilafranquenseque o clube tenha recebido tação em sede de IVA ou este- hipótese de não pagarem IVA or a 120 mil euros de IVA. O anos. foram, assim, absolvidos,verbas de IVA que não tenham jam sujeitos a taxas inferi- cobrado”. É que, segundo caso chegou agora a julga- Nas restantes situações, numa decisão que aindasido entregues ao Estado e ores”. Por isso, as juízas do referiram em audiência, entre mento e a UDV já estabele- respeitantes a 2001 e 2002, o poderá levar o clube a requer-contestou a forma como uma Círculo Judicial de Vila 1999 e 2003, os dirigentes ceu, entretanto, um acordo tribunal considera que não se er a redução do montante deinspecção das Finanças con- Franca que apreciaram este estavam convencidos que o extra-judicial de conciliação provou que a UDV tenha liq- dívida ao fisco que lhe temsiderou passíveis de estarem caso acham que não há dados clube até teria valores de para pagar nos próximos 10 uidado IVA nas operações que sido atribuído.VialongaSMAS cobram água a dadores de sangue com 6 anos de atrasoOs Serviços Municipalizados contactada para apresentar siderando que, à luz da Lei Vale Antunes diz mesmo quede Águas e Saneamento leituras do contador. Pagava, 12/2008, até não será legal os houve um caso semelhante na(SMAS) de Vila Franca de normalmente, cerca de 4 SMAS estarem a cobrar água freguesia de Vialonga e que,Xira apresentaram ao Grupo euros por mês, com base na seis anos depois. “Não está em diálogo também com ade Dadores de Sangue de estimativa de consumo feita em questão o valor, está o Junta, se conseguiu umaVialonga (GDSV) uma fac- pelos SMAS. E foi com sur- incumprimento da Lei”, afir- solução de pagamento a con-tura de consumo de água de presa que, recentemente, a ma. tento de todos. “A questão que759 euros. A direcção do direcção do GDSV se viu con- Francisco Vale Antunes, pres- se coloca é que os serviçosGDSV ainda reclamou, mas frontada com uma factura de idente dos SMAS vila-fran- deram prioridade aos con-recebeu, em Maio, a confir- acerto de 759 euros. quenses, admite o desagrado sumos normais domésticos,mação de que vai mesmo ter “Contestámos e foi-nos dito do presidente do GDSV, mas aos comerciais e industriais.que pagar aquela quantia e a que iriam analisar o caso. sublinha que “não há aqui No caso do movimento asso-explicação que se deve a val- Agora, em Maio, recebemos nenhuma injustiça”, porque ciativo havia alguns casos emores acumulados ao longo dos uma nova carta a dizer que a “o consumo foi, efectiva- que não se conseguia fazer aúltimos seis anos. Os respon- responsabilidade do pagamen- mente, feito”. O autarca do PS leitura e, no final de 2010, iní-sáveis do Grupo de Dadores to se mantinha e que não se reconhece que “pode ter havi- cio de 2011, foi feito umde Sangue garantem que vão tinham verificado anomalias do, eventualmente, algum esforço para contactar e tentarpagar, mas consideram que a na instalação”, relata o diri- funcionamento menos correc- ajustar os consumos. Essa foiatitude dos SMAS é “injusta” gente associativo, frisando to”, mas sustenta que a infor- a medida que tomámos”,e eventualmente até ilegal. O que as explicações dos SMAS mação que tem dos serviços prosseguiu o presidente dospresidente dos SMAS aludem à “dificuldade” de jurídicos dos SMAS é que a SMAS de Vila Franca,esclarece que o problema se acesso ao contador para Lei que limita o prazo para apelando a que haja também adeve à dificuldade de acesso leituras, mas salientando que cobrança de determinados preocupação no movimentoao contador, que levou à acu- o contador já estava no serviços não se aplicará num associativo de facultar maismulação de valores em dívida, mesmo local quando a caso como este em que o rapidamente o acesso à leiturae afiança que os juristas Câmara cedeu as instalações problema foi, de facto, a difi- dos contadores para evitarmunicipais garantem que é ao GDSV. Estranhando as culdade de acesso ao contador estas situações de acumu- Francisco Bordalo protestou na última reuniãolegal cobrar a água com estes razões que levaram a que os para fazer a contagem regular lação. camarária realizada na Granjaanos de atraso. cobradores do SMAS não ten- dos consumos. Jorge TalixaFrancisco Bordalo, presidente ham feito leituras actualizadasdo GDSV, não se conforma, durante 6 anos, Francisco FORMIGUINHA DO ASSEIO Lda. ANA RODRIGUESlembrando que o edifício onde Bordalo acha uma “injustiça”funciona a sede social do virem, agora, cobrar 759 EMPRESA DE LIMPEZAS 961 863 946grupo até foi cedido pelo euros ao grupo. “Não quere-próprio Município e que, na mos entrar em contencioso e - Manutenção e pinturas -altura, foi solicitada aos preferimos pagar ficando com - Lavandaria - R. Bento Jesus Limpezas gerais eSMAS a instalação de um a razão. Mas é uma injustiça - Engomadoria - domésticas | Escritórios, Caraça - (recolhas e entregas grátis ao domicílo) -ramal de água e pago o valor que nos fazem que não é de condomínios | Limpezas Lt. 48 - 4ºDtoexigido. O contador está, por maneira nenhuma um incenti- Rua José Ferreira Tarré nº 7 Loja 1 Vila F. de Xira ALVERCA industriais e comerciais |isso, no local indicado pela vo para quem anda no movi-autarquia e, ao longo de seis mento associativo”, acrescen- Tel: 219 577 809 - 916 438 041 Gestão de condomíniosanos, a associação nunca foi ta o dirigente do GDSV, con- formiguinhadoasseio@hotmail.com brunovieira-bv@live.com.pt

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