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HISTÓRIA <ul><li>Figura 7- </li></ul><ul><li>Reunião entre agricultores pescadores do povoado Cajueiro, ás margens do rio ...
HABITANTES <ul><li>Atividades de subsistência que se baseiam no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsi...
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Figura 3: Dinâmica da pesca comercial, medida pela captura de peixes conforme o nível das águas do médio rio Tocantins. Fo...
<ul><li>(MALDONADO, 1986 apud MELO e MATOS, 2006, p.1). Esse autor aborda sobre a perda de valor da pesca tradicional, cha...
Figura 18. Rede de grande porte, armada de um lado a outro,  no médio rio Tocantins, no povoado Cajueiro município de Palm...
Figura 4. Valores das cotas do nível das águas do rio Tocantins, em Miracema do Tocantins, definindo por ciclos de cheias ...
Figura 17. Vazante com plantação de milho no povoado Cajueiro, no médio rio  Tocantins, município de Palmeirantes, TO.
Os estudos  ecológicos e etnobiológicos  podem  levar os indivíduos a repensar, discutir alternativas, à medida que se per...
MULHERES= MENINAS
MULHERES
Figura 20. Força da mulher no trabalho no médio rio Tocantins, no povoado Cajueiro  município de Palmeirantes, TO
MULHERES
Figura 14. Dragas em funcionamento no povoado Cajueiro, no médio rio Tocantins, município de Palmeirante, TO.
MENINAS
Resumo das semelhanças entre os grupos Mulher (GFI) Moças GF IV Mulher  (GF I) - Moças  (GF IV) 21 (41%) -
“ os exemplos revelados pelas comunidades ribeirinhas no que se refere ao funcionamento de  apropriação, uso e gestão dos ...
<ul><li>CONCLUSÕES </li></ul><ul><li>Na pesca, o trabalho da mulher do Povoado Cajueiro é tão importante quanto do homem e...
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Voninio Castro As GeracõEs De Mulheres Pescadoras E As TransformacõEs Da Pesca No MéDio Rio Tocantins

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This is a PT presentation I did for Amazon Weman Seminar at UFAM in 2009.
It shows women´s role on fishing management at the Povoado Cajueiro- A community of fishers on the Tocantins´river side. State of Tocantins-Brazil

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Voninio Castro As GeracõEs De Mulheres Pescadoras E As TransformacõEs Da Pesca No MéDio Rio Tocantins

  1. 1. VONINIO BRITO DE CASTRO ORIENTADOR: PROF. HENRIQUE DOS SANTOS PEREIRA Phd UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS CENTRO DE CIÊNCIAS DO AMBIENTE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA – PPG/CASA MESTRADO PROFISSIONAL MANAUS – 2009
  2. 2. INTRODUÇÃO <ul><li>Esses empreendimentos são normalmente construídos para fornecer energia a seguimentos específicos da indústria[...] (BERMANN, 2002 apud ZHOURI e OLIVEIRA 2006, p.3 ) </li></ul><ul><li>Uma das questões que impulsionaram a realização da pesquisa </li></ul><ul><li>Como as mulheres agricultoras pescadoras percebem esses impactos no ambiente físico e na biota aquática? </li></ul><ul><li>“ [...] em vez de ser considerado elemento de ligação, passa a ser visto como um obstáculo a ser vencido”(OLIVEIRA, 2003, pp. 2-3). </li></ul>
  3. 3. Essas mudanças contribuem para contaminação de cursos d’água, destruição ou fragmentação de hábitats naturais e da vegetação, desapropriações, remanejamento de populações e pressão sobre os serviços (CONDINI, 2007, p.10).
