Unidade 3 o_antigo_regime_europeu

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O Antigo Regime Europeu

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Unidade 3 o_antigo_regime_europeu

  1. 1. O Antigo Regime Europeu regra e exceção http://divulgacaohistoria.wordpress.com/ 8º ano - Unidade 3 História
  2. 2. Portugal na Europa do Antigo Regime 2 10 – Conhecer e compreender o Antigo Regime europeu a nível político e social. 1. Definir Antigo Regime. 2. Reconhecer o absolutismo régio como o ponto de chegada de um processo de centralização do poder régio iniciado na Idade Média. 3. Identificar os pressupostos fundamentais do absolutismo régio, nomeadamente a teoria da origem divina do poder e as suas implicações. 4. Reconhecer a corte régia e os cerimoniais públicos como instrumentos do poder absoluto. 5. Caracterizar a sociedade de ordens de Antigo Regime, salientando as permanências e as mudanças relativamente à Idade Média. 6. Destacar a relevância alcançada por segmentos da burguesia mercantil e financeira nas estruturas sociais da época.
  3. 3. Portugal na Europa do Antigo Regime 3 11 – Conhecer os elementos fundamentais da caracterização da economia do Antigo Regime Europeu. 1. Reconhecer o peso da economia rural no Antigo Regime, sublinhando o atraso da agricultura devido à permanência do Regime Senhorial. 2. Salientar a importância do comércio internacional na economia de Antigo Regime. 3. Explicar os objetivos e medidas da política mercantilista. 4. Relacionar o mercantilismo com a grande competição económica e política entre os estados europeus no século XVII. 5. Explicar a adoção de políticas económicas não protecionistas, por parte da Inglaterra, num contexto de predomínio de teorias mercantilistas.
  4. 4. Portugal na Europa do Antigo Regime 4 12 – Conhecer e compreender os elementos fundamentais da arte e da cultura no Antigo Regime. 1. Caracterizar a arte barroca nas suas principais expressões. 2. Reconhecer a importância do método experimental e da dúvida metódica cartesiana para o progresso científico ocorrido. 3. Reconhecer a consolidação, nestes séculos, do desenvolvimento da ciência e da técnica, referindo os principais avanços científicos e os seus autores.
  5. 5. Portugal na Europa do Antigo Regime 5 13 – Conhecer e compreender a afirmação política da Holanda e de Inglaterra, nos séculos XVII e XVIII. 1. Apontar as características da organização política das Províncias Unidas (República com um governo federal). 2. Referir a recusa da sociedade inglesa em aceitar a instauração do absolutismo. 3. Reconhecer, nas Províncias Unidas e na Inglaterra, no século XVII, a existência de uma burguesia urbana, protestante, com capacidade de intervenção política e de pôr o seu poder económico ao serviço do Estado. 4. Relacionar o dinamismo e os valores dessa burguesia com a criação de instrumentos comerciais, financeiros e políticos inovadores e eficazes. 5. Reconhecer a capacidade que ingleses e holandeses demonstraram ao nível da acumulação de capital e do seu reinvestimento no comércio internacional (capitalismo comercial).
  6. 6. Portugal na Europa do Antigo Regime 6 14 – Conhecer as diferentes etapas da evolução de Portugal, em termos políticos, sociais e económicos, no século XVII e na primeira metade do século XVIII. 1. Reconhecer o reinado de D. João V como um momento de afirmação da monarquia absoluta de direito divino em Portugal, mas limitado pela necessidade de respeitar os costumes, a justiça e as leis fundamentais do reino. 2. Caracterizar a sociedade portuguesa como uma sociedade de ordens, salientando o predomínio das ordens privilegiadas na apropriação dos recursos económicos e da existência de uma burguesia sem grande aptidão pelo investimento nas atividades produtivas e com aspirações de ascender à nobreza e ao seu modo de vida. 3. Caracterizar da economia portuguesa na primeira metade do século XVII, salientando a prosperidade dos tráfegos atlânticos (especialmente a rota do comércio triangular). 4. Identificar as dificuldades da economia portuguesa no final do século XVII. 5. Relacionar as dificuldades vividas pela economia portuguesa no final do século XVII com a implementação de medidas mercantilistas. 6. Avaliar o impacto das medidas mercantilistas no sector manufatureiro e na balança comercial portuguesa. 7. Explicar o impacto do Tratado de Methuen e do afluxo do ouro brasileiro no sector manufatureiro e na balança comercial portuguesa. 8. Avaliar as consequências internas e externas do afluxo do ouro do Brasil a Portugal.
  7. 7. Portugal na Europa do Antigo Regime 7 Antigo Regime é nome dado ao período situado entre os séculos XVII e XVIII. Caracteriza-se por: Economia: predominância da atividade agrícola, desenvolvimento das atividades comerciais; Sociedade: de ordens (nobreza, clero, povo); Político: Poder absoluto do rei.
  8. 8. Portugal na Europa do Antigo Regime 8 O peso da agricultura na economia
  9. 9. Portugal na Europa do Antigo Regime 9 A maior parte da população europeia (pelo menos 80%) vivia da agricultura; As melhores terras pertenciam à nobreza e ao clero. Os camponeses pagavam pesados impostos aos donos da terra. A agricultura era pouco produtiva, as fomes, as pestes eram frequentes, a mortalidade elevada; Algumas cidades europeias desenvolviam atividade comercial;
  10. 10. Portugal na Europa do Antigo Regime 10 Sociedade dividida em ordens
  11. 11. Portugal na Europa do Antigo Regime 11 A sociedade estava dividida em ordens ou estados: Nobreza e clero eram as ordens privilegiadas; Clero não paga impostos e recebe a dízima. Têm tribunais próprios; Nobreza não paga impostos, ocupavam os principais cargos nas cortes, do exército e da Igreja, Povo (Terceiro Estado) era constituído por diversos grupos: burguesia (comerciantes, letrados) artificies e camponeses. Pagavam impostos ao Rei e ao Clero e Nobreza.
  12. 12. Portugal na Europa do Antigo Regime 12 Na sociedade do Antigo Regime a mobilidade era muito pequena; Era uma sociedade baseada no nascimento; Poucos conseguiam ascender na sociedade. Alguns burgueses letrados eram recompensados com um titulo nobiliárquico; Esta situação de grandes injustiças provocava tensões sociais que levavam, por vezes, a desencadearem-se motins e revoltas;
  13. 13. Portugal na Europa do Antigo Regime 13 A monarquia absoluta
  14. 14. Portugal na Europa do Antigo Regime 14 Os monarcas concentraram todo o poder; O que significa todo o poder? Os reis absolutos detêm os três poderes do Estado: Legislativo: elaborar leis Executivo: governar Judicial: julgar o cumprimento das leis.
  15. 15. Portugal na Europa do Antigo Regime 15 O rei francês, Luís XIV, (1661-1715) foi o modelo de monarca absoluto; Os reis governavam por direito divino; O poder tinha-lhes sido entregue diretamente por Deus, por isso, só a Deus os monarcas tinham de prestar contas;
  16. 16. Portugal na Europa do Antigo Regime 16 A ostentação do luxo fazia parte da encenação do poder dos monarcas; Luís XIV, mandou construir o palácio de Versalhes, onde a corte vivia rodeada de luxo.
  17. 17. Portugal na Europa do Antigo Regime 17 O mercantilismo As rivalidades entre os países europeus levaram-nos a adotar politicas económicas mercantilistas; Esta política económica foi criada por Colbert, que foi ministro de Luís XIV;
  18. 18. Portugal na Europa do Antigo Regime 18
  19. 19. Portugal na Europa do Antigo Regime 19 O reforço das economias nacionais: o mercantilismo Mercantilismo A riqueza do estado depende dos metais preciosos entesourados Aumento das exportações Apoio do Estado Redução das importações Criação e desenvolvimento de manufaturas Balança comercial favorável Taxas alfandegárias e proibição de importações Contratação de técnicos SANCHES, Mário, História A, Edições ASA, 2006, (adaptado)
  20. 20. Portugal na Europa do Antigo Regime 20
  21. 21. Portugal na Europa do Antigo Regime 21 O mercantilismo é uma teoria económica que defende que a riqueza de um país reside na quantidade de metais preciosos que nele existissem; Defende as seguintes ideias: O país devia exportar o mais do que importava para ter uma balança comercial positiva; Desenvolver as manufaturas (produzir no país os produtos); Diminuir as importações aumentando os impostos pagos na fronteira (taxas alfandegárias) ou criando leis que proibissem a importação de terminados produtos;
  22. 22. Muitos palcos, um espetáculo Portugal na Europa do Antigo Regime 22 Arte Barroca
  23. 23. O palácio de Versalhes passou de 700 habitantes (1644) para 10 000 em 1774; Portugal na Europa do Antigo Regime 23