  4. 4. MATERIAL E METODOS <ul><li>Descrição da área </li></ul><ul><li>Palmeirante : ao norte do Estado 2.472,3 km² Fundado em 1993, população –IBGE - 01.07.2006 é de 4.689hab. 332 km de Palmas. </li></ul><ul><li>Povoado Cajueiro – à montante da UHE de Estreito e à jusante da Hidrelétrica de Lajeado. 8° 05’ 08.48’ de Latitude S, 48° 05’ 21.12” de Longitude O. </li></ul><ul><li>Predominância do Complexo do Cerrado. </li></ul><ul><li>Agricultura e a pecuária extensiva e áreas para o cultivo de monoculturas </li></ul><ul><li>Devastação de áreas do cerrado </li></ul>
  5. 5. Figura 5. Mapa representativo da exploração dos recursos hídricos do rio Tocantins no trecho compreendido entre os estados do Pará, Tocantins e Maranhão, demonstrando a UHE de Lajeado, a construção da UHE de Estreito e a localização do Povoado Cajueiro, município de Palmeirante, TO.
  6. 6. ÁREA DE ESTUDO Figura 6. Localiz. Geog. do mun.de Palmeirante-TO,residência de um pescador do Cajueiro, rio Tocantins, onde realizada parte das entrevistas.Fonte: Adaptada Google Maps, 2008
  7. 7. HISTÓRIA <ul><li>Figura 7- </li></ul><ul><li>Reunião entre agricultores pescadores do povoado Cajueiro, ás margens do rio Tocantins, para apresentação do projeto de pesquisa, no município de Palmeirante, TO. </li></ul><ul><li>Oi Grande ► Palmeirante </li></ul><ul><li>Povoado Cajueiro </li></ul>
  8. 8. HABITANTES <ul><li>Atividades de subsistência que se baseiam no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência. </li></ul><ul><li>Entrevistas abertas, por grupo focal, no total de quatro grupos- ao todo de 27 pessoas </li></ul><ul><li>GF I -sete mulheres acima de 30 anos, com média de idade de 62 anos e seis meses, e a média de tempo no povoado é de 48 anos e cinco meses </li></ul><ul><li>GF II -onze homens acima de 30 anos, média de idade de 57 anos, a média de tempo no Povoado é de 44 anos </li></ul><ul><li>GF III- seis rapazes, com menos de 25 anos de idade </li></ul><ul><li>GF IV- quatro moças/meninas com menos de 25 anos de idade </li></ul>
  9. 9. <ul><li>MÉTODO ETNOGRÁFICO </li></ul><ul><li>Análise - qualitativa </li></ul>  “ A etnografia deve ser entendida como a descrição de uma cultura , que pode ser a de um pequeno grupo tribal , numa terra exótica, [...], sendo a tarefa do investigador etnográfico, compreender a maneira de viver do ponto de vista dos nativos da cultura em estudo”. Spradley (1979 apud FINO 2006, p.1) Triangulação com a interpretação dos dados coletados Diferenças ▬▬ semelhanças gênero iguais/opostos e grupos intergeracionais.
  10. 10.   TÉCNICAS DO DRP ENTREVISTAS NÃO ESTRUTURADAS Participação dos sujeitos nas entrevistas Diagnóstico Rural Participativo (DRP) Chambers (1992 citado por GOMES et al 1999, p.2) o DRP “um conjunto de métodos e abordagens que possibilitam às comunidades compartilhar e analisar suas percepções a cerca de suas condições de vida, planejar e agir. <ul><li>VISITAS IN LOCO </li></ul><ul><li>LINHA HISTÓRICA </li></ul><ul><li>Resgatar a memória de fatos e acontecimentos históricos importantes. </li></ul><ul><li>A discussão dos eventos do passado, favorece a compreensão da realidade atual. (Projeto DOCES MATAS, 2002, p.36) </li></ul><ul><li>BRAINSTORMING OU TEMPESTADE DE IDÉIAS </li></ul><ul><li>Usada em dinâmicas de grupo para explorar as habilidades, potencialidades e criatividade de uma pessoa, direcionado ao serviço de acordo com o interesse. (Projeto Doces Matas IEF - IBAMA - Fundação Biodiversitas – GTZ Belo Horizonte, MG - Junho 2002) </li></ul>
  11. 11. Figura 3: Dinâmica da pesca comercial, medida pela captura de peixes conforme o nível das águas do médio rio Tocantins. Fonte: Maurício Cetra, 1998.