  24. 24. Portugal na Europa do Antigo Regime 24
  25. 25. Portugal na Europa do Antigo Regime 25
  26. 26. Portugal na Europa do Antigo Regime 26
  27. 27. Versalhes Portugal na Europa do Antigo Regime 27
  28. 28. Versalhes é como um espetáculo num palco, onde tudo converge para a glória do rei: arquitetura, pintura, escultura, ornamentação, mobiliário, jardins, etc. Portugal na Europa do Antigo Regime 28
  29. 29. Portugal na Europa do Antigo Regime 29
  30. 30. Portugal na Europa do Antigo Regime 30 Foi uma época de contradições; O Barroco traduziu um mundo abalado por conflitos sociais e religiosos, guerras, etc.; A arte tinha uma função dupla: fascinar pelos sentidos e transmitir uma forte mensagem ideológica; Nazoni, Bom Jesus de Matosinhos
  31. 31. Portugal na Europa do Antigo Regime 31 Basílica de São Pedro (interior)
  32. 32. Portugal na Europa do Antigo Regime 32 O Barroco destinava-se a persuadir e estimular emoções; Pelo movimento curvilíneo, real ou aparente; Pela assimetria; Pelos jogos de luz e sombra; Pela procura do infinito, teatral, do fantástico, do cenográfico; Dirigia-se ao grande público;
  33. 33. Portugal na Europa do Antigo Regime 33 O Barroco é uma arte comandada pela emoção, afetividade e misticismo e não pela razão; Procura alcançar o público pelos sentidos; Talha dourada, Igreja de S. Francisco, Porto
  34. 34. Portugal na Europa do Antigo Regime 34 Caravaggio, A morte da Virgem, 1605-06, óleo A luz, é a personagem central da pintura barroca; Luz rasante (focal), que chama atenção para determinadas zonas do quadro;
  35. 35. Portugal na Europa do Antigo Regime 35 Caravaggio, A morte da Virgem, 1605-06, óleo
  36. 36. Portugal na Europa do Antigo Regime 36 A pintura barroca nasceu em Itália e foi a aplicação dos princípios saídos do Concílio de Trento; Tentou captar a fé das multidões através dos sentidos; Tem como objetivos o deslumbramento, a surpresa, a encenação e a luz (claro/escuro);
  37. 37. Portugal na Europa do Antigo Regime 37 Caravaggio, S. Jerónimo
  38. 38. Portugal na Europa do Antigo Regime 38 O jogo da luz/sombra; Luz rasante (focal), que chama atenção para determinadas zonas do quadro; Cores puras e fortes, procura captar os espectadores através dos sentidos; Rembrandt, Descida da Cruz
  39. 39. A cultura e o Iluminismo em Portugal face à Europa 39 O método experimental e o progresso no conhecimento do Homem e da Natureza – A revolução científica Ao longo dos séculos XVII e XVIII vão-se dar progressos nas ciências e no conhecimento humano que vão mudar a forma como o Mundo era entendido; A intervenção divina, ou do Diabo, ou mesmo a conjugação de determinados astros era a explicação para determinados fenómenos físicos e naturais; A Ciência assentava nos conhecimentos dos Antigos como Aristóteles, Ptolomeu, Santo Agostinho e outros cujas afirmações eram consideradas inquestionáveis;
  40. 40. A cultura e o Iluminismo em Portugal face à Europa 40 Durante o Renascimento nasceu o espírito crítico, embora limitado a um pequeno grupo de intelectuais; Os Descobrimentos trouxeram novos conhecimentos sobre o Mundo, as culturas, fauna, flora e povos existentes; Na Europa surgem associações científicas onde se organizam debates e conferências, algumas tornam-se instituições nacionais;
  41. 41. A cultura e o Iluminismo em Portugal face à Europa 41 Surge o gosto pela observação dos fenómenos naturais e físicos; Desenvolvem-se as ideais que: Só a observação direta torna possível o conhecimento; O conhecimento aumenta constantemente; O progresso científico contribui para melhorar as condições da Humanidade; Dá-se início a uma revolução científica;
  42. 42. A cultura e o Iluminismo em Portugal face à Europa 42 A partir do século XVI desenvolve-se o método do experiencialismo; Francis Bacon (1561-1626) foi um dos percursores afirmou que para conhecer a verdade era preciso: Observar os factos; Formular hipóteses; Repetir a experiência; Formular a lei.
  43. 43. A cultura e o Iluminismo em Portugal face à Europa 43 René Descartes (1596-1651) Elaborou o princípio da dúvida metódica, isto é, não admitir qualquer coisa como verdadeira sem existirem evidências nesse sentido; Baruch Spinoza (1632-1677) afirmou a superioridade da razão; Wilhelm Leibniz (1646-1716) defende o princípio da Razão, A ciência começava a desvendar os segredos da Natureza, e o Homem aumenta o conhecimento que tem de si e da Natureza.
  44. 44. A cultura e o Iluminismo em Portugal face à Europa 44 O conhecimento do Homem A ciência médica desenvolve-se lentamente; Em 1628, William Harvey publica as suas descobertas sobre a circulação sanguínea; A medicina progride ao longo do século XVIII e vai ser uma das responsáveis pelo crescimento demográfico que se verifica no século;
  45. 45. A cultura e o Iluminismo em Portugal face à Europa 45 No século XVII, com Galileu começa a revolução da conceção do Universo; Foi o primeiro a olhar para o Universo através de um telescópio; Galileu vai corroborar as teses heliocêntricas de Nicolau Copérnico; Apesar da perseguição, por parte da Inquisição às ideias divulgadas por Galileu, o conhecimento divulga-se e vai aumentado; Isaac Newton (1642-1727) descobre as leis da gravidade e formula a hipótese de um universo infinito ;
  46. 46. A cultura e o Iluminismo em Portugal face à Europa 46 No século XVIII as academias científicas tornam-se vulgares e aparecem em quase todas as capitais europeias; Os jornais e boletins científicos proliferam; As Universidades criam laboratórios modernos; As ideias científicas discutem-se e divulgam-se com uma rapidez nunca antes vista na História; Surgem novos instrumentos científicos: telescópico, microscópio, barómetro, termómetro, relógio de pêndulo, etc.;
  47. 47. A cultura e o Iluminismo em Portugal face à Europa 47 Toda esta evolução cientifica e cultural é limitada a um grupo de intelectuais: Todas estas inovações eram ignoradas pela maior parte da população europeia, sobretudo nos países do Sul, onde o analfabetismo predominava; As mentalidades continuavam sem grande evolução; A Igreja oferecia grande resistência à mudança; Os cientistas e filósofos eram vistos com grande desconfiança e muitas vezes perseguidos pela Inquisição; A Igreja receava que as novas ideias levassem os católicos a duvidarem da fé e, por isso, contestassem a autoridade do clero;
  48. 48. O Império Português e a concorrência internacional 48 Uma nova potência marítima: a Holanda O federalismo holandês
  49. 49. O Império Português e a concorrência internacional 49 Os países do Norte da Europa (Províncias Unidas (Holanda), Inglaterra e França entram em luta contra a hegemonia da Espanha; As Províncias Unidas tornaram-se independentes do Império Espanhol e formaram uma República independente em 1581, a cidade mais importante era Amesterdão, existia uma grande tolerância política e religiosa; Dedicavam-se ao comércio e construção naval; A burguesia era ativa e empreendedora e fundaram grandes companhias de comércio;
  50. 50. O Império Português e a concorrência internacional 50 As companhias desalojaram os portugueses de muitas locais estratégicos; A Companhia das Índias Orientais dominou as principais feitorais no Orientem e tornou-se a principal fornecedora de especiarias, chã e seda; A Companhia das Índias Ocidentais dominou o comércio Atlântico; Durante quase todo o século XVII, os Holandeses detiveram a hegemonia dos mares;
  51. 51. O Império Português e a concorrência internacional 51 O Império Inglês
  52. 52. Portugal na Europa do Antigo Regime 52 Em 1642 o Parlamento inglês recusou novos impostos como pretendia o rei Carlos I; Seguiu-se uma guerra civil entre os seguidores do rei e do Parlamento; Vencedores, as forças do Parlamento, condenaram o rei à morte e elegeram Oliver Cromwell, como Lorde Protetor; A monarquia foi definitivamente restaurada em 1688 por Guilherme de Orange; Foi aprovada a Declaração dos Direitos que estabelece a partilha do poder entre o rei e o Parlamento;