  12. 12. <ul><li>(MALDONADO, 1986 apud MELO e MATOS, 2006, p.1). Esse autor aborda sobre a perda de valor da pesca tradicional, chamando de “esquecimento histórico da pesca artesanal” de uma geração para outra . </li></ul>Para Santos et al, (1984 apud CETRA, 1988, p. 56), os cardumes desta espécie não ultrapassam as cachoeiras de Tucuruí , devido não conseguir nadar contra as correntezas violentas
  13. 13. Figura 18. Rede de grande porte, armada de um lado a outro, no médio rio Tocantins, no povoado Cajueiro município de Palmeirante, TO .
  14. 14. Figura 4. Valores das cotas do nível das águas do rio Tocantins, em Miracema do Tocantins, definindo por ciclos de cheias e vazantes, no período de 1969 a 2008. Fonte: Monitoramento Hidrológico de 2008- Boletim número 4.
  15. 15. Figura 17. Vazante com plantação de milho no povoado Cajueiro, no médio rio Tocantins, município de Palmeirantes, TO.
  16. 16. Os estudos ecológicos e etnobiológicos podem levar os indivíduos a repensar, discutir alternativas, à medida que se percebe o declínio dos recursos nat urais, e a “importância da conservação e do desenvolvimento sustentável às presentes e futuras gerações ” (CLAUZET, RAMIRES & BARRELLA 2005, p. 2).
  17. 17.
  18. 18. MULHERES= MENINAS
  19. 19. MULHERES
  20. 20. Figura 20. Força da mulher no trabalho no médio rio Tocantins, no povoado Cajueiro município de Palmeirantes, TO
  21. 21. MULHERES
  22. 22. Figura 14. Dragas em funcionamento no povoado Cajueiro, no médio rio Tocantins, município de Palmeirante, TO.
  23. 23. MENINAS
  24. 24. Resumo das semelhanças entre os grupos Mulher (GFI) Moças GF IV Mulher (GF I) - Moças (GF IV) 21 (41%) -
  25. 25. “ os exemplos revelados pelas comunidades ribeirinhas no que se refere ao funcionamento de apropriação, uso e gestão dos recursos naturais podem ser adotados como referência .” Farias Cruz e Oliveira (2007, p.1) <ul><li>Para Richerson e Robert (2005 p.430) a aprendizagem social ou transmissão cultural pode ser modelada como um sistema de herança. Neste sentido, as crianças aprendem com os mais velhos que as ensinam ou mesmo através da imitação. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>CONCLUSÕES </li></ul><ul><li>Na pesca, o trabalho da mulher do Povoado Cajueiro é tão importante quanto do homem e esta importância não está associada, ou mesmo condicionada aos papeis sociais que a mulher viúva assume no grupo doméstico. </li></ul><ul><li>Mulheres chefes de família, casadas ou viúvas exercem papel fundamental nas responsabilidades da economia e sustento familiar. </li></ul><ul><li>Confirma-se que é cada vez maior a força de trabalho e a importância da mulher amazonida nas atividades consideradas até então de caráter essencialmente masculino. </li></ul><ul><li>Alterações nos componentes bióticos ocorreram pelo interrompimento de seu ciclo de migração. </li></ul><ul><li>Os novos ciclos das vazantes causados pela construção das barragens são os maiores responsáveis pelas mudanças nos costumes e alterações na relação dessa comunidade com o rio </li></ul>
  27. 27.   <ul><li>Constatou-se que é comum em todos os grupos focais a cultura da transmissão dos saberes através da observação e repasse de pai a filhos. </li></ul><ul><li>As percepções femininas - a redução dos ciclos das vazantes é a responsável pelas mudanças nas práticas da pesca e na relação da comunidade com os meios de produção local. </li></ul><ul><li>As mulheres pescadoras reconhecem a necessidade de se conservar os recursos aquáticos e são conscientes de que o desaparecimento de algumas espécies resulta das transformações artificiais do rio. </li></ul><ul><li>As transformações são percebidas com maior intensidade pelas mulheres e menos intensidade pelas moças. Concorre para isso, o fato de que em função da idade, aquelas detêm maior experiência com o trabalho no campo, com as atividades, consideradas masculinas, por dividirem às responsabilidades de família e por sua infância ter sido distinta em relação à das meninas </li></ul>

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