  53. 53. O Império Português e a concorrência internacional 53 Durante o reinado de Isabel I (1558-1603), os corsários ingleses atacam os barcos portugueses e espanhóis, provocando muitos prejuízos ao comércio ibérico, nessas ações notabilizou-se o corsário, Francis Drake;
  54. 54. O Império Português e a concorrência internacional 54 Os ingleses fundaram as suas próprias companhias de comércio, como a Companhia do Comércio Oriental, que atacou o comércio das especiarias de Portugal e da Holanda; No Atlântico dominam o comércio de escravos;
  55. 55. O Império Português e a concorrência internacional 55 Os ingleses colonizaram a América do Norte, e aí fundaram as 13 colónias;
  56. 56. O Império Português e a concorrência internacional 56 Nos séculos XVII e XVIII, a expansão inglesa entrou em confronto com os Holandeses e Franceses; Após várias guerras e confrontos, os ingleses saíram vitoriosos, nomeadamente na Guerra dos Sete Anos (1756- 1763);
  57. 57. O Império Português e a concorrência internacional 57 Após essas vitórias a Inglaterra alcançou a hegemonia marítima e colonial;
  58. 58. O Império Português e a concorrência internacional 58 O capitalismo comercial
  59. 59. O Império Português e a concorrência internacional 59 Aumentam as mercadorias transportadas pela Rota do Cabo: especiarias, seda, porcelanas, chã, tecidos de algodão, etc.; No Atlântico desenvolve-se o comércio triangular: Em África capturavam escravos para vender na América. Da América traziam metais preciosos, açúcar, algodão e tabaco para vender na Europa; Este comércio é muito lucrativo, e permite uma constante acumulação de dinheiro; A burguesia do Norte da Europa domina este comercio que é a base de um novo sistema económico: o capitalismo comercial;
  60. 60. O Império Português e a concorrência internacional 60 O capitalismo comercial levou ao desenvolvimento de instituições financeiras: bancos e bolsas de valores;
  61. 61. O Império Português e a concorrência internacional 61 Bolsa de valores é o mercado organizado onde se negociam ações de empresas (públicas ou privadas); Ação é documento que representa a posse uma percentagem de uma empresa; Banco é uma instituição cuja principal atividade é receber depósitos e efetuar empréstimos (crédito); Os primeiros bancos e bolsas de valores nasceram em Amesterdão e Londres;
  62. 62. Portugal na Europa do Antigo Regime 62 Em Portugal vive-se numa sociedade típica do Antigo Regime; A agricultura é a principal atividade económica, a maior parte das terras pertencem ao clero e à nobreza; As técnica rudimentares e os impostos que recaem sobre os camponeses determinam uma produtividade fraca; Esquema em http://aprenderhistoria8.blogspot.pt/20 08/04/economia-do-antigo- regime.html
  63. 63. Portugal na Europa do Antigo Regime 63 A economia portuguesa dependia do comércio colonial; Os portugueses traziam das colónias especiarias, açúcar, tabaco e outros produtos; Os países europeus, entre os quais Portugal, obrigavam as suas colónias ao exclusivo colonial; Exclusivo colonial – obrigação das colónias comerciarem unicamente com a metrópole;
  64. 64. Portugal na Europa do Antigo Regime 64 Os produtos coloniais eram depois reexportados para outros países europeus conjuntamente com o sal, azeite e vinho; Portugal importava trigo, têxteis e produtos manufaturados; No último quartel do século XVII, surge uma crise comercial, o preço do açúcar baixou nos mercados, fruto da concorrência do açúcar produzido noutras regiões (Antilhas);
  65. 65. Portugal na Europa do Antigo Regime 65 O défice da balança comercial portuguesa aumenta e muitos portugueses, como Duarte Ribeiro de Macedo preconizam a adoção de medidas mercantilistas; Em 1675, o regente D. Pedro (futuro D. Pedro II) nomeou como Vedor da Fazenda (ministro da Economia e Finanças), o conde da Ericeira, defensor das ideias mercantilistas;
  66. 66. Portugal na Europa do Antigo Regime 66 Medidas tomadas pelo Conde de Ericeira: Desenvolve a industrialização (fomenta a criação de manufaturas têxteis na Covilhã, Fundão e Portalegre); Mandou vir técnicos do estrangeiro; Concedeu à manufatura da Covilhã o monopólio do fabrico de tecidos de uso corrente; Impulsionou a criação de outras manufaturas; Publicou as Leis Pragmáticas que proibiam o uso de tecidos de lã e outros artigos de origem estrangeira;
  67. 67. Portugal na Europa do Antigo Regime 67 Os ingleses que eram os grandes exportadores de têxteis, passaram a importar menos vinhos a Portugal; Os grandes produtores vinhateiros portugueses, como o Marquês do Cadaval, protestam; Em 1703, Portugal assina com a Inglaterra o Tratado de Methuen: Os têxteis ingleses deixam de pagar taxas alfandegárias ao passarem nas fronteiras portuguesas; A Inglaterra reduz as taxas pagas pelos vinhos portugueses ao entrarem no seu país. Este tratado vai prejudicar a indústria portuguesa e leva ao desenvolvimento da produção de vinho. Surge na região do Douro, o vinho do Porto;
  68. 68. Portugal na Europa do Antigo Regime 68 No finais do século XVII, chegam a Lisboa as primeiras remessas de ouro, provenientes do Brasil (Minas Gerais); Os bandeirantes tinham, finalmente descoberto ouro; Pouco depois descobrem-se minas de diamantes;
  69. 69. Portugal na Europa do Antigo Regime 69 A produção de ouro brasileiro aumentou até meados do século XVIII; Com abundância de ouro as leis que impediam as importações foram abandonadas, nomeadamente durante o reinado de D. João V; As políticas mercantilistas iniciadas pelo conde de Ericeira foram abandonadas; Portugal aumentou a sua dependência da produção industrial inglesa;
  70. 70. Portugal na Europa do Antigo Regime 70 D. João V, que cobrava um quinto de toda a produção de ouro pode rodear-se de um luxo magnificente, nomeadamente mandou construir o palácio-convento de Mafra;
  71. 71. Portugal na Europa do Antigo Regime 71 A influência das ordens privilegiadas Em Portugal, como nos restantes países europeus, as ordens privilegiadas (clero e nobreza) detinham um grande poder económico; O Clero possuía cerca de um terço das terras e recebia a dízima;
  72. 72. Portugal na Europa do Antigo Regime 72 A nobreza detinha numerosas propriedades agrícolas, recebia impostos e ocupava cargos importantes na Corte e no exército; A nobreza dividia-se em vários escalões: Nobreza de corte – a elite que vivia na corte (duques, marqueses, condes), ocupavam os principais cargos; Nobreza de província – pequena nobreza que vivia nos seus solares na província; Nobreza de serviços ou nobreza de toga – burgueses que tinham sido nobilitados pelo rei por serviços prestados,
  73. 73. Portugal na Europa do Antigo Regime 73 Desde o século XVII, foi-se afirmando uma camada da burguesia portuguesa (magistrados, juízes, etc.; Estavam abaixo da nobreza mas acima dos outros membros do Terceiro Estado, por isso, muitas vezes eram chamados de “estado do meio”, algumas vezes eram “promovidos” à nobreza; A possibilidade de ascensão social estava bloqueada para a burguesia mercantil (comerciantes);
  74. 74. Portugal na Europa do Antigo Regime 74 Os reis portugueses entendiam o poder absoluto de uma forma paternalista; Com D. João V (1689-1750) o rei, imitando Luís XIV, passou a dirigir pessoalmente o governo; Desenvolve a uma política de ostentação do luxo; No entanto o seu poder foi sempre influenciada pelo privilegiados (Clero e Nobreza).
  75. 75. Portugal na Europa do Antigo Regime 75 Em 1755, Lisboa foi quase completamente destruída por um terramoto, nessa altura destacou-se a personalidade do Marquês de Pombal que tomou medidas para socorrer as vítimas e iniciar a reconstrução da cidade; Depois desse episódio, o rei deu-lhe plenos poderes;
  76. 76. Bibliografia: Apresentação construída com base nos livros Diniz, Maria Emília, Tavares, Adérito, Caldeira, Arlindo M., História 8, Raiz Editora, 2012 Neto, Helena e outros, História 8, Santillana,2014 Portugal na Europa do Antigo Regime 76

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